20 de mar de 2013

Barulho privatizante contra a Petrobras

Como a memória do senador Aécio Neves e sua trupe não anda boa, ou anda tomada de uma súbita e conveniente amnésia, não custa fazer algumas comparações
A atitude do PSDB em relação à Petrobras beira a irresponsabilidade, o descaso com o patrimônio público, o desprezo em relação aos interesses nacionais e revela, sem qualquer dúvida, uma conveniente falta de memória. É como se nos trágicos anos FHC não tivessem ocorrido dezenas e dezenas de acidentes por conta de uma administração absolutamente incompetente, diante da qual, na sequência, o tucanato, convenientemente, pretendeu preparar o terreno para privatizar a empresa, o que não foi concretizado porque Serra perdeu as eleições em 2010. E a Petrobras, a partir daí, sob Lula/Dilma, só se afirmou, e cresceu, e voltou a ganhar respeitabilidade no Brasil e no mundo, tornando-se uma das maiores companhias petrolíferas do mundo.
http://3.bp.blogspot.com/_9n7UeTur1q8/S-_Xeb2YpWI/AAAAAAAABjI/kcFRk-8eyL8/s1600/serra-p36.jpg 
Sabe-se, porque foi uma notícia de impacto mundial, que o maior acidente foi aquele ocorrido com a P-36, a maior plataforma de petróleo do mundo naquele momento, que produzia 84 mil de barris de petróleo por dia. Situava-se no campo de Roncador, na Bacia de Campos, a coisa de 130 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro. O acidente aconteceu no dia 15 de março de 2011 e matou 11 trabalhadores, todos integrantes da equipe de emergência da plataforma. Esses petroleiros pagaram com a vida a irresponsabilidade daquela gestão. Para que não digam que exagero, a ANP disse, então, que o acidente foi causado por "não conformidades quanto a procedimentos operacionais, de manutenção e de projeto". A plataforma afundou no dia 20 de março, alcançando uma profundidade de 1200 metros com presumíveis 1500 toneladas de óleo a bordo. Havia custado 350 milhões de dólares. Uma tragédia, de qualquer ângulo que se escolha.
De que herança fala, portanto, Aécio Neves e sua trupe? Como não se lembra dos tantos acidentes, fruto, sem qualquer dúvida, de uma gestão que não levava em conta os interesses da empresa, uma gestão incompetente, que não considerava sequer a vida de seus trabalhadores, como se viu, comprovadamente, no caso da explosão da P-36? Com relação à gestão temerária e irresponsável que o tucanato imprimia à empresa, o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro cansou-se de tanto denunciar, inclusive citando irregularidades. Mas, fazia-se ouvidos de mercador.
Como a memória do senador Aécio Neves e sua trupe não anda boa, ou anda tomada de uma súbita e conveniente amnésia, não custa fazer algumas comparações porque, agora, distante daqueles acontecimentos, falam como se aqueles tempos fossem modelares, e estes, os tempos do naufrágio. De naufrágio na Petrobras, como vimos, é o tucanato que entende. São números gritantes que revelam, de um lado, o desastre do passado; de outro, o quanto a Petrobras cresceu sob a gestão Dilma/Lula.
Peguemos o valor da empresa, sobre o qual volta e meia o tucanato deita falação. Em 2002, a Petrobras valia 15,5 bilhões de dólares. Em 2012, seu valor subiu para 126 bilhões de dólares. Esses números revelam o que foi o trabalho da gestão tucana, medíocre, e o que foi a administração Lula/Dilma.
Como o tucanato tem feito cavalo de batalha sobre o lucro da empresa em 2012 – nada mais, nada menos que R$ 21,2 bilhões –, vamos recordar, que recordar é viver, que em 2002, o lucro da Petrobras foi de R$ 8,1 bilhões. E agora, José? Quanto a investimentos, que é sempre bom comparar, em 2002, a empresa investiu R$ 18,9 bilhões. Em 2012, chegou a investir R$ 84,1 bilhões. É sempre um escândalo de superioridade.
Querem mais? Que nos lembremos do número de empregados, que saltou de 46,6 mil trabalhadores em 2002 para 84,7 mil em 2012. Claro, sabemos, o tucanato critica os concursos, nunca quer aumentar o número de assalariados, lança sobre a empresa o seu olhar de Estado mínimo que quase levou o Brasil à falência. São esses trabalhadores, engenheiros, operários, técnicos de operação, gerentes, dos mais simples aos mais preparados, que sempre fizeram a grandeza da Petrobras nesses seus mais de 60 anos. Acreditar que ela pode crescer sem o crescimento constante de seu número e de sua qualificação é levá-la ao desastre, como ocorreu nos anos do tucanato.
Andaram criticando a produção de óleo, não foi? O tucanato é assim: lê pouco, estuda pouco, investiga pouco para deitar falação. Que seja, comparemos. Em 2002, o Brasil produzia 1 milhão e 500 mil barris por dia. Em 2012, saltou para 1 milhão e 980 mil barris por dia. Vamos então à comparação quanto às reservas provadas: de 11 bilhões de barris equivalentes de petróleo (BOE) em 2002 para 15,7 bilhões de barris de óleo equivalente de petróleo em 2012. Nada, nada que se compare, por óbvio, favorece a gestão temerária e irresponsável do tucanato à frente da Petrobras. Receita, o tucanato gosta muito de falar em receita. Aí é um escândalo: lá, em 2002, era de R$ 69,2 bilhões; em 2012, saltou para R$ 281,3 bilhões.
Sob quaisquer aspectos, os anos dos governos Lula/Dilma foram superiores em relação à Petrobras. O que impressiona é ouvir o senador Aécio Neves falar em reestatizar a Petrobras. Será que ele se esqueceu de que a pretensão óbvia, escancarada do tucanato era privatizar a empresa? Por alguma razão, a memória deve estar falhando. Não se lembra da proposta de Petrobrax.
O segredo de toda essa movimentação, para além de tudo o que foi dito, é combater a legislação aprovada pelo Congresso Nacional que estabeleceu o regime de partilha. Com ele, a Petrobras ganhou peso e importância na exploração dos campos de produção do Pré-Sal. Ela será a operadora única de todos os blocos contratados sob o regime de partilha. É a melhor maneira de preservar os interesses nacionais.
Justiça seja feita, para que não o acusem de esconder suas intenções, o senador Aécio disse, em discurso, que de fato pretende alterar essa lei para entregar a exploração às multinacionais, coisa que Serra já havia prometido a elas se vencesse as eleições presidenciais de 2010, o que, graças à sabedoria do povo brasileiro, não aconteceu. Essa proposta, obviamente, para usar expressão antiga, mas apropriada, é um crime de lesa-pátria, que não passará.
A Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro, a empresa que mais encarna os interesses nacionais, e que por isso mesmo vai seguir sua trajetória ascendente dos últimos anos, contribuindo, agora, com os extraordinários recursos do Pré-Sal, para o conjunto da Nação, para a educação, para um meio ambiente saudável, para o desenvolvimento tecnológico. Ninguém vai privatizá-la, nem subordiná-la a interesses menores, por mais barulho que façam.
Emiliano José
No 247
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Emílio Santiago

 Emílio Vitalino Santiago 
Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1946 - 20 de março de 2013

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Por que Lemann e Verônica pagaram tanto pelo picolé?

