15 de ago de 2012

Denúncia: Flagrante da "Social Democracia" tucana

A imagem abaixo flagra o crime eleitoral praticado pela campanha do candidato mentiroso do PSDB à prefeitura de São Paulo. Uma Kombi da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo sendo utilizada na campanha do Serróquio.
No Mídia Caricata
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Direita venezuelana planeja golpe midiático nas eleições de outubro

Eleições na Venezuela são alvo de tramóia da direita, segundo denúncia
O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, denunciou nesta quarta-feira que a oposição venezuelana tem planejado anunciar seus resultados das eleições presidenciais, previstas para 7 de outubro, antes que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). [a justiça eleitoral daquele país]
– A direita tem uma estrutura (de mídia) para anunciar ao mundo resultados eleitorais antes que o CNE, porque não vão aceitar os resultados oficiais – expressou o dirigente no programa Toda Venezuela, transmitido por Venezueana de Televisão.
Cabello informou que a direita tem mais de 200 mil pessoas prontas para aparecer e dar esses resultados das presidencias, além de perguntar “O que estão querendo (fazer)?”.
Disse que a carta que a direita venezuelana jogará será desconhecer os verdadeiros resultados eleitorais, por isso vem insistindo em não reconhecer nem publicar na grande imprensa privada os números das pesquisas, dizendo apenas que pode estar dando um empate técnico. O dirigente considerou que a tendência a favor de Chávez é irreversível e a poucos dias para as eleições é difícil mudar esta vantagem. Diretores das empresas de opinião insistem em que a única maneira de revertê-la é que ocorra algum desastre ou ataque terrorista.
– Algumas pessoas têm escrito que pouquíssimos setores da oposição pensam nisto e eu tenho minhas dúvidas – afirmou.
Não obstante, Cabello disse que o povo venezuelano tem clareza de que o que ocorrerá em 7 de outubro é a vitória de Hugo Chávez.
No Correio do Brasil
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Collor denuncia Roberto Gurgel na CPMI e volta a atacar Grupo Abril

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Reino Unido: Podemos prender Assange dentro da embaixada

