22 de ago de 2012

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Assassino à solta

Graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, o assassino da missionária americana Dorothy Mae Stang deverá estar, ainda hoje, solto nas ruas.
Decisão sobre mandante da morte de missionária mostra que o STF
se especializou em libertar facínoras com base em chicanas jurídicas.
Foto: Agência Brasil
Regivaldo Pereira Galvão, conhecido pela meiga alcunha de “Taradão”, estava preso desde 6 de setembro de 2011 no Centro de Recuperação de Altamira (PA), condenado a 30 anos de prisão.
Segundo o ministro Marco Aurélio, o Tribunal do Júri do Pará concluiu pela culpa de “Taradão” antes de se esgotarem as possibilidades de recursos da defesa contra a condenação.
Isso é uma terrível piada de mau gosto. É uma afronta direta à Justiça e à dignidade do cidadão.
O STF está se especializando em libertar facínoras com base em chicanas jurídicas. É o efeito Gilmar Mendes, ministro que ganhou fama pelos dois HCs ultrassônicos para o banqueiro Daniel Dantas e um extra para outro taradão, o médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de cadeia por ter estuprado 37 mulheres. Dantas está solto. Abdelmassih, foragido.
Marco Aurélio já havia sido reconhecido por feito semelhante, ao libertar o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que ficou sete anos foragido, até ser preso em Mônaco, em 2007.
Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005.
A libertação do mandante do assassino, sob qualquer desculpa, envergonha a nação e nos deixa ainda mais descrente sobre a lisura dos ministros do STF, estes mesmos que por ora se exibem, em cadeia nacional, na pantomima que se transformou esse tal julgamento do “mensalão”.
Leandro Fortes
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Charge online - Bessinha - # 1415

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DEMo só gosta de Lula na hora de pedir voto

O DEMo passou 8 anos criticando o governo Lula.
Mais que isso: ajuizou ADIN contra o PROUNI, a Lei das Cotas, contra o Bolsa Família, a quem chama de Bolsa-Esmola, votou majoritariamente contra a prorrogação da CPMF.
Agora, só para aparecer bem na fita e ganhar alguns votos, o DEMo não tem nenhum pudor em colar Mendonça Filho à imagem de Lula.
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No Terror do Nordeste
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Cuba acusa EUA de pagar jornalistas para influenciar condenação de cubanos

O governo de Cuba acusou os Estados Unidos de pagar milhões de dólares a jornalistas para publicar informações contra cinco agentes cubanos condenados à prisão perpétua, em 2001, por espionagem, informou o Blog Jornalismo nas Américas.
O advogado Martin Garbus acusou os jornais El Nuevo Herald, The Miami Herald e Diario las Américas, assim como a Radio TV Martí e a WAQI (Radio Mambí) de receber dinheiro para publicar notícias que pudessem influenciar a condenação de supostos espiões cubanos.
Em 2006, investigações do jornal The Miami Herald revelaram que foi enviado dinheiro a dezenas de jornalistas pela emissora Radio/TV Martí para participar de seus programas durante o julgamento.
Em 1998, cinco agentes cubanos foram presos na Flórida (EUA) acusados de conspiração contra o governo norte-americano. À época, Cuba afirmou que a missão deles era de apenas se infiltrar em grupos de dissidentes no estado para descobrir futuros atos de terrorismo.
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EUA já têm acusação pronta contra Assange, revela vazamento do Wikileaks

Executivos da empresa de segurança Stratfor referiram-se ao jornalista australiano como "babaca"
O Wikileaks teve acesso em janeiro do ano passado à caixa de e-mails do vice-presidente da companhia de métodos de espionagem Stratfor e encontrou mensagens que comprovam que os Estados Unidos possuem "uma acusação selada contra Julian Assange".
De acordo com o jornal espanhol Público, o executivo Fred Burton refere-se a Assange em diversos momentos como “babaca” e garante que armazenou todas as publicações do Wikileaks em seus servidores para usá-las em favor da empresa.
Em uma troca de e-mails datada de 26 de janeiro deste ano, Burton reconhece que a justiça norte-americana havia emitido há um mês uma ordem secreta de prisão contra Assange por práticas de espionagem.
Em outras mensagens obtidas pelo Wikileaks e divulgadas pelo Público, é o analista tático Sean Noonan quem atesta os esforços de seu país pela prisão de Assange.
Em uma delas ele se questiona quanto à rapidez com que a Interpol (Polícia Internacional) ordenou a detenção do jornalista. Para Noonan, “as questões de crimes sexuais raramente geram alertas especiais da Interpol”, o que “não deixa dúvidas de que se tenta impedir a publicação dos documentos do governo pelo Wikileaks".
Um dia antes, Chris Farnham, membro da Stratfor na China, diz possuir um amigo próximo da família de uma das jovens que denunciou Assange por estupro. Essa fonte teria assegurado a Farnham que "não há absolutamente nada por trás a não ser procura dos fiscais por um nome”.
Antes do vazamento
Antes mesmo do vazamento dos documentos diplomáticos, Assange já era procurado pela Stratfor. Em junho de 2010, o especialista em segurança Shane Harris entra em contato com Fred Burton para avisar que Assange organizaria uma conferência em Las Vegas e ressalta que "nosso pessoal poderia detê-lo pela suspeita de seu envolvimento com os vazamentos".
"Como estrangeiro, poderíamos revogar seu estatus de turista e deportá-lo. Poderíamos ter uma acusação selada e prendê-lo. Depende do quão avançado é este caso militar", respondeu Burton na ocasião, referindo-se ao processo contra o soldado Bradley Manning, o responsável pelo vazamento de dados da missão norte-americana do Iraque e no Afeganistão. Assange cancelou essa viagem por questões de segurança.
"Descobrir quem são seus cúmplices também é chave. Checar quais trapaceiros infelizes existem dentro do grupo e fora. É preciso levá-lo de um país a outro para que seja obrigado a se defender de acusações pelos próximos 25 anos. Tomar dele tudo o que ele e sua família têm”, chegou a defender Burton.
Antes de ocupar seu cargo atual, Burton foi o responsável pelo departamento de prevenção de práticas terroristas do serviço de segurança diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos. 
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Isso que chamam "jornalismo"

