15 de set de 2012

Nino Rota

Suite orchestrale dalla colonna sonora del film Amarcord di Federico Fellini
Orchestra Sinfonica della Repubblica di San Marino
Direttore: Yoichi Sugiyama
19/12/2009 - Concerto di Natale 2009
Teatro Nuovo - Dogana - Repubblica di San Marino
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Imprensa hesita em repercutir Veja

Imprensa hesita em repercutir Veja
Como a "bomba" de Veja contra Lula é toda no condicional, até veículos conservadores, como o Estadão, pisam no freio
O título da matéria publicada no Estadão.com diz tudo. "Marcos Valério apontaria participação de Lula no Mensalão, afirma revista". Como a "bomba" de Veja contra Lula é toda construída no condicional (embora seja vendida na capa como uma entrevista real do publicitário), o título do Estadão está no futuro do pretérito. Apontaria, seria, poderia etc, etc.
A repercussão obtida pela reportagem, até agora, está restrita ao meio político, com declarações previsíveis de adversários de Lula, como Roberto Freire e Agripino Maia. Na imprensa, mesmo aquela considerada golpista pelo PT, ela tende a arrefecer, uma vez que o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, já desmentiu as afirmações atribuídas por Veja a seu cliente.
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Freire e Agripino excitados com Veja

A edição da revista Veja desta semana, que traz na capa o publicitário Marcos Valério e acusa Lula de ser “o chefe do mensalão”, já deixou excitados os golpistas de plantão. O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia, divulgou agora à tarde nota em que exige “explicações”. Já o deputado Roberto Freire, dono do PPS, sempre servil à oposição demotucana, pede a abertura de processo contra o ex-presidente. Como já virou hábito, a mídia direitista pauta os partidos da direita, hoje tão fragilizados.
Em sua nota, o demo Agripino Maia, acusado por desvios de recursos públicos no Rio Grande do Norte e abatido com o fiasco da sua prefeita em Natal, é matreiro: “O que eram suspeitas se colocam agora como objeto real de investigação pelas revelações atribuídas a Marcos Valério, principal agente operador do mensalão. Se confirmadas as revelações fica evidenciado que o mensalão estava instalado no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada, símbolos maiores do poder da República. O Brasil espera explicações”.

"Abrir um novo processo"

Já o presidente do PPS, o decadente Roberto Freire, é mais incisivo. “É dever do Ministério Público, diante de uma denúncia crime, que é o caso da reportagem [da Veja], abrir um novo processo”. Em nota oficial distribuída à imprensa, ele baba sangue. “Diante das novas revelações feitas pelo publicitário Marcos Valério de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o chefe do mensalão, a direção nacional do PPS avalia que é dever da Procuradoria Geral da República abrir uma nova investigação”.
As notas de Agripino Maia e Roberto Freire, dois políticos travestidos de vestais da ética, só confirmam que o julgamento do chamado “mensalão do PT” foi marcado nas vésperas das eleições com intento oportunista. A direita nativa não brinca em serviço e conta, em suas manobras, com a valiosa ajuda da mídia. A revista Veja publica uma capa escandalosa, as emissoras de televisão amplificam o assunto e os jornalões tratam de replicar o caso durante a semana. A jogada é velha, mas muita gente ainda não percebeu!
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Ex-guerrilheiro Tupamaro debate ditadura militar em Porto Alegre

O ex-guerrilheiro tupamaro Jorge Zabalza esteve em Porto Alegre para participar do CINE MEMÓRIA E JUSTIÇA – NOSSA MEMÓRIA NÃO ESQUECE..., realizado pela Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela. Estivemos na coletiva de imprensa que aconteceu na quarta-feira, dia 12, no Utopia e Luta, e depois na abertura do Cine, na Usina do Gasômetro.
No Coletivo Catarse
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Senhor Deputado Antony Garotinho

 
15/09/12
Senhor Deputado Antony Garotinho,
Na última sexta feira, vi seu depoimento no programa eleitoral do Deputado Rodrigo Maia.
Nele ficou CLARO que nós dois sempre seremos de lados opostos nesta vida.
Eu acredito na IGUALDADE e no direito universal das pessoas serem respeitadas.
O senhor não acredita numa vida de igualdade. O senhor deixa claro que tem outra posição sobre gays, lésbicas, travestis e transexuais.
Eu juro que gostaria de entender o que tanto perturba o senhor em relação a este assunto.
Eu juro que gostaria de entender porque tanto ódio ao falar de gays.
Eu juro que gostaria de olhar tudo isso com distanciamento.
Mas eu não consigo. Não consigo e nem quero.
Eu apoio as paradas Gays.
Eu apoio o casamento entre os gays.
Eu apoio a adoção de crianças por gays.
Eu de fato acho que o Rio é uma cidade muito GAY e isso é ótimo.
Quando o Dep. Rodrigo Maia me falou da campanha junto com o senhor eu resisti e muito.
Acabei aceitando e tentando conviver com as diferenças que são abissais entre o meu mundo e o seu.
Na sexta feira tive certeza de isso é impossível.
Eu acredito na VIDA e o senhor não.
O senhor tenta usar a insegurança diária da comunidade gay numa oportunismo político com o Prefeito Eduardo Paes.
Na Prefeitura Cesar Maia apoiávamos a Parada Gay. Inclusive eu ia às aberturas dar o beijo de abertura.
Na Prefeitura Cesar Maia iniciamos o projeto mais importante no país de proteção a travestis.
Na Prefeitura Cesar Maia garantimos muitos direitos de gays e lésbicas.
Tenho um enorme orgulho de tudo que fiz no governo.
O senhor na TV ao falar de Eduardo Paes está de certa forma falando de tudo que eu ajudei a construir.
E, sobretudo, o senhor está desmontando no que eu mais acredito na vida que é a igualdade.
Eu fico triste em ver um homem como o senhor usar a comunidade gay para confrontar uma campanha eleitoral de adversários.
Mas o senhor é o que é.
Nós jamais poderemos estar JUNTOS.
Como o senhor é prioridade na campanha Rodrigo Maia e Clarissa Garotinho quem tem de fato que sair sou eu.
Fiz isso no sábado logo após o programa.
Quem sabe um dia o senhor acredite na vida.
Quem sabe um dia?
Não posso te desejar boa sorte, pois se fizer isso estaria condenando a morte muita gente que merece VIVER.
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O mensalão e as eleições entram na reta final

