13 de set de 2012

A face do STF: ministro perturbado e presidente pusilânime

O problema  é que tem um pessoal querendo vender a idéia de que as críticas as sandices barbosianas, são em função dele ser o primeiro negro a assumir uma vaga no STF. Ou seja, se ele fosse branco, não haveria quaisquer problemas com a condenação de inocentes. Fica difícil discutir com quem tem um entendimento desses!
A verdade é que o cara é, VISIVELMENTE, perturbado; é chato, é. Mas fazer o quê? O STF tem que dar um jeito nisso. Outros ministros também condenaram réus, e nenhum deles quis comer a orelha do revisor, por causa disso. E mesmo assim, mesmo entendendo que o ministro tenha algum tipo de perturbação, ainda assim, eu afirmo que ele age de má-fé, quando arma seus barracos em plenário.
Ora, ele sabe muito bem, que os outros, mesmo Gilmar Mendes, seguram a onda em plenário. Ou seja, ele se aproveita da boa educação dos outros para dar seu show de grosseria e non sense. Ele confia, tem absoluta certeza que os outros vão ceder para não avacalhar mais ainda com a imagem do STF. Ou alguém aqui acha que Gilmar Mendes, Eros Grau, Peluso, Marco Aurélio Mello, Lewandovski, não tem/ tinham condições de mandar um cai na real, em Joaquim Barbosa?
Até o Fux, nesse julgamento já deu uma "trolladinha" básica nele. O problema é que os outros tem a real dimensão do que a Corte significa e Joaquim Barbosa, não tem a menor noção de onde está ou do que está fazendo.
É porque ele é negro? Não, é porque ele é surtado! Ainda não percebeu que a Corte é composta de 11 membros para evitar empates, o que, forçosamente, significa divergências. O cara, vai e acha que é pessoal; que se todo mundo não fechar com a tese dele é perseguição. Como se sai de uma situação bizarra dessas? Não adianta ter 11 porque como ele não aceita o contraditório e, aqui se explica o fato de, sequer, ter apreciado as defesas; não faz diferença o número de magistrados. Tem que haver unanimidade! Não havendo unanimidade, vem o papo do coitadismo;
E quanto aos réus? Algum respeito? E quanto as pares? A única "entidade" a merecer respeito naquela Corte é o relator? E em nome de quê? Por que razão eu, contribuinte, que pago os salários dos 11, tenho que apoiar o que decide ao arrepio da lei? O sujeito é um presepeiro, que ameaçou deixar o plenário, logo após a leitura do voto do revisor, alegando problemas de saúde e está bem ali firme, forte e sacudido, enchendo o saco de todo mundo, contestando e/ou dando pitaco no voto dos outros e, não satisfeito, ainda acha que são necessárias sessões extras para acelerar um julgamento que ele mesmo com seus pitacos e barracos está atrasando.
Está muito cômoda para os outros ministros essa situação em que ficou o ministro Lewandovski; todos eles mantém um silêncio, covarde, inclusive e, sobretudo o presidente porque vendem ao público a ideia de que essa é uma briguinha entre relator e revisor; o que, felizmente, não está funcionando; o que salta aos olhos é a coragem do revisor em oposição a covardia e fraqueza de caráter dos demais magistrados. Quando um magistrado diz, em cadeia nacional que o voto de um de seus pares não está sendo sóbrio e os outros se calam, estão sim, independente e sem prejuízo de seus próprios votos, tentando colaborar com um clima de hostilidade ao revisor. O silêncio dos demais é cúmplice das tonterias barbosianas.
Aos que dizem que foi Lula quem indicou a maioria dos ministros da Casa, eu digo, ainda bem que foi assim; porque é a demonstração cabal de que o governo do Presidente Lula e também da Presidenta Dilma, não pinçaram membros para favorecer seus interesses. Escolheram mal? Sem dúvida. É a pior composição da Corte? Inegável. Por outro lado, a postura dos atuais magistrados seria esperada por qualquer um de nós, independente de quem os indicou? Definitivamente, não! Um magistrado tem que ser um magistrado em qualquer situação, inclusive e sobretudo, nas piores. A culpa não é de quem os indicou e sim da soberba em aceitar uma missão para a qual jamais esteve preparado. Pelo menos, uma coisa, a gente aprendeu com esse julgamento; o tal do notável saber jurídico, afinal, não é tão notável assim...
Cristiana Castro
No Advivo
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Dados apontam que ascensão da classe C incomoda consumidores da classe AB

Na elite, quase metade acha que qualidade dos serviços piorou com acesso da população
"Por anos, a elite comprava e vivia num 'mundinho' só dela",
diz Renato Meirelles, do Data Popular
Os consumidores das classes A e B se mostram incomodados com algumas consequências da ascensão econômica da classe C, que passou a comprar produtos e serviços aos quais apenas a elite tinha acesso. É o que apontam dados de uma pesquisa do instituto Data Popular feita durante o primeiro trimestre, com 15 mil pessoas das classes mais favorecidas, em todo o Brasil.
De acordo com o levantamento, 55,3% dos consumidores do topo da pirâmide acham que os produtos deveriam ter versões para rico e para pobre, 48,4% afirmam que a qualidade dos serviços piorou com o acesso da população, 49,7% preferem ambientes frequentados por pessoas do mesmo nível social, 16,5% acreditam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares e 26% dizem que um metrô traria "gente indesejada" para a região onde mora.
"Durante anos, a elite comprava e vivia num 'mundinho' só dela", diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular. "Nos últimos anos, a classe C 'invadiu' shoppings, aeroportos e outros lugares aos quais não tinha acesso. Como é uma coisa nova, a classe AB ainda está aprendendo a conviver com isso. Parte da elite se incomoda, sim", afirma Meirelles.
Para especialistas, os consumidores da classe AB correm o risco de fazer críticas mal-direcionadas aos chamados emergentes. "Existem setores, como o de viagens aéreas, que expandiram a quantidade de clientes e perderam em qualidade, deixando o serviço realmente pior", diz Rafael Costa Lima, professor de economia da FEA-USP e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor, da FIPE. "A crítica deve ser feita às empresas e à infraestrutura dos aeroportos, não aos novos consumidores", diz Lima.
Aeroportos lotados: culpa é das empresas e da infraestrutura, não dos novos consumidores, diz especialista
Para o professor, apesar dos aeroportos superlotados, de modo geral os consumidores de ambos estratos se beneficiam da ascensão da classe C. "Empresas como a Apple e montadoras de veículos vieram produzir e vender no Brasil, porque agora existe escala de consumo, o que trouxe mais opções de produtos para todos", diz Lima. "Além disso, a entrada de milhões de pessoas na classe consumidora foi o motor da estabilidade de crescimento brasileiro nos últimos anos", afirma.
Outro dado curioso da pesquisa do Data Popular mostra que 55% da classe AB acha que pertence à classe média (ou C), enquanto um terço acredita ser um "consumidor de baixa renda". "Ao responder a pesquisa, eles diziam que precisam pagar colégio e convênio de saúde particular para três filhos e viagem para a Disney todo ano, não sobrava dinheiro para quase nada, logo não poderiam ser chamados de classe AB", diz Meirelles, divertindo-se com a afirmação.
Segundo dados recentes , 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média nos últimos dez anos, levando essa camada social a representar 53,9% da população atual. "Se fosse um país, a classe C brasileira seria a 17º maior nação do mundo em mercado consumidor. O Brasil só não quebrou [ na crise econômica internacional ] por causa da ascensão da classe C, que garantiu o consumo interno", diz Meirelles.

