24 de jul de 2012

Pela extinção da PM

No final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a pura e simples extinção da Polícia Militar no Brasil. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura.
No resto do mundo, uma polícia militar é, normalmente, a corporação que exerce a função de polícia no interior das Forças Armadas. Nesse sentido, seu espaço de ação costuma restringir-se às instalações militares, aos prédios públicos e aos seus membros.
Apenas em situações de guerra e exceção, a Polícia Militar pode ampliar o escopo de sua atuação para fora dos quartéis e da segurança de prédios públicos.
No Brasil, principalmente depois da ditadura militar, a Polícia Militar paulatinamente consolidou sua posição de responsável pela completa extensão do policiamento urbano. Com isso, as portas estavam abertas para impor, à política de segurança interna, uma lógica militar.
Assim, quando a sociedade acorda periodicamente e se descobre vítima de violência da polícia em ações de mediação de conflitos sociais (como em Pinheirinho, na cracolândia ou na USP) e em ações triviais de policiamento, de nada adianta pedir melhor "formação" da Polícia Militar.
Dentro da lógica militar, as ações são plenamente justificadas. O único detalhe é que a população não equivale a um inimigo externo.
Isto talvez explique por que, segundo pesquisa divulgada pelo Ipea, 62% dos entrevistados afirmaram não confiar ou confiar pouco na Polícia Militar. Da mesma forma, 51,5% dos entrevistados afirmaram que as abordagens de PMs são desrespeitosas e inadequadas.
Como se não bastasse, a Folha mostrou no domingo que, em cinco anos, a Polícia Militar de São Paulo matou nove vezes mais do que toda a polícia norte-americana ("PM de SP mata mais que a polícia dos EUA", "Cotidiano").
Ou seja, temos uma polícia que mata de maneira assustadora, que age de maneira truculenta e, mesmo assim (ou melhor, por isso mesmo), não é capaz de dar sensação de segurança à maioria da população.
É fato que há aqueles que não querem ouvir falar de extinção da PM por acreditar que a insegurança social pode ser diminuída com manifestações teatrais de força.
São pessoas que não se sentem tocadas com o fato de nossa polícia torturar mais do que se torturava na ditadura militar. Tais pessoas continuarão a aplaudir todas as vezes em que a polícia brandir histericamente seu porrete. Até o dia em que o porrete acertar seus filhos.
Vladimir Safatle
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Para não falar de Londres, "Globo Esporte" cobre até campeonato de sumô

Globo Esporte mostra matéria de sumô na edição exibida em São Paulo nesta terça-feira
Globo Esporte mostra matéria de sumô na edição exibida
em São Paulo nesta terça-feira
Alguém fez uma piada: “O ‘Globo Esporte’ vai falar de sumô, mas não de Jogos Olímpicos”. E não é que levaram a piada a sério? Foi na edição de hoje, véspera da estreia da seleção feminina de futebol e a três dias da abertura oficial da Olimpíada.
O corte do goleiro Rafael foi relatado brevemente em notícia lida por Tiago Leifert, mas a estreia da seleção masculina de futebol, daqui a dois dias, contra o Egito, foi ignorada. Sobre o jogo das mulheres, amanhã, contra Camarões, nenhuma palavra.
Em compensação, o noticiário esportivo da Globo em São Paulo apresentou com destaque o evento em que o zagueiro Paulo Andre, do Corinthians, apareceu como modelo de uma grife estrangeira.
Além do campeonato de sumô, cuja cobertura mereceu reportagem especial, o “Globo Esporte” também tratou com profundidade de uma aventura do repórter Leo Bianchi. Escalado para descer uma ladeira de skate, ele ficou com medo de se machucar e preferiu percorrer o caminho a pé.
Maurício Stycer
No Maria da Penha Neles!
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Dr. Consulta