Assistam: o jornalismo da TV Globo e da mídia nacional
As lutas de classes não se detêm às portas dos “jornais”.
Cada dia mais medíocre, mais corrupto e mais servil é isso o que chamam “jornalismo” nas empresas mercantilistas de “notícias” ou “informação”, constitui hoje uma das máquinas de guerra ideológica capitalistas mais degenerada.
Sua degeneração é seu fracasso e ao mesmo tempo sua delação.
Sua própria definição já está distorcida, pois quando deveria servir para orientar a sociedade, na realidade, não passa de um negócio para desorientar.
Não é “jornalismo” a mercantilização da notícia. Ainda que a idéia perversa se tenha instalado de que somente o que vende jornal é a informação e com isto se criou cátedras, pós-graduação e especialidades... Ainda que reine na cabeça de muitos a idéia de que “jornalismo” é a arte mercenária de vender a caneta pelo melhor preço... ainda que prevaleça o critério devocional de quem um jornalista é um comerciante de confiabilidade... E ainda que se martele com a falácia de que o jornalismo é a arte demagógica da “objetividade” burguesa...
O certo é que o que chamam e praticam de “jornalismo” nas empresas, nada mais é, que uma mercadoria submetida às piores leis do capitalismo. E disto sabem muito bem, aqueles que nelas trabalham.
Os fatos que geram a vida social, econômica, política, artística, cultural... A partir de seu motor histórico que é a luta de classes, não podem ser privatizados por nenhuma manobra comercial ainda que esta seja capaz de convertê-los, segundo seus interesses, em “informação” ou “notícia”. Os fatos cotidianos (ocorram quando ocorram) produtos das relações sociais, até hoje divididas em classes, além de requerer registros e análises científicas, exigem capacidade de um relato esclarecedor, criativo e emancipador, para contribuir para elevar o nível da consciência coletiva inclusive na resolução de problemas individuais.
A tarefa de produzir análise e informação jornalística além de ser uma práxis ética cotidiana, deve ser um trabalho organizador para a transformação do mundo.
Assim o exercitou o próprio John Reed (biografia)
Filme sobre John Reed 'Reds' (dublado)
Nas empresas que fizeram da informação uma mercadoria caprichosa e desleal com a verdade, o trabalho dos “jornalistas” foi deformado até a ignomínia da escravidão do pensamento e a exploração de pessoas obrigadas a trair a consciência (individual e coletiva) sobre a realidade.
Vivemos diariamente um desfalque informativo contra todo o senso comum e se humilha a inteligência dos trabalhadores da informação os submetendo aos princípios e fins empresariais a cada dia mais medíocres, corruptos e mafiosos.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) conhece bem esta história.
Nas escolas não são poucas as tendências empenhadas em “formar” mão de obra barata, gentil e acrítica disposta a anular-se, com o disfarce academicista, às condições trabalhistas mais aberrantes em troca de ilusões da fama burguesa, prestígio de mercadores e claro, rentabilidade de cúmplices muito criativos ao ponto de inviabilizar as verdades mais duras, criminalizar àqueles que lutam por emancipar-se e assegurar as vendas dos “informativos”.
Títulos universitários de “jornalista” amasiados com o capitalismo e seus ódios, assim sendo necessário mentir, caluniar ou matar. Para as teles, web, rádios... aos impressos.
Dignificar o trabalho do “jornalista” é uma meta social enorme que não se resolve somente de maneira “gremista”, nem somente com “educação de excelência”, nem somente com “boa vontade”. Trata-se de uma profissão, um ofício e uma tarefa políticas... afundam no pântano da guerra ideológica e na guerra midiática burguesa.
Dignificar a definição e a função de jornalista compreende fatores muito diversos que partem da base concreta de lutar contra o trabalho alienado e contra as condições de insalubridade ideológica extrema em que, sob o capitalismo, se desenvolve.
Dignificar o trabalho jornalístico implica empreender, diariamente, uma revolução de consciência e ação que devolva à produção informativa sua alma socialista e seu poder como ferramenta emancipadora de consciências... implica portanto devolver ao “jornalismo” suas bússolas e suas responsabilidades no caminho da revolução.
Isso implica exigências programáticas, organizativas e disciplinares cuja base é a luta de classes e cuja práxis deve andar ao lado das lutas emancipadoras da classe trabalhadora.
Já basta de que qualquer palhaço capaz de publicar, sob qualquer método e meio, suas canalhices se faça chamar “jornalista” ao custo de degenerar a verdade que é de todos.
Freá-los em seco, implica desenvolvimento científico e político para conquistar um poder profissional e militante capaz de colocar-se ao serviço da classe que emancipará a humanidade. Esse é seu melhor lugar. Isso implica impulsionar escolas novas, estilos novos, sintaxe, comunicação e consciência revolucionárias. Isso implica impulsionar gerações novas de trabalhadores do jornalismo emancipados da lógica do mercado informativo. Nada menos.
Agora que estamos enojados pela desfaçatez e pela impunidade com que exibem suas canalhices de forma onipresente os amos e seus servos “jornalísticos”, temos que nos fortalecer para combatê-los.
Agora que a náusea nos sacode e a irracionalidade do mercado informativo se torna comando golpista e magnicida, no mundo inteiro, é preciso nos organizar de maneira democrática, plural e combativa.
Agora que se desdobram as acometidas mais ferozes das máfias comerciais que vendem “jornais” contra a verdade dos povos em luta e contra suas conquistas mais importantes... nós requeremos a unidade e a ação organizada e a partir da base como causa ética suprema.
Agora que se aliam as máfias midiáticas e formam seu exército de “jornalistas” para nos bombardear com mísseis de injúrias e mentiras...nós devemos fazer do “jornalismo” uma frente rigorosa em seus princípios e adaptável em sua organização para somarmos abertamente a todas as forças da comunicação emancipadora onde se propicie colaboração revolucionária irrestrita. Ao menos.
Assim, isso que chamam “jornalismo” deixará de ser, rapidamente, reduto de farsantes mercenários doentes consuetudinários (fundados no uso, no costume, na prática) da mentira para converterem-se, de uma vez por todas, em ferramenta criativa da verdade a serviço da Revolução.
E já há muitos trabalhadores que avançam nesta rota.
Diariamente.
Dr. Fernando Buen Abad Domínguez, Rebelión/Universidad de la Filosofía/Escuela de Cuadros para la Comunicación Emancipadora
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Mulher dá novo fôlego ao separatismo no País Basco

