12 de set de 2012

O filme que ridiculariza Maomé e insultou o islamismo

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Charge online - Bessinha - # 1462

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Haddad acusa Serra

Haddad: "Eu honrei os cargos que ocupei, ao contrário dele, que assumiu compromissos que não honrou"
Rejeição recorde impedirá Serra de circular nas ruas de SP, diz Haddad


O candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (12) que o adversário José Serra (PSDB) está batendo recordes de rejeição e "daqui a pouco não vai poder circular pela cidade".
O petista reagiu com irritação à nova propaganda tucana que o associa aos colegas de partido José Dirceu e Delúbio Soares, réus no processo do mensalão, e ao ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que o apoia.
Apu Gomes/Folhapress
O candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad
O candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad
Haddad acusou Serra de "confundir, iludir e desinformar" o eleitor e fez referência ao aumento do seu índice de rejeição, que chegou a 46%, segundo o Datafolha. É o maior patamar alcançado por um candidato desde o início da campanha.
"Ele está batendo recordes atrás de recordes de rejeição. Ele daqui a pouco não vai poder circular pela cidade", afirmou. "A baixeza de José Serra é conhecida, e ele está pagando por isso. A população repudia o estilo dele de fazer política."
O petista disse ver "um pouco de desespero" no adversário, mas que já esperava virar alvo na TV qualquer que fosse a sua situação nas pesquisas. Os dois estão tecnicamente empatados em segundo lugar.
"Não é só uma questão de decadência política. É um problema de estilo", disse Haddad. "Ele é useiro e vezeiro em baixar o nível da campanha. Ele não consegue terminar uma campanha em nível elevado. Não consegue. É da genética dele."
O candidato ainda fez uma menção velada ao fato de Serra ter renunciado à prefeitura em 2006 para concorrer ao governo do Estado, um dos principais motes de sua propaganda contra o tucano.
"Eu sou um professor universitário, tenho uma biografia honrada. Eu honrei os cargos que ocupei, ao contrário dele, que assumiu compromissos que não honrou", disse.
Bernardo Mello Franco
No Maria da Penha Neles!
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O PT no Recife

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Serra é uma toupeira

Ora, ora, ora, Serra. 
Sem projetos, sem propostas para melhorar a vida das pessoas, da cidade de São Paulo, ataca a presidenta Dilma. 
E fala uma imensa besteira: diz que a presidenta Dilma não conhece São Paulo. 
E ele, que foi eleito prefeito em 2004, que deveria conhecer São Paulo, não cuidou da cidade, não cuidou das pessoas, não fez coisa alguma que se aproveitasse e ainda largou a prefeitura, sem concluir o mandato, nas mãos do Kassab. 
Resultado: enchentes, caos no transito, caos na Saúde, falta de médicos, equipamentos quebrados, caos nos transportes públicos, obras superfaturadas, Rodoanel que desaba, falta de creches, de escolas, falta de professores. 
E o Serra nem conhece o Brasil, que chamou de Estados Unidos do Brasil (está no vídeo para que quiser ouvir). Ele não sabe que o correto é República Federativa do Brasil. 
O cara é uma toupeira! 
E quer ser prefeito de novo, aff. 
Serra entende é de privatizações, de mentir, de tentar enganar o eleitor com bolinha de papel, de negociatas escusas com os EUA. 
Serra entende bem de mandar a policia bater na policia, nos professores, nos alunos. 
Serra sabe muito bem defender seus companheiros, como o governador de Goiás, Marconi Perillo, envolvido até raiz dos cabelos com o Carlos Cachoeira, ou o deputado Leréia do PSDB, idem, ou o Eduardo Azeredo do PSDB, réu no processo do mensalão tucano. 
Serra é um obcecado que quer ser presidente do Brasil, e para isso pretende usar São Paulo novamente como trampolim, mesmo sabendo que não ganha. Mas não resiste à tentação de ser o eterno candidato, pelo menos até ser preso por se apropriar do dinheiro privataria tucana.
Jussara Seixas
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O Peculato da Frente Parlamentar Evangélica


A frente é uma associação não governamental
deputado João Campos, da Frente Parlamentar Evangélica
Campos: uso indevido
de recurso público
A Coaud (Coordenação de Audiovisual) da Câmara dos Deputados está gravando os cultos que os deputados-pastores celebram todas às quartas-feiras no plenário 2, para que sejam divulgados no blog da FPE (Frente Parlamentar Evangélica).  De acordo com o blog, a gravação e a edição dos cultos estão sendo feitas “a pedido da FPE”.
O uso de recursos logísticos e de funcionários da Câmara dos Deputados para produzir vídeos de  proselitismo religioso é incompatível com a laicidade do Estado brasileiro.
O presidente da FPE é o deputado tucano João Campos de Goiás, na foto. O próprio blog informa que a frente é “uma associação civil, de natureza não governamental”, não tendo, portanto, nenhuma ligação oficial com o parlamento, embora seja constituída por deputados e senadores.
O blog informa que os cultos estarão disponíveis “em breve”.
Com informação do blog da FPE.
Peculato - É um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. Caracteriza-se pela apropriação efetuada pelo funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. A pena prevista para este crime é de reclusão, de 2 a 12 anos, e multa. Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. Veja Arts. 312 e 313, do Código Penal.
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Caveat: o STF caminha para subverter as bases do direito positivo brasileiro

