20 de jul de 2012

Serra compara ação de petistas na internet a 'tropa nazista'

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, comparou a ação de petistas na internet a estratégias de tropas nazistas que auxiliaram a implantação do regime por Adolf Hitler (1934-1945). José Serra afirmou que pessoas ligadas ao PT fazem campanhas difamatórias na web e comparou essas atividades a operações da SA nazista, milícia paramilitar conhecida por sua organização como uma tropa de assalto.
"Basta olhar o jogo sujo (do PT) na internet, a tropa organizada, uma verdadeira tropa de assalto na internet. A SA nazista hoje tem outra configuração no Brasil atual, e é via internet, uma tropa de assalto na internet", disse Serra.
Serra afirmou que recebe centenas de mensagens agressivas em perfis nas redes sociais e acusou os petistas de manterem "blogs sujos" na internet para difundir informações contra sua candidatura. "Os blogs sujos, essa tropa toda veio dizer que eu era contra ônibus", disse.
Na última quinta-feira, 19, o presidente municipal do PT havia classificado como "fascista" um protesto de jovens tucanos contra o candidato do partido, Fernando Haddad. Serra defendeu a atitude dos manifestantes. "O sujeito botar uma cartolina e expressar aquilo que pensa não tem nada demais. Não tem orientação partidária, mas também não tem nada de errado chegar e protestar", disse.
Veja aqui os "militantes" do Serra protestando contra Haddad:
Em um discurso dirigido a candidatos a vereador de sua coligação e cabos eleitorais, Serra subiu o tom de suas críticas contra os petistas. Trata-se de uma estratégia do tucano para reforçar o engajamento da militância e a polarização da disputa eleitoral entre PSDB e PT. "O PT é um partido da máquina (do governo). Tirou o governo, acabou. Porque está inteiramente na máquina", disse.
Um dos focos de sua fala foi a violência física que atribuiu aos petistas. "Outra questão é a questão da violência e da baixaria. Eles têm tradição nisso. Em 2002, fizeram espionagem no Banco do Brasil. Em 2006, o dossiê dos aloprados. Em 2010, violação de sigilos e pancadaria. Eu sofri pancadaria no interior do Ceará, no Rio de Janeiro e aqui em São Paulo", afirmou.
O tucano acusou militantes do PT pela criação de "factóides" contra sua candidatura e também criticou o partido rival de ceder a pressões de laboratórios farmacêuticos depois que chegou ao governo federal. "Essa história de que o PT é um partido de esquerda, progressista, isso é conversa. Eles fazem o jogo dos laboratórios", disse Serra.
Apesar das críticas direcionadas ao partido que é considerado seu principal adversário, Serra disse que a campanha deve ser marcada pelo debate sobre São Paulo. O tucano também acusou seus rivais de copiarem suas propostas.
"Tudo o que eu quero é que o debate fique centrado nos problemas da cidade - no diagnóstico e no balanço do que foi feito. Isso é o mais importante de tudo, e isso é o que alguns dos outros candidatos, evidentemente, vão resistir até o final", afirmou. "Temos adversários que não têm muitas ideias - a maioria deles. Ficam lendo tudo o que eu falo, copiam e mudam o nome."
No Amigos do Presidente Lula
Leia Mais ►

A Privataria das Teles

Leia Mais ►

O golpe no Conselho de Comunicação

Nesta terça-feira (17), véspera do recesso parlamentar, o Congresso Nacional aprovou a nova composição do Conselho de Comunicação Social (CCS), previsto na Constituição como órgão auxiliar do Legislativo. A inesperada votação e o processo de indicação dos novos membros gerou duras críticas do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que reúne várias entidades do movimento sindical e popular, e da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação (Frentecom), liderada pela deputada Luiza Erundina.
Em nota oficial, o FNDC expressou o seu total "repúdio e indignação quanto à nomeação antidemocrática e preconceituosa realizada pelo Congresso Nacional". Para o Fórum, as indicações "foram completamente arbitrárias, sem diálogo com a sociedade civil organizada com atuação neste campo" e privilegiaram "setores conservadores (inclusive empresários do setor) e ligados às igrejas, com claro favorecimento a cidadãos com relações pessoais com o presidente do Congresso Nacional", senador José Sarney.

Postura "desrespeitosa e antidemocrática"

Já a deputada Luiza Erundina divulgou nota da Frentecom criticando a forma como a matéria foi aprovada, já que a sessão foi convocada com um único ponto de pauta - o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. "O item sobre o CCS deve ter sido incluído como extra-pauta, sem discussão e à revelia da maioria dos parlamentares, provavelmente com o conhecimento apenas dos líderes de bancadas presentes à referida sessão”.
"Considerando tratar-se de uma questão de grande interesse da sociedade e que consta da agenda de trabalho da Frentecom que, inclusive, encaminhou em fevereiro de 2012 ao Presidente do Senado indicação de nomes da sociedade civil para compor o conselho, sem ser atendido, manifestamos nosso veemente repúdio pela forma desrespeitosa e antidemocrática como o Presidente do Senado tratou, neste caso, os parlamentares e representantes de mais de cem entidades da sociedade civil que integram a Frentecom".

O esvaziamento do CCS

O golpe na indicação dos membros do CCS só confirma o desprezo dos parlamentares por esta importante instância e a forte influência dos barões da mídia no Poder Legislativo. Previsto na Constituição, o conselho é um órgão auxiliar do Congresso Nacional. Apesar de regulado em 1991, ele só foi instalado em 2002, após um acordo que permitiu uma mudança constitucional para entrada do capital estrangeiro nos veículos de comunicação. O Conselho só teve duas composições, entre 2002 e 2006. Na prática, ele sempre foi esvaziado.
A nova composição do CCS conta com 13 integrantes titulares e 13 novos suplentes para um mandato de dois anos, como aponta a Lei 8.389/1991, que regulamenta o órgão. Entre outras funções, ele deve avaliar as finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas da programação das emissoras de rádio e TV; analisar questões ligadas à liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação; analisar questões relativas à propriedade, monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social e outorga e renovação de concessão, permissão e autorização de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens. Alguém acredita que o CCS cumprirá suas funções?
Leia Mais ►

El Vaticano, ¿el mayor traficante de armas del mundo?