O País Basco já está se preparando para uma eleição que poderá ser convocada no segundo semestre e os separatistas, a esquerda radical nacionalista ou esquerda "abertzale", estão confiantes como nunca. Um dos motivos é a popularidade de Laura Mintegi, sua candidata a "abertzale" (presidente do governo autônomo), uma conhecida escritora, doutora em psicologia e professora de literatura.
Diferentemente de Arnaldo Otegi, líder separatista que está na cadeia, Mintegi não tem ligação conhecida com o ETA, grupo armado que neste ano pôs fim à sua declinante campanha de violência. Embora Otegi e seus colegas políticos mereçam crédito pela deposição das armas, Mintegi tem mais condições de se eleger.
Sua coalizão, Bildu, ganhou mais assentos do que o PNV, corrente nacionalista tradicional, nas eleições municipais e gerais de 2011. Isto deveu-se, em parte, a uma reação à proibição, que dura uma década, a seu antecessor, o Batasuna, de laços estreitos com o ETA. Essa época acabou, diz ela. "Usar a violência para fins políticos é impensável, absolutamente terminada; queremos viver em paz."
Até mesmo os separatistas bascos tendem a se orgulhar das conquistas de autogoverno e Mintegi não é diferente. "As coisas têm sido feito de uma maneira diferente, aqui", diz ela. "Mas [o modelo] nunca foi suficiente, e agora está esgotado." A crise do euro evidencia as deficiências da autonomia, mesmo ampla, por distanciar o processo decisório das pessoas que afeta e fazer com que o governo de Mariano Rajoy, de centro-direita, limite o poder regional.
"As decisões precisam ser tomadas aqui, e não em Berlim", diz Mintegi. "Se o PP tentar reverter a devolução [do poder à região] isso poderá ser positivo para nós. Eu às vezes digo, brincando, que não precisamos abandonar [a Espanha]; eles vão nos abandonar."
A nova porta-estandarte do separatismo basco percebe que tem diante de si, ao enfrentar o PNV, uma máquina formidável, e admite similaridades entre o programa econômico do Bildu e os socialistas que hoje governam os bascos. Uma coalizão poderá ser uma opção, diz ela.
Indagada sobre se um governo liderado por ela participaria de um pacto nacional para enfrentar a situação emergencial da Espanha, ela diz: "Sim, nós participaríamos disso, porém não se significar mais da mesma coisa. Não podemos admitir que milhares de pessoas estejam sendo lançadas no sucateamento [do desemprego] todos os dias. Isso é obsceno".
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36 anos sem JK – o dom de irradiar esperança que renasceu em Lula

Hoje, 22 de Agosto de 2012, completam-se 36 anos do misterioso acidente automobilístico que matou nosso presidente “Bossa Nova”. Republico uma crônica, escrita em 2009, em que traço um paralelo entre as figuras humanas de JK e Lula, bem como suas conturbadas relações com a imprensa.

