21 de mar de 2013

Garotinho é denunciado ao STF por calúnia

Garotinho Zorro
O líder do PR na Câmara, deputado federal Anthony Garotinho (RJ), foi denunciado em fevereiro deste ano pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por praticar calúnia em seu blog, ao atacar um juiz que o condenou por formação de quadrilha em 2010. As informações são do jornal "Valor Econômico".
Agora, o Supremo decidirá se transforma ou não o caso em ação penal. De acordo com a denúncia, Garotinho publicou textos na internet para denegrir a honra do juiz federal Marcelo Leonardo Tavares. O magistrado do Rio condenou o ex-governador a dois anos e seis meses de prisão, convertidos em prestação de serviços à comunidade, por crime de formação de quadrilha, no processo decorrente da Operação Segurança Pública S/A da Polícia Federal.
A operação desbaratou um esquema de loteamento de delegacias da Polícia Civil do Rio para facilitar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e contrabando. Ao todo, 16 pessoas foram denunciadas, incluindo Garotinho e o ex-chefe da Polícia Civil do estado e ex-deputado estadual Álvaro Lins.
O juiz condenou Garotinho por atuar como "chefe maior" de uma quadrilha, "corresponsável intelectual das ações estratégicas e pela escolha de delegados que deveriam ocupar órgãos-chave ou ser indicados para promoção", e que colocariam o esquema em prática. Na decisão, o juiz afirma que Garotinho, ex-secretário de Segurança do Rio, "agia informalmente" nessas escolhas mesmo quando já não ocupava cargos na gestão de sua mulher, Rosinha Garotinho, como governadora.
O ex-governador recorreu da sentença e, ao eleger-se deputado federal, passou a ter foro privilegiado. O caso, então, foi remetido ao STF. Lá, aguarda julgamento desde setembro de 2011. A relatora do processo na Corte é a ministra Cármen Lúcia, já que dois ministros sorteados anteriormente como relatores (Celso de Mello e Luiz Fux) se declararam impedidos.
Garotinho reagiu contra a decisão do juiz em seu blog e acusou o magistrado de fazer parte de uma "armação política" e emitir uma decisão "encomendada" por adversários, em troca de um cargo para seu irmão no governo do Rio. De acordo com o jornal, o deputado chegou a entrar com uma reclamação contra o juiz no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alegando irregularidades no processo e na sentença. O órgão, no entanto, arquivou o pedido entendendo que não houve irregularidades.
Tavares entrou com uma representação contra Garotinho junto ao Ministério Público Federal. A medida motivou a denúncia apresentada por Gurgel ao STF. Procurado pela reportagem, Garotinho não quis se pronunciar. Seu advogado, Mauro Coelho Tse, disse que o ex-governador "jamais teve a intenção de ofender quem quer que seja", limitando-se a "exercer seu direito constitucional de manifestação do pensamento". A defesa do juiz Marcelo Tavares não comentou o caso.
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O dia em que Roberto Marinho, Murdoch e Merval viraram parceiros

Marinho, Murdoch, Merval, todos m...
Encontro ocorreu em setembro de 1995 e selou a ofensiva de Rupert Murdoch, dono da News Corporation e envolvido em escândalos no Reino Unido, sobre o mercado de tevê por assinatura no Brasil.
São Paulo - Os grandes conglomerados de mídia estão mais conectados do que se pode imaginar. E a histórica fotografia acima é um exemplo do qual não se deve esquecer.
A News Corporation, do empresário Rupert Murdoch, e a Globopar, holding das Organizações Globo, tornaram-se parceiros em 1995 para explorar o serviço de tevê via satélite no Brasil, através da Net Sat, operação então ligada à NET, que pertencia à Globo.
A proposta era introduzir tecnologia digital e o “pay-per-view” no país, além de facilitar a internacionalização da programação da tevê Globo nos Estados Unidos.
O acordo foi selado durante viagem de Murdoch ao Rio de Janeiro, quando ele visitou Roberto Marinho e outros altos executivos globais, como Merval Pereira, então diretor de redação do jornal ‘O Globo’.
O apetite de Murdoch pelo Brasil cresceu ainda mais em 2004, quando ele tornou-se majoritário na Sky, ao comprar parte das ações da Globo na empresa. Em seguida, trabalhou pela fusão da Sky com a Directv, então concorrentes. A Directv, com sede nos Estados Unidos, já pertencia a ele.
Em 2006, Murdoch vendeu sua participação na Directv ao grupo norte-americano Liberty Media, do empresário John Malone. Com isso, o empresário se afastou das operações de tevê no Brasil, reduzindo seus negócios aos canais Fox, distribuídos por várias operadoras.
Também as Organizações Globo se distanciaram das operações de tevê a cabo e satélite, se concentrando na produção de conteúdos. Isso ganhou força a partir de 2004, com a venda de parte da Net para o empresário mexicano Carlos Slim, dono da Embratel.
A legislação também se enrijeceu. A lei 12.485/2012, por exemplo, impede que empresas de radiodifusão tenham direta ou indiretamente mais de 50% do capital de empresas de telecomunicações. Hoje, a Globo mantém posição minoritária na Net e na Sky.
Foto: Jornal O Globo, 16/09/1995, imagem scaneada
No Carta Capital
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Aécio Neves vai para a UTI?

A cambaleante candidatura de Aécio Neves corre o risco de morrer na praia – do Rio de Janeiro, já que não há praia em Minas Gerais. A sua situação se complica a cada dia que passa. José Serra ressurgiu da tumba e decidiu peitá-lo de frente. Rejeita que ele seja indicado presidente do PSDB e questiona sua própria postulação, dada como “natural” pelo “guru” FHC. O governador paulista Geraldo Alckmin também acionou uma blitz contra o senador mineiro. Duas notinhas de Monica Bergamo, na Folha de ontem, confirmam os percalços:
FAMÍLIA
José Serra afasta qualquer possibilidade de se reconciliar pessoalmente com Aécio Neves, embora militem no PSDB. O ex-governador de São Paulo acha que o mineiro está por trás do livro "A Privataria Tucana", de 2011, em que negócios de sua filha, Veronica, foram esquadrinhados. Não perdoa.
FAMÍLIA 2
O autor, Amaury Ribeiro Jr., diz em um dos capítulos do livro que foi escalado por um jornal de Minas, ligado a Aécio, para levantar informações sobre arapongas que Serra teria supostamente colocado no encalço do mineiro. A partir daí, começou a pesquisar os negócios da família do paulista. Diz, no entanto, que fez isso por conta própria, “usando da liberdade conferida aos repórteres especiais” da publicação em que trabalhava.
As bicadas no ninho tucano são antigas, mas elas ficaram mais sangrentas nos últimos dias. Aécio Neves nunca confiou em José Serra e não se empenhou na campanha presidencial do desafeto em 2010. Na época, ele reivindicou a realização de prévias no PSDB, mas foi tratorado pelo paulista. Agora, a vingança é maligna. É José Serra quem exige as prévias internas para definir o candidato da fraturada sigla. De quebra, os seus apaniguados ainda espalham boatos de que o paulista poderá abandonar o ninho tucano.
Hoje, na mesma Folha serrista, a jornalista Eliane Cantanhêde publicou mais uma notinha devastadora. “José Serra e Eduardo Campos se encontraram sigilosamente em São Paulo. E não foi para falar de flores. Já tem gente até sonhando com uma chapa geográfica e sinuosa: Campos e Serra. Em política, nada é impossível”. A “colunista” se mostra assustada com o aumento da popularidade de Dilma e aposta na fragmentação como única forma de garantir o segundo turno. Nesta conta, Aécio Neves não surge como principal aposta!
A mesma conta deve tumultuar os cálculos de Geraldo Alckmin. Ele parece mais preocupado com sua delicada situação em São Paulo. Várias pesquisas apontam a queda da sua popularidade e uma “fadiga de material” que pode encerrar a prolongada hegemonia tucana no governo estadual. Diante deste cenário, o seu maior esforço é para manter o tucanato paulista unido – o que significa consolidar a trégua com os serristas e ampliar o seu leque de alianças. Não é para menos que ele abriu mais espaço para o PSB no seu governo.
Geraldo Alckmin já manteve dois encontros reservados com Eduardo Campos e indicou como seu “conselheiro” o presidente estadual do PSB, Márcio França. O pragmático deputado participa das reuniões privadas semanais com o tucano e não esconde sua alegria. “Há muita gente no PSDB que é simpático à candidatura do Eduardo Campos. Portanto, a aproximação com o governador Alckmin é boa para os dois lados”, festeja Márcio França. Ela só não é boa para Aécio Neves, que deve estar curtindo uma baita ressaca e poderá ter a sua candidatura levada em breve para a UTI.
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Aécio Neves já é acusado de Malufar

