26 de jan de 2013

Quer saber a diferença entre PSDB e PT?

Enquanto FHC fazia pronunciamento sobre racionamento de energia, apagão e multa...


...Dilma faz pronunciamento sobre a redução da tarifa de energia elétrica e o aumento da produção de energia!


Percebeu a diferença?

É simples assim!
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A religião segundo David Hume

Ao longo da história, a religião tem inflamado o fanatismo mais que qualquer outra coisa
O rei Charles I acabou decapitado
O rei Charles I acabou decapitado
Leio, no iPad, a monumental História da Inglaterra de David Hume, filósofo, historiador e escritor inglês do século XIX. (O iPad é uma festa para quem quer encontrar e ler clássicos de graça.)
E uma passagem me remete a um tema que despertou entre os leitores uma apaixonada polêmica: a religião.
Hume, um dos grandes ideólogos do liberalismo, viveu e morreu como um verdadeiro filósofo.  Era um homem simples, frugal, honesto, leal, corajoso, moderada até em sua única vaidade — literária. Segundo seu amigo e admirador Adam Smith, Hume chegou moralmente ao ponto mais alto que a fragilidade humana permite.
Vários trechos da A História da Inglaterra me despertam a atenção admirada. Num deles, no capítulo que trata de Carlos I, o rei inglês que se bateu com o Parlamento e acabou deposto e decapitado em meados do século XVII na primeira revolução burguesa da humanidade, Hume lança um olhar para a influência da religião entre os britânicos nos dias do monarca infeliz.
Assim disse Hume: “De todas as nações européias, a Grã Bretanha era naquele momento, e por muito mais tempo, a mais influenciada por aquele espírito religioso que tende mais a inflamar o fanatismo do que a promover a paz e a caridade.”
São palavras eternas.
Lamentavelmente, ao longo da história, a religião tem servido muito mais para piorar do que para melhorar as pessoas e a sociedade. Quem acaba dominando-a não são os moderados, os tolerantes, aqueles que aceitam a diversidade. São os radicais, os fanáticos, os que acham que podem matar os infiéis em nome de seu Deus, seja qual for.
David Hume
David Hume
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Os que devem morrer

 
A ciência prolonga a vida dos homens; a economia liberal recomenda que morram a tempo de salvar os orçamentos. O Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, deu um conselho aos idosos: tratem logo de morrer, a fim de resolver o problema da previdência social.
Este é um dos paradoxos da vida moderna. Estamos vivendo mais, e, é claro, com menos saúde nos anos finais da existência. Mas, nem por isso, temos que ser levados à morte. Para resolver esse e outros desajustes da vida moderna, teríamos que partir para outra forma de sociedade, e substituir a razão do “êxito” e da riqueza pela ética da solidariedade.
Ocorre que nem era necessário que esse senhor Taso Aro – que, em outra ocasião, ofereceu o Japão como território seguro para os judeus ricos do mundo inteiro – expusesse essa apologia da morte. A civilização de nosso tempo, baseada no egoísmo, com a economia servidora dos lucros e dos ricos, e, sobretudo, dos banqueiros, é, em si mesma, suicida.
É claro que, ao convidar os velhos japoneses a que morram, Aro não se refere aos milionários e multimilionários de seu país. Esses dispensam, no dispendioso custeio de sua longevidade, os recursos da Previdência Social e dos serviços oficiais de saúde de seu país. Todos eles têm a sua velhice assegurada pelos infindáveis rendimentos de seu patrimônio.
Os que devem morrer são os outros, os que passaram a vida inteira trabalhando para o enriquecimento das grandes empresas japonesas e multinacionais. Na mentalidade dos poderosos e dos políticos ao seu serviço, os homens não passam de máquinas, que só devem ser mantidos enquanto produzem, de acordo com os manuais de desempenho ótimo. Aso, em outra ocasião, disse que os idosos são senis, e que devem, eles mesmos, de cuidar de sua saúde.
Não podemos, no entanto, ver esse desatino apenas no comportamento do ministro japonês, nem em alguns de seus colegas, que têm espantado o mundo com declarações estapafúrdias. O nível intelectual e ético dos dirigentes do mundo moderno vem decaindo velozmente nas últimas décadas. Não há mistério nisso. Os verdadeiros donos do mundo sabem escolher seus serviçais e coloca-los no comando dos estados nacionais.
São eles, que, mediante o Clube de Bielderbeg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.
A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.
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Thermidor no horizonte

