11 de set de 2012

Vidas Sem Lar

Documentário de Marco Aurélio Mello
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Novo senador é aliado de Kassab e criou o ‘Dia do Anão’ em SP

Antonio Carlos Rodrigues, novo senador do São Paulo, integrava do pelotão de frente da campanha petista em São Paulo há exatos dois anos. Candidato a suplente de Marta Suplicy (PT) na chapa pelo Senado pelo Partido da República, o PR, Carlinhos, como é conhecido, era figura carimbada no palanque unido em torno da presidenciável Dilma Rousseff e Aloizio Mercadante (PT), derrotado na disputa pelo governo do estado.
Dois anos depois, fechava acordo com o José Serra (PSDB) na eleição municipal em São Paulo. Vereador eleito pelo PL, hoje PR, desde 2001, Rodrigues foi secretário-adjunto de Esportes e Turismo do estado de São Paulo entre 1989 e 1990 e secretário de Serviços Públicos de Guarulhos em 1999.
Foi também chefe de gabinete na extinta Secretaria das Administrações Regionais na gestão Paulo Maluf (1992-1996). Hoje aliado do prefeito Gilberto Kassab, foi presidente da Câmara Municipal em quatro oportunidades.
Formado em direito, Rodrigues trabalhou como procurador da Assembleia Legislativa de São Paulo e diretor-presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (1991-1994).
Em sua gestão, o Tribunal de Contas de São Paulo identificou problemas que resultaram em 11 processos, que apontavam, entre outras suspeitas, suposta concorrência ilegal, irregularidades em contratos e prorrogações.
Rodrigues chegou a ser condenado, em 2008, numa ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual no valor de 20,3 milhões de reais. A ação pedia a sua responsabilização por licitação e adiantamentos ilegais em contratos com uma empresa para prestação de serviços de mão-de-obra no tempo em que comandava a EMTU. A decisão foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça.
Candidato à reeleição, Rodrigues declarou neste ano à Justiça Eleitoral que possui 974.251,10 reais como patrimônio, entre os quais quotas no capital de uma churrascaria da cidade e 172 mil em joias.
Como vereador, Rodrigues foi responsável pela elaboração de projetos como o que fixou a segunda semana de agosto como a “Semana do Esporte Radical da Zona Sul”, seu reduto. Ele também é autor do projeto de lei que altera a denominação do Viaduto do Chá para “Viaduto do Chá Octavio Frias de Oliveira”. O site Transparência Brasil lista uma série de projetos de sua autoria em beneficio da comunidade evangélica em São Paulo, como a oferta de horários diferenciados aos alunos membros da Igreja Adventista da rede pública e a liberação do uso de nomes, logotipos e logomarcas de instituições religiosas sem que fossem considerados como propaganda.
Em 2006, ele aprovou na Câmara o “Dia do Desbravador”, o “Dia do Racionalismo Cristão” e o “Dia do Anão”, além da concessão dos títulos de cidadãos paulistanos a Alberto Santos Dumont e ao goleiro Marcos, ídolo de seu time do coração, o Palmeiras.
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Charge online - Bessinha - # 1459

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Redução da conta de Luz x Apagão

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Que fase! Audiência do programa eleitoral supera a do Jornal Nacional