:
Tomando como exemplo a compra da gigante americana Heinz, pelo fundo 3G, de Jorge Paulo Lemann, há pouco mais de um mês, o negócio foi fechado por duas vezes o faturamento e 19 vezes o lucro da companhia. No caso da minúscula sorveteria Diletto, adquirida por Verônica Serra, filha de José Serra, e o bilionário Lemann, os parâmetros foram totalmente distintos, numa aquisição precificada em 17 vezes o faturamento de uma sorveteria que talvez ainda nem tenha começado a lucrar. Ou há muita confiança ou algo ainda permanece misterioso na transação
No dia 14 de março deste ano, o fundo 3G, do bilionário Jorge Paulo Lemann, protagonizou a maior aquisição da história da indústria alimentícia. Por US$ 23 bilhões, ele e seus sócios compraram a gigantesca empresa norte-americana Heinz, dona da principal marca de ketchups do mundo.
Negócios desse porte sempre obedecem a critérios claros e objetivos. No caso da Heinz, o 3G pagou o equivalente a duas vezes o faturamento da Heinz, de US$ 11,5 bilhões no ano passado, e 19 vezes o lucro da companhia. Essa relação preço/lucro, o chamado P/E (price/earnings), é o principal parâmetro utilizado em avaliações de empresas. Uma relação de dez vezes o lucro, muitas vezes, é adequada numa aquisição, mas há também casos em que se pagam prêmios, como no caso da Heinz.
Nada, no entanto, é comparável ao negócio fechado por Lemann e Verônica Serra, sócios do fundo Innova, na compra de 20% da minúscula sorveteria Diletto, de Cotia (SP), por R$ 100 milhões. A empresa, que tem dois anos de vida e fatura R$ 30 milhões por ano, foi avaliada em R$ 500 milhões. Ou seja: 17 vezes o faturamento. Se o critério utilizado na Heinz fosse semelhante, a empresa americana valeria US$ 195,5 bilhões, e não os US$ 23 bilhões pagos pelo 3G. A relação preço/lucro da Diletto é desconhecida, uma vez que seus números não são públicos e não se sabe sequer se a companhia começou a lucrar.
Procurados pela reportagem do 247, nem o fundo Innova nem o bilionário Lemann informaram quais foram os critérios que embasaram a aquisição. Por exemplo, quem fez a avaliação e quais foram os parâmetros utilizados?
Verônica, como se sabe, é filha de José Serra e teve seus negócios esquadrinhados no livro “Privataria Tucana”, um best-seller publicado pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Depois de uma bolsa de estudos em Harvard, concedida pelo próprio Jorge Paulo Lemann, ela se tornou gestora de fundos de investimento, ao lado do marido Alexandre Bourgeois.
Lemann, por sua vez, foi diretamente beneficiado no governo FHC, pela decisão mais importante de sua trajetória empresarial: a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, da fusão entre Brahma e Antarctica, ocorrida em 1999, que lhe deu 70% do mercado brasileiro e musculatura monopolista para crescer em outros países.
Naquele momento, o Cade era presidido por Gesner Oliveira e José Serra era candidato à sucessão de FHC. Serrista de carteirinha, Gesner se tornou presidente da Sabesp, estatal de saneamento, no governo tucano. E, depois da fusão Brahma-Antarctica, o Cade jamais voltou a permitir a realização de outros atos de concentração de mercado tão intensos. Por exemplo, ao comprar a Sadia, a Perdigão se viu forçada a vender vários ativos.
Leis que restringem monopólios existem nos Estados Unidos desde o início do século passado para proteger indivíduos e consumidores do poder das grandes corporações. Recentemente, ao tentar comprar a cervejaria mexicana Modelo, Lemann teve suas pretensões barradas por autoridades regulatórias dos Estados Unidos, país onde ele também enfrenta a acusação de aguar a cervejaria Budweiser, prejudicando a qualidade de um ícone americano, em favor do lucro.
O caso Diletto é tão fora dos padrões que gerou até uma movimentação atípica, nos meios de comunicação, para preservar as imagens de Lemann e de Verônica. Nas reportagens, o nome da filha de Serra aparece no fim, quase escondido. Além disso, embora a transação tivesse sido anunciada na noite de segunda-feira, uma reportagem-exaltação já aparecia impressa, na manhã do dia seguinte, na versão brasileira da revista Forbes, sobre o "estilo Lemann" e o porquê da decisão de entrar no mercado de sorvetes.
Em reportagem anterior do 247 sobre o caso (leia mais aqui), diversos leitores levantaram uma questão intrigante: será que, por meio de uma aquisição totalmente fora dos parâmetros tradicionais, recursos oriundos da chamada "privataria" estariam sendo internalizados no Brasil?
No 247

~ o ~

E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?


Mais rico do país, Lemann agora é sócio da sorveteria Diletto

Fundo do bilionário adquire 20% do negócio por R$ 100 milhões,
Mariana Barbosa, DE SÃO PAULO, no pé da página B4, bem escondidinho, na Folha de S. Paulo
Depois de Burger King e Heinz, Jorge Paulo Lemann, o mais rico bilionário brasileiro, comprou uma participação na butique de picolés paulistana Diletto.
O fundo Innova Capital, sociedade de Lemann e Marcel Telles com Verônica Serra, filha do ex-governador José Serra, adquiriu cerca de 20% da companhia por um valor estimado em R$ 100 milhões.
O acordo tem como principal objetivo transformar a marca em uma espécie de Häagen-Dazs brasileira, com presença no exterior.
Fundada em 2009 por Leandro Scabin, Fábio Meneghini (diretor de criação da agência WMcCann) e Fábio Pinheiro (ex-Pactual), a Diletto produz picolés cremosos com jeito artesanal e ingredientes selecionados.
A framboesa vem da Patagônia, o cacau criollo, da Venezuela, e as avelãs, do Piemonte, na Itália.
A produção começou de forma terceirizada, mas em 2011 foi inaugurada a primeira fábrica, em Cotia (Grande São Paulo), com capacidade para 300 toneladas ao mês.
A fábrica também permitiu a diversificação de formatos. Além dos picolés, hoje a empresa vende potes de 500 ml.
O faturamento no ano passado, segundo a empresa, foi de R$ 30 milhões. São 3.000 pontos de venda e uma loja-conceito nos Jardins, inaugurada em dezembro.
O plano dos sócios é abrir outra loja-conceito, no Rio, e manter a expansão dos pontos de venda. A internacionalização sempre fez parte da estratégia dos fundadores, que continuam no negócio, com Scabin na presidência.
No Viomundo

~ o ~

E se Verônica Serra fosse filha de Lula?

Certas perguntas têm a força de mil respostas, e este é um caso.