kotscho 14092012 O mensalão e as eleições entram na reta final 
Não por acaso, claro, o julgamento do mensalão e a campanha eleitoral entram concomitantemente em suas fases decisivas na próxima semana. E vão fazer o possível para que as sentenças dos réus saiam junto com a abertura das urnas eletrônicas.
Não por acaso, também, o mensalão tornou-se o carro-chefe do discurso de José Serra e outros tucanos na televisão para conter a sangria de votos que ameaça deixar o PSDB fora do segundo turno em São Paulo.
Os mesmos setores do Judiciário, da imprensa e dos partidos de oposição, que pressionaram o STF para colocar em julgamento ainda este ano o processo do PT, antes que entrasse em pauta o mensalão tucano, que é sete anos mais antigo, agora têm pressa para anunciar logo as condenações.
Para isso, o ministro relator Joaquim Barbosa, que se comporta mais como assistente de acusação do procurador-geral Roberto Gurgel do que como juiz, até está pedindo a marcação de sessões extras.
Até agora, após 23 sessões, foram julgados — e quase todos condenados — os réus dos núcleos publicitário e financeiro do chamado valerioduto que teria abastecido o mensalão petista.
No fatiamento do processo, o relator adotou a velha fórmula do "como queria demonstrar", criando as condições para a condenação dos réus do núcleo político que começam a ser julgados na próxima segunda-feira.
É a parte central do processo em que os 10 ministros do STF decidirão se os recursos do valerioduto foram utilizados para a compra de apoio político no Congresso, como acusou o procurador-geral, ou para pagar despesas de campanhas eleitorais, a tese do "caixa dois" apresentada pelos advogados de defesa.
Pelo andar da carruagem, ao encampar a denúncia de Roberto Jefferson, que deu origem ao processo, Joaquim Barbosa mais uma vez deve receber o apoio da maioria dos ministros, que estão fechados em torno dos votos do relator, como mostra o placar de 8 a 2 que vai se repetindo a cada condenação, quando não registra a unanimidade.
Eles nem disfarçam mais: a euforia dos porta-vozes da oposição na mídia com o julgamento do mensalão contrasta com seu inconformismo a cada divulgação de nova pesquisa em que seu candidato cai e aumentam os índices de rejeição.
Como não sou juiz nem advogado, e não tenho diploma de nada, também não me meto a comentar nem entrar no mérito das decisões do STF. Limito-me a registrar os fatos como os fatos são. Espero apenas que a Justiça seja igual para todos e não apenas um instrumento de vingança eleitoral.
Por falar nisso, e o mensalão tucano, que é de 1998, quando foi criado o tal do valerioduto? Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém toca mais no assunto. Se o principal argumento para apressar o julgamento do mensalão do PT, denunciado em 2005, foi o de evitar a prescrição dos crimes, o que dizer do processo envolvendo os políticos do PSDB?
Faço estas perguntas já sem esperanças de ouvir respostas nas colunas dos jornais, das emissoras e das revistas abrigados no Instituto Millenium, o grêmio recreativo dos barões da imprensa que não se conformam de ter perdido o poder.
Se algum leitor do nosso Balaio souber me responder, por favor escreva para este blog.
Bom final de semana a todos.
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Ritual da decapitação

