30 de ago de 2012

Marilena Chauí e a classe média paulistana

“Como se o mundo tivesse posto em risco todos os seus valores”
Na terça-feira 28, o Coletivo dos Estudantes em Defesa da Educação Pública realizou, na Faculdade de Ciências Sociais da USP, o debate A ascensão conservadora em São Paulo. A filósofa e professora foi uma das debatoras. Abaixo a fala dela no evento.
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Pagot acusa a Veja. Silêncio na mídia!

Em depoimento nesta semana na CPI do Cachoeira, Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Dnit, afirmou com todas as letras que o mafioso bancou reportagem na revista Veja para tirá-lo do cargo. “O contraventor [Carlos Cachoeira] mais um representante da Delta [Claudio Abreu] se uniram a um jornalista [Policarpo Júnior] para me derrubar”, desabafou. No Reino Unido, denúncias similares levaram Rupert Murdoch, imperador da mídia, ao banco de réus. No Brasil, o depoimento sequer virou notícia nos jornalões e nas emissoras de tevê.
Pagot deixou o governo em julho de 2011 em decorrência de denúncias contra o Ministério dos Transportes. Uma matéria da Veja foi o estopim da crise e da exoneração. O ex-diretor do Dnit foi acusado de superfaturar obras e receber propinas. “Foi um episódio amargo na minha vida. Sentia-me um morto vivo, um fantasma. Quando começo a me reestabelecer, tive a brutal notícia que um contraventor e um agente de uma empresa seriam os responsáveis pela reportagem que gerou o afastamento e posteriormente a exoneração”.

"Enfiei tudo no r... do Pagot", diz Cachoeira

Questionado pelo relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), sobre as razões desta trama, Pagot afirmou que ela ocorreu devido a sua postura diante da construtora Delta, braço da quadrilha de Cachoeira. “Era pela atuação que vinha tendo ao Dnit, não dava vida boa a nenhuma empreiteira e prestador de serviço. Era muito exigente. Penso que por isso eles patrocinaram essa matéria jornalística para me tirar do Dnit”. Ele garantiu que a sua queda foi fruto de um complô envolvendo a quadrilha de Cachoeira, a Delta e a Veja!
Gravações da Polícia Federal reforçam esta tese. Numa delas, Carlinhos Cachoeira confirma para o diretor da Delta, Claudio Abreu, que “plantou” informações na Veja para favorecer a construtora. “Enfiei tudo no r... do Pagot”, gaba-se o mafioso ao telefone. Apesar dos fortes indícios da ligação da revista com o crime organizado, nada é feito para apurar os fatos. O depoimento de Pagot sequer aparece no noticiário. Nenhuma linha, nenhuma palavra, nada nos jornalões, revistonas e emissoras de rádio e televisão.

O pacto mafioso da imprensa

De forma seletiva, a mídia pinça apenas o que interessa aos seus propósitos políticos – como a afirmação de Pagot de que participou do esquema de arrecadação de fundos para a campanha de Dilma Rousseff. Ele também disse que a Dersa, então dirigida por Paulo Preto, um dos “arrecadadores” de Serra, tentou desviar dinheiro do Dnit para a campanha tucana. Mas isto não virou manchete. Assim como as denúncias contra a revista Veja também sumiram. Desta forma, os barões da mídia mantêm o seu pacto mafioso!
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Serra diz que não votaria nele de jeito nenhum

