10 de out de 2012

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Chávez cita jornalista brasileira Renata Mielli

Renata Mielli, jornalista brasileira, foi citada por Hugo Chávez... acompanhe:

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A mão estendida de Chávez

“Pode não ser para amanhã - dizia o professor Afonso Arinos, quando presidia à Comissão de Estudos Constitucionais, em 1986 -, mas o mundo caminha para a esquerda”. A vitória de Chávez na Venezuela, e os resultados eleitorais no Brasil, parecem dar razão ao intelectual e político mineiro que, a partir de certo trecho da vida, abandonou a visão conservadora do mundo. Uma frase definidora de sua revisão ideológica foi a de que as favelas de nosso tempo são as senzalas do passado.
A política não se faz aos pulos, da mesma maneira que natura non facit saltus: para chegar à esquerda, é preciso passar pelo centro. Chávez jamais escondeu seus projetos e suas idéias. É provável que, se estivesse vivo, Bolívar – grande herói da independência hispano-americana e paladino da ascensão dos mestiços ao poder – não comungasse dos mesmos ideais socialistas do líder de hoje. Uma coisa era o mundo de 1810, outra o mundo de nossos dias. Como sabemos, Marx nasceu em 1818. Alem disso, Chávez não é rigorosamente um marxista e tampouco pode ser identificado como intelectual. Ele, como Lula e, bem antes, Josip Tito, são homens do povo, conduzidos pela consciência de classe, diante do sofrimento e da injustiça.
O processo eleitoral da Venezuela é o mais fiscalizado do mundo. Os próprios norte-americanos, que gostariam de ver Chávez longe do poder, e que enviam regularmente seus observadores quando há eleições no país, são forçados a reconhecer a lisura do sistema. Chávez, apesar de seus arroubos oratórios, que se inspiram na particular visão do mundo dos mestiços andinos, é um homem lúcido. A enfermidade deve tê-lo feito refletir sobre a sua responsabilidade diante do futuro, e na necessidade de não legar aos pósteros uma nação dividida em duas facções.
Em razão disso, tomou uma atitude inusitada: em lugar de esperar que o vencido, Capriles, o cumprimentasse pela vitória, telefonou para o adversário, com quem manteve uma conversação amistosa, e, em seguida, estendeu sua mão à oposição, propondo o entendimento para vencer as dificuldades do país.
Chávez, como reiterou, não renunciou ao projeto de “socialismo bolivariano”, mas tampouco demonstrou pressa em implantá-lo. Ele está profundamente preocupado com a espiral da violência em seu país, e sabe que é preciso mobilizar toda a sociedade, a fim de evitar a mexicanização da Venezuela. É a mesma preocupação que parece mover o Presidente Juan Manuel Santos, da Colômbia, na busca do entendimento com as Farc. Essa é a plataforma para a civilidade do debate político.
Em nosso país, pelo menos até agora, a direita recuou em várias regiões. Não é exagero concluir que o eleitorado deu um passo em direção à esquerda. É essa consciência do possível, diante da ameaça de que a criminalidade organizada ocupe o Estado, que parece despertar em nosso continente.
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Mensalão gera clima de guerra nas eleições

kotscho ok Mensalão gera clima de guerra nas eleições
Tal como planejado e esperado pela mídia bem antes do início do julgamento, os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, em meio à disputa do segundo turno das eleições de 2012. As decisões finais do STF devem coincidir com os dias que antecedem a abertura das urnas.
Também não por acaso a rima pobre de eleição com mensalão se tornou a principal, se não a única bandeira dos partidos de oposição ao governo federal.
Desde a noite de domingo, quando foram anunciados os resultados em São Paulo, que levaram José Serra, do PSDB, e Fernando Haddad, do PT, para o segundo turno, o candidato tucano deixou bem claro qual seria o foco central da sua estratégia de campanha.
"O PT quer usar a questão nacional para abafar o mensalão. É óbvio que o mensalão estará presente. Ele está presente nos noticiários, está no dia a dia dos debates. Então, por que haveria de estar fora da campanha? De forma nenhuma".
A "questão nacional" a que Serra se refere deve ser certamente a disputa eleitoral para a qual o tucano não trouxe até agora, passadas 72 horas da votação do primeiro turno, qualquer nova proposta para melhorar a vida na cidade da qual quer ser prefeito.
Como já havia feito em 2010, na eleição presidencial que disputou com Dilma Rousseff, quando levantou a questão do aborto, o candidato tucano trás para o debate outro assunto ligado a tabus religiosos que podem mobilizar o eleitorado mais conservador contra o candidato do PT.
Após reunião com Serra, o pastor evangélico Silas Malafaia, o mesmo utilizado pelos tucanos em 2010, líder da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, já foi logo avisando que veio a São Paulo para "arrebentar" o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, por conta do "kit gay" atribuído a Haddad, quando era ministro da Educação, que nunca chegou a ser distribuído.
Na mesma hora, num outro ponto da cidade, na sede do PT, enquanto corria o julgamento do mensalão, em encontro com candidatos do partido que disputam a prefeitura de 22 cidades no segundo turno, o ex-presidente Lula reagia aos ataques dos tucanos: "Não queríamos guerra. Mas, já que eles nos chamaram, vamos para a guerra".
Lula pediu aos candidatos que façam comparações entre a ação do seu governo no combate à corrupção com o que fez nesta área o seu antecessor Fernando Henrique Cardoso.
Segundo relatos de participantes do encontro citados pela "Folha", Lula recomendou aos candidatos: "Vamos discutir problemas das cidades. Mas, se formos chamados de mensaleiros, não podemos deixar sem resposta. Vamos debater de cabeça erguida".
Se o julgamento do mensalão foi politizado desde o início, os seus resultados também terão inevitavelmente consequências políticas.
Só não se sabe ainda quais serão, pois, no primeiro turno, o tema também foi utilizado lateralmente pela oposição e, ao contrário do que era previsto por pesquisas "científicas" e analistas "isentos" dos principais veículos de comunicação, o PT saiu das urnas como campeão de votos em todo o país e cresceu no número de prefeituras conquistadas.
Agora, com a condenação do chamado "núcleo político" do PT denunciado no mensalão e bombardeado diuturnamente no noticiário, o tema foi trazido para o centro dos debates. Em clima de guerra, como os dois lados já anunciaram, tudo pode acontecer.
Tanto o julgamento pode abalar as campanhas de candidatos do PT, como também é possível que desperte e leve para as ruas a velha militância petista, a mais aguerrida e numerosa entre os partidos políticos nacionais.
No final da sua mensagem "Ao povo brasileiro", divulgada logo após a sua condenação, o ex-ministro José Dirceu certamente dirigiu-se a estes militantes: "Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar a minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater".
É neste clima beligerante que se dá a campanha do segundo turno em São Paulo, que não deixa muito espaço para a discussão dos nossos graves problemas urbanos, resultado da judicialização da política e da politização do judiciário.
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Carta Aberta ao Brasil


