24 de jan de 2013

Folha dá noticia enganosa no título

Habituada a forçar a barra no noticiario politico, a Folha dá hoje no título que “circulação de jornais cresce no país”. Nao é bem isso. So lá pelo 7º parágrafo transmite que “o aumento foi impulsionado pela expansão das edições digitais de jornais, de 128% em 2012 ante o ano anterior”. Ora, até aqui não estava combinado, no Brasil, que números digitais podem ser acrescentados aos números do impresso assim claramente – Não é a percepção do público leitor. Isso tem sido adotado largamente nos EUA mas aqui seria uma novidade. A expressão ‘circulação’ sempre foi utilizada no Brasil para designar circulação física dos jornais, não das notícias.
Diz mais – que a Folha alcançou a liderança entre os jornais brasileiros em dezembro de 2012, superando o diário popular ‘Super Notícia’, de Minas Gerais, em número de exemplares diários em circulação. (?) Aí deve ser circulação ‘impressa’, não é? Fica confuso pra quem lê com atenção. Os dados do IVC (Instituto Verificador de Circulação) foram divulgados ontem. A notícia informa que “no acumulado do ano, a circulação da Folha cresceu 0,3%, enquanto o Estado teve uma queda de 4,9%”. No caso, devem estar incluindo a ‘circulação digital’ – na internet, o projeto da folha digital é muito melhor que o do pesado concorrente paulistano.
Julio Hungria
No Blue Bus
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Formigas derrubam muro de cobrança da Folha

Edição/247
Desde que a Folha de S. Paulo passou a cobrar por seu conteúdo na web, internautas buscaram meios de burlar o sistema; é uma prova de que as tentativas de fechar uma plataforma aberta, como a rede, raramente funcionam
Na semana passada, a Folha de S. Paulo instituiu o seu “muro de cobrança poroso”. Trata-se de um sistema que permite aos internautas acessarem uma quantidade restrita de seu conteúdo – acima desse limite, só pagando. No caso da Folha, são 20 artigos por mês e a estratégia é idêntica à do The New York Times. No domingo, o editor-executivo do jornal, Sérgio D´ávila defendeu a decisão, alegando que “qualidade custa caro”.
No 247
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Você já ouviu falar do Aécioduto?

O NovoJornal, um dos mais atuantes blogs mineiros de denúncias que nadam contra a corrente da grande imprensa, denunciou a existência de um esquema gigantesco onde dinheiro público e privado se misturam e o objetivo é eleger Aécio Neves em 2014, com a distribuição de um gigantesco volume de recursos. O esquema seria operado através de um pool de agências de publicidade integrado pelas agências RC Comunicação Ltda, MPM-Populus, FAZ&Branz, New Publicidade e Comunicação Integrada Ltda.
Vale lembrar que a primeira tentativa da grande imprensa em emplacar Aécio se deu há exatamente um ano atrás, com a minissérie "O Brado Retumbante". Desde então Fernando Henrique Cardoso defende a candidatura do senador para a presidência em 2014 com unhas e dentes. Também vale ressaltar que o nome de Aécio apareceu em diversos escândalos recentes e nenhum deles foi citado pela mídia: Lista de Furnas, Nióbio de Araxá e ocultação de patrimônio, para não citarmos o flagrante de embriaguez, porque este episódio é da vida privada. 
Leia abaixo a matéria do NovoJornal na íntegra.
Aécioduto. O novo grande negócio da mídia nacional
Ávida por recursos, pois sem faturamento, devido seu ultrapassado formato que não consegue concorrer com as mídias atuais, onde um pequeno blog é lido por um número superior de leitores que o maior jornal impresso que circula na mesma região, a grande imprensa regional e nacional agarra-se como tabua de salvação ao gigantesco volume de recursos distribuído na tentativa de eleger Aécio Neves.
Trata-se de um esquema gigantesco onde dinheiro público e privado se misturam. Operando através de um pool de agências de publicidade, transformou em insignificante o esquema montado por Marcos Valério, conhecido por Valérioduto. Integram este pool, RC Comunicação Ltda, MPM-Populus, FAZ&Branz, New Publicidade e Comunicação Integrada Ltda.
Ciente da impunidade e diante da imobilidade do Ministério Público imposta pela Procuradoria Geral de Justiça, centralizou-se em Minas, a serviço do Governo de Minas Gerais, os maiores especialistas no desvio de dinheiro público e outras irregularidades praticadas através de agências de propaganda, que operou no Brasil nos últimos 10 anos.
Envolvidas na Operação “Caixa de Pandora”, estão a RC Comunicação Ltda e Branez Comunicação Total Ltda, integrante do consórcio com a mineira FAZ . As duas agências, segundo o Ministério Público, operaram o esquema de lavagem de recursos públicos através de notas frias no Distrito Federal.
A Promotoria do DF informou ao Novojornal que:
“os contratos não especificavam a forma nem o conteúdo dos serviços de publicidade a serem prestados pelas empresas. Essa imprecisão, proibida pela Lei n° 8.666/93, na prática permite que se realize qualquer coisa, a qualquer momento e a qualquer preço. A Lei também exige a apresentação de orçamento detalhado para a licitação de obras e serviços públicos, enquanto nos contratos de publicidade em questão nem mesmo o valor final dos serviços está discriminado de forma clara”.
Baseada nas evidências, a Promotoria argumentou que:
“esses contratos são um meio para o governo manter à sua disposição empresas contratadas para prestar serviços deliberadamente indiscriminados, com valores altíssimos, limitados apenas pela disponibilidade orçamentária. O objetivo final dos contratos seria fazer propaganda ideológica, uma vez que muitas das ações publicitárias realizadas não apresentam caráter de informação, educação ou orientação social”.
A Propulus, integrante do consórcio com a MPM, que empresta apenas seus atestados, nada mais é que a sucessora da Espontânea Comunicação Ltda, envolvida no enorme esquema de corrupção na administração de Antônio Palocci à frente da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto (SP), entre 2001 e 2002.
A agência New, derivação da New Trade, de propriedade do cunhado de Ciro Gomes, envolvida no escândalo do Mensalão, além de atender o Governo de Minas, atende ao Sistema FIEMG, CNI, Sebrae,FAEMG, AngloGold, Egesa , MMX e a Revista Veja BH.
A Lápis Raro, além do Governo de Minas, atende a CBMM, Usiminas e a Rede Globo Minas e a Radio Itatiaia. A Perfil atende a Cemig, BDMG, Prefeitura de Belo Horizonte e o Jornal Estado de Minas, sabidamente todas estas instituições integram o projeto político de Aécio Neves.
Por recusarem participar deste esquema, as tradicionais agências de propaganda mineiras foram alijadas do processo, através de manobras nos procedimentos licitatórios. Informam estas empresas que as irregularidades ocorridas no certame foram encaminhadas ao Ministério Público Estadual.
Inexplicavelmente, como se a distância entre Brasília, Ribeirão Preto e Belo Horizonte fosse enorme e estivéssemos em países diferentes, este grupo de empresas operam a luz do dia um esquema que movimenta, segundo especialistas, mais de R$ 65 milhões por mês.
E bem provável que na hora que estourar mais este escândalo as autoridades e grande parte da mídia nacional façam cara de assustados, como se não soubessem de nada. Foi criado a República Independente de Minas Gerais.
O Governo de Minas e as empresas citadas foram consultadas e optaram por não falar, transferindo para o cliente tal tarefa.
No Portal em Pauta
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Donos da EPTV controlam usina que tenta despejar assentamento Milton Santos

