4 de nov de 2012

Neutralidade da rede: entenda o significado e a importância do conceito

Para Idec, princípio é essencial para a regulação democrática da rede, por permitir condições igualitárias de navegação e proibir a discriminação dos consumidores na rede.
Você sabe o significado do termo “neutralidade da rede”? O conceito define o tratamento da navegação dos usuários na internet pelas operadoras de telecomunicações. A neutralidade é o princípio que determina que todos sejam tratados com igualdade, sem que haja benefício para uns e não para outros na hora de navegar ou que haja limitação para clientes específicos.
As entidades que defendem a internet livre, como o Idec, reivindicam a neutralidade da rede como princípio claro e indubitável em qualquer regulação que trate da internet (atualmente, há o Marco Civil em vias de aprovação), sem margem para desobediência por parte das empresas e poucas exceções técnicas.
Isso significa que com uma internet neutra, as operadoras de telecomunicações não podem fazer distinção de tráfego com base em interesses comerciais, nem privilegiar a transferência de determinados pacotes de dados (aquilo que enviamos ou recebemos quando estamos navegando) em detrimento de outros. As empresas de telecomunicações são contra a neutralidade pois querem que os consumidores paguem mais para ter sua navegação “facilitada” ou ter permissão para favorecer parceiros comerciais. Se isso acontecer, quem tem mais dinheiro terá uma internet melhor, e quem não tem, terá um serviço deficiente, com qualidade menor.
O princípio da neutralidade diz simplesmente que a rede deve ser igual para todos, sem diferença quanto ao seu uso. Em uma analogia com a energia elétrica, que também é prestada através de uma rede, não se faz diferença entre o uso de uma geladeira, um microondas e um televisor. A rede não aceita um aparelho e rejeita outro, ou seja, não faz discriminação de uso. O mesmo deve valer para a internet.
A neutralidade é um princípio e, como tal, um direito dos consumidores. Isso é o que diz o Marco Civil da Internet, que pode ser votado ainda esse ano, primeiramente na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, e depois, no Senado. Pra isso, é importante pressionar os parlamentares pela sua aprovação.
No Idec
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Ô Piracicaba, quanta ignorância!

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Cuba

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Sobre os humoristas brasileiros

À falta de graça eles aliam um reacionarismo que os isola da voz das ruas
Tas
O Brasil, conforme constatou agudamente um leitor do Diário, tem uma esquisitice humorística: os comediantes são reacionários. Não vou entrar no fato de que são essencialmente sem graça. Me atenho apenas ao conservadorismo. Comediantes, como artistas em geral, costumam, em todo o mundo, ser progressistas. Eles quase sempre têm uma forte consciência social que os leva a criticar situações de grande desigualdade e a ser antiestablishment.
Os comediantes brasileiros fogem da regra, e esta é uma das razões pelas quais são tão sem graça. Marcelo Madureira é um caso extremo de conservadorismo petrificado e completo alinhamento com o chamado “1%”. Marcelo Tas é outro caso. De Londres, não o acompanhei, mas ao passar algumas semanas no Brasil, agora, pude ver – sem sequer assistir a um episódio de seu programa – o quanto ele é mentalmente velho.
O que o CQC fez a Genoíno em nome da piada oscila entre o patético, o ridículo e o grotesco. Não me refiro apenas ao episódio em si de explorar o drama de Genoíno. Também a sequência foi pavorosa. Vi no YouTube Tas ter uma disenteria verbal ao falar de Genoíno. Corajosamente, aspas, chamou-o repetidas vezes, aos gritos, de “mequetrefe”.
Não sou petista.
Jamais votei uma única vez em Genoíno.
Mas Tas tem condições morais — e conhecimento, pura e simplesmente —  para julgar e condenar Genoíno?  Várias vezes ele diz que Genoíno foi condenado pela justiça. E daí? Quem acredita na infabilidade da justiça brasileira acredita em tudo, como disse Wellington.
O que me levou a procurar Tas no YouTube foi uma mensagem pessoal que recebi de Ana Carvalho. Ela estava no local em que houve a confusão entre o humorista Oscar Filho e amigos de Genoíno. Ana acabou sendo citada num texto que OF escreveu, e ficou tão indignada que decidiu escrever sua versão dos fatos numa carta aberta que ela, cerimoniosamente, me pediu que lesse. Li. Primeiro, ela esclarece: ao contrário do que OF escreveu, ela não é militante do PT. Estava apenas votando, com a família, no lugar do tumulto, e tentou ajudar a serenar os ânimos,  como boa samaritana.
Ana relata o que ouviu, na refrega, do produtor do CQC e de Genoíno. Do produtor, berros que diziam que os “mensaleiros filhos da puta” iam ser punidos: em vez de um minuto, o programa falaria horas do caso. De Genoíno, ela ouviu: “Calma, calma, sem bater, sem bater”. Mas quem publicaria o que ela ouviu? Essa pergunta Ana fez a si mesma, e é um pequeno retrato da maneira distorcida com que a grande mídia trata assuntos de política no Brasil. A resposta é: ninguém. Nem Folha e nem Estadão e nem Veja e nem Globo publicariam o relato de Ana – embora ela fosse testemunha privilegiada da confusão.
Há formas e formas de violência. O que o pessoal do CQC fez foi uma violência mental, uma tortura. Não faz muito tempo, o mundo soube que presos nos Estados Unidos tinham sido torturados com sessões de música ininterrupta da série Vila Sésamo. Vinte e quatro horas, sete dias por semana. (O autor ficou perplexo com o uso dado a sua canções tão inocentes.)
O que o CQC fez tem um nome: tortura moral. Humor não é isso. Citei, em outro artigo, os repórteres do Pânico que invadiram o funeral de Amy Winehouse para fazer piada. Tivessem sido pilhados, terminariam na cadeia – e teriam formidável dificuldade para convencer a justiça londrina de que a liberdade de expressão, aspas, os autorizava a fazer o que fizeram.
Humor sem graça, como o feito no Brasil, é um horror. Mas consegue ficar ainda pior quando à falta de espírito se junta um reacionarismo patológico, uma completa desconexão com o povo brasileiro, e este é o caso de Marcelo Tas e seu CQC.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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As raízes do golpismo da direita brasileira

 
Até 1930 a direita brasileira dispunha a seu bel prazer do Estado, colocava-o totalmente a serviço dos interesses primário-exportadores, desconhecendo as necessidades das classes populares. Getúlio fez a brusca transição de um presidente – Washington Luiz, carioca adotado pela elite paulista, como FHC – que afirmava que “Questão social é questão de polícia”, para o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores pelo Estado.
Com o surgimento da primeira grande corrente de caráter popular, a direita passou a ficar acuada. A democratização econômica e social foi seguida da democratização politica, com o processo eleitoral consagrando as candidaturas com apoio popular, Sucessivamente, em 1945, 1950, 1955, a direita foi derrotada e acostumou-se a bater na porta dos quarteis, pedindo golpe militar.
Sentido-se esmagada pelas derrotas, a direita chegou a pregar o voto qualitativo, em que, segundo eles, o voto de um médico ou de um engenheiro valeria 10, enquanto o de um trabalhador (“marmiteiro”, diziam eles, zombando dos trabalhadores que levavam marmitas pro trabalho) devia valer 1. Só assim poderiam ganhar.
A efêmera vitória de 1960, com a renúncia do Jânio, foi sucedida pela nova tentativa e golpe militar de 1961 e, logo depois, pelo golpe efetivamente realizado em 1964. Só pela força e pelo regime de terror a direita conseguiu triunfar e colocou em prática sua revanche contra o povo, pela repressão e pela expropriação dos direitos da grande maioria.
Foi no final da ditadura, com uma votação indireta, pelo Colégio Eleitoral, passando pela morte de Tancredo, que a direita deu continuidade a seus governos, agora com um híbrido de ditadura e de democracia, mas que favoreceu a eleição de Collor, outra versão da direita. Tal como Jânio, teve presidência efêmera.
O governo FHC foi a melhor expressão da direita, renovada, reciclada para a era neoliberal. Naqueles 8 anos a direita brasileira pode realizar seu programa, que terminou numa profunda e prolongada recessão e a derrota sucessiva da direita, por três vezes.
A direita repete, na Era Lula, os mesmos mecanismos da Era Getúlio. Enquanto os governos desenvolvem políticas econômicas e sociais que favorecem à grande maioria, recebem dela o apoio majoritário e derrotam sistematicamente a direita, resta a esta atividades golpistas. Se antes batiam às portas dos quartéis (eram chamadas de “vivandeiras de quartel”), agora usam a mídia para bater às portas do Judiciário.
São partidos e mídias cada vez mais minoritários, derrotados em 2002, em 2006, em 2010, voltaram a ser derrotadas agora em 2012. São governos que os derrotam com o apoio das grandes maiorias beneficiárias das suas políticas sociais. Quem não tem povo, apela para métodos golpistas, ontem com os militares e a mídia, hoje com a mídia e o Judiciário.
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Veja estimula fraude no Enem

