3 de fev de 2013

PMDB emplaca 3 presidências e pedirá música no Fantástico

PMDB emplaca 3 presidências e pedirá música no Fantástico
O PMDB estuda a clonagem de Renan para assumir 12 presidências de estatais ao mesmo tempo
BOCA DO JACARÉ - Com número de delegados que superou a torcida do Flamengo, o PMDB bateu novo recorde sul americano de revezamento no poder. "Estivemos ao lado de Marechal Deodoro da Fonseca, Epitácio Pessoa, Getúlio, JK, Collor,  Itamar, FHC, Lula, Dilma e tantos outros. Mesmo com altos e baixos, nosso maior mérito foi ter mantido sempre nosso treinador José Sarney desde a Proclamação da República", discursou, emocionado, Renan Calheiros.
Entrosado para a temporada 2013, o partido acaba de costurar três presidências e tem o direito de pedir música no Fantástico. Além da cadeira mais cobiçada da Câmara e do Senado, o partido dá como certa a eleição do representante supremo da Comissão Nacional de Fisiologia. "Com certeza, estamos colhendo os frutos de um esquema tático bem armado pelo professor Sarney e vamos continuar trabalhando com seriedade, sempre respeitando a oposição", garantiu Eduardo Alves.
Após cinco dias de deliberação para escolher a música que seria sugerida ao apresentador Tadeu Schimdt, o partido apresentou um set list com 547 canções mixadas pela Rádio Correio de Alagoas. Acossada, Dilma Rousseff divulgou uma medida provisória obrigando a execução integral de cada canção.
No The i-Piauí Herald
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Riscos no ambiente cinzento

Intenção do procurador-geral para momento de apresentar denúncia contra Calheiros é insondável em um inquérito de tipo corriqueiro

Pela segunda vez em meio ano, parte significativa do Congresso pode acusar interferência do Judiciário. A anterior foi atribuída ao Supremo Tribunal Federal, ao marcar o julgamento do mensalão coincidindo com a campanha eleitoral. Agora é do Ministério Público, também vista como desrespeito à independência dos Poderes.
No caso atual, a acusação refere-se à denúncia criminal feita ao Supremo pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra o senador Renan Calheiros.
A reação não foi causada pela denúncia em si, já esperada, mas por ser feita menos de uma semana antes da eleição em que o denunciado era candidato favorito à presidência do Senado.
A intenção de Roberto Gurgel é insondável. Mas a hipótese adotada a respeito pelos políticos, de que tentava demolir o favoritismo de Calheiros, não é implausível. Roberto Gurgel teve dois anos e meio para apresentar a denúncia. Quem deixou passar tanto tempo poderia muito bem esperar uma semana mais.
A explicação dada por Gurgel para a esquisita demora da denúncia não precisa de hipóteses: nos dois anos e meio, disse ele, esteve muito ocupado com o mensalão. A assessoria do procurador-geral e os quadros da Procuradoria da República ficam mal na explicação, sem no entanto merecerem esse descaso.
E, além disso, o inquérito de Calheiros nada tem de especial ou nebuloso, é de tipo corriqueiro nos Ministérios Públicos - notas fiscais falsas, para disfarçar recebimentos inconfessáveis de dinheiro, mais falsidade ideológica e peculato.
No mínimo, Roberto Gurgel pôs em prática, outra vez, uma falta de sensibilidade que não perde ocasião de se manifestar, mesmo que seja apenas uma entrevista momentânea. Os ânimos entre Congresso, Supremo e Procuradoria-Geral da República já eram bastante ruins.
Quase todos os discursos na sessão que elegeu Renan Calheiros para a presidência do Senado, na sexta-feira, lançaram indiretas fortes, contra as interferências de que os congressistas se queixam há anos. Gurgel agravou o que já era ruim. E assim surgiram dois riscos.
Um vem da representação existente no Senado contra Roberto Gurgel. Estava adormecida, mas pode ser despertada, e não foi outra coisa que Fernando Collor indicou em discurso, aliás, considerado seu objetivo, bem-feito. Não convém esquecer que, assim como é necessária a aprovação dos senadores para a nomeação do procurador-geral, também lhes cabe o poder de destituí-lo.
O outro risco é a possível incidência do mal-estar na decisão sobre sobre o direito, ou não, dos procuradores e promotores de realizar investigações. De um lado, a pressão das polícias obtém adesões contra o reconhecimento do direito. De outro, exemplos externos juntam-se a situações internas no apoio aos procuradores e promotores. Caso, entre vários, das três procuradoras da República em São Paulo que desvendaram a corrupção na obra do novo Tribunal Regional do Trabalho paulista. As três mosqueteiras conseguiram até a destituição e prisão do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, um resultado raro para membros do Judiciário.
Vários casos, entre eles o do próprio Calheiros e os recursos do mensalão, vão confrontar Judiciário e Ministério Público com segmentos expressivos do Congresso. Cada um justifica, desde logo, um sinal amarelo no ambiente cinzento.
SELETIVA
O Supremo e os tribunais superiores são lugares de grandes confortos, para não falar dos luxos. Mas nem as cadeiras especialíssimas que se sucediam foram a capazes de atenuar o intenso senta-levanta do ministro Joaquim Barbosa durante o julgamento do mensalão. Parece que a cadeira de presidente fez algum bem até às suas costas ou ancas, porque deixou de ser preciso trocá-la a cada vez que o ministro, a intervalos bem maiores, ficou de pé.
Mas a administração do STF deveria estudar outras cadeiras. Longe do tribunal, não o vemos pela TV, mas podemos saber que o ministro pode ficar nas cadeiras de cinema e outras sem precisar levantar-se.
Janio de Freitas
No fAlha
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O que significa Renan na presidência do Senado

