9 de jan de 2013

Uma grande baixaria editorial

Um dos significados para Ativismo encontradas no Dicionário Houaiss é o de "propaganda a serviço de uma doutrina ideológica, partidária, sindical etc". Outra: "Gênero de literatura com conteúdo político, literatura engajada".
Não é difícil concordar que, nos últimos meses, a mídia tradicional, muitos de seus colunistas e até mesmo repórteres entraram fundo na seara do Ativismo, deixando, desta forma, por diversos momentos, a trilha bem mais iluminada do Jornalismo. Nesta, os parâmetros da isenção e equilíbrio tolhem derrapagens como o preconceito, o pré-julgamento e a adjetivação. Estabelecem, ainda, a pluralidade, abrindo espaços para o contraditório a informações, avaliações e opiniões. Naquela, sombras, obstáculos e barreiras se apresentam na busca pela verdade.
Num caso clássico de Ativismo, que já faz parte da história proibida da Rede Globo, a que não entra inteira nos livros de contos de fadas escritos por jornalistas como Pedro Bial e chefões como o Boni, o Jornal Nacional não veiculou, na véspera da eleição municipal do ano passado, notícia com os resultados da última pesquisa Ibope antes do primeiro turno. Corretamente, o levantamento adiantava que o petista Fernando Haddad iria para o segundo turno com o tucano José Serra. Retornando às trevas da década de 1980, quando a ditadura militar ainda vigia e a Globo produziu o escândalo Pró Consult, pelo qual uma contagem paralela aos votos oficiais tentava tirar a vitória na eleição para governador do Rio de Janeiro de Leonel Brizola, a emissora aprontou. Depois de passar o ano mostrando dados que davam Haddad no fundo da fila dos candidatos, a emissora cujo jornalismo era chefiado por Ali Kamel simplesmente "engavetou", como se diz no jargão profissional, a notícia que poderia estimular a militância do candidato. O público perdeu, Haddad não reclamou e Kamel, com sua postura anti-jornalística, foi promovido.
Antes, na virada dos governos Lula para Dilma, a revista Veja produziu uma pérola do mesmo quilate. É inesquecível a capa caricata em que o então presidente se pendurava aos ponteiros de um grande relógio para segurar o tempo. A revista dizia que ele não queria largar o poder. Essa tese, no entanto, tem 100% de problemas. Os dois presidentes anteriores a Lula não apenas tentaram, mas conseguiram ampliar e duplicar seus mandatos. José Sarney, eleito para quatro anos, ficou cinco. Fernando Henrique Cardoso, igualmente escolhido para exercer a Presidência da República por 48 meses, agiu de modo a extrair do Congresso o mecanismo da reeleição. Com direito a permanecer no cargo, ele venceu a eleição para ficar quatro anos mais no cargo. Não houve, em Veja, nenhuma capa com Sarney ou FHC mexendo no tempo político, mas Lula, que não alterou nenhuma das regras estabelecidas, foi pintado como o mais apegado ao poder. Jornalismo?
Numa das edições de seu Manual de Redação, frequentemente revisado e atualizado, como uma Constituição repleta de adendos e supressões, a Folha de S. Paulo se define como "um jornal feito em São Paulo com irradiação nacional, que se propõe a realizar um jornalismo crítico, apartidário e pluralista". Em recente mudança estrutural, no entanto, a publicação da família Frias desinvestiu na redação, cortando postos de repórteres e editores, para colocar no lugar colunistas e comentaristas. Não há, entre eles, no entanto, quem se disponha, ainda que vez ou outra, a destacar fatos que fujam da tônica da crítica ao governo e à política econômica e social. Como se diz entre o público, se você é daqueles que acha que o mundo vai acabar, leia a Folha. As más notícias e interpretações negativas estão ali.
Nesta semana, uma das principais articulistas da Folha cravou que o governo faria, de emergência, uma reunião para evitar, às pressas, um iminente apagão no setor elétrico. A versão, porém, não durou 24 horas, derrubada pela divulgação da agenda do Ministério das Minas e Energia, que previa uma reunião regular em torno do sistema elétrico. Na diferença entre emergencial e normal, lá se foi mais um dia em que desmentidos tiveram de ser feitos por autoridades e agentes do setor privado. A projeção de apagão, dizem os técnicos, é hoje muito mais uma expressão dos cálculos de alguns profissionais da imprensa do que um risco verdadeiro. Quando o apagão de fato ocorreu, durante o segundo governo de Fernando Henrique, doze anos atrás, a notícia pegou a todos de surpresa, inclusive a jornalista Eliane Cantanhêde. Será que a apuração avançou, retrocedeu ou a coluna foi mais um caso de Ativismo?
Nesta quarta-feira 9, o jornal O Estado de S. Paulo dá uma chamada 'barriga' difícil de ser justificada. Em manchete, a publicação da família Mesquita informou que o ex-presidente Lula passaria a ser, a partir daquele momento, investigado formalmente pelo Ministério Público Federal, a pedido do procurador-geral da República Roberto Gurgel. Nesse nível, a notícia poderia ter chegado ao jornal por uma fonte do MPF ou por uma fonte da Procuradoria, mas acompanhada de algum tipo de prova, como um comunicado formal pelo início do procedimento. O que aconteceu, no entanto, foi um desmentido formal, com todas as letras, feito pelo próprio procurador Gurgel. A pressa, que certamente ocorreu neste caso, dentro da redação do Estadão, é, sim, um elemento do jornalismo. Ela leva a erros, um risco atinente ao Jornalismo. Normal. No caso, entretanto, a manchete pareceu exprimir muito mais uma vontade da direção do jornalão do que a saudável impetuosidade de ser o primeiro a dar um furo.
O ano de 2013 começou sob o signo do Ativismo na mídia tradicional. Para comemorar o resultado do julgamento da Ação Penal 470, a revista Veja publicou em sua capa uma chuva de fogos de artifícios. Sobre outro caso que igualmente galvanizou atenções em 2012, aquele que mostrou as perigosas e próximas ligações profissionais e pessoais entre um de seus editores-chefes, Policarpo Jr., e o contraventor já condenado a prisão Carlinhos Cachoeira, a publicação do Grupo Abril não escreveu uma linha sequer. Quanto mais uma capa.
Na velha mídia, o que o público entende por Jornalismo está ganhando, como se vê, novas feições. Assumir o Ativismo, antes de ser uma confissão de culpa, poderia funcionar como uma ato de sinceridade. O mundo está cheio de jornais partidários. O tablóide Gramma, por exemplo, é o órgão oficial do Partido Comunista de Cuba. A missão declarada, ali, é noticiar para o regime político da ilha de Fidel Castro. O New York Times, noutro extremo, publica em toda véspera de eleições listas de candidatos que recomenda a seus leitores. Assim como faz o Washington Post, na grande maioria das vezes todas as recomendações são para democratas, e não para republicanos. No final do ano passado, a prestigiada revista Economist recomendou à presidente Dilma a demissão de seu ministro da Fazenda. Pode ter sido uma grosseria, mas foi transparente. Também no Brasil, é claro, os veículos de comunicação têm todo o direito a opinar, mas o correto é fazê-lo às claras, com todas as explicações necessárias ao eleitor, e não com subterfúgios de editorialização e distorção de notícias. Isso não é apenas Ativismo político disfarçado. É uma grande baixaria editorial.
No 247
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Venezuela: muito longe da mídia “técnica”