Durante a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), todos os inscritos são comunicados que é expressamente proibido ingressar com celulares ligados e tirar fotos das provas.
No entanto, a revista Veja, em seu perfil no twitter (imagem acima) estimulou que os inscritos postassem e compartilhassem fotos do Enem na rede. Alguns incautos seguiram a "dica" da Veja e o resultado não poderia ter sido pior.
O MEC (Ministério da Educação) informou que já são 37 candidatos desclassificados do Enem após terem sido flagrados postando fotos da prova nas redes sociais. Os casos aconteceram em diversos Estados.
No ano passado, ao menos oito jovens foram desclassificados por tuitarem dentro das salas no primeiro dia de provas.
A revista Veja, mais uma vez, mostra o quanto "apoia" a realização do Enem e tentou, mais uma vez, colaborar para criar a falsa noção de que a prova apresenta problemas, como forma de atacar o governo federal.
* * *

Ainda sobre o Enem


Boa Desculpa...

Carlos Cassaro por email
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Mensalidades atrasadas

Dirceu, Genoino e Delúbio foram abatidos. Mas o mensalão só será totalmente dissecado quando sua gênese for revelada, afirma autor
Está tudo muito bom, está tudo muito bem. É o que parece quando olhamos ao redor e vemos uma parcela da sociedade a bradar: desvendamos o mensalão! Desvendamos mesmo?
José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e que tais foram abatidos. Mas o mensalão só será totalmente dissecado quando sua gênese for revelada. Marcos Valério não operou apenas em uma campanha eleitoral ou serviu apenas a um partido ou um governo.
Marcos Valério Fernandes de Souza tinha 34 anos quando em 1995 teve início a era de ouro do PSDB (naquele ano, Fernando Henrique Cardoso assumiu a Presidência da República e, em Minas Gerais, Eduardo Azeredo foi empossado no governo do Estado). Valério era desimportante. Não tinha poder, não circulava nas rodas políticas e seu patrimônio era modesto.
Um ano após a assunção de Eduardo Azeredo ao governo, Valério se materializou como sócio da semifalida agência de publicidade SMPB. Não entrou com dinheiro, mas com capacidade operativa. A fim de levantar a SMPB, obteve um empréstimo de R$ 1,6 milhão com o hoje extinto banco estatal mineiro Credireal, numa operação que posteriormente o Ministério Público de Minas classificaria como "de pai para filho" ou, em palavra ainda mais forte, "escusa".
Na estrada aberta para a SMPB pelo governo tucano em Minas, Valério trafegava nas duas vias. Em 1998, tornou-se operador financeiro da campanha de reeleição de Azeredo. Primeiro, botou sua assinatura num contrato de empréstimo de R$ 2 milhões no Rural (o dinheiro foi retirado do banco numa caixa de papelão pelo tesoureiro da campanha). Depois, mais um empréstimo, de R$ 9 milhões.
Ainda naquele ano, no período que vai de 40 dias antes da eleição até o interregno entre o primeiro e o segundo turnos, três estatais de Minas - Cemig, Copasa e Comig, hoje Codemig - alimentaram as empresas de Valério com R$ 4,7 milhões. Segundo o Ministério Público, o dinheiro entrava de um lado (estatais de Minas e Banco Rural) e saía pelo outro (os cofres da coligação formada pelo PSDB, PFL, hoje DEM, PTB e PPB, hoje PP). Registros bancários e do próprio Valério indicam que ele pagou parte dos custos da campanha publicitária de Azeredo e distribuiu recursos para 75 candidatos e colaboradores da coligação encabeçada pelo PSDB.
Em poucos dias terminará o julgamento do processo do mensalão do PT no STF. Já o mensalão do PSDB mineiro será apreciado em processos fatiados, pelo STF e pela Justiça de Minas. E só Deus sabe quando.
De qualquer forma, quando o passado vier à luz, talvez seja possível esclarecer algumas dúvidas. Por exemplo: o que levou a SMPB de Valério a ganhar grandiosos contratos de publicidade no governo de FHC (Banco do Brasil, Ministério do Trabalho, Ministério dos Esportes, Eletronorte e Fundacentro)? Por que Valério, por intermédio da SMPB, doou R$ 50 mil à campanha de reeleição de Fernando Henrique, em 1998? Por que Danilo de Castro - um dos principais articuladores políticos do senador Aécio Neves - foi avalista de um empréstimo do Rural para a SMPB? Quais provas fizeram do jornalista Eduardo Pereira Guedes, integrante graduado do staff de marketing político de Aécio, réu no processo do mensalão mineiro? Por que o PSDB continuou a defender Azeredo após o mensalão mineiro ser revelado (Arthur Virgílio, então líder do partido no Senado, disse que, a despeito das acusações, a bancada tucana reafirmava sua "plena confiança na honradez e na lisura desse companheiro")? Por que o PSDB lançou Azeredo a deputado federal (ele se elegeu e seu mandato vai até 2015) mesmo sabendo que o Ministério Público Federal o acusava de ser "um dos mentores e principal beneficiário" do mensalão mineiro? O que explica o fato de que, entre 1997 e 2002, período em que operava para o PSDB, Valério fez seu patrimônio declarado no Imposto de Renda saltar de R$ 230 mil para R$ 3,9 milhões (1.600% de aumento em cinco anos, com uma inflação de 42%)?
Como se vê, o filme ainda não acabou.
Lucas Figueiredo, jornalista, escritor, autor, entre outros de O Operador - Como, (e a mando de quem) Marcos Valério irrigou os cofres do PSDB, do PT (Record)
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Denise Rocha o que restou da CPI do Cachoeira

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Policía detiene a 25 personas con uniforme nazi en el centro de Moscú

“Marcha Rusa”
La Policía de la capital rusa detuvo este domingo en el centro moscovita a 25 individuos que portaban capotes con la esvástica nazi, informó la Dirección General del Interior de Moscú.
Los detenidos fueron trasladados a una comisaría donde se estudiará si serán sancionados por la vía administrativa, agregó el organismo.
Las detenciones se produjeron momentos antes del comienzo de la denominada “Marcha Rusa”, una manifestación convocada por grupos ultranacionalistas y de extrema derecha con motivo del Día de la Unidad Nacional que Rusia celebra hoy.
Según la Policía moscovita, el acto congregó a unas 6.000 personas que marcharon por los malecones Yakimánskaya y Krímskaya del río Moscova, en el centro de la capital rusa.
La manifestación de hoy fue autorizada por el Ayuntamiento de Moscú pese a que la Federación de Inmigrantes de Rusia solicitó anteriormente suspender o aplazarla argumentando que este tipo de actos podrían provocar una escalada de tensión en un país multiétnico como Rusia.
En otra ciudad rusa, Ekaterimburgo (región de los Urales), la Policía detuvo este domingo a unas 90 personas que se disponían a celebrar una manifestación similar sin contar con la autorización del Consistorio.
Según la Policía local, los detenidos, en su mayoría menores de edad, se enfrentan a multas de hasta 20.000 rublos (unos US$650) por infringir la ley de manifestaciones, modificada recientemente para endurecer las sanciones contra sus infractores.
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Desembargadora nega habeas-corpus a vice-presidente da CNA

