28 de fev de 2013

A presença da Opus Dei na politica no Brasil e na América Latina

A presença da Opus Dei na politica no Brasil e na América Latina. 17510.jpeg
Bento XVI saúda D. Javier Echevarría Rodríguez, 
Bispo titular de Cilibia, Prelado da Prelazia Pessoal do 
Opus Dei, 
Foto Flickr (Escritório de informação do Opus Dei
A Opus Dei atua também no monopólio da imprensa. Controla o jornal "El Observador", de Montevidéu, e exerce influência sobre órgãos tradicionais da oligarquia como "El Mercurio", no Chile, "La Nación", na Argentina e "O Estado de São Paulo", no Brasil.
O elo com a imprensa é o curso de pós-graduação em jornalismo da Universidade de Navarra em São Paulo, coordenado por Carlos Alberto di Franco, numerário e comentarista do "Estadão" e da Rádio Eldorado.
O segundo homem da Opus Dei na imprensa brasileira é o também numerário Guilherme Doring Cunha Pereira, herdeiro do principal grupo de comunicação do Paraná ("Gazeta do Povo").
Os jornalistas Alberto Dines e Mário Augusto Jakobskind denunciam que a organização controla também a Sociedade Interamericana de Imprensa - SIP (na sigla em espanhol).
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Analisando a estrutura de classes dos países latino-americanos, Darcy Ribeiro identificava como segmento hegemónico dentro das classes dominantes o corpo de gerência das transnacionais. Ponta de lança do imperialismo, é ele quem dita ordens e impõe ideologias às demais fracções e, em muitos casos, organiza-as politicamente. A desnacionalização das economias latino-americanas na década de 90 agravou este quadro. A alteração de mais relevo no perfil da classe dominante verificada no bojo deste processo é o crescimento da influência da Opus Dei. Sustentada pelo capital espanhol, a organização controla jornais, universidades, tribunais e entidades de classe, sendo hoje peça chave para se compreender o processo político no continente, inclusive no Brasil, onde quer eleger Geraldo Alckmin presidente da República.
Mas o que é afinal, a Opus Dei (em latim, Obra de Deus)?
Em seu campo original de atuação, é a vanguarda das tendências mais conservadoras da Igreja Católica. "Este concílio, minhas filhas, é o concílio do diabo" teria dito seu fundador, Josemaria Escrivá de Balaguer, sobre o Vaticano II, no relato do jornalista argentino Emilio J. Corbiere no seu livro "Opus Dei. El totalitarismo católico".
Fundada na Espanha em 1928, a organização foi reconhecida pelo Vaticano em 1947. Em 1982, foi declarada uma prelatura pessoal, o que, sob o Direito canónico, significa que só presta contas ao papa e que seus membros não se submetem à jurisdição dos bispos. "A relação entre Karol Wojtyla e a Opus Dei" conta o teólogo espanhol Juan José Tamayo Acosta "atinge seu êxito nos anos 80-90, com a irresistível ascensão da Obra à cúpula do Vaticano, a partir de onde interveio altivamente, primeiro no esboço e depois na colocação em prática do processo de restauração da Igreja católica sob o protagonismo do papa e a orientação teológica do cardeal alemão Ratzinger."
Fontes ligadas à Igreja Católica atribuem o poder da Obra à quitação da dívida do Banco Ambrosiano, fraudulentamente falido em 1982.
Obscurantismo e misoginia são traços que marcam a organização. Exemplos podem ser encontrados nas denúncias de ex-adeptos como Jean Lauand, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo - Universidade de São Paulo (USP), que recentemente escreveu junto com mais dois ex-membros, o juiz Márcio Fernandes e o médico Dário Fortes Ferreira, o livro "Opus Dei - os bastidores". Em entrevista ao programa Biblioteca Sonora, da Rádio USP, Jean Lauand conta que a Obra tem um "Index" de livros proibidos que abrange praticamente toda a filosofia ocidental desde Descartes. Noutra entrevista, à revista Época, Jean Lauand denuncia as estratégias de fanatização dos chamados numerários, leigos celibatários que vivem em casas da organização: "Os homens podem dormir em colchões normais, as mulheres têm de dormir em tábuas. São proibidas de segurar crianças no colo e de ir a casamentos". É obrigatório o uso de cinturões com pontas de ferro fortemente atados à coxa, como prática de mortificação que visa refrear o desejo. Mas os danos infligidos pelo fanatismo não se limitam ao corpo.
No site que mantém com outros dissidentes (http://www.opuslivre.org/), Jean Lauand revela que a Obra conta com médicos especialmente encarregados de receitar psicotrópicos a numerários em crise nervosa.
A captação de numerários dá-se entre estudantes de universidades e escolas secundárias de elite. Centros de estudos e obras de caridade servem de fachada. A Opus Dei tem forte presença na USP, em especial na Faculdade de Direito, onde parte do corpo docente é composta por membros e simpatizantes,como o numerário Inácio Poveda e o diretor Eduardo Marchi. Outro expoente da organização na USP é Luiz Eugênio Garcez Leite, professor da Faculdade de Medicina e autor de panfletos contra a educação mista. A Obra atua também na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade de Brasília (UnB).
Fazendo a América
Mas a Opus Dei é mais que um tema de saúde pública. Ela tem, desde a origem, uma clara dimensão política. Durante a ditadura de Franco, praticamente fundiu-se ao Estado espanhol, ao qual forneceu ministros e dirigentes de empresas e órgãos governamentais. No fim da década de 40, inicia sua expansão rumo à América Latina. Não foi difícil conquistar adeptos entre oligarquias como as da Cidade do México, Buenos Aires e Lima, que sempre buscaram diferenciar-se de seus povos apegando-se a um conceito conservador de pretensa hispanidade. Um dos elementos definidores desse conceito é exatamente o integralismo católico.
Alberto Moncada, outro dissidente, conta em seu livro "La evolución del Opus Dei": "os jesuítas decidiram que seu papel na América Latina não deveria continuar sendo a educação dos filhos da burguesia, e então apareceu para a Opus Dei a ocasião de substituí-los - ocasião que não hesitou em aproveitar".
No Brasil, a organização deitou raízes em São Paulo no começo da década de 50, concentrando sua atuação no meio jurídico. O promotor aposentado e ex-deputado federal Hélio Bicudo conta que por duas vezes juízes tentaram cooptá-lo. Seu expoente de maior destaque foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)por Médici em 1972 e tio do atual governador de São Paulo. Acontece que nos anos 70, o poder da Opus Dei era embrionário. Tinha quadros em posições importantes, mas sem atuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (T.F.P.) as simpatias dos católicos de extrema-direita.
Era natural, da mesma forma, que, alguns quadros dos regimes nascidos dos golpes de Estado de 1966 e 1976, na Argentina, e 1973, no Uruguai, fossem também quadros da Opus Dei. Mas segundo se lê no livro de Emilio J. Corbiere , sua atuação era ainda dispersa, o que não os impediu de controlar a Educação na Argentina durante o período Onganí (1966-70).
Já no Chile, a Opus Dei foi para o pinochetismo o que havia sido para o franquismo na Espanha. O principal ideólogo do regime,Jaime Guzmá, era membro activo da organização, assim como centenas de quadros civis e militares.
No México, a Obra conseguiu fazer Miguel de la Madrid presidente da República em 1982, iniciando a reversão da rígida separação entre Estado e Igreja imposta por Benito Juárez entre 1857 e 1861.
Internacional reacionária
A Opus Dei não criou o reacionarismo católico, antes, teve nele sua base de cultura. Mas sistematizou-o doutrinariamente e organizou politicamente seus adeptos de uma forma quase militar. Hoje, funciona como uma espécie de Internacional reaccionária, congregando, coordenadamente, adeptos em todo o mundo.
Concorrem para isto, nos anos 90, o ápice do poder da Obra no Vaticano e a invasão da América Latina por transnacionais espanholas.
A Argentina entregou suas estatais de telefonia, petróleo, aviação e energia á Telefónica, Repsol, Iberia e Endesa, respectivamente. A Telefónica controla o sector também no Peru e em São Paulo. A Iberia já havia engolido a LAN, do Chile, onde a geração de energia também é controlada pela Endesa. Bancos espanhóis também chegaram ao continente neste processo.
No Brasil, o Santander comprou o Banespa e o Meridional, enquanto que o BBVA recebeu os ativos do Excel através do Proer, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
"A Opus Dei tem sido para o modelo neoliberal o que foram os dominicanos e franciscanos para as cruzadas e os jesuítas frente à Reforma de Lutero" compara José Steinsleger, colunista do diário mexicano "La Jornada".
A organização atua também no monopólio da imprensa. Controla o jornal "El Observador", de Montevidéu, e exerce influência sobre órgãos tradicionais da oligarquia como "El Mercurio", no Chile, "La Nación", na Argentina e "O Estado de São Paulo", no Brasil. O elo com a imprensa é o curso de pós-graduação em jornalismo da Universidade de Navarra em São Paulo, coordenado por Carlos Alberto di Franco, numerário e comentarista do "Estadão" e da Rádio Eldorado. O segundo homem da Opus Dei na imprensa brasileira é o também numerário Guilherme Doring Cunha Pereira, herdeiro do principal grupo de comunicação do Paraná ("Gazeta do Povo"). Os jornalistas Alberto Dines e Mário Augusto Jakobskind denunciam que a organização controla também a Sociedade Interamericana de Imprensa - SIP (na sigla em espanhol).
Sedeada na Espanha, a Universidade de Navarra é a jóia da coroa da Opus Dei no negócio do ensino. Sua receita anual é de 240 milhões de euros. Além disso, a Obra controla as universidades Austral (Argentina), Montevideo (Uruguai), de Piura (Peru), de Los Andes (Chile), Pan Americana (México) e Católica André Bello (Venezuela).
Dentro da igreja católica, a Opus Dei emplacou, na última década, vários bispos e Cardeais na América Latina. O mais notável é Juan Luís Cipriani, de Lima, no Peru, amigo íntimo da ditadura de Alberto Fujimori. Em seu estudo "El totalitarismo católico em el Peru", o jornalista Herbert Mujica denuncia que quando o Movimento Revolucionário Tupac Amaru tomou a embaixada do Japão, em 1997, Juan Luís Cipriani, valendo-se da condição de mediador do conflito, instalou equipamentos de escuta que possibilitaram à polícia invadir a casa e matar os ocupantes.
Na Venezuela, a Obra teve papel essencial no fracassado golpe de 2002 contra Hugo Chávez. Um dos articuladores da tentativa foi José Rodríguez Iturbe, nomeado ministro das Relações Exteriores. Também participou da articulação à embaixada da Espanha, governada na época pelo neo-franquista Partido Popular (PP).
Após os reveses na Venezuela, as esperanças da Opus Dei voltaram-se para Joaquím Laví, no Chile, e Geraldo Alckmin, no Brasil, hoje seus quadros políticos de maior destaque. Joaquím Laví foi derrotado nas últimas eleições presidenciais chilenas em Dezembro. Resta o Brasil, onde a Obra tenta fazer de Geraldo Alckmin presidente e formar um eixo geopolítico com os governos Álvaro Uribe (Colombia) e Vicente Fox (México), aos quais está intimamente associada.
Entranhas mafiosas
Além das dimensões religiosa e política, a Opus Dei tem uma terceira face: a de sociedade secreta de cunho mafioso. Em seus estatutos secretos, redigidos em 1950 e publicados em 1986 pelo jornal italiano "L´Expresso", a Obra determina que "os membros numerários e supernumerários saibam que devem observar sempre um prudente silêncio sobre os nomes dos outros associados e que não deverão revelar nunca a ninguém que eles próprios pertencem à Opus Dei."
Inimiga jurada da Maçonaria, ela copia sua estrutura fechada o que frequentemente serve para encobrir atos criminosos.
Entre os católicos, a Opus Dei é conhecida como "Santa Máfia", Emilio J. Corbiere lembra os casos de fraude e remessa ilegal de divisas nas empresas espanholas Matesa e Rumasa, em 1969, onde parte dos activos desviados financiaram a Universidade de Navarra. Bancos espanhóis são suspeitos de lavagem de dinheiro do narcotráfico e da máfia russa. A Opus Dei também esteve envolvida nos episódios de falência fraudulenta dos bancosComercial (Uruguai, pertencente à família Peirano, dona de "El Observador") e de Crédito Provincial (Argentina).
Na Argentina os responsáveis pelas desnacionalizações da petrolífera YPF e das Aerolineas Argentinas, compradas por empresas espanholas, em dois dos maiores escândalos de corrupção da história do país, tiveram sua impunidade assegurada pela Suprema Corte, onde pontificava António Boggiano, membro da Opus Dei.
No Brasil, as pretensões de controlo sobre o Judiciário esbarram no poder dos Maçons.
A Opus Dei controla, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo através da manipulação de promoções. Segundo fontes do meio jurídico paulista, de 25 a 40% dos juízes de primeira instância no estado pertencem à organização - proporção que se repete entre os promotores, no tribunal, a proporção sobe para 50 a 75%.
Recentemente, o tribunal, em julgamento secreto, decidiu pelo arquivamento de denúncia contra Saulo Castro Abreu Filho, braço direito de Geraldo Alckmin, acusado de organizar grupos de extermínio desde a secretaria de Segurança, e contra dois juízes acusados de participação na montagem desses grupos.
A fusão dos tribunais de Justiça e de Alçada, determinada pela Emenda Constitucional n.º 45, foi uma medida da equipe do ministro da Justiça, Mácio Thomaz Bastos, para reduzir o poder da Obra no judiciário paulista, cuja orientação excessivamente conservadora, principalmente em questões criminais e de família, é motivo de alarme entre profissionais da área jurídica.
Henrique Júdice Magalhães
No Pravda
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Bento XVI seria gay enrustido