Policiais britânicos vigiam a embaixada do Equador em Londres
Policiais britânicos vigiam a embaixada do Equador em Londres
Por carta, governo britânico ameaça usar lei de 1987 para entrar na embaixada do Equador; em entrevista porta-voz do WikiLeaks classifica ação como "bullying"
Em uma carta enviada nesta quarta-feira ao Ministério do Exterior do Equador, o governo britânico deixou claro que não permitirá que o fundador do WikiLeaks Julian Assange deixe a embaixada, mesmo se conseguir asilo político no país latinoamericano – e que está preparado para tomar medidas drásticas para extraditar o australiano. Por volta da meia-noite desta quarta-feira, horário britânico, um grupo de policiais londrinos se concentra em frente a embaixada onde Assange se encontra desde junho, quando pediu asilo político.
O comunicado oficial, divulgado pelo ministro do exterior equatoriano Ricardo Patiño  – que o classificou como “uma ameaça explícita” –  afirma que “em caso de receber uma petição de salvo-conduto para o Sr. Assange, depois do asilo ser concedido, esta será negada, de acordo com as nossas obrigações legais”.
“Devemos reiterar que consideramos que o uso contínuo de instalações diplomáticas feito desta maneira é incompatível com a Convenção de Viena e insustentável, e que já deixamos claro as sérias implicações disso para nossas relações diplomáticas. Vocês devem estar cientes de que há base legal no Reino Unido – Lei sobre Instalações Diplomáticas e Consulares de 1987 (Diplomatic and Consular Premises Act 1987) – que nos permitiria tomar ações para prender o Sr. Assange nas próprias instalações da Embaixada”, diz a carta.
“Sinceramente esperamos não ter que chegar a esse ponto, mas se vocês não podem resolver o assunto da presença do Sr. Assange em suas instalações, esta possibilidade se abre para nós”.
A carta foi enviada após o Guardian publicar declarações anônimas de fontes governamentais do Equador dizendo que o presidente Rafael Corrêa havia decidido conceder asilo político a Assange.
Em uma conferência de imprensa chamada na noite de quarta-feira, o ministro Patiño afirmou que “O Equador rejeita nos termos mais enfáticos” a ameaça britânica “de que eles podem invadir a nossa embaixada em Londres se não entregarmos Julian Assange”.
Segundo ele, isso seria uma atitude “imprópria para um país democrático, civilizado e que cumpre a lei”. “Se a medida anunciada pela comunicação oficial britânica for levada a cabo, será interpretada pelo Equador como uma ação inaceitável, não-amigável e hostil e como um ataque à nossa soberania. Isto nos forçaria a responder”, disse o ministro. “Não somos uma colônia britânica”.
“Bullying”
A carta do Reino Unido começa em tom de surpresa: “Estamos conscientes das, e surpreendidos pelas, reportagens nos meios de comunicação, nas últimas 24h, dizendo que o Equador estaria prestes a tomar a decisão de conceder asilo político ao Sr. Assange”. Segundo a carta, uma reunião entre representantes diplomáticos dos dois países estaria marcada para quinta-feira, dia 16: “Dadas as declarações feitas ontem, em Quito, sobre uma decisão iminente, devemos assumir que esta reunião será a última para acordar um texto conjunto?”, pergunta a carta.
“Como já dissemos anteriormente, devemos cumprir com nossas obrigações legais de acordo com a decisão relativa à Ordem de Prisão Europeia e à Lei de Extradição de 2003 (Extradiction Act 2003), de prender o Sr. Assange e extraditá-lo à Suécia. Seguimos comprometidos em trabalhar com vocês, amigavelmente, para resolver este assunto. Mas devemos ser absolutamente claros ao dizer que isso significa que em caso de receber uma petição de salvoconduto para o Sr. Assange, depois do asilo ser concedido, esta será negada, de acordo com as nossas obrigações legais”.
Em entrevista à Pública, o porta-voz do WikiLeaks Kristinn Hrafnsson diz ser compreensível que o governo equatoriano tenha respondidos em termos tão fortes à carta. “É uma ação de bullying contra uma nação soberana”, diz ele. Segundo ele, a avaliação do WikiLeaks é que a Lei sobre Instalações Diplomáticas e Consulares de 1987 não dá diretro ao Reino Unido para invadir uma embaixada. “É uma atitude surpreendente que esta ameaça seja enviada pouco antes do Equador anunciar a sua decisão. Estão obviamente tentando influenciar na decisão do governo de Correa”, disse.
“Eu espero que as autoridades britânicas baixem o tom destas ameaças e negociem com as autoridades equatorianas, parece ser o melhor a fazer”, diz Hrafnsson.
O governo equatoriano deve anunciar a sua decisão sobre o caso Assange nesta quinta-feira. Assange teve seu pedido de extradição à Suécia, onde é investigado por crimes sexuais, referendado pela Corte Suprema britânica em junho. Desde então, ele está na embaixada do Equador pedindo asilo político no país.
No Pública
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Quem é a oposição no RS?

Já que a Página 10 da Zero Hora anda triste com a incompetência da oposição ao governo gaúcho, decidiu assumir o papel ela mesma.
No Somos andando
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Charge online - Bessinha - # 1401

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França: Igreja católica divulga carta contra casamento homossexual

