14 de set de 2012

Como Hollywood Vilificou um Povo

Documentário que expõe de maneira detalhada como o cinema de Hollywood, desde o início da sua história até os mais recentes blockbusters, mostrou os árabes de forma distorcida e preconceituosa.
O filme tem como apresentador o aclamado autor do livro “Reel Bad Arabs”, Dr. Jack Shaheen, Professor da Universidade de Illinois e estudioso do assunto.Faz uma análise, baseado em uma longa lista de imagens de filmes, de como os árabes são apresentados como beduínos bandidos, mulheres submissas, homens violentos, sheiks sinistros ou idiotas perdulários, ou ainda como terroristas armados e prestes a explodir pessoas e lugares. Uma maneira brilhante de mostrar em uma narrativa bem construída, como as imagens contribuíram e contribuem para formar os estereótipos em torno dos árabes, suas origens e sua cultura.
Para escrever o livro, o autor analisou mais de 900 filmes, o que possibilitou formar esta contra-narrativa, reforçando a necessidade de mostrar a realidade e a riqueza da Cultura e da História Árabes.
O filme foi exibido em diversos festivais nos EUA, Europa e Mundo Árabe e recebeu o apoio do Comite Anti-Discrimição dos Árabes Americanos.
No Blog do Bourdoukan
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Ibope confirma segundo turno em Cuiabá; Mauro Mendes cai e Lúdio Cabral dobra

A segunda rodada da pesquisa Ibope confirma a tendência de segundo turno na eleição em Cuiabá, conforme divulgado nesta sexta-feira pela TV Centro América (TVCA), contratante do levantamento. O cenário se observa pela queda do candidato Mauro Mendes (PSB) e a ascensão de um dos seus principais concorrentes: Lúdio Cabral (PT).
Mauro saiu de 47% para 38% na modalidade estimulada, se comparada com a última pesquisa do instituto, divulgada dia 27 de agosto. Lúdio, mais do que dobrou e avançou de 14% para 29%. E Guilherme Maluf, saiu de 8% para 6%. A margem de erro estimada é de 4% para mais ou para menos na amostra. A tendência foi verificada pela pesquisa Access Brasil em parceria com o Olhar Direto, divulgada na segunda-feira (10), também no tipo estimulada.
Entre os demais candidatos, Carlos Brito (PSD) está com 3% (tinha 4%) nesta pesquisa Ibope. Procurador Mauro César Lara Barros (PSOL) tem 3%, contra também 4% no levantamento anterior do instituto. Adolfo Grassi (PPL) não pontuou. Na pesquisa anterior ele tinha 1%. Não sabem e não responderam (indecisos) 13% dos eleitores. E brancos e nulos 8%, na anterior era 12%.
A pesquisa do Ibope teve metodologia do tipo quantitativa, que consiste na realização de entrevistas pessoais, com a aplicação de questionário estruturado junto a uma amostra representativa do eleitorado em estudo. O Ibope ouviu 602 eleitores em Cuiabá entre 11 e 13 de setembro.
O intervalo de confiança estimado é de 95%. Na amostra, foram utilizados técncias de cotas proporcionais dos eleitores segundo variáveis de idade, nível de instrução, nível econômico, segundo dados do Censo do IBGE de 2010 e dados eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa foi registrada no TSE com o número MT-00250/2012.
Rejeição
Carlos Brito assumiu a liderança de rejeição entre os seis candidatos a prefeito em Cuiabá. Ele está com 24%, contra 16% na pesquisa anterior de Ibope. O segundo mais rejeitado continua a ser Guilherme Maluf (PSDB), que saiu de 17% para 22%. Em terceiro na negativa do eleitor está Adolfo Grassi (PPL), com 18%. Ele tinha 20%.
O candidato menos rejeitado é Lúdio Cabral (PT), que mantém o mesmo índice da pesquisa anterior de 9%. Mauro Mendes (PSB) aumentou a rejeição de 9% para 14% e o procurador Mauro (PSOL) reduziu de 12% para 10%.
No Olhar Direto
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Lula grava mensagem para a abertura do Fórum Brasil-África

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou uma mensagem para a abertura do Fórum Brasil-África. O evento foi organizado pela revista This is Africa, do jornal Financial Times, em Joanesburgo, na África do Sul. O Instituto Lula é apoiador do evento e foi representado na ocasião pelo seu presidente, Paulo Okamotto.
No vídeo, Lula diz que “o século 21 deve ser o século da África, o século do seu desenvolvimento”. Ele fala sobre o crescimento africano e a necessidade de os países emergentes apoiarem o continente.
No Instituto Lula
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Soninha diz que “Kassab que ferrar Serra”

