24 de dez de 2012

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Senado deve votar impeachment de Fux

‘Fux falou que o processo (do mensalão) não tinha prova’, diz Carvalho.

Segundo o ministro Gilberto Carvalho, em entrevista ao programa “É Notícia”, de Kennedy Alencar, da RedeTV, (assista abaixo) Fux o procurou e disse que o processo do mensalão “não tinha prova nenhuma” e que “tomaria uma posição muito clara”.
Antes, numa entrevista à Folha (*), Fux confessou que pediu apoio aos ministros Palocci, Delfim Netto, a João Pedro Stedile, Paulo Maluf e ao governador Sergio Cabral, do Rio, o maior beneficiário da decisão de Fux de “fechar” o Congresso para não votar os vetos aos royalties.
Nessa entrevista à Folha, Fux prometeu “matar no peito”, na hora de votar o mensalão (o do PT).
Por falar em “matar no peito”, Mauricio Dias, na Carta Capital (onde, esta semana, trata do Ministério Público – “Criei um monstro”) faz um comentário à histórica decisão do Ministro Fux que beneficiou Sergio Cabral:

Fux mata no peito

Caso a Câmara aprovasse uma lei pela qual o Supremo Tribunal Federal fosse obrigado a julgar os processos na ordem cronológica de ingresso, o que aconteceria?
Muito provavelmente o STF diria tratar-se de indevida intromissão na sua regulação interna.
Como pode o Ministro Fux intervir no regimento do Congresso ao declarar inconstitucional a aprovação do pedido de urgência para os royalties?
No gabinete dele os processos são despachados por ordem de chegada? Ou será que urgência só existe para o Judiciário, não para o Legislativo e o Executivo?
Os votos do Ministro Fux estão irremediavelmente sob suspeita.
O depoimento de Gilberto Carvalho o incrimina de forma inequívoca.
Como é que um “candidato” – Viva o Brasil ! – a Ministro do Supremo visita um Ministro de um Governo petista e promete a este Ministro petista que “tomaria uma posição muito clara” num processo que “não tinha prova nenhuma” e incriminava líderes?
Onde é que nós estamos?
Com que mais ele fez campanha?
Com o Daniel Dantas?
Com o Padim Pade Cerra?
Não cabe nem julgar se essa promessa de “matar o mensalão (o do PT) no peito” foi decisiva para ser indicado.
O que importa é que a “campanha” é inequivocamente espúria.
Desonra o Supremo.
Não importa saber se ele “não entregou” o que prometeu.
E quando o PiG (**) começou a votar, ele amarelou.
Amarelou e ingressou de armas, bagagens e caderno telefônico nos Chinco Campos (***).
O que importa é o processo, é o meio.
É a tecnologia de chegar ao mais alto posto da Magistratura.
O que jovens juízes, idealistas, que acreditam na Lei e na Justiça, hão de pensar da vida e de seu futuro?
“O que tenho que fazer para chegar ao Supremo?”
“Com quem tenho que conversar?”
“O que devo prometer?”
O que o cidadão há de pensar das “decisões” do Ministro Fux?
O Senado perdeu a histórica oportunidade – na verdade, o seu Presidente, José Sarney – de abrir um processo de impeachment de Gilmar Dantas (****), tal qual proposto com argumentos irrefutáveis pelo Dr Piovesan.
Onde estão os petistas do Senado?
O Suplicy, o Pinheiro, o Vianna?
Ou ali só se salvam o Collor e o Requião, que denuncia o Golpismo com todas as letras?
Se o Senado – o único instrumento constitucional de censura a um ministro do Supremo – se calar diante das promessas de campanha do Ministro Fux estará aberto o caminho para campanhas similares preencherem as vagas do trânsfuga Ayres Britto e do decano Celso de Mello, aquele que o PiG (**) quer transformar em mentor intelectual do presidente Joaquim Barbosa.
(Clique aqui para ler “a Dilma tem a ver, sim, com o mensalão” e aqui para ler “Como a Dilma pode ter maioria no Supremo”.)
O Requião diz que o Congresso transformou-se numa ameba, porque tem o rabo preso.
Tem o PT vermelho, do Marco Maia, que disse não ao Barbosa e, certamente, contribuiu para que a Democracia caísse na cilada do Gurgel.
Mas, tem também o PT amarelo, o Odarelo.
Esse PT Odarelo é o que, aparentemente, predomina no Senado.
E, nesse intervalo natalino, o próximo Ministro do Supremo deve estar a prometer ao Felipão, ao Faustão e ao Gilberto Carvalho que vai “matar os tucanos” com um tiro no peito …
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(***) Ao proferir seu Canto do Cisne e ameaçar o Presidente da Câmara com a cadeia, o decano Celso de Mello citou Chico Campos, o redator da “Polaca”, a Constituição ditatorial de 1937. Em homenagem a ele e a Chico Campos, o Conversa Afiada passa a referir-se aos Cinco Constituintes do Supremo – Celso de Mello, (Collor de) Mello, Fux, Barbosa e Gilmar – como os “Chinco Campos”. E lembra que Rubem Braga, quando passava de bonde pela Praia do Flamengo e via acesa a luz do apartamento do Chico Campos, dizia: “Quando acende a luz do apartamento do Chico Campos há um curto-circuito na Democracia”.
(****) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