Proprietários da Usina Ester, que tenta na Justiça expulsar 68 famílias de área considerada modelo em agroecologia, são donos da afiliada da Rede Globo em Campinas
Antônio Carlos Coutinho Nogueira e José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho, donos da EPTV, afiliada da Rede Globo em Campinas, estão a frente da Usina Ester, que conseguiu na Justiça Federal reintegração de posse da área em que fica o Assentamento Milton Santos, em Americana, no interior de São Paulo. Com a decisão, 68 famílias estão ameaçadas de despejo no próximo dia 30. A área é considerada modelo em técnicas de agroecologia e na produção de alimentos sem veneno. A Repórter Brasil tentou contato com ambos para obter uma posição sobre a situação por meio da assessoria de imprensa da Usina Ester e da rede EPTV, mas não obteve retorno. A assessoria da Usina limitou-se a informar que “aguarda o cumprimento da decisão judicial”.
Além dos dois empresários, representantes do  grupo Abdalla também têm interesse no processo. Foram eles que arrendaram o terreno para a Usina Ester e que hoje alegam serem os legítimos proprietários da área. Ninguém ligado ao grupo, que foi um dos mais poderosos do estado até a década de 1980, foi encontrado para comentar o caso.
Horta cresce no assentamento Milton Santos, que é referência em agroecologia e produz  verduras, frutas e raízes (Foto: Eduardo Kimpara / Flickr (CC))

Nos balanços financeiros da Usina Ester disponíveis para download no site da empresa, Antônio Carlos Coutinho Nogueira figura como presidente da companhia, e José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho, seu irmão, como acionista e membro do conselho administrativo, ao lado de outros parentes. Eles detêm a concessão de 5 veículos — duas estações de rádios e três canais de televisão, quatro em São Paulo e um em Minas Gerais —, segundo informações do site “Os Donos da Mídia”, que reúne informações sobre os principais proprietários de canais de mídia do país (veja o perfil de Antônio Carlos e de José Bonifácio na página do projeto).
Os irmãos José e Antônio, concessionários de mídia
e acionistas da Usina Ester

 (Foto: Divulgação)