Georg Gänswein com Bento 16
Georg Gänswein, o Belo, continua morando com Bento XVI
O que já circulava nas redes sociais, onde vale tudo, acabou sendo publicado no site americano de jornalismo sério Huffington Post: há suspeita de que papa Bento XVI seja gay enrustido.
O site reproduziu as especulações do blogueiro católico gay Andrew Sullivan segundo as quais é no mínimo estranho que dom Georg Gänswein (foto),  56, continue sendo secretário de Bento XVI (foto), indo morar com ele, continuando a exercer a mesma função no pontificado do novo papa.
“Dois papas, um secretário”, escreveu Sullivan, acrescentando com malícia que Gänswein de dia ficará com um papa e, de noite, com outro. “Realmente há algo muito estranho acontecendo.”
O secretário foi apelidado pela imprensa italiana de “Georg, o belo”, por se destacar no Vaticano no quesito  beleza. Recentemente, ele foi capa da revista Vanity Fair, que colocou em manchete: “Padre Georg: não é pecado ser bonito”.
Huffington Post transcreveu Sullivan: “Esse companheiro macho e bonito do Bento 16 vai continuar a viver com ele, enquanto trabalhará para outro papa durante o dia. Será que podemos aceitar que se trata de um arranjo normal?”
Para reforçar suas suspeitas, Sullivan publicou em seu blog um relato de Gänswein sobre sua convivência diuturna com Bento XVI, de acordo com o livro “O papa não é gay”, de Angelo Quattrocchi.
Gänswein foi
capa de revista
Diz o livro: “Quando questionado se sentia nervoso na presença do Santo Padre, Gänswein espondeu que às vezes sim. E acrescentou: ‘Também é verdade que o fato de um conhecer ao outro e de estarmos juntos todos os dias cria uma sensação de familiaridade, o que me faz sentir menos nervoso. Obviamente que eu sei que estou diante do Santo Padre e, por isso, me comporto adequadamente. Contudo, há sempre algumas situações em que o coração bate um pouco mais forte do que o habitual’”.
Para Sullivan, “parece bastante óbvio” que “o atual papa é gay”, ainda que não tenha “explorado a sua sexualidade”.
Ultimamente, Bento XVI vinha pegando pesado com os homossexuais. Disse, por exemplo, em várias ocasiões que o casamento entre eles representa uma ameaça ao futuro da humanidade.
Agora, ao que parece, ele está recebendo o troco. Também pesado.

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As asneiras do DEMo contra o PT na Câmara

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Por que causa lutam as Farc na Colômbia

Confira o curta metragem produzido pelas Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) e entenda por que causa lutam seus guerrilheiros no país. Além de destacar as belezas da América Latina, o vídeo denuncia o genocídio contra todos os lutadores que defenderam a soberania a independência desde o início do processo de colonização do continente.

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Casamento civil homoafetivo passa a valer sexta em São Paulo

A norma que determina a realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todos os cartórios do estado de São Paulo, sem a necessidade de decisão judicial, entra em vigor na sexta-feira (1º). Ela estabelece que o casamento civil homoafetivo respeitará as mesmas regras existentes para o casamento heterossexual, assim como dará os mesmos direitos e benefícios sociais a ambos os cônjuges.
Segundo o advogado especializado em direito homoafetivo e membro do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual, Paulo Iotti, nenhum cartório pode descumprir a determinação. “Por estar amparada em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que cria jurisprudência, não é necessário uma lei específica. A norma tem poder de regulamentação da função dos cartórios e nenhum destes pode recusar a habilitação do casamento civil homoafetivo, como não pode recusar a união heterossexual”, explica.
Desse modo, não será mais preciso aos casais homossexuais registrar a união estável para depois solicitar a conversão em casamento. Também não haverá necessidade de recorrer à Justiça para garantir o casamento ou converter a união. Basta ir ao cartório de registro de pessoas naturais, na região onde o casal vive, e solicitar a habilitação para o casamento.
O advogado explica que, embora não esteja tratado na normativa, a realização de eventuais divórcios é uma consequência natural do direito de se casar. “Como em qualquer casamento sempre se considerou a possibilidade do divórcio, agora não será diferente. Valem as mesmas regras”, completa.
A normativa, promulgada no Diário Eletrônico da Justiça de São Paulo em 18 de dezembro do ano passado, deveria ter entrado em vigor em 18 de fevereiro, mas foi adiada para dar tempo aos cartórios se adequarem. Desde 2011, com o reconhecimento da união civil homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal, que equiparou as uniões entre heterossexuais ou homossexuais, milhares de casamentos já foram realizados em todo o país. Bahia, Alagoas e Piauí já possuem legislações semelhantes à que entrará em vigor em São Paulo.
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Eduardo Galeano: “A Suprema Corte do Uruguai foi indigna”

