31 de jan de 2013

Fome do PMDB engole governo e oposição

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Encontro com Franklin espalha o ódio no PiG

Ódio da mídia conservadora aumenta após encontro entre Dilma e Franklin Martins

O tom desesperado dos editoriais da mídia conservadora, que embasa a representação entregue na véspera pelo PSDB à Procuradoria-Geral da República contra a presidente Dilma Rousseff, não encontrará eco na Corte Suprema. A previsão é do ministro Luis Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União. Em conversa com jornalistas, na manhã desta quarta-feira, ele afirmou que a tendência é a do procurador-geral arquivar a medida.
– Não tem nenhum fundamento, nenhuma substância jurídica – disse Adams.
O que os tucanos pedem é uma investigação sobre o pronunciamento da presidenta, transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão na última quarta-feira, que teria sido uma peça de propaganda política, na visão dos conservadores de direita, expressa no ódio com que a mídia conservadora se refere ao governo da presidenta Dilma. Segundo afirma o documento, o anúncio de que a conta de luz ficará menor tratou-se de uma “cristalina promoção da presidente da República”, uma antecipação da campanha pela sua reeleição.
– Não estamos em período eleitoral, o pronunciamento não faz referência a partidos, entidades, nada – afirma.
Em seu discurso, Dilma críticou, sim, mas os “pessimistas” ao anunciar a redução na tarifa de energia. Para o senador tucano Aécio Neves (MG), ela falou como um partido, e não como presidenta. Em defesa de Dilma, o advogado-geral da União afirma que ainda não analisou a representação e que Dilma não está “nem um pouco” preocupada com ela. Ainda não foi definido se a AGU irá se antecipar a um eventual pedido do Ministério Público em defesa da presidente. Ele afirmou que é permitido por lei que o presidente da República faça pronunciamentos quando há fatos relevantes a serem anunciados.
Visita de Franklin Martins
A má vontade dos diários conservadores paulistas e cariocas, que servem como únicos pilares à representação conta Dilma, cristaliza-se de forma a evidenciar, segundo analistas políticos ouvidos pelo Correio do Brasil, a existência de um cartel formado com o objetivo de atuar como um partido político não convencional. Para tratar da questão da mídia, Dilma chamou nesta manhã, ao Palácio do Planalto, o ex-ministro da secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, que defende a edição de marcos reguladores para o setor.
Em recente pronunciamento, o PT apontou a intenção de a mídia conservadora promover, no país, um ambiente de conflagração, a exemplo daquele havido na época dos estadistas Getúliio Vargas e João Goulart. Segundo o partido, ambos foram vítimas de uma “insidiosa campanha de forças políticas” para desestabilizar seus governos e que o país, atualmente, vive processo semelhante, desde 2003, para desmoralizar o ex-presidente petista e o seu legado.
“A partir de 2003, de forma intermitente, tratou-se de anular os notórios êxitos do governo, com campanhas que procuravam ou desconstruir as realizações do governo Lula ou tachá-lo de ‘incapaz’ e ‘corrupto’ (…). Sabe-se que denúncias de corrupção sempre foram utilizadas pelos conservadores no Brasil para desestabilizar governos populares, como os já citados casos de Vargas e Goulart”, afirma o documento.
Franklin editou um projeto-de-lei que determina parâmetros para que a concentração de poder neste segmento, no país, não seja alvo de novos escândalos, como aquele noticiado pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras, com sede em Paris, que aponta a existência, no Brasil, de 30 berlusconis, referindo-se ao capo da mídia italiana.
Segundo o relatório da RSF, divulgado na semana passada, o Brasil é “o país dos 30 Berlusconis”, numa crítica à concentração dos veículos de comunicação do país em poucas mãos. “O Brasil apresenta um nível de concentração de mídia que contrasta totalmente com o potencial de seu território e a extrema diversidade de sua sociedade civil”, analisa a ONG de defesa da liberdade de imprensa. “O colosso parece ter permanecido impávido no que diz respeito ao pluralismo, um quarto de século depois da volta da democracia”, destaca a RSF.
O relatório foi composto após visitas de membros da ONG a Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o RSF, “a topografia midiática do país que vai receber a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 pouco mudou nas três décadas que sucederam a ditadura militar de 1964-1985″. O documento destaca que as 10 maiores companhias de mídia do país estão baseadas em São Paulo ou Rio de Janeiro, o que “enfraquece a mídia regional”.
“A independência editorial da mídia impressa e transmitida e minada pela pesada dependência de propaganda do governo e suas agências”, analisa o relatório, que destaca que, em 2012, houve 11 jornalistas mortos no país. Segundo a ONG, um dos problemas endêmicos do setor da informação no Brasil é a figura do magnata da imprensa, que “está na origem da grande dependência da mídia em relação aos centros de poder”. “Dez principais grupos econômicos, de origem familiar, continuam repartindo o mercado da comunicação de massas”, lamenta a RSF.
Soluções
Segundo a ONG, outro problema no Brasil é a censura na internet, com denúncias que levaram ao fechamento de blogs durante as eleições municipais de 2012. O documento cita o caso do diretor do Google Brasil, Fábio José Silva Coelho, que ficou preso brevemente por não retirar do YouTube um vídeo que teoricamente atacava um candidato a prefeito. Coelho foi preso pela Polícia Federal em setembro passado a pedido do candidato a prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal.
Para reequilibrar o cenário da mídia brasileira, a Repórteres Sem Fronteiras recomenda reformar a legislação sobre a propriedade de grandes grupos e seu financiamento com publicidade oficial. Além disso, a ONG sugere a melhoria da atribuição de frequências audiovisuais, para favorecer os meios de comunicação, e um novo sistema de sanções que não inclua o fechamento de mídias ou páginas, entre outras medidas.
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Oposição sem cara

