16 de set de 2012

ACM Neto é afrontado por uma moradora na periferia de Salvador

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Veja confessa: não há entrevista!

A “carta ao leitor” da Veja, que equivale ao editorial da revista, traz uma informação que até agora passou meio despercebida, mas que tem excitado alguns internautas – principalmente os trogloditas da direita. O publicitário Marcos Valério deu ou não uma entrevista exclusiva à publicação, confirmando a tese alardeada na reportagem de que “Lula era o chefe” do mensalão? “Valério não quis dar entrevista sobre as acusações diretas do envolvimento de Lula que ele vem fazendo”, garante o diretor da Veja, Eurípedes Alcântara.
O serviçal da famiglia Marinho pode até estar blefando, fazendo mistério. Mas tudo indica que a entrevista realmente não existiu e que a revista novamente se baseou em boatos e fofocas na linha da escandalização da política, visando vender mais exemplares e interferir na disputa política e eleitoral em curso no país. Se a entrevista existisse, ela seria publicada na íntegra. Mesmo assim, não comprovaria nada. Seria a opinião do publicitário Marcos Valério, já condenado no tribunal de exceção do chamado “mensalão do PT”.
Lula e a excitação dos golpistas 
Na “carta ao leitor”, intitulada “Lula era o chefe”, Eurípedes Alcântara faz um grande esforço para recuperar a credibilidade da Veja. O artigo é pura apologia da desgastada revista, coisa típica de um funcionário do alto escalão que tenta justificar seu salário. Para ele, a revista é um bastião da ética. “Veja se orgulha de ter desempenhado um pa­pel fundamental em mais esse processo de depuração da vida política nacional”. Ele só não explica as ligações da Veja com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, reveladas nas gravações da PF.
O texto também confirma o ódio doentio que a famiglia Civita nutre contra Lula – o ex-operário que chegou à Presidência da República num país que sempre foi comandado pelas elites. A mesma revista que tentou esconder as revelações do livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., garante que durante o governo Lula “a podridão su­biu a rampa do Palácio do Planalto e se instalou nas imediações e até no próprio gabinete presiden­cial”. Para comprovar a sua tese golpista, ela não vacila em explorar boatos e fofocas.
“Reportagem exclusiva desta edição do editor Rodrigo Rangel, da sucursal de Brasília, feita com base em revelações de Marcos Valério a parentes, amigos e associados, reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente no mensalão. “Lula era o chefe”, vem repetindo Valério com mais frequência e amargura... Valério não quis dar entrevista sobre as acusações diretas do envolvimento de Lula que ele vem fazendo. Mas não desmentiu nada”. Pronto! Está criado o fato para justificar o fuzilamento de Lula!
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Charge online - Bessinha - # 1470

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Veja é exemplo de manipulação nefasta para fins inconfessáveis

Exemplos nefastos da manipulação e da falta de compromisso com a verdade dos fatos e com seus leitores.  The Sun, ao menos, 23 anos depois se desculpou por ter publicado com estardalhaço relatório falso sobre tragédia no futebol inglês.  E Veja?
Veja mais uma vez cria embuste [leia aqui e aqui os últimos embustes] para, sete anos depois, tentar levar Lula para o centro do mensalão e atacar o PT, como sempre ocorre a cada dois, entre agosto e outubro. Não é coincidência.
Desta vez o semanário dos Civita estampou na capa uma suposta afirmação de Marcos Valério sobre não ter dito nada de Lula sobre a crise de 2005, ainda.
Ocorre que o advogado de Marcos Valério afirmou ainda que seu cliente "não confirma" as informações divulgadas pela Veja, "O Marcos Valério não dá entrevistas desde 2005 e confirmou para mim hoje que não deu entrevista para a Veja e também não confirma o conteúdo da matéria". 
A revista alega que fez matéria baseada em depoimentos de amigos e familiares de Valério. 
O que impressiona é a qualidade do lixo jornalístico que esta revista se propõe a comercializar, paga por assinantes, poucos compradores nas bancas e sustentada, fortemente, por publicidade governamental, como do governo tucano de São Paulo.
A tragédia de Hillsborough e a farsa montada pela polícia e pelo The Sun
Em 1989, a Grã-Bretanha assistiu em choque às imagens angustiantes de torcedores jovens esmagados contra as grades de metal, corpos deitados no campo e espectadores usando painéis publicitários de madeira como macas improvisadas em uma tarde quente de primavera.
O relatório, divulgado após uma investigação de dois anos sobre as mortes, apontou que a polícia havia tentado culpar os torcedores do Liverpool, retratando-os como agressivos, bêbados e sem ingressos, e tentando encher um estádio já lotado.
Alguns jornais, assim como David Cameron, primeiro ministro britânico, se desculparam com o povo sobre a farsa montada pela polícia e corroborada pela imprensa.
Em 1990 foi publicado o Taylor Report, o relatório oficial do governo aos acontecimentos que resultaram na tragédia. Nele se leu que os torcedores do Liverpool eram os culpados, devido ao uso abusivo de álcool que teriam provocado tal violência.
Durante anos os torcedores do clube protestaram e rejeitaram o relatório. 
À época, o tablóide The Sun fizera, com o título ‘A Verdade’, a capa da sua edição que mostrou as conclusões do relatório manipulado.
E só em 2009, um outro, elaborado por um painel independente, refutou aquelas conclusões, alegando que o primeiro relatório foi adulterado pelo governo – então liderado por Margaret Tatcher -, para imputar a culpa para a torcida do Liverpool presente naquela ocasião.
O Daily Telegraph resumiu o que o mais recente relatório desmentiu acerca do primeiro: a polícia pesquisou os registos criminais das vítimas para impugnar a sua reputação; que 116 dos 164 relatórios de agentes foram alterados para remover comentários desfavoráveis e que nunca houve provas de que os adeptos do Liverpool estariam sob a influência de bebidas alcoólicas.
O diário The Sun demorou 23 anos para se pronunciar sobre o fato e pedir desculpas ao povo de Liverpool, apesar de em 2009 já haver fortes indícios da manipulação. O fato é que naquela região de Londres onde ocorreu a tragédia o jornal sofreu boicotes por parte dos leitores e viu sua venda despencar de cerca de 200 mil exemplares diários para cerca de 20 mil!
Veja é ainda pior que The Sun...
O que se pode observar em ambos os casos é a predisposição de setores ultraconservadores da imprensa, tanto aqui, liderados por Veja, quanto em Londres, para manipular e vender seus exemplares contendo factóides e leviandades como suprema verdade ou opinião publicada.
Durante o julgamento do mensalão Luiz Gushiken foi inocentado de todas as acusações que pesavam contra ele. Mas não se viu nenhuma chamada que apresentasse o personagem político redimido e justiçado pela sua inocência. O que ficou foram dezenas de matérias negativas quanto a sua imagem e que o marcaram desde então.
Além da má fé e da prática do jornalismo como arma política de intimidação e difamação, a Veja, há bastante tempo, engana seus leitores e causa prejuízo aos seus assinantes ao estampar mentiras e fatos que não se comprovam, construindo uma realidade muito peculiar dos fatos.
Quanto custa a sociedade sustentar uma publicação que distorce a história e entrega aos jovens pensamentos ultraconservadores e os apresenta como valores progressivos?
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Amarelar Jamais