 Não deixe de ver. Imperdível. 


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Evolução das votações na cidade de São Paulo

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TV lidera recebimento de publicidade federal

Dados divulgados pela Presidência mostram que dez empresas de comunicação concentram 70% da verba distribuída
Mais de 3.000 veículos receberam R$ 161 mi no governo Dilma; Secom afirma que critério adotado é o da audiência
Dados inéditos sobre a distribuição da verba de propaganda do governo federal revelam que dez veículos concentram 70% do dinheiro distribuído para mais de 3.000 veículos de comunicação.
Levantamento feito pela Folha nos dados divulgados pela Secretaria de Comunicação Social, vinculada à Presidência, mostra que, desde o início do governo Dilma Rousseff, mais de R$ 161 milhões foram repassados para emissoras de TV, jornais, revistas, rádios, sites e blogs.
Do total, R$ 111 milhões se concentraram em dez empresas, em especial TVs.
Os números não incluem a publicidade de empresas estatais federais.
A Globo Comunicação e Participações S.A., responsável pela TV Globo e sites ligados à emissora, ficou com quase um terço da verba entre janeiro de 2011 e julho deste ano, R$ 52 milhões. A segunda colocada é a Record, com R$ 24 milhões.
A ministra da Secom, Helena Chagas, diz que o governo segue critérios de audiência. "É inevitável que o maior volume de pagamentos seja dirigido a meios e veículos de maior audiência, que atingem um maior público, como é o caso da televisão".
A Empresa Folha da Manhã S.A., que edita a Folha, recebeu R$ 661 mil. A Infoglobo, que edita o jornal "O Globo", R$ 927 mil. O jornal "O Estado de S. Paulo", R$ 994 mil. O portal UOL, controlado pelo Grupo Folha, recebeu R$ 893 mil.
Os valores aparecem sempre associados às empresas que receberam o pagamento, não aos veículos que divulgaram os anúncios.
Em julho, a Folha recebeu resposta negativa da Secom ao tentar obter esses dados baseado na Lei de Acesso à Informação. O governo disse na época que os pagamentos eram feitos a agências de publicidade, e não diretamente aos veículos.
Ao justificar ontem a decisão de passar a divulgar as informações, a Secom informou que fez isso para tornar o processo mais transparente.
Sobre a verba destinada aos veículos de pequeno porte, a secretaria diz que eles fazem parte de política de regionalização do governo.
Breno Costa, Leandro Colon
No Falha
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Serra jogou no lixo 4 anos de obras antienchente

