22 de jul de 2012

A Foto do Mico do Coiso

Foto: Marcos Alves - O Globo
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Lula falando em latim !!! "- Non Ducor Duco"

Non Ducor Duco - frase em latim que está na bandeira de São Paulo e que significa "Não Sou Conduzido, Conduzo"
No PTrem das Treze
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Entrevista com Pedro Cardoso exibida em 2009

Leda Nagle entrevistou o ator Pedro Cardoso no programa Sem Censura, da TV Brasil, em 17 de setembro de 2009. Embora já tenha alguns anos, o conteúdo da conversa entre os dois é muito pertinente e atual. Por isso resolvi publicar aqui. O vídeo postado no Youtube está dividido em quatro partes.
Na verdade, este post começou com a recente 'polêmica' no programa de Pedro Bial, no qual Pedro Cardoso defendeu seus conceitos contra os paparazzi. Fiquei interessado em ouvir mais ideias do ator, alguém a quem admiro como profissional e como pensador. Até mesmo em meu último post, Ensaio sobre o partidarismo político, chego a citar uma pequena ideia que ele coloca nesta entrevista. Assista:
Do Comunica Tudo
No Terra Brasilis
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PMs de Cristo: a segurança pública de São Paulo nas mãos de Deus

Em meio a uma das piores crises da segurança pública no estado de São Paulo, na qual a violência policial chegou à classe média, ao que parece o governo de São Paulo achou seu salvador: Jesus Cristo. Pelo menos é o que vai achar alguém que acessar a página da Secretaria de Segurança Pública do Estado, que estampa a manchete abaixo no domingo (22):
A matéria principal "PM de Cristo usa pistola e Bíblia para defender a sociedade" é basicamente uma entrevista com o vice presidente da Associação dos Policiais Militares Evangélicos do Estado de São Paulo, o tenente coronel Alexandre Marcondes Terra, destinada a divulgar a associação. Parece que a comunicação da secretaria resolveu aproveitar o crescimento evangélico no Brasil para moldar alguma notícia positiva na área mais precária do governo Alckmin. No colóquio retratado no site, Terra sinaliza o que pensa a associação:
A arma é um instrumento de trabalho do policial. O cristão não tem problema em usar a força letal, desde que ela seja exercida dentro dos princípios da legalidade.
É claro que sempre será o último recurso. O primeiro deles é o diálogo e, a partir daí, o policial tenta resolver os conflitos.
Nós entendemos que o uso da força faz parte dos princípios bíblicos. O próprio Jesus fez isso quando expulsou pessoas que estavam no templo afrontando um valor.
Os PMs de Cristo ensinam ao policial que ele defende valores e pessoas e conhecer a Bíblia pode ajudá-lo em seu trabalho.
Considerações sobre a competência do governo estadual na área de segurança pública, a estratégia de comunicação de Alckmin e sua relação com o Estado laico e temas similares ficam a critério de cada um.
No Futepoca
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Santa Rosane!

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Pobreza diminui, são 16 milhões

Indicadores sobre a Extrema Pobreza no país
  • 16,27 milhões são extremamente pobres
  • 25,7% dos maranhenses estão nesta situação
  • Na outra ponta, 1,6% dos catarinenses estão nesta situação
A OIT acaba de divulgar que entre 2003 e 2009, a pobreza no Brasil caiu 36,5%. Foram 27,9 milhões de brasileiros que saíram desta condição. Segundo a OIT, são consideradas pobres aquelas pessoas cuja renda fica abaixo de meio salário mínimo mensal per capita. Contudo, o quadro ainda é grave. Em nosso país, 8,5% da população ainda vive em condições de extrema pobreza – ou seja, com renda mensal per capita entre R$ 1 e R$ 70. São 16,27 milhões de pessoas, segundo estimativa elaborada pelo IBGE com base nos resultados preliminares do Censo 2010. Destes, 9,61 milhões vivem no nordeste.
Portanto, apesar dos avanços e do crescimento impressionante da economia do nordeste, há muito o que fazer. O Brasil continua sendo uma terra de contrastes e é necessário não perder o foco, nem a atenção.
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Em Curitiba, a hora do pesadelo


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O estranho asilo do Cachoeira boliviano

Decisão do Brasil concede ao senador Molina Pinto impunidade contra processos judiciais previstos na Constituição boliviana
Vamos imaginar que, às vésperas de sua prisão pela Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira tivesse fugido para Brasília e se abrigado na embaixada boliviana, alegando perseguição política do governo brasileiro por suas notórias ligações com a oposição de direita e a imprensa conservadora. Mais ainda: que a chancelaria do país vizinho, em nome de tradição humanitária, concedesse asilo ao bicheiro.
Pois foi exatamente isso, com os sinais trocados, que fez o Itamaraty, dando proteção diplomática ao senador Roger Pinto Molina, do partido Convergência Nacional. Além de participante em conspirações ilegais para a derrubada do presidente Evo Morales, o parlamentar responde a processos de corrupção quando era governador na província de Pando, além de ser acusado pela matança de índigenas em 2009 e ligações com o narcotráfico.
Temeroso por seu futuro, e no afã de criar um fato que lhe fosse favorável, Pinto bateu às portas da representação brasileira em La Paz, solicitando formalmente status de asilado político. Não é uma operação inédita. Diversos representantes da oligarquia boliviana, cujos laços com o crime organizado são históricos, apelam para o autoexílio e declaram-se “perseguidos”.
Decisão brasileira
A surpresa reside na decisão do Itamaraty. Ao atender pedido do Cachoeira boliviano, concede-lhe impunidade contra processos judiciais previstos na Constituição de um país sob a vigência do Estado de Direito. O oposto do caso Zelaya, em Honduras, quando um presidente legítimo havia sido derrubado por um golpe institucional, na calada da noite.
Para piorar, além da cumplicidade de fato com um possível criminoso, tal resolução da chancelaria foi tapa na cara do governo boliviano, na prática se alinhando com o discurso reacionário que questiona o caráter democrático do governo de Evo.
A efetivação do asilo, no entanto, depende da Bolívia conceder salvo-conduto para Pinto sair da embaixada e atravessar a fronteira. Mas La Paz não aceita, negando-se a afiançar fuga de um possível delinquente. O Brasil fica, por obra e graça do Itamaraty, em posição escocha.
Agora, quem pariu Mateus que o embale.
Breno Altman
No Opera Mundi
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Breves considerações sobre a pesquisa Datafolha em SP

