10 de set de 2012

Dilma no programa de Haddad

Leia Mais ►

Lamentavelmente, Serra sempre mente

 Relembrando

Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1456

Leia Mais ►

Tucano tem candidatura impugnada em Osasco

Celso Giglio é deputado estadual, já foi deputado federal e é ex-prefeito de Osasco. Ele teve as contas do seu mandato (2001-2004) na Prefeitura rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Câmara Municipal. De acordo com a legislação, as contas rejeitadas configuram improbidade administrativa e são um dos impedimentos previstos na legislação.
Leia Mais ►

Sobre Pesquisas Eleitorais

O programa, exibido no dia 20 de agosto, contou com a participação do professor do IESP/UERJ e especialista em pesquisas eleitorais Marcus Figueiredo, e da diretora-executiva do Ibope, Márcia Cavallari.
No Brasilianas
Leia Mais ►

Carta fechada a Fernando Henrique Cardoso

Leia Mais ►

Depoimentos de vítimas acusam médico de estupro

Leia Mais ►

No RS sistema prevê tormentas com 24 horas de antecedência

Equipamentos também são capazes de identificar raios a 600 quilômetros de distância
Um sistema capaz de prever tempestades em território gaúcho com até 24 horas de antecedência será inaugurado oficialmente na quarta-feira, durante um evento em Porto Alegre.
Com a integração à Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT), o Estado saberá da aproximação de chuva forte, granizo e tornados localizados a até 600 quilômetros das seis antenas instaladas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Os equipamentos ficam em Santa Maria (Centro), Rio Grande (Sul), Uruguaiana (Fronteira Oeste), Santa Rosa (Noroeste), Viamão (Região Metropolitana) e Casca (Norte), e cobrem todo o território gaúcho. A confiabilidade é superior à dos aparelhos usados atualmente, porque eles constatam a radiação dos relâmpagos ocorridos dentro das nuvens, uma tecnologia que poucos países utilizam, de acordo com Osmar Pinto Júnior, coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), com sede em São José dos Campos (SP).
As antenas, norte-americanas, também identificam as descargas elétricas que chegam ao solo. Esse é o tipo de raio que os aparelhos atuais captam, com precisão menor.
– O novo sistema é de alta precisão: ele pode dar as coordenadas de cada raio. Isso vai permitir que se mobilize um conjunto de instituições para que entrem em ação, com bom nível de acerto – diz o coordenador.
Sistema poderá ajudar a prevenir tragédias
As novas antenas começaram a ser colocadas na região sul do país este ano. Já operam no Sudeste e, nos próximos meses, devem chegar ao Centro-Oeste, Nordeste e Norte. No Rio Grande do Sul, a instalação custou US$ 1 milhão, com recursos federais (50%) e de empresas privadas (50%).
A Defesa Civil celebra a novidade. O Estado sofre com a falta de uma cobertura efetiva. No biênio 2009/2010, o município de Santo Cristo (Missões) tornou-se o campeão gaúcho de incidência do fenômeno e, não por coincidência, já foi alvo de tempestades devastadoras. A repetição de tragédias poderá ser evitada.
– É uma informação de que estamos precisando, por ser mais segura e fidedigna. Quanto mais dados de meteorologia, mais previsões e perspectivas apuradas poderemos ter – salienta o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Oscar Moiano.