A igreja católica francesa aproveitou o dia da Festa da Assunção para divulgar um texto de oposição aos casamento homossexuais.
No programa do governo francês está prevista a legalização do casamento homossexual e da adoção por casais homossexuais.
A carta foi lida na maioria dos serviços religiosos do país.
"...Que as crianças e os jovens deixem de ser objetos dos desejos e conflitos dos adultos, e beneficiem plenamente do amor de um pai e de uma mãe..." lê-se num extrato da missiva.
Apanhados nesta polémica estão os homossexuais católicos, que lutam pela evolução da religião que perfilham.
"Defendo que haja tolerância para com os casais homossexuais, mas creio não ser necessário chegar ao casamento", disse um parisiense.
"Tenho amigos homossexuais que têm filhos e estes vivem muito bem com a situação e estão bem acompanhados", afirmou uma mulher.
"Considero que o que há de melhor para uma criança é um pai e uma mãe, mas isso não significa que os homossexuais sejam rejeitados da igreja", sublinhou uma jovem.
Segundo uma pesquisa recentemente publicada, 65 por cento dos franceses é favorável ao casamento homossexual, e 53 por cento é favorável à adoção.
O casamento homossexual já é legal em vários países europeus, incluindo Portugal e Espanha, profundamente católicos.
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Romário responde a Lauro Jardim e Veja

Verba de gabinete

Romário: o comentarista da Record
Romário anunciou no Twitter que abriria mão do salário de deputado para ser comentarista da Record durante as Olimpíadas.
Até aí, beleza. A verba de gabinete, no entanto, continuou sendo usada a ponto de conquistar o título de maior gastador dos recursos entre os deputados fluminenses. Aos números:em julho, Romário gastou 28 700 reais em verba de gabinete – sendo 21 000 reais só de divulgação da atividade parlamentar.
Por Lauro Jardim
* * * 

A resposta de Romário

Depois de tecer duras críticas ao técnico Mano Menezes Depois de tecer duras críticas ao técnico Mano Menezes pelo mau desempenho da seleção brasileira na final dos Jogos Olímpicos de Londres, Romário, ex-jogador de futebol e deputado federal pelo PSB do Rio de Janeiro, usou sua conta do Twitter para rebater uma matéria divulgada no site da revista Veja nesta quarta-feira 15.
“É mais uma dessas matérias que eles acreditam que realmente estão denegrindo minha imagem”, escreveu.
E completou: “É uma revista que não tem a mínima credibilidade, depois de tudo que nós sabemos das últimas matérias sobre política e outros nos últimos anos. Em outras palavras, uma revista de m**”.
A nota, publicada no blog do jornalista Lauro Jardim, falava sobre o fato de Romário ter anunciado em sua conta do microblog que não abriria mão do seu salário de deputado durante o tempo em que trabalhou como comentarista das Olimpíadas na TV Record.
Jardim disse que, apesar disso, o ex-jogador continua com o título de “maior gastador dos recursos do gabinete entre os deputados fluminenses”.
“Em relação ao jornalista Lauro Jardim, não é sério, é mentiroso, sensacionalista e está achando que irá aparecer às minhas custas. Um babaca como esse teria que divulgar as coisas positivas que venho fazendo em meu mandato. Sobre isso nunca escreveu uma linha”, concluiu.
romário twitter revista veja
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O casal 20

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Charge online - Bessinha - # 1400

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Novas concessões para operar infraestrutura chegam em boa hora

O país precisa realmente de investimentos, sua logística esta sobrecarregada e o Plano Nacional de Logística: Rodovias e Ferrovias não podia e não devia mesmo atrasar. A hora é agora. Até porque continuamos a crescer e precisamos, além de logística muito melhor e de custos menores para competir num mundo cada vez mais difícil, onde vigoram juros negativos, câmbios administrados, protecionismo e a demanda está em queda.
Este Plano Nacional de Logística: Rodovias e Ferrovias, prova mais uma vez que o governo está atento, agindo e criando as condições para uma retomada já em 2013 do crescimento acima de 4% e em condições melhores. Tudo é feito nesse sentido de alcançarmos, a partir do ano que vem, índices de aumento do PIB maiores que os perseguidos pelo governo este ano (por volta dos 3%), mas que algumas áreas oficiais, o mercado, e organismos internacionais prevêem que ficará em pouco mais de 2%.
Agora, preparemo-nos para as costumeiras manipulações da oposição, que virá aí com sua velha cantilena de sempre de que os governos do PT criticam, mas fazem as mesmas privatizações feitas nos governos deles naqueles oito anos de FHC (1995-2002).

