24 de mar de 2013

Alma Llanera (audiodescrição)

Concierto Voces para la Paz 2010.
Auditorio Nacional de Música.
Madrid, 13 de Junio de 2010.
Director: Miguel Roa
Arreglo: Lorenzo Palomo
Colabora: Coro gestual del Instituto Ponce de León de Madrid

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Alma Llanera

Yo nací en esta ribera
del Arauca vibrador,
soy hermano de la espuma,
de las garzas, de las rosas,
soy hermano de la espuma,
de las garzas, de las rosas
y del sol, y del sol.
Me arrulló la viva Diana
de la brisa en el palmar,
y por eso tengo el alma
como el alma primorosa,
y por eso tengo el alma
como el alma primorosa
del cristal, del cristal.
Amo, lloro, canto, sueño,
con claveles de pasión,
con claveles de pasión.
Para ornar las rubias crines
del potro de mi amador,
yo nací en esta ribera
del Arauca vibrador,
soy hermano de la espuma,
de las garzas, de las rosas
y del sol.

Alma llanera es una canción folclórica venezolana, del estilo joropo, cuya música fue compuesta por Pedro Elías Gutiérrez basada en un texto de Rafael Bolívar Coronado. Es considerada como el segundo himno Nacional de Venezuela. Nace como zarzuela y fue estrenada el 19 de septiembre de 1914 en el Teatro Caracas, bajo el nombre "Alma Llanera: zarzuela en un acto" y la representación estuvo a cargo de la compañía española de Matilde Rueda.
Hay que resaltar algunas modificaciones de índole nacionalista que no son consideradas canónicas. La más común en la 4 estrofa
Y le canto a Venezuela
con alma de trovador,
yo nací en esta ribera
del Arauca vibrador,
soy hermano de la espuma,
de las garzas, de las rosas
y del sol.

Libertad Lamarque & Pedro Vargas


Gustavo Dudamel & Orquesta Juvenil Simón Bolívar de Venezuela

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Guerras contra o "terrorismo", Urânio e Neocolonialismo

 Excelente 

Parlamentar belga Laurent Louis na sessão do Parlamento de 22 / 01 / 2013, derruba vários mitos utilizados para fazer uma guerra e burlar a Convenção de Genebra.
Interesses estratégicos e econômicos estão por trás do apoio da Bélgica a sua irmã França. O Neocolonialismo em marcha está destruindo a democracia de países soberanos, colocando-os nas mãos de grandes corporações, que cada vez mais dominam o mundo.

No DocVerdade
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Neymarketing

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As 14 características do homem perfeito segundo o Kama Sutra

Ser gentil e saber contar uma boa história são dois exemplos do que o grande livro recomenda.
Ilustração baseada no Kama Sutra
Ilustração baseada no Kama Sutra
Que características você, homem, deve ter para interessar aquela criatura suave e cruel, delicada e tirânica, sublime e miserável, generosa e avarenta, capaz de nos levar ao céu e logo depois à sarjeta, mas, em duas palavras, irresistível e incomparável, portanto insubstituível — a fêmea?
Bem, você definitivamente não é o primeiro a se formular essa questão tão complexa, nem será o último. Um sábio indiano, Vatsayana, que viveu numa época que não se sabe precisamente, mas que estudiosos chutam em algum ponto entre os séculos IV e VI AC, se deteve na pergunta fundamental, a mãe de todas, da vida de um homem. Ele é o autor, ou pelo menos se imagina que seja, do Kama Sutra, que está longe de ser o manual erótico que muitos pensam que é sem ter lido, depois de ver apenas algumas ilustrações e ouvir de orelha dizerem que é.
Para facilitar a minha vida e a sua, vou colar um trecho da Wikipedia sobre o Kama Sutra e Vatsayana:
“Ao contrário do que muitos pensam, o Kama Sutra não é um manual de sexo, nem um trabalho sagrado ou religioso. Ele também não é, certamente, um texto tântrico. Na abertura de um debate sobre os três objetivos da antiga vida hindu – Darma, Artha e Kamadeva – a finalidade do Vatsyayana é estabelecer kama, ou gozo dos sentidos, no contexto. Assim, Darma (ou vida virtuosa) é o maior objetivo, Artha, o acúmulo de riqueza é a próxima, e Kama é o menor dos três.”
Bem, de volta ao Planeta Terra. Vatsayana, de cujo Kama Sutra recomendo vivamente a leitura, elaborou uma lista de atributos do homem a quem elas entregam o coração, a alma e as demais coisas menos elevadas espiritualmente que, francamente, também interessam a nós. São 14. Aos homens, sugiro que vejam em quantos se enquadram. Caso se dêem bem serão o objeto invejado e admirado de desejáveis fêmeas angustiadas como a loira abaixo, desenhada por Roy Lichtenstein, um dos heróis da arte pop que floresceu nos Estados Unidos nos anos 60. Se não pontuarem bem, têm uma boa lição de casa, desde que persistentes e, mais que tudo, humildes para reconhecer fraquezas. Às mulheres, recomendo que verifiquem o grau de acerto ou não do velho indiano que, antes mesmo do Contardo Calligaris, investigou os mistérios metafísicos e físicos do amor. O debate está aberto.
Os homens ideais, segundo ele, são:
1) os versados na ciência do amor;
2) os que têm habilidade para contar histórias;
3) os que conhecem as mulheres desde a infância;
4) os que conquistaram a confiança delas, mulheres;
5) os que lhes enviam presentes;
6) os que falam bem;
7) os que fazem coisas de que elas gostam;
8 ) os que nunca amaram outras mulheres;
9) os que conhecem seus pontos fracos;
10) os que gostam de festas;
11) os liberais;
12) os que são famosos por sua força;
13) os empreendedores e corajosos;
14) os que superam os demais homens em cultura, aparência, boas qualidades e generosidade.
Fabio Hernandez
No Diário do Centro do Mundo
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Coisas