Por conquistar de maneira heterodoxa seu partido para disputar à presidência em 1985, Maluf provocou êxodo partidário dando a vitória a Tancredo
Os métodos adotados pelo então candidato à Presidência da República Paulo Maluf para conseguir a hegemonia em seu partido, a Arena, acabou obrigando seus opositores a abandonar a sigla, montando uma dissidência que depois se consolidaria no PFL, viabilizando a eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral.
Naquela época, aviões carregados de dinheiro viajaram pelo País e diversos cargos em empresas públicas foram loteados nos diversos Estados, para garantir nas convenções estaduais e posteriormente na nacional do partido a vitória de seus apoiadores, viabilizando sua indicação como candidato da Arena à Presidência da República.
A vitória de Tancredo só foi possível devido os votos dos integrantes do Colégio Eleitoral que, discordantes do método adotado, viram em Tancredo a imagem de antítese de Maluf. Imagem igualmente passada para a opinião pública.
Ao contrário de seu avó Tancredo, Aécio vem desde 2004 adotando o mesmo método de Maluf para conquistar sucessivas vitórias nos diversos diretórios estaduais do PSDB, através da entrega de cargos a lideranças partidárias regionais nas diversas empresas do Governo de Minas, principalmente subsidiarias da CEMIG fundadas sem qualquer razão ou viabilidade econômica nos diversos Estados do País.
Totalizam hoje 120 empresas, apenas as pertencentes à CEMIG, com media de 6 cargos de diretoria e 12 no conselho de administração e fiscal em cada, são 2160 cargos considerados de primeiro escalão e com remuneração mínima de R$ 10 mil reais, ocupados por indicação de lideranças do PSDB e a políticos derrotados do partido nos diversos Estados.
Calcula-se que em troca da maioria nos diretório, são gastos mensalmente pela CEMIG R$ 21.600 milhões, arrecadados através da mais cara tarifa do País, cobrada da população e empresas mineiras para manter empresas deficitárias como a Light no Rio de Janeiro, onde um diretor chega a receber R$ 60 mil reais por mês.
Na direção da Light estão o ex-deputado Raul Jungmann, de Pernambuco, José Carlos Aleluia, da Bahia, o engenheiro David Zylbersztajn, ex-genro de Fernando Henrique Cardoso.
Não por outro motivo que Aécio Neves lutou contra a redução na tarifa de energia adotada pelo Governo Federal, pois reduziria a arrecadação da CEMIG, inviabilizando o pesado e oneroso esquema montado. Em seu gabinete, em Belo Horizonte, Andréa Neves, irmã de Aécio, administra a distribuição destes cargos.
No final de Janeiro instalou-se enorme pânico ao se descobriu que o sistema de informática que atende Andréa contendo estas informações tinha sido invadido com a retirada de um relatório. Após apuração, constatou-se que o acesso teria partido da Secretaria da Fazenda. No meio político é dado como certo a divulgação deste relatório.
A prática adotada nos conselhos e diretoria das empresas subsidiária da CEMIG repete-se nos diversos cargos de escalões inferiores onde ninguém é nomeado sem indicação política. Também os conselhos de outras empresas estatais de Minas Gerais abrigam lideranças e parentes de caciques do PSDB onde a área de licitação e compras é orientada a atenderem preferencialmente as empresas financiadoras da máquina partidária do PSDB.
Em síntese, Aécio Neves vem a quase dez anos financiando a tomada de Poder no PSDB visando beneficiar e facilitar sua carreira política com o dinheiro do Governo do Estado de Minas Gerais. Trata-se da mesma “esperteza” política adotada por Paulo Maluf, o que lhe rendeu ter seu nome como sinônimo de corrupção e Malufar transformou-se em verbo de levar vantagem indevida, roubar.
Fruto da insatisfação com este comportamento heterodoxo de Aécio, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse ao senador mineiro que discorda do seu projeto de assumir o controle do PSDB neste ano para preparar o lançamento de sua candidatura presidencial em 2014.
Na terça-feira passada, Alckmin manifestou sua discordância num jantar no apartamento de Aécio em Brasília, na frente de outros cinco governadores tucanos e dos principais dirigentes da sigla.
Alckmin afirmou que Aécio "não precisaria" presidir o PSDB para se viabilizar como candidato e sugeriu que a projeção que ele ganharia no cargo seria prejudicial para suas aspirações presidenciais, ao colocá-lo em atrito permanente com o governo.
Reféns das estruturas partidárias em seus Estados, nenhum outro governador concordou com Alckmin durante o jantar, mas o episódio serviu para expor aos participantes da reunião as dificuldades que Aécio encontrará para unir o partido em torno de seu projeto político. Nos bastidores são unânimes em denunciar o método adotado por Neves para dominar o partido através do chamado “Grupo Mineiro”.
A escolha de Aécio como presidente do PSDB é considerada por seus aliados uma etapa essencial desse projeto, e nos próximos dias eles farão uma nova ofensiva para tentar vencer as resistências dos tucanos paulistas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o mais entusiasmado cabo eleitoral de Aécio dentro do partido, marcou um encontro com Alckmin neste fim de semana.
Aliados do governador estão incomodados com a centralização das decisões no PSDB por aliados de Aécio e dizem que Alckmin gostaria de ser consultado antes que a sigla definisse sua estratégia. Fernando Henrique quer ouvir os argumentos do governador e vai pedir sua ajuda para apaziguar as relações de Aécio com o ex-governador José Serra, um antigo desafeto do senador mineiro.
Aécio tem procurado ampliar os contatos com o PSDB paulista e telefonou para Serra que não o atendeu. O senador mineiro esperava encontrar Serra num evento partidário marcado para o próximo dia 25 na capital paulista, mas Serra mandou avisar que estará fora do país, e Aécio resolveu então antecipar a conversa. A convenção nacional do PSDB está marcada para 19 de maio.
Aliados de Serra dizem que ele não apoiará a candidatura de Aécio e poderá até abandonar o PSDB se seu grupo não ganhar cargos na burocracia partidária com a renovação da sua direção.
O isolamento poderia ainda levar Serra a trocar o PSDB pelo PPS, sigla que o apoiou em eleições anteriores e agora aponta para a possibilidade de embarcar na caravana do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Na semana passada, Serra disse a interlocutores que não pretende negociar cargos no partido em troca de apoio a Aécio. Ele também afirmou que é "pequena" a possibilidade de deixar o PSDB, mas ressaltou que não há nenhuma decisão tomada.
O Estado de S.Paulo deste domingo informa que o ex-governador José Serra (SP) negou haver um mal-estar entre ele e o senador Aécio Neves (MG), provável candidato do PSDB à Presidência, e afirmou que jamais exigiu cargos na direção do partido para apoiar a candidatura do mineiro.
Porém, reafirmou à reportagem publicada na edição do Estado deste sábado que informara que Serra ameaçou deixar o PSDB caso não tivesse direito a espaço na direção partidária. Três parlamentares tucanos foram ao Congresso ao longo da semana e pediram o cargo de presidente da legenda para o ex-governador, em seu nome.