Tal vez pocas personas saben que la fábrica de armas Pietro Beretta Ltad. (la mayor industria de armamentos en el mundo) y que es controlada por el Holdin SpA Beretta y el accionista mayoritario de la Beretta Holdning SpA después de Gussalli Ugo Beretta, es el  IOR  (Instituto para la obras de Religión [comúnmente conocido como Banco del Vaticano) institución privada, fundada en 1942 por el Papa Pio XII y con sede en el Vaticano
La historia es la siguiente, detrás de todo esto es la siguiente:
Roma no se hizo en un día, el Vaticano tampoco, y menos su actual opulencia. Tiene sus raíces en el siglo IV de la era cristiana, que es cuando el emperador Constantino se convirtió al cristianismo y puso a disposición del Papa Silvestre I una colosal fortuna, de hecho lo transformo en el 1er Papa rico de la historia.
La iglesia católica es la única organización religiosa del mundo que tiene como cuartel general un estado independiente: La ciudad del Vaticano. Con sus 2 Km2 de superficie el Vaticano es mucho mas pequeño que muchos campos de golf del mundo; Y para recorrerlo sin prisa no se necesita mucho mas de una hora; Contar sus riquezas, sin embargo, llevaría bastante mas tiempo.
La moderna opulencia del Vaticano se basa en la generosidad de Benito Mussolini, quien gracias a la firma del tratado de Letran entre su gobierno y el del Vaticano, otorgo a la iglesia católica una serie de garantías y medidas de protección. La “Santa Sede” consiguió que la reconocieran como un estado soberano, se beneficio de la exención impositiva de sus bienes como en beneficio de sus ciudadanos, tampoco tenían que pagar derechos arancelarios por lo que importaran del extranjero. Se le concedió la inmunidad diplomática y sus diplomáticos empezaron a gozar de pos-privilegios de la profesión, al igual que los diplomáticos extranjeros acreditados ante la Santa Sede. Mussolini se comprometió a introducir la enseñanza de la religión católica en todas las escuelas del país y dejo la institución del matrimonio bajo el patronazgo de las leyes canónicas, que no admitían el divorcio. Los beneficios que recibió el vaticano fueron enormes entre ellos los beneficios fiscales, fueron preponderantes
En 1933, el Vaticano volvió a demostrar su habilidad al entablar lucrativos negocios con los gobiernos fascistas. Al concordato de 1929, firmado con Mussolini, le siguió otro entre la Santa Sede y el 3er Reich de Hitler. El gestor Francesco Pacelli fue una de las figuras clave del pacto con Mussolini; Su hermano el cardenal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII fue el encargado de negociar como Secretario de Estado Vaticano, la firma del tratado con la Alemania de Hitler. Pío XII conocía bien Alemania. Fue nuncio en Berlín durante la Primera Guerra Mundial y, luego, como Secretario de Estado de Pío XI, tuvo numerosas intervenciones ante el rumbo que estaba tomando la política alemana. En calidad de tal, intervino decisivamente en la encíclica de Pío XI, conocida como "Mit brennender Sorge» (puede traducirse «Con ardiente preocupación»). La iniciativa de la encíclica partió, contrariamente a lo que se cree, de los obispos alemanes, el primer borrador fue redactado en Roma por el Cardenal Faulhaber. El entonces Cardenal Pacelli, que dominaba el alemán, le dio forma definitiva, presentada a Pío XI, fue firmada y publicada.A pesar de la constante y gran presión mundial, el Papa Pio XII siempre se negó a excomulgar a Hitler y a Mussolini, su pontificado se caracterizo por adoptar una falsa pose de neutralidad. Cuando los Nazis invadieron Polonia, Pio XII se negó a condenar la invasión; Una de las mayores ventajas que obtendría el Vaticano del muy lucrativo acuerdo que mantenía con Hitler era la confirmación del Kirchensteuer, o sea un impuesto eclesiástico; Se trata de un impuesto estatal que aun hoy día deben pagar los creyentes alemanes, y que solo pueden eludir si renuncian a su religión. En la práctica, son muy pocos los que renuncian a ella. Este impuesto representa por si solo entre el 8 y el 10 % del total impositivo que recauda el gobierno Alemán.
Leia Mais ►

Ser gravada fazendo sexo é burrice ou profissionalismo

Denise Leitão Rocha Ser gravada fazendo sexo é burrice ou profissionalismo
O que leva uma mulher a permitir ser filmada durante um ato sexual? Tirando as profissionais, sejamos claros, precisa esbarrar na burrice. Ingenuidade está fora de cogitação, por motivos óbvios.
O último caso, entre as centenas que já vieram a público, é o da assessora parlamentar do senador Ciro Nogueira (PP-PI), demitida nesta quinta-feira, 19.
Ao que consta, a senhorita Denise Leitão Rocha não cometeu nenhum crime, nenhuma irregularidade. Era até então considerada uma profissional competente.
Mas já é do conhecimento da humanidade o vídeo em que a bela moça e um rapagão também funcionário do Senado (ambos solteiros e fora do local de trabalho, é bom destacar) são vistos na mais absoluta intimidade carnal. Elaiê.
O que chama a atenção é que as cenas foram feitas sob o absoluto consentimento do casal. Quem grava, aparentemente com um celular, é o afoito parceiro. Não existe a hipótese de que se trata de uma câmera oculta.
Não é o caso de invasão de privacidade, da qual tantas adolescentes entusiasmadas foram vítimas nos últimos anos. Os amantes em questão são adultos em um evidente domínio de suas faculdades mentais (e físicas).
Nenhum dos dois parece dopado, pelo contrário. Impõe-se novamente a pergunta: por que a moça permitiu ser filmada? Nem o amor justificaria tamanha imprudência.
Podem me acusar de machismo, mas a decisão e as consequências por esse descuido vão recair (como estamos vendo) explicitamente sobre o espécime feminino.
O máximo que vai acontecer ao garanhãozinho é levar dos amigos uns tapinhas nas costas, além de ter de ouvir piadas infames que, ao final, vão alimentar seu ego já inflado.
É pouco provável que a decisão de vazar o vídeo tenha partido da jovem assessora, mesmo levando em conta que se trata de uma mulher justificadamente vaidosa (basta ver as fotos de biquíni que ela postou no Facebook).
Ouso concluir que ela confiou demais no portador do celular. Homens também são muitos vaidosos — e não costumam guardar em segredo esse tipo de tesouro.
Claro que existe a grande possibilidade de que, ao fim de tão exuberante carreira política, surjam muitos convites para Denise posar nua ou participar de realities shows. Financeiramente, ao menos, nem tudo está perdido.
Mas, se aceitar alguma dessas propostas, mesmo que sejam menos indecorosas que as imagens já tornadas públicas, ela vai fazer valer cada segundo de escracho que agora está vivendo por conta de sua indiscutível burrice.
Vivemos em um mundo cada vez mais perverso. Até na política, fazer sacanagem é privilégio para profissionais.
No O Provocador
Leia Mais ►

Feliz dia do Amigo!

Leia Mais ►

Paulo Preto na CPI. Serra apavorado!