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Durante a primeira reunião da bancada do PT na Câmara neste ano, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, criticou setores da mídia e do Ministério Público e avisou que, neste ano, a legenda vai se dedicar à luta pela democratização dos meios de comunicação. "Vamos às redes sociais e aos partidos lutar pela liberdade de expressão", avisou
"Sejamos francos: quem é oposição no Brasil hoje?", questionou o presidente nacional do PT, Rui Falcão, durante a primeira reunião da bancada do PT na Câmara neste ano, nesta quarta-feira, respondendo na sequência: "Temos a oposição parlamentar, mas há uma oposição mais forte, extrapartidária que não mostra a cara, mas se materializa em declarações como a de Judith Brito [vice-presidente da Associação Nacional de Jornais] que disse :"como a oposição não cumpre o seu papel, nós temos que fazê-lo".
O presidente do PT aproveitou a reunião para avisar que o partido vai se dedicar à luta pela democratização dos meios de comunicação neste ano. "Vamos às redes sociais e aos partidos lutar pela liberdade de expressão. Esses a quem eu nominei, que tentam interditar a política no Brasil, essa oposição extrapartidária que quer fazer com que se desqualifique a política e quando a gente desqualifica a política, abre campo para aventuras golpistas que levaram ao nazismo, fascismo e devemos afastar do nosso país", disse. "Combater essa oposição sem cara, mas com voz é um dos objetivos do PT nessa conjuntura", completou.
Na avaliação de Rui Falcão, é preciso regulamentar os artigos de 220 a 222 da Constituição, para garantir a desconcentração do mercado e a valorização da produção independente. Segundo o presidente do PT, essa democratização dos meios de comunicação é fundamental para a liberdade de expressão. Durante a reunião, Falcão também criticou o que chamou de antecipação da campanha eleitoral por parte da oposição e disse que o PT não cairá neste jogo, que acabaria por encurtar o mandato da presidente Dilma Rousseff.
No 247
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José Dirceu no Debate #Anula STF

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FHC supera Lula

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Charge online - Bessinha - # 1672

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Andrea Neves em conflito com Anastasia?

 
Não reproduzo boatos neste espaço. Desde que noticiei que a Monsanto teria impedido judicialmente a divulgação de uma cartilha sobre transgênicos (notícia enviada por um amigo economista) e, depois, soube que não era fato real, só noticio o que já foi publicado na grande imprensa ou depois de ter checado com mais de uma fonte.
Contudo, a notinha ao lado, que foi publicada hoje no facebook, faz com que eu abra uma exceção. Há, de fato, muitos sinais e comentários da diminuição de espaço de Andrea Neves no governo Anastasia. As "mulhertes fortes" do governo Anastasia seriam Maria Coeli Simões Pires (Casa Civil) e Renata Vilhena (Planejamento). É fato que houve, desde a posse, mudanças nesta correlação de forças, principalmente com a greve de professores, que colocou à prova o "sangue frio" de Renata Vilhena. Andrea Neves se dedicou de corpo e alma nas campanhas municipais do ano passado, mas seu poder não é mais o mesmo junto à caneta do poder.
O desencontro mais recente teria sido em relação à redução da taxa de energia. A "batalha da CEMIG" teria estourado nas mãos do irmão senador, segundo avaliação que teria feito Andrea Neves. Também haveria alguma divergência a respeito da ação que Anastasia teria iniciado na Justiça Federal em relação à distribuição do FPE. Finalmente, Anastasia não pressionaria Marcio Lacerda pelos cargos que seriam dos tucanos.
Como afirmei, não postaria no blog estes comentários cada vez mais frequentes se esta nota publicada pelo Luis Carlos no facebook (http://www.facebook.com/Luisk2017) não existisse.
Enfim, abro espaço para defesas e informações.
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Hilde

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MINHA FALA NO ATO NA ABI PELA ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO MENSALÃO
Venho, como cidadã, como jornalista, que há mais de 40 anos milita na imprensa de meu país, e como vítima direta do Estado Brasileiro em seu último período de exceção, quando me roubou três familiares, manifestar publicamente minha indignação e sobretudo minha decepção, meu constrangimento, meu desconforto, minha tristeza, perante o lamentável espetáculo que nosso Supremo Tribunal Federal ofereceu ao país e ao mundo, durante o julgamento da Ação Penal 470, apelidada de Mensalão, que eu pessoalmente chamo de Mentirão.
Mentirão porque é mentirosa desde sua origem, já que ficou provada ser fantasiosa a acusação do delator Roberto Jefferson de que havia um pagamento mensal de 30 dinheiros, isto é, 30 mil reais, aos parlamentares, para votarem os projetos do governo.
Mentira confirmada por cálculos matemáticos, que demonstraram não haver correlação de datas entre os saques do dinheiro no caixa do Banco Rural com as votações em plenário das reformas da Previdência e Tributária, que aliás tiveram votação maciça dos partidos da oposição. Mentirão, sim!
Isso me envergonhou, me entristeceu profundamente, fazendo-me baixar o olhar a cada vez que via, no monitor de minha TV, aquele espetáculo de capas parecendo medievais que se moviam, não com a pretendida altivez, mas gerando, em mim, em vez de segurança, temor, consternação, inspirando poder sem limite e até certa arrogância de alguns.
Eu, que já presenciara em tribunais de exceção, meu irmão, mesmo morto, ser julgado como se vivo estivesse, fiquei apavorada e decepcionada com meu país. Com este momento, que sei democrático, mas que esperava fosse mais.
Esperava que nossa corte mais alta, composta por esses doutos homens e mulheres de capa, detentores do Supremo poder de julgar, fosse imune à sedução e aos fascínios que a fama midiática inspira.
Que ela fosse à prova de holofotes, aplausos, projeção, mimos e bajulações da super-exposição no noticiário e das capas de revistas de circulação nacional. E que fosse impermeável às pressões externas.
Daí que, interpretação minha, vimos aquele show de deduções, de indícios, de ausências de provas, de contorcionismos jurídicos, jurisprudências pós-modernas, criatividades inéditas nunca dantes aplicadas serem retiradas de sob as capas e utilizadas para as condenações.
Para isso, bastando mudar a preposição. Se ato DE ofício virasse ato DO ofício é porque havia culpa. E o ônus da prova passou a caber a quem era acusado e não a quem acusava. A ponto de juristas e jornalistas de importância inquestionável classificarem o julgamento como de “exceção”.
Não digo eu, porque sou completamente desimportante, sou apenas uma brasileira cheia de cicatrizes não curadas e permanentemente expostas.
Uma brasileira assustada, acuada, mas disposta a vir aqui, não por mim, mas por todos os meus compatriotas, e abrir meu coração.
A grande maioria dos que conheço não pensa como eu. Os que leem minhas colunas sociais não pensam como eu. Os que eu frequento as festas também não pensam, assim como os que frequentam as minhas festas. Mas estes estão bem protegidos.
Importa-me os que não conheço e não me conhecem, o grande Brasil, o que está completamente fragilizado e exposto à manipulação de uma mídia voraz, impiedosa e que só vê seus próprios interesses. Grandes e poderosos. E que para isso não mede limites.
Esta mídia que manipula, oprime, seduz, conduz, coopta, esta não me encanta. E é ela que manda.
Quando assisti ao julgamento da Ação Penal 470, eu, com meu passado de atriz profissional, voltei à dramaturgia e me lembrei de obras-primas, como a peça As feiticeiras de Salém, escrita por Arthur Miller. É uma alegoria ao Macartismo da caça às bruxas, encetada pela direita norte-americana contra o pensamento de esquerda.
A peça se passa no século 17, em Massachusets, e o ponto crucial é a cena do julgamento de uma suposta feiticeira, Tituba, vivida em montagem brasileira, no palco do Teatro Copacabana, magistralmente, por Cléa Simões. Da cena participavam Eva Wilma, Rodolpho Mayer, Oswaldo Loureiro, Milton Gonçalves. Era uma grande pantomima, um julgamento fictício, em que tudo que Tituba dizia era interpretado ao contrário, para condená-la, mesmo sem provas.
Como me lembro da peça Joana D’Arc, de Paul Claudel, no julgamento farsesco da santa católica, que foi para a fogueira em 1431, sem provas e apesar de todo o tempo negar, no processo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, que saiu do anonimato para o anonimato retornar, deixando na História as digitais do protótipo do homem indigno. E a História costuma se repetir.
No julgamento de meu irmão, Stuart Angel Jones, à revelia, já morto, no Tribunal Militar, houve um momento em que ele foi descrito como de cor parda e medindo um metro e sessenta e poucos. Minha mãe, Zuzu Angel, vestida de luto, com um anjo pendurado no pescoço, aflita, passou um torpedo para o então jovem advogado de defesa, Nilo Batista, assistente do professor Heleno Fragoso, que ali ele representava. O bilhete dizia: “Meu filho era louro, olhos verdes, e tinha mais de um metro e 80 de altura”. Nilo o leu em voz alta, dizendo antes disso: “Vejam, senhores juízes, esta mãe aflita quebra a incomunicabilidade deste júri e me envia estas palavras”.
Eu era muito jovem e mais crédula e romântica do que ainda sou, mas juro que acredito ter visto o juiz militar da Marinha se comover. Não havia provas. Meu irmão foi absolvido. Era uma ditadura sanguinária. Surpreende que, hoje, conquistada a tão ansiada democracia, haja condenações por indícios dos indícios dos indícios ou coisa parecida…
Muito obrigada.
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Entre a emoção e o escárnio