A candidata do PPS à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, postou nesta sexta-feira em sua conta no Twitter uma série de ataques à administração Gilberto Kassab (PSD). O prefeito é aliado do candidato José Serra (PSDB), que por sua vez tem relações políticas com a própria Soninha.
Depois de criticar a gestão atual em áreas como saúde, transporte e subprefeituras, a candidata concluiu que Kassab, na verdade, estaria trabalhando contra Serra, com o objetivo de “ferrar” o tucano nas eleições e provocar um segundo turno entre Celso Russomanno (PRB) e Fernando Haddad (PT).
- E tem outra coisa q eu acredito faz tempo: o Kassab quer ferrar o Serra. Certeza. Não vê a hora de “pagar a dívida” e ficar SÓ c Dilma e PT – disse Soninha em um dos posts.
A “dívida” a que ela se refere seria o fato de Serra ter alavancado a carreira política de Kassab ao colá-lo como vice na chapa que disputou a prefeitura em 2004. Quando o tucano abandonou o posto para candidatar-se ao governo do Estado, em 2006, Kassab assumiu e acabou se reelegendo dois anos depois.
Num dos comentários, a candidata reclama dos médicos que chegam tarde para prestar atendimento nas AMAs (unidades de assistência médica ambulatorial): “P., como é q o médico chega às onze?? E qdo simplesmente não vai? Ou atende mal pra cac? ‘Ah, eu ganho mal’. Então pede pra sair, c.!!”.
Em outro, disse que “o diacho do Fura-Fila” (Expresso Tiradentes) ficou parado com Kassab: “Em um ano o Serra terminou o diacho do “Fura Fila” até o Sacomã e começou a extensão até C.Tiradentes. O Kassab em 6 não avançou foi nada!!”.
Apesar de o tempo todo defender explicitamente a candidatura José Serra, ao final da série de tuítes ela se apresenta como “salvação” para os eleitores.
“Por isso, amigos d fé, meus irmãos, camaradas, eleitores inconformados c essa paiaçada toda: contra o líder Russomano, a salvação sou eu \o/”.
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BC decreta liquidação do banco Cruzeiro do Sul

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Heloisa Helena sabe

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IBGE divulga Pesquisa de Orçamentos Familiares