“Vampiros! Miseráveis!”, esbraveja o homem de meia-idade que aparece na TV em mangas de camisa e com um boné vermelho. Não é um manifestante na rua.  Trata-se de um dos mais importantes líderes do chavismo. Ele fala em rede nacional. Os “vampiros” são os líderes da oposição. E o homem que fala alto na TV é Jorge Rodriguez, ex-alcaide (espécie de governador) de Caracas.
Rodriguez responde aos líderes da oposição, que transformam a doença de Chavez em mote político.  O lider da oposição devolve: chama Nicolas Maduro (o vice que comanda o governo, na ausência do presidente) de “usurpador.
Estou há cinco dias na Venezuela, onde acompanho para a TV Record a crise provocada pela doença de Chavez, e pela impossibilidade de o presidente (eleito para mais um mandato) tomar posse nessa quinta-feira.
Mario Silva faz o contraponto, na TV, à
midia comercial
É a terceira vez que venho a Caracas. E sempre me impressiono com o grau de politização e de acirramento nos debates. Aquilo que no Brasil nós só vemos nos blogs (a pancadaria verbal e o debate duro quase sempre ficam restritos à internet), aqui na Venezuela se dá nas ruas e nas telas da TV aberta.
Caminho pelo centro de Caracas, acompanhado pelo cinegrafista Josias Erdei. Um militante chavista nos observa, e provoca: “olha aí mais dois mercenários da informação, manipulando as notícias sobre a Venezuela”. Paro pra conversar. O discurso é agressivo, mas eles são simpáticos quando percebem que somos do Brasil; “Lula, Lula, grande companheiro”… Explico minhas opiniões pessoais, e o chavista se acalma um pouco. Ainda assim, completa: “nosso companheiro Mario Silva explica muito bem como funcionam os meios de comunicação internacionais.”
À noite, vejo Mario Silva na tela da VTV (a TV estatal). É pau puro. Ele usa a tribuna na TV para criticar o noticiário dos canais privados (a “matriz informativa que tentam impor ao povo”, como dizem os chavistas). Isso é o interessante. Mario Silva é um apresentador com barba por fazer, agressivo, e que fala em socialismo às 11 da noite na TV. Ele tem um público amplíssimo. O chavismo politiza o povo.
Termina o programa de Mario Silva, e entra um rapaz mais jovem, com roupa e visual mais modernos. Na tela, ao fundo do estúdio, aparecem manchetes da imprensa internacional. O jovem apresentador, numa linguagem leve e provocadora, analisa como as redes sociais e os sites dão notícias sobre a Venezuela. Analisa, pontua, critica. É uma espécie de contra-pauta. Aquilo que tentamos fazer nos blogs, aqui na Venezuela se faz na TV aberta, em horário nobre.
Ah, dirão alguns: a correlação de forças na Venezuela é outra. Claro. Mas a correlação é outra, também, porque o chavismo não fugiu dessa questão central: a comunicação. A mãe de todas as batalhas.
Programas como os que vejo na VTV põem a nu a produção jornalística clássica. O jornalismo deixa de ser visto pelo grande público como o detentor da “verdade”, e passa a ser compreendido como aquilo que realmente é: uma arena onde se disputam ideias, valores.
Apresentadores e programas desse tipo no Brasil fariam Merval Pereira e Otavinho, de um lado, e a turma da “mídia técnica” do governo Dilma, de outro, terem um ataque apoplético.
Mídia “técnica”, sei. O chavismo não acredita nessa bobagem.
Rodrigo Vianna
No Escrevinhador
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Alemanha: Igreja Católica interrompe investigação sobre abusos sexuais