Admiro a coragem das pessoas simples e honestas que a cada dia sinalizam que não vão capitular.
São bravos e bravas cuiabanos que expressam a vontade da mudança desse modelo perverso de gestão implantado no Alencastro.
São pessoas que juntam-se, com ou sem a presença do candidato a prefeito Lúdio ou de seu vice-prefeito Faiad.
Discutem o plano de governo, a situação do Município e as possibilidades que uma mudança de modelo de gestão podem ocasionar para que os benefícios do desenvolvimento sejam melhor distribuídos.
A onda vermelha começa tomar conta das mentes e corações cuiabanos e isso irrita as pessoas que estão embrutecidas e que vêem na administração pública apenas uma forma de realização pessoal capaz de acalentar suas vaidades.
Dias destes, me perguntaram como o PT/PMDB iria fazer campanha.
Não tive dúvidas, apenas disse que são partidos de militância.
Isso se comprova agora.
Os petistas e peemedebistas juntaram-se nas ruas e avenidas de nossa cidade.
Estão indo atrás daquele voto que ainda falta: o seu.
A diferença dessa eleição será você.
Somos tantos militantes que se cada um arrumar mais um voto, com certeza, Lúdio será o novo prefeito de Cuiabá. 
Podem falar e espernear.
Não adianta, gente boa, ninguém vai amarelar.
A prova está nas chamadas pesquisas onde o nome de Lúdio capaz vez se consagra mais e a turma do amarelão está apavorada.
Lúdio Cabral com mais o seu voto, chega lá.
Esse voto que cada um de nós podemos buscar.
As pesquisas indicam isso.
Faltou material?
Anota num caderno, numa folha de papel, 13, só isso que precisa para você votar e Cuiabá ser feliz.
Se tiver um tempinho mais, bata na porta de seus parentes, amigos, colegas de trabalho e diga: vote em mim, vote em você: vote 13.
Chegou o momento de nós petistas e peemedebistas assumirmos a candidatura de Lúdio/Faiad, dando nosso aval, empenhando nossa credibilidade.
Esqueçam esse povo que só aparece em eleições.
Esse repeteco que tem um roteiro preparado de cinema trash com tantas bizarrices nessas composições feitas na calada da noite.
Faltam poucos dias.
Um esforço a mais para que possamos abrir aquele sorriso lindo, marca dessa brasilidade e que a eleição Lúdio Cabral vai proporcionar.
Pega sua bandeira, não interessa se do PT ou PMDB, pegue seu telefone, fax, lista e-mail, entre na sua rede social, multiplique-se, pois o voto a mais será a grande diferença e a garantia de que somos corajosos e não vamos nos curvar.
Amarelar jamais.
No Guerrilheiros Virtuais
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Aécio e Eduardo Campos estão de olho no ‘incêndio’