É parte das crenças nas redações que o jornalista, por viver imerso nos fatos e em contato quase permanente com os dramas da sociedade, acaba por desenvolver uma espécie de capa impermeável emocional.
Essa seria uma qualidade exigida, por exemplo, para os repórteres de televisão e rádio, os âncoras dos telejornais e os entrevistadores em geral.
http://epoca.globo.com/edic/329/jn06.jpg 
Apresentador do Jornal Nacional, da Rede Globo, William Bonner costuma ser lembrado por ter sido capaz de noticiar a execução de seu colega Arcanjo Lopes do Nascimento, o Tim Lopes, em 2002, com o rosto praticamente impassível, sem demonstrar seus sentimentos.
Mas também é citado por não ter podido conter as lágrimas ao anunciar outra morte, no ano seguinte, a do seu patrão Roberto Marinho.
Essa característica atribuída a jornalistas tem sido também a origem de muitos equívocos na interpretação dos sentimentos alheios.
Eventualmente, correm até apostas nas redações sobre quanto tempo determinado acontecimento vai levar até começar a produzir anedotas entre jornalistas.
Um jornal importante, como o gaúcho Zero Hora, pode passar de manifestações explícitas de luto, como a colocação de faixa pretas em suas páginas, até o extremo oposto, o de admitir conteúdo de puro escárnio às vítimas.
Correm na internet manifestações de protesto contra a charge publicada na terça-feira, dia 29/01, pelo principal jornal da região Sul do País, sob o título “Uma nova vida.
A obra, assinada pelo veterano chargista Marco Aurélio, retrata uma longa fila de estudantes mortos, postados diante de um prédio identificado como “USP – Universidade de São Pedro”. Da porta, o próprio São Pedro recebe e direciona os jovens conforme a especialidade – arquitetos, sala 5 com Niemeyer; gente da pedagogia, com Gilberto Freire; medicina, sala 7 com Zerbini” – e assim por diante.
É uma referência direta aos mortos na boate Kiss, de Santa Maria, que o mais reles pasquim de quinta categoria teria pejo de exibir.
Após as primeiras críticas de leitores, o desenho desapareceu da versão online do jornal e o blog “Os diaristas”, que costumava publicar os trabalhos de chargistas e caricaturistas do grupo Zero Hora, foi tirado do ar.
Mas fica a pergunta: o que é que o jornal gaúcho pretendia ao publicar esse monumento ao mau gosto?
O jornalista, um fingidor
Na verdade, os jornalistas, como o inverso do poema, apenas fingem não sentir a dor que deveras sentem.
Por essa razão, entre outras, espera-se deles que dominem o vernáculo e as demais linguagens da comunicação, de modo a poderem se aproximar dos fatos com alguma objetividade, sem pieguice mas também sem frieza.
Em episódios de risco de má interpretação, a medida mais salutar é eliminar as fontes de possíveis equívocos.
No caso da tragédia de Santa Maria, o mais correto seria dispensar os chargistas de terem que caminhar na corda bamba.
Mesmo porque uma seção de humor é a última coisa que o leitor gostaria de ver num jornal em uma ocasião como essa.
Nesta quinta-feira (31/01), os jornais de circulação nacional começam a deixar para trás os relatos emocionados de sobreviventes e parentes das vítimas fatais e investem na apuração das causas da tragédia.
Além disso, instigam as autoridades a tomar uma posição mais clara quanto à necessidade da prevenção de riscos nas casas noturnas em outras cidades.
A Folha de S. Paulo volta a tratar do assunto em manchete, noticiando que a prefeitura da capital paulista promete fazer uma avaliação das boates da cidade em noventa dias.
O Estadão informa, na primeira página, que o dono da boate Kiss instalou a espuma de plástico que gerou a fumaça tóxica sem consultar os bombeiros nem a prefeitura de Santa Maria. E também registra as medidas preventivas tomadas em São Paulo.
O Globo alerta que há no Rio de Janeiro 49 espaços culturais sem alvará e também anuncia um mutirão de vistorias.
Os familiares das vítimas finalmente podem se retirar para o luto privado, com menos risco de virem a ser convocados a expor suas penas diante das câmeras.
O foco agora á a caça aos responsáveis, e, claramente, a imprensa escolheu entre os dois proprietários da casa noturna de Santa Maria aquele que vai levar a carga mais pesada.
Ao mesmo tempo, as luzes começam a se afastar do prefeito e do comandante local do Corpo de Bombeiros.
Mas, até esta quinta-feira, ninguém havia divulgado o nome que assina o laudo que liberou aquela ratoeira.
Luciano Martins Costa
No Observatório da Imprensa
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Uruguai propõe trocar armas de fogo por computadores ou bicicleta

