13 de mar de 2013

Capriles y televisora norteamericana CMM juntos al suicidio

Capriles
Henrique Capriles
El opositor venezolano Henrique Capriles y la televisora norteamericana CNN, bautizada como la Cadena Más Mentirosa (CMM), transitan juntos hacia suicidio político y mediático, tras haber decidido enfrentar desde ya al presidente encargado Nicolás Maduro, fiel seguidor del fallecido exmandatario Hugo Chávez.
La CMM enseñó nuevamente sus garras difamatorias y automáticamente asumió su siempre vocería de Capriles, al igual que los medios de prensa españoles El País, ABC y El Mundo, entre otros, cuando aún no ha comenzado la campaña para las nuevas elecciones en Venezuela, previstas para el 14 de abril.
Estrechamente vinculada a la Agencia Central de Inteligencia (CIA), de Estados Unidos, la referida televisora de Estados Unidos y sus repetidores diarios infames de España, apuestan a toda costa por el opositor venezolano, quien fue vapuleado por Chávez en los comicios del pasado año.
Capriles, pagado por Washington y los sectores ultraconservadores de su país, es considerado un cadáver político, y su participación como candidato en la consulta popular del venidero mes en Venezuela será su suicidio definitivo, coinciden expertos y analistas latinoamericanos.
El “principal” adversario nacional de la Revolución Bolivariana fue irrespetuoso durante la enfermedad de Chávez, y luego de su fallecimiento, no solo con el propio expresidente, sino también con sus compatriotas, como lo han hecho de igual manera la CMM y la prensa española, esta ultima en profunda crisis, casi ahogándose.
El monigote de la Casa Blanca en Caracas y sus medios portavoces carecen evidentemente de ética, pero además han perdido totalmente el rumbo, al agredir y menospreciar al pueblo venezolano, tras la reciente desaparición física de su líder y  exjefe de Estado.
cnn 
Capriles y la CMM parecen como locos, disparando tiros mediáticos para todas partes para ver de qué forma pueden impedir que Maduro se imponga en las elecciones, y claro está acabar con el Chavismo, que tanto le interesa a Washington desaparecer.
Es como una carrera desenfrenada de maniáticos derrotados que buscan desesperadamente qué hacer para intentar conseguir su objetivo, conociendo muy bien que es algo casi imposible.
Es lógico explicarse que la oposición en Venezuela, además de desprestigiada y dividida, esté ahora también desequilibrada porque el mar de ciudadanos de esa nación que está despidiendo y manifestando sus sentimientos de cariño hacia Chávez es un verdadero plebiscito, y un avance de lo que será el triunfo arrollador de la Revolución Bolivariana, por medio de Maduro, en los comicios del 14 de abril.
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O desastre na Saúde, Educação, Segurança e nas contas de Minas em 10 anos de tucanos

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Andréa Falcão, a mulher que tira o sono dos Neves

http://blogdobg.com.br/wp-content/uploads/2013/03/wanessa_camargo_casamento_f_011.jpg 
Advogada, centrada e extremamente rigorosa. Esta é a ex-esposa de Aécio que vem assombrando o esquema montado em torno de seu ex-marido
Ex-esposa de Aécio Neves, Andréa Falcão mora no Rio de Janeiro com a filha do casal, Gabriela. Ela e Aécio foram casados por oito anos. Separados há catorze anos, Andréa tem hábitos saudáveis e esportivos sendo considerada pelos amigos uma atleta. Discreta e reservada, poucos sabem de suas atitudes que colocam em risco o projeto de Poder construído pela família Neves após a morte de Tancredo.
Embora apresentado como político, Aécio Neves na verdade é apenas um produto comercial como tantos outros disponíveis no mercado, fruto de pesados investimentos publicitário. A início patrocinado por seu padrasto, o falecido banqueiro Gilberto Faria, em curto espaço já servia ao pesado esquema de desestatização e desnacionalização da economia montado pelo ex-presidente FHC.
Eleito em seu primeiro mandato de deputado federal e Constituinte por Minas Gerais pelo PMDB, Pimenta da Veiga viu em Aécio a possibilidade do PSDB se apropriar da imagem de Tancredo Neves. Porém, como hoje, na época Aécio não tinha gosto pela política, tinha que ser constantemente cobrado e policiado.
Entretanto, como sua carreira política tornava-se cada vez mais lucrativa, montou-se em sua volta uma eficiente estrutura com membros de sua família e políticos que viram nele a parceria ideal para ocupar o espaço político deixado por seu avô, Tancredo. Contudo, seus familiares e parceiros não contavam com um fato novo, o casamento de Aécio com Andréa Falcão.
Segundo amigos de Andréa, rígida por princípios, passou a questionar o comportamento de Aécio e a farsa montada para manter sua imagem.  À amigos ela reclamava que isto impedia que Aécio amadurecesse.
Separada de Aécio em 1998, procurou organizar sua vida, porém, com a eleição de Aécio para governador em 2002, no intuito de passar para a população uma imagem de homem de família, o esquema passou a utilizar sua filha Gabriela, sendo histórica a presença da mesma em sua posse.
Sabedora do que realmente ocorria, Andréa passou a questionar esta utilização com receio de que a exposição, as companhias e hábitos de Aécio fossem prejudiciais à sua filha. Entretanto, o esquema montado em torno de Aécio insistiu, mesmo diante de sua recusa.
Esta prática foi bastante reduzida nos últimos anos de governo de Aécio Neves, contudo, o mal já havia sido concretizado. Com a denúncia dos deputados mineiros Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT) de enriquecimento ilícito dos irmãos Andréa e Aécio Neves perante a Procuradoria da República e Receita Federal descobriu-se uma gigantesca movimentação financeira de Aécio nos Estados Unidos.
Constatou-se que os maiores depósitos coincidiam com as datas das viagens de Aécio Neves a Aspen, uma estação de esqui no Colorado, para onde Aécio se dirigia sobre a justificativa de que estaria levando a filha para esquiar. As suspeitas aumentaram ao se descobrir que as viagens foram feitas em jatinho fretado sem que sua bagagem passasse por qualquer alfândega, seja no Brasil ou USA.
A área de inteligência da Receita Federal descobriu que uma integrante da inteligência da PMMG, conhecida como PM2, havia relatado uma discussão entre Aécio e Andréa Falcão, onde ela, de maneira enérgica, reclama; “deixe minha filha fora dos seus rolos, não quero que fique utilizando ela para servir de justificativa para você fazer o que faz”, Aécio pergunta. “Que rolo?”; Andréa Falcão responde; “levar estas malas de dinheiro e diamante para Aspen”.
Este procedimento encontra-se desde o final do ano passado nas mãos do procurador geral, Roberto Gurgel, parado. Segundo amigos de Andréa Falcão, se ela for convocada a esclarecer os fatos ela irá contar tudo que sabe para defender sua filha. Pelo visto a família Neves finalmente terá a oportunidade de constatar que Andréa Falcão sempre falou sério.
O senador Aécio Neves, consultado sobre o tema que seria abordado na matéria, optou por nada comentar e Andréa Falcão recusa-se a falar com a imprensa.
No NovoJornal
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Em nota, Dilma Rousseff felicita papa Francisco

A presidenta Dilma Rousseff divulgou nesta quarta-feira (13) nota oficial em que felicita o novo papa Francisco. A presidenta disse que os católicos brasileiros aguardam com expectativa a vinda de Francisco ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude. Leia abaixo a íntegra da nota:
“Em nome do povo brasileiro, congratulo o novo papa Francisco e cumprimento a Igreja Católica e o povo argentino. Maior país em número de católicos, o Brasil acompanhou com atenção o conclave e a escolha do primeiro papa latino-americano.
É com expectativa que os fiéis aguardam a vinda do papa Francisco ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude, em julho. Esta visita, em um período tão curto após a escolha do novo pontífice, fortalece as tradições religiosas brasileiras e reforça os laços que ligam o Brasil ao Vaticano.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil”
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A Máfia argentina do cardeal Bergoglio