Eles passarão, eu passarinho.
Mário Quintana

Dizem, no Brasil, que as decisões do Supremo Tribunal Federal não se discutem, apenas são cumpridas.
Devem ser assumidas, portanto, como verdades irrefutáveis. Discordo. Reservo-me o direito de discutir, aberta e democraticamente com todos os cidadãos do meu país, a sentença que me foi imposta e que serei obrigado a cumprir.
Estou indignado. Uma injustiça monumental foi cometida! A Corte errou. A Corte foi, sobretudo, injusta. Condenou um inocente. Condenou-me sem provas.
Com efeito, baseada na teoria do domínio funcional do fato, que, nessas paragens de teorias mal-digeridas, se transformou na tirania da hipótese pré-estabelecida, construiu-se uma acusação escabrosa que pôde prescindir de evidências, testemunhas e provas.
Sem provas para me condenar, basearam-se na circunstância de eu ter sido presidente do PT. Isso é o suficiente? É o suficiente para fazerem tabula rasa de todo uma vida dedicada, com grande sacrifício pessoal, à causa da democracia e a um projeto político que vem libertando o Brasil da desigualdade e da injustiça.
Pouco importa se não houve compra de votos. A tirania da hipótese pré-estabelecida se encarrega de “provar” o que não houve. Pouco importa se eu não cuidava das questões financeiras do partido.
A tirania da hipótese pré-estabelecida se encarrega de afirmar o contrário. Pouco importa se, após mais de 40 anos de política, o meu patrimônio pessoal continua o de um modesto cidadão de classe média. Esta tirania afirma, contra todas as evidências, que não posso ser probo.
Nesse julgamento, transformaram ficção em realidade. Quanto maior a posição do sujeito na estrutura do poder, maior sua culpa. Se o indivíduo tinha uma posição de destaque, ele tinha de ter conhecimento do suposto crime e condições de encobrir evidências e provas.
Portanto, quanto menos provas e evidências contra ele, maior é a determinação de condená-lo. Trata-se de uma brutal inversão dos valores básicos da Justiça e de uma criminalização da política.
Esse julgamento ocorre em meio a uma diuturna e sistemática campanha de ódio contra o meu partido e contra um projeto político exitoso, que incomoda setores reacionários incrustados em parcelas dos meios de comunicação, do sistema de justiça e das forças políticas que nunca aceitaram a nossa vitória.
Nessas condições, como ter um julgamento justo e isento? Como esperar um julgamento sereno, no momento em que juízes são pautados por comentaristas políticos? Além de fazer coincidir matematicamente o julgamento com as eleições. Mas não se enganem.
Na realidade, a minha condenação é a tentativa de condenar todo um partido, todo um projeto político que vem mudando, para melhor, o Brasil. Sobretudo para os que mais precisam.
Mas eles fracassarão. O julgamento da população sempre nos favorecerá, pois ela sabe reconhecer quem trabalha por seus justos interesses. Ela também sabe reconhecer a hipocrisia dos moralistas de ocasião.
Retiro-me do governo com a consciência dos inocentes. Não me envergonho de nada. Continuarei a lutar com todas as minhas forças por um Brasil melhor, mais justo e soberano, como sempre fiz.
Essa é a história dos apaixonados pelo Brasil que decidiram, em plena ditadura, fundar um partido que se propôs a mudar o país, vencendo o medo. E conseguiram. E, para desgosto de alguns, conseguirão. Sempre.
São Paulo, 10 de outubro de 2012
José Genoino Neto
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Primeiros Números