Assuero
A desembargadora Denise Castelo Bonfim, do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), negou neste sábado o habeas-corpus impetrado pelo advogado do vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Assuero Doca Veronez, 62 anos, preso na sexta-feira acusado de exploração sexual de menor. Bonfim ainda negou o habeas-corpus de outro pecuarista preso com Assuero, Adálio Cordeiro Araújo, 79 anos.
Ao negar o pedido de liberdade, a desembargadora solicitou mais informações sobre o andamento do inquérito policial e autorizou o Ministério Público a iniciar o processo judicial do caso. Denise Bonfim é a desembargadora de plantão da segunda instância neste fim de semana. Com a negativa, Assuero Veronez continuará preso na Unidade Francisco de Oliveira Conde à espera de recurso.
Os pecuaristas foram presos pela polícia que cumpriu o mandado expedido pelo juiz Romário Divino, da 2º Vara da Infância e Juventude.
O pedido de prisão foi solicitado a partir de investigações da Operação Delivery, que prendeu, no dia 17 de outubro, seis membros de uma quadrilha especializada em arregimentar adolescentes para exploração sexual. Ainda na sexta a CNA emitiu nota comunicando o afastamento imediato de Assuero Veronez da vice-presidência.
No JB
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Crisis de los misiles - Cartas de Fidel y Jruschov

 Documentos Históricos 


La Habana, 26 de Octubre. 1962
Querido compañero Jruschov:
Del análisis de la situación y de los informes que obran en nuestro poder considero que la agresión es casi inminente dentro de las próximas 24 ó 72 horas.
Hay dos variantes posibles: la primera y más probable es el ataque aéreo contra determinados objetivos con el fin limitado de destruirlos; la segunda, menos probable, aunque posible, es la invasión. Entiendo que la realización de esta variante exigiría gran cantidad de fuerzas y es además la forma más repulsiva de agresión, lo que puede inhibirlos.
Puede estar seguro que resistiremos firme y decididamente el ataque sea cual fuere.
El estado moral del pueblo cubano es sumamente alto y se enfrentará al agresor heroicamente.
Deseo en estos instantes expresarle en palabras muy breves una opinión personal.
Si tiene lugar la segunda variante y los imperialistas Invaden a Cuba con el fin de ocuparla, el peligro que tal política agresiva entraña para la humanidad es tan grande que después de ese hecho la Unión Soviética no debe permitir jamás las circunstancias en las cuales los imperialistas pudieran descargar contra ella el primer golpe nuclear.
Le digo esto, porque creo que la agresividad de los imperialistas se hace sumamente peligrosa y si ellos llegan a realizar un hecho tan brutal y violador de la Ley y la moral universal, como invadir a Cuba, ése sería el momento de eliminar para siempre semejante peligro, en acto de la más legítima defensa, por dura y terrible que fuese la solución, porque no habría otra.
Influye en esta opinión ver cómo se desarrolla esta política agresiva, cómo los imperialistas a despecho de la opinión mundial, por encima de los principios y del derecho, bloquean los mares, violan nuestro espacio aéreo y preparan la invasión, mientras por otra parte hace fracasar toda posibilidad de negociación, a pesar de que saben la gravedad del problema.
Ud. ha sido y es un incansable defensor de la paz, comprendo cuán amargas han de ser estas horas, cuando los resultados de sus esfuerzos sobrehumanos son amenazados tan seriamente. Hasta el último momento, no obstante, mantendremos la esperanza de que la paz se salve y estamos dispuestos a contribuir con lo que esté a nuestro alcance. Pero al mismo tiempo, nos disponemos con serenidad a enfrentar una situación que vemos muy real y muy próxima.
Le expreso una vez más la gratitud infinita y el reconocimiento de nuestro pueblo al pueblo soviético que tan generoso y fraternal ha sido con nosotros, y nuestra profunda gratitud y admiración a Ud., así como el deseo de éxito en la enorme tarea y graves responsabilidades que tiene en sus manos.
Fraternalmente,
Fidel Castro

Querido compañero Fidel Castro:
Nuestro mensaje al presidente Kennedy del 27 de octubre permite arreglar la cuestión en su favor, defender a Cuba de la invasión, del desencadenamiento de la guerra. La respuesta de Kennedy que, por lo visto, conoce también, ofrece seguridades de que los EE.UU. no invadirán a Cuba no solamente con sus fuerzas, sino que no permitirán a sus aliados realizar la invasión. Con esto el presidente de los EE.UU. responde positivamente a mis mensajes del 26 y 27 de octubre de 1962.
Ahora acabamos de preparar nuestra respuesta al mensaje del presidente. No le voy a exponerlo porque conocerá el texto que está transmitiéndose por la radio.
Con este motivo quisiéramos recomendarle ahora, en este momento de cambio en la crisis, que no se dejen llevar por los sentimientos, revelen la firmeza. Hay que decir que comprendemos su sentimiento de indignación ante las acciones agresivas de los EE.UU. y violaciones de las normas elementales del derecho internacional.
Pero ahora está en vigor no tanto el derecho, cuanto la insensatez de los militaristas del Pentágono. Ahora, cuando se divise el acuerdo, el Pentágono busca el pretexto para frustrar este acuerdo. He aquí porqué organiza los vuelos provocativos de los aviones. Ayer Vds. derribaron uno de ellos, mientras que antes no los derribaban, cuando sobrevolaban su territorio. Tal paso será aprovechado por los agresores en sus fines.
Por lo tanto quisiéramos aconsejarle amistosamente: muestren paciencia, firmeza y una vez más firmeza. Desde luego, si hay invasión, será necesario rechazarla por todos los medios. Pero no hay que dejarse llevar por las provocaciones, porque los militaristas desenfrenados del Pentágono ahora, por lo visto, cuando se divisa la eliminación del conflicto, que es en su favor, creando la garantía contra la invasión a Cuba, quieren hacer frustrar el acuerdo y provocarles hacia las acciones que podrían usarse contra Vds. Les pediríamos no dar el pretexto para esto.
Nosotros de nuestra parte haremos todo para estabilizar la situación de Cuba, defender a Cuba de la invasión y asegurarles las posibilidades de la construcción pacífica de la sociedad socialista.
Le enviamos el saludo extendiéndolo a toda su colectividad de dirección.
N. Jruschov
28 de octubre de 1962

La Habana
28 de Octubre de 1962
Sr. Nikita Jruschov
Primer Ministro de la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas U.R.S.S.
Querido compañero Jruschov:
Acabo de recibir su carta.
La posición de nuestro Gobierno en relación a lo que usted nos comunica está contenida en la declaración formulada en el día de hoy cuyo texto seguramente usted conoce.
Deseo aclararle algo referente a las medidas anti-aéreas que nosotros adoptamos. Usted dice: "Ayer ustedes derribaron uno de ellos mientras que antes no los derribaban cuando sobrevolaban su territorio".
Antes se cometían violaciones aisladas sin un propósito militar determinado o sin un peligro real derivado de esos vuelos.
Ahora no era ése el caso. Existía el peligro de un ataque sorpresivo sobre determinadas instalaciones militares. Decidimos que no debíamos cruzarnos de brazos porque un ataque por sorpresa, apagados los radares de detección, y los aviones potencialmente agresores volando impunemente sobre los objetivos, podía destruirlos totalmente. No creíamos que debíamos permitir eso después de los esfuerzos y gastos realizados, y además porque nos debilitaría mucho militar y moralmente. Con ese motivo las fuerzas cubanas el día 24 de Octubre movilizaron 50 baterías anti-aéreas, que era toda nuestra reserva, para apoyar esas posiciones de las fuerzas soviéticas. Si queríamos evitar los riesgos del ataque por sorpresa era necesario que los artilleros tuviesen órdenes de disparar. El mando de las fuerzas soviéticas le podrá brindar informes adicionales de lo que ocurrió con el avión derribado.
Antes, las violaciones del espacio aéreo se hacían de facto y de modo furtivo. En el día de ayer el Gobierno Americano trató de oficializar el privilegio de violar nuestro espacio aéreo a cualquier hora del día y de la noche. Eso no lo podemos aceptar nosotros, porque equivale a renunciar una prerrogativa soberana. Sin embargo, nosotros estamos de acuerdo, en evitar un incidente en estos precisos instantes que pudiera ocasionar un gran daño a las negociaciones y daremos instrucciones a las baterías cubanas de no disparar, pero sólo mientras duren las negociaciones y sin revocar la declaración publicada ayer sobre la decisión de defender nuestro espacio aéreo. Debe contarse, además, con el peligro de que en las condiciones actuales de tensión accidentalmente pueden ocurrir incidentes.
También deseo informarle que nosotros somos en principio contrarios a la inspección de nuestro territorio.
Aprecio extraordinariamente el esfuerzo que usted ha hecho por mantener la Paz; y estamos absolutamente de acuerdo con la necesidad de luchar por ese objetivo. Si ello se logra de manera justa, sólida y definitiva, será un inestimable servicio a la humanidad.
Fraternalmente,
Fidel Castro