Segundo o Datafolha, José Serra foi considerado o candidato mais animado por 83% dos eleitores.
ALTO DE PINHEIROS - Preocupado com a explosão de sua taxa de rejeição, que atingiu 43% segundo o Datafolha, o candidato José Serra decidiu visitar Paulo Maluf para se aconselhar. Do alto de sua experiência no assunto, o ex-prefeito teria dito que ainda dá tempo para o tucano tentar uma vaga como vereador, com boas chances.
Assim que Serra deixou a mansão dos Maluf, no Jardim Europa, o assessor Adilson Laranjeira convocou uma coletiva de imprensa para divulgar uma nota urgente: "José Serra não tem nem nunca teve contas no exterior", disse Laranjeira, encerrando a entrevista.
Com o candidato muito abatido, seu assessor para assuntos aleatórios, Andrea Matarazzo, chamou os jornalistas para explicar o verdadeiro significado do desempenho surpreendente do tucano: "A pesquisa precisa ser analisada na sua profundidade. Todo mundo que já leu Freud sabe que a rejeição não passa de um sintoma, de um recalque da paixão. O que os números dizem é que 43% dos eleitores paulistanos estão apaixonados por Serra, mas ainda não sabem bem disso". E prosseguiu: "Nosso trabalho agora é fazer com que esse amor recôndito desabroche nas urnas". "O resto", arrematou, "não passa de trololó".
Fiel à estratégia da campanha tucana, Serra reapareceu à tarde para dizer que, como os demais 43% do eleitorado, também "não votaria em mim de jeito nenhum".
No The i-Piauí Herald
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Andressa: Policarpo é "empregado” de Cachoeira

Afirmação foi feita pela mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira ao juiz federal Alderico Rocha Santos; se deu durante tentativa de chantagem sobre ele, para que tirasse o marido da penitenciária da Papuda; Santos registrou ameaça à Justiça Federal, em julho, como mostra documento obtido com exclusividade por 247
É muito mais surpreendente, perigosa e antiética a relação que une o contraventor Carlinhos Cachoeira e o jornalista Policarpo Júnior, editor-chefe e diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, a julgar pela ameaça feita pela mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, ao juiz federal Alderico Rocha Santos.
Documento obtido com exclusividade por 247 contém o ofício à Justiça Federal de Goiás, datado de 26 de julho, assinado pelo juiz Rocha Santos, no qual ele relata como foi e quais foram os termos da ameaça recebida de Andressa. A iniciativa é tratada como "tentativa de intimidação". Ele lembrou, oficialmente, que só recebeu Andressa em seu gabinete, na 5ª Vara Federal, em Goiânia, após muita insitência da parte dela.
Com receio do que poderia ser a conversa, Rocha Santos pediu a presença, durante a audiência, da funcionária Kleine. "Após meia hora em que a referida senhora inistia para que este juiz revogasse a prisão preventiva do seu marido Carlos Augusto de Almeida Ramos, a mesma começou a fazer gestos para que fosse retirada do recindo da referida servidora".
Em sua narrativa à Justiça, Rocha Santos afirma que perguntou a Andressa porque ela queria ficar a sós com ele, obtendo como resposta, após nova insistência, que teria assuntos íntimos a relatar, concernentes às visitas feitas a Cachoeira, por ela, na penitenciária da Papuda. Neste momento, o juiz aceitou pedir a Kleine para sair.
"Ato incontinenti à saída da servidora, a sra. Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado o jornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa".
A importância do depoimento oficial obtido com exclusividade por 247 é fácil de perceber. Nunca antes alguém tão próximo a Cachoeira, como é o caso de sua  mulher Andressa, havia usado a expressão "empregado" para definir o padrão de relação entre eles. Após essa definição, Andressa disse que Policarpo tinha pronto um dossiê capaz de, no mínimo, constranger o juiz Rocha Santos, a partir de denúncias contra amigos dele. O magistrado respondeu que nada temia, e não iria conceder, em razão da pressão, a liberdade solicitada a Cachoeira. O caso rendeu a prisão de Andressa, que precisou pagar R$ 100 mil de fiança para não enfrentar a cadeia por longo tempo. A fiança foi paga em dinheiro. O juiz, ao denunciar a "tentativa de constrangimento", fez a sua parte. Cachoeira continua atrás das grades, na Papuda. Policarpo Jr. permanece com a sua reputação em jogo. Um dos grampos da Polícia Federal revelou que ele pediu a Cachoeira para realizar um grampo ilegal sobre o deputado federal Jovair Arantes – e conseguiu o que queria.
Confira documento na íntegra:
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O bilhetinho da Dilma