A Igreja Católica alemã interrompeu a colaboração com o investigador encarregue, desde 2011, de estudar os casos de pedofilia cometidos por padres.
Na origem da rutura com a equipa dirigida pelo diretor do Instituto de Criminologia da Baixa-Saxónia, Christian Pfeiffer, estarão divergências acerca das condições de independência do estudo.
O porta-voz da Conferência Episcopal alemã, Matthias Kopp, garante que a Igreja "não desistiu da investigação. A pesquisa para apurar os casos de abusos sexuais na Igreja Católica vai continuar, não é uma questão de contar ou não com Pfeiffer, com o qual o trabalho foi dado como terminado, pois o clima de confiança mútua foi destruído".
O investigador rejeita responsabilidades na rutura, apontando nomeadamente o dedo à diocese de Munique e Freising, que acusa de influenciar os bispos para exigirem que os resultados da pesquisa sejam "submetidos a aprovação" antes de serem publicados.
Para Pfeiffer, "é óbvio que a investigação falhou, porque a Igreja Católica quer controlar e censurar. Pediu-nos para assinar um novo contrato, segundo o qual tinha o direito de proibir os textos escritos por nós, durante anos de trabalho, caso não gostasse [do conteúdo]".
A ministra alemã da Justiça manifestou o apoio ao investigador, que pretende continuar o estudo de forma independente e apelou a antigas vítimas para que se manifestem.
O fundador de um grupo de vítimas, Norbert Denef diz, que "este caso pode ser comparado à Máfia que resolve os seus próprios crimes, o que não funciona, só podem ser investigados de fora".
A diocese de Munique e Freising esteve no centro do escândalo revelado em 2010 por ter albergado um padre pedófilo nos anos 80, quando o arcebispo era o atual Papa Bento XVI.
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Tribunal Supremo de Justicia venezolano declara continuidad del actual gobierno

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José de Abreu revela ser bissexual: "E daí?"

