7 de fev de 2013

A triunfal ascensão à base de asneiras de Marco Antônio Villa

Como o reacionarismo ululante de Villa deu a ele os holofotes da mídia.
Marco Antônio Villa
Não tenho grandes expectativas em relação à academia brasileira, mas mesmo assim me surpreendi ao ler um artigo sem nexo na Folha, nas eleições de 2010, e ver que o autor era professor da Universidade Federal de São Carlos.
Pobres alunos, na hora pensei.
Não conhecia o professor Marco Antonio Villa, historiador não sei de que obras. No artigo, depois de ter entrado na mente de Lula, ele contava aos brasileiros que a escolha de Dilma se dera apenas para que em 2014 Lula voltasse ao poder, nos braços da “oligarquia financeira”. Villa, com as asas de suas teorias conspiratórias, voara até 2014 para prestar um serviço à Folha e seus leitores.
Não sei se Villa conhece a história inglesa, mas deveria ler uma frase de Wellington, o general de Waterloo: “Quem acredita nisso, acredita em tudo”.
Minha surpresa não pararia ali. Saberia depois que, graças a seu direitismo estridente e embalado numa prosa com as vírgulas no lugar, Villa virou presença frequente em programas de televisão cujo objetivo era ajudar Serra, notadamente na Globonews sob William Waack.
Mais recentemente, ele tem participado de animadas mesas redondas no site da Veja sobre o Mensalão. Vá ao YouTube e veja quantas pessoas vêem as espetaculares discussões de que Villa participa ao lado de Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo. O recorde de Psy pode ser batido antes do que imaginamos.
Soube também que ele lançou um livro sobre o Mensalão. Abominei sem ler. Zero estrela de um a cinco.
Minha única surpresa em relação a Villa derivou de uma chancela importante de Elio Gaspari, um dos melhores jornalistas que vi em ação como diretor adjunto da Veja nos anos 1980. Ele fez parte da equipe de Elio na elaboração de seu livro “A Ditadura Derrotada”.
Villa, conta Elio, “conferiu cada citação de livro ou documento. Foi um leitor atento e pesquisador obsessivo. Villa tem uma prodigiosa capacidade de lembrar de um fato e de saber onde está o documento que comprova sua afirmação. Ajuda como a dele é motivo de tranqüilidade para quem tem o prazer de recebê-la. Além disso, dá a impressão de saber de memória todos os resultados de jogos de futebol”. Foi o que escreveu Elio.
Uau.
Villa trabalhou com Elio, portanto. Não aprendeu nada?
Não parece. Elio tem uma independência intelectual perante os partidos e os políticos que passa completamente ao largo de Villa e congêneres. Isso lhe dá autoridade para criticar e elogiar situação e oposição, e credibilidade para ser levado a sério.
Villa, em compensação, é fruto de uma circunstância em que se procura desesperadamente dar legimitidade acadêmica a um direitismo malufista. Em outros tempos, Villa – caso acredite mesmo nas coisas que escreve e fala — seria um extravagante, um bizarro, imerso num mundo que é só só seu. Você poderia imaginá-lo jogando dardos num pôster de Lula.
Nestes dias de confronto, é um símbolo de como alguém pode chegar aos holofotes e virar “referência” falando apenas o que interesses poderosos querem ouvir.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
Leia Mais ►

Cantanhêde cutuca Aécio, o “ausente”