Thomaz Srougi, diretor geral do Dr. Consulta, e Dr. Cesar Camara, urologista  
Daniel Teixeira - AE
Bem na entrada da favela de Heliópolis, entre uma agência bancária e uma loja de departamentos, desponta uma clínica médica que só realiza consultas particulares. Não vale convênio, tampouco cartão do SUS.
Quem passa ali, estranha. Muitos moradores custam a ter coragem de entrar. Só perdem o medo na medida em que o boca a boca se espalha ou quando leem um cartaz bem à frente do portão que informa, em linguagem clara e direta, o valor das consultas: R$ 40 para clínico-geral e R$ 60 para qualquer uma das dez especialidades oferecidas, que pode ser dividido em duas parcelas.
"Quem disse que essa população não pode ir ao médico particular?", questiona o criador do Dr. Consulta, Thomaz Srougi. Ele se refere ao seu público-alvo: gente sem plano de saúde e cansada das filas dos postos públicos. O perfil exato dos moradores da maior favela da cidade.
Para atendê-los, a estrutura é simples, porém bem equipada. Nos consultórios - separados por divisórias de fórmica e com cadeiras de plástico -, há equipamentos caros, como o usado em exames oftalmológicos e o de ultrassonografia, além do eletrocardiograma. Em casos mais sérios, em que seja necessária a internação, os pacientes são encaminhados ao hospital público.
O atendimento é feito por uma dúzia de médicos, todos formados em universidades conceituadas e integrantes do corpo clínico de hospitais de ponta, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein. O diretor da clínica, por exemplo, é Cesar Camara, indicado por Miguel Srougi, um dos urologistas mais conceituados da cidade e pai de Thomaz.
Na quarta-feira passada, Cesar saiu de Heliópolis e tomou o metrô Sacomã em direção ao Sírio, para atender um dos seus pacientes. Em seu consultório, a consulta custa R$ 450, sete vez o que pagou cada um dos dez pacientes atendidos naquela tarde.
"Engajei-me no projeto porque consigo garantir um atendimento humanizado. Tem consultas em que levo 40 minutos, mesmo tempo que pratico no consultório particular, o que seria impossível na realidade dos convênios."
Todos os médicos dali já haviam atendido por planos privados e recebem em Heliópolis o mesmo que ganhariam em um convênio: cerca de R$ 40 por hora. A diferença é que estão livres das conhecidas metas de atendimento que encurtam as consultas a cada dia. "Selecionamos os médicos por esse perfil humanizado. É importante serem egressos das melhores universidades, mas isso não basta", diz Cesar.

De longe

Mesmo que a maioria do público não se atente ao nome do Sírio-Libanês costurado no jaleco do urologista - "a população daqui nunca ouviu falar do hospital", brinca Cesar -, já começa a pipocar por ali um ou outro paciente vindo de longe. Dia desses, Cesar atendeu um homem que havia se locomovido do Paraíso (bairro de classe média alta e a pelo menos meia hora de distância, de carro).
Se a pessoa tinha ou não dinheiro para pagar mais pelo atendimento, não interessa, diz Thomaz. "Essa procura é boa. Sinaliza que há muito espaço de crescimento."
Desde sua inauguração, em agosto de 2011, a clínica tem crescido 40% por mês e hoje realiza 600 procedimentos a cada 30 dias. A conta ainda não fecha porque houve investimento de cerca de R$ 1 milhão em estrutura, mas a receita tem aumentado à medida que a população descobre o local. Dos 300 mil habitantes da microrregião, só 10% conhecem a clínica, segundo pesquisa encomendada por Thomaz.
Nos sonhos do administrador, ele vê uma clínica em cada um dos 96 distritos da capital. Só para garantir o público, as próximas unidades devem ser instadas em bairros periféricos, como Itaquera e São Miguel Paulista, na zona leste. "Inspirei-me em projetos parecidos em países como Guatemala e México. Testei, adaptei e agora quero crescer, sempre seguindo essa lógica simples, de gerar renda ao mesmo tempo em que agrego um valor muito importante à população."
Ocimara Balmant
No Agência Estado
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A falta que o Cachoeira faz

Terça-feira à tarde: se não vendeu até agora dificilmente vai vender depois. Única revista encalhada na banca.
No Esquerdopata
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Rui Falcão, presidente do PT manifesta apoio aos jornalistas que a direita tenta calar

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SUS vai distribuir novo remédio de alto custo contra câncer de mama

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (23) que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.
De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados.
Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.
Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano.
A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.
A partir da publicação no “Diário Oficial da União”, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.
Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.
No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.
Paula Laboissière
No Valor
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Charge online - Bessinha - # 1362

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O primeiro videoclipe brasileiro

Obra do cineasta Humberto Mauro, "A velha a fiar" (1964) ilustra a canção popular de mesmo nome, executada pelo Trio Irakitã. O filme é considerado o primeiro videoclipe brasileiro, e um dos primeiros do mundo.
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Assim é na América que o PIG idolatra

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Documentos revelam monitoramento do jornalista Mauro Santayana pela ditadura

Documentos emitidos pelo Departamento de Ordem Política e Social do extinto Estado da Guanabara e pelo Centro de Informações do Exército, revelam que o jornalista Mauro Santayana foi exaustivamente controlado pelos órgãos de informação da ditadura.
Santayana ocupou em sua carreira como jornalista, cargos destacados nos principais órgãos de imprensa brasileiros, especialmente na mídia impressa, como Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil.
Em 1964, ano do golpe militar no Brasil, colaborava com o embaixador Mário Palmério, no Paraguai, nas negociações para a implantação da hidrelétrica de Itaipu. Exilou-se, então, durante mais de dez anos, no Uruguai, no México, em Cuba, em Praga, na Checoslováquia. Trabalhou como jornalista e chefe das emissões em português da Rádio Havana, em 1966, e como comentarista político da Rádio Praga, entre 1968 e 1970. Em Bonn, na Alemanha, foi correspondente do Jornal do Brasil.
Mauro Santayana é um jornalista autodidata brasileiro. Prêmio Esso de Reportagem de 1971, fundou, na década do 1950, O Diário do Rio Doce, e trabalhou, no Brasil e no exterior, para jornais e publicações como Diário de Minas, Binômio, Última Hora, Manchete, Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil onde mantêm uma coluna de comentários políticos.Cobriu, como correspondente, a invasão da Checoslováquia, em 1968, pelas forças do Pacto de Varsóvia, a Guerra Civil irlandesa e a Guerra do Saara Ocidental, e entrevistou homens e mulheres que marcaram a história do Século XX, como Willy Brandt, Garrincha, Dolores Ibarruri, Jorge Luis Borges, Lula e Juan Domingo Perón. Amigo e colaborador de Tancredo Neves, contribuiu para a articulação da sua eleição para a Presidência da República, que permitiu o redemocratização do Brasil. Foi secretário-executivo da Comissão de Estudos Constitucionais e Adido Cultural do Brasil em Roma.
Ministério do Exército
Centro de Informações do Exército
21 maio 1973
PB 224/73-S-103.2MA
Mauro Santayana
CIE DOPS/GB CENIMAR CISA
(Clique nos documentos para ampliar)
Aluizio Palmar
No Documentos Revelados
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O tabuleiro de Aécio