Desde o século XVIII firmou-se como princípio do direito europeu continental, ao qual se filia o direito brasileiro, a máxima, inscrita em nossa Constituição, de que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal. (Em latim: Nullum crimen, nulla poena sine previa lege.) O arauto desse princípio foi Cesare Beccaria, numa obra que constitui um dos pilares da era moderna, “Dos Delitos e das Penas”. Ela prenunciava uma doutrina de proteção do cidadão comum contra arbitrariedades do soberano, do Estado ou... de magistrados. A propósito, foram justamente magistrados os poucos opositores de Beccaria.
O julgamento do chamado mensalão está caminhando para uma situação na qual grande parte dos réus está destinada a ser condenada a penas sem prévia cominação legal referidas a crimes que não estão definidos como tais em leis. É que os ministros do Supremo estão se arrogando a prerrogativa de definir “por analogia”, como crimes, após o fato consumado, ações como o gerenciamento de caixa dois eleitoral que estão tradicionalmente presentes como irregularidades eleitorais em todas as eleições brasileiras, sem uma única exceção, acredito eu. Por que só agora a criminalização penal nesse caso específico?
Não falo de gestão fraudulenta de instituição financeira: isso está tipificado em lei e já faz parte do direito objetivo brasileiro. Mas dizer que houve a formação de “quadrilha” por parte dos dirigentes do PT para comprar votos de parlamentares próprios ou de partidos aliados no Congresso, chamar de peculato o recebimento de dinheiro para pagar despesas eleitorais do próprio partido ou de outros, definir ainda como peculato recebimento de pretensa vantagem sem provar que houve contrapartida, tudo isso beira o surrealismo, para não dizer a máxima arbitrariedade.
Vamos ser claros: há uma parte da opinião pública querendo ver sangue, e uma parte do Judiciário querendo saciá-la. Ela ignora as consequências dos precedentes dos julgamentos para o comportamento futuro do sistema judiciário como um todo. Não sabe que, para atender seu apetite, o Supremo, que deveria resguardar-se como guardião da serenidade, atua às vezes, e não raro, política e demagogicamente. No caso, o Supremo está subvertendo a mais sagrada regra do sistema judiciário brasileiro, a saber, a doutrina do direito objetivo que exige prévia definição legal do crime, sem maiores contorcionismos jurídicos.
Essa subversão terá consequências terríveis para o futuro jurídico brasileiro. Caímos no sistema anglo-saxão, aquele do direito consuetudinário, aquele que dá ao juiz uma imensa margem de discricionariedade em suas decisões. Quais as consequências disso? Para mim, que não sou jurista, devo usar uma linguagem comum: significa simplesmente que nas causas correntes no Judiciário haverá mais margem para os ricos culpados comprarem a sua absolvição e os pobres inocentes arcarem com o peso da lei. Mas é estranho que nenhum grande advogado ou jurista esteja chamando a atenção sobre isso: talvez tenham medo de se indispor junto ao Supremo!
Entendo que o Congresso brasileiro deva invocar suas prerrogativas e barrar essa pretensão do Supremo de, ao arrepio da cidadania, mudar as bases doutrinárias de nosso sistema jurídico. O direito objetivo, mesmo que circunstancialmente favoreça os ricos, é essencialmente uma proteção dos pobres. Se tivermos de adotar o sistema anglo-saxão, que, como dito, dá aos juízes ampla margem de arbitrariedade em suas decisões, que seja por decisão da cidadania, através de seus representantes no Congresso. Não pode ser um simples golpe do Supremo Tribunal Federal. Deve ser por um consenso mínimo na sociedade.
A propósito, já é tempo de recordar ao Supremo quem é o poder máximo na sociedade. Constitucionalmente, os três poderes são independentes e autônomos. Politicamente, porém, o Poder Judiciário e o Poder Executivo estão subordinados ao Legislativo, pelo fato de que este representa o conjunto da cidadania, da cidadania e da soberania, acima da qual não existe poder algum. Portanto, o ministro Marco Aurélio não pode atropelar a letra da Constituição dizendo que o deputado João Paulo Cunha está cassado por decisão do STF sem ter de passar pelo rito legal que estabelece a própria Carta Magna.
É preciso que o Congresso, nesse contexto de exorbitação de poderes pelo STF, tome iniciativas concretas para o restabelecimento da ordem constitucional. Afinal, há vários ministros do Supremo sobre os quais recaem pesadas suspeitas de falta de decoro. A revista Carta Capital, por exemplo, afirmou em matéria de capa que o ministro Gilmar Mendes foi beneficiário do esquema do valerioduto. Cabe investigar isso. Se confirmado, é um delito político, sem necessidade de um artigo de lei que o tipifique. E vale um processo de impeachment perante o Senado, conforme previsto na Constituição.
Na condição de cidadão livre, e conforme a lição de Bobbio, eu tenho a prerrogativa de fazer as leis através dos meus representantes políticos. Repele-me a ideia de ficar sob o jugo de leis feitas por homens – sejam reis, sejam presidentes, sejam juízes – que não têm que prestar conta a seus constituintes. Veja o abominável sistema judiciário americano e inglês: no curso da maior crise financeira de todos os tempos, devida basicamente a fraudes e desvios praticados por instituições financeiras, nem um único banqueiro ou dirigente financeiro foi preso ou condenado. Eles literalmente compram o sistema judicial e se safam. Já os pobres sofrem penas extremamente rigorosas, com poucas chances de regeneração.
Recorde-se ainda, nos Estados Unidos, a arbitrária decisão da maioria da Suprema Corte de atropelar resultados eleitorais inequívocos que davam a vitória a Gore para fazer vitorioso George Bush filho. O candidato conservador, preferido da maioria da Corte, foi beneficiário de um esquema corrupto, decisivo para o resultado nacional, montado seu próprio irmão, ninguém menos que o governador da Flórida. Estaria o cidadão comum brasileiro mais protegido com a adoção desse sistema? Fala-se descaradamente, entre advogados e juristas, que o critério para o julgamento do chamado mensalão é excepcional. Depois, voltaria tudo como antes. Se for assim estaremos no limite extremo da arbitrariedade, da demagogia e da violação dos direitos humanos.
Portanto, é necessário fazer um apelo sobretudo aos jovens que se impressionaram com a retórica da procuradoria e do relator do chamado mensalão: isso não passa de um circo para valorização pessoal de alguns atores junto à opinião pública. No fundo, é uma vergonha que o procurador e o relator estejam se prestando a esse papel de basear uma retórica tão hiperbólica em provas factuais tão frágeis ou inexistentes. Em que código, em que lei, em que regra o procedimento normal de dirigentes partidários de buscar alianças e apoio pode ser definido como ação de quadrilha? Não seria o trabalho normal deles? Ou quadrilha é quando se juntam algumas pessoas para qualquer propósito, inclusive o de condenar?
J. Carlos de Assis, Economista e professor da UEPB, presidente do Intersul, autor junto com o matemático Francisco Antonio Doria do recém-lançado “O Universo Neoliberal em Desencanto”, Ed. Civilização Brasileira. Esta coluna sai às terças também no site Rumos do Brasil e no jornal carioca Monitor Mercantil.
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Charge online - Bessinha - # 1461

