7 de mar de 2013

Telexfree: a maior fraude financeira da história do Brasil

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Um dos assuntos mais comentados atualmente é sobre uma empresa chamada Telexfree, pirâmide que já foi tema de um post no Acerto de Contas.
Ontem fui atrás para saber da extensão desta empresa, e me assustei.
O que se fala é que apenas em 2012 esta empresa teria girado algo em torno de R$ 300 milhões. Como se trata de uma pirâmide, a velocidade de multiplicação é imensa, fazendo com que este ano possamos chegar a algo em torno de R$ 1 bilhão, caso não quebre antes.
Estes esquemas são conhecidos: primeiro oferta-se um produto e depois monta-se uma suposta rede de venda destes produtos.
No caso da Telexfree, os dois produtos são ridículos: VOIP e publicidade na internet.
No caso do VOIP, não conheço uma pessoa (ou empresa) sequer que use de maneira intensiva este produto. Claro que tem, mas seu mercado é muito restrito.
No caso da publicidade de internet, esta também existe, mas não é na página da Telexfree que isso vai se tornar algo fenomenal.
Apenas para esclarecer, para alguém aparecer para mil pessoas na propaganda paga do Facebook, não é preciso mais do que R$ 2,00. Se no Facebook se anuncia por este valor, não será uma página sem conteúdo (como a da Telexfree) que mudará este cenário.
Antes de prosseguir, é bom fazer uma breve explicação da pirâmide Telexfree.
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Para entrar no negócio, você tem dois planos: ADCentral (US$ 299) e ADCentral Family (US$ 1.375).
Quando você entra, passa a fazer divulgação de um post por dia nas redes sociais. Com isso você é remunerado, de forma que em torno de 4 meses você recupera seu dinheiro. A partir daí é lucro.
A pirâmide se retroalimenta em um ano, e assim segue.
Se você montar um time (eles chamam de tropa), sua rentabilidade aumenta.
O “modelo” de empreendedor da empresa é um cidadão chamado Júnior, que faz vídeos com carrões e apartamentos que teria comprado, com dinheiro da Telexfree.
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Este esquema se alimenta dele próprio, já que os produtos são 1% de toda a movimentação financeira.
Como a rentabilidade é altíssima, muita gente é levada de maneira ilusória a entrar várias vezes no mesmo esquema.
Daí já descobri gente que vendeu carro, casa e até fez empréstimo, na ilusão de uma oportunidade para ficar rico com internet.
Como a pirâmide está se alimentando, os ganhos não param de crescer, mas isto não deve demorar muito.
Para quem quiser uma boa explicação matemática do funcionamento da pirâmide, sugiro o artigo“A Probability Model of a Pyramid Scheme”, de Joseph L. Gastwirth e publicado na The American Statistician.
O pior de tudo é que aparentemente os órgãos de fiscalização não se mexem. E com uma pirâmide deste tamanho, não tenho dúvidas de que se trata do maior esquema de fraude financeira da história do Brasil.
Já passou da hora de uma investigação séria, pois a devastação será imensa em milhares de famílias.
Como em toda pirâmide, os que entraram primeiro irão ganhar, os que vão entrando por último pagarão o pato.
Por enquanto todo mundo está ganhando seu dinheiro certinho, mas quando o esquema ruir, será de uma só vez.
E o pior é que até agora não aparece um responsável sequer da empresa, a não ser um advogado canastrão.
Para saber se algo é realmente razoável dentro desta nova moda chamada Marketing Multi Nível, basta verificar duas coisas: não deve se pagar para trabalhar e o produto deve ser o carro chefe da empresa, e não seus vendedores.
A dica para quem já está?
Fique dentro e não coloque mais ninguém para dentro. Tente recuperar seu dinheiro, porque esta pirâmide ainda pode durar algum tempo. Pode ser o suficiente para você recuperar o que “investiu”. Mas nem pense em entrar novamente.
A primeira pancada será em abril deste ano, já que a Receita Federal já avisou que terão de pagar Imposto de Renda sobre o que ganhou. Isso vai fazer com que muita gente se arrependa. Será um momento crítico para a pirâmide.
Ontem me perguntaram se não tenho medo de ser processado pela empresa. Respondi que não, já que com certeza a empresa quebra antes do fim do processo.
É preciso lembrar que não se fica rico tão fácil na internet. Atrás de oportunidades como a Amazon ou Google, sempre teve uma ideia ou engenharia criativa.
Neste caso, muita gente sonha em se tornar Jeff Bezos, mas vão acabar como o Pato Donald…ou como o Avestruz Master.
Pierre Lucena
No Portal Luis Nassif