Plano não tem nada a ver com privatização nem com privataria

Percebem que o jogo, a manipulação e o estabelecimento da confusão é interessante para eles? Porque se envergonham e de quatro em quatro anos, a cada campanha presidencial, sequer assumem que privatizaram e tremem de medo de tratar do assunto...
Mas, as concessões lançadas hoje e as feitas nos dois governos Lula (2003-2010) não tem nada a ver com privatização e muito menos privataria, com aquela promovida pelos governos do PSDB. Até porque, dentre várias outras, há uma diferença fundamental.
Estas concessões dos governos do PT não vendem patrimônio. Ao contrário da privatização dos tucanos, pela qual entregavam o patrimônio nacional na bacia das almas, as concessões de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e demais do PT não são venda, são concessões - insisto - ao término das quais (25 ou 30 anos) são renovadas ou o patrimônio volta à União.

Onde estão o DNIT e a ANTT?

Agora, mesmo com o lançamento do plano hoje, nem tudo é festa. É da maior gravidade a denúncia trazida pela Folha de S.Paulo: o último grande pacote de concessões de rodovias, licitado em 2007 e contratos assinados em 2008 para investimentos de R$ 945 milhões (R$ 1,2 bilhão em valores atualizados) em 270 km de obras de duplicação e construção de estradas teve até agora pouco mais de 10% cumprido.
Pelo levantamento do jornal, essas obras deveriam estar concluídas até o início de 2013, mas nenhuma ficará pronta no prazo. Até fevereiro pp., apenas pouco mais de R$ 100 milhões haviam sido gastos nos projetos.
Onde estão o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que não acompanharam, não viram, não cobram, estabelecem multas, punem e resolvem isto? Há algo de muito errado em tudo isso...
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Brasil vai saldar dívida de décadas de atraso em investimentos em logística, afirma Dilma


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A mensagem de um cidadão de Israel ao povo do Irã

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Fernando Haddad em entrevista a radio

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Morre aos 87 anos o flautista Altamiro Carrilho


Morreu nesta quarta-feira no Rio de Janeiro aos 87 anos o músico Altamiro Carrilho, ele lutava contra um câncer de pulmão. Natural de Santo Antônio de Pádua, o flautista iníciou no mundo da música muito cedo. A partir dos anos 70, ele foi bastante requisitdo para tocar com cantores da MPB em shows e também em gravações de CD.
Além de flautista, o músico também era compositor. Ele chegou a compor mais de 200 canções.
Altamiro se apresentou em maio na capital federal. O músico participou do projeto Meu caro amigo Chico Buarque do Clube do Choro. Foram três dias de apresentações. Na época, uma das fundadoras do Clube do Choro elogiou o flautista. “Não tenho dúvida que, depois de Pixinguinha, Altamiro Carrilho foi o melhor flautista que ouvi. Ultimamente, tenho voltado aos discos dele e fico impressionada com a técnica que criou para tocar o instrumento”, afirmou Dolores Tomé.
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Bond Caneta, O Espião que Entrou Numa Fria

