18 de jan de 2013

Manchetinha safada

Capa do jornal Folha de São Paulo
Evidentemente, não há outra classificação para esta manchete, a principal da 1ª página do Folhão de hoje: "SP tem 661 mil pedidos médicos na fila de espera". Tudo bem, é notícia - e triste -, mas lendo-se a matéria descobre-se que se trata de uma lista só da Prefeitura da capital, de pacientes inscritos para atendimentos em órgãos de saúde municipais.
Por que a Folha de S.Paulo não dá a lista do Estado? Os corredores dos hospitais públicos e demais instituições de saúde estaduais estão cheios de pacientes e de macas com doentes à espera de vagas para tratamento e internação.
É só conferir no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, na capital (HC-FMUSP), e nos outros hospitais públicos do Estado na capital e no interior, para ver o apagão, o estado de calamidade pública a que chegou a saúde em São Paulo nestes 20 anos em que o Estado é governado pelos tucanos.
Jornal parece querer proteger o governo tucano. Será?
Parece. Mas, assim, da forma como a Folha dá a notícia abordando os pacientes à espera por atendimento nos hospitais e postos de saúde da capital, parece proteção ao governo tucano do Estado - será ?!!! - e um ensaio de que vai fazer oposição declarada ao novo prefeito paulistano, Fernando Haddad (PT).
Sem lhe dar sequer aquela trégua que os jornalões costumam dar às autoridades que chegam, para que elas digam a que vieram.
A propósito e embora os assuntos sejam tristes, um leitor deste blog conta hoje que viu na GloboNews que os responsáveis pelas ONGs integradas à Rede Nossa São Paulo vão entregar ao prefeito Haddad os resultados da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (iRBEM) e cobrar-lhe o descalabro da segurança pública em São Paulo. Só que o responsável pela segurança pública paulista é o governo do Estado...
Os dois pesos e duas medidas de sempre
O mesmo leitor contou ter comprovado os dois pesos e duas medidas com que o Sistema Globo de Comunicação se porta em relação aos governos que apoia e os do PT aos quais faz oposição.
O leitor disse ter visto na Globo News que o ex-prefeito de São Luis/MA João Castelo deixou o material escolar enviado pelo Ministério da Educação apodrecer. E que outro prefeito, este de Meridiano (SP), Aristeu Baldin, mandou uma ambulância da cidade percorrer 2 mil km, levando a mudança da filha de uma funcionária municipal.
Nos dois casos, a GloboNews não informou o partido dos prefeitos. Eles são do PSDB. Já se fossem prefeitos do PT, vocês sabem...
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Fortuna de pastores brasileiros chama a atenção da Forbes

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Uruguai: Após lei de despenalização, número de abortos cai

Uruguai registra 200 abortos em 40 dias após lei de despenalização. De acordo com estimativas de organizações sociais, como o coletivo Mujeres y Salud en Uruguay, ocorriam no país cerca de 30 mil abortos ilegais por ano.
A Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez no Uruguai, que entrou em vigor no dia 3 de dezembro de 2012 e descriminaliza a prática do aborto sob uma série de condições, contabilizou 200 operações após 40 dias de efetividade.
Segundo o vice-ministro de Saúde, as precauções do governo na lei fizeram a prática diminuir, além de garantir o direito à saúde das mães.
O texto determina que todas as instituições de saúde públicas e privadas façam o aborto em mulheres que solicitem o procedimento nas primeiras 12 semanas de gestação.
Antes de serem submetidas ao aborto, as mulheres são aconselhadas por uma equipe multidisciplinar, que pode avaliar de forma “consciente, responsável e livre” sobre a interrupção da gravidez.
De acordo com informações do site do Ministério de Saúde Pública do Uruguai, o vice-ministro de Saúde Pública Leonel Briozzo, avaliou os dados como positivos e destacou que eles confirmam que a lei é "pró-direitos humanos e não pró-aborto".
De acordo com estimativas de organizações sociais, como o coletivo Mujeres y Salud en Uruguay, ocorrem no país cerca de 30 mil abortos ilegais por ano. A maioria dos procedimentos é feita em condições de risco, especialmente para mulheres de baixa renda.
"Os dados internacionais demonstram que, se combinarmos [as políticas públicas de] contracepção e planejamento familiar, além de educação sexual e reprodutiva, vamos diminuir a mortalidade materna e o número de abortos, e é isso que queremos", disse ele à agência de notícias DPA. Briozzo lembrou que, há alguns anos, o aborto provocado era a principal causa de mortes maternas no Uruguai.
No Opera Mundi
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Charge online - Bessinha - # 1655

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Paulo Vannuchi: "Falta democratizar os meios de comunicação"

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As Grandes Famílias: Agora também em DVD!


