7 de nov de 2012

O "mensalão" dos 79... e o "Faz-me rir" da Bahia

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Augusto Nunes sugere parceria entre PT e PCC

:
Além da prefeitura de São Paulo, o PT venceu em cidades importantes da região metropolitana como Guarulhos, São Bernardo, Santo André, Osasco e Mauá, enquanto o PSDB conquistou mais cidades interioranas. Apesar disso, Augusto Nunes prevê que o PSDB conseguirá se reeleger em São Paulo em 2014 e afirma que um dos poucos trunfos de Lula para instalar um "poste" no Palácio dos Bandeirantes será uma eventual parceria com o PCC.

O beócio Augusto Nunes equece que Alckmin já estabeleceu a parceria, assista:

Vídeo mostra Geraldo Alckmin (PSDB/SP) lançando a candidatura de Ney Santos a deputado Federal em 2010.
A polícia prendeu o candidato, suspeito de ligações com o PCC, e a justiça apreendeu bens de origem suspeita, inclusive uma Ferrari avaliada em R$ 1,4 milhão.
Ex-presidiário acusado por assalto a carro forte, o candidato apresenta patrimônio incompatível com a atividade econômica, com suspeita de lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC.
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Lula encontra o escritor moçambicano Mia Couto

O editor Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, Mia Couto e Lula
O editor Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, Mia Couto e Lula
Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula
O ex-presidente Lula recebeu hoje a visita do escritor moçambicano Mia Couto, que está no Brasil para o lançamento do seu livro “A confissão da leoa”. Lula, Mia Couto e Luiz Schwarcz, da editora Companhia das Letras, conversaram sobre as relações entre Brasil e África. Lula explicou que dois grandes objetivos do seu governo foram fazer com que as pessoas voltassem a se interessar pela África e deixassem de ter preconceito com os países da América Latina. O escritor relatou que 15 anos atrás a África era muito proclamada, mas pouco conhecida, mas que isso mudou muito.
Lula ressaltou ainda que acredita que o Brasil tem, hoje, a chance de construir relações internacionais diferentes daquelas estabelecidas pelas grandes potências do final do século XIX e início do século XX e recomendou que Mia conheça a Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira).
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Isadora Faber, do "Diário de Classe", tem casa apedrejada e sofre ameaças

A estudante Isadora Faber, de 13 anos, que criou a
comunidade Diário de Classe no Facebook para relatar
problemas da escola em que estuda em Florianópolis
Isadora Faber, criadora da página do Facebook "Diário de Classe" , ganhou notoriedade ao divulgar, na rede social, as más condições da escola pública onde estuda, em Florianópolis. A grande exposição que a garota de 13 anos passou a ter – atualmente a página conta com mais de 373 mil “curtições” – fez com que ganhasse admiradores e inimigos.
Ao denunciar, nas últimas semanas, por meio do “Diário de Classe”, a falta de conservação da quadra da escola e o fato do pintor contratado para fazer o serviço ter recebido o dinheiro adiantado pelo trabalho sem que tivesse cumprido a obra, a menina passou a viver um inferno particular.
Primeiro, conforme relatou no Diário de Classe, começou a receber ameaças da filha do pintor, Francisco da Costa Silva, de 47 anos. Depois, nesta segunda-feira, 5, teve a casa apedrejada, e sua avó, de 65 anos, que sofre de doença degenerativa, foi atingida, segundo Isadora.
Nesta terça, 6, quando estava junto com o pai no carro em frente ao colégio, o pintor e sua filha, a ameaçaram. Os incidentes levaram a família da adolescente a registrar, neste mesmo dia, dois boletins de ocorrência - um relativo às ameaças sofridas e outro por conta das pedradas –, e procurar o Ministério Público.
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Roberto Amaral: “PSB não é Viagra do PSDB”

Vice-presidente nacional do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral não quer saber de vincular seu partido à oposição a Dilma Rousseff e rejeita qualquer aproximação com o PSDB.
“Eles (o PSDB) passam por uma crise de impotência e querem nos usar como Viagra. Os tucanos e a grande mídia não devem contar conosco para quebrar a esquerda, não seremos joguete de ninguém”, dispara.
Amaral não poupa os tucanos. Diz que o partido se confunde “com a figura lamentável” de José Serra, candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo.
“Trata-se um político velho, reacionário, atrasado e provocador”, classifica.
No iG
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Ministros do STF batem boca em retomada do julgamento do mensalão


Na retomada do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) após uma pausa de 12 dias, o ministro Marco Aurélio Mello e o relator do caso, Joaquim Barbosa, discutiram. Marco Aurélio disse que Barbosa não poder supor que todos os colegas de plenário sejam "salafrários" e afirmou ainda que "deboche não cabe nas sessões".
A discussão começou após Marco Aurélio comentar os critérios usados para o aumento de pena do empresário Marcos Valério, como o fato dele ser líder da quadrilha do mensalão. O ministro também questionou os critérios para definir a pena e se o mesmo crime cometido diversas vezes deve ser considerado crime continuado.
Ayres Britto diz que relator vai acelerar definição de penas do mensalão
Marco Aurélio disse que essa indefinição estava estarrecendo o mundo acadêmico até porque Valério foi condenado a mais de 40 anos.
Barbosa fez um comentário fora do microfone que irritou o colega.
"Vossa excelência, só lhe peço que cuide das palavras que venha veicular quando estiver votando", disse Marco Aurélio.
"Eu tenho utilizado muito bem o vernáculo", respondeu Barbosa.
"Não tem utilizado e eu já disse mais de uma vez e vou repetir", afirmou Marco Aurélio. "Não sorria porque a coisa é seria, estamos no Supremo. O deboche não cabe aqui", disparou.
"Traduzi uma realidade que consta nos autos. Se tem um réu que foi condenado a 40 anos é porque se trata de réu que cometeu sete, oito, nove crimes graves, ministro", disse Barbosa.
"Mas temos o direito que é uma ciência", afirmou.
O relator voltou a retrucar: "ora ministro".
"Vossa excelência escute para depois retrucar", cobrou Marco Aurélio. "Não insinue ministro", completou.
"Estou dizendo", respondeu o relator.
"Não admito que vossa excelência suponha quer todos sejam salafrários e vossa excelência seja vestal", disse Marco Aurélio.
O presidente Carlos Ayres Britto interrompeu a discussão e disse que a questão de Marco Aurélio é importante e será discutida mais a frente.
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Derrotada sucessivas vezes nas urnas, oposição judicializa o embate político

O pedido do PSDB e do PPS para que a Procuradoria Geral da República investigue o ex-presidente Lula revela mais uma vez o desespero da oposição. A representação é baseada em supostas declarações do publicitário Marcos Valério no pedido de delação premiada que sua defesa encaminhou ao STF. Não há consistência no pedido. Até porque ele se fundamenta em reportagens de Veja e do jornal O Estado de S.Paulo que o próprio advogado de Valério diz não ter como confirmar ou desmentir. O pedido encaminhado à PGR não é assinado pelo comando do PSDB, mas por alguns de seus senadores. No entanto, uma vez que o partido não desautoriza seus líderes, na prática apoia a iniciativa de assinar com o PPS a representação. O DEM se recusou a subscrevê-la. No fundo, a intenção infame é ligar o PT e Lula ao brutal e covarde assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.
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Os derrotados em São Paulo

No CartaCapital
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Quem votou contra a Educação

