25 de jan de 2013

Derrubaram o Pinheirinho

 Imperdível  

É um documentário que conta a história dos quase 6000 moradores da ocupação "Pinheirinho". Essas pessoas moravam desde 2004 num terreno abandonado há mais de 20 anos, em São José dos Campos. Esse terreno era de propriedade de uma empresa que havia falido em 1989, a Selecta, pertencente ao empresário Naji Nahas.
Em julho de 2011, a justiça ordenou que as famílias fossem retiradas de lá. Em 22 de janeiro de 2012, a Polícia militar do estado de São Paulo realizou a reintegração de posse, colocando todos os 6000 para fora. A maioria deles saiu apenas com a roupa do corpo. No mesmo dia em que os moradores foram retirados do terreno, os tratores começaram a derrubar as casas com todos os pertences dos moradores dentro; o que é totalmente ilegal.
Essas pessoas além de perderem o teto, perderam tudo o que tinham, tudo o que compraram em quase 8 anos de trabalho. A maioria das famílias eram bem pobres, que ganhavam entre 0 e 3 salários mínimos, o que é bem pouco num estado com alto custo de vida como São Paulo.
O governo, em vez de regularizar a situação dos quase 6000 moradores, preferiu expulsar todos eles do terreno e criar um imenso problema social na cidade.
Este documentário conta a história completa do Pinheirinho, desde a origem do terreno até a ocupação em 2004, as várias tentativas de acabar com a ocupação, as tentativas de segregar os moradores, as falsas promessas da prefeitura em regularizar o terreno, a reintegração em janeiro de 2012, até os fatos mais próximos de janeiro de 2013, quando o documentário foi finalizado.
Direção: Fabiano Amorim

Dica do Polaco Doido
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Teria Dilma perdido a paciência?

A presidenta pela primeira vez elevou o tom ao se referir, indiretamente, à mídia nacional
Dilma
Dilma

Estaria a paciência de Dilma chegando ao fim?
É a principal questão que emerge depois de seu pronunciamento hoje,  mais incisivo e mais enfático do que o habitual.
Dilma se dirigiu, inicialmente,  a todos os brasileiros para anunciar que, a partir de agora, as contas de luz vão ficar 18% mais baratas. Mas depois falou diretamente, sem citá-la, à mídia. “Aqueles que estão sempre do contra vão ficando para trás”, disse ela.
Entre os governos de esquerda ou de centro esquerda da América do Sul, o brasileiro adotou sempre, primeiro com Lula e depois com Dilma, uma posição conciliatória perante adversários bem pouco cavalheirescos.
Pense em você. Se você grita numa discussão e seu oponente silencia, você tende a achar que ele está acuado, intimidado. E na maior parte das vezes você está certo. Então, você grita ainda mais, na crença de que assim vai vencer o confronto.
É mais ou menos o que vem ocorrendo no Brasil.
Em outros países, o cenário é diferente. Chávez, na Venezuela,  respondeu sempre no mesmo tom a todos os ataques recebidos dos conservadores interessados em desestabilizá-lo e desmoralizá-lo.
A tevê de Gustavo Cisneros, o Roberto Marinho venezuelano, tratou os seguidores de Chávez de “macacos”. Mas Chávez chamou Cisneros de “mafioso”. Cisneros acabou baixando o tom, posteriormente. Em outro caso, Chávez não renovou a concessão de um barão que tramara sua derrubada num golpe que durou dois dias.
Na Argentina, Cristina Kirchner está em guerra aberta contra o Clárin, um grupo que floresceu, como a Globo, na ditadura militar e acabou se tornando virtualmente monopolista.
É previsível, hoje, que Kirchner vença o duelo – e isso significaria um Clárin bem menor do que é hoje, e moralmente derrubado. Poucos argentinos lamentarão.
No Equador, Rafael Correa se bate também francamente com os barões da mídia. A mídia equatoriana está quase toda na mão de grandes bancos, o que significa que a imprensa “livre” para bater em Correa não é nada livre para investigar o mercado financeiro.
O Brasil destoou dos vizinhos. Um dos maiores símbolos disso foi o comparecimento de Lula ao enterro de Roberto Marinho, a quem dedicou elogios absurdamente descabidos, vista a folha corrida de nosso companheiro jornalista das Organizações Globo.
Dilma ergueu a voz hoje, ainda que ligeiramente.
É uma nova fase? Aguardemos. A tática conciliatória deu no que deu. Passados dez anos, os resultados estão claros. Basta ver, na mídia, o crescimento avassalador do número de colunistas dedicados a dar pauladas todos os dias no governo. São os escaravelhos (ou rolas-bosta, CTL) de que falou Boff, e são ubíquos e blindados. Podem cometer erros horrorosos que nada acontece: Merval enterrou Chávez há muito tempo, Mainardi anunciou Serra na presidência um ano antes das eleições de 2006, Kamel provou no JN que o atentado da bolinha de papel não era o atentado da bolinha de papel: os escaravelhos (rolas-bosta) são o último reduto da impunidade. Não são cobrados sequer pelo fracasso em convencer os leitores a votar de outra forma.
Os dois governos petistas cometeram vários erros, e este Diário já falou disso muitas vezes. Mas o que a grande mídia vem fazendo extrapolou há muito os limites do jornalismo sério.
Não se trata de defender o governo e sim de proteger a dignidade no jogo político.
Para ver “jornalismo crítico” genuíno o brasileiro tem que ler jornais como o NY Times ou o Guardian: eles fiscalizam os governos, cobram, podem ser duros – mas você jamais verá neles qualquer coisa parecida com o que acontece no Brasil. A decência foi transposta faz muito tempo.
O que está por trás da campanha? O retorno a dias em que o BNDES dava empréstimos a amigos em condições privilegiadas, em que o Banco do Brasil trocava dívidas por anúncios – em que o Estado, em suma, era babá do chamado 1%.
Imagine a França em 1789. As empresas de mídia brasileiras estão hoje no papel da nobreza francesa de então, na defesa feroz de vantagens indefensáveis. É um grupo de empresas que louva a competição mas se agarra, feudalisticamente, a práticas anticapitalistas como a reserva de mercado para elas mesmas.
Dilma se cansou de apanhar calada?
Na Roma antiga, Cícero, cansado das tramas de Catilina, perguntou a ele: ‘Até quando você vai abusar da nossa paciência?”
Dilma pareceu a pique de dizer isso.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Um líder no começo