Uma saga épica sobre um oligopólio
mantido ao custo de sangue, suor e
lágrimas (do povo), em mãos de umas
poucas familías 'superprivilegiadas'!
O Sucesso de Público, Agora em DVD!
"Essa(s) família(s) é(são) muito unida(s)
mas também muito ouriçada(s)!
No Sala Fério
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Senador é condenado por usar dinheiro público em campanha

 14 de setembro de 2011 

 
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DFT) divulgou nesta quarta-feira que o ex-governador e agora senador Cristovam Buarque (PDT) foi condenado por impropriedade administrativa por confeccionar, em 1995, material publicitário para fins eleitorais com dinheiro público. Também foi condenado o ex-secretário de Comunicação Social Moacyr de Oliveira. Ambos deverão devolver o valor de R$ 146.050,00, usado na produção, além de pagar multa equivalente a cinco vezes o salário que recebiam na época dos fatos.
A decisão, da 2ª Turma Cível do TJ-DFT, manteve a condenação deferida pela 1ª Instância, não cabendo mais recurso. O valor que deve ser devolvido foi fixado tendo em vista os gastos com a produção do CD-ROOM Brasília de Todos Nós - 1 ano de Governo Democrático e Popular do Distrito Federal.
Segundo a denúncia, o material publicitário, produzido sob o pretexto de divulgar informações relativas aos programas desenvolvidos no primeiro ano da gestão de Cristovam, tinha por real finalidade promover a imagem do governador, na época, candidato à reeleição. O então secretário de Comunicação, Moacyr de Oliveira, foi responsável pela aprovação da produção do material.
Na 1ª Instância, a juíza substituta da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF acatou as alegações do Ministério Público (MP). Ao condenar os réus, a magistrada determinou a devolução do dano provocado e pagamento de multa cível de 20 e 18 salários para cada acusado, respectivamente.
Inconformados com a sentença, Cristovam Buarque e Moacyr de Oliveira recorreram e conseguiram reduzir o valor da multa. O MP também recorreu pedindo a suspensão dos direitos políticos dos condenados pelo prazo de três anos.
Apesar de o relator manter a sentença condenatória na íntegra e rejeitar os recursos das partes, um dos julgadores considerou o valor da multa exorbitante e seu voto foi acompanhado por outro magistrado. A decisão entendeu ainda que o caso não configura gravidade suficiente para que seja justificada a suspensão dos direitos políticos dos acusados.
O senador não foi localizado para comentar o caso.
No Terra
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Veículos de comunicação brasileiros fazem política o tempo todo

Os veículos de comunicação dos Marinho, TV e jornal, e seus congêneres na imprensa, apavorados com a sucessão de vitórias populares em toda América Latina e com o fim dos privilégios e monopólio das famílias que controlam a midia em todos países do continente - famílias que derrubavam governos e mudavam leis - continuam a fazer o que sempre fizeram: política o tempo todo.
Como agora, nitidamente, nos casos da energia elétrica e dos combustíveis. Sempre se beneficiaram das ditaduras. Como beneficiaram-se aqui no Brasil. Daí a política de pressão e chantagem que exercem sobre o governo Dilma Rousseff, que vai até além da oposição pura e simples e da tentativa de desgastar o governo e derrotá-lo.
Querem cooptá-lo e impor suas posições e interesses. Querem sentar à mesa para decidir os destinos do país. Querem se precaver dos riscos do governo da presidenta Dilma Rousseff, o 3º governo do PT, dar certo. Daí a torcida pelo quanto pior melhor, e a leniência, a prevaricação com os malfeitos da oposição e de seus candidatos velhos e novos, com seus escândalos e desgovernos.
Querem se precaver dos riscos de o governo dar certo
Como nos casos do contraventor Carlos Ramos Cachoeira, que capturou um governo - o de Goiás -, e do fracasso tucano em São Paulo depois de 20 anos de governo do PSDB. São agentes políticos e atuam como tais. Basta ver como a cada eleição assumem posições políticas e apoiam candidatos - na melhor das hipóteses em editoriais, mas geralmente dirigindo o noticiário.
Ultimamente andam articulando e participando de ações políticas como no julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF). Defendem interesses econômicos e comerciais. Fazem uma espécie de trafico de influência, de lobby encoberto. Encoberto na forma, mas atuam abertamente em oposição às politicas dos governos do PT, aprovadas três vezes nas urnas pela soberania popular nas duas eleições do presidente Lula (2002 e 2006) e na da presidenta Dilma (2010).
São aliados dos órgãos estatais capturados por eles e pela oposição e defendem suas ações de forma encoberta por um discurso moralista e falso de combate a corrupção. Antes era a iminência do racionamento de energia o que mais entusiasmava a mídia. Agora é uma torcida para que não vingue a redução de 20% nas contas de luz, a vigorar a partir do próximo dia 5 de fevereiro.
O Globo, dos Marinho, lidera nos dois casos
Nos últimos dias, atenuada um pouco a pressão das elétricas para terem seus interesses atendidos com o argumento de que, se não fossem, haveria racionamento, a pressão agora é para que o aumento de combustível venha já e o mais alto possível. Nisso, dão (os jornais) até dia que o reajuste entrará em vigor, quando o governo diz que ainda estuda e nem sequer estabeleceu o índice desse aumento.
Daí que a atual ação predatória e impatriótica contra a redução das contas de luz é apenas uma pequena amostra da ação nefasta dos proprietários e controladores dos principais meios de comunicação hoje, verdadeiros censores no Brasil.
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A crise