O novo desentendimento público entre os ministros Joaquim Barbosa, relator, e Ricardo Lewandowski, revisor, expôs a ponta de uma questão que pode se tornar a mais grave deformação no julgamento da Ação Penal 470, chamada de mensalão.
Wanderley.
Na perspectiva de um julgamento de exceção
“Esse julgamento não é dos mais ortodoxos que já se processaram neste Supremo”, observou Lewandowski, gravemente, ao longo do bate-boca para o qual foi puxado por Joaquim Barbosa na quarta-feira 12.
O ministro não desvendou a insinuação que fez. Mas há ocorrências que conduzem a uma heterodoxia que projeta um futuro diferente. Ou seja, embora o tribunal não seja de exceção, o julgamento poderá vir a ser se forem consumados indícios formados a partir de alguns votos.
“Não sei se o ex-ministro José Dirceu é inocente ou se, como outros, cometeu algum crime à sombra do ilícito caixa 2. Os autos devem esclarecer isso. Há algo, todavia, independente dos autos: será um julgamento de exceção se for condenado por não haver provas contra ele”, observa Wanderley Guilherme do Santos, o maior cientista político brasileiro vivo, que a Universidade Autônoma Nacional do México considerou um dos cinco mais importantes da América Latina.
Ele observa: “Alguns magistrados estão prontos a contorcionismos chineses para escapar à evidência de que a legislação eleitoral é causa eficiente do caixa 2 que, por sua vez, proporciona a oportunidade para diversos outros crimes”.
Wanderley Guilherme acredita que comentários antecipando votos condenatórios, com base em provas nos autos, abrem estranhamente caminho para “condenações sem provas”. Essa contradição se explica assim:
A premissa – sustentada pela ministra Rosa Weber – de que chefes de quadrilha, homens poderosos, não deixam rastros é interpretação peculiar da tese do domínio do fato. “Pode ser defensável, mas requer comprovação”, contrapõe Wanderley.
Até agora, constata, nenhuma condenação se apoiou em tal tese ou, ainda, na versão mais amena de que, quanto mais elevado nas hierarquias de poder, maior a possibilidade de que criminosos eliminem indícios. Todas as condenações se sustentaram em provas.
João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato foram condenados com provas toscas. Eram, no entanto, homens de poder e influência. O primeiro, presidente da Câmara na ocasião, era o terceiro homem na linha da sucessão presidencial. O segundo integrava a alta administração do Banco do Brasil.
“A interpretação do domínio do fato é a espinha dorsal para a condenação sem provas”, sustenta o cientista político.
“O procurador e o ministro, paralelamente aos autos, construíram um enredo perverso que ligaria todos os ilícitos como se tudo fosse uma coisa só”, afirma ele.
Essa conexão é o eixo em torno do qual gira o raciocínio de que, quanto mais elevada for a posição do criminoso nas hierarquias sociais, mais fácil a ocultação de provas. Por consequência, como diz Wanderley Guilherme, “não havendo provas é forte o indício de que há o mando de uma autoridade”.
Ele denuncia: “O discurso abstrato sobre o domínio do fato nada tem a ver com o voto real, sendo apenas preparatório para o momento em que não houver prova alguma e os juízes condenarem assim mesmo. Um julgamento de exceção”.
Ou seja, tudo indica que está preparado o ritual de decapitação de José Dirceu. E dane-se se não houver provas.
Andante Mosso
Rei do Baião. Gonzaga, politizador romântico e sincero
Muito além do baião
Multiplicam-se as homenagens a Luiz Gonzaga, chamado o Rei do Baião. Se vivo fosse,  completaria 100 anos em dezembro. É importante não esquecer o papel politizador desse  gigante da música brasileira. Nos anos 1950-1960, ele andava “por esse país” fazendo shows  acompanhado da zabumba e do triângulo.
Gonzaga, na sanfona, identificava o homem alto da zabumba como o “custo de vida”, e o baixinho do triângulo como o “salário mínimo”. Fazia um proselitismo romântico e sincero, a partir desse viés da desigualdade.
Só pensa naquilo
José Serra puxou o tema nacional do mensalão para a esfera das eleições municipais em São Paulo. Foi estimulado por seu muy amigo Fernando Henrique Cardoso.
Ruim para Serra. Isso só reforça no sentimento do eleitor paulistano de que a cabeça dele vive voltada para o poder em Brasília.
Inimizades eletivas
Com a saída do ministro Cezar Peluso, por imposição do regimento, houve troca de cadeiras no  plenário do Supremo Tribunal Federal. Os desafetos Marco Aurélio Mello e Joaquim Barbosa, por exemplo, sentavam em lados opostos, e agora estão lado a lado.
Barbosa ficou no lado oposto, porém, de frente para o maior adversário dele no STF, o ministro Gilmar Mendes. A relação entre os dois não é de inimizade. “É de ódio”, avalia um dos  integrantes da Corte, testemunha ocular e auditiva do que se passa naquele tribunal.
Percepção I
Alguns advogados brasileiros manifestam, neste momento, saudades do tradicional domínio liberal no Supremo Tribunal Federal. Um deles constata: “O liberalismo gerou ótimos juízes. O neoliberalismo, não”.
Percepção II
Da ministra Cármen Lúcia, expoente do STF, ao responder à pergunta de um jornalista sobre a proposta de se criar uma sessão extraordinária para acelerar o julgamento da Ação Penal 470, apelidada de mensalão: “Sou mineira. Não sou contra ou a favor de nada”.
Stern.
Dois filhos inesperados para
partilhar dos seus bilhões.
Foto: Marcos Ramos/Ag. O Globo
Duas pedras preciosas I
Um processo, em fase final, guardado nas entranhas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vai mudar a vida de dois irmãos que vivem hoje em condições materiais de classe média.
Eles, Milton e Nelson, já foram reconhecidos como filhos de um empresário bilionário, o joalheiro Hans Stern (1922-2007). Por direito vão entrar na repartição de bens calculados
em bilhões de dólares.
Duas pedras preciosas II
A mãe era funcionária de Hans Stern e, após a morte do joalheiro, revelou aos filhos a verdadeira paternidade deles, comprovada ao longo do processo por exames de DNA.
Judeo-alemão, Stern chegou ao Brasil em 1939, fugindo do nazismo. A joalheria, estabelecida
nos anos 1940, multiplicou-se e hoje está presente em mais de 30 países.
Stern revolucionou o mercado mundial de pedras preciosas ao desmontar a afirmação, com rigor irônico irretocável, de que as gemas brasileiras eram menos preciosas: “Assim como não há pessoas semi-honestas, não há pedras semipreciosas”.
Rejeição de classe
A chapa Rodrigo Maia e Clarissa Garotinho, postulante à prefeitura carioca, nasceu de acordo entre o ex-governador fluminense Anthony Garotinho e o ex-prefeito do Rio Cesar Maia. Tinha tudo para dar errado. E deu.
Rodrigo, filho de Cesar, e Clarissa, filha de Garotinho, patinam em torno de 3% das intenções  de voto. O pai de Rodrigo comandou a administração da cidade por duas vezes. E fez o sucessor. O pai de Clarissa governou o estado e elegeu a mulher, Rosinha, como sucessora.
Os dois sempre expressaram campos opostos da sociedade. Cesar, nascido no conservador  bairro da Tijuca, tinha prestígio na classe média. Garotinho, com bom trânsito no interior do estado, de onde se origina, tem apoio da população mais pobre.
Maia foi um prefeito implacável com os camelôs, expressão máxima dos trabalhadores  informais e, naturalmente, da base da pirâmide social. Garotinho, por usos e costumes,  desafia o preconceito da capital. Assim, os eleitores rejeitaram a aliança. É prova política, além de biológica, de que jacaré não cruza com cobra-d’água.
Maurício Dias
No CartaCapital
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STF não tem pressa para concluir processo do mensalão

Prioridade é manter o ritmo e seguir em frente, segundo Ayres Britto, presidente da Corte
Carlos Ayres Britto preside a Corte, que julga o processo do mensalão desde agosto - Dida Sampaio/AE
Carlos Ayres Britto preside a Corte, que julga
o processo do mensalão desde agosto
Dida Sampaio/AE
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou nesta sexta-feira, 14, que "não há pressa" para concluir o processo do mensalão. O magistrado ressaltou também que, apesar da possibilidade de o julgamento se estender até as eleições municipais, os ministros que integram a corte não fizeram "conexão" do caso com o pleito. "Nunca fizemos esse tipo de conexão, de avaliação", declarou. 
O STF concluiu na quinta-feira a análise do capítulo sobre lavagem de dinheiro. A partir de segunda-feira deve começar a julgar o núcleo político do escândalo, que envolve, entre outras, personalidades como o ex-ministro José Dirceu (PT) e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, internado nesta sexta com dores abdominais.
Até o momento, o único político incluído nas partes do processo já analisadas pela corte foi o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT). Ele foi condenado por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, o que levou o petista a renunciar à candidatura para a prefeitura de Osasco (SP).
O julgamento do mensalão teve início em 2 de agosto e a previsão inicial era de que o processo fosse concluído no início de setembro. "De fato, a previsão era de que em um mês terminássemos tudo, mas não foi possível", observou Ayres Britto. O presidente do STF ressaltou, porém, que o processo é "um seguir adiante, um andar para frente" e que o julgamento está "caminhando bem". "Está todo mundo no ritmo adequado, conciliando segurança técnica por parte dos ministros na formulação de seus votos e presteza na entrega da prestação jurisdicional", salientou.
Ayres Britto foi um dos palestrantes do Congresso Internacional de Direito de Estado, encerrado nesta sexta na capital mineira, no qual também estavam previstas as participações da ministra Cármen Lúcia, do STF, e Teori Zavascki, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que acaba de ser indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga no Supremo aberta com a aposentadoria do ministro Cezar Peluso, mas eles não compareceram.
O presidente da mais alta corte do País deu apenas uma rápida entrevista ao chegar para o evento e evitou o caso do mensalão em sua palestra, que teve que ser adiantada devido a outros compromissos do ministro. Ele lembrou que, apesar de o mensalão já se estender além do previsto inicialmente e de o caso consumir todas as sessões realizadas durante a semana desde o início do julgamento, a corte não paralisou seus trabalhos.
"Cada ministro está despachando monocraticamente em seus gabinetes. Já fizemos inclusive uma sessão extraordinária para cuidar de outros processos", observou. Foi num desses despachos monocráticos, por exemplo, que o ministro Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus ao fazendeiro Regivaldo Galvão, condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária Dorothy Stang em 2005.
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Charge online - Bessinha - # 1469