Saiba quem votou contra os lucros do petróleo para a educação

Por 286 votos a 124, a proposta do governo, que previa que o dinheiro fosse destinado exclusivamente à educação, foi derrotada

mercadante petróleo educação
Governo defendia 100% dos royalties para a educação, mas graças a uma emenda do DEM,
oposição e parte da base aliada impuseram uma derrota à proposta do Planalto.
(Foto: Aloizio Mercadante, Ministro da Educação)
Para surpresa do governo, a Câmara aprovou nesta terça-feira (6), por 286 votos a 124, o projeto de lei elaborado no Senado para definir uma nova fórmula para divisão dos royalties do petróleo. A medida vale para os contratos já existentes e para os que forem assinados em regime de partilha. Aprovado na íntegra, ele segue para a sanção presidencial de Dilma Rousseff. Ao contrário do texto que tramitava na Câmara, a proposta não tem a previsão de destinação dos lucros para a educação.
A partir de um requerimento apresentado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), os deputados decidiram retomar o projeto na forma como ele foi aprovado no Senado, onde foi relatado pelo senador Vital do Rego (PMDB-PB). O projeto do senador Vital do Rego, aprovado no dia 19 de outubro de 2011 no Senado, havia sido vetado por Lula na época.
Após intensas discussões, e em votação nominal, o projeto do Senado foi aprovado. Assim, caíram pontos previstos no projeto do governo como, por exemplo, a destinação de 100% dos recursos dos royalties da União para a Educação.
Quem votou SIM, aprovou o projeto que não destina 100% dos lucros para a educação. Os deputados que votaram NÃO, rejeitaram a proposta aprovada, pois apoiavam o projeto do governo de repasse integral para a educação.
Votos divididos por estado:
Acre (AC)
Antônia Lúcia (PSC) – Sim
Flaviano Melo (PMDB) – Sim
Gladson Cameli (PP) – Sim
Henrique Afonso (PV) – Sim
Marcio Bittar (PSDB) – Sim
Perpétua Almeida (PCdoB) – Sim
Sibá Machado (PT) – Não
Taumaturgo Lima (PT) – Não
Total Acre: 8
Alagoas (AL)
Arthur Lira (PP) – Sim
Celia Rocha (PTB) – Sim
Givaldo Carimbão (PSB) – Sim
Joaquim Beltrão (PMDB) – Sim
Maurício Quintella Lessa (PR) – Sim
Total Alagoas: 5
Amazonas (AM)
Átila Lins (PSD) – Sim
Carlos Souza (PSD) – Sim
Henrique Oliveira (PR) – Sim
Pauderney Avelino (DEM) – Sim
Silas Câmara (PSD) – Sim
Total Amazonas: 5
Amapá (AP)
Dalva Figueiredo (PT) – Não
Davi Alcolumbre (DEM) – Sim
Evandro Milhomen (PCdoB) – Sim
Luiz Carlos (PSDB) – Sim
Total Amapá: 4
Bahia (BA)
Acelino Popó (PRB) – Sim
Afonso Florence (PT) – Não
Alice Portugal (PCdoB) – Sim
Amauri Teixeira (PT) – Não
Antonio Brito (PTB) – Não
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) – Sim
Antonio Imbassahy (PSDB) – Sim
Claudio Cajado DEM (Sim)
Daniel Almeida (PCdoB) – Sim
Edson Pimenta (PSD) – Sim
Emiliano José (PT) – Não
Erivelton Santana (PSC) – Sim
Fábio Souto (DEM) – Sim
Felix Mendonça Júnior (PDT) – Sim
Geraldo Simões (PT) – Não
Jânio Natal (PRP) – Sim
João Carlos Bacelar (PR) – Não
João Leão (PP) – Sim
José Carlos Araújo (PSD) – Sim
José Nunes (PSD) – Sim
José Rocha (PR) – Sim
Josias Gomes (PT) – Não
Jutahy Junior (PSDB) – Sim
Lucio Vieira Lima (PMDB) – Sim
Luiz Alberto (PT) – Não
Márcio Marinho (PRB) – Sim
Mário Negromonte (PP) – Sim
Oziel Oliveira (PDT) – Sim
Paulo Magalhães (PSD) – Sim
Roberto Britto (PP) – Sim
Sérgio Barradas Carneiro (PT) – Não
Sérgio Brito (PSD) – Sim
Valmir Assunção (PT) – Não
Waldenor Pereira (PT) – Não
Total Bahia: 34
Ceará (CE)
Aníbal Gomes (PMDB) – Sim
Antonio Balhmann (PSB) – Sim
Arnon Bezerra (PTB) – Sim
Artur Bruno (PT) – Não
Chico Lopes (PCdoB) – Sim
Danilo Forte (PMDB) – Sim
Domingos Neto (PSB) – Sim
Edson Silva (PSB) – Sim
Eudes Xavier (PT) – Sim
Genecias Noronha (PMDB) – Sim
Gorete Pereira (PR) – Sim
João Ananias (PCdoB) – Sim
José Guimarães (PT) – Não
José Linhares (PP) – Sim
Manoel Salviano (PSD) – Sim
Mauro Benevides (PMDB) – Sim
Raimundão (PMDB) – Sim
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – Sim
Vicente Arruda (PR) – Sim
Total Ceará: 19
Distrito Federal (DF)
Augusto Carvalho (PPS) – Sim
Erika Kokay (PT) – Não
Izalci (PSDB) – Sim
Jaqueline Roriz (PMN) – Sim
Luiz Pitiman (PMDB) – Sim
Policarpo (PT) – Não
Reguffe (PDT) – Sim
Total Distrito Federal: 7
Espírito Santo (ES)
Audifax (PSB) – Não
Cesar Colnago (PSDB) – Não
Dr. Jorge Silva (PDT) – Não
Iriny Lopes (PT) – Não
Lelo Coimbra (PMDB) – Não
Manato (PDT) – Não
Paulo Foletto (PSB) – Não
Rose de Freitas (PMDB) – Não
Sueli Vidigal (PDT) – Não
Total Espírito Santo: 9
Goiás (GO)
Armando Vergílio (PSD) – Sim
Flávia Morais (PDT) – Sim
Heuler Cruvinel (PSD) – Sim
Íris de Araújo (PMDB) – Sim
João Campos (PSDB) – Sim
Leandro Vilela (PMDB) – Sim
Pedro Chaves (PMDB) – Sim
Roberto Balestra (PP) – Sim
Ronaldo Caiado (DEM) – Sim
Sandes Júnior (PP) – Sim
Sandro Mabel (PMDB) – Não
Valdivino de Oliveira (PSDB) – Sim
Total Goiás: 12
Maranhão (MA)
Alberto Filho (PMDB) – Sim
Carlos Brandão (PSDB) – Sim
Costa Ferreira (PSC) – Sim
Davi Alves Silva Júnior (PR) – Sim
Francisco Escórcio (PMDB) – Sim
Hélio Santos (PSD) – Sim
Lourival Mendes (PTdoB) – Sim
Pedro Novais (PMDB) – Sim
Pinto Itamaraty (PSDB) – Sim
Professor Setimo (PMDB) – Sim
Sarney Filho (PV) – Sim
Waldir Maranhão (PP) – Sim
Total Maranhão: 12
Mato Grosso (MT)
Carlos Bezerra (PMDB) – Sim
Eliene Lima (PSD) – Sim
Júlio Campos (DEM) – Sim
Nilson Leitão (PSDB) – Sim
Pedro Henry (PP) – Sim
Valtenir Pereira (PSB) – Sim
Wellington Fagundes (PR) – Sim
Total Mato Grosso: 7
Mato Grosso do Sul (MS)
Antônio Carlos Biffi (PT) – Não
Fabio Trad (PMDB) – Sim
Geraldo Resende (PMDB) – Sim
Giroto (PMDB) – Sim
Mandetta (DEM) – Sim
Marçal Filho (PMDB) – Sim
Vander Loubet (PT) – Não
Total Mato Grosso do Sul: 7
Minas Gerais (MG)
Antônio Andrade (PMDB) – Sim
Aracely de Paula (PR) – Sim
Bernardo Santana de Vasconcellos (PR) – Sim
Bonifácio de Andrada (PSDB) – Sim
Carlaile Pedrosa (PSDB) – Sim
Diego Andrade (PSD) – Sim
Dimas Fabiano (PP) – Sim
Domingos Sávio (PSDB) – Sim
Eduardo Azeredo (PSDB) – Sim
Eduardo Barbosa (PSDB) – Sim
Fábio Ramalho (PV) – Sim
George Hilton (PRB) – Sim
Geraldo Thadeu (PSD) – Sim
Gilmar Machado (PT) – Não
Isaias Silvestre (PSB) – Sim
Jaime Martins (PR) – Sim
Jairo Ataide (DEM) – Sim
João Bittar (DEM) – Sim
João Magalhães (PMDB) – Sim
José Humberto (PHS) – Sim
Júlio Delgado (PSB) – Sim
Lael Varella (DEM) – Sim
Leonardo Monteiro (PT) – Não
Leonardo Quintão (PMDB) – Sim
Lincoln Portela (PR) – Sim
Luis Tibé (PTdoB) – Sim
Luiz Fernando Faria (PP) – Sim
Marcos Montes (PSD) – Sim
Marcus Pestana (PSDB) – Sim
Mauro Lopes (PMDB) – Sim
Miguel Corrêa (PT) – Sim
Newton Cardoso (PMDB) – Sim
Padre João (PT) – Não
Paulo Abi-Ackel (PSDB) – Sim
Paulo Piau (PMDB) – Sim
Reginaldo Lopes (PT) – Não
Renzo Braz (PP) – Sim
Saraiva Felipe (PMDB) – Sim
Toninho Pinheiro (PP) – Sim
Walter Tosta (PSD) – Sim
Weliton Prado (PT) – Não
Total Minas Gerais: 41
Pará (PA)
Arnaldo Jordy (PPS) – Sim
Asdrubal Bentes (PMDB) – Sim
Beto Faro (PT) Não
Cláudio Puty (PT) – Não
Dudimar Paxiúba (PSDB) – Sim
Elcione Barbalho (PMDB) Sim