Malufar: Verbo derivado das ações do político Paulo Maluf. O supra-sumo da Lei de Gérson aplicado à gestão pública. Neologismo que significa esperteza, no pior sentido, a malandragem mais descarada, a roubalheira associada ao empreendedorismo do político. É o salvo-conduto para a safadeza.
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“Em uma empresa de comunicação, questionar não é permitido”

 
Tive hoje a oportunidade de ler uma carta escrita, como disse um amigo, com o fígado, não com as mãos. Trata-se de um agora ex-funcionário do Diário Catarinense, jornal do Grupo RBS em Santa Catarina, que colocou no papel toda a frustração por ter que sair de um emprego de muito tempo por absoluta falta de condições de trabalho. Sua demissão, como ele conta na carta, foi acertada com o jornal, depois de 25 anos de RBS. Ali ele fala em “prepotência”, em “opressão”, em “tirania” por parte da administração atual. Pra quem critica a RBS desde a adolescência pela má qualidade do jornalismo praticado, é um agravante e tanto um cara que estava ali dentro há duas décadas e meia, que parecia realmente gostar da empresa, não aguentar mais. E na carta ele ainda cita mais 17 outros nomes que teriam saído pelos mesmos motivos, além de outros que continuam no grupo insatisfeitos.
Quando eu vejo uma carta assim, fico com emoções divididas. Por um lado, acho ótimo que as coisas estejam aparecendo e que as pessoas percam o medo de se manifestar contra esse tipo de situação. Por outro, a cada coisa dessas, fico triste por constatar, de novo, a situação do jornalismo no Brasil. Fico triste de ver que o grupo que detém o monopólio da comunicação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina consegue ser cada dia pior e ainda assim manter esse monopólio.
Mas não deixa de ser engraçada a contradição desse pessoal. Vale atentar para uma passagem da carta do ex-funcionário do Grupo RBS, já lá no final:
Em uma empresa de comunicação, questionar, alimento do jornalismo, não é permitido.
Em uma empresa de comunicação que tem a educação como bandeira, que implica justamente pensar de forma autônoma, pensar não é permitido.
Em uma empresa de comunicação que exalta a democracia, vende a diversidade de opiniões, a participação dos leitores como case de ação, de sucesso, divergir não é permitido.
Vende a diversidade de opiniões… Pois é, uma empresa que treme ao ouvir falar em Conselhos de Comunicação, que brada contra marco regulatório, que acusa qualquer tipo de regulamentação de censura. Regulamentação, vale dizer, que o Reino Unido – que se enquadra naquele grupo de países que sempre são exemplo de civilização para a mídia brasileira – está fazendo neste momento. Regulamentação – se quiserem, eu desenho – serve pra colocar em prática o que diz a Constituição e garantir a pluralidade da comunicação no Brasil, coisa que não acontece quando bem poucos grupos dominam todo o mercado, impondo apenas uma visão a toda a sociedade. Duzentos milhões de pessoas são obrigadas a ler, ouvir e ver o que pensa uma única família, por pura falta de opção.
E aí a ironia vem, quando aparece uma carta dessas. A ironia de uma empresa que diz prezar pela liberdade de expressão – e pega em foice pra defendê-la – e cerceia seus próprios funcionários.
O jornalismo do Brasil é triste.
A publicação da carta – de alforria – foi permitida pelo autor. Segue a íntegra:
ACABOU!!! Hoje, depois de mais de 25 anos de RBS, fui demitido da empresa. Se, por um lado, é um momento de alegria, de júbilo, por ter sido aceito o pedido que fiz para ser mandado embora (mesmo que por conveniência de que o fez, como a justificar a ação), por outro, é de profundo pesar pela situação que me levou a formular tão drástica solicitação – é muito grave e difícil não se ver outra saída que não a de abrir mão do trabalho do qual se gosta e ao qual se dedicou a maior parte da vida.
E é esta mesma postura crítica que me levou à situação extrema de pedir para ser desligado e que marcou minha atuação profissional nesses anos todos que me leva a fazer algumas considerações sobre o ambiente insalubre que tomou conta da redação do Diário Catarinense – mais do que em qualquer época em um quarto de século – nos últimos meses.
Inúmeras gestões se sucederam à frente do DC (redação). A cada editor-chefe – agora diretor – que assumiu seguiram-se momentos de tensão e, às vezes, ruptura, naturais no início de um novo trabalho, de um modo diferente de ver e conduzir as coisas. Até aí, tudo aceitável e dentro do esperado. Mas como o ser humano é imperfeito e o apelo para satisfazer o ego é imenso, muitos que detêm o poder ultrapassam, algumas vezes, o limite e agem com prepotência, idiotia – os sem-poder, como eu, também não estão livres. Tudo dentro da normalidade, desde que seja exceção. Mas quando vira regra, como agora, é abuso.
Aí está a grande diferença desta para administrações pretéritas: a prepotência tornou-se sistêmica, a opressão é o modus operandi. E se em situações um pouco mais estressantes vividas anteriormente se chegou a cogitar solução como a de agora – sair ou ser “saído” da empresa –, o trabalho (não o cargo) sempre garantiu a permanência, sempre foi um refúgio. Agora, no entanto, esta tábua de salvação não mais existe, pois a tirania, a opressão, age justamente aí: não deixa espaço para ninguém, para nenhuma ação e forma de pensamento que não a do tirano. Sem ter o que fazer, a não ser dizer amém, por que continuar? Como continuar?
Se alguém, como bom jornalista, contra-argumentar, levantando a hipótese de que talvez eu tenha uma visão equivocada, seja algo pessoal ou, quem sabe, que o modo de agir que eu esteja condenando seja o meu próprio, lembro que não estou só, que a lista dos que capitularam (foram demitidos, foram compelidos a pedir demissão e aceitaram qualquer emprego fora para se livrar ou mesmo resolveram ir para outro veículo dentro da RBS) fala por si – fala, não, grita. Aí vai uma parte do “obituário”: Guarany Pacheco, Eduardo Kormives, Roberto Azevedo, Márcia Feijó, Renê Müller, Mariju de Lima, Simone Kafruni, Tarcísio Poglia, Marcelo Oliveira, Gisiela Klein, Marcelo Becker, Ângela Muniz, Natália Viana, Larissa Guerra, Valéria Rivoire, Fernando Ferrary, Celso Bevilacqua – sem esquecer da Ceoli e da Jussara, da secretaria de redação, substituídas por um time de futsal de terceira divisão. Não lembro de todos os nomes, não citei os que foram para outros cantos da RBS e nem, é claro, os muitos outros que seguem no baile por absoluta falta de opção.
Em resumo:
Em uma empresa de comunicação, questionar, alimento do jornalismo, não é permitido.
Em uma empresa de comunicação que tem a educação como bandeira, que implica justamente pensar de forma autônoma, pensar não é permitido.
Em uma empresa de comunicação que exalta a democracia, vende a diversidade de opiniões, a participação dos leitores como case de ação, de sucesso, divergir não é permitido.
Por fim, entendo que atualmente, na redação do DC, somente há lugar para a frustração ou para quem se dispõe, por afinidade, disposição ou interesse, a ser um “clone” do chefe da vez. Portanto, não há lugar para jornalistas no que verdadeiramente esta palavra, esta profissão significa – talvez haja lugar para marqueteiros, especialização da casa nos tempos mais recentes.
Lamento muito que o modo de pensar e agir de um só se sobreponha ao de tantos outros por força única e exclusivamente de um cargo ao qual, ao que parece, foi guindado erroneamente, sem de fato ser merecedor, o que não é tão incomum assim no meio jornalístico e dentro da RBS.
Chega!!!
No Somos andando
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Quem matou Phillip Marshall?