Verônica Serra
Um título do site Viomundo, trazido ao Diário pelo atilado leitor e comentarista Morus, merece reflexão.
E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?
Antes do mais: certas perguntas têm mais força que mil repostas, e este é um caso.
Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios ontem quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.
Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.
Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.
Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.
Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.
Eu a conheci mais ou menos naquela época. Eu era redator chefe da Exame, e Verônica durante algum tempo trabalhou na revista numa posição secundária.
Não tenho elementos para julgar se ela tinha talento para fazer uma carreira tão milionária.
Ela não me chamou a atenção em nenhum momento, e portanto jamais conversei mais detidamente com ela.
Mas ali, na Exame, ela já era um pequeno exemplo das relações perigosas entre políticos e empresários de mídia. Foi a amizade de Serra com a Abril que a colocou na Exame.
Depois, Verônica ganhou de Lehman uma bolsa para Harvard. Lehman, lembro bem de conversas com ele, escolhia em geral gente humilde e brilhante para, como um mecenas, patrocinar mestrados em negócios na Harvard, onde estudara.
Não sei se Verônica se encaixava na categoria dos humildes ou dos brilhantes, ou de nenhuma das duas, ou em ambas. Conhecendo o mundo como ele é, suponho que ela tenha entrado na cota de exceções por Serra ser quem é, ou melhor, era.
Serra pareceu, no passado, ter grandes possibilidades de se tornar presidente. Numa coluna antológica na Veja, Diogo Mainardi começou um texto em janeiro de 2001 mais ou menos assim: “Exatamente daqui a um ano Serra estará subindo a rampa do Planalto”. (Os jornalistas circularam durante muito tempo esta coluna, como fonte de piada e escárnio.)
Cotas para excluídos são contestadas pela mídia, mas cotas para amigos são consideradas absolutamente normais, e portanto não são notícia.
Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia ,
mas alguns são mais iguais que outros
Bem, Verônica agradou Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.
O nome dela apareceu em denúncias – cabalmente rechaçadas por ela – ligadas às privatizações da era tucana.
Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.
Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.
Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.
Uma vez, pedi aos editores da Época Negócios um perfil dele depois da compra de uma grande cervejaria estrangeira. Recomendei que os repórteres falassem com amigos, uma vez que ele não dá entrevistas.
Rapidamente recebi um telefonema de João Roberto Marinho, o Marinho que cuida de assuntos editoriais. João queria saber o que estávamos fazendo.
Lehman ligara a ele desgostoso. Também telefonara a seus amigos mais próximos recomendando que não falassem com os repórteres da revista. Ninguém falou, até mais tarde Lehman autorizá-los depois de ver os bons propósitos da reportagem.
Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
A influência de Lehman sobre João Roberto se deve, é verdade, à admiração que Lehman e seu lendário Grupo Garantia despertavam na família Marinho.
Mas é óbvio que a verba publicitária das cervejarias de Lehman falam alto também. Um amigo me conta que em Avenida Brasil os personagens tomavam cerveja sob qualquer pretexto.
Isto porque as cervejarias de Lehman pagaram um dinheiro especial pelo chamado ‘product placement’, ou mercham, na linguagem mais vulgar.
O consumidor é submetido a uma propaganda sem saber, abertamente, que é propaganda. Era como se realmente os personagens tivessem sempre motivos para tomar uma gelada.
Verônica Serra, por tudo isso, esteve sempre sob uma proteção, na grande mídia, que é para poucos. É para aqueles que ligam e são atendidos pelos donos das empresas jornalísticas.
O filho de Lula não.
Daí a diferença de tratamento. E daí também a força incômoda, por mostrar quanto somos uma terra de privilégios, da pergunta do site Viomundo.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Dilma concede entrevista após encontro com o papa Francisco

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Verdades sobre Henrique Capriles, candidato opositor à Presidência da Venezuela