Da série “Coisas que a vida ensina”: com o tempo, ou nos transformamos nos nossos pais ou nas pessoas sobre as quais nossos pais nos preveniam.
CORPORAÇÃO
Há pessoas que, com o tempo, acrescentam outra.
O rosto fica mais carnudo, a cintura se expande, tudo engrossa: incorporam um estranho. Com outras acontece o contrário, perdem um outro inteiro (Jô Soares, há muito tempo, depois de emagrecer com uma dieta: “Perdi um Wilson Grey”).
Deve ser parte do falado amor da Natureza ao equilíbrio: nada aumenta aqui que não diminua em outro lugar, e vice-versa. E há um certo consolo em pensar que nossa barriga pode ser a barriga enjeitada de outro.
CARGA
E quando chegar a hora de aproveitarmos toda a experiência que acumulamos com o tempo, tudo que a vida nos ensinou através dos anos, toda a sabedoria, toda a filosofia, todo o savoarfer, não teremos mais a energia.
Será um pouco como amontoar tanta coisa no lombo de um burro que ele não consegue sair do lugar.
ÂNGULO
(Da série “Poesia numa hora destas?!”)
As paixões humanas não mudam,
muda o angulo de visão:
hoje é comportamento obsessivo
o que era amor de perdição,
falta de carboidratos
em vez de desmaios por desilusão,
contratos bem redigidos
em vez de juras do coração,
e temporadas num spa
para esquecer a separação.
E o que antes era voyeurismo,
hoje é contemplação.
Luis Fernando Veríssimo
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Escolha de papa Francisco reinventa estratégia polonesa