José Priante (PMDB) – Sim
Lira Maia (DEM) – Sim
Lúcio Vale (PR) – Sim
Miriquinho Batista (PT) – Sim
Wandenkolk Gonçalves (PSDB) – Sim
Wladimir Costa (PMDB) – Sim
Zé Geraldo (PT) – Não
Total Pará: 13
Paraíba (PB)
Damião Feliciano (PDT) – Sim
Efraim Filho (DEM) – Sim
Leonardo Gadelha (PSC) – Sim
Luiz Couto (PT) – Não
Manoel Junior (PMDB) – Sim
Nilda Gondim (PMDB) – Sim
Romero Rodrigues (PSDB) – Sim
Wellington Roberto (PR) – Sim
Wilson Filho (PMDB) – Sim
Total Paraíba: 9
Paraná (PR)
Abelardo Lupion (DEM) – Sim
Alex Canziani (PTB) – Sim
Alfredo Kaefer (PSDB) – Sim
André Zacharow (PMDB) – Sim
Assis do Couto (PT) – Não
Dilceu Sperafico (PP) – Sim
Eduardo Sciarra (PSD) – Sim
Fernando Francischini (PEN) – Sim
Giacobo (PR) – Sim
Hermes Parcianello (PMDB) – Sim
João Arruda (PMDB) – Sim
Leopoldo Meyer (PSB) – Sim
Luiz Carlos Setim (DEM) – Sim
Nelson Meurer (PP) – Sim
Nelson Padovani (PSC) – Sim
Osmar Serraglio (PMDB) – Sim
Professor Sérgio de Oliveira (PSC) – Sim
Reinhold Stephanes (PSD) – Sim
Rosane Ferreira (PV) – Sim
Rubens Bueno (PPS) – Sim
Sandro Alex (PPS) – Sim
Takayama (PSC) – Sim
Zeca Dirceu (PT) – Não
Total Paraná: 23
Pernambuco (PE)
Anderson Ferreira (PR) – Sim
Augusto Coutinho (DEM) – Sim
Bruno Araújo (PSDB) – Sim
Carlos Eduardo Cadoca (PSC) – Sim
Eduardo da Fonte (PP) – Sim
Fernando Coelho Filho (PSB) – Sim
Fernando Ferro (PT) – Não
Inocêncio Oliveira (PR) – Sim
João Paulo Lima (PT) – Não
Jorge Corte Real (PTB) – Sim
José Augusto Maia (PTB) – Sim
José Chaves (PTB) – Sim
Luciana Santos (PCdoB) – Sim
Mendonça Filho (DEM) – Sim
Pastor Eurico (PSB) – Sim
Paulo Rubem Santiago (PDT) – Sim
Pedro Eugênio (PT) – Não
Raul Henry (PMDB) – Sim
Severino Ninho (PSB) – Não
Silvio Costa (PTB) – Sim
Vilalba (PRB) – Sim
Wolney Queiroz (PDT) – Sim
Total Pernambuco: 22
Piauí (PI)
Assis Carvalho (PT) – Sim
Hugo Napoleão (PSD) – Sim
Jesus Rodrigues (PT) – Não
Júlio Cesar (PSD) – Sim
Marcelo Castro (PMDB) – Sim
Nazareno Fonteles (PT) – Não
Osmar Júnior (PCdoB) – Sim
Total Piauí: 7
Rio de Janeiro (RJ)
Adrian (PMDB) – Não
Alessandro Molon (PT) – Não
Alexandre Santos (PMDB) – Não
Andreia Zito (PSDB) – Não
Anthony Garotinho (PR) – Não
Arolde de Oliveira (PSD) – Não
Aureo (PRTB) – Não
Benedita da Silva (PT) – Não
Dr. Adilson Soares (PR) – Não
Dr. Aluizio (PV) – Não
Dr. Paulo César (PSD) – Não
Edson Santos (PT) – Não
Eduardo Cunha (PMDB) – Não
Felipe Bornier (PSD) – Não
Filipe Pereira (PSC) – Não
Francisco Floriano (PR) – Não
Glauber Braga (PSB) – Não
Hugo Leal (PSC) – Não
Jair Bolsonaro (PP) – Não
Jandira Feghali (PCdoB) – Não
Leonardo Picciani (PMDB) – Não
Liliam Sá (PSD) – Não
Luiz Sérgio (PT) – Não
Marcelo Matos (PDT) – Não
Miro Teixeira (PDT) – Não
Neilton Mulim (PR) – Não
Nelson Bornier (PMDB) – Não
Otavio Leite (PSDB) – Não
Paulo Feijó (PR) – Não
Pedro Paulo (PMDB) – Não
Rodrigo Bethlem (PMDB) – Não
Rodrigo Maia (DEM) – Não
Romário (PSB) – Não
Simão Sessim (PP) – Não
Stepan Nercessian (PPS) – Não
Vitor Paulo (PRB) – Não
Walney Rocha (PTB) – Não
Washington Reis (PMDB) – Não
Zoinho (PR) – Não
Total Rio de Janeiro: 39
Rio Grande do Norte (RN)
Fábio Faria (PSD) – Sim
Fátima Bezerra (PT) – Não
Henrique Eduardo Alves (PMDB) – Sim
Paulo Wagner (PV) – Sim
Rogério Marinho (PSDB) – Sim
Sandra Rosado (PSB) – Sim
Total Rio Grande do Norte: 6
Rio Grande do Sul (RS)
Afonso Hamm (PP) – Sim
Alceu Moreira (PMDB) – Sim
Alexandre Roso (PSB) – Sim
Assis Melo (PCdoB) – Sim
Bohn Gass (PT) – Não
Danrlei De Deus Hinterholz (PSD) – Sim
Darcísio Perondi (PMDB) – Sim
Eliseu Padilha (PMDB) – Sim
Enio Bacci (PDT) – Sim
Fernando Marroni (PT) – Não
Henrique Fontana (PT) – Não
Jeronimo Goergen (PP) – Sim
José Otávio Germano (PP) – Sim
José Stédile (PSB) – Sim
Luis Carlos Heinze (PP) – Sim
Luiz Noé (PSB) – Não
Manuela D`ávila (PCdoB) – Sim
Marco Maia (PT) – Art. 17
Marcon (PT) – Não
Nelson Marchezan Junior (PSDB) – Sim
Onyx Lorenzoni (DEM) – Sim
Osmar Terra (PMDB) – Sim
Paulo Ferreira (PT) – Não
Paulo Pimenta (PT) – Não
Renato Molling (PP) – Sim
Ronaldo Nogueira (PTB) – Sim
Sérgio Moraes (PTB) – Sim
Vilson Covatti (PP) – Sim
Total Rio Grande do Sul: 28
Rondônia (RO)
Carlos Magno (PP) – Sim
Marcos Rogério (PDT) – Sim
Marinha Raupp (PMDB) – Sim
Mauro Nazif (PSB) – Sim
Moreira Mendes (PSD) – Sim
Nilton Capixaba (PTB) – Sim
Padre Ton (PT) – Sim
Total Rondônia: 7
Roraima (RR)
Berinho Bantim (PEN) – Sim
Francisco Araújo (PSD) – Sim
Jhonatan de Jesus (PRB) – Sim
Luciano Castro (PR) – Sim
Paulo Cesar Quartiero (DEM) – Sim
Total Roraima: 5
Santa Catarina (SC)
Carmen Zanotto (PPS) – Sim
Celso Maldaner (PMDB) – Sim
Décio Lima (PT) – Não
Edinho Bez (PMDB) – Sim
Esperidião Amin (PP) – Sim
João Pizzolatti (PP) – Sim
Jorge Boeira (PSD) – Sim
Jorginho Mello (PSDB) – Sim
Luci Choinacki (PT) – Não
Marco Tebaldi (PSDB) – Sim
Mauro Mariani (PMDB) – Sim
Onofre Santo Agostini (PSD) – Sim
Pedro Uczai (PT) – Não
Rogério Peninha Mendonça (PMDB) – Sim
Ronaldo Benedet (PMDB) – Sim
Total Santa Catarina: 15
São Paulo (SP)
Abelardo Camarinha (PSB) – Sim
Alberto Mourão (PSDB) – Não
Alexandre Leite (DEM) – Sim
Antonio Bulhões (PRB) – Não
Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB) – Sim
Arlindo Chinaglia (PT) – Não
Arnaldo Faria de Sá (PTB) – Não
Arnaldo Jardim (PPS) – Sim
Beto Mansur (PP) – Não
Bruna Furlan (PSDB) – Sim
Carlinhos Almeida (PT) – Não
Carlos Zarattini (PT) – Não
Devanir Ribeiro (PT) – Não
Edinho Araújo (PMDB) – Sim
Eleuses Paiva (PSD) – Sim
Eli Correa Filho (DEM) – Não
Emanuel Fernandes (PSDB) – Sim
Gabriel Chalita (PMDB) – Não
Guilherme Campos (PSD) – Não
Guilherme Mussi (PSD) – Sim
Ivan Valente (PSOL) – Não
Janete Rocha Pietá (PT) – Não
Jefferson Campos (PSD) – Sim
Jilmar Tatto (PT) – Não
Jonas Donizette (PSB) – Não
Jorge Tadeu Mudalen (DEM) – Sim
Junji Abe (PSD) – Sim
Keiko Ota (PSB) – Não
Luiz Fernando Machado (PSDB) – Sim
Luiza Erundina (PSB) – Não
Mara Gabrilli (PSDB) – Não
Marcelo Aguiar (PSD) – Sim
Márcio França (PSB) – Não
Milton Monti (PR) – Sim
Missionário José Olimpio (PP) – Sim
Nelson Marquezelli (PTB) – Sim
Newton Lima (PT) – Não
Otoniel Lima (PRB) – Não
Pastor Marco Feliciano (PSC) – Sim
Paulo Maluf (PP) – Não
Paulo Teixeira (PT) – Não
Penna (PV) – Sim
Ricardo Berzoini (PT) – Não
Ricardo Tripoli (PSDB) – Sim
Roberto de Lucena (PV) – Sim
Roberto Santiago (PSD) – Sim
Salvador Zimbaldi (PDT) – Sim
Tiririca (PR) – Sim
Vanderlei Macris (PSDB) – Sim
Vanderlei Siraque (PT) – Não
Vaz de Lima (PSDB) – Sim
Vicentinho (PT) – Não
Walter Feldman (PSDB) – Sim
William Dib (PSDB) – Sim
Total São Paulo: 54
Sergipe (SE)
Almeida Lima (PPS) – Sim
Andre Moura (PSC) – Sim
Heleno Silva (PRB) – Sim
Laercio Oliveira (PR) – Sim
Márcio Macêdo (PT) – Não
Mendonça Prado (DEM) – Sim
Valadares Filho (PSB) – Sim
Total Sergipe: 7
Tocantins (TO)
César Halum (PSD) – Sim
Eduardo Gomes (PSDB) – Sim
Júnior Coimbra (PMDB) – Sim
Laurez Moreira (PSB) – Sim
Lázaro Botelho (PP) – Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM) – Sim
Total Tocantins: 6
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A hora é essa!