Ambos são filhos de José Bonifácio Coutinho Nogueira, ex-diretor da TV Cultura que fundou em 1979 o grupo das Emissoras Pioneiras de Televisão (EPTV), conjunto de retransmissoras da Rede Globo de Televisão no interior de São Paulo. Além das atividades como empresário no setor de comunicações, o fundador da EPTV também acumulou cargos e esteve próximo de figuras significativas da política brasileira. Foi secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, no governo de Carvalho Pinto (1959-1963), e secretário de Educação durante a gestão do governador biônico Paulo Egydio Martins (1975-1979).
A concentração de meios de comunicação nas mãos de políticos ou grandes grupos empresariais é um fenômeno recorrente no Brasil, de acordo com Pedro Ekman, membro de entidade da sociedade civil que estuda e trabalha sobre o direito à comunicação no país, o coletivo Intervozes. Ele explica que, como as concessões de rádio e televisão levam em conta muito mais um critério econômico do que social, isso tende a concentrar os meios de mídia nas mãos de poucos grupos ou pessoas com maior poder aquisitivo.
“A falta de uma política de redistribuição entre mais atores públicos e privados, de diferentes estratos sociais, acaba gerando essa coincidência entre proprietários de terras e concessionários de meios de comunicação”, avalia.
Família Abdalla
A confusão jurídica que ameaça as famílias hoje está relacionada ao histórico do “Sítio Boa Vista”, como é conhecida a propriedade. A Usina Ester alega ter direito sobre a área por ter arrendado o terreno do grupo Abdalla, fundado pelo empresário José João Abdalla — que respondeu em vida a mais de 500 processos judiciais, segundo levantamento disponível no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre os processos está o movido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em 1976, que conseguiu o terreno como garantia de pagamento de dívidas trabalhistas.
Do INSS a área foi repassada ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), onde, em 2006, as 68 famílias de camponeses foram assentadas. O terreno estava ocupado pela plantação de cana de açúcar da Usina Ester, mas, na Justiça Federal, o órgão conseguiu em dezembro de 2005 garantir a implantação do projeto de agroecologia, hoje tido como modelo no interior de São Paulo. A decisão foi revertida no final do ano passado, quando, por meio de outro processo, a Usina Ester e o Grupo Abdalla alegam ter quitado as dívidas que resultaram na desapropriação e readqurido o terreno.
O grupo Abdalla figurou durante mais de 50 anos como um dos mais poderosos conglomerados econômicos do Estado de São Paulo. Constituído a partir dos anos 1920 pelo empresário José João, o empreendimento manteve negócios com empresas que iam desde o ramo têxtil até bancos, na área financeira, ou outros investimentos rurais ou industriais. Seu fundador também teve carreira política, pela qual passou nos cargos de vereador, deputado estadual e federal e secretário do Trabalho, Indústria e Comércio de São Paulo, na gestão do governador Ademar de Barros (1947-1951).
Cercados por veneno
Visto por imagens de satélite, o Assentamento Milton Santos aparece cercado por extensas plantações de cana de açúcar. Maria de Fátima da Silva, moradora da área e dirigente estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), diz que o uso recorrente de veneno pela Usina Ester prejudica até hoje a lavoura dos produtores do assentamento. “O uso de agrotóxicos na região é um dos maiores conflitos”, aponta.
Terreno onde está o assentamento Milton Santos (em roxo) está cercado pela produção de cana de açúcar da Usina Ester S/A 
(Fonte: Wikimapia)
Diante da possibilidade de despejo, as famílias têm realizado mobilizações e defendido que a presidência da República decrete a desapropriação da área — medida que, na avaliação dos assentados, pode reverter a reintegração de posse determinada pela Justiça Federal. No último dia 15, terça-feira, manifestantes ocuparam a sede do INCRA em São Paulo (SP) para pressionar o governo federal. Outros deram início nesta semana a uma greve de fome em frente ao escritório da Secretaria da Presidência da República em São Paulo (SP), que fica na região da Avenida Paulista. Na quarta-feira, 23, outro grupo de assentados ocupou a sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, também em São Paulo (SP).
Segundo manifesto redigido por agricultores do assentamento, Lula foi o “presidente da República que, em 2006, assinou a concessão do terreno do Assentamento Milton Santos para fins de reforma agrária”. Eles pedem que o ex-presidente interceda junto a Dilma Rousseff (PT), para que ela assine o decrete de desapropriação da área e reverta a situação judicial em favor do assentamento. O manifesto pode ser lido na íntegra aqui.
No Repórter Brasil
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A mídia brasileira segundo Mino Carta