A pesquisa de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo divulgada hoje pelo Instituto Datafolha é a primeira desde a oficialização das candidaturas. Traz um empate técnico entre os candidatos José Serra (PSDB) e Celso Russomano (PRB), com 30% e 26% das intenções de voto, respectivamente. Atrás de ambos vêm Soninha Francine, do PPS, e Fernando Haddad, do PT, ambos com 7%, Gabriel Chalita, do PMDB, com 6% e Paulinho da Força, do PDT, com 5%. Importante notar que quando se pergunta ao eleitor para que responda de forma espontânea em quem pretende votar, 61% não sabem apontar qualquer nome.
Apesar do alto desconhecimento dos eleitores em relação aos candidatos, poderíamos lançar duas hipóteses para refletir sobre aqueles que já apontam alguém quando questionados: a primeira seria a de que a liderança de Serra e Russomano, dois personagens bastante conhecidos do grande público, seria apenas reflexo do fato de que o paulistano ainda não estaria muito ligado à eleição e, ao ser instigado a pensar nela, cravaria como opções de voto os nomes que lhe são mais conhecidos. Em outros termos, os resultados apresentados pelas pesquisa de opinião até aqui seriam efeito daquilo que tantos especialistas chamam de recall, ou seja, a lembrança que as pessoas têm de uma marca, de um produto ou, neste caso, de um candidato. A outra hipótese seria a de que o eleitorado de São Paulo é majoritariamente conservador, e, portanto, uma polarização entre dois candidatos mais à direita já estaria surgindo e tenderia a se consolidar daqui para frente, num quadro praticamente irreversível até outubro. Apesar do alto índice de intenção de voto em Serra e da trajetória fortemente ascendente de Russomano desde o final de 2011, tendo a acreditar na primeira hipótese: neste momento o tema eleição, até porque a propaganda eleitoral na TV e no rádio ainda não começou, não está nas ruas, na boca do povo, e o que mais está pesando no até aqui é o efeito recall, para o bem (para os candidatos mais conhecidos do eleitor) e para o mal (para os candidatos mais rejeitados pelo eleitor). Daí porque, inclusive, Serra e Russomano, os líderes da pesquisa hoje, precisam redobrar esforços a fim de manter estes números até outubro e garantir passagem ao 2º turno.
José Serra é o candidato mais conhecido. Pode ostentar o currículo mais vasto entre todos os postulantes, já ocupou diversos cargos importantes e foi candidato à presidência da república em duas oportunidades. Das últimas cinco eleições, seu nome esteve na urna eletrônica em quatro (2002, 2004, 2008 e 2010), e estará novamente este ano. Apesar disto, ou talvez por conta disto, Serra aparece, nesta pesquisa Datafolha, com 37% de rejeição, taxa que vem subindo pesquisa após pesquisa. Qual a razão disto? Seriam tantas disputas eleitorais seguidas? Seria sinal de que o eleitorado anseia por nomes novos? Assim como outros nomes da política paulista com trajetória eleitoral semelhante, o tucano talvez possa estar enfrentando um fenômeno que já atingiu Paulo Maluf e Marta Suplicy em eleições passadas. Serra, tanto quanto Maluf e Marta, é conhecido por praticamente a totalidade do eleitorado, porém ostenta índices de rejeição que podem comprometer suas possibilidades de vitória. Segundo pesquisas do mesmo Datafolha, em junho de 2004, por exemplo, Maluf tinha 24% das intenções de voto, mas contava com 48% de rejeição. Um mês depois nova sondagem do instituto mostrava Marta na liderança da corrida eleitoral, com 38% das intenções de voto, mas com 30% de rejeição. Serra superou a ambos e acabou eleito naquele ano. Em 2008 o fenômeno repetiu-se. Em julho daquele ano, ainda segundo o Datafolha, Marta, novamente candidata, contava com 36% das intenções de voto e 34% de rejeição. A grande intenção de votos a levou ao 2º turno, mas seu alto índice de rejeição acabou sendo determinante para uma nova derrota, desta vez para Gilberto Kassab. O mesmo que hoje, aliado a Serra, pode lhe ser um peso, dada a insatisfação de parcela importante dos paulistanos com a atual gestão municipal. De fato, ainda de acordo com a pesquisa, 72% dos eleitores não votariam num candidato apoiado por Kassab. Como contraponto a este fator negativo, Serra será o candidato com o maior tempo (alguns segundos a mais que Haddad) no horário da propaganda eleitoral.
Celso Russomano, por sua vez, poderá ter grande dificuldade em manter o alto índice de intenção de voto que o Datafolha. Ainda que conte com uma parcela importante do eleitorado evangélico, que lhe deverá ser fiel ao longo da campanha, Russomano foi impedido, por conta da legislação eleitoral, de manter seu programa de televisão numa emissora bastante popular, o que certamente constituiu-se, nos últimos meses, num diferencial em relação a todos os demais candidatos até aqui. Mas mais do que isso, Russomano contará com menos de 1/3 do tempo de TV na propaganda eleitoral que Serra e Haddad, e também com menos tempo que Gabriel Chalita (PMDB), seus principais concorrentes. Sabendo-se que em grande medida eleições hoje no Brasil são decididas não apenas nas ruas ou nos debates, mas também no horário eleitoral, a campanha de Russomano terá de cortar um dobrado para não ver parte das atuais intenções de voto migrarem para outros candidatos.
Os demais candidatos encontram-se num segundo bloco, bastante distante dos dois líderes da pesquisa. Soninha, Haddad, Chalita e Paulinho, estão tecnicamente empatados, entre os 5% e 7% das intenções de voto. Destes, Paulinho e Soninha são os mais conhecidos do eleitorado. Seria de se esperar que tivessem intenções de voto maiores nesta altura da campanha, e se não têm isto talvez indique que não terão maiores possibilidades de crescimento nos próximos meses. Caberá saber que papel jogarão no pouco tempo de TV que terão a sua disponibilidade no horário eleitoral, bem como se colocarão nos debates, especialmente em relação aos demais candidatos.
Já Chalita e Haddad parecem ter um horizonte mais interessante nos próximos meses. Chalita, apesar de ser um dos recordistas de voto para a Câmara dos Deputados em toda a História eleitoral brasileira, ainda não é conhecido por 40% dos eleitores, segundo o Datafolha. E isto pode ser bom para ele, pois se para muita gente Chalita já foi opção de voto, para outros pode surgir como um nome novo numa eleição que tem potencial para ser polarizada entre tucanos e petistas, o que desagrada parcela do eleitorado já cansada da briga particular entre os dois tradicionais partidos paulistas. Chalita tende a cativar parte importante do eleitorado, com seu perfil ponderado e suas habilidades televisivas. Além disso, terá uma parcela de tempo de TV razoável, que lhe garantirá apresentar suas propostas para a cidade.
Fernando Haddad, por sua vez, é o menos conhecido de todos os principais postulantes à Prefeitura de São Paulo (apenas 55% sabem quem é ele, também segundo o Datafolha). Terá consigo o fato de ser jovem, ter experiência na máquina pública e contar com quatro trunfos bastante importantes: será, juntamente com Serra, o candidato com maior tempo no horário de rádio e TV; terá como cabo eleitoral o ex-presidente Lula, que segundo o Datafolha pode influenciar o voto de 60% dos paulistanos; terá a estrutura do PT, cuja militância provavelmente seja a mais ativa entre todos os partidos que disputam esta eleição; e terá, ainda, o apoio da presidente Dilma, que tem boa aceitação em São Paulo, apesar do anti-petismo muito pronunciado que existe na cidade.
Como revezes Haddad terá de lidar com alguns problemas ocorridos quando de sua gestão no Ministério da Educação, especialmente ligados ao ENEM, ou posteriores, como a greve nas universidades federais, e que certamente serão explorados à exaustão pelos seus adversários. E a aliança com Paulo Maluf, mal digerida por parte do tradicional eleitorado petista e um prato cheio para os adversários, ainda que, a bem da verdade, todos os candidatos, e não só Haddad, tenham disputado o apoio do veterano político.
Por fim, dois outros fatos, externos à eleição, poderão influenciar bastante o rumo da campanha daqui até outubro: o julgamento do Mensalão, pelo STF, e os trabalhos da CPI do Cachoeira, no Congresso Nacional. A depender dos resultados de ambos, com uma eventual condenação de alguns cardeais petistas ou com a extensão das investigações do esquema Cachoeira / Delta para as gestões tucanas em São Paulo, Haddad e Serra poderão ser prejudicados, direta ou indiretamente. Uma leitura rápida do que mostra a pesquisa Datafolha poderia apontar para a tendência de polarização entre um candidato consolidado e outro em notável ascensão. No entanto diversos elementos ainda entrarão na equação eleitoral paulistana e o jogo pode estar apenas começando. A ver.
Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor do Curso de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. 
No Advivo
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A Grande Farsa do Aquecimento Global