E vem à tona, de súbito, um fato de 35 anos atrás. Uma entrevista de Luiz Inácio da Silva, mais popular como Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, então com 32 anos. Ali está a essência do pensamento de um operário que se tornaria presidente da República. A lucidez, a clareza, a coerência, a energia.
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Lucidez. “Sou dedo-duro para a oposição,
comunista para o governo, subversivo para os
patrões”
Volto ao presente. Telefona Cynara Menezes, valente jornalista da sucursal de Brasília. Acaba de inaugurar uma nova seção no seu blog, destinada a divulgar antigas entrevistas. Pergunta se conservo uma de minha autoria, aquela de Lula publicada pela IstoÉ de 1º de fevereiro de 1978. Não, não conservo. Diga-se que nada guardo da minha vida profissional, artigos, colunas, coleções de revistas e jornais que dirigi. Nem sei se tenho em casa algum exemplar dos meus livros.
Entra em cena outro valente, Dilico Covizzi, foi meu companheiro de trabalho em diversas ocasiões, a começar por Veja, na qualidade de peça fundamental do Departamento de Documentação da Editora Abril. Seguiu-me no Jornal da República e na IstoÉ. Pesquisador emérito, sabe à perfeição como e por que um arquivo não há de ser necrotério de documentos e informações. Hoje a exercer a profissão na qual se formou, Direito, ainda me atende quando preciso, e cabe a ele a tarefa de capturar aquela entrevista, capaz de levar um presidente da Fiesp, Mario Amato, a dizer: “Só falta agora o Mino namorar Lula”.
A bem da precisão, contei naquele dia em São Bernardo com a preciosa escolta de Bernardo Lerer, enésimo valente, e desta surtida falo no meu livro de iminente publicação pela Editora Record, O Brasil, desabusado na mistura de memória com ficção. Por isso, a entrevista tem dupla autoria, restou-me escrever a reportagem que a precede, um perfil da personagem, estampada na capa de IstoÉ. Dizia a chamada: “Lula e os Trabalhadores do Brasil”. Foi a primeira capa dedicada a quem, 24 anos depois, alcançaria a Presidência de todos os brasileiros, sem exclusão dos metalúrgicos de São Bernardo e Diadema.
O mergulho nas páginas de 35 anos atrás me fez bem, tenho todas as razões para me orgulhar daquela edição, daquela reportagem e daquela entrevista. Limito-me a reproduzir trechos desta. Bernardo e eu perguntamos: “Mas onde você está ideologicamente?” O entrevistado responde: “Digo de peito aberto que não tenho compromisso com ninguém e que o Sindicato de São Bernardo e Diadema é uma da poucas coisas independentes que existem nesta terra. Só tenho compromisso com os trabalhadores que me elegeram. No mais a gente é chamado de dedo-duro pela oposição, de comunista pelo governo e de subversivo pelos patrões”.
Insistimos. “E a ideologia, Lula, a ideologia?” E lá veio a resposta: “Para fazer um partido dos trabalhadores é preciso reunir os trabalhadores, discutir com os trabalhadores, fazer um programa que atenda às necessidades dos trabalhadores. Aí pode nascer um partido de baixo para cima”. Estávamos diante de um líder de visões agudas. Afirmava: “Existe, na categoria dos metalúrgicos, um pessoal preparado, que lê jornal e sabe das coisas. Mas a maioria não tem tempo de dar a bênção para os filhos”. E mais: “Eu tenho muito cuidado para movimentar esta classe trabalhadora ainda inconsciente, porque o retrocesso pode ser ainda maior”.
Nem por isso, tirava o time de campo. “Não devemos abandonar a reivindicação, se não conseguirmos o que queremos, vamos voltar à carga em 1979, e não se não conseguirmos em 1979… Não estou preocupado se o ano é eleitoral, os donos do poder é que em um momento como este estão preocupados. Por isso, acho que é hora de negociar, num nível bem alto (…) Quando eu digo negociar, é porque não existe poder de barganha. (…) No entanto, vejam como são as coisas, o movimento sindical está preocupado com o AI-5. A mim, o que incomoda é um artigo da Consolidação das Leis do Trabalho que não permite a dirigentes sindicais discordarem da política econômica, quem discorda pode ser cassado”.
“Proponho-me – declarava Lula –, não incentivar aos trabalhadores a fazerem greves, mas a prepará-los a entenderem o valor da greve.” Ele já compreendia a diferença entre consumidor e cidadão, e este é aquele que tem, exatamente, a consciência dos seus direitos e dos seus deveres. Pois é, a consciência da cidadania, atributo tão raro até hoje, 35 anos depois, em todos os níveis.
Enfim, o pensamento do futuro presidente, situação inimaginável então. “Em defesa do capital nacional, eu me aliaria a eles como brasileiro (referia-se aos empresários ‘de visão menos poluída’) como se estivesse cumprindo um dever para com meu país. Claro que pretenderia levar as minhas vantagens nesta aliança, mas acima de tudo estaria o interesse nacional.”
Mino Carta
No CartaCapital
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Zero Hora e suas manchetes de duplo sentido

Um jornal é para informar. Certo? Errado. Não, com o jornal Zero Hora.
A manchete principal da página 16, edição de hoje, é maliciosa (fac-símile acima).
Não informa.
Confunde.
A luz (ou seria a energia?) vai diminuir até 26% no RS. Vai diminuir o quê? Teremos menos energia, mais energia? O custo para o consumidor será menor? É isso? Ou é outra coisa?
Vocês estão lendo o jornal Zero Hora.
E basta, para ficar confuso, mal informado e muito preocupado.
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Uma obra espetacular e desconhecida