No calendário eleitoral brasileiro, as eleições municipais são descoladas das eleições gerais, criando um quadro curioso de composição, recomposição ou mesmo formação de novas coalizões. As eleições municipais servem de ensaio para os parceiros, termômetro para os inimigos e novas negociações e aproximações entre partidos políticos e jogadores.
O governo federal vai ter que se articular para impedir o avanço
da dupla Aécio e Eduardo Campos (foto).
Foto: Dida Sampaio/AE
Normalmente se dá pouca atenção às eleições municipais, federalizando-as na discussão das coalizões no plano da União. Não é para menos. Afinal, dadas as características do federalismo brasileiro, tanto no plano político quanto no plano fiscal, existe enorme concentração na União em detrimento da autonomia dos demais entes federativos. Nesse sentido, é mais do que natural que a discussão sobre as eleições municipais se dê no plano do jogo político jogado na União, compreendendo aqui que as relações entre o Executivo e o Legislativo federais, o governo e suas bancadas partidárias e o lugar da oposição no xadrez político são fundamentais para as escolhas realizadas no plano dos municípios.
Mas um aspecto pouco observado pelos analistas políticos é o fato de que a formação das coalizões passa muito pelas eleições municipais, não apenas nas capitais, onde a visibilidade política é maior, mas também no Brasil profundo, onde o jogo das alianças é estabelecido e onde a maioria dos cidadãos brasileiros vive as suas vidas.
Não se pode menosprezar o papel das eleições municipais no quadro político brasileiro, nem mesmo os municípios como ente federativo central no cenário eleitoral.
No atual contexto, três ordens de questões precisam ser colocadas. Em primeiro lugar, quem são os protagonistas do atual xadrez político. Em segundo lugar, o que está em jogo no atual cenário. Em terceiro lugar, quais são as diretrizes e os movimentos estabelecidos pelos jogadores.
No que tange ao primeiro aspecto, quatro personagens merecem destaque. Primeiro o ex-governador José Serra. Ele apostou todas as suas fichas na eleição para a Prefeitura de São Paulo, colocando-se em um cenário de vida ou morte. Antes em um cenário em que poderia navegar tranquilo, por conta das inúmeras trapalhadas no PT paulistano, agora Serra confronta-se com uma organização e alinhamento petista derivados da liderança de Lula, que também apostou muitas fichas na eleição de Haddad. Haddad demonstra que não vai decolar, Chalita sequer deu as caras e Serra atrapalhou-se no atual cenário. O que ambos, PT e PSDB, não contavam é com o surgimento de uma terceira força, representada por Russomano. O efeito Russomano pode promover um realinhamento da elite paulistana, agregando insatisfeitos do PT e do PSDB, compondo nova força no cenário político. São Paulo, nesse sentido, está fora da curva das coalizões, o que demandará tanto do governo quanto da oposição um esforço enorme de negociação com o próprio Russomano, caso ele vença a eleição paulistana.
Ainda no primeiro aspecto, também merece destaque a dupla Aécio Neves e Eduardo Campos, que, de fato, são os protagonistas do atual cenário. Ambos desejam candidatarem-se em 2014 e estão movimentando o xadrez em torno de um aspecto pouco noticiado. É fato que a dívida dos estados e dos municípios beira ao colapso fiscal, que associado ao atual cenário de crise internacional e retração da atividade econômica, cria o paiol perfeito para o incêndio sem proporções na base do governo. É necessária apenas uma fagulha.
O número de insatisfeitos com o governo federal cresce à proporção da dívida e Dilma não tem transparecido que vá criar medidas efetivas contra o avanço dela nos estados e nos municípios, pelo menos até o segundo turno das eleições municipais. Estas medidas normalmente são pouco populares, o que demandará uma forte liderança política para reconstruir o pacto federativo. O governo federal sabe disso e vai ter que se articular para impedir o avanço da dupla Aécio e Eduardo Campos, que percebe a fragilidade do governo nesse aspecto. Um fracasso do governo nas eleições municipais poderá por em risco a governabilidade de Dilma no plano de sua coalizão, arrefecendo o poder do governo nos próximos dois anos de mandato.
A solução mais imediata é contar com um parceiro pouco confiável que é o PMDB. Como o PMDB tem forte capilaridade nos municípios, ainda sim dependerá da exclusiva liderança de Dilma, com a ajuda de Michel Temer. O objetivo principal será o de reconstruir as bases do pacto federativo e, por sua vez, dos acordos que movem a coalizão do governo federal. Sem isso, o avanço de Aécio e Eduardo Campos será inevitável. Aécio colocando-se na tribuna do Senado como arauto da municipalidade e Eduardo Campos nos bastidores, à frente dos governadores. Esse movimento fica claro quando se olha a eleição de Belo Horizonte. A convocação do PT ao nome de Patrus, rompendo a esquisita aliança com o PSDB e o PSB em torno do nome de Márcio Lacerda, é a identificação perfeita do sinal amarelo da base governista e resumo do atual cenário.
Nesse sentido, nunca tantas fichas foram jogadas nas eleições municipais e nunca as eleições municipais foram tratadas com tanto menosprezo. Dependerá dela a continuidade das políticas do governo e a composição para 2014. E dependerá dela também a recuperação da atividade econômica, afinal, nenhum investimento federal se coloca sem que os prefeitos tenham boa vontade de criar as condições para isso. Contar com prefeitos fazendo beicinho para o governo federal não é boa ideia. Como não é boa ideia retrucar fazendo careta quando os prefeitos dão uma enorme vaia para Dilma.
O que caberá ao eleitor nesse quadro? Já se sabe que as escolhas dos eleitores são sempre limitadas. Restará a ele escolher quem melhor apresentar propostas concretas para a gestão dos municípios, outro aspecto muito omitido pelos analistas políticos. Investimentos não decolam, muito por conta da incapacidade de gestão pública nos municípios, seja por diferentes falcatruas armadas contra o dinheiro público, seja por conta da incapacidade de administrar o bem público, tendo em vista o caos fiscal, a falta de servidores qualificados e condições estruturais para levar um projeto de desenvolvimento a termo. Principalmente no Brasil profundo.
Nestas eleições municipais, estas questões deveriam estar sendo debatidas. Mas o cenário de desordem federativa não permite que os jogadores transpareçam o jogo. Esse jogo é sempre oculto, porque não interessa a nenhum dos jogadores exporem-se diante de tal imbróglio. A quem caberá o protagonismo das cenas dos próximos capítulos. Certamente àquele que for capaz de seduzir os prefeitos e varrer para debaixo do tapete o velho problema da Federação brasileira.
Fernando Filgueiras
No CartaCapital
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O veredicto de Geraldo Alckmin