A presidente Dilma Rousseff aproveitou nesta quinta-feira a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para cobrar das ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) o resultado e a repercussão da votação da medida provisória que trata do Código Florestal em comissão especial do Congresso.
Enquanto ministros e integrantes do conselho discursavam, a presidente redigiu um bilhete encaminhado às duas ministras questionando se a decisão dos parlamentares havia sido acertada com o Executivo. A comissão especial alterou o texto da medida provisória editada por Dilma, ampliando os benefícios dos produtores rurais de maior porte. O governo quer, porém, que a recuperação e preservação de áreas ambientais sejam feitas de forma proporcional por pequenos, médios e grandes produtores, chamada de ‘escadinha’”.
“Por que os jornais estão dizendo que houve um acordo ontem no Congresso sobre o Código Florestal? Eu não sei de nada?”, questionou Dilma em seu bilhete, o que foi registrado magistralmente em foto de autoria de Beto Barata.
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José Serra vai ser “cristianizado”?

A pesquisa Datafolha divulgada ontem fez ressurgir o fantasma da “cristianização”. Nas eleições presidenciais de 1950, a candidatura do mineiro Cristiano Machado não decolou e ele foi rifado pelo seu próprio partido, o PSD, que em plena campanha passou a apoiar “extraoficialmente” Getúlio Vargas. Daí a origem do termo. Agora pode ocorrer o mesmo com José Serra. A pesquisa acendeu o sinal de alerta. O tucano pode nem ir ao segundo turno. Nos bastidores, alguns “aliados” já falam que ele será “cristianizado”.
Segundo o Datafolha, Serra perdeu cinco pontos na corrida para a prefeitura da capital paulista – de 27% para 22%. Já o “azarão” Celso Russomanno (PRB) enfrentou bem a primeira semana da propaganda na tevê e manteve os seus 31%. Para complicar ainda mais a vida do tucano, o petista Fernando Haddad subiu seis pontos – de 8% para 14%. No outro extremo, o da taxa de rejeição, Serra é o campeão absoluto, com 43% – há uma semana, 38% dos eleitores diziam que não votariam nele de jeito nenhum.

O risco de "vexame" do tucano

Diante destes índices preocupantes, muitos caciques da oposição demotucana já temem pelo “vexame” do eterno candidato do PSDB. O que parecia impossível, a sua não ida ao segundo turno, agora parece bem provável. Russomanno pode até cair alguns pontos – inclusive sendo alvo das baixarias de Serra –, mas tudo indica que Haddad vai crescer nas intenções de voto. Até Josias de Souza, o blogueiro da Folha, já prevê a possibilidade do segundo turno com Russomanno e Haddad. Em artigo postado na semana passada, ele advertiu:
“Serra passou a conviver com um desafio novo. Precisa provar-se capaz de sobreviver ao primeiro round da disputa. A sua prioridade agora é evitar o fiasco experimentado por Geraldo Alckmin na disputa municipal de 2008. Naquele ano, Alckmin deslizou da liderança nas pesquisas para a derrota no primeiro turno. Passaram à segunda fase Gilberto Kassab (então no DEM) e Marta Suplicy (PT)”. Com a nova pesquisa, o risco do “fiasco” passou a ser ainda maior, atormentando o comando da campanha de Serra.

Kassab e Alckmin

É neste cenário que surgem as perguntas – e as articulações de bastidores. O pragmático Gilberto Kassab, líder de um partido “que não é de esquerda, nem de direita e nem de centro”, vai apostar todas suas fichas no rejeitado Serra? O seu PSD inclusive já foi rotulado de “cupim” por dirigentes do PSDB e é apontado como culpado pelo declínio do tucano. E o governador Geraldo Alckmin, que já foi traído por Serra e não morre de amores por ele, vai se empenhar na campanha? Há fortes indícios de que a “cristianização” está em curso!
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A eleição de São Paulo e sua conjuntura