Linhão Tucuruí-Macapá-Manaus

A linha de Transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus permitirá a integração dos estados do Amazonas, Amapá e do oeste do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com aproximadamente 1.800 quilômetros de extensão total em tensões de 500 e 230 kV em circuito duplo, passará por trechos de florestas e vai atravessar o Rio Amazonas.
Por se tratar de uma obra complexa e realizada predominantemente na floresta amazônica foi definido um projeto compatibilizado com as orientações do órgão ambiental, buscando mitigar os impactos ambientais decorrentes, tais como alteamento de torres, uso deestruturas autoportantes e adoção de apenas picada para lançamento de cabos. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 3 bilhões.
Linhão permitirá a integração dos estados do Amazonas, Amapá e do oeste do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN)
Além de interligar sistemas isolados do extremo norte, a nova linha vai diminuir o custo com geração termelétrica. A conclusão da obra do “linhão”, como é chamada a linha de transmissão, possibilitará ao País uma economia de R$ 2 bilhões por ano. Com isso, o cálculo é de que a linha se pagará em pouco mais de um ano e o fornecimento predominante será de energia limpa e renovável. Com o fim do uso decombustível fóssil, cerca de 3 milhõesde toneladas de carbono deixarão deser lançados na atmosfera.
O edital para a licitação da linha foi publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em março de2008. A SPE Manaus Transmissora de Energia S/A vai construir o trecho Oriximiná / Silves / Lechuga, em 500 kV, com extensão de 586 km, nos estados do Amazonas e Pará. As empresas participantes são Eletronorte, Chesf e a espanhola Abengoa.
A empresa espanhola Isolux venceu os outros dois lotes, o lote “A” que liga Tucuruí a Jurupari, em 500 kV, e o lote “B” que liga Jurupari a Oriximiná, em 500 kV e Jurupari a Macapá, em 230 kV. Esses trechos têm conclusão prevista para junho de 2013 e dezembro de 2012, respectivamente. Cerca de 4 mil operários trabalharam na execução da linha.
Em abril de 2011, foi concluída a montagem da primeira torre da linha de transmissão que ligará a Usina Hidrelétrica Tucuruí a Manaus, Macapá e dezenas de cidades do interior. A torre situada no trecho entre Oriximiná e a Subestação Engenheiro Lechuga, na capital amazonense, tem 62 metros de altura – o equivalente a um prédio de 20 andares, e pesa 24 toneladas.
O projeto da interligação faz parte do Programa de Expansão de Transmissão (PET) 2008-2012, desenvolvido com o objetivo de levantar as obras necessárias à expansão da redebásica. O “linhão” integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.
Os estudos preliminares sobre a viabilidade do projeto, que liga Tucuruí a Manaus e atende também o Amapá, surgiram no final dos anos 1980. Os levantamentos foram retomados em 2004, com a aprovação das leis que instituíram o novo marco regulatório do setor elétrico. Em 2007, o projeto do “linhão” foi apresentado.
Foram avaliadas várias alternativas para o traçado da linha para encontrar a que ofereceria menor impacto ambiental. Inicialmente foram consideradas seis opções. O tipo de vegetação e o uso do solo foram pontos decisivos na escolha. Quando havia interferência em áreas legalmente protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação, foi feita mudança no traçado. Outro ponto importante do projeto diz respeito à travessia de rios. O Amazonas, por exemplo, chega a ter até dez quilômetros de largura em alguns pontos. O sistema permite acrescentar um terceiro circuito à linha no futuro, usando o mesmo corredor.
* * *
A Empresa Isolux Córsan é uma empresa espanhola e é uma referência no mercado de transporte de energia de alta tensão, mas, neste filme, vemos que a grande maioria dos que estão trabalhando nesta construção, é de brasileiros.
Temos que nos orgulhar pelo fato de termos profissionais capazes, como esses! Já pensaram na grande complexidade dessa obra?
Existem trechos na Floresta Amazônica impenetráveis, de tão fechados que são!
É provável que o Discovery Channel faça um documentário sobre essa obra.
Na TV brasileira ninguém mostrou nada, o próprio governo não divulgou nada.
Uma das maiores obras desse tipo no mundo. É assim aqui no Brasil...
..
No Justiceira de Esquerda
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Tommasso Debenedetti, jornalista?

Jornalista (?) italiano Tommasso Debenedetti que assumiu ter enviado a falsa foto
do presidente Hugo Chávez entubado para a imprensa
Debenedetti disse à agência de notícias mexicana Notximex que enviou a imagem - extraída de um vídeo do Youtube - para uma agência de notícias da Costa Rica, para a agência estatal venezuelana e para a Prensa Latina (Cuba).
Tommasso Debenedetti contou que mandou a imagem - se fazendo passar pelo ministro da Cultura venezuelano, Pedro Calzadilla - para verificar o rigor dos veículos quando decidem publicar material fotográfico. Debenedetti disse ainda que a foto foi publicada no jornal espanhol "El País" por "estranhas circunstâncias".
Debenedetti foi autor de rumores sobre a morte do ex-líder cubano, Fidel Castro, do escritor colombiano Gabriel Gabrcía Marquez e também criou perfis falsos, no Facebook e no Twitter, de personalidades como Mario Vargas Llosa, Umberto Eco e do Papa Bento 16.
O italiano diz que divulga informações falsas para denunciar o mau jornalismo que reproduz fatos sem os confirmar.
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Quem se entubou foi o El País

O ódio levou o jornal espanhol a uma barbaridade histórica: publicar foto fajuta de Chávez
A barrigada do jornal
A barrigada do jornal
Ódio.
O que levou o jornal espanhol El País a publicar uma foto falsa de Chávez entubado no hospital, numa das maiores barrigadas da história do jornalismo, foi a raiva que seus editores têm dele, Chávez.
Chávez representa, ideologicamente, o oposto do conservadorismo mofado do El País. A forma como o jornal trata Chávez remete à truculência desonesta com que a Globo fala dele.
À inépcia editorial o El País juntou a grosseria torrencial. O jornal se desculpou a seus leitores pela falha histórica, mas não a Chávez, a seus familiares e ao povo venezuelano.
Um vigarista italiano que fabricou entrevistas com celebridades até ser descoberto reivindicou a autoria intelectual do crime jornalístico.
Ele disse que inventou uma foto a partir de um vídeo e a pôs em circulação nos subterrâneos do mundo dos jornais. Afirmou ter ficado surpreso ao vê-la na primeira página do El País.
A versão do jornal é que foi vítima de uma trapaça de uma agência fotográfica que teria cobrado 30 000 euros pela imagem sensacional.
Um homem aparece entubado. Ele parece com Chávez, como tantos mestiços venezuelanos. E foi como Chávez que o El País o identificou.
Não tivesse o governo venezuelano descoberto a origem da imagem – um vídeo do YouTube com um doente parecido com Chávez – e a falsificação teria conquistado ares de verdade.
A oposição venezuelana diria que ali estava a prova de que Chávez está semimorto, e o El País se gabaria de um furo extraordinário. A foto ficou meia hora no site do jornal. E os exemplares em que ela aparecia na primeira página foram recolhidos, num vexame sensacional.
A justiça prevaleceu, e quem terminou entubado não foi Chávez – mas o arrogante, insolente, medíocre jornal espanhol.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Preso não é mercadoria, cadeia não é negócio!

 
O que o governo de Minas Gerais não disse e a imprensa não quis ouvir sobre a inauguração de presídio privatizado em Ribeirão das Neves.
Nessa semana (14 a 18/01/13) o governo de Minas Gerais abriu as portas da primeira unidade de mais um complexo penitenciário em Ribeirão das Neves para a imprensa. Os jornais noticiaram, repetidamente, as inovações tecnológicas de segurança e as instalações físicas do que consideram a maior inovação do sistema penitenciário na América Latina: privatizar o sistema, ou seja, abrir mais um negócio para os capitalistas. No caso, empresas (do ramo da construção civil) dos estados do Paraná e São Paulo.
Mas o que o Governador e o Secretário de Defesa Social não disseram é que na contabilidade capitalista não existe filantropia, não existe trabalho ou negócio sem lucro. De onde vão tirar o lucro? Primeiro, a fonte anunciada de investimento foi o BNDES. Segundo, elevaram o preço dos custos por preso para R$2.700,00 mensais (preço de inauguração!). E não tem mágica para tirar lucro. Para tal, os salários deverão aos poucos serem corroídos e rebaixados, a qualidade dos serviços deverá cair para a segunda ou terceira categorias, as promessas dos serviços de assistência espaçados e rebaixados. Essa história todos nós conhecemos. No final, quem “paga o pato” é a sociedade e, no caso, diretamente, o preso.