Policarpo Júnior, o PJ, confessa que participava pessoalmente das ações de espionagem de Cachoeira e Molina autenticava as gravações
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Gostaria de refazer minha pergunta.
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Pois não.
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Via de regra, quem repassava essas fitas para o senhor?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Ele mesmo, o Sr. Carlos Cachoeira.
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Onde eram repassadas? Em que local? De que forma?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Deixa eu ver aqui. Foram várias ocasiões. A gente se encontrou… Precisamente essa fita que interessa, que foi a dos 4 milhões, me foi passada no Hotel Meliá, Brasília, onde ele estava hospedado e onde a gente se encontrou nesse dia.A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Só foram os dois, o senhor e ele?
O SR. POLLICARPO JÚNIOR – E o Alexandre Chaves.
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – O Alexandre Chaves.
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Isso.
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Só para encerrar, o senhor alguma vez chegou às proximidades da casa do Deputado André Luiz, ficando no aguardo da entrega das fitas?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Cheguei, sim. Não no aguardo da fita exatamente, mas eles me informaram que naquele dia – eu não saberia precisar qual agora – haveria um encontro, e ainda estava na fase muito inicial, foi posterior a essa primeira conversa. Então, estava me cercando de todos os cuidados ali para saber se a história era verídica ou se tinha alguma outra coisa por trás. E pedi para que, no dia em que houvesse o encontro, me avisassem porque eu queria ver a chegada.
E, nesse dia em que houve o encontro no restaurante, às 11h da noite, efetivamente, houve o encontro do Sr. Jairo e do Deputado André Luiz na casa dele, no Lago Sul.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – Permita-me, Deputada… V.Sa. viu o Sr. Jairo entrando na casa?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Não o vi entrando, mas o vi se encaminhando para a casa…
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – Para a casa?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – É. E fiquei esperando num restaurante próximo. E ele voltou com uma gravação com o Deputado André Luiz.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – Só o Sr. Jairo?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Só o Sr. Jairo.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – O Alexandre, você nunca o presenciou…
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Não, não, não.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – Não?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Não.
...
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Deputado (Chico Alencar), é claro – tenho 15 anos de revista Veja, já passei por diversas experiências nessa área, algumas CPIs inclusive – e nos cercamos de todos os cuidados para não ser manipulados, embora, muitas vezes, sejamos manipulados por alguém. Mas cercamo-nos de
todos os cuidados para não ser manipulados, inclusive dolosamente, com objetivo escuso qualquer.
E, nesse caso, obviamente, cerquei-me de todos esses cuidados. Daí eu querer ver se o camarada está entrando na casa mesmo; eu querer saber o dia em que foi feita determinada gravação para ficar o mais próximo possível do desenrolar dos acontecimentos; daí eu ter ouvido todas as pessoas envolvidas; daí eu cobrar riqueza de detalhes. Inclusive, quando o sujeito foi na casa, eu queria saber se tinha tapete e de que cor era o tapete. Aí o camarada fala: “Não, não havia tapete, tinha um urso lá, não sei de quê, uma cabeça de urso branco.” Eu cobrava esse tipo de detalhe até para averiguar os reais motivos das pessoas que estavam me passando essas informações.
Eu acho que os procedimentos jornalísticos rigorosos nesse caso foram efetivamente usados. Não houve manipulação.
...
O SR. POLICARPO JÚNIOR – O Dr. Ricardo Molina é considerado, pelo menos no meio jornalístico, um dos maiores especialistas nessa área, e a gente o consultou na condição de especialista. Eu já tinha a convicção, porque estava acompanhando os contatos, sabia quais eram as duas vozes. O cuidado que efetivamente a gente teve ao consultá-lo foi saber se naquela gravação que interessava teria havido algum tipo de montagem e se a voz realmente era do Deputado André Luiz. E assim foi feito. Foi uma consulta a um especialista, não foi formal, não teve contrato, nada disso.
O SR. CLÉLIO TOFFOLI JÚNIOR – Então, essa consulta foi graciosa? Não houve pagamento, não houve remuneração ao perito, o perito trabalhou de graça?
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – O perito teve honorários?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Não, não foi contratado, foi consultado.
Jns
No Advivo
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Sobre leões e ratos

"Fui ao lançamento do livro de Paulo Moreira Leite, no shopping Pátio Brasil, em Brasília, me congratular com ele: mesmo no ambiente controlado das Organizações Globo, Paulo tem sido um leão em defesa da verdade em suas colunas, na revista Época.
Lá pelas tantas, sinto uma mão segurar meu braço direito e uma voz das trevas a me acusar: “Você é um rato, um rato, saia da minha … vida”.
Era Eumano Silva, ex-diretor da Época em Brasília, demitido depois de ter sido flagrado pela Polícia Federal negociando matéria com Dadá, um dos arapongas do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Quer dizer, o sujeito é pego com a boca na botija traficando informação para um bicheiro, e o rato sou eu? E, como assim, “saia da minha vida”? Desse tipo de vida, garanto, nunca fiz parte.
Em consideração a Paulo Moreira Leite, que não merecia ver seu lançamento tumultuado por um bate-boca provocado pelo ressentimento de um jornalista que não tem mais nada a perder, dei as costas e fui embora.
Então, para quem ainda não entendeu, foi nisso que Cachoeira conseguiu transformar o jornalismo na capital federal: um vale tudo de cores mafiosas no qual, por falta de argumentos, um jornalista de 50 anos de idade se dispõe a dar chiliques em público na esperança de levar um soco e se vitimizar.
A estratégia é tola e amadorística, mas revela o tamanho do estrago provocado por esses maus tempos de jornalismo".
Leandro Fortes
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Resultados de encomenda