Andares de Pedacchio no seu território de Paraguai
Cardeal Bergoglio - Expoente da Igreja Liberal na América Latina.
Cardeal Bergoglio - Expoente da Igreja Liberal na América Latina.
Seria bom dar algum exemplo de como o Pe. Pedacchio, oficial da Congregação para os bispos, informa o Cardeal Bergoglio e manipula, segundo suas orientações, informação que é confidencial – além de, é claro, distorcer e criar evidências.
Segundo fontes fidedignas, algumas das mais recentes atividades do cardeal de Buenos Aires e dos seus minutantes1 na Cúria Romana se concentram sobre um bispo do Paraguai. Recordemos que o Paraguai é precisamente o país do qual se encarrega Pedacchio na Congregação para os Bispos.
Dom Rogelio Livieres - Seu único defeito é ser católico
Dom Rogelio Livieres - Seu único defeito é ser católico
No final do ano de 2008 se produzia uma curiosa filtragem de informação altamente confidencial. Um bispo do Paraguai, Dom Rogelio Livieres, havia entregado ao Papa uma carta pessoal e confidencial durante a visita ad limina em que destacava alguns dos problemas prementes na nomeação dos bispos deste país – um desses bispos acabava de se tornar presidente da República, contra toda a lei canônica e depois se tornou público o que os bispos paraguaios guardavam em segredo: havia tido alguns filhos ‘segundo a carne’, para usar uma expressão das Escrituras.
Esta carta, pessoal e confidencial, foi filtrada pela imprensa do Paraguai para atacar a este bispo que buscava uma melhora nas nomeações episcopais. Com grande prejuízo, é claro, para Mons. Livieres. Ninguém, salvo Livieres, conhecia o texto desta carta no Paraguai. E ele entregou apenas uma cópia ao Papa. Provavelmente foi o mesmo Pedacchio quem, como oficial encarregado do Paraguai na Congr. para os Bispos, ‘filtrou’ esta informação que estava sob segredo pontifício.
Até o momento, é o que nos informaram alguns amigos de Assunção sobre este tema. Contudo, segundo nos informamos desde Argentina e da Santa Sé, a atenção privilegiada do Cardeal Bergoglio sobre este bispo paraguaio não se desgastou com o tempo. Pelo contrário, cresceu.
Padres e seminaristas de Ciudad del Este visitando as ruínas das missões jesuítas no país.
Padres e seminaristas de Ciudad del Este visitando
 as ruínas das missões jesuítas no país.
Para Bergoglio, do Paraguai, lhe importa sobretudo que não cresçam as vocações sacerdotais para o seminário de Ciudad del Este, que é uma verdadeira bofetada no progressismo reinante que alguns bispos paraguaios e também o mesmo Bergoglio incentivam. O que mais preocupa é que não triunfe a renovação eclesiástica e litúrgica que o Papa promove e que alguns chamam de ‘reforma da reforma’, ou seja, a vida litúrgica da Igreja conforme o estabelecido pelo Concílio Vaticano II, celebrada na dinâmica da ‘hermenêutica da continuidade’. Ele se preocupa com a forma de tantos sacerdotes jovens num contato fluído e habitual com a forma ordinária e extraordinária, algo muito pouco comum na América Latina.
A estratégia geral de Bergoglio seria desacreditar a obra de renovação eclesial encarada por Mons. Livieres, não desde a doutrina ou liturgia, onde encontra muito eco em Roma do Papa Bento XVI, mas desde os  procedimentos de promoção vocacional.
Na verdade, durante a reunião geral da O.S.A.R (Organização dos Seminários da República Argentina), em 10 de novembro de 2011, no Seminário de La Plata  (província de Buenos Aires), surgiu o tema a partir de um dos superiores do Seminário de Buenos Aires – supostamente revelando um segredo pontifício – sobre uma legislação particular que estaria sendo preparada em Roma para restringir o “trânsito” de seminaristas de um seminário para outro. Foi mencionado como exemplo um caso do Seminário de Ciudad del Este, com nome e sobrenome. Foi dito nesta reunião que a Santa Sé ‘processou’ um bispo paraguaio – leia-se Mons. Livieres – por receber um seminarista proveniente de Buenos Aires, sem haver pedido as informações canônicas, e procedendo a ordenação como diácono, também segundo eles, sem os requisitos acadêmicos.
Sejamos honestos. Ainda que Bergoglio tivesse pedido sanções para Livieres, não era necessário ir até o Paraguai – a terra vigiada por Pedacchio – para encontrar supostos exemplos destes casos. Ocorrem, de fato, com muita frequência na mesma Argentina. E não são poucos os seminaristas que fogem horrorizados do próprio seminário de Buenos Aires – e, para falar a verdade, não somente por razões litúrgicas. Por ter sido nomeado direta e publicamente este bispo, que por outra parte nos contam está oferecendo tantos frutos positivos em sua terra, quer dizer que Bergoglio e seus informantes estão querendo pelo menos desacreditá-lo, ou destruí-lo. Além da enorme injustiça que este ataque supõe para o bom nome do seminarista, que na realidade não teve nenhuma sanção disciplinar nem foi acusado de nada grave. Assim reconheceu publicamente o reitor do Seminário de Buenos Aires, Pe. Giorgi, quem, contudo, não levantou nem uma tímida voz para defendê-lo.
A coisa não terminou ai. Semanas depois, este tema foi tratado – novamente com nome e sobrenome dos ‘envolvidos’ – na reunião do Conselho Presbiteral da arquidiocese de Buenos Aires. Sempre buscando prejudicar o bom nome dos bispos que não estão bem vistos pelo Cardeal.
Alguém tem na consciência a obrigação de expressar o que tantos outros calam, por medo ou temor de ver sua carreira arruinada em represália. Tudo é conhecido na Arquidiocese de Buenos Aires. O triste é que o que surge destas fontes é distorcido, quando não mentiroso. E então é certo mais do que nunca o adágio ”de Roma viene lo que a Roma va”, uma vez que em seguida, apenas disparadas as difamações ou calúnias, informantes adestrados como Pedacchino levam o “caso” a Roma, aos “contatos” chave, para semear infâmias e pedir sanções.
Sob os grandes sinais de humildade que ostenta, Bergoglio esconde não poucos desejos de poder real. E os teve desde suas origens na Guardia de Hierro e sua antiga relação com a P22 (com sua provada relação com Almirante Massera3). A sorte do cardeal é que foi atacada nestes pontos por um jornalista chamado Verbitzky, que foi desacreditado devido ao conhecido ódio visceral que tem contra a Igreja na Argentina. Deste modo, seu ataque a Bergoglio se afirmou tendencioso, mesmo com suas investigações sérias e bem documentadas.
O Papa e Bergoglio Quebra de sigilo pontifício e maquinações dignas da máfia italiana.
O Papa e Bergoglio
Quebra de sigilo pontifício e maquinações dignas da máfia italiana.
Mas voltando sobre as aparentes preocupações de Bergoglio sobre o Seminário de Ciudad del Este, no Paraguai, surpreende tanto zelo quando o seu próprio seminário deixa tanto a desejar. É conhecido que há seminaristas de moral duvidosa que sonham em ser dirigidos espiritualmente por alguns dos menos recomendáveis bispos auxiliares do cardeal. “O Jesuíta” – como reza o título da sua autobiografia – que descuida tanto da vida espiritual e da formação do seu clero em vias de extinção, não guarda o menor pudor na hora de acusar. Sua especialidade é a acusação aos bispos por suposta homossexualidade, ou afinidade com homossexualidade, ou por proteção de homossexuais em seus seminários ou no clero. Outra das suas ferramentas é a acusação de problemas psíquicos. Tem para isto uma equipe de psiquiatras a sua disposição, que elaboram os “informes” úteis para o caso.
É uma pena que a Argentina, e em certo ponto o Paraguai e uma parte do CELAM – onde ele não está presente, mas estão os seus minutantes – tenham que pagar a conta das suas artimanhas. A próxima geração de bispos ficará comprometida por estas campanhas?
Quem quiser conhecer toda a verdade sobre Bergoglio não tem senão que reconstituir: recorrer e analisar o conjunto de informação que há sobre o cardeal – não os boatos ou denúncias anônimas, mas afirmações feitas por pastores autorizados. Só se encontrará dificuldades porque, quem trai o Papa revelando segredos pontifícios ou quem difama e calunia, também é capaz de dissipar algumas páginas ou as mesmas pastas de relatórios da Cúria Romana. No final do dia, vale tudo para torná-lo como o “Escolhido”, como o seu lema episcopal geralmente é explicado.
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1 – Minutante: Oficial da Cúria Romana encarregado de redigir as minutas, que são projetos de notas oficiais e outros documentos. É a primeira etapa no trabalho na Cúria Romana, sendo um cargo de base.
2 -P2 é a designação mais comum para a Loja Maçónica italiana Propaganda Due (Propaganda Dois).
Além da Itália, a P2 também tinha atividades na Suécia no Uruguai, no Brasil e especialmente na “Guerra Suja” da Argentina (com Raúl Alberto Lastiri, Presidente por escasso período de Julho de 1973 até 12 de Outubro de 1973; Emilio Massera, que foi membro da Junta Militar de 1976 a 1978, líderada por Jorge Rafael Videla e José López Rega, Ministro das Obras Sociais no governo de Péron e fundador da Aliança Anticomunista da Argentina).
3 – Emilio Eduardo Massera (19 de outubro de 1925 – Buenos Aires, 8 de novembro de 2010) foi um militar argentino. Neto de imigrantes suíços de origen de [Chiavenna] (Italia), seguiu carreira militar na Marinha Argentina (Armada Argentina). Destacou-se entre seus colegas de arma como um hábil articulador político. Anti-peronista convicto participou do golpe que destituiu Juan Perón em 1955.Ironicamente foi promovido à almirante pelo próprio Perón após seu retorno de exílio em 1973. Após a morte do general em 1974, Massera somou-se aos conspiradores que efetuaram o golpe de estado em 24 de março de 1976 conta a presidente María Estela Martínez de Perón. Membro integrante da junta militar ao lado de Jorge Rafael Videla (Exército) e Orlando Ramón Agosti (Aeronáutica), Massera protagonizou através da Marinha Argentina uma repressão implacável aos opositores do regime, com um saldo de milhares de mortos.
Do blog La cigüeña de la torre chega a matéria muito interessante sobre o “modus operandi” de um dos mais importantes bispos da América Latina e, segundo algumas especulações passadas, o candidato anti-ratzinger no conclave de 2005.
No Frates in Unum
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Charge online - Bessinha - # 1721

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Bergoglio, Dictadura e Iglesia

Bergoglio afirma que las declaraciones episcopales sobre los derechos humanos, incluidas en el libro Iglesia y democracia en la Argentina, que él editó en 2006, están completas, “no con omisiones como algunos periodistas señalaron con mala intención”. Los facsímiles que se reproducen en esta página permiten que cada lector se forme su propia opinión, sobre omisiones e intenciones.
El memo sobre la reunión del 15 de noviembre de 1976 de Primatesta, Juan Carlos Aramburu y Zazpe con la Junta Militar se reproduce en su versión original, tal como está archivado en la sede episcopal de la calle Suipacha (“Reunión de la Junta Militar con la Comisión Ejecutiva de la CEA, 15.IX.1976”. Comisión Ejecutiva de la CEA. Caja 24, Carpeta II. Documento 10.937). También se puede leer la transcripción de Bergoglio treinta años después en un libro que prologó con la frase “no debemos tener miedo a la verdad de los documentos”. Puede verse así que suprimió el concepto central expresado en la introducción, de “aclarar la posición de la Iglesia”, para dejar en claro que “de ninguna manera pretendemos plantear una posición de crítica a la acción de gobierno” dado que “un fracaso llevaría, con mucha probabilidad, al marxismo”, por lo cual “acompañamos al actual proceso de re-organización del país”. En forma explícita menciona la “adhesión y aceptación” episcopal.
El cotejo permite advertir el cambio en la numeración de la minuta, en cuya edición oficial se omitió que incluso a solas los tres miembros de la Comisión Ejecutiva Episcopal atribuyeron la represión sin ley a niveles intermedios, mientras destacaban “los notables esfuerzos del gobierno en pro del país” y la “imagen buena de las supremas autoridades”. Para no verse obligados a “un silencio comprometedor de nuestras conciencias que, sin embargo, tampoco le serviría al proceso” o “un enfrentamiento que sinceramente no deseamos” la Iglesia propuso abrir “un canal de comunicación” con la Junta Militar. Esa prueba de promiscuidad con la dictadura, que en el original está encabezada por el título “Lo que tememos”, fue suprimida en la recopilación de Bergoglio. Al año siguiente, el obispo Oscar Justo Laguna, reconoció la “total ineficacia” de esa Comisión de Enlace que integraba, en una nota manuscrita a Zazpe. Sin embargo, las amables reuniones mensuales continuaron durante todo el régimen militar. Al comentar esa carta, en 2002, otro miembro de la Comisión, Carlos Galán, le escribió a Laguna: “¡Quién nos diera poder vivir de nuevo con la experiencia adquirida”. Fantasía vana. Sólo se vive una vez.