Quem é realmente o candidato que enfrentará Nicolás Maduro nas eleições de 14 de abril de 2013?
Conheça em Opera Mundi mais detalhes da trajetória de Henrique Capriles, governador de Miranda e candidato às eleições presidenciais venezuelanas do próximo mês.
1. Nascido em 1972, Henrique Capriles Radonsky vem de uma das mais poderosas famílias venezuelanas, que se encontra à frente de vários conglomerados industrial, imobiliário e midiático, além de possuírem o Cinex (Circuito Nacional de Exibições), a segunda maior cadeia de cinemas do país.
2. Sua família é proprietária do diário Últimas Notícias, de maior difusão nacional, além de cadeias de rádios e um canal de televisão.
3. Nos anos 80, militou no partido de extrema direita Tradição, Família e Propriedade.
Capriles acusa família de Chávez de manipular a data da morte do presidente venezuelano
4. Capriles foi eleito deputado em 1999 pelo estado de Zulia, no partido de direita COPEI. Contra todas as previsões e apesar de sua inexperiência política, foi imediatamente nomeado presidente da Câmara dos Deputados, convertendo-se no deputado mais jovem a dirigi-la.
5. Na realidade, conseguiu se impor aos outros aspirantes com maior trajetória política graças ao poder econômico e financeiro de sua família, que financiou as campanhas de muitos deputados.
6. Em 2000, fundou o partido político Primero Justicia, com o conservador Leopoldo López, e se aliou ao International Republican Institute, braço internacional do Partido Republicano norte-americano. O presidente norte-americano à época era George W. Bush, que ofereceu um amplo apoio à nova formação política que fazia oposição a Hugo Chávez, principalmente mediante o NED (National Endowment for Democracy).
7. Segundo o New York Times, “A NED foi criada há 15 anos para levar a cabo publicamente o que a Agência Central de Inteligência (CIA) fez ocultamente durante décadas. Gasta 30 milhões de dólares por ano para apoiar partidos políticos, sindicatos, movimentos dissidentes e meios informativos em dezenas de países”.
8. Segundo Allen Weinstein, pai da legislação que estabelecia a NED, “muito do que estamos fazendo hoje era feito pela CIA de modo encoberto há 25 anos”.
9. Carl Gershman, primeiro presidente da NED, explicou a razão de ser da fundação: “Seria terrível para os grupos democráticos do mundo inteiro serem vistos como subvencionados pela CIA. Vimos isso nos anos 60 e, por isso, colocamos fim nisso. É porque não podemos continuar fazendo isso que ela foi criada [a NED].
10. Durante seu mandato de prefeito do município de Baruta, Capriles assinou vários acordos com o norte-americano FBI para formar sua polícia municipal e recebeu fundos da embaixada dos Estados Unidos para essa missão.
11. Henrique Capriles participou ativamente do golpe de Estado contra Hugo Chávez, organizado pelos Estados Unidos em abril de 2002. Prefeito de Baruta, fez a prisão de numerosos partidários da ordem institucional – entre eles Ramón Rodríguez Chacín, então Ministro do Interior e Justiça, o qual foi violentamente agredido pelos partidários do golpe em frente às câmeras de televisão.
12. A respeito disso, as palavras de Rodríguez Chacín são esclarecedoras: “Eu os fiz ver [a Henrique Capriles e Leopoldo López, que chegaram para prendê-lo] o risco, o perigo que havia para minha integridade física [de sair diante da multidão], que a situação ia fugir de seu controle, sugeri sair por outro lugar, o porão, e a resposta que recebi de Capriles, precisamente, foi que não, porque as câmeras estavam em frente ao prédio. Eles queriam me tirar de lá em frente às câmeras, para me exibir, não sei, suponho; para se vangloriarem, apesar do risco”.
13. Uns dias antes do golpe de Estado, Capriles apareceu diante das câmeras de televisão com os dirigentes de seu partido político Primero Justicia para reclamar a renúncia de Hugo Chávez, dos deputados da Assembleia Nacional, do Procurador-Geral da República, do Defensor do Povo e do Tribunal Supremo de Justiça. Após o golpe de 11 de abril, a primeira decisão da junta golpista foi precisamente dissolver todos esses órgãos da República.
14. Em abril de 2002, o Primero Justicia foi o único partido político a aceitar a dissolução forçada da Assembleia Nacional, ordenada pela junta golpista de Pedro Carmona Estanga.
15. Durante o golpe de Estado de abril de 2002, Capriles também participou do assalto à embaixada cubana de Caracas, organizado pela oposição venezuelana e pela direita cubano-americana. Estava presente Henry López Sisco, cúmplice do terrorista cubano Luis Posada Carriles, responsável por mais de uma centena de assassinatos, entre eles o atentado contra o avião da Cubana de Aviación, em 6 de outubro de 2006, que custou a vida de 73 passageiros.
16. Após cortar água e energia elétrica, Capriles, que pensava que o vice-presidente à época, Diosdado Cabello, havia se refugiado na embaixada cubana, entrou no local e exigiu do embaixador para revistá-lo, violando assim o Artigo 22 da Convenção de Viena, que determina que as representações diplomáticas são invioláveis.
17. Germán Sánchez Otero, então embaixador cubano na Venezuela, lhe respondeu o seguinte: “Se o senhor conhece o direito internacional, deve saber que tanto a Venezuela como Cuba garantem o direito de um cidadão ser avaliado para receber asilo político em qualquer sede diplomática. Um democrata, um humanista, não pode admitir que haja crianças sem água, sem eletricidade, sem comida”.
18. Ao sair da embaixada, Capriles, longe de acalmar a multidão alterada, declarou à imprensa que não pôde revistar a representação diplomática e que estava na impossibilidade de confirmar ou não a presença de Cabello, o que suscitou novas tensões.
19. Por sua participação no golpe de Estado, Capriles foi julgado e preso de forma preventiva por escapar à justiça.
20. O Procurador-Geral da República, Danilo Anderson, encarregado do caso Capriles, foi assassinado em novembro de 2004, em um atentado a bomba com um carro.
21. Em 2006, os tribunais absolveram Capriles.
22. Em 2008, foi aberto um novo julgamento, que ainda está em curso.
23. Após sua eleição em 2008 como governador do estado de Miranda, Capriles expulsou das instalações da região os funcionários encarregados dos programas sociais elaborados pelo governo de Chávez.
24. Em seu programa eleitoral, Capriles promete lutar contra o crime. No entanto, desde sua chegada ao poder em Miranda, a insegurança aumentou, fazendo desse estado um dos três mais perigosos da Venezuela. Entre 2011 e 2012, a taxa de homicídios aumentou mais de 15%.
Capriles durante uma de suas primeiras viagens para buscar votos às eleições de abril de 2013
25. Apesar desse balanço, Capriles, reeleito em 2012, ainda se nega a aceitar a implementação da Polícia Nacional Bolivariana no território que dirige.
26. Entre 2008 e 2012, Capriles demitiu mais de mil funcionários no estado de Miranda – que trabalham no setor cultural – por considerá-los suspeitos de serem partidários do ex-governador chavista Diosdado Cabello, e fechou dezenas de bibliotecas.
27. Em 2012, Capriles se reuniu secretamente na Colômbia com o general Martin Demsey, Chefe do Estado Maior dos Estados Unidos. Não se soube nada dessas conversas.
28. Capriles não deixa de se referir ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, este já declarou várias vezes seu apoio a Hugo Chávez, particularmente nas últimas eleições de outubro de 2012. “Sua vitória será nossa”, declarou em uma mensagem ao Presidente Chávez.
29. Candidato na eleição presidencial de 2012, Capriles, o nome da Mesa Unidad Democrática, que agrupou os partidos de oposição, perdeu por mais de 10 pontos de diferença.
30. Em caso de vitória nas eleições presidenciais de 14 de abril de 2013, Capriles prometeu anistia para Pedro Carmona Estanga, ex-presidente da Fedecámaras que encabeçou a junta militar durante o golpe de Estado. Atualmente, ele está foragido da justiça e refugiado na Colômbia.
31. O programa presidencial de Capriles é, em essência, neoliberal e preconiza uma aceleração das privatizações em uma economia controlada em mais de 70% pelo setor privado, uma autonomia e uma descentralização.
32. No caso da vitória de Capriles, a empresa petroleira nacional Petróleos de Venezuela S.A (PDVSA) não estará sob controle político.
33. O programa de Capriles prevê a suspensão da ajuda financeira outorgada pela PDVSA ao Fundo de Desenvolvimento Nacional (FONDEN), que financia as obras de infraestrutura e os programas sociais.
34. Capriles imporá um aumento do preço da gasolina consumida no mercado nacional.
35. Serão canceladas as reformas agrárias realizadas pelo governo de Chávez, restituindo as terras aos latifundiários.
36. A Lei de Pesca, da qual se beneficiaram dezenas de milhares de trabalhadores do mar, também será revogada.
37. Capriles autorizará o cultivo de organismos geneticamente modificados na Venezuela.
38. Capriles propõe “incorporar no sistema educacional básico e médio temas demonstrativos sobre a conexão entre propriedade, progresso econômico, liberdade política e desenvolvimento social”.
39. Capriles prevê outorgar independência total ao Banco Central da Venezuela, com o fim de evitar todo controle democrático sobre as políticas financeiras e monetárias, e o proibirá de “financiar o gasto público”.
40. Capriles anunciou que poria fim à relação especial com Cuba, o que afetará os programas sociais nas áreas da saúde, educação, esporte e cultura.
41. Capriles porá fim à Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), organismo de integração regional.
42. Capriles acabará com o programa Petrocaribe, que permite atualmente que 18 países da América Latina e do Caribe, ou seja, 90 milhões de pessoas, consigam petróleo subsidiado, assegurando seu abastecimento energético.
43. Capriles prevê assinar Tratados de Livre Comércio (TLC), particularmente com os Estados Unidos e a União Europeia.
44. Capriles prevê voltar a outorgar concessão ao canal RCTV, que agora é transmitido via cabo e satélite, apesar de sua participação aberta no golpe de Estado de abril de 2002.
45. Capriles proibirá todos os programas políticos no canal nacional Venezolana de Televisión, deixando assim o monopólio do debate cidadão para os canais privados.
46. Capriles prevê “supervisionar e controlar a proliferação de emissoras de rádio […] e regular o crescimento das emissoras de rádio comunitárias”.
47. O Programa da MUD prevê reduzir substancialmente o número de funcionários.
48. Capriles eliminará o FONDEN, fundo especial destinado a financiar os programas sociais.
49. Capriles colocará fim ao controle de preços, que permite a toda a população adquirir os produtos de necessidade básica.
50. Capriles acusa o governo venezuelano e a família de Hugo Chávez de ter ocultado a morte do presidente. Para ele, seu falecimento ocorreu antes de 5 de março.
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Encontrada a explicação para os erros grotescos nas redações do Enem