O governador de SP usa a mesma retórica dos matadores da ditadura
Resumo
Integrante da Comissão da Verdade, a psicanalista Maria Rita Kehl traça paralelo entre a violência de Estado da ditadura (1964-85) e a da PM paulista, que alegou "resistência seguida de morte" após matar nove pessoas no dia 12. A justificativa, típica dos anos de chumbo, foi endossada pelo governador Alckmin.
"Quem não reagiu está vivo", disse o governador de São Paulo ao defender a ação da Rota na chacina que matou nove supostos bandidos numa chácara em Várzea Paulista, na última quarta-feira, dia 12. Em seguida, tentando aparentar firmeza de estadista, garantiu que a ocorrência será rigorosamente apurada.
Eu me pergunto se é possível confiar na lisura do inquérito, quando o próprio governador já se apressou em legitimar o morticínio praticado pela PM que responde ao comando dele.
"Resistência seguida de morte": assim agentes das Polícias Militares, integrantes do Exército e diversos matadores free-lancer justificavam as execuções de supostos inimigos públicos que militavam pela volta da democracia durante a ditadura civil militar, a qual oprimiu a sociedade e tornou o país mais violento, menos civilizado e muito mais injusto entre 1964 e 1985.
Suprimida a liberdade de imprensa, criminalizadas quaisquer manifestações públicas de protesto, o Estado militarizado teve carta branca para prender sem justificativa, torturar e matar cerca de 400 estudantes, trabalhadores e militantes políticos (dos quais 141 permanecem até hoje desaparecidos e outros 44 nunca tiveram seus corpos devolvidos às famílias -tema atual de investigação pela Comissão Nacional da Verdade).
Esse número, por si só alarmante, não inclui os massacres de milhares de camponeses e índios, em regiões isoladas e cuja conta ainda não conseguimos fechar. Mais cínicas do que as cenas armadas para aparentar trocas de tiros entre policiais e militantes cujos corpos eram entregues às famílias totalmente desfigurados, foram os laudos que atestavam os inúmeros falsos "suicídios".
Herzog
A impunidade dos matadores era tão garantida que eles não se preocupavam em justificar as marcas de tiros pelas costas, as pancadas na cabeça e os hematomas em várias partes do corpo de prisioneiros "suicidados" sob sua guarda. Assim como não hesitaram em atestar o suicídio por enforcamento com "suspensão incompleta", na expressão do legista Harry Shibata, em depoimento à Comissão da Verdade, do jornalista Vladimir Herzog numa cela do DOI-Codi, em São Paulo.
Quando o Estado, que deveria proteger a sociedade a partir de suas atribuições constitucionais, investe-se do direito de mentir para encobrir seus próprios crimes, ninguém mais está seguro. Engana-se a parcela das pessoas de bem que imaginam que a suposta "mão de ferro" do governador de São Paulo seja o melhor recurso para proteger a população trabalhadora.
Quando o Estado mente, a população já não sabe mais a quem recorrer. A falta de transparência das instituições democráticas - qualificação que deveria valer para todas as polícias, mesmo que no Brasil ainda permaneçam como polícias militares - compromete a segurança de todos os cidadãos.
Vejamos o caso da última chacina cometida pela PM paulista, cujos responsáveis o governador de São Paulo se apressou em defender. Não é preciso comentar a bestialidade da prática, já corriqueira no Brasil, de invariavelmente só atirar para matar - frequentemente com mais de um tiro.
Além disso, a justificativa apresentada pelo governador tem pelo menos uma óbvia exceção. Um dos mortos foi o suposto estuprador de uma menor de idade, que acabava de ser julgado pelo "tribunal do crime" do PCC na chácara de Várzea Paulista. Ora, não faz sentido imaginar que os bandidos tivessem se esquecido de desarmar o réu Maciel Santana da Silva, que foi assassinado junto com os outros supostos resistentes.
Aliás, o "tribunal do crime" acabara de inocentar o acusado: o senso de justiça da bandidagem nesse caso está acima do da PM e do próprio governo do Estado. Maciel Santana morreu desarmado. E apesar da ausência total de marcas de tiros nos carros da PM, assim como de mortos e feridos do outro lado, o governador não se vexa de utilizar a mesma retórica covarde dos matadores da ditadura - "resistência seguida de morte", em versão atualizada: "Quem não reagiu está vivo".
Camorra
Ora, do ponto de vista do cidadão desprotegido, qual a diferença entre a lógica do tráfico, do PCC e da política de Segurança Pública do governo do Estado de São Paulo? Sabemos que, depois da onda de assassinatos de policiais a mando do PCC, em maio de 2006, 1.684 jovens foram executados na rua pela polícia, entre chacinas não justificadas e casos de "resistência seguida de morte", numa ação de vendeta que não faria vergonha à Camorra. Muitos corpos não foram até hoje entregues às famílias e jazem insepultos por aí, tal como aconteceu com jovens militantes de direitos humanos assassinados e desaparecidos no período militar.