Privilegiado, tomei café esta tarde com o Azenha (Vi o Mundo) e o Rodrigo (Escrevinhador), e chegamos à conclusão de que desta vez o PIG - Partido da Imprensa Golpista - atravessou a linha divisória entre a crítica jornalistica e a ação golpista escancarada.
O confronto está em campo aberto e, apesar da perspectiva do planalto de que, passada a disputa eleitoral o clima voltará a ficar ameno e seco, concluímos que é um caminho sem volta: Globo, Abril e Folha (os outros não contam, porque são pequenos e não agem tão ostensivamente) não podem mais recuar.
Agora, para eles é o tudo ou nada! Com perda crescente de influência política, vão abusar do poder econômico, da mentira e da dissimulação para falsear a realidade. Não por acaso começa a aumentar na sociedade o volume dos que clamam pelo cumprimento da regulamentação existente e pedem um novo marco regulatório que possa - a exemplo da Argentina - pulverizar a produção de conteúdo e desconcentrar os meios hoje nas mãos de poucos.
Esta tendência tem crescido entre os partidos da base governista. No entanto, as resistências são enormes dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. Há uma turma - alguns com poder de decisão - que acha que pode levar a imprensa em banho maria. Discordo. Não haverá trégua. A questão não é mais financeira, é ideológica! O Governo não sairá das cordas até 2014, inclui-se aí o ex-presidente Lula, a atual presidente, Dilma, e todos que direta ou indiretamente tem peso político.
Mas este debate tem que ir a campo. É necessária uma campanha oficial de conscientização pública sobre os direitos e deveres da mídia. É necessário explicar como funcionam os incentivos, as renúncias fiscais e a distribuição do bolo publicitário oficial. As pessoas querem entender melhor e opinar. Nem que seja por meio de um projeto de consulta popular. Precisamos avançar na questão das comunicações urgentemente. A hora é essa!
No DoLaDoDeLá
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Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná passeia na Itália com miss adolescente

Sem um relatório público da sua viagem recente à Itália, só se sabe que o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), 60, foi visto circulando por lá muito bem acompanhado.
A moça da foto  (que podia ser vista neste vídeo do Youtube)  é Chênia Rossana Thomas, 20, portadora dos títulos de Miss Teenager Francisco Beltrão 2009, Miss Teenager Paraná 2010 e Miss Silhouette Paraná 2010.
Coincidência demais ou não esse encontro durante a viagem oficial do deputado estadual só reforça a fama da preferência da alta cúpula tucana do Paraná pela companhia das jovens misses da cidade de Francisco Beltrão. Mas a própria moça tranquiliza a todos os pais e mães de adolescentes renomadas: “Ser Miss é ser não somente ícone de beleza, mas de boa índole e ética”, diz ela  em seu perfil
Chênia postou nesta segunda-feira (5), em torno do meio dia, as fotos da viagem no seu perfil do facebook, inclusive colocou esta  (acima) em destaque no topo da página. Menos de cinco minutos depois ela tirou do ar a imagem e deletou também outros registros da viagem.
No Blog do Saraiva
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Charge online - Bessinha - # 1565

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Influência municipal da oposição cai 50%

PSDB, DEM e PPS vão governar 20% do eleitorado nos municípios, metade do contingente que conquistaram nas eleições de 2004
A eleição de 2012 é a segunda consecutiva em que os principais partidos que hoje fazem oposição ao governo federal encolhem nos municípios. Em oito anos, PSDB, DEM e PPS perderam 44% de seus prefeitos e passaram a governar uma fatia do eleitorado 50% menor.
Juntas, essas três legendas elegeram no mês passado prefeitos que governarão 20% do eleitorado a partir de 2013. O PSOL, que não existia em 2004, também é hoje de oposição, mas sua inclusão na conta não altera o resultado - as duas cidades em que venceu comportam apenas 0,2% dos eleitores.
Nas eleições de 2008, PSDB, DEM e PPS conquistaram o direito de governar 28% dos eleitores. Esse índice já era inferior ao obtido em 2004, quando as siglas venceram em cidades que somavam 40% do eleitorado.
Em número de prefeitos, a crise dos três partidos também se revela, mas em menor grau: foram 1.968 eleitos em 2004, 1.416 em 2008 e 1.103 em 2012. Uma queda de 865 em oito anos.
O partido que mais perdeu peso ao longo do tempo foi o DEM, legenda que, ainda como PFL, chegou ao auge de sua importância nas eleições municipais de 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando venceu em 1.028 cidades do País e superou até o PSDB, partido do então presidente, que ficou com 985.
Nos últimos oito anos, o eleitorado comandado pelo PFL/DEM passou de 13% para 4,6% do total do País.
A base governista como um todo, formada oficialmente por 20 partidos que elegeram prefeitos nas últimas eleições, ampliou seu controle do eleitorado de 58% em 2004 para 72% em 2012. Em relação a 2008, o crescimento foi pequeno: 1 ponto porcentual.
Em 2004, a composição da base tinha algumas diferenças em relação à atual. O PPS, por exemplo, estava no governo - só saiu após o escândalo do mensalão, em 2005. Já o PDT ainda não havia ingressado no governo.
Independentes
O bloco governista pode crescer ainda mais se o PSD do prefeito Gilberto Kassab, hoje um partido independente, formalizar sua adesão à base de apoio à presidente Dilma Rousseff. O PSD, que vai governar 6% dos eleitores do País a partir de 2013, está em conversações com o governo para obter uma vaga na Esplanada dos Ministérios.
A legenda de Kassab, caracterizada por ele mesmo como "nem de esquerda, nem de direita, nem de centro", também avalia uma possível fusão com o PP. O partido resultante teria 965 prefeitos e 86 deputados federais - na Câmara, empataria com o PT em primeiro lugar no ranking das bancadas.
Apesar de não integrar formalmente a base governista, o PSD votou a favor do Palácio do Planalto em 85% das ocasiões, na Câmara dos Deputados, desde que foi criado, no ano passado, segundo o Basômetro, ferramenta online do Estadão Dados que mede o grau de governismo dos partidos e dos parlamentares.
O PV também integra o bloco dos independentes, mas seguiu a orientação do líder do governo na Câmara em 79% das votações na gestão Dilma.
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Sem a NET, a estratégia da Globo para enfrentar o futuro

