30 de jul de 2012

Pax

 Imperdível  

Pax (Curta-metragem, Animação Stop-Motion, 35mm, 14´)
PAULO ROBERTO MUNHOZ graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Paraná, UFPR (1989). Possui Pós-Graduação em Ciência da Computação. Ênfase Computação Gráfica, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUC/PR. Com habilitação ao Magistério Superior nos termos da Resolução 12/83 do Conselho Federal de Educação (1996) e Mestrado em Tecnologia. Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, CEFET/PR (2002). Dissertação: O Poeta: A realização de um filme como experiência de construção narrativa e de produção tecnológica. Orientadores: Sonia Ana C. Leszczynski, Ph.D. e Carlos Alberto Faraco, Ph.D. Banca: Marcelo Tassara, Ph.D e Luiz Ernesto Merkle, Ph.D.
Éneas Lour - Rabino
Mauro Zannata - Padre
Mário Schoemberger - Xeque
Tupaceretan Matheus - Monge / Preto Véio
Dica do Polaco Doido
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Abril e Globo se estranham

Depois que G1 publicou matéria citando Policarpo, Veja retirou do site vídeo de ator
1 - Existe no Youtube um vídeo do ator Caio Blat que onde ele diz que o esquema de distribuição da Globo Filmes dá nojo. Assisti o vídeo e ele faz revelações que a Globo não gostaria que fossem mostradas. Veja neste link para o Youtube:
2 - A revista Veja colocou no seu site o vídeo acima. Para encontrá-lo fiz a seguinte busca no Google:
"veja.abril.com.br + "caio blat" + "globo filmes" e recebi o resultado que que apontava para o link:
Fiz um print-screen da tela do Google: http://yfrog.com/oc81kmaj que apontava para a URL abaixo do site da revista Veja:
3 - Depois que o G1 publicou esta matéria: "Juiz afirma que mulher de Cachoeira tentou chantagem para soltar bicheiro" - http://g1.globo.com/goias/noticia/2012/07/juiz-afirma-que-mulher-de-cach... onde o G1, que é da Globo, cita o Policarpo Jr., diretor da sucursal da Veja no DF.
4 - Minutos atrás, o vídeo do Caio Blat no site da revista Veja foi retirado. Se você refizer a busca com esta URL:http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/caio-blat-esquema-de-distribuicao-da-globo-filmes-da-nojo , dará "página não encontrada."
A partir de dica do @Morrisbarret
Stanley Burburinho
No Advivo
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Prefeito de Londrina (PR) é cassado pela Câmara de Vereadores


O prefeito de Londrina, Homero Barbosa Neto (PDT), foi cassado pela Câmara Municipal na noite desta segunda-feira (30). A sessão começou por volta das 9h e se estendeu até as 21h20. Foram 13 votos a favor da perda do mandato. Cinco foram contra a cassação do pedetista. Um vereador se absteve na votação. O pedetista perdeu o mandato porque teria contratado com dinheiro da prefeitura dois vigias para trabalhar em rádio de sua família.
O vice-prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC) assumirá o cargo.
No Blog do Esmael
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Charge online - Bessinha - # 1373

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O recado de Veja ao juiz de Goiânia

ATENÇÃO:
Veja mandou recado ao Juiz no dia 25/07

25/07/2012 às 10:26 \ CPI do Cachoeira

Indicado para conduzir o caso Cachoeira após o juiz Paulo Moreira Lima, ameaçado, pedir afastamento, Alderico Rocha Santos procurou acalmar o contraventor Carlinhos Cachoeira e seus comparsas diante de uma eventual condenação em primeira instância. Titular da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, disse que só condenará o bicheiro e seu bando se estiver “convicto em absoluto”.
“Se terminar o julgamento, aqueles que foram absolvidos, ótimo, acabou”, disse. “Se houver uma eventual condenação, é só na primeira instancia. Essa é a realidade”.
Antes do início do segundo dia de audiências sobre o caso Cachoeira, em Goiânia, o juiz falou sobre a proximidade que tem com alguns advogados do processo, mas garantiu ter independência ao julgar: “A gente brigava e depois tomava cerveja juntos. Só para vocês verem como eu separo a vida extra-autos”.
(Laryssa Borges, de Goiânia)
Luiz Roberto
No Advivo
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Brindeiro quer melar o mensalão?

Saiu na Folha notícia de "colonista" que se tornou variante de certa ” imprensa” que trata de advogados (certos advogados):

Advogados do mensalão querem acessar nova peça de acusação de Gurgel

Se verdadeira, o brindeiro Gurgel acaba de fazer monumental besteira.
Deu motivo para que Marcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias (este, tucano de carteirinha e advogado do Padim Pade em ação – perdida – contra este ansioso blogueiro) recorram ao Supremo para adiar o julgamento do mensalão.
Os mervais cortariam os pulsos.
Onde já se viu, dar motivo para o Ministro Peluso não condenar o Dirceu?
O Conversa Afiada duvida que Peluso condene Dirceu e, por extensão, Lula e a Dilma, sem provas: porque os mervais passam e a biografia fica.
O ansioso blogueiro, agora elevado à categoria de ” nazista”, na companhia do LuiSS NaSSif, concorda com o Vander.
E acha que, quanto mais cedo o STF absolver o Dirceu (e o Lula e a Dilma), por falta de provas, melhor será.
(Sobre o nazismo do Nassif e deste ansioso blogueiro, não deixe de ler o Mauro Santayana e o Marcos Coimbra, dois mineiros que entendem de Liberdade.)
Mas, seria uma impagável ironia o brindeiro Gurgel – por quem a Globo põe as mãos no fogo e que o Senador Collor mandou a Corregedoria do MP investigar se se trata de um prevaricador- logo ele, o IMPLACÁVEL ACUSADOR, o MÁXIMO ALGOZ jogar água na fervura e não deixar o Peluso votar.
Se soubesse que havia esse risco, os mervais não iriam a Salzburg.
Paulo Henrique Amorim
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Carta Aberta à Lula, digo, E-mail Aberto ao Lula!

Para: Luiz Inácio LULA da Silva
Assunto: Eleições 2012 em Cuiabá!
Companheiro, há anos marchamos lado a lado nas mais diversas eleições.
Em 1982 estivemos em São Paulo na sua disputa ao Governo do Estado, em 1989 tivemos a honra de participar daquela inesquecível campanha, tendo nos encontrado – entre outras oportunidades – na homenagem aos 10 anos do MST em Encruzilhada Natalino.
Em 1994, 1998 e 2002 cerramos fileiras novamente até conduzi-lo ao Palácio do Planalto, coisa que repetimos em 2006.
Em 2010 – ou melhor, antes disso ainda no Blog da Dilma – acompanhamos seu esforço de conduzir sua sucessora e elegê-la a primeira Presidenta de nossa nação.
Agora em 2012 temos um convite – queria dizer convocação, mas não me atrevo – de trazê-lo à Cuiabá para que nos auxilie e potencialize a conquista do Palácio do Alencastro – também pela primeira vez – para uma administração PeTista, ao lado do PMDB!
Seis horas em Cuiabá é o nosso sonho – sabemos que estás com diversos compromissos nas muitas cidades deste nosso Brasil querido e que seus médicos lhe restringem muito seus movimentos, mas também sabemos o quão importante para nós será tua visita.
Te encontras com nosso candidato, Lúdio Cabral, hoje – ele está entre as campanhas prioritárias – sabemos também de sua intenção de gravares depoimento e tirar fotos com ele, mas sua vinda à Cidade Verde seria uma potencialização fundamental à nossa campanha.
Venha à Cuiabá, Companheiro LULA, nós te receberemos de braços abertos e caminharemos a teu lado e de Lúdio Cabral pelas ruas de nossa Capital.
Está na hora de Cuiabá experimentar o PT!
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Arquitetura DemoTucana