A esquerda e os evangélicos têm em comum certo apelo à simplicidade e ao diálogo com os desesperados. A escolha do novo papa, portanto, visa bloquear o crescimento dos pentecostais e barrar o avanço da esquerda na zona onde há mais católicos
A investidura do cardeal Jorge Bergoglio, como novo chefe da igreja católica, de alguma forma surpreendendo até os mais atentos analistas, pode ser interpretada através de paralelo histórico. A comparação possível remonta a 1978, quando os italianos perderam primazia sobre o Vaticano e o polonês Karol Wojtyla foi ungido como o papa João Paulo II.
Apresentava-se de forma bastante clara o objetivo das correntes hegemônicas no colégio de cardeais, alinhadas com a geopolítica ocidental da guerra fria. Para enfrentar o campo socialista e decepar a influência dos valores de esquerda sobre o próprio catolicismo, fez-se necessário um cavalo de pau. Foi preciso inovar na origem do sucessor de Pedro para reduzir resistências contra o novo discurso ultramontano.
A jogada tática revelou-se formidável para a consolidação do trio de ferro que lideraria a campanha pelo desmantelamento da União Soviética. Ao lado de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, o papa polaco revigorou o reacionarismo clerical. Por sua nacionalidade, pôde operar no interior do território mais vulnerável e com maior população católica do mundo socialista. A partir dessa ofensiva, reuniu forças para dilacerar os grupos renovadores vinculados ao Concílio Vaticano II, particularmente os adeptos da Teologia da Libertação.
Os trinta e cinco anos de governo Wojtyla-Ratzinger, porém, levaram à exaustão determinada simbologia da direita católica, baseada na recuperação do caráter sagrado e aristocrático da igreja. O arsenal que fora útil para restaurar a hierarquia eclesiástica no período anterior, de batalha contra a dissidência teológica, acabou perdendo eficácia comparativa contra religiões de cunho mais popular, particularmente em países mais pobres.
A redução do número de fiéis e outros sinais de decadência provocaram fissuras e conflitos cada vez mais agudos na cúpula romana, dentro da qual se intensificaram tanto a disputa de opiniões quanto a guerra por mando e controle financeiro, para não falar de outras perversidades próprias do ambiente secreto e de impunidade que quase sempre vigorou no Vaticano.
Além do avanço evangélico em antigas fortalezas católicas, especialmente na América Latina, a igreja da região, devidamente domesticada por João Paulo II e Bento XVI, também passou a ver sua influência afrontada por nova onda de governos progressistas.
Essas administrações, direta ou indiretamente, ademais de contrapor projetos terrenos de libertação ao espírito de compaixão passiva pelos pobres, ditado pelos últimos papas, abriram portas para temas laicos e modernizantes que apavoram fundamentalistas religiosos de distintas orientações.
Mudanças para legalizar casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito ao aborto, por exemplo, passaram a ocupar espaço relevante na agenda de nações do capitalismo periférico. Até mesmo o voto de castidade e outras regras corporativas voltaram ao debate, solapando uma silenciosa compreensão confessional do que seria o fim da história.
Nesse cenário de turbulências, apesar de visões antagônicas sobre vários assuntos, a esquerda e os evangélicos têm em comum certo apelo à simplicidade e ao diálogo com os desesperados. O conservadorismo católico que veste sapatos Prada e reassume hábitos medievais, na mão oposta, veio consolidando imagem de distância, opulência e arrogância.
A escolha do novo papa, portanto, naturalmente deveria acertar contas com essas variáveis, quais sejam: bloquear o crescimento dos pentecostais e barrar o avanço da esquerda na zona com a maior quantidade de católicos do planeta.
Entronizar um dos cardeais latino-americanos, nesta perspectiva, era opção previsível. Não apenas por nacionalidade, mas também para afastar a igreja do círculo putrefato no qual rondam seus líderes europeus e norte-americanos.
O axioma polonês foi útil na hora de decidir para qual país o pêndulo deveria se inclinar. A escolha pelo elo mais fraco parece nítida. A Argentina, diferentemente do Brasil, ainda é relativamente pouco afetada pela escalada evangélica e apresenta melhores condições para servir de plataforma às áreas hispânicas do subcontinente. Do ponto de vista político, entre todas as experiências latino-americanas, ali as forças progressistas enfrentam mais dificuldades e contradições, acossadas por uma classe média organizada e possante.
Por fim, entre os cardeais argentinos havia um homem que, como Wojtyla em seu momento, apresentava simultaneamente credenciais de conservadorismo e mudança. Há provas razoáveis que o cardeal Bergoglio, para além de posições reacionárias em direitos civis, comportou-se entre o silêncio obsequioso e a cumplicidade ativa perante a ditadura militar. Prestou-se, nos últimos tempos, ao papel de chefe moral da oposição direitista contra os Kirchners, de acordo com o próprio Departamento de Estado norte-americano. Mas seus hábitos são, ao menos aparentemente, os de um pastor humilde e próximo da gente comum, uma ruptura com o modelo púrpura de Roma.
A imagem do papa buono, que abriu a João XXIII o caminho para as reformas dos anos 60, agora é resgatada, em operação midiática de rara envergadura, para popularizar um príncipe da contra-reforma e reescrever sua contraditória biografia. Um conservador jesuíta que, como seus antepassados de ordem, foi escalado para dobrar a América Latina através do verbo e da catequese, abandonando o verticalismo doutrinário e oligárquico tão a gosto da Opus Dei e da igreja saxônica.
Essa alteração de método e perfil tem sido recebida por alguns setores como prenúncio de uma época de abertura no catolicismo. Não faltou quem classificasse de nova e alvissareira encíclica o batismo de Bergoglio como Francisco. Pode até ser, pois de onde nada se espera tudo pode acontecer, inclusive nada. Mas não foi a própria bíblia a alertar contra os lobos em pele de cordeiro?
Breno Altman
No 247
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