Rejeitado por 46% da cidade que pretende administrar, o sujeito se destempera. Do alto da rocha granítica da aversão aos seus modos, métodos e metas, ele esbraveja aos céus, bate o pé na terra e não aceita o veredito. Quer quebrar o espelho que o revela. Nisso sua competência é reconhecida: a infâmia, o desrespeito, a mentira, a sabotagem recheiam um embornal político emprestado da velha UDN golpista.
Num mesmo dia, nesta 4ª-feira, ele acionou todas as ferramentas de uma vez. Carlos Lacerda só lamentaria a indigência oratória, mas ele fez o melhor que pode: desrespeitou Dilma, atacou Haddad, demonizou Dirceu,atirou contra o PT e desmereceu Marta.
Não seria um tiro no pé? Não é exatamente esse abuso que o afunda no aterro dos banidos pela opinião pública? Por que Serra não mostra serviço? Por exemplo: o verão está aí. Oito anos de consórcio Serra/Kassab tornaram a cidade menos vulnerável às enchentes? Os eleitores podem confiar nesse legado que indicaria seu acerto em abandonar a prefeitura em 2006 e ainda por cima deixar a metrópole nas mãos de quem ficou?
Na propaganda eleitoral deste ano Serra justifica assim a decisão de largar a Prefeitura para concorrer ao governo do Estado em 2006: 'o Alckmin não podia mais se reeleger, e o Estado estava ameaçado de cair nas mãos do PT, jogando fora a recuperação que vinha desde os tempos do Covas".
Vamos nos limitar às medidas contra enchentes. E avaliar quem jogou fora o quê.
Vejamos. O que fez o governador Serra entre 2007 e 2010? Fatos: a) ele interrompeu os serviços de desassoreamento do rio Tietê, o grande dreno da cidade, por quatro anos seguidos; b) pior, ao não cuidar da manutenção, jogou no lixo R$ 1,7 bi gastos com a limpeza do rio durante o quadriênio anterior, na gestão do seu companheiro de sigla, Geraldo Alckmin.
Quando Alckmin voltou ao governo, do qual Serra saiu para ser derrotado por Dilma, em 2010, teve que recomeçar do zero. Quem diz é o próprio Alckmin. Entre seus compromissos, ele se propôs como meta recuperar a vazão do Tietê anterior à gestão Serra em que 3 milhões de m³ de detritos se acumularam no leito do rio, anulando a retirada anterior de 2,5 milhões de m³.
Esses, os fatos. Consequências: a irresponsabilidade agravou a frequência e a gravidade das inundações na capital, cuja prefeitura Serra disputa novamente. Mesmo fora da temporada, qualquer precipitação mais forte causa inundações. Assoreado até as tampas, o ralo da cidade verte em vez de drenar.
Agora, o objetivo de Alckmin é devolver ao rio uma vazão de 1.048 m³ por segundo. A mesma capacidade de sete anos atrás, quando Serra chegou e negligenciou a tarefa de pelo menos manter esse desempenho.
Mesmo ele seria insuficiente. Na avaliação técnica, o resgate perseguido por Alckmin já nasce obsoleto: a mancha urbana cresceu, os problemas se agravaram. Seria preciso dobrar a capacidade de vazão pretendida para obter os mesmos resultados perseguidos há sete anos.
Não seria tão complicado - e caro aos cofres públicos - se Serra não tivesse jogado fora o que disse que iria 'defender' das mãos do PT.
Leia a seguir um texto de 26 de abril de 2012 do insuspeito Estadão. É uma radiografia da imprevidência do governo estadual no período em que Serra ocupou o cargo. O nome do tucano, naturalmente, é poupado. Mas os números liberados pela gestão Alckmin doem mais que as pancadas do embornal udenista.
Novas obras contra enchentes
O Estado de S. Paulo - 26/04/2012
Obras de limpeza da calha do Tietê devem restabelecer, até o fim deste ano, a vazão que o rio tinha em 2005 e reduzir as chances de ocorrer transbordamentos na região metropolitana. A retirada de 900 mil m³ de sedimentos de três trechos do leito do rio, ao custo de R$ 317 milhões, é uma das frentes de combate às enchentes abertas pelo governo estadual.
A outra será a construção de 44 piscinões - 30 por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs) -, num total de R$ 1,8 bilhão em investimentos em obras e outros R$ 3,1 bilhões em manutenção e limpeza dos reservatórios.
Os 14 restantes serão construídos pelo próprio governo. A esse esforço do Estado, as prefeituras da Grande São Paulo deveriam somar outras ações baratas e eficazes, para evitar o despejo de toneladas de detritos que causam o assoreamento do rio.
Ao fazer um balanço das obras de limpeza da calha do Tietê, o governador Geraldo Alckmin afirmou que a sua capacidade de vazão chegará a 1.048 m³ por segundo, na altura do Cebolão, o que é comparável aos resultados de sete anos atrás, quando as obras de aprofundamento e desassoreamento do leito do rio foram concluídas. Entre 2002 e 2005, o fundo do rio baixou dois metros e meio, como resultado da retirada de 6,8 milhões de m³ de rochas, sedimentos e detritos de todo tipo, uma obra que custou R$ 1,7 bilhão.
O resultado de todo esse esforço, porém, se desfez em quatro anos, período em que 3 milhões de m³ de detritos se acumularam no leito do rio. Isto trouxe de volta à capital o transtorno das inundações. Em setembro de 2009, ainda longe da temporada de chuvas, uma tempestade deixou São Paulo sob as águas. De lá para cá, a cada verão, o rio transborda. Em 2011, no fim de fevereiro, o Tietê já tinha transbordado três vezes, o que levou o governo a tomar a decisão de voltar a investir em obras de desassoreamento.
Hoje, apesar do otimismo do governador Geraldo Alckmin e dos dados que mostram que o desassoreamento do Tietê produz resultado equivalente a 86% da capacidade de todos os piscinões, é preciso considerar que o fato de o rio alcançar novamente a mesma vazão que tinha há cinco anos não basta para assegurar que a cidade está livre das enchentes. A mancha urbana de hoje não é a mesma de sete anos atrás e suas características também mudaram muito. A ocupação das margens dos córregos e das áreas de preservação aumentou, mais detritos são lançados nos leitos de rios e córregos e a impermeabilização do solo aumentou.
O coordenador da área sanitária ambiental do Instituto de Engenharia, Júlio Cerqueira Cesar Neto, lembra que já em 1998 se considerava que a vazão do rio, anunciada hoje como a ideal, estava ultrapassada em 25%. A seu ver, a vazão hoje deveria ser de aproximadamente 2 mil m³ por segundo - o dobro do que será alcançado com o fim das obras de desassoreamento.
Por isso, está certo o governo ao acelerar ao mesmo tempo a construção de piscinões. Nos últimos 16 anos, a região metropolitana de São Paulo ganhou 29 reservatórios, tendo agora 51. Com a construção dos novos 44 piscinões, prometidos até 2018, a Grande São Paulo aumentará a capacidade de armazenamento dos atuais 10 milhões de m³ por segundo para 22 milhões de m³. Apesar desse esforço para quase dobrar o número de reservatórios, a vazão de água necessária para evitar enchentes na região metropolitana ainda fica aquém da prevista no Plano de Macrodrenagem do Estado. Ele prevê a construção de 134 piscinões, com capacidade de 35 milhões de m³.
A tarefa é árdua e para alcançar aquela meta é fundamental o apoio das prefeituras da Grande São Paulo, que deveriam complementar os grandes investimentos realizados pelo Estado nos últimos anos. Elas precisam, por exemplo, cuidar melhor da ocupação do solo e construir calhas alternativas para o escoamento da água dos córregos. E também montar pequenas cascatas no leito de rios e córregos, que ajudam a frear as águas, impedindo que cheguem com alta velocidade ao Tietê .
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NR: Para fazer justiça com Serra é forçoso admitir que Geraldo Alckmin também não está dando conta do recado. As obras antienchente do governo tucano não estarão prontas no verão que bate à porta. Verbas subdimensionadas entre outros 'deslizes' explicariam o fiasco repetido. Quem sabe nas chuvas de 2013; talvez nas de 2014. Essa é uma área em que, por sua gravidade e incontornável evidência anual, o modo tucano de governar não deixa margem a dissimulações e leguleios. Nas demais, cabe ao eleitor inferir. Leia a notícia abaixo, de insuspeita lavra:
29/08/2012
Obras estaduais antienchente estão paradas ou atrasadas
Folha de S.Paulo
Obras de contenção de enchentes na Grande SP anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em março de 2011 estão paradas ou atrasadas, a pouco mais de três meses do início da temporada de chuvas.
Há problemas com a construção de três piscinões, quatro diques perto de pontes do Tietê e o desassoreamento do rio e de córregos.
Parte das obras está com problemas porque o dinheiro previsto no Orçamento acabou - caso da limpeza do Tietê - e outra parte por causa de falhas na execução.
No caso dos diques, a previsão era que ficassem prontos até dezembro de 2011, mas só um está sendo feito, segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica.
Mesmo que todos os diques começassem a ser construídos hoje, a operação deles só seria possível em, no mínimo, um ano. Ou seja, para chuvas de 2013/ 2014.
Outro conjunto de obras tido como fundamental por especialistas é a construção de piscinões. Mas nada será inaugurado este ano.
O piscinão Olaria, em Campo Limpo (zona sul), deveria ter sido entregue em novembro de 2011, mas a fragilidade do solo na área atrasou a execução. Outros reservatórios anunciados, o Guamiranga e o Jaboticabal, que represariam as águas vindas do ABC, não saíram do papel.
As máquinas que limpam o leito do Tietê pararam ontem. Por falta de pagamento, a limpeza de grandes córregos que deságuam no Tietê também não está sendo realizada no ritmo adequado.
A questão não é a falta de dinheiro, mas o esgotamento da verba que havia sido colocada pelo Estado no Orçamento - para especialistas, ela foi subdimensionada.
Para moradores de áreas tradicionalmente alagadas, o atraso preocupa.
Resposta
O governo nega que o ritmo de desassoreamento do Tietê esteja lento e diz que a "intensificação dos trabalhos" no início do ano permite dizer que tudo está sob controle. Diz, ainda, que o volume de material retirado do rio superará o de 2011.
Afirma ainda que, embora o dinheiro previsto para este ano já tenha sido usada, o Orçamento será complementado.
Sobre as obras dos diques, o governo afirma que terminou as escavações de apenas um deles, na ponte da Vila Maria.
O governo admite atrasos nos piscinões Olaria, Guamiranga e Jaboticabal
Saul Leblon
No Carta Maior
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Uol diz que PHA é Potencialmente Perigoso