Duas notinhas na coluna Painel da Folha, uma de ontem e outra de 12 de julho, explicam o desespero do tucano José Serra com a convocação do seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo Preto, para depor na CPI do Cachoeira:
*****
A primeira:
Esquadrão antibomba
O PSDB aproveita o recesso para tentar desarmar a bomba que atende pelo nome de "Paulo Preto" na CPI do Cachoeira. O partido negocia com a base aliada o cancelamento do depoimento em troca da anulação das convocações de Fernando Cavendish, da Delta, e Luiz Pagot, ex-Dnit. Outra hipótese avaliada é que o ex-diretor da Dersa encaminhe esclarecimentos por escrito. Tudo para evitar justamente o que o PT deseja: que a oitiva prejudique a campanha de José Serra.
A segunda:
Torpedo
Paulo Vieira da Souza, o Paulo Preto, tem enviado mensagens de texto em tom de ameaça a empresários e políticos afirmando que seu depoimento à CPI do Cachoeira será bom momento para esclarecer os "fatos verdadeiros'', em letras garrafais. A ação tem sido interpretada como pedido de proteção.
*****

PGR acionado para apurar denúncias

O que Paulo Preto, responsável por bilionários negócios entre a Dersa e a Delta – a empresa de fachada de Carlinhos Cachoeira – e um dos “operadores” de campanha do eterno candidato do PSDB, tem a revelar aos integrantes da CPI? Por que a simples menção do seu nome apavora tanto José Serra? Na campanha presidencial de 2010, quando Dilma Rousseff citou o seu nome no debate da Band, o tucano perdeu o rebolado. Disse que não o conhecia. Depois, ameaçado a “não abandonar um amigo”, voltou atrás.
Para solucionar estas dúvidas, deputados do PT e do PDT decidiram ontem solicitar à Procuradoria Geral da República que apure as denúncias. Segundo o jornal O Globo, os parlamentares protocolaram dois pedidos na PGR. Ambos exigem esclarecimentos do ex-diretor da Dersa, a estatal paulista responsável por obras viárias como a do Rodoanel, e também do ex-governador tucano. A ação assinada pelo deputado Paulinho da Força (PDT) ainda inclui o senador Aloysio Nunes (PSDB), amigo íntimo de Paulo Preto.

Caixa dois e enriquecimento ilícito

Os pedidos protocolados têm com base várias denúncias – inclusive a de tucanos que acusaram Paulo Preto de ter desviado R$ 4 milhões do caixa do PSDB. Segundo a representação, “os fatos narrados caracterizam a prática de caixa dois na campanha de José Serra”. Ela também levanta a suspeita de conivência do ex-governador, o que constitui “atos de improbidade administrativa, pois importaram enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário, como atentaram contra os princípios da administração pública”.
“As denúncias são graves, há indícios de desvio no Rodoanel. É preciso deixar claro o que aconteceu. Exigimos que seja apurado. É dinheiro do trabalhador”, ataca do deputado do PDT. “O Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, é réu confesso. Em entrevista, ele disse que ninguém deu mais condições do que ele para que as empresas apoiassem financeiramente a campanha. Além disso, há sinais claros de enriquecimento ilícito”, acrescenta o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP).
Altamiro Borges
Leia Mais ►

Robert Kurz, Presente!

Ensaísta alemão Robert Kurz - Foto: Bild
Acabo de ser informado que faleceu na última quarta-feira, dia 18 de julho, o grande teórico de Marx, Robert Kurz, figura singular da Esquerda mundial, que ganhou enorme projeção no começo dos anos 90, após a queda do muro de Berlim, quando muitos abandonavam as teses de Marx, seu método de análise, Kurz publicou o livro “O Colapso da Modernização”, iniciando assim uma nova abordagem de Marx, com uma visão crítica das sociedades do leste, sem aceitar o fim da história, que ganhava corpo no mundo.
O texto original de Kurz, colocando as sociedades do leste, como parte das engrenagens do capitalismo, ou como sendo o “socialismo real” parte da sociedade mercado, com a diferença de ser “planificada”, com o Estado como a força máxima dos destinos, uma ideologia aparentemente de esquerda, mas que não fugia da lógica do capital, sujeito às crises cíclicas e dependente do valor. A tese era polêmica, mas fundamental para um novo entendimento da ruína das sociedades do leste, exceto China (aliás uma lacuna na análise dele).
Em dezembro do ano passado, fiz um texto, em que reafirmava minhas convicções políticas e de como surgira a série sobre a  Crise 2.0, e como Kurz fora fundamental na minha formação, o post Crise 2.0: Uma reflexão necessária, diz mais ou menos assim, quando lembrava do início dos anos 90:
“O impacto e a desmoralização da esquerda era visível depois dos eventos da queda do muro, as poucas energias se perdiam rapidamente, o peso da derrota  do leste era muito forte. Os trotskistas que acreditavam que haveria uma onda de revoluções no leste, umas reabilitações do velho Leon se viram igualmente abatidos, minha modesta opinião a maioria deles nunca se preparou política ou intelectualmente para assumir o debate da queda.
Lembro ainda de Robert Kurz um dos primeiros caras a levantar a necessidade de voltar à Marx, ler o Grundrisse, mais ainda o Livro IV do Capital, que praticamente a esquerda não conhecia. A revista que ele criou, Krisis, foi um veículo de um rico debate, mas que os estigmas (stalinista ou trotskista) trataram de afastar do centro do debate”.
Sem dúvida, ouso dizer, que sem as lições deste mestre, dificilmente teria escrito estes artigos, seguido seus passos, produzir quase que artesanalmente, e incentivar a volta aos estudos de Marx, no meio da queda do muro de Wall Street, momento tão radical de confusão teórica, quanto fora em 1989. Houve um “empate” no jogo ideológico, mas, do nosso lado, o desarmamento é muito maior, de 20 anos de retrocesso.
O mestre morreu, mas sua obra, seus ensinamentos, rigos, honestidade e honra intelectual será seu legado para todos nós. Robert Kurz, Presente!
No Política, Economia e Cultura
Leia Mais ►

E quando vai ser julgado o mensalão tucano?