Uma imagem vale mais do que mil discursos para explicar a política social do PSDB/DEMo
Às vezes é difícil entender a política, mas algumas imagens podem nos ajudar. Quando se tem um problema social, seja ele qual for, há várias maneiras de resolver, dependendo do grupo político que está no poder.
No caso dos mendigos e dos moradores de rua, a solução encontrada pela parceria PSDB/DEM é o apartheid, ou seja, a segregação ao impedir que esses indivíduos fiquem em determinadas regiões da cidade, seja por meio de obstáculos, leis ou mesmo reprimindo. Para o PSDB/DEM, morador de rua, mendigo, drogados, pobres etc… são efeitos colaterais do ótimo sistema social que vivemos. Nesse sentido, o melhor é reprimir esses efeitos.
Outra solução talvez fosse entender o problema social e tentar construir uma sociedade que evite tal problema. Esse deveria ser o papel do governante. Para isso é preciso enfrentar a elite poderosa, mas não há coragem para isso. O mais fácil é enfrentar mendigos e moradores de rua. É a política da covardia que se define pelo enfrentamento ao elo mais fraco da sociedade.
Mas fiquem com essas obras de arte da arquitetura demotucana:
O Banco antimendigo do Kassab
A primeira iniciativa do gênero foi a chamada “rampa antimendigo”, instalada num dos mais movimentados túneis da cidade. As obras, anunciadas sob protestos em abril de 2005, foram inauguradas cinco meses depois. Tratava-se de construções de concreto, com piso de chapisco, na passagem subterrânea que liga as avenidas Paulista e Doutor Arnaldo. A superfície das rampas, áspera e irregular, impedia a permanência de moradores de rua, às portas de um cartão-postal da metrópole.
Ainda que a intenção de “limpar” a área estivesse explícita, Andrea Matarazzo, subprefeito da região Sé e homem forte do governo Serra, alegou combate à alta incidência de furtos e roubos na região. “Os moradores de rua têm direito de ir e vir, mas não podemos permitir esses pontos de assalto. Isso nada tem a ver com higienismo. Não podemos confundir bandidos com moradores de rua”, declarou Matarazzo, sem explicar por que o combate à criminalidade não contou com reforço de segurança — só com a rampa antimorador de rua.
O sucessor de Serra e atual prefeito paulistano, Gilberto Kassab, do DEM, deu sequência ao descaso, à perseguição — e às obras “antimendigo”. Em 21 de fevereiro de 2007, por exemplo, a Praça da República foi reinaugurada com quatro novos bancos de madeira, que tinham barras de ferro como divisórias, para impedir que pessoas dormissem sobre sua superfície. “Se não dá para deitar no banco, a pessoa deita na grama, que é até mais confortável”, chegou a provocar o mesmo Andrea Matarazzo. (Vermelho)

Viaduto com sistema antimorador de rua
O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), investiu orgulhosamente 6 mil reais no revestimento da área abaixo de um viaduto com pedras gnaisse. Pra que? Evitar que moradores de rua possam dormir no local. Por que? Desgraça pouca é bobagem!
Pra quem duvida, diretamente do site da prefeitura:
“Realizamos esta obra com o objetivo de evitar que o espaço público seja transformado em área de ocupação irregular”, disse. Para a efetivação da obra foram colocados 144 metros quadrados de pedra gnaisse e investidos cerca de seis mil reais.”.
No Educação Política
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Serviço Secreto de FHC monitorou militantes antineoliberalismo

Documentos sigilosos do governo FHC, já desclassificados, indicam que militantes e políticos de esquerda, do Brasil e do exterior, foram monitorados pelo serviço secreto quando participavam de atividades antineoliberalismo. “Me assusta saber que um governo tido como democrático tutelou de forma ilegal pessoas que participavam de eventos pacíficos, que não representavam nenhuma ameaça à segurança nacional”, afirmou à Carta Maior o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto de Carvalho.
Brasília - Documentos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso, abertos à consulta pública no Arquivo Nacional, indicam que militantes e políticos de esquerda que participavam de seminários, encontros e fóruns contra o neoliberalismo foram monitorados pela Subsecretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), o órgão que substituiu o Serviço Nacional de Inteligência (SNI), em 1990, até a criação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em 1999.
Como a maioria dos documentos desclassificados são os de nível reservado e se referem apenas ao período 1995-1999, não é possível precisar o grau deste monitoramento. Pela nova Lei de Acesso à Informação, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em maio, os documentos reservados são liberados decorridos cinco anos, os secretos, 15 e os ultrassecretos, os mais importantes, somente após 25 anos. Mas o acervo já disponível deixa clara a linha de atuação do serviço.
Há registros que fazem referências explícitas às informações colhidas em revistas e jornais, prática tida como recorrente no serviço que perdera status e orçamento após o fim da ditadura. Mas outros revelam espionagem direta. O seminário “Neoliberalismo e soberania”, por exemplo, promovido pela Associação Cultural José Marti, a Casa da Amizade Brasil-Cuba, no Rio de Janeiro, de 5 a 9 de setembro de 1999, foi integralmente gravado em 12 fitas cassetes, entregues ao escritório central da SAE.

Chiapas

Em julho de 1996, o serviço deu especial atenção à realização, em Chiapas, no México, do Encontro Internacional pela Humanidade e contra o Neoliberalismo. “A significativa presença internacional de ativistas de esquerda transforma a região em novo polo de atração revolucionária latinoamericana”, dizia o documento produzido pelo escritório central da SAE. Os relatórios também contêm pautas de discussões, análise de conjuntura e listas de participantes brasileiros.
O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto de Carvalho, figura nesta lista. “Me assusta muito saber que um governo tido como democrático tutelou de forma ilegal pessoas que participavam de eventos absolutamente pacíficos, que não representavam nenhuma ameaça à segurança nacional”, afirmou à Carta Maior. Na época secretário nacional de Comunicação do PT, o ministro disse recordar-se que não divulgara sua participação no evento. “É possível até que a SAE tenha contado com o apoio de algum serviço secreto de outro país”, acrescentou.
Mesmo fazendo a ressalva de que tais procedimentos poderiam não ser de total conhecimento do presidente à época e que as informações sobre a natureza do trabalho da SAE no período ainda estão incompletas, o ministro avalia que a simples menção do nome de uma pessoa que participou de um evento democrático em documentos oficiais do serviço secreto é uma prática condenável. “O que a gente espera do serviço secreto de um governo democrático é que ele esteja atuando para defender as fronteiras do país, evitar ameaças externas, e não para monitorar pessoas que estavam lutando pelo aprimoramento da democracia”, acrescentou.
O coordenador do Projeto Memória e Verdade da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Gilney Viana, na época deputado federal pelo PT, foi outro fichado por participar do evento em Chiapas. Ex-preso político da ditadura por dez anos, ele sabia que seus passos foram ostensivamente seguidos pelos agentes secretos até a extinção do SNI, mas ficou chocado ao saber que continuou a ser alvo durante um governo democrático. “Eu até compreenderia que os Estados Unidos estivessem monitorando o evento de Chiapas, mas o serviço secreto brasileiro realmente me surpreendeu”, disse.