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Imagem 18/18: Linha pontilhada mostra percurso do QG42, asteroide "perigoso" que vai passar próximo à Terra na madrugada de quinta para sexta-feira. O asteroide de mais de 200 metros de diâmetro ficará a 2,8 milhões de quilômetros do nosso planeta - 7,5 vezes a distância até a Lua - exatamente às 2h10 desta sexta-feira (14), em sua maior aproximação com nosso planeta. Ele foi denominado como um Asteroide Potencialmente Perigoso (PHA, na sigla em inglês) por se enquadrar em duas regras: tem mais de 100 metros de diâmetro e passará a uma distância de até dez vezes o percurso entre a Terra e a Lua, que é de 384.401 quilômetros
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Charge online - Bessinha - # 1464

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Serra construiu desde o ninho a sua própria pena de morte !!!

Em 1992 ocorria no Brasil um grande debate sobre a constitucionalidade de se levar ou não a plebiscito a introdução da pena de morte por aqui. Na região onde moro, Zona Norte de São Paulo, promovemos um acordo suprapartidário para realizarmos esse debate no Colégio Marilac em Santana.
Os "malufistas" daqui convidaram o Afanásio Jazzadi  e o ex-coronel torturador Erasmo Dias ambos Deputados Estaduais na época, para defenderem a favor da pena de morte. Nós do PT trouxemos o José Genoíno e o PSDB, através de uma sua seção regional de seus "Centros de Defesa dos Direitos Humanos" trouxeram o José Serra, que eram então Deputados Federais por seus respectivos partidos para defenderem contra a tal pena de morte.
Pois bem...
No dia marcado para o debate no salão lotado do Colégio Marilac, Afanásio Jazzadi e Erasmo Dias não apareceram, "deram o cano" !!! ( eu particularmente fiquei frustrado pois seria uma chance de reencontrar o Erasmo Dias depois de ele ter me prendido por 4 vezes quando militei no Movimento Estudantil 15 anos antes daquela data ) O "DEBATE" ACONTECEU mesmo assim apenas com os que compareceram, Genoíno e Serra !!!
Foi a primeira vez que vi e ouvi pessoalmente esse sujeito, o hoje "afamado" José Serra.
Realmente não houve um debate propriamente dito posto que tanto o Genoíno quanto o Serra eram contrários a pena de morte no Brasil assim como no mundo todo e a coisa acabou virando uma palestra dos dois deputados para aquele enorme público presente.
O que eu vi depois do tal debate foi estarrecedor !!!
Havia-se combinado para depois do evento um "café com bolachas" oferecido pelas freiras do colégio para uma espécie de confraternização entre os organizadores, os debatedores e o público que quisesse participar. E esse mesmo público todo assistiu uma cena deprimente !!!
Os "tucaninhos" (jovens advogados), coitados, levando uma CARRASPANA pública de José Serra que de dedo em riste e aos berros os CONDENAVA por terem-no levado para aquele que segundo ele era um "evento inútil"
As frases eram:
- "Isso aqui não me traz nenhum ganho político !!!"
- "Eu faço política baseado em custo benefício !!!"
- "Perco o meu tempo em um "debate" com o Genoino que pensa como eu e por isso não ganho nada com isso !!!"
- "Tenho mais o que fazer !!! Meu tempo é precioso e custa caro !!!"
- "Nunca mais me chamem para uma "porcaria" dessa !!!"
- "Vocês em vez de me ajudarem só atrapalham !!!"
E por aí foi...
Os pobres "tucaninhos" não sabiam onde punham a cara envergonhados por aquela humilhação pública. De nossa parte assistíamos aquilo tudo e não podíamos fazer nada. O Genoino, ao contrário, gostou, e nos agradeceu pelo convite e por poder apresentar seus argumentos e suas idéias diretamente ao povo, mas o Serra não entendeu assim. Bem que eu torci para que o Serra viesse pra cima de nós, os petistas, mas o covarde só foi "valente" com o pessoal dele. Nem se despediu de ninguém, nem das freiras, nem tomou o café e foi embora "fulo da vida" e com passos largos e rápidos.
ESSE É O SERRA !!!
Isso explica a sua rejeição até mesmo dentro do PSDB já que nas prévias internas ocorridas pouco antes dessa sua (mais uma) candidatura eleitoral FOI REJEITADO por quase a metade dos votos dentro do seu próprio partido !!! Passou nas prévias por um triz !!! 
Vejam os vídeos abaixo de filiados do PSDB acabando com ele nos debates internos que ocorreram dentro do seu próprio ninho tucano aqui da capital.
Conto esse episódio que presenciei há exatos 20 anos atrás para registrar e justificar porque eu não me surpreendo com essa repulsa toda do eleitorado contra esse projeto mal acabado de político ditatorial que finalmente e felizmente para o bem de todo o Brasil está agora se despedindo da vida pública e da política !!! Não tem mais condições de disputar qualquer cargo majoritário neste país !!!
Serra ao longo dos anos construiu a sua própria pena de morte política e sobre isso não há como se ter pena !!!
É mais um que vai para o rodapé das páginas dos livros de história na categoria de "figura nefasta" !!! 
Que venham os próximos !!!
Parece que o PIG já escolheu o seu próximo "marionete" de oposição ao PT... Vem aí Joaquim Barbosa, outro projeto de ditadorzinho que se revolta e esperneia com o contraditório !!!
QUE VENHA !!!
É outro que vai se lascar por ser o que é !!!
Ninguém muda o caráter das pessoas, isso já vem pronto e embrulhado no DNA !!!
Ênio Barroso Filho
No PTrem das Treze
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Universal faz campanha ilegal para Russomanno