Judith Brito, a executiva da Folha que presidiu a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), já havia criticado a apatia da direita partidária no país. Segundo ela, a imprensa devia, então, ocupar o papel dos partidos oposição. Em sua coluna de hoje, Eliane Cantanhêde segue as ordens da chefona e dá uma bronca até em Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano. “O PIB de 2012 foi pífio, a inflação se assanha e a Petrobras derrete, mas as pessoas gastam e a popularidade de Dilma aumenta. Cadê a oposição? O gato comeu”.
Indignada, a colunista da “massa cheirosa” é amarga na crítica. “O grande ausente da abertura do ano legislativo foi justamente quem mais deveria aparecer: o senador Aécio Neves, tido e havido como pré-candidato tucano à Presidência. Na eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado, ele sumiu, resguardando-se do circo armado pelos tucanos: repudiaram Renan em público e liberaram o voto (secreto) nele por uma vaga na Mesa Diretora... Pelo menos seis votos estão voando por ai e, de Aécio, não se ouviu um pio”.
Ela também condena o fato do mineiro não ter contestado o discurso da presidenta Dilma. “Não se sabe onde ele se meteu durante a leitura da mensagem presidencial ao Congresso. Cabia ao governo enaltecer os feitos e abafar os malfeitos e, à oposição, aproveitar para criticar. Aécio, porém, não foi visto ouvindo a mensagem nem foi achado para comentá-la. Mesmo na tribuna, coube ao novo líder tucano no Senado, Aloysio Nunes Ferreira, fazer as vezes da oposição. Afinal, que oposição é essa? E que candidato é esse?”.
Diante do fiasco da oposição demotucana e da “ausência” de Aécio Neves, a colunista da Folha chega até a bater suas asinhas para o governador Eduardo Campos (PSB), “o impecável”. Para ela, “as duas eleições colocaram mais tijolos na construção da imagem de Eduardo Campos. Quando os tucanos repetem como papagaios que ele ‘é governista e não tem condições de competir contra Dilma’, leia-se: estão morrendo de medo de uma revoada para a candidatura do PSB”, conclui a decepcionada Cantanhêde.
De fato, a oposição demotucana é muito fraquinha; não tem proposta nem rumo. Já Aécio Neves parece um embriagado que tropeça na sua própria candidatura. Neste cenário desesperador – para Eliane Cantanhêde e outras “calunistas” – só resta mesmo apostar numa divisão do campo governista. Caso este sonho não se realize, a mídia hegemônica ficará com a pecha de único partido da direita no Brasil. A sua desmoralização será ainda mais completa.
Leia Mais ►

Gabi x Malafaia

Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1682

Leia Mais ►

Mais uma do Álvaro Demóstenes Dias

http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/_agenciabrasil/files/gallery_assist/29/gallery_assist664577/31082010-31.08.2010ANT6382.jpg
Botox foi ao Paraguai apoiar o golpe da direita
O embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláiz, disse, em nota, que “faz parte das atribuições” do representante estrangeiro em um país “conhecer os acontecimentos políticos” do local. A reação de Arveláiz é uma resposta à ação do PSDB, PPS e Democratas, que querem esclarecimentos sobre a participação do embaixador em um protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) pela condenação dos acusados na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
Arveláiz disse ainda que vai continuar participando de ações para as quais for convidado. Segundo ele, a solicitação feita pelos partidos de oposição é “despropositada” e houve uso político para disputas internas.
“Recebo convites e assisto aos mais diversos eventos, das mais diversas instituições brasileiras, em todos os estados. Inclusive, tenho aceitado e continuarei aceitando qualquer convite que me façam os partidos signatários”, ressaltou o embaixador.
“É absolutamente despropositado atribuir caráter de interferência em assuntos internos à minha presença entre os convidados de um evento público sobre realizações do governo federal no Brasil”, acrescentou o diplomata.
Para Arveláiz, participar de atos como o ocorrido é normal. “Trata-se de coerção da representação diplomática da Venezuela e de uma tentativa imprópria de usar um país-irmão para disputas políticas internas”, comenta, em nota assinada por ele e divulgada por sua assesssoria.
Ontem (6), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) requereu à Mesa do Senado o comparecimento do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, para prestar esclarecimentos, no plenário, sobre a presença do embaixador no protesto contra o STF.
No Agência Brasil
Leia Mais ►