A natureza da ação política se define por alguns conteúdos, sendo que um dos mais importantes é a imprevisibilidade. Fatos e ações imprevistos, e até mesmo acasos, podem modificar o rumo dos acontecimentos num determinado recorte temporal. Mas, ao mesmo tempo, a política se desenvolve em contextos conjunturais e estruturais definidos que condicionam e limitam as possibilidades e alternativas, conferindo determinada lógica aos acontecimentos. Os sujeitos políticos ativos se movimentam nesta ambigüidade da política: uns querendo reforçar determinada lógica inscrita em um momento temporal e outros querendo contrariá-la e modificá-la para dar lugar ao aparecimento do imprevisto.
Toda eleição acontece numa conjuntura específica, definida por um conjunto determinado de acontecimentos que envolvem os atores (candidatos, partidos, movimentos, governos e eleitores), cenários, articulação dos acontecimentos com elementos estruturais de natureza econômica e social, com as instituições, cultura etc. Para efeitos de simplificação, grosso modo, as conjunturas eleitorais podem ser caracterizadas por duas tipologias: conjuntura de conservação e conjuntura de mudança.
As conjunturas de conservação são aquelas em que os vários elementos que a compõe apontam para tendências de manutenção do status quo. Conjunturas de mudança são aquelas em que os vários elementos que a compõe apontam para tendências de remoção do status quo, já que o ator principal de uma eleição, o eleitor, manifesta graus variados de descontentamento com a situação presente. A análise conjuntural prévia ao processo eleitoral é importantíssima para que os partidos e possíveis candidatos fixem seus objetivos.
A análise prévia às eleições municipais de São Paulo apontava claramente para uma conjuntura de mudança. Isto já remetia para a conclusão de que os candidatos que representassem a continuidade do atual conjunto de forças governantes enfrentariam dificuldades enormes para vencer, e que os candidatos que representassem a renovação e a mudança teriam mais facilidade de conquistar o triunfo. Esta conclusão deveria condicionar as escolhas dos candidatos pelos partidos. Mas nem sempre os partidos dimensionam corretamente seus objetivos ou decidem pelo que lhes é melhor.
Tendo por base esta análise, não surpreende o atual quadro eleitoral de São Paulo, definido pela liderança de Russomano, tendência de queda e alta rejeição de Serra e tendência de crescimento de Haddad e, em menor grau, de Chalita. Serra era o candidato mais identificado com o atual status quo ou com a administração de Kassab que o PSDB poderia ter escolhido. Se o partido tivesse analisado corretamente a conjuntura eleitoral poderia ter dimensionado melhor seus objetivos nesta eleição.
A provável derrota de Serra, com a possibilidade inclusive de não ir para o segundo turno, em boa medida independe das qualidades ou dos defeitos do candidato. Ela estava inscrita na conjuntura. Mas lembrando que a ação política se desenvolve também num terreno de imprevisibilidade, Serra e as forças políticas que o apóiam terão que desenvolver ações extraordinárias, com muita competência e virtude, para reverter o cenário que lhes é desfavorável.
Já Russomano, Haddad e Chalita, disputarão entre si qual representa melhor os anseios e os interesses do eleitorado que quer mudanças. Além das características e das virtudes de cada um dos candidatos, contarão como fatores importantes, a soma de forças políticas e sociais de apoio, o tempo de TV, a capacidade de mobilização de recursos financeiros e humanos (campanha de rua), a qualidade das propostas e dos programas e assim por diante.
Neste momento da campanha, as eleições ainda estão em aberto, mas com fortes inclinações para definição das tendências. Mantidas as atuais circunstâncias do jogo e salvo a intervenção de fatos ou assuntos surpreendentes, a estrada parece estar mais aplainada para Russomano e Haddad, não necessariamente nesta ordem.
Aldo Fornazieri – Cientista Político
No Advivo
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Mídia tenta satanizar o PT

A mídia está excitada com os primeiros resultados do julgamento no STF do chamado “mensalão do PT”. A condenação do deputado João Paulo Cunha atiçou os piores instintos da imprensa partidarizada. Manchete do jornal O Globo: “Petista que presidiu a Câmara é condenado por corrupção”. Manchete da Folha: “STF condena petista por corrupção”. O partido que venceu as três últimas eleições presidenciais – apesar da violenta oposição midiática – agora é satanizado pelos jornalões, revistonas e emissoras de televisão.
Na semana passada, com o voto contrário à condenação do ministro-revisor Ricardo Lewandowski, a imprensa caiu no pessimismo e passou a desqualificar vários integrantes do Supremo. Afirmou que a maioria tinha sido indicada por Lula, que os ministros não tinham autonomia e transformariam o julgamento numa enorme pizza. Agora, com a votação do primeiro bloco, ela faz apologia do STF. De vilões, os ministros viraram heróis. Já se fala até na candidatura presidencial de Joaquim Barbosa, o novo ícone da mídia.