O principal templo da Igreja Universal do Reino de Deus em São Paulo vem sendo usado pela campanha do candidato do PRB à Prefeitura, Celso Russomanno, como um tipo de comitê informal. Russomanno informou à Justiça ter desembolsado R$ 27,5 mil com "cessão de bens imóveis" – espaços usados pela campanha e cedidos por alguém (como um aluguel). Um dos imóveis é do próprio candidato. Não há menção ao uso do templo da Universal.
Além disso, na última sexta-feira (7), o pastor Marcos Galdino, do ministério Santo Amaro da igreja Assembleia de Deus, pediu votos explicitamente a Russomanno durante um culto. A prática não é permitida pelas leis eleitorias.
O estacionamento do templo da av. João Dias, em Santo Amaro (zona sul), é ponto de encontro de equipes que saem diariamente para fazer campanha nas ruas. À tarde, retornam ao local para devolver materiais de campanha como bandeiras e adesivos.
O partido de Russomanno é comandado por pastores e bispos da Universal, e alguns deles ocupam os principais cargos da coordenação de sua campanha. O candidato, no entanto, tenta desvincular sua candidatura da igreja.
Já afirmou, por exemplo, que não pediu nem iria pedir dinheiro de nenhuma igreja e que a Universal não deu nem R$ 1 à campanha.
Cabos eleitoriais
A Folha acompanhou quando cerca de 50 cabos eleitorais chegaram ao local, anteontem, por volta de 17h30. Bandeiras em mãos, eles entraram pela lateral do prédio, que dá acesso ao estacionamento, frequentado por fiéis que vão aos cultos.
Os trabalhadores, todos jovens, se dirigiram a uma mesa caraterizada como sendo da Força Jovem Brasil, grupo da juventude da Universal.
Eles formaram filas para deixar ali as bandeiras, que foram colocadas em duas peruas "adesivadas" com propaganda de Russomanno e do pastor Jean Madeira, líder da Força Jovem, que concorre à Câmara pelo PRB.
Os veículos estavam estacionados dentro do templo.
No interior do prédio, a reportagem foi convidada para trabalhar na campanha de Russomanno por um jovem. Ele ofereceu R$ 150 por semana para uma jornada diária de sete horas. Disse que o pagamento é feito no local.
O cabo eleitoral afirmou ainda que, caso a oferta fosse aceita, ele poderia ser encontrado no próprio estacionamento da igreja após o culto, do qual iria participar.
Questionados se trabalhavam para a campanha do candidato a prefeito ou do pastor Madeira, os cabos eleitorais disseram que eram funcionários de Russomanno.
Eles portavam alguns materiais de propaganda exclusivos do candidato, como adesivos com a inscrição "sou padrinho" de Russomanno.
Os jovens disseram que atuam no largo 13 de Maio. No momento em que a reportagem esteve no templo, eles participavam de uma reunião em que se discutia a escala de trabalho nas ruas. No culto, não houve propaganda ou menção ao candidato.
O edifício da João Dias é a sede da Universal na cidade, onde o líder da igreja, bispo Edir Macedo, celebra cultos quando está em São Paulo.
Outro lado
Líder nas pesquisas de intenção de voto, Russomanno declarou um dos menores gastos na campanha até agora: R$ 1,3 milhão, contra R$ 16,5 milhões de Fernando Haddad (PT) e R$ 8,4 milhões de José Serra (PSDB).
Russomanno conta também com o trabalho voluntário de integrantes da igreja. Em sua prestação de contas, estão declaradas 101 doações estimadas em R$ 300 cada uma, forma pela qual é contabilizada a ação dos fiéis.
O candidato Celso Russomanno (PRB) disse não ter conhecimento do uso da estrutura do templo por sua campanha. Por isso disse que não poderia comentar.
O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, coordenador da campanha de Russomanno e bispo licenciado da Universal, afirmou anteontem que iria apurar a informação e que, se a confirmasse, pediria para que a ação fosse interrompida.
Pereira disse na ocasião acreditar que os cabos eleitorais estivessem trabalhando para o candidato a vereador Jean Madeira (PRB) – e não para Russomanno.
Os cabos eleitorais afirmaram que eram contratados pelo candidato a prefeito. O presidente do partido disse que eles provavelmente haviam se confundido.
"As pessoas têm poucas informações, às vezes confundem, acham que a campanha do Jean é a mesma que a do Russomanno."
Ontem, Marcos Pereira escreveu dizendo ter falado com Madeira, que negou a existência de base no estacionamento do templo.
Na prestação de contas do candidato a vereador também não constam gastos de utilização do espaço.
A Folha entrou em contato com representante da Universal e com Madeira por e-mail, mas as mensagens não foram respondidas. Por telefone, ninguém atendeu até a conclusão desta edição.
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Já no desespero, Serra apela de novo à baixaria