Documentário produzido pelo canal 4, da TV inglesa, que fala sobre a grande mentira criada sobre um aquecimento global causado pelo Homem, (antropogênico), que hoje se tornou quase uma verdade absoluta, incontestada pela mídia e por governos mundo a fora. Uma farsa elaborada para frear o desenvolvimento do terceiro mundo e impor altos impostos sobre o carbono, todo derivado de petróleo ou qualquer outra material divulgado como a principal causa deste "aquecimento global".
Entrevistados neste filme, vários cientistas, historiadores e especialistas nesta área da ciência, negam haver qualquer relação entre o CO2 produzido pelo Homem com o aparente aquecimento global, mas o contrário, aparentemente o CO2 é resultado de tal aquecimento e não seu causador. As pesquisas e dados são reveladas e a verdade vem à tona, o aquecimento global causado pelo Homem é apenas uma propaganda midiática para arrecadar fundos para o novo governo mundial que está sendo implantado. Veja e tire suas conclusões.
No Terrorismo Global
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Formação militar precisa ser transformada

Na sede do Clube Militar, na Cinelândia, local de grandes manifestações democráticas, há uma placa afixada logo no hall de entrada exaltando o golpe de 1964, classificado por seus promotores como revolução. Este movimento interrompeu a normalidade democrática do país, levou a uma ditadura de 25 anos e causou dor e sofrimento a milhares de famílias brasileiras, com a instituição da tortura e do desaparecimento de oposicionistas ao regime, cujos corpos são reclamados até hoje.
Embora o Clube Militar congregue essencialmente a turma do pijama, saudosa e participante do golpe, e sem poderes sobre a ativa, a existência de uma placa que comemora a interrupção da vida democrática deveria ser repudiada e até removida como exemplo. Em março de 2004, o ex-presidente argentino Nestor Kirchner foi ao Colégio Militar do Exército e ordenou que fossem retirados da galeria de comandantes militares os quadros dos generais Jorge Rafael Videla e Reynaldo Bignone, que participaram do golpe de Estado de 1976 e presidiram o país na terrível ditadura argentina. O ato simbólico de Kirchner foi o pontapé inicial para uma ação exemplar contra os militares que barbarizaram o país e que prossegue até hoje com julgamentos, como o que recentemente condenou Videla e Bignone, entre outros, pelo sequestro sistemático de filhos de militantes políticos nascidos nas prisões e centros de tortura da ditadura.
A remoção da placa do Clube Militar brasileiro seria apenas um ato simbólico, pois o que se mostra mesmo necessário é uma mudança completa na formação dos militares brasileiros para que se adequem definitivamente à vida democrática e não desrespeitem mais a ordem institucional. O Brasil vem avançando neste sentido. O ministro da Defesa já é um civil e os militares parecem restritos à sua função de defesa do território nacional. Mas é preciso ir além, provendo os oficiais de capacidade crítica, que acompanhe os princípios de rigor e disciplina.
Mais uma vez, a Argentina surge como exemplo a ser seguido. O país vizinho promove uma mudança na estrutura curricular de formação dos militares, incluindo novas disciplinas e conceitos sobre história e direitos humanos. Como afirmou ao Globo a antropóloga Sabina Frederic, responsável pela elaboração da reforma do conteúdo ministrado nas escolas de formação, “a pobreza intelectual dos militares no passado impediu qualquer tipo de reflexão crítica”.  Ou seja, ordens foram obedecidas sem nenhum questionamento, o que desvirtuou as próprias funções das Forças Armadas, desvinculando-as da sociedade. Isso aconteceu não só na Argentina, mas no Brasil, no Uruguai e no Chile, em nome de uma doutrina de segurança nacional fundada sobre valores da guerra fria.
Os militares sempre tiveram participação na vida política do país, o que remonta à proclamação da República. Os tenentes se levantaram contra as oligarquias da República Velha, desencadeando movimentos históricos, como os 18 do Forte, a revolta de 1924 e a Coluna Prestes. O Clube Militar, hoje de atuação lastimável, teve participação decisiva na campanha do “Petróleo é nosso”.  Militares são brasileiros, como qualquer um, e têm o direito e o dever de participarem da vida nacional. Para isso, precisam de boa formação, sobretudo pelo poder que dispõem.
É fundamental que as escolas militares estimulem o desenvolvimento de seus quadros, com o respeito permanente à democracia e aos direitos humanos. E só uma ação de Estado, como a que criou a Comissão da Verdade, pode promover tal mudança.
Mair Pena Neto
No Direto da Redação
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Pirataria no Senado