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Betim-MG: Tucano tem esquema de compra de votos

É crime eleitoral receber dinheiro para fazer propaganda visual para candidato.
As cenas mostram a negociação entre uma intermediária do tucano Carlaile Pedrosa e carroceiros. 
Eles ganham R$ 140 para exibir adesivos de apoio ao candidato.
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Francisco Falcão

"Quem ocupa cargo público deve abrir o Imposto de Renda"

Novo corregedor do Conselho Nacional de Justiça promete não recuar no trabalho de afastamento dos maus juízes, a que chama de "maçãs podres"
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AUSTERIDADE
Corregedor do CNJ prepara corte nos salários de juízes
A comparação com a ex-corregedora Eliana Calmon tem sido inevitável nos primeiros dias de Francisco Falcão no cargo de xerife do Conselho Nacional de Justiça, órgão que fiscaliza a atuação de 16 mil juízes. Aos 60 anos de idade e 24 de magistratura, o pernambucano discreto armou-se de propostas polêmicas para começar o mandato de dois anos. Nesta entrevista, Falcão diz que prepara o corte dos salários de juízes que ganham mais do que os ministros do Supremo Tribunal Federal ou R$ 26,7 mil mensais. “Vamos cortar”, anuncia. Falcão também defende que todas as autoridades públicas – sejam juízes, sejam parlamentares ou integrantes do Executivo – abram dados do Imposto de Renda na internet.
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"Em matéria de rigor, vocês (magistrados) correm o
risco de sentir saudade da ministra Eliana Calmon"
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"Quando era presidente do Congresso, o ACM pediu preferência
num processo. É natural. É demagogia dizer que não existe"
Quais as semelhanças e diferenças entre o sr. e a sua antecessora, Eliana Calmon?
Entramos juntos no Superior Tribunal de Justiça em 1999, fomos sabatinados juntos, integramos a mesma sessão de direito público e, mais uma coincidência, moramos já há cinco ou seis anos no mesmo prédio. Tenho um estilo muito parecido com o dela em matéria de rigor. Talvez eu seja até mais rigoroso do que ela, só que procuro agir de uma forma mais discreta. Cada pessoa tem o seu temperamento. No fundo, o resultado será o mesmo. Inclusive ela me disse que tinha muita gente apostando que, quando o Falcão assumisse, as coisas iam mudar. Mas quem estiver pensando que vai haver modificação no trabalho está completamente enganado.
Na sua posse, o sr. investiu contra o que chamou de “maçãs podres” do Judiciário. É o equivalente, no seu vocabulário, aos “bandidos de toga” a que a ministra se referia? O sr. acha que ela foi feliz na expressão, criticada por entidades de juízes?
Eu não queria fazer esse comentário. Foi uma expressão que ela usou, e ela mesma me disse que não foi para chamar todo mundo de bandido. O que ela quis dizer é que havia maçãs podres, o mesmo que estou dizendo agora, só que eu acho que não é essa quantidade tão grande. Existe uma minoria, que espero que seja uma minoria mínima, do que eu chamo de maus juízes, de vagabundos. E essas maçãs podres é que temos de extirpar do Poder Judiciário, sob pena de prejudicar a imagem da instituição.
Qual será o seu método para chegar aos maus juízes?
O meu trabalho é exatamente trabalhar com as corregedorias. Onde os corregedores não punirem, nós vamos agir. E punir quem estiver errado. Inclusive o corregedor, se for o caso. 
O que exatamente o sr. chama de maçã podre?
As notícias que correm são de que aqui e acolá, num tribunal ou em outro, é comum ter essas pessoas que se desviam do interesse público para o interesse privado. A corrupção é algo intolerável, mas há também os maus juízes, aqueles que não trabalham, que não residem na comarca. Um dos pontos da nossa administração vai ser garantir a presença do juiz no local de trabalho. Hoje você vai a uma comarca do interior da Paraíba, por exemplo. O juiz está lá terça e quarta-feira. Segunda, quinta e sexta-feiras, não tem ninguém.
Que punição o sr. defende para esses juízes?
Afastar do Judiciário. Há uma polêmica que envolve essa questão da aposentadoria com remuneração. Temos de assegurar ao magistrado a remuneração com base no que ele contribuiu. Não temos como aposentar e dizer que não vai receber nada. O que se faz é conceder aposentadoria proporcional ao tempo de serviço. O magistrado que tiver mais de 35 anos de serviço sai com aposentadoria integral, o que é um prêmio. Agora, eu defendo o ressarcimento ao erário, uma medida em discussão no Congresso. O juiz vendeu uma sentença, cobrou R$ 100 mil, tem de devolver isso para o Fisco. Não deve haver apenas a condenação penal e a perda do cargo, mas o ressarcimento ao erário do dano causado.
E o sr. admite que o CNJ possa quebrar o sigilo dos investigados?
A Constituição Federal garante a todos o sigilo fiscal, bancário e telefônico. A corregedoria não fará nenhuma quebra de sigilo sem autorização judicial. Eu, pessoalmente, defendo, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, que nenhuma autoridade pública tenha direito a sigilo. É um tema que mais cedo ou mais tarde vai voltar a ser discutido, e eu espero que um dia esse sigilo acabe no Brasil. Quem exercer cargo público deve ter o Imposto de Renda aberto na internet. Nós já encaminhamos as nossas declarações ao Tribunal de Contas, mas isso tem de ser aberto para qualquer cidadão.