Enquanto os ânimos serenam e as interpretações começam a ser elaboradas, podemos já avaliar os números iniciais da eleição municipal. Com a extraordinária rapidez que nossa Justiça Eleitoral adquiriu nos últimos anos, estavam disponíveis logo após a votação.
Os analistas têm o hábito de considerar que as eleições locais são uma antessala das presidenciais. Em função desse cacoete, olham os resultados como se fossem o primeiro round da disputa pelo Palácio do Planalto em 2014.
Trata-se de um equívoco, como mostram as evidências. Desde a redemocratização, não houve sequer uma eleição presidencial que tivesse sido “antecipada” pelo ocorrido na disputa pelas prefeituras.
O que acontece nela pode ter efeito na sucessão dos governos de alguns estados, especialmente os menores e aqueles onde a capital tem grande proeminência na estrutura urbana.
Nesses casos, a eleição dos prefeitos costuma fornecer um bom indício do que vai acontecer dois anos depois e estabelece de imediato o vencedor na capital como concorrente de peso.
Na verdade, para a política nacional, as eleições municipais são relevantes muito mais por suas consequências na composição do Congresso, especialmente da Câmara. Na vida política dos estados, por seu impacto nas Assembléias.
Ganha-se ou perde-se a Presidência (e os governos estaduais) sem que elas sejam tão relevantes. Governa-se, porém, com maior ou menor facilidade de acordo com o que nelas ocorre.
Não são importantes para vencer a eleição, mas fundamentais para quem as vence.
Quem leu o que nossa grande imprensa andou falando nas últimas semanas terá tomado um susto com o que aconteceu domingo.
Jornalistas e comentaristas são livres, como qualquer cidadão, para ter opiniões e preferências políticas. É perfeitamente natural que gostem mais de um partido que de outro.
Também são compreensíveis as implicâncias que têm com algumas lideranças.
Costuma-se, no entanto, cobrar de todos o compromisso com a informação. Que evitem deixar que seus sentimentos os impeçam de fornecer a leitores e espectadores a notícia correta.
Se houve um tema predominante na cobertura das eleições deste ano foi a “queda do PT”. Quase diariamente, saíam matérias ressaltando o mau desempenho que o partido teria em todo o País e, em particular, nas capitais.
Misturando análise apressada das pesquisas com muita torcida, a tese central era que o julgamento do “mensalão” prejudicaria os candidatos petistas e dos partidos da base do governo. Prenunciava-se, de acordo com essa suposição, um quadro de diminuição do PT e crescimento dos partidos de oposição.
Para quem acreditou nisso, o resultado das eleições deve ter sido uma surpresa.
Considerando os cinco partidos que mais venceram em 2008, o PT foi o único que aumentou o número de prefeituras ganhas. PMDB, PSDB, PP e DEM encolheram - os tucanos em seus principais redutos, São Paulo, Minas Gerais e Ceará.
Em queda semelhante à que aconteceu em 2010 nas eleições para o Legislativo, as três principais legendas oposicionistas - PSDB, DEM e PPS - diminuíram em 25% o total de prefeituras conquistadas, indo de 1418 para 1077 (sem considerar as cidades onde haverá segundo turno).
Ou seja, e em sendo verdade que as eleições municipais são importantes na definição da próxima Câmara dos Deputados, um resultado preocupante.
Faz sentido dizer que o PSB é a estrela em ascensão?
Cresceu como o PT, indo de 314 para 435 prefeituras. A grande vitória no Recife compensou a inesperada derrota em Curitiba. Manteve Belo Horizonte. Disputa algumas capitais importantes no segundo turno.
A eleição foi certamente positiva para o partido. Daí, no entanto, a imaginar que é o “grande vitorioso” vai uma vasta distância.
Por estranho que pareça a algumas pessoas, o partido que mais cresceu em número de prefeitos e vereadores, que melhor performance teve nas cidades médias, que está mais bem posicionado nas capitais, é o PT.
Pode-se gostar ou não disso. Mas é um fato.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Rosinha Garotinho e outros 59 eleitos podem não assumir em 2013

Dos 197 políticos fichas-sujas que recorreram à Justiça e mesmo barrados disputaram a eleição a prefeito, 59 (quase um terço) foram os mais votados de suas cidades. Se os recursos desses candidatos forem acatados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou pelo Supremo Tribunal Federal (STF), eles serão diplomados e poderão tomar posse em 2013.
Caso os recursos sejam negados ou não julgados neste ano, o segundo mais votado tomará posse em janeiro. O juiz Márlon Reis, um dos autores da minuta da Lei da Ficha Limpa, disse que os números comprovam a eficácia da lei. "Muitos candidatos desistiram de concorrer porque sabiam que não iam ser liberados", disse.
Sub judice, esses 197 políticos barrados receberam 1,1 milhão de votos, de acordo com levantamento da Folha de S.Paulo. No caso dos 59 que ainda podem tomar posse, foram 779,7 mil votos, todos registrados como "nulos".
Entre eles, dois candidatos poderão disputar o segundo turno, caso seus recursos sejam acatados até o pleito.
Ficha suja de Osaco
Em Osasco (SP), Celso Giglio (PSDB), barrado por ter contas rejeitadas pela Câmara Municipal, obteve 149,5 mil votos (divulgados como "nulos"). Ele pode disputar o segundo turno contra Jorge Lapas (PT), que teve 138,4 mil votos e aparece como vencedor do primeiro turno.
Em Petrópolis (RJ), o barrado Rubens Bomtempo (PSB) obteve 50,3 mil votos e pode disputar o segundo turno contra Bernardo Rossi (PMDB), com 52,9 mil votos.
Até a antevéspera da eleição, segundo dados dos TREs tabulados pela reportagem, a Justiça Eleitoral havia indeferido os registros de 476 candidaturas a prefeito.
Em 155 casos, os candidatos renunciaram após serem barrados. Outros 58 foram barrados e não recorreram. Os 64 restantes tiveram os registros liberados, sendo que 31 deles foram eleitos.
Ficha suja eleita em Campos dos Goytacazes
É o caso de Rosinha Garotinho (PR), que venceu a disputa pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ). Apesar de ter sido barrada pelo TRE-RJ, ela conseguiu na Justiça o direito de concorrer. Como a decisão do TSE é de caráter provisório, ela ainda corre o risco de não assumir.
São considerados fichas-sujas, por exemplo, políticos cassados ou que renunciaram para evitar a cassação, aqueles condenados em processos criminais por decisão colegiada e os que tiveram contas de gestões públicas rejeitadas.
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São Paulo: Blogueira sob risco de assassinato

