26 de set de 2012

Ratinho Jr promete tratamento veterinário gratuito para pessoas carentes

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O vídeo que causou a prisão do diretor do Google no Brasil

Diretor-geral do Google no Brasil é preso pela Polícia Federal

Juiz determinou prisão por causa de vídeos postados no YouTube com ataques a um candidato a prefeito de Campo Grande (MS); empresa diz não ser responsável por conteúdo
O diretor-geral do Google Brasil, Fábio José Silva Coelho, foi preso por policiais federais na tarde desta quarta-feira, 26, em São Paulo, em cumprimento a uma ordem judicial expedida pelo juiz Amaury da Silva Kuklinski, do TRE de Mato Grosso do Sul. Kuklinski determinou a prisão sob o argumento de que o Google não tirou do ar vídeos postados no YouTube contra o candidato a prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). A empresa alega que a responsabilidade pelo teor do vídeo é dos usuários, e por isso não poderia cumprir a determinação da Justiça Eleitoral.
O diretor do Google já foi ouvido na sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste de São Paulo. Ele pode ser liberado ainda nesta quarta, se houver relaxamento do pedido de prisão. Veja abaixo a nota enviada pela PF:
"O mandado judicial trata do crime de desobediência previsto no Código Eleitoral (artigo 347), com pena de até um ano de detenção, um crime de menor potencial ofensivo.
Por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, apesar de trazido para a Polícia Federal, ele não permanecerá preso. Será lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência, com a oitiva do conduzido e sua liberação após a assinatura do compromisso de comparecer perante a Justiça. Esse procedimento está previsto na lei 9.099/95 e vale para todos os crimes de menor potencial ofensivo."
Procurado, o Google informou que ainda não se manifestaria sobre o caso. Na semana passada, o TRE havia negado o pedido de liminar que tentava barrar a retirada dos vídeos. Na ocasião, a empresa afirmou que iria recorrer da decisão por entender que não é responsável pelo conteúdo postado no YouTube.
Fausto Macedo
No O Estado de S.Paulo
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Candidato do PT firma compromisso em cartório

Candidato jovem do PT de Itajaí, Professor Nahor 13.123 e seu compromisso firmado de doar metade do subsídio ("salário") de vereador caso seja eleito.
Coerência e ética na renovação do Partido dos Trabalhadores!
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Senador Requião defende Lula e ataca o PIG

"Só um verdadeiro idiota pode considerar Lula imune a defeitos e erros, mas só outro idiota pode negar o reconhecimento das qualidades de Lula como presidente do Brasil."

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Charge online - Bessinha - # 1488

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Neri anuncia "queda espetacular" das desigualdades

A queda "espetacular" na desigualdade social do Brasil, anunciada nesta terça-feira (25) pelo economista Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), foi determinada, principalmente, pela expansão do mercado de trabalho, as políticas de transferência de renda e a ampliação no acesso à educação. Além destes, o crescimento de renda acima do Produto Interno Bruto (PIB) também foi um componente importante que reduziu a desigualdade a níveis inéditos no país. Estas são as conclusões de alguns especialistas ouvidos pelo Jornal do Brasil.
Os números da pesquisa apontam uma queda consecutiva na desigualdade, "sem interrupções", segundo Neri, nos últimos dez anos, o que possibilitou que o índice Gini (usado para medir a distribuição de renda em todo o mundo), fosse reduzido de 0,594 em 2001 para 0,527 dez anos depois. Neste tipo de medição, quanto mais perto do zero, melhor é a distribuição. “O Brasil está hoje no menor nível de desigualdade da história documentada”, disse o economista.
Ipea: desigualdade nunca foi tão baixa no país
Segundo ele, apesar de ainda ser um dos países mais desiguais do planeta, um movimento como este nunca tinha acontecido. "Desde que a pesquisa começou, as mudanças eram quase nulas, o índice permanecia estável, com excessão da década de 60, quando a desigualdade aumentou", analisou Neri.
Para o pesquisador do Ipea, Sergei Suarez Dillon Soares, que também participou da divulgação, as pesquisas foram positivas em todos os aspectos e mostram sustentabilidade na queda da desigualdade social do país, já que ela está sustentada no mercado de trabalho.
"Se esta queda estivesse baseada apenas nas transferências, como bolsa família, estes números seriam inferiores, mas a desigualdade diminuiu baseada na entrada de mais pessoas no mercado, além de uma melhora considerável na renda das famílias, que tem tido crescimento bem acima do PIB", comentou.
Problemas
A economista Maria Beatriz Albuquerque David, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), concorda que os dados são positivos, principalmente para a massa assalariada nacional. "Esta queda se deve à expansão do trabalho e ao aumento da renda, e claro, do Bolsa Família e outras políticas de transferência de renda", analisa. Porém, ela alerta que a metodologia do Ipea acaba escondendo alguns tipos de rendimento, que caso fossem usados, iriam interferir no resultado final.
Desigualdade diminuiu, mas ainda é um das mais altas do mundo
"Os números são bons, mostram uma melhora indiscutivel na renda dos assalariados, a diminuição da pobreza. Mas ela está ligada apenas às pessoas que trabalham. O rendimento do capital, ou seja, a renda sob patrimônio, os mais ricos, não foi contemplada", afirma.
Segundo a especialista, "os níveis de desigualdade seriam muito maiores, caso se utilizassem os dados da renda". Soares concorda com a professora, mas explica que avaliar os níveis de rendimento do capital "é muito difícil", pois os dados são de acesso restrito. Ele ainda observa que, mesmo se o Gini piorasse na medição, a tendência de queda da desigualdade poderia se mostrar ainda mais acentuada. "Nós não estamos trabalhando apenas com os números frios, mas com uma tendência. O que vemos é que se o mercado de trabalho está ganhando espaço, provavelmente o rendimento de capital está perdendo terreno", opina.
Ele esclarece que a metodologia do Ipea é baseada nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), coletados pelo IBGE, e que apesar de falhos, ainda conseguem registrar uma pequena parte deste capital. "Cerca de 20% dos números são de registros fora dos assalariados. Então, apesar de não medir bem, ainda sim, coleta alguma coisa", opinou.
Maria Beatriz ainda questiona a sustentabilidade desta queda a longo prazo. "A economia está crescendo, mas à base de expansão de crédito e renúncia fiscal. Estas medidas vão atingir seu teto, com o endividamento das famílias, dos bancos. A construção civil já começou a demitir", explicou.
Educação é "fundamental"
Sem "sombra de dúvida", a ampliação no acesso à educação foi uma das principais razões para que a desigualdade diminuísse no Brasil, afirma com convicção o economista Fernando de Hollanda Barbosa Filho, professor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV-RJ). Segundo ele, a maior escolaridade do brasileiro foi fundamental para que sua renda aumentasse consecutivamente.
"A educação incorporou pessoas que antes não tinham acesso ao mercado de trabalho. Claro que esta ampliação do mercado, o aumento do salário mínimo foram aspectos importantes, mas a escola garantiu aumento na renda", analisou. O especialista acredita que, por este motivo, a diminuição da desigualdade é sustentável e a longo prazo. "É preciso investir ainda mais na qualidade e garantir que os alunos completem o ciclo de ensino", argumenta.
Sergei Suarez Dillon Soares também apontou, brevemente, o problema na educação do país como um dos entraves para a melhora ainda mais significativa do índice. "Não dá para comentar muito, pois não temos dados suficientes, mas posso dizer que é o único aspecto com notícias menos positivas", afirmou.
Bolsa Família
Os economistas foram unânimes ao elogiar os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Para eles, este foi um dos aspectos diferenciados da última década no combate à desigualdade social. "É um instrumento muito eficaz pois encontra, a um custo muito baixo, as pessoas que estão vivendo na extrema pobreza. Eu diria que é, atualmente, até mais importante que o salário mínimo", acredita Barbosa Filho.
Carolina Mazzi
No JB
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“As duas faces do Celso Russomanno que eu conheci em 1992″