Resistência seguida de morte, não: tortura seguida de ocultação do cadáver. O grupo das Mães de Maio, que há seis anos luta para saber o paradeiro de seus filhos, não tem com quem contar para se proteger das ameaças da própria polícia que deveria ajudá-las a investigar supostos abusos cometidos por uma suposta minoria de maus policiais. No total, a polícia matou 495 pessoas em 2006.
Desde janeiro deste ano, escreveu Rogério Gentile na Folha de 13/9, a PM da capital matou 170 pessoas, número 33% maior do que os assassinatos da mesma ordem em 2011. O crime organizado, por sua vez, executou 68 policiais. Quem está seguro nessa guerra onde as duas partes agem fora da lei?
Assassinatos
A pesquisadora norte-americana Kathry Sikkink revelou que o Brasil foi o único país da América Latina em que o número de assassinatos cometidos pelas polícias militares aumentou, em vez de diminuir, depois do fim da ditadura civil-militar.
Mudou o perfil socioeconômico dos mortos, torturados e desaparecidos; diminuiu o poder das famílias em mobilizar autoridades para conseguir justiça. Mas a mortandade continua, e a sociedade brasileira descrê da democracia.
Hoje os supostos maus policiais talvez sejam minoria, e não seria difícil apurar suas responsabilidades se houvesse vontade política do governo. No caso do terrorismo de Estado praticado no período investigado pela Comissão da Verdade, mais importante do que revelar os já conhecidos nomes de agentes policiais que se entregaram à barbárie de torturar e assassinar prisioneiros indefesos, é fundamental que se consiga nomear toda a cadeia de mando acima deles.
Se a tortura aos oponentes da ditadura foi acobertada, quando não consentida ou ordenada por autoridades do governo, o que pensar das chacinas cometidas em plena democracia, quando governadores empenham sua autoridade para justificar assassinatos cometidos pela polícia sob seu comando?
Como confiar na seriedade da atual investigação, conduzida depois do veredicto do governador Alckmin, desde logo favorável à ação da polícia? Qual é a lisura que se pode esperar das investigações de graves violações de Direitos Humanos cometidas hoje por agentes do Estado, quando a eliminação sumária de supostos criminosos pelas PMs segue os mesmos procedimentos e goza da mesma impunidade das chacinas cometidas por quadrilhas de traficantes?
Não há grande diferença entre a crueldade praticada pelo tráfico contra seis meninos inocentes, no último domingo, no Rio, e a execução de nove homens na quarta, em São Paulo. O inquietante paralelismo entre as ações da polícia e dos bandidos põe a nu o desamparo de toda a população civil diante da violência que tanto pode vir dos bandidos quanto da polícia.
"Chame o ladrão", cantava o samba que Chico Buarque compôs sob o pseudônimo de Julinho da Adelaide. Hoje "os homens" não invadem mais as casas de cantores, professores e advogados, mas continuam a arrastar moradores "suspeitos" das favelas e das periferias para fora dos barracos ou a executar garotos reunidos para fumar um baseado nas esquinas das periferias das grandes cidades.
Pela culatra
Do ponto de vista da segurança pública, este tiro sai pela culatra. "Combater a violência com mais violência é como tentar emagrecer comendo açúcar", teria dito o grande psicanalista Hélio Pellegrino, morto em 1987.
E o que é mais grave: hoje, como antes, o Estado deixa de apurar tais crimes e, para evitar aborrecimentos, mente para a população. O que parece ser decidido em nome da segurança de todos produz o efeito contrário. O Estado, ao mentir, coloca-se acima do direito republicano à informação - portanto, contra os interesses da sociedade que pretende governar.
O Estado, ao mentir, perde legitimidade - quem acredita nas "rigorosas apurações" do governador de São Paulo? Quem já viu algum resultado confiável de uma delas? Pensem no abuso da violência policial durante a ação de despejo dos moradores do Pinheirinho... O Estado mente - e desampara os cidadãos, tornando a vida social mais insegura ao desmoralizar a lei. A quem recorrer, então?
A lei é simbólica e deve valer para todos, mas o papel das autoridades deveria ser o de sustentar, com sua transparência, a validade da lei. O Estado que pratica vendetas como uma Camorra destrói as condições de sua própria autoridade, que em consequência disso passará a depender de mais e mais violência para se sustentar.
Maria Rita Kehl
No Falha
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ZH começa a campanha eleitoral (subliminar) em favor de Ana Amélia