No sabe, no contesta

Bergoglio sostiene en su libro que en la Iglesia “se fue conociendo de a poco todo lo que estaba pasando. Al principio se sabía poco y nada”. Vale la pena cotejar esta afirmación con los documentos del Episcopado que aún se mantienen en secreto y con los del gobierno de los Estados Unidos que fueron desclasificados a pedido de los organismos defensores de los derechos humanos.
El 10 de mayo de 1976, se reunió la Asamblea Plenaria del Episcopado. Cada obispo informó sobre lo que ocurrió en su diócesis, de modo que todos tuvieron un panorama nacional preciso, apenas seis semanas después del golpe. El cardenal Raúl Primatesta dijo que en Córdoba se producían despidos arbitrarios y miles de suspensiones en las fábricas, proseguían los secuestros ejecutados por grupos parapoliciales y se desconocía la ubicación de algunos de los muchos presos. También se allanaban parroquias y había un sacerdote detenido. El arzobispo de Santa Fe, Vicente Zazpe, habló de corrupción, torturas policiales y muchísimos presos. El de Neuquén, Jaime de Nevares, contó que el Ejército detenía, torturaba y remitía a cárceles lejanas a personas contra las que no se formulaban cargos, cuyas viviendas saqueaba y destruía. Otras personas estaban desaparecidas, dijo. El obispo de Viedma, Miguel Hesayne, dijo que la Iglesia debía apoyar a los familiares de las personas detenidas-desaparecidas. Lamentó que el Episcopado estuviera dividido y los militares pudieran valerse de unos obispos en contra de otros. Para Hesayne, debía condenarse la tortura, como ofensa a la dignidad humana. Los obispos de Formosa, Posadas y Reconquista, Pacífico Scozzina, Jorge Kémerer y Juan José Iriarte, contaron que también en el otro extremo del país fueron detenidos muchos campesinos sin participación en hechos de violencia y algunos sacerdotes y laicos consagrados, que padecieron maltratos y robos durante los allanamientos. El obispo de La Rioja, Enrique Angelelli, contó que el jefe de la base áerea de El Chamical había interrumpido su homilía durante la misa, una casa parroquial había sido clausurada, varios sacerdotes y religiosas, dos seminaristas e incluso el vicario general de la diócesis fueron detenidos. El propio obispo fue revisado como un reo en un santuario popular.
Según el obispo Carlos Ponce de León en San Nicolás se vivía un clima de terror. Cuando intercedió por varias personas de-saparecidas, el jefe del área de seguridad local, coronel Manuel Saint Amant, le respondió con desdén:
–Voy a hacer desaparecer a todos los que están con usted, y a usted todavía no puedo porque es obispo.
Luego de esas intervenciones y de otras similares de los obispos Antonio Aguirre (San Isidro), Antonio Quarracino (Avellaneda), Jorge Manuel López (Corrientes) y Miguel Raspanti (Morón), la conferencia debatió qué hacer: 19 obispos querían difundir lo que pasaba en el país, pero 38 se opusieron. Por eso, el documento que emitieron, “País y Bien Común”, pidió comprensión hacia el gobierno militar y dijo que era equivocado pretender que los organismos de seguridad actuaran “con pureza química de tiempo de paz, mientras corre sangre cada día”. También consideraba aceptable el sacrificio de “aquella cuota de libertad que la coyuntura pide”. En cambio condenó como pecado “el asesinar, con secuestro previo o sin él, cualquiera sea el bando del asesinado”. Postuló así una improbable equivalencia. El nuncio Pio Laghi recibía información de los diplomáticos occidentales acreditados en Buenos Aires. Cada quince días, funcionarios de 32 países intercambiaban información. El 19 de mayo se confesaron su preocupación: “Si saliera a luz el tratamiento que dan a los prisioneros las autoridades que efectúan los arrestos, la imagen del gobierno argentino sería tan mala como la del chileno, y sólo será cuestión de tiempo que esto ocurra”. Dos años y medio después, el 22 de diciembre de 1978, el secretario de la nunciatura, Kevin Mullen comunicó a funcionarios de la embajada estadounidense que “un oficial de la más alta jerarquía del Ejército había informado a Laghi que durante su campaña antisubversiva las Fuerzas Armadas se habían visto obligadas a ‘encargarse’ de 15.000 personas”.

Operación cónclave

Mientras en Alemania se vela “el papado fallido de Benedicto XVI”, Bergoglio intenta lavar su imagen en espera de un eventual nuevo cónclave. Las partes más significativas de su libro y los documentos que contradicen esa versión angelical. El rechazo de Emilio Mignone a los pastores que entregaron a sus ovejas y la mutilación de documentos para ocultar el apoyo episcopal a la dictadura.
Cuando la publicación más importante de Alemania, Der Spiegel, se refiere al “papado fallido” de su compatriota Joseph Ratzinger (el mismo término que la Inteligencia estadounidense aplica a los estados con vacío de poder en los que justifica su intervención), el primado de la Argentina y arzobispo de Buenos Aires, cardenal Jorge Bergoglio, emprende una operación de lavado de imagen con la publicación de un libro autobiográfico. El ostensible propósito de “El Jesuita”, como se titula, es defender su desempeño como provincial de la Compañía de Jesús entre 1973 y 1979, manchado por las denuncias de los sacerdotes Orlando Yorio y Francisco Jalics de que los entregó a los militares. Ambos estuvieron secuestrados cinco meses a partir de mayo de 1976. En cambio nunca reaparecieron las cuatro catequistas y dos de sus esposos secuestrados dentro del mismo operativo. Entre ellos estaban Mónica Candelaria Mignone, hija del fundador del CELS, Emilio Mignone, y María Marta Vázquez Ocampo, de la presidente de Madres de Plaza de Mayo, Martha Ocampo de Vázquez. Ratzinger tiene 83 años y según Der Spiegel demasiadas voces piden su renuncia. El sacerdote Paolo Farinella escribió en la prestigiosa revista italiana de filosofía MicroMega, cuyo director Paolo Flores D’Arcais ha participado en debates públicos sobre filosofía con el papa, que Benedicto XVI debería pedir perdón a los creyentes afectados por la estrictez del celibato, por las condiciones en los seminarios y por los miles de casos de abusos de niños y decirles: “Me retiraré a un monasterio y pasaré el resto de mis días haciendo penitencia por mi fracaso como sacerdote y como papa”. Nadie se sorprendería si después de beber una tisana nocturna fallara el corazón de un hombre entristecido y angustiado por las injustas críticas que alcanzan su desempeño como obispo de Baviera y no perdonan ni a su amado hermano Georg. La revista alemana menciona el antecedente de Celestino V, un papa del siglo XIII que renunció porque no se sintió capaz de cumplir con sus funciones. Por si algo de eso ocurre, Bergoglio necesita una foja de servicios pulida. Ante una pregunta acerca del papa ideal, el presidente de la Asociación Alemana de Juventudes Católicas, Dirk Tänzler, dijo a Der Spiegel que preferiría que haya trabajado en una parte pobre de Sudamérica o en otra región golpeada por la pobreza, ya que tendría una visión distinta del mundo. La compasión por la pobreza, compartida con la Sociedad Rural y la Asociación Empresaria AEA, es el nicho de oportunidad elegido por el Episcopado bajo la conducción de Bergoglio.
El Silencio
Es el cardenal quien vincula su descargo con la elección papal. Su libro narra que cuando la vida de Juan Pablo II se apagaba y el nombre de Bergoglio figuraba en los pronósticos de los periodistas especializados “volvía a agitarse una denuncia periodística publicada unos pocos años atrás en Buenos Aires” y que “en las vísperas del cónclave que debía elegir al sucesor del papa polaco, una copia de un artículo con la acusación, de una serie del mismo autor, fue enviada a las direcciones de correo electrónico de los cardenales electores con el propósito de perjudicar las chances que se le otorgaban al purpurado argentino”. Bergoglio dice en su libro que nunca respondió la acusación “para no hacerle el juego a nadie, no porque tuviese algo que ocultar”. No explica qué cambió ahora.
Pastores y lobos
En realidad la primera versión del episodio no se debe a ningún periodista sino a Emilio Mignone. En su libro Iglesia y dictadura, editado en 1986, cuando Bergoglio no era conocido fuera del mundo eclesiástico, Mignone ejemplificó con su caso “la siniestra complicidad” con los militares, que “se encargaron de cumplir la tarea sucia de limpiar el patio interior de la Iglesia, con la aquiescencia de los prelados”. Según el fundador del Centro de Estudios Legales y Sociales, durante una reunión con la Junta Militar en 1976 el entonces presidente de la Conferencia Episcopal y vicario castrense, Adolfo Servando Tortolo, acordó que antes de detener a un sacerdote las Fuerzas Armadas avisarían al obispo respectivo. Agrega Mignone que “en algunas ocasiones la luz verde fue dada por los mismos obispos. El 23 de mayo de 1976 la Infantería de Marina detuvo en el barrio del Bajo Flores al presbítero Orlando Yorio y lo mantuvo durante cinco meses en calidad de desaparecido. Una semana antes de la detención, el arzobispo [Juan Carlos] Aramburu le había retirado las licencias ministeriales, sin motivo ni explicación. Por distintas expresiones escuchadas por Yorio en su cautividad, resulta claro que la Armada interpretó tal decisión y, posiblemente, algunas manifestaciones críticas de su provincial jesuita, Jorge Bergoglio, como una autorización para proceder contra él. Sin duda, los militares habían advertido a ambos acerca de su supuesta peligrosidad”. Mignone se pregunta “qué dirá la historia de estos pastores que entregaron sus ovejas al enemigo sin defenderlas ni rescatarlas”.
La llaga abierta
Publiqué la historia en esta misma columna, el 25 de abril de 1999. Además de la opinión de Mignone, la nota incluyó la de quien fue su colaboradora en el CELS, la abogada Alicia Oliveira, quien dijo lo que ahora repite en el libro: que su amigo Bergoglio, preocupado por la inminencia del golpe, temía por la suerte de los sacerdotes del asentamiento y les pidió que salieran de allí. Cuando los secuestraron, trató de localizarlos y procurar su libertad, así como ayudó a otros perseguidos. A raíz de aquella nota, Orlando Yorio se comunicó conmigo desde el Uruguay, donde vivía. Por teléfono y correo electrónico refutó las afirmaciones de Bergoglio y Oliveira. “Bergoglio no nos avisó del peligro en ciernes” y “tampoco tengo ningún motivo para pensar que hizo algo por nuestra libertad, sino todo lo contrario”, dijo. Los dos sacerdotes “fueron liberados por las gestiones de Emilio Mignone y la intercesión del Vaticano y no por la actuación de Bergoglio, que fue quien los entregó”, agregó Angélica Sosa de Mignone, Chela, la esposa durante medio siglo del fundador del CELS. Sus testimonios se incluyeron en la nota “La llaga abierta”, que se publicó el 9 de mayo de 1999. También se transmitieron allí las posiciones de Bergoglio y del otro cura secuestrado aquel día, Francisco Jalics.
Cuestion de Estilo
En su libro, Bergoglio dice ahora que Yorio y Jalics “estaban pergeñando una congregación religiosa, y le entregaron el primer borrador de las reglas a los monseñores Pironio, Zazpe y Serra. Conservo la copia que me dieron”. Bergoglio también me entregó una copia a mí. Expresa el tipo de dudas y conflictos que fueron comunes en un alto número de sacerdotes a partir del Concilio Vaticano II, con “la crisis de las congregaciones religiosas, los signos de los tiempos modernos, la coincidencia con el sentir de la búsqueda de los jóvenes y la confirmación espiritual que sentimos en nuestro actual modo de vivir”. El problema en este caso era cómo compatibilizar “el estilo ignaciano de la vida religiosa” con “la vida moderna pedía un estilo nuevo”. La minuta agrega que las Congregaciones Apostólicas están organizadas de modo que sus superiores “parecen preocuparse más por las obras que por la atención espiritual de sus súbditos”. En cambio ellos idealizan el modelo de las fundaciones monásticas y plantean que “la comunidad se una en torno de una búsqueda espiritual y de un proyecto de vida y no en torno de obras”. Esto plantea una “incompatibilidad personal” a los sacerdotes subordinados a la disciplina de su congregación.
En su carta al padre Moura, Yorio menciona esa minuta como respuesta a la presión de Bergoglio para que disolvieran la comunidad en el Bajo Flores. Agrega que a Pironio, Zazpe y Serra les dejaron “un esbozo de estructuración de vida religiosa en caso de que no pudiéramos seguir en la Compañía y fuese posible realizarla fuera”, lo cual no implica que quisieran salir de ella. En un viaje posterior a la Argentina, Pironio le dijo que no había consultado el tema en Roma porque Bergoglio “lo había ido a ver para decirle que el padre general era contrario a nosotros”. Zazpe respondió que “el provincial andaba diciendo que nos echaba de la Compañía” y Serra le comunicó que le retiraban las licencias en la Arquidiócesis, porque Bergoglio había comunicado “que yo salía de la Compañía”.>
Según Bergoglio, el superior jesuita Pedro Arrupe dijo que debían elegir entre la comunidad en que vivían y la Compañía de Jesús. “Como ellos persistieron en su proyecto y se disolvió el grupo, pidieron la salida de la Compañía”. Agrega Bergoglio que la dimisión de Yorio fue aceptada el 19 de marzo de 1976. “Ante los rumores de inminencia del golpe les dije que tuvieran mucho cuidado. Recuerdo que les ofrecí, por si llegaba a ser conveniente para su seguridad, que vinieran a vivir a la casa provincial de la Compañía”, dice Bergoglio. Agrega que nunca creyó que estuvieran involucrados en actividades subversivas. “Pero por su relación con algunos curas de las villas de emergencia, quedaban demasiado expuestos a la paranoia de la caza de brujas. Como permanecieron en el barrio, Yorio y Jalics fueron secuestrados durante un rastrillaje.”
Papelitos
Bergoglio también niega haber aconsejado a los funcionarios de Culto de la Cancillería que rechazaran la solicitud de renovación de pasaporte de Jalics, que él mismo presentó. Según Bergoglio el funcionario que recibió el trámite le preguntó por “las circunstancias que precipitaron la salida de Jalics”. Dice que le respondió: “A él y a su compañero los acusaron de guerrilleros y no tenían nada que ver”. El cardenal agrega que “el autor de la denuncia en mi contra revisó el archivo de la Secretaría de Culto y lo único que mencionó fue que encontró un papelito de aquel funcionario en el que había escrito que yo le dije que fueron acusados de guerrilleros. Había consignado esa parte de la conversación pero no la otra en la que yo le señalaba que los sacerdotes no tenían nada que ver. Además el autor de la denuncia soslaya mi carta, donde yo ponía la cara por Jalics y hacía la petición”.
Nada fue así. En notas publicadas aquí y en mis libros El Silencio y Doble juego, narré la historia completa y publiqué todos los documentos, comenzando por la carta por cuya omisión Bergoglio reclama. Luego sigue la recomendación del funcionario de Culto que lo recibió, Anselmo Orcoyen: “En atención a los antecedentes del peticionante, esta Dirección Nacional es de opinión que no debe accederse”. El tercer documento es el definitorio. Ese papelito, firmado por Orcoyen, dice que Jalics tenía actividad disolvente en comunidades religiosas femeninas y conflictos de obediencia, que estuvo con Yorio en la ESMA (detenido, dice, en vez de secuestrado) “sospechoso contacto guerrilleros”. El punto más interesante es el siguiente, porque remite a intimidades de la Compañía de Jesús, vistas desde la óptica de Bergoglio, que no había ninguna necesidad de confiar al funcionario de la dictadura: “Vivían en pequeña comunidad que el Superior Jesuita disolvió en febrero de 1976 y se negaron a obedecer solicitando la salida de la Compañía el 19/3”. Agrega que Yorio fue expulsado de la Compañía y que “ningún obispo del Gran Buenos Aires lo quiso recibir”. La Nota Bene final es ilevantable: dice Orcoyen que estos datos le fueron suministrados “por el padre Jorge Mario Bergoglio, firmante de la nota con especial recomendación de que no se hiciera lugar a lo que solicita”.