 
A saída da Globo do controle da NET Serviços deve ser analisada com muito cuidado. Segundo a visão deste blog, trata-se praticamente da conclusão de um processo que se iniciou há mais de dez anos, quando a Globo entrou em crise, incapaz de pagar suas dívidas. A decisão, então, foi manter o controle familiar do grupo (sem ceder participação patrimonial aos credores), mas vender quase tudo o que não estivesse relacionado diretamente com a produção de mídia.
Foram vendidas fazendas, uma financeira (Roma), uma construtora (São Marcos) e vários outros negócios, muitos deles ligados à comunicação. A Globo deixou o controle da subsidiária da NEC no Brasil, praticamente encerrou as atividades de sua gravadora Som Livre, fechou a distribuidora Globo Vídeo e o varejo da Globo Disk, saiu da Teletrim, da TV portuguesa SIC e da Maxitel (atualmente parte da TIM), vendeu a empresa de telecomunicações Vicom e a gráfica Globo Cochrane e liquidou o sonho de uma operadora de parques temáticos.
Essa redução implicou, também, em desistir do mercado internacional. Embora importante como estratégia de divulgação, o lucro com a venda de novelas para outros países sempre foi residual no faturamento da Globopar. Ao mesmo tempo, a Globo International jamais ambicionou ser nada além de um canal para brasileiros vivendo fora do seu país.
Concorrentes nacionais
Na crise a Globo não esteve sozinha. Praticamente todos os grandes grupos de mídia brasileiros também reduziram suas ambições neste mesmo período. Hoje, a Globo tem receita líquida anual maior do que a soma de Record, SBT, Grupo Bandeirantes, RedeTV, Folha de São Paulo, Grupo OESP, UOL, RBS e Abril. Adversários como JB e Manchete ficaram pelo caminho. Some-se à fragilidade e incompetência dos outros grupos brasileiros de mídia, a atuação dos sucessivos governos, que, seja como regulador ou como fomentador, jamais demonstraram vontade de encarar o poderio da família Marinho.
Concorrência estrangeira
Mas, o cenário é completamente diferente quando se analisa os adversários estrangeiros.
Enquanto vendia a NET Serviços para Carlos Slim, a Globo assistiu a Televisa impedir o mesmo Slim de entrar no mercado mexicano de TV a cabo ao mesmo tempo em que investia no mercado de telefonia celular (Lusacell) e nos consumidores hispânicos que vivem nos Estados Unidos. Mas, os maiores temores da Globo não estão na América Latina.
A família Marinho teve forças para impedir que a TV aberta brasileira se tornasse interativa (mesmo tendo que praticamente banir o uso do middleware brasileiro conhecido como Ginga). Mas, ela não pode lutar contra o fenômeno das smartTVs e da chegada do video on demand. Com isso, empresas como Samsung, LG, Sony, Google, Apple e Amazon, que até então atuavam em outros mercados, passaram a disputar a audiência brasileira, em um fenômeno que só tende a crescer nos próximos anos.
Mas, há dois outros adversários ainda mais próximos. Se é poderosa no mercado nacional, a Globo não tem porte para enfrentar as operadoras de telecomunicações e os estúdios de Hollywood. Incapaz de derrotá-los em próprio solo brasileiro, a Globo partiu para uma estratégia defensiva-ofensiva.
Por pressão da Globo, a Lei 12.485 praticamente excluiu as operadoras de telecomunicações do mercado de mídia. Elas não podem ter mais do que 30% de produtoras e programadoras de TV paga e emissoras de TV aberta. E também não podem contratar os direitos de eventos de “interesse nacional” (como o Campeonato Brasileiro de futebol, a Copa do Mundo, as Olimpíadas e o carnaval da Sapucaí) ou “talentos” brasileiros (como artistas, diretores e roteiristas – exceto quando for para publicidade). Ao mesmo tempo em que constrói uma barreira contra as teles, a Globo segue associada ao grupo DirecTV (na Sky brasileira) e à America Movil (na NET).
A mesma estratégia foi adotada diante das majors norte-americanas. A Globosat mantém uma associação com Universal, Paramount, Fox, MGM e Disney nos canais Telecine, além de servir de segunda janela para a Sony-Columbia no Megapix. Mas, mantém poder de veto aos canais estrangeiros na Sky e na NET.
Com isso, a Globo busca ser um ponto de passagem obrigatório no mercado brasileiro, tentando se manter como o parceiro ideal para esses grupos transnacionais, ao mesmo tempo em que lhes dificulta a concorrência.
Futuro
A estratégia é inteligente e por enquanto vem dando certo. Mas, até quando? Ao mesmo tempo, ela é sintoma de um duplo fracasso das políticas (ou da falta delas) para as comunicações brasileiras. Exceto pela Globo (e em parte por causa dela), o país não foi capaz de criar grupos fortes de comunicação. E nossa “campeã nacional” precisa lançar mão de uma série de expedientes para impedir a concorrência estrangeira.
Não se trata nem de demonizar a Globo nem, muito menos, de uma tentativa de salvá-la dos gigantes internacionais. Mas, de reconhecer que, com Globo ou sem ela, o futuro não é nada animador para a comunicação brasileira.
Gustavo Gindre
No Observatório do Direito à Comunicação
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A derrota de um conservador de Jardim Zoólogico

 
Menos relevante por suas realizações na Casa Branca, Barack Obama merece ser festejado pela capacidade de derrotar Mitt Romney.
Foi uma vitória apertada de verdade, por uma diferença de pouco mais de 1 milhão de votos, embora até folgada do ponto de vista de delegados no Colégio Eleitoral que têm a palavra final na escolha do Presidente dos Estados Unidos.
Numa situação carregada de muitos “poréns” e “mas”, cabe reconhecer que Obama fez menos do que o possível para vencer a quase estagnação econômica norte-americana.
A questão é que, num mundo já em dificuldade para sair da pior crise depois de 1929, a vitória de Romney seria um passo atrás.
Daria ânimo para as lideranças mais retrógradas do planeta.
Ajudaria Angela Merkel em sua política de universalizar o Estado mínimo pelo corte de gastos e planos sucessivos de austeridade.
Netanyahou teria suporte completo para iniciar a prometida guerra de lsrael contra o Irã no Oriente Médio.
Residência do maior mercado interno do mundo, um colapso dos EUA jogaria o planeta numa terceira recessão desde 2008. Ou já seria uma depressão? Não sei.
No plano interno, seria uma ofensiva contra o que ainda resta do Estado de Bem-Estar Social criado durante o New Deal. Limitado, com muitas restrições, até o rudimentar plano de saúde de Obama estaria em risco.
Com ideias de um reacionário de jardim zoológico, as propostas econômicas que sustentavam o candidato republicano e seu vice seriam o golpe de misericórdia numa perspectiva de dias melhores no futuro. Não por acaso, foram tratadas com folclore – ainda que perigoso — por analistas como Martin Wolff, editor do Financial Times, que é conservador mas não irresponsável.
Reaganista nostálgico, Romney pretendia cortar benefícios sociais dos pobres e assegurar privilégios aos mais ricos em nome do mercado e da preservação da liberdade individual.
Sim: em sua visão de mundo, a cobrança de impostos é sempre uma forma de opressão. Jamais pode cumprir uma função de redistribuição de renda nem de estimular a criação de empregos e o crescimento. Já receber o salário mais baixo que o mercado pode oferecer é uma forma de liberdade, fruto de escolhas individuais — como não ter estudado na hora certa – ou ter pais que não tiveram “competência pessoal” para deixar uma boa herança para os filhos. Em qualquer caso, o Estado não deve envolver-se nisso.
Neste universo, a população pobre precisa de estímulos para trabalhar e produzir, sem preocupar-se com mordomias como jornada de trabalho, seguro de saúde, garantia de emprego. Como observou o historiador Tony Judt, referindo-se aos pensadores do capitalismo primitivo, quanto mais desesperada a pessoa estiver, mais produtiva ela será — e isso era ótimo, eles diziam. Continua ótimo, dizem os fanáticos do mercado, hoje.
A derrota de Romney foi sim a derrota de ideias conservadoras que não ousam se apresentar às claras. Não foi uma simples opção entre campanhas de publicidade e jogadas de marketing, ainda que cada concorrente tenha levantado perto de US$ 1 bilhão em suas campanhas, o que é um assombro.
O conservadorismo republicano atingiu um padrão tão descarado que estimulou uma divisão nítida entre classes sociais no país.
O New York Times observa que, na eleição, os mais ricos ficaram com Romney e os mais pobres com Obama.
O candidato democrata conseguiu vitórias importantes em estados onde sua política de estímulos e subsídios a preservação e reconstrução de empregos trouxe resultados práticos. A vantagem obtida em Ohio, sempre um local que simboliza os ventos de uma vitória nos EUA, teve relação direta com a defesa dos trabalhadores.
Embora Romney tivesse tentado culpar Obama pela tragédia econômica do país, o eleitor mostrou-se capaz de sutilezas analíticas – diz o jornal – e deixou claro que não esqueceu quem é responsável pela crise.
Pesquisas divulgadas pelo NYT mostram que o cidadão americano apoia medidas que abrem caminho para Obama fazer mais do que realizou até agora. Altar sagrado dos fanáticos do mercado, o déficit público é prioridade para 1 em 10 eleitores, apenas. Para surpresa da turma do impostômetro, 60% são favoráveis ao aumento de impostos – seja para os mais ricos, seja para todos.
Não chega a ser surpresa, num país onde Warren Buffet, bilionário e ídolo nacional, reclama que paga menos imposto do que sua secretaria.
A dúvida é saber até onde Obama pode ir em seu segundo mandato.
Paulo Moreira Leite
No Vamos combinar
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Obama conquista maioria popular, mas perde eleitores democratas