O governo do Uruguai, comandado pelo presidente José Pepe Mujica, planeja implementar, em fevereiro ou março, o programa “Armas para a vida”, ainda em fase de elaboração, que permita à população trocar armas de fogo por bicicletas ou notebooks. Estima-se que no país com três milhões de habitantes haja um milhão de armas.
Mujica
Pepe Mujica, presidente do Uruguai
“A campanha propõe uma troca: o cidadão entrega uma arma de fogo e recebe em troca outra: uma arma para a vida”, declarou o Ministério do Interior em um comunicado. O programa, no entanto, ainda está em fase de elaboração.
“São essas mesmas armas as que, em algum momento e por diversas causas como venda e roubo, podem terminar ingressando no mercado ilegal de armamentos ao qual recorrem as pessoas delinquentes”, explicou a pasta por meio de Fernando Gil, responsável pela comunicação.
A meta é colaborar com o desarmamento da sociedade, “no caminho para uma convivência mais harmônica, na qual as diferenças sejam solucionadas por meio do diálogo e a negociação, como declarou Gil.
Segundo o governo, o objetivo é lançar o programa em fevereiro ou março em paralelo com a aprovação, no Parlamento, de um projeto de lei que converterá em crime o porte ilegal de armas e buscará combater seu tráfico. O texto, que deverá ser tratado após o recesso parlamentar de janeiro, prevê penas rígidas para quem tenha armas de maneira irregular.
Após a promulgação, os cidadãos terão um prazo de seis meses para entregar sua arma ou legalizá-la. O não cumprimento poderá resultar em penas que variam de um a 12 anos de reclusão.
No último ano, o país que se orgulha de ser tranquilo, teve mais de 30 assassinatos em 2013 e fechou 2012 com um recorde de 290 homicídios, cerca de 90 a mais que em 2011. A violência custa ao país 1,2 bilhões de dólares por ano.
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Cartaz da Copa faz homenagem ao PSDB?

O cartaz da FIFA para a Copa de 2014 apresenta uma detalhe curioso. No desenho que forma o contorno do Brasil, na altura do estado de SP, aparece um tucano, como a lembrar "Esse território é nosso". Teria sido um ato falho da agência Crama Design?

No Inter ação
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Pibinho mineiro

Fraude Econômica: Pibão da dupla Aécio-Anastasia é prá lá de brochante
Minas está é na merda com estes tucanos
No Língua de Trapo
 
A grande imprensa ignorou a derrapagem da economia mineira. Mas a revista Mercado Comum publicou matéria sobre o fato e reproduzo o início dela logo abaixo. Para quem desejar acessar na íntegra, clique aqui.
A imprensa, de fato, já é soldado na guerra entre partidos (guerra que pouco significa no dia-a-dia do brasileiro).

IBGE OFICIALIZA O DECLÍNIO ECONÔMICO DE MINAS

O governador Antonio Anastasia, baseado em dados que lhe foram fornecidos pela Fundação João Pinheiro, anunciou, no dia 16 de março de 2011, que o crescimento do PIB do Estado de Minas Gerais no ano de 2010 havia alcançado 10,9%, “um resultado extraordinário, superior aos países que têm forte dinamismo econômico”, afirmou na ocasião.
No entanto, estes dados não se confirmaram e o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística anunciou, no dia 23 de novembro último, ter sido o crescimento do PIB de Minas de 8,9% e não de 10,9%, como divulgou o governador. O IBGE classificou o crescimento econômico do Estado em 10º lugar naquele ano, tendo sido o seu desempenho superado pelos estados de Tocantins, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Acre, Paraíba, Paraná, Amazonas e Roraima. O IBGE divulgou, também, que no acumulado do período de 2002-2010, Minas obteve o sétimo pior desempenho econômico do País e ocupa o 22º lugar no ranking dos estados brasileiros em crescimento de sua economia. Tais dados comprovam e não deixam mais nenhuma dúvida sobre a realidade do declínio econômico de Minas Gerais.
Em solenidade realizada com a presença da imprensa e tendo ao seu lado a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, a presidente da Fundação João Pinheiro, Marilena Chaves e o diretor do Centro de Estatística e Informações da FJP, Frederico Poley, o governador declarou à imprensa à época:
“Tenho a satisfação de informar aos mineiros e ao Brasil que o crescimento do nosso PIB foi de 10,9%. É um resultado extraordinário, superior, inclusive, aos padrões dos países que têm tido forte dinamismo econômico, como a China e Índia, e bem superior ao do Brasil, que foi de 7,5%. Isso sinaliza a retomada efetiva da economia do Estado e vamos continuar trabalhando para que tenhamos crescimento econômico sempre”.
Como o órgão que mede o crescimento do PIB no Estado é a Fundação João Pinheiro, o governador baseou-se em dados fornecidos por ela. Á época, de acordo com o Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro, “a taxa de expansão do PIB mineiro de 2010 era a maior da série histórica iniciada em 1995 pela Fundação. Trata-se do melhor resultado de crescimento econômico do Estado dos últimos 15 anos. Até então, o recorde foi verificado em 2004, quando a economia mineira cresceu 5,9%”
A Secretária Dorothea Werneck, naquela oportunidade, também ressaltou que este percentual era superior ao crescimento do PIB da China e da Índia:
“Todos comemoraram a taxa de crescimento do Brasil em 7,5% e estamos anunciando 10,9%, crescimento maior do que a China (10,3%) e maior do que a Índia (8,6%). Estamos vivendo em um Estado que está com um crescimento muito acima da média e isso significa para nós, mineiros, melhor qualidade de vida através da geração de mais empregos, mais renda, através de um potencial de maior consumo ainda em nosso Estado”.
O percentual de crescimento de Minas, divulgado pelo governador, conflitou substancialmente, no entanto, com os números divulgados no último dia 23 deste mês pelo IBGE, segundo o qual o crescimento de Minas naquele ano foi de 8,9%, classificando este resultado o Estado em décimo lugar entre todas as unidades da federação. Estão na frente de Minas, Tocantins, com 14, %, Espírito Santo, com 13,8%, Rondônia, com 12,6%, Mato Grosso do Sul, com 11%, Acre, com 10,9%, Paraíba, com 10,3%, Paraná, com 10%, Amazonas, com 10% e até Roraima, com 9,6%.
No Rudá Ricci
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Charge online - Bessinha - # 1671