A entrevista de Gilberto Carvalho


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A mensagem da presidenta Dilma

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Pesquisa revela que 67% dos paranaenses não sabem de nenhum programa do governo Richa

Na esteira dos 69,57% de aprovação, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (24) pelo jornal Gazeta do Povo, 67% dos paranaenses não sabem, de forma espontânea, identificar algum programa efetivado pelo governo de Beto Richa (PSDB).
De acordo com matéria da repórter Daniela Neves, o índice dos que nada sabem corresponde a dois terços dos entrevistados.
Ainda de forma espontânea, conforme a reportagem, apenas 9% dos pesquisados se recordam de políticas públicas realizadas ligadas à área da segurança, que se tornou a principal marca da atual gestão em seus primeiros dois anos.
O instituto Paraná Pesquisas entrevistou 1.640 moradores do Paraná entre 11 e 15 de dezembro, em 68 municípios do estado, para fazer a avaliação do governo do estado, a pedido da Gazeta do Povo.
A margem estimada de erro é de 2,5% para os resultados gerais, tanto para mais quanto para menos.
Nas análises das questões por localidade, a margem de erro é de 4,5% para o estrato “Mesorregião Metropolitana de Curitiba” e de 3% para o estrato “Demais Mesorregiões do Estado”.
No Blog do Esmael
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A lei do playboy sóbrio