Querido compañero Fidel Castro:
Hemos recibido Su carta del 28 de octubre y las comunicaciones sobre las conversaciones que Vd., como también el Presidente Dorticós han tenido con nuestro embajador.
Comprendemos su situación y tomamos en cuenta las dificultades que Vd. tiene ahora en la primera etapa transitoria después de la liquidación de la tensión máxima surgida debido a la amenaza del ataque de parte de los imperialistas norteamericanos el que Vd. estaba esperando de un momento a otro.
Comprendemos que para Vd. están creadas determinadas dificultades a causa de que hemos prometido al gobierno de los Estados Unidos retirar la base coheteril de Cuba, en calidad de arma ofensiva, a cambio del compromiso de parte de los Estados Unidos de dejar los planes de invasión a Cuba por tropas de los propios EE.UU. y sus aliados en Hemisferio Occidental, de levantar así llamada "cuarentena", es decir poner fin al bloqueo de Cuba. Esto llevó a la liquidación del conflicto en la zona del Caribe que estaba preñado, como lo entiende bien, del choque de dos potencias poderosas y de su transformación en la guerra mundial termonuclear y de cohetes.
Como hemos comprendido a nuestro embajador, entre algunos cubanos existe la opinión que el pueblo cubano desearía la declaración de otro carácter, en todo caso no desearía la declaración sobre el retiro de cohetes. Es posible que esta clase de sentimientos existe entre el pueblo. Pero nosotros, personalidades políticas y del estado, somos dirigentes del pueblo que no sabe todo y no puede abarcar en seguida todo lo que deben abarcar los dirigentes. Por lo tanto debemos ir a la cabeza del pueblo y entonces el pueblo nos seguirá y nos respetará.
Si nosotros, cediendo ante los sentimientos en el pueblo, nos hubiéramos dejado llevar por ciertas capas electrizadas de la población y nos hubiéramos negado a concertar el razonable acuerdo con el Gobierno de los EE.UU., entonces, posiblemente, habría empezado la guerra, en cuyo transcurso habrían perecido millones de personas y los sobrevivientes habrían dicho que la culpa la tienen los dirigentes que no habían tomado las medidas necesarias para conjurar esa guerra de aniquilación.
La prevención de guerra y del ataque a Cuba dependían no sólo de las medidas que adoptaban nuestros gobiernos, sino también del cálculo de las acciones de las fuerzas enemigas que están situadas cerca de Vds. Por ende había que considerar la situación en su conjunto.
Además hay opiniones de que nosotros y Vd. como lo dicen, no hemos llevado a cabo las consultas con motivo de estas cuestiones antes de adoptar la decisión conocida por Vd.
Con este motivo opinamos que hemos llevado a cabo las consultas con Vd., querido compañero Fidel Castro, recibiendo los cables uno más alarmante que otro y, al fin, Su cable del 27 de octubre en que dijo casi estar seguro de que el ataque a Cuba se consumaría. Vd. opinaba que ésta fue solamente la cuestión de tiempo: el ataque en curso de 24 horas ó 72 horas. Al recibir de Ud. este cable muy alarmante y sabiendo su valentía, opinábamos que esto fue la alarma completamente fundada.
¿Acaso no fue ésta la consulta de su parte con nosotros? Hemos comprendido este cable como señal de extrema alarma. Si en las condiciones creadas, teniendo también en cuenta la información de que el desenfrenado grupo guerrerista de los militaristas de los EE.UU. quiso aprovechar la situación creada y realizar el ataque a Cuba, hubiéramos continuado las consultas, habríamos perdido el tiempo y este golpe habría sido asestado.
Hemos formado la opinión que nuestros cohetes estratégicos en Cuba se convirtieron en una fuerza atractiva para los imperialistas: se asustaron y a causa del temor de que los cohetes sean puestos en marcha, podían atreverse a liquidarlos por medio del bombardeo o realizar la invasión a Cuba. Y hay que decir que podían ponerlos fuera de combate. Por lo tanto, repito, su alarma tenía todos los fundamentos.
En su cable del 27 de octubre Vd. nos propuso que fuéramos primeros en asestar el golpe nuclear contra el territorio del enemigo. Vd., desde luego, comprende a qué llevaría esto. Esto no sería un simple golpe, sino que el inicio de la guerra mundial termonuclear.
Querido compañero Fidel Castro, considero esta proposición Suya como incorrecta, aunque comprendo su motivo.
Hemos vivido el momento más serio, en que pudo desencadenarse la guerra termonuclear mundial. Evidentemente, en tal caso los EE.UU. sufrirían enormes pérdidas, pero la Unión Soviética y todo el campo socialista también sufriría mucho. En lo que se refiere a Cuba, al pueblo cubano es difícil incluso decir en general con que eso podría terminarse para él. En primer término en el fuego de la guerra se quemaría Cuba. No hay ninguna duda que el pueblo cubano lucharía valientemente pero que perecería heroicamente de eso tampoco hay duda. Pero nosotros luchamos contra el imperialismo no para morir sino que para aprovechar todas nuestras posibilidades, para perder menos en esta lucha y ganar más para vencer y lograr la victoria del comunismo.
Ahora como resultado de las medidas realizadas hemos conseguido aquel objetivo que planteamos, cuando nos acordábamos con Vd. a enviar los medios coheteriles a Cuba. Hemos arrancado de los EE.UU. la obligación de que no invadan a Cuba ellos mismos y no permitan eso a sus aliados de los países de la América Latina. Todo eso hemos arrancado sin el golpe nuclear.
Hemos considerado que hay que aprovechar todas las posibilidades para defender a Cuba, fortalecer su independencia y soberanía, hacer fracasar la agresión militar y excluir la guerra mundial termonuclear en la etapa actual.
Y hemos conseguido eso.
Aquí, desde luego, hicimos concesiones, aceptamos el compromiso actuábamos según el principio de la concesión a costa de concesión. Los EE.UU. hicieron también concesión, asumieron ante todo el mundo la obligación de no atacar a Cuba.
Por eso si comparamos: la agresión de parte de los Estados Unidos y la guerra termonuclear o el compromiso, la concesión a costa de concesión, el mantenimiento de la inviolabilidad de la República de Cuba y la prevención de la guerra mundial, pienso que el total de esta contaduría, de esta comparación es completamente claro.
Desde luego en la defensa tanto de Cuba como de otros países socialistas no podemos confiar en veto del gobierno de los EE.UU. Hemos adoptado y seguiremos adoptando en adelante todas las medidas para fortalecer nuestra defensa y acumular las fuerzas para el caso de la necesidad del golpe de respuesta. Actualmente, como resultado de nuestro suministro de armas, Cuba está fortalecida cómo nunca antes. Incluso después del desmantelamiento de las instalaciones coheteriles Vd. tendrá arma poderosa para rechazar al enemigo tanto en la tierra como también en el aire y en el mar, en cercanía de la isla. Al mismo tiempo, como Vd. recuerda, hemos dicho en nuestro mensaje al presidente de los EE.UU. fechado en 28 de octubre que "deseamos al mismo tiempo que el pueblo cubano tenga la seguridad de que estamos a su lado y no quitamos la responsabilidad nuestra de prestar ayuda al pueblo cubano". Para todos es comprensible que eso es una advertencia sumamente seria de nuestra parte al enemigo.
Vd. declara, en los mítines también, que no se puede confiar a Norteamérica. Eso, desde luego, es justo. Sus declaraciones con respecto a las condiciones de las conversaciones con los EE.UU. consideramos también como correctas. Lo que fue derribado sobre Cuba un avión norteamericano resultó una medida útil porque esta operación terminó sin complicaciones. Es una lección para los imperialistas.
Claro está que nuestros enemigos interpretarán los sucesos a su modo. La contrarrevolución cubana también tratará de levantar la cabeza. Pero pensamos que Vds. dominarán por completo al enemigo interno sin nuestra ayuda. Lo principal que hemos conseguido es la prevención de la agresión de parte del enemigo externo actualmente.
Consideramos que agresor sufrió la derrota. Se preparó agredir a Cuba, pero nosotros lo hemos parado y le obligamos a reconocer ante la opinión pública mundial que no lo hará en la etapa actual. Apreciamos esto como gran victoria. Los imperialistas, desde luego, no van a cesar la lucha contra el comunismo. Pero también tenemos nuestros planes y vamos a adoptar nuestras medidas. Este proceso de lucha se continuará mientras en el mundo existan dos sistemas político–sociales, mientras uno de éstos, y nosotros sabemos que será nuestro sistema comunista, no vencerá y no triunfará en todo el mundo.
Compañero Fidel Castro, hemos decidido enviarle esta respuesta lo más pronto posible. El análisis más detallado de todo lo sucedido lo haremos en la carta que enviaremos próximamente. En dicha carta haremos el análisis más amplio de la situación y nuestra apreciación de los resultados de la liquidación del conflicto.
Ahora, al iniciarse las conversaciones sobre el arreglo del conflicto, le pedimos comunicarnos Sus consideraciones. De nuestra parte seguiremos participándole el desarrollo de estas conversaciones y realizar las consultas necesarias.
Le deseamos, compañero Fidel Castro, los éxitos. Estos éxitos sin duda alguna los tendrá. Tendrán lugar todavía maquinaciones contra Vds. Pero junto con Vds. adoptaremos todas las medidas para paralizarlas y contribuir al fortalecimiento y al desarrollo de la Revolución Cubana.
N. Jruschov
30 de octubre de 1962