POF: Evangélicos têm maior parcela de gastos com pensões, mesadas e doações

Famílias com pessoa de referência espírita tinham a despesa total média familiar (R$ 4.821,66) duas vezes maior que famílias de evangélicos pentecostais (R$ 2.035,01). Dentro do grupo de Outras Despesas Correntes, o item pensões, mesadas e doações apresentava percentuais significativamente maiores nas famílias de evangélicos de missão (20,2%), evangélicos de origem pentecostal (19,2%) e outros evangélicos (13,3%), enquanto representa apenas 7,6% para as de espíritas, 9,2% para as de católicos e 9,5% para as de sem religião e não determinadas.
Uma análise inédita sobre os gastos com viagens esporádicas revelou que a estimativa de despesa média mensal familiar foi de R$ 50,16,variando de apenas R$ 8,46 (renda familiar mensal de até R$ 910) a R$ 147,63 (renda família de mais de R$ 3.015).
As famílias em que a pessoa de referência era empregador gastavam por mês, em média, R$ 6.373,62, enquanto a de empregados privados R$ 2.497,12, diferença que se acentuava entre os empregadores na região Sul (R$ 7.329,52) e empregados no Nordeste (R$1.632,85). Entre as famílias dos trabalhadores domésticos, também foram constatadas desigualdades regionais, entre o Nordeste (R$ 865,65 ) e o Sudeste (R$ 1.445,22) . O peso dos transportes no orçamento dos trabalhadores domésticos subiu de 9,5% para 11,9% , entre as duas edições da pesquisa (2002-2003/2008-2009) . Habitação foi o item que representou maior gasto para as famílias, chegando a R$ 765,89 (29,2%), com maior peso nas famílias unipessoais (35,4%) e menor naquelas formadas por casal com filhos (27,3%).
Estas e outras informações integram o estudo Perfil das Despesas no Brasil – Indicadores Selecionados, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que visitou cerca de 60 mil domicílios urbanos e rurais, entre maio de 2008 e maio de 2009. Há dados sobre despesas das famílias (habitação, alimentação, transporte, saúde, educação, impostos etc), segundo características da pessoa de referência, como idade, posição na ocupação e religião, bem como pelo tipo de família (unipessoal, casal com filhos, casal sem filhos, mulher sem cônjuge com filhos etc). Além disso, traz informações inéditas sobre gastos com saúde, viagens e características do entorno dos domicílios. A publicação completa está disponível na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_perfil_despesas/default.shtm.
Famílias de espíritas gastam mais que o dobro das evangélicas pentecostais
Na análise do perfil das despesas, a estrutura de gastos das famílias, segundo a religião da pessoa de referência, aquelas com pessoa de referência espírita tinham a despesa total média familiar (R$ 4.821,66) igual a mais que o dobro das famílias com pessoa de referência evangélica pentecostal (R$ 2.035,01).
Na distribuição percentual dos grupos de despesas, habitação teve a maior participação relativa em todos os estratos, variando de 28% a 31%, aproximadamente. O grupo transporte se destacou com a segunda maior participação percentual entre os grupos de despesas para as famílias com pessoas de referência dos grupos outras evangélicas (17,2%), espíritas (16,2%), evangélicas de missão (16,1%) e outras religiosidades (14,9%). Já o grupo alimentação ficou com a segunda maior participação entre as famílias com pessoa de referência evangélica pentecostal (17,9%), católica romana (16,2%) e sem religião e não determinada (15,6%). O grupo outras despesas correntes destacou-se com percentuais bem maiores para os espíritas (14,5%) e os sem religião e não determinadas (13,4%).
Em termos de valores, observou-se que, apesar dos percentuais do grupo transporte estarem próximos entre as famílias com pessoas de referência evangélicas de missão (16,1%), outras evangélicas (17,2%) e espíritas (16,2%), esse último grupo apresentou os maiores valores em reais (R$ 780,84), enquanto os estratos com pessoas de referência evangélicas de missão e outras evangélicas tiveram despesas médias de R$ 454,39 e R$ 476,98, respectivamente.
Dentro do grupo de Outras Despesas Correntes, os gastos com pensões, mesadas e doações apresentavam percentuais significativamente maiores nas famílias com pessoa de referência evangélica de missão (20,2%), evangélica de origem pentecostal (19,2%) e outras evangélicas (13,3%), enquanto representa apenas 7,6% para o grupo com pessoa de referência espírita, 9,2% para católico e 9,5% para sem religião e não determinadas. Os valores médios foram de R$ 64,30 para o grupo evangélico de missão, R$ 33,40 para evangélico de origem pentecostal e R$ 31,36 para outros evangélicos.
Já o item impostos teve maior peso para famílias com pessoa de referência espírita (46,3%), outras religiosidades (46,5%) e sem religião e não determinada (48,1%), enquanto representou 33,0% para evangélica de origem pentecostal, 35,0% para evangélica de missão e 37,5% para outras evangélicas. Em termos de valores, no caso do estrato das famílias com pessoa de referência espírita, esse item teve um valor médio de R$ 323,06, ou seja, mais do que o dobro da média Brasil (R$ 121,70) e 5,6 vezes o estrato com a menor despesa (evangélica de origem pentecostal com despesa média de R$ 57,34).
Famílias gastaram em média R$ 50,16 por mês com viagens
A POF 2008-2009 pesquisou as despesas médias familiares com viagens esporádicas, que são as despesas médias efetuadas durante deslocamentos não rotineiros realizados pelos componentes das famílias para fora do município onde estava localizado seu domicílio. A despesa média mensal familiar com este grupo foi de R$ 50,16. Para as famílias com rendimentos de mais de R$ 3.015,00 mensais, a despesa média foi de R$ 147,63, quase o triplo da média nacional e quase dezoito vezes o gasto estimado para as famílias com renda mensal de até R$ 910,00, que gastaram em média R$ 8,46.
Considerando-se o peso relativo dos itens que compõem o grupo viagens esporádicas, a participação do transporte correspondeu a 48,7%, sendo esse o maior peso em todas as classes de rendimentos, chegando próximo a 70% para os dois primeiros quartos de renda (até R$ 910,00 e entre R$ 910,00 e R$ 1.581,00). O segundo item com maior peso foi alimentação, com 22,6%. Os itens pacotes turísticos (média 12,8%) e alojamento e aluguel de imóveis por temporada (média 11,6%) tiveram participação bem mais significativa nas despesas das famílias do último quarto de renda (mais de R$ 3.015,00), 16,2% e 13,9%.
Maior escolaridade está relacionada a maior gastos com viagens