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Com licença, outro palpite

O prefeito se desdobra em explicações, mas o nome do responsável pela fiscalização nem entrou no noticiário
A facilidade com que os jornalistas brasileiros podemos distribuir culpas, sem maior verificação nem menor reflexão, mais conturba do que ajuda a consertar os desarranjos nacionais. A tragédia de Santa Maria reproduz vários exemplos nesse sentido.
Como sempre em dramas e tragédias municipais, foi posta imediatamente uma corda no pescoço do prefeito local. Problemas com a fiscalização e as consequentes licenças para atividade da boate. Não há dúvida de que o problema existe, por parte da prefeitura ou do Corpo de Bombeiros.
Mas será mesmos aos prefeitos que cabem a tarefa e a responsabilidade de fiscalizar, a meio dos seus afazeres, boates e prédios em geral? Enquanto, desde a tragédia, o prefeito se desdobra em entrevistas e explicações, o nome do responsável pelo departamento municipal de fiscalização nem sequer entrou no noticiário. Deveria ser o primeiro procurado para explicar a situação das relações legais entre as características da boate e o cumprimento, ou não, das responsabilidades exigidas a respeito, tanto da casa como do setor de fiscalização.
Houve, de início, licenciamento correto? As fiscalizações periódicas foram realizadas como exigido, resultando em liberação ou em exigências? Em caso negativo, o que o causou? Quem fez cada uma das fiscalizações, se foram feitas? E, como estamos no Brasil, se as respostas foram insatisfatórias, as condições de vida e de bens do pessoal de fiscalização são compatíveis com a remuneração?
Mais ou menos o mesmo deveria estar feito quanto aos bombeiros e a alegada 'análise' que desde 19 de outubro impediu a aprovação ou reprovação da boate. Cá por mim, já vi numerosas inspeções de bombeiros em áreas de risco, como setores gráficos com todos os seus inflamáveis, e a prática dos inspetores nunca exigiu mais do que observação objetiva, para exigência ou breve produção de laudo aprobatório. O que havia na boate a ser tão 'analisado'? Não foi perguntado nem dito. Mas a resposta existe: nada, nem mesmo as bebidas duvidosas e as poeiras animadoras, capaz de exigir três meses de análises.
Com a investida sobre o prefeito, seus congêneres e governadores providenciam fiscalizações urgentes nos seus arraiais. Não adiantam de nada, mas dão algum sossego e notícias favoráveis. Para levar ao efeito necessário, todas as fiscalizações de segurança têm de ser feitas a qualquer tempo, sem aviso, e não só na ocasião dos relicenciamentos. As alterações feitas depois das fiscalizações são regra geral em empreendimentos sujeitos a inspeção. Depois se ajeitam as coisas, que jeitinho é para isso, na futura fiscalização.
Também sem haver alguma ordenação no lado das prefeituras e dos governos, nada melhorará na insegurança. São pelo menos três, e com frequência bem mais, os setores do poder público responsáveis pelas condições proporcionadas ao público, por exemplo, nas casas de diversão: prefeitura, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Quando não, também, as áreas de meio ambiente, de saúde pública, de trânsito e de plano urbanístico. Cada um agindo ou não agindo por si. A irracionalidade é um dos nossos patrimônios nacionais, mas sem alguma racionalização nessa balbúrdia, nada feito. Muito menos a pretendida criação de mais leis, já comentada ontem na Folha pela atenção ininterrupta de Fernando Rodrigues.
Bem, alguma coisa sempre é feita, sim. O governo Alckmin decidiu fiscalizar todas as casas noturnas com mais de 1.000 m². Pronto. Agora é só os possíveis frequentadores verificarem, antes de entrar, quanto a casa mede. Se tiver mais de 1.000 m² e não exibir todas as licenças, o freguês já sabe: não entra, vai correr riscos nas casas com 999 m² ou menos, que não serão fiscalizadas.
Janio de Freitas
No fAlha
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Rádio Globo pede desculpas pelo o imperdoável

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No Maria da Penha Neles!
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No PT, Zé de Abreu migra do palco para a política

:
Um dos militantes políticos mais ativos da internet brasileira, o ator José de Abreu decide se filiar ao PT e será âncora dos próximos programas do partido; com o apoio do ex-presidente Lula, ele tentará ser deputado federal, mas uma de suas principais missões é ajudar a eleger Lindbergh Farias governador do Rio em 2014; ao 247, ele falou sobre a decisão: "O PT precisa reconquistar os intelectuais, os artistas e a juventude"; segundo ele, "enquanto a esquerda se distraiu, a direita se organizou"
Com mais de 72 mil seguidores no Twitter, o ator José de Abreu é hoje um dos principais militantes políticos brasileiros. Incansável, ele divide o tempo em atuação no teatro e nas novelas, como em Avenida Brasil, com sua tribuna nas redes sociais, que é, inegavelmente, uma das mais influentes do País. Agora, ele está prestes a se reinventar mais uma vez. Quinze dias atrás, numa conversa com o ex-presidente Lula, o ator global decidiu se filiar ao PT e irá concorrer ao cargo de deputado federal, em 2014. "Chegou a hora de uma ação política direta", disse ao 247.
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Desemprego fica em 4,6% em dezembro e fecha 2012 com média de 5,5%