Uma coisa é certa: Mino não é definitivamente o admirador número 1 do jornalismo nacional
A sala de Mino: no lugar do computador, uma Olivetti
Fuçando em velhos arquivos do computador, eis que me deparo com uma entrevista que fiz, dois anos atrás, com o jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta, diretor de redação da Carta Capital e fundador da Veja. Escrevi a matéria em parceria com minha amiga Cátia Cananea para o jornal Diretriz, da faculdade em que eu estudava na época, o Mackenzie. Ao relê-la, percebi que suas ideias continuam bastante atuais e decidi publica-la aqui no Diário. Segue abaixo.
A sala de Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, tem um quê de vintage. Em cima da mesa, não há computador. No seu lugar, uma máquina de escrever Olivetti. “Tenho medo do computador”, diz Mino. “Ele engole as pessoas, sem que elas se dêem conta disso.” Aos 79 anos, Mino é dono de um currículo impressionante: ele fundou as revistas Veja, IstoÉ , Carta Capital e o Jornal da Tarde, entre outras publicações. Numa tarde de segunda-feira, ele me recebeu em sua sala para uma entrevista, na qual afirmou que a imprensa brasileira é “de uma safadeza e hipocrisia imbatível” e disse que entrou no jornalismo porque queria comprar um terno azul-marinho.
O que o senhor acha da imprensa brasileira?
Ela é excepcionalmente ruim. O melhor jornal que circula em São Paulo é esse aqui, olha. [Pega uma edição do italiano Corriere Della Sera]. Essa reforma da Folha é para rir, né? A imprensa de qualquer país democrático é melhor do que a brasileira. A meu ver, a imprensa brasileira tem dois problemas sérios.
O primeiro está na posição deles. No mundo todo, você vai encontrar posições diferentes entre os jornais. Cada jornal tem a sua postura, que se diferencia da do concorrente. No Brasil, não. Todos os jornais e revistas se juntam contra um inimigo comum. No caso, o PT. Eles não querem incentivar o debate. A nossa imprensa é de uma safadeza e de uma hipocrisia imbatível. Não existe igual no mundo. A imprensa está sempre a favor do que é pior, do que há de mais rançoso, do que há de mais reacionário. Eles gostam de ser súditos, gostam de ser súditos dos Estados Unidos.
O segundo ponto é que os jornais são tecnicamente ruins. Muito ruins. Sem contar as ofensas diariamente cometidas contra a língua portuguesa, uma língua muito bonita, flexível e que mereceria um tratamento melhor.
Então, a imprensa brasileira é tendenciosa, na sua opinião?
A imprensa tem obrigação de ser honesta. Aquela história de ela ser objetiva está errada. Você não consegue ser objetivo em momento algum da vida. Imagina escrevendo! Você é subjetivo até quando deposita uma vírgula. Mas precisa existir honestidade, entende? Ouvir quem está de um lado, quem está de outro. Dar o mesmo peso às declarações de ambos. E, depois, dar a sua opinião, acentuando a diferença entre o que é verdade factual e o que é opinião. A verdade é um fato simples. Esta é uma mesa [ele aponta para a mesa], isso é um copo, estou tomando Coca-Cola. Vocês são jovens estudantes, eu me chamo Mino. Essa é a verdade factual. A imprensa brasileira mente o tempo inteiro, omite informações, quando não convém ao ponto de vista deles.
Há alguma revista que se salva?
A Carta Capital. A Carta Capital é um milagre. Pela qualidade de análise, pela coragem. Você não precisa concordar com a Carta Capital, não é esse o ponto. Não somos os donos da verdade. Absolutamente. Mas, pelo menos, ela te oferece um trabalho em bom português, de análise profunda com a qual se pode concordar ou não. Nós temos a convicção de que o jornalismo se faz para iluminar os leitores.
Além da Carta Capital, há alguma outra?
Não. Tem algumas que são carregadas de boa-fé. Isso já é meio caminho andado. A Brasileiros é uma revista feita com muito boa fé, muita esperança. A Caros Amigos também. Agora, são publicações pouco incisivas, porque são mensais. É complicado fazer uma revista mensal. Ela acaba exercendo uma pressão, uma influência muito pequena. Dilui-se demais. Isso cria problemas sérios.
Qual é a diferença entre a Veja da década de 1970, editada pelo senhor, e a Veja de hoje?
A Veja nasceu uma revista independente, em um momento que não tem comparação com os dias de hoje. Ela nasceu em tempos de ditadura, foi apreendida nas bancas na 5ª edição. Foi submetida a uma censura infernal. Eu fui preso duas vezes e tive que prestar 40 depoimentos na Polícia Federal.
Enfim, eram outros tempos. Quando saí da Veja, ela entregou-se nas mãos da ditadura. Embora tenha mudado a sua postura, ainda era feita por uma equipe competente. Antes, a Veja era de franca oposição dentro das possibilidades, determinadas por uma censura duríssima. Então, naquele momento, a censura foi embora e tudo ficou bem pra eles. Mas, repito, a Veja não perdeu qualidade, mesmo mudando de posição.
Já a Veja de hoje é um acinte, é uma cloaca. Não é uma revista. Ela mente todo dia.
O senhor ainda usa máquina de escrever? Não gosta de computador?
Sim, ainda escrevo na minha Olivetti. Não chego perto do computador. Acho que ele engole as pessoas, sem que elas se dêem conta de que estão sendo engolidas. Tenho medo do computador.
Há quem diga que o jornalismo digital vai acabar com o impresso. Qual é a posição do senhor em relação a isso?
Confesso que esse raciocínio tem a sua lógica. Mas ainda tenho muitas dúvidas. Eu vejo que a internet está sendo muito mal usada. A internet hoje facilita tanto a vida do repórter que ela está acabando com a reportagem, com a cobertura profunda dos acontecimentos. O jornalista já não vai mais a campo. Está tudo lá, na internet. É um instrumento fantástico, negar isso é besteira. É fantástico porque, se você quiser ler tal livro, está lá. Ou, se quiser entrar na melhor biblioteca do mundo, no melhor museu, pode. Enfim, temos à nossa disposição o mundo via internet.
Mas não me parece que ela esteja sendo bem usado. Não tenho muita confiança no gênero humano, entende? Muito pelo contrário. Eu sou dostoievskiano na minha visão do homem. Não acredito que o homem vai produzir grandes coisas. Acho que o homem vai se meter, sempre, em guerras e lutas. E, o pior: em mutretas, em obras escusas.
Como o senhor entrou para o jornalismo?
Meu pai era jornalista, meu avô era jornalista. Meu irmão sonhava em ser jornalista. Eu, não. Achava os jornalistas um bando de chatos. Falando sempre de coisas, segundo eles, extraordinárias e, na verdade, terrivelmente iguais. As pessoas mudam de nome, mas você lida sempre com o mesmo tipo de personagem.
Enfim, quando eu tinha 15 anos, queria muito ir aos bailes de sábado. E eu precisava de um terno azul-marinho para ir. Meu pai recebeu uma proposta de um jornal italiano para fazer algumas matérias de futebol. Acontece que ele odiava futebol. Detestava cordialmente o futebol. Eu gostava, e eu jogava. Ele me chamou e disse: “Olha, tão me oferecendo isso. Você quer escrever?” Eu disse: “Quanto vale?” Ele falou que era tanto. E eu: “Perfeito, muito bom!” Com aquele dinheiro, eu podia fazer um terno azul-marinho num bom alfaiate. Bom mesmo! [risos] Aí, descobri que a felicidade estava ao alcance de quem quisesse escrever os artigos. Quer dizer, aquilo que eu concebia como felicidade, né?
Qual é a maior virtude que um jornalista pode ter, em sua opinião?
Posso dizer quais são as regras que devem inspirar o jornalista, aqueles princípios básicos. O primeiro é a fidelidade à verdade factual. Fidelidade total, não omitir nada daquilo que está ali. Em segundo, o exercício do espírito crítico. Isso é fundamental. Ter uma postura diante das coisas. Aliás, essa é a melhor maneira de ser efetivamente vivo. É um sinal de vida quase tão importante quanto respirar. E o terceiro ponto é a fiscalização do poder. Não só o poder do governo. Mas, também, o poder do banqueiro, é o poder da cultura, o poder em geral. O poder sempre se manifesta, existe em qualquer lugar.
Agora, esses são os princípios. O jornalista precisa ter talento, ter vocação. É possível desenvolver a técnica. Mas é fundamental ter algum talento, saber escrever bem. Jornalismo é uma forma de literatura, é um braço literário indiscutível. Grandes jornalistas foram grandes escritores. Você aprende a escrever realmente bem lendo muito. A leitura é fundamental para quem quer escrever. Tem que entrar em você. É a partir daí que você ganha um enorme desembaraço em relação à escrita.
Pedro Nogueira, Editor-chefe do portal masculino El Hombre, é louco por esportes - especialmente pôquer e sinuca, segundo ele "as modalidades mais honestas e emocionantes do atletismo".
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O chapéu serviu