Nos EUA, onde esse negócio já existe há mais de uma década, tem rendido muito aos capitalistas, mas a violência não diminuiu. O que aumentou foi o número de pessoas nas cadeias. E o ser humano, que já não vale nada (“é bandido!”), tem sua desumanidade aprofundada e levada ao extremo. E ninguém duvida da péssima qualidade que temos nos presídios do Brasil, o que é declarado até pelas autoridades constituídas.
Não serão, é lógico, os capitalistas que vão melhorar essa realidade. A sociedade contribui com impostos e definiu na Constituição Federal que é o Estado brasileiro o responsável pelos cuidados e a execução das penas de quem vai para as prisões. Mas aqui em Minas Gerais, o governo está se desresponsabilizando de suas funções, a imprensa não divulga e os órgãos de justiça não condenam.
O governo estadual não disse e a impressa não quis ouvir que a população de Neves repudia essa inauguração e vem lutando, desde 2005, contra mais prisões na cidade. Não porque tem preconceito contra preso, mesmo porque aqui vive boa parte dos familiares dos detentos de todo o estado de Minas Gerais. O que a imprensa não quis ouvir e o governo não disse, é que mais prisões implicam em que os serviços públicos de saúde, transporte, educação e assistência social, que já são precários, vão ficar ainda piores no município. Sem falar da precariedade física e de pessoal nos órgãos judiciários, que vão ficar mais lotados e morosos com mais presos e seus familiares na cidade.
A imprensa tem memória curta, e o governo não contou para ela que suas promessas de compensação social para a cidade nunca chegaram. Prometeu, desde 2003, melhorar a rodovia estadual (LMG 806) que liga o centro da cidade a Justinópolis e BH. Mas ela continua estreita, lenta e matando gente. Mas, com certeza, já rendeu muitos votos ao governo atual. Os políticos anunciam todos os anos que o governo estadual está mandando milhões de dinheiro para o Hospital São Judas Tadeu, mas eles não chegam. O governo diz que mandou e o prefeito diz que não viu. Onde está o recurso? Será que o “gato comeu”?
O governo não disse e a imprensa não quis ouvir que não há compensação e o governo ainda aumentou sua dívida social e ambiental para com a cidade. Ele está construindo um complexo penitenciário de 14,5 ha, num terreno de 2000 ha da Fazenda Mato Grosso, área declarada como de preservação ambiental (APA), destruindo matas e córregos. E está destruindo mais uma dezena de hectares para construir uma nova estrada ligando o presídio à BR 040. E conseguiu isso com muita manipulação dos órgãos e conselhos de meio ambiente do Estado.
O que o governo não disse e a imprensa não quis ouvir é que está agindo de forma inconstitucional e ilegal, ferindo a Constituição federal e a Lei estadual 12.936/98, que em seu artigo 6º limita a capacidade da unidade a um máximo de 170 (cento e setenta) presos, sendo que estão sendo construídas cinco unidades para 3040 (três mil e quarenta) sentenciados, distribuindo em cada uma cerca de 600 presos. Além disso, a própria lei que regulamenta as parcerias público-privado (PPP), Lei 11.079/04, estabelece “a indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do exercício do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do Estado”, ou seja, o Estado não pode e não deve repassar suas funções sociais para serem executadas pela iniciativa privada.
O que o governo não disse e a imprensa não quer ouvir é que a inauguração de mais um presídio em Ribeirão das Neves, em parceria público-privada, não tem nada de novo e é ilegal, imoral e inconstitucional.
O que a imprensa não quer divulgar é que a sociedade civil organizada da cidade vem se fazendo ouvir e exercendo sua liberdade de expressão desde 2005, quando criou a Rede Nós Amamos Neves exatamente para expressar a recusa da população de Neves à imposição autoritária dessa penitenciária privatizada ao município, que já acolhe mais de 10% dos 45 mil detentos de Minas Gerais. E assim a população vai continuar: lutando e denunciando, seja na rua ou nas ações jurídicas, esse projeto de injustiça e morte.
Rosely e Michel são membros do CEPI - Centro de Estudo, Pesquisa e Intervenção Ribeirão das Neves - e da Rede Nós Amamos Neves.
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Devolve o cachê do hospital, Ivete


ivete kotscho Devolve o cachê do hospital, Ivete
A cantora Ivete Sangalo recebeu nesta quarta-feira o cachê de R$ 650 mil - sim, o leitor leu direito, o valor é esse mesmo - pago pelo governo do Estado do Ceará pelo show que ela fez na inauguração do Hospital Regional da Zona Norte, em Sobral, reduto político do governador Cid Gomes e de seu irmão Ciro.
Agora, o Ministério Público de Contas do Ceará informou que vai pedir a devolução do cachê aos cofres públicos.
O procurador de Contas do Ceará, Gleydson Alexandre, denunciou o caso como abuso, apresentando uma lista com os valores cobrados por Ivete Sangalo em outras cidades, que ficaram entre R$ 400 mil e R$ 500 mil, o que já não é pouca coisa.
O processo para evitar o pagamento foi arquivado pelo Tribunal de Contas do Estado, no dia 16 de janeiro, mas Gleydson apresentará recurso na volta do recesso do Judiciário cearense, no próximo dia 5 de fevereiro .
O governador Cid Gomes justificou a despesa porque "o povo precisa de diversão" e criticou o procurador. "O que é o Ministério Público de Contas? É um garoto que deseja aparecer e fica assim criando caso".
O procurador respondeu que o governador "não tem o menor respeito pelas instituições democráticas" e anunciou que vai aguardar o julgamento do recurso que será analisado pelo plenário do Tribunal de Contas do Ceará.
Enquanto a Justiça não decide quem tem razão, o que não costuma ser rápido, tenho uma sugestão. Para evitar que o governador e o procurador continuem batendo boca por conta do rico cachê, provocando desgastes à sua imagem, que tal Ivete Sangalo tomar a iniciativa de devolver o dinheiro (descontadas as despesas de produção e viagem), que poderia ser aplicado, por exemplo, numa ala infantil do novo hospital?
A doação seria registrada numa placa de bronze na entrada do hospital com o nome da cantora, que assim certamente ganharia novos fãs e a gratidão eterna dos moradores de Sobral.
O caso Ivete levanta a questão sobre as fortunas pagas por prefeituras e governos estaduais para promover shows de artistas famosos, torrando o dinheiro que falta em outras áreas, em especial no nordeste assolado por mais uma seca.
Ricardo Kotscho
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Repressão aos mapuches: As máscaras caem no Sul do Chile


No sul do Chile existe um povo que quiseram relegar aos livros de história. Um povo que elogiavam seu passado glorioso, mas já faz muito tempo, lhes foi negada a possibilidade de presente e futuro.