No Hidrovias Interiores
Leia Mais ►

Decisão sobre Banco Rural atinge ex-caixa de José Serra e ex-ministro de FHC

Gestão fraudulenta no Banco Rural reabre episódio da Privataria Tucana no Banco do Brasil
No leilão de privatização da Telebrás, em 1998, o ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-caixa de campanha de José Serra, e nome recorrente no livro Privataria Tucana), concedeu contrato de fiança à Solpart Participações Ltda., no valor de R$ 874 milhões, em violação a regras do BB e do Banco Central.
A Solpart, gerida pelo Banco Opportunity de Daniel Dantas, tinha capital social de apenas R$ 1 mil e apresentou como garantia apenas o aval da empresa Techold Participações S/A, que tinha capital de R$ 20 mil.
O Ministério Público Federal abriu ação penal por gestão temerária de instituição financeira, pois em caso de insolvência da Solpart, o BB só resgataria R$ 20 mil dos R$ 874 milhões que teria a pagar. O MP também denunciou que em menos de 24h fizeram a confecção do documento de análise de risco e a celebração do contrato de fiança, o que demonstraria passar por cima das normas.
O principal responsável pela fiança, presidente do Conselho de Administração do banco, era Pedro Parente, então ministro da Casa Civil de FHC, também denunciado pelo Ministério Público.
Em novembro de 2010, Ricardo Sérgio conseguiu um Habeas Corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para trancar a ação penal (confira aqui), com argumentos que provavelmente não seriam aceitos se os nomes envolvidos fossem outros e fizessem parte da Ação Penal 470 (o chamado "mensalão"), num caso clássico de injustiça do tipo "dois pesos, duas medidas".
Acontece que a Ação Penal 470 está criando jurisprudência para, em tese, denunciar as condutas daquela diretoria do Banco Brasil por outro tipo de crime: gestão fraudulenta, em vez de gestão temerária, o que permite aos Procuradores do Ministério Público Federal abrir nova ação penal.
A própria defesa dos réus que levou ao trancamento da ação por gestão temerária, ao afirmarem que agiram na informalidade, considerando os grupos que compunham o consórcio sólidos para pagar, soa como confissão de fraude as normas, de forma deliberada.
Pau que bate em Chico também baterá em Francisco?
ZéAugusto
No Amigos do Presidente Lula
Leia Mais ►

O ataque do Estadão ao novo Ministro do STF

Há problemas evidentes no Poder Judiciário. Mas há também uma enorme irresponsabilidade da mídia nos ataques a magistrados.
Confira a matéria do Estadão. É impressionante como se atacam juízes (e outros personagens públicos) sem o menor cuidado.
Zavascki é "acusado" de ter absolvido Antonio Palocci em um processo. E a matéria lembra que Palocci foi acusado de enriquecimento ilicito no ano passado passado.
O processo, em questão, era do tempo de Palocci prefeito de Ribeirão, portanto sem nenhuma ligação com fatos mais recentes.
Segundo a própria matéria, Zavascki confirmou as sentenças da primeira e segunda instância. Ou seja, Palocci foi absolvido em 1a, 2a instância e, no STJ, absolvido por unanimidade. No inquérito em questão, segundo a matéria, não houve um mísero magistrado que tenha acatado a denúncia.
No entanto, utiliza-se o voto para lançar suspeição sobre Zavascki.
Luis Nassif
No Advivo

Do Estadão

Ministro indicado por Dilma para STF livrou Palocci

Catarinense de 64 anos foi o escolhido por Dilma para ocupar a vaga aberta por Cezar Peluso
10 de setembro de 2012 | 15h 57
Ricardo Brito, de O Estado de S.Paulo
Indicado nesta segunda-feira, 10, pela presidente Dilma Rousseff para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Teori Zavascki foi o responsável pelo voto condutor que absolveu Antonio Palocci de um processo por improbidade administrativa que chegou ao tribunal. Em novembro de 2010, todos os ministros da 1ª Turma do STJ seguiram a manifestação de Zavascki favorável a Palocci, então coordenador da vitoriosa campanha de Dilma. A decisão pavimentou o caminho para que Palocci se tornasse ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República.
Palocci era acusado pelo Ministério Público de ter se envolvido em irregularidades em um milionário contrato firmado por dispensa de licitação quando era prefeito de Ribeirão Preto. O MP questionava o fato de ele ter contratado de maneira irregular e por dispensa de licitação um instituto de informática.
Numa sessão vazia, o STJ manteve as decisões de primeira e segunda instâncias favoráveis a Palocci. Na ocasião, Zavascki disse que o recurso não tinha "argumentos aptos a desfazer o juízo de legalidade" da contratação. Palocci assumiu a chefia da Casa Civil em janeiro do ano passado e deixou o cargo em junho, na esteira de suspeitas envolvendo sua rápida evolução patrimonial e de que teria cometido tráfico de influência.
Ministro indicado.
O catarinense Zavascki, 64 anos, foi indicado por Dilma para ocupar a vaga aberta por Cezar Peluso, que deixou o Supremo nos últimos dias após se aposentar compulsoriamente por ter completado 70 anos.
O indicado terá de passar por sabatina no Senado Federal. O ministro é de Santa Catarina, onde se formou em Direito. Em seguida, fez mestrado e doutorado em direito processual na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também foi professor.
Atualmente, dá aulas na Universidade de Brasília. Zavascki foi juiz do Tribunal Federal da 4ª região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) entre 1989 a 2003 e presidente do Tribunal entre 2001 e 2003. Estava no STJ desde maio de 2003, onde foi presidente da primeira turma da Corte e depois presidente da 1ª seção entre 2009 e 2011.
Leia Mais ►

