12 de mar de 2013

Gabinete a serviço da imagem do pastor

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O deputado Marco Feliciano, o polêmico presidente da Comissão de Direitos Humanos, distribuiu cargos comissionados a seis pessoas que trabalham em seu programa de tevê. Parlamentares pretendem denunciá-lo ao Conselho de Ética
A lista de assessores parlamentares contratados no gabinete do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) que atuam nas ações religiosas do congressista é ainda maior que a revelada pelo Correio no último sábado. A produção do programa que o pastor apresenta aos domingos conta com pelo menos seis pessoas que recebem salário da Câmara. Nele, o deputado faz pregações e lobby para seus projetos. Na última edição, acusou os integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) contrários à sua escolha como presidente de tentarem esconder irregularidades que supostamente cometeram com recursos do colegiado. O grupo adversário se reúne hoje e deve formalizar uma representação contra Feliciano no Conselho de Ética da Casa.
O programa, veiculado pela TV CNT e que leva o nome do pastor, é gravado pela Wap TV, produtora de Wellington Josoé Faria de Oliveira, contratado pelo deputado como secretário parlamentar. Ele e outras cinco pessoas pagas pela verba de gabinete de Feliciano são listadas nos créditos finais da produção (veja quadro). Nela, o pastor faz entrevistas e orações e explica suas posições de repúdio a homossexuais, por exemplo. Em uma edição exibida em fevereiro, ele revelou os e-mails dos integrantes da CDHM, da qual ainda não fazia parte, e pediu que os fiéis os pressionassem a aprovar o projeto de sua autoria para haver um plebiscito sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
No último domingo, Marco Feliciano aproveitou o espaço na tevê para se defender das acusações de que é alvo — homofobia, racismo e estelionato, com direito a processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, há uma “perseguição” gratuita de quem participava do comando da comissão. “Deve haver alguma coisa errada que eles não querem que eu descubra lá. E eu vou descobrir. Será que é medo de que eu saiba como a verba da comissão foi usada?”, ironizou, sem citar o nome do ex-presidente da CDHM Domingos Dutra (PT-MA). O petista rebate o comentário do pastor: “Quanto mais ele abre a boca, mais se enrola. Diferentemente do que ele diz, muitas vezes tive que tirar dinheiro do próprio bolso para pagar gastos da comissão, que são todos ordenados pela própria Câmara. Se ele quiser, pode passar pente-fino e vassoura para checar”.
Faltas
Além das gravações, Feliciano mantém uma agenda cheia de compromissos religiosos e artísticos — é pastor, apresentador, empresário, músico e palestrante —, que não é compatível com suas atividades parlamentares. No ano passado, ele deixou de comparecer a 30 das 91 sessões deliberativas realizadas no plenário da Câmara. Ou seja: a cada três sessões, ele faltou uma. Até o fim de março, ele tem marcadas 15 apresentações em 11 cidades diferentes. Vai passar por estados como Minas Gerais, São Paulo, Sergipe, Bahia, Goiás e até Rondônia. As apresentações são à noite e em dias seguidos. Ao assumir a CDHM, portanto, deverá ter dificuldades para conciliar o deslocamento, os compromissos e a agenda da comissão.
Na edição de sábado, o Correio revelou também que Marco Feliciano usou seu mandato em benefício de suas empresas e das atividades da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, criada por ele. O pastor paga salário da Câmara a um funcionário fantasma, que na verdade trabalha em um escritório de advocacia que recebeu R$ 35 mil da cota parlamentar do deputado desde que ele tomou posse, emprega em seu gabinete e repassa verba funcional a advogados que o defendem em causas particulares e pessoas que fizeram doações em sua campanha eleitoral. Procurado desde a última sexta-feira, o pastor não respondeu aos questionamentos feitos por e-mail, a pedido dele. Ontem, a reportagem tentou novamente contato com o deputado e seu assessor, Wagner Guerra, mas nenhum dos dois retornou as ligações.
Na noite de ontem, o deputado reuniu fiéis e lideranças evangélicas em Ribeirão Preto (SP) para rebater as críticas de que é alvo. Na porta da igreja, grupos contrários à eleição do pastor para o comando da CDHM também realizaram protestos. O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) emitiu uma nota em que repudia a escolha de Feliciano para o cargo, “por suas declarações públicas, verbais e escritas de conteúdo discriminatório, de cunho racista e preconceituoso contra minorias”.
Pedido de anulação
Na última quinta-feira, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) abandonou a sessão em que Feliciano seria eleito porque manifestantes haviam sido proibidos de acompanhá-la. Ele e outros integrantes do colegiado vão se reunir hoje pela manhã para decidir se permanecem no grupo e como podem reverter o quadro. O deputado Jean Wyllis (PSol-RJ) adianta que elaborou um mandado de segurança a ser entregue hoje ao Supremo para que a reunião em que o pastor foi eleito seja anulada. “Se isso ocorrer, vamos ganhar tempo para que outro nome seja pensado”, destaca.
O argumento jurídico do mandado, orientado pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, é o de que a sessão de quinta-feira só poderia ser a portas fechadas diante da deliberação do plenário da Câmara, o que não foi feito. “Todos os encontros de comissões são abertos e as exceções estão determinadas no regimento, nesse caso, houve vício de forma, foi uma sessão ilegal”, avalia o jurista.
Diante das revelações, o líder do PSol, Ivan Valente (SP), afirma que o partido estuda a possibilidade de pedir investigação contra Feliciano no Conselho de Ética ou na Corregedoria da Casa. “A cadeia de erros cometidos por ele e seu partido está crescendo como uma onda gigante e abre brechas para vermos se ele quebrou ou não o decoro parlamentar”, comenta.
Hoje à tarde, a bancada do PSC vai rediscutir a indicação do pastor para a Comissão de Direitos Humanos. “Existem repercussões pelo país que não devem ser desconsideradas pelo partido”, diz o líder da legenda, André Moura (SE), em nota divulgada pela assessoria. (AC)