É o povo que, segundo nos foi ensinado, deu o sangue que ocupa a metade da bandeira nacional, sangue que faz parte da paisagem histórica e natural, como a cordilheira e o mar que adornam o resto do emblema pátrio. Sangue guerreiro quando foi derramado em defesa do território contra o invasor espanhol, mas infame e invisível quando se trata de outros invasores.
Faz anos que as notícias que chegam do sul cheiram a mentira. Continuamente parecem ser escritas por um roteirista treinado em tempos que era necessário inventar combates, a vinda de um cometa ou uma nova campanha solidária nacional, para silenciar os gritos das torturas e inventar uma legenda que acompanhasse a foto dos corpos repartidos no pavimento. Um roteirista preparado para fazer montagens que recriam uma e outra vez os clássicos mais sangrentos do drama histórico nacional.
Desta vez o roteirista não parece diferente, mas extremou sua capacidade, seu ódio. Talvez não teve medo em inspirar-se nos que ocuparam seu lugar em momentos prévios para a "Pacificação da Araucanía" (1) e que conseguiram criar condições para legitimar a invasão do território e a aplicação de uma guerra de extermínio contra este povo.
Talvez o atentado ao casal Luchsinger-Mackay (2), fez parte do roteiro ou talvez permitiu uma virada em sua elaboração, que permitiu a partir deste ato – por todos condenado, inclusive pelos mapuches e suas organizações – aguçar e levar ao extremo da criatividade sua escrita letal.
Tem sido tamanha sua capacidade que até os estadistas, os sempre bem comportados e mensurados integrantes da classe política nacional, têm abalado aos setores latifundiários e empresariais que convocaram a formação de grupos de choque contras os mapuches.
Resultou tão eficaz que tornou-se normal a injustiça e o tratamento desigual diante da Lei. Agora, bloquear uma estrada (3) está bem, quando for contra os "terroristas" mapuches. Armar-se e chamar o paramilitarismo é permitido, quando for contra os violentos "índios".
Diante da espetacularização do atual roteiro, no sul caem-se as máscaras e ao corolário, quiseram que fosse, o definido branqueamento do país que nunca acomodou sua mesticidade e menos ainda sua composição multicultural.
No sul caem-se as máscaras e o rosto real é o da crua repressão a um povo. Repressão que há anos os roteiristas dominantes têm visto como o único caminho para a expansão total do capitalismo extrativista, na terra que, porfiadamente, um povo insiste em defender.
Notas:
1. Nas últimas décadas do século 19 o Exercito do Chile invadiu o território que ocupavam os mapuches na região sul, do Rio Bio Bio. Esta ação foi denominada "Pacificação da Araucanía" e provocou a perda de mais de 90% do território mapuche e quase 40% de sua população que foi confinada as chamdas reduções indígenas.
2. No dia 4 de janeiro de 2013, em Vilcún (Região da Araucanía, Chile) foram encontrados os corpos do casal Luchsinger-Mackay dentro de sua casa incendiada. Estes descendentes europeus eram proprietário de ampos territórios reclamados pelas comunidades mapuches como parte da terra usurpada. A partir do assassinato do casal, nas últimas semanas o ambiente repressivo na zona sul do Chile se intensificou. Sem ter maiores antecedentes, de imediato assumiu-se que o crime havia sido cometido por pessoas vinculadas ao movimento mapuche e esta situação desatou uma onda de repressão nas comunidades que incluem violentos ataques, detenções arbitrárias, a militarização da zona e o uso ilegal da força por parte da repressão.
3. No dia 7 de janeiro de 2013, as associações dos transportadores de caminhões convocaram para bloquear uma das principais estradas do Chile (Rota 5 Sul), para protestar contra a insegurança e o "terrorismo mapuche". Esta ação foi levada adiante sem a intervenção da força pública, possibilitando que essa estrada permanecesse fechada por quase todo o dia. Para muitos setores isso demonstrou a desigualdade entre a Lei, já que se fossem outros grupos os que realizassem esta ação (trabalhadores, pescadores, estudantes, mapuches) seriam fortemente reprimidos. A ação dos transportadores foi abalada por ministros do governo que se pronunciaram a favor do fechamento da estrada. Assim como um ministro destacou que os agricultores estão no seu direito a "defender-se com o que tenham", aludindo aos supostos ataques "terroristas" dos mapuches.
Raúl H. Contreras Román, antropólogo chileno
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Imprensa imparcial

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Quem são os proprietários do Brasil?

Entidades que monitoram proprietários do Brasil pedem contribuição
Qual é a estrutura de poder econômico dos grupos privados que atuam no país? Quais são os atores que acumulam maior poder nesta estrutura, e qual a relação entre os mesmos?
Qual o grau de influência desta estrutura de poder, invisível, sobre as decisões do Estado quanto ao rumo do desenvolvimento e as políticas econômicas? Como o Estado se relaciona e alimenta esta estrutura de poder e quais as contrapartidas desta relação para o bem-estar da sociedade?
É com o objetivo de responder a estas e a outras perguntas que construímos o ranking “Proprietários do Brasil”.

O ranking foi elaborado a partir da construção de um sistema de informação inédito que mede o poder econômico não apenas por meio da receita destas empresas mas também do controle, da propriedade sobre ações ordinárias (com direito a voto) que uma empresa possui de outras empresas e o quanto isso aumenta sua capacidade de influenciar os investimentos do Estado brasileiro (clique aqui para entender como se calcula o IPA - Índice de Poder Acumulado).

Não se pode falar de um verdadeiro Estado de Direito Democrático se a sociedade não conhecer as estruturas de poder econômico do setor privado e suas influências nas orientações de estratégia econômica e de desenvolvimento do Estado brasileiro. Ainda mais quando sabemos que as ações de empresas e bancos de maior capital acumulado, por estarem comprometidos com o lucro, impactam negativa e brutalmente na vida social, econômica, cultural e ambiental do país.

O Ranking Proprietários do Brasil mostra que o capitalismo brasileiro tem rosto, nome, sobrenome e endereço. O ranking expõe o controle da propriedade destes grupos por poucas empresas e pessoas, através de estruturas complexas e ramificadas de participações societárias. O ranking traz as intrincadas redes e cadeias de conglomerados, holdings, instituições financeiras, empresas especuladoras e outros CNPJs que nada produzem, chegando finalmente aos controladores últimos por trás das empresas que fazem parte de nosso dia-a-dia, os verdadeiros donos do Brasil.

Queremos contribuir para dar visibilidade e concretude à indecente concentração de renda e poder que marca a vida social e econômica do país, justificada pelo consenso criado e propagado de que tais empresas e seus donos produzem riquezas para o Brasil, através da geração de empregos e por levarem o “desenvolvimento” e o “progresso” para os locais em que atuam.