O horário eleitoral noturno, no ar desde o último dia 21, está superando em ibope o Jornal Nacional, tradicionalmente a segunda ou terceira maior audiência da tevê aberta brasileira.
Até a noite de quarta-feira, dia 5, 14 blocos de propaganda política haviam sido apresentados. Nove deles foram mais vistos do que as edições do telejornal da Globo que os precederam. O JN só desbancou o bloco político no primeiro (21 de agosto), no décimo (31 de agosto) e no 11º dia (1º de setembro) de “concorrência”. Houve ainda dois empates: um no dia 23 de agosto, quando a média arredondada dos programas foi de 25 pontos, e outro no dia 25 de agosto, quando ambos cravaram idênticos 22,6 pontos. Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo.
As 14 primeiras edições do programa jornalístico em novo horário (às 20 horas, meia hora antes do habitual) registraram média de 24,8 pontos (25, no arredondado), ante 25,6 (26, no arredondado) da faixa de propaganda política.
No acumulado do ano até o fim de julho, o Jornal Nacional tem 30 pontos de média. Ou seja: a queda com o começo da campanha na TV é de cerca de 17%.
O bom desempenho do horário eleitoral na Globo poderia ser atribuído ao sucesso do programa que o sucede, a novela Avenida Brasil, uma das de maior repercussão da última década. Mas uma análise detalhada dos números mostra que a audiência da propaganda política se mantém estável ao longo dos 30 minutos de duração do segmento. O que significa que a expectativa pelo começo da novela não infla artificialmente o Ibope dos reclames dos candidatos.
Nos três relatórios de audiência minuto a minuto, a oscilação entre a média dos 15 primeiros minutos e a dos 15 últimos da faixa eleitoral é de, no máximo, 1,4 ponto para cima.
Lucas Neves
No Blog Limpinho & Cheiroso
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O terrorismo tucano


Editoria de Arte/Folhapress
* UGT = União Geral dos Trabalhadores
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Charge online - Bessinha - # 1458

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Haddad ultrapassa Serra em tracking do IBOPE

O último tracking do IBOPE, feito para a campanha do candidato Gabriel Chalita (PMDB) apresentou os seguintes resultados:
1. Celso Russomano: 30%
2. Fernando Haddad: 20%
3. José Serra: 18%
4. Gabriel Chalita: 8%.
Tecnicamente, Haddad e Serra continuam empatados, mas com curvas de crescimento distintas: Haddad crescendo, Serra caindo, ainda que mais lentamente do que se supupnha na semana passada.
Luis Nassif
No Advivo
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Ayres Britto e Noblat, isso pode no CNJ? Subcontratação total, com rombo de R$ 1 mi

Contratos e aditivos no link: http://goo.gl/0mYrZ
No dia 28 de dezembro de 2011, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle do poder judiciário, assinou contrato de Assessoria em Comunicação Social com a empresa Informe Comunicação Integrada SS Ltda que, coincidentemente, tem como sócia e fundadora a jornalista Rebeca Scatrut, mulher do jornalista Ricardo Noblat, ex-sócio da empresa.
O contrato é de 1 ano no valor original de R$ 3.525.407,41, e já teve dois termos aditivos, justificados, elevando o valor em 12,41%, atingindo R$ 3.963.052,63.
O CNJ é presidido pelo presidente do STF. Era Cesar Peluso na época da assinatura do contrato. Hoje, é Ayres Britto.
Segundo o órgão, houve licitação por pregão presencial e, a princípio, não há nada de errado quanto a isso.
O problema parece ser outro. A empresa não atua propriamente como assessoria de imprensa neste contrato, e sim fornece mão-de-obra para o CNJ ter sua própria equipe completa de redação, com 24 profissionais, sendo 3 editores, 8 repórteres, 3 repórteres fotográficos, 2 diagramadores, 5 revisores de texto, 1 redator publicitário e 2 programadores visuais.
Logo, parece estar havendo subcontratação total dos serviços. Na Ação Penal 470, o ministro Ayres Britto e Cesar Peluso condenaram o ex-presidente da Câmara dos Deputados por peculato, em um caso semelhante.
Rombo no erário
Se o CNJ contratasse diretamente sua equipe, por concurso, mesmo através da CLT, a folha de pagamento, já com todos os encargos, incluindo férias e décimo-terceiro custaria em torno de R$ 2,57 milhões no ano.
Ao contratar a referida empresa, para ter os mesmos funcionários com os mesmos salários, a simples intermediação eleva o custo aos cofres públicos para R$ 3,58 milhões, produzindo um rombo de cerca de R$ 1 milhão.
Contratação sem concurso
O CNJ poderia (deveria?) contratar diretamente esses profissionais através de concurso (mesmo sendo pela CLT, já que a contratação é por tempo determinado, nos termos do art. 37 inciso IX da Constituição Federal).
Ao contratar empresa para apenas fornecer mão-de-obra com características de emprego público conflita com o art. 37 inciso II da Constituição Federal, que exige concurso.
Em tempo: A íntegra do contrato e aditivos estão no link: http://goo.gl/0mYrZ
ZéAugusto
No Amigos do Presidente Lula
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Dilma convida Marta Suplicy para o Ministério da Cultura