Duplo expediente
Secretários parlamentares lotados no gabinete de
Marco Feliciano que trabalham no programa do pastor


Nome                                  Função no programa de tevê    Salário que recebe na Câmara

Wagner Guerra da Silva             assessoria direta e imagens    R$ 8.040
Talma de Oliveira Bauer             assessoria política                R$ 4.020
Roberto Figueira Marinho             produção musical                 R$ 3.540
Joelson Heber da Silva Tenório     assessoria religiosa              R$ 3.005
Roseli Alves Octávio                   intercessão                        R$ 3.540
Wellington Josoé                        direção de imagem,             R$ 1.502
Faria de Oliveira                         roteiro e edição

Ação contra críticas de Xuxa
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) disse vai processar a apresentadora Xuxa Meneghel. Na última sexta-feira, Xuxa afirmou em uma rede social que o pastor era “um monstro” e “que não pode ter poder”. “Meu Deus, estava lendo agora sobre esse ‘pastor’…que Deus nos ajude”, comentou a apresentadora. Ontem, também em uma rede social, Feliciano anunciou que entrará com uma ação judicial contra a apresentadora. “E sobre o que disse Xuxa, minha assessoria jurídica prepara o processo. Durmam em paz”, postou o deputado.
No Clipping Planejamento

Marco Feliciano (PSC) volta atrás e diz que não processará Xuxa
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Cruvinel: Policarpo e Cachoeira se uniram para derrubar Renan

E a CPI do Odarelo não pegou o Policarpo, conhecido como o “Caneta”.
O Conversa Afiada republica Tereza Cruvinel, excelente repórter, no Correio Braziliense desta terça (13):

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Canal do Sertão Alagoano vai permitir enfrentar a seca de maneira eficiente, afirma Dilma

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Os repolhos e geração eólica