Almejamos que o ranking Proprietários do Brasil forneça informações que auxiliem a luta das comunidades e pessoas atingidas pelas ações danosas dos poderosos grupos econômicos hegemônicos no Brasil, seja pelo desrespeito às condições de vida e trabalho dignas, seja pela destruição ambiental. Também temos a pretensão em subsidiar as instituições de pesquisa interessadas em desvelar a estrutura do poder. Concebemos o ranking como instrumento de luta concreta dos diversos movimentos sociais e organizações por mais democracia no nosso país. Neste sentido, o ranking fornece informações e revela de que forma o capital está organizado, estruturado e agindo no país e como suas ações impactam no cotidiano da população brasileira. Com esta ferramenta é possível, por exemplo, identificar os verdadeiros agentes por trás de violações de direitos humanos e dos passivos sociais e ambientais.

As conexões entre o Estado e os grupos privados, forjadas historicamente, alimentam uma elevada concentração de poder econômico, como revela o ranking. Ele nos mostra que por detrás de famosos nomes de empresas e do emaranhado de cadeias de controle há pessoas. Pessoas que as lideram e planejam suas ações, e que, em muitos casos, são apoiadas fortemente pelo Estado Brasileiro, através de financiamentos subsidiados, como, por exemplo, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e benefícios fiscais e tributários por governos municipais, estaduais e federal. Por meio do ranking identifica-se também a presença do Estado na estrutura societária dos grupos privados através de participações das empresas estatais e de seus fundos de pensão no capital de muitos destes grupos.

Temos o direito, como cidadãs e cidadãos brasileiras/os, de exigir a democratização do uso dos recursos públicos e seu controle social, tendo acesso a informações sobre onde e como os mesmos são aplicados.

A atual cortina de fumaça que recobre a estrutura de poder econômico no país, normalmente isenta estes que se portam como proprietários do Brasil de qualquer responsabilidade sobre os danos sociais, econômicos, culturais e ambientais gerados pelas ações das empresas que controlam. O ranking, ao expor estes atores, busca contribuir com a democratização da economia, com a transparência da relação entre Estado e mercado e com a responsabilização dos “proprietários do Brasil”.

A produção do ranking é apenas o primeiro passo na construção do portal proprietariosdobrasil.org.br como um espaço coletivo para o compartilhamento de informações, análises e denúncias sobre quem são e como atuam os controladores do poder econômico no país. O Instituto Mais Democracia e a Cooperativa EITA convidam a todos que compartilham dos princípios e objetivos que orientam este trabalho a se aliarem, desde já, na construção deste espaço. De nossa parte, o próximo passo será constituir, por meio do financiamento colaborativo, uma plataforma online interativa sobre os proprietários do Brasil, com filtros que facilitem o acesso ao banco de dados do ranking exposto neste portal.

Precisamos de seu apoio! Para ver o ranking, acesse: http://www.proprietariosdobrasil.org.br

Para apoiar e receber em troca materiais da campanha e o CD do El Efecto, acesse:
http://catarse.me/pt/portalproprietariosdobrasil
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Brasil é o país dos 30 Berlusconis

A ONG Repórteres Sem Fronteiras publicou nesta quinta-feira (24) um relatório sobre o cenário da imprensa brasileira, em que diz que o país é a terra dos “30 Berlusconis”, em referência ao magnata italiano que domina a mídia e boa parte da política no seu país.
“A topografia da mídia do país que vai hospedar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 quase não mudou nas três décadas desde o fim da ditadura militar de 1964-85″, diz o texto.
Segundo a ONG, cerca de dez companhias dominam a mídia nacional, quase todas com base em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O relatório denuncia ainda a violência contra jornalistas no Brasil, mencionando que dois repórteres especializados em notícias de polícia tiveram que deixar o país no ano passado por conta de ameaças.
A agência de notícias France Presse distribuiu em todo o Brasil um pequeno resumo do relatório. ”O Brasil apresenta um nível de concentração de mídia que contrasta totalmente com o potencial de seu território e a extrema diversidade de sua sociedade civil”, explica a ONG de defesa da liberdade de imprensa. “O colosso parece ter permanecido impávido no que diz respeito ao pluralismo, um quarto de século depois da volta da democracia”, assinala a RSF, recordando que em 2012 houve 11 jornalistas assassinados no país.
Segundo a ONG, um dos problemas endêmicos do setor da informação no Brasil é a figura do magnata da imprensa, que “está na origem da grande dependência da mídia em relação aos centros de poder”. “Dez principais grupos econômicos, de origem familiar, continuam repartindo o mercado da comunicação de massas”, lamenta a RSF.
Daniel Buarque
No Terra
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Nota de Falecimento

A reação formal do PSDB ao pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff sobre a redução nos preços das tarifas de energia elétrica, em todo o país, é o momento mais lamentável do processo de ruptura histórica dos tucanos desde a fundação do partido, em junho de 1988.
A nota, assinada pelo presidente da sigla, deputado Sérgio Guerra, de Pernambuco, não vale sequer ser considerada pelo que contém, mas pelo que significa. Trata-se de um amontoado de ilações primárias baseadas quase que exclusivamente no ressentimento político e no desespero antecipado pelos danos eleitorais inevitáveis por conta da inacreditável opção por combater uma medida que vai aliviar o orçamento da população e estimular o setor produtivo nacional.
Neste aspecto, o deputado Guerra, despachante contumaz dessas virulentas notas oficiais do PSDB, apenas personaliza o ambiente de decadência instalado na oposição, para o qual contribuem lideranças do quilate do senador Agripino Maia, presidente do DEM, e o deputado Roberto Freire, do PPS. Sobre Maia, expoente de uma das mais tristes oligarquias políticas nordestinas, não é preciso dizer muito. É uma dessas tristes figuras gestadas na ditadura militar que sobreviveram às mudanças de ventos pulando de conchavo em conchavo, no melhor estilo sarneysista. Freire, ex-PCB, tansformou a si mesmo e ao PPS num simulacro cuja fachada política serve apenas de linha auxiliar ao pior da direita brasileira.
O PSDB surgiu como dissidência do PMDB que já na Assembleia Constituinte de 1986 caminhava para se tornar nisto que aí está, um conglomerado de políticos paroquiais vinculados a interesses difusos cujo protagonismo reside no volume, a despeito da qualidade de muitos que lá estão. A revoada dos tucanos parecia ser uma lufada de ar puro na prematuramente intoxicada Nova República de José Sarney. À frente do processo, um grande político brasileiro, Mário Covas, que não deixou herdeiros no partido. De certa forma, aquele PSDB nascido sob o signo da social democracia europeia, morreu junto com Covas, em 2001. Restaram espectros do nível de José Serra, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias.
Aliás, o sonho tucano só não morreu próximo ao nascedouro, em 1992, porque Covas impediu, sabiamente, que o PSDB se agregasse ao moribundo governo de Fernando Collor de Mello, às vésperas do processo de impeachment. A mídia, em geral, nunca toca nesse assunto, mas foi o bom senso de Covas que barrou o movimento desastrado liderado por Fernando Henrique Cardoso, que pretendia jogar o PSDB na fossa sanitária do governo Collor em troca de assumir o cargo de ministro das Relações Exteriores. FHC, mais tarde chanceler e ministro da Fazenda de Itamar Franco, e presidente da República por dois mandatos, nunca teria chegado a subprefeito de Higienópolis se Covas não o tivesse impedido de aderir a Collor.
Fala-se muito da extinção do DEM, apesar do suspiro do carlismo em Salvador, mas essa agremiação dita "democrata" é um cadáver insepulto há muito tempo, sobre o qual se debruçam uns poucos reacionários leais. É no PSDB que as forças de direita e os conservadores em geral apostam suas fichas: há quadros melhores e, apesar de ser uma força política decadente, ainda se mantém firme em dois dos mais importantes estados da federação, São Paulo e Minas Gerais.
E é justamente por isso que a nota de Sérgio Guerra, um texto que parece ter sido escrito por um adolescente do ensino médio em pleno ataque hormonal de rebeldia, é, antes de tudo, um documento emblemático sobre o desespero político do PSDB e, por extensão, das forças de oposição.
Essas mesmas forças que acreditam na fantasia pura e simples do antipetismo, do antilulismo e em outros venenos que a mídia lhes dá como antídoto ao obsoletismo em que vivem, sem perceber que o mundo se estende muito além das vontades dos jornalões e da opinião de penas de aluguel que, na ânsia de reproduzir os humores do patrão, revelam apenas o inacreditável grau de descolamento da realidade em que vivem.
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Dilma faz discurso de candidata na TV