azeredo E quando vai ser julgado o mensalão tucano?
Começa no próximo dia 2 de agosto, no Supremo Tribunal Federal, o julgamento do chamado "mensalão do PT". Muito justo: afinal, o caso já se arrasta desde de 2005 e nós estamos em 2012. Estava na hora.
Por falar nisso, pergunto: e quando vai ser julgado o "mensalão tucano", rebatizado pela grande imprensa de "mensalão mineiro", que é bem mais antigo e vem se arrastando desde 1998?
Para se ter notícias do "mensalão do PT", basta abrir qualquer jornal ou revista, ligar o rádio ou a televisão, está tudo lá diariamente, contado em caudalosas reportagens nos mínimos detalhes, comprovados ou não.
Já o "mensalão tucano" foi simplesmente escondido pela mídia reunida no Instituto Millenium, que não quer nem ouvir falar no assunto. Quem quiser saber a quantas anda o processo que dormita no Supremo Tribunal Federal precisa acessar aquilo que o tucano José Serra chama de "blogs sujos".
Foi o que eu fiz ao entrar no Google, que registra 508 mil citações sobre o "mensalão tucano", a grande maioria publicada em blogs, enquanto o "mensalão do PT", embora mais recente, já alcance 3.720.000 matérias publicadas.
Sob o título "Mensalão tucano e silêncio da mídia", o blog de Altamiro Borges tratou do asunto no último dia 10 de junho:
"Na quarta-feira passada (6), finalmente o Supremo Tribunal Federal decidiu incluir na pauta o debate sobre o "mensalão tucano", o esquema utilizado patra alimentar a campanha pela reeleição do governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em 1998. A mídia, porém, não deu qualquer destaque ao assunto. Algumas notinhas informaram apenas que o "mensalão mineiro" também será julgado em breve _ a imprensa demotucana evita, por razões óbvias, falar em mensalão tucano".
Quer dizer, 14 anos depois, o STF decidiu colocar na pauta e vai começar a debater o "mensalão tucano". Nem se pensa ainda em marcar uma data para o julgamento, ao contrário do que aconteceu com o "mensalão do PT", que virou um caso de vida ou morte para a mídia e precisa porque precisa ser julgado - e todo mundo condenado - antes das eleições de outubro. Altamiro explica:
"O caso é bastante emblemático. Ele serve para comprovar a seletividade da chamada grande imprensa. O escândalo surgiu bem antes das denúncias contra o PT. A própria Procuradoria-Geral da República, ao encaminhar o caso ao STF, em novembro de 2007, afirmou que o esquema foi "a origem e o laboratório" do mensalão do PT. Ele teria sido armado pelo mesmo publicitário Marcos Valério, que montou o famoso "valerioduto" para financiar campanhas eleitorais com recursos públicos e doações de empresas privadas".
Muitos anos antes, em 2 de outubro de 2007, meu velho amigo Carlos Brickmann, jornalista dos bons que pode ser acusado de tudo, menos de ser petista, já tinha tocado no mesmo assunto em sua coluna "Circo da Notícia", publicada no Observatório da Imprensa. Sob o título "Quando a polícia abre o baú da imprensa", Brickmann escreveu:
"Que o mensalão começou em Minas Gerais, até os fios de cabelo de Marcos Valério sabiam. A primeira investida do esquema beneficiou o governador tucano Eduardo Azeredo, candidato à reeleição (perdeu para Itamar Franco). A imprensa até que deu a notícia, embora discretamente. E esqueceu o assunto".
(...) "Pois é: há asuntos que entram na moda, há assuntos que não há força humana capaz de colocá-los na mídia. Tudo bem, vai ver que o mundo é assim. Mas precisava transformar o mensalão tucano, na imprensa, em mensalão mineiro?"
Dias atrás, o Blog do Mello resgatou trecho de uma entrevista com Eduardo Azeredo publicada pela "Folha" em 2007 na qual podem estar os motivos para esta preferência da mídia tratar furiosamente do  "mensalão do PT" e deixar de lado o chamado "mensalão mineiro":
Folha - A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha...
Eduardo Azeredo - Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era só minha, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.
Folha - O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?
Azeredo - Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.
Fundador do PSDB e presidente do partido quando o escândalo estourou, Eduardo Azeredo conseguiu desta forma o apoio irrestrito dos tucanos de bico grande que cuidaram de tirar o assunto da mídia.
A acusação central de que o PT usou dinheiro público para comprar o voto de parlamentares no Congresso foi derrubada pelo Tribunal de Contas da União, como informou Marta Salomon, em nota publicada no portal Estadão.com, às 22h15 desta quinta-feira:
"O Tribunal de Contas da União considerou regular o contrato milionário da empresa de publicidade DNA, de Marcos Valério Fernandes de Souza, com o Banco do Brasil. O contrato é uma das bases da acusação da Procuradoria-Geral da República contra o empresário mineiro no julgamento do mensalão, marcado para agosto". Mais adiante, a matéria lembra:
"De acordo com a Procuradoria-Geral da República, contratos das agências de publicidade de Marcos Valério com os orgãos públicos e estatais serviam de garantia e fonte de recursos para financiar o esquema de pagamentos a políticos aliados do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
Não encontrei esta notícia na edição impressa da "Folha" de hoje, que publica matéria sobre a defesa apresentada por Delúbio Soares, tesoureiro do PT na época: "Delúbio dirá a STF que não houve compra de deputado".
Se e quando o STF finalmente marcar o julgamento do "mensalão tucano", vamos ver o que Eduardo Azeredo terá a dizer e se a imprensa vai lembrar do que ele falou nesta entrevista de 2007.
Podem até querer esquecer esta história, mas o Google lembra. Está tudo lá.
Leia Mais ►

TCU mela o mensalão. Chora, Merval, chora!

O TCU considerou regulares os contratos de publicidade do BB com as agências de Marcos Valério.

TCU derruba a prova central do mensalão

Ao validar os contratos de publicidade de Marcos Valério, o Tribunal, liderado por Ana Arraes, reforça a ideia de que o esquema não utilizou recursos públicos; isso pode influenciar julgamento e já livra o ex-diretor do BB, Henrique Pizzolato
A menos de quinze dias para o início do “julgamento do século”, uma decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União pode ser determinante para o futuro dos réus da Ação Penal 470. O TCU considerou regulares os contratos de publicidade de R$ 153 milhões do Banco do Brasil com as agências de publicidade DNA e SMPB, que pertenciam ao empresário Marcos Valério de Souza. Isso reforça o que foi dito, dias atrás, pelo criminalista Marcelo Leonardo, que fará a defesa oral de Valério no Supremo Tribunal Federal. “Não houve recursos públicos, apenas empréstimos privados”. O PT admite que tomou empréstimos bancários, junto ao Rural e ao BMG, para honrar dívidas de campanha próprias e de alguns partidos da base aliada.
A decisão do TCU foi tomada a partir de relatório preparado pela ministra Ana Arraes, cujo voto foi acompanhado pelos demais ministros. O primeiro a ser beneficiado é o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que foi denunciado por ter validado os principais contratos de publicidade de Valério na administração pública federal. De acordo com o TCU, os contratos seguiram o padrão de normalidade do Banco do Brasil e não diferem dos que foram fechados com outras agências de publicidade. Curiosamente, as agências de publicidade de Valério entraram para o governo federal no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Foram apadrinhadas pelo ex-ministro Pimenta da Veiga, das Comunicações, que é amigo pessoal de Valério. Continuaram no governo Lula, até o escândalo do mensalão, ocorrido em 2005.
Embora já ajude a livrar a cara da Pizzolato, a decisão do TCU pode ter também repercussões maiores sobre outros réus. A começar, pelo próprio Valério. O empresário sustenta que, entre o fim da campanha presidencial de 2002 e o início do governo Lula, foi apresentado ao ex-tesoureiro Delúbio Soares, do PT, pelo ex-deputado Virgílio Guimarães. Ajudou a resolver o problema das dívidas de campanha com o partido por meio dos empréstimos bancários. E, no caso do Rural, ele argumenta que tentou fazer lobby para que o banco assumisse a massa falida do Banco Mercantil de Pernambuco – o que não ocorreu. Por isso, Valério chegou a dizer que foi um lobista fracassado.
Essa decisão do TCU também corrobora a tese de caixa dois eleitoral – e não de compra regular de parlamentares. Isso porque os empréstimos foram tomados logo no início do governo Lula. Os contratos de publicidade eram renovados periodicamente.