A taxa de desocupação foi estimada em 4,6% em dezembro de 2012, a menor taxa de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) iniciada em março de 2002, registrando queda de 0,3 ponto percentual em relação ao resultado apurado em novembro (4,9%) e estabilidade em relação a dezembro de 2011(4,7%).
Com esse resultado, na média dos 12 meses de 2012, a taxa de desocupação ficou em 5,5%, também a menor média anual, inferior em 0,5 ponto percentual à observada em 2011 (6,0%) e 6,9 pontos percentuais abaixo da média de 2003 (12,4%)
A população desocupada em dezembro de 2012 (1,1 milhão de pessoas) caiu 6,0% no confronto com novembro (menos 72 mil pessoas) e manteve-se estável em relação a dezembro de 2011. No ano de 2012, os desocupados somaram, em média, 1,3 milhão de pessoas, 6,1% a menos que em 2011 (1,4 milhão), o que representou menos 87 mil desocupados em um ano. Com relação a 2003 (2,6 milhões), o contingente de desocupados caiu 48,7% ou seja, nesse período a redução atingiu 1,3 milhão de pessoas.
A população ocupada (23,4 milhões) manteve-se estável frente a novembro e apresentou aumento de 3,1% no confronto com dezembro de 2011, o que representou elevação de 703 mil ocupados no intervalo de 12 meses. Na média de 2012, os ocupados somaram 23 milhões de pessoas, um contingente 2,2% maior que o de 2011 (22,5 milhões) e 24% superior a 2003.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,6 milhões) cresceu 1,3% na comparação com novembro, e teve elevação de 3,6% na comparação com dezembro de 2011, o que representou um adicional de 408 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano. Esses resultados levaram, na média de 2012, a um recorde na proporção de trabalhadores com carteira assinada (10,9 milhões) em relação ao total de ocupados: 49,2%, frente a 48,5% em 2011 e 39,7% em 2003.
O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.805,00) caiu 0,9% em comparação com novembro. Frente a dezembro de 2011, cresceu 3,2%. A média anual do rendimento médio mensal habitualmente recebido no trabalho principal foi estimada em R$ R$1.793,96, o que correspondeu a um crescimento de 4,1%, em relação a 2011. Entre 2003 e 2012, o poder de compra do rendimento de trabalho aumentou em 27,2%.
O rendimento domiciliar per capita aumentou de 2011 para 2012 (R$1.211,33) em 5,2%. De 2003 para 2012, o crescimento chegou a 42,6%.
A massa de rendimento real habitual (R$ 42,7 bilhões) apresentou queda de 1,0% em relação a novembro. Em comparação a dezembro de 2011, a massa cresceu 6,5%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 46,2bilhões), estimada em novembro de 2012, subiu 7,3% no mês e 6,7% no ano.
A massa de rendimento real mensal habitual (média anual) estimada para 2012, em R$ 41,5 bilhões, nas seis regiões metropolitanas, resultou em um aumento de 6,2% em relação a 2011 e 57% na comparação com 2003.
A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na páginawww.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/
A publicação completa da Retrospectiva do Mercado de Trabalho 2003-2012 pode ser acessada na páginahttp://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/retrospectiva2003_2012.pdf
Taxa média de desocupação de 2012 é inferior a de 2011 em 0,5 ponto percentual
Em 2012, foi registrado um contingente médio de 1,3 milhão de pessoas desocupadas, 6,1% inferior à média de 2011 (1,4 milhão), o que representou menos 88 mil desocupados em um ano. Em relação a 2003 (2,6 milhões de desocupados), o contingente de desocupados caiu 48,7%, ou seja, nesse período a redução atingiu 1,3 milhão de pessoas.
A taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa, que é formada pelos contingentes de ocupados e desocupados) de 2012 (média de janeiro a dezembro) foi estimada em 5,5%, 0,5 ponto percentual abaixo da observada em 2011 (6,0%). Na comparação com 2003, quando a taxa foi estimada em 12,4%, a redução foi de 6,9 pontos percentuais.
A tabela a seguir mostra a evolução da taxa de desocupação por ano para o total e cada uma das regiões pesquisadas pela PME.
População ocupada tem aumento de 2,2% de 2011 para 2012
A população ocupada no total das regiões da PME em 2012 (média de janeiro a dezembro) foi de 23 milhões de pessoas, 2,2% maior que a de 2011 (22,5 milhões), um incremento de aproximadamente 500 mil de pessoas. Esse resultado contribuiu para que a proporção de pessoas ocupadas, no total de pessoas com 10 anos ou mais de idade (média dos 12 meses), passasse de 53,7%, em 2011, para 54,2%, em 2012 (em 2003 era 50,0%). Em relação a 2003, a população ocupada cresceu 24,0%.
O nível da ocupação, estatística que mostra a proporção entre a PO e a PIA, alcançou seu maior percentual em 2012, de 54,2%. Frente a 2003, quando esse indicador era de 50,0%, a amplitude foi de 4,2 pontos percentuais. O crescimento do nível da ocupação foi proporcionado pelo aumento da população ocupada em percentuais superiores aos da população em idade ativa. O nível da ocupação das mulheres (43,0%) continua inferior ao dos homens (63,7%), entretanto, o aumento em relação a 2003 e 2011 foi superior ao dos homens. A pesquisa aponta ainda que, em relação a 2003, aumentou o nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos (de 53,8% para 60,8%) e da população de cor preta ou parda (de 48,5% para 53,6%).
A participação das mulheres na população ocupada praticamente não se alterou, passando de 45,4%, em 2011, para 45,6%, em 2012. Ressalta-se que no confronto com 2003 (43,0%), houve elevação significativa das mulheres no mercado de trabalho.
O grupamento de atividade que apresentou a maior elevação da participação na população ocupada (de 13,4% em 2003 para 16,2% em 2012) foi o de Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (crescimento de 2,7 pontos percentuais).
Trabalhadores com carteira são 49,2% dos ocupados
No ano de 2012, 11,3 milhões de trabalhadores eram empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado. O percentual dos trabalhadores com carteira assinada em relação ao total de ocupados passou de 48,5% em 2011 para 49,2% em 2012 (em 2003 eram 39,7%).
O estudo mostra que aumentou em 5,4 milhões o contingente de trabalhadores contribuindo para a previdência. Consequentemente o percentual de pessoas ocupadas que contribuíam para a previdência em 2012 aumentou, atingindo 72,8%, 1,8 ponto percentual maior em relação a 2011. Em 2003 o percentual de contribuintes na população ocupada era 61,2%.
Pessoas com 50 anos ou mais de idade representam 22,5% da população ocupada
De 2011 para 2012, a proporção de pessoas com 50 anos ou mais de idade na população em idade ativa aumentou de 30,1%, para 30,9%. A presença delas no mercado de trabalho como ocupadas passou de 22,0%, para 22,5%. Em 2003, este grupo representava 16,7% da população ocupada.
Trabalhadores com 11 anos ou mais de estudo são 62,2% da população ocupada
De 2011 para 2012, a escolaridade da população com 10 anos ou mais de idade aumentou. A proporção de pessoas com 11 anos ou mais de estudo cresceu 1,4 ponto percentual (de 45,8%, em 2011, para 47,2%, em 2012). Em 2003, este percentual era 34,3% (de 2003 para 2012 cresceu 12,9 pontos percentuais). Entre os trabalhadores, o avanço da população com 11 anos ou mais de estudo também foi percebido, passando de 60,7%, para 62,2%. De 2003 para 2012, a proporção de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo cresceu 15,5 pontos percentuais (de 46,7%, para 62,2%). Aumentou também o contingente de trabalhadores com o ensino superior completo. Em 2003 eles representavam 13,8%, em 2012 esta estimativa ficou próxima de atingir 1/5 dos ocupados (19,6%).
Em 2012, as pessoas ocupadas tinham uma jornada média semanal de 40,3 horas efetivamente trabalhadas, contra 41,3 horas em 2003. São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram jornadas (ambas com 40,6 horas) superiores à média das seis regiões.
Rendimento médio de trabalho aumenta, mas disparidades persistem
Em 2012, a média anual do rendimento médio mensal habitualmente recebido no trabalho principal foi estimada em R$1.793,96, a mais alta desde 2003, o que correspondeu a um crescimento de 4,1%, em relação a 2011. Entre 2003 e 2012, o poder de compra do rendimento de trabalho aumentou em 27,2% (em 2003 era de R$1.409,84 reais).
A pesquisa apontou disparidades entre os rendimentos de homens e mulheres e, também, entre brancos e pretos ou pardos. Em 2012, em média, as mulheres ganhavam em torno de 72,7% do rendimento recebido pelos homens (R$1.489,01 contra R$2.048,34). A menor proporção foi a registrada em 2007, de 70,5%.
O rendimento dos trabalhadores de cor preta ou parda, entre 2003 e 2012, teve um acréscimo de 46,0%, enquanto o rendimento dos trabalhadores de cor branca cresceu 26,0%. Mas a pesquisa registrou, também, que os trabalhadores de cor preta ou parda ganhavam, em média, em 2012, pouco mais da metade (56,1%) do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca - as médias anuais do rendimento foram de R$ 1.255,92 para os trabalhadores de cor preta ou parda, enquanto a dos trabalhadores de cor branca foi de R$ 2.237,14. Em 2011, esta razão era 54,2%. Destaca-se que, em 2003, não chegava à metade (48,4%).
De 2011 para 2012, o rendimento aumentou em todas as formas de inserção: trabalhadores por conta própria (6,7%); trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (3,4%); militares e funcionários públicos estatutários (2,7%) e empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (2,6%). Para os empregadores foi registrada queda de 1,2%.
O mesmo ocorreu nos grupamentos de atividade, todos apresentaram ganho no poder de compra do rendimento do trabalho. Em termos percentuais, os grupamentos com os maiores aumentos foram os que tinham os menores rendimentos. No período de 2011-2012, houve ganho no rendimento dos grupamentos: Serviços domésticos, 7,6%; Construção, 4,6%; Comércio, 4,2%; Outros serviços, 3,8%; Indústria, 3,6%; Serviços prestados às empresas, 3,5%, Educação e saúde, 3,4%.
Nos Serviços domésticos, na comparação 2003- 2012, foi verificado o maior aumento entre os grupamentos, 53,2%. Ainda em relação a 2003, outro grupamento de destaque foi o da construção, composto em sua maioria por pedreiros, que apresentou ganho de 43,5%, neste período.
O rendimento domiciliar per capita aumentou 5,2% de 2011 (R$1.085,66) para 2012 (R$1.211,33). De 2003 para 2012, o crescimento chegou a 42,6%.
A massa de rendimento real mensal habitual (média anual) estimada para 2012, em R$ 41,5 bilhões, nas seis regiões metropolitanas, resultou em um aumento de 6,2% em relação a 2011. Na comparação com 2003, o aumento chegou a 57,0%.
Resultados de dezembro de 2012: desocupação cai para 4,6%
Regionalmente, na comparação com novembro de 2012, a taxa de desocupação manteve-se estável em todas as regiões. No confronto com dezembro de 2011, a taxa recuou em Salvador (2,0 pontos percentuais) e no Rio de Janeiro (0,9 ponto percentual), registrou alta em Recife (0,9 ponto percentual) e não variou nas demais regiões. Cabe destacar que nas Regiões Metropolitanas de Salvador (5,7%), Belo Horizonte (3,5%), Rio de Janeiro (4,0%) e Porto Alegre (3,0%), a taxa atingiu, em dezembro de 2012, o menor valor da série.
O contingente de desocupados, estimado em 1,1 milhão de pessoas no agregado das seis regiões investigadas, não assinalou variação em nenhuma das regiões pesquisadas na comparação mensal. Em relação a dezembro de 2011, houve elevação na Região Metropolitana de Recife (24,7%) e declínio em Salvador (25,2%) e no Rio de Janeiro (17,0%).
Para a população ocupada (23,4 milhões de pessoas), no total das seis regiões metropolitanas, na análise por grupamentos de atividade econômica, de novembro para dezembro de 2012, houve variação apenas nos grupamentos Construção (declínio de 3,4%) e Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (aumento de 3,3%). Em relação a dezembro de 2011, três grupamentos registraram ganho: Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (6,2%); Educação, saúde, administração pública (6,0%) e Outros Serviços (4,6%).
O nível da ocupação, estimado em dezembro de 2012 em 55,1% para o total das seis regiões, não variou frente a novembro último e cresceu 1,1 ponto percentual em relação a dezembro de 2011. Regionalmente, na comparação mensal, esse indicador não apresentou variação. Frente a dezembro de 2011, três regiões mostraram acréscimos: Recife e Rio de Janeiro (1,2 ponto percentual) e São Paulo (1,3 ponto percentual).
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores, na análise regional, em relação a novembro de 2012, aumentou na Região Metropolitana de Salvador (2,8%). Caiu em Recife (2,4%), São Paulo (1,7%), Belo Horizonte (1,1%), Rio de Janeiro (0,6%) e não registrou alteração em Porto Alegre. Frente a dezembro de 2011 o rendimento registrou alta em Recife (7,9%), Belo Horizonte (6,8%), Rio de Janeiro (1,9%), São Paulo (3,7%), Porto Alegre (4,6%) e recuou em Salvador (-4,5%).
Na análise mensal do rendimento médio real habitual por grupamentos de atividade, foi verificado ganho em Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (1,5%) e Serviços domésticos (1,5%). Foi verificada queda em Construção (-2,3%), Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-1,3%), Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-0,6%), Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-0,2%) e Outros serviços (-3,4%). Na comparação com dezembro de 2011, foi verificado ganho em Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (2,2%), Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (5,8%), Serviços prestados à empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (6,4%), Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,2%) e Serviços domésticos (6,7%), enquanto houve queda em Construção (-0,6%) e Outros serviços (-1,5%).
Por posição na ocupação, em relação a novembro, houve ganho para os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (2,6%) e militares e funcionários públicos (2,1%). Houve queda para os empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (-0,3%) e para os trabalhadores por conta própria (-1,3%).
Na comparação com dezembro de 2011, houve ganhos para todas as categorias: empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (1,9%), empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (11,5%), militares ou funcionários públicos estatutários (4,6%), trabalhadores por conta própria (2,6%).
Em relação a novembro, o rendimento domiciliar real habitual per capita dos ocupados (R$ 1.231,94) cresceu 0,9%. Em relação a dezembro de 2011, o aumento foi de 5,0%. Na tabela abaixo, os valores e as variações desse indicador para as seis regiões metropolitanas investigadas pela PME.
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“Não existe mais nenhuma razão de se manter o bloqueio”, diz Lula em Cuba