La Habana,
octubre 31 de 1962
Sr. Nikita Jruschov,
Primer Ministro de la Unión Soviética, U.R.S.S.
Querido compañero Jruschov:
Recibí su carta del 30 de Octubre. Usted entiende que sí fuimos consultados antes de adoptar la decisión de retirar los proyectiles estratégicos. Se basa en las noticias alarmantes que dice llegaban de Cuba y por último mi cable del 27 de Octubre. No sé cuáles noticias recibió usted; sólo respondo del mensaje que le envié la noche del 26 de Octubre, recibido por usted el 27.
Lo que hicimos frente a los acontecimientos, compañero Jruschov, fue prepararnos y disponernos a luchar. En Cuba sólo hubo una clase de alarma: la alarma de combate.
Cuando a nuestro juicio el ataque imperialista se hizo inminente estimé conveniente comunicárselo a usted y alertar tanto al Gobierno como al Mando soviético — ya que había fuerzas soviéticas comprometidas a luchar junto a nosotros en la defensa de la República de Cuba de una agresión exterior — acerca de la posibilidad de un ataque que no estaba en nuestras manos impedir, aunque sí resistir.
Le expresé que la moral de nuestro pueblo era muy alta y que la agresión sería resistida heroicamente. Al final del mensaje le reiteré de nuevo que esperábamos con serenidad los acontecimientos.
El peligro no podía impresionarnos, porque lo hemos sentido gravitar sobre nuestro país durante mucho tiempo y en cierto modo nos hemos acostumbrado a él.
Los hombres soviéticos que han estado junto a nosotros saben cuán admirable ha sido la actitud de nuestro pueblo durante esta crisis y qué honda hermandad se creó entre los hombres de uno y otro pueblo en las horas decisivas. Muchos ojos de hombres, cubanos y soviéticos, que estaban dispuestos a morir con suprema dignidad, vertieron lágrimas al saber la decisión sorpresiva, inesperada y prácticamente incondicional de retirar las armas.
Usted quizás no conozca hasta qué grado el pueblo cubano se dispuso a cumplir su deber con la Patria y con la humanidad.
No ignoraba cuando las escribí que las palabras contenidas en mi carta podían ser mal interpretadas por usted y así ha ocurrido, tal vez porque no las leyó detenidamente, tal vez por la traducción, tal vez porque quise decir mucho en demasiadas pocas líneas. Sin embargo, no vacilé en hacerlo. ¿Cree usted compañero Jruschov que pensábamos egoístamente en nosotros, en nuestro pueblo generoso dispuesto a inmolarse, y no por cierto de modo inconsciente, sino plenamente seguro del riesgo que corría?
No, compañero Jruschov, pocas veces en la historia y hasta podría decirse que ninguna, porque nunca tan tremendo peligro corrió sobre pueblo alguno, se dispuso un pueblo a luchar y a morir con sentido tan universal de su deber.
Nosotros sabíamos, no presuma usted que lo ignorábamos, que habríamos de ser exterminados, como insinúa en su carta, caso de estallar la guerra termonuclear. Sin embargo, no por eso le pedimos que retiraran los proyectiles, no por eso le pedimos que cediera. ¿Cree acaso que deseábamos esa guerra? ¿Pero cómo evitarla si la invasión llegaba a producirse? Se trataba precisamente de que este hecho era posible, de que el imperialismo bloqueaba toda solución y sus exigencias eran desde nuestro punto de vista imposibles de aceptar por la URSS y por Cuba.
Y si el hecho se producía, ¿qué hacer con los dementes que desatasen la guerra? Usted mismo ha afirmado que en las condiciones actuales la guerra inevitablemente se transformaría en guerra termonuclear, rápidamente.
Yo entiendo que una vez desatada la agresión, no debe concederse a los agresores el privilegio de decidir, además, cuándo se ha de usar el arma nuclear. El poder destructivo de esta arma es tan grande y tal la velocidad de los medios de transporte, que el agresor puede contar a su favor con una ventaja inicial considerable.
Y yo no sugerí a usted, compañero Jruschov, que la URSS fuese agresora, porque eso sería algo más que incorrecto, sería inmoral e indigno de mi parte; sino que desde el instante en que el imperialismo atacara a Cuba y en Cuba a fuerzas armadas de la URSS destinadas a ayudar a nuestra defensa en caso de ataque exterior, y se convirtieran los imperialistas por ese hecho en agresores contra Cuba y contra la URSS, se les respondiera con un golpe aniquilador.
Cada cual tiene sus propias opiniones y yo sostengo la mía acerca de la peligrosidad de los círculos agresivos del Pentágono y su tendencia al golpe preventivo. No le sugerí a usted, compañero Jruschov, que en medio de la crisis la URSS atacara, que tal parece desprenderse de lo que me dice en su carta, sino que después del ataque imperialista, la URSS actuara sin vacilaciones y no cometiera jamás el error de permitir las circunstancias de que los enemigos descargasen sobre ella el primer golpe nuclear. Y en ese sentido, compañero Jruschov, mantengo mi punto de vista, porque entiendo que era una apreciación real y justa de una situación determinada. Usted puede convencerme de que estoy equivocado, pero no puede decirme que estoy equivocado sin convencerme.
Sé que éste resulta ser un tema tan delicado que sólo en circunstancias como ésa y en un mensaje muy personal se podía abordar.
Usted se preguntará qué derecho tenía yo a hacerlo. Lo abordé sin importarme cuán espinoso era, siguiendo un dictado de mi conciencia como un deber de revolucionario e inspirado en el más desinteresado sentimiento de admiración y cariño hacia la URSS, a lo que ella representa para el futuro de la humanidad y la preocupación de que nunca más vuelva a ser víctima de la perfidia y la traición de los agresores como lo fue en 1941, lo que tantos millones de vidas y destrucción costó. Además, el que le hablaba no era un azuzador, sino un combatiente desde la trinchera de mayor peligro.
No veo cómo puede afirmarse que fuimos consultados de la decisión tomada por usted.
Nada puedo desear más en estos instantes que estar equivocado. Ojalá sea usted quien tenga toda la razón.
No son unos cuantos como le han informado a usted, sino muchos los cubanos que en este momento viven instantes de indecible amargura y tristeza.
Los imperialistas ya empiezan de nuevo a hablar de invadir al país, como prueba de lo efímeras y poco dignas de confianza que son sus promesas. Nuestro pueblo, sin embargo, mantiene inquebrantable su voluntad de resistir a los agresores y quizás más que nunca necesite confiar en sí mismo y en esa voluntad de lucha.
Lucharemos contra las circunstancias adversas, nos sobrepondremos a las dificultades actuales y saldremos adelante sin que nada pueda destruir los lazos de amistad y gratitud eterna hacia la URSS.
Fraternalmente,
Fidel Castro
No Diário Granma
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Quase 1 em cada 4 brasileiros são corruptos