A que o sr. atribui a expectativa favorável da Associação dos Magistrados Brasileiros à sua atuação? A AMB chegou a ir ao Supremo contra os poderes do CNJ.
Não sei. Sou filho de juiz. Tenho um temperamento mais ponderado. Mas não confundam ponderação com falta de rigor. Inclusive, em visita ao tribunal de São Paulo, fiz questão de dizer na frente do presidente da AMB, doutor Nelson Calandra:  “Olha, não se confunda humildade e discrição com falta de rigor. Em matéria de rigor, vocês correm o risco de sentir saudade da ministra Eliana”.
A ministra Eliana costuma dizer que ninguém chega ao STJ sem um padrinho político. Quem são os seus?
É verdade, ninguém chega ao STJ sem padrinho, embora eu tenha sido o primeiro lugar da lista quando concorri aqui. Na época, quem me ajudou muito foi o vice-presidente Marco Maciel, pernambucano, meu primo, o então governador do Ceará, Tasso Jereissati, e o senador Antônio Carlos Magalhães. Também o governador de Pernambuco na época, Jarbas Vasconcelos. E isso é bobagem. Estou aqui já há 13 anos e nunca, nunca Marco Maciel me fez um pedido.
E os demais?
O ACM uma vez me pediu a preferência, quando era presidente do Congresso. Disse: “Tem um processo aí, se puder julgar isso rápido.” Só isso, o que é uma coisa natural. O processo político é inevitável. Como você vai fazer se não tiver uma pessoa na área política? É demagogia dizer que não existe isso.
A ministra Eliana Calmon reclamou que há filhos de ministros e ministros aposentados que advogam. O sr. vê conflito de interesses?
Há duas categorias de filhos de ministros que advogam. Eu tenho dois filhos que advogam. Uma filha com 36 e outro com 31. Recolhem Imposto de Renda, têm escritórios em São Paulo e em Brasília e advogam com procuração nos autos. Não posso impedir. Nunca aconteceu conflito de interesses, porque na turma em que eu oficiei, que é a primeira turma, eles não advogam. Na corte especial, em que eu atuava, acho que já tiveram um ou dois casos. Eles fazem a sustentação oral deles, eu me retiro do plenário. Posso falar pelos meus filhos. Pelo dos outros, eu prefiro não falar. A gente sabe que há filhos de desembargadores que tomam causas dos escritórios. Isso a OAB tem de ir em cima. 
O sr. já teve parentes trabalhando em seu gabinete.
Em 1995 e 1996, não havia proibição legal. Isso era uma prática no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Todos empregavam. O presidente Fernando Henrique tinha uma filha que era secretária particular dele. Não havia proibição. E eu tinha uma irmã que trabalhava comigo. Exigia expediente e ela cumpria. E depois uma filha minha, a que é advogada até hoje, trabalhou comigo também.
Existe uma proposta em discussão no Congresso de o CNJ passar a fiscalizar também os conselheiros e ministros de Tribunais de Contas. O sr. apoia?
Vamos aguardar o que o Congresso vai decidir. Já temos muito trabalho. Aliás, já orientei que vamos cuidar do essencial, não vamos ficar na perfumaria. É por isso que eu digo que vou delegar um pouco aos corregedores estaduais. São 16 mil juízes e, se eu trouxer tudo para a corregedoria nacional, não vou fazer nada. Por exemplo, teve o caso aqui de Goiás, o de um juiz que foi apanhado vendendo uma sentença. É a primeira maçã podre. Já estou assinando o despacho. Parece que cobrou R$ 96 mil para dar uma sentença. Já estou mandando para a corregedora do Tribunal de Justiça de Goiás instaurar um procedimento. Vou dar um prazo de 60 dias para ela se pronunciar. Se o Tribunal  não se pronunciar nesses 60 dias, aí eu vou em cima da corregedora. Quando for um caso de repercussão nacional, importante, de maior gravidade, aí eu trago para o CNJ.
Quais as suas prioridades?
Olhe, existe uma cidade vizinha ao Recife, chama-se Jaboatão dos Guararapes. Lá, existem mais de dois mil júris para serem realizados. O que significa isso? Mais de duas mil pessoas perderam a vida, os bandidos estão soltos e não ocorre o julgamento. Então vamos fazer um mutirão lá em Jaboatão para em pouco tempo zerar isso daí. Depois, vamos fazer em São Paulo.
Por que Jaboatão?
É uma cidade pequena do interior com dois mil júris. Vamos dizer que São Paulo tenha 20 mil, mas São Paulo é um país. Outra prioridade é o que chamamos de Justiça Plena. A questão é dar celeridade a processos de grande relevância, de grande interesse nacional, tipo usina de Belo Monte. O juiz vai lá, dá uma liminar, segura o processo e o país fica parado na mão de um juiz. E o que nós vamos fazer? Não vamos pedir ao juiz que vote contra nem a favor. Mas, sim, que dê celeridade. Outra prioridade é a questão dos vencimentos.
Reajuste salarial?
Não, o cumprimento do teto salarial. Estamos apenas esperando que o Supremo decida. Na hora em que o Supremo decidir, e acredito que o Supremo vai dizer que o que vale é o teto, ninguém poderá ganhar mais do que ministro do STF. Hoje,  há desembargadores que ganham o dobro de um ministro do STF. É um absurdo. A corregedoria vai atuar. E vamos cortar na hora.
Qual o principal desafio no mandato de dois anos?
Tenho uma responsabilidade muito grande. Além de defender meu próprio nome, tenho de defender uma biografia, o nome do meu pai. O desafio é prestigiar o Poder Judiciário, porque as instituições ficam e a gente passa.
Marta Salomon
No IstoÉ
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Lula vai a Salvador e nocauteia ACM Neto

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Juiz da PB manda PF prender diretor do Google no Brasil