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A Entrevista na Avenida Paulista

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PMDB quer maioria na Academia Brasileira de Letras

PMDB quer maioria na Academia Brasileira de Letras
Renan Calheiros defendeu o PMDB na ABL "De imortalidade, eu e Sarney entendemos"
PASÁRGADA - Animados com o iminente lançamento de um livro de poesias do eminente vice-presidente Michel Temer, parlamentares do PMDB se reuniram em um colóquio para traçar uma estratégia poética a fim de aumentar o tamanho da bancada do partido na Academia Brasileira de Letras. "O PMDB é a crônica do Brasil contemporâneo", declamou o imortal Merval Pereira.
Em versos alexandrinos, o partido divulgou diretrizes para conquistar duas vagas em cada mesa da FLIP 2013, oito cargos comissionados na organização da Bienal do Livro e 37 concessões de rádio - em nome de Renan Filho - para divulgar a literatura de cordel. "Sarney, o imortal, já abriu espaço para o partido. Avancemos!", bradou Vital do Rêgo.
Animado com o reconhecimento nacional, o ilustríssimo Michel Temer adiantou duas poesias inéditas, de cunho metafísico-existencial, ao piauí Herald:
QUADRILHA
João empregava Teresa que empregava Raimundo
que empregava Maria que empregava Joaquim que empregava Lili
que não empregava ninguém (e foi afastada)
JOUSSEFF
E agora, Jousseff?
A festa acabou,
a luz apagou,
o PIB caiu,
a noite esfriou,
e agora, Jousseff?
e agora, PT?
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Razones económicas del conflicto en Malí

Malí es el tercer país productor de oro con casi 50 toneladas por año, tiene yacimientos de uranio ubicados al norte del país, presenta un gran potencial para la explotación de petróleo y gas natural.

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Aécio torce pelo "apagão" e pelo "pibinho"

:
Paulo Bernardo, da pasta das Comunicações, defende a presidente Dilma dos ataques do tucano; para ele, o senador, que é apontado como o provável candidato do PSDB à eleição presidencial de 2014, reúne a velha guarda de economistas com uma receita velha: imposto alto, juros altos e corte de gasto, com os programas sociais indo para o vinagre
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff com um discurso agressivo contra o senador Aécio Neves (PSDB), que "torce pelo apagão no fornecimento de energia e pelo pibinho".
No 247
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Cientistas espanhóis dizem ter criado primeira vacina contra Alzheimer