Falha de S.Paulo x Folha de S.Paulo: A liberdade de expressão está em jogo

No próximo dia 20 será julgado, em segunda instância, o caso Falha de S.Paulo x Folha de S.Paulo. Trata-se de um julgamento de fundamental importância para a defesa da liberdade de expressão.
O site Falha de S.Paulo, criado pelos irmãos Mário e Lino Bocchini, era uma divertida paródia do jornal Folha de S.Paulo e brincava com os recorrentes erros da publicação da família Frias. Porém, Lino e Mário mexeram em um verdadeiro vespeiro. Uma vez parodiada, a Folha convocou ao ataque seus advogados
Com apenas um mês do site no ar, a Folha de S.Paulo entrou na Justiça e conseguiu censurá-lo. O juiz, em julgamento de primeira instância, determinou o congelamento da página por “concorrência desleal” e por provocar suposta “confusão” no leitor.
Pois bem, não vejo como o Falha de S.Paulo pode ser acusado de concorrência desleal contra o gigante Folha de S.Paulo. O Falha não tinha qualquer remuneração: assinantes, venda ou qualquer outra forma de obtenção de lucro. E muito menos pretendia concorrer com os Frias, uma vez que seus públicos são completamente distintos.
O mais interessante é que a ação movida pelo jornal sequer apresentava o argumento de “concorrência desleal”. A ação contra a Falha era baseada no suposto uso indevido da marca do periódico e na confusão que poderia gerar nos seus leitores.
Este caminho também está totalmente equivocado. Falha e Folha não se confundem. A brincadeira com o nome é simplesmente um recurso para que a paródia seja facilmente identificável com o seu alvo. O leitor jamais iria entrar no site Falha de S.Paulo e acreditar que está acessando o site da Folha. Um é uma paródia, com brincadeiras de uma ironia fina; o outro, pretende ser um site de notícias “sérias”.
Um dos casos concretos na jurisprudência apresentado pelo jornal na sua peça inicial refere-se a uma empresa que utilizou-se do nome Dall para a venda de computadores, causando assim confusão com a marca Dell entre os consumidores. Porém, neste caso, o intuito de ambas é o mesmo, a comercialização de produtos de informática. Algo completamente distinto do caso Folha x Falha, onde uma parte é uma empresa de comunicação com fins comerciais e, a outra, uma paródia sem qualquer finalidade comercial.
“O site não possuía sequer um banner comercial. A tese de confusão entre os sites é um desrespeito com o próprio leitor da Folha de S.Paulo. Não vejo como um leitor entraria em um site que, por exemplo, associa a figura do Otávio Frias com o personagem Darth Vaider, e acreditar que estava acessando o site da Folha”, afirma Lino Bocchini.
Sátira com Otávio Frias Filho
No campo dos exemplos, prefiro citar o que foi apresentado pelo relator especial da ONU, Frank La Rue, durante visita ao Brasil. La Rue citou o jornal norte-americano The New York Times, que já sofreu diversas sátiras semelhantes à Falha de S.Paulo, como a feita pelo site Not New York Times, e nunca acionou judicialmente aqueles que o criticavam.
“É o mais lógico”, disse o relator. “É interessante esse uso da ironia que vocês fizeram usando as palavras Folha e Falha. Uma das formas de manifestação mais combatidas hoje em dia, e que deve ser defendida, é o jornalismo irônico”, defendeu La Rue.
Apesar da tentativa de manipulação dos fatos pelos advogados da Folha de S.Paulo, o pano de fundo do julgamento passa longe de questões como concorrência desleal, uso indevido de marca ou confusão no público leitor. Trata-se de uma disputa judicial onde a questão central é a liberdade de expressão. O direito à paródia e à sátira como forma de crítica, não importando o quão poderoso seja o seu alvo.
Leia a análise de Lino Bochini sobre os possíveis desdobramentos do caso:
Esse julgamento é importante porque, segundo o próprio juiz de primeira instância, trata-se de um caso inédito na Justiça brasileira. A disputa que está posta, é um suposto desejo da Folha de defender sua marca e, de nossa parte, a defesa da liberdade de expressão. A jurisprudência que se abrirá para um lado é importantíssima. Em caso de vitória da Folha, outras empresas que quiserem censurar blogueiros ou qualquer conteúdo na internet ganhará uma nova arma. Bastará usar o mesmo argumento vago de “uso indevido da marca” e pronto. A boa notícia é que, no caso de vitória nossa, a jurisprudência que se abre é a favor da coletividade. Ou seja, se outra empresa quiser censurar alguém por via judicial, terá mais dificuldades.
Essa questão coletiva é um dos motivos que tornou o caso tão visado. O outro é o que nos motivou a criar a falha: seu jornalismo extremamente partidário, travestido de imparcial. Isso não é contra lei. Mas denunciar a hipocrisia do jornal, que tem lado e claras preferências políticas, também é permitido. E é esse direito que queremos ter assegurado.
No Renato Rovai
Leia Mais ►