Embora tenha apoio majoritário no Senado, presidente reeleito governará com Câmara republicana
Na madrugada desta quarta-feira (07/11), o democrata Barack Obama não apenas foi reeleito presidente dos Estados Unidos com a maioria popular do país como também recebeu a notícia de que governará com apoio majoritário do Senado.
Embora na Câmara dos Representantes (instância legislativa equivalente à Câmara dos Deputados brasileira) republicanos tenham conquistado mais de 50% dos assentos, no Senado a conjuntura se inverte e democratas surgem como donos de 51 das 100 vagas da casa.
Republicanos elegeram 45 senadores e outros dois assentos foram preenchidos por candidatos independentes, isto é, desvinculados das siglas com representação institucional no país. Ainda estão em aberto as duas vagas pertencentes à Flórida, estado onde foi registrado o confronto mais acirrado das eleições.
O sistema eleitoral norte-americano é classificado como “colegiado indireto”, o que permite que um presidente seja eleito com a maioria dos delegados de cada estado, mas não com os votos da maior parte da população. Faltando apenas a conclusão da apuração na Flórida, democratas vivenciam o cenário ideal para o segundo mandato de Obama, isto é, uma vitória com a maioria de delegados e de eleitores.
Recuo democrata
Quando o critério é o número de Estados para cada candidato, o democrata também é líder. Foram 26 as unidades federativas que declararam voto a Obama, contra 24 a Mitt Romney. O dividido Estado da Flórida ainda não manifestou seus 29 votos, mas há leve tendência democrata.
No entanto, a larga maioria dos Estados democratas desta eleição, Obama não conseguiu manter o mesmo número de eleitores que conquistou em 2008. Apenas em Nova Jersey e Rhode Island o presidente reeleito teve mais votos que há quatro anos. Nos outros 24, ele perde parte de seu eleitorado.
Nesta eleição, Obama não conquistou nenhum Estado que em 2008 tenha votado pelo republicano John McCain. Por sua vez, Indiana e Carolina do Norte, que há quatro anos votaram pelos democratas, desta vez preferiram os republicanos.
Para os próximos quatro anos de governo, o presidente se beneficiará de um sentimento mais forte de legitimidade e deve sofrer, portanto, pressões menores por uma reforma do sistema eleitoral norte-americano. A maioria no Senado não garante que ele encontre maior facilidade para a aprovação de novos projetos de lei, dado que na câmara a presença republicana é bem superior à democrata. No entanto, é quase certo um aumento de seu poder de barganha política dentro do Legislativo.
Fillipe Mauro
No Opera Mundi
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A birra de O Globo com os pobres

Não se entende onde o jornal O Globo pretende chegar com sua série "Os mercadores da miséria", criticando os programas sociais, especialmente Bolsa Família e o Brasil Sem Miséria.
Na chama da série, o jornal promete:
“(...) O Brasil Sem miséria, programa criado pela presidente Dilma para erradicar a pobreza extrema, tem sido alvo frequente de fraudes, revelam Alessandra Duarte e Carolina Benevides numa série de reportagens que O Globo inicia hoje".
***
Qualquer realidade complexa - uma grande empresa, um organismo estatal ou privado, um programa de governo - pode ter grandes virtudes e pequenos defeitos; ou grandes defeitos e pequenas virtudes.
Se o veículo for mal intencionado, basta dar destaque aos pequenos defeitos (quando for para denunciar) ou às pequenas virtudes (quando for para enaltecer). E esquecer que existe a estatística para avaliar o peso tanto de um quanto de outro.
***
Se quisesse criticar o modelo de concessão de aeroportos, as dificuldades do PAC (Plano de Ação Continuada), a barafunda burocrática, os desperdícios da administração pública, o jornal teria um bom material jornalístico.
Mas a birra do jornal é com programas voltados aos mais necessitados.
***
A principal "denúncia" de O Globo, manchete principal, foi do gato que recebia como beneficiário e de dono de Land Rover que seria beneficiário de R$ 60,00 por mês.
O que deixou de contar:
1. O fato ocorreu em 2009, muito antes da criação do Brasil Sem Miséria.
2. Toda família matriculada em programas sociais precisa submeter as crianças a exame médico. Quando a família não apareceu, o médico foi atrás da criança e descobriu tratar-se de um gato.
3. Descoberto o golpe, pelos próprios mecanismos do programa, o dono foi denunciado à polícia, está respondendo por dois crimes, inclusive pelo crime de falsidade ideológica.
Tal fato ocorreu há 4 anos e foi objeto de inúmeras reportagens na época. De lá para cá passaram três ministros e dois presidentes pelo programa. Qual a razão de ludibriar assim os leitores requentando uma notícia velha?
***
A outra denúncia, sobre o dono do Land Rover, além de antiga, foi apresentada de forma incorreta. O tal empresário registrou laranjas no BF. Tratava-se de um explorador, que foi identificado e processado.
Outra "denúncia" foi o de uma senhora que afirmou não receber mais o benefício. Vai-se conferir, ela deixou de atualizar seu cadastro. Exige-se a atualização de cadastros justamente para evitar fraudes. Mas o jornal condena o programa por ter gato, e condena por não ter gato.
***
A maioria absoluta dos episódios de fraude relatados foi desvendada pelos próprios sistemas de controle do Bolsa Família. Mesmo que tivessem sido levantados por terceiros, ainda assim são estatisticamente irrelevantes.
Qual a intenção de levantar meia dúzia de casos para desacreditar um programa que assiste a milhões de miseráveis?
Intenção eleitoral, não é. As eleições de 2012 já aconteceram e o BF já está assimilado pelos eleitores. Tanto assim, que o PT não se deu bem no nordeste. Quem quiser coração e mentes desses eleitores, até o governo, daqui para frente terá que oferecer outros benefícios.
Só pode ser birra com pobre.
Luis Nassif
No Advivo
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Muere actor sirio víctima de bandas armadas

En Siria, bandas armadas asesinan a quienes apoyan al presidente Bashar Al Assad. El actor sirio, Muhammad Rafei, fue una de esas víctimas.
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O Dezoito Brumário de Louis Bonaparte