O dom de irradiar esperança – JK, Lula e a imprensa

- Não posso deixar de dedicar este artigo, com esta temática política tão especial, ao meu mestre e amigo Gilson Caroni Filho. Assim, faço jus a quem irradiou em mim o gosto por analisar a mídia e o encantamento pelas ciências políticas.
Por Ana Helena Tavares
Inúmeras já foram as vezes que Lula se comparou a JK. “Não acredito em quem não tem objetivos, não tem projetos, não sonha alto. Eu acredito em gente como Juscelino”, declarou Lula a Claudio Bojunga para o livro “JK – O Artista do Impossível”.
Incontáveis são as vezes que Lula é atacado por conta desta comparação. “Quando vejo o Lula se comparar com Deus, todo poderoso, não me importo. Quando o vejo se comparar a Getúlio Vargas, também não dou muita importância. Mas eu realmente saio do sério quando vejo o apedeuta (ignorante, pessoa sem instrução) querer se comparar ao JK.”, já chegaram a dizer em um dos milhões de blogs espalhados pela rede. Ora, por que esta comparação tira tanta gente do sério?
Será então porque JK era médico e Lula largou cedo os estudos regulares? Francamente! Como são apedeutas os que pensam assim! Principalmente aqueles que gostam de se colocar na posição de “deuses”, acima dos “meros mortais”, usando palavras como “apedeuta” e achando que é isso que vai mostrar alguma coisa nessa vida. Senão vejamos… Os EUA que o digam… George Bush ostenta diploma de historiador (vejam isso…) e Abraham Lincoln (considerado um dos maiores presidentes dos EUA) jamais cursou escolas regulares. Será que restam dúvidas de que não é isso que influencia?
Que a ascensão à presidência de uma pessoa como Lula incomoda a muitos, nós sabemos. Só o fato de aquele retirante estar lá no Planalto já enfurece muita gente, é de se entender que fiquem mais enfurecidos ainda quando aquele ousado retirante se compara ao “Dr. JK”. Só que JK ganhou a simpatia da história não porque se achava um “Dr.”, mas pelas vezes que sentou-se numa roda de violão cantando que o “peixe vivo não pode viver fora da água fria”.
Explico-me: talvez ele não tenha sido uma figura de grande carisma em sua época, haja visto que foi certamente um dos presidentes mais surrados pela imprensa e é óbvio que isso levava uma fatia da opinião pública a atacá-lo também. Mas a história o acolheu, não só por todas as realizações de seu governo, mas acredito até que principalmente pela fantástica figura humana que ele era. Títulos como o de “Presidente Bossa Nova” não me deixam mentir. Fenômeno semelhante ocorre com Lula.
Possivelmente, entre as classes mais baixas, Lula tenha um apelo carismático bem maior que o de JK, mas, de um modo geral, ele representa uma “bossa (coisa) nova”. Novidade boa pra quem pensa no futuro do país. Ameaça pras elites conservadoras e antiquadas. Assim era JK. Assim é Lula. Figuras humanas com o dom de irradiar esperança por onde passam. E isso dói nos olhos mais amargos.
Em 2008, durante comemoração pelos 106 anos de JK (caso estivesse vivo), Lula afirmou: “A história, como Deus escreve certo por linhas tortas, precisou de algumas décadas para fazer Justiça ao que representou Kubitschek para o nosso país”. Como aconteceu com JK, restará à história o papel de relatar com fidelidade todos os avanços do governo Lula. E não tenho dúvida de que ela o fará. Isso porque a imprensa que, como me disse em entrevista o jornalista Alberto Dines, deveria ser sinônimo de “história instantânea”, infelizmente, tem jogado no lixo essa nobre função.
Curioso e interessante contar que, pouco depois do encerramento de seu mandato como presidente da República, na noite de 21 de janeiro de 1961, JK foi recebido com toda pompa e circunstância na sede da ABI por aquela mesma imprensa que havia passado cinco anos bombardeando seu governo e seu caráter e que, naquela ocasião, oferecia em sua homenagem um farto banquete.
Na “Revista Brasileira de História” há um vasto estudo sobre o assunto, realizado pela cientista política Flávia Biroli, intitulado “Liberdade de Imprensa: margens e definições para a democracia durante o governo de JK”. No estudo, verificamos que era uma relação problemática, porém, pacífica. Ou seja, se a imprensa criticava de forma tão dura é porque tinha liberdade pra isso. O título de uma das matérias que, na época, cobriu o evento ao qual JK foi à ABI dizia: “O adeus com mágoa de JK”. Ao mesmo tempo, porém, naquele final de governo, os jornalistas pareciam profundamente agradecidos por aqueles anos de liberdade.
Sentimento resumido nas palavras de Herbert Moses, então presidente da ABI, que fez mea-culpa, assumindo excessos, exageros e injustiças da imprensa: “O governo Kubitschek não foi apenas um período de trabalho intenso, de dinamismo administrativo, de desenvolvimento apaixonado: foi também o governo em que a imprensa pôde usar mais livremente os seus direitos. A imprensa opinou livremente, informou livremente, criticou livremente. Muitas críticas teriam sido exageradas, muitas excessivas, muitas injustas, com certeza. Mas exageradas ou excessivas ou injustas, puderam ser formuladas, tiveram livre curso, não tiveram sanções.”
Fico imaginando um banquete desses, ao final do governo Lula, e acho que, de ambos os lados, os sentimentos não se fariam diferentes. Lula tem uma centena de motivos totalmente palpáveis pra se dizer magoado com a imprensa. A imprensa, por sua vez, não tem um motivo sequer pra reclamar de Lula quanto a qualquer tipo de censura. Seria no mínimo interessante um banquete desses reunindo Civitas, Frias e Marinhos… Haja mea-culpa!
O grande mérito de quem é ofendido está em não perder a cabeça. Temos aí mais um ponto em comum entre os dois presidentes. Certa vez, Lula disse: “Poucos políticos foram tão achincalhados, tão agredidos verbalmente, tão ofendidos como Juscelino Kubitschek. Entretanto, esse homem nunca levantou a voz nem perdeu a responsabilidade com o país.”
Quem não enxerga a responsabilidade de Lula com o Brasil, que o julga um aventureiro, oportunista, ou coisas do tipo, só pode ser cego. “Devemos seguir o exemplo de Juscelino Kubitschek, que soube transformar seus sonhos em conquistas e benefícios para o Brasil.”, disse Lula em almoço oferecido ao primeiro-ministro da República Tcheca, em Março de 2006. Essas não são palavras ao vento. O espírito empreendedor de JK está sim presente no presidente Lula. Transformar sonhos em realidade faz parte de sua história de vida. É claro que com o seu governo não iria ser diferente.
Eu poderia listar aqui todo o sem número de avanços do governo Lula e comentar cada um deles, mas não é essa a proposta. Em meados do ano passado, ao comentar um deles, Lula, mais uma vez, lembrou-se de JK: “Juscelino Kubitschek, lá de cima, estará rindo pelo que está acontecendo com a indústria naval brasileira.” Arrisco-me a dizer que ele está rindo à toa desde janeiro de 2003.
Não vivemos no país dos sonhos? É claro que não! Mas a enorme confiança que Lula gerou no povo, apesar de a imprensa não cumprir satisfatoriamente seu papel de bem informar, além de tornar visíveis as inúmeras realizações de seu governo, mostra que nenhum outro presidente representou tão bem quanto ele um dos lemas que JK repetia com mais fervor: “Política para mim é esperança”.
Por isso, se eu pudesse falar com Lula, diria: Eu também “não acredito em quem não tem objetivos, não tem projetos, não sonha alto.” Eu acredito em gente como você!
11 de Junho de 2009,
Ana Helena Tavares
P.S. Herbert Moses dizia-se agradecido por aqueles anos em que o governo não havia censurado nenhuma das tantas críticas tão negativas feitas pela imprensa. Muitas injustas, como ele próprio assumiu, tecendo suas desculpas públicas a JK. O problema é quando, na hora de elogiar, a grande imprensa, vendida a interesses mesquinhos, censura-se a si mesma. Periga ter que pedir desculpas à liberdade sem a qual ela não vive e a qual ela própria tolhe. Aí é crise de identidade. Talvez já acontecesse também naquela época…
No Quem tem medo da democracia?
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O interesse da China na África