O jornalista Joaquim de Carvalho, paulista de Assis, fez em 1994 o primeiro grande perfil de Celso Russomanno. Foi para a revista Veja São Paulo. Russomanno era um campeão de audiência no programa sensacionalista Aqui Agora e havia se elegido deputado federal com mais de 200 mil votos. A convite doDiário, Joaquim escreveu sobre os bastidores dessa matéria. Ele conta que Russomanno lhe suplicou, de mãos juntas, para não publicar uma denúncia. “Se você acredita que eu posso fazer alguma coisa boa por este país, pelo direito do consumidor, não publica isso. Vai ficar difícil para mim.”
Joaquim passou pelo Estadão, Veja e Jornal Nacional. Hoje, aos 49 anos, faz reportagens para a produtora Memória Magnética. É autor do livro Basta! Sensacionalismo e Farsa na Cobertura Jornalística do Assassinato de PC Farias, finalista do Prêmio Jabuti de 2005.

Celso Russomanno é Celso Russomanno

Russomanno: o justiceiro e o baladeiro na mesma pessoa
Eu conheci Celso Russomanno quando recebi da revista Veja a tarefa de cobrir o assassinato do governador do Acre Edmundo Pinto, no hotel Della Volpe, em São Paulo. Era maio de 1992. Russomanno havia se tornado celebridade depois de estrelar uma reportagem que mostrava sua mulher morrendo no hospital São Camilo, supostamente por erro médico, dois anos antes. No Della Volpe, Russsomanno fazia as vezes de assessor de imprensa, mas não viabilizou uma única entrevista com os proprietários ou diretores do hotel. Sua preocupação era com a imagem do lugar, o que é natural na função que desempenhava, mas soava estranho que o mesmo profissional tivesse dupla militância. Depois de passar manhãs e tardes barrando repórteres no saguão, Russomanno pulava o balcão, pegava o microfone do SBT e saía atrás de notícias para o programa Aqui Agora, cujo elenco passou a integrar depois da cobertura do falecimento de sua esposa.
No Aqui Agora, Russomanno fazia reportagens sobre pessoas lesadas. Brigava com lojistas, corria atrás de devedores na rua e até levou uma surra dos funcionários de uma empresa que comprava e vendia telefones, denunciada por ele. Uma de suas maiores façanhas foi obter aposentadoria para 11 000 velhinhos, depois que denunciou a burocracia do INSS e entrevistou em Brasília o então ministro da Previdência Social, que lhe deu uma espécie de procuração para resolver o problema das aposentadorias. Russomanno passou a receber e a despachar pedidos de pensão, que tinham atendimento instantâneo. Na sua área preferida, a defesa do consumidor, procurava mediar acordos no ar, e criou um bordão: “Estando bom para ambas as partes, está bom para Celso Russomanno.” Ele ficou famoso. Sempre que havia uma situação de aparente desrespeito a direitos, em qualquer parte do Brasil as pessoas ameaçavam chamar Celso Russomanno.
A capa da Veja São Paulo
Em 1994, o senador Mário Covas, candidato a governador, o convidou para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Celso Russomano saiu da eleição como o campeão das urnas, com 233 482 votos. Bateu veteranos da política, como o ex-governador Franco Montoro, e seu desempenho chamou a atenção da imprensa. Uma semana depois da eleição, os jornais publicaram perfis de Russomanno, todos destacando a faceta de justiceiro. A revista Veja São Paulo também quis retratar o campeão das urnas e me pautou para essa tarefa. Passei três dias na companhia de Russomanno e levei outros dois ouvindo pessoas que o conheciam.
O retrato que saiu dessa apuração revelava a convivência de dois personagens completamente distintos em um mesmo RG: o primeiro era um homem que mantinha uma caprichada coleção pessoal de fotos 3 por 4, admitia nunca ter lido uma única obra literária, estudava propor uma lei para obrigar os ônibus e caminhões a colocar os escapamentos voltados para o alto como forma de combater a poluição, pois “essa fumaça é insuportável”, e definia o regime militar da seguinte forma: “Em 1964, dizem os livros de História, os navios americanos estavam cercando o Brasil e, se não houvesse uma solução, o Brasil seria invadido. Foi uma decisão soberana.” O mesmo Russomanno, na época com 38 anos, revelava sua preferência por mulheres mais jovens com o argumento de que as da sua faixa etária eram “encrenca” – “desquitada ou encalhada”. Na época, tinha saído de um namoro com Simony, que anos antes era a estrela do programa infantil Balão Mágico (Simony já tinha 18 anos).
No "Aqui Agora": fama de justiceiro
O segundo personagem era um cidadão intelectualmente simples, de voz baixa e macia e que costuma falar com as pessoas bem de perto, quase tocando. Este utilizava o microfone para caçar comerciantes que vendiam mercadoria e não entregavam, pessoas que compravam e não pagavam, planos de saúde que prometiam o paraíso e entregavam o purgatório. Este Russomanno tinha muita audiência. Ele também usava o microfone num programa noturno, o Night and Day, no estilo coluna social, que cobrava por entrevistas. Vez ou outra, o Russomanno baladeiro encontrava o Russomanno justiceiro. Um desses cruzamentos resultou na propaganda da Ibirapuera, empresa que comprava e vendia telefone. O rosto de Russomano ficou meses num anúncio na traseira dos ônibus, acompanhado da frase: “Esta linha eu garanto”. Celso Russomanno tinha conseguido esse anúncio depois de uma série de reportagens sobre trambiques de empresas do setor. A Ibirapuera nunca apareceu nas denúncias apresentadas.
No Night and Day, a audiência de Russomanno era traço. Já no Aqui Agora ele era uma locomotiva de audiência. Cada vez que aparecia, a emissora ganhava de 8 a 10 pontos no Ibope. Seu recorde aconteceu quando a audiência do SBT saltou de 20 para 32 pontos. Um diretor da emissora que me deu entrevista revelou que o SBT desconfiava de uma prática de Russomanno não recomendada: ele ameaçava denunciar no programa diurno empresas que não anunciassem em seu programa noturno. Mas o canal de Silvio Santos fazia vista grossa, de olho nas vantagens que ele trazia ao Aqui Agora toda vez que aparecia.
À medida que a apuração da matéria avançava, menor ficava a figura do campeão de votos. Amigos de Adriana Torres Russomanno, sua mulher, revelaram o espanto com a capacidade dele de realizar uma reportagem enquanto ela morria. Adriana ficou na companhia de parentes quando Russomanno deixou o hospital para apanhar uma câmera de televisão. Ele poderia buscar um médico e obrigá-lo a atendê-la. Também poderia transferi-la para outro hospital. Esses mesmos amigos contaram que ele já não vivia com Adriana quando fez a reportagem. Na época, Russomanno admitiu que havia se separado, mas que, quando do episódio do hospital, os dois estavam reatados. Ele contou que seu casamento era cheio de turbulências, fato que atribuía ao ciúme dela. A reportagem de Russomanno sobre Adriana deu origem a um processo que durou quatro anos. No final, por unanimidade, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu o São Camilo e concluiu que não houve erro médico.
No "Circuito Night and Day", a coluna social eletrônica
Na época, Russomanno vivia com a filha numa casa ampla no Real Parque, distrito do Morumbi, avaliada em 400 mil dólares. Ali foi feita a maior parte da entrevista. Já era noite e faltavam poucas horas para o fechamento da edição quando perguntei a ele sobre rumores de que a compra daquele imóvel tinha virado caso de polícia. Em resumo, a história era a seguinte: Russomanno comprara a casa por 300 mil dólares, com a facilidade de que a proprietária era mãe do segundo marido de sua sogra, Márcia Torres. O contrato tinha sido assinado por Berenice Ribeiro, cunhada de Márcia e procuradora da mãe. A dívida deveria ter sido quitada em cinco parcelas, mas Russomanno havia pago apenas 10 000 dólares e se recusava a discutir o restante até Berenice ameaçar levar o caso à imprensa. Russomanno deu mais 34 000 dólares e teria ameaçado matar um irmão de Berenice, José Carlos, se o caso se tornasse público.
Eu sabia que a ameaça tinha sido registrada em boletim de ocorrência, mas não conhecia a data nem o distrito policial. Portanto, com as informações de que dispunha, seria difícil publicar essa história. Ao ouvir o relato dos rumores, Russomanno fez cara de espanto e atribuiu o fato à uma fofoca. Numa tentativa de comprovar o que dizia, telefonou na minha frente para proprietária Berenice, e falou: “Imagina o que estão dizendo de mim, que eu ameacei seu irmão e não paguei a casa. O repórter está aqui. Fala para ele que isso não é verdade.” Russomanno me passou o telefone. Depois de me apresentar, Berenice afirmou, sem hesitar: “Ele é um farsante que está agindo de má-fé e colocou o dinheiro da minha casa na campanha política.” Em seguida, Berenice contou que temia que Russomanno dificultasse as visitas da família à filha de Adriana no caso de um processo na Justiça para reaver a casa. “Ele é capaz de tudo”, disse. À medida que Berenice falava, eu repetia as palavras, para que ela confirmasse e Russomanno soubesse da gravidade dos fatos que eu ouvia.
Quando desliguei o telefone, Russomanno ameaçou: “Isso não pode ser publicado. Sou devedor inadimplente e a lei proíbe que se escrache quem deve, e eu vou pagar”. Vendo que não teria efeito, Russomanno fez um apelo. De mãos juntas, ele pediu: “Se você acredita que eu posso fazer alguma coisa boa por este país, pelo direito do consumidor, não publica isso. Vai ficar difícil para mim.” Respondi: “Sou um repórter e o que eu apuro é para ser publicado. Você também é repórter e, no meu lugar, o que faria?” A reportagem terminava com a frase: “O rolo do comprador Celso Russomanno seria um prato cheio para o repórter Celso Russomanno”. As informações publicadas nunca foram desmentidas, Russomanno disputou outras eleições, venceu mais três para deputado federal, perdeu uma para prefeito em Santo André e outra para governador do Estado. Hoje, lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo.
Joaquim, autor da reportagem:
 “Se você acredita que eu posso fazer alguma coisa boa por este país,
pelo direito do consumidor, não publica isso", ouviu de Russomanno
Kiko Nogueira
N Diário do Centro do Mundo
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Os Crimes Antigos e os Sinais de Guerra