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Projeto do novo Código cria mercado da pena

Com esvaziamento do processo, perde-se um dos últimos bastiões do controle do poder punitivo

A calúnia do jornalista será punida com até seis anos de prisão – muito mais, por exemplo, que manter alguém em cárcere privado por duas semanas.
A caça profissional de animais silvestres será quase tão grave quanto o homicídio – sendo que apenas perseguir o bicho já é suficiente para caracterizar o crime.
Promover a briga de galo vai dar mais cadeia do que lesionar uma pessoa e incapacitá-la para o trabalho.
Falar sobre o desequilíbrio das penas no projeto do Código Penal é quase como chutar cachorro morto.
Basta ter paciência para ler - se o receptador, por exemplo, tiver essa disposição, certamente vai admitir perante o juiz que praticou ele mesmo o furto, para receber uma pena menor.
Mas o projeto está longe de se distinguir apenas por esses equívocos.
O texto apresentado no Senado está imbuído de um absoluto senso de ubiquidade, levando o direito penal a tentar resolver quase todo o tipo de conflito. Bem distante assim do ideal que os penalistas costumam chamar de ultima ratio.
O projeto passa a punir criminalmente o cambismo, incorpora a antiga contravenção de perturbação de sossego e estabelece até mesmo pena para o fornecedor que der preferência a um cliente na frente de outro. Se der certo, as filas dos restaurantes não serão as mesmas.
Mas acreditar na eficácia do direito penal para evitar a prática de crimes é o triunfo da esperança sobre a experiência – prometer o que não vai ser entregue. Como a proposta de tipificar o terrorismo praticado com “armas de destruição em massa” durante grande evento esportivo, na expectativa de que por causa disso nada atrapalhe o bom andamento da Copa de 2014.
A ânsia de levar o direito penal à eficácia total fez o projeto contemplar inclusive a barganha, que promete transformar em um ‘mercado’ a aplicação das penas de prisão.
Importado de um direito com que o nosso não guarda nenhuma semelhança, a barganha se funda na ideia de um acordo de vontades que torna o processo praticamente desnecessário.
O réu confessa antes de serem ouvidas testemunhas e o promotor lhe oferece uma pena mínima.
O mercado da pena é marcadamente utilitarista e fragiliza a ideia de processo como garantia.
Torna o que sempre foi irrenunciável como disponível. E celebra a confissão como prova cabal, o que a doutrina custou anos de refinamento para combater.
Concede, ainda, um poder excessivo ao Ministério Público como senhor da pena, pois sua atuação normalmente vinculada passa a ser um ato de vontade. Além de confiar em demasia na capacidade de discernimento de réus em precária situação. Esquece, sobretudo, dos riscos do comodismo, que podem prejudicar até os objetivos da própria repressão.
Com o esvaziamento do processo, vai-se perdendo um dos últimos bastiões do controle do poder punitivo.
Os autores do projeto podem até ficar satisfeitos porque a “opinião pública” é em regra adepta de punições, encara o processo como impunidade e costuma entender que direitos humanos são inaplicáveis a quem comete crimes.
Mas como ensina Eugênio Raul Zaffaroni, um poder punitivo sem controle é o primeiro passo para o autoritarismo. E daí para a barbárie.
Marcelo Semer
No Sem Juízo
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Dilma - para militância

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Charge online - Bessinha - # 1460

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Resistência líbia começa a reagir

Embaixador estadunidense é morto em Benghazi
É impressionante o esforço do totalitarismo midiático em tentar desviar o foco sobre a morte de quatro funcionários do consulado dos Estados Unidos em Benghazi, Líbia, entre os quais o próprio embaixador.
Informam que “o ataque foi um protesto contra o filme "Innocence of Muslims", realizado pelo americano-israelense Sam Bacile, que considera o islamismo um "câncer".
Essa mídia deve considerar seus leitores idiotas.
O filme pode até ter irritado alguns muçulmanos, mas essa mídia esquece que a Líbia é uma nação ocupada e portanto qualquer empresa ou governo que ajudou a esquartejar o país é alvo de qualquer nacionalista líbio.
Quanto ao filme e ao islamismo, basta dizer que a Arábia Saudita, que se considera guardiã dos locais sagrados, não se manifestou.
Porque seus teocráticos governantes ( que de idiotas eles não têm nada) sabem perfeitamente que o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos não teve nada a ver com religião.
Pior do que a mídia totalitária, foi a manifestação do genocida Obama:
"Os Estados Unidos condenam nos termos mais fortes este ataque ultrajante e chocante (..) Não há justificativa para essa violência”.
Para a morte de 4 estadunidenses “não há justificativa”, o que dizer então para os mais de um milhão de iraquianos brutalmente assassinados?
E os afegãos?
E os libaneses e sírios?
Para esses há justificativa?
Diariamente os Estados Unidos estão assassinando resistentes iraquianos.
Diariamente os Estados Unidos estão assassinando resistentes afegãos.
Diariamente os Estados Unidos estão assassinando resistentes sírios.
E para não ficarem à margem, diariamente seus aliados turcos assassinam resistentes curdos e seus serviçais israelenses assassinam resistentes palestinos.
Até onde isso vai levar?
A resposta cabe aos invasores e ocupantes.
No Blog do Bourdoukan
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Para a Justiça Eleitoral 'Tchu-tchar' não é ofensivo

