18 de out de 2012

Datafolha aponta Fruet 16 pontos à frente de Ratinho

Edição/247: fruet ratinho jr
De acordo com o instituto Datafolha, Gustavo Fruet (PDT) tem 52% das intenções de votos, enquanto Ratinho Júnior (PSC) aparece com 36%; transferência de votos dados ao prefeito Luciano Ducci (PSB) no primeiro turno é maior para Fruet
Após pesquisa do Instituto IRG apontar vantagem de 12 pontos de Gustavo Fruet (PDT) sobre Ratinho Júnior na disputa de segundo turno à Prefeitura de Curitiba, levantamento do Datafolha revela distância ainda maior entre os dois candidatos. De acordo com o instituto, Fruet tem 52% das intenções de votos, enquanto seu adversário aparece com 36%.
Quando se trata de votos válidos, Fruet aparece com 60% e Ratinho, 40%, pois 8% dos entrevistados afirmaram que votarão em branco ou nulo e os indecisos somam 4%. As pesquisas de segundo turno revertem o quadro estabelecido no primeiro turno, quando Fruet ultrapassou o prefeito Luciano Ducci (PSB) na reta final de campanha.
No primeiro turno, Ratinho teve 34,09% dos votos válidos, enquanto Fruet ficou com 27,22% dos votos, uma diferença de menos de um ponto percentual em relação a Ducci (26,77%). A pesquisa destaca que 55% dos eleitores de Ducci pretendem votar em Fruet. Para Ratinho, a transferência de votos do socialista é de 24%.
A pesquisa foi feita nos dias 17 e 18 de outubro e contou com 1.267 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendado pela Folha e pela RPC TV, o levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o número 00679/2012.
No 247
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Folha chama vantagem de Elmano em Fortaleza de "empate técnico"

Antes de falar sobre os 3% de margem de  lucro  erro, analise bem os dados: a intenção de voto mostrada na pesquisa é entre 39 e 45% para Elmano e 34 e 40% para Roberto Cláudio. Somente na pior hipótese possível para Elmano haveria uma ligeira vantagem de 40 x 39 para Roberto Cláudio. Acreditando-se na validade da pesquisa e na correção de seus números é extremamente provável que Elmano lidere a intenção de voto no momento, embora ainda não fique fora da margem de  lucro  erro. Tente imaginar a Folha chamando uma vantagem de 5 pontos a favor de Serra de "empate técnico".
Datafolha aponta empate técnico na disputa a prefeito de Fortaleza
DO COORDENADOR DA AGÊNCIA FOLHA
Os candidatos Elmano de Freitas (PT) e Roberto Claudio (PSB) aparecem tecnicamente empatados na disputa do segundo turno em Fortaleza, de acordo com pesquisa Datafolha encomendada pelo jornal "O Povo".
Elmano tem 42% das intenções de voto, contra 37% de Claudio. Declarações de voto em nulo e em branco somam 11%. Indecisos são 9%.
A margem de erro da pesquisa, realizada terça (16) e quarta (17) na capital cearense, é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na situação em que Elmano estivesse próximo do limite mínimo, e Claudio, de seu máximo, os dois estariam empatados em 40% ou 39%.
Nos votos válidos, quando são excluídos brancos, nulos e indecisos, o petista aparece com 53%, ante 47% do candidato do PSB. No primeiro turno das eleições, Elmano obteve 25% dos votos válidos, contra 23% de Claudio.
O Datafolha mediu a rejeição dos candidatos: 41% não votariam de jeito nenhum em Claudio, e 38%, em Elmano.
O Datafolha ouviu 1.281 eleitores em Fortaleza. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número CE-00180/2012.
No Esquerdopata
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Datafolha antes da Folha: Haddad 49%, Serra 32%

Edição/247:
Diferença de 17 pontos é ainda maior que a do Ibope, que apontou 48% a 32%; estranhamente, instituto do grupo Folha ainda não divulgou os resultados da sua pesquisa desta semana, a cujos números 247 teve acesso
Depois de o Ibope apontar distância de 16 pontos percentuais entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) na corrida pela Prefeitura de São Paulo, o Datafolha aponta diferença ainda maior: 49% a 32%. Estranhamente, contudo, instituto do grupo Folha ainda não divulgou os resultados da sua pesquisa desta semana. 247 teve acesso aos números inéditos e os divulga antes mesmo da empresa autora da pesquisa.
A pesquisa do Datafolha corrobora o Ibope no registro do desastre que foi a abordagem da campanha de Serra sobre o famigerado 'kit gay' do Ministério da Educação. A exemplo do que ocorreuna campanha presidencial de 2010, o tucano só se desgastou ao adotar o discurso conservador, desta vez escorado em pastores, como Silas Malafaia.
Até aí, nada de novo. Estranho mesmo é o fato de o Grupo Folha ter os dados, e seu jornal, Folha de S.Paulo, não os ter publicados, como faz, com exclusividade, assim que eles são consolidados. 
No 247
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Charge online - Bessinha - # 1526