Reação na oposição

Na oposição, a decisão do TCU foi recebida com indignação. Segundo o blogueiro Reinaldo Azevedo, o petismo trabalha para “transformar o Brasil num curral”. Eis um trecho de artigo publicado por ele nesta manhã:
“Marcos Valério pegava a dinheirama das estatais e depois fazia “empréstimos” para o PT. Uma das estatais era justamente o Banco do Brasil. Agora Ana Arraes, com endosso de outros ministros, diz que tudo foi regular, entenderam? Quer-se, assim, reforçar a tese de que o dinheiro do mensalão não era público. É evidente que os advogados dos mensaleiros tentarão usar isso a favor dos seus clientes. Eles não tinham uma notícia tão boa desde que o processo começou. Ana Arraes demonstra que não foi nomeada por acaso e que Lula sabia bem o que estava fazendo quando entrou com tudo na sua campanha. Só para registro: Aécio Neves também foi um entusiasmado cabo eleitoral da ministra. Campos é apontado por muitos como uma espécie de novidade e de renovação da política. É mesmo? Eis um episódio a demonstrar que ele é jovem, mas não novo!
Nada mais antigo do que o que se viu no TCU. Manobras dessa qualidade fariam corar a República Velha. A 15 dias do início do julgamento do mensalão, uma das operações mais descaradas de desvio de recursos públicos para os mensaleiros recebeu a chance de “nada consta” do TCU. É a nossa elite política “progressista”! Caberá ao STF dizer se existe pecado do lado de baixo do Equador! Se decidir que não há, não vai adiantar Deus ter piedade dos brasileiros.”
O que o TCU demonstrou, no entanto, é que as agências de Valério prestaram contratos regulares de publicidade ao Banco do Brasil. E o lobby a favor do Rural se dava em outras esferas.
Leia Mais ►

A legitimidade do voto, a República e o Senado

Os escândalos políticos envolvendo o Senado têm conduzido a uma reação equivocada de alguns setores da opinião pública, que o consideram desnecessário e inútil, e propõem o sistema unicameral. Um dos problemas mais graves de nossa vida política é o desconhecimento quase geral do que seja o estado republicano. O mais grave é que ele resulta de uma decisão histórica das oligarquias dirigentes, que sempre consideraram o poder como uma coisa dos ricos proprietários rurais, dos comerciantes abastados das grandes cidades e, logo depois, dos industriais, que transferiram para o pátio das fábricas a mentalidade de senhores feudais. E hoje, sobre todos esses interesses, paira o poder financeiro mundial.
Em razão disso, quando muito, concede-se às crianças do povo que aprendam a ler mal e a escrever também mal. Não se ensina o que é Estado, o que é Nação, o que é Política. Desse desconhecimento padecem muitos senadores e deputados. Isso quando não se elegem exatamente para agir contra o povo. Assim, são capazes de elaborar leis que contrariam a razão lógica, sem falar na ética, que, para eles não passa de uma palavra boa para discurso.
O parlamento devia ser a reunião dos delegados eleitos, a fim de elaborar as leis que assegurassem, mediante normas justas, o direito individual e coletivo dos cidadãos, e contrapor-se ao poder executivo. Essa contraposição necessária se realiza, nos estados realmente republicanos, na elaboração do orçamento impositivo – e na fiscalização do respeito da administração ao texto constitucional. Os cidadãos sustentam as instituições do Estado com os tributos, ou seja, com parcelas de seu trabalho. Em razão disso, devem dizer em quê e como esse dinheiro será usado. O orçamento teria que ser o ponto de gravidade dos parlamentos. Mas não é assim, como todos sabemos, e da distorção do processo orçamentário surgem algumas das grandes mazelas de nosso sistema.
O sistema presidencialista de governo, nas repúblicas federativas modernas, como é o caso do Brasil, se calcam no modelo norte-americano. Os norte-americanos deram à instituição senatorial – que foram buscar entre os romanos – dupla função: a de câmara legislativa e revisora, no exercício da representação dos estados federados. Partiam da idéia de que a Câmara dos Representantes, na base natural de one man, one vote, significaria a ditadura dos estados mais populosos sobre os de menor população. Era preciso, portanto, criar o Senado, não na base da representação proporcional, mas sim, paritária, de forma a que os estados menores moderassem o poder dos mais populosos. Esse foi também o entendimento dos constituintes brasileiros de 91. No sistema norte-americano não existem suplentes de senadores. No caso de vacância de uma cadeira, cada estado, com sua autonomia legislativa, atua de forma particular para suprir o mandato.
Entre outros equívocos de nossa Constituição se encontra a figura do suplente de senador. No passado, durante a vigência da Constituição de 1946, e mesmo na primeira legislatura depois de 88, muitos dos suplentes eram políticos conhecidos, que tinham vida partidária ativa, e eram selecionados nas convenções, juntamente com os aspirantes à posição como titulares.
Longe estamos de um tempo em que o suplente de senador tinha todas as condições, políticas, intelectuais e, quase sempre, morais, para substituir o titular. Entre os muitos exemplos, cito um, o de Edgard de Godói da Matta Machado, que foi suplente do Senador Itamar Franco.
Atualmente, eles são escolhidos entre os financiadores dos candidatos principais, como é notório no caso do suplente do Senador Demóstenes Torres. Sem um só voto, cavalgando na garupa do candidato goiano, o empresário Wilder Morais chega ao Senado. Como se informa, o ex-marido da atual senhora Carlos Cachoeira financiou a candidatura de Demóstenes Torres com 700.000 reais. Não será exagero afirmar que ele adquiriu a legenda com esse dinheiro e, provavelmente com mais algum obtido entre seus amigos, amigos muito íntimos, como o próprio Cachoeira.
A opinião pública, em sua nova atitude diante do poder, que não é bem a dos rebanhos bem comportados, está chamando os senadores ao brio. Já é hora de emenda constitucional que acabe com a figura do suplente – esse legislador sem voto – e estabeleça a convocação de novas eleições regionais, no caso de morte ou impedimento do titular, que nunca poderá ser deslocado para o poder executivo, sem perda de seu mandato.
Sem discutir os méritos dos suplentes, o que devemos ter em conta é a legitimidade do mandato. Ninguém com um só voto – o do candidato a titular – pode decidir em nome do povo de um estado, mesmo que seja o mais capaz e o mais honrado.
Leia Mais ►

Atentado contra a Educação praticado pelo governo do tucano Alckmin

Milhões de livros comprados pela FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), da Secretaria de Educação do Estado de SP, impressos além da cota necessária, em vez de serem doados para estudantes e instituições públicas, são destruídos e vão para o lixo reciclado. Cláusula no contrato mercenário com gráficas impõe essa condição.