Escrito entre dezembro de 1851 e março de 1852, publicado originalmente na revista Die Revolution, a obra em questão parte da análise concreta dos acontecimentos revolucionários na França, entre 1848 e 1851, acontecimentos esses que levaram ao golpe de estado em que Napoleão III se nomeou imperador, à semelhança de seu tio Napoleão I. Brumário é a data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de novembro do calendário gregoriano; é o mês do calendário republicano francês.
O livro é uma das obras mais importantes do marxismo, no qual se abordam teses fundamentais do materialismo histórico: teoria da luta de classes e a da revolução proletária, a doutrina do Estado e da ditadura do proletariado. É de suma importância a conclusão de Marx sobre a atitude do proletariado em relação ao Estado burguês. Também nesta obra foi desenvolvida a questão do campesinato como aliado da classe operária na revolução iminente. Explica, ainda, o papel dos partidos políticos na vida social e formula uma caracterização profunda da essência do bonapartismo.
Marx demonstra, nesse texto, o enfoque conjuntural acerca do Estado francês, assim como entrevê algumas contribuições desta importante obra para a análise do político. Observa-se que Marx aponta nela uma das características do Estado centralizado moderno: a constituição de um aparelho militar e civil (exército, burocracia). Além disso, discute como a república parlamentar se constitui como um espaço político - uma forma pura de dominação ou forma pela qual a burguesia exercia seu poder sem mediações - do qual a burguesia teve que se desfazer, tendo em vista que se constituía num momento em que as maiorias poderiam usurpar este poder. 
O método adotado por Marx ao se propor entender o Estado francês na época do 18 Brumário de Luís Bonapartese faz a partir da análise histórico-sociológica do momento vivido. Se, por um lado, o Estado pode ser visto enquanto categoria abstrata, ou seja, pela análise de uma ou de algumas determinações do fenômeno, por outro a maior quantidade de determinações se aproxima de uma construção mais concreta do mesmo Estado.
No prefácio da terceira edição, de 1885, Engels afirma:
... a grande lei da marcha da história, lei segundo a qual todas as lutas históricas que se desenvolvem quer no domínio político, religioso, filosófico, quer em outro qualquer campo ideológico são, na realidade, apenas a expressão mais ou menos clara de lutas entre classes sociais, e que a existência e, portanto, também os conflitos entre essas classes são, por sua vez, condicionados pelo grau de desenvolvimento de sua situação econômica, pelo seu modo de produção e de troca, que é determinado pelo precedente (MARX, 2006, p. 13).
Uma análise que coloca no centro da discussão o conflito de classes é operada pelo autor. Há de se observar a descrição de como a burguesia exerce poder sobre o proletariado e o campesinato:
A fração republicano-burguesa, que há muito se considerava a herdeira legítima da Monarquia de Julho, viu assim excedidas suas mais caras esperanças; alcançou o poder, não, porém, como sonhara, sob o governo de Louis Philippe, através de uma revolta liberal da burguesia contra o trono, e sim através de um levante do proletariado contra o capital, levante esse que foi sufocado a tiros de canhão (MARX, 2006).
Podemos dizer que temos dois segmentos dentro de uma mesma sociedade exercendo poder através de relações que servem para sustentar a dominação: o Estado, na figura de Luís Bonaparte, que faz suas artimanhas e, prevalecendo-se do seu parentesco com Napoleão Bonaparte, dá o golpe e conquista o poder sobre o povo, e a burguesia que mantém poder sobre as demais classes.
Enquanto o proletariado de Paris deleitava-se ainda ante a visão das amplas perspectivas que se abriam diante de si e se entregava a discussões sérias sobre os problemas sociais, as velhas forças da sociedade se haviam agrupado, reunido e encontrado o apoio inesperado da massa da nação: os camponeses e a pequena burguesia. As reivindicações do proletariado de Paris são consideradas devaneios utópicos, a que se deve por um paradeiro. A essa declaração da Assembléia Nacional Constituinte o proletariado de Paris respondeu com a Insurreição de junho, segundo o autor o acontecimento de maior envergadura na história das guerras civis da Europa. A república burguesa triunfou. A seu lado alinhavam-se a aristocracia financeira, a burguesia industrial, a classe média, a pequena burguesia, o exército, o lúmpen proletariado organizado em Guarda Móvel, os intelectuais de prestígio, o clero e a população rural. Do lado do proletariado de Paris não havia senão ele próprio. Mais de três mil insurretos foram massacrados depois da vitória e quinze mil foram deportados sem julgamento. Com essa derrota o proletariado passa para o fundo da cena revolucionária.
A história da Assembléia Nacional Constituinte a partir das jornadas de junho é a história do domínio e da desagregação da fração republicana da burguesia, da fração conhecida pelos nomes de republicanos tricolores, republicanos puros, republicanos políticos, republicanos formalistas etc.
A derrota dos insurretos de junho preparara e aplainara, indubitavelmente, o terreno sobre a qual a república burguesa podia ser fundada e edificada, mas demonstrara, ao mesmo tempo, que na Europa as questões em foco não eram apenas de "república ou monarquia". Revelara que aqui república burguesa significava o despotismo ilimitado de uma classe sobre as outras.
Contra a burguesia coligada fora formada uma coalizão de pequenos burgueses e operários, o chamado partido social democrata. A pequena burguesia percebeu que tinha sido mal recompensada depois da jornada de junho de 1848. A Montanha, posta à margem durante a ditadura dos republicanos burgueses, reconquistara, na segunda metade do período da Assembléia Constituinte, sua popularidade perdida com a luta contra Bonaparte e os ministros monarquistas.
Em meados de outubro de 1849 a Assembléia Nacional reuniu-se uma vez mais. Em primeiro de novembro Bonaparte surpreendeu-a com uma mensagem em que anunciava a demissão do ministério Barrot-Falloux e a formação de um novo ministério. Jamais alguém demitiu lacaios com tanta sem-cerimônia como Bonaparte a seus ministros, afirmou Marx.
A burguesia francesa rebelou-se contra o domínio do proletariado trabalhador; levou ao poder o lúmpen proletariado tendo à frente o chefe da Sociedade de 10 de Dezembro. A burguesia conservava a França resfolegando de pavor ante os futuros terrores da anarquia vermelha; Bonaparte descontou para ela esse futuro quando, a 4 de dezembro, fez com que o exército da ordem, inspirado pela aguardente, fuzilasse em suas janelas os eminentes burgueses do Bulevar Montmartre e do Bulevar des Italiens.
Revendo a história, percebe-se que o povo não aceitava a condição de dominado, ele lutou com suas possíveis armas pelos seus direitos de cidadão, no entanto foi vencido pela astúcia de Luís Bonaparte. Por outro lado, o isolamento dos proletários deveu-se às ações de cooptação do campesinato pelos interesses da burguesia. "A dinastia de Bonaparte representa não o camponês revolucionário, mas o conservador" (MARX, 2006, p. 133). A cooptação deu-se não pelos camponeses que queriam consolidar sua propriedade e luta para escapar às condições de sua existência social, a pequena propriedade; ou queriam derrubar a velha ordem de coisas por meio de seus próprios esforços. Antes, foram aqueles que queriam ver a si próprios e suas propriedades salvos e beneficiados pelo fantasma do Império. "Bonaparte representa não o esclarecimento, mas a superstição do camponês; não o seu bom-senso, mas o seu preconceito; não o seu futuro, mas o seu passado" (MARX, 2006, p. 134). Os camponeses mostraram-se presos por uma velha ordem, em um isolamento embrutecedor e, devido a tal, aliaram-se ao discurso de Bonaparte.
Este livro, que completa 133 anos, mostra o esforço teórico dos revolucionários em identificar os interesses de classes em disputa no âmbito político. Tenta compreender disputas entre partidos, tendências, personalidades políticas burguesas e pequeno-burguesas e o proletariado. Disputas que se expressam no jogo das aparências e cumprem o papel de esconder, diluir, os reais interesses de grupos sociais. Esses interesses fazem parte e interferem na conjuntura, no desenvolvimento do poder e se põe a serviço dos objetivos de grupos dominantes.
O fluxo dos acontecimentos teve um grau de determinação importante na tradição, no fato de Louis Bonaparte conseguir apresentar-se aos camponeses envolto no manto do passado, mobilizando sentidos pelos quais "a tradição histórica originou nos camponeses a crença no milagre de que um homem chamado Napoleão restituiria a eles toda a glória passada" (MARX, 2006, p. 133).
Um interesse específico que apontamos na obra é sobre a importância do plano simbólico para o desenrolar de fenômenos sociais e em específico para os processos de dominação. A meta-análise das proposições sobre o conceito de ideologia na obra de Marx e em específico nesse texto, realizada por Thompson (2002), aponta como no livro observa-se uma "concepção latente de ideologia" (2002, p. 58) que se refere a um conjunto de fenômenos apresentados não como meros epifenômenos das condições econômicas e das relações de classe, mas como "construções simbólicas que têm certo grau de autonomia e eficácia. Eles se constituem em símbolos e 'slogans', costumes e tradições que mobilizam as pessoas" (THOMPSON, 2002, p. 58) ou as prendem, empurrando-as "para frente ou constrangem-nas, de tal modo que não podemos pensar estas construções simbólicas unicamente como determinadas, ou totalmente explicadas, em termos de condições econômicas de produção". Tais fenômenos como "concepção latente de ideologia demonstram a persistência de símbolos e valores tradicionais, deste séquito de crenças e opiniões tornadas veneráveis pelo tempo". Na concepção latente, Ideologia é um sistema de representações que serve para sustentar relações existentes de dominação de classes através da orientação das pessoas para o passado ao invés de para o futuro, ou para imagens e ideais que escondem as relações de classe e desviam da busca coletiva de mudança social (THOMPSON, 2002, p. 58). Tal definição traz que as relações sociais podem ser sustentadas e, assim, impedir as mudanças sociais pela difusão de construções simbólicas. Thompson chama a atenção para o que poderia ser descrito como um "processo de conservação social" dentro da sociedade de O Dezoito Brumário que pode também ser transferido para outras épocas e outras sociedades, sendo suficiente ler nas entrelinhas para entender que o discurso não é só reprodutor de desigualdades sociais, mas também produtor das mesmas.
O golpe de estado de Luís Bonaparte em dezembro de 1851 é descrito por Marx como condicionado pelo desenvolvimento das forças e relações de produção durante a monarquia burguesa. Marx não só retrata os acontecimentos como resultado de processos derivados da economia, mas também como acontecimentos ligados a imagens do passado, presos a tradições que persistem apesar da transformação contínua das condições materiais de vida. A análise de Marx, do evento de 1848 a 51, mostra o papel central das formas simbólicas que incluem a tradição, o que levou o povo de volta ao passado e impediu que eles agissem para transformar a ordem que os oprimia.
Uma tradição pode aparecer e aprisionar um povo, pode levá-lo a acreditar que o passado é seu futuro, e que o senhor é seu servo, e pode, por isso, manter uma ordem social em que a vasta maioria da população estaria sujeita às condições de exploração e dominação (THOMPSON, 2002, p. 61).
Sueli do Rocio de Lara, Mestre em Filosofia pela Universidade Gama Filho
REFERÊNCIAS
MARX, Karl. O Dezoito Brumário de Louis Bonaparte. São Paulo: Centauro, 2006.
THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis - Rio de Janeiro: Vozes, 2002.
No História Viva
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Guarda municipal de Santos agride covardemente morador de rua