"Com o falecimento de Geraldo José de Amorim, os herdeiros promoveram o inventário e partilha amigável e, durante a tramitação do processo de inventário, a requerida Sônia Maria de Amorim iniciou uma implacável e incansável campanha difamatória, caluniosa e injuriosa, contra a requerente e todos os membros da sua família, chegando até planejar a contratação de matador de aluguel para assassiná-los."
(Terceiro parágrafo de "petição" em ação de danos morais contra a Blogueira, movida por sua ex-cunhada no Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo)
Blogueira ameaçada de morte
Tanta coisa acontecendo no Brasil, por conta das eleições, do julgamento do Mensalão no STF, da CPI do Cachoeira... O Brasil todo fervilhando, e esta Blogueira Cidadã tendo que parar por algumas horas suas postagens normais para noticiar seu caso particular: refém de um esquema criminoso armado no tradicional bairro Penha de França (Penha), zona leste da cidade de São Paulo.
O "Caso da Blogueira" é gravíssimo, de interesse público, já que a cidadã é esbulhada e tem seus direitos violados de várias formas por quadrilha parecida com a do Cachoeira e a do Mensalão, constituída por "núcleos".
Os crimes contra a Blogueira, fartamente denunciados na Promotoria Criminal do Ministério Público do Estado de São Paulo, na Corregedoria Geral do Município de São Paulo e Gabinete do prefeito Gilberto Kassab, na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça e outras instâncias, são cometidos por "familiares" [aspas, mesmo! dá pra chamar isso de "família"?!], servidores públicos da Prefeitura/Subprefeitura da Penha, agentes públicos do Judiciário, com o apoio de defensores públicos, policiais, três ex-inquilinos da Blogueira, vizinhos da Blogueira e outros. Acreditem! A Blogueira enfrenta, por baixo, umas 30 excrescências.
No começo dos ilícitos, os delinquentes tentaram "carimbar" a Blogueira de "louca", para isolá-la de vizinhos, conhecidos e parentes, desqualificar suas denúncias, silenciá-la, se apoderar de sua casa e se perpetuar na impunidade.
Casa da Blogueira, adquirida e legada a ela por seus pais. 
Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.
Esta Blogueira que vos escreve detém 3 (três) diplomas da maior, melhor e mais importante universidade brasileira, no ranking das melhores do mundo: a USP, Universidade de São Paulo. Esta Blogueira tem produção intelectual publicada, inclusive sua dissertação de mestrado, editada em livro e indicada em duas categorias ao mais importante prêmio intelectual do Brasil, o Prêmio Jabuti. Esta Blogueira exerceu atividades profissionais, com e sem vínculo, em pequenas, médias e grandes editoras. Esta Blogueira foi professora em universidades públicas e particulares. Esta Blogueira mantém no ar, há 2 (dois) anos, escrevendo diariamente, este aguerrido Abra a Boca, Cidadão!, blog que trata de Ativismo, Cidadania, Direitos Humanos, Justiça, Mídia e Poder, principalmente.
Evidentemente, o "carimbo" de "louca" não pegou, não colou, como queriam os delinquentes. Transformada em refém dentro de sua casa, num "cárcere privado disfarçado", com câmeras de monitoramento e um "cão de guarda" vigiando suas movimentações o dia todo, a Cidadã Blogueira foi para a internet, para as redes sociais, Blogosfera e Facebook, onde tem feito amigos e simpatizantes, para o desespero dos marginais que a roubam e tentam, agora, ao que tudo indica, assassiná-la. Ou, na melhor das hipóteses, colocar a Blogueira na prisão, fabricando ilícitos contra ela. 
Meus amigos, leitores, banda boa da família e demais frequentadores do ABC!: sou ativista desde os anos 70, quando entrei na USP (Letras) e na Cásper Líbero (Jornalismo), e como estudante, em movimentos de rua, participei das lutas para a derrubada da ditadura e a redemocratização do Brasil. Sou pacifista e defensora de Direitos Humanos, Animais e Meio Ambiente. Sou escritora e blogueira.
De família católica mas de mente aberta e curiosa, sou adepta também de valores imperecíveis do Hinduísmo, Budismo e Espiritualidade Elevada. Discípula de Gandhi e da Ahimsa (Não Violência), não mato uma barata, uma formiguinha, sequer. E como moro em casa antiga, de vez em quando aparecem ratos em meu quintal, que são espantados pelo meu cãozinho caçula, o Arthur, e até por jatos dágua com balde e mangueira.


O pequeno e destemido Arthur
Os delinquentes familiares, acumpliciados com uma "advocacia" criminosa, agora tentam vincular o nome honrado da Blogueira com pistolagem e matadores de aluguel [!!!], ao que tudo indica já armando um assassinato da Blogueira, que será "vendido" para a sociedade como "vingança do matador de aluguel contratado pela Blogueira"!!! 
Entenderam a "jogada" da Quadrilha?  Ao mesmo tempo em que se apropriam da casa e se livram de uma incômoda parente que virou blogueira, que não pára de fazer denúncias, eles se eximem de qualquer culpa, jogando o eventual assassinato da Blogueira nas costas de um "matador de aluguel", supostamente contratado pela Blogueira para eliminar os "meigos" familiares (aqueles que a roubam há 15 anos...). 
Tentam transformar a Blogueira, vítima de falcatruas de toda espécie, em Ré...
As tentativas de tachar a Blogueira de "louca", interceptando-a, internando-a e mantendo-a dopada e calada, não deram certo. Os atentados contra a vida e a integridade física que a Blogueira sofreu em 2010 e 2011, este último dentro de sua casa, foram enfrentados e desarticulados pela Blogueira, com a ajuda de amigos e deste bravo blog. O "cárcere privado disfarçado", que impede a Blogueira de transitar livremente e trabalhar, não conseguiu impedir que a Blogueira trabalhe em casa, prestando serviços editoriais online. 
Os achincalhes, o linchamento e assédio moral, o achaque que covardemente desferem contra esta Blogueira e o assassinato que ao que tudo indica preparam para calar suas denúncias, tomar sua casa e continuar na impunidade continuarão sendo enfrentados com a mesmíssima coragem, integridade e hombridade com que esta Cidadã sempre se portou em sua vida pessoal e profissional. Ao contrário dos delinquentes que a assediam, a Blogueira nunca teve qualquer contato com pistoleiros e afins. O círculo de relações da Blogueira, que inclui professores, escritores, jornalistas, advogados, ativistas e blogueiros de várias profissões, é e sempre foi elevadíssimo.
Esta Cidadã repudia com veemência todas as torpezas desesperadamente assacadas contra ela em autos de processos e verbalmente, por esses verdadeiros marginais, reles escória da sociedade.
Mais uma vez esta Cidadã pede medidas urgentes do Estado brasileiro contra tais facínoras e para a proteção de sua vida, sob risco de iminente violência grave.
Justiça para a Blogueira Cidadã !!!