Alerta MPE sobre telexfree
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Dutra renuncia à presidência da Comissão de Direitos Humanos em protesto


Petistas anunciam criação de Frente Parlamentar dos Direitos Humanos

erikadutraCDHCom a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara sendo presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), pastor que emitiu declarações consideradas racistas e homofóbicas, parlamentares do PT anunciaram que vão recolher assinaturas para a criação da Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos Humanos.
Já na quarta-feira (6), o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), através de sua página no Facebook, anunciou a medida, ao mesmo tempo em que criticou a escolha do PSC e citou as manifestações ocorridas contra o pastor.
“Nunca vi coisa igual nos 18 anos de existência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Centenas de pessoas de variados movimentos, ONGs e grupos confrontando o indicado pelo PSC, deputado Marcos Feliciano. É lamentável que o deputado não tenha desistido. Vamos criar uma Frente Parlamentar pelos Direitos Humanos”, diz o texto publicado pelo deputado, que foi o primeiro presidente da CDHM, em 1995, e voltou a presidi-la em 1997.
O deputado Domingos Dutra (PT-MA), que dirigiu o colegiado em 2012, abandonou o plenário onde ocorria a eleição para o seu substituto, em ato que foi seguido por outros parlamentares. “A Comissão de Direitos Humanos se transformou num curral de fundamentalistas. Não posso aceitar isso, pela importância que essa comissão tem para a sociedade brasileira, especialmente para os segmentos mais excluídos e discriminados”, protestou Dutra.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) endossou a proposta de criação da Frente Parlamentar e disse que a eleição do pastor Marco Feliciano será questionada.
“Avaliamos que a eleição desse parlamentar, em razão das suas manifestações de caráter inegavelmente discriminatórias, racistas e homofóbicas, fere o que o Regimento da Câmara dos Deputados prevê como atribuições precípuas da própria Comissão de Direitos Humanos. Por isso vamos recorrer e tentar anular essa eleição”, disse a deputada.
“A partir de hoje, a Comissão de Direitos Humanos deixa de ser um espaço de construção dos direitos humanos. Mas a Câmara precisa de um espaço para a defesa e a afirmação desses direitos e por isso vamos criar a frente parlamentar”, acrescentou Erika Kokay.
Também participaram da sessão da CDHM e se retiraram antes da eleição do novo presidente os petistas Assis Carvalho (PI), Janete Rocha Pietá (SP), Luiz Alberto (BA), Luiz Couto (PB) e Padre Ton (RO). O recém-eleito presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), esteve na CDHM e seguiu seus colegas de bancada no abandono da sessão.
Reações – Além dos manifestantes na Câmara, que não puderam se aproximar do plenário onde aconteceu a reunião da CDHM nesta quinta-feira, já que o corredor das comissões teve o acesso restrito apenas a parlamentares e funcionários, as reações de contrariedade à eleição de Marco Feliciano dominaram as mídias sociais.
O termo “Comissão de Direitos Humanos”, por exemplo, figurou na lista dos assuntos mais comentados do Twitter no mundo durante várias horas. O mesmo ocorreu com “Pastor Marco Feliciano” e “PSC”, que também ficaram entre os principais tópicos debatidos do Twitter no Brasil.
O deputado Paulão (PT-AL) divulgou nota afirmando que a CDHM “não pode ser presidida por quem não respeita os direitos humanos” e se dizendo solidário com os movimentos sociais. “Não é possível presidir uma Comissão de Direitos Humanos e Minorias, um parlamentar que disse que o problema da África negra é ‘espiritual’ porque ‘os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé’, alimentando uma interpretação racista da Bíblia”, diz a nota de Paulão.
A Secretaria Nacional de Movimentos Populares (SNMP) do PT também repudiou o que considera “retrocesso” na “tradição e compromisso histórico da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados”. A nota da SNMP está disponível no site do PT (www.pt.org.br).
Na próxima terça-feira (12), parlamentares defensores de direitos humanos de vários partidos farão uma reunião para decidir se vão se retirar formalmente da CDHM ou se permanecerão atuando nela.
Rogério Tomaz Jr.
No PT na Câmara
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Bomba explode no prédio da OAB-RJ , no centro do Rio