O Uruguai e um retrocesso vergonhoso
Suprema Corte de Justiça do Uruguai declarou inconstitucionais dois artigos de uma lei de 2011 que terminava com a impunidade assegurada aos que praticaram terrorismo de Estado durante a ditadura (1973-1985). Os protestos foram imediatos, inclusive nas ruas. “A Suprema Corte foi indigna”, disse Eduardo Galeano, que participou de uma manifestação.
Buenos Aires – No meio da tarde da sexta feira, 22 de março, a Suprema Corte de Justiça do Uruguai conseguiu uma façanha surpreendente e nem um pouco louvável. Por quatro votos a um, declarou inconstitucionais dois artigos de uma lei aprovada pelo Congresso em 2011 e que terminava com a impunidade assegurada aos que praticaram terrorismo de Estado durante a ditadura que durou de 1973 a 1985.
Essa lei, agora declarada inconstitucional, impedia a prescrição dos delitos cometidos por funcionários civis e militares da ditadura, por serem considerados crimes de lesa humanidade.
O falaz argumento dos senhores juízes da Suprema Corte uruguaia seria risível se não fosse indigno. Disseram eles que uma lei penal não pode ser aplicada de forma retroativa. Ou seja, vale uma lei retroativa, de 1986, tempos do então presidente Julio Sanguinetti, anistiando crimes cometidos durante a ditadura, mas não vale a outra lei que não fazia outra coisa além de acatar decisões de cortes internacionais indicando que crimes de lesa humanidade são imprescritíveis.
Trata-se de um retrocesso tão dolorido como absurdo. Em termos práticos, significa que todos os processos em andamento serão arquivados. Para isso, basta que os advogados dos réus recorram à sentença, já que eles teriam sido processados com base em uma lei inconstitucional. Além disso, abre-se a possibilidade de que os militares que já estão presos recorram da sentença que os condenou e voltem, pimpões, à liberdade.
Pelo menos dois desses presos são figuras notórias do breve período (pouco mais de um ano) em que a impunidade esteve suspensa. O coronel Tranquilino Machado foi condenado e preso em junho de 2011, como responsável direto pela morte de um estudante de veterinária em julho de 1973, logo depois do golpe militar de 27 de junho. O policial civil Ricardo Zabala foi mandado para a cadeia em março de 2012, como cúmplice do assassinato do professor e jornalista Julio Castro, figura emblemática da esquerda uruguaia.
Esses dois assassinos podem agora pedir para serem soltos, contando com o firme apoio nascido da decisão da Suprema Corte. Poderão dizer que foram condenados por uma lei inconstitucional.
Os protestos foram imediatos. Ainda na sexta-feira, a senadora pela Frente Ampla Lucia Topolanski, figura histórica da esquerda uruguaia, disse que pretende abrir um julgamento político contra os juízes da Suprema Corte. Ou seja, ela quer pedir o impeachment dos magistrados.
Lucia Topolanski, que amargou anos de prisão e torturas, além de senadora é a primeira-dama do Uruguai. Seu marido se chama Jose Mujica e é o presidente do país.
Na segunda-feira seguinte à decisão, houve uma manifestação silenciosa na Plaza Cagancha, no centro de Montevidéu, diante do prédio da Suprema Corte.
Não houve gritos, palavras de ordem, discursos. Ao longo de uma hora, tempo que durou a manifestação, houve apenas um silêncio estrondoso, intercalado por declarações de alguns manifestantes aos jornalistas. Depois dessa hora, as milhares de pessoas cantaram o hino uruguaio e foram embora.
Um dos manifestantes era o escritor Eduardo Galeano. Ao falar com os jornalistas, ele disse que aprendeu, há muitos anos, que a vida consiste em escolher entre indignos e indignados, e que sempre esteve com os indignados. ‘Acho que a Suprema Corte foi indigna, pratica a injustiça e, além disso, proíbe a memória e castiga a dignidade’, disse.
Houve, claro, os que defenderam esse gigantesco passo atrás dado pelos juízes da Suprema Corte. Um deles foi o ex-presidente Julio Maria Sanguinetti, que governou o Uruguai em dois períodos – entre 1985 e 1990, e depois entre 1995 e 2000. Ao criticar os protestos e defender o retorno da impunidade, ele foi bastante coerente com sua história pessoal. Afinal, foi durante seus governos que se decretaram leis de anistia a torturadores, violadores, seqüestradores e assassinos, e se fez de tudo para impedir qualquer investigação que levasse aos que praticaram terrorismo de Estado.
E assim o Uruguai, que havia conseguido a duras penas avançar na luta pela busca da verdade, o resgate da memória e a aplicação da justiça, retrocede de maneira formidável. Se afasta da Argentina e até mesmo do Chile, e volta a se aproximar do Brasil, onde perambulam, livres, altaneiros e intocáveis, torturadores, seqüestradores, violadores, assassinos.
Uma das vozes que protestaram contra a decisão da Suprema Corte foi a de Macarena Gelman. Neta do poeta argentino Juan Gelman, ela é a própria imagem do horror. Seus pais, Maria Claudia e Marcelo Gelman, foram presos na Argentina. Marcelo foi morto pouco depois. Maria Claudia, grávida, foi levada para o Uruguai. Macarena nasceu num hospital militar. Tinha menos de dois meses de vida quando foi dada de presente a um chefe de polícia. Da mãe, nunca mais se teve notícia.
Gelman, um dos mais respeitados poetas do idioma espanhol do nosso tempo, levou décadas de desespero buscando a neta.
Um dos que prometeram ajuda e depois fez de tudo para impedir que essa busca avançasse foi justamente Sanguinetti. Macarena só soube sua verdadeira identidade aos 21 anos.
Ao conhecer a decisão da Suprema Corte, que de fato assegura impunidade aos assassinos de sua mãe, ela disse que o Uruguai merece outro tipo de Justiça.
No ano passado, e cumprindo uma sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Estado uruguaio reconheceu sua responsabilidade no caso de Macarena Gelman, e se comprometeu formalmente a suprimir todos os obstáculos para esclarecer o caso.
Com sua decisão, a Suprema Corte de Justiça – que, como disse Galeano e vale a pena repetir, foi indigna e pratica a injustiça ao assegurar a impunidade – garante que esses obstáculos permanecerão, como uma nódoa pegajosa, sobre o país de José Artigas.
Eric Nepomuceno
No Carta Maior
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Mensagem da presidenta da República, Dilma Rousseff, a Bento XVI

Santo Padre,
Ao findar o seu Papado, manifesto o meu respeito pela decisão de Vossa Santidade de renunciar à Cátedra de S. Pedro.
Nesta oportunidade, recordo os gestos de apreço com que o meu país foi distinguido nesses últimos anos. São marcos históricos no relacionamento entre a Santa Sé e o Brasil a escolha de Aparecida do Norte para sediar a V CELAM, que ensejou a sua visita ao país, a canonização do primeiro Santo brasileiro, Dom Antonio Galvão de França, assim como a histórica decisão de realizar a Jornada Mundial da Juventude na cidade do Rio de Janeiro.
Desejo que essa nova fase de recolhimento o encontre com saúde e paz.
Respeitosamente,
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
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“A homossexualidade é uma bomba relógio na igreja”

A visão de um ex-frei dominicano, abertamente gay, sobre a crise no Vaticano que levou à renúncia do papa.
Mark Dowd, ex-dominicano, ativista gay
Mark Dowd, ex-dominicano, hoje ativista e jornalista
Um ex-frei dominicano deu uma entrevista à veterana jornalista Christane Amanpour, da CNN. Disse ele que a homossexualidade é uma bomba relógio na igreja. Seu nome é Mark Dowd.
Dowd é gay assumido. Expulso de sua congregação, trabalha como jornalista free lancer e documentarista. Tem uma coluna no jornal inglês The Guardian. Segundo ele, os homossexuais são “amplamente representados na igreja. Cerca de metade das pessoas que entram em seminários são gays”.
Dowd falou depois que, na segunda-feira, o Vaticano anunciou a renúncia do arcebispo da Escócia, Keith O’Obrien, na esteira de denúncias de que ele havia tido relacionamentos impróprios com outros colegas. Jornais italianos vem dando matérias sobre uma rede de chantagens envolvendo uma certa “cabala gay”. Ela é um dos itens citados nos Vati-leaks, os documentos que mostram corrupção, disputas entre cardeais, transações financeiras mal explicadas e o diabo. Seria uma das causas de Bento XVI ter saído. Em seu último pronunciamento na Praça São Pedro, Ratzinger declarou que enfrentou “águas agitadas e vento contrário”, mas que tem fé que Deus não vai deixar “a igreja afundar”.
É claro que a história não contada da aposentadoria do papa envolve muito mais do que uma grande conspiração homossexual. Mas, numa instituição que vive do segredo e da culpa, segundo Dowd, você tem as condições ideais para o crescimento da extorsão e da manipulação.
O papa em seus dias de glória: "Metade dos seminaristas é homossexual", diz Dowd
O papa em seus dias de glória: “Metade dos seminaristas é homossexual”, diz Dowd
A igreja tem uma expectativa absurda dos padres no que tange ao sexo. O celibato foi sacramentado no Quarto Concílio de Latrão, de 1215 e no Concílio de Trento, entre 1545 e 1563 (antes disso, conta-se que no Concílio de Constança, em 1418, 700 prostitutas atenderam os clérigos que debatiam o assunto). Alguns conseguem lidar com ele. Um bom pedaço – como se tem visto – não consegue.
Dowd é um militante da causa. Fez um documentário, Queer and Catholic, em que entrevistou dois sacerdotes que se apaixonaram e tentaram levar adiante essa questão com seus superiores. Foram rechaçados sumariamente. Um deles revelou que seus chefes mais homofóbicos eram os mesmos que procuravam parceiros no Monte Capitolino, famoso parque em Roma. (O cardeal O’Brien, antes de dar o fora, afirmou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo era “uma tentativa de agradar um pequeno grupo de ativistas em detrimento de toda a sociedade. Eliminaria a ideia básica de que toda criança precisa de um pai e de uma mãe”.)
A homofobia não é exclusividade do Vaticano (vide, para ficar num exemplo recente, o nosso querido pastor Malafaia). Agora, a pressão para que seus líderes finjam ignorar sua sexualidade é injusta, sem sentido – e tem consequências. Como a igreja católica é medieval e pequenas e eventuais mudanças ocorrem a cada 500 anos, é altamente improvável que algo vá acontecer. Enquanto isso, os seminários continuarão cheios. Como diria Libaninho, o beato de O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz, com as mãos na cabeça: “Nossa Senhora das Dores, que até pode cair um raio!”.
Kiko Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Os segredos do Opus Dei - Grande Investigação - IX - (final)