Ortiz teve chilique quando a TV o procurou para falar da FDE


O golpe é velho, mas funciona. O presidente da FDE, Bernardo Ortiz, teve chilique quando uma emissora de TV o procurou para falar sobre o pregão das mochilas da FDE.
Ortiz usou a desculpa que estava passando mal para suspender a entrevista com o canal de televisão sem remarcá-la.
A televisão em questão era a Rede Record.
O mesmo expediente foi usado por Ortiz quando era prefeito de Taubaté.
Para escapar da ordem de prisão emitida por um juiz da cidade, Ortiz passou mal quando viu o oficial de justiça na sua frente e foi se internar no antigo Hospital Santa Isabel.
Era a primeira vez que a Justiça mandava prender um prefeito taubateano no exercício do mandato.
A honra de ser o primeiro engaiolado ficou por conta do canastrão Roberto Peixoto.

Uso de bens públicos para beneficiar campanha do filho


Aquele ar de probidade exibida por Ortiz há mais de trinta anos nesta urbe nada mais é do que a máscara que esconde a verdadeira face do caudilho.
Bernardo Ortiz usa a FDE para tentar facilitar a caminhada do filho rumo ao Palácio do Bom Conselho.
Algumas pistas foram dadas na edição desta quinta-feira (19/07) do Diário de São Paulo.
O descaso com o dinheiro público praticado por Bernardo Ortiz é de fazer corar o prefeito canastrão.
Aqui, uma sequencia de fotos do desperdício do dinheiro público.
Milhões de livros escolares em depósito alugado pela FDE, depois vendidos para reciclagem a preço de banana
Caminhão da transportadora sendo carregado com milhões de livros comprados e desperdiçados pela FDE
Caminhão na Rodovia dos Bandeirantes, escoltado por viatura da FDE, levando livros para a recicladora de papéis
Empresa recebe livros comprados à FDE. Em seguida a esteira os transporta para serem picados e reciclados
Bernardo Ortiz usa bens da FDE para aparelhar entidades taubateanas que possam servir de trampolim para seu filho Junior cair sentado na cadeira de prefeito desta urbe.
Um desrespeito com outras entidades de Taubaté e do Estado de São Paulo e, pior, um grande desrespeito ao dinheiro do contribuinte paulista.
A desastrada atuação de Ortiz à frente da FDE preocupa a primeira-dama de São Paulo, Maria Lúcia Alckmin.
Em ofício ao secretário da Educação, Herman Jacobus Cornellis Voorwald, Lú Alckmin lembra que os bens inservíveis devem ser destinados ao Fundo Social de Solidariedade.
Elegante, a primeira-dama do Estado solicita que o decreto 27.163, de 10 de julho de 1987, seja cumprido pela Pasta da Educação e por seus órgãos vinculados.
No caso, leia-se Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão vinculado à Secretaria da Educação.
O velho Bernardo ainda se julga acima das leis.
Usa e abusa da FDE. Beneficia entidades de Taubaté sem consultar ninguém.
Faz cortesia com chapéu alheio, com dinheiro do contribuinte paulista para beneficiar a candidatura de seus filho à Prefeitura de Taubaté.
Abaixo, o ofício de Lú Alckmin e o termo de permissão de uso de bens móveis da FDE para a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Quiririm.
As igrejas evangélicas não merecem tratamento semelhante?
No Irani Lima e Castorphoto
Leia Mais ►

Jornalista do PIG dá bronca em tucanos

Já ouvimos isso antes

Denúncias requentadas, denúncias fraudulentas, falsificações, perseguição.
Onde foi mesmo que já ouvimos isso antes?
A desenvoltura com que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, saiu a defender o governador de Goiás, Marconi Perillo, lembra muito a galhardia com que o PT costuma rebater as denúncias que envolvem qualquer figura do partido citada por suspeita de participação em “malfeitos”. Só faltou colocar a culpa no PIG.
Não importa que as evidências sobre alguma forma de envolvimento do governador com o esquema de influência do contraventor Carlinhos Cachoeira se acumulem.
Em vez de exigir que ele se explique, o PSDB prefere oferecer-lhe um braço amigo desprovido de qualquer salvaguarda moral. Apoia incondicionalmente um dos seus apenas pelo fato de ser um dos seus.
Repete o erro que já tinha cometido com o senador Eduardo Azeredo.
Aos poucos, além da incapacidade orgânica de expressar um discurso articulado de oposição, o PSDB vai perdendo o que ainda lhe restava de capital moral e político que lhe permita criticar as práticas fisiológicas e pouco recomendáveis da grande maioria dos partidos que executam a partitura desafinada da vida política brasileira.
Com que moral, depois desse episódio,o PSBD vai cobrar moral dos outros?
É mais do que evidente que a CPMI do caso Cachoeira está sendo conduzida – e com êxito – aos fins a que se destina: a vingança contra Marconi Perillo por ter afirmado que avisou o então presidente Lula sobre a prática do mensalão.
Os indícios que se acumulam até agora indicam que o governador de Goiás tem muitas explicações a dar. Pode ser chamado a depor de novo e tende a tornar-se, com ajuda de seu partido, no foco único e exclusivo da CPMI, como queriam os que a criaram.
Não seria justo que o partido atirasse o governador às feras antes da comprovação de sua culpa, mas também não é prudente conceder-lhe uma carta de fiança antes que ele mesmo prove que a merece.
Em vez do apoio incondicional que significa absolvição prévia, o PSDB poderia ter oferecido a Perillo o benefício da dúvida, sem condená-lo nem absolvê-lo antes do devido processo.
Em vez de dedicar-se ao trabalho de tornar evidente e denunciar a falta de apetite da CPMI para investigar a fundo as relações da Construtora Delta com os governos que a contratam, não só no Centro-Oeste, mas em todo o Brasil, o PSDB gasta as suas energias dedicando-se à defesa de seu correligionário suspeito.
Com uma oposição assim, o governo e a sua base aliada podem continuar desfrutando as delícias do seu piquenique.
Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br
No Blog do Noblat
Leia Mais ►