Serra1 Já no desespero, Serra apela de novo à baixaria
Foto: Luciano Bergamaschi/AE
A natureza humana pode tardar, mas não falha. E a história se repete como farsa. Ao chegar a malufianos 46% de rejeição, o candidato tucano José Serra jogou os escrúpulos à favas, rasgou a fantasia e, como costuma fazer quando se vê acuado, partiu de novo para a baixaria eleitoral.
Nem a presidente Dilma Rousseff escapou dos seus ataques de ira diante dos novos números negativos da pesquisa Datafolha divulgados na quarta-feira, que reforçam a possibilidade dele  ficar fora do segundo turno.
"Ela vem meter o bico em São Paulo, vem dizer aos paulistanos como é que eles devem votar. Ela que mal conhece São Paulo vem aqui dar o seu palpite", disparou Serra, num dos seus melhores momentos de Serra.
Ela, no caso, é a presidente Dilma, que apóia, vejam só!, o candidato do seu partido, Fernando Haddad. Por sua reação, Serra deve achar que só tucanos podem meter seu bico grande nas eleições paulistanas, como fez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para apoiar o candidato do PSDB, com toda pompa e circunstância, como se estivesse falando numa rede nacional de rádio e televisão.
Parece não ter dado muito certo o único "fato novo" criado pela campanha de Serra nos dias anteriores à pesquisa. A rejeição do tucano aumentou mais quatro pontos e a intenção de votos caiu mais um. O "saldo negativo" do candidato do PSDB na pesquisa, comparando a rejeição com o índice de intenção de votos, que caiu para 20%, já é de 26 pontos.
Em entrevistas raivosas e ensandecidos comerciais de televisão, o tucano foi à guerra, atirando para todo lado. Como já era de se esperar, colocou o julgamento do mensalão na roda.
"Sabe o que acontece quando você vota no PT? Você vota, ele volta. Fique esperto. É o velho PT em nova embalagem", atacou Serra por meio de um narrador terceirizado nos comerciais em que o candidato petista aparece ao lado de José Dirceu e Delúbio Soares, réus no processo.
A nova ofensiva tucana fez Fernando Haddad também subir o tom, deixando de lado o modo cordato como vinha conduzindo sua campanha até aqui, sem ataques aos adversários. O petista também pegou pesado:
"Ele está batendo recordes atrás de recordes de rejeição. Daqui a pouco não vai poder circular pela cidade. A baixeza de Serra é conhecida, e ele está pagando por isso. A população repudia o estilo dele de fazer política. Não é só questão de decadência política. É um problema de estilo. Ele é useiro e vezeiro em baixar o nível. É da genética dele".
Na guerra deflagrada entre PT e PSDB por uma vaga no segundo turno, quem acabou ganhando com o novo confronto foi o líder nas pesquisas, Celso Russomanno, do PRB, que só ficou assistindo ao tiroteio e continua nadando de braçada.
Os marqueteiros-estrategistas dos dois partidos repetem assim o mesmo erro cometido desde o início da campanha de 2012: ficam batendo no adversário histórico e se esquecem da autonomia do eleitor que, até aqui, escolheu uma terceira via fora da polarização entre tucanos e petistas, tirando votos dos dois lados.
Também neste campo os números do Datafolha não são nada animadores para José Serra. Dos eleitores de Russomanno que podem mudar de voto, 27% escolheriam Haddad; 20%, José Serra. Na pesquisa anterior, a situação era inversa: 26% optavam por Serra; 19% por Haddad.
Indagados sobre em qual candidato não votariam de jeito nenhum, 63% dos eleitores de Russomanno responderam Serra, e 19%, Haddad.
Ou seja, para onde olha, Serra só vê nuvens negras do horizonte. Agora, só falta o candidato tucano pedir para os eleitores pegarem em armas, eliminarem os adversários a bala e lhe assegurarem a vitória por aclamação. Alguns blogueiros celerados que o apoiam já estão chegando a este ponto.
Muita calma nesta hora.
Ricardo Kotscho
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STF anula indicação feita por Dilma para tribunal federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou na nesta última terça-feira a indicação da presidente Dilma Rousseff do juiz Marcelo Pereira da Silva para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª região. A maioria dos ministros entendeu que a presidente não seguiu a norma de promover o magistrado Aluísio Gonçalves de Castro Mendes, que figurou por três vezes em listas de merecimentos.
A posse de Pereira da Silva já estava suspensa por uma decisão liminar do relator do mandado de segurança, Ricardo Lewandowski. No pedido, a Associação dos Juízes do Brasil (Ajufe) alegava que a nomeação do juiz ofendia a separação dos poderes e não é um ato discricionário da presidente da República.
Com a decisão, Dilma deve refazer sua indicação para o TRF-2, já que o Supremo não pode determinar a posse de Castro Mendes para o tribunal.
Fernando Diniz
No Terra
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O grande silêncio