Os objetivos da imprensa golpista


Não há qualquer esforço para uma análise técnico-jurídica do processo. A execração da mídia é puramente política, confirmando sua postura de principal partido da direita nativa. Dane-se a falta de provas concretas, o que vale são os “indícios” de corrupção – um verdadeiro atentado aos manuais de direito. Para a mídia, o STF não condenou o deputado João Paulo Cunha, mas sim o PT – e, lógico, o ex-presidente Lula. Já há “calunistas” mais afoitos dizendo que Lula, “o chefe dos mensaleiros”, também deve ser julgado pelo STF.
A mesma mídia que esconde o “mensalão mineiro” – ela nem sequer fala em “mensalão tucano” – ou as denúncias sobre a privataria no reinado de FHC, agora concentra toda a sua artilharia contra o PT. O seu objetivo estratégico é desgastar as forças de esquerda do país – e não apenas os petistas. Já o seu objetivo tático, imediato, é tentar salvar a oposição demotucana de um vexame nas eleições municipais de outubro. Daí a sua violenta pressão para que o julgamento no STF ocorresse nas vésperas do pleito.

A falsa ética dos corruptos


Toda a corrupção deve ser apurada rigorosamente e punida de forma exemplar. Mas a mídia não está preocupada, de fato, com isto. Ela já ajudou a eleger famosos corruptos – é só lembrar os demos José Roberto Arruda e Demóstenes Torres – e conta com bilionários anúncios publicitários de várias empresas corruptoras. Parte dela inclusive está envolvida com o crime organizado, como comprovam os grampos da Operação Monte Carlo da Polícia Federal. Seu discurso ético é pura hipocrisia que só engana os ingênuos!
Em tempo: o artigo de Eliane Cantanhêde, aquela da “massa cheirosa” tucana, na Folha de hoje é patético. Ela afirma com todas as letras que o PT, “o partido que mobilizou a nação com o discurso da ética, chega ao banco dos réus e às portas da prisão”. Diante do resultado da primeira parte do julgamento, ela afirma na maior caradura que “estamos todos constrangidos. E tristes”. Cinismo puro! Ela deve ter saído para festejar a condenação junto com os seus amigos e familiares tucanos!
Sobre o artigo de Cantanhêde, vale a pena ler o desabafo do Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania.
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Rei da Espanha bate em seu motorista

El rey Juan Carlos de España al discutir con su chófer a su llegada al centro de gestión de tráfico de la DGT en Madrid le propinó un pequeño manotazo en el hombro. El manotazo del rey se produjo mientras un grupo de funcionarios abucheaba al ministro del Interior que acompañaba al monarca en su visita al centro de gestión de tráfico de la DGT.

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"Não seremos um país justo se não formos capazes de ser um país competitivo", afirma Dilma

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Charge online - Bessinha - # 1431

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Derrota de Serra em SP pode ser o golpe fatal na mídia de esgoto

A mídia corporativa ainda vai durar. Porque ela se adapta e tem gordura, principalmente vinda do exterior, quando necessita de socorro. Mas o esgoto vive do financiamento paulista, dos tucanos paulistas, que compram assinaturas de jornais, revistas, "suplementos educativos" etc.
Agora, com a derrocada de Serra (a dúvida que resta é apenas quanto ao tamanho do vexame), o Chacrinha do esgoto ("vocês querem petralha? olha o mensaleiro ai-ê!") e seus acólitos não terão mais quem lhes banque os processos na Justiça e acabarão em silêncio, como Policarpo, ou fugindo do país, como Diogo Mainardi.
Quando Serra tentou sua última cartada na eleição de 2010, lançando mão de todo tipo de baixaria, e perdeu, sua derrocada estava desenhada, como no vídeo que editei na época, em cima de imagens do Nosferatu de Herzog, que reproduzo a seguir.
Trocando Dilma por Haddad, o vídeo encerra seu ciclo.
Depois de Serra, os acólitos e parasitas que ainda vivem às suas custas e daquilo que representa.
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Anatel vai aferir qualidade da banda larga no Brasil