A proximidade dos chineses com o continente africano não vem de agora. É claro que, num mundo em que produção e consumo acontecem de forma acelerada, os recursos naturais existentes na África são vistos como muito bons olhos para sustentar o incessante ritmo de crescimento da economia do Dragão Asiático.
No decorrer da última década esses laços se estreitaram. Políticas de cooperação foram firmadas visando atender os interesses de ambos os lados. A necessidade chinesa por matérias-primas e o anseio africano de fomentar seu desenvolvimento, abandonando de vez os tempos de atraso decorrentes de séculos de expropriação em que não recebia nada em troca por suas riquezas, fortalecem uma parceria que tem incomodado muita gente grande.
Como nem tudo é perfeito, esse intercâmbio ainda acontece de forma desigual. Enquanto a China importa maciças quantidades de bens primários, como petróleo e gás natural, as nações africanas recebem máquinas e equipamentos. Mas isso não basta. Mesmo com todas diferenças étnicas e culturais (desde quando os europeus tinham afinidades com os nativos que tanto consideravam inferiores?), tudo é uma questão de negócios.
E é justamente por não querer entrar em desvantagem, calejados por tanta falsa cortesia ou pela dor do mais puro açoite, o grande desejo dos países africanos é que ocorram duas coisas, tanto simples quanto básicas: transferência de conhecimento e pesados investimentos em infraestrutura.
Reforçando tudo o que disse acima, encontrei uma interessante matéria publicada no portal Deustche Welle que ilustra de forma bem elucidativa essa relação de reciprocidade entre africanos e asiáticos.
África busca estratégia para parceria mais vantajosa com a China
Chineses anunciam 20 bilhões de dólares em investimentos na África, reafirmando interesse nas matérias-primas do continente. Africanos precisam definir quais vantagens querem da parceria, como transferência de know how.
Gigantescas reservas de alumínio e de minério de ferro ainda repousam debaixo da terra em Guiné, no oeste africano. Os parcos recursos e a falta de infraestrutura impedem o país de explorar melhor suas matérias-primas. Os chineses estão mudando esse quadro, segundo Amara Camara, embaixador da Guiné na França.
"A China é um grande parceiro nosso, que nos acompanha em nossos projetos de mineração", explicou Camara em entrevista à Deutsche Welle. Os chineses também estão construindo uma usina hidrelétrica em Kaleta que com suas três poderosas turbinas deverá resolver os problemas de eletricidade do país a partir de 2015.
Guiné é apenas um exemplo da participação chinesa em diversas áreas na África. Já há algum tempo, há engenheiros chineses em Angola, África do Sul e Nigéria. Também em regiões remotas do continente eles estão construindo estradas e barragens e abrindo túneis em minas. Obras estas financiadas com recursos de Pequim.
Combustível para as máquinas
O especialista em economia africana e ex-primeiro-ministro da República Centro-Africana Martin Ziguélé não se surpreende com a ambição chinesa de duplicar seus investimentos na África. Novas obras de infraestrutura e empreendimentos econômicos no continente deverão receber 20 bilhões de euros de Pequim nos próximos três anos. Segundo ele, a China está atrás de matérias-primas e de mercados para sua produção.
Ziguélé destaca que, como a economia chinesa anda bastante aquecida, ela precisa de combustível novo para continuar funcionando, como uma máquina a vapor. "Por isso os chineses estão se transferindo para a África, em busca de matérias-primas", avalia.
É exatamente isso que vem preocupando muitos africanos. Críticos afirmam que, antes de mais nada, a China está interessada na matéria-prima, e não em um verdadeiro crescimento econômico do continente. E, para crescer, a África precisaria mais do que exportar minérios, petróleo e diamantes.
Ziguelé afirma que o verdadeiro desafio dos africanos é promover a manufatura deste material e a exportação dos produtos prontos. "Primeiramente, é necessária a transferência do conhecimento, para que possa existir uma classe média na África e que seja o motor desse desenvolvimento econômico", diz o especialista, concluindo que só assim é possível haver um crescimento a longo prazo.
Matéria-prima x know how
Durante a Cúpula China-África, em Pequim, o presidente chinês, Hu Jintao, anunciou que seu país tem sim essa preocupação. Segundo ele, centenas de enfermeiros e profissionais africanos de outras áreas receberão qualificação. Também serão distribuídas 18 mil bolsas para estudantes africanos. Críticos, no entanto, afirmam que com isso Pequim pretende assegurar sua influência e seu poder sobre a futura elite, a fim de manter alimentada sua fome por matérias-primas.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, pediu cautela em seu pronunciamento na cúpula. "A experiência com as relações econômicas com a Europa nos ensina isso", afirmou Zuma. Segundo ele, não se pode repetir os erros cometidos no período colonial, pois relações comerciais desiguais não serão toleráveis por muito tempo.
Por isso faz-se finalmente necessária uma verdadeira estratégia dos países africanos frente à China, afirma o cientista político senegalês Alioune Badara Fall. "Não se pode acusar os chineses de terem construído uma relação com a África", diz Fall. Mas os países africanos precisariam desenvolver uma estratégia para lucrar a partir destes créditos e investimentos, sem precisarem "vender a alma" para isso.
"Como deve ser tal estratégia? De qualquer maneira os governos africanos precisariam pressionar para que a China não apenas explore matéria-prima, mas também invista fortemente na indústria da manufatura", diz Fall.
Aumento da autoconfiança
Amara Camara aposta na hidrelétrica de Kaleta, que deve ficar pronta em 2015. Com a eletricidade que será gerada, Guiné conseguirá finalmente produzir ela mesma alumínio, em vez de apenas enviar bauxita para terras chinesas. Uma das perguntas é se a China permitirá isso. "Não vivemos mais nos anos 1960. A África está na situação de ela mesma decidir como quer investir seu dinheiro", defende Camara. Ele ressalta que, como qualquer outro país, a China corre atrás de seus interesses. "Mas esses interesses também precisam estar em concordância com os nossos".
Ibrahim Tounkara, Ebinda Abilinda (msb)
No Geografia e tal
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Lewandowski desafia Joaquim Barbosa no par ou ímpar