Na análise das despesas médias mensais familiares com viagens esporádicas por nível de escolaridade, observou-se que para as famílias cujo nível de escolaridade da pessoa de referência era de pelo menos o nível médio incompleto, a estimativa de despesa média mensal familiar foi de R$ 187,61, quase quatro vezes a estimativa nacional (R$ 50,16) e mais de oito vezes a estimativa das famílias cuja escolaridade da pessoa referência era o nível fundamental ou menos.
As despesas com transportes foram as mais participativas na despesa média mensal com viagens esporádicas das famílias brasileiras segundo os níveis de escolaridade das pessoas de referência, variando de 62,4% para o nível fundamental ou menos, até 40,4% para entre o nível médio e o superior.
Também se observou que, para as famílias com pessoa de referência no grupo de escolaridade com pelo menos o nível médio incompleto, as participações de pacotes turísticos (19,2%) e alojamento e aluguel de imóveis por temporada (15,0%) eram significativamente maiores do que para aquelas com pessoa de referência com escolaridade de nível fundamental ou menos (4,1% e 5,8%, respectivamente).
Maioria dos gastos está associada a viagens por motivo de férias
A Pesquisa também relacionou o gasto realizado em viagens com o motivo da viagem. Na análise da distribuição das frequências de despesas com viagens esporádicas por tipo de motivo, o mais frequente foi aquele associado a gastos de viagem foi lazer, recreio e férias (37,9%), seguido por visita a parentes e amigos (22,3%), negócios e motivos profissionais(15,8%) e tratamentos médicos (8%).
Entre as grandes regiões, o motivo lazer, recreio e férias foi o mais frequente nas despesas com viagens esporádicas. Chamou a atenção a diferença observada no segundo motivo mais frequente: negócios e motivos profissionais apresentou percentuais significativos nas regiões Norte (26,7%) e Nordeste (22%), enquanto visita a parentes e amigos se destacou no Sudeste (22,6%), Sul (25,4%) e Centro-Oeste (25,5%).
No Sudeste, famílias em que a pessoa de referência era trabalhador doméstico tinham despesas quase duas vezes maior do que no Nordeste
As famílias com as maiores despesas médias foram aquelas cuja pessoa de referência ocupava a categoria de empregador (R$ 6.373,62), seguidas pelas famílias de empregados públicos (R$ 4.327,08), enquanto a despesa média quando a pessoa de referência era empregado privado foi de R$ 2.497,14. As menores despesas foram das famílias que tinham como pessoas de referências trabalhadores domésticos (R$ 1.248,09) e trabalhadores para o próprio consumo ou uso (R$ 936,44).
Ainda sob o foco da posição na ocupação, porém observando a situação por região, as famílias cuja pessoa de referência era empregado privado apresentaram maior despesa média mensal no Sudeste (R$ 2.906,85) e a menor no Nordeste (R$ 1.632,85). Quando a posição na ocupação era de empregado público, novamente a maior despesa média familiar foi observada no Sudeste (R$ 5.198,48) e a menor, no Nordeste (R$ 3.241,08).
Com relação ao grupo de famílias definido pela posição na ocupação empregado doméstico, observou-se, mais uma vez, a distinção entre as famílias do Sudeste e Nordeste, onde para a primeira, a despesa média mensal foi de R$ 1.445,22 e, para a segunda, foi de R$ 865,65.
A maior despesa média mensal familiar para o grupo definido pela posição na ocupação empregador ocorreu no Sul (R$ 7.329,52), enquanto a menor apresentou-se no Nordeste (R$ 4.532,30). O mesmo ocorreu com as famílias do grupo conta própria, onde a menor despesa média foi observada no Nordeste (R$ 1.456,63), e a maior, no Sul (R$ 3.068,99). No grupo familiar definido pela posição na ocupação de trabalhador para o próprio consumo ou uso, a menor despesa das famílias foi no Nordeste (R$ 820,88) e a maior no Norte (R$ 1.513,37).
Alimentação e habitação chegam a 59% do gasto de famílias de trabalhadores domésticos
As famílias nas quais a pessoa de referência era trabalhador doméstico tiveram quase 59% de sua despesa média despendida com os grupos alimentação e habitação, enquanto as dos empregadores tiveram, nestes mesmos itens, 37,0% do total de gastos. Em termos absolutos, no entanto, as famílias de empregadores gastaram com esses grupos de despesas 3,7 vezes o valor despendido pelas famílias de trabalhadores domésticos. No gasto com os grupos alimentação e habitação, a participação na despesa média familiar dos empregados privados ficou em 45,3%, enquanto a dos empregados públicos, 37,4%.
Despesas no grupo de 60 a 69 anos de idade aumentaram acompanhando maior renda
A POF revelou que as despesas médias familiares aumentam na medida em que aumenta a idade da pessoa de referência, saindo de R$ 1.238,34 (pessoa de referência entre 10 a 19 anos) até R$ 3.130,17 (grupamento de 50 a 59 anos), caindo então para R$ 2.815,40 no grupo de idade de 60 a 69 anos. Para este último estrato de famílias, no entanto, notou-se que o valor da despesa na POF 2002-2003 era semelhante a despesa média nacional, enquanto na POF 2008-2009 superou a média nacional em 7%. Uma das explicações possíveis seria a crescente presença relativa desse grupo no mercado de trabalho, acarretando uma maior contribuição para o orçamento das famílias brasileiras.
Pessoas que moram sozinhas (famílias unipessoais) gastam mais com habitação e saúde
Habitação, com 29,2%, foi o item de maior peso na despesa média para as famílias brasileiras, cujo tamanho diminuiu de 3,62 para 3,30 pessoas entre 2003 e 2009. Essa participação foi maior nas famílias unipessoais (35,4% da despesa total e gasto médio de R$ 662,66) e menor naquelas formadas por casal com filhos (27,3%). No entanto, nas famílias em que a pessoa de referência era mulher vivendo com seus filhos, sem a presença de cônjuge, os valores gastos com habitação representaram 32,4% (R$ 648,60) da despesa total, numa redução de 1,9 pontos percentuais em relação à POF anterior.
A média do gasto familiar com assistência à saúde (R$ 153,81) representou 5,9% do total da despesa. Esse grupo se destacou nas famílias unipessoais (6,8%), de casal sem filhos (6,6%) e casal com filhos e outros parentes (6,5%). O maior crescimento ocorreu para famílias unipessoais (1,0 ponto percentual) e a maior queda para casais sem filhos (1,2 pontos percentuais).
Já as despesas do grupo alimentação, no Brasil, representaram na média 16,1% (R$ 421,72) do total das despesas, apresentando variação dentre os diversos arranjos familiares. A maior participação foi para as famílias de casal com filhos e outros parentes com 18,2%, ao contrário, com menor as famílias unipessoais com 14,3%.