Anatel vai aferir qualidade da banda larga no Brasil
Notoriamente ruim, serviço será medido todos os meses, com a colaboração dos usuários; objetivo é permitir comparação e reduzir preço
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou nesta quarta-feira seu programa de medição da velocidade da banda larga fixa, que contará com a colaboração dos usuários e terá os primeiros resultados divulgados em dezembro.
A expectativa do governo é que essa medição aumente a concorrência entre as teles, force uma potencial redução nos preços da Internet fixa e dê mais transparência para o usuário escolher os serviços que quer contratar.
"Precisamos dessa base de dados para atuarmos efetivamente" na fiscalizaçao, afirmou o conselheiro da Anatel, Jarbas Valente.
Segundo ele, houve muitas reclamações de usuários quanto aos serviços de banda larga fixa e as garantias das empresas de fornecer apenas 10 por cento da velocidade nominal contratada é muito baixa.
Serão avaliadas as principais empresas que possuem mais de 50 mil acessos de banda larga fixa - Oi, Net, Telefônica Brasil, GVT, CTBC Telecom, Embratel e Cabo Telecom.
"O plano para aferir qualidade da banda larga vai aumentar competição entre as empresas e com certeza vai ajudar usuário a se orientar e trabalhar melhor", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em coletiva na sede da Anatel, em Brasília.
"Acredito que a tendência é diminuir mais os custos (ao usuário) e aumentar as velocidades (da Internet)", disse o ministro.
A medida da Anatel acontece pouco depois de a agência ter bloqueado as vendas de TIM, Oi e Claro em diversos Estados por conta de qualidade considerada insatisfatória de serviços.
A medição da qualidade da banda larga fixa será feita todos os meses a partir de outubro pela Entidade Aferidora da Qualidade (EAQ) e permitirá que usuários voluntários de banda larga colaborem para isso. Clique aqui.
A meta é que a velocidade média oferecida seja de 60 por cento no primeiro ano, 70 por cento nos próximos 12 meses e 80 por cento a partir daí.
Segundo Bernardo, a questão da velocidade da banda larga é importante e pode ser tratada em um possível leilão da frequência a 700 megahertz (mhz) para Internet móvel de quarta geração (4G).
"Na hora que for licitar o 700 mhz tem que colocar termos para velocidade ofertada", afirmou, reafirmando o interesse de potencialmente fazer a licitação em 2013.
Sérgio Spagnuolo
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Essa gente diferenciada