Cálculo. Mesmo a derrota, em 2014,
abre caminhos.
Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
Aécio Neves será candidato a presidente da República em 2014. É o destino, dirão os aliados. Ele se preparou a vida inteira para isso, insinuarão os desafetos de José Serra, no PSDB. Agora é óbvio, antes não era. Isso, por circunstâncias políticas, e não por predestinação. Um ditado mineiro, aliás, explica a decisão do ex-governador de Minas: sapo pula por necessidade e não por belezura. Por isso, Aécio implodiu a aliança entre o PSDB e o PT que, em 2008, elegeu Marcio Lacerda (PSB) à prefeitura de Belo Horizonte. A ruptura foi vista ora como ousadia, ora como audácia. Nada disso. Essas não são características de políticos mineiros. Menos ainda as características desse neto do hábil e cauteloso Tancredo Neves.
Sem opção tucana em Minas, o PSDB usou um quadro do PSB. Veja o que afirma, submetido ao fato consumado, o governador Eduardo Campos (PE), presidente nacional do PSB: “O Marcio é mais aecista que socialista”.
Marcio Lacerda é um trunfo político de Aécio Neves no jogo nacional. Se Lacerda for reeleito para a prefeitura de BH, disputará o governo do estado, em 2014, com Aécio na competição para a Presidência. Em razão disso, a eleição de agora na capital mineira ganha mais importância. Talvez até maior que o confronto na capital paulista.
Sem opção é a solução dos tucanos. E competir, em 2014, é uma excelente opção para ele. Essa etapa se encaixa naturalmente nos planos de Aécio. Além disso, as circunstâncias internas no partido o favorecem. Por essa razão, está predestinado a concorrer. Mesmo ciente de que pode perder. Aos 52 anos ainda tem mais tempo na política.
Os eventuais adversários internos do tucano mineiro seriam dois tucanos paulistas: o governador Geraldo Alckmin, derrotado em 2006, e o ex-governador José Serra, derrotado em 2002 e 2010. Os dois, no entanto, estão fora da disputa presidencial.
Vejamos Serra. Se perder a eleição para a prefeitura, desaparecerá. Se vencer, vai readquirir força interna no PSDB sem nenhuma condição, no entanto, de abandonar a prefeitura, em 2014. Por isso anunciou que adormeceu o sonho presidencial até 2016. Desta vez, entretanto, vai valer a palavra dada.
Alckmin, governador, quer a reeleição, em 2014. E estará pronto para o que der e vier em 2018. Para essa data, tem um acordo com Aécio. Especula-se sobre o teor do compromisso: o paulista pode ser candidato a vice.
O fator Alckmin pode inibir as reações de Serra contra Aécio.
A situação externa, diferentemente da interna, é muito adversa. Para ganhar a eleição, Aécio dependerá do desmoronamento completo da economia brasileira. Só isso. Nada mais, nada menos, desconsiderando o sobrenatural e admitindo somente os fatores essenciais de análise. Sem essa catástrofe, a candidatura dele terá de cruzar um céu de nuvens pesadas e atravessar um mar proceloso.
É o que projetam, por exemplo, as pesquisas de intenção de voto. Em momento tão distante da eleição, pesquisa é, mais ainda, apenas uma referência do momento, mas é também um ponto de partida. Pesquisas de intenção de voto, com variados cenários, indicam hoje Dilma com índices acima de 60%. Serra alcança 15% e Aécio 10%. Mesmo a derrota, em 2014, servirá como plataforma para a consolidação e a projeção nacional do nome dele para a etapa seguinte.
Em 2018, o “predestinado” mineiro terá mais chances, embora ações políticas que dependem de dois movimentos para dar certo sejam sempre mais arriscadas.
Maurício Dias
No CartaCapital
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A blogofobia de José Serra