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Uma bomba explodiu por volta de 15h50 desta quinta-feira (7/3) no prédio-sede da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, na avenida Marechal Câmara, 150, no centro da capital fluminense.
Em dez minutos, todos os funcionários haviam deixado o edifício de nove andares — o artefato teria explodido entre o oitavo e o nono andar.
Segundo informações passadas ao Disque-Denúncia, esta seria a primeira de três bombas e teria como objetivo retaliar a instalação da Comissão da Verdade, marcada para esta sexta-feira, na seccional carioca.
Carros do Corpo de Bombeiros e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro estão no local. Até as 17h50, o esquadrão antibomba não havia concluído a varredura no prédio.
Veja a nota oficial emitida pela OAB-RJ:
A OAB/RJ esclarece: 
1. Hoje, por volta das 15h50, um artefato, lançado das escadas entre o 8ª e  o 9ª andar no prédio localizado à Avenida Marechal Câmara, 150, Centro, explodiu, sem causar danos ou ferimentos em qualquer dos funcionários da seccional fluminense da Ordem.
2. Logo em seguida, o presidente da seccional fluminense, Felipe Santa Cruz, recebeu um telefonema do comando do Corpo de Bombeiros avisando que havia recebido uma denúncia sobre a existência de três bombas que teriam sido “plantadas” na sede da OAB/RJ.
3. Por orientação dos bombeiros, o presidente da OAB/RJ recomendou que os funcionários abandonassem o prédio à espera da chegada do Esquadrão Antibombas da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
4. Os fatos serão investigados pela Delegacia Antibombas da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
5. A OAB/RJ aguarda a análise técnica do artefato e a investigação para se pronunciar.
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A segurança do tucano Alckmin

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Mapa de homicídios mostra retaliação e levanta suspeita de grupos de extermínio

Arte UOL
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Como o velhaco atua

Internautas organizam ato de repúdio ao pastor Marco Feliciano

 
A eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara gerou reclamações nas redes sociais. Um ato de repúdio ao novo presidente da comissão está sendo organizado no Facebook. Até as 18 desta quinta-feira (7), 6.522 pessoas já haviam confirmado presença.
“Repudiamos a nomeação do Pr. Marco Feliciano e convocamos todos os interessados a vir pra rua conosco. Venham negros, LGBTs, ‘putas’, cristãos que seguem os ensinamentos de Jesus Cristo de fato, punks, deficientes físicos, donas de casa, empresários, estudantes, professores, desempregados, judeus e toda e qualquer pessoa que cansou da avacalhação deste que é o PIOR CONGRESSO DESDE A REDEMOCRATIZAÇÃO! Apoiamos eventos paralelos em outras cidades. CHEGA!”, diz o texto do evento.
A manifestação será no sábado (9), a partir das 14h, na esquina da Avenida Paulista com a rua Consolação, na região central de São Paulo.
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Do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