Em seu Twitter, ator ainda disse que ele e sua família viveram durante dois anos na mesma casa que um casal homossexual
Jose de Abreu (Foto: Agnews)
Jose de Abreu (Foto: Agnews)
José de Abreu usou sua página no Twitter para revelar que é bissexual. A revelação aconteceu quando o ator usava o microblog para defender os homossexuais e criticar políticos conservadores. "Eu sou bi-sexual e daí? Posso escolher quem eu beijo?", escreveu o ator.
Jose de abreu (Foto: Reprodução)
Após a declaração, diversos fãs e seguidores de José de Abreu começaram a fazer perguntas sobre a vida do ator. Ele continuou escrevendo tweets defendendo a causa e deu alguns detalhes, entre eles de que sua família já morou com um casal gay.  
"Prefiro" o que me dá prazer. E prefiro ter a "preferência" que deixa-la nas mãos da natureza... Ou de Deus. Eu vivi, repito, EU VIVI, com minha mulher, dois filhos nossos e dois gays que viviam maritalmente durante 2 anos. Um morreu de AIDS, cuidado pela minha mulher. Eu ja tinha me separado dela. O outro é um grande diretor de teatro, não vou dizer". 
José continuou escrevendo e contou que teve um romance a três quando mais novo. "Em 1989 me apaixonei por uma bi. Ficamos juntos e resolvemos "tentar". Durou 9 anos nossa relação. Seu último namoro tinha sido uma mulher. Eu me relaciono com Pessoas, não com rótulos: gay, homo, hetero, sexualidade, sexualismo, opção sexual,to andando. Se há amor ou tesão, foi".
Durante o desabafo, o ator, que recentemente fez sucesso como Nilo em "Avenida Brasil", chegou a responder vários seguidores. "Mas eu sou assim, ué!Tenho que ser igual aos outros? Tem dias que prefiro homens, tem dias que prefiro mulheres.Tenho que mudar?Tenho que ser igual aos outros? Prefiro o que me dá prazer. E prefiro ter a 'preferência' que deixa-la nas mãos da natureza... Ou de Deus. Prefiro homens e mulheres que me interesses sexualmente", disse para um dos fãs.
Tweets de José de Abreu (Foto: Reprodução)
No Quem
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Llega Pepe Mujica a Venezuela en respaldo a Hugo Chávez