A senadora Marta Suplicy será a nova ministra da Cultura. Ela aceitou o convite da presidenta Dilma Rousseff e substituirá Ana de Hollanda. Marta deverá tomar posse nesta quinta-feira (13), às 11h, no Palácio do Planalto. Leia abaixo a íntegra da nota:
“A presidenta da República, Dilma Rousseff, convidou a senadora Marta Suplicy para ocupar o Ministério da Cultura. Ela substituirá a artista e compositora Ana de Hollanda, a quem a presidenta agradeceu hoje o empenho e os relevantes serviços prestados ao país à frente da pasta desde janeiro de 2011.
Dilma Rousseff manifestou confiança de que Marta Suplicy, que vinha dando importante colaboração ao governo no Senado, dará prosseguimento às políticas públicas e aos projetos que estão transformando a área da Cultura nos últimos anos.
A posse será realizada na próxima quinta-feira às 11h.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República”
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Charge online - Bessinha - # 1457

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Crise do PSDB vai além do palanque de Serra

São preocupantes mas não surpreendentes para o PSDB as notícias que chegam das periferias de São Paulo. Reportagem do jornal Valor desta segunda-feira sinaliza que candidatos do partido à vereança já abandonam a candidatura Serra. A sangria nas franjas da pobreza onde o tucano nunca foi popular não chega a espantar. Mas agrava uma anemia de fundo, essa sim de consequências aflitivas para o tucanato. O declínio que ela sinaliza extrapola em muito o fiasco insinuado no pleito municipal.
Chega a ser irônico que Serra tenha sido capturado pelo destino para protagonizar esse momento de desmanche do partido. O ex-governador sempre fez questão de se diferenciar de seus pares por uma suposta opção 'desenvolvimentista' - ' de boca', corrigiria Maria da Conceição Tavares, que o conhece bem.
A decana dos economistas brasileiros tinha razão. Se o desenvolvimentismo de Serra fosse mais que ornamental esse seria o momento de exercer uma liderança mudancista no PSDB.
O fato de se agarrar pateticamente à tecla do 'mensalão', e ao 'apoio de FHC' no horário eleitoral, diz mais sobre o esgotamento político desse personagem do que o salve-se quem puder de correligionários nas periferias conflagradas, de resto imiscíveis com o seu higienismo social.
O grande cabo eleitoral de que se ressente o tucanato hoje, na verdade, é o capital a juro. Não que o dinheiro grosso lhe seja hostil. Vice-versa. As marcadas 'advertências' do sociólogo Fernando Henrique Cardoso à presidenta Dilma, desde que seu governo iniciou uma sequência de cortes que baixaram em cinco pontos a Selic, dão o testemunho de uma aliança carnal.
Mas o que era apenas socialmente nefasto agora se tornou disfuncional.
A hegemonia financeira não gera mais sobras suficientes para promover a coagulação de interesses rentistas que se agregavam no entorno do PSDB, bem como de sua mídia algo catatônica nesse momento, a repetir 'análises' e editoriais que trombam com o noticiário da página seguinte.
A orquestra desafinada do fim de festa do dinheiro a juro subtrai credibilidade ao conjunto. Dos discursos às analises isentas, passando pelos bordões programáticos tudo parece levitar indiferente à mais ampla crise do capitalismo em 80 anos.
FHC começa a falar, a frase seguinte é perfeitamente previsível na anterior. Escorrem platitudes sobre as virtudes dos mercados e advertências sobre o Estado interventor. Tudo soa anacrônico, levemente obsceno, confrontado com a contrapartida dessa lógica no mundo real.
A rapidez do 'desalavancagem histórica' supera em muito a capacidade de renovação de um repertório que fez dos tucanos interlocutores preferenciais do dinheiro grosso, nativo e globalizado.
A confraria dos acionistas de bancos mostra-se inconsolável. A saudade dos dividendos com os quais se lambuzava é dolorida; endinheirados de fundos de investimento agressivos terão que mourejar de agora em diante na difícil busca de rentabilidade no mundo real. É forçoso admitir: será preciso incluir em seus cálculos a Nação com todos os seus 'ruídos de carne e osso'.
Nem o consolo de uma fuga de capitais com crise cambial encontra-se à vista. Fugir para onde? Aplicar em títulos da Grécia? Ou nos EUA - quem sabe na confiável Alemanha de Merkel - a juros negativos?
O corner do dinheiro grosso e de sua órbita política fecha todas as portas de um ciclo.
A incapacidade de o PSDB para ir além do denuncismo udenista contra o PT torna comovente a solidariedade que recebe da parte de togados do STF e da mídia nessa hora difícil.
A realidade, porém, é implacável. Pululam no noticiário sintomas de uma ladeira que se estreita e de inclina indiferente a muxoxos e chiliques emitidos do palanque de Serra.
A entrevista do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, à Folha desta segunda-feira, ilustra a correnteza submersa que arrasta os 'valores universais' do PSDB - rentistas, bem entendido - para o canto escuro da história.
Trechos:
(...)
"...Taxas de retorno sobre o investimento nas proporções que o mercado de capitais quer exigir... Vai exigir em outro lugar. Aqui não tem mais espaço para isso. Vamos ter que trabalhar com essa realidade".
"...É enganar as pessoas prometer rentabilidades que você tinha dez anos atrás. Isso não existe mais."
"..Vamos dar um excelente retorno para nosso acionista, não tenho dúvidas disso. Ninguém vai cortar rentabilidade do dia para a noite. Não vou virar a chave de 20% para 10%. Vai acontecer uma acomodação e depois ficar no patamar internacional"
(... )Acabou o negócio do "spread"? Acabou. O "core business" de banco continuará sendo a intermediação financeira. Como você vai compensar essa redução de "spread"? Com volume (maior de crédito)"
O "spread" bruto no mundo está na faixa de 3% a 4%. No Brasil, o do BB gira em torno de 7%. Nos demais, é maior.
(...) Falar em 19%, 18% com juros reais de 2%... Está certo a presidente [Dilma] gritar, né?
(Folha, 10-09)
Saul Leblon
No Blog das Frases
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Herdeiros do Pampa pobre¹?