Justiça acusa empresa do crime de desobediência por não tirar do ar vídeo que ofende candidato de Campina Grande
O juiz eleitoral de Campina Grande (PB), Ruy Jander, decretou nesta sexta-feira, 14, a prisão do diretor geral do Google no Brasil, Edmundo Luiz Pinto Balthazar, residente em São Paulo, acusado de crime de desobediência. O magistrado determinou que a Polícia Federal efetue a prisão de Balthazar e que ele só seja liberado mediante pagamento de fiança, após comprovação do cumprimento da ordem judicial. O Google divulgou uma nota sobre o assunto, dizendo "que vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral do estado da Paraíba por entender que ela viola garantias fundamentais, tais quais a ampla defesa, o devido processo legal e a liberdade de expressão constitucionalmente assegurada a cada cidadão".
Para a Justiça Eleitoral da Paraíba, o diretor do Google desobedeceu à Justiça, porque teria ignorado sua determinação de retirar do Youtube um vídeo postado por um site denominado "Humor Paraíba". No vídeo, o candidato a prefeito líder nas pesquisas em Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), é chamado de burro numa montagem feita com o personagem Chaves.
No vídeo, Rodrigues apresenta propostas para a educação e, ao se referir ao Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), ele troca a palavra "desenvolvimento" por " desempenho". Em seguida, aparece Chaves dizendo: "Que burro, dá zero pra ele". Segundo o juiz, Balthazar foi notificado e se defendeu. Na defesa, ele pediu que o juiz reconsiderasse o pedido de prisão, que foi negado.
Como o vídeo não foi retirado do Youtube, o juiz considerou que houve crime de desobediência. Jander disse na decisão que o Google se recusou dolosamente de cumprir a ordem da Justiça Eleitoral. "Conforme informação da parte atingida pela propaganda ridicularizante, há de se adotar as medidas necessárias para que o poderoso provedor de internet respeite a legislação brasileira e as autoridades constituídas", afirma o juiz.
Segundo ele, ''trata-se de crime descrito no artigo 347 do Código Eleitoral, que, enquanto não cumprida a ordem, permanece ocorrendo, razão pela qual determino a imediata prisão em flagrante do senhor Edmundo Luiz Pinto Balthazar".
O Google emitiu a seguinte nota: "O Google vem a público esclarecer que vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral do estado da Paraíba por entender que ela viola garantias fundamentais, tais quais a ampla defesa, o devido processo legal e a liberdade de expressão constitucionalmente assegurada a cada cidadão. O Google acredita que os eleitores têm direito a fazer uso da Internet para livremente manifestar suas opiniões a respeito de candidatos a cargos políticos, como forma de pleno exercício da Democracia, especialmente em períodos eleitorais. O Google não é o responsável pelo conteúdo publicado na Internet, mas oferece uma plataforma tecnológica sobre a qual milhões de pessoas criam e compartilham seus próprios conteúdos".
No Estadão
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Russomanno é acusado de pagar uma funcionária com verba da Câmara