Uma vacina para o mal de Alzheimer pode ter sido encontrada. É o que afirmam cientistas espanhóis do Centro de Investigação Biomédica EuroEspes, liderados pelo médico Ramón Cacabelos, que disseram nesta quinta-feira (17/01) ter criado a primeira vacina preventiva e terapêutica eficaz contra o Alzheimer. A patente já foi obtida nos Estados Unidos para o futuro testes em seres humanos.
O médico espanhol Ramón Cacabelos conversa com a imprensa em Madri para anunciar a criação da EB-101
A aplicação da EB-101 foi bem sucedida em animais transgênicos portadores das principais mutações genéticas responsáveis pela doença em seres humanos. Nos estudos, os especialistas conseguiram evitar que os animais desenvolvessem a patologia ao longo da vida e que foram reduzidos de forma "espetacular" os traços patogênicos que caracterizam o Alzheimer. Segundo Cacabelos, agora basta esperar que os testes em humanos sejam aprovados para que a vacina se torne uma realidade em um prazo de seis a 10 anos.
As injeções da vacina - seriam necessárias várias doses em diferentes lotes - teriam um efeito triplo: a primeira produz uma resposta imunológica que elimina as placas de proteína beta-amiloide em caso de animais já doentes ou prevenia nos sãos; a segunda, que elimina casos de meningoencefalitis e a terceira, que não registra mais microhemorragias cerebrais.
De acordo com a equipe, com base nos experimentos feitos com ratos, a vacina poderia duplicar as esperanças de vida em pacientes con Alzheimer. Para os cientistas, porém, o fundamental é melhorar as condições e a dignidade dos pacientes que sofrem com a doença. Entre 25 e 30 milhões de pessoas têm Alzheimer no mundo.
No Opera Mundi
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¿Brasil o México? Mejor, los dos juntos

Brasil y Mexico (3) 
Empieza a sentirse en el aire una competición entre Brasil y México para ver quién de los dos países mantendrá el relevo como mayor potencia económica del continente.
Brasil es hoy la sexta potencia mundial, pero México ya superó a Brasil en 2002 y lo adelantará en la fuerza de su PIB del 2012.
En las esferas diplomáticas brasileñas se afirma que no existe posibilidad de que México pueda adelantar a este país, a pesar de que el año que ha acabado no fuera tan halagüeño en sus resultados como el mexicano. Y se esperan mejores resultados para este 2013.
Es cierto que al igual que después de la llegada de Lula al poder, Brasil se convirtió en el centro de interés latinoamericano en el mundo y atrajo a riadas a los inversores extranjeros así como a las finanzas internacionales, hoy empieza a surgir México como la nueva promesa.
Y sabemos la importancia de las tendencias y de las modas en un mundo que se desplaza vertiginosamente en sus juicios y miras.
Es posible que México empiece a ser este año y los próximos lo que Brasil ha sido estos diez últimos años. A Brasil le ha ayudado el hecho de que de los países en desarrollo, es el país con instituciones democráticas más sólidas, pero tam bién es cierto que México se halla hoy en el mismo plano de seguridad democrática que Brasil.
¿Y la violencia? Ahí podríamos decir que ambos países están empatados con una imagen más bien negativa con sus miles de muertos a manos del narcotráfico, que siembran inseguridad en ambos.
He seguido con interés el desplegar tanto de Brasil como de México, porque además es un tema que se discute en este país, a pesar de que exista poca información en él sobre América Latina.
Dias atrás la Tv Globo hizo un gran reportaje cotejando las políticas de salnidad de ambos países, en el tratamiento público y gratuito del cáncer de pecho. Curiosamente, el reportaje hacía ver el paralelismo entre Brasil y México, donde las mujeres reciben ayuda gratuita del Estado en la cura del cáncer durante cinco años desde la aparición del mismo.
Dilma y Peña (4)
Existe simpatía por México en Brasil como la existe por Brasil en México.
Ambos son dos países esperanza en el continente como lo son en otras dimensiones, Perú, Chile o Colombia, también ahincados en el respeto a la democracia, alejados del virus del populismo que crea incertidumbres en los inversores.
Si México fue un punto clave para España cuando ésta vivió el drama de una dictadura interminable de 40 años, hoy Brasil vuelve a acoger a sus empresas y a sus trabajadores.
Cada día recibo pedidos de ayuda de amigos que me recomiendan a amigos o parientes que desearían venir a trabajar en Brasil.
Hoy Brasil vuelve a estar cercano a España como lo fue siempre México.
Si ambos países son hoy importantes para una Europa en crisis, y en esa Europa, España con vocación latinoamericana lo es aún más, quizás lo mejor para todos sería que Brasil y México en vez de competir sobre quién presenta un PIB mejor, o si las exportaciones de México a los Estados Unidos son más importantes que las de Brasil a China y a Asia en general, se unieran para unir fuerzas, intercambiar experiencias y buscar juntas salidas a los problemas que ambos países tienen en cartera.
Y eso no sólo en el tema de la violencia, una enfermedad crónica de ambos países, sino también el de la renovación de la política. México goza de un Presidente joven que pertenece a un partido viejo. En Brasil gobierna desde hace diez años el Partido de los Trabajadores, con su desgaste natural y que busca renovarse también a través de una nueva generación joven. Lo está haciendo también la oposición, más desgastada si cabe, y que busca en sus nuevos líderes sangre nueva para renacer como instrumento indispensable de toda democracia.
Como ya recordé en este blog, el Presidente de México, Peña Nieto, antes aún de tomar posesión de su cargo viajó a Brasil para encontrarse con la mandataria brasileña, Dilma Rousseff. Fue en aquella ocasión cuando Nieto dijo a su colega brasileña que ambos países “tienen una gran historia por escribir juntos”.
Si es así, si ambos países desean darse la mano para crecer juntos, para valorizar lo que que cada uno de ellos tiene de riquezas, no sólo materiales sino también culturales, sociales, humanas y hasta religiosas, mejor que seguir expiándose para ver quién adelanta al otro como potencia económica, mejor entonces que corrieran juntos en beneficio de todos.
Por ello a la pregunta, ¿Brasil o México? Este blog propone que ambos  "prosperen juntos”. Unidos son ya una potencia y una referencia para todo el continente. Juntos superan los 300 millones de habitantes, casi como los Estados Unidos.
Ronaldinho  en Brasil-Mexico
No Ficha Corrida
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A pressão pelo aumento dos combustíveis