Assassinato-suicídio: Marshall é acusado de atirar em seus filhos Alex e Macaila, antes de se suicidar.
Assassinato-suicídio: Marshall é acusado de atirar em seus filhos Alex
e Macaila, antes de se suicidar.
Phillip Marshall, pesquisador, escritor e ex-piloto da CIA, foi encontrado morto em 2 de fevereiro, com seus filhos e até o cão da família. Para as autoridades norte-americanas, a questão é de suicídio, mas, de acordo com aqueles que conheciam Marshall, ele vivia com medo desde que publicou seu livro The big bamboozle.
Philip_Marshall11_9_LivroDe acordo com o jornal Santa Barbara View, durante o processo de edição e da pré-reserva de comercialização do livro, Marshall expressou temor de ser assassinado, porque o livro acusava o ex-presidente George W. Bush e os serviços de inteligência da Arábia Saudita de financiar os sequestradores dos aviões usados nos ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas.
“Pense nisso”, disse Marshall no ano passado, “a versão oficial de um fantasma [Osama bin Laden] em uma caverna do outro lado do mundo, derrotando toda a potente força militar dos EUA em seu próprio solo, é um enorme absurdo.”
Marshall também passou a dizer que “o verdadeiro motivo para o sucesso dos ataques do 11 de setembro é a experiência de militares norte-americanos infiltrados e uma operação coordenada com a Arábia Saudita para o treinamento dos sequestradores para pilotar aviões comerciais de grande porte. Existem dezenas de documentos do FBI para provar que o treinamento de voo foi realizado na Califórnia, Flórida e Arizona, nos 18 meses que antecederam ao ataque”.
Parentes e amigos de Phillip Marshall ficaram chocados com o crime violento, que aconteceu no condomínio fechado Meadows Forrest, localizado no condado de Calaveras. Os corpos foram encontrados por amigos de seus filhos, que foram até a casa da família e não vendo ninguém, estranharam. Ao olhar pela janela, eles puderam ver o corpo de Marshall, de 54 anos, no chão envolto em uma poça de sangue, e de seus filhos Micalia Phillips, de 14, e seu irmão Alex, de 17. A tragédia chocou a pequena cidade dos EUA.

No Limpinho & Cheiroso
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Ecad é condenado por formação de cartel

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e seis entidades de defesa dos direitos autorais no País foram condenados por formação de cartel e abuso da posição dominante. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que fiscaliza a livre concorrência, condenou as entidades por quatro votos a dois. 
Segundo o jornal O Globo, para os conselheiros do Cade “o Ecad e seus associados não apenas se organizaram para tabelar valores, mas criaram barreiras à entrada de novas associações na entidade”.
A prova sobre o acordo de fixação dos preços foi encontrada no próprio site do Ecad: as tabelas de valores cobrados por tipo do usuário. “Também é possível encontrar na página do Escritório na internet os critérios de cálculo e de preço para cobrança de direitos autorais. Comprovaram o ilícito ainda as atas das assembleias gerais realizadas pelo Ecad durante as quais eram discutidas questões relativas à combinação de valores entre as associações”, diz o comunicado do Cade.
“Entendo pela existência de prática de cartel. 
O atual sistema de arrecadação (de direitos autorais), não viabiliza de jeito nenhum a concorrência”, disse ao jornal o relator do processo, Elvino Mendonça. Segundo ele, as regras de cobrança eram determinadas pelas seis associações que compõem o Ecad, e o escritório dificultava a entrada de novas entidades – tanto que a última delas entrou há mais de 30 anos. 
O Ecad e as entidades terão de pagar uma multa de R$ 38 milhões – mas o valor não deve vir do dinheiro que é repassado aos artistas. Além disso, eles não poderão mais tabelar os valores cobrados por direitos autorais. A recomendação do Cade é que o Ministério da Cultura supervisione a atuação do Ecad. 
O processo contra o Ecad foi movido pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), que contestou o valor cobrado pelas associações (2,55% da receita bruta das empresas de TV por assinatura). 
Por meio de nota, o Ecad afirmou que recorrerá da decisão. “O Ecad e as associações recorrerão desta decisão por entender que a estrutura de gestão coletiva criada pelos artistas musicais brasileiros foi esfacelada pelo Cade, que comparou as músicas a meros produtos de consumo e aplicou penalidades em razão do livre exercício dos direitos por seus criadores”, diz o comunicado. 
CPI
É o segundo golpe contra o Ecad desde o ano passado. Há um ano, senadores da CPI montada para investigar a atuação do Ecad pediram o indiciamento de oito diretores e da superintendente da instituição, Glória Braga. No relatório final da CPI, os senadores falam em crime de falsidade ideológica, apropriação indébita, agiotagem e crime contra a ordem econômica. “Dirigir o ECAD se tornou um negócio rentoso”, disseram os deputados.
Segundo os senadores, a atual Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9610-98) apenas deu ao Ecad o monopólio sobre a arrecadação e a distribuição. “A fixação de preços pelas músicas, por exemplo, bem como o custo da taxa de administração de cada entidade, deveriam ser estabelecido livremente, por cada entidade”. 
O relatório fala em “confraria do Ecad”, que “seria elogiável se não prejudicasse os titulares de direitos autorais e os usuários de músicas”. O relador da CPI, Senador Randolfe Rodrigues, falou com o Link na época. Ele defendeu a criação de um órgão para supervisionar a arrecadação de direitos autorais no País. “Não cabe a uma entidade o monopólio de arrecadação e distribuição. Podemos até manter o Ecad, mas ele precisa se limitar a arrecadar e distribuir. Não pode ser o único detentor de direitos”, disse.
Na época, o Ecad falou em “exploração política”.
No Não te calas, educador!
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Governo Dilma prepara nova privatização das teles; o que restou de FHC