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Chávez e a nossa América

 
Redigimos estas notas em meio aos rumores, quase todos pessimistas, sobre a saúde de Hugo Chávez. Muitos, que não conseguem ocultar o regozijo, afirmam que o líder venezuelano agoniza. Outros – e é o caso de Evo Morales, da Bolívia - rezam para que ele sobreviva. Infelizmente, segundo observações médicas, só um milagre poderá devolver Chávez a Caracas, vivo e apto a retornar ao poder. As indomáveis circunstâncias, que o fizeram soldado, revolucionário e chefe de governo e de Estado em seu país, retiram-se agora de seu destino, dele fazendo um enfermo comum, que vem lutando, com coragem, mas sem armas efetivas, contra o câncer.
Ele, ao ser diagnosticada a enfermidade, observou, sob o riso desdenhoso de alguns, que o câncer estava, em coincidência muito suspeita, atingindo líderes do continente. Citou Lula e Cristina Kirchner e ele mesmo, como exemplos. O fato é que, em nossos dias, é fácil provocar enfermidades fatais em pessoas com saúde, e é também certo que o poder, com sua ansiedade e angústias, vulnera o organismo e favorece o seu acosso.
Chávez, queiram ou não seus opositores, ocupou a História da Venezuela com uma presença só comparável à de seu ícone, Simon Bolívar. Não cabe discutir – e o debate exige tempo e espaço – se as medidas que tomou irão prevalecer no futuro. O seu grande êxito foi o de dar à maioria do povo venezuelano, o seu lado mais sacrificado e oprimido, antes e depois da independência, a consciência de ser, e de pertencer a uma pátria pela qual vale lutar.
O coronel é um mestiço andino, embora tenha nascido ao sopé de um dos segmentos mais imponentes da Cordilheira, o de Mérida, mas em terras planas. Sua forma de ver o mundo está na contradição dialética entre os mitos pré-colombianos e o pensamento ocidental. Em homens de sua origem e formação, prevalece, em certos momentos, a força instintiva dos autóctones, em outros, o racionalismo europeu.
Nesse jogo mental ele construiu o seu discurso às massas, muito superior ao de outros líderes continentais, pela simplicidade e pelo uso de imagens oferecidas pelo cotidiano.
O destino do socialismo bolivariano está vinculado, neste momento, à sobrevivência do discurso de Chávez. Como em todas as experiências políticas do passado, é difícil que o sistema, como ele o construía, se complete. Mas é certo de que os trabalhadores da cidade e dos campos de seu país não aceitarão voltar à submissão, dócil, aos oligarcas que têm dominado o país, com pequenos intervalos de governos honrados e efêmeros – como o do grande romancista Romulo Gallegos, que durou apenas nove meses, em 1948.
Chávez já é um dos grandes homens da América.
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Alckmin e PSDB prefere briga política a baixar conta de luz, diz Fiesp

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EE.UU. violó soberanía de Bolivia con una operación militar encubierta

Washington analizó el proceso de adaptación de soldados a la altura
(Foto: Archivo)
El Gobierno de Bolivia denunció este martes que Estados Unidos (EE.UU.) vulneró su soberanía a mediados de 2012, al enviar una “misión mimetizada“ del Departamento de Defensa a una montaña de La Paz, para realizar un estudio militar sobre los efectos de la altura en soldados que luego serían enviados a guerras y conflictos en otros países.
La ministra de Comunicación, Amanda Dávila, reveló que “EE.UU. realizó una operación militar encubierta que consistió en el envío de presuntos investigadores (a Bolivia) para desarrollar experimentos destinados a la adaptación de soldados a la altura”, que después serían enviados a guerras en otros países como Afganistan, Irak, Libia, Siria y Sudán.
Dávila explicó que Washington argumentó a La Paz que el área de investigación de dicho expertos estaría destinado al turismo y la investigación científica. "Esto constituye, no sólo unas injerencia, sino también una violación de la soberanía nacional. Es una suerte de invasión, ya que se trata de una acción con fines militares", afirmó.
La Ministra agregó que el grupo de supuestos investigadores recibió financiamiento con fines militares. "Este es un financiamiento militar que tiene como propósito apoyar los planes de invasión (por parte de Washington) en países donde en este momento EE.UU. lleva a cabo guerras destinadas al control de recursos naturales y de poblaciones civiles íntegras".
La misión estuvo conformada por 24 funcionarios, vestidos de civiles, quienes se presentaron ante el servicio de Migración de Bolivia como turistas.
Dicha investigación se registró entre el 12 de junio y el 15 de septiembre en la montaña Chacaltaya, eslabón de una cadena montañosa que circunda las ciudades de La Paz y su vecina de El Alto, y que se emplaza a cinco mil 200 metros de altura sobre el nivel del mar.
Por su parte, el ministro de Gobierno, Carlos Romero, sostuvo que "más allá de los propósitos científicos que pueda tener, representa un acto de vulneración a la soberanía del estado plurinacional de Bolivia".
Romero aseveró que EE.UU. manipuló la información sobre la permanencia en el país y, además, no comunicó su propósito a las instancias legales bolivianas pertinentes.
Igualmente, refirió que ese hecho confirma que la permanente injerencia de Washington en el país. "Muestra que hay esta acción colonialista e imperial, al considerar (EE.UU.) que puede ingresar a un territorio y realizar las acciones que vea conveniente", acotó.
La denuncia se registró cuando Bolivia y EE.UU. intentaban retomar un acuerdo marco de nuevas relaciones bilaterales y se aprestaban a reponer a sus embajadores en ambas capitales, tras el quebranto de los vínculos binacionales en el 2008.
El presidente Evo Morales ha denunciado, reiteradamente, en foros internacionales las guerras coloniales del siglo XXI, impulsadas por tropas estadounidenses.
No teleSUR
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Energia elétrica: mídia espalha o pânico, governo não se faz ouvir