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Kit Serra

 
Os incidentes entre José Serra e repórteres multiplicam-se. O repórter brasileiro está entre os mais mansos. Mesmo quando suscita tema delicado, mantém-se distante, muito distante, dos modos incisivos dos repórteres americanos e europeus, que não admitem a função profissional condicionada a cuidados com ares hierárquicos, muito menos a ares intimidatórios.
José Serra conviveu bastante em jornal, no grupo de formulação de editoriais da Folha. Como político, pôde ver a maneira quase dócil do repórter brasileiro na abordagem e na relação funcional com políticos, empresários de porte e ocupantes de cargos de relevo em governo. Como frequentador de redação, José Serra pôde ver que a transposição do trabalho dos repórteres no jornal depende do trabalho interno de edição. Este, sim, definidor dos realces, do tom, das localizações, do uso de fotos (e das legendas do tipo "Fulano segura um copo", para a foto do fulano segurando um copo).
Apesar daquelas oportunidades de aprendizado e compreensão, José Serra mantém um clima hostil e intimidatório na proximidade de repórteres. Daí seguem-se agressões verbais em direção errada e às quais não falta um componente de covardia, dada a improbabilidade da resposta adequada.
Mas é indispensável reconhecer que os jornalistas não são alvos exclusivos da agressividade verbal de Serra. Sua prometida campanha na base de paz e amor é mensurável pela sucessão de artigos que cobram menos ataques pessoais e alguma abordagem de temas paulistanos. Nessa deformação da campanha Fernando Haddad tem sua cota de responsabilidade.
Se Haddad tem ideais a propor a São Paulo, não se justifica que adira à troca de agressões alheia à razão de ser de eleições. Não falta matéria-prima - na campanha, na política, na vida - para uns dois tarugos que deem resposta a Serra, e pronto. A partir disso, é olhar para o que interessa ao eleitor.
A tentativa de homicídio verbal é própria de campanhas eleitorais. Mas desde que seja em torno de posições quanto aos problemas preocupantes do eleitorado, desde que se dê motivada pelo confronto conservadorismo administrativo (predominante em São Paulo) ou de buscas inovadoras. Chega de jogo sujo nas campanhas. Rebaixá-las assim é trapaça.
Não tenho capacidade de imaginar como é a cabeça de um prefeito e a de governador que esbanjam fortunas em festividades, obras de engodo, dia disso e daquilo, futebol, tudo onde "a espera por atendimento de um endocrinologista é de dez meses", "pacientes reclamam que exames mais específicos, como densitometria, chegam a demorar até dois anos", revelação do jornalista Nilson Camargo sobre medicina em certas áreas da capital (Folha, pág. A2, 13/10/12).
A meu ver, não menos doentes do que tais necessitados são o prefeito e o governo de sua rica São Paulo. Mas doentes de outros males. Cabeças razoavelmente sensatas, ou medianamente sadias, não tolerariam desperdiçar nem um minuto e nem um centavo dos seus poderes enquanto não exterminassem realidades revoltantes como a da perversidade exposta por Nilson Camargo.
Diante disso, a disputa eleitoral em São Paulo-capital volta a ser submetida ao "kit Serra", composto de insultos, desdizer-se, agressões verbais e mania de perseguição.
Os incidentes entre José Serra e repórteres multiplicam-se. O repórter brasileiro está entre os mais mansos. Mesmo quando suscita tema delicado, mantém-se distante, muito distante, dos modos incisivos dos repórteres americanos e europeus, que não admitem a função profissional condicionada a cuidados com ares hierárquicos, muito menos a ares intimidatórios.
José Serra conviveu bastante em jornal, no grupo de formulação de editoriais da Folha. Como político, pôde ver a maneira quase dócil do repórter brasileiro na abordagem e na relação funcional com políticos, empresários de porte e ocupantes de cargos de relevo em governo. Como frequentador de redação, José Serra pôde ver que a transposição do trabalho dos repórteres no jornal depende do trabalho interno de edição. Este, sim, definidor dos realces, do tom, das localizações, do uso de fotos (e das legendas do tipo "Fulano segura um copo", para a foto do fulano segurando um copo).
Apesar daquelas oportunidades de aprendizado e compreensão, José Serra mantém um clima hostil e intimidatório na proximidade de repórteres. Daí seguem-se agressões verbais em direção errada e às quais não falta um componente de covardia, dada a improbabilidade da resposta adequada.
Mas é indispensável reconhecer que os jornalistas não são alvos exclusivos da agressividade verbal de Serra. Sua prometida campanha na base de paz e amor é mensurável pela sucessão de artigos que cobram menos ataques pessoais e alguma abordagem de temas paulistanos. Nessa deformação da campanha Fernando Haddad tem sua cota de responsabilidade.
Se Haddad tem ideais a propor a São Paulo, não se justifica que adira à troca de agressões alheia à razão de ser de eleições. Não falta matéria-prima - na campanha, na política, na vida - para uns dois tarugos que deem resposta a Serra, e pronto. A partir disso, é olhar para o que interessa ao eleitor.
A tentativa de homicídio verbal é própria de campanhas eleitorais. Mas desde que seja em torno de posições quanto aos problemas preocupantes do eleitorado, desde que se dê motivada pelo confronto conservadorismo administrativo (predominante em São Paulo) ou de buscas inovadoras. Chega de jogo sujo nas campanhas. Rebaixá-las assim é trapaça.
Não tenho capacidade de imaginar como é a cabeça de um prefeito e a de governador que esbanjam fortunas em festividades, obras de engodo, dia disso e daquilo, futebol, tudo onde "a espera por atendimento de um endocrinologista é de dez meses", "pacientes reclamam que exames mais específicos, como densitometria, chegam a demorar até dois anos", revelação do jornalista Nilson Camargo sobre medicina em certas áreas da capital (Folha, pág. A2, 13/10/12).
A meu ver, não menos doentes do que tais necessitados são o prefeito e o governo de sua rica São Paulo. Mas doentes de outros males. Cabeças razoavelmente sensatas, ou medianamente sadias, não tolerariam desperdiçar nem um minuto e nem um centavo dos seus poderes enquanto não exterminassem realidades revoltantes como a da perversidade exposta por Nilson Camargo.
Diante disso, a disputa eleitoral em São Paulo-capital volta a ser submetida ao "kit Serra", composto de insultos, desdizer-se, agressões verbais e mania de perseguição.
Janio de Freitas
No Falha
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Serra de 2012 pinta como o Alckmin de 2006