Na primeira aula do curso de pesquisa de opinião, o aluno aprende as coisas básicas da profissão. Uma é ter cuidado com as perguntas indutivas.
É esse o nome que se dá às que são formuladas com um enunciado que oferece informação ao entrevistado antes que ele responda.
Há diversos tipos de indução, alguns dos quais muito comuns. Quem não conhece, por exemplo, a pergunta chamada de "voto estimulado", feita habitualmente nas pesquisas eleitorais? Ela pede ao respondente que diga em quem votaria, tendo em mãos uma lista com o nome dos candidatos.
É claro que, assim procedendo, avalia-se coisa diferente do "voto espontâneo".
Para diminuir o risco de que a indução conduza os entrevistados a uma resposta, recomenda-se evitar que o pesquisador leia nomes. Mesmo inadvertidamente, ele poderia sugerir alguma preferência, seja pela ordem de leitura, seja por uma possível ênfase ao falar algum nome. Daí, nas pesquisas face a face, o uso de cartões circulares, onde nenhum vem antes.
Essa cautela — e outras parecidas — decorre da necessidade de ter claro o que se mede. Sem ela, podemos confundir o significado das respostas.
Dependendo do nível de indução, o resultado da pesquisa pode apenas refletir a reação ao estímulo. Em outras palavras, nada nos diz a respeito do que as pessoas genuinamente pensam quando não estão submetidas à situação de entrevista.
Para ilustrar, tomemos um exemplo hipotético.
Vamos imaginar que alguém quer saber se as pessoas lamentaram a derrota da equipe de vôlei masculino na disputa pela medalha de ouro na Olimpíada. A forma "branda" de perguntar talvez fosse começar solicitando que dissessem se souberam do resultado e como reagiram — sem informar o placar.
Outra, de indução "pesada", seria diferente. A pergunta viria a seguir a um enunciado do tipo "O Sr./A Sra. ficou triste ao saber que o Brasil perdeu para a Rússia, depois de liderar o jogo inteiro e precisar apenas um ponto para se sagrar campeão olímpico?"
Nessa segunda formulação, ela não somente induz um sentimento (mencionando a noção de "tristeza"), como oferece um motivo para ele (a ideia de ter estado perto de alcançar algo desejável).
É muito provável que os resultados das duas pesquisas fossem diferentes. Na primeira, teríamos a aferição da resposta espontânea — e mais real. Na segunda, a mensuração de uma reação artificialmente inflada. Em última instancia, fabricada pela própria entrevista.
É o que aconteceu com a recente pesquisa do Datafolha sobre os sentimentos da opinião pública a respeito do "mensalão" e seu julgamento.
Contrariando o que se esperaria de um instituto subordinado a um jornal, não deixa de ser curioso que decidisse fazer seu primeiro levantamento sobre o assunto 10 dias depois do início do processo no Supremo. Dez dias depois de ter sido pauta obrigatória nos órgãos da "grande imprensa". Dez dias depois de um noticiário sistematicamente negativo — como aferiram observadores imparciais.
Preferiu pesquisar só depois que a opinião pública tivesse sido "aquecida". Foi à rua medir o fenômeno produzido.
Não bastasse a oportunidade, a pesquisa abusou de perguntas indutivas, que tendiam a conduzir os entrevistados a determinadas respostas. Como diz a literatura em língua inglesa, fornecendo-lhes "pistas" sobre as respostas "corretas".
Mas o mais extraordinário foi seu uso editorial, na manchete que ressaltava que a maioria desejava que os acusados fossem "condenados e presos".
Parecia de encomenda: embora o resultado mais relevante da pesquisa fosse mostrar que 85% dos entrevistados sabiam pouco ou nada do assunto, o que interessava era afirmar a existência de um desejo de punição severa.
E quem se importa com o que estabelecem as normas das boas pesquisas!
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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A maior mentira da Humanidade