Um infiltrado do FBI entre os Panteras Negras

Conheça a história de um nipo-americano que foi infiltrado pela polícia dos EUA para espionar o movimento negro dos anos 60
Richard Masato Aoki, um descendente de japoneses que foi notório colaborador do movimento revolucionário Panteras Negras na década de 60, era um informante do FBI disfarçado de acordo com um ex-agente da organização e um relatório do próprio FBI analisado pelo Center for Investigative Reporting, parceiro da Pública.
Um dos ativistas radicais de mais destaque da época, Aoki se orgulhava de suas habilidades de luta de rua. Foi membro de vários grupos radicais antes de se juntar aos Panteras Negras. Depois de seu suicídio em 2009, tornou-se reverenciado como um destemido radical.
Mas sem o conhecimento de seus colegas ativistas, o nipo-americano servia ao governo do EUA como informante da inteligência do FBI, secretamente arquivando relatórios sobre uma ampla gama de grupos políticos dos arredores de São Francisco, no norte da Califórnia.
O agente que o recrutou, Burney Threadgill Jr, diz ter se aproximado de Aoki no final dos anos 1950, quando este estava se formando no colegial da Berkeley High School. Perguntou então se Aoki gostaria de se juntar a grupos de esquerda e relatar suas atividades ao FBI. “Era meu informante. Eu o treinei,” diz Threadgill. “Era uma das nossas melhores fontes.”
Antes disso, o policial diz ter perguntado o que Aoki achava da União Soviética, e ouviu que o jovem não tinha interesse no comunismo. “Eu disse, ‘bem, por que você não vai a algumas das reuniões e me diz quem estava lá e sobre o que eles falaram?’ Um sujeitinho muito agradável”, relembra Threadgill.
O trabalho de Aoki para o FBI, nunca antes relatado, foi revelado durante a pesquisa para o livro “Subversivos: A guerra do FBI contra estudantes radicais e a ascensão de Reagan”, publicado nos Estados Unidos no último dia 21 de agosto.
Em uma entrevista para o livro em 2007 este repórter perguntou se Aoki fora informante do FBI. Após um longo silêncio, ele respondeu: “ ’Oh’ é tudo o que eu posso dizer.” Perguntado se o repórter estava enganado, o nipo-americano respondeu: “Eu acho que você está (…) As pessoas mudam. É complexo. Camada sobre camada.”
Mais tarde, informações liberadas pelo FBI em resposta a um pedido feito pela lei de Acesso à Informação dos EUA reveleram que um relatório de inteligência sobre os Panteras Negras, datado de 16 de novembro de 1967, lista Aoki como “informante”, sob o código “T-2”.
Em Berkeley, no final dos anos 60, Aoki usava o cabelo para trás, exibia óculos de sol mesmo à noite e falava com gírias do gueto. Seu comportamento destemido intimidava até seus companheiros radicais. “Ele era arrogante até a lua,” lembrou a ex-ativista Victoria Wong.
Das gangues de rua para o Exército
Aoki nasceu em San Leandro, Califórnia, em 1938. Era o primeiro de dois filhos. Quando tinha quatro anos, durante a Segunda Guerra Mundial, sua família foi enviada para Topaz, no estado de Utah, com milhares de outros nipo-americanos. A mudança acabou com a família. Seu pai se tornou criminoso e os abandonou. E a mãe mudou-se de volta com os filhos para Berkeley, na região de São Francisco, em uma área que conhecida como Little Yokohama antes de se tornar um bairro negro.
Ali Aoki entrou para uma gangue, onde se tornaria excelente lutador de rua. Roubava lojas, assaltava casas e roubava peças de carros. Foi preso diversas vezes por “coisas pequenas”, como definiu em uma entrevista de 2007. Ainda assim, se saiu bem na escola e no ensino médio na Berkeley High School. Alistou-se no Exército americano co o sonho de se tornar o primeiro general nipo-americano, mas serviu apenas por um ano em serviço ativo, além de sete anos como reservista.
Nesta época, porém, tornou-se especialista em armas de fogo. “Eu pude brincar com todos os brinquedos que eu queria,” disse em uma entrevista. “Pistolas, rifles, metralhadoras, morteiros, lança-foguetes.”
Estar na reserva deu a ele bastante tempo livre. Foi assim que ele se tornou profundamente envolvido com organizações políticas de esquerda a mando do FBI, segundo o agente aposentado Threadgill: “Ele só se envolveu nessas atividades porque o usamos como informante”.
Segundo ele, primeiro Aoki reuniu informações sobre o Partido Comunista e depois se focou no Partido dos Trabalhadores Socialistas e na juventude afiliada ao partido, alvo de uma intensiva investigação do FBI nos anos 60. Aoki participava em todos. Foi eleito para o conselho executivo da Aliança Socialista Jovem de Berkeley, tornou-se membro do Partido dos Trabalhadores Socialistas, chegou à direção do Comitê para Defender o Direito de Viajar. Em 1965, se juntou ao Comitê do Dia do Vietnã, um influente grupo contra a guerra, atuando no seu comitê internacional.