Após ganhar as ruas com a comemoração de gols pelo jogador de futebol Neymar, ser incorporada no jingle da campanha do tucano José Serra e parodiada pela propaganda do candidato petista, Fernando Haddad, a música da dupla sertaneja João Lucas e Marcelo, "Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha", chegou aos bancos da Justiça Eleitoral.
A disputa semântica se refere ao termo "tchu-tchar", usado em um programa de rádio da campanha petista.. Na peça, o locutor diz que Serra irá "tchu-tchar" a cidade se for eleito.Coube ao juiz Henrique Harris Júnior decidir se "tchutchar" tem ou não conotação sexual.
Ele se pronunciou ontem pela liberação do termo. "Não se vislumbra nenhuma maledicência ou duplo sentido com conotação sexual ou de atos libidinosos", sentenciou.
Os advogados de Serra pediam o fim da veiculação da programa, argumentando que "tchu-tchar" deriva de "chuchar" que, segundo o dicionário Houaiss, pode significar "mamar no seio, praticar sexo oral". Para eles, a paródia insinua que Serra cometeria vulgaridades com a cidade.
O PT rebateu, dizendo que não houve ridicularização do oponente e que o termo foi usado para mostrar o suposto desejo de mudança do eleitor.
Na decisão, Harris Júnior afirmou que a paródia se insere no direito de crítica. "Se os representantes (tucanos) entendem que o termo "tchu tcha" tem conotação maliciosa, deveriam ter refletido sobre tais questões antes de terem adotado como jingle a melodia da obra musical", disse.
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Em Porto Alegre, centenas de imigrantes foram às ruas celebrar o brazilian day

brazilian
Brazileiros nas ruas de Porto Alegre
Brazileiros foram às ruas celebrar a cultura do país ao norte
Porto Alegre, C.F – Celebrado nesta última sexta-feira 7, o brazilian day atraiu centenas de brazileiros para as ruas de Porto Alegre. Os imigrantes legais e ilegais que vieram para o Rio Grande trabalhar e tentar melhorar de vida puderam matar um pouco da saudade de casa. Diversas atividades foram organizadas para a diversão do grande público presente. Na maioria paulistas e catarinenses, um engarrafamento de aproximadamente 118 km foi armado para lembrar a Marginal Tietê e a Beira-mar de Floripa. Além disso, os baianos ganharam o maior presente que um baiano pode desejar: feriadão.
Na grande Porto Alegre outras atividades também foram realizadas. Muitos cariocas foram para a cidade de Alvorada celebrar o dia com uma intensa troca de tiros. Uma criança ficou ferida com uma bala perdida. Os maranhenses, acostumados com os lençóis d’água foram matar a saudade nas praias paradisíacas do litoral norte Gaúcho.
A nota triste da festa foi o grande número de brazileiros demitidos. Como o feriado de 7 de setembro, independência do Brazil, não faz parte do calendário oficial do RS, muitos dos presentes acabaram perdendo o emprego por faltar o trabalho e ir pra festa. Alguns dos demitidos até tentaram se organizar para protestar e pedir seus empregos de volta mas a BM tratou de acabar com a confusão.
- Eles sabem que aqui feriado mesmo é dia 20 de setembro. Agora não adianta chorar – disse o Comandante da BM, Sergio Correa.
No O Bairrista
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ZH “esquece” que o projeto é do Ministério da Cultura


O jornal Zero Hora publicou hoje uma matéria de página inteira sobre a restauração completa da Praça da Alfândega de Porto Alegre. De fato, a praça está ficando muito bonita. Mas omitiu que o projeto teve origem no Ministério da Cultura, do Governo Federal. É flagrante a má-fé da editoria do jornal. 
Como classificar o jornalismo praticado pelo grupo RBS, proprietários de Zero Hora? Como ajuizar o jornalismo que esconde informações importantes de um fato, um tema, ou uma realização do setor público?
Você acredita em um meio de comunicação que oculta do leitor informações relevantes acerca de uma notícia que veicula?
O que você diria de um jornal que disfarça a intenção dos seus reais objetivos? Que oculta dados com o intuito de modificar a percepção do leitor?
O que dizer de gente assim? 


Como se não bastasse, o texto da matéria é de sofrível passando a péssimo. Como pode-se interpretar a frase no fac-símile parcial acima? Como, assim: foi alterado nas reformas anteriores ou posteriores a 1924? 
Que tipo de profissional trabalha em ZH?
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Patrus e o Mercado do Cruzeiro em Belo Horizonte

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O ataque ao consulado estadunidense na Líbia

O embaixador dos Estados Unidos na Líbia, John Christopher Stevens, morreu durante um ataque ao consulado norte-americano na cidade de Benghazi, na noite de ontem (11). A informação foi confirmada hoje (12) por autoridades do governo líbio. O consulado foi invadido por homens armados, que ainda não foram identificados. Eles atiraram bombas antes de atear fogo na representação diplomática.
As primeiras informações indicam que Stevens morreu asfixiado durante o incêndio. O prédio da representação diplomática fiou destruído. O ataque foi uma reação de alguns países islâmicos à circulação, na internet, de trechos de um filme que supostamente insulta o profeta Maomé.
De acordo com informações preliminares, o vídeo foi produzido por um californiano de 52 anos, chamado Sam Bacile, e promovido por um expatriado egípcio copta, uma etnia da região que prega o cristianismo. Os dois são descritos como tendo posturas críticas ao Islã. Um trailer do filme de baixo orçamento foi postado no YouTube, traduzido para o árabe.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, condenou o ataque. “Os Estados Unidos lamentam qualquer esforço para denegrir crenças religiosas, mas me deixe ser clara: nunca há qualquer justificativa para atos violentos como esse”, disse ela, em um comunicado.
Inicialmente, o ministro do Interior da Líbia, Wanis Al Sharif, disse que um funcionário norte-americano foi morto e outro foi ferido na mão e que vários funcionários do consulado foram retirados por medida de segurança.
A representação diplomática norte-americana na capital do Egito, Cairo, também foi atacada ontem. Os manifestantes alegaram também os insultos mostrados no filme como motivo da ação. No protesto, os manifestantes rasgaram a bandeira norte-americana, que estava a meio mastro em lembrança ao 11 de Setembro, e colocaram cartazes islâmicos no lugar.
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Russomanno quer Mortágua no secretariado

