21 de jan de 2013

Por que Lula apoia Dilma e não será candidato


lula e dilma sp Por que Lula apoia Dilma e não será candidato
Na falta de um candidato competitivo da oposição até agora, setores da mídia resolveram lançar dois candidatos do PT, Dilma e Lula, em mais uma tentativa de jogar um contra o outro.
Estão perdendo seu tempo. Dilma é a candidata de Lula à reeleição desde a sua vitória em outubro de 2010, quando já começavam as especulações na imprensa sobre a sua possível volta em 2014.
Numa das últimas conversas que tivemos no Palácio da Alvorada, logo após a vitória de Dilma, o então presidente Lula apresentou dois bons argumentos para justificar sua decisão de não mais disputar eleições.
"Em primeiro lugar, quem me garante que seria eleito? Em segundo lugar, se eleito, quem me garante que teria condições de fazer um bom governo e sairia com a mesma aprovação popular de agora?".
Podem chamar Lula de tudo, menos de burro. Nenhum outro presidente da República deixou o cargo com mais de 80% de aprovação depois de eleger para sucedê-lo sua ministra Dilma Rousseff, que nunca havia disputado uma eleição. Para que arriscar, se já havia passado para a História?
A alta aprovação popular de Dilma e de seu governo até agora é também uma vitória de Lula e nada indica que ele tenha mudado de posição após a nossa conversa no Alvorada.
Mil vezes ele já desmentiu a intenção de se candidatar, mas não adianta. Qualquer movimentação de Lula é apontada como tentativa de voltar em 2014.
Ainda nesta segunda-feira, este foi o tema mais tratado pelos jornalistas com os principais assessores do ex-presidente no Instituto Lula. Todos negaram que Lula tenha intenção de se candidatar na próxima eleição presidencial.
"Na disputa federal, Lula vai gastar toda sua energia para a manutenção da aliança entre PT, PMDB e PSB", disse o ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos e diretor do Instituto Lula, Paulo Vanucchi. Segundo o ex-ministro, Lula também não pretende disputar a eleição de 2018 e não se opõe a apoiar uma candidatura de aliados do PT.
Na mesma linha, o diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, também negou que Lula tenha qualquer plano de se candidatar novamente.
"A nossa candidata em 2014 chama-se Dilma Rousseff. Vamos trabalhar pela sua eleição, para que a gente continue neste governo extraordinário que, apesar das dificuldades, pode fazer muita coisa pelo Brasil.
O fato de Lula descartar qualquer candidatura, não quer dizer que ele tenha se aposentado da política.
Ao contrário, como um dos principais líderes políticos do país, Lula continua em plena atividade, como mostrou ainda hoje ao abrir o seminário sobre os rumos da América Latina promovido pelo seu instituto com a participação de membros do governo e autoridades convidadas de outros países da região.
Da mesma forma como não deixou de participar de debates e reuniões políticas aqui e no exterior, empenhando-se para valer na última campanha municipal, apesar do duro tratamento contra um câncer na laringe, Lula voltará a percorrer o país a partir de fevereiro para discutir com segmentos e grupos sociais as mudanças que ocorreram nos dez anos de governos petistas.
O que Lula quer é defender em contato direto com a população o legado do seu governo, duramente atacado pela mídia desde o julgamento do mensalão e com as revelações da Operação Porto Seguro.
Assim ele se prepara para ser, em 2014, o maior cabo eleitoral da candidatura de Dilma à reeleição. O resto é poesia ou má-fé.
Ricardo Kotscho
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Pesquisa Ibope sobre partidos é palhaçada que nenhum pesquisador sério assinaria

Que importância teria uma pesquisa que quisesse saber a opinião da população sobre a segurança das viagens marítimas, se fosse feita nos dias imediatamente posteriores ao naufrágio do Titanic?
E uma outra, se o Brasil deveria ou não adotar a pena de morte, feita imediatamente após casos que chocaram a opinião pública, como o assassinato de Daniela Perez, o do menino João etc?
A mesma pergunta vale para essa pesquisa contratada pelo Estadão ao Ibope, que revelou que "56% dos brasileiros afirmaram no final de 2012 não possuir preferência por nenhuma legenda política - eram 38% em 1988". Só que a pesquisa foi feita em outubro do ano passado, no auge do julgamento do mensalão...