Hoje, o RS está "no limite da insegurança" - assegura o jornal Zero Hora (grupo RBS). Sugere, assim, que nas duas últimas administrações estaduais - Rigotto e Yeda, ambos apoiados pela RBS - fora um lugar de segurança e bem-aventurança, onde todos eram felizes e sabiam. 
Nota-se que já começou a campanha eleitoral subliminar em favor da futura candidata ao Piratini, a senadora do PP, Ana Amélia Lemos, conhecida pela sua incessante luta em prol de papeleiras, agroquímicos, venenos, transgenia, agronegócio e tudo o que o conservadorismo e o pensamento do atraso pode conceber e destruir.  
Sem problema, o grupo RBS/Família Sirotsky tem todo o direito do mundo em manifestar identidade ideológica e afeição política pela senadora, afinal, ela é "de casa", de confiança dos patrões, e ex-celetista da firma fundada por Maurício Sobrinho. Porém, seria ético que expressasse essa preferência de forma aberta e sincera, sem ocultar sua condição de partidária do atraso. Mas, não, a linha editorial dos veículos da RBS insistem em passar a falsa ideia de que são neutros, isentos e apartidários.
Quase pulcros.
No Diário Gauche
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O Paraíso, o Inferno e o Mensalão

Na mitologia de muitas culturas, existem narrativas sobre os caminhos que se abrem em função das escolhas que fazemos.
Em algumas versões, são lendas que nos levam a pensar nas consequências práticas das ações presentes, no modo como determinam nosso futuro no mundo. Em outras, referem-se ao que nos aguarda no além-túmulo.
Na tradição do catolicismo popular, por exemplo, temos a crença do encontro da alma com São Pedro, que, zelando pelas chaves da Porta do Céu, só deixa entrar no Paraíso quem tiver mantido vida justa na Terra. Quem não, endereça ao Inferno.
Para muitos muçulmanos, o primeiro destino da alma é determinado nos instantes que sucedem a morte. Chegam os anjos Munkar e Nakir e a interrogam, fazendo três perguntas: “Quem é teu Senhor? Quem é teu Profeta? Qual é tua religião?”. Os que acertam ficam à espera da ressurreição em alegria, os que erram são torturados até o Dia do Julgamento.
São muitas histórias semelhantes e, em todas, um mesmo recado: quem faz a coisa certa é recompensado, quem se desvia paga. Nas labaredas do Inferno.
A ansiedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal perante o julgamento do “mensalão” é compreensível.
Receberam da Procuradoria-Geral da República uma denúncia que os especialistas consideram mais frágil que a que foi feita contra Fernando Collor.
E aquela foi tão inepta que caiu por terra na primeira análise!
O fulcro da acusação é uma palavra inventada por um personagem famoso pela falta de seriedade. Nada, nem uma única evidência foi produzida em sete anos de investigações que demonstrasse que funcionou no Congresso Nacional, entre 2004 e 2005, um esquema de compra de votos para aprovar medidas de interesse do governo Lula.
O que torna a existência da “quadrilha do mensalão” uma fantasia.
Quem duvidar, que leia a denúncia e verifique com seus olhos se ela aponta as votações e os votos que teriam sido negociados (o número do inquérito é 2245 e está disponível no site da PGR, http://noticias.pgr.mpf.gov.br)
Mas nem a fragilidade da denúncia, nem sua falta de sentido, estiveram em discussão em algum momento.
Quando chegou ao Supremo, o julgamento já estava concluído. O veredicto havia sido dado e transitado em julgado.
Exercendo o papel auto-assumido de vanguarda da oposição ao “lulopetismo”, os proprietários e funcionários da grande indústria de comunicação tinham o script pronto. E ai de quem o contrariasse!
O que não quer dizer que o argumento mais forte que usassem fosse o porrete. Uma dosagem equilibrada de ameaça e adulação é sempre mais eficaz.
Se os ministros fizessem o que ela queria, as portas do Paraíso se abririam para eles. Se teimassem em discutir coisas menores - como provas, depoimentos e outros detalhes - a fogueira começaria a arder.
Há alguns meses, o ministro Luiz Fux publicou um livro. Como toda obra técnica, de interesse restrito. Seu título bastaria para afugentar os leigos: “Jurisdição Constitucional”.
O lançamento no Rio de Janeiro, cidade natal do autor, mereceu tratamento vip da TV Globo. Com direito a matéria de 1m30seg nos telejornais da emissora, tempo reservado a assuntos relevantes.
Talvez alguém se perguntasse o porquê do salamaleque. Mas é fácil entendê-lo.
Quem não gosta de ser bem tratado? Quem não aprecia saber que sua família e seus amigos acabam de vê-lo na televisão? Quem não fica feliz quando recebe um cafuné?
O Paraíso é assim, cheio de carinhos. E quem pode proporcioná-lo pode o oposto. Como dizia Augusto dos Anjos: “A mão que afaga é a mesma que apedreja”.
Se fôssemos como os Estados Unidos, onde os juízes da Suprema Corte são figuras inacessíveis, quase desconhecidas do grande público, seria uma coisa. Mas não somos. Aqui, nossos ministros adoram o reconhecimento e não hesitam em se revelar. Amam os holofotes.
Uns fazem saber que andam de motocicleta, outros que são exímios músicos, alguns se apresentam como poliglotas. Identificamos seus times de futebol, os restaurantes que frequentam. Às vezes, até seus negócios e os ambientes inadequados que frequentam.
Do julgamento do “mensalão”, poderiam sair endeusados, merecendo estátuas e concedendo autógrafos. Bastava que cumprissem o papel que lhes estava reservado.
Ou achincalhados. Tornados vilões.
Cabia a eles escolher o caminho, o fácil ou o difícil.
No fundo, estão fazendo o que a maioria das pessoas faria na mesma situação. Talvez não o que se esperaria deles.
Mas, quem mandou esperar, conhecendo-os?
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Identificados genes que determinam formato do rosto

Cientistas na Holanda identificaram cinco genes que determinam o formato do rosto humano.
Foto de um dos próprios autores do estudo
 foi usada na pesquisa holandesa
Em um estudo com mais de 10 mil pessoas, publicado esta semana na revista científica Plos Genetics, os cientistas usaram imagens feitas a partir de ressonância magnética para analisar as diferentes características do rosto de cada um.
A partir destas imagens e de retratos fotográficos, eles calcularam os comprimentos de cada rosto.
Em seguida, eles verificaram quais genes essas pessoas com características físicas parecidas tinham em comum - em uma análise conhecida como "associação genômica ampla".
A equipe da Erasmus University Medical Center de Rotterdã, na Holanda, acredita que o formato e os traços do rosto humano são definidos pelo genes PRDM16, PAX3, TP63, C5orf50 e COL17A1.
Os autores do estudo acreditam que a descoberta pode ter repercussões importantes no trabalho de peritos forenses. A teoria é de que a polícia será capaz de reconstituir o formato do rosto de um suspeito a partir do DNA encontrado na cena de um crime.
No entanto, eles admitem que esse tipo de tecnologia ainda está longe de ser desenvolvida.
"Estes primeiros resultados são animadores e marcam o começo de uma compreensão genética da morfologia facial humana", disse Manfred Kayser, que liderou o estudo na instituição holandesa.
"Talvez em algum tempo seja possível desenhar um retrato 'fantasma' de uma pessoa baseado unicamente no DNA deixado para trás, o que pode ter aplicações interessantes em campos como a perícia forense."
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Lugar do respeito