Opus Dei nas finanças do Governo e com força na banca
Críticos dentro da Igreja não desviam obra do 'Caminho'
Altos dirigentes portugueses da Igreja Católica não acreditam que exista um projeto oculto de poder no Opus Dei para controlar a Igreja Católica. Admitem, porém, que a obra tem críticos e que há opções tomadas que podem não estar de acordo com o direito canónico. Vigário regional garante que não passa por cima de bispos das dioceses.
"O Opus Dei faz parte da Igreja Católica." Esta foi a frase mais repetida e dita com mais ênfase pelos membros da obra ao longo deste trabalho, como quem quer marcar bem uma posição. Mas qual é afinal o papel do Opus Dei na Igreja Católica? Altos responsáveis portugueses da Igreja Católica - que não pertencem à obra - consideram que o Opus Dei tem um papel importante na formação católica e que tem vindo a afirmar-se, mas admitem a existência de vários críticos dentro da própria Igreja.
O cardeal José Saraiva Martins, o mais influente português do Vaticano, explica ao DN que o papel do Opus Dei é "servir a Igreja", algo que considera que a obra faz com "uma total fidelidade e lealdade". Enquanto observador privilegiado da realidade do centro de poder da Igreja Católica, José Saraiva Martins considera "infundadas" as críticas de que o Opus Dei procura controlar a Igreja.
Apesar disso, a prelatura ainda não tem uma aceitação unânime na Igreja Católica. O bispo emérito de Aveiro, D. António Marcelino, admite que "como acontece com outros movimentos eclesiais existentes, há diversidade na sua aceitação. Porém, depostos preconceitos existentes, a aceitação vai crescendo".
O Opus Dei é a única prelatura pessoal da Igreja, o que faz que a obra goze de uma influência na Igreja Católica superior a qualquer outro movimento eclesiástico. Os críticos referem o facto de os sacerdotes do Opus Dei não responderem hierarquicamente aos bispos da diocese, mas apenas ao prelado (Javier Echevarría) em Roma como um dos privilégios da obra. O líder do Opus Dei em Portugal, José Rafael Espírito Santo, considera esta fórmula hierárquica natural: "Um sacerdote da Guarda em Lisboa responde ao bispo da sua diocese e não ao bispo de Lisboa." José Rafael Espírito Santo reconhece que "as licenças ministeriais são dadas pelo vigário regional, mas, ao mesmo tempo, o bispo de cada diocese onde estão os sacerdotes do Opus Dei tem de reconhecer o sacerdote". Além disso, garante o vigário regional, "tudo o que o Opus Dei faz na diocese passa sempre pelo bispo diocesano, como a abertura dos centros".
O bispo emérito de Aveiro explica, porém, que "em relação à prelatura há ainda muitas críticas, pois é considerada como uma igreja no seio das Igrejas Diocesanas". D. António Marcelino diz ainda que "a decisão de Roma não foi devidamente refletida pelos bispos diocesanos, o que criou maiores dificuldades de aceitação. Foi como que uma decisão 'clandestina' como pude verificar, que os responsáveis negavam, mesmo quando já existiam documentos que mostravam as démarches existentes". O sacerdote recorda que viveu "já bispo este acontecimento" e conta a impressão com que ficou: "Considerei-o uma decisão à revelia do Vaticano II, por influências da Cúria Romana, que sempre defendeu a autoridade exclusiva do Papa, esquecida do valor da colegialidade episcopal, mormente em tema que afetava toda a Igreja." E lamenta: "Foi pena que assim tenha acontecido e a verdade é que não se criou nenhuma outra prelatura pessoal."
O bispo emérito de Aveiro revela, por outro lado, que o Opus "mantém ainda, em algumas atividades, dificuldade em se situar, com normalidade, na comunidade eclesial, dando para isso razões ligadas com a sua estrutura. É o caso dos colégios que não aceitam ser escolas católicas segundo o direito canónico e as orientações do episcopado". O bispo emérito considera este "um assunto não resolvido e que obriga a conferência episcopal, por via de um diálogo aberto, a não desistir, pois trata-se de um tema de grande relevância pastoral".
Sobre a aceitação do Opus Dei na Igreja, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (órgão que congrega todas as dioceses do País), Manuel Morujão, questiona: "Há algum espaço no mundo em que todos vivam a bater palmas de aplauso mútuo, sem crítica alguma? Estaríamos no paraíso... É natural que haja pessoas que gostem do estilo do Opus Dei, como é perfeitamente aceitável que haja pessoas que tenham outros critérios e gostos." Na opinião de Manuel Morujão, "o importante é não tornarmos dogmático o perfil do movimento ou obra a que aderimos, dentro do espaço comum que é a Igreja ou mesmo a sociedade. Por mais encantador que achemos o som do violino, não vamos pretender que uma orquestra não admita outros instrumentos".
D. António Marcelino sintetiza o papel da obra, classificando-a como "um movimento de espiritualidade que visa dar aos membros uma formação que lhes permite ser cristãos no mundo, preocupados em orientar a sua vida segundo o Evangelho".
Maçonaria da Igreja?
Os altos responsáveis da Igreja contactados pelo DN rejeitam também a ideia do Opus Dei ser a "maçonaria da Igreja". D. António Marcelino considera que o Opus Dei "não se deve considerar uma forma de maçonaria" e atribui esta ideia ao facto de a obra, "no início e durante longo tempo, [ter] um secretismo exagerado e desnecessário". O bispo emérito diz ainda que "é natural que os membros do Opus, com a sua formação, tenham uma ação positiva, que não julgo de toupeira, na sociedade". Manuel Morujão também rejeita o rótulo de "maçonaria", pois o Opus "cultiva certa discrição, o que é muito diferente de ocultismo".
Rui Pedro Antunes
No Diário de Notícias
Veja também: Os segredos do Opus Dei - Grande Investigação - I - II - III - IV - V - VI - VII - VIII
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27 de fev de 2013

A agonia da mídia impressa e a Time Out

Até a Time Out?
Sim, até a Time Out, a gloriosa revista que foi leitura de qualquer pessoa interessada em desfrutar do melhor que Londres pode oferecer em cultura, comida, passeios e o que mais for.
Na tentativa desesperada de sobreviver, a Time Out, a partir de agora, passa a ser distribuída de graça. A esperança é que a receita de publicidade pague as contas. A circulação, evidentemente, aumentará – e com ela, espera a empresa que edita a Time Out, o dinheiro vindo dos anunciantes.
É um capítulo dramático na agonia da mídia impressa, dado o prestígio da Time Out – provavelmente a melhor revista de cidade da história do jornalismo.
Na Inglaterra, a mesma receita está sendo testada pelo jornal The Evening Standard, cujo dono é o magnata russo Alexandre Levedeb – um daqueles homens oriundos da KGB que enriqueceram espetacularmente quando ruiu a União Soviética e empresas estatais foram vendidas em circunstâncias nebulosas.
O Standard é hoje distribuído de graça nas portas de estações de metrô por entregadores esforçados que tentam fazer os londrinos pegar um jornal que não lhes interessa.
A Time Out cumpriu todas as etapas de uma revista assolada por uma mudança externa – a internet — que ela não tem como evitar. Circulação cadente, influência decrescente, papel pior, menos páginas editoriais, demissões na redação, borderôs reduzidos. Há excelentes sites sobre Londres pelos quais o leitor não paga nada. Por que ele pagaria por um exemplar da Time Out?
Com a distribuição gratuita, a revista pode, eventualmente, ganhar tempo para se tornar relevante também na internet e disputar a verba publicitária que tende a se concentrar no mundo digital: os anunciantes acabam inevitavelmente por seguir seus consumidores. E eles estão na internet.
A mídia impressa está na situação das carroças quando surgiu uma coisa chamada carro. Primeiro, veio a negação: isso é moda e jamais vai dar certo, pois não existem estradas e cavalos são mais confiáveis que motores.
Depois, a aceitação relutante, e enfim a luta épica por sobreviver na era dos motores. Os prognósticos não são bons: nenhum fabricante de carroças resistiu, com o tempo, aos automóveis. É uma situação darwiniana: um produto melhor mata o outro, ou o torna irrelevante.
A atitude dos donos da Time Out ao dá-la de graça se enquadra neste capítulo – o do combate duríssimo por uma sobrevivência improvável.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo 
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Tentativa de difamar Nicolelis às vésperas de pesquisa revolucionária