 
Tucanos já sabem como é chato ter menos votos no segundo turno em relação ao primeiro; candidato a prefeito está fazendo tudo certo para que o vexame se repita
Em 2006, o então candidato a presidente Geraldo Alckmin teve 41,63% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial contra Lula, que venceu o pleito com 48,6%.
No segundo turno, enquanto o petista encontrava palanques em todo o País, o tucano cometeu erros feitos de estratégia. Lembro bem de um deles.
Por questão de economia de recursos, o atual governador paulista aceitou proposta do PT de adiar em uma semana o horário eleitoral gratuito no segundo turno, um campo de batalha em que ele havia se dado bem. Era uma armadilha. Com menos tempo de televisão, sem o apoio efetivo de José Serra, eleito governador de São Paulo (no dia seguinte à sua vitória em primeiro turno, em lugar de arregaçar as mangas para trabalhar por Alckmin ou, ao menos fazer uma declaraçãozinha a favor do, digamos, parceiro, Serra preferiu ser visto plantando uma árvore no quintal de sua própria casa, no bairro do Alto de Pinheiros), e de Aécio Neves, igualmente com vitória assegurada no primeiro escrutíneo, eleito governador de Minas – já se falava, ali, na chapa 'Lulécio' -, Alckmin conseguiu a proeza de ter 2,4 milhões de votos a menos que ele próprio obtivera na primeira rodada. Fechou a eleição com 39,17%.
Esses 33% de intenções de voto para José Serra, apurados pelo Ibope, contra 30% de votos reais obtidos por ele nas urnas de primeiro turno, já acenderam todas as sirenes e sinais amarelos dentro da campanha tucana. Com tão pequeno crescimento – o adversário Fernando Haddad, ao contrário, pulou de 29% para 49%, desfrutando de costuras bem realizadas pelo apoio de Gabriel Chalita, do PMDB, e das barbeiragens do próprio Serra – o ex-governador corre o risco do vexame de ter menos votos no domingo 28 do que o volume que obteve no domingo 7.
Acontecerá, neste caso, não uma derrota eleitoral pura e simples. Mas uma derrota política, o que é muito pior. O risco só aumenta porque, como se sabe, Serra não é dado a ver, ouvir, enfim, ter atenção ao  que outros dizem. Corrigir sua rota de colisão com o que está no inconsciente coletivo vai ser muito, muito difícil. Até mesmo para o paciente e competente marqueteiro Luiz Gonzales, com quem Serra já anda se atritando. Uma campanha em caos.
Marco Damiani
No 247
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Novo presidente da SIP ataca Assange em discurso de posse