Em 13 de dezembro de 1937, depois de violentos ataques de artilharia, o exército japonês invadiu a cidade chinesa de Nanquim. Os prisioneiros militares e civis, todos desarmados, e alguns com suas mãos amarradas por cordas, foram fuzilados. Os militares chineses se haviam rendido sob a garantia de vida. Segundo os cálculos, de 200.000 a 300.000 morreram nas quatro semanas de chacina, da manhã à noite.
Dezenas de milhares de mulheres, muitas delas ainda meninas, foram estupradas antes do fuzilamento. Os japoneses criaram, em Nanquim, um governo fantoche, que durou até 1945, e foi eliminado com a derrota do Imperador. Foi um festim de sangue e de desonra. No fim da guerra, os dois chefes militares, que comandavam as tropas japonesas, foram julgados, por um tribunal de guerra do Oriente, e executados.
O massacre de Nanquim ficou na história como um dos mais nefandos crimes cometidos contra a Humanidade. Os chineses, conhecidos por sua memória histórica, guardam seu justo ódio até hoje contra os japoneses, que tentaram, desde então, desmentir o que fizeram. Há, no entanto, farto documentário sobre a chacina, nele incluídas centenas de fotografias, feitas pelos próprios japoneses e divulgadas no mundo inteiro.
Nos últimos dias surgiu novo conflito, por enquanto diplomático, entre as duas nações asiáticas. Em uma distância quase equivalente entre a China e o Japão há um conjunto de ilhas, disputadas historicamente entre os dois países. Elas são as Sendaku (em japonês) e Diahoyu (em chinês). Estavam sendo ocupadas por empresas privadas, e os chineses as deixaram de lado, ainda que na reivindicação permanente de sua soberania. Agora, o governo japonês moveu uma peça no tabuleiro, que se encontrava imóvel, ao comprar dos particulares o domínio sobre o pequeno arquipélago e colocar ali o marco de sua soberania. Imediatamente, a população chinesa reagiu contra as firmas japonesas que se estabeleceram em seu território, obrigando muitas delas a interromper suas atividades e repatriar seus executivos.
O governo chinês advertiu, claramente, os Estados Unidos para que se mantenham alheios ao confronto, diante do oferecimento de Leon Panneta de intermediar o entendimento entre os dois países. E voltou a exigir que o Japão reconheça a sua soberania sobre as ilhas. Este é um sinal de perigo, mas há outros.
Em 1955, pouco antes de morrer, Ortega y Gasset fez uma conferência para administradores de empresas, em Londres. Propôs, ali, uma tese inusitada, a de que, provavelmente não haveria mais guerras no mundo. Se não houvesse mais guerras, como seriam resolvidos os grandes conflitos da História? Não há problema maior para o homem do que o da guerra e da paz. Alguns historiadores concluem que a Guerra de Tróia ainda não terminou. Outros, mais atentos à contemporaneidade, acham que, desde agosto de 1914, com o início do grande conflito bélico, vivemos uma “guerra civil mundial”. Os fatos demonstram que as guerras antigas, ainda que envolvessem coalizões e buscassem o equilíbrio de poder regional, nasciam de divergências entre duas nações. A partir de 1914, o que se encontra em jogo é o império mundial. E se trata de uma guerra civil porque não envolve somente as nações com seus exércitos, mas interessa aos povos, em luta por sua afirmação nacional e pela igualdade social interna. Os problemas se entrelaçam.
Depois de 67 anos sem guerra global, em um simulacro de paz – desde que as grandes nações não entraram em choque aberto – crescem os perigos de novo confronto internacional. Se a China e o Japão correm o risco de lutar por um pequeno conjunto de ilhas, os Estados Unidos correm o risco de ampliar sua intervenção militar no Oriente Médio, a pretexto do projeto nuclear do Irã.
Os atos de provocação – que sempre antecedem a sangueira – se multiplicam. Depois do nauseante filme que ofende a figura de Maomé, grupos radicais de judeus nos Estados Unidos divulgam – e nos ônibus urbanos de Nova Iorque – anúncio desafiador em que os muçulmanos são qualificados de selvagens e em que se prega a derrota da jihad, em favor de Israel.
Os confrontos latentes entre a Índia e o Paquistão e o mal-estar do regime de Islamabad com os atos militares dos ianques em seu território – entre eles a não muito clara caçada a bin Laden – mostram que o continente não está muito longe de um conflito. Ao mesmo tempo, os norte-americanos se encontram, a cada dia, mais enrascados no Iraque e no Afeganistão.
Se todos se preparam para o pior, é bom resolver com paciência os dissídios internos e planejar a defesa de nossa soberania, sem pânico, mas sem desídia.
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Avaliação do governo Dilma bate novo recorde