Um ex-consultor legislativo diz que 13 senadores fizeram mais de 130 mil cópias piratas de seu livro. Na Justiça, ele pede R$ 13 milhões de indenização
O ex-senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) já usou a gráfica do Senado para publicar um livro reverenciando seu pai, ACM. Gim Argello (PMDB-DF) já solicitou a impressão de um jornal com sua imagem na capa e autodescrições imoderadas, como “carismático”, “determinado” e dotado de “prestígio”. Em 1993, o uso exótico da gráfica resultou em escândalo. Depois de imprimir 130 mil calendários de propaganda com sua própria foto, o então senador Humberto Lucena foi impedido de se candidatar à reeleição. Agora, a mesma gráfica volta a ser palco de constrangimento parlamentar. De acordo com a denúncia do ex-consultor legislativo Edward Pinto da Silva, hoje aposentado, pelo menos 13 senadores usaram as impressoras oficiais para fazer cópias não autorizadas de um livro escrito por ele. A obra em questão, Manual do vereador, 250 páginas em sua versão original, é um bê-á-bá da vida nas Câmaras Municipais. Além da pirataria, Edward reclama de plágio. Diz que os 13 surrupiaram seu nome das capas reimpressas e, no lugar, grafaram suas próprias graças.
O Manual do vereador é sucesso absoluto na Câmara Alta do Congresso Nacional. De 2001 a 2009, segundo levantamento de Edward, o Senado imprimiu pelo menos 132 mil cópias não autorizadas. “Funcionários da gráfica me disseram que, na história do Senado, só o livrinho da Constituição teve tiragem maior”, diz. O Código Civil, de acordo com a assessoria do Senado, também superou o Manual.
A obra trata apenas de aspectos técnicos da vereança. Nas mãos de um senador atarefado, porém, o livro de Edward é o presente perfeito. Em politiquês explícito, serve para os senadores que não conseguem encontrar os vereadores aliados com a frequência com que gostariam, mas precisam marcar presença em seus redutos para não deixar as bases desguarnecidas.
Na bancada dos acusados de plágio, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é o campeão, com 10 mil cópias. Na edição de Renan, o nome de Edward sumiu da capa para dar lugar ao do senador. A diferença dessa tiragem foi o acréscimo de um busto colorido e sorridente do peemedebista numa página interna. Na apresentação, um texto de Renan classifica a obra como “uma modesta contribuição (...) deste senador no sentido de manter um canal para que possamos, juntos, trabalhar para o bem-estar coletivo”. Procurado por ÉPOCA, Renan não respondeu.
Não contente em eliminar o nome de Edward em sua tiragem personalizada, o ex-senador Osmar Dias (PDT-PR), atual vice-presidente do Banco do Brasil, houve por bem fazer críticas à obra. Nos 5 mil exemplares que levam sua assinatura, Dias faz um alerta a eventuais leitores que possam se entusiasmar demais com os macetes contidos no Manual. Avisa que “não se trata de uma obra completa” e que “muitas lacunas ainda terão de ser preenchidas para que (o livro) se transforme futuramente numa publicação abrangente e profunda”. Procurado pela reportagem, Dias também não respondeu.
Edward Pinto não sabia que sua obra recebera emendas e virara “best-seller” no Congresso até tentar publicá-la por uma editora, em 2009. As negociações iam bem até alguém descobrir que a íntegra do Manual estava disponível no site Interlegis, do Senado. Indignado, Edward foi investigar. Na gráfica, descobriu ordens de serviço para as 132 mil cópias não autorizadas. Além de Renan e Dias, achou pedidos de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), Heráclito Fortes (DEM-PI), José Agripino (DEM-RN), Leomar Quintanilha (PMDB-TO), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Maguito Vilela (PMDB-GO), Mário Couto (PSDB-PA), Paulo Paim (PT-RS), Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Tião Viana (PT-AC) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Os que responderam à reportagem disseram que nem sequer sabiam da existência do autor. Achavam que se tratava de uma iniciativa do Interlegis, disponível gratuitamente para uso de qualquer parlamentar.
A história do Manual do vereador – agora rebatizado como Guia do vereador do terceiro milênio – sugere que esses senadores não estariam na mira de Edward se tivessem tido a delicadeza de, ao menos, solicitar a reimpressão ao autor. Escrito em 1982, época em que trabalhava no gabinete de Henrique Santillo (senador entre 1979 e 1985), o Manual foi impresso para seis políticos com seu aval. Além do próprio Santillo, Edward autorizou tiragens gratuitas para Alfredo Campos (1983-1995), Demóstenes Torres (sem partido-GO), Jaison Barreto (1979-1885), Roberto Requião (PMDB-PR) e para o ex-deputado federal Cunha Bueno (PP-SP).
Na Justiça, Edward pediu a suspensão da divulgação e distribuição do livro e uma indenização de R$ 13,2 milhões. A juíza federal Maria Cecília de Marco Rocha lhe deu ganho parcial. Interrompeu a divulgação e a distribuição, reconheceu sua autoria, mas pôs o Senado como coproprietário dos direitos autorais, alegando que o livro fora feito por Edward no exercício de suas funções – ele nega, diz que o fez nas horas vagas.
O que mais frustrou Edward foi a argumentação da juíza para negar seu pedido de R$ 13,2 milhões. “Tendo em mira a vedação do enriquecimento ilícito à custa do dinheiro público, arbitro a indenização em R$ 20 mil”, escreveu ela. Na justificativa, Maria Cecília faz considerações sobre a “condição social do autor”. Cita seu cargo “muitíssimo bem remunerado” e sua residência no Lago Norte de Brasília, “sinais de um padrão de vida confortável”. O advogado de Edward, José Walter Queiróz Galvão, diz nunca ter visto sentença parecida. “Se o Senado tivesse entregado a mísera quantia de R$ 1 por livro, a remuneração chegaria a R$ 132 mil. Pirateando, terá de pagar só R$ 20 mil? Dá a impressão de que piratear é bom”, diz Galvão. Edward está recorrendo da decisão. Insiste que R$ 13,2 milhões é o preço justo pela pirataria de sua obra.
BEST-SELLER O consultor aposentado Edward Pinto da Silva, autor da versão original do Manual do vereador. Seu livro fez sucesso no Senado (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA e reprodução (5))
BEST-SELLER
O consultor aposentado Edward Pinto da Silva (no alto), autor da versão original do Manual do vereador. Seu livro fez sucesso no Senado
(Fotos: Igo Estrela/ÉPOCA e reprodução (5))
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Alzheimer Político Ameaça Tucanolândia – Raio Lazer

Direto da Tucanolândia, a terra onde o Picolé de Chuchu é símbolo nacional.  kiakiakiá
O Data Esfiha, o mais desconfiável dos institutos que fofocam a vida alheia, avisa que o tucano-mor tem 30% das intenções de voto. O que significa que três em cada um dos tucanados no Trópico de Capricórnio são chegados numa tucanagem.
Mas 37% não querem ver Ramphastos sulfuratus - este é o nome cientifico do tucano - pousando em nenhuma árvore do Ibirapuera. Andam caçando ramphastinhos sulfuratus com bolinhas de papel. Uma arma mortal pra qualquer candidatura passaralha. kiakiakiá
Já a maioria - do Bexiga à Republica da Mooca - só de sacanagem diz que não vai votar em ninguém, ao contrário da cariocada. Na terra da Mangueira entrando, os garotinhos do balneário pacificado só de sacanagem vão votar em peso na turminha do Play. Todos garotinhos.  kiakiakia
Carioca gosta de entubar uma. kiakiakiá. Com todo respeito quero dizer: pegar um tubo, na vibe da onda.  kiakiakiá
Voltando a Sampa: o tiozinho do Procon tá na cola do Tucano-Mor, tão coladinho que o pássaro emplumado sente um bafo profundo na superfície do cangote.  kiakiakiá.
O tucano-mor já declarou que o resultado da pesquisa é "meio surpreendente", o que é o mesmo que dizer "meio virgem", "meio grávida"... kiakiakiá.
Segundo o Data Esfiha são três pra lá, três pra cá, como diz a letra da música... ou serão dois pra lá dois pra cá? Três pra mais ou pra menos. Já perguntei: e quem só teve 1% de preferência? Pra menos fica devendo? Paga como? Com o fiofó?  kiakiakiá...
Fiofó de candidato derrotado é mais desvalorizado que o Congresso paraguaio.  kiakiakiá...
No Rio a sensação é que houve uma aliança da Mulher Garotinho Gato com o Coringa Maiado, sob as bençãos do Pinguim campista, numa luta contra o Máscara que tem 54% das intenções de voto. O Homem César a Aranha Arranha a Maia está subindo pelas paredes. kiakiakiá
Em São Paulo a turcaiada anda dividida. Dois pra lá, dois pra cá. Kassab, Chalita... Haddad, Maluf... Galbraith dizia que em política nada melhor que memória curta.  kiakiakiá
Mas entre os turcos - sou da colônia - não é questão de memória é questão de Alá: alá o Poder, vale tudo pra chegar lá! Vale até Alzheimer político!  kiakiakiá
- ET call Edifício Matarazzo! kiakiakiá
Na política brasileira quem tem ética parece alienígena. kiakiakiá.
- Help! ET call go home!!!
O resto é esperar por outubro, quando a caixa de Pandora - ou melhor, as urnas - vão se abrir como se fossem aipim do bom.
Até lá: tome pesquisas. Depois o bicho vai pegar. Literalmente, como no futebol: o bicho vai correr solto. kiakiakiá
Fui!!! Vou trocar meu título pra Recife, onde neste balaio de gatos os felinos jantam Ramphastos sulfuratus. kiakiakiá.
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Serra e sua tropa troll