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Sem Chávez

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Não tenho dúvidas de que a História irá fazer bom juízo de Hugo Chávez, o comandante de uma revolução pacífica e democrática, a desmembrar e expor em praça pública o complexo e cruel pacto de permanência das elites locais. Antes de Chávez, a Venezuela não existia no mapa geopolítico mundial, parecia ser anexo na América do Sul, um país-satélite dos Estados Unidos, a ponto de amar mais o beisebol que o futebol. Uma elite que tinha Miami como um condomínio de luxo, ao qual voltavam às sextas-feiras, depois do trabalho, empresários, políticos, cidadãos.
Minha fé na justiça da História reside não só no argumento da força popular renascida entre a massa, essa palavra endurecida, e um governante mestiço, meio índio, meio nada. Essa “ninguendade”, sobre a qual se debruçou Darcy Ribeiro, a explicar o significado filosófico das misturas étnicas de base lusitana da qual descendemos quase todos nós, brasileiros, assim como do matiz hispânico vem a “nadiedad” de Chávez e da imensa nação de esquecidos que o elegeu e o manteve firme no poder, até que, morto o comandante, se enrolaram na bandeira venezuelana e foram chorar, aos milhões, em todas as cidades do país.
Antes de Chávez, a Venezuela mantinha-se dentro de uma estrutural social paralisante, dentro da qual os privilégios do petróleo, maior riqueza do país, eram distribuídos entre apenas 1% da população. Em pouco mais de uma década, o líder bolivariano tirou, de um universo de 24,6 milhões de pessoas, 5 milhões delas da pobreza absoluta. Universalizou a saúde e a educação, criou mercados subsidiados de alimentos, ensinou política aos pobres, tirou os arreios da Venezuela em relação aos Estados Unidos e, certa vez, na sede da ONU em Nova York, diante das câmaras, disse o seguinte sobre o lugar que George W. Bush havia ocupado antes de sua fala: “Ainda cheira a enxofre”. Tinha cojones, o comandante.
Hugo Chávez fez trocentas eleições livres na Venezuela, todas monitoradas por observadores estrangeiros e, mais ainda, por uma mídia sequiosa de sangue, mas é uma tarefa inútil bater nessa tecla. Fixar a pecha de “ditador” em Chávez foi uma tentativa do Departamento de Estado americano e da mídia em geral para iniciar o processo de demonização do presidente venezuelano. Nem é preciso dizer na nossa triste contribuição nesse processo, dando notícia de como Chávez era perigoso para o mundo livre, branco e cristão. Embora Chávez, o índio, o negro, o zé-ninguém, acreditava em um socialismo baseado nas origens do cristianismo.
Então, tinha que ser “ditador”, mesmo, já que a fé em Cristo impedia que lhe imputassem, também, a pecha de “comunista”.
A reação dos conservadores a Chávez, confesso, me interessava mais do que a figura do presidente, a histeria da direita latino americana, a forma primária como a propaganda contra o presidente venezuelano se disseminava pelo noticiário da mídia brasileira, as opiniões de bonecos de ventríloquos disfarçados de especialistas, o ódio dos liberais contra a erradicação de privilégios.
Chávez combateu a todos, e a todos venceu. Tinha o riso largo dos vencedores, não disfarçava o desprezo pela tibieza de seus adversários, dos que lhe acusavam de ser um tanto caricato em seu uniforme militar. Estes mesmos que, no entanto, eram suficientemente espertos para entender o significado daquela farda. Chávez deu ao Exército de onde veio um novo significado de Pátria, onde estão todos, não somente uns.
Não sou ninguém, nem tenho conhecimento o suficiente, para prever o futuro da Venezuela. Mas uma coisa é certa: ela nunca mais será a mesma, depois de Chávez.
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Estadão: se Barbosa não se vê capaz, que saia

Quem pariu Mateus que o embale...