 
O caso do aumento do preço dos combustíveis é mais um jogo de interesses que a mídia manipula ao seu bel prazer, seja por razões políticas, seja por interesses comerciais nem sempre transparentes, mas sempre presentes em sua ação. O governo já admitiu que estuda o reajuste dos preços, mas não tem ainda os índices e nem a data em que entra em vigor.
Mesmo, assim, a mídia pressiona diariamente pró-aumento. Todos os dias autoridades governamentais reafirmam não haver decisão ainda. Nesta 4ª feira foi a vez do secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique da Silveira, afirmar que o governo ainda não decidiu quando será este aumento.
Mas recentemente o  Estadão informou que o governo deve anunciar na próxima semana um reajuste de 7% para a gasolina. Notícia publicada, o ministro interino da Fazenda, Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional, declarou que não há "decisão" sobre o aumento do preço da gasolina no país.
Ou seja, não adianta o governo esclarecer, com a máxima transparência, que continua a fazer criteriosos estudos a respeito para tomar a decisão. A pressão só cresce para que o aumento de combustível venha já e o mais alto possível.
ZéDirceu
No Justiceira de Esquerda
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A herança da casa-grande

Não quero que os ricos chorem, dizia o líder do PSD sueco, Olof Palme, quero é que os pobres riam. Palme, social-democrata autêntico, foi primeiro-ministro e crente denodado da igualdade social. Sublinho autêntico para que não seja confundido com nossos social-democratas de fancaria.
Palme, assassinado por um demente, é um herói de outro tempo, quando a religião do deus mercado ainda não vingara, dois impérios dividiam a terra e as esquerdas da Europa Ocidental contribuíam de forma determinante para o progresso dos seus povos. Não existiam oligarquias financeiras para mandar mais que os governos nacionais e anátemas eram lançados contra o chamado “capitalismo selvagem”.
Atenção! Embora pareça, esta cena não é dos dias de hoje
Atenção! Embora pareça, esta cena não é dos dias de hoje
É do conhecimento até do mundo mineral que a crise dos dias de hoje foi deflagrada pela aplicação dos mandamentos neoliberais, que ela não poupa o Brasil e que os remédios aviados até agora pelos governos do ex-Primeiro Mundo mostram-se incapazes de combater a origem do mal. Quando não cuidam, abertamente, de proteger quem provocou o desastre, e mesmo de fortalecer-lhe o poder.
Vivemos o tempo dos super-ricos e dos superpobres. A diferença entre uns e outros tornou-se voragem infinda, abismo sem fundo. O Brasil também conta com seus super-ricos, arrolados nas listas anualmente propostas ao espanto global. Esta privilegiadíssima tigrada dispõe de fortunas calculáveis em bilhões e não é fácil entender como se deu esta frenética, desenfreada multiplicação de dinheiro, enquanto bilhões de seres humanos morrem de fome.
Sem pretender parafrasear Olof Palme, eu diria que os super-ricos me incomodam muito menos do que os aspirantes a super-ricos. Medram no Brasil, em diversos patamares da escada social, burgueses e burguesotes de diversos calibres. Classes A e B1, digamos, sem excluir de pronto os anseios recônditos de inúmeros remediados. Pergunto: que ricões, ricos, riquinhos e sonhadores de riqueza são estes?
Algo é certo: não se trata dos burgueses que fizeram a Revolução Industrial e a Revolução Francesa. Do meu modesto ponto de vista, anoto que classe média tem um significado no Brasil e outro em diversos cantos do globo. Claro, existem parâmetros econômicos para medições precisas, embora pareça dilatada demais a separação entre limites mínimo e máximo fixados no Brasil para figurar na categoria.
