2 de jul. de 2013

Plebiscito: PT declara apoio; PMDB sabota

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Enquanto o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), diz que a bancada do partido "saúda e apoia a mensagem encaminhada ao Congresso pela presidenta Dilma Rousseff com sugestões que abrem caminho para uma efetiva e ampla reforma política no País, incluindo como questão central a realização de um plebiscito", peemedebistas liderados por Eduardo Cunha (RJ) mandam avisar que apoiam a consulta popular, mas só se for feita em 2014
Logo no dia em que chegou ao Congresso Nacional, a sugestão de plebiscito para a reforma política apresentada pela presidente Dilma Rousseff já dividiu a base do governo. Enquanto o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), fala com entusiasmo sobre o assunto, apoiando integralmente a proposta de Dilma, o líder do segundo maior partido da base, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diz que os peemedebista só apoiam uma consulta popular feita junto com as eleições de 2014.
Em nota, Guimarães disse que "a Bancada do PT na Câmara saúda e apoia a mensagem encaminhada ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (2), pela presidenta Dilma Rousseff, com sugestões que abrem caminho para uma efetiva e ampla reforma política no País, incluindo como questão central a realização de um plebiscito", acrescentando que o partido defende o financiamento público de campanha e o sistema proporcional de votação.
Mas os deputados do PMDB não demonstraram tanta empolgação com a proposta. Em reunião, eles decidiram que só aceitam a aprovação do plebiscito se a consulta popular for realizada em 2014, simultaneamente às eleições gerais - e não nos próximos três meses, como quer o governo. "Qualquer um que entende o mínimo sobre o tempo e o regimento desta Casa saberia que era inviável o plebiscito valer para as eleições de 2014", disse Cunha, após o encontro. Ele ainda criticou os cinco pontos sugeridos pelo Executivo na mensagem entregue ao Congresso: "Isso é reforma eleitoral, não é reforma política".
Os peemedebistas ainda avisaram que pretendem defender a inclusão de outros temas no plebiscito, além dos cinco propostos por Dilma. Entre as sugestões do PMDB estão a adoção do parlamentarismo, o fim da reeleição e a delimitação do tempo de mandato. Ou seja, se depender do PMDB, a consulta deve demorar para ocorrer.
Prazo
Pelos prazos aparesentados nesta terça-feira pelo presidente da Câmara e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a consulta popular não sai antes de dezembro. "Por precaução ou por prevenção, vou fazer uma proposta para formação de um grupo – que em um prazo improrrogável de 90 dias, ouvindo toda a sociedade, todos os movimentos que queiram participar – vai fazer um projeto de reforma que esta Casa tem o dever de fazer", comunicou nesta terça o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN). Já o TSE informou que o prazo mínimo necessário para realizar o plebiscito sobre a reforma política é 70 dias.
No 247

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