Belém

O II Encontro pela Humanidade e contra o Neoliberalismo mereceu atenção redobrada por ter sido realizado em território brasileiro. Mesmo as etapas preparatórias do evento, que ocorreu em Belém (PA), de 6 a 11 de dezembro de 1999, estão registradas na SAE. Um relatório antecipa a mensagem do subcomandante Marcos, do Exécito Zapatista para Libertação Nacional do México, para o evento. Há relações de participantes e descrição dos assuntos debatidos nas etapas preparatórias de pelo menos Belém, Salvador, Brasília e Macapá.
O lançamento do evento, patrocinado pela prefeitura de Belém, também foi documentado. No relatório da SAE, há a informação de que os organizadores queriam incrementar a geração de recursos por meio da venda de objetos com a logomarca do evento, a realização de shows com artistas locais bem como com as inscrições. Entre os participantes do II Encontro, estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a filósofa Marilena Chauí, o sociólogo Chico de Oliveira e o ex-governador do Rio Leonel Brizola, além dos escritores José Saramago e Luiz Fernando Veríssimo.

Foro de São Paulo

Considerado à época o principal organismo aglutinador de partidos e entidades de esquerda do continente, o Foro de São Paulo, criado em 1990 pelo PT com o apoio do então presidente cubano Fidel Castro, também teve suas atividades amplamente monitoradas. A 6ª edição, realizada em El Salvador, em julho de 1996, está registrada em relatório sobre as atividades internacionalistas do PT.
A 7ª edição, que aconteceu em Porto Alegre (RS), em 1997, foi ainda mais espionada. O pacote de documentos realtivos ao evento inclui relatórios setoriais produzidos pelos grupos de trabalho, lista completa de presenças e até fotos dos participantes. São citadas lideranças de esquerda, nacionais e internacionais. Entre os brasileiros, o ministro Gilberto de Carvalho, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro e o deputado estadual gaúcho, Raul Pont (PT).
Em relatório específico, a SAE observou que, durante o evento, o então ex-prefeito da capital gaúcha Tarso Genro havia lançado o livro “O orçamento participativo – a experiência de Porto Alegre”, escrito em parceria com o então secretário de formação do PT, Ubiratan de Souza, classificado como “ex-militante da VPR”.
Os relatórios relativos à 8ª edição, que ocorreu no México, em 1999, registraram as presenças de vários brasileiros, como o atual líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e do hoje assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Grupo do México

O 4º Encontro do Grupo do México, realizado em Santiago, no Chile, nos dias 10 e 11 de maio de 1997, foi registrado pela SAE em relatório como o “marco do surgimento de uma política que transcende a esquerda”. De acordo com o serviço secreto brasileiro, “o Grupo do México é formado por representantes de partidos de centro-esquerda e teve sua origem a partir do PNUD, com o objetivo de buscar a construção de um projeto econômico para a América Latina, alternativo aos padrões neoliberais”.
Na documentação, estão descritos os principais pontos de unidade entre os presentes e há uma lista com os nomes dos brasileiros presentes. Entre eles, o ex-presidente Lula, seus ex-ministros petistas José Dirceu e Mangabeira Unger, o ex-governador do Rio, Leonel Brizola (PDT), os ex-deputados Vivaldo Barbosa (PDT-RJ) e Zaire Resende (PMDB-MG), além de Marco Aurélio Garcia e Tarso Genro, entre outros.

Attac no Brasil

O diretor-presidente da Carta Maior, Joaquim Palhares, também foi citado em documentos da SAE, principalmente por ter sido, em 1996, ao lado do ativista Chico Whitaker, um dos fundadores no Brasil da Associação pela Tributação das Transações Financeiras para ajuda aos Cidadãos (Attac), criada na França, com o objetivo de instituir um imposto sobre transações financeiras internacionais. “Muitos militantes de esquerda ainda tinham a impressão de estarem sendo monitorados mesmo após a ditadura. Mesmo assim, a confirmação desta prática causa indignação”, afirma.
Crítica contundente da ciranda financeira de capitais voláteis alimentada pelo neoliberalismo, a Attac foi preocupação constante para a SAE. A visita ao Brasil do presidente internacional a entidade, o ativista francês e diretor do jornal Le Monde Diplomatique, Bernardo Cassen, entre 1 a 5 de março de 1999, foi acompanhada com atenção. Os relatórios do serviço informam que Cassen proferiu palestras em cinco capitais brasileiras (Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), nas quais apresentava os objetivos da organização, traçava o histórico da crise econômica mundial, defendia a adoção da chamada Taxa Tobin para a taxação do capital especulativo internacional e exortava as plateias a lutarem contra o projeto neoliberal.
Nos documentos produzidos, também constavam os nomes dos militantes identificados nas plateias de Cassen. Do escritório da SAE em Belo Horizonte, por exemplo, chegou o informe das participações de Lula, então presidente do PT, do coordenador do MST, João Pedro Stédile, do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, do geógrafo Milton Santos e do cientista político Cezar Benjamin, entre outros. Os ex-presidente Lula tinha suas atividades relatadas pela SAE, tanto pela sua militância antineoliberalismo como por ser o principal adversário político de FHC.

Viagens a Cuba

Mesmo com o fim da guerra fria e da ditadura, as viagens de brasileiros a Cuba continuaram a ser alvo de preocupação do serviço secreto. Principalmente quando se cruzavam com a luta antineoliberal. De 21 de julho a 21 de agosto de 1996, foi realizado, em Cuba, o curso de formação sindical “Neoliberalismo e Globalização da Economia”. Informes registram a participação de brasileiros, entre eles os sindicalistas Adriano Torquato, Francisco Nascimento Araújo, José Nunes Passos e Nonato César.
Há relatório de alerta para a realização em Cuba, em 1997, do Seminário Internacional sobre o Neoliberalismo, promovido pela Federação Mundial da Juventude Democrática, com a presença de militantes do MR8. No relatório pós-evento, está relatada a participação de 1,2 mil trabalhadores de 453 organizações sindicais, políticas e acadêmicas de 63 países. Do Brasil, participaram cerca de 300 sindicalistas, incluindo representantes da CUT. Há menção detalhada dos participantes. Um informe exclusivo apontava, por exemplo, o embarque de dois vereadores de Montes Claros (MG): Aldair Fagundes (PT) e Lipa Xavier (PCdoB).
Outro informe alertava que a edição seguinte seria realizada no Brasil, em 1999. O evento, organizado pela CUT, no Rio de Janeiro, de 1 a 3 de setembro de 1999, também foi documentado pelo serviço, que apresentou os textos integrais da declaração da Federação Sindical Internacional, do discurso do delegado de Cuba, Pedro Ross Leal, do delegado da França, Freddy Huck, e a proposta da CUT, entre outros.