O Brasil assistiu, estarrecido, à ribombante revelação de O Globo, publicada na edição de 18/3, de que alguns estudantes receberam a nota máxima na prova de redação do Enem, mesmo depois de cometer erros grosseiros de português. Como sói acontecer quando se trata de usar qualquer motivo para esculhambar qualquer governo do PT, a imprensa golpista "repercutiu" imediatamente o furo do jornalão carioca. Portais noticiosos e edições digitais dos principais veículos dos conglomerados mafiomidiáticos esbaldaram-se com as besteiras dos adolescentes, pinçadas com esmero de algumas redações. Que governo incompetente é esse, que confere nota 1.000 a tamanha ignorância? - era o que estava nas entrelinhas, ou no subtexto, dos editoriais indignados.
Pois, o Cloaca News, perplexo com tamanha afronta à língua-mater, resolveu investigar o problema em sua origem.  Após apurar que boa parte das escolas - públicas e privadas - adotou a prática de indicar textos "jornalísticos" como referência aos estudantes, descobrimos que estavam ali as fontes inspiradoras da juventude. Constatamos ainda que, não por acaso, o governo tucano paulista comprou milhares de assinaturas de algumas porcarias impressas para “instruir” os alunos da rede pública.
A sequência de imagens a seguir é parte de nosso singelo acervo, colecionado ao longo dos últimos quatro anos, dedicado à contribuição da gloriosa "grande imprensa" brasileira à formação intelectual e moral de nossos jovens. 
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G1 obteve nota máxima em estupidez
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Rosane de Oliveira, de Zero Hora: Hors Concours
do Troféu Muar de Gramática Normativa
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Revista Veja: jornalismo indecente
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RBS: na vanguarda da ignorância
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Folha: não dá pra não rir
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Analfabetismo em dose cavalar
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Zero Hora cria serviço de submarinos em Porto Alegre
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ZH: burrice gritante
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Ainda bem que não computaram as transmissíveis...
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Texto de ZH. Alguma dúvida?
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Curioso mesmo é que, ao reproduzir a reporcagem do Jornal Nacional sobre as bobagens das redações do último Enem, o portal G1, das Organizações Globo, demonstrou que se trata, na verdade, de uma feroz batalha entre os rotos e os descosidos...

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Justiça manda McDonald's regularizar jornada de trabalho no país inteiro

Nova liminar exige que a empresa respeite a legislação trabalhista em todo o Brasil
São Paulo – A juíza Virgínia Lúcia de Sá Bahia, da 11ª Vara do Trabalho do Recife, atendeu a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco e expediu liminar exigindo que a empresa Arcos Dourados, franquia do McDonald's que mantém 640 restaurantes no Brasil, regularize a jornada de trabalho de seus 42 mil funcionários no país. No despacho realizado ontem (19), a juíza também determina que a empresa deixe de proibir os funcionários de levarem a própria refeição para consumir no trabalho, sob pena de multa mensal de R$ 3 mil por trabalhador.
A nova decisão estende a aplicação da decisão tomada em agosto de 2012, que se direcionava somente ao estado de Pernambuco. Desse modo, todo trabalhador contratado a partir de agora deve ter uma jornada de trabalho de oito horas, com fixação do horário entre manhã, tarde e noite. Além disso, a empresa não poderá mais obrigar os funcionários a consumir os lanches do McDonald's nas refeições. A Arcos Dourados ainda pode recorrer da decisão.
Segundo a nota do MPT, “a modalidade de jornada móvel variável não permite que o trabalhador tenha qualquer outra atividade, até mesmo porque, durante uma mesma semana de trabalho, ocorrem variações no que diz respeito ao horário de início e término do expediente. A prática faz com que o empregado esteja, efetivamente, muito mais tempo à disposição da empresa do que as oito horas de trabalho diárias previstas nos contratos 'normais' de trabalho, além de não garantir o pagamento sequer de salário-mínimo ao final do mês”.
Na próxima quinta-feira (21), às 10h, haverá uma reunião entre o MPT e a Arcos Dourados, para discutir a possibilidade de um acordo que ponha fim a ação. Esse encontro se dará antes da audiência judicial, marcada para as 14h, onde se pretende definir o termo para o pagamento de dano moral coletivo pela prática lesiva à sociedade, no valor de R$ 50 milhões, em razão do tempo a que os trabalhadores ficaram submetidos a essas condições de trabalho, além de definir os critérios para contratações futuras.
A ação do MPT foi movida pelo procurador do Trabalho Leonardo Osório Mendonça, em julho do ano passado. Desde então ocorreram muitas reuniões de negociação com a empresa, para que se corrijam as irregularidades em todo o país. No entanto, segundo o Ministério Público, a empresa tem relutado em pagar a indenização por dano moral coletivo e tem discordado do valor das multas individuais por descumprimento futuro.
Em nota, o McDonald's nega que tenha se negado ao diálogo e afirma que cumpre rigorosamente o que foi acordado, inclusive com o oferecimento de refeições de qualidade para os funcionários. Além disso, "cumpre o pagamento de todas as horas em que o funcionário está à disposição no restaurante, desde o momento em que chega até o que sai. A empresa informa que dispõe de sistema de ponto eletrônico biométrico que registra todo o período trabalhado".
Rodrigo Gomes
No Rede Brasil Atual
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O jornalismo de celebridades emburrece o jornalista e o leitor

Entupir o leitor com fofocas de gente famosa não merece nunca ser chamado de jornalismo.
O Diário não se interessa por fofocas sobre ela