O governo de Dilma Rousseff teve a aprovação de 62% dos brasileiros, índice três pontos percentuais maior que o registrado na última pesquisa, divulgada em junho deste ano. O levantamento foi apresentado nesta quarta-feira (26 ) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o Ibope, em Brasília.
Na pesquisa de junho, a avaliação do segundo ano da presidente já tinha atingido patamares ainda maiores que seus antecessores, o também petista Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Fernando Henrique Cardoso. Em junho, o governo de Dilma teve 59% de aprovação, contra 29% de Lula, em junho de 2004, e 35% de FHC, em maio de 1996. Nesta edição, fica com 62%, frente a 38% de Lula e 38% de FHC, em período semelhante.
A aprovação pessoal da presidente manteve-se na marca de 77%, mesmo percentual apurado em março e junho deste ano. O índice também é superior aos alcançados por FHC (56%) e Lula (55%), no período.
Já a confiança na atuação da presidente frente ao cargo mais alto do Executivo nacional oscilou de 72% para 73%, ou seja, mantendo-se na margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A confiança em Dilma também é maior que a registrada por Lula (55%) e FHC (56%), no terceiro levantamento anual do segundo ano de primeiro mandato deles.
A pesquisa avalia trimestralmente a opinião pública com relação à administração federal. A CNI/Ibope entrevistou 2.002 pessoas em 143 municípios entre os dias 17 e 21 de setembro de 2012.
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E, apesar disso, a Folha ainda chama de ditabranda…

Em memória de Herzog

No dia 31 de outubro de 1975, a catedral da Sé, no centro de São Paulo, recebeu uma pequena multidão para um culto ecumênico em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog. A reportagem da Folha calculou, na ocasião, que cerca de 8.000 pessoas estavam na igreja e mil, do lado de fora.
O ato religioso representou uma manifestação pública pioneira contra a ditadura militar. O regime sobreviveria ainda por uma década, mas em franca decadência.
O jornalista trabalhava na TV Cultura e era ligado ao Partido Comunista Brasileiro. Na sexta-feira, dia 24, fora levado por agentes às dependências do DOI-Codi, órgão subordinado ao estamento militar.
No domingo, dia 26, o 2º Exército emitiu nota na qual afirmava que Herzog se suicidara. Era notório que ele havia sido torturado.
A impostura, inscrita na certidão de óbito, foi mantida por 37 anos. Agora, por iniciativa da viúva Clarice Herzog e da Comissão da Verdade, a Justiça restabeleceu os fatos. Passará a constar do documento que a morte decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do 2º Exército.
A correção, determinada pelo juiz Márcio Bonilha Filho, da Segunda Vara de Registros Públicos de São Paulo, tem valor simbólico e histórico -e abre a perspectiva de outras reparações análogas.
Foi o primeiro resultado prático das atividades da Comissão da Verdade. Formada por sete membros, ela foi instaurada pela presidente Dilma Rousseff, em maio, para investigar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988.
O título da comissão, para ser rigoroso, contém uma hipérbole enganosa. Primeiro, porque a verdade histórica é esquiva e sujeita a controvérsia. Depois, porque a comissão, num passo criticável, afastou de sua alçada violações cometidas por organizações de esquerda.
Lembre-se que a lei 12.528, que criou o colegiado, dá margem a essa extensão das investigações pelo colegiado, descartada por iniciativa exclusiva de seus integrantes.
Sem dúvida que o objeto principal da comissão são os atos praticados por agentes públicos. Não há comparação possível entre a perseguição, a tortura e o assassínio organizados sistematicamente pelo Estado, de um lado, e ações de grupos armados de esquerda, de outro, mesmo nos casos em que levaram inocentes à morte -tampouco há motivo razoável para afastá-las do exame frio para registro da história.
À luz do espírito conciliatório da Anistia, os atos da comissão não podem legalmente se revestir de caráter jurisdicional, para condenar ou para absolver. Como no caso de Herzog, é preciso esclarecer os fatos e reconstituir a memória -o que deveria valer para todos.
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O espetáculo do julgamento é Golpe

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Insurgentes sirios asesinan a periodista iraní en Damasco

Corresponsal de Press TV fue atacado por un presunto francotirador
(Foto: PressTV)
La agencia Press TV informa que su corresponsal fue atacado por un francotirador, mientras “el Jefe de la Oficina de prensa también resultó herido”. Ambos se encontraban dando cobertura a “los atentados terroristas acontecidos en horas de la mañana”.
La agencia de prensa iraní Press TV informó que su corresponsal en Siria, Maya Naser, resultó muerto como consecuencia de “un ataque perpetrado por insurgentes”, en el cual también quedó herido el jefe de la corresponsalía de prensa, Hossein Morteza.
“Naser fue atacado mientras se encontraba transmitiendo en vivo para la agencia, hace unas horas. Fue asesinado a tiros por un francotirador”, reportó Press TV este miércoles.
La agencia agrega que “el Jefe de la Oficina de prensa en Damasco también fue atacado y herido”. Ambos se encontraban dando cobertura a “los atentados terroristas acontecidos en horas de la mañana y la lucha subsiguiente”.
"Denunciamos que Turquía, Arabia Saudí y Qatar proporcionan armas a los insurgentes para matar a civiles, militares y periodistas, y son ellos responsables de la muerte de Naser", expresó el director de la agencia de prensa, Hamid Reza Emadi.
"Press TV continuará sus labores en Siria, a pesar de la muerte de Naser, pues no dejaremos que quienes lo mataron sientan que pueden asesinar las voces de los medios y así lograr sus objetivos callando a la prensa”, enfatizó.
En el caso de Morteza, es el segundo atentado del cual es víctima, luego de resultar herido a principios de septiembre cuando viajaba con las fuerzas gubernamentales sirias que fueron emboscadas por hombres armados.
En horas de la mañana de este mismo miércoles, la sede del Estado Mayor del Ejército sirio en Damasco fue objeto de un doble atentado con bomba que luego se reivindicó el Ejército Libre Sirio (ELS), que lucha de forma ilegal para derrocar al Gobierno constitucional de Bashar al-Assad.
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Exupéry