Atividades internacionais do MST

Em 1996, a SAE acompanhou a participação integrantes do MST no seminário “Crisis del Neoliberalismo Y Vigências de las Utopias em La America Latina”, na Argentina, entre os dias 8 e 13 de outubro. Antes do embarque dos militantes sem-terra, um informe produzido pelo escritório central já alertava sobre a viagem.
Também em 1996, o serviço registrou a participação do coordenador do MST, João Pedro Stédile, no seminário América Livre, em Buenos Aires, com Emir Sader e Frei Betto.

Atividades rotineiras

Sader é citado também por sua participação em eventos comuns, como o lançamento do livro “O século do crime”, dos jornalistas José Arbex Junior e Cláudio Tognolli, em São Paulo, no dia 7 de agosto de 1996. Conforme o relatório da SAE, os autores “enfatizaram que a proliferação e o crescimento das máfias foram estimulados pela era neoliberal”.
O mesmo ocorreu com o deputado estadual gaúcho Raul Pont (PT), monitorado tanto quando participava de eventos internacionais, como o Foro de São Paulo, quanto em atividades rotineiras. A SAE registrou, por exemplo, que em novembro de 1995, quando era vice-prefeito de Porto Alegre, Pont foi recebido por papeleiros da Associação Profetas da Ecologia, na companhia do teólogo Leonardo Boff. “Eu me lembro vagamente que visitei essa cooperativa, que tinha o apoio da prefeitura e realizava um trabalho pioneiro em reciclagem de lixo”, relatou à Carta Maior.
De acordo com o relatório da SAE, o registro do evento se deu porque Boff relacionava os problemas ambientais do planeta à adoção crescente do modelo neoliberal. “Esta foi uma das atividades mais pacíficas de que já participei. Não havia nada que indicasse perigo ao governo da época. É difícil acreditar que esse tipo de coisa ocorria no governo do príncipe da sociologia”, disse.

Estudos sobre a doutrina

Um documento produzido em 1997 pelo escritório central da SAE justifica a importância dada ao tema neoliberalismo. Conforme a interpretação dos arapongas oficiais, o neoliberalismo é a teoria econômica criada após a segunda guerra como anteparo a expansão do comunismo no mundo. Teve a Inglaterra e os EUA como seus principais defensores e caracteriza-se, basicamente, pelo livre comércio, austeridade nas contas públicas, privatização, crescimento do sistema financeiro e fortalecimento do mercado.
Os agentes da SAE se debruçavam também sobre obras relativas ao tema produzidas por intelectuais de esquerda. O professor da Universidade de Nova York, James Petras, que já tinha suas atividades monitoradas pelo SNI desde a ditadura, recebeu atenção especial.
O livro “Latin American: The left strikes”, sobre a atuação das esquerdas latinoamericanas em contraposição ao neoliberalismo e à globalização, liderados pelos Estados Unidos, foi objetivo de relatório específico, principalmente porque destacava que as esquerdas latinoamericanas já haviam encontrado uma nova e eficiente forma de atuação. Os exemplos citados na obra são o MST, no Brasil, os Zapatistas, no México, as organizações camponesas, no Paraguai, e os plantadores de coca, na Bolívia e na Colômbia. Todos eles movimentos monitorados pelo sistema.
Em 1999, a SAE voltou a dividir com todo o sistema de inteligência o conteúdo de um outro livro de Petras, o recém lançado “Neoliberalismo, América Latina, Estados Unidos e Europa”. Um documento produzido pelo escritório do Rio de Janeiro resumiu os capítulos da obra e ainda relatou atividades correlatas promovidas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Antes disso, o serviço secreto registrou a visita de Petras ao Brasil para o lançamento da obra, ocorrido em 20 de maio de 1999, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Colaborou na pesquisa histórica Rafael Santos
Najla Passos
No Carta maior
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Cientistas estudam semelhanças geológicas entre África e América do Sul

São Paulo – Após cinco anos de estudos, pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, da Africa do Sul, Austrália, Alemanha, França, de Portugal, do Uruguai e da Argentina desvendaram as semelhanças geológicas entre os continentes Africano e Sul-Americano. Eles pesquisaram a correlação dos terrenos que formam a parte Oeste da África com o Leste da América do Sul.
Segundo o professor da Universidade de São Paulo (USP) Miguel Basei, coordenador do estudo no Brasil, foi possível definir numerosos locais do Oeste da África que, ao redor de 500 milhões de anos atrás, estavam unidos a seus congêneres sul-americanos. “São terrenos que eram contínuos, mas foram separados quando da abertura do Oceano Atlântico. Essa identificação foi um dos pontos centrais de nossa pesquisa”, declarou Basei.
Pelas simulações feitas, em computador, é possível prever como a dinâmica de movimento dos continentes desenhará o planeta no futuro. Segundo o pesquisador, em 50 milhões ou 100 milhões de anos, haverá uma nova distribuição dos continentes com fusões e fissões das massas continentais atuais. Esse processo, que está em curso, inclui, o aumento da distância entre Brasil e África, com o Oceano Atlântico se abrindo cada vez mais”, ressaltou.
Essa abertura dos continentes teve início há 130 milhões de anos e segue gerando reflexos em toda porção Leste da América do Sul. Um exemplo é a criação das bacias onde foram descobertos, recentemente, os poços de petróleo do pré-sal. Basei explica que esses fenômenos, porém, ocorreram em época mais recente do que a abordada pelos projeto. Apesar de não contemplar o período de estudo do projeto, o cientista lembra que a dissipação de energia gerada por esses processos recentes utilizam-se das feições mais antigas. “É importante conhecer a estruturação anterior para sabermos como no futuro elas poderão vir a influenciar este processo”, disse.
Portanto, a previsão de terremotos e vulcões, embora não tenha sido alvo da pesquisa, tem relação com o estudo evolutivo feito sobre os terrenos. Na Cordilheira dos Andes, explica Basei, houve um 'mergulho' das placas oceânicas por baixo do continente Sul-Americano. “Esse processo gera vulcanismo e os terremotos, mas isso é porque lá o processo é distinto geologicamente do que ocorre no lado que diz respeito ao Brasil”.
Além da comparação geológica entre os dois continentes, os pesquisadores estudaram a forma como a América do Sul evoluiu. Ela cresceu em sua extremidade Oeste por expansão de terrenos. “Antes da evolução dos Andes, que é uma cadeia de montanhas jovem, nós tivemos inúmeros terrenos que não se formaram na América do Sul, mas que se juntaram a ela em torno de 450 milhões de anos atrás”, conta o pesquisador.
O projeto permitiu a montagem de dois laboratórios que contam com equipamento de última geração: o Shrimp, sigla em inglês para microssonda iônica de alta resolução, e o Laicpms constituído por uma fonte de laser acoplada a um espectrômetro de massas. Ambos permitem a determinação da idade de minerais presentes nas rochas analisadas, forma usada pelos cientistas para caracterizar terrenos de épocas tão distantes. Segundo Basei, o mineral utilizado durante a pesquisa foi o zircão, que tem urânio em sua constituição. Ele conta que, com o tempo, o zircão se desintegra para o chumbo por força da radioatividade. A medição da quantidade desses elementos permite, assim, aos cientistas descobrirem a idade da rocha.
Participaram do estudo 17 pesquisadores brasileiros (11 do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, um da Universidade Estadual de Campinas, dois da Universidade Federal do Paraná, um da Universidade Federal de Pernambuco e um do Serviço Geológico do Brasil) e 12 cientistas estrangeiros (um dos Estados Unidos, dois da Africa do Sul, um da Austrália, um da Alemanha, um da França, um de Portugal, dois do Uruguai, e três da Argentina).
Fernanda Cruz
No Agência Brasil
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Uma Desfeita ao Brasil