Lewandowski desafia Joaquim Barbosa no par ou ímpar
Na modalidade esgrima, analistas jurídico-esportivos consultados pelo piauí Herald dão vitória certa para Barbosa. “Ele é bom nisso. Se resolver fatiar o Lewandowski como fatiou o seu voto no julgamento, sai de baixo.”
ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA – Depois do ouro olímpico, o pentatlo – essa prova que incendeia a plateia no Brasil – começa a viver momentos de glória em Brasília. A capital federal amanheceu em clima de forte expectativa pelo enfrentamento entre o revisor e o relator do julgamento do mensalão no STF. Desafiado por Ricardo Lewandowski para um duelo de par ou ímpar, a ser decidido numa melhor de sete, Joaquim Barbosa reagiu com virulência, dizendo que a proposta lhe causava espécie. Reivindicou que os dois medissem suas forças em modalidades "menos arbitrárias, como convém a um juiz do Supremo". "Mas salto com vara não dá. Tem muito vento", explicou Barbosa, fazendo careta de dor com a mão nas cadeiras.
Seguindo a contraproposta do relator, aprovada por unanimidade pelo STF, os ministros se enfrentarão no sumô, na ginástica artística, na bolinha de gude, no truco e na amarelinha. "Eu preferia um vale-tudo, sem hipocrisia, mas o cinismo venceu mais uma vez", desabafou Gilmar Mendes.
José Serra soltou uma nota: "Esse pentlato é uma manobra olímpico-diversionista para desviar a atenção do mensalão".
Lula, por sua vez, também reclamou: "De truco ninguém entende mais neste país. Deviam fazer um logo um torneio com convidados no STF. Eu ia engolir todos eles", disse.
Perguntada sobre a disputa, a presidente Dilma respondeu com uma única frase: "Imagina só na Olimpíada".
A modalidade que encerra o supremo desafio – o duelo à moda do faroeste – é considerada a grande incógnita pelos especialistas. “Barbosa é conhecido por atirar em todas as direções, mas nem sempre prima pela pontaria”, avaliou um jurista. Mas o campeão do STF nessa modalidade é outro. “Nessa prova ninguém ganha do Gilmar Mendes”.
No The i-Piauí Herald
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Para a Forbes, Dilma é a terceira mulher mais poderosa