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Em 1989 o Diretor de um laboratório de Hidráulica chinês, me contou uma história anedótica ocorrida no auge da Revolução Cultural da China, que serve muito para projeção de nosso futuro.
Num determinado ano houve nos arredores de Pequim uma superprodução de repolhos, como se estava no auge da revolução cultural e todos os chineses deveriam contribuir para o não desperdício de alimentos no país, eles receberam uma cota extra para a compra de repolhos. Como bons revolucionários, não revisionistas, todos eles compraram a preços simbólicos três repolhos por família. Mesmo com a grande população a produção de repolhos era mais intensa, com isto a cota aumentou. Recebida a segunda cota ainda restavam repolhos e desta forma a cota aumentou ainda mais. Como todos eram bons revolucionários, mas o organismo não aguentava tantos pratos com variações de repolho, diligentemente todos levaram para suas casa a super cota de repolhos. Porém como as casas eram pequenas e já estavam cheias de repolhos, os nossos amigos depositaram seus repolhos nos corredores dos apartamentos, resultando que por algum tempo Pequim ficou cheirando a repolho e a maioria desses teve que ser colocados no lixo depois de apodrecerem.
Bem qual é a correlação dos repolhos com a geração eólica, muito simples, a energia elétrica gerada pelo vento é mais ou menos como a produção dos repolhos, pode ser alta ou pode ser baixa. Quando escutamos uma notícia do tipo: As turbinas eólicas que estão sendo instaladas gerarão energia necessária para abastecer 20.000 residências estão nos vendendo a superprodução de repolhos, ou seja, no ano em que os ventos foram favoráveis, nos dias em que estes forem fortes e na hora em que os ventos foram mais vigorosos, os geradores abastecerão o suficiente para 20.000 residências.
Como não podemos esperar o ano, os dias e as horas em que esta energia for fornecida pelos aerogeradores, devemos ter um número suficiente para que quando estas condições não forem satisfeitas se tenha uma energia mínima que satisfaça o consumo. Isto ocorre com hidrelétricas também, no momento em que não houver chuvas e as vazões dos rios estiverem baixas, devemos nos servir de alguma reserva, ou deveremos dimensionar as usinas para a pior situação possível (usinas a fio d’água).
Esta condição de ter um número suficiente de aerogeradores para sozinhos garantir o consumo de pique, poderia ser considerada satisfatória desde que a diferença entre a energia máxima gerada e a mínima não atingisse relações de 10 para 1. Se considerarmos primeiro a variação diária da energia gerada, mais a variação semanal e incluirmos algo que é claramente escondido pelas empresas de geração eólica, a variabilidade decadal, podemos facilmente ter em anos “secos de ventos” uma variabilidade em relação à geração de anos “ventosos” mais de 20%. Esta variabilidade decadal já é patente analisando os dados de geração de energia eólica entre os anos de 2007 e 2012 (dados de produção de energia do Operador Nacional do Sistema) para os mesmos aproveitamentos (atenção à série histórica ainda é pequena, caso for realizado algum trabalho estatístico com estes dados talvez esta diferença de ano a ano possa atingir, mais de 35%).
Caso não se queira utilizar a própria energia eólica como reserva dela mesmo, é necessário ter um sistema de “backup”. Logo todo o discurso pela implementação da geração eólica deve ser relativizado, citam os defensores desta energia como solução para a falta no Brasil um valor de R$ 87,94 por megawatt/hora (MWh) obtido nos últimos leilões, porém se não houver outra geração de energia sobrando (que no Brasil não há) na realidade este valor se torna R$ 87,94 + CUSTO DO BACKUP.
Agora vamos ao absurdo que ocorre no nosso país com a DEMONIZAÇÃO das hidrelétricas. Levanta-se tantas restrições ambientais, sociais e políticas a construção de novas hidrelétricas com grandes reservatórios que é mais fácil se conseguirem uma licença ambiental de uma usina a carvão ou a derivados do petróleo do que para uma hidrelétrica. Desta forma o Governo Federal para não sofrer o desgaste de ONGs preservacionistas e de outros grupos parte para um sistema de BACKUP através de usinas termoelétricas.
Gostaria que todos aqueles preocupados com a falta de energia se dessem conta que a DEMONIZAÇÃO das HIDRELÉTRICAS, que EM TODO O MUNDO É CONSIDERADA A ENERGIA MAIS LIMPA, está nos levando ao maior dos absurdos, a utilização de combustíveis fósseis, poluidores e recursos esgotáveis, no lugar de hidrelétricas, não poluidoras e não esgotáveis.
Agora vamos ao fechamento final, se investirmos somente em energia eólica, num sistema que já está com capacidade limitada de geração, teremos ou construir usinas de BACKUP que ficarão paradas em boa parte do tempo, ou devemos dimensionar os aerogeradores para a situação mais crítica, e para os anos mais ventosos, fazer como os chineses, deixar os repolhos apodrecerem nos corredores.
Rogério Maestri
No Advivo
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Os torturadores do Pentágono