Graeff é o “troll mor"
No Maria da Penha Neles!
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Vereador tucano é sobrinho de Cachoeira

O vereador tucano Fernando Cunha (foto), candidato à reeleição, é sobrinho do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Diferentemente de outros, ele diz que a prisão do tio não modifica em absolutamente nada a campanha. "Nunca recebi dinheiro do meu tio para me eleger. Não há nenhuma relação. " Fernando diz que o fato de ser sobrinho do bicheiro até o ajuda eleitoralmente. "Para mim, é bastante positivo. Cachoeira é muito querido aqui em Anápolis. Pode andar na rua e conversar com as pessoas. O povo gosta muito dele. Não tenho nenhum problema em relação a isso. Muito pelo contrário."
Ele chegou a visitar o bicheiro no Presídio da Papuda. "Estive lá, mas não fui para pedir ajuda, diz. As informações são do jornal Correio Braziliense
Ao contrário de Fernando, o candidato a vereador Gielson Barbosa, também do PSDB, pena atrás de empresários para conseguir confeccionar ao menos alguns santinhos. "A situação está muito complicada. Até agora, não consegui um centavo sequer. Quase todo mundo aqui se encontra na mesma situação. Todo dia, tento captar recursos, mas, com essa história do Cachoeira, os empresários correm da gente."
O maior termômetro da crise da campanha em Anápolis são as gráficas. Há 38 anos atuando no ramo, o empresário Lázaro Lourenço, dono da Executiva, diz que, até o momento, só rodou material de quatro vereadores. "A procura caiu demais. Fiz quase nada. Aqui, existem mais de 500 candidatos a vereador e eu só rodei esse pouquinho", salientou. Ele prefere não relacionar a baixa procura à prisão de Cachoeira. O principal concorrente de Lázaro ainda não produziu absolutamente nenhum material de campanha. "Aqui, não chegou nada, nada. Não há nenhum pedido. Estão todos sem dinheiro", atesta o gerente da Gráfica Garcia, que se identificou apenas como Jair.

Propaganda nas ruas

Aqui, nesta época, havia mais de 80 carros rodando na cidade. Agora, só há três. O que ocorreu? A torneira fechou. Cachoeira está preso. O dinheiro não aparece. Depois desse escândalo todo, você acha que os empresários vão se arriscar?", questiona o motorista
Um assessor parlamentar revelou que, durante outras campanhas, o dinheiro repassado aos cabos eleitorais era pago em espécie todos os dias. "Os comitês ficavam cheios. O pessoal chegava lá e recebia na hora. Era uma festa. Agora, não existe nem movimento. Pode rodar a cidade inteira que não vai encontrar ninguém segurando uma bandeira."
No Amigos do Presidente Lula
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Terapia genética contra o Mal de Alzheimer?

Pesquisa identifica mutação que previne aparecimento da doença e pode abrir caminho para retardá-la ou impedi-la
A esperança para milhões de pessoas predispostas geneticamente a sofrer do “mal de Alzheimer” pode estar a caminho. Cientistas liderados por Kari Stefansson (fundador da deCODE Genetics, na Islândia) publicaram semana passada, na revista Nature, um estudo que relata a descoberta da variante de um gene raro (APP), que pode proteger contra a degeneração do cérebro provocado pelo Alzheimer. Os resultados da pesquisa são animadores e abrem caminhos para o desenvolvimento de futuros tratamentos para a doença.
Depois de anos estudando os genes que aumentam o risco para o mal de Alzheimer, os cientistas relatam que existem mais de 30 mutações para o APP. Todas apresentam um caráter prejudicial e degenerativo.
A descoberta promissora revela exatamente o oposto: a existência de uma variante do APP que pode proteger contra essa doença neurodegenerativa.  Essa característca é provocada pela mudança de um único nucleotídeo desse gene, que interfere diretamente na forma como uma das enzimas decompõe o APP,  provocando uma redução de 40% na formação amilóide beta, que quando acumulado no cérebro aumenta o risco de Alzheimer.
Segundo os resultados da pesquisa,  “entre pessoas com 85 anos ou mais, aqueles que tinham esta mutação tiveram 7,5 vezes menos chances de ter doença de Alzheimer do que aqueles que não têm”. Além disso, essa mutação também pode proteger contra perda de memória e outros declínios cognitivos, mesmo em pessoas que não desenvolvem a doença de Alzheimer. *1
A descoberta é animadora para as pesquisas que visam encontrar novas estratégias de tratamento para impedir ou retardar a doença, bem como para o aprofundamento daquelas que buscam solidificar o entendimento dos sintomas de perda de memória,  declínio cognitivo e confusão mental que caracterizam a doença.
Estudos afirmam que a transmissão genética da doença ocorre muito antes do  aparecimento dos sintomas. Por isso, os especialistas acreditam que se os genes de risco forem identificados precocemente a doença poderá ser controlada mais facilmente.
A pesquisa divulgada revela-se como um primeiro passo para o diagnóstico e o tratamento do Alzheimer e Stefansson está confiante de que o estudo em curso está no caminho certo.
Taís Capelini
No Sul21
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A Ética