Em ação trabalhista, o candidato a prefeito de São Paulo aceitou pagar indenização de R$ 205 mil a ex-funcionária. Parte do acordo se refere a assédio moral
AGENDA  Celso Russomanno (o quarto da esquerda para a direita) participa de missa em São Paulo no dia 8 de agosto. Horas antes, ele enfrentava um processo trabalhista  na capital paulista  (Foto: Ernesto Rodrigues/AE)
Em período de campanha eleitoral, candidatos divulgam cada passo de suas agendas. A regra é: quanto maior a exposição, melhor. No dia 8 de agosto, a dois meses das eleições, o candidato Celso Russomanno (PRB), líder das pesquisas para a prefeitura de São Paulo, omitiu o que faria à tarde. Nada constava em sua agenda oficial. A única pista de seu paradeiro foi deixada por sua filha, Luara. Às 11h27, ela publicou uma foto no Twitter. Era do Fórum Trabalhista Rui Barbosa. Às 12h10, Russomanno postou: “Boa tarde a todos. Excelente quarta-feira. Espero que tudo vá bem no dia de vcs”. Às 14h05, acompanhados por quatro advogados, Russomanno e Luara – sócia do pai em várias empresas – sentaram-se à mesa da 43ª Vara do Trabalho de São Paulo para encarar Fabiane Ensinas Brejan e seus três advogados. Fabiane não tinha relação alguma com a campanha, mas, se seus ataques se tornassem públicos, poderiam ter impacto entre os eleitores. Ela movia uma ação trabalhista contra Russomanno, que incluía em seus autos uma acusação explosiva: que o candidato a prefeito de São Paulo, quando deputado federal, pagara o salário dela usando dinheiro público.
Fabiane diz que, entre 1º de setembro de 2010 e 31 de dezembro de 2010, apareceu na lista de contratados da Câmara dos Deputados, em Brasília, como “assessora parlamentar” – sem, no entanto, ter prestado nenhum serviço que tivesse a ver com o mandato de Russomanno. Há algum tempo, ela se dividia entre as empresas da família de Russomanno e os serviços eleitorais – entre eles, coordenar campanhas e controlar o recebimento de doações de empresas apoiadoras. Nos quatro últimos meses de 2010, passou a receber diretamente da Câmara por esse trabalho. Seu salário era de R$ 3.141,62. Na ação, Fabiane disse que havia mais 12 funcionários de Russomanno nessas condições – com carteira de trabalho irregular ou sendo pagos pela Câmara –, “inclusive alguns domésticos”. De acordo com a assessoria da Câmara dos Deputados, o nome de Fabiane Ensinas Brejan constava da folha de pagamentos da Casa. Outro nome confirmado pela Câmara foi Luiz Carlos Teixeira, funcionário da ND Comunicação, uma das empresas de Russomanno. Na ação trabalhista que moveu, Fabiane pediu que o Ministério Público e o Tribunal Regional Eleitoral fossem comunicados sobre a denúncia de “mau uso do Erário público”. Isso ainda não ocorreu. “Se houver provas, Russomanno pode responder por improbidade administrativa”, diz o advogado Flávio Britto, especialista em Direito Eleitoral.
Russomanno não aceitava ser chamado de “senhor”, só de “deputado” ou “prefeito” 
O acordo que foi firmado no dia 8 de agosto se referia apenas à causa trabalhista – e Russomanno acabou pagando R$ 205 mil a Fabiane. Segundo os autos, durante os quase oito anos em que trabalhou para ele, entre o fim de 2004 e o começo de 2012, Fabiane foi submetida a intenso assédio moral. Consta dos autos que Russomanno a ofendia, aos gritos, chamando-a de “burra” e de “anta”. Devido a isso, ela afirma ter tido vários problemas de saúde, como grave depressão (um laudo médico foi anexado ao processo) e a perda de enorme quantidade de cabelo – fato que, de acordo com ela, “pode inclusive ser visto a olho nu”. Fabiane afirma ainda que ele agia do mesmo modo com praticamente todos os empregados. Segundo Fabiane, muitos foram afetados em sua saúde “pela abominável e diária agressividade e até mesmo crueldade”. Russomanno não aceitava ser chamado de outra designação que não fosse “deputado” ou “prefeito”. Se um funcionário o chamasse apenas de “senhor”, de acordo com Fabiane, era humilhado aos gritos.
ASSINATURA Documento que oficializa o acordo entre Russomanno e sua ex-funcionária. 
Ele aceitou pagar a indenização  de R$ 205 mil,   R$ 62.300  por assédio moral  (Foto: reprodução)
Fabiane diz que Russomanno tentou ainda “um último golpe” em seu derradeiro dia de trabalho, 9 de março último. Aos gritos, ele dizia que era “honesto e pagador regular de seus impostos”, e reclamava que ela era uma “enroladora”, que nunca trouxera sua carteira de trabalho para os registros. Depois da demissão, segundo Fabiane, ele enviou e-mails para ela dizendo-se um admirador. Ela garante que era uma “cilada” e o ameaçou com “um robusto material gravado”, à disposição do juiz. Não foi necessário usá-lo. Às 14h48, com menos de uma hora de audiência, o acordo já estava selado. Ela receberá R$ 205 mil em dez parcelas. Além dos R$ 62.300 por assédio moral, são mais R$ 109.700 de férias, R$ 12.300 de FGTS não depositado, R$ 11.800 de vale-refeição, R$ 5.700 de multa e mais R$ 3.100 de indenização – pelo fato de Russomanno ter prometido a Fabiane uma bolsa de estudos e não ter dado. O valor total equivale a 66 meses do salário que ela recebeu na Câmara durante quatro meses. Em plena campanha, e diante das ameaças de Fabiane, Russomanno parece que resolveu encerrar logo o assunto. Assim, como dizia ele mesmo em seus tempos de defensor dos consumidores na TV: “Se está bom para ambas as partes, está bom para Celso Russomanno...”.
As duas acusações – o uso de dinheiro público para pagamento de funcionários e o destempero verbal – já haviam aparecido anteriormente na biografia de Russomanno. Em 2005, ele bateu boca com um taxista que impedia a saída de seu carro no estacionamento da Câmara. Quando o passageiro do táxi tentou acalmar Russomanno, ouviu: “Não me chame de você! Sou deputado federal!”. No início deste ano, ele foi acusado pelo Ministério Público de peculato (desvio de dinheiro) por ter usado verba de gabinete para pagar Sandra Jesus Nogueira. Segundo a acusação, ela recebeu um salário da Câmara entre 1997 e 2001, embora fosse, como Fabiane, funcionária de uma empresa de Russomanno – a ND Produções. O caso ainda não foi julgado. Procurado para falar das acusações, Russomanno não enviou suas respostas até o fechamento desta reportagem.
Ele cumpre, como se sabe, uma pesada agenda de candidato.
No Época
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Obedecer a lei, para a mídia golpista, virou mordaça

ONG virou sinônimo de infiltração ianque: “Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês)”. Por que esta ONG de proteção de jornalistas nada fala sobre Assange ou Bradley Manning? Ainda falta a famigerada SIP abrir a boca e reclamar de censura, logo ela que sempre apoiou e bem conviveu com todas as ditaduras latino americanas. Alguém ainda lembra dos Acordos MEC-USAID? Pois é o mesmo USAID que está por traz de todos os ataques à livre determinação dos povos, não só no Equador.

ONGs criticam ‘lei da mordaça’ no Equador

Norma defendida por Correa proíbe que jornais e TVs publiquem textos pró e contra candidatos 90 dias antes de eleição
Jornais tentam barrar norma na Justiça antes do início da campanha para eleição presidencial, que será em fevereiro
Flávia Marreiro
De São Paulo
Uma lei promovida pelo governo de Rafael Correa ameaça "amordaçar" a cobertura jornalística das eleições presidenciais de fevereiro no Equador e provoca nova onda de críticas ao mandatário em permanente diatribe com jornais e TVs do país.
O artigo 203 do "Código da Democracia", aprovado em fevereiro, estabelece que 90 dias antes da votação -a partir de 17 de novembro-, os meios de comunicação devem "se abster de fazer promoção direta ou indireta, seja por meio de reportagens especiais ou qualquer outra forma de mensagem que tenda a incidir a favor ou contra determinado candidato".
A norma é vista como ameaça por jornais, associações de jornalistas e ONGs que tentam barrá-la na Justiça. Para os críticos, o texto é vago o suficiente para permitir interpretações políticas que afetarão a cobertura eleitoral.
Em fevereiro serão eleitos presidente, vice e 137 postos da Assembleia Nacional. Com 44% das intenções de voto em pesquisa recente, Correa é favorito à reeleição, distante 30 pontos dos adversários.
"Se o código vigorar da maneira em que está, tende a ser uma mordaça para a cobertura", disse à Folha Carlos Lauría, da ONG Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês).
O advogado Cesar Ricaurte, da equatoriana Fundamedios, de monitoramento de mídia, é pessimista. "Diria que será impossível fazer cobertura séria. Equivale a censura prévia", disse.
A Fundamedios é uma das ONGS que questionam a nova lei na Corte Constitucional. "Tenho pouca esperança", diz Ricaurte, ele próprio pivô de polêmica com Correa.
Neste ano, a Presidência usou nove cadeias obrigatórias de rádio e TV para criticar Ricaurte e sua ONG, a quem acusam de ter interesses políticos.
Cerca de 15% do financiamento da ONG vem da Usaid, a agência americana de desenvolvimento. A organização recebe fundos de outras ONGs e da ONU.
Ricaurte receberá em outubro em São Paulo o Grande Prêmio de Liberdade de Imprensa da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa).
Oposição não eleita
O "Código da Democracia" é visto com reserva por Orlando Pérez, diretor do jornal "El Telégrafo", que pertence ao governo. "O ideal era que tivéssemos uma nova lei de comunicação", diz ele, em referência a outra norma controversa parada no Legislativo.
Para Correa, o código é necessário para deter abusos de uma oposição "não eleita", em referência aos jornais e TVs privados, na maioria duros críticos do governo.
"[A lei deterá] a promoção descarada que faziam os meios de comunicação para posicionar candidatos que lhes convinham", disse.
Correa afirmou que o principal prejudicado pela lei será ele. "Porque não poderei fazer o enlace [seu programa de rádio e TV semanal]". "Isso a imprensa não diz."
Nos últimos anos, o presidente moveu ações contra jornalistas e jornais, a mais célebre contra o "El Universo", reação a texto que o chamou de "ditador". O autor do artigo recebeu em agosto asilo nos EUA, dias depois de Quito conceder o mesmo ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
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Dilma cancela ida e Mantega se retira de evento da Editora Abril