dilma Pedro Ladeira kotscho Dilma faz discurso de candidata na TV
Se alguém ainda tinha alguma dúvida de que Dilma vai lutar pela reeleição em 2014, o pronunciamento-discurso de quarta-feira à noite em rede nacional de rádio e televisão deixou claro que a presidente já está em campanha para ficar mais quatro anos no governo.
Com o gancho do anúncio da antecipação e ampliação do corte nas contas de luz, que já vale a partir de hoje, Dilma reforçou seu pronunciamento de 7 de setembro e aproveitou para atacar os "do contra", ou seja, os Estados governados por tucanos que não aderiram à redução das tarifas de energia.
Dilma subiu o tom ao falar dos "pessimistas" e das conquistas do seu governo: "Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás. Hoje podemos  ver como erraram feio os que não acreditaram que era possível crescer e distribuir renda".
É exatamente este o eixo central do discurso pela reeleição, como ela antecipou no final do seu pronunciamento: "O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido dos que têm fé e apostam no Brasil".
Em resposta aos que estavam prevendo apagões e racionamento em razão da queda do nível dos reservatórios, Dilma não só garantiu que isto não vai acontecer como anunciou que dobrará a produção de energia no país nos próximos 15 anos.
"Nosso País avança em meio a um mundo de dificuldades. Os juros caíram, o emprego aumentou, os brasileiros estão sabendo consumir e poupar", afirmou Dilma num discurso otimista, afirmativo e alto astral.
Durante o dia, ela já havia mostrado seu bom humor numa ^cerimônia no Itamaraty, dando uma rara gargalhada ao lado do chanceler Antonio Patriota.
"Viu agora por que ela estava gargalhando?", respondeu-me, logo após o pronunciamento de Dilma na TV, um assessor próximo dela a quem eu havia perguntado à tarde o motivo do sorrisão presidencial estampado quarta-feira na capa do R7.
Agora só faltam se apresentar os candidatos da oposição.
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Sem propostas, PSDB parte para um palavreado tosco e primário

Gabinete da Liderança







Partido dos Trabalhadores

A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados comemora, junto com o povo brasileiro, o pronunciamento feito pela presidenta Dilma Rousseff sobre a inédita redução das contas de luz para consumidores residenciais e industriais. A conquista histórica foi aprovada no final do ano passado pelo Congresso Nacional, a despeito da oposição do PSDB/DEM. O Brasil inteiro pôde ver que rejeitaram as condições do acordo proposto pelo governo para redução da tarifa as companhias energéticas Cesp (São Paulo), Cemig (Minas Gerais), Copel (Paraná), todas de estados governados pelo PSDB.
Prevaleceu, ao final, o interesse maior da população brasileira, com a adoção de um modelo que preserva os investimentos no setor elétrico, ajuda a combater a inflação e estimula o setor produtivo num momento de turbulência da economia mundial. O pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, levado ao ar em cadeia nacional de rádio e televisão na quarta-feira (23), levou ao conhecimento dos brasileiros a importância da redução das tarifas para os interesses nacionais.
Dilma tem o que mostrar, ao passo que o PSDB nos oito anos em que esteve à frente do governo federal deixou como legado a façanha de quebrar o país três vezes e provocar um apagão de mais de um ano, levando o Brasil de volta à era das lamparinas. Nos últimos dez anos, com o PT e aliados, nosso pais transformou-se profundamente, com crescimento e justiça social. No setor elétrico, além de reduzirmos as tarifas, refizemos o modelo e afastamos de vez o perigo da repetição dos apagões da era tucana.
A nota do PSDB divulgada nesta quinta-feira (24) mostra claramente que faltam à oposição propostas para o país e sobra a surrada opção de distorcer e manipular os fatos. Antidemocrático é censurar a palavra da presidenta sobre as conquistas de seu governo e querer estabelecer inclusive o cenário e quando ela deve falar à Nação.
Em verdade, os tucanos mais uma vez entraram num beco sem saída. Resolveram assumir uma posição dura contra a redução das tarifas de energia elétrica, supondo que conseguiriam derrotar a proposta do governo. Talvez o episódio sirva para reorientar a eterna campanha eleitoral dos tucanos. Com um pouco mais de atenção eles terminarão percebendo que a tática de se posicionar contra a redução das tarifas de energia elétrica seja contraproducente. Essa não seria a primeira vez. Os tucanos já foram contra o programa bolsa família, a redução dos juros e o Pró-Uni, dentre outras iniciativas que têm transformado positivamente o Brasil, nos últimos dez anos. Essa é a diferença entre nós e eles!
Deputado José Guimarães-PT/CE
Líder da Bancada na Câmara
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Dilma na TV. PSDB sentiu o baque!