Promotora do Piauí aconselhava tucano e prejudicava petista

Promotora Myrian Lago
Depois da repercussão de um diálogo no Twitter com o candidato do PSDB à prefeitura de Teresina, Firmino Filho, a promotora da 1ª Zona Eleitoral de Teresina, Myrian Lago, solicitou à Procuradoria Regional e ao Ministério Público Estadual o afastamento de suas atividades na Justiça Eleitoral. Antes de assumir o cargo, ela conversou, por meio de seu perfil, com Firmino, a quem aconselhou excluir de seu slogan de campanha a frase "Teresina mais humana, justa e fraterna", por considerá-la repetitiva e antiga. A informação foi divulgada pela coluna Panorama Político, de Ilimar Franco, na edição desta quinta-feira do Globo
O candidato do PT à prefeitura de Teresina, Wellington Dias, revelou que a promotora havia pedido a impugnação de sua candidatura no dia 12 de julho, uma semana depois de conversar pelo Twitter com Firmino. No processo, ela alegou que Dias estaria proibido de concorrer devido à Lei da Ficha Limpa. Quando ficou sabendo da conversa no Twitter, Dias solicitou à Justiça o afastamento de Myrian, acusando-a de atuar como assessora do tucano.
Myrian disse que pediu afastamento do cargo, assumido em 11 de julho, devido à polêmica. A assessoria jurídica de Wellington Dias estuda ajuizar representação criminal e disciplinar junto à Procuradoria Regional Eleitoral, ao Conselho Nacional do Ministério Público, à Procuradoria de Justiça e à Corregedoria do Ministério Público no estado.
Leia Mais ►

Venezuela: concessão de TV e liberdade de expressão

Caso venezuelano expõe potencial lesivo de meios de comunicação estruturados em oligopólios
O artigo que segue é do juiz paulista André Bezerra e avalia, cinco anos depois, o processo de não renovação da concessão da RCTV venezuelana.
André, que obteve título de Mestre pelo Prolam/USP justamente com a dissertação “Liberdade de Expressão na Venezuela e no Brasil a partir do caso da RCTV”, conclui que a liberdade de expressão não foi suprimida pelo procedimento de não-renovação (“a mídia privada mantém-se como porta-voz do discurso opositor”) e se justificou diante da assunção da rede de televisão de um papel de aparelho privado de hegemonia, com decisiva participação na tentativa de golpe de Estado.
Para o magistrado, “um caso como o da RCTV traz a memória o potencial lesivo de meios de comunicação estruturados em oligopólios e a necessidade de o Estado compelir emissoras prestadoras de serviço público a observar em sua programação o interesse público”, como, inclusive, previsto no artigo 221 da Constituição brasileira de 1988.

RCTV, cinco anos depois: a liberdade de expressão na Venezuela

Em maio passado, completou cinco anos a tomada de uma das medidas mais polêmicas pelo controverso governo venezuelano presidido por Hugo Chávez: a não renovação da concessão da emissora empresarial de televisão Radio Caracas Televisión, a RCTV.
O fato de uma emissora privada ter sido impedida de exercer a atividade que desde 1953 realizava (era a mais antiga da Venezuela) ensejou sérias dúvidas acerca dos rumos da democracia do país. Tornou-se corrente a opinião, especialmente a veiculada pela grande mídia brasileira, de que tal medida consistiria em ato irreparavelmente violador da liberdade de expressão, podendo levar a Venezuela a sucumbir frente a um regime despótico, tal como aqueles vigentes no Leste Europeu durante a Guerra Fria.
Uma análise mais detida do caso e da situação política venezuelana do final do século passado até os dias atuais, contudo, não confirma esse temor. Pelo contrário, conduz a uma conclusão oposta.
Nesses termos, é preciso voltar no tempo, lembrando que Hugo Chávez alcançou a presidência venezuelana por eleições livres e democráticas, tendo seu primeiro mandato iniciado em 1999. Em 2002, tal como tantos outros governantes da América Latina no decorrer dos séculos, sofreu duas tentativas de golpes de Estado: a primeira em abril, quando foi preso por forças ligadas à oposição e a segunda, em dezembro, quando sofreu uma greve patronal que paralisou a economia do país. Tudo isso, sob forte propaganda dos principais meios de comunicação empresariais, inclusive a RCTV, que, como verdadeiros aparelhos privados de hegemonia (na acepção dada à expressão pela sociologia gramsciana), promoveram apoio aos grupos opositores que lutavam pela derrubada do presidente democraticamente eleito.
Diante dessas circunstâncias e fracassados os golpes, no mês de janeiro de 2003, em um clima de absoluta normalidade institucional e sem que as liberdades públicas fossem suprimidas, o Ministério da Infraestrutura instaurou processo administrativo visando a apuração de infrações praticadas pela RCTV.
O início do processo se deu mediante a publicação de um auto de abertura, no qual foram descritas uma série de irregularidades praticadas pela emissora ao longo do tempo, determinando-se, ainda, a notificação da investigada para apresentar defesa – conforme os ditames do devido processo legal. Concluída a apuração e restando comprovadas as irregularidades praticadas pela empresa (desde a violação dos direitos de crianças e adolescentes em sua programação regular até a efetiva propaganda golpista em 2002), decidiu-se pela não renovação da respectiva concessão.
Note-se que o governo venezuelano não determinou o fechamento de nenhum jornal opositor, muito embora os impressos mais tradicionais do país (como os El Universal e El Nacional) tenham apoiado as tentativas de golpe de Estado de 2002.
A atuação do governo recaiu sobre uma emissora de televisão, isto é, uma concessionária de serviço público e que, em tal condição, jamais poderia fazer uso de um bem público, o espectro de radiofrequência, em desconformidade aos valores democráticos previsto na Constituição.
Importante ainda assinalar que tal medida não intimidou o trabalho de empresas de comunicação e de profissionais do jornalismo. A cobertura de matérias criticas ao governo, essencial à vigência da liberdade de expressão, resiste meia década após o término da concessão da RCTV.
Quem folheia diariamente os principais jornais do país, verifica que a divulgação do discurso oposicionista pela mídia perdura de maneira semelhante a que ocorria antes dos golpes. Quem, da mesma forma, assiste a um programa como o Aló Ciudadano, veiculado pela emissora de televisão e concessionária de serviço público Globovisión, testemunha diariamente entrevistas realizadas em quase sua totalidade com opositores ao governo. Isso, em um ano eleitoral como o de 2012,
no qual a mídia privada mantém-se como porta-voz do discurso opositor, agora representado pelo governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, o candidato anti-chavista à presidência da república.
É evidente que sempre existe a possibilidade de o governo fazer uso de ações como a da RCTV na forma de estratégia de eliminação da mídia independente. Como já dizia o federalista
norte-americano James Madison, os homens não são governados por anjos. Todavia, o que se tem, nesse específico caso, é uma providência favorável à democratização do país, em uma Venezuela de há muito formada por populações sujeitas ao trabalho de opinião pública de reduzidas empresas de comunicação altamente capitalizadas e, ainda que prestadoras de serviço público, comprometidas apenas com interesses hegemônicos de grupos políticos e econômicos.
Espera-se, por fim, que a legitimidade de tal medida, confirmada cinco anos após a sua tomada, leve à reflexão do quadro vigente em solo brasileiro. Isto, não necessariamente na prática de atos tão enfáticos, até porque nas últimas décadas, o Brasil não conheceu tentativas de golpes como a Venezuela.
O que se quer dizer é que um caso como o da RCTV traz a memória o potencial lesivo de meios de comunicação estruturados em oligopólios e a necessidade de o Estado compelir emissoras prestadoras de serviço público a observar em sua programação o interesse público, tal como previsto no artigo 221 da Constituição brasileira de 1988.
André Augusto Salvador Bezerra, juiz em São Paulo, membro da Associação Juízes para a Democracia, é mestre pelo Prolam/USP
No Sem Juízo
Leia Mais ►

É amanhã!