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Família real britânica exibindo sua superioridade

Até quando os humanos carregarão nos ombros (literalmente) esses parasitas???
Que mundo é esse que ainda permite esse tipo de "superioridade"???
Duas palavras expressam as imagens acima:
Humilhação e Superioridade

No Burgos
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Uruguay da un importante paso hacia la despenalización del aborto

Mayoría de diputados uruguayos aprobó proyecto que despenaliza el aborto
 Una vez que la Cámara de Diputados aprobó el proyecto, ahora el debate se traslada al Senado, donde se espera la ratifiación de la iniciativa para convertirla en ley. Luego, solo restaría que el presidente José Mujica promulgue la norma.
La Cámara de Diputados de Uruguay aprobó este martes el proyecto de despenalización del aborto hasta las 12 semanas de gestación del feto, con 50 votos a favor y 49 en contra, en una jornada de debate que se extendió durante casi 14 horas.
El proyecto aprobado cerca de la medianoche cambió la “legalización” por la “despenalización”, tras el apoyo del diputado Iván Posada, del Partido Independiente, luego que el legislador Andrés Lima , del Frenta Amplio, rechazara la iniciativa y pusiera en jaque la mayoría de la bancada oficialista, que tiene 50 diputados sobre 99.
Ahora resta que la mayoría oficialista en el Senado ratifique el proyecto para que la iniciativa sea convertida en ley. Luego, solo restaría que el presidente José Mujica ratifique la norma para que ésta entre en vigor.
La propuesta original, que había aprobado el Senado en diciembre pasado, establecía la “legalización” del aborto dentro de las primeras doce semanas de gestación, y catorce en casos de violación, dejando la decisión en manos de las mujeres, sin ningún tipo de intermediarios.
El nuevo proyecto obliga a las mujeres a comparecer ante una comisión integrada por médicos y asistentes sociales, para que la informen todas las posibilidades que tiene. Deberán transcurrir cinco días para reflexionar, y de seguir la mujer con la idea, el aborto se realizará de forma inmediata.
El proyecto estipula que “la interrupción del embarazo no será penalizada”, siempre y cuando la mujer cumpla voluntariamente con los requisitos establecidos, en casos de existir riesgos de salud para la madre, y mientras el procedimiento se realice en centros de salud y bajo supervisión de las autoridades.
La propuesta de ley establece que los profesionales de la salud que tengan objeción de conciencia deberán manifestarla en la institución en la que trabajan y dicha objeción será aplicable en todas las instituciones de salud donde se desempeñen.
En tanto, a las instituciones que por su “ideario” sean contrarias al aborto, como el Círculo Católico y el Hospital Evangélico, no se las obligará a realizar los procedimientos, pero sí deberán derivar a la mujer a otra institución para que la interrupción sea realizada.
Durante la sesión, decenas de mujeres desnudas y con sus cuerpos pintados rodearon el Palacio Legislativo para manifestarse a favor de la despenalización. Asimismo, grupos contrarios a la idea también se congregaron en el lugar.
El pasado viernes, una encuesta realizada por la consultora Cifra señaló que el 52 por ciento de la población uruguaya está a favor de despenalizar el aborto, mientras otro 34 por ciento lo censura, mientras el restante 14 por ciento no se pronuncia.
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O deputado e o ursinho