Vestiram a carapuça
PSDB divulga nota rebatendo Dilma e diz que PT ultrapassa "limite perigoso à democracia"
O PSDB divultou nota em seu site oficial nesta quinta-feira (24) rebatendo as declarações da presidente Dilma Rousseff veiculadas em cadeia de rádio e TV na última quarta-feira (23). Segundo o partido da oposição, o PT "acaba de ultrapassar um limite perigoso para a sobrevivência da jovem democracia brasileira".
"Na noite desta quarta-feira, o país assistiu à mais agressiva utilização do poder público em favor de uma candidatura e de um partido político", diz a nota.
Segundo o PSDB, a presidente usou o "pretexto" de anunicar a redução da conta de luz para "atacar".
— Durante os oito minutos de divulgação obrigatória por parte das emissoras de rádio e TV brasileiras, a presidente Dilma faltou com a verdade, fez ataques a seus adversários, criticou a imprensa e desqualificou os brasileiros que ousam discordar de seu governo.
O PSDB argumenta que o PT "abandonou o conceito de República" e adotou um discurso político-partidário. Um dos exemplos, segundo a nota, foi a abertura do pronunciamento oficial que teve a vinheta de abertura de peça publicitária em substituição ao brasão da República normalmente usado em pronunciamentos oficiais.
— A chefe da Nação, que deveria ser a primeira a reconhecer-se como presidente de todos os brasileiros, agora os divide em dois grupos: o “nós” e o “eles”. O dos vencedores e o dos derrotados. Os do contra e os a favor. É como se estivesse fazendo um discurso numa reunião interna do PT, em meio ao agitar das bandeiras e ao som da charanga do partido.
O partido disse na nota que denuncia o uso da máquina pública e alerta os brasileiros para "a gravidade desse ato que fere frontalmente os fundamentos do Estado democrático".
— No governo do PT, tudo é propaganda, tudo é partidarizado. Nada aponta para o equacionamento verdadeiro dos problemas do país ou para uma solução efetiva.
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Nossos irmãos e irmãs gays

O discurso de reposse do Barack Obama foi uma litania previsível de boas intenções, como todos os discursos de posse, mas teve algumas novidades. Nunca antes na história a palavra “gay” — ainda mais as palavras “nossos irmãos e irmãs gays” — tinha aparecido num discurso inaugural.
Barack, que minutos antes fizera seu juramento com a mão esquerda em cima de duas bíblias (outra novidade), uma que pertencera ao Lincoln e a outra ao reverendo Martin Luther King, para não haver dúvida sobre o contexto maior da solenidade, incluiu o movimento “gay” entre as minorias (negros, latinos, imigrantes) e uma maioria (mulheres) ainda discriminadas.
E pela primeira vez na história a questão ambiental, ignorada por presidentes anteriores e pelo próprio Baraca até agora, mereceu mais do que duas ou três frases no discurso.
Mas a maior novidade de todas, e a mais politicamente relevante, foi a evidente mudança no tom do presidente em relação ao seu discurso de posse anterior e ao seu comportamento, moderado e conciliador, no primeiro mandato.
O seu centrismo assumido decepcionou muita gente, apesar de ser uma óbvia manobra para governar com uma oposição republicana majoritária no Congresso e em muitos casos vitriólica.
Mesmo com sua retórica convencional, o novo Obama, com as outras novidades do seu discurso e com seu novo tom, deu o recado: agora vai ser diferente. Agora vocês verão o Obama que todos esperavam há quatro anos. “Agora sim” poderia ser o título do discurso.
Os republicanos continuam com maioria na câmara dos deputados e muitos dos novos eleitos são da linha do Tea Party, ultrarreacionários dispostos a serem ainda mais chatos.
O presidente pode não cumprir a promessa do novo tom e decepcionar outra vez, mas agora não precisa se preocupar com a reeleição e conta com a reação dentro do próprio Partido Republicano à sua ala maluca, depois do fracasso do seu candidato no pleito presidencial.
ARMÁRIOS VAZIOS
Entre as bandas que participaram do desfile em frente à Casa Branca estava a Lesbian and Gay Band Association, que escolheu um repertório de compositores homossexuais, entre eles Leonard Bernstein e Aaron Copland. Os armários estão todos sendo esvaziados, mesmo retroativamente. O que é formidável.
Luis Fernando Veríssimo
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Os corvos, do contra, gritam. Ficarão para trás?