IPCA de janeiro fica em 0,86%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro subiu 0,86% e ficou acima da taxa de 0,79% registrada em dezembro de 2012 em 0,07 ponto percentual. É o maior IPCA mensal desde abril de 2005 (0,87%) e o maior dos meses de janeiro desde 2003 (2,25%). Nos últimos 12 meses, o índice foi para 6,15%, acima dos 5,84% relativos aos 12 meses anteriores.
Em janeiro de 2012, a taxa havia ficado em 0,56%. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.
O índice do mês mostrou que os preços dos alimentos continuaram subindo e atingiram 1,99%, superando o resultado de 1,03% de dezembro. É a maior alta de grupo em janeiro deste ano, com impacto de 0,48 ponto percentual no índice, fazendo com que o grupo alimentação e bebidas responda por 56% do IPCA.
Vários produtos do grupo alimentação e bebidas tiveram a oferta reduzida em função do clima, ocasionando fortes aumentos de preços. É o caso do tomate (26,15%) batata-inglesa (20,58%), cebola (14,25%), hortaliças (10,86%) e cenoura (9,83%).
O principal impacto no índice do mês veio de despesas pessoais (1,55%). O item cigarros, que teve aumento no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), subiu 10,11% e foi o principal impacto individual, responsável por 0,09 ponto percentual do IPCA. Mesmo com um menor ritmo de crescimento nos rendimentos dos empregados domésticos (de 0,82% em dezembro para 0,58% em janeiro), as despesas pessoais passaram de 1,60% em dezembro para 1,55% em janeiro e, embora um pouco menos aceleradas, ficaram com a segunda posição na relação dos grupos de produtos e serviços pesquisados.
Entre as despesas com habitação (-0,20%), além do aluguel residencial (1,56%), o condomínio ficou 1,18% mais caro e a mão de obra para pequenos reparos na residência, 0,70%. Mas o grupo apresentou queda de 0,20%, enquanto havia tido alta de 0,63% em dezembro. As contas de energia elétrica ficaram 3,91% mais baratas, refletindo parte da redução de 18% no valor das tarifas em vigor a partir de 24 de janeiro. Isso fez com que este item, cuja ponderação no IPCA é de 3,33%, tenha exercido o impacto mais significativo para baixo no mês (–0,13 ponto percentual).
Já a compra do automóvel novo ficou 1,41% mais cara, o terceiro item de maior impacto individual no mês, detentor de 0,05 ponto percentual. Com 3,22% de participação no orçamento das famílias, os preços dos automóveis novos refletiram o início da redução do desconto no IPI, tendo em vista a recomposição da taxa. O grupo transportes, com variação de 0,75% tanto em dezembro quanto em janeiro, foi influenciado, também, pelas tarifas dos ônibus intermunicipais, que subiram 2,84%. No caso das passagens aéreas, embora tenham aumentado 5,15%, perderam força em relação ao mês anterior, quando a alta chegou a 17,12%.
Em saúde e cuidados pessoais, que variou 0,73% ante 0,40% de dezembro, ocorreu aceleração nas taxas serviços médicos e dentários (1,48%), serviços laboratoriais e hospitalares (1,33%) e artigos de higiene pessoal (1,02%).
No grupo dos artigos de residência, a alta atingiu 1,15%, ao passo que em dezembro a variação havia ficado em 0,27%. Os consertos subiram 1,79%, seguidos pelos eletrodomésticos (1,59%), TV e som (1,33%) e mobiliário (0,96%).
A taxa do grupo educação, que foi de 0,19% em dezembro para 0,35% em janeiro, foi influenciada pelo resultado dos cursos regulares (0,21%), que refletiu os reajustes dos colégios da região metropolitana de Porto Alegre (2,62%).
Os grupos vestuário (de 1,11% em dezembro para –0,53% em janeiro), comunicação (de 0,03% para –0,08%) e habitação (de 0,63% para –0,20%) caíram em janeiro, o que fez com que o agrupamento dos produtos não alimentícios tenha subido menos, passando de 0,71% em dezembro para 0,50% em janeiro.
Sobre os índices regionais, o maior foi o de Belém (1,06%,) onde os alimentos atingiram alta de 2,93%. O menor foi o de Brasília (0,46%), em razão da queda de 1,42% nas passagens aéreas, de itens como os ônibus interestaduais, cujas caíram 3,06%.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de dezembro de 2012 a 29 de janeiro de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2012 (base).
INPC variou 0,92% em janeiro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,92% em janeiro e ficou 0,18 ponto percentual acima do resultado de 0,74% de dezembro. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 6,63%, acima da taxa de 6,20% dos 12 meses anteriores. Em janeiro de 2012, o INPC foi de 0,51%.
Os produtos alimentícios aumentaram 2,10% em janeiro, enquanto os não alimentícios ficaram com 0,43%. Em dezembro, os resultados haviam sido 1,13% e 0,58%, respectivamente.
Sobre os índices regionais, o maior foi o de Fortaleza (1,24%) em virtude do resultado do ônibus urbano (6,00%), que refletiu parte do reajuste de 12,50% em vigor desde 11 de janeiro. O menor foi o de Brasília (0,49%), em razão da queda de 1,42% nas passagens aéreas, de itens como os ônibus interestaduais, cujas caíram 3,06%.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de dezembro de 2012 a 29 de janeiro de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2012 (base).
No IBGE
Leia Mais ►