O Pampa, comparado aos outros cinco Biomas Brasileiros – Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal, Cerrado e Caatinga -, tem por característica geral e peculiar, ser predominantemente composto por campos e, historicamente, lugar da atividade pecuária. Possui aproximadamente 3.000 espécies de plantas, 500 espécies de aves e 100 espécies de mamíferos terrestres [2]. Embora só represente 2,07% da superfície do país e esteja limitado somente ao Rio Grande do Sul, é um bom exemplo da simbiose de uma atividade econômica, preservação e conservação ambientais.
Além disso, o Pampa é um Bioma transfronteiriço que também ocorre no Uruguai e Argentina e, está intrinsecamente ligado à construção das identidades nacionais destes países e culturais do Rio Grande do Sul, nas figuras, hoje idealizadas, dos gauchos, do gaúcho e de seu modo de vida. A relação meio ambiente/paisagem, a atividade econômica/pecuária e a cultura/identidade regional é bastante clara.
Neste Bioma, que foi o segundo Bioma mais destruído até 2009, a supressão da vegetação nativa (“taxa de desmatamento”) [3] já atingiu 63,97% da sua área (CSR/IBAMA, 2010). Esta supressão se dá principalmente pela conversão dos campos nas monoculturas de soja, arroz e eucaliptos, além da substituição das gramíneas nativas por espécies exóticas, muitas vezes, invasoras, como, por exemplo, é o caso do Capim Annoni (Eragrostis plana). Também contribuem e agravam a degradação do Bioma o manejo e o emprego de técnicas inadequadas.
Por falar em áreas degradadas e pecuária, recentemente no texto “Em vez de desmatar mais, usar melhor o que já foi desmatado[4], o professor Ladislau Dowbor, utilizando informações do Censo Agropecuário do IBGE (2006), apresenta uma análise onde destaca a pecuária como a grande responsável pela subutilização de áreas já desmatadas/degradadas, o incremento da atividade na Região Amazônica e, o seu deslocamento das Regiões Sul / Sudeste para o Centro-Oeste / Norte, ou seja, para os Biomas Cerrado e Amazônico.
E qual a relação entre o Pampa e o artigo do Professor Dowbor? Ora, a associação linear entre pecuária e devastação ambiental, importante como generalização, não pode ser associada à realidade do Pampa. Como em toda regra há exceção. Neste Bioma, que conta com mais de 450 espécies de gramíneas nativas, a atividade pecuária, conduzida dentro de certos princípios e técnicas, é um ótimo exemplo da relação positiva entre preservação/conservação ambiental, atividade econômica e cultura.
A análise do professor talvez busque demonstrar, mais uma vez, o despropósito e a irresponsabilidade daqueles que aprovaram o Projeto de Lei nº 1.876 de 1999, o “Código Florestal do B”, vetado parcialmente pela Presidente da República, cujos vetos agora estão sob a análise do congresso nacional [5]. Todos sabemos que as razões que levaram à redação e à aprovação deste código do B não tem nenhuma base científica e qualquer compromisso com o País, sendo inúmeras as manifestações de cientistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC) quanto a isso.
Mas afinal, “… que Pampa é essa que eu recebo agora … ”? [6] Sem dúvida a explicação é complexa e exige uma análise longa e multidisciplinar que está aquém do objetivo deste texto. O que está claro é nossa incapacidade de entender e superar adequadamente a situação. Buscando contribuir com esta compreensão, é que destacamos algo que, a primeira vista, é bastante contraditório. Por um lado, as notícias e análises sobre a Região do Pampa, oscilam, entre a descrição de cenários de desolação e depressão econômica vinculadas a propostas salvadoras, quase sempre superficiais, imediatistas e, por outro, nas elegias e epopeias cantadas nos inúmeros festivais e centros tradicionalistas, com referência a um passado glorioso, já mitológico.