 
Os leitores deste blogue se recordam que escrevi, durante o julgamento do mensalão, que o Supremo poderia preparar o Thermidor de Lula.
Apenas para recordar a ideia.
O Thermidor marcou um curso conservador da revolução francesa, quando várias garantias democráticas criadas a partir de 1789 foram suprimidas. Até o direito do povo escolher seus governantes pelo voto foi dificultado.
Guardando as imensas, quase insuperáveis distancias geográficas e históricas, eu fazia uma analogia com o que se passa no Brasil nos dias de hoje.
A partir da condenação de Dirceu, Genoíno e outros personagens importantes do governo Lula, havia o risco de se abrir um curso conservador na política brasileira.
Quero lembrar, claro, que não se pode impedir mudanças políticas à direita ou à esquerda – desde que elas sejam autorizadas pelo voto popular.
Todo poder emana do povo, que o exerce em nome de seus representantes eleitos – diz o artigo 1 da Constituição.
Assim, quando a população deu a Lula e Dilma um mandato para realizar o programa do PT, eles tinham todo direito de cumprir o que haviam anunciado.
Da mesma forma, entre 1994 e 2002, Fernando Henrique Cardoso realizou várias reformas na Constituição. Privatizou estatais, abriu o monopólio da Petrobrás e assim por diante.
Certo? Errado?
Não é este o debate. Tanto Lula como FHC tinham um mandato popular para fazer as mudanças pretendidas. Quando era preciso aprová-las no Congresso, o governo precisava correr atrás de apoio do Legislativo.
Reportagem de Juliano Basile publicada pelo Valor Econômico informa que a pauta de deliberações do Supremo para 2013 envolve questões que dizem respeito a decisões de caráter político, que podem interferir em decisões de Estado que refletem escolhas legítimas feitas por representantes eleitos.
Por exemplo: a Confederação Nacional do Comércio quer derrubar a lei 12.440, que exige uma certidão negativa de empresas com dívidas trabalhistas para participar de licitações públicas. Não consigo imaginar por que se poderia levar uma questão dessas para o Supremo – a menos, claro, que se pretenda obter ajuda do STF para autorizar o calote no bolso dos trabalhadores.
Sabemos que, do ponto de vista da população, a CLT envolve um conjunto imexível – como diria um antigo ministro do trabalho – de garantias para os assalariados. Ninguém se atreve a colocar esse debate em plenário pela certeza de que será abandonado pelos eleitores na eleição seguinte.
Há várias iniciativas desse tipo. São leis aprovadas pelo Congresso que se pretende, agora, modificar – sem votos.
Questiona-se o controle sobre propaganda de bebidas alcoólicas na TV e também a venda de cigarros com sabores e aroma – um recurso da indústria para seduzir a juventude. Também se quer abolir a legislação do áudio-visual que estabeleceu cotas para programação das TVs a cabo, definindo 3 horas e meia de programação nacional.
São alguns exemplos de um processo que levaram Juliano Basile resume ao dizer que “intervenção estatal na economia será julgada no STF.”
Já deu para entender qual é o assunto da reportagem, vamos combinar.
Advogado da CNI, com causas no STF, Gustavo Amaral esclarece: “não adotamos o discurso liberal de que o Estado não pode interferir mas fazemos uma discussão sobre a qualidade dessa intervenção.”
É um debate pertinente, não há dúvida. Mas será que um advogado tem o direito de querer definir o rumo da política econômica – liberal, monetarista, desenvolvimentista, o que for – sem passar pelo crivo das urnas?
Essa é a questão.
O papel do Estado tem sido uma questão central no debate eleitoral desde que as privatizações entraram na ordem do dia. Por que o eleitor não pode resolver essa questão?
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Charge online - Bessinha - # 1665

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