A blogosfera e as redes sociais são o calcanhar de Aquiles de José Serra, e não é de agora. Na campanha eleitoral de 2010, o tucano experimentou, pela primeira vez, o gosto amargo da quebra da hegemonia da mídia que o apóia – toda a velha mídia, incluindo os jornalões, as Organizações Globo e afins. O marco zero desse processo foi a desconstrução imediata, online, da farsa da bolinha de papel na careca do tucano, naquele mesmo ano, talvez a ação mais vexatória da relação imprensa/política desde a edição do debate Collor x Lula, em 1989, pela TV Globo. Aliás, não houvesse a internet, o que restaria do episódio do “atentado” ao candidato tucano seria a versão risível e jornalisticamente degradante do ataque do rolo de fita crepe montado às pressas pelo Jornal Nacional, à custa da inesquecível performance do perito Ricardo Molina.
A blogosfera e as redes sociais são o calcanhar de Aquiles
 de José Serra, e não é de agora
A repercussão desse desmonte midiático na rede mundial de computadores acendeu o sinal amarelo nas campanhas de marketing do PSDB, mas não o suficiente para se bolar uma solução competente nas hostes tucanas. Desmascarado em 2010, Serra reagiu mal, chamou os blogueiros que lhe faziam oposição de “sujos”, o que, como tudo o mais na internet, virou motivo de piada e gerou um efeito reverso. Ser “sujo” passou a ser um mérito na blogosfera em contraposição aos blogueiros “limpinhos” instalados nos conglomerados de mídia, a replicar como papagaios o discurso e as diatribes dos patrões, todos, aliás, alinhados à campanha de Serra.
Ainda em 2010, Serra tentou montar uma tropa de trolls na internet comandada pelo tucano Eduardo Graeff, ex-secretário-geral do governo Fernando Henrique Cardoso. Este exército de brucutus, organizado de forma primária na rede, foi facilmente desarticulado, primeiro, por uma reportagem de CartaCapital, depois, por uma investigação do Tijolaço.com, blog noticioso, atualmente desativado, do ministro Brizola Neto, do Trabalho.
Desde então, a única estratégia possível para José Serra foi a de desqualificar a atuação da blogosfera a partir da acusação, iniciada por alguns acólitos ainda mantidos por ele nas redações, de que os blogueiros “sujos” são financiados pelo governo do PT para injuriá-lo. Tenta, assim, generalizar para todo o movimento de blogs uma realidade de poucos, pouquíssimos blogueiros que conseguiram montar um esquema comercial minimamente viável e, é preciso que se diga, absolutamente legítimo.
Nos encontros nacionais e regionais de blogueiros dos quais participo, há pelo menos três anos, costumo dar boas risadas com a rapaziada da blogosfera que enfrenta sozinha coronéis da política e o Poder Judiciário sobre essa acusação de financiamento estatal. Como 99% dos chamados blogueiros progressistas (de esquerda, os “sujos”) se bancam pelo próprio bolso, e com muita dificuldade, essa discussão soa não somente surreal, mas intelectualmente desonesta. Isso porque nada é mais financiado por propaganda governamental e estatal do que a velha mídia nacional, esta mesma que perfila incondicionalmente com Serra e para ele produz, não raramente, óbvias reportagens manipuladas. Sem a propaganda oficial do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, todos esses gigantes que se unem para defender a liberdade de imprensa e expressão nos convescotes do Instituto Millenium estariam mendigando patrocínio de açougues e padarias de bairro para sobreviver.
Como nunca conseguiu quebrar a espinha dorsal da blogosfera e é um fiasco quando atua nas redes sociais, a turma de Serra tenta emplacar, agora, a pecha de “nazista” naqueles que antes chamou de “sujo”. É uma estratégia tão primária que às vezes duvido que tenha sido bolada por adultos.
Um candidato de direita, apoiado pelos setores mais reacionários, homofóbicos, racistas e conservadores da sociedade brasileira a chamar seus opositores de nazistas. Antes fosse só uma piada de mau gosto.
Leandro Fortes
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Manipulações & cia

Em discurso no encerramento do recente evento RIO+20 no mês passado, o presidente Rafael Correa, do Equador, enfatizou que há uma guerra não declarada a ser combatida pelos setores progressistas de todo o mundo. A guerra da mídia contra a verdade dos fatos e a criminosa manipulação de consciências que se faz através de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão.
Modestamente, ouso discordar em apenas um pequenino, mas significativo ponto do discurso do presidente equatoriano: já é uma guerra DECLARADA. O que se publica e se divulga ou é uma meia verdade, ou uma mentira inteira ou não apresenta o fato em seu verdadeiro contexto o que, em última palavra, vem a dar no mesmo.
Trago aqui três exemplos desses últimos dias para a nossa reflexão: a declaração do senado norte americano sobre o banco HSBC, o debochado discurso de uma senhora chamada Danuza Leão sobre o povo brasileiro e a “vitória” de parte da mídia nacional ao pautar o julgamento do mensalão para antes das eleições municipais, mensalão que ainda não se provou, segundo o batalhador Mino Carta.
Notícia da Folha de São Paulo na última terça-feira, 17 de julho, diz o seguinte:

HSBC pôs em risco sistema financeiro dos EUA, acusa Senado

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O banco britânico HSBC, um dos maiores da Europa, colocou em risco o sistema financeiro dos EUA, ao relaxar seus controles e ficar vulnerável a operações para lavagem de dinheiro relativas ao tráfico de drogas e terrorismo.
As acusações fazem parte de um relatório do Senado americano divulgado nesta terça-feira.
“Na era do terrorismo internacional, da violência vinculada às drogas em nossas ruas e nossas fronteiras, do crime organizado, deter esse fluxo de dinheiro que apoia esses horrores é uma prioridade para segurança nacional”, escreveu no comunicado o senador democrata Carl Levin, que presidiu o comitê de investigação.
Denúncia grave, claro, que envolve um dos maiores bancos mundiais com quase 500 agências só nos Estados Unidos. Onde a manipulação, se não do senador democrata, mas da maneira como a notícia é dada, se atentarmos para um fato extremamente importante e esclarecedor?
Segundo alguns dos últimos relatórios da Organização Mundial de Saúde (2008/9), os norte americanos são os maiores consumidores de drogas do planeta. Apesar da legislação repressiva adotada nos Estados Unidos, os americanos aparecem como os maiores consumidores de maconha e cocaína do mundo, revela um estudo realizado em 17 países e publicado na ‘PLoS Medicine’, uma revista científica on-line. Segundo o estudo, dirigido por pesquisadores da Universidade de New South Wales (Sydney, Austrália), 16,2% dos americanos já consumiram cocaína ao menos uma vez, enquanto 42,4% já fumaram maconha.
Cabe, então, a pergunta: como essa droga chega aos Estados Unidos? Quem protege o tráfico? Quanto ela movimenta em dinheiro? Por qual razão os EUA têm bases militares na Colômbia, maior produtor mundial de cocaína e invadiram o Afeganistão, maior produtor mundial de ópio? Para combater a droga ou para protegê-la no escoamento até a terra do Tio Sam, onde – inclusive – outros bancos devem também acionar a sua lavanderia? Como o maior consumidor de drogas do mundo, portanto o maior comprador, pode acusar um banco de lavar dinheiro proveniente do tráfico? E quanto desse dinheiro financia operações da CIA? Hipocrisia ou manipulação da informação?
O senador democrata se esqueceu dos assassinatos autorizados pelo próprio governo americano contra alvos escolhidos, mas que costumam matar civis inocentes, conforme recente denúncia do ex-presidente Jimmy Carter ao jornal New York Times, em territórios do Afeganistão, no Iraque, e com o conhecimento do presidente Obama.? Será que é a esse terrorismo que se refere o senador? E Batman, não é mais o super herói que nos protegerá das forças do mal? Pelo menos no Colorado?
Outro caso interessante é o da socialite (ou seja lá o que isso queira dizer) carioca importada do Espírito Santo que há dias deitou falação “instruindo” brasileiros e estrangeiros sobre como se comportar nos anos de Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas no Brasil (2016). Chamada no site da UOL:

Danuza Leão dá dicas de como brasileiros devem se comportar na Copa

DE SÃO PAULO
O Brasil está prestes a sediar os dois mais importantes eventos esportivos do mundo: a Copa e as Olimpíadas, em 2014 e 2016, respectivamente. Mas, para receber os estrangeiros que virão ao país por consequência disso, os brasileiros precisam se preparar, diz a colunista da Folha Danuza Leão.
Em entrevista gravada, ela dá dicas de comportamento para a população e também para os visitantes.
(O leitor poderá acessar o vídeo na TV UOL, se ainda lá estiver)
Dispenso-me de reproduzir os cinco minutos de idiotices que diz a colunista da FSP, onde vem à tona todo o preconceito, rancor, inveja com a condução segura da economia brasileira nos últimos dez anos por parte dos governos Lula e Dilma. Reduz o povo brasileiro a uma súcia de ignorantes, de caráter duvidoso e diz aos estrangeiros para tomarem muito cuidado com jóias, carteiras, bolsas, etc. isso depois de insistir, como fazem muitos jornalistas do PIG, que parte das obras em infraestrutura de aeroportos, estádios, hotéis, praças e avenidas, não ficarão prontas no tempo previsto.
Manipulação pura e simples dos incautos e dos que torcem contra o país. Ficam todos atrás das portas ou atrás dos muros à espera de um desastre para dizerem: viu, não falamos que não iria dar certo essa mania de grandeza? Um país que tem uma classe média que ouve Danuza Leão e vota no Serra, agride negros, nordestinos e gays não precisa de inimigos… E nunca é demais lembrar que em 1950, um país muito mais pobre que o de hoje, organizou uma copa mundial de futebol, onde vários estádios foram construídos, como o estádio Independência em Belo Horizonte e o Maracanã no Rio de Janeiro. E ninguém reclamou…
Por último a farsa do mensalão, a mãe de todas as corrupções brasileiras – segundo Demóstenes, Álvaro Dias, Heráclito não sei das quantas – aquela que foi criada para enfraquecer o governo Lula, se possível abatê-lo, mas que deu com os burros n’água.
A ação da Polícia Federal nas Operações Vegas e Monte Carlo, bem como os primeiros depoimentos da CPMI VEJA/Cachoeira já mostraram ao público brasileiro como foi montada toda essa operação repercutida pelos principais meios de comunicação do país: vídeos montados, escroques a serviço de honoráveis políticos e jornalistas, chantagens, documentos falsos, a imprensa a serviço de bandidos e moralistas de fachada. Políticos do DEM, do PSD, do PSDB, do PPS, envolvidos até o pescoço com a maracutaia e protegidos por uma mídia que tem o rabo preso. Tão violenta e intensa foi essa manipulação que até parte relativamente significativa da esquerda brasileira acreditou.
E tão preso está esse rabo que tentam uma última investida contra o PT, isto é, querem ver se ainda sobram respingos para o ex-presidente Lula e para a atual presidente. Matéria requentada, sem nos esquecermos de que um dos juízes que estará votando no STF é suspeito de integrar o esquema de Carlos Cachoeira.
O castigo vem a cavalo, diz o adágio popular. As mentiras e as falácias da imprensa, bem como a ética e a moral da direita conservadora brasileira, tão bem representada no momento nas insistentes candidaturas de José Serra a qualquer cargo executivo correm o risco de morrer do próprio veneno. Basta que o Brasil do bem meta o dedo na ferida e faça, desta vez, vazar todo o pus acumulado. Força Brasil!
Izaías Almada, escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros “Teatro de Arena, uma estética de resistência”, da Boitempo Editorial e “Venezuela, povo e Forças Armadas”, Editora Caros Amigos.
No Escrevinhador
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“Bandido bom é bandido morto”, diz uma sociedade doente