A rigor, bem pouco, ou simplesmente nada.
Presidente do Senado
Presidente do Senado
Renan, o velho Renan, na presidência do Senado.
A notícia gera um alarido formidável no circuito político das redes sociais.
Acho, pessoalmente, cômico. Tínhamos Sarney, que entregou o cargo em lágrimas, e agora temos Renan.
O que é pior, o riso de Renan ou o choro de Sarney?
Bem, o pior de tudo é o embate no Twitter e no Facebook entre defensores do PT e do PSDB em torno da eleição de Renan.
É quando o cinismo se encontra com a hipocrisia. Os tucanos acusam o PT de abrir a porta da presidência do Senado a um aliado sobre o qual pesam acusações de corrupção. (O acusador, o procurador-geral Roberto Gurgel, é alvo também de acusações, aliás.)
Os petistas se defendem lembrando que este mesmo Renan foi ministro da Justiça da FHC. Já era um homem desgastado, depois da tumultuada passagem pelo Planalto de seu conterrâneo Collor, de quem foi líder no Congresso.
Mas FHC não enfrentou críticas pela escolha de Renan. (Olhando para trás, FHC raras vezes foi atacado por nada que tenha feito. Foi um presidente mimado, sob este ângulo.)
Não é edificante a troca de acusações, pelo oportunismo dos acusadores, e pela baixa qualidade da defesa dos acusados. Se há um desgaste de imagem para o PT na eleição de Renan, e tenho sinceramente dúvidas sobre isso, ele não se desfaz simplesmente apontando o dedo para o cargo que FHC deu a ele no passado.
Mas sigamos, e tentemos buscar um pouco de racionalidade na discussão.
Primeiro, e antes de tudo, é preciso que se prove a culpa de Renan. Não basta acusar.
Depois, é talvez a oportunidade de discutir o funcionamento da política brasileira. No modelo de hoje, alianças complicadas são imperiosas, e em todas as esferas. Haddad teve que se compor com Maluf recentemente na luta pela prefeitura, e ele e seu mentor Lula foram duramente atacados por aqueles mesmos que, sabemos todos, silenciariam se Maluf optasse por Serra, como este gostaria.
O moralismo calculado tem pouco efeito prático hoje nos eleitores. Eles percebem o farisaísmo de cartapácios como os editoriais do Estadão, ou coisa do gênero.
Renan na presidência do Senado muda pouco as coisas no Brasil, a rigor. As decisões fundamentais dependem muito mais de Dilma, e até o Supremo é mais influente que o Senado.
E ele é inocente até que se prove o contrário, bem como Gurgel, aliás.
Que se reforme a política, até para que o país se livre dos chamados imortais das urnas, aqueles de que só nos livramos pelo caixão, de Quércia a ACM, de Maluf a Sarney, de Suplicy a Serra.
Renovemos. É um primeiro passo.
Mas, enquanto a reforma não ocorre, que sejamos poupados de demonstrações de moralismo maroto de quem quer apenas voltar a desfrutar das mamatas que o Estado pode oferecer.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Favoritismo Recorde