Lista aponta 10 ‘práticas de corrupção’ comuns no dia a dia do brasileiro
Protesto AFP
Protesto anti-corrupção em Brasília: especialista avalia
que jovens estão mais conscientes
Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi.
Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano.
"Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público", diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.
Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público "O que você tem a ver com a corrupção", que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.
Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.
  • Não dar nota fiscal
  • Não declarar Imposto de Renda
  • Tentar subornar o guarda para evitar multas
  • Falsificar carteirinha de estudante
  • Dar/aceitar troco errado
  • Roubar TV a cabo
  • Furar fila
  • Comprar produtos falsificados
  • No trabalho, bater ponto pelo colega
  • Falsificar assinaturas
"Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções", afirma o promotor. "Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção."
Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.
Otimismo
Mas a sondagem também mostra dados positivos, como o fato de 84% dos ouvidos afirmar que, em qualquer situação, existe sempre a chance de a pessoa ser honesta.
A psicóloga Lizete Verillo, diretora da ONG Amarribo (representante no Brasil da Transparência Internacional), afirma que em 12 anos trabalhando com ações anti-corrupção ela nunca esteve tão otimista - e justamente por causa dos jovens.
"Quando começamos, havia um distanciamento do jovem em relação à política", diz Lizete. "Aliás, havia pouco engajamento em relação a tudo, queriam saber mais é de festas. A corrupção não dizia respeito a eles."
No Rio, manifestantes defendem "limpeza" no governo

"Há dois anos, venho percebendo uma grande mudança entre os jovens. Estão mais envolvidos, cobrando mais, em diversas áreas, não só da política."
Para Lizete, esse cenário animador foi criado por diversos fatores, especialmente pela explosão das redes sociais, que são extremamente populares entre os jovens e uma ótima maneira de promover a fiscalização e a mobilização.
Mas se a internet está ajudando os jovens, na opinião da psicóloga, as escolas estão deixando a desejar na hora de incentivar o engajamento e conscientizá-los sobre a corrupção
"Em geral, a escola é muito omissa. Estão apenas começando nesse assunto, com iniciativas isoladas. O que é uma pena, porque agora, com o mensalão, temos um enorme passo para a conscientização, mas que pouco avança se a educação não seguir junto", diz a diretora. "É preciso ensinar esses jovens a ter ética, transparência e também a exercer cidadania."
Políticos x cidadão comum
Os especialistas concordam que a corrupção do cotidiano acaba sendo alimentada pela corrupção política.
Se há impunidade no alto escalão, cria-se, segundo Lizete, um clima para que isso se replique no cotidiano do cidadão comum, com consequências graves. Isso porque a corrupção prejudica vários níveis da sociedade e cria um ciclo vicioso, caso de uma empresa que não consegue nota fiscal e, assim, não presta contas honestamente.
De acordo com o Ministério Público, a corrupção corrói vários níveis da sociedade, da prestação dos serviços públicos ao desenvolvimento social e econômico do país, e compromete a vida das gerações atuais e futuras.
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São Paulo, 1998

A Lua e Scar, ou, na leitura do professor Haddad, a foice e o martelo
Na adolescência, meus cabelos crespos eram fonte de insatisfação. Eu driblava o problema como podia: bonés, bandanas, chapéus de variados estilos e procedências.
Em 1996, ao ingressar na faculdade, encontrei uma solução inspirada por meus pendores esquerdistas e francófilos: passei a usar uma boina preta, em inclinação de 45 graus. Virou um item indispensável. Podia sair sem meias ou até sem cueca, jamais sem a boininha.
O adereço estava em harmonia com o cenário da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde eu cursava ciências sociais. Na candura dos meus 19 anos, sentia-me um misto de Sartre com Che e alimentava planos de ser presidente do país. Afinal, o cargo já estava com um de nós.
Eu era terceiranista quando, em 1998, me matriculei na disciplina Seminários de Teoria Política Contemporânea, oferecida por Fernando Haddad. Já tinha sido aluno dele no ano anterior, quando começou a dar aulas na USP.
Logo vi que tinha entrado numa fria. O debate girava em torno do fim da URSS e dos discursos políticos que se tornavam hegemônicos. Estava na pauta a formulação de uma resposta à tese de Francis Fukuyama sobre o "fim da história". Líamos Robert Kurz e outros cujos nomes não lembro, marxistas ou não. Não era a minha praia.
Frequentando o curso semana sim, semana não, revi a sinceridade de meus interesses por política. A verdade é que minha boina era sobretudo um elemento de estilo.
Guardo uma só lembrança das aulas: Haddad nos recomendando um filme. Não "O Encouraçado Potemkin" nem "Deus e o Diabo na Terra do Sol", mas "O Rei Leão".
Quem não recorda a épica cena inicial? O dia rompendo nas savanas da África e os animais desfilando em harmonia pré-diluviana ao local onde o rei Mufasa apresentará o herdeiro do trono, o fofíssimo Simba. Tudo ao som da emocionante trilha, com os devidos ajustes étnicos, de Elton John.
Eu tinha visto a animação na estreia, em 1994 - aliás, ano em que o "príncipe da sociologia" foi eleito presidente do país - numa sala do shopping Iguatemi, em companhia de dinamarqueses com quem participava de um programa de intercâmbio. Não parecia algo que interessasse aos leitores de Kurz.
Ainda sem entender como Walt Disney e Elton John poderiam dividir a sala de aula com Trotsky e Rosa Luxemburgo, fiquei eletrizado com a proposta, que li em chave tropicalista. O professor explicou que assistira "O Rei Leão" com seus filhos, então crianças. Ao longo da sessão, tivera um "insight": havia um discurso ideológico consistente e articulado costurando a narrativa do blockbuster. Uma reatualização da Guerra Fria.
O reino de Mufasa representaria o capitalismo, colorido, abundante e multicultural. O lema da canção "Hakuna Matata", interpretada por Timão e Pumba, era uma variação do "Don’t Worry Be Happy" -uma ode à futilidade da sociedade de consumo. Do outro lado, depois do Cemitério dos Elefantes (onde Mufasa proibia o filho de ir), encontrava-se a cinzenta terra das hienas -o Bloco Oriental.
Slavoj Zizek tem citado "The Circle of Life", canção-tema do filme, como algo que naturaliza a dominação capitalista: é normal, leões comem os outros animais.
Mas Haddad ouviu o galo cantar primeiro. Para ele, a cena mais emblemática era aquela em que o vilão Scar mobiliza o exército de hienas para anunciar seu plano: matar o rei Mufasa e seu filho Simba. Outro número musical: "Injustiças, farei com que parem: se preparem! Fiquem comigo, e jamais sentirão fome outra vez!"
Scar está no topo de uma pedra e, enquanto a horda de hienas desfila em fileiras fascistas, a "câmera" faz um travelling. O leão é visto em contraluz, tendo por trás uma lua crescente. Haddad não podia se conter: "Vejam com seus próprios olhos, não estou delirando: são a foice e o martelo da bandeira soviética".
Ricardo Teperman
No Ficha Corrida
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Charge online - Bessinha - # 1559

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Dê um nome ao super-herói

Kayser
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Apedeuta

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CPI das Móveis


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Next tuesday, vote Obama. No Brasil, eles estariam em 'Suburbia'

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FHC está com Serra e não abre

Saiu no Estadão o gorduroso artigo do "Farol de Alexandria", cujo estilo reflete a ambiguidade e a hipocrisia de suas posições políticas:

Hora de balanço

É um conjunto de obviedades sobre a derrota do PT nas eleições municipais, a retumbante vitória do PSDB em Manaus e Belém, e a agenda “progressista” que o PSDB deve assumir, agora movido pelo excelente resultado em São Paulo.
A certa altura, o Máximo-Guru tucano sai-se com essa:
Ser jovem não assegura ser portador de mensagem renovadora e tê-la é a questão estratégica central. Carlos Mello, em artigo publicado neste jornal, afirmou que o PSDB era originariamente “liberal na economia, social-democrata nas políticas públicas e progressista nos costumes”.
Ou seja, Aécio, lixe-se.
São Paulo não vai entregar a rapadura a Minas.
E, quanto ao “progressista nos costumes”, essa é a parte do programa do partido que vai ser escrita pelo Silas Malafaia.
Em tempo: por que o FHC não fala mal do 'Cerra' (em público) ? Será que só o Sergio Motta seria capaz de desvendar esse mistério ?
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Violência: a forma como os policiais se auto-destroem

A vida de policial é muito difícil. Uma grande parcela deles desenvolve problemas psicológicos graves. Alcoolismo, consumo de drogas, depressão, problemas sérios com esposa e filhos, etc.
Comparado com o resto da sociedade, os policiais tem mais problemas psicológicos. Já tratei de vários deles, e aprendi muito sobre alguns comportamentos que os destroem.
Antes, porém, sugiro que leiam o texto abaixo:
"Na madrugada do dia 31 de outubro, centenas de policiais militares com cavalaria, cachorros e viaturas da Rota invadiram a comunidade São Remo - vizinha à USP, que existe há mais de 40 anos e, onde moram mais de 13 mil pessoas - arrombando casas de trabalhadores muitos dos quais funcionários efetivos e terceirizados da USP.
Uma companheira, funcionária da USP, que teve sua porta arrombada, pelos coturnos dos soldados, pediu o mandado judicial e recebeu dois tapas, no rosto, de um policial que gritava: - está aqui!. Em várias outras casas, os policiais quebraram móveis, eletrodomésticos e, quando os moradores protestaram dizendo que eram trabalhadores, ouviram dos policiais que quem mora na favela e não paga IPTU é bandido".  Continue lendo
Quero discutir esta triste situação sob a ótica da saúde mental dos policiais
Qual a origem social destes policiais: a mesma das pessoas que eles agrediam livremente. Eles desqualificam estas pessoas, que poderiam ser seus parentes, amigos ou filhos. Cria-se um condicionamento mental: a agressividade deve ser direcionada para aqueles que são como eu - um "lixo". 
Agressividade mais auto-desqualificação atua na mente destes profissionais gerando alta dose de ansiedade e angústia. 
Quem treina para usar a agressividade em um momento da vida, aprende a gerar a agressividade em todos os momentos. É como diz uma frase atribuída a Nietzsche: "a pessoa belicosa em momentos de paz briga com ela mesma". 
Atribuo grande parte do sucesso dos tratamentos que fiz com policiais ao descondicionamento da agressividade dirigida às pessoas mais humildes. É a melhor forma deles aprenderem a não cultivar as várias formas de agressividade na vida cotidiana.
Policial deve ter autoridade. Sem isso, não há como trabalhar. Outra coisa é o autoritarismo, que é o primeiro incentivo para a perda de controle na hora do trabalho e em outros momentos.
Todo policial deve ser treinado para ser educado, firme e delicado. É a melhor forma de controle do stress e a melhor forma de gerar um vínculo positivo com as pessoas (o que facilita seu trabalho).
Não existe contradição entre ter autoridade e ser educado, firme e delicado. O primeira passo é se defender.
O policial de índole agressiva, que se auto-desvaloriza, costuma se colocar em risco. Vou dar um exemplo: o policial para um carro. Vai até a porta e manda o sujeito sair do carro, intimida, etc. Se o sujeito tiver uma arma nem dá tempo dele reagir. Ele acha que sua postura agressiva o protege, mas é o oposto.
O policial que gosta de si faz assim: para o carro e, se protegendo, manda o sujeito sair do carro. Ao ter certeza que não há risco para si, manda delicadamente o sujeito virar de costas, para ser revistado educadamente. São várias proteções anti-stress: se defender, ser delicado, ser educado, etc. A autoridade deve ser preservada, sem ela não há serviço bem feito.
Este mecanismo de PROTEÇÃO MENTAL é extremamente importante para toda a sociedade. Principalmente para os mais pobres, que sofrem mais abusos e para a polícia e seus familiares.
Seria muito mais fácil capturar bandidos se a população tivesse um laço mais profundo com a polícia. Haveria uma rede de informação muito mais eficiente. Seria mais fácil capturar estes assassinos que tem matado policiais, aqui no estado de SP. Todos sairiam ganhando, pois onde a educação, a delicadeza e o respeito prevalecem é mais fácil de trabalhar - justamente porque o stress diminui muito e a racionalidade/eficiência aumenta.
Esta filosofia tem sido vitoriosa em vários casos que atendi. Uma vida melhor para os policiais, suas famílias e mais eficiência no combate ao crime.
Todos somos seres humanos e todos merecemos viver bem, felizes e satisfeitos. O respeito e o controle da agressividade é parte fundamental desta conquista.
O que você acha? Comente, sua opinião é muito bem vinda.
Regis Mesquita
No Psicologia Racional
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Me Engana que eu Gosto...

Será amnésia? Desinformação? Ou apenas nossa velha conhecida, a vontade que a realidade seja como desejada?
Quem lê a abundante produção de nossos comentaristas políticos a respeito das eleições municipais recém concluídas não deve estar entendendo nada. Afinal, tudo que sabíamos sobre elas estava errado?
Não somos, propriamente, novatos na matéria. Se contarmos as que ocorreram desde a redemocratização, já são 8, cobrindo um período de quase 30 anos. Domingo passado, não era a primeira vez que as fazíamos.
Somos, portanto, tarimbados o suficiente para esperar mais discernimento na hora de interpretá-las.
Se há uma coisa que temos obrigação de saber sobre a relação entre a escolha de prefeitos e a de presidente da República é que ela inexiste. Só quem tomou bomba na escola primária da política ignora fato tão básico.
Parece, no entanto, que nossos analistas se esqueceram disso.
Tanto que quase tudo que vêm publicando versa sobre as consequências das eleições deste ano na definição de quem ocupará o Palácio do Planalto a partir de 2015.
Reeditam a teoria do “primeiro capítulo”, que assegura que a eleição municipal “antecipa” a presidencial.
O problema dela é ser errada, com ampla evidência a demonstrá-lo.
Nenhuma das eleições presidenciais brasileiras modernas foi “antecipável” pelo ocorrido dois anos antes, quando o eleitorado, pensando em uma coisa completamente diferente, procurou identificar os melhores candidatos a prefeito e vereador nas cidades.
Collor não “tinha” mais que meia dúzia de prefeitos – fora em Alagoas - quando se lançou. Fernando Henrique ganhou e se reelegeu sem precisar de “prefeitama” nenhuma.
Na eleição de Lula, a vastíssima maioria dos prefeitos estava com Serra, que pilotava uma coligação imensa, congregando todos os partidos mais bem sucedidos na eleição de 2000 - incluindo os três maiores no número de prefeitos, PSDB, PMDB e PFL.
Na reeleição e com Dilma, a importância do tamanho das “bases municipais” voltou a se mostrar pequena.
Em que pese o óbvio, a mídia anda cheia de especulações sobre os impactos de 2012 em 2014. Talvez porque nossos comentaristas desejam que existam e modifiquem o cenário mais provável.
Qual o critério para definir os “grandes vencedores” de 2012? Ter feito mais prefeitos e vereadores, vencido em mais capitais, tido a maior taxa de crescimento, conquistado as prefeituras das capitais mais importantes, se desempenhado melhor em cidades médias, tido a performance mais bem equilibrada nas regiões do País? Ou haver conseguido a melhor combinação disso tudo?
PSD e PSB, entre os partidos médios, fizeram um bom número de prefeitos. O PSDB venceu em duas capitais do Norte e duas do Nordeste. São do PSB os prefeitos de cinco capitais, do PMDB os de duas, do PT os de quatro. O PTC venceu em uma.
E daí?
No plano objetivo, nada. Em primeiro lugar, porque, para a imensa maioria dos eleitores, o voto no prefeito nada tem a ver com o voto na eleição presidencial. Em segundo, porque é ínfima a proporção que escolhe o candidato a presidente “por influência” do prefeito.
No máximo, a eleição municipal projeta uma imagem de vitória. Como em alguns casos simbólicos – vencer em São Paulo, por exemplo.
É, talvez, por ter Fernando Haddad vencido na cidade que os analistas da mídia conservadora andam tão ansiosos à cata de qualquer “vencedor” que não seja o PT.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Cachoeira é a solução