De longa data, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolvem pesquisas, com resultados positivos confirmados, que indicam que apenas com o manejo adequado dos campos é possível triplicar a produtividade pecuária na região, praticamente a um custo zero, isto é, sem a necessidade de grandes investimentos e financiamentos e, lógico, endividamento. Também é de amplo conhecimento que a carne bovina tornou-se uma commoditie com crescente demanda e, portanto, valorização. Além disso, temos o potencial de agregação de valor pela adequação da produção ao respeito ao meio ambiente e a práticas ecologicamente corretas.
Se todas estas condições são favoráveis, disponíveis e baratas, por quê não produzimos mais carne? Por quê o Pampa tem assistido ao abandono sistemático da atividade pecuária em troca de monoculturas duvidosas com todos os seus problemas – reconcentração fundiária em empresas transnacionais, usos abusivo de agrotóxicos, destruição das matas ciliares, assoreamento dos rios e por aí afora?
É claro que podemos intuir algumas das razões que, certamente, são parte da explicação: a Região, outrora celeiro de líderes gaúchos e nacionais, hoje, é um deserto de lideranças; carência de políticas para pecuária, em especial, para a pecuária familiar; despreparo dos produtores; falta de valor agregado na cadeia produtiva, comercializando, quase sempre, os produtos in natura; baixa autoestima da população, em contradição à glorificação do gaúcho, cantada pelos tradicionalistas, cuja identidade é estreitamente vinculada ao Pampa e à pecuária. Ninguém faz versos e canções para sua colheitadeira mecanizada ou para seu aplicador de agrotóxicos!
É num esforço de superar esta realidade que iniciativas como os Projetos Incentivos para la Conservación de los Pastizales Naturales en el Cono Sur (ARG, BR, UY), Producción Responsable (UY) e o RS Biodiversidade (BR), só para citar alguns, buscam chamar a atenção de produtores, da população em geral e de nossas lideranças.
As oportunidades estão postas, carentes de decisão política. Nossas míopes lideranças seguem agarrando-se em modelos insustentáveis e ultrapassados. Diferente do que herdamos, um Pampa ainda rico em biodiversidade e com grande potencial a ser explorado, caminhamos, a passos largos, para deixar às futuras gerações “… heranças feitas de promessas rotas, campos desertos que não geram pão, onde a ganância anda de rédea soltas …” tal qual cantavam os Engenheiros do Hawaii nos anos 90, na música “Herdeiro da Pampa pobre ”, de autoria do Gaúcho da Fronteira.
Fernando Falcão, Arquiteto
[1] Referência ao título da música de autoria de Vaine Darte (Gaúcho da Fronteira) “Herdeiro da Pampa pobre”, gravada pelos Engenheiros do Havaí.
[2] http://www.mma.gov.br/biomas/pampa
[3] Expressão, no mínimo inadequada, utilizada oficialmente também para se referir à supressão de vegetação nativa em biomas não florestais.
[4] http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20168
[5] Propositalmente em minúsculas.
[6] Trecho da música Herdeiro da Pampa pobre, de Vaine Darte (Gaúcho da Fronteira).
No RS Urgente
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FHC entra com tudo na campanha de Serra