Neste trecho do filme Zeitgeist é abordada a maior história da humanidade, que de fato, jamais existiu. O cristianismo nada mais é do que uma cópia descarada de diversas crenças antigas, que nada mais são que interpretações astrológicas. Não há de fato um deus, e muito provavelmente, nunca existiu também um Jesus do qual a religião cristã se refere.



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Charge online - Bessinha - # 1399

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A inteligência da elite social brasileira

Um dos preconceitos mais firmemente bem estabelecidos no Brasil é aquele que afirma que a culpa de todos os problemas do país decorre da “ignorância do povo”. A elite social da população brasileira, formada pelas classes A e B, em linhas gerais, está profundamente convencida de que o seu status de elite social lhe concede – como um bônus – também o título de “elite intelectual” do país.
Dentro desse raciocínio, a elite brasileira “chegou lá” não apenas economicamente, mas também no que diz respeito às esferas intelectuais e morais – talvez até espirituais. O país só não vai pra frente, portanto, por causa dessa massa de ignóbeis das classes inferiores. Embora essa ideia preconcebida seja confortável para o ego dos que a sustentam, os fatos insistem em negar a tese do “povo ignorante versus elite inteligente”.
O motivo é simples de entender: em nenhum lugar do mundo, a figura genericamente considerada do “povo” se destaca como iluminada ou genial. Por definição, uma autêntica elite intelectual de um país se destaca, precisamente, por seu contraste com a mediocridade (aí entendida como “relativa ao que é mediano”). Ou seja, não é “o povo” que tem obrigações intelectuais para com a elite social, e sim, justamente o contrário: é preferencialmente entre a elite social e econômica que se espera que surja, como consequência das melhores condições de vida desfrutadas, uma elite intelectual digna do nome.
Analfabetos funcionais
Uma elite social que, intelectualmente, faça jus ao espaço que ocupa na sociedade, não apenas cumpre com o seu papel social de dar algum retorno ao meio que lhe deu as condições para uma vida melhor como, ainda, cumpre o seu papel de servir como exemplo – um exemplo do tipo “estude você também”, e não um exemplo do tipo “lute para poder comprar um automóvel tão caro quanto o meu”.
Tendo isso em mente, torna-se fácil perceber que o problema do Brasil não é que o nosso povo seja “mais ignorante”, pela média, do que a população dos Estados Unidos ou das maiores economias europeias. O problema, isso sim, é que o nosso país ostenta aquela que é talvez a elite social mais ignorante, presunçosa e intelectualmente preguiçosa do mundo, que repele qualquer espécie de intelectualidade autêntica precisamente porque acredita que seu status social lhe confere, automaticamente, o decorrente status de membro da elite intelectual pátria, como se isso fosse uma espécie de título aristocrático.
Nenhum país do mundo tem um povo cujo cidadão médio é extremamente culto e devorador de livros. O problema se dá quando um país tem uma elite social que é extremamente inculta e lê/escreve num nível digno de analfabetismo funcional. Pesquisas recentemente divulgadas dão por conta que apenas 25% dos brasileiros são plenamente alfabetizados, e que o número de analfabetos funcionais entre estudantes universitários é de 38%. A elite social brasileira possivelmente acredita que a totalidade desses 75% de deficientes intelectuais encontra-se abrangida pelas classes C, D e E.
Sem diferença