 
No encerramento da Assembléia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em São Paulo, Jaime Mantilla, do diário Hoy, do Equador, acusou Julian Assange, do Wikileaks, classificado por ele como um "indivíduo hábil e irresponsável", de conseguir informação de maneira fradulenta e praticar o jornalismo desonesto. Os jornais brasileiros omitiram as declarações do recém-empossado presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa em sua cobertura sobre o evento.
São Paulo - A 68ª Assembléia Geral da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) terminou nesta terça-feira (17) em São Paulo. Depois de cinco dias de muitos ataques dos donos e editores do principais jornais do continente às iniciativas de governos que buscam quebrar o monopólio dos meios de comunicação de massa na região, a SIP elegeu sua nova diretoria, que estará à frente da entidade por dois anos.
Apesar de não ter vindo a São Paulo, o novo presidente eleito foi o jornalista Jaime Mantilla Anderson, presidente executivo do jornal diário HOY, de Quito, o terceiro em circulação no Equador. Ele substitui o norte-americano Milton Coleman, ex-editor do The Washington Post, que presidiu os trabalhos da 68ª Assembléia Geral, e fez seu discurso de posse através de videoconferência.
Depois de declarar que assume a presidência "em um momento perigoso" para a imprensa na América Latina, em função de governos que "dificultam o livre trabalho jornalístico", Mantilla explicitou sua visão sobre jornalismo livre. E finalmente tocou em um assunto evitado durante todo o evento em São Paulo: a perseguição política sofrida por Julian Assange, fundador do Wikileaks, que pediu asilo na embaixada do Equador em Londres para evitar extradição a seu país de origem, onde corre o risco de um julgamento político em função das denúncias que fez contra inúmeros governos, sobretudo o dos Estados Unidos.
Eis sua visão dos fatos: "A imprensa independente no Equador continua acossada por um governo que, da porta pra fora, anuncia sua defesa irrestrita da liberdade de expressão de um indivíduo hábil e irresponsável que conseguiu informações de maneira fradudulenta, e a distribuiu em todo o mundo, revelando manobras obscuras de embaixadas e governos, em um ato que rompe as bases do jornalismo honesto, no Equador se desrespeita totalmente o direito humano de sonhar, se espressar e compartilhar diferentes visões da realidade", acusou Mantilla. Inexplicavelmente, o ataque do novo presidente da SIP contra Julian Assange não apareceu na cobertura de nenhum grande veículo brasileiro presente ao evento.
Empresário-jornalista
Amante de golfe, automobilismo e motociclismo, Jaime Mantilla Anderson foi condenado por injúria no final de 2011, em uma ação movida pelo presidente do Banco Central do Equador, Pedro Delgado. As artilharias do jornal, cuja linha editorial é assumidamente de direita, se intensificaram contra o Presidente Rafael Correa. Pedro Delgado é primo do Presidente. Posteriormente, ele retirou o processo.
O jornal HOY integra um grupo de comunicação equatoriano, todo dirigido por Mantilla, que possui também a HOY TV, um canal UHF; a Radio Clássica 1110 AM Digital; os jornais MetroHoy e MetroQuil (periódicos de distribuição gratuita nas cidades de Quito e Guayaquil); o tablóide Popular, especializado em esportes; e que edita e distribui no país o Miami Herald e a revista Newsweek. Ainda integram o grupo HOY a editora Edimpres, a Edisatélite, as empresas Sistemas Guía S.A. e Publiquil S.A, a Fundação HOY para a Educação, e o Explored, um arquivo digital de notícias propagandeado como "a base de dados mais completa do país".
Para quem comanda tantos veículos num país pequeno como o Equador chega a ser curioso afirmar que a tendência de muitos governos é "uniformizar o pensamento dos cidadãos livres e eliminar as expressões contrárias", como disse Mantilla em seu discurso virtual de posse. O empresário-jornalista lamentou ainda que os intelectuais da América Latina não tenham se posicionado - como a SIP - contra certos governos latino-americanos.
"Os intelectuais do mundo, e os da América Latina tem sido tradicionalmente os pais da defesa das liberdades. Seus pensamento guiaram muitas rebeliões contra poderes e governos ditatoriais e populistas. É lamentável descobrir que muitos desses pensamentos rebeldes ou desapareceram ou se entregaram à defesa dos atropelos dessas mesmas liberdades que antes defendiam", discursou Mantilla.
O relatório final da Assembleia Geral da SIP concluiu o evento criticando mais uma vez os governos dos presidentes Rafael Correa, Hugo Chávez e Cristina Kirchner de "tentar silenciar o jornalismo independente" por meio de leis regulatórias, discriminação na distribuição da publicidade oficial e "uso de aparatos midiáticos estatais e privados" para "difamar jornalistas".
Bia Barbosa
No Carta Maior
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Charge online - Bessinha - # 1525