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Dilma no programa de Patrus

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A Queda, com Márcio Lacerda

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O Dever da Contrição

Houvesse sido o seu governo o mais limpo e mais honrado de toda a nossa história republicana e, naturalmente, o Sr. Fernando Henrique Cardoso manteria silêncio sobre os seus sucessores. Não lhe caberia censura-los, nem elogia-los, deixando o juízo à transparência dos fatos.
Quando alguém despreza a inteligência alheia, e é o que faz o ex-presidente, infirma a própria inteligência. Em nenhum governo houve tão rápido enriquecimento de agentes públicos, quanto no seu. Tudo se fez de forma asséptica, com cuidadoso planejamento legal, para que os brilhantes rapazes da equipe econômica saíssem por uma porta – a das instituições públicas – e entrassem pela outra – a do sistema financeiro e das empresas privatizadas, ganhando milhões neste movimento. É provável que, em nenhum dos casos, houvesse infração às leis, ajustadas previamente ao programa, a partir do governo Collor. Pode ter sido “legal”, mas contrariou todas as regras morais e feriu profundamente o mandamento ético.
É claro que sempre há descuidos, como houve o do “adjutório” ao banqueiro Cacciola. Cacciola, que pôde fugir para a Itália, foi laçado pelas circunstâncias e acabou indo para a prisão. Os outros implicados, diretores do Banco Central, apesar de condenados, respondem em liberdade. O dinheiro desapareceu no vórtice da crise.
Nenhum chefe de Estado, antes dele – e, até agora - nem depois dele, violou a Constituição a fim de reeleger-se, mediante o suborno de parlamentares com favorecimentos e, de acordo com as denúncias conhecidas, dinheiro vivo. A emenda da reeleição já se encontra na História como um dos momentos mais constrangedores da vida republicana.
Em entrevista a um portal da internet, há alguns meses, Fernando Henrique se referiu ao Ministro Gilmar Mendes – que ele nomeou – como “corajoso”. Não lhe pode ser negada a mesma coragem. A coragem, por exemplo, de se referir aos fatos lamentáveis da Ação 470, em julgamento pelo STF, como se referiu, esquecendo-se de que homens de seu partido se encontram sob suspeita de atos semelhantes. O publicitário Marcos Valério, é o que se sabe, sempre agiu com neutralidade partidária. Em lugar do ataque a Lula, seria melhor a Fernando Henrique um ato de contrição.
No julgamento dos pósteros, Lula, com todos os seus acertos, erros e defeitos, será lembrado como o sertanejo que entrou para a História, arrombando-a com o próprio peito, como fazem os pobres. E Fernando Henrique será lembrado como o “intelectual” arrogante, que chamou o seu próprio povo de caipira, e os aposentados de vagabundos. Ele, sim, é até hoje fascinado com os estrangeiros, embasbacado com Paris e Boston, frustrado por não ter nascido no Marais do século 18, nem na Nova Inglaterra de Franklin e Jefferson.
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La batalla de Chile