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De todos, o mais explícito Reinaldo Azevedo, que fala em "populismo elétrico" e "campanha eleitoral na tomada", mas o time inclui também o jornalista Carlos Alberto Sardenberg, que reclama que as pessoas possam consumir mais, agora que as tarifas vão cair, e a direção dos três principais jornais brasileiros, que noticiaram com uma pitada de ironia e dor de cotovelo a redução da conta de luz
Durante anos, décadas até, os grandes jornais brasileiros vocalizaram uma das maiores demandas empresariais no País: a redução do Custo Brasil. Nele, um dos principais componentes de custo é a tarifa de energia, historicamente uma das mais caras do mundo – especialmente após o processo de privatização. Dezenas de eventos foram organizados em vários pontos do País e muito pouco, ou quase nada, se fez.
No 247
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Redução da tarifa de energia é assunto que Míriam Leitão não se permite abordar

A jornalista encontrou a velha e surrada crise na Europa para ser o tema de sua coluna em O Globo do dia de hoje (24/01). De certo que essa não seria a postura, caso a Presidente Dilma tivesse anunciado ontem um "adiamento" - suspensão - ou redução do valor percentual que os consumidores irão pagar a menor.
Essa é a nossa imprensa, essa é DONA MIRIAM, que AGOURA, FAZ ALARME, ESPALHA BOATO e faz parte da TURMA DO CONTRA, daqueles que não conseguem um mínimo de isenção para atuar profissionalmente como jornalistas / analistas, e colocam suas antipatias ou preferências partidárias, acima do direito do cidadão ser bem informado, honestamente informado.
No 007BONDeblog
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A cara dos rola-bostas

Dá para imaginar as caras dos Mesquitas, do Frias, dos Marinho, dos Civita, de todos os rola-bostas da nossa imprensa, com o maravilhoso  pronunciamento da presidenta Dilma, em cadeia nacional, no horário nobre da televisão?   
Dá para imaginar as caras do R. Azevedo, A. Jabor, R. Noblat, E. Cantanhêde, M. Leitão, A. Sardenberge e tantos outros calunistas urubólogos que sempre torcem pelo pior para o país?  
O PSDB, seu rabo DEM  e o  penduricalho PPS: já imaginaram  as caras deles? E por falar em caras de merda, ainda tem aquela parte anal na qual, nessas ocasiões, eles introduzem os dedos e rasgam de ódio. Aff!! Devem ter tomado caixas de analgésicos e calmantes! 
O pronunciamento da presidenta Dilma foi arrasador, devastador  para essa cambada, mas   valoroso e tranquilizador  para povo brasileiro.
Nunca antes na história deste país  um presidente esteve em cadeia nacional para anunciar redução na conta de energia.  
Depois de 23/01/2013, depois do pronunciamento da presidenta Dilma, eu duvido que algum rola-bosta  vá falar em falta de energia, apagão. Se falar é porque é um autentico rola-bosta masoquista.

Viva Dilma, Viva Lula, Viva o governo do PT!

Jussara Seixas
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Parlamento de Cataluña se proclamó como región soberana de España

Diputados catalanes celebran la declaración de soberanía aprobada
(Foto: EFE)
La resolución no vinculante declara a Cataluña como “sujeto político y jurídico soberano” y otorga a sus ciudadanos el derecho democrático de decidir sobre su soberanía, superando los límites que impone la Constitución española.
El Parlamento de la Comunidad Autónoma de Cataluña aprobó este miércoles una declaración de soberanía, que la proclama como región soberana para “decidir su futuro”, lo que supone el primer paso para avanzar hacia un referendo de independencia respecto a España, en el año 2014.
La resolución no vinculante fue aprobada con 85 votos a favor, 41 en contra y dos abstenciones. El texto declara a Cataluña como “sujeto político y jurídico soberano” y otorga a sus ciudadanos el derecho democrático de decidir sobre su soberanía, superando los límites que impone la Constitución española.
Esta decisión agudiza el conflicto político con el Gobierno central de Mariano Rajoy, que no acepta la solicitud de independencia de esta región ubicada al noreste del país.
La Declaración había sido pactada por los nacionalistas de Convergencia i Unió (CiU), del presidente catalán Artur Mas, y los independentistas de Esquerra Republicana de Catalunya (ERC), segunda fuerza política, por lo que tenía garantizada su aprobación parlamentaria.
La presidenta del parlamento, Nuria de Gispert, declaró que cinco diputados socialistas no votaron por discrepancias con la decisión del líder de su partido de rechazar la resolución, mientras los representantes del oficialista Partido Popular se retiraron al momento de la votación.
Los ecosocialistas de Iniciativa per Catalunya Verds (ICV) se sumaron posteriormente al acuerdo, tras una mínima modificación del texto original, al que se le eliminó la referencia al “Estado propio en el marco europeo”, ya que consideraban que fijaba ese horizonte como proyecto.
Al cerrar el debate, CiU remarcó el carácter “histórico” de la resolución y dejó la puerta abierta a todos los partidos para sumarse al proceso.
“El camino del derecho a decidir está abierto. Esta no es una declaración a favor de la independencia ni del federalismo, es una declaración a favor de la democracia”, afirmó Oriol Pujol, líder del grupo parlamentario.
El gobierno de Mas quiere dar el primer paso para lograr la independencia de la región, siendo clave la celebración de un referendo de autodeterminación en 2014. Sin embargo, Rajoy dice que la celebración del referendo es inconstitucional, alegando que la soberanía reside en el pueblo español.
Región endeudada
Cataluña es una de las regiones más desarrolladas de España, pero la crisis económica ha provocado que la Comunidad acumule cerca de 40 millones de euros (unos 53 millones de dólares) en deuda, obligando a las autoridades regionales a imponer recortes en los gastos de salud y educación.
Esta situación ha alimentado el nacionalismo catalán, ya que sus habitantes creen que su economía sería más próspera por su cuenta, argumentando que un alto porcentaje de sus impuestos va al gobierno central en Madrid.
La Comunidad aporta aproximadamente 16 mil millones de euros (más de 21 mil millones de dólares) a Madrid por conceptos fiscales. No obstante, las autoridades regionales denuncian que reciben “muy poco de vuelta” desde el gobierno central.
Cataluña esta integrada por las ciudades de Barcelona, Girona, Lleida y Tarragona; y representa una quinta parte de la producción económica de España.
Las comunidades autónomas de España administran sus propios presupuestos y son responsables de las políticas de salud y educación y otras áreas del gasto público.
teleSUR
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Moeda social basca será posta em circulação antes de final de mês

eusko-currency
Introduz-se o eusko, destinado a promover "uma economia mais verde e mais humana", vinculada à língua e a cultura bascas. Os promotores argumentam que as empresas se beneficiarão. As notas mostram fotografias da vida basca e incluem cinco medidas de segurança diferentes.