O princípio do respeito ao STF aplica-se à instituição; não necessariamente a quem o integre
Os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa irritaram-se, em julgamento do mensalão no meio da semana, com a citação feita por seu colega Ricardo Lewandowski de entrevista dada pelo delegado Luís Zampronha. Fizeram muito bem. "Citar papel de jornal!" Se bem que os dois, ultimamente, só estejam se ocupando, e muito, com atenções provocadas por uma entrevista de jornal do então deputado Roberto Jefferson.
Voltar-se apenas contra o ministro Lewandowski não satisfez Gilmar Mendes, nem poderia. Reclamou da Polícia Federal uma providência disciplinar contra o ex-chefe do inquérito relativo ao mensalão, por dar entrevista a jornais. Já em meado de agosto a corregedoria da PF abriu procedimento contra Zampronha, como os jornais noticiaram na ocasião.
O ministro Gilmar Mendes e os jornais não têm, de fato, convivência mutuamente agradável.
Na quarta-feira em que se irritou com Lewandowski ou por causa do delegado, estava fresquinha uma nota no "Globo": o desejo de Lula, segundo contara o ministro, de dar ao deputado Vicentinho a vaga no Supremo afinal dada a Joaquim Barbosa. A nota terminava lembrando que Joaquim Barbosa assumiu em junho de 2003, e Vicentinho só viria a se formar em abril de 2004. Cá entre nós, a história é ótima, não, porém, para Gilmar Mendes vê-la em jornal de alta circulação.
Joaquim Barbosa, por sua vez, reproduziu contra Lewandowski as reações autoritárias a tudo o que suponha ser crítica a si. Trata-a com a reação que se justificaria em caso de insulto. Mas quem insulta é ele. Lewandowski e Marco Aurélio Mello disputam a Taça Tolerância.
Há o que se aguardar: a crônica do Judiciário fluminense traz a promessa de bom espetáculo, no STF, quando Joaquim Barbosa se virar contra Luiz Fux.
Os jornais e os jornalistas são provocativos e criticáveis, sim, mas não só eles. Eis uma incursão do ministro Joaquim Barbosa fora do território jurídico, em seu voto das cotas raciais nas universidades:
"A história universal não registra nação que tenha se erguido, de condição periférica a não digna de respeito na política internacional, mantendo no plano doméstico uma política de exclusão em relação a parcela da sua população".
Não só pela história, mas por motivo ainda mais importante, Joaquim Barbosa não poderia deixar à margem a terrível discriminação racial nos Estados Unidos, ao longo de todo o seu erguimento de condição periférica e até apenas 50 anos atrás.
Com resquícios vivos ainda, enquanto outra discriminação se expande contra os imigrantes hispano-americanos. Sem falar, mundo afora, na concepção discriminatória aplicada aos povos árabes e parte dos asiáticos. Foi um dos seus pedidos inexplícitos de crítica.
O princípio do respeito, devido ao Supremo, aplica-se à instituição Supremo Tribunal Federal. Não necessariamente a quem o integre, ou seria privilégio repelido pelo sentido de democracia e pela Constituição. Não encontra justificativa a reação pretensiosa de alguns ministros à crítica externa a palavras e atos seus. Talvez o desrespeito ao Supremo esteja dentro dele.
Janio de Freitas
No Falha
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Lula no comício de Haddad

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25 anos do acidente radioativo com Césio 137 em Goiânia

CENAS DO BRASIL - 15.09.12: Há 25 anos aconteceu em Goiânia (GO) o maior acidente radiológico do Brasil. Centenas de pessoas foram contaminadas pelo elemento químico conhecido como Césio 137. Recentemente, a presidenta Dilma Rousseff instituiu o 13 de setembro como o Dia Nacional de Luta dos Acidentados por Fontes Radioativas. Os materiais radioativos são perigosos, mas também oferecem benefícios que vão além da energia elétrica. Que lições o país tirou do acidente com o césio? O que é radioatividade, radiação? Quais seus usos e abusos? O que representa risco de contaminação radioativa? Quais as novas recomendações de radioproteção para o meio ambiente e locais de trabalho que trazem risco? E para a população em geral, quais as aplicações da energia nuclear e que políticas existem de segurança nuclear. Estas foram as questões discutidas com o diretor de Proteção e Segurança Nuclear, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Ivan Salati e o professor de Física, da Universidade de Brasília (UnB), Araken Werneck.
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Primer aniversario de la toma de Wall Street

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O TSE na TV

Certamente com toda a boa vontade do mundo, o Tribunal Superior Eleitoral está veiculando uma campanha sobre “voto limpo” na mídia.
Não é a primeira e não será a última que o Tribunal promove antes de uma eleição. Parece entender que faz parte de sua missão a tarefa de, nessas horas, ensinar o cidadão a votar “certo”.
A atual campanha é de abrangência nacional e está sendo desenvolvida em grande estilo. São 9 filmes de produção caprichada, com veiculação intensa. Difícil que alguém que ouça rádio ou veja televisão não tenha sido exposto a alguma peça.
É daquelas iniciativas em que, aparentemente, todos ganham.
O Tribunal, por cumprir um papel pedagógico contra o qual ninguém se insurgiria. Quem acharia errado que promovesse a educação cívica do povo? Logo o nosso, famoso por sua incapacidade de “votar direito”.
Os veículos de comunicação, porque abatem os impostos que devem ao Fisco, em ressarcimento pelo tempo que são obrigados a destinar à campanha. É um bom negócio para as emissoras, pois cobram o “preço cheio”, sem os descontos e bonificações de volume que concedem aos anunciantes privados.
Também ficam felizes os profissionais e empresas pagos para planejar, criar e produzir os filmes e spots. Sem os orçamentos limitados das campanhas que vendem habitualmente, faturam alto e ainda têm ampla liberdade para trabalhar.
E o eleitor? Ganha alguma coisa com isso?
A primeira peça da campanha mostra um mecânico enquanto tira graxa dos dedos – em alusão óbvia às “mãos limpas”. O texto em off ensina que “existem políticos bem-intencionados” e que é possível encontrá-los pesquisando seu passado e vendo se “suas propostas vão trazer benefícios para nós”.
De truísmo em truísmo, chega ao maior: “Voto não tem preço; voto tem consequência”. Alguém não sabia?
Na segunda, temos um palhaço que tira a maquiagem ouvindo uma locução que conta histórias de escassa base factual. Que o “voto é um direito conquistado depois de muitas lutas (quais?) de nossa sociedade” e que a Lei da Ficha Limpa é seu capítulo mais recente.
Conclui com uma declaração enigmática: “A Lei da Ficha Limpa é o eleitor de cara nova” (seja lá o que isso signifique).
O terceiro é o mais extraordinário. Nele, uma jovem segura um troféu e o texto diz: “Quando a gente vota, a gente coloca o nosso futuro (...) nas mãos de alguém (...) e tudo que ele fizer em nosso beneficio vai tornar nossa vida melhor”. Daí o troféu: “(...) é o prêmio de quem vota limpo”.
Deixando de lado as admoestações triviais e a descabida glorificação da Lei da Ficha Limpa, o que a campanha faz é apresentar o voto de maneira que pode ser tudo, menos consensual.
Como no filme que ensina a mecânica da votação: “Não tem mistério. Você digita cinco números e vota para vereador. Apareceu a foto? É ele? Confirma!”. Para prefeito, fazer o mesmo, e “para votar em branco, use a tecla branca e confirme” (sem mencionar que existe voto nulo).
Tudo parece natural e apenas educativo. Mas não é.
Os responsáveis pela campanha têm uma visão muito particular do que seja o voto, concebendo-o como algo estritamente individual, em que se contrapõem eleitor e candidato sem qualquer mediação.
Onde estão os partidos políticos? Em nenhum momento aparecem, sequer no filme que “ensina” a votar, mas se esquece que existe o voto partidário.
Acreditam que a escolha é ditada pela conveniência, em uma relação de troca: o cidadão vota, o eleito concede “benefícios”. Acham que o voto é instrumental. E querem que todos pensem assim.
Por acaso o voto ideológico ou de convicção seria menos recomendável que o pragmático e utilitário?
No fundo, como ninguém sabe o que é certo ou errado nessa matéria, melhor é não ter a pretensão de querer ensinar. Boas intenções produzem, às vezes, maus resultados.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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A saúde precisa mudar