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
“Não existe mais nenhuma razão de se manter o bloqueio [de Cuba] a não ser a teimosia de quem não reconhece que perdeu a guerra, e perdeu a guerra para Cuba”, disse hoje, dia 30, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar no encerramento da 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, patrocinada pela Unesco.“Espero que [Barack] Obama neste mandato tenha um olhar mais igualitário e mais justo para a nossa querida América Latina”, defendeu o ex-presidente. E completou: “Como sou otimista, eu acredito que um dia os Estados Unidos vão rever a sua posição, e espero que seja no governo Obama, pois tem nenhuma razão para continuar com o bloqueio a Cuba.”
A Conferência, a terceira realizada em 10 anos, é patrocinada pela Oficina do Programa Martiano, que se propõe a debater internacionalmente a contribuição intelectual do herói da independência cubana, José Martí. O evento coincide com os 160 anos de Martí e com o aniversário de 60 anos da invasão do Quartel Moncada, um importante marco da revolução cubana, e reuniu cerca de 1500 participantes, dos quais 800 estrangeiros de 44 países.
Lula abriu o seu discurso pedindo um minuto de silêncio para as vítimas do incêndio em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e fez uma homenagem a Hugo Chavez, que se encontra internado em Havana, em tratamento de saúde. E ressaltou a importância do evento para a integração latino-americana. “Vocês não podem voltar para suas casas e simplesmente colocar isso [a participação no evento] nas suas biografias. É necessário que vocês saiam daqui cúmplices e parceiros de uma coisa maior, de uma vontade de fazer alguma coisa juntos mesmo não estando reunidos”, afirmou Lula. A interação permitida pelos meios de comunicação modernos, como a internet, abre grandes possibilidades de furar o bloqueio de informação imposto pela mídia tradicional aos governos progressistas e ao processo de integração latino-americano. “Nunca tivemos tanta oportunidade de sermos tão independentes”, observou.
“Nem reclamo, porque no Brasil a imprensa gosta muito de mim”, ironizou o ex-presidente. E deu a sua opinião sobre a razão pela qual a mídia tradicional tem resistência a ele: “Eu nasci assim, eu cresci assim e vou continuar assim, e isso os deixa [os órgãos de imprensa] muito nervosos”. O mesmo se aplicaria aos outros governos progressistas da América Latina: “Eles não gostam da esquerda, não gostam de [Hugo] Chávez, não gostam de [Rafael] Correa, não gostam de Mujica, não gostam de Cristina [Kirchner],não gostam de Evo Morales, e não gostam não pelos nossos erros, mas pelos nossos acertos”, disse. Para Lula, as elites não gostam que pobre ande de avião, compre um carro novo ou tenha uma conta bancária.
“Quem imaginava que um índio, com cara de índio, jeito de índio, comportamento de índio, governaria um país e, mais do que isso, seu governo daria certo?”, indagou Lula, referindo-se a Evo Morales, presidente da Bolívia. Ele contou que a direita brasileira queria que ele brigasse com Evo, quando ele estatizou a empresa de gás boliviana, que era de propriedade da Petrobras. “Aí eu pensei: eu não consigo entender como um ex-metalúrgico vai brigar com um índio da Bolívia”, contou o ex-presidente, sob os aplausos da plateia.
Maria Inês Nassif
No Instituto Lula
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Batalhão inteiro de policiais planejou morte de Patrícia Acioli