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Juíza condenou o tucano à suspensão dos direitos políticos por quatro anos e pagamento de multa

Juíza condenou o tucano à suspensão dos direitos políticos
 por quatro anos e pagamento de multa
Um dia depois de conseguir uma vaga no segundo turno na eleição em João Pessoa, senador tucano é condenado por irregularidades atribuídas à sua gestão na capital paraibana
Um dia depois de conseguir uma vaga no segundo turno para disputar a prefeitura de João Pessoa (PB), o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) foi condenado por improbidade administrativa pela juíza substituta Cristiane Mendonça Lage, da 3ª Vara Federal da capital. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal, junto com ex-secretários municipais, de irregularidades em contratos de obras de esgoto na cidade. Cabe recurso da decisão.
A decisão foi dada na noite de segunda-feira (8). A íntegra está disponível para consulta no site da Justiça Federal na Paraíba. O processo decidido ontem é um dos 52, entre ativos e já extintos, que constam Lucena como parte. A grande maioria como acusado. Além do tucano, acabaram condenados o ex-secretário de Planejamento e Coordenação Everaldo Sarmento Giovani Gondim Petrucci, ex-sócio da Sanccol, empresa responsável pela obra, e a construtora Noberto Odebrecht.
De acordo com a acusação, Lucena, que foi prefeito da cidade entre 1997 e 2004, firmou um contrato com o Ministério da Saúde para construção do sistema de esgoto sanitário em um bairro da capital paraibana. Segundo a denúncia, em vez de fazer uma licitação, o tucano ordenou o repasse de um contrato já assinado com a Odebrecht para a Sanccol. Dois meses depois houve a assinatura de um termo aditivo, deixando os valores da obra em R$ 2,9 milhões.
Laudos da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Polícia Federal, constataram irregularidades no processo, demonstrando até a “falsidade do conteúdo daqueles documentos” apresentados na época. Além disso, o MPF disse que a obra não foi completamente executada. A CGU e o INC também encontraram valores superfaturados em diversos itens da construção.
Responsabilidade
Na sua defesa, Lucena afirmou que não tinha responsabilidade sobre o contrato, já que, mesmo comandando a prefeitura, não era o ordenador de despesas do Executivo local. Também argumentou que não “contratou em nome do município, autorizou pagamento, emitiu empenho ou promoveu qualquer aditamento contratual ou cessão”.
Apesar dos argumentos, a juíza substituta decidiu pela condenação de quatro dos nove réus presentes na ação de improbidade. Cícero Lucena recebeu como pena a suspensão dos direitos políticos por quatro anos e o pagamento da multa no valor equivalente a 20 vezes o valor da remuneração do prefeito de João Pessoa em 2001, “corrigido monetariamente desde então, e acrescidos de juros legais, a partir da citação”.
Na disputa pela prefeitura da capital paraibana, o senador obteve 20,27% dos votos válidos em João Pessoa. Isso equivale a 75.170 votos, pouco mais da metade dos 142.158 (38,32%) recebidos por Luciano Cartaxo (PT), seu adversário no segundo turno. O novo pleito ocorre em 28 de outubro.
No Congresso em Foco
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A Coragem é o Que Dá Sentido à Liberdade

Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado, pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi confirmada.
Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta.
Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?
Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas...
  • "Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? 
  • Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar?
  • Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? 
  • Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?
E sigo...
  • Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? 
  • E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? 
  • E teria coragem de ao longo de 20 anos na Câmara dos Deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? 
  • E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?
Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas...
Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas...
  • Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? 
  • Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? 
  • Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? 
  • Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? 
  • Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?
Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.
Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.
Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.
Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos leem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentos mais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.
Com toda minha gratidão, amor e carinho,
Miruna Genoino
09/10/2012
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Paulo Sergio Pinheiro no Roda Viva

Cientista político e diplomata fala sobre as relações entre o Brasil e a Síria e sobre sua responsabilidade como pesquisador na Comissão da Verdade.
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Charge online - Bessinha - # 1513

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Seminário Nacional sobre Saúde em Desastres

A abertura do 4º Seminário Nacional sobre Saúde em Desastres aconteceu nesta terça-feira (09) e vai debater, até o dia 11, os impactos de enchentes, temporais e deslizamentos na saúde pública. O evento é realizado pelo Ministério da Saúde com o apoio da Organização Panamericana de Saúde. O Seminário acontece no "Dia Internacional para a Redução dos Desastres de Origem Natural" na "Semana Nacional de Redução de Desastre". O objetivo do espaço é trocar experiências para melhorar a capacidade de atuação na redução dos impactos e efeitos dos desastres naturais sobre a saúde humana. Assista a íntegra da abertura.
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O mamute do século