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FHC critica a campanha de Serra e lamenta flerte com conservadores

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem criticado duramente a campanha do tucano José Serra à prefeitura, especialmente o flerte do candidato com o que chama de setores conservadores.
Segundo tucanos, FHC lamenta, por exemplo, a aliança de Serra com os opositores da cartilha anti-homofobia produzida na gestão de Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação.
Presidente de honra do PSDB, FHC alerta os aliados para o risco de Serra sair desta eleição com o rótulo de conservador após a exploração de temas como o kit contra a homofobia e o aborto - questão que abordou na sua campanha à Presidência em 2010.
FHC também se queixa da resistência de Serra a conselhos, como o de levar o senador Aécio Neves à propaganda eleitoral já no primeiro turno numa tentativa de afastar os rumores de que, se eleito, deixaria a prefeitura para concorrer à Presidência.
FHC não é o único contrariado com os rumos da campanha. Amigo de Serra, de quem foi vice na chapa para o Palácio dos Bandeirantes em 2006, o ex-governador Alberto Goldman diz que não alimentaria o debate sobre o assim chamado "kit gay".
"Não foi Serra quem abordou. Mas, se fosse ele, não responderia. Diria que não tem nada a ver com a eleição para a prefeitura", disse.
Ministro da Justiça no governo FHC, José Gregori também demonstra desconforto com o tema. Segundo ele, a opinião de apoiadores de Serra, como o do pastor Silas Malafaia, não retrata a do próprio candidato. Mas, numa campanha eleitoral, diz, essas discussões afloram. "O velho Serra, nesta altura da vida, não mudou", diz.
Catia Seabra | Mario Cesar Carvalho
No Falha
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Efeito “Malufaia” põe uso do “kit gay” em xeque