A história nos prega peças. O Ministro das Comunicações do Governo Dilma, ligado ao Partido dos Trabalhadores, cogita a possibilidade de doar bilhões em bens considerados públicos às teles em troca de investimentos em redes de fibra óptica das próprias empresas. A infraestrutura essencial para os serviços de telecomunicações, minimamente preservada na privatização de FHC, será entregue às mesmas operadoras para que estas façam aquilo que deveria ser obrigação da prestação do serviço.
Quando o Sistema Telebras foi vendido em 1998, a telefonia fixa passou a ser prestada por concessionárias. Essas empresas receberam da estatal toda a infraestrutura necessária à operação do serviço, a qual foi comprada por alguns bilhões de reais. Definiu-se um prazo para as concessões e os bens a ela relacionados foram regulados como reversíveis, isto é, devem voltar à União ao final dos contratos de concessão para nova licitação. São bens submetidos ao interesse público, que retornam à posse do Poder Público para que, terminada a concessão, a União defina com quem e como deve se dar continuidade à prestação, já que é ela a responsável pelo serviço de acordo com a Constituição Federal.
Esse modelo de concessão foi adotado em razão de uma escolha crucial do Governo FHC, a aplicação de regime jurídico ao serviço de telefonia fixa condizente com sua essencialidade – o regime público. Ele permite ao Estado exigir metas de universalização e modicidade tarifária das empresas concessionárias, além de regular as redes do serviço como reversíveis.
Antes da privatização, de 1995 a 1998, foram investidos bilhões de recursos públicos para preparar as empresas para os leilões. A planta da telefonia fixa quase dobrou. Posteriormente à venda, as redes reversíveis se desenvolveram para cumprir metas de universalização previstas nos contratos de concessão a serem concluídas até 2005. A ampliação da cobertura foi viabilizada pela tarifa da assinatura básica, reajustada durante muitos anos acima da inflação e até hoje com valor injustificadamente elevado.
Além desse incremento dos bens da concessão, a infraestrutura da telefonia fixa se tornou suporte fundamental para a oferta de acesso à banda larga no país. Mesmo as redes que eventualmente não tenham relação direta com o telefone, apresentam ligação financeira com ele. Afinal, também durante anos, e ainda hoje, houve subsídio cruzado ilegal da concessão às redes privadas de acesso à Internet. A telefonia que deveria ter tarifas menores passou a se constituir na garantidora da expansão da banda larga conforme critérios de mercado e de interesse econômico das operadoras.
Assim, a medida cogitada pelo Ministro Paulo Bernardo aponta ao menos dois graves problemas. Primeiro, ela significa a transferência definitiva ao patrimônio das teles de bilhões em bens que constitucional e legalmente deveriam retornar à União, pedindo em troca que essas empresas invistam em si mesmas, ou seja, em redes que serão para sempre delas.
Segundo, a doação bilionária envolveria grande parte da espinha dorsal das redes de banda larga no país, enfraquecendo ainda mais o Estado na condução de políticas digitais. Como se não bastasse, essa medida significaria o suspiro final do regime público nas telecomunicações, com a prestação da telefonia fixa passando exclusivamente ao regime privado.
Diante do desafio de especificar quanto das redes atuais de telecomunicações são ligadas à telefonia fixa ou resultado de suas tarifas, o arranjo em avaliação sem dúvida simplifica o processo em favor das operadoras. Não só isso, minimiza as vergonhosas consequências de até agora já ter sido vendido um número considerável de bens reversíveis sem autorização ou conhecimento da Anatel, que deveria tê-los controlado desde as licitações, mas não o fez efetivamente.
Se aprovada tal proposta, o nosso saldo será a privatização do que resta de público nas telecomunicações e o profundo desprezo pelo caráter estratégico da infraestrutura de um serviço essencial como a banda larga. Estaremos diante do desrespeito violento à determinação constitucional de que a União é a responsável pelos serviços de telecomunicações, na medida em que perderá o direito de interferir na gestão de redes que passarão a ser exclusivamente privadas.
A justificativa ensaiada para essa operação é a de que, por um lado, os bens da concessão estão se desvalorizando e, por outro, de que é preciso disseminar fibra óptica pelo país e não há como obrigar as empresas a investirem onde não existe interesse econômico. Porém, o que o Governo quer é encontrar novo subterfúgio para não enfrentar sua falha central nesse campo: o não reconhecimento da banda larga como serviço essencial.
A necessária tarefa de levar banda larga e redes de fibra óptica a todo o Brasil poderia ser realizada sem a transferência de bens de interesse público à iniciativa privada se o Governo garantisse a prestação da banda larga também em regime público. Como visto, esse regime confere ao Estado maiores prerrogativas para exigir o cumprimento de obrigações por parte das empresas. Paralelamente, o modelo regulatório atualmente desenhado prevê mecanismos públicos de subsídio para parte dos investimentos impostos.
O principal deles é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), com recursos constantemente contingenciados pelo Governo Federal. De acordo com a lei que o instituiu, o FUST só pode ser utilizado para o cumprimento de metas de universalização, obrigação que se refere apenas a serviços prestados em regime público.
Nesse caso, o financiamento público para a ampliação das redes das operadoras se justifica pelos seguintes motivos: (i) o dinheiro se destina somente à parte dos investimentos que não pode ser recuperada com a exploração do serviço; (ii) os valores das tarifas são controlados para que o serviço seja acessível à população, contemplando-se também acessos gratuitos; e (iii) a rede construída não é patrimônio definitivo das operadora, pois sua posse volta à União ao final da concessão. Com tais garantias, outros subsídios poderiam ser estudados e aplicados sem significar favorecimento das teles.
Entretanto, o Governo mantém a prestação da banda larga exclusivamente em regime privado, criando alternativas ilegais e bastante complicadas para lidar com a demanda de ampliar as conexões à Internet no país e, ao mesmo tempo, evitar o enfrentamento com os poderosos interesses privados. Ao invés de submeter as grandes empresas do setor às obrigações do regime público, opta pela frouxa negociação da oferta de planos de banda larga popular, por empréstimos pouco transparentes do BNDES, pela desoneração de tributos na ordem de 6 bilhões de reais para a construção de redes privadas, pela defesa da utilização do FUST também em regime privado e, agora, considera admissível a doação às teles dos bens que restaram da privatização para que elas invistam em redes próprias, não reversíveis.
Nunca antes na história desse país se tratou com tamanha leviandade serviços essenciais e redes estratégicas!
Ilustração do Valter Pomar, no Facebook
No BandaLarga
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Agências da ONU e parceiros criam quadrinhos informativos sobre HIV/aids e outras DSTs