A senhora Marina Silva é um caso típico de como as virtudes enganam. Ela surgiu na vida pública brasileira como a pobre menina da floresta, que se torna ativa militante da causa ambiental, entra para a política ainda muito jovem, dentro do PT; é eleita senadora pelo Acre; torna-se Ministra, e chega a candidatar-se, sem êxito, à Presidência da República. Trata-se de uma biografia virtuosa. Marina é militante de uma causa vista como nobre, a da defesa da natureza. Mas não se pode dizer, com o mesmo reconhecimento, de que se trata de uma boa brasileira. Marina é hoje, e é preciso dizer, uma patriota do mundo. Nenhum brasileiro, vivo ou morto, foi tão homenageado pelos mais poderosos governos estrangeiros e organizações não governamentais do que esta senhora, ainda relativamente jovem.
Ela, ao militar pela natureza universal, não tem servido realmente ao Brasil e à sua soberania. O Brasil, com o apoio, direto ou indireto, da senhora Silva, tem sido acusado de destruir a natureza. Quando seu companheiro de idéias, Chico Mendes, foi assassinado em Xapuri, o New York Times chegou a dizer que o mundo iria respirar pior, a partir de então. A tese do jornal, já desmentida pela ciência não engajada, era a de que a Amazônia é o pulmão do mundo. Assim, a cada árvore abatida, menos oxigênio estaria disponível para os seres vivos.
Marina Silva transita à vontade pelos salões da aristocracia europeia e norte-americana. É homenageada, com freqüência, pelas grandes ongs, como a WWF, que contava, até há pouco, com o caçador de ursos e de elefantes, o Rei Juan Carlos, da Espanha, como uma de suas principais personalidades. Na melhor das hipóteses, a senhora Marina Silva é ingênua, inocente útil, o que é comum nas manobras políticas internacionais. Na outra hipótese, ela sabe que está sendo usada para enfraquecer a posição da nação quanto à defesa de sua prerrogativa de exercer plenamente a soberania sobre o nosso território.
Ainda agora, a ex-candidata a Presidente acaba de ser homenageada pelos organizadores londrinos dos Jogos Olímpicos, como convidada de destaque, ao lado de outras personalidades mundiais, a maioria delas diretamente ligadas às atividades esportivas, o que não é o seu caso. Para quem conhece os códigos da linguagem diplomática, tratou-se de uma desfeita ao Brasil, como país soberano, e, de forma bem clara, à Presidente Dilma Roussef. Dilma, com elegância, declarou-se feliz pela homenagem à sua adversária nas eleições presidenciais de 2010, e que permanece militando na oposição ao atual governo. A Chefe de Estado, que ali representava a nação inteira, e não ongs interessadas em retardar o desenvolvimento autônomo do Brasil, não assinou recibo pela aleivosia de uma Inglaterra decadente, contra um Brasil que cresce no respeito do mundo.
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Mulher de Cachoeira ameaçou juiz com dossiê de Policarpo Jr

Juiz afirma que mulher de Cachoeira tentou chantagem para soltar bicheiro
Magistrado diz que mulher de contraventor teria dossiê com fotos contra ele.
Andressa Mendonça presta esclarecimento na manhã desta segunda na PF.
O juiz federal Alderico Rocha Santos afirmou nesta segunda-feira (30) ter sido chantageado por Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Santos é responsável pelo processo da Operação Monte Carlo na Justiça Federal, que culminou na prisão do bicheiro em fevereiro.
Segundo o magistrado, Andressa o procurou na quinta-feira (26) afirmando que teria um dossiê contra o magistrado e, em troca da não-publicação, teria pedido um alvará de soltura para Cachoeira.
O juiz diz ter encaminhado ao Ministério Público um papel com nomes escrito por Andressa e imagens de sua entrada e saída no prédio da Justiça Federal.
Andressa prestou esclarecimentos nesta manhã na Polícia Federal em Goiânia e saiu sem falar com a imprensa. A mulher do contraventor terá de pagar fiança de R$ 100 mil e está proibida de visitar o marido, informou a PF.
Segundo o delegado Sandro Paes Sandre, “caso essas medidas não sejam atendidas, Andressa terá a prisão preventiva decretada e ficará presa na PF”.
A suposta conduta de Andressa está prevista no artigo nº 333 do Código Penal, que trata de corrupção ativa, diz a PF em nota.

Dossiê

Conforme relatou o juiz, na versão de Andressa, o dossiê teria sido produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior, repórter da sucursal da revista "Veja", em Brasília.
Procurada, a direção da "Veja" afirmou que seu departamento jurídico "está tomando providências para processar o autor da calúnia que tenta envolver de maneira criminosa a revista e seu jornalista com uma acusação absurda, falsa e agressivamente contrária aos nossos padrões éticos".
Ainda segundo Santos, Andressa teria pedido para falar com ele mesmo sem a presença do seu advogado. Como ela insistiu em ser atendida, o juiz diz que concordou em recebê-la e chamou uma de suas assessoras para acompanhar a reunião.
Depois de cerca de 20 minutos, diz ainda o magistrado, Andressa teria dito para que a assistente fosse retirada sala. Depois de mais 25 minutos, teria insistido. “Ela disse: ‘Quero falar com o senhor a respeito das minhas visitas ao Carlos e vou falar de questões pessoais. Não queria que questões da minha intimidade fossem reportadas a terceiros’. Então concordei com a saída da minha assessora”, relatou.
Conforme o juiz, Andressa teria dito: "Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê".
O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa: "O senhor tem certeza?".
A mulher de Cachoeira, conforme o relato do juiz, teria então escrito o nome de três pessoas em um pedaço de papel e perguntado se ele os conhecia: o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), que teve o mandato cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006; um fazendeiro da região do Tocantins e Pará, conhecido como Maranhense; e Luiz, que seria um amigo de infância do juiz e supostamente responderia a processo por trabalho escravo.
De acordo com o juiz, Andressa teria dito que o jornalista teria fotos do magistrado com essas três pessoas.
“Não tenho nada a temer. Eu não vejo Marcelo Miranda há mais de quatro anos. O Maranhense, ou quem imagino que possa ser o Maranhense, também não vejo há bastante tempo. Já o Luiz é meu amigo de infância. As terras da família dele fazem divisa com as do meu pai, no Maranhão, há mais de 50 anos”, disse Santos.
O magistrado afirmou ter voltado a dizer a Andressa não ter nada a temer, momento em que ela teria se retirado de sua sala. “Quando ela saiu, guardei o papel onde ela escreveu os três nomes, solicitei as imagens que mostram a sua entrada e saída do prédio da Justiça Federal e encaminhei um documento ao Ministério Público relatando o fato."
"Eles entenderam que a ação dela se caracteriza crime e que ela deve pagar uma fiança de R$ 100 mil sob pena de prisão”, relatou.
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Desmontando argumentos de defesa do pedágio urbano