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A Direita que ri

Tenho acompanhado nas redes sociais, desde cedo, e sem surpresa alguma, o êxtase subliterário de toda essa gente de direita que comemora a condenação de José Dirceu como um grande passo civilizatório da sociedade e do Judiciário brasileiro. Em muitos casos, essa exaltação beira a histeria ideológica, em outros, nada mais é do que uma possibilidade pessoal, física e moral, de se vingar desses tantos anos de ostracismo político imposto pelas sucessivas administrações do PT em nível federal. Não ganharam nada, não têm nada a comemorar, na verdade, mas se satisfazem com a desgraça do inimigo, tanto e de tal forma que nem percebem que todas essas graças vieram – só podiam vir – do mesmo sistema político que abominam, rejeitam e, por extensão, pretendem extinguir.
José Dirceu, como os demais condenados, foi tragado por uma circunstância criada exclusivamente pelo PT, a partir da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, data de reinauguração do Brasil como nação e república, propriamente dita. Uma das primeiras decisões de Lula foi a de dar caráter republicano à Polícia Federal, depois de anos nos quais a corporação, sobretudo durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve reduzida ao papel de milícia de governo. Foi esta Polícia Federal, prestigiada e profissionalizada, que investigou o dito mensalão do PT.
Responsável pela denúncia na Procuradoria Geral da República, o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza jamais teria chegado ao cargo no governo FHC. Foi Lula, do PT, que decidiu respeitar a vontade da maioria dos integrantes do Ministério Público Federal – cada vez mais uma tropa da elite branca e conservadora do País – e nomear o primeiro da lista montada pelos pares, em eleições internas. Na vez dos tucanos, por oito anos, FHC manteve na PGR o procurador Geraldo Brindeiro, de triste memória, eternizado pela alcunha de “engavetador-geral” por ter se submetido à missão humilhante e subalterna de arquivar toda e qualquer investigação que tocasse nas franjas do Executivo, a seu tempo. Aí incluída a compra de votos no Congresso Nacional, em 1998, para a reeleição de Fernando Henrique. Se hoje o procurador-geral Roberto Gurgel passeia em pesada desenvoltura pela mídia, a esbanjar trejeitos e opiniões temerárias, o faz por causa da mesma circunstância de Antonio Fernando. Gurgel, assim como seu antecessor, foi tutelado por uma política republicana do PT.
Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, seis foram indicados por Lula, dois por Dilma Rousseff. A condenação de José Dirceu e demais acusados emanou da maioria destes ministros. Lula poderia, mas não quis, ter feito do STF um aparelho petista de alto nível, imensamente manipulável e pronto para absolver qualquer um ligado à máquina do partido. Podia, como FHC, ter deixado ao País uma triste herança como a da nomeação de Gilmar Mendes. Mas não fez. Indicou, por um misto de retidão e ingenuidade, os algozes de seus companheiros. Joaquim Barbosa, o irascível relator do mensalão, o “menino pobre que mudou o Brasil”, não teria chegado a lugar nenhum, muito menos, alegremente, à capa de um panfleto de subjornalismo de extrema-direita, se não fosse Lula, o único e verdadeiro menino pobre que mudou a realidade brasileira.
O fato é que José Dirceu foi condenado sem provas. Por isso, ao invés de ficar cacarejando ódio e ressentimento nas redes sociais, a direita nacional deveria projetar minimamente para o futuro as consequências dessas jurisprudências de ocasião. Jurisprudências nascidas neste Supremo visivelmente refém da opinião publicada por uma mídia tão velha quanto ultrapassada. Toda essa ladainha sobre a teoria do domínio do fato e de sentenças baseadas em impressões pessoais tende a se voltar, inexoravelmente, contra o Estado de Direito e as garantias individuais de todos os brasileiros. É esperar para ver.
As comemorações pela desgraça de Dirceu podem elevar umas tantas alminhas caricatas ao paraíso provisório da mesquinharia política. Mas vem aí o mensalão mineiro, do PSDB, origem de todo o mal, embora, assim como o mensalão do PT, não tenha sido mensalão algum, mas um esquema bandido de financiamento de campanha e distribuição de sobras.
Eu quero só ver se esse clima de festim diabólico vai ser mantido quando for a vez do inefável Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do PSDB, subir a esse patíbulo de novas jurisprudências montado apenas para agradar a audiência.
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Reeleição de Chávez diminuirá presença imperialista dos EUA

La reelección de Hugo Chávez ofrece seis años de nuevas oportunidades de desarrollo para Venezuela y la opción de "minar la permanencia imperialista de Estados Unidos en la región", consideró Arelene Ramírez Uresti, profesora mexicana del Tecnológico de Monterrey. Además, dijo, la participación de los ciudadanos en las urnas el pasado domingo ha consolidado la democracia en el país sudamericano.
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Agressões via Twitter

Jornalista do A Tarde é hostilizado e ameaçado por assessores de Marcelo Guimarães Filho e até por apresentador de TV

André Uzêda estuda medidas a serem tomadas
Foto: Arquivo Pessoal
Na noite de sexta-feira (28/9) estava na redação, fechando uma das últimas páginas do caderno de esporte que viria a rodar no domingo seguinte, quando começo a receber mensagens na conta que mantenho no Twitter. A primeira delas veio do sr. Bruno Brizeno, funcionário do Departamento de Futebol do Esporte Clube Bahia, mandando eu tirar “a cara de viado”.Outras foram se sucedendo em um curto espaço de tempo. Uma delas, sem me citar diretamente na rede social, do sr. Sérgio Queiroz Bezerra, conhecido como Kabrocha, braço direito do presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho (ex-deputado federal pelo PMDB), e espécie de “faz tudo” dentro do clube, que me xingava de “maconheiro mirim”.O irmão do presidente, sr. Marcos Guimarães, que, entre íntimos, também atende pelo apelido de Telefunken, escreveu que eu fumava maconha para curar o “corno da namorada”.
Neste ínterim, entre absorver as agressões virtuais e indagar, também via Twitter, aos meus detratores se aquilo seria uma ameaça, criaram um perfil falso com meu nome, no qual continuaram a atacar minha honra. Na própria definição do perfil falso isso já ficava bem claro: “Fake do jornalista do A Tarde. Usuario de entorpecentes. Fã da erva. E não apenas mais um rostinho bonito! Um usuario felizz! legalize jaaaa!”
As ofensas passaram então a ser encaminhadas para meu perfil falso. Com o sr. Brizeno dizendo até que “o doce dele ta guardado. Vai cair no meu colo. Essa boneca” e mesmo que “Ousadia, o viadinho tem muita, eu quero vê é depois, qdo tiver largado. O q é q vai fazer”.
Matérias de bastidores
O que mais me espantou na história, porém, partiu de dois outros personagens que preferi guardar para este momento do relato. Participou também das agressões verbais o sr. José Eduardo, conhecido como Bocão, radialista da Itapoan FM e apresentador do programa policial Se Liga, Bocão!,na TV Itapoan(afiliada da Record na Bahia). Assim escreveu ele, ainda naquela longa noite de sexta-feira, sem direcionar a mensagem: “Odeio jornalista esportivo vagabundo! Esse mané vai aparecer na minha e vai levar piau”. Depois lançou um trocadilho barato com meu sobrenome (Uzêda): “O que fazer com jornalista maconheiro? Prende ou deixa Azedar?”Mais alguns segundos e o sr. Luis Gustavo Alves, irmão de José Eduardo e um dos diretores do site de notícias Bocão News, também passou a dirigir palavras pouco simpáticas a meu respeito: “Só anda no Rio Vermelho queimado fumo”, disse ele.
Achei logo estranho que um profissional da imprensa participasse de um conluio para prejudicar outro colega que milita na mesma profissão. Há alguns meses venho publicando matérias que trazem à tona os bastidores do Esporte Clube Bahia. Em junho deste ano, o jornal A Tarde divulgou, em matéria assinada em parceria minha com o jornalista Daniel Dórea, uma reportagem investigativa levantando pontos na negociação de um jogador da base do clube, que teve, de forma pouco transparente, 20% do seu passe destinado a um empresário que recentemente entrou para o mundo do futebol. Com a transferência deste jogador para Portugal, o empresário recebeu mais de R$ 1 milhão pela transação.
Uma semana antes de começarem as agressões, tive acesso às contas do clube, referentes ao ano de 2011, e veiculei uma notícia revelando que o Bahia tinha fechado a temporada com débito de R$ 18 milhões no caixa, o que depois foi confirmado pela própria diretoria em seu site oficial. Fui autor também de matérias, ano passado, que mostravam problemas na formação do conselho que reelegeu Marcelo Guimarães – apontando a escolha de conselheiros irregulares, de acordo com o próprio estatuto do clube, e substituição de 58 outros nomes por suposta preferência política.
Dúvidas não respondidas
Isso talvez explique a fúria dos funcionários do Bahia que atacaram minha honra, embora não justifique a ação. O que não se entende e nem se compreende é a cólera de dois profissionais da imprensa neste mesmo caso. Naquela mesma sexta, consegui o celular do radialista José Eduardo e liguei para ele, a fim de que respondesse à mesma pergunta levantada aqui neste texto. A conversa foi nervosa, recheada de palavrões por parte do radialista, que afirmou que “resolvia as coisas pessoalmente e se quisesse poderíamos nos encontrar naquele exato momento para nos entender”. Quando rebati dizendo que só uso dos meios legais para solucionar qualquer tipo de pendência, ele debochou: “Tenho mais de 180 processos. Um a mais não fará a diferença.”
O ponto mais importante da conversa – qual seria a razão de um profissional da imprensa ofender um colega que publica informações que envolvem diretamente a vida de clube de massa – não chegou a ser respondido. O radialista limitou-se a dizer que eu “estava me achando muito estrelinha”... Não, não acho que a imprensa deva ser corporativista e apoiar qualquer material publicado por outro veículo, até por questão de concorrência e diferentes ideologias do campo jornalístico, mas entendo que existem formas de se fazer qualquer tipo de contestação. Apresentar uma matéria levantando outro enquadramento, outro ponto de vista, cobrir eventuais buracos deixados na apuração da empresa concorrente, enfim... Ofender a honra e atacar covardemente um colega, em conchavo com funcionários de um clube, não parece ser a opção mais ética, além de levantar dúvidas sobre a estreita proximidade que um profissional da imprensa pode vir a manter com um cartola e seus asseclas.
No intuito de ter alguma de minhas dúvidas respondidas, seja pelo presidente do Bahia, pelos funcionários detratores ou mesmo pelo radialista e seu irmão, aqui escrevo ocupando este nobre espaço.
André Uzêda, jornalista
No Observatório da Imprensa
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Ambientalismo: imprensa brasileira bate recorde de desinformação e parcialidade