 Um dos 10 Melhores Filmes Políticos 

La historia del golpe de estado al gobierno lejitimo de Salvador Allende

Todo comienza en marzo de 1973, en donde se celebran las últimas elecciones demócratas chilenas durante el gobierno del futuro derrocado presidente Salvador Allende. A pesar de que muchos chilenos votan contra la "amenaza" comunista, el partido de Allende gana con el 42,3% de los votos, tras esto la oposición comprende que los sistemas legales ya no sirven. Ocurrido esto, la burguesía y los militares chilenos ponen la estrategia de, para vencer la "amenaza", deberán provocar un golpe de estado en el país.

La insurreccion de la burguesia


Aquí se muestra lo que ocurre en Chile entre Marzo y Septiembre de 1973. Los opositores de izquierda y derecha, se enfrentan en las calles, en el trabajo, en las fábricas, en los tribunales, e incluso, en el parlamento. Salvador Allende trata de conllevar un acuerdo con las fuerzas del centro político, la Democracia Cristiana, pero esto no se consigue.
En Valparaíso los militares preparan y planifican el golpe de estado, apoyado por un amplio sector de la clase media, creando un clima de guerra civil en el país. Días antes del golpe de estado, un millón de simpatizantes se despide del próximo derrocado presidente, Salvador Allende.

El golpe de estado


Durante 1972 y 1973, y completamente al margen de los grandes acontecimientos que ocurren en el país, las personas que apoyan el gobierno de Salvador Allende y la Unidad Popular, planifican, preparan y ponen en marcha sus planes para demostrar el «poder popular», como es el caso de almacenes comunitarios, cordones industriales y comités rurales, entre otros, con la intención de frenar o neutralizar la crisis económica y el caos que sucede en el país. Estas instituciones esporádicas, en realidad, representan el sueño y la ilusión de la utopía en el país.

El poder popular


En 1997, más de dos décadas después de los hechos que filmara en el legendario documental La Batalla de Chile, el director nacional Patricio Guzmán vuelve a Santiago cámara en mano. Su objetivo es buscar a algunos de los protagonistas de ese documental, a quienes participaron - de una forma u otra - en los hechos relatados. Pero La Memoria Obstinada no es un ejercicio de nostalgia. Es, antes que nada, una dolida reflexión sobre el olvido programado, sobre la prohibición de recordar, sobre los trucos que la memoria nos juega y -gran acierto- también es un vistazo a las nuevas generaciones y su fragmentaria opinión sobre el Chile que pasó. Un gran documental.

La memoria obstinada

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Nota Paulista atropela LRF sem alcançar objetivos