 Excelente, apenas 15 minutos de rabo preso. Assista já! 
Sinopse: Um homem desperta num galpão abandonado e, confuso, descobre estar amarrado à cadeira. À sua frente, um desconhecido dá início a um estranho discurso sobre sua ética particular de trabalho até que a conversa assume um novo e tenso contexto.
Ficha técnica:
Elenco: Carlos Magno Ribeiro, Ílvio Amaral, Jota Dângelo.
Direção e roteiro: Pablo Villaça
Produção: Ioná Nogueira, Maurício Canguçu
Fotografia: Marco Aurélio Ribeiro
Montagem: Carlos Canela
Música: Felipe Fantoni, Márcio Brant
Figurinos: Ana Lima Souza
Assistente de Direção: Pedro Silveira
Assistente de Fotografia: Diogo Lisboa
Assistentes de Produção: Rafaella Fantauzzi, Euber Silva, Marcos China, Carlos Magno Ribeiro
Som Direto: Eduardo Teixeira
Design gráfico: Jeanne Oliveira
Still: Gabriel A. Karam
Continuísta: Pedro Silveira
Maquiagem: Freddy Mozart
Câmera: Marco Aurélio Ribeiro, Diogo Lisboa
Making of: Daniel Good God
Tradução: Bruno Carvalho
No Cama de Prego
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O nada

‘Nothing comes from nothing/nothing ever could..." (Nada vem do nada/nada poderia vir…)
A frase não é de nenhum físico ou filósofo. É do musical “A noviça rebelde” e seu autor é Richard Rodgers, que no caso, além da música, fez a letra, em vez do seu parceiro Oscar Hammerstein (se pode-se confiar no Google).
Rodgers, sem querer, tocou num ponto muito discutido entre as pessoas que se interessam pelo Universo e como ele ficou deste jeito.
Em todas as teorias sobre a criação e a expansão do Universo sempre se chega a um ponto em que ou você aceita que algo se criou do nada ou você abandona qualquer especulação cientifica e vai criar galinhas.
Hoje a própria hipótese de tudo ter começado com um Big Bang, que você e eu pensávamos que não era mais hipótese e sim uma verdade indiscutível, está sendo discutida. E o problema é o que fazer com o nada. O que havia antes do Grande Pum era o nada ou antes — só para complicar — não havia nem o nada?
Os físicos dizem que o próprio tempo começou com o estouro inaugural que formou o Universo em segundos e portanto não faz sentido falar-se em “antes”. Mas se antes não havia nem antes havia um nada absoluto, do qual, desmentindo o Richard Rodgers, criou-se o Universo. Houve um tempo em que pensar muito sobre tudo isso chamava-se “puxar angústia”.
A descoberta do tal bóson de Higgs foi um feito extraordinário da física. Intuíram a sua existência, concluíram que ele precisava existir mesmo que nunca o tivessem visto, foram atrás e o encontraram. Chegou-se mais perto da chamada teoria unificada do Universo que já era o sonho do Einstein — agora só restam umas duzentas perguntas para serem respondidas. E o nada continuará incomodando.
A mãe do Woody Allen, num dos seus filmes semiautobiográficos, impacienta-se com a preocupação excessiva do menino com o Universo e pergunta: “O que você tem a ver com o Universo?”
Muita gente prefere fazer como aquele inglês que passa por um campo de batalha sem se abaixar ou tomar qualquer outra precaução com as balas que voam ao seu redor, pois é um estrangeiro e a guerra não lhe diz respeito.
Não temos como nos precaver contra o que o Universo nos reserva, mas ele decididamente diz respeito a todos. Até criadores de galinhas...
Luís Fernando Veríssimo
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Charge online - Bessinha - # 1360

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De reis inúteis e de seus vassalos

Um dos mais ácidos panfletos da História, contra a monarquia, é o livro de Étienne de la Boétie, Discours de la Servitude Volontaire. É texto de um adolescente prodígio, que o redigiu antes dos 18 anos, conforme seu amigo maior, e a quem o autor confiou os originais, Michel de Montaigne. Étienne morreu aos 33 anos, e Montaigne não se atreveu a publicar o texto famoso, que ficou conhecido anos depois de sua própria morte. Redigido no século 16, só no século 17 o livro passou a ser editado e a ser lido, assim mesmo com muitas cautelas.
La Boétie, no fabuloso talento prematuro, em que se misturam, ao mesmo tempo, certa ousadia que só a boa fé juvenil autoriza, e fantástica erudição clássica, pergunta-se por que os homens se submetem à vontade de um só, sem que nada, nem na natureza, nem na razão, determine essa submissão.
A monarquia de hoje não é a mesma daqueles séculos, em que os reis, não todos, mas muitos deles, comandavam seus exércitos e corriam todos os riscos nas batalhas, como, entre outros soberanos franceses, fizeram Francisco I e Henrique IV. As famílias reais de nosso tempo estão mais para a comédia do que para a tragédia; mais para a farsa do que para o drama. Luis 16 foi o último dos reis a ter a sua cabeça decapitada. Antes dele, Carlos I da Inglaterra, também conheceu o cepo e a lâmina do carrasco. Os Romanov, dominados por um grande embusteiro, que foi Rapustin, eram de um terceiro tipo, o de retardados mentais, não obstante a crueldade com que reprimiam seu povo, e não foram decapitados, mas fuzilados.
Hoje, os poucos príncipes destronados são meros adornos de festas milionárias. Ninguém se preocupou, nem se preocupa mais, em cortar as cabeças coroadas, porque elas não valem muita coisa, a não ser a despesa que os povos pagam, para que encabecem a lista das celebridades inúteis.
Os escândalos da família real espanhola, que estão na ordem do dia, fermentam novamente a reivindicação republicana na península, oitenta e um anos depois da abdicação de Afonso XIII. O retorno da monarquia foi útil ao processo de normalização espanhola, depois da morte de Franco. Todas as forças políticas aceitaram a fórmula, a fim de evitar nova guerra civil. Cumprido esse papel positivo, a instituição começa a ser um estorvo. O rei, neto de Alfonso XIII, nunca aceitou, em sua alma, o regime democrático e, em fevereiro de 1981, segundo indícios fortes, esteve à frente da conspiração militar contra o governo democrático, que levou à invasão do parlamento pelo tenente-coronel Antonio Tejero Molina. O monarca só interveio, com visível contragosto, pela televisão, depois que a reação dos militares democráticos, no interior dos quartéis, e o pronunciamento dos governos vizinhos inviabilizaram o golpe.
Agora, os escândalos reais se sucedem. Enquanto o governo conservador de Mariano Rajoy corta o orçamento social e a Espanha se submete aos ditados da Alemanha, com o povo em desespero protestando nas ruas, revela-se que as despesas da Casa Real chegam a quase seiscentos milhões de euros, incluídos os gastos com as viagens, a manutenção dos numerosos palácios, a segurança da família do soberano pelas forças armadas e outras despesas indiretas.
A insensibilidade do Rei diante do sofrimento do povo que chega, até mesmo, ao escárnio, em certos momentos, como nas caçadas aos elefantes da África e aos ursos da Romênia, vem retirando a credibilidade de seus súditos. Tanto nos meios intelectuais, quanto entre os trabalhadores espanhóis, começa a adensar-se um movimento para o fim do sistema monárquico e a instauração de uma república democrática.
Ontem, a Espanha foi às ruas, em oitenta cidades, para protestar contra a aprovação de medidas de arrocho contra os trabalhadores, entre elas o fim do 13º salário. Em Madri, os bombeiros e os policiais civis, chegaram a solidalizar-se com os manifestantes, e se opuseram a participar da repressão. Um grupo, com seus capacetes postos, desnudou-se. Um cartaz explicava que o governo os deixara “en pelotas”. O clima era o da véspera de grandes acontecimentos.
As nossas relações com a Espanha monárquica devem ser reavaliadas. Com todas as suas dificuldades atuais, as elites espanholas continuam a tratar-nos como se fôssemos colônia de Madri – o que só fomos, e por acidente histórico, entre 1580 e 1640. Em 1580, depois da morte de D. Sebastião, no norte da África, e de seu sucessor, o Cardeal D. Henrique, o trono de Portugal foi ocupado por Felipe II, tio de D. Sebastião. A coroa só foi recuperada para os portugueses, em 1640, pelo Duque de Bragança.
As grandes virtudes do povo espanhol sempre foram, e continuam a ser, insultadas pela sua anacrônica, cara e ociosa nobreza, por nascimento ou pelo êxito nos negócios. E, ao longo de sua história, talvez a Espanha não tenha tido família real tão insignificante, e tão corrompida como a de agora.
As dificuldades econômicas da Espanha de hoje são o resultado desse espírito de presunçosa superioridade de suas elites. Ao entrar para a Comunidade Econômica Européia, e obter vultosos recursos do grupo, os espanhóis, em lugar de investi-los no interior do país, usaram-nos para adquirir empresas na América Latina, principalmente no Brasil. Era uma nova forma de colonialismo que, apesar do saqueio, manso e “legal” de nossos recursos, principalmente depois da embasbacada regência de Fernando Henrique Cardoso, não serviu ao povo espanhol, embora tenha enriquecido muitos banqueiros.
Agora, o próprio genro do Rei é acusado de agir como criminoso, ao lavar dinheiro mal havido e transferir, só para Luxemburgo, mais de 700.000 euros. Suspeita-se de que muito mais dinheiro não honrado foi remetido para o Exterior. Esse genro, Iñaki Undagarin, recebe mais de um milhão de euros por ano, como conselheiro da Telefónica de Espanha para a América Latina. E na América Latina, quem contribui com mais lucros para a empresa espanhola é exatamente o Brasil.
A nossa postura é de solidariedade para com o povo espanhol. Esse grande povo nada tem a ver com esses señoritos que ainda se imaginam no tempo de Carlos V e de Felipe II. Estar com o povo espanhol é não favorecer aqueles que o oprimem.
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Desempregados viajam a pé até Madri para se unirem a protestos