Tornou-se clichê usar o belo poema de Eduardo Alves da Costa, escrito como desabafo libertário diante da ditadura militar, mas é inevitável pensar neste trecho de “No Caminho com Maiakóvski” diante de certas manifestações de autoritarismo cultural que vêm acontecendo no Brasil com frequência cada vez mais alarmante:
“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”
Este é o problema em ser seletivo ao decidir quais batalhas se quer lutar em uma guerra – se você abandona umas e abraça outras, não está realmente defendendo seu lado; está comodamente lutando apenas em causa própria.
Pois minha causa é a de liberdade absoluta para a Arte, aprovando ou não seu conteúdo. Desprezei profundamente Um Filme Sérvio; isto não me impediu de defendê-lo a ponto de escrever sobre sua proibição, ajudar a organizar e participar de uma exibição pública e de um debate ao seu respeito. Considero Rafinha Bastos uma das piores coisas que o humor nacional já produziu, mas protestei quando seu DVD foi proibido pela justiça de São Paulo. O que me motivou a fazer tudo isso foi a certeza de que eram os primeiros passos para que a ideia de censura voltasse a circular aos poucos entre os brasileiros – e era apenas uma questão de tempo até que representantes eleitos democraticamente começassem a vomitar o desejo de proibir outras obras baseados puramente em seu gosto pessoal.
Entra Protógenes Queiroz, delegado da PF, deputado federal e um sujeito que, até então, vinha colhendo elogios por sua postura inabalável de combate à corrupção. Provando que o ser humano é a mais complexa das criaturas e que o mesmo homem que representa uma bandeira fundamental pode meter o pé em outra igualmente imprescindível, o deputado decidiu que era o momento de usar sua posição para defender a censura.
O caso, porém, começa de forma patética, digna de umas das notícias falsas publicadas pelo Piauí Herald: depois de levar o filho de 11 anos de idade para assistir ao longa Ted, de Seth MacFarlane, Protógenes, chocado com o que viu, decidiu agir como um fã de Restart e xingar muito no Twitter:
Foi o primeiro passo de uma cruzada pessoal cuja etapa seguinte foi uma matéria no Estadão que, esta sim, parece ter saído do The Onion brasileiro: com o título “Deputado quer proibir filme de ursinho viciado” (ok, podem rir), o texto traz as seguintes pérolas:
“O deputado, também delegado da Polícia Federal, criticou os Ministérios da Justiça e da Cultura por terem liberado o filme para maiores de 16 anos. “Não poderia ser liberado nem para 16 nem para 18 anos. Esse filme não pode ser liberado para idade nenhuma. Não deve ser veiculado em cinemas”, afirmou. Protógenes disse que, como deputado, pedirá explicações dos dois ministérios sobre a liberação do filme.”
Em primeiro lugar, o óbvio: depois de se ver numa situação constrangedora ao levar o filho de 11 anos para assistir a uma obra cuja classificação indicativa era “16 anos”, Protógenes resolveu descontar o embaraço que sentiu na própria democracia. Assumindo o papel de um juiz Dredd da moral e dos bons costumes, ele assistiu ao filme, avaliou o material e decidiu que ninguém mais deveria ter o direito de vê-lo. “Esse filme não pode ser liberado para idade nenhuma”, sentenciou do alto de sua visão megalomaníaca de mundo. E, dentro desta lógica, não hesitou em “pedir explicações” sobre a “liberação do filme”.
A explicação é simples, deputado: o Brasil voltou a ser uma democracia. Não temos mais, felizmente, um comitê central que decide arbitrariamente, a partir de critérios morais, religiosos e/ou ideológicos, o que o resto do país pode ou não ver. Para o bem ou para o mal, somos tratados como adultos pelo governo (ao menos neste aspecto), não como crianças que devem ser orientadas com relação ao que devem consumir culturalmente.
Mas Protógenes prossegue em seu show de embaraço ao alegar que o filme “instrui o espectador a não estudar e a não trabalhar”. Ora, mesmo que isto fosse verdade (e não é; o modo de vida de Ted e seu dono é claramente retratado como empecilho para o crescimento da dupla, demonstrando que o deputado não sabe sequer interpretar uma obra), que ideia absurda é esta de que um longa consegue “instruir” alguém a fazer algo? Se uma pessoa decide se tornar consumidora de drogas porque viu isto num filme, seu problema já antecedia a ida ao cinema; era uma questão de caráter, imaturidade ou insanidade, não de um longa-metragem perverso agindo sobre sua mente.
Porém, a experiência do parlamentar se torna realmente hilária quando ele relata:
“Protógenes disse que o filho perguntou se ele queria ir embora. “Respondi que não. Queria ver até onde ia aquele desrespeito.”"
Recapitulemos: o filho de 11 anos de idade perguntou se ele queria ir embora. E ele disse “não”.
Mas a culpa é do filme, não de sua falha como pai.
A sessão de embaraço termina com este pequeno momento de surrealismo:
“Protógenes disse ainda que ficou indignado ao ver um herói de sua juventude – Flash Gordon – usando cocaína.”
E aí começo a entender a lógica (ou falta) de Protógenes: para alguém que aparentemente acredita que Flash Gordon é real e cocainômano, é realmente difícil estabelecer o limite entre ficção e realidade.
Insanidades à parte, porém, a postura do deputado é perigosíssima: muitos de vocês talvez não se lembrem, mas eu ainda me recordo de uma época em que obras de arte eram impedidas de chegar aos brasileiros por quaisquer motivos arbitrários alegados pela Censura – e não foi um período bonito, acreditem. A arrogância de Protógenes, aliás, é tamanha que ele não hesita em escrever como se estivesse de fato falando em nome de todos os brasileiros:
 A melhor parte para mim, claro, é o fato de ele protestar contra os “enlatados culturais americanos”… via twitter for iPad. 
Dito isso, o tempo verbal “Não aceitamos” é de uma arrogância assustadora – e preocupante. Assim como é alarmante perceber como Protógenes se encontra tão convencido de seu papel como juiz do que o povo brasileiro merece ou não ver que não se dá conta de contradições patentes em sua postura como “defensor da democracia”. Ora, no dia 23 de setembro, o deputado publicou o seguinte tweet:
“Não concordo com a restrição a (sic) liberdade de expressão”. Perfeito, Protógenes. Sua postura é admirável. Aliás, sabe para quem você deveria ensiná-la? Para o Protógenes 24 horas mais velho:
Espero que vocês se entendam, pois certamente parecem ter visões bastante conflitantes de mundo. A propósito: aproveite que irá conversar com ele e envie um recado por mim, por gentileza: diga a ele que a imagem que exibe no cabeçalho de seu blog pessoal é uma das mais honestas que já vi no espaço oficial de um parlamentar. Deprimente, claro, mas ainda assim honesta.
No Diário de Bordo
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José Serra, o homem que quer vender o Brasil