Russomanno quer Mortágua no secretariado
Ao encarar transeunte no corpo a corpo, Russomanno desabafa: "Ave, Maria!"
AVENIDA JACU PÊSSEGO - Diante da perspectiva de vitória, Celso Russomanno decidiu imitar Lula em 2002 e divulgou sua "Carta ao Povinho de São Paulo". Com o documento, o candidato pretende "acalmar os mercados, os mendigos da Praça da Sé, os palmeirenses, a turma do Kassab que vai ficar sem emprego e os paulistanos que ainda estão presos no trânsito na volta do feriado". Na carta, Russomanno garante que não haverá "ruptura de nenhum contrato", a começar dos contratos entre ele e a TV Record: "O exemplo começa em casa. Guardai os meus mandamentos. Aleluia, aleluia!", discursou.
Acusado de ter operado o milagre da multiplicação de votos, o candidato esbravejou contra um suposto complô da "mídia ateia-burguesa" para desestabilizar sua candidatura. "Se eu fosse capaz de operar milagres, a novela Máscaras bateria Avenida Brasil todas as noites", se defendeu.
A fim de desfazer a imagem de aventureiro, sem ideias ou  programa de governo, Russomanno decidiu ainda antecipar nomes de seu secretariado. Por sua vasta experiência no ramo, o deputado Campos Machado irá acumular 17 das 43 pastas. "Ele também será responsável pelo Primeira Peruca, um programa que busca  resgatar a dignidade dos carequinhas", disse Russomanno.  Para que o programa não seja confundido com esmola, o futuro prefeito  determinou que o Primeira Peruca exija contrapartidas: "Nós não damos só o peixe,  ensinamos a pescar. É por isso que cada beneficiário vai levar também uma  vara", disse Campos Machado.
Contra o imobilismo da gestão atual, Russomanno se comprometeu também a criar a prefeitura itinerante e participativa: "Às segundas, quartas e sextas, despacharemos da cidade de Aparecida; às terças, quintas e sábados, dos templos da Universal", explicou. O candidato prometeu ainda criar uma ouvidoria, batizada "Fala que eu te escuto". "Tá bom pra vocês?", perguntou aos repórteres.
Sem mágoas de seu padrinho Paulo Maluf, com quem estava rompido, Russomanno prometeu resgatar o programa Leve Leite. "Estamos avaliando o perfil, a frente e o verso do responsável. Ainda não decidi entre a Mari Alexandre e a Cristina Mortágua", revelou o candidato.
Em nota, Russomanno negou que obrigará todos os secretários a pintar o cabelo de acaju e a dizer que encontrou Jesus.
Atento às questões religiosas que podem definir o pleito paulistano, Fernando Henrique Cardoso gravou depoimento para a campanha do PSDB negando que José Serra tenha pacto com o DEM.
Procurado no bolso de Lula, Fernando Haddad ainda não foi encontrado.
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A novidade do Datafolha de hoje é a queda de Russomanno

Muito boa para nós petistas que temos um candidato a prefeito de São Paulo com as qualidades e o potencial do Fernando Haddad (PT-PCdoB-PSB-PP), a pesquisa Datafolha divulgada hoje. Ela não traz alterações bruscas na posição das candidaturas, é mais uma confirmação de tendências que já vínhamos acompanhando e registrando aqui.
Mas ela traz, sim, uma novidade: o candidato do PRB, ex-deputado Celso Russomanno está caindo pela primeira vez desde que a disputa intensificou-se com a ida da campanha para as ruas a partir do 6 de julho e o início da propaganda no rádio e TV no dia 21 de agosto.
Já o candidato tucano, José Serra (PSDB-DEM-PSD-PV) continua caindo e sua rejeição aumentando. E muito. E o Haddad, tendência que se verifica desde o início da campanha, continua crescendo, rumo aos 30% que o PT tem tradicionalmente em eleições na capital e que lhe assegurará a passagem no dia 7 de outubro para o 2º turno no dia 28.
José Serra mais uma caiu, agora um ponto na intenção de voto, descendo dos 21% que tinha anteriormente para 20% agora. Mas sua rejeição subiu tres pontos, foi de 43% do Datafolha anterior para 46% no de agora. Russomanno caiu três pontos percentuais, de 35% para 32% nesta. E o Haddad foi de 16% para 17%.

O ponto mais importante desta pesquisa

Para mim o ponto mais importante deste novo Datafolha é este sinal claro de que haverá o 2º turno e que nele a disputa será entre os dois, Russomanno e Haddad, com o tucano José Serra fora.
Resta saber - e isto me deixa um tanto quanto curioso - é se os péssimos números de José Serra são consequência só da continuidade das tendências de queda e aumento da rejeição a seu nome pelo eleitorado paulistano, ou se é uma consequência da aparição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na sua campanha.
Ou, ainda, se a queda de intenção de voto e aumento da rejeição de José Serra não é uma decorrência da campanha eleitoral que ele conduz, na linha de ataques ao PT. Para mim, tudo indica que é a soma dos dois fatos, FHC na campanha mais os ataques ao PT, com um terceiro, a rejeição de 80% dos paulistanos à administração do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, hoje PSD), o principal apoiador de José.
Sem contar o peso do próprio candidato. O eleitor não esquece que tem "recall" e uma história que não o ajuda. Principalmente o fato de ter abandonado a capital 16 meses depois de ter assumiado a prefeitura renunciando ao mandato e deixando-a com Kassab. É um motivo, dentre vários, para 46% p rejeitarem e no total, 2/3 dos eleitores desconfiarem que ele, se eleito renunciaria de novo, e dizerem que não votam nele "de jeito nenhum".
No Blog do Zé
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Haddad no melhor momento