“Eu ligava pra ele e dizia ‘quando você quer me encontrar?’”, relembrou Threadgill. “Eu dizia ‘eu encontro você na esquina das ruas tal e tal.’ Estacionava umas duas quadras longe do ponto de encontro, e ia conversar com ele.”
Depois de 1965, Threadgill mudou-se de escritório do FBI, mas segundo ele Aoki continuou sendo informante. Foi nesta época que o nipo-americano conheceu Huey Newton, um estudante de direito, e Bobby Seale, estudante de engenharia, atuantes no grupo político chamado Conselho Consultivo Alma de Estudantes. Tornaram-se tão próximos que, em outubro de 1966, Seale e Newton escreveram no apartamento de Aoki em Berkeley, entre bebidas e discussões acaloradas, um rascunho do programa do que se tornaria o Partido dos Panteras Negras para Defesa Pessoal. O programa exigia habitação, educação e emprego, um freio ao “roubo de nossa comunidade negra pelos capitalistas” e o “fim imediato à brutalidade da polícia”.
Fornecendo as primeiras armas aos Panteras Negras
Logo depois Aoki forneceu aos Panteras as suas primeiras armas. “No final de novembro de 1966, fomos encontrar um irmão do terceiro mundo que conhecíamos, um japonês radical. Ele tinha armas (…) Magnum .357, .22, 9mm (…). Dissemos a ele que se fosse um revolucionário de verdade era melhor que nos desse as armas porque precisávamos delas para começar a educação das pessoas e travar uma luta revolucionária. Então ele nos deu uma Magnum e uma 9mm”, registrou Bobby Seale em seu livro de memórias.
No início de 1967, Aoki se juntou aos Panteras Negras e trouxe consigo mais armas, além de treinamento sobre como manejá-las. “Eu tinha uma pequena coleção, e Bobby e Huey sabiam disso, então quando o partido se formou, eu decidi entregá-las para o grupo,” disse Aoki em entrevista em 2007. “Quando você vê os caras lá marchando e tudo, eu fui de algum modo responsável pela inclinação militar da imagem pública da organização.”
No início de 1967, os Panteras mostraram armas durante suas “patrulhas comunitárias”, que pretendiam defender a comunidade da violência polícia na cidade de Oakland; e também em um protesto diante da Assembleia Legislativa naquele ano. Ficaram conhecidos pelos confrontos com a polícia na cidade de Oakland naquele ano.
Mas, enquanto dava armas aos Panteras, Aoki também estava informando o FBI.
M. Wesley Swearingen, um agente do FBI aposentado, confirmou sob juramento que Aoki tinha sido um informante. Swearingen serviu no FBI de 1951 a 1977 e trabalhou em um esquadrão que investigava os Panteras. “Alguém como Aoki é perfeito para estar no Partido dos Panteras Negras, porque, como você vê, ele é japonês. Ninguém que ele é um informante”, disse.
Swearingen também afirmou que o FBI deve ter mais arquivos sobre o trabalho de Aoki como informante especial – mas estes arquivos permanecem secretos. “Para isso, Aoki nem precisava ser membro do partido. Se ele simplesmente conhecesse Huey Newton e Bobby Seale e fosse almoçar com eles todos os dias, o FBI já teria uma ficha completa dele.”
No fim dos anos 60 e início dos 70, o FBI buscou romper e “neutralizar” os Panteras Negras sob um programa secreto de contrainteligência chamado o COINTELPRO, de acordo com relatórios de um comitê do senado americano. O FBI usou informantes que levaram a diversas apreensões de armamentos dos Panteras em Chicago, Detroit, San Diego e Washington. No final de 1969, pelo menos 28 Panteras haviam sido mortos em confrontos armados com a polícia, e muito mais haviam sido presos por porte de armas.
No final de 1968, o presidente Hoover declarou que os Panteras representavam “a maior ameaça à segurança interna do país.”
Suicídio
Aoki se suicidou em 2009 com um tiro em sua casa, na cidade de Berkeley, depois de conviver durante anos com uma doença. Depois da sua morte, foi tema de um documentário e uma biografia intitulada “Um Samurai entre os Panteras”. No seu velório, Bobby Seale, junto com outros ativistas, saudaram Aoki como um “líder destemido e servo do povo.”
Não houve nenhuma menção sobre seu trabalho com o FBI. “Isso é algo muito chocante de ouvir,” disse seu companheiro de ativismo e amigo próximo, Harvey Dong, propcurado pela reportagem. “Quer dizer, é uma grande surpresa para mim.”
Antes de se matar, conta Dong, Aoki estendera em seu apartamento dois uniformes bem passados. Um deles era a jaqueta de couro, boina e calças escuras dos Panteras Negras. O outro era seu uniforme do Exército dos Estados Unidos.
Reportagem baseda em texto em inglês do Center for Investigative Reporting. Clique aqui para ler o original em inglês.
Leia Mais ►