A privataria tucana é notícia na imprensa internacional. Com tradução livre de Camille Helena Claudel, o texto a seguir foi publicado no sítio italiano Informare × Resistere. O artigo, de forma didática, mostra aos italianos o motivo de os brasileiros rejeitarem o modelo privatista e neoliberal dos tucanos.
Porque tantos brasileiros não querem que se realize o projeto do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), um projeto de privatização, neoliberal e subordinado a empresas estrangeiras.
O Brasil diz “não” à privatização. A privatização ocorre no momento em que o governo vende empresas do Estado – como, por exemplo, a Petrobras, a administradora brasileira de petróleo – para o setor privado, ou seja, para empresas, grupos de investimento ou multinacionais. Assim, a empresa estatal passa para as mãos de empresários da iniciativa privada.
Em geral, a privatização ocorre quando uma empresa estatal parece não obter os lucros necessários para competir no mercado ou quando enfrenta dificuldades financeiras. Isso está escrito na cartilha do liberalismo.
No Brasil, esse processo ocorreu no passado, mas foi o resultado de uma imposição estrangeira, como a do FMI. O perigo é que essa política desastrosa possa se repetir.
No governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para contrair mais empréstimos junto ao FMI, pois o Brasil estava endividado, o presidente tucano aceitou a proposta da venda total de várias empresas estatais lucrativas e com saúde financeira saudável, o que tornou este projeto ainda mais nefasto.
Aqui vai um pouco da história brasileira para os amigos da Itália, que gostariam de saber o que mais ou menos aconteceu no Brasil e, em toda a América Latina, que durante séculos foi apenas um lugar em que era rotina a expropriação de recursos e trazê-los para o local de origem da colonização, geralmente a Europa. Atualmente, a América Latina mudou esse processo e, num sinal claro, está resolvendo a questão da privatização, que sempre foi muito prejudicial para o desenvolvimento da região, porque permita que apenas um país seja fornecedor de matéria-prima e a mande para outros países ricos e industrializados.
Como exemplo, tratemos da privatização maciça feita no Brasil no período que é conhecido como a Segunda República no Brasil. Ou seja: nos primeiros 20 anos, na pós-ditadura no Brasil, se iniciou um processo de privatização no governo Collor, presidente anterior a Fernando Henrique. Ele foi o primeiro presidente eleito pelo povo de forma direta depois da ditadura militar. Teve apoio da mídia, foi deposto e sua saída foi correta, pois ele não era um representante das classes populares e da maioria do povo brasileiro.
A primeira empresa privatizada foi a Usiminas, no governo Collor, uma “empresa muito importante” para a infraestrutura do País, pois produz o aço, matéria-prima estratégica para a construção, para a indústria de máquinas, para extração de gás etc.
De acordo com o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento, em 1990, 41 empresas estatais foram privatizadas no Brasil. Atualmente, a União tem participação direta ou indireta em aproximadamente 120 empresas estatais.
Em 1980, segundo o mesmo Dest, o País tinha 213 empresas estatais e esse número caiu para 186 em 1990 e 103 em 2000, incluindo privatizações, fusões e liquidações de empresas. Muitas outras empresas saudáveis foram privatizadas sem levar em conta critérios técnicos e de valor de mercado. Os processos eram rápidos e a custos baixíssimos, para atender às necessidades de empresas internacionais que compraram, por exemplo, o direito permanente de utilizar os serviços e o patrimônio material de serviços essenciais como os das telecomunicações brasileiras.
De acordo com o professor da Escola de Administração Getulio Vargas, Arthur Barrionuevo, a privatização deu acesso à telefonia para mais pessoas, por ter expandido o serviço [Nota do Limpinho: péssimos serviços, diga-se de passagem.], mas os custos ainda estão elevados, principalmente por causa dos impostos e do cartel das operadoras.
Para cerca de 190 milhões de brasileiros se tornou não apenas uma questão econômica, mas também de honra acabar com a prática da privatização. Há um temor generalizado de que a histórica, pública e nacional Petrobras seja privatizada como foi a Vale do Rio Doce, empresa de mineração brasileira. A luta contra a privatização tornou-se uma bandeira, uma grande batalha para o povo brasileiro.
A privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997, ainda causa polêmica. O principal argumento usado pelos defensores da reestatização da Vale é que a companhia foi vendida por um preço abaixo do valor de mercado, US$3,3 bilhões. Atualmente, a empresa tem receita de cerca de US$140 bilhões, além subsidiárias e representantes espalhados em todos os continentes. Para regulamentar e fiscalizar os serviços prestados pelas empresas privatizadas, foram criadas as agências reguladoras para cada setor, como o Nacional de Aviação Civil (Anac), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Para que o pesadelo das privatizações não retorne, a luta dos brasileiros conscientes é que pessoas como José Serra, Fernando Henrique Cardoso e sua então equipe econômica não voltem mais ao poder, pois eles, de acordo com um livro recentemente publicado no Brasil, A privataria tucana, se beneficiaram das operações de venda de bens públicos de forma rápida e por um preço aquém do mercado.
Estão sendo feitas investigações, com o objetivo de punir aqueles que estiveram envolvidos nessas operações obscuras e, além disso, o povo brasileiro não quer, em nenhuma hipótese, que os políticos responsáveis pelas privatizações ocupem novamente o poder no Brasil.
O atual governo brasileiro é um exemplo de prosperidade na economia. Ele tem uma preocupação enorme com projetos, já bem-sucedido, para acabar com a pobreza e suprir lacunas que faça o povo atingir um patamar social digno dos países desenvolvidos.
O PT, partido político que está atualmente no governo brasileiro, tem seguido as linhas necessárias para gerir com mão forte o País e, paulatinamente, tem colocado o Brasil no caminho do bem-estar social. É evidente que ainda há muito a ser feito para estimular o desenvolvimento em várias outras áreas, mas os procedimentos estão sendo realizados.
O governo brasileiro começou a utilizar, como forma de desenvolver setores da economia, as concessões públicas, que são feitas por meio de leilões públicos. Diferentemente das privatizações, o Estado, quando não pode ou não quer gastar dinheiro em um serviço que precisa ser desenvolvido, realiza a concessão. O Estado continua a ter o controle da empresa ou bem, porém permite que a iniciativa privada a gerencie por tempo determinado. Tudo feito por meio de contrato.
As concessões públicas no Brasil estão sendo implantadas em setores da construção de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Ou seja, as empresas estatais produtivas continuam nas mãos do Estado, coisa que não ocorreu na época de Fernando Henrique Cardoso, que vendeu a Vale, empresas de telecomunicações etc. para satisfazer o FMI.
No Blog Limpinho & Cheiroso
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Dilma na ONU e o complexo de vira-latas da direita brasileira

Você pode até discordar do que o país defende nos fóruns internacionais. Sobre Cuba, Palestina, EUA ou o que quer que seja, mas não dá para negar que desde 2003 somos de fato um país nesses espaços.
Tratamos dos temas de forma igual. Antes tirávamos os sapatos. Ouvíamos sermões de como fazer isso ou aquilo. E cogitar espaços na ONU, nem em sonhos.
E como incomoda essa postura. As elites brasileiras sempre tão subservientes tendo que engolir, como diria Zagallo – ex-treinador da seleção brasileira de futebol.
Vi comentários de vira-latas, porque é isso que são: vira-latas. O Brasil sempre teve esse complexo e tem gente que insiste em não se livrar dele.
Lamentável.
Pior é o papelão que faz a pseudo revista Veja. Reparem no título do texto de seu editor, Reinaldo Azevedo, sobre o pronunciamento de Dilma na 67ª Assembleia da ONU.
Veja e Azevedo sentem saudades do Brasil dos vira-latas
Veja e Azevedo sentem saudades do Brasil dos vira-latas
Agora falar em como a Privataria Tucana é comentada até na Itália eles não falam.
Clique aqui e assista a íntegra o pronunciamento da Presidenta Dilma na 67ªAssembleia Geral da ONU
No Blog do Cadu
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Espanha: Choque entre policía y manifestantes en Neptuno, cerca del Congreso

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Gurgel alivia no caso Cachoeira, mas STF reage

Edição 247:
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu o arquivamento do caso que envolve o repasse de R$ 175 mil do bicheiro para o deputado Stepan Nercessian; no entanto, o ministro Ricardo Lewandowski não deve aceitar o pedido, em razão da nova jurisprudência que vem sendo criada pelo STF no caso do mensalão
Algoz do PT na Ação Penal 470, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já demonstrou ter a mão mais leve no que diz respeito à Operação Monte Carlo. Além de ter engavetado durante dois anos a investigação contra o ex-senador Demóstenes Torres, ele agora pediu o arquivamento do caso que envolve o deputado Stepan Nercessian, que recebeu R$ 175 mil do bicheiro Carlos Cachoeira.
Gurgel alegou que não ficou demonstrado o envolvimento de Nercessian com os crimes atribuídos a Cachoeira, que está, há mais de seis meses, preso na Papuda, em Brasília. “Não tenho envolvimento com nenhum tipo de esquema e a sensação é de alívio com essa decisão do procurador”, disse o parlamentar, que, no auge do escândalo, falou até em renunciar.
Ocorre que o caso caiu nas mãos do ministro Ricardo Lewandowski, que não parece disposto a aceitar o pedido de arquivamento. Segundo ele, a nova jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que vem sendo aplicada no julgamento do mensalão, pode caracterizar o dinheiro recebido pelo deputado como corrupção passiva. Nercessian alega que recebeu um empréstimo de seu amigo Cachoeira e que já o quitou.
No 247
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Cristina Fernández denuncia en la ONU la “represión” policial en Madrid

La presidenta de Argentina pronuncia un discurso en la ONU.
JASON SZENES (EFE)