“Qual a sua visão sobre jornalismo de celebridades?”, me pergunta Caio, repórter da Trip, por telefone.
“Jornalismo de celebridades bom é jornalismo de celebridades morto”, respondo.
Penso num instante se estou exagerando e logo concluo que não. Jornalismo pode não ser um sacerdócio, como alguns românticos pensam – mas também não é o comércio abjeto de fofocas e intrigas que é o jornalismo de celebridades.
O jornalismo de celebridades deseduca o leitor. Contribui para que ele permaneça no hades da ignorância que o faz acreditar que é importante saber que a atriz da novela das 8 está namorando com o galã da novela das 9.
Some publicações como as revistas Quem, Caras e Contigo, e mais as assemelhadas que copiam a fórmula, e você vai chegar a zero em dignidade jornalística. Você não vai sair do zero se acrescentar as primas-irmãs deste tipo de publicação, as colunas sociais dos jornais.
É chocante que Quem, Caras, Contigo et caterva sejam impressas no chamado “papel isento” — um velho benefîcio fiscal supostamente destinado a estimular a produção de conteúdo educativo.
Se o jornalismo de celebridades fosse uma escada rumo a leituras mais sérias, haveria algum sentido nele. Mas não. É uma jornada que leva do zero ao menos 1, e daí para baixo.  Lamentavelmente, até a mídia digital foi infestada de jornalismo de celebridades. O que os internautas mais consomem, no mundo inteiro, são futricas – e bizarrices.
E não só eles, é claro. Em meus dias de editora Globo, certa vez a então diretora da Quem veio a minha sala com um ar triunfal. Um conhecido banqueiro, me disse ela, se revelara na velhice homossexual. “Conta pro João que ele adora esse tipo de história”, me disse ela. João era João Roberto Marinho, aliás é, que eu via toda terça pela manhã nas maçantes reuniões do Conselho Editorial da Globo. Não sei se João gosta mesmo de fofocas, e acho mesmo que não. O certo é que não transmiti a ele o recado.
Há um notável contraponto no jornalismo digital: o Wikileaks. Passados alguns anos, eu imaginava que já teriam surgido outros Wikileaks ao estilo do de Julian Assange. Mas o combate feroz de que é vítima o Wikileaks parece ter desestimulado iniciativas do gênero. (Assange está enclaururado há meses na embaixada do Equador porque duas mulheres que quiseram dormir com ele quando ele era o “cara mais legal do mundo”, nas palavras de uma delas, o acusaram de forçá-las.)
O jornalismo de celebridades é um Big Brother em forma de notícias: não há milagre que o melhore. Rastejará qualquer que seja o formato. Na Inglaterra, como lembra o jornalista John Pilger, os tablóides começaram a morrer como alguma coisa editorialmente significativa quando se renderam ao jornalismo de celebridades.  Daí a invadirem criminosamente caixas postais de pessoas em busca de furos foi apenas um passo.
Os tablóides ingleses são agressivos em relação às celebridades. São, nisso, o oposto do jornalismo de celebridades do Brasil, onde todos os personagens são lindos, íntegros e felizes.
Nenhuma das duas fórmulas – agredindo ou louvando — salva o jornalismo de celebridades da espantosa mediocridade a que ele condena a si próprio e aos leitores.
Jornalismo sem nada de educativo não é jornalismo. Exclamação. E o jornalismo de celebridades apenas deseduca.
Não sei se era exatamente isso que Caio, o repórter da Trip, esperava ouvir. Mas uma vida inteira passada em redações consolidou em mim não diria nem aquela opinião – mas aquela convicção plena, total, reluzente de tão clara e límpida.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo 
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Dilma, o menino e a mulinha

(Ilustra de Cárcamo)
Não sei se vocês conhecem uma fábula de Esopo que se chama “O velho, o menino e a mulinha” – também aparece com o nome de “O velho, o garoto e o burro” em algumas versões. Eu li com este título, quando era criança, na coleção de Monteiro Lobato, volume “Fábulas”. E nunca esqueci.
Para quem não conhece, trata-se da história de um homem que vai vender uma mula no mercado e sai puxando o animal pelo cabresto, ao lado do filho, quando se depara com um viajante:
– Esta é boa! O animal vazio e o pobre velho a pé!
Para “tapar a boca do mundo”, o velho sobe na mula e manda o menino puxar os dois, até que passam por uma turma de lavadeiras:
– Que graça! O marmanjão montado com todo o sossego e o pobre menino a pé…
Para “tapar a boca do mundo”, sobem ambos na mula. Um carteiro que o trio cruza pelo caminho dispara:
– Que idiotas! Querem vender o animal e montam os dois de uma vez… Assim, meu velho, quem chega à cidade não é mais a mulinha, é a sombra da mulinha…
O velho apeia e, para “tapar a boca do mundo”, sai puxando o animal com o menino em cima.
– Bom dia, príncipe!, diz um sujeito.
– Por que príncipe?, pergunta o menino.
– Ora, porque só príncipes andam assim, de lacaio à rédea!
Mais uma vez, o velho, decidido a “tapar a boca do mundo”, cede à opinião alheia e ele e o filho passam a carregar o bicho às costas. “Talvez isto contente o mundo”, ele diz. Um grupo de rapazes dá gargalhadas ao ver a cena:
– Olha a trempe de três burros, dois de dois pés e um de quatro! Resta saber qual dos três é o mais burro…
– Sou eu!, replicou o velho. Venho há uma hora fazendo o que não quero, mas o que quer o mundo. Daqui em diante, porém, farei o que me manda a consciência, pouco me importando que o mundo concorde ou não. Já vi que morre doido quem procura contentar toda gente…
Lembro dessa história toda vez que vejo notícias relacionadas à presidenta Dilma Rousseff. Parece impossível a Dilma agradar à imprensa. Se seu governo não toma nenhuma iniciativa, “está paralisado”. Se anuncia algum programa novo, “está visando 2014″. Se investe mais em educação do que em obras, “é má gestora”. Se investe mais em obras, “é negligente com a educação”. Se acata alguma decisão contrária do Congresso, “não tem pulso”. Se veta, “é autoritária”. Se Dilma não comenta a renúncia de Bento 16, é “pouco caso com o catolicismo”. Se vai ao Vaticano prestigiar o primeiro papa latino-americano, “é campanha”.
Dilma é o velhinho da fábula. O menino é seu governo. A mídia são os que cruzam com ela pelo caminho. A mulinha somos nós. Como brasileira, não quero que Dilma me carregue às costas nem que me puxe pelo cabresto. Espero que a presidenta governe, simplesmente. Que não mude seus planos, como fez o velhinho, tentando agradar a todos. Que não se preocupe em “tapar a boca do mundo” e siga sua consciência. E que a moral da história seja: é preciso fazer o melhor possível sempre, porque as críticas virão do mesmo jeito.
Cynara Menezes
No Socialista Morena
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Depoimento de ex-deputado reforça indícios da participação dos EUA no golpe