Já tem analista político pedindo socorro a neurologia para tentar explicar a eleição em São Paulo. Outros, em breve, vão jogar búzios. Prova de que a política brasileira resiste aos amadores. Por que?
Porque boa parte de nossos analistas teima em fazer um exercício primário da política: confundir o desejo com a realidade. São quarentões e cinquentões que não aprenderam nada. Ou muito pouco.
O desejo: torcer por uma derrota de Fernando Haddad em São Paulo, que poderia ser anunciada como o início da desconstrução de Lula pelo eleitorado.
A realidade: Haddad está a três pontos de Serra e dificilmente ficará de fora do segundo turno.
Na curva das pesquisas, a tendência de Haddad vai para cima. A de Serra, para baixo.
A curva de Serra que sobe no momento é a rejeição, mostra o DataFolha. Chegou a 46% e é duas vezes e meia maior do que a linha de eleitores que pretendem votar nele. A eleição não está resolvida mas a tendência atual é esta.
Não se sabe se FHC poderá trazer, a Serra, eleitores novos, além dos que já estão com ele.
Marta, com certeza, irá engordar o eleitorado de Haddad. Considerando que a campanha de Serra resolveu criticar o bilhete único – conquista que a população impediu que fosse extinta quando os tucanos recuperaram a cidade – pode-se prever que Marta não terá muita dificuldade para fazer o trabalho eleitoral.
Até porque o número de indecisos subiu e Russomano deu uma leve oscilada para baixo. Não há dúvida que a campanha de Haddad se encontra no melhor momento. A população começa a prestar nele. Basta conversar na barraca da feira perto de sua casa para perceber isso.
Por isso a escolha de Marta para o Ministério da Cultura tem uma relevância política enorme. Não é a ajuda na hora da queda, como FHC a Serra. É o reforço na hora da subida.
Já estou estranhando a ausência, até agora, daqueles balanços previsíveis, chorosos e lacrimejantes, sobre a ministra Ana de Hollanda, que sái. Não tenho a menor condição de avaliar o trabalho dela.
Mas tenho certeza de que, massacrada e criticada em vida, será lamentada fora do cargo, num esforço para esconder aquilo que a nomeação de Marta indica: ao contrário do que garantiam os adversários, os petistas se uniram para tentar vencer a eleição. Quem dizia que Dilma estava pouco ligando para a eleição deve conformar-se com a ideia de que ela fez o que pode para ajudar.
Hipocritamente, observadores que sempre acharam que o mercado deveria mandar na Cultura, deixando ao Estado a função de garantir subsídios e facilidades para investidores privados, já preparam críticas a indicação de Marta. Vão cobrar iniciativas e projetos. Vão lembrar frases infelizes e gafes. No fundo, eles acham que a pasta deveria ser extinta mas aproveitam para falar em toma-lá-dá-cá, no mesmo jogo eleitoral que acusam o governo de fazer.
Não sou otimista nem pessimista a respeito do Ministério.
Acho que a Cultura é um ministério político, como todos os outros. Não é moeda de troca eleitoral e deve ser tratado com respeito. Há muito a ser feito ali. Muito para ser estimulado. É preciso querer e saber.
É bom aguardar, para breve, que Marta demonstre a que veio, num ministério cuja importante nem sempre é bem compreendida — muitas vezes, nem pelos próprios ministros.
E é bom aguardar, num prazo também curto, o desfecho da eleição paulistana. Agora, que não é impossível imaginar uma vitória de Haddad, já é possível adivinhar como ela será apresentada pelos inimigos, se vier a ocorrer.
Já estão dizendo que, agora, Lula “só” quer ganhar em São Paulo. A eleição mais importante, um mes atrás, agora é “só”uma.
Não sei se é caso de neurologia. Quem sabe seja psiquiatria, sociologia, sei lá…
Paulo Moreira Leite
No Vamos combinar
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Em Recife PSB engana o eleitor

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Campanha Negativa

Nada como olhar em torno e considerar a cultura política de outros países. É um hábito salutar, que nos ajuda a entender o que somos e em que podemos melhorar nossa democracia.
Tomemos os Estados Unidos, cujo edifício institucional serviu de inspiração para a república que implantamos em 1889. Nossa primeira Constituicão pós-monárquica queria que fôssemos iguais.
Por coincidência, fazemos eleições quase simultâneas. Toda vez que escolhemos prefeitos e vereadores, eles votam para presidente. Aqui, este ano, no dia 7 de outubro; lá, em 6 de novembro.
Isso permite observar a cultura política dos dois países enquanto vão às urnas, o momento mais significativo da democracia.
Entre algumas coisas parecidas e muitas diferentes, existe um aspecto em que estamos ficando mais dissemelhantes com o passar do tempo. Algo que pode não ser positivo.
A cada eleição, a linguagem da política americana fica mais confrontacional. A nossa, menos.
A retórica das últimas campanhas presidenciais que fizeram foi adquirindo tom progressivamente mais crítico. Nesta, ultrapasssou os parâmetros. É a mais ácida de todos os tempos.
Com os dois principais candidatos em quase empate – ainda que Obama mantenha pequena dianteira nas pesquisas – o eleitorado norte-americano está sendo bombardeado por um volume de propaganda negativa sem precedentes. É um querendo destruir o outro.
Os republicanos acusam o atual presidente de tudo que podem. Os democratas respondem com ataques incessantes contra Mitt Romney.
Questionam-se por motivos administrativos, políticos, ideológicos e pessoais. Expõem sem meias palavras tudo que sabem de negativo do outro.
Como o passado eleitoral de muitos estados sugere que votarão de forma previsível, as campanhas dirigem seus esforços para os poucos onde as preferências do eleitorado podem mudar até o dia da eleição. São os “swing states”, onde os dois partidos efetivamente disputam, pois nenhum tem maioria segura. Em 2008, foram oito e por ter vencido em cinco, Obama se elegeu.
Nesta eleição, calcula-se que as duas campanhas gastarão cerca de 2 bilhões de dólares comprando tempo de televisão nesses oito estados. Tudo para falar mal do outro.
Aqui, ao contrário, de uns anos para cá, nossa cultura começou a considerar feio que os candidatos entrem em confronto. A definir qualquer crítica como “baixaria”.
Dificil dizer de onde surgiu a ideia. Certamente, não de nossa tradição política, na qual sempre se esperou que os adversários se respeitassem, mas não que deixassem de expor com clareza - e, se necessário, com contundência -, suas discordâncias.
O manual dos marqueteiros brasileiros – escrito pelo maior de todos, Duda Mendonça – reza que “Quem bate, perde!”. E têm razão de pensar assim, pois, como mostram as pesquisas, chega a 70% a proporção dos que acham que um candidato não deve criticar os outros.
Mas ganhamos alguma coisa com a assepsia de campanhas que apenas repetem coisas óbvias? O lenga-lenga de que o candidato vai cuidar com desvelo da saúde, da segurança e da educação?
Em que é melhor a candidatura que elide a polêmica ideológica? Que privilegia a forma televisiva em detrimento do conteúdo político?
Embora se expressem através do estereótipo, no fundo, os eleitores não se incomodam com a crítica. As campanhas é que precisam reencontrar a forma de fazê-la.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox populi
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Para entender a redução da conta de luz