Pedágio Urbano: Novas mentiras, mesma falácia, dos mesmos caras-depau de sempre
– A Importância da Mobilização e da Conscientização. 
Cidadãos de Campinas e região (a chamada Região Metropolitana de Campinas) ganharam um importante “agrado” do governador tucano Alckmin na semana passada (16/07/12).
A informação de que todas as rodovias pedagiadas da região passarão a ter o sistema de cobrança Ponto a Ponto, que instala pórticos para cobrança por trechos de quilômetro percorrido, e não mais pelo preço fechado. Isso na prática se traduz em dezenas de milhares de veículos que usam as muitas rodovias da região para estudar, trabalhar, regressar à residência, ir a hospitais, shoppings, cinemas, lojas de materiais de construção entre outras centenas de produtos e serviços que fervilham nas rodovias de nossa região.
Estima-se que na RMC somente 7 a 10% dos veículos que transitam pelas rodovias efetivamente pagam os pedágios hoje em vigor.
Em tese, a estimativa é de que em todo o estado de São Paulo o sistema Ponto a Ponto aumente a arrecadação em 10 vezes, das atuais 790 milhões de tarifas cobradas por ano, para mais de 8 bilhões.
Hoje a arrecadação nas rodovias pedagiadas de SP passa de 7 bilhões de reais/ano. Dessa arrecadação total, alguns cálculos e projeções do IPEA dão conta de que 20 a 40% do montante é revertido em LUCRO para as concessionárias.
Visando minimizar o impacto negativo de mais uma taxa/imposto ao já combalido contribuinte paulista, a bancada tucana na ALESP, bem como secretários e o próprio governador apressaram-se a voltar atrás em suas declarações, repetindo que o pedágio urbano terá “caráter opcional” e que “essa não é a intenção” da cobrança Ponto a Ponto, destacando especialmente que o sistema “visa corrigir injustiças praticadas hoje” nas rodovias pedagiadas hoje.
É bom lembrar que Alckmin elegeu-se por estreitíssima margem de votos no segundo turno (menos de 200 mil votos). E uma de suas promessas de campanha era revisar todos os contratos de concessão de pedágios nas estradas paulistas, justamente para reduzir essas “injustiças” e eventuais “abusos e distorções”.
Hoje (24/07), o deputado estadual Cauê Macris do PSDB volta a defender o pedágio urbano no jornal Correio Popular em Campinas, SP. Para desmontar seus argumentos, repetidos à exaustão pela cantilena privatista tucana, é bom rebater com FATOS E NÚMEROS algumas das falácias requentadas e vendidas como “pão fresco” pelos tucanos, que ainda nos tratam como bobos, mais de 15 anos depois da chamada “privataria tucana” que desmontou o patrimônio nacional e o vendeu a preço de banana a empresas que hoje faturam valores astronômicos com péssimos serviços prestados. Nem é bom lembrar de casos como Banespa, CESP, Nossa Caixa e Telesp, cujos aposentados e pensionistas hoje não querem nem ouvir falar do nome de Mario Covas ou FHC, nem pintados de ouro.
Primeiro Mito – as rodovias pedagiadas são constantemente eleitas as “melhores para dirigir” de todo o país e isso só é possível pois elas são pedagiadas.
MENTIRA. As rodovias pedagiadas do estado de SP (basicamente, Anhanguera, Bandeirantes, Dom Pedro, Castello Branco, Santos Dumont, sistema Anchieta-Imigrantes, Raposo Tavares, SP-340-Campinas-Mogi, Marechal Rondon, Ayrton Senna e Tamoios) eram, em sua maioria, de qualidade acima da média ANTES de serem entregues à iniciativa privada. Os investimentos das concessionárias foram poucos, especialmente na Bandeirantes, que foi construída pelo governo militar e concebida para conter um trem de passageiros em seu canteiro central, e para carregar qualquer tipo de carga (peso, altura e largura) pois não há pontes nem passarelas passando por cima dela no projeto original. Sendo assim, as rodovias de São Paulo, em sua maioria, já eram boas ANTES de serem privatizadas.
Segundo Mito – o sistema Ponto a Ponto será opcional.
MENTIRA. Essa mesma mentira disseram os tucanos em suas promessas de campanha quanto ao Rodoanel, a Castello Branco e a Raposo Tavares na região metropolitana de SP que engloba SP, Osasco, Carapicuíba, Alphaville, Barueri e Santana de Parnaíba. Os moradores/trabalhadores daquela região TINHAM MARGINAIS para não pagar os abusivos pedágios dessas rodovias. Essas marginais foram FECHADAS E PEDAGIADAS também. Uma das ideias de Mário Covas para o Rodoanel era justamente a não cobrança de pedágio para que ele de fato cumprisse o seu papel, que era tirar ônibus e caminhões das marginais de SP. Serra e Alckmin jogaram essa idéia por terra e pedagiaram TODO O RODOANEL.
Terceiro Mito – o sistema Ponto a Ponto será mais justo por cobrar por quilômetro rodado, e não por trecho fechado.
MENTIRA. Apesar da queda nos investimentos, as tarifas continuam subindo. Desde a concessão dos primeiros trechos rodoviarios, em 1995, até janeiro de 2011, os valores cobrados nas praças cresceram, em média, 120% acima da inflação, segundo o Ipea. A diferença influencia o preço dos fretes e dos alimentos, já que cerca de 60% da produção agrícola brasileira é escoada por rodovias.
Segundo levantamento do Ipea com base nos preços divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o motorista brasileiro gasta, em média, 9,13 reais para percorrer 100 km de uma rodovia pedagiada. O valor é mais alto que o das estradas do Chile, dos Estados Unidos e da Argentina. Nas rodovias paulistas, são 16,04 reais para rodar 100 km, quase o dobro da média nacional e equivalente ao valor na França, Portugal e Noruega, cuja renda média per capita de 59.100 dolares é cinco vezes maior que a nossa. Os baianos são os que pagam menos: 3,91 reais.
A explicação para diferenças tão gritantes está, de novo, nos contratos. Há dois tipos de concessão rodoviária em vigor hoje no país. As mais antigas, assinadas no fim da década de 90 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e pelos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. E os novos, de 2007, celebrados pelo Governo Federal. Enquanto a média de preço nas estaduais é de 10,41 reais por 100 km, as mais recentes cobram 3,06.
Isso acontece porque os acordos pioneiros foram firmados em tempos de economia estagnada e eram considerados de risco. Para torná-los atrativos, o poder público concordou em incluir nas cláusulas uma taxa maior de retorno de investimento, cerca de 18%. Ou seja: em qualquer cenário, a concessionária tinha assegurada uma boa margem de lucro.
Outro problema dos contratos antigos é que os valores são reajustados pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas. No período entre 1997 e 2007 ele variou bem acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo para medir a inflação. Nesse período, as tarifas do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, que continuam reajustadas pelo IGP-M, aumentaram 270% acima da inflação oficial medida pelo IBGE.
Em 2005, o governo federal concluiu que administrar rodovias não era mais um negócio de risco. Fixou, então, uma taxa de retorno menor e possibilitou maior flexibilidade no cronograma de obras. Permitia, por exemplo, antecipar obras previstas caso a receita aumentasse ou postergar duplicações, se o fluxo diminuísse. Com isso, foi possível buscar quem oferecesse o preço mais baixo. É o caso da Litoral Sul, que cobra 1,57 real a cada 100 km, o menor valor do país. Mas mesmo essas concessões recentes aumentaram os preços em 3,5% acima da inflação por ano, entre 2008 e 2011.
Nos tempos de bonança de hoje, as concessões antigas continuam praticando preços que refletem o cenário do fim da década de 90. Atualmente, mais da metade dos contratos da CCR seguem calcados no IGP-M. Uma saída seria os governos estaduais abrirem mão da chamada outorga onerosa, uma taxa anual milionária que as empresas têm de repassar ao estado para que ele possa manter estradas vicinais. Em troca, as empresas adequariam seus índices de reajuste aos da inflação.