La presidenta argentina trata de establecer un paralelismo entre las protestas de Grecia o España con las manifestaciones de su país en 2001
La presidenta argentina, Cristina Fernández, ha denunciado este martes en Naciones Unidas la "represión" por parte de la policía española de las protestas que tuvieron lugar en Madrid contra las medidas de austeridad aprobadas por el Gobierno. "Mientras hablamos aquí se está produciendo una represión contra los indignados (en Madrid) que se oponen a las políticas de ajuste" del Gobierno español, ha dicho durante su intervención en los debates de la Asamblea General de la ONU.
Fernández ha querido establecer un paralelismo entre las protestas que se están viviendo en los últimos meses en países desarrollados como Grecia o España con las manifestaciones vividas en su país en 2001. Así, ha recordado que Argentina sufrió en el pasado "políticas neoliberales" que tuvieron su máximo apogeo en la crisis política e institucional desatada en 2001 "cuando se produjo el default (suspensión de pagos) de la deuda soberana".
"Argentina llegó a deber el 160 % del PIB, producto de políticas de endeudamiento y de ajuste permanente que ahora vemos aplicar de forma feroz en países como España, Grecia o Portugal que están poniendo en peligro la zona euro", ha lamentado la presidenta.
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Leis, salsichas e agrotóxicos

Ronaldo Santini (PTB)
É atribuída a Otto von Bismarck, primeiro chanceler do império alemão, a frase: “Os cidadãos não poderiam dormir tranquilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis”. Essa máxima ganhou atualidade hoje com a entrevista do deputado estadual Ronaldo Santini (PTB) à rádio Gaúcha sobre o projeto que propõe a flexibilização do uso de agrotóxicos no Rio Grande do Sul. Diante da forte reação contra seu projeto, Santini admitiu que “não conhece tecnicamente a matéria”, que não entende nada de agrotóxicos e que vai retirar o projeto de lei. Santini disse ainda que apresentou o projeto a pedido de dois deputados federais: Renato Molling (PP) e Paulo Pimenta (PT).
Se não fosse a mobilização das entidades ambientalistas, de promotores do Ministério Público e dos deputados da bancada do PT na Assembleia, um parlamentar que “não entende nada de agrotóxicos” poderia ter aprovado um projeto com graves repercussões no âmbito da saúde pública. Não custa perguntar: há outras leis sendo encaminhadas e votadas nessas mesmas condições?
Mesmo com o anúncio da retirada, as entidades ambientalistas permanecem vigilantes, pois há um outro projeto de Lei, o PL 20/2012, de autoria do deputado Gilmar Sossella (PDT) e de mais 32 deputados, que “dispõe sobre a comercialização e o armazenamento de agroquímicos, seus componentes e afins”.
PS.: O deputado Santini, que não entende nada de agrotóxicos e mesmo assim queria “flexibilizar” seu uso no Estado, é autor do projeto que institui o Dia Estadual de Educação Ambiental (já aprovado) e do Projeto de Lei 156/2011 (ainda em tramitação), que dispõe sobre a inclusão da temática “Educação Ambiental” no conteúdo programático das escolas estaduais de ensino fundamental e médio do Estado. Na justificativa dos projetos, o parlamentar manifesta preocupação com o “legado que vamos deixar para nossos filhos”.
No RS Urgente
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Assange participará en foro de derechos humanos durante Asamblea de la ONU

El foro se desarrollará en los salones de la ONU a partir de las 22:30 GMT. y será liderado por el canciller ecuatoriano, Ricardo Patiño, en el cual también participará el director legal del Centro para los Derechos Constitucionales de Estados Unidos.
Assange hará una videoconferencia desde la
embajada de Ecuador en Londres
 (Foto: Archivo)
El fundador de WikiLeaks, Julian Assange, intervendrá este miércoles en un foro sobre fortalecimiento del sistema internacional de derechos humanos mediante el asilo diplomático, que se realizará en la ciudad de Nueva York, en el marco de la Asamblea General de la Organización de Naciones Unidas (ONU).
La participación de Assange se realizará mediante videoconferencia, desde la embajada de Ecuador en Londres, donde se encuentra bajo la figura de asilo político otorgada por el país suramericano.
El foro será liderado por el ministro de Relaciones Exteriores ecuatoriano, Ricardo Patiño, en el cual también se espera la participación del director legal del Centro para los Derechos Constitucionales de Estados Unidos, Baher Azmy.
El evento, que se desarrollará en los salones de la ONU a partir de las 22:30 GMT, ha sido organizada por Quito, que busca encontrar una postura común con Reino Unido sobre el asilo diplomático concedido a Assange. La actividad se centrará especialmente en el tema de derechos humanos.
El foro se realizará un día antes de la reunión que mantendrán Patiño y su colega del Reino Unido, William Hague, en la misma sede de la ONU, para tratar el caso de Assange, a quien Londres no le extiende el salvoconducto necesario para viajar hasta suelo suramericano.
El fundador de WikiLeaks se encuentra refugiado desde el pasado 19 de junio en la embajada de Ecuador en Londres, para evitar su extradición a Suecia, donde se solicita su presencia para declarar ante acusaciones de delitos sexuales.
Según el periodista australiano, su entrega a Suecia podría ser una simple excusa para extraditarlo a EE.UU., donde cree que puede ser perseguido y condenado a muerte por la publicación de cables diplomáticos de Washington.
El caso Assange ha tensado las relaciones entre Quito y Londres. Las autoridades británicas han reiterado que no permitirán al periodista que se marche del país y comunicaron que harán todo lo posible para cumplir con su compromiso de extraditarlo a Suecia.
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Russomanno diz que não apresenta plano de governo porque não é obrigado

São Paulo – A menos de duas semanas das eleições municipais, o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, explicou hoje (25) por que ainda não apresentou um plano de governo ao eleitorado paulistano. “Não sou obrigado a apresentá-lo agora: tenho é que apresentar as metas de governo nos primeiros três meses do mandato”, justificou. “Não adianta nada fazer plano e depois não cumprir”, minimizou. “Vamos apresentar o plano por etapas.”
De acordo com o artigo 30 da Lei Orgânica do Município, “o prefeito, eleito ou reeleito, apresentará o Programa de Metas de sua gestão, até noventa dias após sua posse, que conterá as prioridades: as ações estratégicas, os indicadores e metas quantitativas para cada um dos setores da Administração Pública Municipal, Subprefeituras e Distritos da cidade, observando, no mínimo, as diretrizes de sua campanha eleitoral e os objetivos, as diretrizes, as ações estratégicas e as demais normas da lei do Plano Diretor Estratégico.” Esta emenda à Lei Orgânica foi aprovada pela Câmara Municipal por meio de proposta da Rede Nossa São Paulo e resultou no Programa de Metas da gestão de Gilberto Kassab (PSD), que deve encerrar o mandato sem cumprir boa parte daquilo que foi acordado.
“O plano de governo é importante na medida em que a gente tenha ele pronto”, argumentou Russomanno, lembrando que um de seus principais concorrentes – José Serra, do PSDB – também adotou postura semelhante, de ignorar o plano de governo e apresentar apenas um plano de metas caso seja eleito. “Fizemos apenas o programa de esporte e combate às drogas, e esses a gente vai apresentar. Os outros vamos apresentar ao longo da campanha”, prometeu. Nesta terça-feira, o candidato do PRB cumpriu agenda na Vila Prudente, na zona leste paulistana.
Tadeu Breda
No Rede Brasil Atual
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Charge online - Bessinha - # 1487

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