Em transportes, a média dos gastos das famílias investigadas na POF 2008-2009 teve praticamente o mesmo peso das despesas com alimentação, 16,0%. Comparado, porém, com a POF 2002-2003, observa-se um aumento de 0,9 pontos percentuais, no item, por conta, provavelmente, do crescimento das despesas dos casais e dos casais com filhos (neste tipo, encontra-se o maior percentual, 17,7%).
Na área rural, parcela dos gastos com educação é maior nas famílias compostas por mulher, sem cônjuge, com filhos
Apesar da grande discrepância entre o número de famílias residentes em áreas urbanas e rurais - 48,8 milhões na área urbana (84,4%) e apenas 9,0 milhões (15,6%) na área rural -, o perfil das famílias não foi muito distinto e, nas duas situações de domicílio, houve redução do tamanho médio (de 8,6%, no estrato urbano e de 11,2% no rural), em relação à POF 2002-2003. Em ambas as áreas, as famílias eram compostas, em sua maioria, por casal com filhos, sendo 41,3% na área urbana e 48,5% na rural.
Habitação teve o maior peso, tanto na área urbana, 29,4% (R$ 838,24), quanto na rural, 26,8% (R$ 373,88), mas, em relação à POF anterior, as despesas desse grupo aumentaram mais na área rural (1,3 pontos) do que na urbana (0,1 ponto). Para as famílias residentes na área urbana, as despesas médias com transporte e alimentação tiveram quase o mesmo peso relativo, 15,8% (R$ 450,28) e 15,3% (R$ 437,45), respectivamente. Não tiveram, no entanto, a mesma representatividade para todos os tipos de família, com disparidade mais acentuada onde a pessoa de referência era mulher, sem cônjuge e com filhos: as despesas com alimentação representaram 16,3% do total contra 12,4% do transporte.
Com assistência à saúde, os percentuais praticamente se equivalem: 5,9% na área urbana e 5,7% na rural. Nos centros urbanos, as famílias unipessoais apresentaram a maior participação (6,9%) desse grupo, enquanto na área rural, as famílias formadas por casal sem filho foi a que apresentou a maior participação (7,6%).
Com relação a despesa média da área urbana com educação, as famílias compostas por casal com filhos foram aquelas que apresentaram maior participação na despesa total, com 3,2%. Por sua vez, na área rural, a maior participação foi das famílias compostas por pessoa de referência mulher, sem cônjuge com filhos, com 1,9%.
Gastos com remédios correspondem a 48,6% da despesa média mensal com saúde das famílias
Em 2008-2009, os gastos com o grupo assistência à saúde tiveram peso de 7,2% (R$ 153,81) na despesa de consumo média mensal das famílias. A análise das prioridades dos gastos das famílias aponta para uma possível melhoria nas condições de saúde da população ou para a hipótese de que o atendimento do serviço público tenha sido mais eficiente. Entre as participações relativas por itens que compõem o grupo, os remédios tiveram o maior peso (48,6%), seguido por plano ou seguro de saúde (29,8%). Já o item hospitalização apresentou o menor percentual (0,7%), provavelmente em função do crescimento, nos últimos anos, do número de famílias que têm planos ou seguro saúde e do atendimento pelo serviço público.
Nas regiões Norte, Nordeste e Sul o item remédios também liderou a participação, com destaque para o Norte (57,5%). Essas regiões apresentaram os menores pesos de gastos com Plano ou seguro de saúde, sendo o menor, de 18,7%, também na região Norte.
Entre 2002-2003 e 2008-2009, remédios, plano ou seguro de saúde e tratamentos médico e ambulatorial foram os itens que mostraram aumentos de participações no total das despesas com saúde. Observou-se queda de participação em consulta e tratamento dentário, consulta médica, serviço de cirurgia e hospitalização.
Na análise das famílias por classes de rendimento mensal, os remédios tiveram maior peso para as famílias com menores rendimentos (74,2%) contra 33,6% do grupo de maiores rendimentos. Por outro lado, as despesas com plano e seguro saúde representaram 42,3% do total de despesas com saúde no grupo das famílias com maiores rendas, enquanto, para as de menores rendas, o item apenas representou 7%.
Proximidade de estradas de grande circulação e falta de pavimentação das ruas são os problemas mais apontados
A presença de estrada de grande circulação de veículos nas proximidades foi uma das principais características negativas do entorno dos domicílios apontadas pela Pesquisa (31,8%), com destaque para a região Sul (35,8%). O outro problema mais apontado foi a ausência de pavimentação na rua do domicílio (31,1%). Na comparação entre as grandes regiões, esse último indicador foi maior no Norte (52,6%) e Nordeste (46,1%).
Quando se compararam as casas, a ausência de pavimentação na rua foi o maior problema indicado, atingindo 34,5% dos domicílios (na comparação regional, foram 54,4% no Norte e 48,9% no Nordeste). Já entre os apartamentos, a estrada de grande circulação de veículos voltou a ser o aspecto negativo mais apontado, com 42,9% no país e destaque para as regiões Nordeste (61,0%) e Sul (53,9%).
No país, a ausência de água canalizada para o domicílio foi apontada por 7,2% das famílias. Porém, esse problema foi assinalado por 23,7% das famílias da região Norte e 18,3% no Nordeste. Do total de domicílios com água encanada no país, 24,7% não tinham qualquer sistema de aquecimento.
Mais da metade dos domicílios rurais queima ou enterra lixo na propriedade
Do total de domicílios pesquisados, 80,7% tinham o lixo coletado diretamente e apenas 10,2% queimavam ou enterravam o lixo na propriedade. Contudo, na área rural, 57,7% queimavam ou enterravam o lixo e apenas 24,4% tinham coleta direta. Entre as unidades da Federação, o Maranhão tinha o menor percentual de domicílios com coleta direta (51,1%) e o maior percentual com lixo queimado ou enterrado na propriedade (33,4%). No outro extremo, estava São Paulo, com 94,5% e 1,7%, respectivamente.
Em todo o país, 29,7% dos domicílios separavam o lixo entre materiais biodegradáveis e não degradáveis. Porém, desse contingente, apenas em 40% a separação tinha como finalidade atender à coleta seletiva. Entre as unidades da Federação, o Paraná se destacou, com 64,6% de domicílios com separação do lixo e, desse total, 60,5% para coleta seletiva. Já no Amapá e no Maranhão, apenas 2,0% dos domicílios separavam lixo.
No IBGE
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A batalha racial nas Forças Armadas do Brasil