Três assaltantes abordaram uma motorista e seu bebê de três meses, na zona sul de São Paulo, na noite de sexta (20) Nesse momento, um motociclista apareceu do nada, atirou contra dois dos ladrões, que morreram no local, e desapareceu após evitar o assalto. O terceiro foi detido pela Polícia Militar. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.
Muita gente nas redes sociais está louvando a atitude do “Anjo da Motocicleta”, tuitando e lascando no Facebook que os assaltantes tiveram o que mereciam e pedindo que outros vingadores urbanos apareçam para salvar a capital paulista do caos. Há ainda os que exigem que a polícia faça o mesmo: chega de julgamentos longos e com chances dos canalhas se safarem ou de “alimentar bandido” em casas de detenção. Execute-os com um tiro, de preferência na nuca para não gastar muita bala, e resolve-se tudo por ali mesmo. Limpem a urbe para os cidadãos de bem.
E vamos indo da barbárie para a decadência sem passar pela civilização.
“Ah, lá vem o japa idiota defender bandido”. Pode ser uma visão por demais hobbesiana do mundo, mas o Estado – esse cretino opressor de uma figa – está aí para impedir uma catástrofe maior (pelo menos, enquanto não tivermos consciência o suficiente para tomar o seu papel – mas isso é outra história). E ao criticar execuções públicas, não defendo “bandido”, mas sim o pacto que os membros da sociedade fizeram entre si para poderem conviver (minimamente) em harmonia. Em suma, abrimos mão de resolver as coisas por nós mesmos para impedir que nos devoremos. E que, em uma decisão equivocada tomada na solidão do indivíduo, mandemos para a Glória alguém inocente.
Para muita gente, esse tipo de execução sumária é linda, seja feita pelas mãos da população, seja pelas do próprio Estado, ao caçar traficantes em morros cariocas ou na periferia da capital paulista. Se com o devido processo legal, inocentes amargam anos de cadeia devido a erros, imagine sem ele? Já trouxe aqui uma miríade de casos de pessoas que foram espancadas pela irracionalidade coletiva, acusadas de serem responsáveis por crimes que, posteriormente, provou-se não terem relação. Não tiveram direito à defesa ou à recurso, que são fundamentais, uma vez que a decisão tomada através do processo legal – por mais que seja falha – ainda é o melhor que temos.
Ao mesmo tempo que pessoas nas redes sociais tinham orgasmos múltiplos com a execução pública de sexta, alguns comentaristas na imprensa (e não estou falando dos programas sensacionalistas espreme-que-sai-sangue) parecem vibrar a cada pessoa abatida na periferia, independentemente quem quer que seja. Jornalistas, cuja opinião respeito, optaram pela saída fácil do “isso é guerra e, na guerra, abre-se exceções aos direitos civis”, tudo em defesa de uma breve e discutível sensação de segurança.
As verdadeiras batalhas do tráfico sempre aconteceram longe dos olhos da classe média e da mídia, uma vez que a imensa maioria dos corpos contabilizados sempre é de jovens, pardos, negros, pobres, que se matam na conquista de territórios para venda de drogas ou pelas leis do tráfico. Os mais ricos sentem a violência, mas o que chega neles não é nem de perto o que os mais pobres são obrigados a viver no dia-a-dia. Mesmo no pau que está comendo, sabemos que a maioria dos mortos não é de rico da Lagoa, da Barra ou do Cosme Velho. Ou do Morumbi, do Jardim Europa e aqui de Perdizes. Considerando que policiais, comunidade e traficantes são de uma mesma origem social, é uma batalha interna. Então, que morram, como disseram alguns leitores esquisitos que, de vez em quando, surgem neste blog feito encosto.
De tempos em tempos, a violência causada pelo crime organizado retorna com força ao noticiário, normalmente no momento em que ela desce o morro ou foge da periferia e no, decorrente, contra-ataque. Neste momento, alguns aproveitam a deixa para pedir a implantação de processos de “limpeza social” e de execuções de bandido.
Pedidos inúteis. Porque, como todos nós sabemos, a pena de morte já existe em São Paulo e no Rio de Janeiro, apesar de não institucionalizada, como instrumento policial. Há também milícias que se especializaram nisso, inclusive, ao avocar para si o monopólio da violência que, por regra, deveria ser do Estado.
Gostaria que fossem tornados públicos os exames dos legistas. Afinal de contas, acertar um tiro na nuca de um suspeito no meio de um confronto armado demanda muita precisão do policial – e depois registrar o ocorrido como auto de resistência demanda criatividade. Para contrapor os bandidos estamos optando pelo terrorismo de Estado ao invés de buscar mudanças estruturais (como garantir real qualidade de vida à população para além de força policial dia e noite).
Ninguém está defendendo o crime, muito menos bandidos e traficantes (defendo a descriminalização das drogas como parte do processo de enfraquecimento dos traficantes e pelas liberdades individuais, mas isso é outra história). O que está em jogo aqui é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao defendermos Justiça com as próprias mãos. Do que estamos abrindo mão ao pregar que as falhas da efetivação da lei sejam corrigidas por conta própria?
De vez em quando não sei de quem tenho mais medo: dos bandidos, dos “mocinhos” ou de nós mesmos.
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Serra manda investigar publicidade de estatais em blogs