Qual pesquisador sério endossaria qualquer dessas pesquisas? É evidente que a comoção causada pelos fatos (Titanic, assassinatos cruéis e covardes, julgamento com altíssima repercussão na mídia) invalida qualquer dedução científica que se possa tirar dessas pesquisas.
A do Estadão, por exemplo, só se justificaria se estivesse incluída dentro de uma série de pesquisas do mesmo tipo - o que não foi o caso. A última pesquisa semelhante foi feita em março de 2010, final do segundo mandato de Lula.
O objetivo do Estadão é o mesmo da mídia corporativa brasileira: desestimular na população a participação política, desmoralizar partidos e políticos em geral, para que, ao final, possam mostrar a saída salvadora: o golpe moralizante e redentor.
Só que quebraram a cara. O PT, que em 2010, no auge de Lula, tinha 33% da preferência do brasileiro, no auge do julgamento do mensalão continuou sendo o partido preferido, com 24%.  Ou seja, mesmo com toda a campanha contra, o PT ainda é o partido de um em quatro brasileiros. Tem quatro vezes mais adeptos que o segundo colocado, PMDB - 6%. E quase cinco vezes mais que os tucanos - 5%.
Além de fabricar manchetes mentirosas (como a do processo que não houve de Gurgel contra Lula), vê-se que o Estadão patrocina também pesquisas idiotas. Não é à toa que está quebrado, segundo dizem.
Ah, se não fossem os anúncios do governo federal e da Caixa, Petrobras, BB etc. Hoje em dia sobraria apenas o governador Alckmin Pinheirinho para sustentá-lo.
No Blog do Mello
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Jornalismo de má-fé da Folha de São Paulo é criticado por jornalistas e procurador

Matéria de hoje da Folha de São Paulo, também reproduzida no UOL é tão anti-jornalismo que causou a indignação de professores de jornalismo e do procurador que fez a denúncia da violentíssima e ilegal reintegração de posse do Pinheirinho à OEA, reproduzo os comentários de cada um deles:
Marcio Sotelo Felippe, procurador do estado de São Paulo que fez a denúncia do caso Pinheirinho à OEA escreveu indignado em seu facebook:
Vejam a barbaridade dessa matéria. Criminalidade diminui em SJC após a desocupação… A jornalista que assina a matéria, Larissa, falou comigo. Perguntou por que denunciamos o caso à OEA. Remeti a ela a peça, datada de junho de 2012. Nenhuma palavra sobre isso. Apenas uma informação errada sobre denúncia à ONU e à OEA em 31 de janeiro, 8 dias após a desocupação, o que é uma bobagem porque não haveria tempo hábil para isso. Ainda informação errada sobre o leilão do terreno, que teria sido suspenso porque os moradores entraram com uma ação… simplesmente inacreditável. Má-fé, distorções, informações falsas, criminalização das vítimas, menções a prostituição, tráfico de drogas, e por aí vai. Eles podem tudo. A liberdade de imprensa é no Brasil a liberdade para a delinquência jornalística.
Sobre a mesma matéria, o professor de jornalismo da ECA Dennis de Oliveira disse:
Esta matéria do portal UOL é um exemplo de prática de jornalismo em que os interesses ideológicos se sobrepõe aos fatos: a manchete da matéria é “Um ano depois, moradores dizem que violência na região do Pinheirinho diminui após reintegração“. Porém, apenas uma pessoa que foi entrevistada disse que os assaltos diminuíram. Outro entrevistado disse que ele nunca foi assaltado em momento nenhum, mas que “ouviu falar” que a segurança melhorou. Depois tentando dar um dado mais objetivo, a reportagem cita os números de ocorrências registradas na delegacia local. Ocorre que a própria matéria registra a seguinte fala do delegado responsável: “O 3º DP atende todo o extremo sul de São José dos Campos, que abriga cerca de 200 mil pessoas. É uma área muito populosa e com índice de criminalidade grande. Portanto, não há como associar a redução dos roubos, tampouco o aumento dos furtos na região com a desocupação do Pinheirinho“. Na sequência da matéria, aparecem o que é de concreto neste fato: redução do número de pedintes, melhoria na aparência pela ausência de barracos e VALORIZAÇÃO dos imóveis construídos na área. Pergunto: por que o gancho da matéria – e seu título – não foi: “Após desocupação do Pinheirinho, imóveis da região se valorizam”? O título e o foco da matéria reforçam estereótipos e preconceitos contra moradores de habitações precárias. E coloca em segundo plano os interesses especulativos imobiliários nestas ações de remoção. PÉSSIMO JORNALISMO!!!!