A campanha negativa não funcionou na primeira metade do segundo turno. As tentativas de José Serra (PSDB) de associar o rival Fernando Haddad (PT) ao mensalão e ao “kit gay” não conseguiram diminuir a vantagem do petista. Ao contrário: no Ibope, a diferença aumentou de 11 para 16 pontos no total de votos. E não foi Haddad que cresceu, foi Serra que caiu. Mesmo assim, é improvável que a anticampanha vá diminuir de tom.
Por ora houve um efeito “Malufaia”. Principal aliado de Serra entre os evangélicos, o pastor Silas Malafaia tem repetido ataques a Haddad, dizendo que o ex-ministro da Educação encomendou um kit “para ensinar a ser gay nas escolas” enquanto estava no governo federal. Mas os disparos contra o kit anti-homofobia parecem ter saído pela culatra, como ocorreu com o apoio de Paulo Maluf (PP) a Haddad no primeiro turno.
A principal queda do tucano foi justamente entre os evangélicos, de 37% para 28%, desde a semana passada -segundo a CEO do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari. Haddad pouco se beneficiou dessa queda. O petista oscilou de 50% para 52%. O que cresceu nesse segmento do eleitorado foi a parcela que, hoje, votaria em branco ou anularia seu voto: foi de 7% para 13%. Não houve mudança significativa no voto do eleitorado católico.
No centro expandido da cidade, onde o eleitorado é mais rico e escolarizado, o candidato do PT melhorou um pouco a sua taxa de intenção de voto em comparação à semana passada. Esse eleitor costuma votar majoritariamente em candidatos antipetistas e, por isso, é o alvo principal da campanha de Serra. Mas a mira tucana está embaçada. Haddad chegou mais perto de Serra no conjunto dessas regiões – o que é inesperado, pois candidatos petistas costumam não se dar bem nelas.
Tampouco na periferia mais pobre a campanha negativa de Serra contra Haddad surtiu efeito por enquanto. O petista continua liderando com folga nas zonas Leste 2 e Sul 2 e até ampliou um pouco a sua vantagem na região Norte. Nessas áreas o tucano tem um problema grave e que a campanha negativa não vai ajudar a resolver: a imagem de que ele não governa para os pobres.
Segundo Márcia, Haddad passou a liderar em todos o segmentos de escolaridade. O petista ampliou a vantagem entre os eleitores com ensino fundamental, manteve entre os que cursaram até o ensino médio e empatou com Serra entre os que têm nível superior: 42% a 42%. Na semana passada estava 39% a 44%.
Uma das possíveis explicações para o recuou da intenção de voto em Serra é que o eleitor reage mal a campanhas negativas, especialmente quando elas extrapolam o limite tênue entre a crítica legítima e a manipulação. Serra diz que não é ele que trouxe o “kit gay” para a campanha. Ele culpa a imprensa, como de hábito. Mas o que o resultado do Ibope sugere é que o eleitor está debitando a exploração do assunto na sua conta.
O insucesso da campanha negativa até agora não deve mudar a estratégia do tucano. Com rejeição muito alta, Serra não precisa convencer eleitores de que ele é o melhor candidato, mas sim que Haddad é uma alternativa pior. No seu caso, detonar a imagem alheia é menos difícil do que melhorar a própria. Por isso, o “kit gay” deve ceder lugar a outros temas na pauta negativa. Muda o lado, mas continua o mesmo disco na vitrola.
Os marqueteiros do PSDB podem argumentar que não houve tempo para a campanha negativa surtir efeito. Foram só três dias de propaganda obrigatória na TV e no rádio. Não daria para o Ibope captar eventuais desgastes na imagem de Haddad. Mais: mudar a estratégia de campanha por causa das pesquisas implicaria admitir que Serra, ao contrário do que diz, acredita nelas.
A migração do eleitor de Serra para o “limbo” do voto em branco ou nulo desaconselha projeções de que a eleição paulistana já esteja decidida. Esse eleitorado volúvel pode tanto voltar para o ninho tucano quanto ir para Haddad – ou anular mesmo o seu voto. Só a próxima rodada de pesquisas pode mostrar o seu destino definitivo. Cada vez mais eleitores definem seu voto apenas na véspera da eleição.
José Roberto de Toledo
No Estadão
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Mistério no JN: Globo contrata pesquisa, mas não divulga

Reprodução:
Foi a Rede Globo que contratou a pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, que mostrou Fernando Haddad (PT) 16 pontos na frente de José Serra (PSDB), mas a emissora noticiou os números apenas em seu jornal local, o SPTV; no Jornal Nacional, nada
A Rede Globo contratou a pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira 17, que apontou Fernando Haddad (PT) 16 pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB) no segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo, mas não parece ter lhe dado muita importância. A emissora reservou os dados ao seu telejornal local, o SPTV, e não exibiu os números em seu programa jornalístico de maior audiência.
A edição de hoje do Jornal Nacional, apresentada por Heraldo Pereira e Renata Vasconcelos, não tocou no assunto. Não que a eleição seja nacional, como ambos os partidos que a disputam querem fazer parecer, mas São Paulo é a maior capital do país. A informação, contratada pela Globo, não é importante o bastante para um JN?
No 247

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Os ônibus de especialidades do Rato Filho