Depoimento de ex-deputado reforça indícios da participação dos EUA no golpe
Zarattini (direita) pediu ajuda para levar o tema
 à Comissão Nacional da Verdade
Foto: Assembleia Legislativa
Em audiência pública da Comissão da Verdade de São Paulo, Ricardo Zarattini contou ter sido interrogado por diplomata americano em 1968
São Paulo – O ex-militante e ex-deputado federal Ricardo Zarattini (PT), afirmou hoje (19) que um membro da diplomacia norte-americana no Brasil, Richard Melton, o interrogou enquanto esteve preso no Departamento de Ordem Política e Social de Pernambuco (Dops-PE), na cidade do Recife, no ano de 1968.
“Eu afirmo com certeza que era ele. Me perguntou porque eu não gostava dos Estados Unidos e mais nada”, disse o deputado em depoimento para a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva, na Assembleia Legislativa. Ele explicou que, à época, era preso político e membro do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCR), que se propunha a liderar um movimento trabalhista revolucionário no campo, na Zona da Mata canavieira de Pernambuco. “Tinha ele e outro americano, eu não conhecia nenhum dos dois. Foi na sala do delegado Moacir Sales de Araújo”. O delegado Araújo era o diretor do Dops de Pernambuco.
Melton foi funcionário do consulado norte-americano em Recife no período entre 1967 e 1969 e seu reconhecimento por Zarattini se deu quando o norte-americano foi indicado ao cargo de embaixador do país no Brasil pelo governo dos Estados Unidos, após o término do regime, no governo do presidente José Sarney (1985-89). Melton se tornou embaixador em 1989.
“O que me levou a procurar a comissão foi a publicação, pelo Jornal do Brasil, à época, de um ofício do Ministério da Justiça ao Itamaraty, que afirmava que as apurações revelavam que Melton nunca haveria pisado no Dops”, explicou o Zarattini. Ele afirmou que espera que isso seja apurado, inclusive pela Comissão Nacional da Verdade. “Gostaria de encontrar mais informações sobre isso, para que haja investigação junto ao Ministério da Justiça e à Comissão Nacional da Verdade.”
O deputado estadual e presidente da comissão, Adriano Diogo (PT), lembrou que, em 1989, o secretário-executivo do Ministério da Justiça era José Paulo Cavalcante Filho, que hoje integra a Comissão Nacional da Verdade. “Com isso fica mais fácil de cruzar informações”, ponderou.
Multinacional da tortura
O coordenador da assessoria da Comissão Rubens Paiva e presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana (Condepe), Ivan Seixas, afirmou que a Operação Condor, que delimitava ações conjuntas entre governos autoritários da América do Sul, começou antes de da década de 1970, quando as ditaduras chilena e uruguaia (1973) e argentina (1976) foram deflagradas.
“A intervenção dos EUA nas ditaduras latino-americanas não ganha apenas notoriedade pela coordenação de ações. Há muito mais que isso, ouvimos relatos de agentes da repressão brasileira que afirmavam que havia cursos, de em média dois anos de formação, de prática de tortura.”
Ele afirmou que, antes da existência em si da operação, os cursos abordavam técnicas de espionagem e interrogatórios, que eram ministrados nos Destacamentos de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo Seixas, os relatos confirmaram que, muitos dos técnicos dos cursos, eram norte-americanos e só falavam inglês. “Antes de 1973 [ano dos golpes militares nestes países], alunos uruguaios e chilenos passaram por estes cursos, juntos com brasileiros.”
Ivan Seixas lembrou o caráter da repressão no Brasil, que era colocada em prática através da violência institucionalizada. “A questão dos instrutores de tortura não era variável, mas sim sistemática. Assim havia presença de 'professores' alemães, israelenses, ingleses. Era uma grande multinacional da tortura.” Ele destacou o caráter da orientação da política de Estado para a repressão. “Não existem porões da ditadura, mas sim uma política institucional da tortura. Era assim que mantinham o controle e o terror.”
“Os Estados Unidos afirmavam que havia um perigo de infiltração comunista no Brasil em 1964. Isso é mentira! E é importante que todos, inclusive a juventude saibam disso, saibam o porquê destes tantos anos de ditadura”, disse Zarattini ao comentar uma matéria do jornal A Folha de S. Paulo no dia 17 de março de 1966, que trazia informações sobre a embaixada norte-americana no Brasil e os perigos da “infiltração comunista” que esta via com o governo do presidente João Goulart (1961-64). O golpe ocorreu no dia 31 do mesmo mês.
Um dos quinze
Zarattini foi um dos quinze presos políticos trocados pelo embaixador norte-americano no Brasil Charles Burke Elbrick, sequestrado em 1969. Em 1968, após o episódio com Melton no Dops de Pernambuco, foi preso no Quartel Dias Cardoso, também em Recife. Formado em engenharia, começou a ensinar matemática e português aos cabos e sargentos, que precisavam passar por provas de conhecimentos específicos.
“Fiquei conhecido como o 'professor', e por isso fui taxado de subversivo”, contou. Ele foi levado para uma base da Aeronáutica depois do episódio. “E aí, meus amigos, era pau, pau de arara, choque”, contou. Após fugir da prisão com a ajuda de dom Helder Câmara, ficou escondido no Convento das Dorotéias, em Pernambuco, até voltar para São Paulo, em 1969, onde foi preso novamente, na Operação Bandeirantes (Oban), que se tornaria o Doi-Codi de São Paulo. Foi levado preso para o Rio, de onde saiu apenas após o sequestro de Elbrick.
Júlia Rabahie
No Rede Brasil Atual
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A crise eterna, nas ondas do rádio

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Nos anos 80, naquele tempo em que a democracia brasileira era ainda apenas um sonho, o jornalista Alexandre Machado lançou um programa na quase secreta TV Gazeta, de São Paulo, com o sugestivo nome de "Vamos Sair da Crise". Nele, convidados das mais diversas áreas do conhecimento debatiam alternativas para o país criar um novo modelo econômico/social e superar a sua estagnação.
O programa não foi um sucesso popular. Mas teve êxito graças à sua fórmula, aos seus entrevistados e à maneira "cool" com que era conduzido. De certa forma, marcou época, foi importante e teve seguidores.
Hoje, Alexandre Machado apresenta de manhã um programa na rádio Cultura FM, chamado "Começando o Dia", no qual, entre peças eruditas ligeiras, continua, tantos anos depois, a mostrar um Brasil afundado em graves problemas, sérias crises.
O jornalista segue com a receita de 30 anos atrás de levar entrevistados para comentar os temas mais variados, assim como ele próprio dá seus pitacos sobre isso e aquilo.
O interessante é que, na sua maneira calma, com o tom de voz baixo, um anti-Datena explícito, Machado faz exatamente o mesmo que outros "comunicadores" que infestam as "ondas hertzianas" costumam fazer, que é usar o serviço de concessão pública para esculhambar o governo - federal, lógico.
Essa tropa de choque, espalhada por todo o "dial", não dá um segundo sequer de descanso àquele que dizem ser a fonte de todos os males passados, presentes e futuros do Brasil, ou seja, o governo trabalhista.
A diferença entre eles está apenas na forma. O discurso é o mesmo, não por coincidência aquele repetido pelos próceres da oposição, neoliberais e financistas sempre com vergonha de assumir a sua ideologia verdadeira.
A crítica é a melhor expressão da democracia.
Ela, porém, tem de ser feita sem disfarces, honestamente.
Só assim ela poderá ser levada a sério, ser debatida e talvez contestada.
Usar as concessões públicas dessa maneira como faz esse bando de "comunicadores", como propaganda disfarçada de informação, nada mais é que um truque sujo, coisa de quem está somente preocupado em levar a luta política às últimas consequências, ignorando totalmente o papel dos meios de comunicação numa sociedade democrática contemporânea.
Mas fazer o quê, se o próprio governo trabalhista, que é cotidianamente atacado de todas as formas, não faz absolutamente nada para impedir que tais abusos proliferem?
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Dilma dispara e Aécio se desespera