“Mentiras y calumnias”

Un libro de Jalics, una carta de Yorio a la Compañía de Jesús, una entrevista de Jalics con Emilio Mignone, el testimonio de una monja y una entrevista con los hermanos de Yorio describen en forma elocuente los procedimientos de Bergoglio, antes y después del secuestro de los dos jesuitas.
En 1995, el jesuita Francisco Jalics publicó un libro, Ejercicios de meditación. Al narrar su secuestro dice que “mucha gente que sostenía convicciones políticas de extrema derecha veía con malos ojos nuestra presencia en las villas miseria. Interpretaban el hecho de que viviéramos allí como un apoyo a la guerrilla y se propusieron denunciarnos como terroristas. Nosotros sabíamos de dónde soplaba el viento y quién era responsable por estas calumnias. De modo que fui a hablar con la persona en cuestión y le expliqué que estaba jugando con nuestras vidas. El hombre me prometió que haría saber a los militares que no éramos terroristas. Por declaraciones posteriores de un oficial y treinta documentos a los que pude acceder más tarde pudimos comprobar sin lugar a dudas que este hombre no había cumplido su promesa sino que, por el contrario, había presentado una falsa denuncia ante los militares”. En otra parte del libro agrega que esa persona hizo “creíble la calumnia valiéndose de su autoridad” y “testificó ante los oficiales que nos secuestraron que habíamos trabajado en la escena de la acción terrorista. Poco antes yo le había manifestado a dicha persona que estaba jugando con nuestras vidas. Debió tener conciencia de que nos mandaba a una muerte segura con sus declaraciones”.
La identidad de esa persona se revela en una carta que Orlando Yorio escribió en Roma en noviembre de 1977, dirigida al asistente general de la Compañía de Jesús, padre Moura. Ese texto permite conocer el resto de la historia, por testimonio directo de una de las víctimas.
En esa recapitulación escrita 18 años antes que el libro de Jalics, Yorio cuenta lo mismo, pero en vez de “una persona” dice Jorge Mario Bergoglio. Cuenta que Jalics habló dos veces con el provincial, quien “se comprometió a frenar los rumores dentro de la Compañía y a adelantarse a hablar con gente de las Fuerzas Armadas para testimoniar nuestra inocencia”. También menciona las críticas que circulaban en la Compañía de Jesús en contra de él y de Jalics: “Hacer oraciones extrañas, convivir con mujeres, herejías, compromiso con la guerrilla”, similares a las que Bergoglio transmitió luego a la Cancillería. Yorio no conocía la existencia de ese documento, que encontré cinco años después de su muerte. En su libro, Bergoglio dice lo mismo que les transmitía a Jalics y Yorio: que él no creía en la veracidad de esas acusaciones. ¿Por qué entonces debía comunicarlas al gobierno militar, como prueba el documento que se reproduce en esta edición?
Una boca importante
Cuando Bergoglio le dijo que había recibido informes negativos sobre él, Yorio habló con los consultados por su superior. Por lo menos tres de ellos (los sacerdotes Oliva, José Ignacio Vicentini y Juan Carlos Scannone) le dijeron que no habían opinado en su contra sino a favor. En el clima de la Argentina, la acusación de pertenencia a la guerrilla en “una boca importante (como la de un jesuita) podía significar lisa y llanamente nuestra muerte. Las fuerzas de extrema derecha ya habían ametrallado en su casita a un sacerdote, y habían raptado, torturado y abandonado muerto a otro. Los dos vivían en villas miseria. Nosotros habíamos recibido avisos en el sentido de que nos cuidáramos”, escribió Yorio al padre Moura.
Agrega que Jalics habló no menos de dos veces con Bergoglio para hacerle ver el peligro en que esas versiones los colocaban. Según Yorio, “Bergoglio reconoció la gravedad del hecho y se comprometió a frenar los rumores dentro de la Compañía y a hablar con gente de las Fuerzas Armadas para testimoniar nuestra inocencia. [Pero como] el provincial no hacía nada por defendernos nosotros empezábamos a sospechar de su honestidad. Estábamos cansados de la provincia y totalmente inseguros”.
Tenían sus motivos. Durante años, Bergoglio los había sometido a un hostigamiento insidioso, sin asumir en forma abierta las acusaciones en contra de ellos, que siempre atribuía a otros sacerdotes u obispos que, una vez confrontados, lo desmentían. Bergoglio les había garantizado una continuidad de tres años en su trabajo en la villa del Bajo Flores. Pero al arzobispo Juan Carlos Aramburu le informó que estaban allí sin autorización. El aviso les llegó por medio de uno de los fundadores del Movimiento de Sacerdotes para el Tercer Mundo y de la pastoral villera, Rodolfo Ricciardelli, a quien se lo contó el propio Aramburu. Cuando Yorio lo consultó, Bergoglio le dijo que Aramburu “era un mentiroso” y que empleaba esas “tácticas para molestar a la Compañía”.
La infamia pública
En nuestro intercambio epistolar, Yorio sostuvo que en el clima de miedo y delación instalado dentro de la Iglesia y de la sociedad, los sacerdotes que trabajaban entre los más pobres “éramos demonizados, puestos en sospecha dentro de nuestras propias instituciones y acusados de subvertir el orden social”. En ese contexto fueron sometidos por Bergoglio a “la prohibición e infamia pública de no poder ejercer el sacerdocio, dando así ocasión y justificación para que las fuerzas represivas nos hicieran desaparecer. Se nos podía avisar que había peligros, pero sin frenar las difamaciones de las que los mismos que nos hacían el servicio de avisarnos eran cómplices. Se nos podía alertar de que estábamos señalados y acusados, pero manteniendo en el misterio y la ambigüedad las causales de acusación, quitándonos así la posibilidad de defendernos”.
Una vez que salieron de la Compañía de Jesús, Bergoglio les recomendó que fueran a ver al obispo de Morón, Miguel Raspanti, en cuya diócesis podrían salvar el sacerdocio y la vida. El provincial se ofreció a enviar un informe favorable para que los aceptara. Yorio y Jalics supieron por el vicario y algunos sacerdotes de la diócesis de Morón que la carta del provincial Bergoglio a Raspanti contenía acusaciones “suficientes como para que no pudiéramos ejercer más el sacerdocio”.
–No es cierto. Mi informe fue favorable. Lo que pasa es que Raspanti es una persona de edad que a veces se confunde –se defendió Bergoglio ante Yorio. Pero en su nuevo encuentro con el obispo de Morón, ratificó las acusaciones, según el relato que Raspanti le transmitió a otro de los sacerdotes de la comunidad del Bajo Flores, Luis Dourrón. Yorio insistió entonces con Bergoglio.
–Raspanti dice que sus sacerdotes se oponen a que ustedes entren en la diócesis –arguyó esta vez el provincial.
Otra alternativa posible era que se integraran al Equipo de Pastoral Villera del Arzobispado de Buenos Aires. Su responsable, presbítero Héctor Botán, se lo planteó al arzobispo Aramburu.
–Imposible. Hay acusaciones muy graves en contra de ellos. No quiero ni verlos –le contestó.
Uno de los sacerdotes villeros se quejó ante el vicario episcopal de la zona de Flores, Mario José Serra.
–Las acusaciones vienen del provincial –le explicó Serra.
El propio Serra fue el encargado de comunicarle a Yorio que le habían quitado las licencias para ejercer su ministerio en la Arquidiócesis, debido a que el provincial había informado que “yo salía de la Compañía”.
–No tenían por qué quitarte las licencias. Esas son las cosas de Aramburu. Yo te doy licencias para que sigas celebrando misa en privado, hasta que consigas un obispo –le dijo Bergoglio.
El último intento por conseguirles un obispo que los incardinara lo hizo el sacerdote de la Arquidiócesis Eduardo González. Convocado a la Asamblea Plenaria del Episcopado que comenzó el 10 de mayo de 1976, planteó el caso al arzobispo de Santa Fe, Vicente Zazpe.
–No es posible hacerse cargo de ellos porque el provincial anda diciendo que los echa de la Compañía –sostuvo.
El Equipo de Pastoral Villera envió una carta de protesta a Bergoglio, con copias al nuncio Pio Laghi, Aramburu y Raspanti, que no respondieron. El tiempo se había agotado y pocos días después Yorio y Jalics fueron secuestrados, conducidos a la ESMA y luego a una casa operativa, en la que fueron torturados. Un interrogador con ostensibles conocimientos teológicos le dijo a Yorio que sabían que no era guerrillero pero que con su trabajo en la villa unía a los pobres y eso era subversivo. Su libertad fue negociada por el gobierno a cambio de que el Episcopado recibiera al jefe de Estado Mayor del Ejército, Roberto Viola, y al ministro de Economía José Martínez de Hoz. Un día antes de esa visita al Episcopado, Yorio y Jalics fueron drogados y depositados por un helicóptero en un bañado de Cañuelas.