 
Faço aqui um exercício de matemática sobre os “ônibus de consultas de especialidades médicas” proposto (no primeiro turno) por um dos candidatos a prefeito de Curitiba como solução para a fila de consultas em especialidades.
A idéia é velha.
Na década de 60 do século passado, meu falecido pai atendia como médico em alguns municípios da RMC em um “consultório móvel” da extinta Fundação de Assistência ao Trabalhador Rural”.
A iniciativa foi extinta tornar-se obsoleta depois da expansão das redes municipais de saúde.
Passemos a dissecar a “idéia nova” do Rato Filho:
Apenas para raciocínio, tomando os parâmetros preconizados pelo Ministério da Saúde (a demanda em Curitiba é maior que isso).
Lembrar que em 2009 foi realizado um total de 10.226.052 procedimentos clínicos (incluindo outros atendimentos que não só consultas).
Considerando só consultas especializadas por habitante ano (conforme PT 1101/2002) Curitiba faria 1.221.000 consultas/ano
Ou seja 101.750 consultas/mês e 3391 consultas/dia.
Considerando que consulta especializada tem uma duração de 20 minutos, teríamos 3 consultas/hora x 8 horas/dia = 24 consultas/consultório/dia
Considerando 1 consultório por ônibus, precisaríamos de 141 ônibus para dar conta das necessidades.
O custo de um ônibus novo gira em torno de R$ 250.000,00. O que daria um total de R$ 35.250.000,00 (trinta e cinco milhões e duzentos e cinquenta mil reais) para adquirir os veículos.
Os equipamentos para montar os “consultórios volantes” custam em média uma vez e meia o preço do ônibus. Arredondando, R$ 375.000,00 por ônibus, e um total de R$ 52.875.000,00 somente em equipamentos.
Custo total só para adquirir os brinquedinhos: R$ 85.125.000,00 (oitenta e cinco milhões e cento e vinte e cinco mil reais).
Os valores de custeio de cada ônibus, com manutenção dos veículos, manutenção de equipamentos (que deterioram mais rapidamente devido ao trânsito urbano), material de consumo e insumos médico-hospitalares, processos administrativos com marcação e agendamento de consultas, entre outros, FORA O PESSOAL, ficam em torno do custo de um ônibus equipado/ano. Ou seja, um custo de RS 625.000,00/ônibus/ano. O que corresponde a R$ 88.125.000,00 (oitenta e oito milhões cento e vinte e cinco mil reais) por ano.
Isto para atender apenas a demanda “normal” estimada, fora a demanda reprimida.
Conclusão: Continuo em minha cruzada procurando “novas idéias” no programa do Rato Filho. Ainda não encontrei nenhuma.
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Uruguai descriminaliza o aborto

Mulheres que quiserem interromper a gravidez terão de receber orientação médica e psicológica antes de tomarem a decisão final
Por 17 votos a favor e 14 contra, o Senado uruguaio aprovou na tarde desta quarta-feira, 17, projeto de lei que descriminaliza o aborto no país. Com a decisão, o vizinho sul-americano se transforma no segundo país da América do Sul (o primeiro foi a Guiana) e o terceiro da América Latina (depois de Cuba) a permitir o aborto por qualquer mulher que deseje fazê-lo, até a 12ª. semana de gestação.
Antes de entrar em vigor, a lei ainda precisa passar por sanção do presidente uruguaio, José "Pepe" Mujica, mas o mandatário já avisou, em reiteradas declarações, que não vetará a decisão tomada pelo Parlamento.
De acordo com estimativas de organizações sociais como o coletivo Mujeres y Salud en Uruguay, no país são realizados cerca de 30 mil abortos por ano. Segundo o Ministério de Saúde do Uruguai, no ano passado, 46.706 crianças nasceram no país.
Descriminalização e legalização
O projeto, que não contou com votos dos opositores partidos Blanco e Colorado, não legaliza o aborto, mas sim impede que a interrupção da gravidez por parte de cidadãs uruguaias seja tratada como crime.
A decisão final pode ser tomada pela gestante depois de haver sido observado um processo obrigatório de consulta a três profissionais vinculados ao sistema de saúde local e desde que o aborto seja praticado por centros de saúde registrados.
"Este é um primeiro passo de avanço. Entre 1934 e 1938, o aborto foi legal no Uruguai. E, desde a reabertura democrática (1985), todas as legislaturas apresentaram projetos a respeito. Sentimos que se trata de uma questão de direito, estamos convencidos de que se deve continuar com a luta pela autonomia da mulher", disse a senadora Monica Xavier, presidente da Frente Ampla.
Procedimentos
O primeiro passo estabelecido pela lei é a ida obrigatória da gestante a um médico, a quem deverá manifestar seu desejo de abortar. A partir daí, o profissional deve enviar a paciente a um comitê constituído por um ginecologista, um psicólogo e um assistente social para que receba informações sobre a interrupção da gravidez e para lhes manifestar as razoes pelas quais deseja abortar.
Após cinco dias de "reflexão", a paciente deve expressar sua decisão final, e então o aborto deve ser realizado de forma imediata e sem obstáculos, em hospitais públicos e privados.
A lei não permite que mulheres estrangeiras se beneficiem desse novo direito.
A nova legislação também determina que a gravidez poderá ser interrompida, até sua 14ª. semana, quando a gestação incorrer em risco de vida para a saúde da mulher, quando houver malformações fetais incompatíveis com a vida extrauterina e quando a gravidez for resultado de estupro.
O projeto aprovado é fruto de um extenso vaivém do texto na Câmara e no Senado uruguaios. Em 2008, o então presidente Tabaré Vázquez vetou os artigos da lei de saúde sexual e reprodutiva que estabeleciam a descriminalização do aborto.
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Fraudes em urnas eletrônicas são denunciadas em várias partes do Brasil