E para encerrar cito o jornalista Breno Altmann do Opera Mundi e Revista Samuel, via o jornalista e professor Gilberto Maringoni:
Gilberto Maringoni: Breno Altman tem uma frase genial sobre o jornalismo brasileiro. Certas matérias denotam não apenas seu caráter de classe, mas a classe do caráter de quem o produz.
A famigerada matéria em questão:
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Cachoeira oferece cidadania goiana a Gérard Depardieu

Cachoeira oferece cidadania goiana a Gérard Depardieu
Carlinhos, Andressa e Demóstenes postaram suas fotos de férias no Instagram
ANÁPOLIS - Desfrutando de seu tempo livre, o megaempresário do ramo das diversões ilícitas Carlinhos Cachoeira participou de um campeonato de truco, comprou bermudas estampadas em cores chamativas e postou fotos de todas as suas refeições no Instagram, com destaque para os camarões-pistola no creme rosé. "Vodca ou água de coco. Pra mim tanto faz", declarou, enquanto lixava as unhas do pé com o marfim de uma morsa austríaca.
Aberto ao ócio criativo, o empresário enviou um comunicado ao ator Gérard Depardieu, oferecendo-lhe a cidadania goiana. "O indivíduo quer se livrar das garras do governo e vai para aquele frio da Rússia? Melhor sentir o calor humano do planalto central brasileiro", disse, mostrando-se solidário. "Já mandei sacrificar 47 javalis, 22 leitoas e 13 novilhos para a recepção deste monstro do cinema, desse heroi da liberdade contra a tirania dos impostos". E concluiu: "Gérard provará a nossa cachaça e ouvirá a legítima música sertaneja".  Em seguida, confirmou que pretende oferecer asilo a Aniz Abraão David em sua piscina.
O programa Fantástico já entrou em contato com Depardieu para que ele seja a próxima estrela do quadro Medida Certa.
No The i-Piauí Herald
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Por que o embate entre Carlos Dornelles e a Globo é de grande interesse público

A sociedade tem que saber mais sobre as práticas fiscais de corporações como a Globo
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Carlos Dornelles é um verbete grande no espaço de memórias do site da Globo.
Ali ficamos sabendo que Dornelles, gaúcho de Cachoeira do Sul nascido em 1954, fez muitas coisas na Globo.
Vou transcrever um trecho para conhecermos melhor Dornelles na Globo segundo a própria Globo:
Esteve à frente de importantes coberturas, tais como a do comício no Vale do Anhangabaú pela campanha das Diretas Já, em 1984. (…)
Também integrou a equipe mobilizada para a cobertura da doença e, em seguida, do falecimento do então presidente eleito Tancredo Neves.
Em abril de 1989, Dornelles foi transferido para o escritório da TV Globo em Londres, onde começou a trabalhar como correspondente. Durante os anos em que esteve na Inglaterra, realizou importantes coberturas jornalísticas sobre a crise do leste europeu. Na então Tchecoslováquia, cobriu a chamada Revolução de Veludo, em novembro de 1989. No mesmo período, esteve no Irã, onde foi responsável pela cobertura da morte do aiatolá Khomeini, cujo enterro reuniu cerca de dez milhões de iranianos; e na Alemanha, onde acompanhou o primeiro ano-novo após a queda do Muro de Berlim.
Em outubro de 1990, recém-chegado de Londres, Carlos Dornelles foi convidado (…) para trabalhar como correspondente em Nova York. No ano seguinte, participou da equipe de cobertura da Guerra do Golfo, um dos momentos mais marcantes de sua carreira.  (…) Ainda como correspondente em Nova York, realizou a cobertura da prisão e da morte do traficante colombiano Pablo Escobar, em 1991 e 1993, e esteve diversas vezes no Peru cobrindo o governo e a queda do ex-presidente Alberto Fujimori.