Até meados da década de 90, o modelo tarifário levava em conta os custos associados à geração, transmissão e distribuição da energia, mais uma taxa de remuneração do capital entre 10 e 12% ao ano (que incluía a depreciação dos equipamentos), mais uma quota de reversão e uma cota de equalização (que permitia uniformizar as tarifas em todo o país). O sistema era todo estatal e centralizado.
Quando do início de privatização do setor elétrico, em 1997, para as companhias privatizadas foram definidas fórmulas em contrato, para serem definidas pela agência reguladora, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).
As tarifas passaram a se basear em dois princípios algo vagos: a modicidade tarifária e o equilíbrio financeiro das empresas. Em lugar da tarifa pelo custo do serviço, optou pelo modelo do Preo-Teto. Nele, define-se um valor máximo de tarifa, permitindo à concessionária obter maior remuneração do capital dependendo do seu desempenho.
Para balizar o custo dos serviços, a ANEEL criou uma Empresa de Referência, uma empresa fictícia que permitiria avaliar os custos gerais e as receitas das concessionárias em cada região.
Depois, dividiu a estrutura de custos das empresas em dois grupos: a Parcela A, do custo não gerenciável (sobre o qual a companhia não tem controle) e e a Parcela B, do custo não-gerenciável.
Na Parcela A entram a compra de energia, custos de transmissão e os encargos setoriais. Na Parcela B, os custos operacionais, a cota de depreciação e a remuneração do investimento.
Há uma enorme lista de encargos setoriais: Cotas da Reserva Global de Reversão (RGR), Cotas da Conta de Consumo de Combustível (CCC), Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica (TFSEE), Rateio de custos do Proinfa, e Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
E outra lista de encargos de Transmissão, como uso das Instalações da Rede Básica de Transmissão de Energia Elétrica; uso das Instalações de Conexão; etc.
* * *
Para reduzir o preço da energia, o governo começará a atuar no início da cadeia, a geração, permitindo a renovação das concessões com os investimentos já amortizados.
Grosso modo, o cálculo é assim:
1. Suponha que o gerador tenha adquirido uma concessão por 100.
2. Se a taxa de depreciação for de, digamos, 5% ao ano, a cada ano ele poderá incorporar 5 na tarifa, a fim de compensar a depreciação (isto é, o desgaste dos equipamentos).
3. Ao final da concessão, o bem, depreciado, estará em, digamos, 20. Se for feita uma nova concessão, a depreciação incidirá sobre os 100 que serão pagos. Renovando a concessão, incidirá sobre os 20, ainda não depreciados. Em vez de 5, a cota de depreciação cairá para 1, barateando a conta.
Luis Nassif
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Datafolha em São Paulo: Serra 46

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Fogo no Barraco

O mapa dos incêndios em favela e da valorização imobiliária

Um fantástico projeto colaborativo na Internet: o projeto "Fogo no Barraco"
É uma tentativa de mapear todos os incêndios em favelas de São Paulo, desde 2004, e também as regiões mais valorizadas dos últimos tempos. Juntando as duas pontas, há uma notável convergência.
Aqui, a orientação sobre como participar do projeto.

Sobre

Esse app é uma tentativa de investigação dos incontáveis incêndios que acontecem nas favelas paulistanas - em escala que não se vê, aparentemente, em outros lugares. Tudo o que é feito, por ora, é a projeção dos dados dessa planilha pública sobre o mapa de SP.
O primeiro passo é acessar a planilha em Google Docs, com a entrada de dados sobre incêndios e valorização imobiliária. Clique aqui
A planilha vai alimentar um Google Maps. Em forma de fogo, os incêndios; em forma de gráfico, as áreas mais valorizadas.

Como ajudar

Sobretudo, todos podem colaborar alimentando a planilha criada por Patrícia Cornils, que é de acesso público. Os dados são importados para este aplicativo automaticamente, com um atraso de algumas horas.
Alguns cuidados na hora de inserir ocorrências:
  • Certifique-se de que a entrada já não foi cadastrada. Caso já exista, apenas atualize-a com dados suplementares, se os tiver;
  • Preencha tantos dados quanto puder encontrar, toda informação é valiosa. Os dados mínimos são de data, endereço e fonte da notícia;
  • Os campos com importâncias numéricas, tais como número de vítimas, casas destruídas, etc, cadastre como valores numéricos sempre que possível, em vez de texto corrido;
  • Para preencher a coluna mapa, localize o ponto da ocorrência no Google Maps, centralize-o na tela, clique no botão de geração de link (um clipe) e selecione a URL gerada (com opção URL curta desativada). Cole na planilha;
Programadores e designers podem ajudar a desenvolver este app. O código é aberto, essencialmente python e javascript, e está hospedado no github.
Quem puder conseguir dados de fontes oficiais, como bombeiros e defesa civil, por favor entre em contato conosco. Os dados de até 2009 são da defesa civil e são muito mais numerosos do que os já levantados manualmente, de sorte que provavelmente será melhor contar com alguma fonte de dados pública...
Para nos enviar qualquer pergunta ou sugestão, criamos um e-mail do projeto: fogofavela@gmail.com
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Fora a histeria, "mensalão" sem efeitos políticos