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O nome, curto e típico, faz lembrar os rangers texanos: James Steele. Combatente no Vietnã durante os dez anos de guerra, Steele recebeu as promoções de praxe, fez os cursos adequados e, em 1984, como especialista em contra-insurreição, foi enviado para assessorar a repressão da ditadura em El Salvador. Menor país da América Latina, com 21.040 km2 – menor mesmo do que Sergipe – El Salvador é o mais pungente depoimento humano contra a violência do Império norte-americano em nosso continente, e no mundo.
Durante mais de dez anos – de outubro de 1979 a junho de 1991 – o povo salvadorenho foi submetido a uma provação que não havia sido registrada na história, tendo em vista a sua população, que era de apenas 4 milhões e 500 mil habitantes. É de se lembrar que, já em março de 1980, os cristãos da América Latina tiveram o seu primeiro mártir em Dom Oscar Romero, assassinado quando oficiava uma missa em pequena capela de El Salvador. Muito mais do que Thomas Beckett – o arcebispo de Canterbury assassinado em sua catedral, em 1170, por desentendimentos políticos com o Rei Henrique I e canonizado 3 anos depois por Alexandre III – Oscar Romero foi um mártir do cristianismo.
O Vaticano, sob Wojtyla e Ratzinger preferia considerar santo José Maria Balaguer, o fundador da Opus Dei, e fraterno companheiro de Franco, o tirano do povo espanhol. O processo de beatificação de dom Romero, por iniciativa de cristãos de El Salvador, está devidamente esquecido no Vaticano.
Foi em El Salvador que o coronel James Steele se destacou como um “herói” americano de nossos tempos, assessorando as forças repressivas da ditadura nos métodos da guerra suja, entre eles os da tortura de prisioneiros políticos. Ele foi enviado ao país em 1984, no auge da guerra civil e na aliança dos Estados Unidos, sob Reagan, com a extrema-direita na América Central, e ali serviu durante dois anos.
Nesse período, participou, com o famoso Oliver North, do contrabando de armas para a Nicarágua, pelo aeroporto de Ilopango. De volta aos Estados Unidos em 1986, Steele retornou às suas tarefas rotineiras, até deixar o Exército. Mas em 2003, os seus conhecimentos e a sua experiência em El Salvador recomendam-no a Donald Rumsfeld, secretário de Defesa de Bush, como indispensável na “guerra suja” contra o Iraque, e foi novamente convocado. Steele não se subordinava aos seus mandos naturais no Iraque, mas, sim, diretamente a Rumsfeld. Conforme investigação exaustiva realizada pelo Guardian, e divulgada na semana passada, o general Petraeus, chefe das operações militares em Bagdá, encarregou outro coronel reformado, James Coffman, de acompanhar Steele em suas atividades, talvez para se proteger.
A reportagem do Guardian, com a participação da BBC Arabic, demonstra que o Pentágono determinou e foi cúmplice da prática de tortura no Iraque. Durante sua atuação ali, Steele organizou os grupos xiitas contra os sunitas e supervisionou os centros secretos de detenção de militantes, nos quais a tortura foi sistemática. Os dois coronéis orientaram e supervisionaram os interrogatórios, mediante os métodos conhecidos: choques elétricos, extração de unhas, golpes nos órgãos genitais, empalamento, pau-de-arara.
Em um desses centros secretos, mantidos por fundos também secretos, conforme o depoimento do general iraquiano Muthader al-Samari, que o viu, um menino de 14 anos foi pendurado a uma coluna, com as mãos amarradas acima da cabeça. O corpo estava azulado pelas numerosas equimoses provocadas pelos golpes recebidos.
James Steele é um exemplo de “heroísmo” da sociedade norte-americana de nosso tempo.
O outro exemplo, de dignidade e heroísmo real, que redime o povo americano, é o do soldado Braddley Manning.
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A suspeita doença de Chávez