Em estudo elaborado pelo Institute of Physics (IOP) da França e reproduzido no seu órgão Environmental Research Letters, o público brasileiro aparece como o mais mal informado pela sua imprensa no tocante à polêmica ambiental, comparado com o público dos EUA, Grã-Bretanha, França, Índia, e até da ditatorial e hiper-censurada imprensa socialista chinesa.
O IOP estudou a atitude dos grandes jornais desses países durante dois períodos.
O primeiro foi em 2007, por ocasião da publicação do relatório do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU) sobre a evolução do clima.
O segundo foi entre o fim de 2009 e início de 2010, durante o “climategate” que abalou a credibilidade de dito relatório e de muitos cientistas apóstolos do alarmismo climático.
No total, o IOP analisou perto de 3.300 artigos de imprensa.
O resultado foi considerado inapelável pelo diário parisiense “Le Monde”, ele próprio caixa de ressonância do alarmismo climático e que se saiu muito mal nesta prova.
34% dos artigos publicados pelos jornais americanos “The New York Times” e “The Wall Street Journal”, ao informar sobre fatos polêmicos como o “aquecimento global” e questões climáticas, em geral concediam espaço aos cientistas tratados não sem certo menosprezo de “céticos”.

Pior do que na China: unilateralismo do "Estado de S.Paulo" e da "Folha de S.Paulo"
nas informaçoes ambientais, supera o 97% dos artigos,
constatou o Institute of Physics - IOP da França
Dos 511 artigos estudados na imprensa britânica – jornais “The Guardian”, “The Observer”, “Daily Telegraph” e “Sunday Telegraph” – 19% concediam algum espaço aos “céticos”.
Já na imprensa altamente censurada da China, só 7% dos artigos publicados nos diários “People's Daily” e “Beijing Evening News” mencionaram os que denunciavam as estrepolias do catastrofismo ambientalista.
Na Índia, a porcentagem foi ainda pior: só 6% – “The Hindu” e “Times of India”.
A França ficou no baixíssimo patamar indiano. Jornais analisados: “Le Monde” e “Le Figaro”.
Mas a imprensa brasileira venceu o ranking: menos de 3%! É preciso esclarecer que o trabalho do IOP se limitou à “Folha de S.Paulo” e ao “Estado de S.Paulo” como representantes da mídia nacional.
James Painter e Teresa Ashe, pesquisadores do IOP e autores do estudo, destacaram a importância das páginas de Opinião nos EUA e na Grã-Bretanha, em que os contribuintes não são discriminados com tanto viés ideológico.
Nos países de língua inglesa, nas páginas de livre opinião, os comentários “céticos” representam 79%. Mas nos de língua francesa caem para o 21%.
“Os dois jornais escolhidos na França e nos três países em desenvolvimento concedem muito menos espaço aos ‘céticos’ se comparados com os jornais americanos e ingleses”, concluiu o estudo.
O trabalho do IOP confirma uma realidade que estamos experimentando há vários anos.
O público brasileiro precisa ser informado equilibradamente, e não de modo enviesado, a respeito de “aquecimento global”, mudanças climáticas, etc.
Esses temas atingem de cheio a vida nacional – por exemplo, a propósito do desmatamento e do Código Florestal.