O PSDB divulgou nesta quinta  à tarde uma nota oficial confessando que sentiu o baque com o pronunciamento de Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e tevê na noite de quarta-feira. Os tucanos adoram a "liberdade de expressão" dos "calunistas" da mídia. Eles têm orgasmos com as análises "imparciais" de Miriam Leitão, Merval Pereira, Ricardo Noblat e até com os rosnados dos pitbulls da Veja. Mas ficaram indignados com a presidenta, que anunciou à nação a redução das contas de luz e retrucou os "pessimistas" de plantão. A tal "liberdade de expressão" da direita não contempla sequer a presidenta eleita pela maioria dos brasileiros.
Na nota oficial, o PSDB afirma que "o governo do PT acaba de ultrapassar um limite perigoso para a sobrevivência da jovem democracia brasileira. Na noite desta quarta-feira, o país assistiu à mais agressiva utilização do poder público em favor de uma candidatura e de um partido político: o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff... Durante os oito minutos de divulgação obrigatória por parte das emissoras de rádio e TV brasileiras, a presidente Dilma faltou com a verdade, fez ataques a seus adversários, criticou a imprensa e desqualificou os brasileiros que ousam discordar de seu governo".
Na maior caradura, a nota afirma ainda que "o conceito de República foi abandonado. A chefe da Nação, que deveria ser a primeira a reconhecer-se como presidente de todos os brasileiros, agora os divide em dois grupos: o 'nós' e o 'eles'. O dos vencedores e o dos derrotados. Os do contra e os a favor. É como se estivesse fazendo um discurso numa reunião interna do PT, em meio ao agitar das bandeiras e ao som da charanga do partido... No governo do PT, tudo é propaganda, tudo é partidarizado".
Os tucanos, que minguam a cada eleição, parecem que esqueceram a postura autoritária que adotaram no triste reinado de FHC. Exército acionado para reprimir os grevistas da Petrobras, ações truculentas contra ocupações de terras ociosas, rolo-compressor no Congresso Nacional, submissão do Judiciário e relação promíscua com os barões da mídia. Quem sempre desqualificou os adversários foram os caciques tucanos, que acusaram os que resistiram à privataria das estatais e à retirada de direitos trabalhistas de "dinossauros". Para usar uma famosa expressão de FHC, os tucanos agora repetem o blablablá dos derrotados.
A reação intempestiva e patética do PSDB ao pronunciamento da presidenta confirma porque a direita teme tanto a regulação democrática da mídia. Ela quer manter o monopólio da palavra nas emissoras de rádio e TV, que são concessões públicas. Ela quer garantir a exclusividade de espaço para os seus porta-vozes na radiodifusão, para os seus "calunistas" amestrados. O PSDB sabe que só sobrevive hoje graças à "turma do contra" da mídia venal. Quando Dilma utilizou um direito constitucional, a direita sentiu o baque!
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Venezuela ejercerá acciones legales contra diario español El País

 
En rueda de prensa el ministro de Comunicación e Información, Ernesto Villegas, informó que el gobierno venezolano ejercerá las acciones legales pertinentes, contra el diario español El País, tras la publicación de una foto falsa del presidente Hugo Chávez.
El gobierno venezolano ejercerá las acciones legales pertinentes contra el diario El País de España, tras la publicación de una foto falsa del presidente Hugo Chávez en su portada del jueves.
Así lo informó el ministro de comunicación e información venezolano, Ernesto Villegas, en rueda de prensa desde la sede de la Cancillería de ese país suramericano.
"El gobierno venezolano anuncia que ejercerá las acciones legales pertinentes ante el agravio cometido, que no se resarce en modo alguno con las magras disculpas ofrecidas por la empresa de difusión masiva a sus lectores", aseguró Villegas.
Subrayó que “el Gobierno manifiesta su más firme rechazo contra esta grotesca fotografía (...) esta acción temeraria se inscribe en una ofensiva sistemática del poder mediático contra la revolución bolivariana y el presidente Hugo Chávez”.
“Ni la fotografía asquerosa ni la campaña sistemática van a lograr detener el avance de la Revolución”, advirtió el ministro venezolano.
Expresó que “no hay límite ético que no hayan vulnerado con la publicación” de la fotografía falsa del mandatario. “Esa foto entró en la historia del periodismo mundial”, aseguró Villegas.
El ministro lamentó que este jueves el rotativo español “haya descendido al pantano de ABC”, otro diario de ese país que ha publicado en varias oportunidades informaciones falsas sobre el proceso postoperatorio de Chávez.
Ernesto Villegas aseguró que con esa acción, el País “ha causado un daño al presidente Chávez, a su familia, al pueblo venezolano, al publicar de manera aviesa esta fotografía atribuyéndosela al presidente Chávez”.
“El revuelo, el escándalo internacional que esta publicación ha generado no se resarce de modo alguna con la disculpa que ha publicado este periódico”, insistió Villegas.
En un contacto telefónico en la rueda de prensa, el canciller venezolano Elias Jaua, precisó que giraron órdenes específicas el embajador de Venezuela en España, Bernardo Álvarez, y a la procuradora, Cilia Flores, para que comenzarán las acciones legales contra el diario español.
De igual forma, rechazó “categóricamente” y “como ser humano, venezolano, amigo de Chávez (...) la bochornosa publicación” hecha por El País.
Evolución Positiva de Chávez
En cuanto al estado de salud del jefe de Estado, Hugo Chávez, el ministro de Comunicación e Información indicó que hay una “evolución positiva”. Agregó que así lo hizo saber el titular del despacho de Ciencia y Tecnología, Jorge Arreaza, en el último Consejo de Ministros.
“Nos ha llenado de satisfacción la evolución positiva que ha venido experimentado” , dijo al referirse a la situación clínica de Chávez.
“Una evolución positiva en un marco complejo, difícil, delicado”, detalló.
Más temprano el gobierno venezolano había rechazado, mediante un comunicado, la acción del rotativo español, que "desnuda el ensañamiento y la falta de ética en la cobertura de El País sobre Venezuela, además del desprecio por el pueblo que ha reelecto al presidente Chávez por tercera vez.", reza el comunicado.
Este jueves, el periodista italiano Tommasso Debenedetti confesó este jueves haber enviado a tres agencias de noticias latinoamericanas una falsa foto publicada por el diario español El País, donde se muestra a un hombre entubado en una cama de hospital y que fue presentada en la portada impresa del rotativo como “imagen exclusiva” del presidente venezolano, Hugo Chávez.
Este miércoles, el diario publicó en su portal web la fotografía, y en el sumario reseñó: "El País ofrece una imagen inédita y exclusiva (de Chávez), tomada hace unos días, que muestra un momento de su tratamiento médico en Cuba, según las fuentes consultadas por este diario".
El presidente de Venezuela fue sometido a una intervención quirúrgica el pasado 11 de diciembre y desde ese entonces se encuentra en una situación delicada, según lo informado por el Gobierno. Este miércoles, el vicepresidente, Nicolás Maduro, anunció que el mandatario estaba en el mejor momento de su postoperatorio.
No teleSUR
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São, São Paulo

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