É difícil imaginar, mas a próxima eleição presidencial não demora. Ela acontece ano que vem, embora, para a opinião pública, pareça que ainda falte uma eternidade.
Daqui a apenas dezoito meses, entraremos no período oficial de campanha. Logo a seguir, teremos o horário eleitoral e estaremos caminhando em marcha batida para o dia de votar.
Ela apresenta uma característica singular: nunca tivemos uma sucessão presidencial com tamanho favoritismo. De acordo com as pesquisas, é a primeira vez em que não apenas um, mas dois possíveis candidatos do mesmo partido possuem vantagem tão folgada em relação aos demais.
Não houve nenhuma pesquisa realizada em 2012 em que Dilma ou Lula obtivessem menos que 55% - aritmética à parte, olhando-as pelo que querem dizer. Na verdade, variaram daí para cima, chegando perto dos 65%, de acordo com o cenário.
Ambos têm mais intenções de voto, faltando um ano e meio para a eleição, que qualquer outro candidato no passado, mesmo às vésperas do pleito.
Acima do que Collor atingiu em seu máximo (no primeiro turno), em julho de 1989. Mais que Fernando Henrique em 1994, apesar de anabolizado pelo plano real. Muito mais que Lula em 2002.
Impressiona que superam FHC em 1998 e o próprio Lula em 2006, quando disputaram o primeiro turno da reeleição.
Para o petista, algo compreensível, pois acabara de enfrentar a turbulência do mensalão – o de verdade e não a reedição. Do tucano, no entanto, era de esperar mais, pois ainda atravessava seus bons tempos – que rapidamente acabariam.
Considerando o conjunto de eleições que fizemos desde a redemocratização, os números dos petistas para 2014 são mais elevados que os de quase todos os candidatos a governador de estados maiores e prefeito de cidades grandes. Só muito excepcionalmente encontramos algum com índices semelhantes.
Note-se que, nas pesquisas realizadas no final do ano, Dilma e Lula mantiveram essa dianteira dilatada, mesmo após o investimento das oposições, especialmente através de seu braço midiático, na escandalização do julgamento do mensalão. Os dois eram fortes antes e assim permaneceram.
Engraçado é ver o tratamento que algo tão óbvio e significativo a respeito da próxima eleição recebe dos comentaristas de nossa “grande imprensa”. Simplesmente, fingem que não existe.
É como se o fato de Dilma e Lula terem, sozinhos, quase que o dobro da soma dos demais, fosse irrelevante. Como se o que essa vantagem traduz pudesse ser ignorado.
São os mesmos analistas que ficaram boquiabertos quando Serra alcançou um patamar entre 35% e 40% na eleição presidencial passada. Mais de um projetou sua vitória, acreditando que, com aqueles números, estaria tranquilo.
Agora, quando Dilma ou Lula chegam perto do dobro, acham que o jogo está aberto. Tanto que se põe a imaginar onde chegarão candidatos que estão abaixo dos 10%.
Quando Serra disputava, raciocinavam como se o relevante fosse o patamar de largada. Hoje, só têm olhos para o “potencial de chegada”.
Estão certos, mas fazem uma interpretação tão enviesada da realidade das pesquisas que chega a ser patética. Melhor seria se reconhecessem o favoritismo recorde que elas constatam.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Ditos populares