Às vésperas da divulgação pela revista Nature de uma mais uma pesquisa revolucionária do grupo do professor Miguel Nicolelis — é a segunda em 15 dias — um grupo de sete pesquisadores brasileiros tenta difamá-lo.
Na madrugada de 23 de fevereiro, o professor John Araújo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), postou no blog da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento o manifesto Eu apoio a ciência Brasileira.
Assinam, por alfabética: Antônio Carlos Roque da Silva Filho (USP-RP), Cláudia Domingues Vargas (UFRJ), Dráulio Barros de Araújo (UFRN), Márcio Flávio Dutra Moraes (UFMG), Mauro Copelli Lopes da Silva (UFPE), Reynaldo Daniel Pinto (USP-SC) e Sidarta Ribeiro (UFRN).
Os sete são ex-integrantes do comitê gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia  “Interfaces Cérebro-Máquina”, (InCeMaq), coordenado pelo professor Miguel Nicolelis, da Duke University (EUA) e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (RN, Brasil).
No manifesto, eles insinuam que a ideia da pesquisa de Nicolelis, Eric Thomson e Rafael Carra, publicada na edição de 12 de fevereiro da revista Nature Communications, teria sido desenvolvida originalmente por um dos signatários, Márcio Flávio Dutra Moraes. Diz o manifesto (aqui, na íntegra):
A pauta do primeiro encontro, realizado nos dias 1 e 2 de julho de 2010, se restringiu à apresentação de projetos em andamento pelos laboratórios vinculados ao InCeMaq. Todos os que assinam este manifesto estavam presentes àquela reunião. Durante as apresentações individuais, representando o Núcleo de Neurociências da UFMG, o Prof. Dr. Márcio Flávio Dutra Moraes apresentou resultados preliminares de um novo experimento realizado pelo seu grupo, incluindo imagens de um rato implantado com um receptor de infra-vermelho (I-V) acoplado a um estimulador cerebral. O sensor captava ondas de I-V emitidos por LEDs, de forma que a intensidade do sinal detectado era proporcional ao alinhamento da cabeça do animal com o emissor. Esses sinais eram enviados a um computador para controlar um estimulador elétrico, que por sua vez estava conectado a um eletrodo bipolar implantado no cérebro do animal. A proposta, em andamento, é o tema central de uma tese de doutorado e foi submetida a congressos locais, exames de qualificação, e defesa de trabalhos finais de graduação (ver imagens e documentos anexados).
……………
Passados quase três anos desde a primeira reunião do Comitê Gestor, nos deparamos há poucos dias com o artigo publicado na revista científica Nature Communications e assinado pelo Prof. Nicolelis. No artigo é apresentado um implante craniano com um detector de infravermelho (I-V) acoplado a um sistema de estimulação elétrica intra-cerebral.
“Uma acusação oportunista, leviana, irresponsável”, rebate Rômulo Fuentes, diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), no documento Nós também apoiamos a Ciência Brasileira em resposta ao manifesto dos sete pesquisadores. “Uma série de documentos comprova que, desde 2006, o grupo de Nicolelis vinha desenvolvendo esse trabalho.”
“O discurso malicioso, ignorando informações vitais, é criminoso”, prossegue Fuentes. “Uma combinação de infâmia, difamação e má-fé.”
De fato, os arquivos anexados ao documento do dr. Fuentes demolem as acusações feitas contra Nicolelis.
Acompanhem a linha do tempo:
1. O comitê gestor do InCeMaq reuniu-se duas vezes. Na primeira, em 1 e 2 de julho de 2010, quando o professor Márcio Moraes teria apresentado a sua proposta de pesquisa aos membros do grupo, entre os quais Nicolelis, coordenador do projeto.
2. Só que, 4 anos antes da apresentação do professor Moraes,  o laboratório do professor Miguel Nicolelis, na Duke University, já estava trabalhando no projeto de um rato com sensores infravermelhos acoplados a um estimulador cerebral.
E-mail de 17 de novembro de 2006, de Mikhail Lebedev para Nicolelis, mostra que o grupo havia acabado de concluir que um “novo sentido” poderia ser incorporado no rato, colocando um sensor infravermelho na cabeça de um animal:
Oi, Miguel.
Nós discutimos aqui no laboratório de macacos, e parece que o novo sentido mais fácil seria “visão infravermelha”. Um sensor para a luz infravermelha seria apenas um diodo sensível à luz que pode ser montado na cabeça do rato. Fontes de infravermelho podem ser facilmente criadas, assim como a tarefa comportamental.
3. Em e-mail de 6 de fevereiro de 2009, o dr. Eric Thomson, primeiro autor do trabalho, disse para Mikhail Lebedev:
Estive pensando sobre como usar o estimulador com os ratos no paradigma de percepção extrassensorial de Miguel. Acho que algum tipo de canalização mediante localização de recompensa seria um bom ponto de partida.
 4. Em 19 de novembro de 2009, técnicos do laboratório do professor Nicolelis criaram o diagrama de fiação para hardware experimental desse estudo.
5. Em janeiro de 2010, após a conclusão da instalação do hardware, os experimentos começaram. E-mails de 11 de janeiro (de Thomson para Lebedev ) e 8 de março de 2010 (de Jim Meloy para Thomson) relatam isso.
No de 8 de março de 2010, Jim disse para Thomson:
Eu instalei indicadores infravermelhos para a instalação experimental dos ratos de percepção extrassensorial. Os grampos se fixam na borda do vidro. Se você precisar de outra localização ou posição, podemos resolver alguma coisa com fita/parafusos/outros.
6. O livro Beyond Boundaries (no Brasil, Muito Além do Nosso Eu), do professor Nicolelis, lançado em 2011 e amplamente divulgado aqui e no exterior, descreve em detalhes toda a estratégia usada por seu laboratório para construir uma neuroprótese cortical. Está no capítulo 10.
Em 4 de novembro de 2009, Nicolelis concluiu o livro e enviou-o para a editora americana.  Na primeira semana de maio de 2010, a revisão final, que não alterou em nada a descrição desse paradigma, foi finalizada. Essas datas podem ser confirmadas pela editora americana e o agente literário nos EUA.
Em outras palavras: o livro de Nicolelis estava pronto e revisto dois meses antes da reunião do comitê gestor do comitê gestor do InCeMaq, em julho de 2010, onde o professor Márcio Moraes teria apresentado a sua ideia.
Por que nesses dois anos em que o livro de Nicolelis esteve disponível nas livrarias do Brasil, esse grupo que agora o acusa não fez nenhuma insinuação leviana ao trabalho relatado?
Por que só após a repercussão mundial da publicação do estudo pela Nature e às vésperas de sair outro, também pela Nature, esse grupo vem a público questionar a paternidade das ideias que o nortearam?
7. A propósito, de 2006 a 2013, o grupo de Nicolelis publicou vários trabalhos usando a técnica de microeestimulação elétrica cortical, essencial para o sucesso da pesquisa divulgada na semana passada. Sem adquirir competência para empregá-la, nenhum laboratório seria capaz de realizar os experimentos demonstrados no estudo publicado pela Nature Communications.
E os trabalhos do professor Márcio Moraes?
No manifesto Eu apoio a ciência Brasileira há um link ( aqui que leva a documentos e imagens dos seus trabalhos relacionados a ratos com sensores infravermelhos.
Sobre eles, Fuentes faz estas observações:
1. Correspondem a propostas e instalação experimental, não apresentam resultados nem dados.
2. A intenção do professor Moraes é usar a estimulação elétrica da amígdala e não a porção tátil do córtex cerebral como foi feito pelo grupo de Nicolelis.
3. O professor Moraes não publicou nenhum trabalho sobre ratos com sensores infravermelhos em jornais com peer review, ou seja, revisado por pares. É o que revela busca no Pubmed, a base de publicações mais conhecida no mundo.
“É, no mínimo, desonestidade intelectual alguém insinuar que qualquer informação abordada em julho de 2010 possa ter influenciado o nosso trabalho”, revolta-se  Nicolelis. “É uma tentativa de assassinato de reputação.”
“Infelizmente essa denúncia sem fundamento faz parte da infindável sequência de atos de calúnia, sabotagem e difamação liderados pelo professor Sidarta Ribeiro”, observa Fuentes.  “Desde que ele e seus colegas da UFRN decidiram romper com a parceria com o IINN, atacam sistematicamente Nicolelis.”
O QUE O MANIFESTO DOS SETE PESQUISADORES NÃO DISSE
Tem quase dois anos que o professor Sidarta e o seu grupo resolveram voluntariamente interromper a parceria com o Instituto Internacional de Neurociências de Natal. O desfecho, porém, só se deu julho de 2012, quando foram desligados InCeMaq por Nicolelis.
“Curiosamente, o manifesto dos sete pesquisadores salta da reunião de julho de 2010 para julho de 2012”, atenta Fuentes. “Passa por cima de importantes fatos acontecidos nesse período.”
Por exemplo, após decidir abandonar a parceria com o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, o professor Sidarta Ribeiro, seus colaboradores e membros do comitê gestor do InCeMaq tentaram derrubar Nicolelis.
Eles protocolaram no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pedido para tirar Nicolelis da coordenação do projeto,  embora ele fosse o único especialista em interfaces cérebro-máquina do grupo e o idealizador da proposta do primeiro Instituto de Interfaces Cérebro Máquina.
Em carta, supostamente assinada pela maioria do comitê gestor InCeMaq, Ribeiro listou uma série de razões para justificar tal pedido.
Só que, enquanto preparava a resposta aos questionamentos feitos, o grupo de Nicolelis teve uma grande surpresa. Dois dos signatários do pedido de sua destituição – o professor Manoel Jacobsen e o dr. Erich Fonoff —  escreveram carta à direção do CNPq, informando que não apoiavam a demanda de outros colegas do comitê gestor do InCeMaq.
Nesse período, mais precisamente em 29 de julho de 2011, o professor Sidarta Ribeiro publicou o artigo “Cross-modal responses in the primary visual cortex encode complex objects and correlate with tactile dis-crimination” na prestigiosa revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA (PNAS).
“Era fato notório que os dados experimentais descritos nesse artigo tinham sido todos obtidos nos laboratórios da Duke e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal”, conta Fuentes. “Porém, na versão final dos manuscritos foram ignorados tanto uma das fontes de financiamentos do trabalho — o National Institutes of Health, o NIH dos EUA — como a afiliação do professor Sidarta ao IINN no período em que o estudo foi realizado.”
Na época, já em litígio com IINN, Sidarta indicou apenas a sua afiliação ao recém-criado Instituto do Cérebro da UFRN, que ainda não tinha produção científica. Porém, ignorar fontes de financiamento e afiliações é conduta inapropriada.
Sidarta Ribeiro foi obrigado a se retratar publicamente do seu artigo. Tanto a sua afiliação verdadeira na época do estudo (com o IINN) bem como as fontes de financiamento tiveram que ser explicitamente reveladas.
– E  por que, em julho de 2010, o professor Nicolelis não contou aos membros do comitê gestor do InCeMaq sobre os trabalhos no projeto de rato infravermelho? – quem leu o manifesto dos sete ex-integrantes do grupo talvez tenha mais essa pergunta.
Nenhum cientista é obrigado a revelar pesquisas em andamento antes de estarem concluídas e as descobertas exaustivamente confirmadas e validadas. Devido ao caráter revolucionário desse projeto, o grupo de Nicolelis preferiu esperar a publicação do trabalho para oficialmente comunicar os achados.
“Nesses últimos dois anos, o professor Sidarta Ribeiro e seus colaboradores têm repetidamente me difamado, inclusive pela imprensa. Agora, foram longe demais”, indigna-se Nicolelis. “Os sete signatários do manifesto serão chamados em juízo para revelarem as provas concretas que supostamente dão subsídio a mais esse absurdo.”
Conceição Lemes
No Viomundo
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O triste papel de Eduardo Suplicy