Machado de Assis (1839-1908) se diferenciou ao escrever com precisão e síntese numa época em que a maioria dos escribas eram prolixos, para não dizer verborrágicos. O maior mestiço da literatura brasileira se antecipou por mais de um século à escrita na internet, ao condensar informação e graça em enxutos parágrafos.
Nise da Silveira (1905-1999), contrariando os doutores da mente ortodoxos, apostou no poder curativo e solidário da expressão artística. No Hospital Psiquiátrico Pedro II, no bairro carioca de Engenho de Dentro, ela criou, no ano de 1952, o Museu de Imagens do Inconsciente. O acervo composto exclusivamente com obras dos internos.
Os jornalistas Gay Talese (1932) e Eliane Brum (1966) desafiaram editores e manuais de redação para criar estupendas reportagens. Nelas, as pessoas comuns, anônimas até, ganham o brilho de celebridades. Os dois contam histórias reais valendo-se do jeito de escrever ficção. Jornalismo e arte na mesma pena.
Gente diferenciada renderia uma lista enorme, maior do que os antigos catálogos telefônicos da cidade de São Paulo. Você mesmo, parando para lembrar, vai encontrar os diferentes na família, ou entre amigos e conhecidos.
Aquele tio que abandonou o bom emprego no Banco Central para tocar saxofone em bares noturnos. A prima que largou o marido rico para viver uma paixão com uma enfermeira pobre de Nova Jersey. O amigo que trocou a agência de publicidade - onde era infeliz, para abrir uma pastelaria na XV de Novembro - onde é mais ou menos feliz.
É nessa gente que penso, enquanto eu e meu carro congestionamos na Rua Piauí, ao lado da Praça Buenos Aires, coração do paulistano bairro de Higienópolis. Pois foi aqui que, faz um ano e pouco, a expressão gente diferenciada ganhou projeção municipal.
Tudo por conta da futura construção de uma estação de metrô. Uma senhora bem de vida, e de mal com o povo, protestou. Ela alegou que a estação atrairia essa gente diferenciada. No final, a história acabou em piada e em churrasco convocado pelas redes sociais.
Mas, já que o trânsito não desenrosca, fico olhando para os transeuntes na calçada da Piauí. Tento imaginar quantos entre eles são diferenciados. Quantos entre eles desafinam o coro dos contentes. Talvez aquela babá negra que empurra o carinho com um bebê dentro, loirinho e saltitante.
fernanda pompeu, webcronista, colunista do Nota de Rodapé, escreve às quintas a coluna Observatório da Esquina.
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Os Mineiros e o Nacionalismo

A consciência de nação é anterior ao povoamento de Minas, mas foi em Minas que ela encontrou o instrumento prático, no projeto do estado republicano. Em Pernambuco, a concepção da nacionalidade esteve associada à idéia de soberania nacional, por parte de negros, índios e mestiços, submetidos ao invasor nórdico, bem armado e arrogante. Assim, todos se uniram, para, em Guararapes, mudar a história, expulsar os holandeses, criar o Exército Nacional, e inseminar a idéia da soberania do povo brasileiro no mundo.
Em Minas, a isso se unia, e com legitimidade, a reação contra a espoliação da riqueza dos mineradores mediante o confisco do ouro e dos diamantes pela Metrópole. Já em 1708, a superioridade intelectual dos Emboabas sobre os rudes ocupantes paulistas se impôs, com a criação, ainda que efêmera, de um estado autônomo, com suas instituições proto-republicanas, entre elas a eleição do governante, Manuel Nunes Viana, e um sistema orçamentário próprio.
Durante todo o século que se seguiu, os mineiros lutaram para criar uma república que lhes garantisse a liberdade nos atos cotidianos e no usufruto de seus bens. Os inimigos de Minas costumam dizer que a Inconfidência não foi um movimento popular, e têm razão. As revoluções de libertação nacional devem somar todas as classes sociais, e assim ocorrera, um pouco antes, na América do Norte, com a luta das colônias inglesas, que inspirou a Conjuração de 1789. O que marca as lutas pela independência é o nacionalismo, a vontade de nação, a idéia de hacer pátria, como a definiriam, anos depois, os revolucionários da América Espanhola.
Movidos pelas idéias de nação, e de defesa de suas riquezas minerais contra o saqueio estrangeiro, os conjurados mineiros projetaram a sua república e anteviram a construção federativa do Brasil. Isso implicava o compromisso nacionalista como o vetor de todo o desenvolvimento do Estado dos brasileiros. Ao longo do tempo, a maioria dos mineiros que influíam na construção política do Brasil, entre eles muitos conservadores e escravocratas, mantiveram-se na defesa da plena autonomia política e econômica do país. Foi esse sentimento que orientou a Revolução de 1842, que se marcaria pela vitória, ainda que efêmera, da Carreira Comprida na retirada das tropas imperiais, sob o comando de Caxias, diante da bravura dos rebeldes comandados por Teófilo Ottoni, em Santa Luzia.
A partir de então, os liberais (que nada têm a ver com os “liberais” de hoje) passaram a chamar-se luzias, em homenagem aos nacionalistas e libertários de Minas. É esse sentimento dos mineiros que se inquieta com a decisão do governo federal de retornar ao sistema de concessões, cujo prejuízo ao desenvolvimento nacional todos nós conhecemos – e os mineiros, mais ainda.
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21 anos