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Dia de Solidariedade à Revolução Bolivariana e ao Presidente Chávez

Dia: 24 de julho de 2012
Hora: 19h
Local: Rua Rego Freitas, 192, República
(esquina com Marquês de Itú, perto do metrô República)
Sede do PCdoB, em São Paulo
CONVOCATÓRIA
No próximo dia 7 de outubro, acontecem eleições presidenciais na Venezuela.
As pesquisas de opinião indicam uma vantagem para o companheiro Hugo Chávez, atual presidente, o que o levaria à vitória.
Entrentanto, já prevendo essa vitória, a oposição de direita está se preparando para contestar a validade das eleições e do Conselho Nacional Eleitoral, órgão responsável pelo pleito.
O Brasil tem um papel político importante nessa disputa, uma vez que se observa nos meios de comunicação de massa uma articulação da direita venezuelana e brasileira para impedir a continuidade e aprofundamento da Revolução Bolivariana.
Diante desse quadro, partidos políticos, organizações sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis estão preocupados em se organizar, em vários países, para desenvolver atividades de solidariedade mundial à Revolução Bolivariana e ao Presidente Hugo Chávez.
Durante o XVIII Encontro do Foro de São Paulo, por exemplo, foi aprovada uma resolução sobre a Venezuela, que sugere a constituição de um comitê unitário para organizar uma campanha internacional de apoio à reeleição do presidente Chávez.
Neste sentido, convocamos a todas e todos para a formação do comitê brasileiro de solidariedade a Hugo Chávez e à Revolução Bolivariana (a campanha Brasil com Chávez), no dia 24 de julho, às 19h00, na Sede Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), na Rua Rego Freitas, 192, República (esquina com Marquês de Itú, perto do metrô República).
Nesta atividade ocorrerá um ato, para o qual esperamos contar com a presença do deputado venezuelano Saul Ortega (PSUV), além de partidos políticos, movimentos sociais e personalidades brasileiras. Também haverá um debate sobre as demais ações da campanha de solidariedade a serem desenvolvidas.
Partido dos Trabalhadores - PT
Partido Comunista do Brasil - PCdoB
Foro de São Paulo - FSP
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Central Única dos Trabalhadores - CUT
União Nacional dos Estudantes - UNE
*Aberto a novas adesões
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A história de Saraiva, um tucaninho em campanha