Luego de recuperar la libertad Yorio se refugió en una iglesia y luego en casa de su madre. La protección de un obispo era más urgente que nunca. El único que lo aceptó fue Jorge Novak. Cuando comenzaron las razzias en la zona y supo que preguntaban por Yorio, Novak insistió para que saliera del país. “Bergoglio no me quería mandar a Roma, pero por presión de mi familia y de Novak salí. Estaba escondido, porque hubo una orden de Videla de buscarme”, me escribió Yorio en 1999. Cuando reaparecieron en Cañuelas, la entonces monja Norma Gorriarán, de la Compañía de María, visitó a Yorio en casa de su madre. En una entrevista para mi “Historia política de la Iglesia Católica argentina” realizada el 27 de julio de 2006 recordó que estaban pelando arvejas cuando llegó la hermana de Yorio con la información de que lo estaban buscando. “Lo llevé a una casa de monjas en Villa Urquiza donde tuve a Orlando un mes, en una piecita, en la terraza”. Bergoglio le exigió que le dijera dónde estaba Yorio, “aparentemente para protegerlo. Pero no me resultaba creíble”. La religiosa se negó. Bergoglio “temblaba, furioso de que una monja insignificante lo enfrentara. Me señalaba y me decía ‘vos sos responsable de los riesgos que corra Orlando, donde sea que esté’. Quería saber dónde estaba”.
Por último, Laghi le consiguió los documentos y Bergoglio le pagó el pasaje a Roma. “Pero explicaciones sobre lo ocurrido antes no pudo darme ninguna. Se adelantó a pedirme por favor que no se las pidiera, porque se sentía muy confundido y no sabría dármelas. Yo tampoco le dije nada. ¿Qué podía decirle?” Yorio recordó que recién en Roma, el secretario del general de los jesuitas “me sacó la venda de los ojos”. Ese jesuita colombiano, el padre Cándido Gaviña, “me informó que yo había sido expulsado de la Compañía. También me contó que el embajador argentino en el Vaticano le informó que el gobierno decía que habíamos sido capturados por las Fuerzas Armadas porque nuestros superiores eclesiásticos habían informado al gobierno que al menos uno de nosotros era guerrillero. Gavigna le pidio que lo confirmara por escrito, y el embajador lo hizo”.
En cambio Jalics viajó a Estados Unidos y luego a Alemania. Escribió que tenía más resentimiento hacia quien los había entregado que contra sus captores y pese a la distancia “no cesaban las mentiras, calumnias y acciones injustas”. Pero, cuenta en su libro, en 1980 quemó los documentos probatorios de lo que llama “el delito” de sus perseguidores. Hasta entonces los había conservado con la secreta intención de utilizarlos. “Desde entonces me siento verdaderamente libre y puedo decir que he perdonado de todo corazón”. En 1990, durante una de sus visitas al país, Jalics se reunió en el instituto Fe y Oración, de la calle Oro 2760, con Emilio y Chela Mignone. Según la minuta de ese encuentro escrita por Mignone, Jalics les dijo que “Bergoglio se opuso a que una vez puesto en libertad permaneciera en la Argentina y habló con todos los obispos para que no lo aceptaran en sus diócesis en caso que se retirara de la Compañía de Jesús”. Bergoglio dice ahora que cuando Jalics viene al país lo visita. La familia de Yorio tiene una información distinta: es Bergoglio quien lo busca, como parte de su operación de blanqueo.

“Una persona ávida de poder”

 
Graciela y Rodolfo Yorio rechazan las afirmaciones de Bergoglio sobre su hermano Orlando e insisten en su responsabilidad en el secuestro que padeció en 1976 junto con Francisco Jalics. Con su ejemplar de El Jesuita marcado, Graciela afirma que no fueron correos electrónicos enviados a los cardenales en 2005 sino informes de otros jesuitas los que muchos años antes pusieron en conocimiento del Vaticano el comportamiento de Bergoglio.
–¿Cómo lo sabe?
–Cuando presentamos el libro de mi hermano Orlando, Tanteando pactos de amor, conocí a un jesuita amigo de Orlando y que después vino a comer a casa. Yo le pregunté si a él le parecía que un sacerdote con los antecedentes de Bergoglio podía llegar a papa. Me dijo que no me preocupara, que no iba a llegar porque en su dossier figura la historia de Francisco y Orlando.
–¿Cuándo ocurrió ese diálogo?
–Orlando murió en 2000. Al año siguiente hicimos la presentación del libro. ¿En qué año murió el papa?
–En 2005.
–Entonces fue cuatro años antes. No había cónclave ni nada.
–¿Se acuerda el nombre de ese jesuita?
–Juan Luis Moyano.
–Fue viceprovincial de la Compañía después de la dictadura.
–Eso no lo sé. En aquel momento estaba en alguna institución cultural.
Rodolfo Yorio recuerda que su hermano estaba preocupado por los supuestos informes que según le decía Bergoglio había en su contra, pero nunca le permitía verlos. Cuando lo secuestraron, Rodolfo y Graciela tuvieron varias entrevistas con Bergoglio en el Colegio Máximo de San Miguel, de las que no guardan buen recuerdo. Dice Rodolfo:
–En su libro, Bergoglio se presenta como un hombre joven que no podía hacer mucho porque no tenía contactos, pero a mí me consta lo contrario.
–¿Por qué?
–Me dijo que estaba esperando a personal de inteligencia del Ejército y que les haría la consulta sobre Orlando. Al salir, cuando calculé que Bergoglio ya no podía verme desde la ventana, en vez de seguir hacia la ruta me perdí entre los árboles del gran parque. A los 10 minutos llegó un Ford Falcon, del que bajaron tres hombres en uniforme de fajina. Cuando entraron, me fui lo más rápido que pude. Bergoglio tenía vinculaciones importantes.
Pero nunca les dio ninguna información. En uno de esos encuentros los hermanos Yorio le dijeron que cada vez que Orlando y Jalics vieron a un obispo para que los recibiera en su diócesis, les decían que habían recibido malos informes. Graciela recuerda:
–Me dijo que él había hecho informes favorables, hizo ademán de buscarlos para que los viéramos, pero no trajo nada. Otra vez me dijo algo que yo sentí como una amenaza.
–¿Qué fue?
–“Vos cuidate, porque a la hermana de Fulano que no tenía nada que ver la secuestraron y la torturaron”. Si era tan joven y no tenía contactos, ¿cómo pudo ver a Massera y Videla? Mi hermano estaba convencido de que Bergoglio los había entregado, y yo le creo.
Agrega Rodolfo:
–El no podía armar una fuerza de tareas para rescatarlos, no es eso lo que le reprochamos. Pero como responsable que aprobó cada paso que dieron debería haberlos protegido de los rumores, de las calumnias y de las injurias que culminaron con su detención ilegal. Si Bergoglio lo hubiera querido a Orlando se hubiera interesado por él cuando quedó en libertad. Lo único que hizo fue pagarle el viaje a Roma. Nunca hizo ningún contacto, ni telefónico ni epistolar. Tampoco se comunicó con la familia para decir que lamentaba su muerte. Nada.
–¿Por qué cree que no lo quería?
–Creo que le tenía envidia, por la capacidad de Orlando para ver el drama humano en forma directa.
–¿No habría alguna razón política? Orlando compartía puntos de vista de la JP y Bergoglio formaba parte o estaba muy próximo a Guardia de Hierro.
Rodolfo Yorio asiente:
–Sí, claro. En la época de las tres A yo le dije, “si entrás a la jaula del león disfrazado de churrasco, te van a comer. Tenés en contra a Guardia, a Norma Kennedy y a tu jefe, sos candidato a la boleta”. Una Unidad Básica de Norma Kennedy estaba cerca de la capilla de Orlando en la villa. Y los de Guardia le habían quitado su cátedra de Teología en el Salvador, sin explicación. Así se conformó una red de intrigas fundamentada en informes que nadie vio pero que al mencionarlos Bergoglio daban sustancia a los cargos. Orlando sabía que el provincial no lo quería. Bergoglio no mantenía la opción por los pobres y por eso cuestionaba el trabajo pastoral que ellos hacían en la villa.
Graciela está pensativa y retoma en un punto anterior:
–¿Si vio a Massera y Videla como dice, por qué no se lo comentó nunca a mi mamá, si fue varias veces a casa y estábamos tan desesperados como las familias a las que él dice haber ayudado?
Rodolfo agrega:
–Conozco gente que él ayudó. Eso habla de sus dos caras y de su cercanía con el poder militar. Maneja la ambigüedad con maestría. Si los mataban se los sacaba de encima, si se salvaban él los había salvado. Por eso hay gente que lo considera un santo y otros que le tienen terror.
Para Graciela, Bergoglio “trabajó a dos puntas, los alentó para que hicieran esa tarea en la villa y por otro los fue encerrando”.
Rodolfo: –Una característica de la orden es la obediencia. Cada cosa que hicieron fue con su autorización. Es un político, que ama el poder. Orlando era uno de los escollos para que Bergoglio llegara a donde quería llegar.
–¿En qué sentido?
–Tal vez pensó que Orlando podría ser el futuro provincial.
Gaciela acota que Orlando mencionaba a Bergoglio “como una persona ávida de poder”. Los dos hermanos recuerdan que la Compañía de Jesús le ofreció el reingreso a Orlando. La primera vez en Roma, la segunda poco antes de su muerte, cuando atendía una parroquia en el Uruguay.
–¿Y qué pasó?
Graciela: –Dijo que no tenía problemas siempre que se supiera la verdad de lo que había pasado, cuáles eran esos informes que mencionaba Bergoglio, de qué lo acusaban y quién.
Rodolfo: –Desde el derecho interno de ellos para pedirle que se aparte de la orden tiene que haber actos acusatorios, constancias administrativas. Orlando pidió conocerlos pero nunca lo logró.
Horacio Verbitsky
No Pagina12
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Chico e Bento