A direita, em todos os quadrantes,  está tentando convencer a opinião pública de que o movimento chavista está dividido. Procuram lançar dúvidas sobre o futuro da Revolução Bolivariana, que é irreversível.
A mais recente queimação foi relacionada com a dúvida lançada sobre a doença que tirou a vida de Chávez no último dia 5 de março. A única forma de desmentir ou confirmar a acusação lançada pelo Presidente interino Nicolás Maduro é investigá-la com rigor.
Nesse sentido, grupos de direitos civis nos Estados Unidos apresentaram solicitação, direito assegurado pela Lei de Liberdade de Informação, sobre dados vinculados aos supostos planos de envenenamento de Chávez.
Os responsáveis pela petição pedem à Agência Central de Inteligência (CIA), ao Departamento de Estado e à Agência de Inteligência e Defesa informações sobre a atuação das instituições no caso. São entidades respeitáveis e que se movimentam em defesa dos direitos humanos, como a organização de direitos civis Partnership for Civil Justice Fund (Fundo da Sociedade para a Justiça Civil), a organização estadunidense antibelicista ANSWER, (Coalición ANSWER) e o diário ‘Liberation Newspaper’.
No pedido são solicitados todos os registros e documentos, incluindo correios eletrónicos, cartas, memorandos, notas, fotografías, gravações de áudio, vídeos, avaliações de inteligência, registros ou outros dados que "se relacionam ou façam referência a qualquer informação vinculada com os planos de envenenamenteo ou outras formas de assassinar o Presidente Hugo Chávez”.
Os responsáveis pela petição lembram também que o governo dos Estados Unidos conhecia e contava com informações sobre as tentativas de assassinato de líderes estrangeiros, entre os quais o comandante da Revolução cubana, Fidel Castro, o ditador dominicano Rafael Leónidas Trujillo e o que tinha sido chefe do Exército chileno, General René Schneider Chereau. A carta não só menciona o conhecimento, como a possível participação de Washington nas ocorrências.
Para os signatários da petição, o público tem necessidade urgente e imperiosa de receber informação que sustente qualquer tentativa de assassinar o presidente da Venezuela, inclusive qualquer conhecimento que tenha ou haja tido o Governo dos Estados Unidos sobre tais atividades, e, em particular, o papel que o governo estadunidense tenha podido ter nesse planos.
Reforçando essa tese, vale lemvbrar que em 17 de novembro de 2010 o congressista  estadunidense Connie Mack, considerado então porta-voz da extrema direita republicana, discursava no Capitólio em um encontro de fascistas dizendo que o Presidente Chávez deveria ser assassinado como um cachorro. Não à toa, que Mack era vinculado à máfia cubano- americana de Miami, que tentou mais de 400 vezes matar Fidel Castro.
O Governo venezuelano também pediu uma investigação sobre as circunstâncias da doença de Chávez, especificamente se foi envenenado ou deliberadamente exposto aos elementos que provocaram o câncer. Essa informação foi divulgada pelo canal NBC News.
O governo norte-americano negou qualquer envolvimento, mas agora não basta apenas a negativa sem aprofundar as investigações.
Diante de fatos até hoje não esclarecidos, que vão desde as mais de 400 tentativas de assassinatos de Fidel Castro, inclusive com uma técnica de espalhar radiação, que não deu certo porque a tecnologia nos anos 60 não estava tão desenvolvida como hoje, a morte do líder palestino Yasser Arafat, que já não há quase dúvidas e está sendo investigada na França, os desastres aéreos que mataram o panamenho General Omar Torrijos e o equatoriano Jaime Roldós, dois dirigentes que adotavam políticas nacionalistas, a desconfiança sobre as circunstâncias da morte de Chávez precisam ser investigadas com bastante rigor.
Mesmo o Brasil não está isento de dúvidas em relação às circunstâncias da morte do Presidente João Goulart, em 1976, em sua fazenda em Las Mercedes, na Argentina. Até hoje não foi esclarecido se houve mesmo troca de remédios que levaram Jango a morrer ou não. É preciso também rigor para se esclarecer de uma vez por todas as dúvidas.
De um modo geral a cobertura dos acontecimentos na Venezuela tem sido francamente manipulada. O objetivo principal é o de convencer a opinião pública que a Revolução Bolivariana está com os dias contados. Isso não é jornalismo. É distorcer a história.
Mas de alguma forma mesmo que se confirme que a morte de Chávez foi provocada, o tiro saiu pela culatra, porque o povo nas ruas reafirma que a Venezuela nunca mais voltará a ser uma colônia estadunidense, como era antes de dezembro de 1998 quando da primeira eleição do líder bolivariano.
Mário Augusto Jakobskind
No Direto da Redação
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A Venezuela bolivariana em números