O julgamento do chamado mensalão vem deixando histérica a minoria das minorias: os aficcionados pelo debate político.
Mas os brasileiros, em sua maioria, seguem suas vidas, com pouca curiosidade em relação ao julgamento, por mais que venha sendo espetacularizado pela imprensa - e que blogs políticos ajudem a espetacularizar, porque repercutem o julgamento de forma apaixonada.
Mas a histeria atual - e as paixões da velha mídia e dos seus antagonistas no campo político - sustenta-se, como é próprio do fenômeno da histeria, sobre percepções exacerbadas da realidade.
A começar pelo que levou à pressão pela realização do julgamento agora.
O temor de que alguns crimes prescrevessem e a proximidade das eleições municipais, principalmente, em São Paulo, fez com que a mídia impusesse ao Supremo Tribunal Federal a pauta do mensalão.
Encontrou em Ayres Britto, um aliado serviu, que aceitou paralisar cerca de 900 processos para, não julgar a AP 470 entre outros, mas julgá-la com exclusividade.
Um outro motivo para a pressão foi o medo (fantasmático) que a imprensa sustentava de que a acusação perdesse maioria, com a aposentoria de Peluso e Ayres: era dado como certo que ministros escolhidos por Lula e Dilma votassem a favor dos réus.
Dois erros de avaliação: nem os crimes prescreveriam com mais alguns meses de espera, nem os escolhidos por Dilma e Lula deixaram de votar segundo suas consciências.
Mas a pressão da imprensa para que a AP 470 fosse julgada também veio de uma constatação - a única com alguma base na realidade: o efeito de escandalização vinha perdendo forças, e não se sustentaria até 2014.
Até porque as eleições presidenciais terão entre as concorrentes uma candidata petista que representa o partido justamente na era "pós-mensalão": Dilma foi susbtituta de Dirceu na Casa Civil e não sua continuadora.

Sem desgastes para Dilma e Lula

A reafirmação de Dilma também, por si só, afastaria um outro receio da imprensa: uma Dilma fragilizada cederia espaço para a volta de Lula, ameaça que, para a imprensa oposicionista, deveria ser eliminada na raiz. E a eliminação se daria em virtude das sequelas do mensalão.
Duas tolices e um retorno às ilusões: primeiro, porque Lula já ocupa o tempo mítico dos "herois" políticos, assim como Getúlio que, mesmo com toda a campanha de 1954, jamais teve sua imagem abalada entre milhões de brasileiros.
Segundo, porque não há qualquer indício de que Dilma tenha sua imagem fragilizada até 2014, caso a economia não apronte para cima dela.
Maquiavelicamente, alguns pensaram que talvez sem Lula no páreo fosse mais simples fazer uma forte campanha contra Dilma. Sabe-se, no entanto, que qualquer campanha moralista só tem efeitos se houver insatisfações econômicas junto à maioria do eleitorado.
Não parece que seja o caso, pelo menos diante do quadro atual, sintomatizado por uma forte aprovação da presidente petista.
Portanto, qualquer que fosse o resultado, o efeito político sobre a campanha presidencial seria nulo. A única possibilidade de um aproveitamento eleitoral se resumiria à campanha atual
No entanto, como se pode perceber, nem o julgamento vai terminar em tempo para a "boa" utilização eleitoral do resultado, nem os espasmos de uso por parte dos candidatos, principalmente os tucanos, vêm surtindo qualquer efeito. Serra, por exemplo, não vem ganhando qualquer adesão por levar ao horário eleitoral referências ao mensalão.

Em defesa da própria honra

Também não haverá qualquer efeito político sobre a legenda do PT. De 2005 para cá, apesar da forte campanha de tom moralista ensejada pela imprensa oposicionista, o partido cresceu em filiações e adesões. Ou seja, não houve qualquer abalo sobre sua credibilidade, que nunca foi aquela atribuída pelos militantes, nem aquela tão minimizada pela mídia.
Pessoas comuns - ou seja, todos aqueles que não seja aficcionados pelo debate político, o que é minoria - sabem que partidos não são santuários, e a desconfiança geral com relação à política recai sobre todas as legendas.
O PT está bem porque teve dois presidentes de altíssima aprovação. E isso não será corroído enquanto não se der o desgaste natural da atual presidente ou de um possível futuro presidente petista que vier assumir o posto. O tempo do PT pode passar, mas por outros motivos que não o mensalão.
Além disso, os eleitores - sempre infantilizados no debate político - sabem separar a parte do todo. Se houve crimes, houve de alguns, não de uma agremiação inteira.
Ora, Patrus pode vencer ou não vencer as eleições de Belo Horizonte, e isso não tem nada a ver com o mensalão. O mesmo se dirá para Haddad e outros tantos candidatos petistas espalhados pelo país.
A imprensa comemorará as condenações no julgamento porque se sentirá honrada. O pior para a mídia seria uma "avalanche de absolvições", o que desacreditaria tudo que foi dito por ela desde 1995.
Sobre o resultado, poderá construir uma outra narrativa afirmando que ajudou o país a mudar. Nada mais do que a defesa da própria honra.
Sabe-se, no entanto, que não haverá mudanças, enquanto não se discutir o sistema político como um todo.
Enfim, a mídia pode comemorar muito o sucesso junto ao Supremo de sua própria narrativa, mas nada terá o que comemorar, eleitoral ou politicamente, junto ao eleitor.
Weden
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Economía brasileña es desastrosa según ex diputado Sampaio

Las autoridades brasileñas estimaron una reducción en las espectativas de crecimiento para 2012 situándolas en 1.62 para este año, una ligera baja con respecto a la previsión anterior, además, los economistas pronostican un aumento en la inflación. Al respecto el ex diputado brasileño Plinio de Arruda Sampaio, comentó que la crisis europea influyó en la contracción del PIB para 2013, además de existir una política económica desastrosa pues hay despilfarro (desperdício) en el gobierno.
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Estelionato Eleitoral em Curitiba

A Justiça (?) Eleitoral julgou improcedente uma reclamação da coligação de Gustavo Fruet (PDT) acerca da participação da presidenta Dilma Rousseff (PT) na campanha “juntos” do prefeito Luciano Ducci (PSB) — pupilo do governador tucano Beto Richa.
Os “cuecas de seda” da campanha de Ducci comemoram a decisão judicial. Abusados, eles já trabalham, inclusive, o cenário de segundo turno com Lula no palanque de Ratinho Junior (PSC) e Dilma no palanque de Ducci.
Portanto, Dilma permanecerá até segunda ordem no programa eleitoral do prefeito Luciano Ducci.
Assista e tire suas conclusões:
No Blog do Esmael
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Cuiabá é Lúdio é PT

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