Chico e Bento

Jesus barrado no conclave dos Cardeais

Cardeais da Igreja Católica vieram de todas as partes do mundo, cada qual carregando as angústicas e as esperanças de seus povos, alguns martirizados pela Aids e outros atormentados pela fome e pela guerra. Mas todos mostravam certo constrangimento e até vergonha pois vieram à luz os escândalos, alguns até criminosos, ocorridos em muitas dioceses do mundo, com os padres pedófilos; outros implicados na lavagem de dinheiro de mafiosos e super-ricos italianos que para escapar dos duros ajustes financeiros do governo italiano, usavam o bom nome do Banco Vaticano para enviar milhões de Euros para a Alemanha e para os USA. E havia ainda escândalos sexuais no interior da Cúria bem como intrigas internas e disputas de poder.
Face à gravidade da situação, o Papa reinante sentiu que lhe faltavam forças para enfrentar tão pesada crise e constatando o colapso de sua própria teologia e o fracasso do modelo de Igreja, distanciado do Vaticano II, que, sem sucesso, tentou implementar na cristandade, acabou honestamente renunciando. Não era covardia de um pastor que abandona o rebanho mas a coragem de deixar o lugar para alguém mais apropriado para sanar o corpo ferido da Igreja-instituição.
Finalmente chegaram todos os Cardeais, alguns retardatários, à sede de São Pedro para elegerem um novo Papa. Fizeram várias reuniões prévias para ver como enfrentariam este fato inusitado da renúncia de um Papa e o que fariam com o volumoso relatório do estado degenerado da administração central da Igreja. Mas em fim decidiram que não podiam esperar mais e que em poucos dias deveriam realizar o Conclave.
Juntos rezaram e discutiram o estado da Terra e da Igreja, especialmente a crise moral e financeira que a todos preocupava e até escandalizava. Consideraram, à luz do Espírito de Deus, qual deles seria o mais apto para cumprir a dificil missão de “confirmar os irmãos e as irmãs na fé”, mandato que o Senhor conferira a Pedro e a seus sucessores e recuperar a moralidade perdida da instituição eclesiástica.
Enquanto lá estavam, fechados e isolados do mundo, eis que apareceu um senhor que pelo modo de vestir e pela cor de sua pele parecia ser um semita. Veio à porta da Capela Sistina e disse a um dos Cardeais retardatários: ”posso entrar com o Senhor, pois todos os Cardeais são meus representantes e preciso urgentemente falar com eles”.
O Cardeal, pensando tratar-se de um louco, fez um gesto de irritação e disse-lhe benevolamente: “resolva seu problema com a guarda suiça”. E bateu a porta. Então, este estranho senhor, calmamente se dirigiu ao guarda suiço e lhe disse:”posso entrar para falar com os Cardeais, meus representantes”?
O guarda o olhou de cima para baixo e não acreditando no que ouvira, pediu, perplexo, que repetisse o que dissera. E ele o fez. O guarda com certo desdém lhe disse: “aqui entram somente cardeais e ninguém mais”.
Mas esta figura enigmática insistiu: “eu até falei com um dos Cardeais e todos eles são meus representantes, por isso, me permito de estar com eles”.
O guarda, com razão, pensou estar diante de um paranóico destes que se apresentam como Cesar ou Napoleão. Chamou o chefe da guarda que tudo ouvira. Este o agarrou pelos ombros e lhe disse com voz alterada: ”Aqui não é um hospital psiquiátrico. Só um louco imagina que os Cardeais são seus representantes”.
Mandou que o entregassem ao chefe de polícia de Roma. Lá, no prédio central, repetiu o mesmo pedido: “preciso falar urgentemente com meus representantes, os Cardeais”. O chefe de polícia nem se deu ao trabalho de ouvir direito. Com um simples gesto determinou que fosse retirado. Dois fortes policiais o jogaram numa cela escura.
De lá de dentro continuava a gritar. Como ninguém o fizesse calar, deram-lhe murros na boca e muitos socos. Mas ele, sangrando, continuava a gritar:”preciso falar com meus representantes, os Cardeais”. Até que irrompeu cela adentro um soldado enorme que começou a golpeá-lo sem parar até que caisse desmaiado. Depois amarrou-lhe os braços com um pano e o dependurou em dois suportes que havia na parede. Parecia um crucificado. E não se ouviu mais gritar:”preciso falar com meus representantes, os Cardeais”.
Ocorre que este misterioso personagem não era cardeal, nem patriarca, nem metropolita, nem arcebispo, nem bispo, nem padre, nem batizado, nem cristão, nem católico. Era um simples homem, um judeu da Galiléia. Tinha uma mensagem que poderia salvar a Igreja e toda a humanidade. Mas ninguém quis ouvi-lo. Seu nome é Jeshua.
Qualquer semelhança com Jesus de Nazaré, de quem os Cardeais se dizem representantes, não é mera coincidência mas a pura verdade.
“Veio para os seus, e os seus não o receberam” observou mais tarde e tristemente um seu evangelista.
Leonardo Boff
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Chico I

Jorge Mario Bergoglio, a partir de agora o papa Francisco I, nasceu em 17 de dezembro de 1936. Filho de pai italiano, Bergoglio foi ordenado padre em 1969. Em 1998, se tornou arcebispo de Buenos Aires e, em 2001, se tornou cardeal.
Bergoglio teve vários cargos na Cúria Romana, como na Congregação para o Clero e na Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Em 2005, quando o alemão Joseph Ratzinger se tornou o papa Bento XVI, Bergoglio teria ficado em segundo lugar no conclave, uma informação jamais confirmada oficialmente.
Bergoglio tem posições conservadoras comuns na Igreja Católica. O novo papa se opõe ao aborto e à eutanásia. Em 2010, quando a Argentina debatia a legalização do casamento gay, Bergoglio conclamou os católicos contra a lei autorizando a união homossexual. Segundo ele, aquela era uma “guerra de Deus”.

Las Madres de Plaza de Mayo acusan a Bergoglio de darles la espalda

La Asociación Madres de Plaza de Mayo criticó a la Iglesia Católica y la acusó de colaborar "con la tortura de nuestros hijos" en la última dictadura militar y afirmó que "es la iglesia de Bergoglio". Los conceptos están contenidos en un documento que distribuyeron durante una conferencia prensa, con motivo de conmemorarse los 30 años del día en que las Madres se pusieron el pañuelo blanco como símbolo identificatorio
 
El diálogo con la prensa fue encabezado por Hebe de Bonafini y por el intendente de Luján, Miguel Angel Prince, quien leyó la resolución municipal 1513, del 7 de octubre del ’90, donde se criticaba la decisión de indultar a los genocidas por parte del ex presidente Carlos Menem.
El texto de las Madres, que leyó Bonafini, hace una distinción entre lo que identificó como la Iglesia del cardenal primado y titular de la conferencia episcopal, Jorge Bergolglio, y "la Iglesia del pueblo", entre los que señaló a los "padres palotinos, de Mugica y Angelelli".
Los padres palotinos figuran como desaparecidos, mientras que el ex obispo riojano, Enrique Angelelli, fue asesinado por la dictadura, aunque en un primer momento su muerte pareció un accidente automovilístico.
El cura tercermundista Carlos Mugica fue asesinado por la Triple A, la organización parapolicial que se dedicó a perseguir y a matar opositores políticos hasta el golde Estado del ’76.
El documento sostiene que "La Iglesia que se calló ante los crímenes aberrantes, la que participó activamente en la tortura de nuestros hijos, no es la iglesia del pueblo, la de los padres palotinos, Mugica y Angelelli".
"La que colaboró, la que nos mintió, la que nos dio la espalda es la Iglesia de Bergoglio y la derecha, la que apaña a los curas violadores, la que se queda muda ante el juicio a Von Wernich, pero vomita todo su odio cuando se habla de aborto", sostiene el texto de la organización en su párrafo más duro.
Las Madres de Plaza de Mayo anunciaron que los pañuelos volverán a estar frente a la Basílica de Luján "para seguir reclamando justicia y para reivindcar a nuestros 30 mil hijos revolucionarios que nos han enseñado todo".
Hebe de Bonafini anticipó que mañana se entregarán las primeras viviendas de la villa porteña Ciudad Oculta, cuyos beneficiarios decidieron bautizar con el nombre "Barrio de los Pañuelos Blancos", en honor al símbolo de la Madres.
El intendente de Luján informó que el municipio decidió declarar a las Madres Rosita Palazzo y a Ana Aguirre ciudadanas ilustres, dado que son vecinas del partido bonaerense.
El símbolo del pañuelo va a estar colgado en un lugar visible el próximo domingo en Lujan, en oportunidad de la peregrinación anual de la juventud católica, adonde suelen asistir centenares de miles tras una larga caminata.
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Produção industrial cresce em nove dos 14 locais pesquisados em janeiro