Em resumo: o valor de 14 centavos por km, apregoado por Alckmin e Serra como “justo”, já está 15 anos superfaturado e chega a quase 300% de superfaturamento. Vale repetir: TREZENTOS POR CENTO.
Quarto Mito – as rodovias pedagiadas são mais seguras.
MENTIRA. Entre 2009 e 2011, somente no sistema AutoBan (Anhanguera-Bandeirantes) os acidentes com mortes cresceram 47%.
Segundo pesquisa realizada neste ano pela Fundação Dom Cabral, o número de acidentes com vítimas fatais em rodovias concedidas é a metade do que acontece nas vias públicas. Apesar de o tráfego ter dobrado nas rodovias concedidas nos últimos quatro anos, a taxa de acidentes por 10.000 veículos caiu apenas ligeiramente.
Para finalizar, alguns assuntos precisam ser discutidos de forma TRANSPARENTE com o eleitorado paulista, sem cair na tentação de falar bobagens como “blogs nazistas”, “blogs sujos”, “infantaria petista”, “trololó” ou “partidarismo”, ultimamente utilizadas pelos tucanos quando não conseguem sustentar o livre-debate de ideias democrático e transparente (Heródoto Barbeiro caiu na besteira de perguntar sobre os pedágios no Roda Viva, a José Serra. Foi demitido da TV Cultura logo em seguida e hoje está na Record News).
A propósito, as empresas que “exploram” rodovias paulistas lucram R$ 155 mil por quilômetro. O Transparência São Paulo organizou as informações dos balanços das concessionárias das rodovias paulistas. Com base nos dados levantados, podemos observar que:
a) no Estado de SP, até abril de 2011, existiam cerca de 5.361 km de rodovias concedidas, sendo 3.565 no período 1998 a 2000 (antigas concessões) e 1.796 no período 2008 a 2010 (novas concessões);
b) o faturamento total das concessionárias em 2009 foi de R$ 4,6 bilhões;
c) o lucro líquido total das concessionárias em 2009 foi de R$ 832 milhões;
d) este lucro líquido representou 17,88% do faturamento das empresas concessionárias em 2009;
e) as empresas faturaram R$ 868 mil por quilômetro;
f) as empresas lucraram R$ 155 mil por quilômetro;
g) quando analisamos apenas os valores das concessões mais antigas, estas cifras sobem de forma expressiva: as concessionárias antigas faturaram R$ 1,1 milhão por quilômetro e apresentaram lucro de R$ 303 mil por quilômetro.
Sob qualquer ângulo que se olhe, os números são absurdos. Até quando o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Estadual permanecerão omissos no caso das rodovias paulistas?
Outras perguntas:
a) Como Serra e Alckmin explicam os novos traçados da Marginal Tietê, duplicada ao astronômico preço de 11 bilhões de reais (1 bilhão por quilômetro), com participação da Construtora Delta, importante via de irrigação do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira? As 65 mil mudas de árvores prometidas para a Marginal já foram pagas pelo contribuinte paulista, mas onde estão? O TCE já analisou os 26 contratos da prefeitura e do estado de SP com a Delta? Quais são as conclusões? Qual era exatamente o vínculo entre o contato da Delta em SP (Heraldo Puccini Neto, foragido) e o ex-diretor da Dersa e ex-arrecadador da campanha de Serra à presidência, Paulo Vieira de Souza (o Paulo Preto)?
b) Quando Alckmin/Serra irão informar a população de que será cobrado também pedágio urbano nas Marginais de SP? Qual dos dois ficará com esse ônus de fazer a população paulista (cerca de 17 milhões de pessoas) engolir mais esse imposto?
c) Até quando justificaremos a farra do pedagiômetro do ponto de vista de melhorias de investimentos e infra-estrutura, uma vez que já pagamos IPVA, Gravame, Taxa de Licenciamento e DPVAT justamente para esse fim? Onde está o dinheiro do IPVA pago pelos paulistas?
d) Com o aumento da frota de veículos nos últimos anos (fruto do aumento real do salário mínimo, conquista do governo Lula, e também do barateamento dos carros graças a isenção de impostos, conquista do governo Dilma), os pedágios estão ainda mais distorcidos e majorados para cima. Quando é que as prometidas revisões de pedágio contemplarão a nova realidade do país?
Sob qualquer ponto de vista que se olhe, a cobrança de pedágio Ponto a Ponto na RMC (que será implantada SIM, se os cidadãos não se manifestarem) é injusta, abusiva e reflete apenas a sanha arrecadatória e privatista do partido que governa o estado há mais de 20 anos. Não se vê investimentos em trens, metrô, corredores de ônibus, redução de impostos para transportes coletivos e melhoria no modal de transporte de cargas em SP (redução do ICMS de 33% é reivindicação antiga do setor. O sindicato dos transportadores propôs em 2007 que esse valor fosse reduzido para 5% que ainda manteria os lucros astronômicos do “impostômetro” paulista. À época Alckmin não quis nem saber de conversa).
Pelo contrário, Alckmin propôs que o sistema Ponto a Ponto também passe a cobrar multas por excesso de velocidade. E as iniciativas do Governo Federal na malha de trens no estado de SP são constantemente boicotadas ou bloqueadas por Alckmin e Serra; quando qualquer político de visão sabe que o modal de transporte mais seguro e eficiente, especialmente para cargas, é a ferrovia.
Para finalizar: os cidadãos paulistas deram mostra de seu poder de mobilização e conscientização na recente idiotice chamada “veto às sacolinhas”. Uma estapafúrdica lei de Alckmin e Kassab queria acabar com as sacolinhas plásticas em todos os supermercados paulistas, alegando que isso ia “tirar o planeta do sufoco”. Diversos órgãos, empresas, faculdades, especialistas e instituições como PROTESTE, PROCON e IDEC desmontaram toda a falácia envolvida por trás da lei. Resultado: a lei foi derrubada, as sacolinhas voltaram e Celso Russomanno está empatado tecnicamente na corrida à prefeitura paulistana.
AGORA É O MOMENTO de toda a RMC se mobilizar para DERRUBAR o pedágio urbano de Alckmin, com mobilização intensa e diária por email, panfletos, discussão com vizinhos e amigos, no trabalho e com nossa família; e também pelas redes sociais, atual “pesadelo” do Fuhrer Serra, que quer PROIBIR blogs independentes e críticos a ele.
Seu papel também é fundamental nisso: no VOTO. Em outubro agora, é só lembrar-se bem dos candidatos a vereador e prefeito e recordar do que fizeram na Câmara e na Prefeitura nos últimos anos; em que partido estão, que coligação, que propostas defendem.
Em Campinas, 70% dos vereadores estão tentando a reeleição. Vale lembrar que até O Politizador votou CONTRA a CPI da Sanasa (as fraudes dos contratos da Sanasa foram descobertas pelo Ministério Público e não foram consideradas anormais na Câmara) e A FAVOR do aumento de 126% de seus próprios salários.
Pedro Serafim é do MESMO PARTIDO do prefeito cassado Dr. Hélio.
E Jonas Donizette (cujo partido PSB é da BASE DE DILMA) tem como candidato a vice um tal de “Paulão da Unicamp”, cujo partido é… O MESMO PSDB DE ALCKMIN E SERRA.
Antes de votar nulo (suprema prova de falta de consciência política e de educação de base), ou de votar movido por “pesquisas de intenção de voto”, OLHE BEM na cara desses candidatos a prefeito e a vereador.
Em outubro podemos ajudar a fazer uma Campinas mais humana, limpa, democrática, séria, igualitária, responsável e moderna.
MOBILIZAÇÃO E VOTO CONSCIENTE.
“Um novo mundo começa por um novo país; um novo país começa por novas cidades; novas cidades começam por novas pessoas; e novas pessoas começam por você. Por mim. Por nós. Devemos ser a mudança que queremos para o mundo.” (Gandhi)
Aline Cristina Pavia
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Conservadora e contraditória