Histórias em Quadrinhos: Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas. 
A Organização da Nações Unidas para Educação, a Cultura e a Ciência (UNESCO), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, produziram material didático informativo sobre o HIV/aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. A série de quadrinhos é dirigida a adolescentes e jovens e estava sendo distribuída na rede pública de ensino.
O material faz parte do programa Saúde e Prevenção nas Escolas, uma iniciativa que busca incentivar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde sexual e saúde reprodutiva com o objetivo de reduzir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis — e a infecção pelo HIV em particular –, além de ampliar a conscientização sobre o tema, reduzindo estigmas.
Em um comunicado, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) elogiou a iniciativa “que sem qualquer dúvida trará reflexos altamente positivos na promoção de uma vida saudável e de respeito à diversidade”.
Acesse aqui os HQs produzidos:
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Os coniventes

O ex-deputado estadual e ex-marido da Dilma, Carlos Araújo, não é um ex-ativista politico, pois recentemente voltou à militância partidária no PDT, apesar de limitado pela saúde. Quando militava na resistência à ditadura foi preso, junto com a Dilma, e os dois foram torturados.
Depondo diante da Comissão Nacional da Verdade, esta semana, sobre sua experiência, Araújo lembrou a participação de empresários na repressão, muitas vezes assistindo à ou incentivando a tortura.
Que eu saiba, foi a primeira vez que um depoente tocou no assunto nebuloso da cumplicidade do empresariado, através da famigerada Operação Bandeirantes, em São Paulo, ou da iniciativa individual, no terrorismo de estado.
O assunto é nebuloso porque desapareceu no mesmo silêncio conveniente que se seguiu à queda do Collor e à revelação do esquema montado pelo P. C. Farias para canalizar todos os negócios com o governo através da sua firma, à qual alguns dos maiores empresários do país recorreram sem fazer muitas perguntas.
A analogia só é falha porque não há comparação entre o empresário que goza vendo tortura ou julga estar salvando a pátria com sua cumplicidade na repressão selvagem e o empresário que quer apenas fazer bons negócios e se submete ao esquema de corrupção vigente. Mas a impunidade é comparável: o Collor foi derrubado, o P. C. Farias foi assassinado, mas nunca se ficou sabendo o nome dos empresários que participaram do esquema.
Nunca se fez a CPI não dos corruptos, mas dos corruptores, como cansou, literalmente, de pedir o senador Pedro Simon. No caso da repressão, talvez se chegue à punição, ou no mínimo à identificação, de militares torturadores, mas o papel da Oban e da Fiesp e de outros civis coniventes permanecerá esquecido nas brumas do passado, a não ser que a tal Comissão da Verdade siga a sugestão do Araújo e jogue um pouco de luz nessa direção também.
A comparação nossa com a Argentina é quase uma fatalidade geográfica, somos os dois maiores países da America do Sul com pretensões e vaidades parecidas. Lá o terrorismo de estado foi mais terrível do que aqui e sua expiação — com a condenação dos generais da repressão — está sendo mais rápida. Mas a rede de cumplicidade com a ditadura foi maior, incluindo a da Igreja, e dificilmente será julgada. Olha aí, pelo menos nessa podemos ganhar deles.
Luis Fernando Veríssimo
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A estranha morte de Jango

 
A família de João Goulart autorizou a exumação de seus ossos, a fim de que se averigúe a causa de sua morte – atribuída a um ataque cardíaco. O presidente deposto era, desde jovem, cardiopata, e isso facilitou a versão oficial para o óbito prematuro. Jango morreu aos 57 anos. Sobre o assunto tenho depoimentos a dar. O primeiro deles é sobre a personalidade serena de Jango. Conheci-o em seus primeiros meses como Ministro do Trabalho, em visita a Belo Horizonte.
Como repórter, acompanhei-o em seus encontros com os líderes sindicais de Minas. Eu o veria várias vezes nos anos seguintes, antes de com ele conviver no exílio em Montevidéu. Jango foi fiel à memória de Vargas, a quem dedicava afeto de filho. Suas idéias eram as de Getúlio. A ele devo manifestações fortes de solidariedade naqueles anos sombrios.
Quando Lacerda morreu, Tancredo Neves comentou comigo suas suspeitas. Era curioso que as três personalidades mais fortes da oposição ao regime militar, e que haviam estabelecido uma aliança para a recuperação republicana do Brasil, morressem uma depois da outra: Juscelino em agosto e Jango em dezembro de 1976, e Lacerda em maio do ano seguinte. “Se todos morreram por acaso, isso só pode ser proteção de Deus ou do Diabo aos militares”. Como já estivéssemos no processo conspiratório para a redemocratização do país, Tancredo abriu a camisa, mostrou a medalha que trazia no peito, e disse contar com seus santos protetores, entre eles São Francisco de Assis.
Os inúmeros depoimentos conhecidos mostram que os Estados Unidos não hesitam em livrar-se de seus inimigos, reais ou imaginários, por todos os meios. Quando lhes convêm, contratam sicários para a tarefa sórdida, como fizeram, ainda no festejado governo Roosevelt, ao recrutar o sargento Somoza para matar Sandino e, em seguida, entregar-lhe o governo da Nicarágua. Da mesma forma atuaram, ao apoiar, ostensivamente, o general Pinochet a fim de dar o golpe, bombardear o Palácio de La Moneda e dar fim a Salvador Allende, presidente do Chile. Quando isso não é recomendável, ou não dispõem de assassinos confiáveis, usam seus próprios agentes. Eles o fazem no “interesse da pátria”.
Conhecer a verdade sobre a morte de Jango, se ainda é possível descobrir as provas de possível assassinato, 36 anos depois, é um direito de seus familiares, e, mais do que seu direito, direito da nação. Se isso ocorreu, provavelmente os responsáveis pelo assassinato ainda poderão ser localizados – e pagar pelo seu crime. Se forem agentes estrangeiros, só um vazamento nos revelará a agressão.
Mas o conhecimento do crime será advertência severa contra aqueles que, em nome da “ordem”, ou de qualquer outra idéia, pregam a supressão da liberdade e submissão dos povos ao terror do Estado ditatorial.
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Petições da Avaaz rendem milhões de dólares. As campanhas são sérias ou é golpe na internet?