É verdade que o recurso ao preceito constitucional que desobriga os motoristas de exames químicos servia para livrar a cara cheia dos infratores. Mas essa prerrogativa continua valendo. Para neutralizá-la, os autores da nova legislação de combate à embriaguês no volante precisaram criar um remendo jurídico duplo, de perigosas implicações doutrinárias.
Primeiro, instituindo um preço para o direito individual: custa quase dois mil reais apelar à Constituição, recusando bafômetro ou extração de sangue. Segundo, e mais grave, estabelecendo que o cidadão será considerado criminoso até que ele próprio forneça evidências contrárias. Apenas os procedimentos técnicos reconhecidos na lei refutarão a palavra de um dedo-duro ocasional. Quando alertamos para os riscos do STF brincar de inverter o ônus da prova, era mais ou menos isso que antevíamos.
De madrugada, numa rua de periferia ou estrada remota, o dilema resultará em propina para policiais malvados. Acossada por um falso testemunho, a vítima terá o veículo apreendido, será fichada e, caso escape da detenção, precisará arranjar meios de buscar outra delegacia ou um hospital onde registre sua sobriedade (antes do prazo que a hipotética dosagem levaria para sumir da corrente sanguínea). Anda precisaria voltar para casa (sem carro), esperar o resultado e depois recorrer da multa e da suspensão da carteira. Qualquer molha-mão de trezentos dinheiros compensa tamanho martírio.
Supondo, nas mesmas circunstâncias, que o abordado é um doutor de anel no dedinho que verteu dois uísques na boate, os testemunhos não valerão bulhufas. Sem apresentar grave alteração psicomotora e fazendo registrar que pediu um teste preciso, mas que a autoridade não tinha condições de fornecê-lo, o bacana passará impune. Tudo é possível no Judiciário, mas, nesse caso, não duvido que mesmo o diagnóstico de um profissional seja desconsiderado pelas instâncias superiores.
Resumindo, a idéia só faria sentido se todas as a inspeções policiais e todas as delegacias e postos rodoviários do país tivessem equipamentos confiáveis para aferir com exatidão o grau alcoólico do motorista. Incluindo exames obrigatórios de taxistas, condutores de coletivos e caminhoneiros. Como essa quimera é irrealizável, a festejada “lei seca” transformou-se num evento de exibição policial a ser montado nas avenidas próximas aos badalados circuitos notívagos das grandes cidades.
Não há grande surpresa em constatar a fragilidade jurídica de iniciativas saneadoras baseadas apenas em seus propósitos louváveis. Muito mais graves são os meios adotados para a criação dessas leis e o que eles revelam sobre os rumos do próprio Estado de Direito no país.
No Guilherme Scalzilli
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Charge online - Bessinha - # 1623

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Por que rola bosta é a palavra do ano no dicionário político brasileiro

O inseto alcançou notoriedade súbita em 2012 graças à defesa que Boff fez de Niemeyer
O subitamente popular inseto em ação
Não gosto de palavreado ofensivo em debate. Empobrece-o, na minha opinião.
Já escrevi no Diário minha baixa opinião sobre as expressões “petralha” e “PIG”. Remetem a discussões de arquibancadas, nas quais há excesso de calor e falta de lógica racional.
Dito isso, faço aqui o elogio de uma palavra que, no debate político que se trava no Brasil, simplesmente pegou, porque é leve, divertida e, não obstante, incisiva. É uma bofetada, e não um tiro. Daí o poder, daí o encanto.
É, para mim, a palavra do ano no Dicionário Político Brasileiro: rola-bosta.
Quem a trouxe foi Leonardo Boff para rebater um artigo de Reinaldo Azevedo que chamava Niemeyer de metade idiota por ser de esquerda.
Escreveu Boff:
A figura que me ocorre deste articulista (…) é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta. O escaravelho é um besouro que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta. Pois algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás, deslocou-os de seu contexto (…) e lançou-os contra Oscar Niemeyer. Ele o faz com naturalidade e prazer, pois, é o meio no qual vive e se realimenta continuamente.
Na internet, rola-bosta virou mania, para designar colunistas de direita.
Agora mesmo, se você vai ao twitter, vai vê-la aplicada a Ferreita Gullar e a Augusto Nunes. A Gullar porque defendeu a candidatura de Joaquim Barbosa à presidência. A Nunes porque arrolou – numa lista de caráter ético duvidoso, pois num regime como o que o Brasil teve por tantos anos a partir de 1964 poderia levar à perseguição – Luís Fernando Veríssimo como “apoiador de Lula” na categoria do jornalismo “esgotosférico”.
Não sou quem vai defender Veríssimo. Sua obra e sua biografia defendem-no melhor que ninguém.
Mas é curioso comparar “rola-bosta” e “esgotosférico”. Esgotosférico não vai pegar: é grosseiro, de mau gosto, vulgar. É falsamente engraçado, é falsamente espirituoso, é falsamente criativo.
Rola-bosta pegou porque é o oposto disso.
No futuro, é possível que jovens descendentes de jornalistas como Merval Pereira e Ricardo Noblat perguntem a seus pais: “Por que estão dizendo na escola que sou bisneto de rola-bosta?”
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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