Ao longo de sua carreira, também participou de importantes coberturas esportivas, como a da Copa do Mundo de 1990, na Itália; a de 1994, nos Estados Unidos, em que o Brasil conquistou o tetracampeonato; e a de 1998, na França. Fez parte, ainda, da equipe que cobriu as Olimpíadas de Seul, na Coreia do Sul, em 1988, e de Sidney, na Austrália, em 2000. 
Bem, tanta coisa não foi suficiente para que Dornelles não fosse demitido, em 2008. Dornelles, algum tempo antes, tinha manifestado publicamente seu incômodo com a forma como a Globo vinha cobrindo política.
Antes de ser mandado embora, passou pelo exílio jornalístico siberiano  do Globo Rural, encostado e visto por agricultores sem muito que fazer nos domingos pela manhã.
Tanta coisa, também, não foi suficiente para que Dornelles, a partir de um determinado momento na Globo, desfrutasse dos direitos trabalhistas nacionais.
Dornelles foi instado a se tornar, como tantos outros funcionários graduados da Globo, o chamado “PJ” – pessoa jurídica.
É uma manobra comum entre as empresas jornalísticas, com raras e caras exceções como a Abril. Usar PJs é uma gambiarra de discutível legalidade e indiscutível imoralidade.
O objetivo é simplesmente não pagar o imposto devido. A empresa simula que o funcionário presta serviços eventuais, e com isso economiza consideravelmente. Dornelles era um PJ ao deixar a Globo, embora isso não esteja em seu verbete.
Para os cofres públicos, a proliferação de PJs é uma calamidade. Falta dinheiro que poderia construir escolas, ou pontes, ou hospitais.
Para o empregado, é nocivo. Fundo de garantia, 13º salário, férias etc simplesmente desaparecem.
É bom apenas para os acionistas.
O que leva uma empresa como a Globo a isso? Falta de dinheiro? Ora, a Globo – por causa de outro expediente de duvidosa ética, os chamados BVs, algo que mantém as agências de publicidade numa virtual dependência da empresa – fica, sozinha, com praticamente metade de toda a receita publicitária brasileira. (Os BVs — bonificações por volume — explicam em boa parte o milagre de a receita publicitária da Globo aumentar no ano em que teve a pior audiência de sua história. De Xuxa a Faustão, do Jornal Nacional ao Fantástico, o Ibope marcha soberbamente para trás.)
Isso, para resumir, significa o seguinte: a Globo teria que ser administrativamente muito inepta para não ser muito lucrativa com tanto faturamento.
Por que, então, tornar PJs funcionários como Carlos Dornelles, se não é por sobrevivência?
A melhor resposta é: por ganância, associada a um sentimento de impunidade comum em quem tem muito poder de retaliação e intimidação. E esperteza: fazendo este tipo de coisa, a empresa ganha vantagem competitiva sobre as rivais seus custos diminuem. A Abril, que não tem PJs, já foi maior que a Globo.  Hoje é algumas vezes menor.
O risco para a empresa é que, em algum momento, em geral na saída, o PJ a processe.
Foi o que Dornelles fez. Ele reivindica mais de 1 milhão de reais da Globo na Justiça.
Empresas jornalísticas deveriam ter um comportamento exemplar nas práticas administrativas, dado o seu papel fiscalizador.  Você não pode cobrar retidão de governos e políticos  se faz curvas. Isso se chama cinismo. Há que ter muita desfaçatez para dar lições de moral quando você agride o interesse público ao recolher menos imposto do que deveria.
Em vários países, as autoridades estão trazendo à luz aberrações fiscais para que a sociedade se inteire de algo que é crítico para seu bom funcionamento.
Na Inglaterra, vieram à luz os impostos pífios pagos por colossos como Google, Amazon e Starbucks com o propósito de embaraçar as empresas e forçá-la a pagar sua taxa justa.
O caso Dornelles é uma lembrança oportuna de que o governo brasileiro deveria jogar luzes – o mais eficiente desinfetante —  nas práticas fiscais de empresas como a Globo com seus PJs de araque.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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