No Verde: a cor nova do comunismo
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28 de outubro

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“Grupo Prisa está arruinado y se ha quedado sin patrimonio”

La plantilla del periódico desentierra el hacha de guerra y pide a su director que haga público su sueldo. El máximo responsable editorial del diario se ha negado y ha argumentado que la ejecución de un expediente de regulación de empleo se debe al dramático deterioro económico de la compañía cotizada. 
Este martes, la editora presentará un expediente de regulación de empleo que afectará a entre 130 y 150 empleados.
Este martes, la editora presentará un expediente de regulación de empleo que afectará a entre 130 y 150 empleados.
La plantilla del periódico 'El País' ha desenterrado el hacha de guerra para luchar contra el “brutal” expediente de regulación de empleo que su empresa editora, Grupo Prisa, pretende acometer esta semana. Hoy, los representantes de la plantilla han solicitado a su director, Javier Moreno, que haga público su sueldo. El máximo responsable editorial del diario se ha negado y ha argumentado que la ejecución de un expediente de regulación de empleo se debe al dramático deterioro económico de la compañía cotizada.
“El grupo Prisa está arruinado” y sus accionistas “han perdido su patrimonio”, aseguran trabajadores del diario que ha respondido Javier Moreno ante el insistente requerimiento del comité de empresa para que desvelase la cifra. Estas mismas fuentes explican que a Vicente Jiménez, director adjunto, también se le ha pedido que desvele su nómina, aunque también ha declinado hacerlo. Fuentes del sector, no obstante, explican que el sueldo de Moreno está fuera de convenio y es acorde al de los periodistas y presentadores del Grupo. Jiménez ha dicho que defenderá su salario “hasta la muerte”, según el comité de empresa. En todas las reuniones, ambos se han negado a dar a conocer sus salarios, petición que la plantilla les ha hecho reiteradamente. Durante la primera reunión, Javier Moreno se negó a aceptar que el Comité de Empresa pudiese asistir a las mismas.
Este martes, la editora presentará un expediente de regulación de empleo que afectará a entre 130 y 150 de los en torno a 450 empleados que tiene en plantilla. Fuentes del diario afirman que los directivos ya han decidido los que serán despedidos. Prisa quiere que el ERE se cierre lo antes y con el menor ruido posible por lo que entregará una lista con los nombres de los que se irán a la calle.
La tarde de este lunes, la redacción de 'El País' en Madrid vota en asamblea qué medidas de presión llevar a cabo para defender el empleo en el rotativo.
Javier Moreno, director de 'El País', tiene los días contados como máximo responsable de la redacción del rotativo de Grupo Prisa, según fuentes internas del la compañía editora. Con la reestructuración de la empresa, que incluye un expediente de regulación de empleo, está previsto su relevo. Las mismas fuentes explican que la decisión de su cese ya ha sido acordada por la cúpula del grupo. Mantienen, no obstante, que no está cerrada la elección del profesional que será el sustituto del que es el cuarto director de la historia del periódico generalista.
No Vozpópuli
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Associação de historiadores repudia “matéria” de Veja sobre Eric Hobsbawm

Eric Hobsbawm: um dos maiores intelectuais do século XX
Na última segunda-feira, dia 1 de outubro, faleceu o historiador inglês Eric Hobsbawm. Intelectual marxista, foi responsável por vasta obra a respeito da formação do capitalismo, do nascimento da classe operária, das culturas do mundo contemporâneo, bem como das perspectivas para o pensamento de esquerda no século XXI. Hobsbawm, com uma obra dotada de rigor, criatividade e profundo conhecimento empírico dos temas que tratava, formou gerações de intelectuais.
Ao lado de E. P. Thompson e Christopher Hill liderou a geração de historiadores marxistas ingleses que superaram o doutrinarismo e a ortodoxia dominantes quando do apogeu do stalinismo. Deu voz aos homens e mulheres que sequer sabiam escrever. Que sequer imaginavam que, em suas greves, motins ou mesmo festas que organizavam, estavam a fazer História. Entendeu assim, o cotidiano e as estratégias de vida daqueles milhares que viveram as agruras do desenvolvimento capitalista.
Mas Hobsbawm não foi apenas um “acadêmico”, no sentido de reduzir sua ação aos limites da sala de aula ou da pesquisa documental. Fiel à tradição do “intelectual” como divulgador de opiniões, desde Émile Zola, Hobsbawm defendeu teses, assinou manifestos e escolheu um lado. Empenhou-se desta forma por um mundo que considerava mais justo, mais democrático e mais humano. Claro está que, autor de obra tão diversa, nem sempre se concordará com suas afirmações, suas teses ou perspectivas de futuro. Esse é o desiderato de todo homem formulador de ideias. Como disse Hegel, a importância de um homem deve ser medida pela importância por ele adquirida no tempo em que viveu. E não há duvidas que, eivado de contradições, Hobsbawm é um dos homens mais importantes do século XX.
Eis que, no entanto, a Revista Veja reduz o historiador à condição de “idiota moral” (cf. o texto “A imperdoável cegueira ideológica da Hobsbawm”, publicado em http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/a-imperdoavel-cegueira-ideologica-de-eric-hobsbawm). Trata-se de um julgamento barato e despropositado a respeito de um dos maiores intelectuais do século XX. Veja desconsidera a contradição que é inerente aos homens. E se esquece do compromisso de Hobsbawm com a democracia, inclusive quando da queda dos regimes soviéticos, de sua preocupação com a paz e com o pluralismo.
A Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil) repudia veementemente o tratamento desrespeitoso, irresponsável e, sim, ideológico, deste cada vez mais desacreditado veículo de informação. O tratamento desrespeitoso é dado logo no início do texto “historiador esquerdista”, dito de forma pejorativa e completamente destituído de conteúdo. E é assim em toda a “análise” acerca do falecido historiador.
Nós, historiadores, sabemos que os homens são lembrados com suas contradições, seus erros e seus acertos. Seguramente Hobsbawm será, inclusive, criticado por muitos de nós. E defendido por outros tantos. E ainda existirão aqueles que o verão como exemplo de um tempo dotado de ambiguidades, de certezas e dúvidas que se entrelaçam. Como historiador e como cidadão do mundo. Talvez Veja, tão empobrecida em sua análise, imagine o mundo separado em coerências absolutas: o bem e o mal. E se assim for, poderá ser ela, Veja, lembrada como de fato é: medíocre, pequena e mal intencionada.
São Paulo, 05 de outubro de 2012
Diretoria da Associação Nacional de História.
ANPUH-Brasil
Gestão 2011-2013
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