AVAAZ é uma ONG de uma única pessoa que já faturou mais de 18 MILHÕES DE DÓLARES em doações feitas por internautas.
Pedidos de doações são disfarçados em textos apelativos de petições que exploram qualquer assunto em destaque na mídia. O dinheiro das doações vai para uma conta no exterior.
As mensagens são enviadas de um computador dos Estados Unidos. Ou seja, a ordem para brasileiros clicarem em alguma coisa vem de fora do País.
IP dos e-mails da Avaaz 69.60.9.158
Resultado da consulta: IP Address: 69.60.9.1 Country: United States
Esta ONG norte-americana surgiu há pouco tempo na internet pedindo doações em suas campanhas (petições) e já está MILIONÁRIA. Pertence a uma única pessoa conforme informações da declaração de imposto de renda apresentada ao fisco do governo dos Estados Unidos (Department of the Treasure – Internal Revenue Service)
Pesquisando na internet verifica-se que o dono da Avaaz tem várias ONGs virtuais e todas usam a mesma tática da Avaaz de pedir dinheiro pela internet enviado petições sobre assuntos com forte repercussão na imprensa. Percebe-se que Avaaz é apenas um nome diferente para as ONGs virtuais MoveOn.org e Res Publica.
Uma de suas ONGs virtuais, Faithful América (FA), criada em 2004, explora o sentimento religioso das pessoas para pedir dinheiro em petições. O nome “Faithful América” pode ser traduzido como América da Fé. Em 2008 mudou de nome para Faith in Public Life (Fé na Vida Pública).
Pelas informações no site da FA, percebe-se claramente que trata-se de uma versão religiosa da Avaaz.org ou da MoveOn.org: a FA é uma comunidade online de milhares de cidadãos motivados pela fé para agir nas questões prementes moral do nosso tempo e mobiliza seus membros, solicitando sua participação nas petições de internet, campanhas de envio de cartas, manifestações, eventos e grupos de pressão.
A Avaaz apareceu no Brasil usando algum artifício para disparar em massa mensagens com as petições e pedido de doações para milhares de contas de e-mails do Brasil. Depois, alguns internautas brasileiros fizeram o resto do serviço para a Avaaz prospectar doadores aqui, reenviando as petições para seus contatos, que por sua vez repassaram para outros e assim por diante.
Em uma de suas primeiras mensagens a Avaaz dizia que tinha o poder até de “persuadir” o Presidente Lula. Imagine se isso fosse verdade. Uma ONG estrangeira, comandada por uma única pessoa, sem registro no Brasil (as doações de brasileiros vão para uma conta no exterior, via cartão de crédito internacional), dispara mensagens em massa de outro país capazes de influenciar até nosso Presidente.
Nos Estados Unidos é obrigatório as ONGs tornarem públicas suas declarações de imposto de renda. No ano passado a AVAAZ Foundation publicou em seu site as declarações de imposto de renda, do período de 01 junho de 2006 até 31 de dezembro de 2009, apresentadas ao fisco do governo dos EUA (Department of the Treasure – Internal Revenue Service), que estão disponíveis nestes links
De acordo com estas declarações de imposto de renda apresentadas ao governo dos EUA a AVAAZ Foundation arrecadou em doações as seguintes quantias
01jun2006 a 31mai2007 – 1,093 MILHÕES DE DÓLARES
01jun2007 a 31mai2008 – 4,398 MILHÕES DE DÓLARES
01jun2008 a 31dez2008 – 1,275 MILHÕES DE DÓLARES
01jan2009 a 31dez2009 – 4,767 MILHÕES DE DÓLARES
01jan2010 a 31dez2010 – 6,742 MILHÕES DE DÓLARES
TOTAL DO PERÍODO (jun/2006 – dez/2010): 18,276 MILHÕES DE DÓLARES.
DESPESAS – salário do diretor-executivo: R$ 40 mil por mês
Atividade de disparar mensagens em massa na internet tem um custo muito baixo, como pode ser verificado pelo reduzido número de funcionários declarado no imposto de renda (em 2008, por exemplo, tinha apenas seis). Então, o que o dono da avaaz.org faz com os milhões de dólares que arrecada?
Observem na declaração de imposto de renda que o diretor-executivo recebeu US $ 126 mil no semestre 01jun2008 a 31dez2008, que dá 21 mil Dólares mensais, ou seja, aproximadamente R$ 40.000,00 por mês de salário.
CREDIBILIDADE da AVAAZ – AS PETIÇÕES FUNCIONAM?
A comodidade de alguém exercer a cidadania por você tem um preço. Já se constatou vários equívocos nas petições, como falhas de interpretação de matérias jornalísticas (do congresso nacional, exemplo), comemoração de vitórias que foram terríveis derrotas. Basta ler atentamente os textos que já se percebe algo estranho. O que é motivo para muitas desconfianças.
Petição sobre a Lei da Grilagem da Amazônia
Veja o equívoco da Avaaz na informação em seu site sobre o resultado da votação Medida Provisória (MP) da legalização da grilagem de terras na Amazônia. Ao contrário do que a Avaaz informa, a MP da grilagem virou lei e foi considerada uma das maiores derrotas da história do ambientalismo brasileiro.
Do site da Avaaz
A floresta Amazônica – No ápice de um momento de decisão em junho de 2009, membros da Avaaz no Brasil fizeram mais de 14.000 ligações e enviaram mais de 30.000 mensagens online ao presidente Lula em dois dias. No último momento, a pressão pública reverteu a lei que daria boa parte da floresta Amazônica para a exploração de agronegócios (Junho 2009). Uma grande vitória para o Brasil, e para o planeta, já que a Amazônia consome enormes quantidades de gases estufa que vem aquecendo o planeta.
Como todos sabemos, a MP da grilagem virou lei, isto é, foi aprovada e sancionada. Veja o que imprensa publicou na época
Petição sobre a Lei da Ficha Limpa.
Em seu site a Avaaz comete exageros em sua propaganda internacional. Reinvidica ter sido responsável pela lei da ficha limpa no Brasil. Diz na propaganda que foram suas petições na internet que fizeram surgir um movimento popular no Brasil para propor a lei da ficha limpa.
Do Site da Avaaz
Brazil (730,000 members) we took a civil society movement online and drove an anti-corruption law through congress that is putting large numbers of corrupt politicians out of a job – widely hailed as a political revolution.
Conforme a imprensa tem noticiado, foi o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que fez a proposta e a campanha para coletar mais de 1,6 milhão de assinaturas.
Por ingenuidade, o MCCE publicou em seu site um link para a site da Avaaz hospedado nos Estados Unidos da petição oportunista que explorou a repercussão na imprensa do projeto de lei da ficha limpa para pedir dinheiro aos brasileiros. Pelo jeito, o MCCE não deve se importar muito com a ficha de seus parceiros. Casa de ferreiro, espeto de pau. Já as ONGs brasileiras que tanto lutam combatendo a corrupção, os crimes ambientais, os licenciamentos ambientais ilegais etc. não merecem destaque na página do MCCE.
Na verdade, a Avaaz disparou a petição da ficha limpa pela primeira vez somente na véspera da votação na câmara (detectou o assunto porque estava bombando na mídia). Quando a lei tinha sido aprovada na Câmara havia 20 dias e já estava havia 3 dias no senado (e voltou a ser destaque na mídia), a Avaaz mandou outra mensagem estranha com o seguinte teor: Vencemos! A lei da ficha limpa foi aprovada, agora deverá ir para o Senado. Nas próximas semanas vamos precisar de vocês novamente para pressionar o Senado. Ou seja, mandou esta mensagem esquisita do resultado da votação na Câmara 20 dias depois do fato ter ocorrido e quando faltava apenas 1 dia para o prazo dos senadores aprovarem (para valer nas eleições de 2010).
É incrível as pessoas acreditarem na seriedade destas petições. Exercer a cidadania, provocar as mudanças no Mundo, exige muito mais esforço do que ficar na frente do computador clicando e repassando e-mails com pedido de doações. Exercer a cidadania não é ajudar a iludir as pessoas espalhando pela internet estas mensagens.
Se arrecadaram milhões de dólares por que não contratam jornalistas especializados? Por que não contratam um sistema de auditoria para atestar a autenticidade destas petições?
No exterior, há também muitas críticas, dúvidas e desconfianças sobre a eficácia das campanhas. Uma pessoa, por exemplo, acusa a Avaaz de ter fornecido seu e-mail para anunciantes (veja abaixo); quando se conferiu a autenticidade de uma petição no Canadá, descobriu-se IPs falsos. O dono da Avaaz alega que alguém entrou no sistema e inseriu aqueles milhares de IPs falsos e entrou na justiça exigindo investigação. Comenta-se na imprensa que devido ao sucesso de arrecadação de MILHÕES DE DÓLARES em doações é provável que muitos golpistas já tenham clonado a Avaaz pelo mundo inteiro e lançam as petições com pedido de doações desviados para uma conta particular.
COMENTÁRIOS – Forum da Austrália e blog da Irlanda
AUSTRÁLIA – Forum, acessado em 05/02/2011
Tradução
18 de dezembro 2010
Titulo da postagem: Avaaz é uma farsa
Texto Traduzido:
Recentemente aderi a uma petição da Avaaz, enviada por um amigo.