Principal bandeira do governo José Serra, a Nota Fiscal Paulista foi responsável por desvios bilionários dos repasses a municípios, Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), universidades estaduais e escolas técnicas.
A legislação do ICMS obriga o depósito do imposto a uma conta do Tesouro paulista no Banco do Brasil. Sobre a arrecadação bruta, 25% são automaticamente transferidos para municípios, outros 20% para o Fundeb e 9,57% para as universidades estaduais e escolas técnicas.
Nos últimos 4 anos, a Nota Fiscal distribuiu R$ 7 bilhões em prêmios e créditos distribuídos pela Fazenda. Na hora de contabilizar o valor, no entanto, a Secretaria da Fazenda valeu-se de uma esperteza: passou a considerar esse pagamento como “devolução de imposto”. Fazendo isso, evitava efetuar os repasses sobre os valores distribuídos. Seria o mesmo que tratar os prêmios da Loteria, pela Caixa Econômica Federal, como devolução de imposto.
Fazendo isso, atropelou vários procedimentos definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
* * *
Graças a essa manobra, nos últimos quatro anos foram desviados R$ 1,75 bi dos municípios, R$ 1,4 bi do Fundeb e R$ 683 milhões das universidades e escolas técnicas. Na verdade, dos R$ 7 bi distribuídos, o Estado de São Paulo bancou R$ 3,1 bi. O restante foi subtraído desses setores. Ou seja, fazia caridade com o chapéu alheio.
* * *
Até hoje não foi divulgado nenhum estudo demonstrando eventuais ganhos de arrecadação com a implantação da Nota Fiscal paulista. Na época do seu lançamento, funcionários graduados da Secretaria da Fazenda indicavam o contrassenso de utilizar a NF em grandes estabelecimentos – que, por serem alvos preferenciais da fiscalização, tem baixa propensão a sonegar. Pagavam-se prêmios sem a contrapartida da redução da sonegação – já em níveis baixos.
* * *
A fim de evitar qualquer viés político no estudo, o Conselho dos Representantes do Sinafresp recomendou a contratação de um especialista sobre as conclusões levantadas. Foi contratado parecer técnico do professor Heraldo da Costa Reis, Coordenador do Centro Interdisciplinar em Finanças da Escola Nacional de Serviços Urbanos do IBAM (Instituto Brasileiro de Administração Municipal).
* * *
Além das irregularidades contábeis, o estudo constatou que praticamente não houve aumento na arrecadação, proporcionado pela NF. Ela incidia apenas sobre o setor varejista. Ocorre que o incremento, no período, foi no mesmo ritmo dos demais setores de atividades do Estado.
Pelos cálculos, estima-se que o resultado direto da NF Paulista foi de cerca de R$ 2,2 bi, em valores de agosto de 2012. Sendo assim, o custo final da Nota Paulista pode ter sido de R$ 4,4 bilhões.
* * *
O estudo foi encaminhado ao TCE, MPF, universidades estaduais e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Além das críticas, o trabalho traz recomendações para sanar as imperfeições da Nota Paulista.
Luis Nassif
No Advivo
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Contra fatos não há argumentos


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Juiz inderefe pedido em forma de poesia

Jaimir Comin, candidato do PP
a prefeito de Treviso-SC
Depois que os juízes do TRE contestaram atitudes de advogados por conta de ações avaliadas por eles como sem fundamento, na 92ª Zona Eleitoral em Criciúma, uma decisão chama atenção pela criatividade do Juiz para protestar contra ação de autoria da assessoria jurídica do candidato a prefeito de Treviso pelo PP, Jaimir Comin.
Trata-se da contestação a uma poesia referente à política local, publicada no Facebook de uma menina mas sem identificação de nenhum dos personagens citados no texto. O juiz Marlon Soares de Souza elaborou a sentença em forma de poesia.
Confira o texto na íntegra:


Trata-se apenas de pífia intenção
Ajuizada com calor pela tal coligação
Que almeja com rancor proibir divulgação
De poesia infantil sem qualquer erudição
Que entende como ofensa ou até malcriação
Porque desrespeita com afinco, a Constituição
E então quer liminar e a devida supressão
Da dita propaganda antes da decisão
E tal qual a poesia que sofre impugnação
Decido em prosinha toda essa aflição
Mas sempre com respeito e fundamentação
II- FUNDAMENTOS
É que em tempos de eleição
Há sempre preocupação
Com a calúnia, a injúria e até difamação
Pena que não há igual dedicação
Com a saúde,  a segurança e a bendita educação
E vem ao juiz só a triste missão
De reprimir uma menina que sequer forma opinião
Como se a sua atitude definisse a eleição
Aliás, devo lembrar, não há identificação
O poema infantil, nem ao certo diz quem são
Os pretensos ofendidos só por imaginação
E será que eles querem atestada a tal humilhação?
Com todo o respeito aos candidatos de plantão
Mas realmente não tem jeito, o Promotor tem razão
Para o caso aqui trazido só há uma solução
‘Garantir a menina e a todo cidadão
Na inteira plenitude o direito de expressão
Pedindo aos partidos e a qualquer coligação
Que exercitem a paciência e com boa compreensão
Esquecam as bobagens este tipo de questão
Há coisas mais sérias para servir à população
E que voltemos a nos encontrar só na apuração
Enfim, desde logo, indefiro a pretensão
Julgo improcedente a Representação
Publique-se Registre-se a faça-se a intimação
E claro, com a devida anotação
Criciúma, 10 de setembro de 2012
Marlon de Jesus Soares de Souza
Juiz de Direito em Plantão
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11 de setembro

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