Dilma indica ministro do STJ para a vaga de Cezar Peluso no Supremo

Indicação de Teori Zavascki será publicada no 'Diário Oficial da União'.

Antes de assumir, novo ministro terá de ser sabatinado no Senado.

A presidente Dilma Rousseff assinou nesta segunda (10) a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teori Albino Zavascki, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ocupada por Cezar Peluso, que se aposentou compulsoriamente no último dia 3

A informação foi divulgada pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann. A indicação deve ser publicada na edição desta terça do "Diário Oficial da União". Antes de assumir, o novo ministro terá de ser submetido a sabatina no Senado Federal.

Desde a aposentadoria de Peluso, o Supremo Tribunal Federal faz sessões de julgamento do processo do mensalão com dez ministros, alguns dos quais já manifestaram preocupação com a possibilidade de empate em votações.

Teori Albino Zavascki, 64 anos, nasceu em Faxinal dos Guedes (SC), é mestre e doutor em direito processual civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É ministro do STJ desde maio de 2003.

Ele iniciou a carreira em direito em 1971, em Porto Alegre. Foi advogado concursado do Banco Central por sete anos, tendo passado também pela superintendência jurídica do Banco Meridional do Brasil na década de 80.

Zavascki presidiu o Tribunal Regional Federal da 4ª região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) de 2001 a 2003 e também atuou como juiz do Tribunal Regional Eleitoral na década de 90.

Atualmente, dá aulas na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB).
Leia Mais ►