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É hora de desarmar Deus

O grande problema de Deus é que não o conhecemos senão na mente e no coração dos homens. E os homens constroem a sua fé com a frágil experiência de seus limitados sentidos, suficientes apenas para o trânsito no mundo em que vivemos. Os olhos podem crescer nos telescópios e ir ao fundo dos universos, ou na perscrutação das moléculas e átomos, mas isso é pouco para encontrar Deus, e menos ainda para construí-lo.
Sendo assim, e desde que há comunidades políticas, o monoteísmo tem servido para identificar ou acerbar as razões ou desrazões nacionais.
O Ocidente judaico-cristão não assimilou a chamada terceira revelação, a de Maomé, embora ela não tenha significado nenhuma apostasia essencial ao hebraísmo. O problema se tornou político, com a expansão dos povos árabes pelo norte da África e a invasão da Península Ibérica. Os islamitas sempre toleraram os cultos judaicos e cristãos nas áreas sob sua jurisdição política, mas a política recomendava aos reis cristãos a expulsão dos árabes da Europa e a guerra, continuada, fosse para contê-los, fosse para fazê-los retroceder ou para eliminá-los.
As cruzadas ainda não acabaram, e se tornaram menos românticas e mais cruéis por causa do petróleo.
Agora, um filme de baixa qualidade técnica e artística – conforme a opinião de especialistas – traz novo comburente às velhas chamas. Sem nenhum fundamento histórico, um fanático israelita (é o que se sabe) produz película eivada de insultos e ódio contra o fundador do islamismo, como se Maomé tivesse sido o mais infame e desprezível personagem da História. Como o filme foi produzido nos Estados Unidos, a reação imediata foi contra as representações diplomáticas nos países islâmicos. Essa reação, que culminou com a morte do embaixador norte-americano na Líbia, ainda não se encontra contida, e é provável que ainda se agrave, apesar das declarações do governo norte-americano, que busca distanciar-se dos insultos.
Os republicanos, em plena campanha eleitoral, devem ter exultado. A morte do Embaixador (asfixiado no incêndio do Consulado em Benghazi) pode ter sido uma baixa para os seus quadros, mas representa um trunfo contra Obama: sua política não tem conseguido dar segurança absoluta aos cidadãos norte-americanos. É essa a mensagem de Romney ao eleitorado dos Estados Unidos. A resposta de Obama, enviando dois destróieres à Líbia, não foi a melhor para reduzir as tensões; ela pode intensificá-las.
O que o governo de Washington e os republicanos não dizem é que o apoio, incondicional, aos radicais de Israel, que pregam abertamente a eliminação dos muçulmanos do mundo — assim como os nazistas desejavam a eliminação de todos os judeus – estimulam os insultos infamantes ao Islã e a resposta espontânea e violenta dos fanáticos do outro lado contra aqueles a quem atribuem a responsabilidade maior: os norte-americanos. E há ainda a hipótese, tenebrosa, mas provável, diante dos precedentes históricos, de que as manifestações tenham partido de agentes provocadores dos próprios serviços ocidentais – ou israelistas, o que dá no mesmo.
A mentira de Blair e Bush – dois homens que o bispo Tutu, da África do Sul, quer ver no banco dos réus em Haia – custou centenas de milhares de civis mortos no Iraque e no Afeganistão, e muitos milhares de jovens norte-americanos mortos, feridos, enlouquecidos nos combates inúteis. Nada é pior para os capitalistas do que a paz – e nada melhor do que a guerra, que sempre os enriquece mais, e na qual só os pobres morrem.
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Charge online - Bessinha - # 1466