 
Tanto a mídia corporativa fez, que conseguiu: a possibilidade de racionamento de energia elétrica é hoje um tema na ordem do dia nos redutos da classe média, nas redes sociais, nas conversas ao acaso com pessoas das mais diversas origens e tendências políticas – ou de nenhuma.
E, embora a administração federal garanta reiteradamente e com todas as letras que não há a menor possibilidade de que o racionamento venha a se efetivar, estamos diante de uma situação na qual fica evidente que o poder de comunicação do governo Dilma não é páreo para o dos conglomerados midiáticos, que já há tempos vêm trabalhando de forma orquestrada, com um discurso previamente combinado.
Na Folha de S. Paulo que chegou às bancas na manhã de segunda-feira (7), a inacreditável Eliane Cantanhêde teve o desplante de transformar uma reunião rotineira, agendada há meses, em reunião de emergência para discutir medidas ante a escassez de recursos energéticos – nominalmente, o racionamento. À noite, o Jornal Nacional mostrou cenas gravadas em dois reservatórios com volumes bem baixos de água e ouviu – adivinhem – um especialista que corroborou a ameaça de racionamento. Não dimensionou, no entanto, o "peso" proporcional dos dois reservatórios em relação ao total de energia produzida no país, não deu dados precisos sobre a situação do sistema como um todo, nem identificou as credenciais ideológicas do indefectível expert – entidade que, no jornalismo brasileiro, é como prostituta: fala o que o contratante quer ouvir. É bem provável, porém que, dado o poder imanente às imagens e à narrativa jornalística, contrapostos ao baixo nível de formação cultural da maioria da população, tal matéria venha a convencer os incautos.
Interesses contrariados
É sabido que Dilma Rousseff cutucou a onça com vara curta ao insistir na redução do preço final da energia elétrica, uma medida salutar ao bolso dos cidadãos e como forma de incentivo à economia produtiva. Aos dissabores provocados por tal insistência, manifestados por porta-vozes de empresas do sistema elétrico ligadas ao tucanato e que incluíram ameaças não muito veladas de boicote e sabotagem, somam-se contrariedades anteriores de setores da elite nacional advindas da redução expressiva da taxa SELIC e da primazia que o governo tem concedido aos investimentos diretos em produção em detrimento da atenção de décadas ao capital financeiro especulativo. Não se promove tais mudanças impunemente.
Ocorre, porém, que, prenunciada por suspeitíssimos e frequentes blackouts regionais, a campanha insidiosa e ininterrupta da mídia corporativa acerca da questão energética e da ameaça de racionamento, mesmo que a rigor falsa, começa a gerar consequências potencialmente perigosas ao país – pois pode funcionar como um fator a mais de precaução por parte dos empresários interessados em investir no Brasil – e à imagem de Dilma Rousseff, a quem procura-se pespegar o rótulo de incompetente e teimosa por insistir no barateamento da energia elétrica em um cenário de alegada crise energética - que tal medida, carimbada de populista pelo conservadorismo, tenderia a agravar ainda mais.
O fato de o noticiário alarmista ocupar um espaço e gozar de um alcance desproporcionalmente maiores, se comparados aos disponíveis para a resposta governamental, além de evidenciar, uma vez mais, a gravidade da crise ética da mídia brasileira – que não só se abstém de cumprir seu papel de reprodutora dos fatos, mas mostra-se engajada em uma campanha difamatória descolada da realidade -, deixa claro o absurdo de o governo continuar a sustentar, com verbas publicitárias, uma tal forma de mau jornalismo, contrário aos próprios interesses públicos que deveria representar.
Mais do que claro está, porém, que o goveno Dilma Rousseff não está disposto a comprar essa briga. A milionária bolsa-mídia continuará a encher os bolsos da plutocracia midiática, mesmo que esta insista em promover campanhas difamatórias mentirosas no lugar do que deveria ser uma atividade jornalística de valores republicanos, que respeitasse o público que a sustenta através dos impostos que paga. Dentre os louváveis avanços sociais que as três administrações federais comandadas pelo PT certamente legarão ao país não se encontrará, infelizmente, a democratização dos meios de comunicação.
Por uma nova imprensa
Ainda assim, e face a mais este grave episódio de desinformação e de manipulação da percepção do público acerca de tema de suma importância para a economia, em diversos níveis, e para a população, em seu dia a dia, não parece despropositado questionar se, ante a inação do governo na área comunicacional, não seria o caso de o próprio PT mobilizar-se junto ao empresariado que hoje apoia o partido e convencê-lo da necessidade da criação de um órgão de imprensa de alcance nacional, com uma redação pequena mas com profissionais gabaritados e blogueiros de talento, que oferecesse nem mais, nem menos do que um jornalismo profissional, interessado em apurar os fatos e difundi-los, em entrevistar os dois ou demais lados de cada questão e reproduzir-lhes as vozes, em opinar de forma ponderada e racional, liberta de compromissos partidários evidentes.
Um Última Hora, de Samuel Wainer, sem a participação direta do governo, que se mantivesse com a venda avulsa, as assinaturas, os patrocínios estatais que angariasse, sua parte nas verbas publicitárias que o governo rateia. Ainda que um eventual prejízo fosse inevitável, um rateio de quando em quando para minimizá-lo seria um preço aceitável a se pagar pela manutenção de um jornal diário digno do nome.
Trata-se de uma demanda urgente, que certamente teria acolhida entre um número enorme de potenciais leitores que simplesmente perderam a fé na mídia que o Brasil tem hoje e anseiam por um jornal que possa ser apreciado sem que o leitor sinta-se constantemente espancado no fígado, tratado como um idiota e insultado como cidadão.
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Nota do Instituto Lula sobre erro na manchete do jornal “O Estado de S. Paulo”