São Paulo inteira se sensibilizou com a história de José Machado, um caminhoneiro que parou de trabalhar porque tem catarata e está na fila da cirurgia há mais de dois anos.
Com a grande repercussão do relato do Seu José, a prefeitura reagiu da pior forma: violou o sigilo médico do paciente e manipulou informações para expor o caminhoneiro nos jornais, como um mentiroso.
Agora, a história tem outro final. O jornal O Estado de S. Paulo apresentou um laudo médico provando que o Seu José tem de fato catarata. Além de ser vítima da falta de tratamento, ele foi vítima de agressões morais. "O estrago que ele causou na minha vida não tem dinheiro nenhum que apaga", desabafa Seu José.
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"Não consigo me tratar"

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Do eleitor paulistano para José Serra

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Sabatina com Serra - Melhores Momentos

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Sabatina com Fernando Haddad

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Íntegra da entrevista de Veja com Marcos Valério













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É luxo só

Vá entender. Em meio à crise financeira que assola o mundo, o único comércio que cresce e prospera é o de artigos de luxo. As grandes grifes nunca venderam tanto, publicações caras dirigidas a um público com sobra de dinheiro se multiplicam e tem cada vez mais gente comprando jatinhos executivos para combinar com seus iates.
A compulsão do consumo conspícuo é tamanha que criou um problema inédito: como inventar coisas que se destaquem, pela exclusividade, num mercado em que o luxo se banaliza rapidamente e em que donos de Mercedes último tipo são obrigados a andar com um adesivo que diz “Meu outro carro é um Lamborghini”?
O uísque Johnny Walker é um exemplo desta busca incessante pelo cada vez mais exclusivo. Na sua forma original e acessível tinha o rótulo vermelho. Depois lançaram o Johnny Walker rótulo preto, mais caro e supostamente melhor. Depois veio o rótulo azul, ainda melhor e mais caro do que o preto. Depois o rótulo verde, uma depuração do azul. E agora existe o Johnny Walker rótulo ouro, feito para pouquíssimos — mas, dizem, vendendo muito bem.
Outro problema trazido pelo luxo banalizado é o que dar para o homem que tem tudo. Pode-se imaginar a angústia da mulher do homem que tem tudo à procura de um presente para lhe dar de aniversário. Um Porsche? Ele já tem dois. Um helicóptero? Muito barulhento. E então ela descobre a solução.
Uma coisa pequeninha, mas que certamente nenhum dos amigos dele tem. Um cortador de pelinho do nariz feito de prata, que ela pede para ser personalizado com as iniciais dele.
Dizem que a sugestão da Maria Antonieta para que os pobres comessem brioches se faltasse pão apressou a Revolução Francesa. Não se pode imaginar que a notícia da existência de um cortador de pelinho do nariz prateado vá provocar uma reação popular parecida.
Mas quem sabe se o cortador de pelinho do nariz prateado não seja o limite?
Luís Fernando Veríssimo
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Mídia corrupta e com falta de ética busca confundir eleitores

 Isso no Equador; não no Brasil, é claro 
A menos de un año de las elecciones presidenciales en Ecuador, el presidente Rafael Correa dejó en evidencia la campaña de los medios de comunicación privados que buscan confundir al pueblo.
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Baixaria na imprensa de direita às vésperas de uma eleição?

Última capa da revista Veja traz uma suporta declaração do réu Marcos Valério revelando uma suposta participação do ex-presidente Lula no suposto esquema do chamado mensalão, há poucas semanas das eleições e poucos dias depois do candidato
Serra passar a usar o caso "mensalão" no seu programa de tv.
Horas depois da publicação, o próprio advogado do réu afirma que o seu cliente jamais deu declarações como foi afirmado pela revista.
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Unidos por Perillo

Demóstenes, Serra, Aécio, Alckmin e Beto Richa unem esforços para eleger Marconi Perillo governador de Goiás nas eleições passadas. Qual o conhecimento de cada um em 2010 em relação aos crimes do bicheiro Cachoeira? Só o Demóstenes e o Perillo sabiam e usufruíam dos esquemas?

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Semana Farroupilha

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