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) construiu a sua trajetória política na luta em defesa da democracia e dos direitos humanos. No ano passado, por exemplo, ele se destacou ao apoiar a luta dos moradores do Pinheirinho, expulsos pela tropa de choque de Geraldo Alckmin. Não dá para esconder seus méritos. Mas também não dá para amenizar seus defeitos, que são muitos e já lhe renderam alguns apelidos jocosos. Na semana passada, ele ganhou os holofotes da mídia por ser o cicerone da dissidente cubana Yoani Sánchez.
Com ou sem intenção, Eduardo Suplicy montou um palanque para a direita nativa atacar a revolução cubana – que ela sempre odiou - e a política externa dos governos Lula e Dilma. Na visita de Yoani Sánchez ao Congresso Nacional, o senador petista desfilou ao lado de tucanos, demos e até do fascista Jair Bolsonaro – todos “democratas” convictos! Na entrevista ao Estadão, ele ouviu as arrogantes críticas da cubana – similares às do governo dos EUA - à postura do Itamaraty de respeito à soberania dos povos.
Segundo o jornal, “a blogueira e ativista cubana Yoani Sánchez cobrou do governo Dilma Rousseff em São Paulo um ‘posicionamento mais enérgico’ e ‘duro’ ao abordar o tema de direitos humanos com o governo Raúl Castro. ‘Tem faltado dureza ou franqueza na hora de falar do tema de direitos humanos na ilha. Tem havido silêncios demais. Os povos não esquecem’, afirmou Sánchez, que participou de uma conversa com jornalistas e leitores do jornal O Estado de S.Paulo”. Suplicy acompanhou a dissidente na visita ao jornalão.
A direita midiática e partidária, que estava acuada com as comemorações dos dez anos do PT no governo, explorou ao máximo a visita da cubana – que foi articulada pelo senador petista. Num gesto inusitado, Yoani Sánchez interrompeu uma sessão ordinária do parlamento brasileiro. Como se jacta o colunista João Domingos, no Estadão, “os partidos de oposição levaram ampla vantagem sobre o governo na obtenção de resultados políticos durante a passagem da blogueira cubana e colunista do Estado pelo Congresso”.
“PSDB, DEM e PPS mandaram ao Congresso militantes para abafar o ruído dos manifestantes pró-Cuba... A ida de Yoani ao Congresso foi proposta pelo deputado Otávio Leite e pelo senador Alvaro Dias, ambos tucanos. O DEM, por intermédio do deputado Mendonça Filho (PE), requereu proteção da Polícia Federal à blogueira, enquanto o PPS prestou a ela solidariedade”, relata o jornalista do Estadão. Eduardo Suplicy, apelidado de “Dom Quixote” pela blogueira, cumpriu o triste papel de apêndice da oposição de direita.
Ainda teve a cena constrangedora do encontro de Yoani Sánchez com Aécio Neves, o principal adversário da presidenta Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Segundo relato do repórter Gerson Camarotti, da Rede Globo, ela teria feito um apelo ao senador mineiro: “Não nos deixe sós em Cuba. Muitas vezes nos sentidos abandonados lá”. Com a ajuda involuntária do petista, o cambaleante presidenciável tucano agora usa o episódio para atacar o governo e defender a “liberdade de expressão” – logo ele que censura a imprensa mineira.
Mas não foi só a direita partidária que explorou a visita da dissidente cubana. A mídia hegemônica também tirou a sua casquinha. Sem explicitar que Yoani Sánchez é “diretora” do antro golpista da Sociedade Interamericana de Prensa (SIP), que reúne os barões da mídia do continente, jornalões, revistonas e emissoras de rádio e tevê usaram a blogueira para criticar qualquer tipo de regulação dos meios de comunicação no Brasil. Atacaram Cuba para defender os seus privilégios. E Yoani Sánchez cumpriu a risca o seu papel.
Na mesma entrevista exclusiva ao Estadão, a correspondente da famiglia Mesquita – ninguém sabe se ela recebe algum salário e qual o seu valor – criticou a proposta do novo marco regulatório para o setor. “Quando se fala em regular a comunicação há que ter muito cuidado porque há uma linha tênue entre chamar a responsabilidade dos meios e a censura. É preciso ser muito cuidadoso e acredito que a regulação de meios deva ocorrer a nível de leis, da legalidade e não de governos, porque cada governo tem seus interesses”.
Em síntese, a visita da dissidente cubana serviu aos intentos da direita nativa. O circo midiático foi montado com esmero. Sobraram minutos de fama e muitos holofotes para Eduardo Suplicy. Até os “calunistas” que adoram ridicularizá-lo elogiaram o senador petista. Esta exposição talvez o ajude nas suas pretensões eleitorais para 2014 – quando pretende disputar novamente o Senado. Mas o custo político foi elevado. O jornalista Raymundo Costa, do Valor, chegou a especular que ele pode perder a vaga no PT:
“O PT até aceitou a presença de Suplicy no lançamento da Rede, o partido de Marina Silva. Afinal, ela é uma ‘ex-companheira’, como se diz entre petistas. O que a cúpula considera inadmissível é o senador ficar de ‘abraços e beijos’ com uma dissidente do regime que, nos anos de chumbo no Brasil, ‘abrigou’ boa parte dos líderes que viriam constituir o PT. ‘Somos eternamente gratos’, diz um petista de alto coturno”. Pode ser mais uma intriga da mídia, mas é fato que a postura de Suplicy gerou constrangimentos no PT e no governo.
Suplicy pode até não perder a vaga na disputa ao Senado. Este decisão cabe ao PT. Mas o meu mísero voto ele já perdeu! Há anos faço panfletagens e voto no petista – algumas vezes até por falta de alternativas. Desta vez, porém, ele passou da conta!
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Collor para Gurgel: Por qué no te callas?