Capa do jornal O Estado de São Paulo




“Em relação à manchete de primeira página do jornal O Estado de S. Paulo de hoje, segundo a qual o ‘MPF vai investigar Lula’, lamento profundamente que o jornal tenha induzido ao erro seus leitores e outros órgãos da imprensa, já que não há hoje nenhuma decisão oficial sobre o assunto por parte da Procuradoria-Geral da República, de acordo com manifestação oficial do órgão desmentindo a matéria. Estranho tal equívoco na primeira página de um jornal tão tradicional como O Estado de S. Paulo, e prefiro acreditar que não existiu nenhum viés mal-intencionado no ocorrido.”
Paulo Okamotto
Presidente do Instituto Lula
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Charge online - Bessinha - # 1642

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Até Juca Kfouri

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Mensagem do Ênio Barroso Filho - (PTrem das 13)

Ênio Barroso Filho

Mensagem de Feliz Dois mil e 13 a um "passageiro" da VIDA e deste "Trem"


Ricardo Santis

O Sr. esteve neste meu blog "PTrem das Treze" no dia 29 de outubro de 2012 onde postou às 19:35 h. o seguinte "comentário":

"Velho... deus sabe o que faz.... te deixou manco por tanta merda que fala! O pior é seu discurso de idiota puxa saco de plantão... espero que morra logo !"