Será mesmo? Outra pesquisa recentemente divulgada noticiava que o brasileiro lê uma média de cerca de quatro livros por ano. Enquanto os integrantes da Classe C afirmavam ter lido 1,79 livro no último ano, os integrantes da Classe A disseram ter lido 3,6. O número é maior, como naturalmente seria de se esperar, mas a diferença é muita pequena dado o abismo de condições econômicas entre uma classe e outra. Qual é o dado grave que se constata aí? Será que o problema real da formação intelectual do nosso país está no fato de que o cidadão médio lê apenas dois livros por ano? Ou está no fato de que a autodenominada elite intelectual do país lê apenas quatro livros por ano? Vou encerrar o argumento ficando apenas no dado quantitativo, sem adentrar a provocação qualitativa de questionar se, entre esses quatro livros anuais, consta alguma coisa que não sejam os últimos e rasos best-sellers de vitrine, a literatura infanto-juvenil e os livros de dieta e autoajuda.
O que importa é ter a consciência de que o descalabro intelectual brasileiro não reside no fato de que o típico cidadão médio demonstra desinteresse pela vida intelectual e gosta mais de assistir televisão do que de ler livros. Ora, este é o retrato do cidadão médio de qualquer país do mundo, inclusive das economias mais desenvolvidas.
O que é digno de causar espanto é, por exemplo, ver Merval Pereira sendo eleito um imortal da Academia Brasileira de Letras em virtude do “incrível” mérito literário de ter reunido, na forma de livro, uma série de artigos jornalísticos de opinião, escritos por ele ao longo dos anos. Ou seja: dependendo dos círculos sociais que você frequenta, hoje é possível ingressar na Academia Brasileira de Letras meramente escrevendo colunas de opinião em jornais. Podemos sobreviver ao cidadão médio que lê dois livros por ano, mas não estou convencido de que podemos sobreviver a uma suposta elite intelectual que não vê diferença literária entre Moacyr Scliar e Merval Pereira.
“Vão ter que me engolir”
Apenas para referir mais um exemplo (entre tantos) das invejáveis capacidades intelectuais da elite social brasileira: na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo noticiou que uma celebridade global havia perdido a compostura no Twitter após sofrer algumas críticas em virtude de um comentário que havia feito na rede social. A vedete, longe de ser uma estrelinha de quinta categoria, é casada com um dos diretores da toda-poderosa Rede Globo.
Bem, imagina-se que uma pessoa tão gloriosamente assentada no topo da cadeia alimentar brasileira certamente daria um excelente exemplo de boa formação intelectual ao se manifestar em público por escrito, não é mesmo? Pois bem, vamos dar uma lida nas sua singelas postagens, conforme referidas na reportagem mencionada:
“Almas penadas, consumidas pela a inveja, o ódio e a maledicência, que se escondem atrás de pseudônimos para destilarem seus venenos. Morram!”
“Só mais uma coisinha! Vão ter que me engolir, também f...-se, vocês são minurias [sic] e minuria [sic] não conta.”
Em quem se espelhar?
Não vou nem entrar no mérito da completa falta de educação dessa pessoa, que parece menos uma rica atriz global do que um valentão de boteco. Vou me ater apenas a dois detalhes. Primeiro: a intelectual do horário nobre da Globo escreve “minoria” com “u”, atestando para além de qualquer dúvida razoável que se encontra fora do grupo dos 25% dos brasileiros plenamente alfabetizados (ela comete o erro duas vezes, descartando qualquer possibilidade de desculpa do tipo “foi erro de digitação”).
Segundo: ela acha que “minorias não contam”, demonstrando, portanto, que ignora completamente as noções mais elementares do que vem a ser um Estado democrático de Direito, ou mesmo o simples conceito de “democracia” na sua acepção contemporânea. Do ponto de vista da consciência de direitos políticos, sociais e de cidadania é, portanto, analfabeta dos pés à cabeça.
Com os ricos e famosos que temos no Brasil, em quem o mítico e achincalhado “homem-médio” poderia mesmo se espelhar?
Referências:
Henrique Abel, advogado e mestre em Direito Público
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