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Argentina acusa al Reino Unido de enviar armas nucleares a las Malvinas

Argentina acusa al Reino Unido de enviar armas nucleares a las Malvinas
Argentina acusa al Reino Unido de enviar armas nucleares a las Malvinas
El Gobierno argentino acusó a Londres de enviar armas nucleares a las Malvinas, desafiando el Tratado de Tlatelolco de 1969 que prohíbe la presencia de tal armamento en América Latina y el Caribe.
El secretario de Relaciones Exteriores de la República Argentina ante la Conferencia de Desarme de la ONU, Eduardo Zuain, citado por la prensa sudamericana, afirmó en Ginebra que el Reino Unido sigue potenciando su presencia militar en el Atlántico Sur, incluidos los “desplazamientos de submarinos con capacidad de portar armamentos nucleares en la zona desnuclearizada”
El diplomático lamentó que Londres “no haya brindado hasta la fecha clarificaciones (…) ni haya ofrecido hasta el momento información alguna que permitiera corroborar o desmentir recientes desplazamientos de submarinos nucleares con capacidad de portar armamento atómico”.
Recordó que la presencia de más de 1.500 efectivos militares británicos con una población civil de 3.000 hace de las Malvinas uno de los territorios más militarizados del planeta.
Las Islas Malvinas, situadas a unas 250 millas de la costa argentina, fueron ocupadas por el Reino Unido en 1833. El 2 de abril de 1982 las fuerzas militares argentinas retomaron la soberanía de las islas dando lugar a un conflicto bélico que culminó el 14 de junio del mismo año, con la derrota de Argentina.
El Mercosur (Mercado Común del Sur), la CELAC (Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños), la Unasur (Unión de Naciones Suramericanas) y el ALBA (Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América) brindan su apoyo a Argentina en este diferendo.
No RIANovosti
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Blogueira da CIA toma xeque-mate na TV Cultura

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Cabra marcado para morrer

Um jornal australiano obteve um documento do governo americano em que Julian Assange e o Wikileaks são classificados como “inimigos do Estado”.
Assange no terraço da embaixada equatoriana em Londres
Assange no terraço da embaixada equatoriana em Londres
“Inimigos do Estado” é a mesma categoria em que estão catalogados o Talibã e a Al-Qaeda, por exemplo. Na prática, pela legislação de segurança americana, significa que eles podem ser presos sem processo formal por tempo indeterminado.
Podem também ser executados. Mortos. Eliminados. Como se estivéssemos vivendo o seriado 24 horas.
Onde, no Brasil, o repúdio à perseguição movida pelo governo americano a Assange? Ninguém se importa com ele? Algum colunista brasileiro o defendeu? Assange foi alvo de um único editorial? Ou, por criticar os Estados Unidos, ele não pode ser defendido?
Não só a perseguição americana já passou dos limites. Também a intransigência inglesa em não dar a ele salvo conduto para que pegue um avião rumo ao Equador vai passar para a história como um dos maus momentos da história recente do Reino Unido, em seu alinhamento com a política externa americana.
Assange está confinado na modesta embaixada equatoriana em Londres. Ontem, numa fala na ONU, o ministro das relações exteriores do Equador, Ricardo Patiño, alertou para os riscos físicos que Assange enfrenta em sua presente situação. Lembremos que o pretexto para isso é o sexo que duas suecas fizeram consensualmente com ele.
Por teleconferência, Assange também falou ontem num fórum da ONU. Como sempre, num gesto de elegância, falou menos de si mesmo e mais do soldado Bradley Manning. (Também numa atitude admirável, Assange recusou um prêmio de “liberdade de expressão” concedido pela editora argentina Perfil — que no Brasil é sócia da Abril na Caras — quando soube que também estava sendo homenageado um jornalista do Equador que recebe subvenções americanas e trata a patadas o governo constitucional de Rafael Correa.)
Manning é acusado de ter passado ao Wikileaks os documentos americanos que, entre outras coisas, mostravam a Guerra do Iraque como ela era e é, não como os Estados Unidos fingiam que era.
Manning está preso à espera de julgamento, e pode ser condenado à morte por traição. Até que ativistas fizessem pressão, ele foi submetido a condições degradantes numa cadeia militar americana. Estava privado de qualquer contato com outros presos, e durante boa parte do tempo era impedido de vestir qualquer roupa. Tecnicamente, como lembraram os ativistas, estava sob tortura contínua.
E agora: o mundo vai esperar o quê para gritar pela libertação de Assange? Que ele morra?
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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MPF deve apurar caso de espionagem em Belo Monte

Desde seu anúncio, em meados de 2007, a construção da hidrelétrica de Belo Monte gerou debates entre diversos setores da sociedade civil e do próprio governo sobre os impactos ambientais do empreendimento e modelo de desenvolvimento representados pela obra na região Norte. Três anos após a obra ser licitada, as tensões entre os diferentes movimentos – contrários ou a favor da construção – se agravaram. Nesta segunda-feira 25, o Ministério Público Federal recebeu uma representação do Movimento Xingu Vivo Para Sempre com informações sobre um suposto esquema de espionagem, financiado pelo Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) com o apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), contra os movimentos sociais e sindicais que se opõem à construção da hidrelétrica na bacia do Xingu.
Trecho do rio Xingu (foto), onde está sendo construída a usina de Belo Monte. Foto: NYT
Trecho do rio Xingu (foto), onde está sendo construída a usina de Belo Monte.
Foto: NYT
O caso veio à tona após um empregado do consórcio ser flagrado espionando e gravando uma reunião de planejamento do grupo, realizada no domingo 24, com uma caneta espiã. Chama a atenção a suposta participação de uma agência do governo federal no esquema.
Após ser pego, o empregado concordou em gravar um depoimento para a ONG Repórter Brasil, no qual diz ganhar cerca de 5 mil reais por mês para repassar informações de dentro das reuniões dos movimentos sociais. Ele se identifica como funcionário do consórcio.
Por meio de sua atuação, diz o empregado, o consórcio conseguia subsídios para pedir a prisão de líderes sindicais ou demitir funcionários descontentes a fim de evitar mobilizações e greves que poderiam impedir o ritmo das obras.
O agente, que apresentou crachá e carteira profissional na qual consta o registro do CCBM, acredita que seu trabalho foi decisivo para a prisão dos cinco acusados de terem comandado a última revolta de trabalhadores nos canteiros de Belo Monte, ocorrida em novembro do ano passado, e na demissão de cerca de 80 trabalhadores. O funcionário espião repassava informações para o consórcio construtor desde o segundo semestre do ano passado e se diz arrependido.
A suspeita foi encaminha para o Ministério Público Federal pelo advogado do Movimento Xingu Vivo, Marco Apolo Santana Leão. O MPF, no entanto, disse a CartaCapital não ter tido tempo para analisar o documento e se pronunciar. O empregado do CCBM havia concordado na noite de domingo 24 em prestar depoimento ao MPF, mas depois voltou atrás, segundo informações da ONG Repórter Brasil.
De acordo com o movimento Xingu Vivo, após recorrer da decisão de depor ao MPF, o funcionário enviou uma ameaça em uma mensagem por celular para um dos integrantes: “vocês me ameaçaram, fizeram eu entrar no carro, invadiram minha casa sem ordem judicial. Isso é que é crime. Vou processar todos do Xingu Vivo. Minha filha menor e minha mulher são minhas testemunhas. Sofri danos morais e violência física. E vocês vão se arrepender do que fizeram comigo”.
Até o momento, a única resposta do consórcio frente à denúncia foi dada por meio da nota divulgada na segunda-feira 25: “O Consórcio Construtor Belo Monte, que até o momento não foi informado sobre o suposto fato, não tem como prática o envio de observadores a eventos promovidos por outros órgãos ou instituições”.
A Abin e o governo federal não se pronunciaram a respeito do tema.
O movimento afirmou, em nota, que “apesar da atitude criminosa” e de “não eximi-lo (o empregado) de sua responsabilidade”, “entende que o maior criminoso neste caso é o Consórcio Construtor Belo Monte, que usou de seu poder coercitivo e financeiro para transformar um de seus funcionários em alcaguete”.  O grupo cobra a responsabilização da empresa e do governo federal devido à participação da Abin e diz que considera “inadmissível que estas práticas ocorram em um estado democrático de direito”.
Os movimentos sociais contrários à construção da hidrelétrica reclamam, principalmente, dos impactos socioambientais previstos, do desmatamento e de problemas técnicos no planejamento e execução do projeto. Segundo a ONG Repórter Brasil, os opositores defendem a interrupção da construção da barragem e têm seguidamente apresentado denúncias de problemas graves decorrentes da obra.
No CartaCapital

Flagrado durante reunião do Movimento Xingu Vivo para Sempre usando caneta espiã, funcionário do Consórcio Construtor Belo Monte confessa que recebia 5 mil reais para passar informações ha mais de 2 meses sobre atividades do movimento. Estas seriam analisadas pela ABIN, segundo o alcagoete.
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Só depois da posse de Haddad, a Veja percebeu que a cidade de São Paulo está um lixo