conforme este link:  AQUI

Te esclareço que NÃO SOU "MANCO". Sou sim cadeirante e não ando já há 4 anos devido ser eu acometido de Distrofia Muscular Progressiva, doença degenerativa e sem cura ou tratamento que tornou-se para mim a minha melhor amiga, apesar de saber que ela me levará SIM à morte mais cedo do que eu poderia esperar. Mas EU SEI da minha doença e pelo conteúdo do teu comentário, você não sabe da tua. 
Vivemos uma democracia onde é livre o pensar. Tenho o direito de fazer minhas escolhas políticas assim como você tem o direito E O DEVER de ter as tuas. Isso não me faz desejoso da tua "morte", ao contrário, eu me considero antes de tudo um humanista, amante da VIDA a qual desejo em plenitude a TODOS os meus semelhantes. Principalmente para aqueles que por um motivo ou por outro se "atrasaram" em subir a ladeira da evolução humana. A esses eu espero... e lhes estendo a mão. Assim, creio eu, chegaremos juntos e abraçados ao destino final de nossa passagem por aqui. 
A VIDA É UMA ESCOLA E NÃO UM JOGO !!! Devemos aprender sempre sem esperar "diplomas" ou "certificados de conclusão" e não podemos fazer dela, A VIDA, um jogo onde se deva vencer a qualquer preço posto que para que um vença, sempre haverá quem deva perder. Eu não quero "vencer na vida". Acredito em um mundo coletivista em que não precisemos de MUITO, mas apenas UNS DOS OUTROS !!! 
Só quem descobre cedo que vai morrer é que pode valorizar e amar tanto a VIDA como eu procuro sempre fazer. 
Te escrevo essa mensagem para que os teus familiares e amigos das redes sociais possam saber o que andas escrevendo na internet. Vou enviar também para o site e a página da empresa na qual você trabalha. Assim todos nós JUNTOS poderemos, não tenho dúvidas, ajudar-te no tratamento e tentar a cura da tua grave doença: A INTOLERÂNCIA !!!
Tenho fé de que sigas FELIZ !!!

Abraço

Enio Barroso Filho


Ricardo Santis

Twitter: @ricardosantis
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Chávez, Mercosul e o imoral O Globo

 
O editorial do jornal O Globo desta terça-feira (8) é uma total imoralidade. De forma canhestra, o panfleto da famiglia Marinho afirma que "A Venezuela desmoraliza o Mercosul" e propõe que o país vizinho seja expulso do bloco regional. O argumento usado é que o "regime autoritário" de Hugo Chávez desrespeita a Constituição, ao não efetuar a posse do presidente reeleito nesta quinta-feira (10). É o mesmo pretexto utilizado pelos golpistas venezuelanos - incluindo a reacionária cúpula da Igreja Católica e o grosso da mídia local.
"É da própria natureza desses regimes a tentação de não obedecer as regras de troca de comando, na vã suposição da 'imortalidade' de seu líder. O máximo que conseguem é adiar o desfecho, ganhando tempo para negociar internamente a sucessão, ou para que a luta intestina aponte um vencedor. Enquanto isto, o líder agonizante é mantido vivo à custa de aparelhos, ou a notícia de sua morte é adiada", rosna O Globo, que não esconde a sua torcida macabra pela morte do líder bolivariano.
Bem ao estilo dos conspirativos memorandos da CIA, o jornal da famiglia Marinho afirma que "a tentativa de adiar a posse, via artifícios ilegais, cheira a golpe. Que teria sido gestado numa reunião entre os altos dirigentes do chavismo e Raúl Castro, em Havana". O jornal ainda aproveita para alfinetar a política externa do governo brasileiro, que "despachou Marco Aurélio Garcia para acompanhar o que se passava em Havana. Ele foi como assessor especial da presidente Dilma e retornou como porta-voz do chavismo".
No final, o editorial ainda tem a caradura de recordar o golpe no Paraguai, em 2012. "Quando o Congresso paraguaio aprovou o impeachment de Fernando Lugo, Brasil e Argentina, rápidos no gatilho, denunciaram um 'golpe de estado' e suspenderam o país no Mercosul, com base na cláusula democrática, existente também na Unasul... Mas agora nada farão contra a Venezuela, é claro. Afinal, aquele episódio demonstrou que a cláusula democrática não valia para todos. Desmoralizam-se as duas alianças".
O Globo nunca tolerou o Mercosul - muito menos a Unasul. A famiglia Marinho sempre foi um capacho dos EUA, sempre defendeu suas políticas imperialistas na região. A própria TV Globo só construiu seu império com base num acordo ilegal com uma corporação ianque e com o apoio descarado da ditadura militar. Ela não tem moral para citar Constituições, já que sempre pregou golpes e o desrespeito ao Estado de Direito. Ela não tem moral para falar sobre o regime bolivariano, já que apoiou o golpe de abril de 2002 e sempre demonizou o presidente Hugo Chávez. Em síntese: a famiglia Marinho não tem qualquer moral!
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