As forças de “segurança” que temos: profissionais que são pagos para tratar pobre com ameaça, truculência, tortura e agressão. Por Márcio G.
Os vídeos deixam claro o abuso da Guarda Municipal de Santos (cidade do litoral do estado de São Paulo), e por conhecer a vítima me sinto ainda mais seguro em relatar o que aconteceu. As informações relatadas a seguir foram obtidas dos próprios comentários do responsável pelo vídeo e de pessoas da vizinhança do bairro, onde meus pais moram.
O homem agredido, André, é morador de rua e amigo meu há pelo menos uns 15 anos. No dia 1º de novembro, guardas municipais foram ao local onde ele e outros moradores de rua costumam dormir, no bairro do Macuco, e retiraram os cobertores e travesseiros de lá, para jogar fora. André foi até eles perguntar o que estava acontecendo, por que eles estavam fazendo aquilo, possivelmente indignado com a situação, quando foi jogado ao chão pelos guardas e imobilizado.
A partir daí, as imagens dos vídeos são claras. Ele só fala “Eu não fiz nada! Eu não fiz nada!”, e as pessoas em volta, muitas que o conhecem e viram o que aconteceu desde o início (ali do lado há uma padaria, frequentada por estudantes de uma universidade próxima), gritavam para que os guardas parassem com aquela abordagem. Um dos guardas, como podemos ver, quase quebra o braço de André, que suplica para não ser levado, já que de fato não cometeu nenhum crime. Em um momento, outro vai atrás do homem que está gravando toda a ação e tenta intimidá-lo.
O drama prossegue com os guardas o pegando e o colocando no camburão [carro prisional]. Com muito custo levam o morador de rua, possivelmente até uma delegacia [esquadra] e, segundo relatos de vizinhos, André voltou duas horas depois, cheio de marcas de agressão.
Ainda quero conversar com ele para saber mais detalhes do que aconteceu, mas só os vídeos já mostram o caráter das forças de “segurança” que temos: profissionais que são pagos para tratar pobre com ameaça, truculência, tortura e agressão.
O que me deixa ainda menos esperançoso com o futuro é que essas ações violentas e autoritárias são vistas com bons olhos pela nossa “classe média”, até mesmo por trabalhadores, que preferem confiar na ação da “autoridade” a arriscar dizer que a vítima não era bandido. Acho que esse é um dos principais desafios para uma efetiva transformação da sociedade.
No Passa Palavra
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IPCA de outubro fica em 0,59%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,59% em outubro e ficou próximo da taxa de setembro (0,57%). Com este resultado, o acumulado no ano foi para 4,38%, abaixo dos 5,43% registrados em 2011. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 5,45%, acima dos 5,28% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2011 a taxa havia ficado em 0,43%. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.
Os preços dos alimentos subiram 1,36%, mantendo o grupo na liderança dos resultados de outubro. Responsáveis por 54% do resultado do mês, com impacto de 0,32 ponto percentual, o grupo alimentação e bebidas ficou 0,10 ponto acima da taxa de 1,26% registrada no mês anterior. As regiões metropolitanas de Belém e Fortaleza tiveram alta de 3,05% e 2,12%, respectivamente. A menor elevação nos preços dos alimentos foi de 0,93% em Porto Alegre.
Os principais impactos individuais no índice vieram do grupo alimentação e bebidas. O primeiro foi o arroz, que ficou 9,88% mais caro e gerou impacto de 0,06 ponto percentual. Em seguida, o item carnes, com alta de 2,04% e impacto de 0,05 ponto. Depois, a refeição consumida fora do domicílio, cujos preços aumentaram 0,70%, gerando 0,03 ponto de impacto.
Dos nove grupos que compõem o IPCA, seis foram além das variações registradas no mês anterior. Os artigos de vestuário chegaram a 1,09% ante 0,89% de setembro, enquanto os artigos de residência saíram dos 0,18% de setembro para 0,37% em outubro.
O grupo transporte passou de –0,08% para 0,24%, com o litro da gasolina aumentando 0,75%, enquanto havia caído 0,13% no mês anterior. Ficou na terceira posição dos impactos individuais, com 0,03 ponto percentual, junto com a refeição consumida fora de casa. O item automóvel novo, que havia caído 0,08% em setembro foi para 0,32%, resultado também registrado no conserto de automóvel, outro item que tinha diminuído 0,55% em setembro. Quanto ao automóvel usado, embora em queda, a variação foi de –1,62% para –0,17%.
Saúde e cuidados pessoais (de 0,32% em setembro para 0,48% em outubro) e comunicação (de 0,03% para 0,31%) registraram aceleração de um mês para o outro. Mas, os produtos não alimentícios tiveram variações próximas, 0,36% em setembro e 0,35% em outubro. Isto porque habitação caiu de 0,71% para 0,38% em outubro e despesas pessoais de 0,73% para 0,10%.
O item empregados domésticos, que, da alta de 1,24% de setembro, foi para –0,16% em outubro, e recreação (0,79% para 0,29%) foram os responsáveis pelo resultado das despesas pessoais no mês. Quanto ao grupo habitação, ocorreu desaceleração na taxa de alguns itens.
Regionalmente, a maior alta foi em Belém (1,02%), onde os alimentos aumentaram 3,05% com impacto de 1,00 ponto percentual, responsáveis pela quase totalidade do índice (98%). O menor foi o de Curitiba (0,39%) em virtude do resultado dos automóveis usados (-3,38%), que ficaram bem mais baratos em outubro, aliados à queda nos preços da gasolina (-1,08%).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento de 01 a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de setembro a 29 de outubro de 2012 (referência) com os vigentes entre 28 de agosto e 27 de setembro (base).
INPC variou 0,71% em outubro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,71% em outubro e ficou 0,08 ponto percentual acima do resultado de 0,63% de setembro. Com este resultado, o acumulado do ano foi para 4,85%, abaixo da taxa de 4,94% relativa a igual período de 2011. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 5,99%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (5,58%). Em outubro de 2011 o INPC ficou em 0,32%. Os produtos alimentícios apresentaram variação de 1,51% em outubro, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,38%. Em setembro, os resultados haviam ficado em 1,40% e 0,32%, respectivamente.
Regionalmente, o maior índice foi o de Belém (1,08%) onde os alimentos aumentaram 2,88%, com impacto de 1,04 ponto percentual, responsáveis pela quase totalidade do índice da região (96%). O menor foi o de Curitiba (0,37%), em virtude do resultado dos automóveis usados (-3,38%), que ficaram mais baratos em outubro, aliados à queda nos preços da gasolina (-1,08%).
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de setembro a 29 de outubro de 2012 (referência) com os vigentes entre 28 de agosto e 27 de setembro de 2012 (base).
No IBGE
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