 
A pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) deve atiçar as bicadas no ninho tucano e bagunçar os cálculos eleitorais dos setores que já ensaiavam uma dissidência no campo governista. Ela indica que 63% dos entrevistados consideram o atual governo ótimo ou bom, o maior índice registrado desde o início da gestão. Já a presidente Dilma aparece com uma aprovação pessoal de 79%, índice bem superior ao obtido por Lula (58%) e FHC (70%) no mesmo período de mandato.
Apesar dos impactos da crise capitalista mundial, que reduziram o ritmo de crescimento da economia, e da oposição raivosa da mídia direitista e do seu dispositivo partidário – composto por PSDB, DEM e PPS –, a pesquisa confirmou que a sociedade confia nos rumos adotados pelo governo Dilma. A avaliação positiva manteve a tendência de crescimento iniciada em setembro de 2011. Já para o futuro próximo, 65% dos entrevistados afirmam que estão otimistas e que acreditam que o país vai melhorar.
Os pontos altos da atual gestão se encontram no combate à pobreza e na redução do desemprego. Já os pontos fracos são os mesmos verificados em pesquisas anteriores, em especial na saúde e na segurança pública. Dois outros dados curiosos da pesquisa: é 61% dos entrevistados avaliam que o governo Dilma é uma continuidade da gestão de Lula – o que confirma a sua força; e apenas 38% consideram que a cobertura da mídia é favorável à presidenta – o que revela o descrédito crescente da imprensa.
Um dado da pesquisa deve preocupar, em especial, o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), que tem se insinuado como candidato dissidente à sucessão presidencial de 2014. “A presidenta Dilma não era tão forte no Nordeste como era o Lula. Mas isso mudou na pesquisa de agora. O percentual de pessoas que avaliam o governo como ótimo ou bom passou de 68% para 72%. Já a aprovação da maneira da presidenta governar subiu de 80% para 85%”, afirma o gerente de pesquisa da CNI, Renato Fonseca.
Diante dos resultados inesperados da pesquisa Ibope, todos os pretensos candidatos à sucessão de 2014 tentaram relativizar seus impactos. O mais patético deles foi o senador mineiro Aécio Neves, o cambaleante presidencial tucano. “Isso tem muito a ver com o sentimento momentâneo, talvez com algumas medidas de grande alcance popular tomadas pela presidente”, afirmou. Ele evitou se referir à redução da conta de luz e à desoneração da cesta básica, temas nos quais ele se posicionou contra de forma irracional e suicida.
Típico dos embriagados, ele ainda afirmou que a alta popularidade da presidente Dilma se deve à herança de FHC. “Se hoje há essa avaliação, em boa parte é resultado de uma sensação de bem estar que ainda existe no Brasil, construída, em grande parte, por nós, a partir do controle da inflação, que por sinal começa a ameaçar e comprometer a renda das famílias”. Aécio Neves também se disse otimista com a possibilidade da oposição construir “uma agenda para o país”. Só evitou comentar as fraturas nesta tal oposição.
Nesta terça-feira, a jornalista Sonia Racy, do Estadão, confirmou que a situação da oposição demotucana é cada vez mais delicada. O risco é que o próprio PSDB imploda devido às bicadas sangrentas entre Aécio Neves e José Serra. Até o “guru” FHC está irritado com as brigas internas. “O ex-presidente tem defendido que, se for para Serra optar por outro caminho, que o faça agora... Já Aécio não quer que o partido fique parado à espera de Serra”. Os tucanos estão diante de um racha histórico. Enquanto isto, Dilma dispara nas pesquisas!
Altamiro Borges
No Justiceira de Esquerda
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Charge online - Bessinha - # 1730

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Dilma se encontra com o papa Francisco, no Palácio Apostólico, no Vaticano

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Maduro aumenta ventaja


Nicolás-Maduro y Hugo Chávez
El candidato de la Revolución Bolivariana, Nicolás Maduro, obtendría 53% de los votos si las elecciones presidenciales se efectuaran este martes, mientras que el candidato opositor, Henrique Capriles Radonsky, alcanzaría solo 35%, lo que significa una brecha de 18 puntos porcentuales.
La información la dio a conocer este martes el director de Hinterlaces, Oscar Schemel, durante el foro Elecciones Presidenciales 2013, desarrollado en la sede de Últimas Noticias.
Schemel además precisó que 61% de los venezolanos piensa que el candidato socialista, Nicolás Maduro, será el vencedor en los comicios electorales del 14 de abril.
Explicó que ese porcentaje es el resultado del más reciente flash electoral realizado a 1.600 hogares en todo el país, hasta el 16 de marzo.
También informó que 70% de la población opina que la Revolución Bolivariana, impulsada por el líder socialista, Hugo Chávez, ha ayudado a Venezuela.
Igualmente, la investigación arrojó que 69% de los encuestados considera que gestión de gobierno de Chávez fue positiva.
Conexión directa de Chávez con el pueblo
Schemel dijo que, contra todo pronóstico de analistas políticos, tras la desaparición física de Hugo Chávez, ha quedado ratificado el apoyo mayoritario del pueblo hacia el proyecto que éste impulsó y además se reforzó el vínculo emocional con su legado.
Refirió que en el país está naciendo una nueva identidad nacional popular y cultura política, que forman parte de una relación mucho más sólida y profunda que se ha ido estableciendo en el panorama social en los últimos años, bajo el liderazgo del Mandatario.
Schemel explicó que el Gobierno Nacional trabaja en función del plano psicosocial y psicocultural, y no solo en el plano electoral, como sucede con la derecha nacional, lo que implica un “esfuerzo programado y sostenido por cambiar la cultura política”, destacó.
Agregó que la falta de comprensión de las nuevas realidades sociales es una limitación estratégica para la oposición que sigue desconectada de las necesidades populares, “sobre todo cuando las promesas de la oposición siguen siendo dar de comer, dar platica y dar seguridad”.
El director de Hinterlaces dijo que en un estudio que realizó el Banco Mundial, en 60 países, a un total de 60.000 personas de bajos recursos se les preguntó: ¿Qué es lo que más duele de ser pobre? Y la respuesta fue: “La mirada de desprecio le ganó al hambre”, con lo cual Schemel explicó que existe todavía una imposibilidad de parte de la derecha de interpretar esas realidades venidas del pueblo.
“De allí la importancia e impacto del discurso amoroso del presidente Chávez. No solo reivindicaciones reclaman los sectores populares. Hay un problema existencial, subjetivo que también es muy poderoso y que tiene que ver con ese término de la mirada de desprecio”, señaló.
Recordó que el liderazgo de Chávez surgió de esa confrontación social de Venezuela desde finales del siglo XX, causada por la indignación, una sensación de desprecio, indiferencia y rechazo a los partidos políticos tradicionales del puntofijismo, lo que posibilitó el triunfo electoral de Chávez, quien logró que el pueblo alcanzara protagonismo y reconocimiento.
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Charge online - Bessinha - # 1729

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Pré-eleição: hora de plantação na mídia e redes

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