MP instaura inquérito para apurar doação de trecho de rua à Mundial


Templo rouba 137 metros do espaço público
O MP-SP (Ministério Público de São Paulo), por intermédio da Promotoria de Habitação e Urbanismo, instaurou um inquérito para apurar a “doação” pela municipalidade à Mundial de um terreno destinado ao prolongamento de uma rua no bairro de Santo Amaro, zona sul da cidade. Sem alvará da prefeitura, a igreja está construindo no local um templo cujo terreno total equivale a um quarteirão. 
No dia 29 de agosto, a Câmara Municipal aprovou em primeira discussão o projeto de lei 71/12 que legaliza a ocupação pela igreja de 137 metros de espaço público. A votação em segunda discussão estava prevista para o dia 5 de setembro, mas foi adiada.
Por detrás dos 31 votos a favor do PL dos vereadores está o prefeito Gilberto Kassab (PSD), aliado político de José Serra (PSDB), candidato a prefeito. Dias antes da votação da Câmara, Serra tinha comparecido a um culto de Valdemiro, de quem obteve uma “benção”.
O promotor José Carlos de Freitas pediu a Kassab e à Igreja Mundial “informações sobre a legalidade” das obras, principalmente tendo em vista o arquivamento do projeto de lei 224/11. De autoria de Kassab, esse projeto, sem mencionar o templo da Mundial, desobrigava a municipalidade de construir o prolongamento da rua Bruges.
Freitas disse que o projeto teve de ser arquivado porque a Constituição estadual determina que a população participe por intermédio de audiências públicas das discussões sobre mudanças viárias de planejamento urbano.
Freitas quer saber da Câmara Municipal por que os vereadores aprovaram o PL 71/12 se eles já tinham concordado em arquivar o PL 224/11 — ambos têm praticamente o mesmo teor. Para o promotor, está havendo uma manobra política para beneficiar a Mundial.
Templo da Mundial no bairro de Santo Amaro, em São Paulo
O templo está sendo construído sem o alvará da prefeitura
Com informação do Correio do Brasil e deste site.
Leia Mais ►

O que é uma teoria científica? - Aula 4

Curso ministrado pelo Prof. Michel Ghins durante Escola Paranaense de História e Filosofia da Ciência 2011, realizada de 10 a 13 de agosto de 2011, na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba-PR, Brasil.

Roteiro das aulas:


Aula 1: O que é uma teoria cientifica?
1. Abstração e atitude objetivante (Aula 1(1))
2. A modelização e a adequação empírica (Aula 1(2-3))
3. Os requisitos de cientificidade (Aula 1(4))
4. A concepção sintética das teorias (Aula 1(5))
5. Explicação e mecanismo causal (Aula 1(6-7))
Aula 2: A interpretação realista das teorias científicas
1. A objeção da perda de realidade (Aula 2(1-2))
2. O argumento antirealista da subdeterminação das teorias pelos dados empíricos (Aula 2(3))
3. O paralelismo com a experiência ordinária (Aula 2(4))
4. Retorno à explicação (Aula 2(5))
Aula 3: Existem leis científicas?
1. A concepção regularista das leis (Aula 3(1-3))
2. A concepção necessitarista das leis (Aula 3(4))
3. O realismo científico (Aula 3(5))
Aula 4: A metafísica da ciência
1. As propriedades disposicionais (Aula 4(1))
2. As propriedades categóricas (Aula 4(2))
3. A explicação categorial (Aula 4(3))
4. O realismo categórico (Aula 4(4))
5. O fundamento metafísico das leis: os poderes causais (Aula 4(5))
6. Conclusão: boa metafísica ou metafísica ruim? (Aula 4(6))
Leia Mais ►

Márcio Lacerda e sua linha do tempo


Leia Mais ►

Uma visão materialista da ecologia

Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1455

Leia Mais ►

Heloísa Helena deixará o PSOL e diz que ‘Todo partido tem malandro’

A fundadora do PSOL vai deixar o próprio partido no primeiro semestre de2013. A ex-senadora Heloísa Helena só espera Marina Silva dar o sinal verde para a criação de uma legenda. ‘Pretendo generosamente ajudá-la’. O seu partido cresceu tanto a ponto de Heloísa perder as rédeas, diante das correntes diversas nas hostes. ‘As centelhas que o PSOL criou foram grandes’, desabafa, e complementa com uma ironia sem medo de tiro no pé: ‘Todo partido tem malandros’, insinuando nisso a sua sigla.
De palavra 
Heloísa lembra que o PSOL é totalmente diferente do que criou e justifica a iminente saída: ‘Não tenho relação mística com os partidos, perdi isso com o PT’.
Decisão 
Heloísa perdeu a vontade com o PSOL desde quando saiu da Executiva Nacional. ‘Eles me obrigaram a defender o aborto, e vi que não era mais o partido que fundei’.
Ideologia 
Heloísa é das poucas políticas de renome nacional, hoje, a valorizar as diretrizes que representa: ‘Eu me organizo em torno de ideias’.
Leia Mais ►