Espanhóis manifestam há quase uma semana contra novo plano de austeridade aprovado pelo governo
MADRI — Centenas de espanhóis desempregados que viajaram centenas de quilômetros a pé até Madri, juntaram-se a protestos neste sábado contra o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy e a forma como ele está lidando com a crise econômica no país.
As manifestações se espalharam pela Espanha, com os bombeiros e policiais se juntando a um protesto em massa na quinta-feira, desde que o governo de centro-direita anunciou um corte de 65 bilhões de euros nos gastos, há duas semanas, para cumprir as condições de uma operação de resgate da zona do euro.
Várias centenas de desempregados viajaram a pé da região sul da Anadaluzia, que tem uma das piores taxas de desemprego do país, do norte da Catalunha e de outras regiões, numa tentativa de chamar atenção para o problema dos desempregados no país castigado pela recessão, onde praticamente uma em cada quatro pessoas está desempregada.
Uma marcha foi programada para este sábado a noite, em direção a Puerta Del Sol, em Madri, uma praça central que tem sido palco de protestos envolvendo centenas de milhares de manifestantes. A violência explodiu em um protesto no começo deste mês e a polícia usou gás lacrimogêneo e balas de borracha.
Os manifestantes gritando: “Desempregado, acorde!” foram acompanhados por membros do movimento dos "Indignados", que tem organizado manifestações silenciosas na praça há mais de um ano.
O governo está tentando evitar um resgate financeiro completo, depois que foi forçado a pedir aos líderes da zona do euro até 100 bilhões de euros para ajudar os bancos em dificuldades da quarta maior economia do bloco.
Rajoy tem pressionado para aprovar os cortes de 65 bilhões nos gastos e o aumento de impostos para atingir as metas de déficit fixadas por Bruxelas, que são acusadas de empurrar a economia de volta à recessão por mais um ano.
Um dos cortes mais controversos do governo vai afetar os benefícios, que serão reduzidos para os novos desempregados.
Os custos de empréstimos na Espanha continuam a crescer para números assustadores, atingindo um pico na sexta-feira, depois que a região de Valencia requisitou ajuda financeira e o governo anunciou previsões econômicas sombrias.
A previsão é de que a economia ficará presa na recessão no próximo ano.
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Muy amigos