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São Paulo cansou de prefeitos de meio mandato

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África do Sul: Assassino de líder racista condenado a prisão perpétua

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Charge online - Bessinha - # 1414

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#RedePT13



PT lança Rede Social com foco na participação em campanhas e governos


Ferramenta interativa permite elaboração de plano de governo colaborativo, debates e agendamento de eventos 
O PT divulga sua plataforma de interação social denominada governando.com.pt cujo nome, também dá origem ao site em que a mesma poderá ser acessada. 
O governando.com.pt é uma ferramenta que integra a experiência e as funcionalidades de uma rede social para que todos os brasileiros possam participar e propor discussões políticas ao partido e seus apoiadores. 
Por meio das diversas ferramentas disponíveis na plataforma – entre elas fóruns, discussões sobre plano de Governo, publicação de fotos, músicas, artigos, criação de manifestos (abaixo assinado), marcação de eventos, páginas de projeto e blogs pessoais – o usuário passa a integrar a ferramenta de inclusão política no Brasil. 
Os políticos e militantes do PT, também passam a ter um ponto de encontro digital para o debate político, legislativo e executivo. O governando.com.pt , desenvolvido em parceria com o IdeaValley & IdeaLabs, é uma das mais importante iniciativas relacionadas com as metas de um governo transparente e democrático, onde todos podem debater seus principais temas, dentro de uma linha do tempo, a exemplo das principais redes sociais existentes na internet. 
A similaridade com outras redes sociais também dispensa a necessidade de aprendizado para o uso da nova ferramenta: ou seja, a experiência que os internautas já têm nas redes sociais poderá ser associada ao governando.com,pt. Em termos de integração com outras plataformas, o governando.com.pt permite importar seus álbuns de fotos do facebook, publicar simultaneamente conteúdo, tanto em sua linha do tempo principal, quanto na linha do tempo da sua conta no facebook ou twitter. 
Além disso, a ferramenta está habilitada para uso nos dispositivos celulares. Entre as metas do governando.com.pt está a inclusão de uma página para todo político filiado ao PT, bem como um fórum para construção colaborativa de plano de governo dos que possuem mandato, criando assim uma memória eterna sobre temas, debates e ações participativas.
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Nossas estranhas regras eleitorais