Dos ditos populares, o mais irônico — pra não dizer cínico — é “Pra baixo todo santo ajuda”. O dito não discute a existência de santos e sua influência em nossas vidas, mas os divide em duas categorias, os poucos que nos ajudam nos momentos difíceis, de grande esforço, como subir uma ladeira, e a maioria que só se apresenta na hora da descida, quando nem precisaríamos de ajuda. Seriam os santos oportunistas, atrás de uma glória que não merecem.
Outro dito sábio e irônico, que está sendo muito citado depois da tragédia em Santa Maria, é “Porta arrombada, tranca de ferro”. Este trata das reincidentes providências tomadas para que um fato não aconteça, depois do fato acontecido. Foi preciso que quase 250 pessoas morressem para que coisas como revestimento inflamável, alvarás vencidos, falta de saídas de emergência e sinalização interna, etc. passassem a fazer parte das nossas conversas cotidianas, numa súbita descoberta do mundo de riscos iminentes e desconhecidos habitado por boa parte da população, principalmente a população jovem.
O Ivan Lessa disse que de quinze em quinze anos o Brasil esquece a sua história. Ou mais ou menos isso. Lessa foi otimista. A memória brasileira é bem mais curta. Não faz quinze anos que o Renan Calheiros teve que renunciar ao seu mandato para não ser expulso do Congresso. Hoje é candidato à presidência do Senado (estou escrevendo antes da eleição, mas Calheiros era tido como barbada).
Na época da sua renúncia houve grande indignação, mas a indignação brasileira — como a memória — dura pouco. É fácil indignar-se. Para nos indignarmos não falta a ajuda de todos os santos. Para que a indignação dure e tenha consequência precisamos de um empurrãozinho dos santos mais constantes. Que andam muito relapsos.
No caso dos crimes em Santa Maria, só nos resta esperar que a indignação dure o bastante para ter consequência. Que as providências que evitarão outra tragédia parecida sejam tomadas antes que a indignação seja engolida pela memória curta e desapareça.
E “quem esquece a história está condenado a repeti-la”. Disse não me lembro quem.
Luis Fernando Veríssimo
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Charge online - Bessinha - # 1678

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2º Encontro de Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná

SEXTA-FEIRA, 12 DE ABRIL
14h00 Oficina: Blogoosfero - plataforma livre para autonomia da blogosfera brasileira, com Sérgio Bertoni, da Blogoosfero Foundation
19h00 Abertura oficial do #2ParanáBlogs - Encontro de Blogueiros, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná.
Debate
: Democratização das Comunicações. Nada além da Constituição!
Convidados:
●     Leonardo Boff
●     Altamiro Borges
●     Marcela Bomfim

SÁBADO, 13 DE ABRIL
09h00 Desconferência: Marco Civil da Internet e os direitos dos internautas.
Convidados:
●     Deputado João Arruda, presidente da Comissão Especial do Marco Civil da Internet na Câmara Federal
●     Tarso Cabral Violin, do Blog do Tarso
●     Sérgio Bertoni, do Blogoosfero
11h30 Intervalo para almoço
13h00 Debate: Comunicação e Democracia
Convidados:
●     Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania
●     Vito Gianotti, do Núcleo Piratininga de Comunicação
●     Cláudio Ribeiro, advogado e ativista político
●     André Vieira, do #ParanáBlogs
15h00 Desconferência: Blogoosfera paranaense e a liberdade de expressão
Convidados:
●     Joice Hasselmann, do Blog da Joice (Curitiba)
●     Esmael Morais, do Blog do Esmael (Curitiba)
●     Cesar Minotto, do Olho Aberto Paraná (Laranjeiras do Sul)
●     Ronildo Pimentel, do Boca Maldita (Foz do Iguaçu)
●     Hermerson Baptista, do Viva Samas (São Mateus do Sul)
●     Cristiano Lima (São José dos Pinhais)
●     Luiz Skora, do Polaco Doido (Curitiba)
18h00 Debate: Ativismo nas Redes Sociais
Convidados:
●     Senador Roberto Requião
●     Conceição Oliveira, do Blog da Maria Frô
●     Cleverson Lima, do Blog Rodopiou

DOMINGO, 14 DE ABRIL
09h00 Oficina: “Monetização de blogs: Como tornar seu blog rentável”, com Robson Guimarães da Poolblique Comunicação
10h00 Trabalhos em grupo
12h00 Plenária final
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Assange Vai Abrir o Bico Sobre o Brasil

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