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Imagem publicada por André Borges Lopes no Facebook
É muito curioso como a “grande mídia” trata os problemas das cidades administradas pelos demotucanos e as governadas pelo partido do governo federal.
Não leio a revista [da] marginal, digo, a Veja – nem para saber as estratégias dos inimigos do povo –, há mais de 12 anos, mas pelas redes sociais é possível constatar como os “arautos do bom jornalismo e paladinos da ética” agem para “informar” seus leitores.
Na imagem acima, postada no Facebook por André Borges Lopes, é possível perceber a “isenção” do jornalismo praticado pelos militantes do Instituto Millenium. Pois observem: em março de 2005, o secretário municipal de Serviços de 2005 a 2006, na gestão (sic) de José Serra, Andrea Matarazzo, com uma fisionomia angelical, foi capa da Vejinha São Paulo com um texto que dizia que ele possuía “ideias para que o coração de São Paulo recupere o brilho e volte a ser um orgulho dos paulistanos”. Não se perca pelas datas: 2005.
Já em outubro de 2012, com a mesma fisionomia angelical aparece Gilberto Kassab para tentar turbinar a candidatura de seu padrinho José Serra, que já estava no limbo. A revista (sic) perguntava: “Será que estamos sendo justos com ele?” E manda o texto: “Uma radiografia da gestão Kassab que após sete anos deixa a prefeitura com avanços em algumas áreas importantíssimas, mas com a popularidade em baixa”. Volto a insistir, não se perca pelas datas: outubro de 2012.
Na edição da semana de 13 de fevereiro de 2013, a capa da Vejinha São Paulo percebe – passados apenas quatro meses dos elogios a Kassab/Serra – que as calçadas da cidade estão uma vergonha. Com certeza, a famiglia Civita quer incutir na cabeça de seus leitores incautos que a culpa é do poste do Lula, digo, de Fernando Haddad, que em dois meses não conseguiu resolver o problema, além de as calçadas não estarem entre os “avanços em algumas áreas importantíssimas” de Kassab.
Não é de se estranhar que, daqui a poucos dias, os jornalistas (sic) da Editora Abril comecem a dizer – e a pautar os correligionários do Millenium – que a ruindade do transporte coletivo é culpa do Haddad; que as enchentes são culpa do Haddad etc. etc.
É assim que a “grande mídia” informa seus leitores. Não é curioso?
Em tempo 1: Depois de sete anos, cadê as ideias brilhantes de Andrea Matarazzo para melhorar o Centro de São Paulo? Isso é uma boa pauta.
Em tempo 2: Notaram como os incêndios em favelas pararam de acontecer? É muito estranha essa coincidência, para não dizer sinistra.
Miguel Baia Bargas
No Limpinho&Cheiroso
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Gurgel cede ao PSDB e blinda Andréa e Aécio Neves

Gurgel impõe sua vontade no CNJ evitando que fosse apurado o favorecimento de rádios e outros veículos de imprensa pertencentes aos irmãos Neves
Para integrantes da Procuradoria Geral da República, Gurgel, além de comprovadamente favorecer políticos de oposição ao governo de Dilma, encontra-se refém do PSDB e da base de oposição junto ao Congresso Nacional, que além de determinar ao TCU que o investigue, está perto de instalar seu Impeachment.
Segundo seus assessores, se o CNMP determinasse o prosseguimento das investigações contra o favorecimento, através de verbas milionárias do Governo de Minas, à Radio Jovem Pan e outros veículo de imprensa pertencente ao senador Aécio Neves e sua Irmã, Gurgel perderia o apoio do PSDB, que vem tentando impedir que o mesmo seja investigado pelo Senado Federal.
“Nota-se claramente que Gurgel tornou-se refém do PSDB,devido às irregularidades que cometeu e agora, mesmo a custa do desgaste da imagem da instituição que dirige, tenta salvar a própria pele”, informa um procurado aposentado.
Por unanimidade, o Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) julgou improcedente, nesta terça-feira (26/2), reclamação ajuizada pelo promotor de Justiça de Minas Gerais João Medeiros Silva. Ele pediu a anulação de ato do procurador-geral de Justiça do MPMG que havia avocado inquérito civil público instaurado para investigar repasses do governo de Minas à empresa de comunicação de propriedade do senador Aécio Neves e sua irmã Andrea.
“Aécio já não é mais governador, demonstrando que a decisão está coberta de ilegalidade e o voto do conselheiro Almino Afonso na verdade foi feito pelo conselheiro Jarbas Soares”, informa um ex-integrante do CNMP. Concluindo: “Utilizaram uma argumentação não cabível à questão, pois em momento algum não estava em discussão o conflito de atribuição”.
Lavando as mãos, o CNMP, utilizando-se de um artifício, decidiu que não cabe ao Conselho rever decisões em conflito de atribuição ou qualquer ato relativo à atividade-fim do Ministério Público. Evitando desta forma que o CNMP examinasse o mérito da decisão de avocação e de arquivamento. Para os procuradores consultados por Novojornal, “este foi o canto do cisne de Gurgel e do modelo que ele representa”.
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Confessionário

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Denúncias contra Chalita nasceram no comitê de campanha de José Serra

http://el.imguol.com/2012/08/02/2ago2012---sao-paulo---o-candidato-do-psdb-a-prefeitura-de-sao-paulo-jose-serra-aborda-pontos-de-sua-administracao-em-sao-paulo-durante-o-debate-ao-lado-esta-ao-candidato-gabriel-chalita-1343957873034_956x500.jpg 
Segundo jornal O Estado de S.Paulo, assessor que trabalhava na campanha do tucano encaminhou e acompanhou depoimento de denunciante ao Ministério Público
São Paulo – Matéria publicada na edição de hoje (27) do jornal O Estado de S.Paulo mostra que as denúncias contra o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) – de que teria recebido irregularmente R$ 50 milhões quando era secretário estadual de Educação – nasceram no comitê de campanha do então candidato a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), no ano passado. Leia abaixo o texto do site do Estadão, assinado pelos repórteres Bruno Boghossian e Julia Dualibi:
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Brasília - Um assessor da campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012 levou o analista de sistemas Roberto Grobman ao Ministério Público para que ele apresentasse denúncias de corrupção contra o deputado Gabriel Chalita (PMDB), acusado de receber R$ 50 milhões de empresários quando era secretário paulista de Educação.
Grobman foi levado aos promotores pelo jornalista Ivo Patarra, que fazia “assessoria política” para a campanha tucana, em outubro do ano passado, quando Serra disputava o 2.º turno da eleição municipal paulistana. Patarra seguiu orientações do deputado Walter Feldman (PSDB), um dos coordenadores da campanha do PSDB.
O adversário de Serra naquela ocasião era o atual prefeito Fernando Haddad (PT), que tinha o apoio de Chalita - responsável por verbalizar as mais duras críticas ao tucano em debates, depoimentos e entrevistas.
Procurado pelo Estado, Patarra admitiu que, enquanto trabalhava na campanha de Serra, levou Grobman ao MP. “Eu estive lá e acompanhei os quatro depoimentos iniciais dele. De certa forma, fez parte do meu trabalho na época”, disse o jornalista. “Não vou te negar isso: a gente estava na campanha”, completou.
Grobman esteve no Ministério Público ao lado de Patarra duas vezes na disputa do 2.º turno. As informações não vieram a público durante a campanha porque os promotores não avançaram na investigação. Como deputado federal, Chalita desfruta de prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal.
“A gente acabou não fazendo qualquer uso eleitoral do que a gente descobriu. Os primeiros depoimentos ainda foram no período antes do 2.º turno, mas já com a decisão de que não se faria uso disso na eleição, para que a denúncia não fosse prejudicada por essa acusação de ser eleitoreira”, justificou Patarra.
O jornalista disse que levou Grobman ao MP por orientação de Feldman. O deputado confirma ter pedido que a denúncia fosse levada aos promotores.
“Essa informação nos chegou na campanha. O Chalita candidato, nós na campanha do Serra... Nós colocamos que eram denúncias que nos pareciam que deveriam ser investigadas, então eu sugeri, juntamente com o Ivo, que fizesse o encaminhamento ao Ministério Público”, declarou o tucano.
Grobman afirma ter trabalhado como assessor informal de Chalita na secretaria de Educação. Ele diz que presenciou, pelo menos seis vezes, momentos em que Chalita recebeu malas e caixas com “pilhas de notas de dinheiro”. Grobman afirma que Chalita cobrava 25% de empresas interessadas em firmar contratos com sua pasta.
Pagamento
Patarra diz que trabalhou formalmente na campanha de Serra e afirma que o comitê tucano fez pagamentos por seus serviços de “assessoria política”. Ele declarou, no entanto, que não emitiu nenhuma nota fiscal que comprovasse o pagamento.
Em novembro de 2012, no mês seguinte à eleição, Feldman pediu reembolso à Câmara dos Deputados pela prestação de serviços da empresa Ivo Patarra Comunicações Ltda., que emitiu a nota fiscal no valor de R$ 9 mil. O deputado disse que o pagamento era por outro serviço de comunicação prestado por Patarra. “Era totalmente outro serviço. Não tinha nada a ver”.
Questionado sobre a falta de pagamentos a Patarra na prestação de contas da campanha, Feldman disse: “Não sei. Não tinha nenhuma relação desse caráter”.
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