7º BPM inteiro planejou morte de Patrícia Acioli por vingança, diz delegado. Segundo Filipe Ettori, todos tiveram participação no caso
juiza patrícia acioli assassinato
Patrícia Acioli foi brutalmente assassinada.
Juíza era responsável por condenar policias assassinos e corruptos.
O delegado Filipe Ettori, que comandou o inquérito de investigação do assassinato da juíza Patrícia Acioli, deu detalhes da participação dos três policiais militares que estão sendo julgados nesta terça-feira (29) pelo crime no 3º Tribunal do Júri de Niterói (RJ). Segundo ele, todos tiveram participação direta no homicídio, junto com o PM Sérgio Costa Júnior, que já foi condenado. O delegado afirmou que o batalhão inteiro planejou o assassinato da juíza por vingança, já que ela havia ordenado a prisão de todos por crimes em São Gonçalo.
Ettori afirmou que todos os agentes do Grupo de Ações Táticas e Especiais (Gate) do 7º Batalhão de Polícia Militar (BPM), ao qual pertenciam Jeferson de Araujo Miranda, Júnior Cezar de Medeiros e Jovanis Falcão Junior, aceitaram abrir mão de suas partes em “espólios de guerra” (dinheiro de extorsão a traficantes, apreensões, propinas) para pagar os colegas que praticaram o crime. Nas casas dos três, foram encontradas provas da participação direta no assassinato.
Segundo o delegado, na casa de Medeiros foram encontrados R$ 23 mil em dinheiro e R$ 10 mil em cheques, enquanto na residência de Falcão havia cocaína, maconha, as chaves das duas motos utilizadas no crime. Na casa de Miranda, a polícia encontrou uma touca ninja e capacetes.
“Todos os agentes do Gate respondiam a processos na vara da juíza por homicídios praticados em autos de resistência. Eles atuavam em 20 comunidades de São Gonçalo, e toda a guarnição foi presa no início de 2011 pela juíza, o que estremeceu de vez a relação dos policiais com Patrícia. O comandante do batalhão retirou sua escolta e em março eles começaram a planejar seu assassinato, que em princípio seria cometido por uma milícia, o que não foi efetivado”, explicou o delegado.
Um carro e as motos, além das armas usadas no crime, foram compradas pelos três com o dinheiro das extorsões dos traficantes. Antes de cometerem o assassinato, eles fizeram duas tentativas de matar a juíza – mas, em uma delas, Jeferson, que estava no Fórum controlando a saída de Patrícia, dormiu. Na outra, Patrícia não foi a uma reconstituição de crime em que era esperada. As motos e as armas foram apreendidas em Jacarepaguá, perto da residência de um dos acusados.
Imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial filmaram os acusados no carro do comandante do Gate, Daniel dos Santos Benitez, que também foi visto no condomínio da juíza no momento do assassinato. As antenas dos celulares deles também comprometeram os policiais, já que emitiram sinal da região no mesmo horário
O assassinato de Patrícia Acioli
Patrícia foi morta com 21 tiros em agosto de 2011, quando chegava em casa, em Piratininga, Niterói. O caso teve a primeira condenação em dezembro do ano passado, quando o cabo da polícia militar Sérgio Costa Junior, réu confesso, foi sentenciado a 21 anos de prisão. Ele admitiu ter atirado 15 vezes na juíza e obteve a delação premiada, que diminuiu em 15 anos a sua pena.
A Justiça ainda não tem data para os julgamentos dos dois principais acusados do crime: o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que comandava o 7º BPM (São Gonçalo) na época do assassinato e teria sido o mandante do crime, e o tenente Daniel dos Santos Benitez, que chefiava diretamente o grupo de PMs acusados do crime.
No Jornal do Brasil
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