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Com 24 horas de atraso, jornal O Estado de S. Paulo publica editorial reagindo à agressão sofrida por seu repórter Felipe Recondo, a quem Joaquim Barbosa chamou de "palhaço"; “Se não se sente em condições físicas e psicológicas para manter um comportamento público compatível com a dignidade dos cargos que exerce, Joaquim Barbosa deveria deles se afastar”, diz o texto; ministro ainda não se desculpou pessoalmente com o profissional

Com 24 horas de atraso, o jornal Estado de S. Paulo reagiu à agressão sofrida por um de seus profissionais, o repórter Felipe Recondo, e que foi cometida justamente pelo homem que deveria zelar pela Justiça no País: o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
No editorial “Lamentável truculência”, o jornal afirma que o ministro, se não se sente em condições físicas e psicológicas de cumprir com suas funções e com o decoro do cargo, deveria deixá-lo, lembrando que Barbosa atribuiu a agressão que cometeu a uma dor nas costas. Segundo o Estadão, Barbosa ainda não se desculpou de forma adequada e coloca em risco sua própria imagem.
O texto, no entanto, transita numa linha tênue entre a crítica ao estilo de Barbosa e os elogios à sua conduta do ministro na Ação Penal 470. "Barbosa foi transformado no Torquemada do PT pela mídia", avalia o jornalista, professor e militante político Emiliano José. "Depois de endeusá-lo, fica difícil criticá-lo".
Eis a dificuldade do Estadão e de praticamente todos os veículos que cultuaram a figura de Joaquim Barbosa: como ele foi transformado em herói por ter cumprido uma função politica e ter sido o algoz dos réus do processo do chamado mensalão, a crítica se torna mais delicada e cuidadosa.
Até agora, além de ter chamado o jornalista de "palhaço" e de tê-lo acusado de "chafurdar no lixo", justamente porque apurava uma reportagem sobre o excesso de gastos e mordomias no STF, o ministro Barbosa também se nega a responder à críticas de associações que representam 100% dos juízes brasileiros, que o acusam de ser superficial, preconceituoso, desrespeitoso e "dono da verdade". Barbosa, chefe do Judiciário, acusou seus pares de terem uma mentalidade pró-impunidade.
Para o 247, o estilo de Barbosa jamais surpreendeu (leia mais em "O estilo é o homem").
Leia abaixo o editorial:
Lamentável truculência - EDITORIAL O ESTADÃO
O ESTADO DE S. PAULO - 07/03
É profundamente lamentável que, por causa de um temperamento muitas vezes descontrolado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, coloque em risco a admiração e a credibilidade que conquistou - não apenas para si, mas, com a colaboração de seus pares, principalmente para o Poder republicano que hoje comanda - por ocasião do histórico julgamento da Ação Penal 470, que, ao mandar para a cadeia uma quadrilha de criminosos de colarinho-branco, sinalizou o fim da impunidade para os poderosos da política brasileira.
Joaquim Barbosa, cuja história de vida é um exemplo e um estímulo para todos os seus compatriotas, está hoje empenhado, na presidência do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), numa luta muito mais ampla e renhida do que a que enfrentou no julgamento do mensalão, que teve a espinhosa responsabilidade de relatar. Profundo conhecedor das mazelas da Justiça brasileira, Barbosa está firmemente determinado a dar a contribuição de seus mandatos à frente do STF e do CNJ para que o aparato Judiciário se torne verdadeiramente capaz de fazer justiça a partir do princípio fundamental de que todos os cidadãos são iguais perante a lei.