Sem citar nomes, o competentíssimo jornalista Marcos Rolim, histórico defensor dos direitos humanos, critica, em sua coluna semanal no diário que se esforça por (de)formar opiniões entre os leitores gaúchos, aqueles que apoiam o tal “Manifesto contra a descriminalização das drogas“, divulgado pelo Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (!). Rolim atinge (sem querer?) o jornal em que publica sua crítica. E o faz com muita classe, é preciso dizer.
Nem dois dias antes (já que o jornal de domingo sai no sábado), na sexta-feira, Zero Hora dedicou seu editorial a reforçar a postura conservadora da empresa em relação aos grandes temas da sociedade, abordando a questão da descriminalizacao do usuário de drogas, que vem sendo discutida na proposta de reforma do nosso ultrapassado código penal. O grupo que assina o manifesto, liderado pelo deputado gaúcho Osmar Terra, não só é contra a descriminalização como também apoia um projeto de lei que coloca penas mais duras para traficantes e usuários.
Além de conservador, o jornal é contraditório. Sua argumentação é simplista, apontando um cenário de causa e consequência invariável, como se descriminalizar o uso de drogas aumentasse o consumo, que aumentaria a violência. Então apoia o documento assinado por setores conservadores da sociedade, incluindo políticos, Igreja etc. É do simplismo da argumentação, pouco embasada, que nasce a contradição.
O argumento mais usado é, ironicamente, o de que repressão não resolve, que é preciso investir na prevenção. Isso num editorial que nasceu com o objetivo de defender uma política repressiva, vai entender. Olha esse trecho:
“A alternativa para livrar mais pessoas da droga é a ênfase na prevenção, não na repressão, muito menos na prisão de usuários com profissionais do crime, num ambiente propício a condená-los a viver para sempre no mundo da violência.” Pois é, então descriminalizemos o usuário, certo? Mas o texto continua em outro tom. Uma confusão.
O jornal não foge dos lugares-comuns, justamente aqueles que Rolim desmonta dois dias depois, como o tão citado exemplo de Portugal, que os contrários à descriminalização insistem ter sido negativo. Rolim ataca no ponto sensível aos jornalistas, a falta de rigor dos fatos. Afinal, é raro, nesse contexto, a fonte da informação ser citada, como não o fez o jornal Zero Hora no tal editorial. E Rolim desmonta a argumentação. Cita fontes que mostram o contrário e que desmascaram a fraqueza dos argumentos.
Assim como Rolim, faço um apelo a que ampliemos o debate, não que o interditemos, como pretende o manifesto. Até a Zero Hora reconhece a inutilidade de se investir em repressão, embora o faça de forma meio torta.
—–
Ainda na Zero Hora de domingo…
Já nas páginas que tratam do julgamento do mensalão (esperado ansiosamente pela imprensa de um modo geral), o que fica mesmo é a grande quantidade de erros de português e frases mal-escritas. São cinco páginas logo no início do jornal (4 a 8) falando do tema.
Qual seria a intenção dos repórteres, por exemplo, ao dizer que “o caso chegou a suscitar o impeachment do presidente Lula”? Suscitar, do Houaiss: “ser a causa do aparecimento de; provocar, causar, originar”. Lula sofreu impeachment e não me contaram?
E quando está escrito que “o grupo teria alterado irregularmente a classificação de risco das mesmas”? Usar o “mesmo” como pronome pessoal já é naturalmente feio e errado. É o caso da placa no elevador, pedindo que verifiquemos se “o mesmo encontra-se parado no andar”. Imagina então quando não há referência nenhuma a algum sujeito feminino plural nas frases anteriores…
Há ainda frases enroladas, repetições de palavras, vírgulas fora de lugar etc.
E, pra completar, a tentativa de ironia no final do texto, na quarta página sobre o tema.
“- Tenham fé na Justiça – pediu Delúbio, aos camaradas.”
Delúbio é petista ou comunista?
No Somos andando
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Barrado no baile

Barrado no baile

Presidente do Paraguai, Federico Franco, tentou se convidar para evento na Fiesp, mas seu nome foi vetado pelo Palácio do Planalto


Na semana que sela o ingresso da Venezuela no Mercosul, o presidente do Paraguai, Federico Franco, tentou se convidar para participar de um evento na Federação das Indústrias de São Paulo, mas levou bola preta. O veto partiu do Palácio do Planalto. Leia a nota de Vera Magalhães, no Painel da Folha:


Non grata 


O presidente do Paraguai, Frederico Franco, se convidou na semana passada para visitar a Federação das Indústrias de São Paulo, mas o Planalto fez chegar ao presidente da instituição, Paulo Skaf, que não tinha interesse em receber o substituto de Fernando Lugo.
No 247
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