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Huck apoia Serra

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Engajamento religioso não ajuda Serra e Russomanno

Segundo o Datafolha, o engajamento de líderes evangélicos nas campanhas de Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB) não tem surtido benefícios evidentes aos dois.
Desde março, quem cresce de forma constante junto aos evangélicos é Fernando Haddad (PT), o único dos três primeiros que não ostenta apoio explícito de pastores.
Em março, Haddad tinha 4% das intenções de voto entre os pentecostais. Saltou para 13% em agosto e, na última pesquisa, obteve 15%. Entre os não-pentecostais, foi ainda melhor. Atingiu 22%.
Filiado à sigla comandada por membros da Igreja Universal, Russomanno caiu 17 pontos entre os não-pentecostais na última rodada, sua maior queda em todos os segmentos. Entre os pentecostais, oscilou três para baixo.
Já Serra, que tem feito visitas frequentes a cultos, caiu 12 pontos entre os pentecostais desde março. E apesar de ter subido de 14% para 24% entre os não-pentecostais na última rodada, ainda está dez pontos abaixo do que já teve.
Serra é apoiado pelo maior ramo da Assembleia de Deus, por igrejas menores, e foi abençoado por Valdomiro Santiago, da Igreja Mundial. Ainda assim, tem 50% de rejeição entre pentecostais e 47% entre não-pentecostais.

Editoria de arte/Folhapress
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Após reportagem, PM de Goiás afasta tenente-coronel

O tenente-coronel Wellington Urzêda foi afastado do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar de Goiás. A decisão do governo do estado foi anunciada após reportagem de CartaCapital mostrar a suspeita de envolvimento do militar no desaparecimento de 26 pessoas nos últimos 11 anos. Urzêda é suspeito de ser o chefe do grupo de extermínio responsável pelos crimes.
A suspeita levou a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência a abrir um processo de investigação contra a PM de Goiás. Pressionado, o governador Marconi Perillo anunciou na quarta-feira 12 a troca do comando do grupo militar.
No dia seguinte, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) comemorou a decisão. Na semana passada, representantes da comissão estiveram em Goiânia para tratar da situação de insegurança no estado. Na ocasião, segundo o presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), Perillo se comprometeu a avaliar a situação do tenente-coronel com o comando da PM do estado.
Na próxima quarta-feira está prevista uma nova visita da comissão parlamentar à capital goiana.
Segundo a reportagem, Urzêda era a cara da linha-dura policial em Goiás. Em 25 de setembro de 2007, então comandante da violenta Ron­das Ostensivas Táticas Metropolitana (Rotam), o então major liderou uma tropa de homens arma­dos e ocupou o plenário e as galerias da Assembleia Legislativa de Goiás para intimidar o deputa­do Mauro Rubem, crítico contumaz da violência policial no estado. Embora seja proibida pelo regimento interno da Assembleia a presença de armas dentro do Parlamento, o presidente da Casa, deputado Jardei Sebba (PSDB), não viu problema na ocupação.
Na época, a reação do governador Al­cides Rodrigues foi a de dar mais for­ça e poder ao aparato policial. Em 3 de outubro, a Rotam passou a ter mais oficiais, efetivos, armamentos, munições e melhores instalações físicas. Urzêda, ao invés de ser preso, deixou o comando da Rotam e foi designado chefe da Comuni­cação Social da PM de Goiás. Iria, contu­do, passar pouco tempo por lá. Incrivel­mente, depois de invadir o Parlamento, o ex-comandante da Rotam seria nomeado comandante da Assistência Policial Mili­tar da Assembleia Legislativa.
O ponto de inflexão na questão da violência e da corrupção policial em Goiás foi a Operação Sexto Manda­mento (“Não matarás”), deflagrada pela Polícia Federal para prender cri­minosos fardados em todo o País, em 2011. Ao todo, foram presos 19 policiais militares de Goiás, um deles o subcomandante-geral da PM, coronel Carlos Cézar Macário. As interceptações da PF demonstraram a existência de uma política de favorecimento nas promo­ções do grupo investigado.
Na época, por causa da à fragilidade do presídio militar de Goiânia, os detentos foram encaminhados para o presídio fe­deral de Campo Grande. Em 14 de junho de 2011, os policiais foram transferidos de volta para a capital goiana, para a Acade­mia da Polícia Militar, onde foram ova­cionados pela tropa ao chegarem. Em 6 de setembro, um a um começou a ser libe­rado por habeas corpus, até que só restas­se um preso, o sargento Geson Marques Ferreira, ex-integrante da Rotam, acusa­do de triplo homicídio em Mato Grosso.
Um mês depois, em 23 de dezembro, o governador Perillo criou o Comando de Missões Especiais, um superbatalhão que incorporou a Rotam, o Batalhão de Choque e o Grupamento Aéreo. Para comandá-lo foi chamado ninguém menos que o tenente-coronel Urzêda. Assim, apenas dez meses após a Operação Sexto Mandamento ter re­velado o grau de selvageria da PM de Goiás, a doutrina repressiva da Rotam foi reafirmada como política de segu­rança pública no estado.
Por essa razão, o deputado Mauro Rubem apresentou na Assembleia um projeto alterando a lei de promoções de oficiais da PM, de forma a substituir os critérios subjetivos por outros, técni­cos e objetivos, além de vedar a ascen­são na carreira àqueles com processos e condenações criminais. O texto nunca foi votado.
No CartaCapital
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Carta pública de rechazo a un Premio espurio