Contudo, diante do peso do desafio que se coloca diante do ministro, as reiteradas manifestações de descontrole emocional de Barbosa tornam-se muito preocupantes. Já durante o julgamento do mensalão, transmitido ao vivo e acompanhado por um enorme contingente de brasileiros, em várias ocasiões o então ministro relator tratou com impaciência e descortesia os pares que se opunham a suas ponderações. Mais de uma vez, viu-se obrigado a se desculpar. E a maior parte do público sempre assimilou esses deslizes com alguma tolerância, até porque era testemunha do padecimento físico que um problema crônico de coluna impunha ao ministro.
No entanto, na última terça-feira, à saída de uma sessão do CNJ, o destempero de Joaquim Barbosa ultrapassou os limites da civilidade. Ele ofendeu, com inacreditável truculência, um repórter deste jornal que tentava lhe fazer uma pergunta sobre a crítica que o ministro recebera de associações de juizes por ter dito, numa entrevista, que há juizes que aplicam com demasiada complacência uma lei penal já excessivamente leniente. Sem permitir que o jornalista sequer concluísse a pergunta, Barbosa pediu que fosse deixado em paz e fulminou, em tom raivoso: "Vá chafurdar no lixo, como você faz sempre". E, enquanto seu assessor tentava afastá-lo dali, ainda chamou de "palhaço" o profissional que queria apenas entrevistá-lo.
O fato de a vítima da truculência do ministro ser um repórter deste jornal é irrelevante. A irresponsabilidade cometida por Barbosa atinge toda a imprensa, e não se redime com um anódino pedido de desculpas formulado em nota oficial pela assessoria do STF. Nem minimiza a gravidade do ocorrido a alegação, contida na nota, de que Joaquim Barbosa fora "ríspido" com o jornalista porque saíra de uma longa reunião do CNJ "tomado pelo cansaço e por fortes dores". Se não se sente em condições físicas e psicológicas para manter um comportamento público compatível com a dignidade dos cargos que exerce, Joaquim Barbosa deveria deles se afastar. É o que merece como ser humano, é o que dele espera a enorme massa de brasileiros que por ele tem demonstrado, até agora, admiração, respeito e apreço.
A reincidência do presidente do STF num comportamento reprovável sob todos os aspectos - desde a transgressão da liturgia do cargo que ocupa até o comprometimento de uma imagem pública que favorece o aperfeiçoamento das instituições nacionais - foi recebida com escandaloso regozijo, nas mídias sociais, pelas viúvas do mensalão, interessadas em desacreditar o principal responsável pelo desfecho da Ação Penal 470, em proveito dos dirigentes partidários condenados à prisão pelo crime de comprar apoio parlamentar para o governo Lula.
E hora de Joaquim Barbosa parar para pensar que pode estar começando a desfazer tudo o que até agora construiu com grande competência e admirável dedicação.
No 247
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Crápula vai presidir Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados

Depois a Câmara quer saber porque sua imagem é péssima...

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Celso Amorim: 'Fui testemunha do esforço de Chávez para diversificar economia'

 
Em entrevista à Carta Maior, o ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, fala sobre sua convivência com Hugo Chávez, iniciada em 2003, quando assumiu o posto de chanceler do governo Lula. Nesse período marcado por episódios turbulentos, como os que levaram à criação do Grupo de Amigos da Venezuela, a Unasul saiu do papel e o país de Chávez aderiu ao Mercosul.
São Paulo - Neste momento em que se intensificam as análises sobre o legado do presidente venezuelano Hugo Chávez, morto na terça-feira (5), uma das críticas recorrentes, inclusive entre simpatizantes, é a dependência econômica do país em relação às exportações de petróleo.
Estima-se que a indústria petroleira da Venezuela seja responsável por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) e responda por 80% da receita de exportações do país.
Segundo o ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, que conviveu com o venezuelano desde 2003, quando assumiu o Ministério das Relações Exteriores do governo Lula, engana-se quem ache que Chávez não enxergava essa dependência e não tenha trabalhado para reduzi-la.
"Fui testemunha do esforço do presidente Chávez para diversificar a economia", disse Amorim à Carta Maior, por telefone, nesta quarta-feira (6). Segundo o ministro, até mesmo o governo brasileiro ajudou nessa direção. "Chávez buscou acordos com a ABDI, a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial, que montou um escritório lá, e com a Embrapa", afirmou.
"A preocupação dele não era apenas fomentar a indústria, mas também a produção de alimentos", contou Amorim. O ministro disse que não tem dados no momento para dimensionar o resultado dessas iniciativas, mas admite que em um país com grande oferta de petróleo "tudo fica mais difícil, é natural que a economia se volte sempre para a commodity".
Liderança
De sua longa convivência com Hugo Chávez, Celso Amorim se recorda "de um grande líder apaixonado por suas ideias". Ideias como a do atendimento aos mais pobres e da integração da América Latina, esta parcialmente materializada pela criação da União das Nações Sul-americanas (Unasul), em 2008, um projeto ao qual Amorim se dedicou ativamente.
Das negociações para conformação da Unasul, para entrada da Venezuela no Mercosul e para outros projetos bi ou multilaterais, o ministro brasileiro relata “conversas difíceis” com Chávez, em que os chanceleres eram cobrados pelo ritmo "mais lento" das negociações.
"Ele dizia muitas vezes que o importante era o acordo político. Nesse momento, tentávamos mostrar as dificuldades, dar um choque de realidade. Há muita diversidade na América do Sul, alguns países buscam fazer políticas para a integração, outros acreditam que basta reduzir as tarifas que o problema está resolvido", explicou o ministro.
Mas isso não significa que Chávez não adotasse medidas pragmáticas quando necessário, conta Amorim. Diante da crise política no país entre 2002 e 2003, após a tentativa de golpe contra seu governo, o então presidente venezuelano aceitou a criação do Grupo de Amigos da Venezuela e permitiu a presença de observadores internacionais nas eleições.
"O presidente Lula estava iniciando seu mandato e foi necessário muito diálogo para que o Grupo de Amigos funcionasse. E Chávez reagiu positivamente à ideia", lembra o ministro. Eram momentos em que o mandatário venezuelano, apesar de sua personalidade assertiva, sobressaía-se pela "acuidade intelectual" e valorizava opiniões divergentes.
Amorim recorda-se de um episódio que comprovaria isso:
"A entrada da Venezuela no Mercosul foi um processo demorado, porque havia muitos detalhes para discutir, toda a questão da política comercial. Nas reuniões, Chávez reclamava da burocracia, dizia que o acordo político já estava fechado. Então eu pedi que ele escutasse uma história. Um rei na Grécia antiga queria aprender geometria e perguntou quem era o maior especialista no assunto. Responderam que era Euclides, que acabou convocado para a tarefa. Euclides, então, foi até o rei com uma pilha de livros repletos de postulados, axiomas e teoremas. Mas o rei disse que não estava interessado em tudo aquilo, que queria saber logo as conclusões. Então Euclides explicou: 'não existe estrada real na geometria'. Minutos depois Chávez foi interrompido por assessores para discutir um outro acordo comercial. Questionado sobre um item, afirmou ao assessor que ele já estava previsto em um dos artigos. Então olhou pra mim e disse: 'já estou aprendendo geometria'".
Marcel Gomes
No Carta Maior
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Lula llama a venezolanos a permanecer unidos y evitar el retroceso del país