Anders Behring Breivik vai ficar um mínimo de 21 anos preso por ter matado aquelas 77 pessoas na Noruega, no ano passado. Um tribunal o considerou mentalmente são.
Depois de ouvir a sentença, Breivik, que matou por uma causa — supremacia racial, anti-islamismo, anti-imigrantes — pediu desculpas aos que pensam como ele por ter matado tão poucos. No fim de 21 anos, a Justiça norueguesa decidirá se Breivik pode ser solto, presumivelmente regenerado, ou se aproveitaria a liberdade para terminar o serviço e portanto deve continuar preso.
Na prisão, ele não deve se tornar menos radical do que é, talvez fique mais. Ou talvez se arrependa do que fez e saia depois de 21 anos como um cidadão exemplar. Ou talvez, com o tempo, se transforme num mártir da causa, que tem cada vez mais adeptos numa Europa conflitada.
O tribunal deve ter pensado nisso, ao pesar todas as consequências da sua decisão. Recusando-se a considerá-lo louco, reconheceu que muita gente pensa como ele. Não fez como os que atribuem o fascismo a uma patologia passageira na história europeia, o que é quase uma forma de absolvição.
Como deveria ser o castigo de Breivik? Qual é a forma matemática de repartir 21 anos por 77 mortos? Como se contabiliza a culpa por uma chacina para que pareça justiça? A justiça bíblica tinha a vantagem da simetria: um olho por um olho, um dente por um dente, uma quantidade de chibatadas proporcional ao tamanho do pecado. Ou, sempre que possível, uma retribuição que imitasse a ofensa, uma morte por uma morte.
A pena de morte, que não existe mais na Noruega e na maioria dos países civilizados, é um castigo irracional, ou só explicado como uma recaída na simetria primitiva.
Para ensinar alguém a não cometer o crime mais hediondo, o de tirar uma vida, o estado repete nele o crime hediondo. Mas, se nenhuma forma de retribuição parece adequada aos crimes de Breivik, ficamos nós apenas com nossa perplexidade diante do comportamento humano, do ódio e da constatação de que não é preciso ser louco para lamentar que 77 mortos foi pouco.
Luís Fernando Veríssimo
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Réquiem de José Serra. 2% é a diferença entre Serra e Haddad

2% é a diferença entre Serra e Haddad.
A pesquisa Datafolha parece ser o réquiem do candidato titular do conservadorismo em São Paulo.
A margem de erro é de 3%.
Serra: 22% - 3% = 19%.
Haddad: 14% + 3% = 17%.
Portanto, no limite, 2% é a diferença entre Serra e Haddad.
Haddad à frente na próxima pesquisa!
A rejeição de Serra é de 43%. No limite, pode ser de 46%.
Na próxima rodada de pesquisas, o candidato tem plenas condições de ultrapassar os 50% de aversão.
Rejeição com 5 letras = Serra
Rejeição tem nome: Serra.
#RejeiçãoSerra®
Sinônimo de Rejeição, Repulsa, Aversão, Ojeriza, Repugnância, Asco?
Com 5 letras?
Serra.
#PrivatariaTucana
#SPnãoQuerSerra
#EfeitoPSDB Aécio toma um porre e Serra sente a ressaca: rejeição dispara!
Serra diz que Rejeição é seu sobrenome e reivindica acréscimo desta (em alta) em suas intenções de votos (em baixa).
José Serra -43%, -44%, -45%, -46%, -47%, -48%, -49%, -50%... de rejeição!
#SerraPodeMais ser rejeitado
José Serra dispara e bate recorde do rejeitômetro. #GuinessBookRejeição
E nem começou a CPI da #PrivatariaTucana
José Serra tem hipotermia de intenções de votos.
Abaixo de 20% o sujeito nem vai para o 2º turno.
José, EnCerra!
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Serra 45

Miguel Baia Bargas
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