Coube à burguesia acabar com as monarquias por direito divino e selar de certa forma, e de vez, o fim da antiguidade medieval. A classe média europeia é uma larga maioria que incorporou e alargou os horizontes burgueses, em termos de cultura no sentido mais amplo. Nada disso se aplica ao Brasil, onde a casa-grande e a senzala, ou se quiserem, os sobrados e os mocambos, continuam de pé, ao sabor de uma aparente contemporaneidade que não lhes abranda os efeitos.
A ostentação do luxo é típica de uma herança resistente na ausência de saber e verdadeiro refinamento, dramaticamente compensados por atitudes toscas e mesmo vulgares. Há exceções, mas não passam disto. Não é por acaso que o Brasil conta com um exército de mais de 7 milhões de empregados domésticos. Recorde mundial estabelecido quando há décadas este gênero de serviçal é cada vez mais raro nos países democraticamente evoluídos. E nem se fale de manobristas, passeadores de cachorros, babás. E assim por diante.
E que dizer da segurança privada, dos soturnos senhores de terno escuro e gravata, escalados para a proteção de patrões em trajes esporte fino, eventualmente de bermudas? Há, mundo afora, senhores graúdos que não dispensam guarda-costas, capangas, jagunços. Não é simples distinguir, porém, quem manda de quem obedece, e este não se perfila à porta de prédios e mansões, de lojas de comércio retumbante ou de restaurantes hoje habilitados a figurar entre os mais caros do planeta.
Sim, o país do futuro é estranhamente obsoleto e continua a pagar caro por três séculos e meio de escravidão.
Mino Carta
No CartaCapital
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Charge online - Bessinha - # 1654

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Tia Peregrina

Velha piada: qual é a diferença entre um visitante francês e um visitante judeu? O visitante francês vai embora sem se despedir, o judeu se despede mas não vai embora.
Nós tínhamos uma tia — a famosa tia Peregrina — que seguia o método judeu. Quando a tia Peregrina começava a se preparar para sair, sabíamos que aquilo era apenas o inicio de uma longa retirada, prolongada por assuntos que ainda não tinham sido tratados.
A tia Peregrina podia ficar em silêncio durante toda a visita, mas na sua saída começam a brotar assuntos e fofocas e revelações que tinham ficado esquecidas, todas lembradas pela tia Peregrina.
A migração da tia Peregrina da sua cadeira até a calçada, que era onde a conversa ficava mais animada, podia levar horas. E se alguém sugerisse que voltassem para a sala e sentassem-se de novo para continuar a conversa, a tia Peregrina era a primeira a protestar:
— Não, não. Estou indo embora. Já me despedi de todo o mundo.
E não ia embora.
Durante muitos anos a tia Peregrina fez parte do folclore da família. Quando alguém se atrasava para sair de casa, ouvia:
— Vamos, tia Peregrina!
Até amigos que nunca conheceram a tia Peregrina, mas conheciam sua fama, a evocavam para desculpar um atraso.
— Epa, desculpe. Dei uma de tia Peregrina.
Confesso que não sei qual era o parentesco dela conosco, nem que fim levou. Parte do seu habitat, a calçada onde todas as conversas terminavam, ficou inabitável. Mas duvido que assaltantes e balas perdidas fossem impedi-la de contar a última.
Sempre imagino a tia Peregrina sendo velada, e no momento em que vão tampar o caixão, levantando o dedo e dizendo:
— Esperem, tem uma que eu não contei.
Luis Fernando Veríssimo
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