É sempre bom investigar a origem dos fatos e das palavras. Você pode descobrir coisas surpreendentes. Por exemplo: o final abrupto de uma frase de jazz moderno, vocalizado, soava algo como “be-ree-bop”. É daí que vem o nome do novo estilo de tocar jazz, “bop”.
O “biribop” foi usado numa música brasileira que falava da influência do novo jazz no samba — “eba biribop”, lembra? — e não demorou para que o “biribop” do samba se transformasse em “biriba” e acabasse sendo o nome do cachorro mascote do Botafogo, segundo alguns um dos maiores responsáveis pela boa fase do time na época — e nome de um jogo de cartas.
Hoje quem joga biriba (ainda se joga biriba?) não desconfia que tudo começou nos clubes de Nova York, onde alguns músicos faziam uma revolução que não tinha nada a ver com o baralho.
A procura de origens pode levar por caminhos errados, é verdade. Ainda no campo da música: quando a bossa-nova começou a ser tocada nos Estados Unidos uma das curiosidades dos nativos era o significado do termo “bossa”.
Quem procurou num dicionário leu que “bossa” era a protuberância nas costas de um corcunda, não podia estar certo. Aí alguém se lembrou de um LP gravado pelo guitarrista Laurindo de Almeida nos Estados Unidos anos antes, junto com três americanos, um saxofonista, um baterista e um contrabaixista, que incluía ritmos brasileiros. E surgiu a teoria que o disco do Laurindo de Almeida teria sido muito ouvido no Brasil e a marcação do baixo nos sambas muito impressionara os músicos locais.
Claro, “bossa” era uma corruptela de “bass”, contrabaixo em inglês. Tudo esclarecido. (Não foi a única injustiça que fizeram com o João Gilberto, o verdadeiro criador da batida da bossa. Ainda inventaram que ele roubara o jeito de cantar do Chet Baker.)
Mas tudo isto, acredite ou não, tem a ver com o mensalão. Ouvi dizer que a origem do esquema que está sendo condenado no Supremo é uma eleição em Minas que envolveu alguns dos mesmos personagens de agora, só que o partido favorecido foi o PSDB.
Se a origem é esta mesma, ou — como no caso da origem da bossa-nova — há um mal-entendido, não sei. Mas não deixa de surpreender a absoluta falta de curiosidade, da grande imprensa inclusive, sobre esta suposta raiz de tudo. Só o que há a respeito é um grande silêncio.
O barulho com o esquema precursor mineiro ainda está por vir ou o silêncio continuará até o esquecimento? É sempre bom investigar a origem dos fatos e das palavras. Inclusive porque dá boas histórias.
Luís Fernando Veríssimo
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Estadão denuncia mentira de Serra sobre caminhoneiro

A história registrará José Serra como o maior manipulador da verdade que a política brasileira jamais conheceu, um caso crônico de megalomania, fantasia e da certeza da impunidade: com a blindagem que recebia da velha mídia, podia jogar na vala comum da luta política, todas as denúncias contra ele.
O caso do caminhoneiro José Machado, com catarata, merece entrar na antologia das grandes mentiras de Serra - e, espera-se, sem impunidade.
Foi assim:
  1. O PT divulgou a história de um caminhoneiro de 67 anos, padecendo de catarata, há um ano esperando uma consulta na rede municipal de saúde.
  2. A Secretaria Municipal de Saúde rompeu o sigilo médico do caminhoneiro, divulgando sua ficha. Com base nessa suposta ficha, Serra e Kassab acusaram a campanha de Haddad de ter mentido sobre a doença, que não seria catarata mas pterígio (pele que cresce sobre a cornea.
  3. A repórter Julia Dualibi, do Estadão, saiu a campo e constatou que o caminhoneiro tinha ambas as doenças. Na entrevista que deu ao Estadão, Serra passou uma carraspana nos jornalistas, acusando-os de ter embarcado na campanha de Haddad.
  4. Hoje o Estadão traz nova matéria de Julia Dualibi e Débora Alves, com base no prontuário do hospital que atendeu o caminhoneiro, confirmando a existência das duas doenças.
Em países civilizados, haveria punição pela quebra do sigilo médico de um cidadão, pelas falsas acusações imputadas a ele próprio (que deu depoimento dizendo estar com catarata) e à campanha adversária. O Secretário de Saúde seria punido pelo Conselho Regional de Medicina e os candidatos incursos em crimes de difamação.
Por aqui, a punição a Serra será a pior de todas: a possibilidade de leitores do jornal, não afeitos ainda à Internet, saberem mais sobre a personalidade real do candidato. E isso no jornal que, nos anos 70, consagrou-se mostrando Paulo Maluf como Pinóchio.
Luis Nassif
No Advivo

Do Estadão

Caminhoneiro sofre de catarata, aponta exame

Documento contradiz Prefeitura em polêmica sobre doença de homem que apareceu em programa de TV petista criticando a saúde municipal