Na última quarta-feira (18) o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi interrompido por quatro “manifestantes” durante atividade de campanha realizada no Brás. Os quatro rapazes, que se diziam estudantes de universidades federais, seguravam cartazes de protesto pedindo solução para a greve nessas universidades .
Haddad tentou conversar com o grupo, mas a ação parecia orquestrada. E era. Um deles ficava gritando:  “Em quanto tempo o senhor resolve? Em quanto tempo o senhor resolve? Em quanto tempo a gente pode voltar a estudar?”
Após a saída de Haddad, um dos manifestantes se colocou à disposição dos jornalistas para entrevistas, onde afirmou: “Ele quer ganhar a eleição, mas não consegue resolver um problema com professor, não consegue fazer um Enem”. Indagado sobre em quem votaria na eleição municipal, o distinto garoto afinou o bico e disse: “Não vou declarar voto porque não sou líder de nada”, afirmou.
Eles podem não ser líderes de nada, mas são manifestantes de nada também. Na verdade, são tucanos em campanha usando os métodos que José Serra sempre usa nas suas campanhas. Quem desvendou o fato foi o pessoal do PenseNovo. Mas como eu gosto de tucaninhos, resolvi dar uma pesquisadinha a mais.
Um deles se chama Marcos Saraiva e tem 20 anos. Novinho para ser tão cara-de-pau. No facebook do “manifestante” nenhuma menção ao fato dele estudar, ou já ter estudado,  em alguma universidade federal. Por outro lado, o que não faltam são referências a sua paixão pelo PSDB. Entre elas, uma foto sua ao lado do senador Alvaro  Dias, líder do PSDB no Senado.
Além de tucano, Saraiva é anti-comunista. Na mesma página no Facebook ele publica um emblema do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), grupo de extrema-direita que realizou atentados e agressões contra estudantes, artistas e intelectuais durante a ditadura militar.
Vejam alguns outros tweets do moço que não é “líder de nada”:
Tweet de 13 de julho:
@gabriel_chalita insiste em fazer missa na campanha, não adianta pedir a Deus, o povo conhece o melhro candidato, é @joseserra_ !
Troca de Tweets entre Tripoli e Saraiva em 13 de Julho:
@marcossaraiva_ festa merecida! Abração
@ricardotripoli vamos tomar um café na segunda?
E não é que já tomaram café juntos mesmo!
Tweet de 16 de julho:
Hey @Haddad_Fernando como funciona ser funcionario da @MartaSenadora e depois puxar o tapete dela? É legal?
Mas a tucanisse do Saraivinha não para por aí. Ele mantém o blog http://marcossaraiva45.wordpress.com/, onde se define da seguinte maneira: “Sou irredutivelmente Capitalista (mas nunca capitalista selvagem), sou TUCANO no amago de meu ser apoiando sempre o Partido da Social Democraia Brasileira”. E vejam com quem ele aparece na foto. Tcham, tcham, tcham…
Saraiva ao lado de Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes
(Foto: Reprodução / Facebook)
Não foi só o “manifestante” Saraiva que foi desmascarado. Ha um outro rapaz que aparece no vídeo do PenseNovo é Victor Ferreira, secretário da Juventude Tucana. Ferreira tomou posse no cargo em abril deste ano.
Diante da cara de pau da militância tucana (são poucos, mas existem), o presidente do PT municipal de São Paulo e coordenador da campanha de Fernando Haddad, vereador Antônio Donato, publicou uma nota de repúdio, no site do diretório municipal do partido, onde classifica a atitude dos tucanos como lamentável e fascista.
Tem toda razão. E este blogueiro sujo tem dito o tempo todo por aí. Só tenho uma certeza em relação a este eleição: ela vai ser suja. Com o Serra na disputa, não existe campanha limpa.
Colaborou: Felipe Rousselet
No Blog do Rovai
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Serra entra com ação contra PHA e Nassif

Tucanos acusam blogs de Paulo Henrique Amorim e de Luis Nassif, entre outros, de difamar instituições democráticas, defender réus do mensalão e servir de instrumentos ilegais de propaganda eleitoral
O PSDB apresentou, nesta segunda-feira, um representação à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) solicitando investigações sobre o patrocínio de empresas públicas a sites e blogs "caracterizados por elogios excessivos ao PT e ao governo federal" e ataques à oposição. O presidente tucano, deputado Sérgio Guerra, chamou de atentado à democracia brasileira a “parceria” entre estatais e blogs destinados a promover o governo. “Esses blogs financiados com dinheiro público tornaram-se meras extensões do governo e de suas campanhas”, reclamou.
A avaliação dos tucanos é que os sites e blogs indicados no documento (com destaque para o blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, e o site do jornalista Luis Nassif) tornaram-se “centrais de coação e difamação das instituições democráticas” e instrumentos ilegais para propaganda eleitoral. “De certo modo, isso é coerente com o que tem sido feito no Brasil – a mistura entre o estatal e o partidário”, analisa Guerra.
A representação destaca que os sites contestam a legitimidade do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar os acusados pelo mensalão (no que seria uma tentativa de defendê-lo) e denuncia a articulação de blogueiros para apoio a candidaturas do PT antes do início do prazo legal para as campanhas eleitorais.
“O financiamento público de organizações, blogs e sites cuja especialidade tem se mostrado a coação e difamação de instituições democráticas configura ato de improbidade administrativa contra os princípios da administração pública da honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”, argumenta o presidente do PSDB.
O pedido de investigação foi entregue três dias depois de José Serra, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, acusar o PT de financiar "blogs sujos" e apontar a existência de uma "tropa nazista" na web para atacar adversários.
No 247
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Charge online - Bessinha - # 1361

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A Militância Virtual do PT

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