Os cidadãos do País Basco do Norte (do lado francês da fronteira) poderão conseguir os seus primeiros euskos neste sábado. A Associação para a Criação de uma Moeda Local, Basca, Ecológica e Solidária tem previsto lançar a nova moeda social (uma alternativa ao euro) por todos os lados de Iparralde a 31 de janeiro, mas terá uma primeira ocasião para trocar moeda neste mesmo sábado 19 em Ainhize-Monjolose.
O desenho das notas de eusko apresentaram-se anteontem em Baiona. Com valores de entre 1 e 20 euskos, as notas mostram cenas da vida basca, e contêm até cinco medidas de segurança diferentes: filigrana, estampagem em quente, contraste, tinta fluorescente antifotocópia e uma quinta que não foi revelada.
Persegue-se "uma economia basca, verde e mais humana"
O projeto do eusko apresentou-se ao princípio de 2012. Os promotores explicaram então que o objetivo era ajudar "à emergência de uma economia mais verde e mais humana". Outro objetivo era "reforçar o uso do basco na vida pública", vinculando a nova moeda ao compromisso de lojas e empresas ao uso da língua.
Os euskos, de antemão, só estarão em circulação em Iparralde, mas os promotores querem que a ideia se expanda a todo o País Basco, incluídos portanto Euskadi e Navarra.
126.000 euskos em circulação
Segundo Le Journal du Pays Basque, serão postos em circulação 126.000 euskos dantes que acabe janeiro. Também se porá em funcionamento um sistema que permitirá o pagamento em euskos através da internet, previsto para o junho. Os euskos poder-se-ão comprar a uma taxa de cámbio de um eusko por um euro. Desde o começo, a nova moeda será aceite em 73 negócios de Iparralde.
Os promotores argumentam que o sistema permitirá que as lojas ganhem novos clientes, servirá como selo de qualidade (só são bem-vindos os negócios respeitosos com o meio ambiente, baseados localmente e socialmente responsáveis) e impulsionará a economia local, visto que se alenta a recirculação da moeda basca (se os euskos se querem trocar de novo por euros, perde-se 2% do valor).
No Diário Liberdade
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Quem são os terroristas?

Para a imensa maioria da população basca, pessoas como o suposto etarra Joseba Gotzón, rotulado de "terrorista" pelos agentes que o prenderam no Rio de Janeiro - embora não tenha sido sequer condenado pela justiça espanhola - não são "terroristas", mas militantes presos em defesa da independência.
Como prova desse apoio, basta ver a gigantesca manifestação popular feita em Bilbao, capital do País Basco, na Espanha, há menos de 15 dias, na segunda semana de janeiro de 2013, pela transferencia dos presos do ETA para o território basco, que pode ser conferida neste vídeo:

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Aplausos, que eles merecem

Onde estão as 'pessoas de bem' dotadas
de poderes para reagir à entrega do
Legislativo ao aviltamento?
Segue a série de revelações diárias sobre os desvios de conduta do favorito à presidência do Senado, Renan Calheiros, seguido de perto na série pelo candidato à presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves. Mas não é nas obras incompletas desses dois líderes políticos que se encontra o motivo mais forte de espanto e indignação. É no seu oposto. É nas outrora chamadas "pessoas de bem", hoje sem uma expressão que as designe.
Onde estão as "pessoas de bem" dotadas de poderes para reagir à esperada entrega do Poder Legislativo do país ao aviltamento escancarado? Onde estão a OAB nacional e suas seções regionais, que não movem sua autoridade histórica e seu patrimônio de conhecimento para ativar e liderar a defesa da sociedade civil? Acomodar-se no imobilismo e no silêncio permissivos é associar-se ao que merece reação. Os intelectuais, os artistas, os estudantes, onde pararam?
Antes daqueles todos, e até pelo nome que ostenta, deveria estar o Ministério Público fazendo a representação ativa da população desprovida de conhecimento e de meios para reagir às traições dos seus eleitos. Mas Renan Calheiros e Henrique Alves estão pendurados há anos em processos criminais que o Ministério Público, pela Procuradoria-Geral da República, guarda com zelo, para evitar que se movam até de uma gaveta a outra. Tal como fez em benefício de Carlos Cachoeira e seus companheiros do PSDB e do DEM.
Em um só dia, ontem, soube-se que Renan Calheiros já negociou a comissão de meio ambiente para o senador Blairo Maggi, o imperador da soja sempre citado quando o assunto é desmatamento ou agronegócio; e a importante Comissão de Constituição e Justiça para o senador Vital do Rego, até há pouco presidente da anti-CPI do Cachoeira, aquela que se dissolveu ao esbarrar em indícios de crimes a serem apurados - entre eles, além dos envolvimentos de políticos do PSDB e do PMDB, os de ligação de Carlos Cachoeira, a empreiteira Delta e o empreiteiro Fernando Cavendish.
E outra: é de Renan Calheiros, pedinte oficial das bocas-ricas em nome do PMDB, a carta indicando para alto cargo no governo o negocista Paulo Vieira, da turma orientada pela tal Rose do escritório da Presidência da República em São Paulo.
Logo serão outras as novidades. Também com duração de 24 horas, porque a indiferença não é terreno propício a que produzam consequências.
Não é preciso refletir muito para admitir que os renans de todos os calibres têm razão. Se fazem o que fazem, são o que são, e têm êxito, aí está a evidência de contarem com consentimento amplo, geral e irrestrito. A indiferença e o silêncio que os acompanham são formas de aprovação. Ou de aplauso, mesmo.
Janio de Freitas
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Não somos racistas, né Kamel?

