2 de jul. de 2013

Abre-se no país um novo período político

 
As pesquisas continuam e demostram que a perda de popularidade dos governos é generalizada - federal, estaduais e municipais -, o que não consola, mas explica e comprova a exaustão do modelo político e da forma de fazer politica. É o que mais salta à vista nos levantamentos divulgados no sábado, no domingo e hoje pelo Datafolha.
Estiveram sempre certos, e estão, o PT e aqueles que nos últimos anos lutaram pela reforma política-eleitoral, pelo fim do dinheiro privado das empresas nas eleições, nas campanhas, pelo fim do voto uninominal, das coligações proporcionais, dos suplentes de senadores, pela cláusula de desempenho e pela fidelidade partidária - as duas últimas inviabilizadas pela maioria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Da mesma forma, sempre estiveram certos ao lutar por uma distribuição do fundo partidário e do tempo de propaganda no rádio e TV, por sempre maior consulta e participação popular, e pelo recall dos eleitos.
Abre-se no país um novo período político
Não há como negar que ninguém se beneficiou pela queda do governo e da presidenta Dilma Rousseff nas pesquisas. Nem mesmo a ex-senadora Marina Silva (que funda o seu partido, Rede Sustentabilidade para concorrer à Presidência em 2014), já que nas pesquisas anterior o próprio Instituto Datafolha comprovava que retirando Marina da disputa Dilma era a principal beneficiada e vice-versa.
Abre-se, assim, no país um novo período político que exige disputa política e presença nas ruas, nas redes e na mídia. E ações de governo em resposta às demandas das ruas e dos diferentes setores que se manifestaram. As propostas apresentadas pela presidenta Dilma Rousseff devem ser apoiadas, mas é preciso mudar o governo, a comunicação e a relação com a sociedade como um todo, começando pelos movimentos sociais e entidades e pelo Congresso Nacional.
É necessário rever as prioridades e se concentrar nas obras que estão em execução. E avançar reforma tributária e na solução de questões vitais para os Estados e municípios, reformular os fundos de participação dos Estados e municípios (FPE e FPM), dos royalties do petróleo e minérios, na renegociação da dívida interna. Precisamos mudar alíquotas e forma de cobrança do ICMS e dos pagamentos de precatórios, para que possamos investir nos serviços públicos e na melhoria infraestrutura urbana, começando pelos transportes e saneamento.
A hora não comporta acovardar-se ou esconder-se
Por isso, insisto, cabe as lideranças do PT, seus governadores, senadores, deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores, seus dirigentes e militantes, ganhar nas ruas, sair em defesa do governo e disputar nas redes sociais e nos meios de comunicação. A hora não comporta se acovardar ou se esconder. Muito menos ceder ao populismo que expõe ao ridículo aqueles que semanas atrás defendiam o hoje renegado.
Vamos atender já as demandas das ruas, o que exige não transigir com nosso compromisso democrático e muito menos com o que construímos no últimos dez anos ou com nossa historia partidária e de luta. Nada de duas táticas.
ZéDirceu
No Justiceira de Esquerda

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