Chávez (izquierda) y Lula (derecha) en uno de sus encuentros.
Lula destacó la pasión de Chávez por el pueblo venezolano
El expresidente brasileño Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) llamó este miércoles a todos los venezolanos a "conservar la paz y la unidad” y mantenerse unidos, para evitar que Venezuela retroceda, luego de la desaparición física del líder revolucionario de ese país, Hugo Chávez, a quién consideró un compañero y amigo.
"Espero que el pueblo de Venezuela en este momento comprenda que es necesaria mucha paz, mucha madurez, mucha tranquilidad, mucha unidad, porque Venezuela no puede retroceder", expresó el ex jefe de Estado en un video publicado por el Instituto Lula.
El líder brasileño aprovechó la ocasión para dirigir elogiós a Hugo Chávez, recordando en particular los esfuerzos compartidos en favor de la integración latinoamericana. La idea de crear la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) fue una iniciativa conjunta de Lula y Chávez.
"Establecimos una relación muy fuerte (...) Tuvimos diferencias ideológicas pero teníamos afinidades políticas", declaró en tono sereno.
El exmandatario, quien se recuperó de un cáncer de laringe detectado en 2011, agregó que su relación con Chávez era “más que de dos presidentes, era una relación de dos compañeros”.
Lula destacó, además, la faceta polémica de Chávez, su defensa de Venezuela y América Latina frente a los intereses económicos y políticos “del norte”, y lo describió como "un líder 80 por ciento corazón, 20 por ciento razón. Como deben ser los grandes hombres del mundo”.
El socialista brasileño resaltó también el compromiso que tenía Chávez con la consolidación de organismos de integración regional, pero sobretodo, con su pueblo. "No todos los siglos logran producir un hombre de las cualidades de Chávez, no todos los días se ve a un país eligiendo a una persona que tiene un compromiso de sangre con su pueblo", enfatizó.
"Chávez -prosiguió- sabía con mucha fuerza que la razón para estar en el Gobierno era lograr que el pueblo pobre de Venezuela se sintiera orgulloso y pasara a tener derechos" ciudadanos.
El presidente venezolano falleció el martes luego de batallar por casi dos años contra un cáncer en la región pélvica, de acuerdo con el vicepresidente de ese país, Nicolás Maduro, quien en cadena nacional de radio y televisión anunció que “a las 04H25 de la tarde (20H55 GMT) de hoy 5 de marzo ha fallecido el comandante presidente Hugo Chávez Frías”.
Desde la mañana del miércoles, el pueblo venezolano salió a las calles para seguir la carroza fúnebre de su Presidente, con miles de expresiones de amor hacia gobernante democrático y destacando los logros sociales alcanzados en sus 14 años de gestión.
En la multitudinaria marcha, los venezolanos aseguraron que "en este momento la Revolución Bolivariana continúa", porque el Primer Mandatario se convirtió en el padre de todos los venezolanos dejando un legado que "fortalecerá a la nación, para hacerla la más grande del mundo".
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Não é porque Chávez morreu que a Venezuela vai virar Las Vegas

Hugo Chávez Não é porque Chávez morreu que a Venezuela vai virar Las Vegas
Foto: Fernando Llano/AP
De volta à República das bananas? Nem pensar.
Seguro que não.
A Venezuela não vai recuar para o papel de quintal dos Estados Unidos e de poleiro para ditadores corruptos.
Se Chávez teve um mérito, foi esse: a Venezuela se livrou da plutocracia. Os magnatas sem escrúpulos se mudaram para Miami. Ele deu um basta nos governos gringos que tratam a América Latina como se a gente ainda vivesse na guerra fria.
A Venezuela de Chávez se impregnou de cheiro de povo. Os índices de miséria desabaram. Os programas sociais da chamada Revolução Bolivariana foram mais radicais e mais abrangentes do que as versões brasileiras do Fome Zero e da Bolsa Família.
Outra virtude sua foi a coragem pessoal.
Chávez jogou pelas regras da democracia (embora os choramingões da imprensa golpista filiada à SIP quisessem dizer o contrário), mas deu um conteúdo excessivamente personalista a seu governo. Esse foi seu pecado.
Mesmo que o chavismo sobreviva, Chávez há de fazer falta. Governos autocráticos se fundam em líderes e correm o risco de sucumbir junto com eles.
Estão soltando fogos em Miami. O intrigante Roger Noriega deve ter aberto uma champanhe. Em vão.
(Noriega foi o sub-secretário de Estado de George Bush para assuntos do quintal, isto é, da América Latina.
Tramou com o rebotalho da direita um golpe contra o presidente eleito, em 2002. Botou no poder, por 48 horas, o líder dos empresários do atraso. A revista Veja comemorou, na capa. Chávez voltou nos braços do povo. Noriega continuou atuando nos bastidores: boatos, intrigas, subornos e notas plantadas em acadêmicas colunas do Globo e assemelhados).
Mas a Venezuela não é mais vassala do Império. Com Chávez, sem Chávez, não há como voltar atrás. O poder é dos descamisados.
Nirlando Beirão
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