Governo quer garantir a qualidade da internet de banda larga no país, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (10), no programa de rádio Café com a Presidenta, que o governo vai cobrar das empresas que fornecem internet de banda larga garantia de acesso rápido e com conexão estável aos consumidores. Segundo ela, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai avaliar e monitorar os serviços de internet prestados no país.
“Muitos consumidores estavam reclamando da velocidade e da estabilidade das conexões. Em muitos casos, os consumidores recebiam apenas 10% da velocidade da internet que eles tinham contratado com as empresas prestadoras desse serviço. Foi para mudar essa situação que a Anatel estabeleceu metas de qualidade. A partir de agora, estamos cobrando qualidade das empresas que prestam o serviço de banda larga”.
Dilma explicou que, em outubro, as empresas vão ser obrigadas a entregar, em média, 60% da velocidade contratada e essa exigência de qualidade vai aumentar até outubro de 2014, quando as empresas terão que fornecer uma média diária de 80% da velocidade contratada pelos clientes.
“Para fazer as empresas cumprirem essas metas é que a Anatel vai começar, agora, a medir a qualidade da banda larga nas casas, nas empresas, nas escolas”, explicou a presidenta.
A Anatel está cadastrando voluntários de todo o país para receberem pequenos aparelhos medidores da velocidade e da estabilidade da internet durante o dia, destacou a presidenta. Os que desejarem participar do programa devem se inscrever no site www.brasilbandalarga.com.br. A partir deste cadastro, vai ser feito um sorteio para escolher 12 mil pessoas em todo o país para ajudar a Anatel a fazer um mapa sobre como está funcionando a internet no Brasil.
A presidenta afirmou ainda que a fiscalização é mais uma medida do governo para ampliar o acesso das famílias a uma boa conexão de internet.
“Fiscalizar significa garantir ao consumidor a necessária proteção contra serviços de má qualidade, garantir o rigoroso cumprimento do que foi por ele contratado e pago. Só assim o consumidor terá os seus direitos respeitados”.
Ouça o programa:
Leia Mais ►

Empresário: mensalão tucano vem da educação

Empresário: mensalão tucano vem da educação
Ernani de Paula, dono da Universidade São Marcos, denunciou ao Ministério Público de São Paulo esquema para distribuição de bolsas a alunos fantasmas; de lá vem, segundo ele, o caixa dois do PSDB nas eleições; esquema foi implantado, segundo ele, na gestão de Serra na prefeitura e levado ao estado
José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, foi o primeiro candidato a utilizar o mensalão na campanha municipal de 2012. Segundo ele, o “STF está mandando para a cadeia um jeito nefasto de fazer política”. Depois dele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reforçou a crítica, ao dizer que a Justiça está despertando no Brasil, também no programa de Serra. Agora, em pleno processo eleitoral, um empresário da área de educação, Ernani de Paula, que é proprietário da Universidade São Marcos, sob intervenção do Ministério da Educação, denuncia que o “mensalão” do PSDB vem da área de ensino superior. O esquema consistiria em conceder bolsas de ensino a alunos-fantasma, a instituições pouco conhecidas no mercado.
Em 2009, Ernani de Paula fez uma denúncia ao promotor Sílvio Marques, do Ministério Público de São Paulo – o mesmo que investigou o caso Maluf. À época, ele falava em repasses de R$ 80 milhões. Hoje, ele tem a informação de que, desde a chegada de José Serra ao Palácio dos Bandeirantes, em 2006, mais de R$ 800 milhões foram transferidos a essas instituições de ensino.
O caso mais sintomático, diz ele, é a da faculdade Sumaré, que liderou os repasses, embora seja pouco conhecida no mercado. “É o mensalão universitário”, diz Ernani de Paula. “Essa universidade, que ninguém sabe o que faz ou quem é o dono já recebeu mais de R$ 70 milhões”, afirma. Outra, a Uniesp, também lidera o ranking. Juntas, as duas teriam levado quase R$ 140 milhões.
Ernani de Paula, coincidentemente, tem uma história de vida ligada a outro mensalão: o do PT. Em 2000, ele se elegeu prefeito de Anápolis (GO), cidade do bicheiro Carlos Cachoeira, e depois acompanhou de perto as primeiras articulações do contraventor para plantar denúncias contra o PT na revista Veja – a ex-mulher de Ernani era suplente do senador Demóstenes Torres.
Segundo ele, no caso da educação superior, o esquema foi bolado pelo ex-secretário de Educação de Serra e ex-ministro de FHC, Paulo Renato de Souza, já falecido. Sua universidade, a São Marcos, não recebeu as bolsas de ensino do governo paulista, e passou a enfrentar dificuldades financeiras até sofrer a intervenção do MEC.
Depois disso, diz Ernani, ele foi procurado pelo filho de Paulo Renato de Souza, Renato Souza Neto, que dizia ter interessados na compra da instituição – se tivesse vendido, afirma o empresário, estaria à frente dos repasses das bolsas de ensino superior em São Paulo.
Ernani de Paula se diz disposto a colaborar com o Ministério Público de São Paulo para ajudar a desvendar o esquema de desvio de recursos públicos na educação superior.
No 247
Leia Mais ►