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Direita ganha "lei da moral e bons costumes"

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Venezuela rechaza falsa fotografía de Chávez publicada por diario El País

Ministro de Comunicación venezolano desmintió el montaje mediático
 (Foto: AVN)
El Ministro de Comunicación venezolano desmintió el montaje mediático fabricado por el periódico español. El rotativo reconoció la falsedad de la imgen y procedió a retirarla de su portal web, paralizar la edición impresa y "disculpárse" por el "error" cometido.
El ministro para la Comunicación e Información de Venezuela, Ernesto Villegas, calificó como “falsa y grotesca” una foto publicada este miércoles por el diario español El País, donde se muestra a un hombre entubado en una cama de hospital, que fue presentada en la portada impresa del rotativo como “imagen exclusiva” del presidente venezolano, Hugo Chávez.
A través de su cuenta en la red social Twitter (@VillegasPoljakE), el Ministro desmintió el montaje mediático fabricado por el periódico español, que formaría parte de una campaña internacional y psicológica de desestabilización denunciada, días atrás, por el mismo Gobierno de Venezuela.
"Tan grotesca como falsa la foto de 'Chávez entubado' que hoy publica en primera página el venerable diario El País de España", escribió Villegas.
 
El diario publicó en su portal web la fotografía, y en el sumario reseñó: "EL PAÍS ofrece una imagen inédita y exclusiva (de Chávez), tomada hace unos días, que muestra un momento de su tratamiento médico en Cuba, según las fuentes consultadas por este diario".
Frente a ello, el Ministro desveló que la fotografía corresponde a una captura de pantalla de un video subido a Youtube en el año 2008, denominado “Intubacion de acromegalia AMVAD”.
"De este video proviene la falsa 'foto de Chávez entubado' que publicó El País de España en primera página: http://www.youtube.com/watch?v=DB4bIH0GsYU ...", redactó Villegas en otro tuit.
Tan solo media hora después de haber sido publicada la imagen digital en el portal web del rotativo, ésta fue retirada, así como también lo fue el tuit difundido por la empresa, a través de su cuenta institucional.
La nota inicial aseguraba que era una foto del jefe de Estado venezolano, “según las fuentes consultadas por este diario”. Sin embargo, el periódico retiró la imagen más tarde y se “disculpó” por haberla publicado, alegando que “EL PAÍS no había logrado verificar de forma independiente las circunstancias, el lugar o la fecha en la que se había realizado la fotografía”.
En el comunicado, el diario añadió “una agencia informativa (Gtres Online) había suministrado al periódico afirmando que se trataba de Hugo Chávez”.
Este “error” del rotativo obligó a la empresa a paralizar la distribución de su edición impresa de este jueves 24 de enero, así como a enviar una nueva edición a los puntos de venta.
“EL PAÍS pide disculpas a sus lectores por el perjuicio causado. El diario ha abierto una investigación para determinar las circunstancias de lo sucedido y los errores que se hayan podido cometer en la verificación de la fotografía”, concluyó la nota del diario.
A principios del mes de enero, el Gobierno Bolivariano alertó sobre una guerra psicológica, emprendida por corporaciones mediáticas transnacionales, para difundir falsos rumores sobre la salud del presidente Chávez, quien se recupera de una intervención quirúrgica en La Habana, Cuba.
"El Gobierno de la República Bolivariana de Venezuela advierte al pueblo venezolano sobre la guerra psicológica que el entramado mediático transnacional ha desatado alrededor de la salud del Jefe del Estado, con el fin último de desestabilizar a la República Bolivariana de Venezuela, desconocer la voluntad popular expresada en las elecciones presidenciales del pasado 7 de octubre y acabar con la Revolución Bolivariana liderada por Chávez", destacó un comunicado.
En abril de 2002, el mismo diario español avaló el golpe de Estado contra el presidente venezolano, en un polémico editorial titulado: "Golpe al caudillo", en el que argumentaba que "la situación había alcanzado tal grado de deterioro que este caudillo errático ha recibido un empujón".
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Charge online - Bessinha - # 1663

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O neoliberalismo sob o olhar da Psicanálise e do Direito

 Imperdível  

A doutrina do Liberalismo surgiu no século XVII, como alternativa para libertar os cidadãos da opressão de monarquias totalitárias que não separavam Estado de religião. Era uma reinvenção da cidadania. No século XX, nos deparamos com um chamado NEOliberalismo, que pouco se assemelha ao original. Nesta entrevista, o psicanalista Agostinho Ramalho Marques Neto analisa o tema sob uma ótica multidisciplinar, misturando Psicanálise, Direito, Economia e Política. Ele é membro do Núcleo de Direito e Psicanálise da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Ciências Jurídicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Também é autor do livro "A ciência do Direito - conceito, objeto, método".
O programa Justiça do Trabalho na TV é produzido pela Assessoria de Comunicação Social do TRT de Santa Catarina.

No Sátiro
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