Dilma cancela ida e Mantega se retira de evento da Editora Abril
Presidente cancela, à última hora, almoço com Roberto Civita; ministro da Fazenda se retira, sem prévio aviso, de mesa de debates com o dono do Grupo Abril: represálias contra capa da revista Veja "Os Segredos de Valério"
O constrangimento foi geral, a ponto de o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no melhor estilo dos jogadores de futebol que reprovam o técnico ao serem preteridos, sair do salão de eventos do hotel Unique, em São Paulo, na sexta-feira 15, meneando a cabeça. Pela manhã, por volta das 10h, sob a elegante justificativa de não ter um membro de sua família para acompanhá-la, a presidente Dilma Rousseff cancelou compromisso pré-agendado com Civita para o almoço. Pouco mais tarde, durante o evento Maiores e Melhores, da revista Exame do mesmo Civita, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, levatou-se sem prévio aviso da mesa de debates da qual participava, ao lado do prêmio Nobel de Economia Paul Krugman e, outra vez, do próprio Civita, para se retirar em definitivo do recinto, diante de dezenas de empresários.
Os dois gestos foram imediatamente compreendidos como um protesto do governo pela matéria de capa da revista Veja Os Segredos de Valério, que iria circular no dia seguinte (este sábado 15). A informação do conteúdo em tudo agressivo contra o ex-presidente Lula e o PT circulou para o governo, que, com a batida em retirada, deu o tom de como serão, doravante, as relações institucionais com o Grupo Abril de Civita.
Marco Damiani
No 247
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Um bom fim de semana, linda homenagem a José Serra

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Venezuela: deputado da oposição é flagrado recebendo propina

Juan Carlos Caldera aparece recebendo bolos de dinheiro; comando da campanha de Capriles ordenou sua expulsão   
Os deputados do PSUV (Partido Socialista Unificado da Venezuela) apresentaram nesta quinta-feira (13/09) um vídeo de 20 de junho que mostra o deputado Juan Carlos Caldera, que compõe a opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática), recebendo uma quantia em dinheiro – supostamente um suborno – de um “representante de um empresário” que estaria fora do país, segundo fontes consultadas por Opera Mundi. Caldera é do partido Primeiro Justiça, o mesmo do candidato da oposição Henrique Capriles. Na conversa, Caldera negocia um encontro entre o suposto empresário e Capriles. O mensageiro avisa Caldera que “a tarefa” ainda não está cumprida. “Pode ser no Brasil. Ele vai fazer um giro pelos países do Sul”, responde o deputado. O teor da conversa dá a entender que Caldera já teria certeza da vitória da oposição no próximo 7 de outubro, data das eleições presidenciais.
O deputado Julio Chávez, do PSUV, disse que o vídeo é uma “prova contundente” que compromete a atuação de “alguns dirigentes da oposição venezuelana”. Ele avisou que denunciaria o caso à Junta Diretiva da Assembleia Nacional da Venezuela e ao Ministério Público.
Chávez fez referência ao narcotráfico e a políticos colombianos para sustentar suas suspeitas. “De onde saem todos esses recursos? Será que é a prática que se institucionalizou na Colômbia de (Álvaro) Uribe, quando Uribe se encontrou com representantes do candidato da burguesia?”, questionou, se referindo ao encontro esse ano entre o coordenador da campanha de Capriles, Leopoldo López, com o ex-presidente da Colômbia.
Vídeo mostra o deputado venezuelano Juan Caldera colocando uma certa quantia em dinheiro em um envelope
O deputado do PSUV lançou também a suspeita de onde viria o dinheiro recebido por Caldera. “Será que esse dinheiro provém do narcotráfico, do paramilitarismo, da delinquência organizada? Será que são organizações de algum país que estão financiando a execução de um plano desestabilizador?”, perguntou.
Oposição
A campanha de Capriles reagiu imediatamente ao vídeo. Uma coletiva com o próprio candidato foi convocada logo depois das declarações dos deputados do PSUV, em que foi anunciado o desligamento de Caldera da campanha da MUD.
“Ele se colocou à margem desse projeto que estamos construindo com nossas mãos para a Venezuela. Ele não tem o direito de usar meu nome para benefícios pessoais”, respondeu o candidato da oposição.
Capriles também pediu que fossem abertas investigações sobre o caso e acusou o governo de “desespero”, dizendo que os chavistas estão empreendendo uma “guerra suja”. “Estão desesperados. Não estou nesse pântano. Quantas denúncias de corrupção não vão pra frente na Procuradoria do Estado?”, perguntou.
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Reporcagem de Veja não é jornalismo



Bomba anunciada pela revista Veja contra o ex-presidente Lula não traz propriamente uma entrevista de Marcos Valério à publicação. São declarações ditas a supostos interlocutores próximos, reproduzidas pela revista. "Off the records", como se diz no jargão jornalístico. Ou seja: nada está gravado, ou declarado oficialmente. Mas Veja faz pairar no ar a ameaça de uma delação premiada contra Lula.
 A reporcagem começa com uma narrativa sobre a rotina de Valério, como o fato dele levar todos os dias os filhos à escola, para dar ar de verossimilhança ao texto. Mas nenhuma das declarações – todas elas capazes de provocar uma crise política de proporções inimagináveis – foi dita a jornalistas da revista.

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