Aqui estão dezenas de indicadores sociais e econômicos da Venezuela antes e depois de Chávez. Aqueles que ficam nas críticas rasas e vomitam preconceitos babacas poderiam perder um tempinho de suas vidas inúteis olhando esses dados. E, depois, que se callen.
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Politizar é preciso, sim

Petare, a maior favela urbana do mundo, Município Sucre, Estado Miranda (governado pelo candidato derrotado por Chávez, Henrique Capriles) Grande Caracas, Venezuela
Ainda sobre o enterro de Chávez, comentei que me impressionou o grau de politização do povo venezuelano. As “teorias” de que tratava-se de uma “ditadura” e que “eram obrigados” a reverenciar o “Caudilho populista”, absolutamente foram desmentidas pelas imagens e relatos que assistimos.
Um depoimento de uma senhora me chamou a atenção: “Nossos adversários são as elites. É a luta dos que tem contra os que não tem. Por isso o povo está com Chavez”. Mais claro, impossível.
No Brasil, “cordiais” que somos, é diferente. Como dizia o gênio Tim Maia, só aqui que “puta se apaixona, cafetão tem ciúmes, traficante se vicia e pobre é de direita”.
Mas, percebo mudanças. Começando por mim mesmo. Classe média, ex-professor universitário, publicitário, eu era apenas o que poderia se chamar de “simpatizante” do PT, votando em Lula desde 89. Porém, a partir da eleição de 2010, com Serra e sua mídia adestrada lançando calúnias, difamações, armações à la “Tea Party”, seguindo a mais reacionária e preconceituosa cartilha da direita norte-americana, me senti “obrigado” a me posicionar.
Se por um lado, a desculpa tucana de que “os problemas” de São Paulo eram culpa dos “nordestinos pobres, feios, analfabetos e preguiçosos”, que o Estado mais rico “sustentava” o “resto do país”, criou as Nayaras Petrusos da vida, bem como os skinheads da avenida paulista, ofendendo e até agredindo negros, gays ou nordestinos, por outro lado este discurso reacionário indignou quem tinha um mínimo de sensibilidade social.
Isso me levou a me tornar um “blogueiro progressista” e, segundo meu filho, um “petista mais petista do que os petistas de carteirinha”, apesar de nunca ter me filiado a nenhum partido político. (Não me filiei não por falta de convites. Mas, porque não tenho pretensões políticas, nem busco “cargos”).
Com a eleição de Haddad (que apoiei e militei tanto no twitter como em artigos neste blog desde o primeiro momento) e a aprovação popular do governo Dilma, o desespero da direita e da velha mídia é evidente. Eles já foram para o “tudo ou nada”, porque sabem que 2014 está se aproximando e deverão levar nova surra nas urnas. Afinal, não tem propostas nem candidatos para “empolgar” os eleitores.
Esta “esticada de corda” da direita é responsável por exemplo, pelo Jornal Nacional apresentar os seus piores índices de audiência. Após um dia de trabalho, ligar a televisão para ver apenas má-fé e propaganda ideológica mal disfarçada contra um governo que melhora sua vida continuamente, faz com que o cidadão perceba que estão querendo “enganá-lo” e que “aquilo” não é verdadeiro. Dai a mudar de canal ou desligar a TV.
Nas poucas vezes em que a Presidenta Dilma foi à TV exercer seu direito de falar com a população, ela foi firme, clara e direta ao “denunciar” os que “torcem contra o Brasil”. Os tucanos se indignaram. A Presidenta está “politizando”, como se isso fosse errado, ilegal ou imoral.
Diariamente vemos no facebook e nas redes sociais os ditos “despolitizados ou apartidários” falando mal do governo, fazendo piadinhas preconceituosas contra Lula e Dilma, difundindo calúnias, etc e tal. Ao retrucarmos com argumentos e fatos , reclamam que “ali não é lugar de se fazer política”. Santa ingenuidade ou má-fé, Batman. Ser “inocente útil” para a direita pode. Ser consciente e politizado, não.
Assim, decepcionei-me com vários “amigos”. Imagino que a recíproca também seja verdadeira. É da vida, oras. Mas, daqui até 2014, acredito que as pessoas deverão cada vez mais “se posicionar”, ao ficar claro a luta entre quem tem propostas para “melhorar a vida dos brasileiros” e quem faz apenas o discurso moralista, vago, oportunista e “contra tudo isso que está ai”, sem apresentar propostas objetivas.
Como disse a venezuelana citada lá no ínicio: “É a luta dos que tem contra os que não tem”. Ficar “em cima do muro” não é isenção, porque “o muro já tem dono”, mas se o povo quiser derrubar, ninguém será capaz de impedir. Sigamos, então.
@FFrajola
No Tecedora
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Prefeito do DEMo (SC) contrata "streaper" com dinheiro público