Pequeno exemplo aos jornalistas ditos "de esquerda"
El Periodista argentino Herman Schiller, al que fuera ofrecido el Premio a la Libertad de Expresión que convoca la Editorial Perfil, ha rechazado este Premio: evidentemente, el querido Herman tiene una muy distinta opinión de qué es Libertad de expresión, y lo demostró cuando en plena dictadura militar denunció los crímenes de esa camarilla... Desdichadamente, su programa Radial "Leña al fuego", "la voz de los sin voz", desde hace unos meses fue "levantado" de las ondas radiales, al parecer por ciertas "ronchas" que levantaran sus emisones en la "delicada" piel de Mauricio Macri... Definitivamente, como dijera el gran Osvaldo Bayer por esta situación, Herman Schiller es "un periodista con rostro y alma"
Carta pública de rechazo a un Premio espurio: "Lamento el equívoco. Soy un hombre de la izquierda revolucionaria."
Señor director de Perfil
De mi mayor consideración:
Por la presente le informo que he decidido rechazar el Premio a la Libertad de Expresión que concede esa editorial. El galardón, según me había comunicado telefónicamente un vocero de la editorial, el señor Ariel Cohen, iba a ser compartido con Julián Paul Assange, fundador y editor en jefe de WikiLeaks y un auténtico luchador por el derecho a la información, que en este momento se encuentra alojado en la embajada ecuatoriana de Londres. Sin embargo, después de algunos días, otra vocera de la editorial, Patricia Daniele, me informó que no sería Assange el destinatario del premio internacional, sino el periodista ecuatoriano César Ricaurte, un conocido provocador golpista que viene jaqueando al gobierno constitucional de Correa no por lo que el gobierno pudiera estar haciendo mal, sino precisamemte por sus medidas correctas en favor de las masas del Ecuador y en contra de los intereses que venían saqueando a ese país.
Pese a que la vocera de la editorial me insistió con mucha cordialidad que se trata de "dos premios distintos", el hecho de ser otorgado en una misma ceremonia a realizarse el próximo lunes en el Hotel Sheraton, me inhiben de participar y compartir el acto con alguien que se encuentra en las antípodas de mi filosofía existencial y de mi accionar político. Con el agravante --acabo de enterarme, lamentablemente no lo sabía-- que ese mismo premio de Perfil le fue discernido no hace mucho a la contrarrevolucionaria cubana Yohani Sánchez, ligada al denominado Consejo por la Libertad de Cuba, una organización con sede en Miami sobre la que pesan reiteradas acusaciones de actividades terroristas.
Lamento el equívoco. Soy un hombre de la izquierda revolucionaria. No puedo compartir galardones con figuras que trabajan para la derecha o son funcionales a la misma.
Sin otro particular lo saludo atentamente.
Herman Schiller
No Redecastorphoto
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Semana Farroupilha

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