Hoje recebi um e-mail pedindo dinheiro. Eles dizem que têm 6,5 milhão de membros e que aumenta em 60.000 por semana.

Uma doação muito pequena de $ 3 ou $ 5 por semana a partir de 10.000 Avaazers cobriria todos os custos para manter uma pequena equipe, ajudando a salvar vidas em situações de emergência humanitária, a proteção do meio ambiente e dos animais, combater a corrupção e o crime organizado, trazer a paz e reduzir a pobreza ..

Objetivos ambiciosos: Eu me pergunto o que aconteceria se os 6,5 milhões doassem US $ 3 a US $ 5 por semana.

Que efeito isso teria? Eu entendo que eles mantenham em sigilo as identidades das pessoas que assinam suas petições. Isto quer dizer que é um desperdício de tempo e eles poderiam simplesmente inventar um número qualquer de adesões? Os governos realmente dão importância para números de petição que não se pode ser verificado?

Eu estou querendo saber se isso pode ser um golpe visando atingir os sentimentos das pessoas de querer fazer algo pela humanidade mas na verdade acabam deixando alguém rico.
Texto original:
Avaaz is it a scam
Recently I joined a Avaaz petition as a result of having it forwarded to me by a friend.
Today I received an email asking for money. They say they have 6.5 million members and are growing by 60,000 per week.
A very small donation of $3 or $5 per week from 10,000 Avaazers would cover all the core costs of our small team, helping to save lives in humanitarian emergencies, protect the environment and wildlife, fight corruption and organized crime, push for peace and reduce poverty.
Lofty aims. I wonder what could happen if the 6.5 million donate $3 to $5 per week.
What effect have they actually had. I understand they keep confidential the identities of people that sign their petitions. Does this mean it is a waste of time and they could just make up the numbers? Do governments really take notice of petition numbers that they cannot have verified.
I am wondering if this may be a scam targeting peoples feelings of wanting to have an effect in the world but in the end making someone rich.
IRLANDA – Blog, acessado em 05/02/2011
Posted on 2007/06/14 by dahamsta (dahamsta is Adam Beecher, an Internet consultant based in Cork City, Ireland)
Texto Traduzido:
Titulo da postagem: NÃO ASSINE AS PETIÇÕES DA AVAAZ
Não se dá valor ao seu endereço de e-mail, esta é a verdade. Eu assinei um bom número de petições estimulado pela minha irmã, mas recentemente eu comecei a receber spam no e-mail exclusivo que criei para se inscrever no site da Avaaz. Eu relatei isso para a Avaaz e recebi a garantia de que eles não vendem ou compartilharam a sua lista, mas que já receberam denúncias semelhantes e estão investigando. Perguntei-lhes sobre os resultados da investigação, mas eles não responderam nada. Obviamente, a segurança foi violada.
Texto original:
Don’t sign avaaz.org petitions
Not if you value your email address, that is. I’ve signed quite a few of them on prompting from Sista, but recently I’ve started received spam on the unique email address I set up to subscribe. I reported it to Avaaz and received an assurance that they don’t sell or share their list, but that they’ve received reports and are investigating. I asked them to follow up, they didn’t. Obviously their security has been breached.
No AnonymousBrasil
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Charge online - Bessinha - # 1731

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Giancarlo assume lugar do pai na Abril; Civita vai tratar do câncer *

:
Internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Roberto Civita (à dir.) tem presidência do Grupo Abril transferida para seu filho Giancarlo Civita; interinamente; profissionalização tentada com ida de Fábio Barbosa para a frente da empresa chegou ao limite; prevaleceu estrutura familiar; Gianca, como novo presidente é chamado pelos amigos, é considerado bem menos político que o pai; linha editorial de Veja e outras revistas do grupo sofrerá alterações para um realinhamento com o governo?; o sim tem, neste momento, maioria das apostas
Parem as rotativas – ao menos as do Grupo Abril. Em comunicado ao mercado expedido na tarde desta quarta-feira 20, a editora da família Civita comunicou uma troca na presidência do grupo. Deixa temporariamente o comando o filho do fundador Victor Civita, Roberto Civita, para dar lugar a seu filho, Giancarlo Civita, que ocupava o cargo de vice-chairman da AbrilPar.
Roberto Civita está internado há dias no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A informação era de domínio do mercado, mas não foi veiculada. O Grupo Abril informa que o motivo da internação é a coloção de um stent abdominal. Ele estaria em recuperação da cirurgia.
Com Giancarlo Civita no comando, a primeira dúvida é sobre a manutenção da linha editorial das publicações do Grupo Abril, em especial a revista Veja. Ele não é considerado um executivo dedicado a questões políticas. O perfil mais light que o do pai pode significar um realinhamento da Abril com o governo federal. Diálogo deverá ser facilitado. Pai Roberto mantém diferença pessoal com ex-presidente Lula.
O último balanço divulgado pelo grupo dá conta de que a Abril S/A teve receita líquida de R$ 3,15 bilhões em 2011, com uma expansão de 4,1% em relação ao ano anterior. Já a receita publicitária registrou aumento de 7,1% naquele ano. A Editora Abril, que reúne as operações de mídia impressa e digital do Grupo Abril, registrou crescimento de 9,5% em 2011, com receita líquida de R$ 2,28 bilhões.
Entre as publicações daquele ano, a editora destacou o aumento de circulação das revistas Alfa, que cresceu 39,9%, Máxima (13,7%) e Contigo (7,8%). Nas mídias digitais, o crescimento ficou em 56,9% em 2011, quando 23 revistas da editora lançaram versões para tablets - entre elas, Claudia, Superinteressante e Gloss.
No 247

* O título deste post usa os mesmos critérios da revista Veja.
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Um áudio explosivo de Marin

É estarrecedor.
Mais uma gravação de José Maria Marin dizendo a um interlocutor que nāo aparece ( ou seria um monólogo?) o que ele dirá aos irmãos Balsimelli, donos da BWA, que exploram a maioria dos estádios brasileiros.
O que fica claro, e é gravíssimo, é que Marin sabe de coisas que usa para ameaçar seus pares.
O que não fica claro é quem gravou, embora a informação inicial é a de que tenha sido o próprio Marin e a esquecido em algum lugar, algo, no mínimo, bizarro.

No Blog do Juca Kfouri
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