Especialistas garantem  que as urnas eletrônicas brasileiras possuem falhas de segurança que podem alterar os resultados das eleições. Seu voto pode ser roubado. As queixas contra este problema surgem em todo país.
Se a velocidade do trabalho de contagem dos votos é indiscutível, a segurança das urnas nunca foi uma unanimidade. Neste ano, a preocupação ganhou força depois que um grupo de especialistas em informática descobriu falhas graves na proteção do software utilizado nas urnas. A ação desses “hackers” fez parte de um teste público realizado no TSE. Em vez de ajudar a aperfeiçoar a votação eletrônica, a iniciativa acabou reforçando a impressão de que o processo eleitoral precisa evoluir e se tornar mais transparente.
Em nível nacional as queixas contra fraudes em urnas eletrônicas foram mostradas corriqueiramente durante o período eleitoral. Inclusive no programa de jornalismo de Ricardo Boechart , na Band, o tema foi debatido com ênfase.
Em Angatuba (SP) houve suspeitas em votações
Em Angatuba (SP), nas eleições de domingo que passou, algumas pessoas suspeitaram de que algo não estava certo em suas votações. Houve quem não viu a foto do candidato; também, há quem disse que antes de confirmar sua votação o apito da urna tocou, quando na verdade isso só poderia ter acontecido após a confirmação. Inclusive , houve candidatos a vereador que duvidaram do total de votos que tiveram, acreditando eles que foram lesados, valendo frisar que tais reclamantes eram praticamente de mesmo grupo político.
Em Pernambuco candidato denuncia fraude na eleição de Salgueiro
O candidato a prefeito de Salgueiro pela Coligação Salgueiro Quer Mais, Alvinho Patriota (PV), denunciou, segundo sua assessoria de comunicação, à Justiça Eleitoral que os eleitores mais humildes não veem sua foto e a do candidato a vice Dr. Chico Sampaio na cabine de votação. “É grande o número de ocorrências, que começaram acontecer desde o início da votação e estão sendo registrados nas mesas receptoras de votos”, sustentou Patriota. (Diário de Pernambuco – 09/10)
Suspeita de violação em urna eletrônica de Novo Santo Antonio (MT)
A suspeita de que uma urna eletrônica em um distrito do municipio de Novo Santo Antonio (MT) foi violada causou tumulto na cidade na última segunda-feira s (8). Moradores do município, que tem 1.670 eleitores, suspeitam que a urna foi violada durante o transporte. Segundo moradores do distrito a urna violada não foi acompanhada por fiscais e delegados dos partidos adversários, pois a polícia militar não deixou entrar no carro. Segundo informações o chip da urna foi retirado no local de votação com a alegação de que estava com problemas na bobina. Dezenas de outros problemas também foram denunciados naquele município com relação às urnas eletrônicas.
Coligação de Londrina denuncia falta de geração de mídias em urnas de zona eleitoral
A Coligação ‘Quem Manda é o Povo’ do PDT de Londrina denunciou que não foram observados os procedimentos definidos pelo TSE para a geração de mídias que carregaram as urnas eletrônicas da 157ª Zona Eleitoral de Londrina. O assunto foi abordado através de entrevista coletiva à imprensa, concedida pela advogada Maria Aparecida Cortiz, especialista em votação eletrônica que requereu que fosse refeito o processo de geração de mídias observando o sistema e versão determinados pelo Tribunal Superior Eleitoral. A 157ª Zona Eleitoral representa mais de 20% do eleitorado municipal.
Suspeita de fraude em urna eletrônica também em Uberaba (MG)
Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, suspeita de fraude em urna eletrônica mobilizou a Justiça Eleitoral no período da manhã, do último dia 7. Conforme denúncia de eleitores, mesmo ao digitarem o número de outros candidatos a prefeito da cidade, a urna registrou a legenda do candidato a prefeito Adelmo Carneiro Leão (PT). O problema aconteceu no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, pertencente à 347ª zona eleitoral. Diligência foi realizada no local, mas a urna não foi trocada.
Denuncias mostram fragilidade das urnas eletrônicas
Pelo Brasil ainda existem dezenas de outras notícias sobre essas fraudes, o que demonstra claramente que as urnas eletrônicas brasileiras possuem falhas de segurança que podem alterar os resultados das eleições e que seu voto pode ser roubado.
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