O aumento no ritmo da produção industrial nacional na passagem de dezembro de 2012 para janeiro de 2013, série com ajuste sazonal, foi acompanhado por nove dos 14 locais pesquisados, com destaque para a expansão mais acentuada assinalada pelo Paraná (11,3%), recuperando parte da perda de 9,2% acumulada nos meses de novembro e dezembro. Ceará (9,3%), Rio Grande do Sul (7,1%) e Rio de Janeiro (3,1%) também apontaram crescimento acima da média nacional (2,5%), enquanto Amazonas (1,9%), Minas Gerais (1,6%), São Paulo (1,6%), Santa Catarina (0,6%) e Região Nordeste (0,3%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas. Por outro lado, Goiás (-4,9%), Pará (-3,1%), Bahia (-2,1%), Pernambuco (-1,0%) e Espírito Santo (-0,5%) registraram as quedas nesse mês.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfregional/.
A evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria assinalou variação positiva de 0,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2013 frente ao nível do mês anterior, acelerando o ritmo frente aos resultados de novembro (-0,4%) e de dezembro (-0,1%). Esse movimento também foi observado em termos regionais, já que dez locais apontaram taxas positivas nesse mês: Ceará (4,8%), Região Nordeste (2,6%), Pernambuco (2,3%), Rio Grande do Sul (2,1%), Bahia (1,8%), Rio de Janeiro (1,4%), Amazonas (1,3%), Santa Catarina (1,0%), Paraná (0,4%) e São Paulo (0,1%). Por outro lado, Goiás (-3,4%) e Espírito Santo (-3,1%) registraram as quedas mais elevadas, seguidos por Pará (-1,9%) e Minas Gerais (-0,4%).
Na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial nacional avançou 5,7 em janeiro de 2013, com dez dos 14 locais pesquisados apontando crescimento na produção. Nesse mês, as expansões mais intensas foram observadas no Ceará (15,4%), Rio de Janeiro (13,0%) e Minas Gerais (10,1%), impulsionadas em grande parte pelo comportamento positivo dos setores de produtos têxteis (tecidos de malha sintética e de algodão), alimentos e bebidas (castanha de caju torrada, biscoitos, bolachas, refrigerantes, cervejas e chope), calçados e artigos de couro (calçados de material sintético de uso feminino) e minerais não-metálicos (cimentos “Portland”), no primeiro local; de veículos automotores (caminhões, automóveis e chassis com motor para ônibus e caminhões), edição, impressão e reprodução de gravações (discos de cds), farmacêutica (medicamentos) e refino de petróleo e produção de álcool (óleo diesel e outros óleos combustíveis), no segundo; e veículos automotores (automóveis), no último. Bahia (7,3%), São Paulo (5,3%), Pará (4,8%), Região Nordeste (4,4%), Santa Catarina (3,1%), Rio Grande do Sul (1,9%) e Pernambuco (1,6%) completaram o conjunto de locais que assinalaram taxas positivas nesse mês. Por outro lado, Espírito Santo (-8,1%) mostrou o recuo mais acentuado, seguido por Goiás (-4,0%), Paraná (-3,9%) e Amazonas (-2,2%).
Os sinais de aumento no ritmo produtivo também ficaram evidentes no confronto do último trimestre de 2012 com o resultado do primeiro mês de 2013, ambas as comparações contra igual período do ano anterior, em que 11 dos 14 locais pesquisados mostraram maior dinamismo, acompanhando o movimento no índice nacional, que passou de -0,4% no quarto trimestre do ano passado para 5,7% em janeiro desse ano. Nesse mesmo tipo de confronto, Ceará (de -1,5% para 15,4%), Rio de Janeiro (de -0,6% para 13,0%), Paraná (de -15,8% para -3,9%) e Rio Grande do Sul (de -8,5% para 1,9%) apontaram os maiores ganhos, enquanto Goiás (de 4,4% para -4,0%) assinalou a maior perda de ritmo entre os dois períodos.
No índice acumulado nos últimos doze meses o total nacional apontou queda de 1,9% em janeiro, reduzindo a intensidade de queda frente ao resultado de dezembro de 2012 (-2,6%). Em termos regionais, oito dos 14 locais pesquisados também mostraram taxas negativas em janeiro desse ano, mas sete assinalaram maior dinamismo frente ao fechamento de 2012. Os resultados negativos mais acentuados nesse mês foram registrados por Amazonas (-7,3%), Espírito Santo (-6,7%), Paraná (-5,5%) e Rio Grande do Sul (-4,8%), enquanto Bahia (4,3%) e Minas Gerais (2,4%) apontaram as expansões mais elevadas.
No IBGE
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Petrobras esclarece:

Em relação à matéria intitulada “Graça Foster usa serviço de informações do PT na Câmara para rebater críticas do PSDB“, publicada pela Agência Estado (12/03), a Petrobras esclarece que:
1) A Companhia não “usou o serviço de informações do PT”. Atendendo a solicitação do site Informes, da Liderança do PT na Câmara, a Companhia enviou resposta da Presidente Maria das Graças Silva Foster para questionamento sobre a situação financeira da Petrobras e o desenvolvimento das atividades no pré-sal. A resposta, inclusive, continha informações já fartamente divulgadas pela Companhia e publicadas pelo jornal Correio Braziliense em entrevista da presidente no último domingo, 10/03/2013.
2) Não havia “olheiros” da Petrobras no seminário promovido pelo PSDB, e sim assessores da Companhia realizando legitimamente o seu trabalho.
Confira, abaixo, o esclarecimento da Petrobras encaminhado sob demanda à Folha de S. Paulo, Globonews, Reuters, G1, Valor Econômico e O Globo, sobre as questões apontadas durante o seminário do PSDB sobre a Companhia:
1- “Mito da autossuficiência”
Esclarecimento: O Brasil atingiu a autossuficiência em petróleo em 2006: a produção de petróleo no País equiparou-se ao volume de derivados consumidos à época. Entre 2007 e 2012, no entanto, a demanda por derivados cresceu 4,9% no Brasil, contra um crescimento de 3,4% na produção de petróleo. A partir de 2014, a produção de petróleo no Brasil voltará a atingir a autossuficiência volumétrica, ou seja, volumes iguais de petróleo produzido e de derivados consumidos, contando a produção da Petrobras + Parceiros + Terceiros.
O Brasil, no entanto, nunca foi autossuficiente em derivados. O País sempre importou e continuará importando derivados até que entrem em operação as novas refinarias previstas no Plano de Negócios e Gestão 2012-16 da Petrobras. A curva de produção da Companhia apresentará um crescimento contínuo, até atingir 2,5 milhões de barris por dia em 2016 e 4,2 milhões de barris por dia em 2020. A produção de petróleo passará, então, a superar a produção de derivados, o que dará ao País, também, autossuficiência em derivados. Em 2020, planejamos ter 4,2 milhões de barris de petróleo por dia contra uma capacidade de refino de 3,6 milhões de barris por dia e um consumo de 3,4 milhões de barris por dia.
De fato os dispêndios com a importação de derivados de petróleo foi de US$ 7,2 bilhões acumulados ao longo do ano de 2012, mas houve também um ganho liquido de US$ 6,8 bilhões com as receita relativas à exportação de petróleo.
2- “Perda de 47,7% do seu valor de mercado”
Esclarecimento: Em 11/03/2011 o valor de mercado da Petrobras era de R$ 398 bi e hoje (11/03/2013) R$ 234 bi tendo uma perda de R$ 164 bi, perdendo 41,2% do seu valor de mercado.
3- “Perdas sucessivas no ranking mundial”
Esclarecimento: A Petrobras era a terceira maior empresa em valor de mercado atrás da Exxon Mobil e a PetroChina ao longo do primeiro semestre de 2010 (em 03 março de 2010 o valor de mercado da Petrobras US$ 184,4 bi) após o processo de capitalização, hoje (12/03/2013) estamos em 7º lugar em termos de valor de mercado (1º Exxon, 2º PetroChina, 3º Chevron, 4º Shell, 5º BP, 6º Total).
4- “Petrobras hoje: a imagem da desconfiança”
Esclarecimento: Não há desconfiança. A Petrobras tem grande facilidade de acesso ao mercado de dívida, a baixos custos, por meio de diversas fontes. Portanto, são justamente estes investimentos elevados que irão gerar retornos para nossos acionistas. A Petrobras é hoje reconhecida pelo mercado como a empresa que dispõe do melhor portfólio de ativos de petróleo e gás dentre todas as companhias de capital aberto no mundo. Portanto, altos níveis de investimento fazem todo sentido econômico, face às oportunidades que se apresentam para a Companhia. Somente no Brasil, a Petrobras dispõe hoje de 15,7 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em reservas provadas. Ademais, com os volumes que potencialmente serão incorporados no pré-sal e o direito de produzir os barris da Cessão Onerosa podemos aumentar nossa base de volumes recuperáveis para um patamar de quase 30 bilhões de boe. Temos hoje, seguramente, a capacidade, a tecnologia, o conhecimento e os recursos necessários para transformar todo esse potencial em riquezas para nossos acionistas, que irão se materializar pelo crescimento de nossa produção, que irá mais do que dobrar em 2020. É importante não esquecer que os investimentos da indústria de petróleo e gás são de longa maturação, haja vista a complexidade das operações. Entretanto, não menos importante é destacar a celeridade com que fomos capazes de tornar o pré-sal uma realidade. O primeiro óleo do campo de Lula ocorreu em 2009, apenas três anos após sua descoberta, um resultado excepcional quando comparado à média da indústria mundial. Hoje, a Petrobras e seus parceiros já ultrapassaram o marco de 300 mil barris de petróleo por dia no pré-sal, um feito extremamente relevante.
5- “Ações da Petrobras em queda”
As nossas perspectivas são as mais positivas possíveis no longo prazo. Iremos mais do que dobrar a nossa produção de petróleo no Brasil em 2020, atingindo 4.200 mil barris por dia de petróleo (ante uma produção de 1.980 mil barris por dia em 2012) por meio de projetos de alta rentabilidade, que irão se traduzir em elevados retornos para os nossos acionistas. Estamos aumentando a eficiência operacional da Companhia e otimizando nossos custos operacionais para entregar ainda mais valor para os nossos acionistas. Temos hoje cerca de R$ 166 bilhões de ativos em construção em nosso balanço patrimonial, ou seja, R$ 166 bilhões de ativos que ainda não geram caixa para a Companhia. Na medida em que esses e os demais projetos de nosso Plano de Negócios e Gestão entrarem em operação, iremos aumentar ainda mais nossa geração de caixa e, por conseguinte, o valor gerado para nossos acionistas.
6- “Pré-sal: o bilhete premiado que o Brasil pode perder”
Esclarecimento: A Petrobras não vai comentar.
7- “Aumento do investimento no refino gera prejuízo”
Esclarecimento: Entre os anos de 2000 e 2012 o consumo de gasolina no país cresceu 68%, o de diesel 46% e o de querosene de aviação (QAV) 58%, reflexo evidente do crescimento da economia, da melhora das condições de emprego e renda da população e da ascensão das classes sociais. Diante de um mercado que cresce muito mais do que a média mundial, fica clara a necessidade de ampliação do parque de refino, retomando os investimentos em novas unidades, o que não era feito desde 1980, 33 anos atrás.
Apesar de operar com altíssima eficiência (96% da capacidade em 2012), a capacidade de refino disponível é de cerca de 2 milhões barris por dia para uma demanda de cerca de 2,2 milhões barris por dia. Por isso que a nova capacidade de refino é fundamental. Em 2020 a capacidade de refino será de 3,6 milhões de barris por dia e a demanda será de 3,4 milhões de barris por dia, sendo esta a principal fonte de receitas da Petrobras. O investimento da Petrobras na Área de Abastecimento foi de R$ 29 bilhões em 2012.
8- “Produção diminui e dívida cresce”
A produção de petróleo da Petrobras foi de 700 mil barris por dia em 1995 e chegou a 1,5 milhão de barris por dia em 2003. De 2003 a 2012, o patamar de produção de petróleo da Petrobras elevou-se de 1,5 milhão de barris por dia para 2,0 milhões de barris por dia, e chegará a 2,5 milhões de barris por dia em 2016 e 4,2 milhões de barris por dia em 2020.
Convém esclarecer que quanto mais alto o patamar de produção de uma companhia, maior é o desafio de manutenção e crescimento deste patamar, dado que a natureza dos reservatórios de petróleo é o declínio natural da produção, que varia de 10% a 14% ao ano em campos de águas profundas.
Assim, para a sustentação e crescimento da curva, faz-se necessário um alto índice de sucesso exploratório, que agregue reservas e descobertas para a produção futura. Para fins de comparação, o Índice de Sucesso exploratório da Petrobras foi de 64% em 2012 (82% no pré-sal), enquanto a média mundial está em 30%.
Além da necessidade de novas descobertas, a manutenção de patamares elevados de produção também depende da operação dos sistemas atuais com níveis adequados de eficiência operacional. Isso demanda, em alguns períodos, paradas programadas para manutenção com consequente queda da produção dessas unidades. Também ocorre, no caso das novas plataformas, um crescimento gradativo da produção (ramp-up). Esses são os fatores que explicam porque a produção da Petrobras não cresceu no ano de 2012 e no primeiro semestre de 2013, ano no qual 7 novas plataformas estão entrando em operação.
Quanto ao endividamento, as oportunidades de crescimento proporcionadas pelas novas descobertas anunciadas nesses últimos anos, em especial o pré-sal, colocaram a Petrobras em uma situação diferenciada em relação às outras empresas do setor, com um portfólio de projetos rentáveis a serem desenvolvidos que garantem o crescimento orgânico da Companhia. Para financiar esse crescimento, foi necessário aumentar seu nível de endividamento, na medida em que apenas a geração operacional de caixa da Companhia não era suficiente para o aproveitamento dessas oportunidades. A dívida líquida da Petrobras ficou em R$ 148 bilhões no final de 2012.
Porém, isso não é visto como negativo pelo mercado. Pelo contrário, ao longo dos últimos anos, o aumento do endividamento veio acompanhado da redução do custo de captação da Companhia e da melhora da avaliação de risco por parte das agências de rating. A Companhia aumentou o acesso a diversas fontes de financiamento com a redução do custo de captação em dólares para o prazo de dez anos de aproximadamente 9% a.a. em 2002 para aproximadamente 5% a.a. em 2012.
Em 2005, a Companhia recebeu a primeira avaliação de grau de investimento pela agência de classificação de risco Moody´s, tendo sido uma das primeiras empresas brasileiras a receber tal classificação. Desde então, vem recebendo melhoras adicionais nessa avaliação, sendo classificada igualmente pela Standard & Poor´s e Fitch.
9- “Petrobras na mira do Ministério Público”
Esclarecimento: A Companhia reafirma que a aquisição da Refinaria de Pasadena deve ser compreendida no contexto anterior à descoberta do Pré-Sal, estava alinhada ao Planejamento Estratégico da Petrobras à época, no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior, e visava contribuir para o aumento da comercialização de petróleo e derivados produzidos.
Todas as aquisições de refinarias no exterior cumpriam com o mesmo objetivo estratégico que determinava a expansão internacional da Petrobras, apoiada em alguns pilares, a saber: processamento de excedentes de petróleos pesados brasileiros; diversificação dos riscos empresariais e atuação comercial em novos mercados de modo integrado com suas atividades no Brasil e em outros mercados.
10- “Refinaria Abreu e Lima: custo da obra pulou de R$ 4,7 bilhões para R$ 41 bilhões”
Esclarecimento: As projeções iniciais de custos da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) referiam-se a um projeto em fase inicial de avaliação, cujo grau de definição permitia estimativas apenas preliminares em relação a custos de infraestrutura, demandas ambientais, integração entre unidades e extramuros.
O maior grau de definição e detalhamento, incorporado a fatores como otimização de escopo, ajustes cambiais e aquecimento de mercado, entre outros, fez com que o valor do investimento tivesse um incremento com a evolução do projeto.
Diversos fatores contribuíram para as variações de prazo, entre eles a necessidade de realização, em alguns casos, de novos processos licitatórios devido a preços excessivos. Outros fatores importantes foram greves, condições ambientais e construção de infraestrutura para acesso ao local da obra.
Hoje, a RNEST já alcançou 70% de execução física em suas obras e o início de operação ocorrerá em novembro de 2014, com investimento previsto de US$ 17 bilhões, prazo e custo estabelecidos no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016. Ainda há pleitos em discussão com as empresas contratadas que somam US$ 3 bilhões.
11- “Gestão Gabrielli”
Esclarecimento: No período da administração do presidente José Sergio Gabrielli de Azevedo, entre 2005 e 2012, houve um aumento na Petrobras Controladora de 52% do efetivo próprio e de 130% de empregados de empresas prestadoras de serviços. incluindo aí todos os trabalhadores em obras, entre as quais duas grandes refinarias. Tais aumentos foram consonantes com o crescimento do investimento da Companhia, na ordem de 208%. No período anterior, de 1993 a 2001, não foram realizados concursos pela Petrobras.
- Conteúdo Local
A indústria nacional de bens e serviços tem respondido à altura das demandas da Petrobras, com Conteúdo Nacional que por vezes supera o índice de 85% que é o caso dos projetos do Refino. O aumento do Conteúdo Nacional é possível para bens e serviços que hoje são importados e que apresentam escala econômica para serem produzidos no Brasil. Considerando as vantagens para as empresas, os principais benefícios são a redução dos custos operacionais, a proximidade da base de fornecedores, o aumento da capacidade de inovação da cadeia e a assistência técnica local.
Ilustração: A Justiceira de Esquerda
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Há 4 estratégias para inviabilizar presidência de Marco Feliciano

Destituição e pressão para renúncia são dois dos caminhos a serem adotados pela sociedade e por deputados
Destituição e pressão para renúncia são dois dos caminhos a serem adotados pela sociedade e por deputados

A cruzada em nome da cidadania e do Estado laico continua. O ParouTudo, com base em conversas com deputados e com análise de notícias, lista agora as quatro principais formas de inviabilizar a presidência do pastor homofóbico e racista Marco Feliciano (PSC-SP) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).
Pressão para a renúnciaA presença de movimentos sociais nas reuniões de eleição, os atos em várias cidades no sábado 9, os artigos na imprensa, carta de outros religiosos e até o desabafo de Xuxa mostram a Feliciano que o caminho dele na comissão será bem pedregoso e que com a opinião pública ele não conta. Até deputados já cogitam essa saída para não haver mais desgaste à imagem da Câmara. O PSC também pode começar a avaliar que não compensa a compra desta briga.
O cargo também lhe deixa em foco. Depois de sua posse, a imprensa começou a investigar sua vida e o processo que sofre de estelionato, por exemplo, veio à tona. Isso sem falar no vídeo em que o pastor mostra uma obsessão tão grande por dinheiro que chega a pedir a senha do cartão de crédito a um fiel.
Criação de frente parlamentar de Direitos Humanos - Ele pode até continuar como presidente, mas terá seu poder esvaziado. Deputados do PT, PSB e PSol comprometidos com os direitos humanos, tais como Nilmário Miranda (PT-MG), Erika Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (PSB-SP) e Jean Wyllys (Psol-RJ), terão reunião na terça-feira 12 para discutir a proposta de criar frente parlamentar de direitos humanos e comandar a pauta da área, anulando de certa forma o poder da CDH enquanto ela for presidida por Feliciano.
Destituição de Feliciano – O mesmo grupo parlamentar que estuda a criação da frente também lida com uma representação na Câmara dos Deputados contra Feliciano. A estratégia é cristalina e tem força: usar o regimento interno da casa, no qual um presidente de comissão deve ter afinidade com todos os valores-base que a fundamentam. Como um parlamentar racista e homofóbico pode se colocar como líder máximo dos direitos humanos?
Protestos a cada encontro da comissão – Dentre ativistas não é descartada mobilização permanente em Brasília para protestos a cada reunião da Comissão de Direitos Humanos. O desgaste seria grande para a casa legislativa e os trabalhos dos deputados evangélicos (maioria na comissão atual, sem os parlamentares que renunciaram) não teriam prosseguimento.
No Universidade Livre Feminista
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