O melhor amigo do homem não é um senador. Muito menos um bicheiro. Demóstenes Torres descobriu isso tarde demais. Aliás, quem descobriu foi a imprensa.
Demóstenes foi cassado, segundo ele, por pressão nossa, da mídia e da sociedade. E por não ter amigos no reino da mentira e da promiscuidade. Era um solitário no Senado, visto como falso, arrogante e prepotente. O rei das grandes frases para os jornalistas.
Ficou mais sozinho nos últimos tempos, um “cão sarnento” em suas palavras. Não dormia nem com remédio. Sua mulher evitava sair com ele para beber vinho. Pelo menos, ainda está casado e só se sente traído por seus pares.
Para a Justiça de Goiás, Demóstenes continua com força na peruca: ele voltou a ser procurador criminal do Ministério Público. Com salário de R$ 24 mil e dois assessores. O decoro perde assim para a decoração. A sala tem o nome de Demóstenes na porta. Estão vetados rádios Nextel e geladeiras importadas.
Menos sorte no amor tem o suplente do senador cassado, Wilder Pedro de Morais, um homem bem-sucedido nos negócios. Foi o segundo maior doador da campanha de Demóstenes segundo a Justiça Eleitoral. Deu R$ 700 mil.
Filho de peão, criado na roça e hoje megaempresário em Goiás, Wilder perdeu a mulher bonitona e mãe de seus dois filhos, Andressa, para o “padrinho” Cachoeira, a quem chama na intimidade apenas de Carlinhos. Andressa foi morar na casa do bicheiro em 2010, logo após a separação. Um enredo de novela das 8 com nome de Brasil.
Wilder perdeu a mulher, mas não o humor. Tachado de “o marido traído da CPI” ou coisa mais chula, ele brinca ao confirmar a “sociedade” com o bicheiro. “É lógico que somos sócios. Sou sócio involuntário do Cachoeira na mulher!”
O fingidor Cachoeira teria sondado Wilder: “Quero saber se essa separação é para valer mesmo, sou amigo do casal e estou preocupado”. Wilder teria respondido: “Ô, Cachoeira, larga de ser cínico que eu sei que a Andressa está morando em sua casa”. Cachoeira ainda tentou convencê-lo de sua boa intenção: “Mas ela está lá só como amiga”.
“Olha aqui, Carlinhos”, afirmou Wilder. “Casamento tem dois momentos: o ruim e o bom. O ruim é quando a mulher dá problema. E o bom é quando a gente passa o problema e a mulher para a frente.”
Cachoeira nunca perdeu a chance de lembrar a Wilder que foi ele quem o colocou como suplente e secretário de Infraestrutura no governo de Perillo, do PSDB de Goiás. Está gravado e revelado. Cachoeira também tentou derrubar sua criação. Chamou o afilhado de “bosta” e disse a Demóstenes: “Temos de preparar um nome para substituir o Wilder”.
Pelo conjunto da obra, Cachoeira poderia ter sido inspiração para Jô Soares, que criou a expressão “muy amigo” na boca do argentino Gardelón. O personagem sempre se dava mal com traidores que se passavam por bonzinhos.
Na semana passada, Wilder estava de férias no Nordeste. Voltou ao Senado na sexta-feira 13, mais bronzeado.Terá muito a explicar. Como substituir um senador cassado por suas relações íntimas com Cachoeira?
A ironia perversa é que a cassação de Demóstenes até o ano de 2027 talvez tenha sido ajudada pelo voto secreto no Senado. No escurinho do teatro, quantos beneficiados por “Carlinhos” votaram, na verdade, só para tirar do palanque um arquivo vivo? Tenho curiosidade particular pelos cinco que se abstiveram, envergonhados de si mesmos.
A sessão foi transmitida pela TV Senado, e o resultado foi bom para a moralização política. O contrário teria sido um escândalo – como tantos no passado recente. Mas as expressões de orgulho dos senadores soam hipócritas. “Cabeça erguida.” “Cumprimento da justiça e de nosso papel.” “A imagem da instituição está salva.”
Tudo isso, numa casa onde reinam figuras como Renan Calheiros, que assistiu à votação de pé. Líder do PMDB, antigo alvo da fúria ética de Demóstenes, Renan deu no cachorro morto um leve abraço muy amigo com três tapinhas nas costas.
No discurso de defesa e despedida, Demóstenes ameaçou ao citar o refrão de “Cartomante”, de Ivan Lins com Vitor Martins. Cai o rei de espadas/Cai o rei de ouros/Cai o rei de paus/Cai, não fica nada... Eu me pergunto quem será o rei de ouros.
O Senado abusou muito tempo de sua arrogância corporativista. Em 2007, fechou ao público a votação do processo contra Renan Calheiros, absolvido por 40 a 35 votos. Foram seis as representações do Conselho de Ética pela cassação. Contas pagas à amante por um lobista de empreiteira. Notas fiscais frias. Empresas fantasmas. Desvios de dinheiro. Laranjas, vacas. Eram outros tempos. E Renan é do PMDB, amigo do rei.
“O Senado esteve à altura. É difícil, mas aqui não é uma confraria de amigos”, disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), autor da representação contra Demóstenes. Pode ser.
É uma confraria de muy amigos.
Ruth de Aquino
No Época
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A Força dos Prefeitos

O debate sobre os efeitos da eleição municipal na política nacional tem tomado um rumo mais realista. Velhas ideias equivocadas estão sendo aposentadas.
Ainda existem aqueles que insistem em enxergar a escolha de prefeitos e vereadores como uma preliminar da eleição presidencial. São os que acham que nosso sistema político é igual ao americano e pensam que elas são equivalentes a uma coisa que existe por lá, as midterm elections, que acontecem a meio caminho entre as eleições presidenciais - para renovar parte do Congresso e dois terços dos governos estaduais, e que costumam antecipar os sentimentos do eleitorado em relação à sucessão na Casa Branca.
A analogia não faz sentido e nossa experiência desde a redemocratização o demonstra. A vitória de nenhum de nossos presidentes decorreu do desempenho de seu partido nas eleições locais anteriores.
Isso vale no atacado e no varejo. Ser o campeão na quantidade de prefeitos não quer dizer nada na hora de contar os votos para presidente. Que o diga o PMDB, que conquista esse troféu a todo ano e que, quando resolveu ter candidato próprio, amargou derrotas acachapantes. Consciente de que de pouco adianta ter uma tonelada de prefeitos, desde 2002 se contenta com o papel de coadjuvante, fornecendo o vice a quem imagina que vai vencer (nem sempre acertando, mas com ótimo retorno).
Tampouco é importante, do ponto de vista eleitoral, conquistar as grandes cidades ou a maior de todas. Ganhar ou perder a prefeitura de São Paulo é fundamental para quem lá atua, mas, na política nacional, é puramente simbólico. Quem duvidar que se lembre de 1996: Celso Pitta se sagrou prefeito, Maluf teve uma espetacular vitória e nada mudou na vida política brasileira.
A maioria dos analistas se deu conta que as eleições locais são decisivas por outra razão: nelas, os partidos melhoram ou pioram suas possibilidades de eleger representantes no Legislativo. Muito especialmente, o número de deputados que mandam para a Câmara em Brasília.
O tamanho das bancadas é o primeiro critério que determina o acesso dos partidos aos cargos de comando do Legislativo, desde a Presidência do Senado e da Câmara, à chefia de suas comissões importantes. Parlamentares eleitos por legendas pequenas só chegam aos postos relevantes se tiverem muito prestígio pessoal – e o apoio das maiores.
O mesmo vale nas relações dos partidos com o Executivo. Nas coalizões governistas, os grandes ocupam ministérios “de ponta” – os que têm visibilidade e movimentam dinheiro. Aos menores, só resta indicar seus preferidos para cargos secundários. Foi assim em todos os governos desde Sarney.
Em outras palavras: o poder dos partidos aumenta exponencialmente se tiverem muitos deputados e senadores.
A grande maioria chega ao Parlamento em função de seus vínculos com a política municipal. Ou foram eles mesmos prefeitos - assim obtendo notoriedade e conceito -, ou contam com o apoio de lideranças locais. São raros os que podem prescindir desse ingrediente na conquista de um mandato.
Ter uma boa “prefeitama”, como se diz na linguagem coloquial da política mineira, é quase uma garantia de sucesso eleitoral.
Os prefeitos, vereadores e cabos eleitorais são, para os eleitores, aqueles que orientam e informam um voto difícil. Como escolher, entre as centenas de candidatos a deputado, o melhor para a região, cidade, comunidade ou bairro? Se o cidadão não consegue identificá-lo sozinho, por que não ouvir a indicação de alguém em quem confia?
Nem sempre dá certo, mas muitos acreditam que, assim, correm menos risco de errar na hora de votar.
Os atuais deputados e os que pretendem chegar à Câmara em 2014 sabem que, se ajudarem na eleição de prefeitos e vereadores, darão um passo decisivo para seu próprio sucesso daqui a dois anos.
A eleição municipal é quase irrelevante para a sucessão presidencial, mas é fundamental para definir o balanço entre os partidos na legislatura seguinte. Seu impacto eleitoral direto é mínimo, mas tem amplas consequências políticas.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi.
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Como escolher sua religião

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