Promotoria investiga go-go boy em festa da Prefeitura de Palhoça (SC)
O Ministério Público de Santa Catarina abriu inquérito para investigar se a Prefeitura de Palhoça usou dinheiro público para contratar um suposto go-go boy que se apresentou em uma festa realizada na quinta-feira (7) em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
O homem, identificado como Renato Mendonça, desfilou no evento apenas de cueca preta transparente. Fotos divulgadas na internet mostram ele dançando com algumas das cerca de 1.300 servidoras que estavam no local.
Imagem mostra mostra supostos go-go boys contratados para festa da Prefeitura de Palhoça, em Santa Catarina
Imagem mostra mostra supostos go-go boys contratados para festa
da Prefeitura de Palhoça, em Santa Catarina
Segundo o prefeito interino do município, Nirdo Artur Luz, o Pitanta (DEMo), o homem não era go-go boy, mas modelo fotográfico. "Ele estava de samba-canção preta. Segundo informações, o go-go boy se apresenta de Zorba branca. E o modelo fotográfico de samba-canção preta", disse.
O prefeito afirmou ainda que o homem não fez striptease. "Não pode. Minhas filhas estavam lá, minha mulher. Eu distribuí 1.500 flores para as funcionárias, e depois ele tirou a camisa e ficou lá de cueca preta", afirmou Pitanta.
De acordo com o prefeito, todas as mulheres que estavam na festa gostaram do espetáculo. "Ele é igualzinho ao modelo Paulo Zulu. Elas adoraram. Só teve uma funcionária, que nem estava lá, que é politicamente contra mim e reclamou. Ela quer denegrir a imagem do prefeito", justificou.
Pitanta afirmou que a apresentação foi voluntária, porque o modelo queria se promover e divulgar sua revista - ele é capa da revista G Magazine de março, que foi distribuída na festa. Em seu perfil no Facebook, Mendonça afirma que também já foi eleito Mister Santa Catarina.
"Festa digna"
O prefeito disse que cancelou a reserva de R$ 7.500 que havia sido feita para pagar despesas com a festa - aluguel do local, salgadinhos e refrigerante, sem prever gastos com go-go boy. Segundo ele, o evento não contará com dinheiro público porque não havia a previsão de ter um modelo fotográfico lá.
Ele diz, porém, que go-go boys já se apresentaram em festas realizadas por outras administrações na cidade. "Todo ano se apresenta um. Já teve até striptease. Com cueca branca e tudo", contou.
O prefeito informou que será aberto um procedimento administrativo contra o diretor de eventos da prefeitura, Edmilson Cruz, que organizou a festa. Ele ficará responsável pelo pagamento das despesas.
Cruz afirmou que o modelo fotográfico foi ao local para promover uma empresa que serviria coquetéis. Ele disse que não sabia que o homem estaria só de cueca, mas que, ao ser informado, autorizou que ele circulasse assim. "Tu acha (sic) que no BBB tem alguma polêmica nisso? E se eu contratasse o Ney Matogrosso e ele dançasse de cuequinha? Não teve uma funcionária espantada", afirmou.
O servidor defendeu a festa. "Teve palestra, entrega das rosas. Foi uma festa digna."
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Entrevista com Bob Fernandes sobre a Venezuela

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Charge online - Bessinha - # 1720

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Começa o conclave: A vez do papa americano




Enquanto isso, no Vaticano, as emoções estão a flor da pele e a torcida pega pesado


Americano, otário! O Odilo reza missa pra caralho!
#ComandoVaticano


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