Foi dada a partida!
De ontem até 7 de outubro, quando se realizarão as eleições municipais, os moradores das principais cidades brasileiras começaram a receber a segunda dose do tratamento a que são submetidos a cada quatro anos.
Naquelas onde a eleição de prefeito não se decidir, eles ainda vão passar pela terceira fase da terapia, que irá até o último domingo de outubro, no segundo turno.
É um tratamento estranho, que combina privação e excesso. No início, tenta-se evitar que tenham acesso a qualquer informação. No final, abrem-se as comportas e toneladas de comunicação eleitoral são despejadas sobre eles.
Uma terapêutica assim não pode ser boa e, de fato, em nada ajuda na formação e consolidação de uma cultura democrática. Ao contrário, deseduca e difunde maus hábitos.
É difícil explicar como surgiu a ideia de que é melhor retardar ao máximo as campanhas eleitorais. Que é preferível que só sejam liberadas tarde, às vésperas da eleição.
Essa, no entanto, é a regra que prevalece no Brasil. Qualquer esforço de comunicação com teor eleitoral feito por partidos e candidatos antes dos últimos 90 dias é reprimido. Somente se permite que falem "para dentro".
Tolera-se, por exemplo, a propaganda de candidaturas às prévias partidárias — desde que dirigida exclusivamente aos filiados. Aceita-se o debate das plataformas programáticas com que os partidos pretendem concorrer — desde que em recinto fechado.
É como se fosse um pecado mortal que o cidadão ficasse sabendo o que os candidatos e partidos pensam fazer na eleição.
Quem transgride a norma pode ser castigado com punições e multas. Como as centenas de condenações por "propaganda antecipada" que a Justiça Eleitoral distribui a torto e a direito.
E os que teimam em querer falar com os eleitores "antes da hora" correm o risco de perder o registro da candidatura.
A primeira metade dos 90 dias finais é um hiato que dura seis semanas. Nele, fingimos que "a eleição começou", pois são autorizados carros de som, comitês e panfletos. Mas não é verdade, como mostram as pesquisas de intenção de voto. Salvo exceções em uma ou outra cidade, nada acontece. Tudo permanece congelado.
Aí, o mundo muda subitamente. Nas seis últimas semanas, os eleitores das cidades onde há emissoras de televisão e rádio passam a receber quantidades maciças de comunicação.
A cada dia, em cada emissora, uma hora e meia de propaganda eleitoral. Por semana, nove horas e meia.
Os grandes beneficiários são os candidatos a prefeito, que ficam com a fatia do leão desse precioso tempo: seis horas e meia. Normalmente, não são mais do que seis ou sete em cada cidade, dos quais não mais que três ou quatro competitivos. Os imensos exércitos dos candidatos a vereador — que passam do milhar nas cidades maiores — ficam com as outras três horas.
Uns têm tempo de sobra, os outros tão pouco que mal conseguem exibir suas bizarrices.
Ontem começaram as inserções, hoje os programas dos candidatos a prefeito. Para a vasta maioria dos eleitores, é quando é dada, de fato, a largada da eleição.
Estão errados os americanos, que têm campanhas que se iniciam um ano e meio antes da eleição?
Certos estamos nós? É bom para a democracia que os eleitores sejam bombardeados de informação durante poucas semanas — do jornalismo que dá destaque ao tema apenas na reta final, às horas de propaganda "gratuita", aos debates que se multiplicam em cada emissora, às dezenas de pesquisas que são divulgadas uma após a outra?
Alguém acha que decisões eleitorais tomadas nessas condições e na última hora são melhores?
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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O Feijão e o Sonho

Amigo de verdade é aquele que avisa quando tem feijão no dente !!!
Como o sujeito não tem amigos nem no partido dele, DÁ NISSO !!!

O perito Molina diria que se trata de cabelo do saco do Feijão.  
SERRA DESABA !!!
SERRA É UMA VERGONHA !!!
No PTrem das Treze
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A possibilidade do segundo turno sem Serra

“Até algum tempo atrás, especialistas trabalhavam com duas hipóteses para as eleições paulistanas:
  1. José Serra no segundo turno.
  2. Favoritismo do candidato que concorresse com Serra, devido aos seus índices de rejeição.
Agora tem-se um novo quadro: Russomano tomando a ponta; a rejeição a Serra aumentando a cada pesquisa; ainda grande desconhecimento sobre o candidato Fernando Haddad.
Agora, mudam as dúvidas. Entra-se no horário gratuito com dois efeitos sobre os candidatos:
  1. Beneficia Fernando Haddad, até agora desconhecido dos eleitores. O horário será importante para colar nele as imagens de Lula e Dilma.
  2. Prejudica José Serra. Por mais que os marqueteiros cometam malabarismos, não haverá como não expor o candidato aos eleitores. E, devido à campanha extremamente pesada e desgastante de 2010, a imagem de Serra ficou saturada. Seu rosto, fala, tiques, ampliarão o índice de rejeição.
Em cima desses dois fatores, montam-se cenários cujo desfecho dependerá fundamentalmente da capacidade da candidatura Haddad ganhar fôlego nas próximas semanas.
A partir dessa incógnita, há três cenários possíveis:
  1. Haddad cresce e o eleitor o identifica com o “novo” – sentimento que hoje beneficia Russomano. Nesse caso murcharia o balão Russomano, Serra continua estacionado nos seus vinte e poucos por cento e o segundo turno seria com Haddad.
  2. Haddad não consegue deslanchar. Nesse cenário, segundo turno entre Russomano e Serra.
  3. Cenário bastante possível e impensável meses atrás: Serra fora do segundo turno. Uma desidratação de sua candidatura poderia provocar uma debandada do antipetismo em direção a Russomano, ao mesmo tempo transformando Haddad na esperança da classe média contra o aventureirismo de Russomano.
Nas eleições paulistanas, ocorrerá muito o fator onda: a opinião pública pulando para um candidato ou saltando fora de outro, devido à indiferenciação entre os partidos. A campanha de Serra agiu de modo inteligente escondendo o candidato até agora, na medida do possível, sabendo que cada aparição de Serra aumentaria seus índices de rejeição.
Mesmo assim, a rejeição continuou aumentando.
Há muitas possibilidades em jogo, mas apenas uma certeza: daqui para frente, cada dia a mais de campanha será sempre de menos para Serra."
Luis Nassif
No Blog do Saraiva
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