A filha do tempo

Ricardo III, cuja ossada acaba de ser descoberta sob um estacionamento em Londres, é o melhor — ou, no caso, o pior — dos vilões de Shakespeare. Nenhum outro tem, como ele, tanta consciência da própria vilania e a exerce com tanto gosto.
O Ricardo III do Shakespeare e da História é um monstro que manda matar seus pequenos sobrinhos para herdar o trono, seduz a viúva de um homem que acaba de matar e comete um sortimento de maldades para se manter no poder — sempre festejando seu próprio mau caráter.
Foi o último rei da Inglaterra a morrer em combate e, segundo Shakespeare, na véspera da batalha em que perderia a vida (pedindo “Um cavalo, um cavalo, meu reino por um cavalo!”) é visitado pelos fantasmas de suas vítimas, e ouve de todos a mesma imprecação: “Desespere, e morra!”
Mas Ricardo III pode ter sido injustiçado, pela história e por Shakespeare. Uma escritora escocesa de livros policiais chamada Josephine Tey colocou o herói de várias das suas histórias, o inspetor Alan Grant, da Scotland Yard, numa cama de hospital com uma perna quebrada e sem nada para fazer.
Para combater o tédio, Grant resolve investigar, usando apenas livros e documentos que lhe são fornecidos por um amigo pesquisador, a verdadeira história do suposto tirano. A conclusão do inspetor e da sua criadora é que Richard III não era nada do que diziam dele. Talvez a sua deformidade física — ele era corcunda, o que foi comprovado pela ossada recém recuperada — tenha contribuído para sua fama de monstro.
Mas não há registro histórico da sua monstruosidade. Nenhum documento da época menciona as pobres crianças presas na Torre de Londres até o tio desalmado mandar matá-las. E, além de tudo, Grant, contemplando um retrato dele pintado na época, deduz que aquela não é a cara de um assassino. Antes é de um doce de pessoa.
O título do livro de Josephine Tey é “A filha do tempo”. Vem da frase de autor desconhecido “A verdade é filha do tempo”. Os fatos que geram a História são alterados pela má memória, pela interpretação conveniente, pela ornamentação fantasiosa, por tudo que vem com o tempo depois do fato.
Com o tempo o mito vira realidade e a realidade vira mito. Mas é só dar mais tempo ao tempo que a verdade aparecerá.
O exame dos ossos de Ricardo III não revelará nada sobre sua personalidade, mas é provável que o novo interesse pela sua figura resulte numa correção da injustiça. O que não seria mais do que a História está lhe devendo.
Luis Fernando Veríssimo
Leia Mais ►