JULIA DUAILIBI DÉBORA ÁLVARES 
13 de setembro de 2012 | 3h 05
Resultado dos exames oftalmológicos realizados no caminhoneiro José Machado, que apareceu na campanha de TV do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, criticando o sistema municipal de saúde e dizendo sofrer de catarata, constatou que ele sofre mesmo da doença.
Os exames foram feitos no último dia 30, e o laudo foi assinado em 4 de setembro pelo médico Pedro José Monteiro Cardoso, do Instituto Cema, conveniado à Prefeitura. O resultado do exame foi encaminhado para Machado, que autorizou, por escrito, a divulgação dos dados pela equipe de campanha do petista.
No programa do PT em agosto, Machado havia dito que sofria de catarata e que esperava há dois anos na fila pela cirurgia. Na esteira das declarações, a Secretaria Municipal de Saúde acessou as informações do prontuário do paciente e divulgou que o caminhoneiro não tinha catarata, mas pterígio (crescimento de tecido sobre a córnea). O Estado revelou à época que a administração municipal havia acessado e divulgado dados do prontuário, sem autorização de Machado, a fim de contradizer a propaganda petista. O PT acusou a Prefeitura de violar o sigilo médico para favorecer o candidato do PSDB, José Serra, e pediu à Justiça a abertura de inquérito policial.
Serra e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) disseram à época que Machado não tinha catarata e que a campanha petista havia mentido sobre o tempo de espera para a realização da cirurgia.
"O tempo de espera relatado e o tratamento indicado durante o programa eleitoral são notoriamente inverídicos", disse a secretaria numa nota oficial. "Vocês (do jornal) pisaram no tomate, francamente. O PT saiu falando 'pega ladrão, pega ladrão', e vocês caíram nessa. Esse cidadão não tinha catarata", disse Serra ao Estado no dia 31, em referência à reportagem sobre o acesso ao prontuário do caminhoneiro. "(A Prefeitura) já identificou, nos limites do que pode ser divulgado por conta da ética, que ele não tinha catarata", disse Kassab.
O Relatório de Exame Oftalmológico, do Cema, constata que Machado tem em ambos os olhos "opacidade nuclear de cristalino" e "opacidade cortical", além de pterígio. Opacidade do cristalino é o termo técnico usado para designar a catarata.
Em 30 de agosto, dia do exame, a mulher do caminhoneiro, Natalices Santos, que é do conselho gestor da UBS onde Machado foi atendido inicialmente, afirmou que a perícia apontava que ele tinha catarata e pterígio. Não havia, porém, documento que comprovasse a afirmação.
Em resposta, a secretaria questionou em nota mais uma vez as informações ao afirmar que eram "inverídicas": "Se o caso fosse de cirurgia de catarata, o paciente certamente já teria sido operado, uma vez que no Cema não há fila de espera. O prazo médio para a realização desse tipo de procedimento é de 30 dias". O Estado voltou a procurar a pasta ontem, que disse manter "as informações enviadas ao jornal".
A assessoria de imprensa da campanha de Serra repetiu ontem que a questão central é o fato de a campanha do PT ter levado ao ar uma mentira ao dizer que o caminhoneiro esperava dois anos para fazer a cirurgia.
Haddad disse que "o comportamento e as declarações de Serra sobre o caso demonstram falta de compromisso com a verdade".
No relatório, o Cema diz que Machado fará a operação do pterígio no dia 27. "Após reavaliação, se constatada a necessidade de cirurgia, será realizada facoemulsificação (para retirada de catarata)." Informado sobre o resultado dos exames, o oftalmologista Paulo Melo Filho, da Unifesp, disse que Machado tem catarata em nível intermediário, que deve ser tratada após a cirurgia de pterígio. "O pterígio dele é recidivado, ou seja, já fez uma retirada antes, e o pterígio voltou. Quando isso acontece, vem mais agressivo."
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Relações públicas

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A discussão no STF

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Senadores prestam solidariedade a Vanessa contra agressão


A sessão do Senado desta quarta-feira (12) acabou se transformando num ato político de solidariedade à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), candidata à prefeita de Manaus. Na terça-feira (11), antes do debate da TV Em Tempo, ela sofreu agressões de cabos eleitorais supostamente ligados ao candidato Arthur Virgílio Neto (PSDB) que jogaram ovo e cuspiram na candidata. A senadora levou fotos ao plenário do grupo de pessoas de onde partiu a violência.
“Foi um ato planejado, um ato que partiu de um grupo que foi para a frente da emissora de forma organizada, (...) a serviço de um candidato concorrente, portava bonecas que representavam bruxas, cartazes denegrindo a minha imagem e ovos na mão (...). Sofri uma agressão como nunca a cidade de Manaus viu nos últimos tempos”, discursou a senadora.
Ela expediu um ofício ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), para que reforce um pedido de apuração feito à polícia e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazonas. 
“Não compreendemos como possa ser vítima de uma agressão dessa natureza, porque ela não só a atinge, mas atinge todos nós e o País, porque os costumes políticos que levam a esse tipo de procedimento realmente denigrem o próprio País, onde estamos assistindo, e temos assistido sempre, à festa da democracia, que têm sido as eleições. Senadora Vanessa, a senhora teve a solidariedade da Casa, de todos nós, e acredito que terá do povo amazonense”, disse Sarney, após outros se posicionarem.
Primeiro a prestar solidariedade, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), lembrou que os amazonenses não têm a tradição de um povo truculento e agressivo. “Não conheço isso na história de 30 anos da vida pública do Amazonas”, reagiu.

Denúncia

Ao prestar solidariedade à colega, o senador Magno Malta (PR-ES) fez uma denúncia: “Quero dizer ao Brasil e à senadora que o que estão preparando para ela ou o que tentavam preparar é absolutamente pior. Tenho recebido no meu gabinete telefonemas. E já recebi uma equipe de gravação, vinda de Manaus, para me gravar, dizendo-me que eu deveria fazer uma palavra, falando tão somente que eu afirmava que a senadora Vanessa Grazzotin era a favor do aborto”, acusou. “Nunca conheci a senadora como abortista. E, se fosse, eu não o faria”.
“Receba de mim este apoio. Eu precisava revelar em plenário os convites e os apelos que tenho recebido, dizendo o seguinte: se você gravar isso e entrar no ar em Manaus, acaba a campanha de Vanessa Grazziotin. Isso é muito indigno, senhor presidente!”, protestou Malta. 
O ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM), que apoia o candidato do seu partido em Manaus, fez o que ele considerou o primeiro pedido ao governador Omar Aziz para que a Secretaria de Segurança do seu governo “instale imediatamente uma investigação para apurar os responsáveis por esse ato desonesto cometido contra a senadora Vanessa”.
A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), que assume hoje (13) como ministra da Cultura, reagiu com indignação: “E eu digo uma coisa, senador Eduardo Braga: alguém que faz isso com uma adversária – com qualquer adversário, mas com uma adversária – perdeu a eleição ali! Eu acredito que nós temos que ser respeitados como políticos, e mulheres políticas têm que ser respeitadas muito mais! Toda a minha solidariedade, senadora Vanessa, e tenho certeza de que o povo de Manaus saberá honrá-la”.
Ainda prestaram solidariedade à senadora, Ana Amélia (PP-RS), João Capiberibe (PSB-AP), Lídice da Mata (PSB-BA) e Eduardo Suplicy (PT-SP).
No Vanessa65
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