 
Criou-se a Comissão Parlamentar sem Inquérito; uma solução seria permitir a Cachoeira investigá-la
Quem escreveu ou disse que os políticos não seriam mais os mesmos, a partir do chamado julgamento do mensalão, já está derrubado pelo destino da CPI motivada por Carlinhos Cachoeira. É, nos últimos anos, a obra do mais cínico acobertamento de corrupção movida, como de praxe, por empreiteira de obras públicas - a Delta.
São citados R$ 420 milhões como montante desviado e repassado a políticos e outros. A probabilidade de que a quantia até ultrapasse meio bilhão também é admitida, dado que os primeiros passos de investigação bastaram para indicar. Nem um só centavo do primeiro, do segundo ou de outro montante será investigado.
A tática para imobilizar a CPI consistiu em suspender seus trabalhos, como medida inicial, a pretexto de liberar os integrantes para as campanhas eleitorais. Na volta, a evidente falta de tempo para a tarefa devida exigiu, segundo lance, o pedido de prorrogação da CPI.
A terceira etapa também não falhou: 34 senadores e 223 deputados negaram o prazo necessário. A CPI terá seis semanas para preparar um alegado relatório e outras distrações finais.
Mas não faltou a precaução contra possíveis, embora improváveis, surpresas quanto à prorrogação. Antes mesmo da recusa, a maioria da CPI rejeitou, negando-lhe preferência, a quebra dos sigilos bancários de empresas suspeitas -12 delas tidas como fantasmas e ligadas por movimentações financeiras à Delta. Nessa parte da engrenagem dominada por Cachoeira transitavam as centenas de milhões, com procedência atribuída a cofres públicos - estaduais e federais - e rumo a variadas pontas da corrupção.
PSDB e DEM acusam os governistas pela invalidação da CPI. É farsa esperta. Desde o início da CPI, o PSDB teve o problema de proteger o governador goiano Marconi Perillo, cuja casa foi parar com Carlinhos Cachoeira. A situação complicou-se ainda mais quando o deputado peessedebista Carlos Leréia, pouco antes do recesso da CPI, confirmou ali suas relações bastante próximas com Cachoeira e soltou a informação de costumar visitá-lo no escritório da Delta.
Já por aí o PSDB precisava da imobilidade da CPI. Mas, tanto quanto o PT, o PMDB, o DEM e outros, ainda tinha pela frente uma incógnita inquietante: não saber quem apareceria entre os recebedores, a título ou não de campanha eleitoral, da distribuição de dinheiro ilegal que as quebras de sigilo identificariam.
A CPI, ficou claro, não poderia entrar em todos os retardamentos e desvios que sofreu, desde o início, não fosse a comunhão de interesses e de atitudes entre as principais lideranças partidárias, de um lado e de outro. Os quais, diante dos riscos da investigação, eram um só.
Essa Comissão Parlamentar de Inquérito criou a Comissão Parlamentar sem Inquérito. Uma boa solução seria permitir a Carlinhos Cachoeira investigá-la, com a vocação para uso dos dispositivos de grampeamento e de imagem clandestina. As revelações seriam, no mínimo, tão boas quanto as outras já feitas por Cachoeira. Desde o Valdemiro ao Demóstenes, passando pelo telefone do STF.
Janio de Freitas
No fAlha
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Manual do Guerrilheiro Urbano

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Eu gostaria de fazer uma dupla dedicatória deste trabalho; primeiro, em memória de Edson Souto, Marco Antônio Brás de Carvalho, Nelson José de Almeida ("Escoteiro") e a tantos outros heróicos combatentes e guerrilheiros urbanos que caíram nas mãos dos assassinos da polícia militar, do exército, da marinha, da aeronáutica, e também do DOPS, instrumentos odiados da repressora ditadura militar.
Segundo, aos bravos camaradas - homens e mulheres - aprisionados em calabouços medievais do governo brasileiro e sujeitos a torturas que se igualam ou superam os horrendos crimes cometidos pelos nazistas. Como aqueles camaradas cujas lembranças nós reverenciamos, bem como aqueles feitos prisioneiros em combate, o que devemos fazer é lutar.
Cada camarada que se opõe a ditadura militar e deseja resistir fazendo alguma coisa, mesmo pequena que a tarefa possa parecer. Eu desejo que todos que leram este manual e decidiram que não podem permanecer inativos, sigam as instruções e juntem-se a luta agora. Eu solicito isto porque, baixo qualquer teoria e qualquer circunstâncias, a obrigação de todo revolucionário é fazer a revolução.
Um outro ponto importante é não somente ler este manual aqui e agora, mas difundir seu conteúdo. Esta circulação será possível se aqueles que concordam com estas idéias façam cópias mimeografadas ou folhetos impressos, (sendo que neste último caso, a própria luta armada será necessária).
Finalmente, a razão porque este manual leva minha assinatura é que as idéias expressadas ou sistematizadas aqui refletem as experiências pessoais de um grupos de pessoas engajadas na luta armada no Brasil, entre os quais eu tenho a honra de estar incluído. De maneira que certos indivíduos não terão dúvidas sobre o que este manual diz, e podem sem demora negar os fatos ou continuar dizendo que as condições para a luta armada não existem, é necessário assumir a responsabilidade do que é dito e feito. Portanto, anonimato torna-se um problema num trabalho com este. O fato importante é que existem patriotas preparados para lutar como soldados,
A acusação de "violência" ou "terrorismo" sem demora tem um significado negativo. Ele tem adquirido uma nova roupagem, uma nova cor. Ele não divide, ele não desacredita, pelo contrário, ele representa o centro da atração. Hoje, ser "violento" ou um "terrorista" é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades.
Carlos Marighella
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Carlos Marighella

Carlos Marighella dedicou toda a sua vida ao combate à injustiça social. Líder comunista, vítima de prisões e tortura, parlamentar, autor do mundialmente traduzido "Manual do Guerrilheiro Urbano", Carlos Marighella atuou nos principais acontecimentos políticos do Brasil entre os anos 1930 e 1969, e foi considerado o inimigo número 1 da ditadura militar brasileira.
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Marighella

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Senador denuncia possivel fraude nas urnas em eleição de Vila Velha

O voto eletrônico tem gerado dúvidas nos eleitores desde que foi instituído no Brasil. A questão da segurança do processo eleitoral eletrônico, principalmente com relação ao fato dele não permitir a conferência dos resultados ao final das eleições, é tema recorrente em todo ano eleitoral.
O TSE, por sua vez, apresenta a urna eletrônica como totalmente segura, apesar dela não possibilitar a contestação da totalização dos votos, tampouco a conferência física, voto a voto.
Chamando atenção para este tema, o Senador Magno Malta, em discurso no plenário do Senado Federal dia 30 de outubro de 2012, denunciou a urna eletrônica. Para ele, este equipamento é  violável. Na oportunidade, ele citou as várias denúncias feitas por Gerson Valadão – o ex-parlamentar não aceita a tese de urna eletrônica “infraudável”.
Segundo Malta, em alguns locais de votação do município de Vila Velha (ES) as pessoas digitavam o número do 22, do candidato Neucimar Fraga, e aparecia a foto de seu adversário direto, o candidato (Rodney Miranda (número 25).
“(…) chamou-se a Policia Federal, o TRE, o Ministério Público e eu espero que haja uma investigação. É muito grave você digitar o número de um candidato e aparecer o outro”, enfatizou Magno Malta.
Situações como estas se repetem, por todo o país, em todas eleições desde 1996. O motivo é, sem dúvida, a adoção de um modelo de urna eletrônica já ultrapassado, que não permite a conferência física do resultado.
O modelo de urna eletrônica atualmente adotado no Brasil foi  rejeitado por todos os países que  vieram estudar o sistema brasileiro. Atualmente, em todo o mundo, o Brasil é o único país que utiliza este modelo de urna – e, para piorar, em todo o território nacional. Nós somos também o único país do mundo que é impossível recontar os votos um a um para conferir o processo eleitoral.
Ouça o discurso do Senador Magno Malta:

No FUE
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