Collor vai ao TCU contra Gurgel

E a bancada do PT no Senado, Suplicy?
O Senador Fernando Collor protocolou uma representação e uma denúncia junto ao Tribunal de Contas da União. Além disso o Senador apresentou requerimento ao Plenário do Senado Federal para que a Casa solicite institucionalmente diligências ou auditoria por parte do TCU junto à Procuradoria Geral da República no tocante ao processo licitatório dos tablets. O TCU como órgão auxiliar do Legislativo Federal dá prioridade no trâmite das demandas do Congresso.
No Conversa Afiada
Leia Mais ►

Vaticano declara-se aberto a direitos civis para casais homossexuais

http://www.midiagospel.com.br/images/stories/geral/objetos/aliancas/casamento-gay-aliancas-coloridas.jpg 
Vaticano declara-se aberto a direitos civis para casais homossexuais
O ministro do Vaticano para a família, monsenhor Vicenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho da Família, defendeu a família tradicional e reconheceu direitos para os casais "de fato", homossexuais ou não, o que constitui uma abertura por parte da hierarquia da Igreja Católica.
Em um encontro com a imprensa, Paglia explicou que são situações que o Estado deve resolver para impedir injustiças e discriminações:
— É preciso encontrar soluções no âmbito do Código Civil para garantir questões patrimoniais e facilitar condições de vida para impedir injustiças com os mais fracos — disse.
— Infelizmente, não sou um especialista em Direito, mas, pelo que sei, me parece o caminho que precisa ser percorrido — acrescentou.
Paglia, um dos fundadores da Comunidade de Santo Egídio, organização que mediou conflitos internacionais, entre eles em El Salvador, e defensor da causa de canonização do monsenhor salvadorenho Arnulfo Romero, costuma ter posições abertas sobre temas sociais.
O religioso, designado no ano passado para administrar um dos ministérios-chave do Vaticano, reiterou sua defesa do casamento tradicional, entre um homem e uma mulher, que considera "elemento fundador" da sociedade.
Durante o encontro com a imprensa, Paglia analisou a atual crise atravessada pelo casamento católico frente ao aumento do divórcio, dos pedidos de legalização do casamento homossexual e do aumento do número de mães solteiras:
— As formas de vida comum não familiares constituem um verdadeiro arquipélago de situações — afirmou — É claro que é preciso garantir os direitos individuais — acrescentou.
O arcebispo italiano manifestou sua total oposição a formas de discriminação contra os homossexuais em alguns países, em particular no Oriente Médio e na África:
— Em vários países, a homossexualidade é considerada um crime. É preciso combater isso — disse.
Por sua vez, condenou a aprovação da adoção por parte de casais do mesmo sexo:
— A Igreja conhece o preço do que é uma família sem filhos, dos idosos sozinhos e dos doentes. A família se transformou ao longo de décadas, mas nunca vamos abandonar seu 'genoma', ou seja, que é formada por um homem, uma mulher e seus filhos — disse.
Leia Mais ►