Vídeo erótico de vereadora espanhola acaba na internet e vira briga na Justiça

Um suposto crime de invasão de privacidade pela internet envolvendo uma vereadora socialista do Partido Popular (PP) na Espanha e um ex-goleiro espanhol do Sevilha e do Extremadura está nas mãos da Justiça. O caso vai ser analisado nos próximos dias pelo Tribunal de Primeira Instância e Instrução n º 1 de Orgaz, próximo à cidade histórica de Toledo.
O polêmico caso envolve a vereadora da prefeitura de Los Yébenes e professora de inglês, Olvido Hormigos Carpio e o atual goleiro do Clube Deportivo Los Yébenes, Carlos Sánchez Ramirez, de 27 anos. No vídeo, que dura mais de dois minutos e que vazou nas redes sociais, Olvido Hormigos aparece se masturbando, com os seios nus mas deixa escondido o púbis. A informação é do site direitoglobal.com.br.
A conselheira Olvido Hormigos é casada com um carpinteiro e mãe de dois filhos adolescentes, um deles de 13 anos. O vídeo foi enviado por ela para o seu suposto amante, o goleiro do Club Deportivo Los Yébenes, Carlos Sánchez, que, por sua vez, é noivo e já estava de casamento marcado. No entanto, após o vazamento na redes sociais a conselheira admitiu a veracidade do vídeo mas alegou que seria "um presente para o marido" e não para ser visto nas redes sociais.
"Eu não cometi nenhum crime. Não roubei ninguém e nem prejudiquei qualquer vizinho (o vídeo foi feito em sua casa localizada na rua da Liberdade). Não fiz nada de errado", observou. Além de política, Olvido dá aula de inglês na escola José Ramón Villa na cidade de Mora, distante cerca de 16 kms de Yébenes.
O caso teve muita repercussão política na Espanha porque Olvido Hornigos acusa o prefeito de sua cidade, Pedro Acevedo, de ter divulgado o vídeo no twitter. Ele nega e afirma que só tomou conhecimento do fato em virtude dos habitantes de Los Yébenes terem se rebelado e promovido uma grande manifestação em frente à prefeitura (Ayuntamiento) insultando Hornigos aos gritos de "guarra" e "zorra". Após a manifestação, a conselheira entrou com pedido de demissão, mas voltou atrás atendendo pedido de seus colegas do partido.
No JB
Leia Mais ►

Se me quiseres conhecer

Se me quiseres conhecer,
estuda com os olhos bem de ver
esse pedaço de pau preto
que um desconhecido irmão maconde
de mãos inspiradas talhou e trabalhou
em terras distantes lá do Norte.

Ah, essa sou eu:
órbitas vazias de possuir a vida,
boca ragada em feridas de angústia,
mãos enormes, espalmadas,
erguendo-se em jeito de quem implora e ameça,
corpo tatuado de feridas visíveis e invisíveis
pelos chicotes da escravatura...
Torturada e magnífica,

altiva e mística
África da cabeça aos pés,
- ah, essa sou eu:

se quiseres compreender-me
vem debruçar-te sobre minha alma de África,
nos gemidos dos negros no cais
nos batuques frenéticos dos muchopes
na rebeldia dos machanganas
na estranha melancolia se evolando
duma canção nativa, noite dentro...

e nada mais me perguntes,
se é que me queres conhecer...
Que não sou mais que um búzio de carne,
onde a revolta de África congelou
seu grito inchado de esperança.
25/12/1949
Noémia de Sousa (2001) Sangue Negro. Maputo: AEMO - Associação dos Escritores Moçambicanos.
No Moçambique Poesia e Prosa
Leia Mais ►