Leia Mais ►

Venezuela fortalece o Mercosul

Ao ingresso da Venezuela no Mercosul sucederam variadas críticas de tons e razões distintas, mas que apontam a dificuldade dos setores conservadores em aceitar o avanço da integração na região e o fortalecimento dos países-membros que, sob uma mesma orientação geopolítica, vêm mostrando que existe um modelo alternativo de desenvolvimento.
Um paradigma que passa ao largo da dependência dos receituários neoliberais que, por tanto tempo, comprometeram seu progresso.
Contudo, o que a crítica não se dá ao trabalho de manifestar em seus inúmeros discursos dedicados não só a desaprovar a entrada da Venezuela, mas também em desqualificar a importância do Mercosul, é a dimensão econômica da incorporação venezuelana e os benefícios de uma integração que, em muitos aspectos, já existe.
Com a entrada da Venezuela, o PIB do Mercosul somará cerca de US$ 3,2 trilhões, alcançando 75% do total da América do Sul. A população dos países membros abarcará 70% do total da região, um total de 272 milhões de pessoas.
Nos últimos sete anos, as importações feitas pela Venezuela de países do Mercosul aumentaram mais de seis vezes.
Além disso, a integração resultará em um bloco dos mais importantes mundialmente, com destaque na produção de energia, alimentos e manufaturados, dada as imensas reservas de minerais, água potável e rica biodiversidade do vizinho caribenho.
O novo membro do Mercosul é o quinto maior produtor mundial de petróleo e, segundo relatório anual da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), divulgado em julho de 2011, chegou ao fim de 2010 com uma reserva comprovada de mais de 250 bilhões de barris, superando até mesmo a Arábia Saudita.
As reservas venezuelanas triplicaram nos últimos cinco anos e alcançaram quase 20% do total mundial, um resultado relacionado às recentes descobertas e certificações da Faixa Petrolífera do Orinoco. O país detém ainda a oitava maior reserva de gás do planeta.
A adesão de um país caribenho que possui localização privilegiada e fácil acesso marítimo também amplia geopoliticamente a força do bloco e deve abrir caminho para o ingresso de novos membros — o que está de acordo com o intuito de incrementar o comércio regional, ampliar a pauta comercial e aumentar a competitividade da região frente a outros centros.
Por tudo isso, não nos deixemos enganar: o Mercosul é, sim, estratégico para o desenvolvimento dos países sul-americanos, e a adesão da Venezuela só contribui para a afirmação do bloco, especialmente se superarmos as dificuldades e investirmos em uma agenda de integração produtiva, que seja capaz de ampliar o ciclo de crescimento econômico.
A consolidação de um bloco integrado e fortalecido cria também um instrumento essencial de afirmação e defesa da América do Sul em suas relações com os demais países e blocos, com capacidade de responder de forma mais ágil à crise mundial, a partir de políticas comuns de crescimento, valorização dos mercados internos, fortalecimento do comércio regional e uso sustentável de nossa grande diversidade de recursos naturais.
Para o Brasil, a integração da Venezuela ao Mercosul intensifica e torna ainda mais promissora uma relação de grandes parcerias e elevada colaboração. De 2003 para cá, o comércio entre os dois países, que era de US$ 880 milhões, saltou para US$ 5,9 bilhões em 2011.
Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações do Brasil para a Venezuela cresceram 40,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A Venezuela é hoje o terceiro superávit comercial do Brasil, figurando entre os nossos três maiores sócios comercias desde 2007.
A integração entre os dois países tem apresentado progressos significativos nos últimos anos por meio de acordos entre órgãos venezuelanos e brasileiros, como Caixa Econômica Federal (CEF), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Petrobras e Eletrobras.
Além da ampla aliança entre o setor público, a entrada do país no Mercosul amplia as perspectivas de avanços na agenda de projetos que envolvem empresas privadas brasileiras — como Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Braskem, Ambev, Gerdau, entre outras.
A eventual associação da PDVSA venezuelana e da Petrobras, que está dentre as possíveis parcerias mais promissoras entre Brasil e Venezuela, resultaria na maior empresa petrolífera do mundo, projetando ainda mais o bloco no cenário internacional.
As relações entre o Brasil e a Venezuela se dão com grande cooperação e servem de exemplo de parceria bem sucedida, não apenas no campo comercial, mas, sobretudo, de troca de experiências e integração produtiva, fundamentais para o nosso desenvolvimento regional.
A América do Sul vive hoje, graças à ascensão, na última década, de governos progressistas, situação muito favorável à construção de uma dinâmica integradora, de um projeto comum, sustentado na cooperação, no desenvolvimento econômico, na solidariedade.
Por isso, segue fundamental afirmar o papel do Mercosul como projeto de união regional e, principalmente, como estratégia para o desenvolvimento dos países sul-americanos. O Brasil tem grande responsabilidade nessa empreitada, e o ingresso da Venezuela deve ser festejado como fator capaz de dar novo impulso à agenda regional.
José Dirceu, advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
Leia Mais ►

A morte não terá domínio

Li que Samuel Becket dizia que quem morria passava para outro tempo. Não queria dizer outro mundo, com um presumível outro clima. Referia-se ao tempo do verbo. Entre todas as mudanças provocadas pela morte havia essa: o morto passava irremediavelmente ao pretérito.
Era bom pensar assim. A morte acontecia no mundo antisséptico das palavras e das regras gramaticais, nada a ver com a decomposição da carne. O “é” transformava-se em “era” e “foi”, e pronto. A migração do morto, em vez de ser da vida para o nada, era só entre categorias verbais.
A vida vista como uma narrativa literária nos protege do horror incompreensível da morte. Podemos nos imaginar como protagonistas de uma trama, que mesmo quando não é clara indica alguma coerência, em algum lugar.
O próprio Becket só escreveu sobre isso: a busca de uma trama, qualquer trama, por trás do aparente absurdo da experiência humana. E um enredo, ou um sentido que faça sentido, só pode ser buscado na narrativa literária, no encadear de palavras que leva a uma revelação, mesmo que esta não explique nada, muito menos a morte.
E se falar, falar, falar sem cessar, como fazem os personagens do Becket na esperança de que aflore algum sentido não der resultado, pelo menos está-se fazendo barulho e mantendo a morte afastada.
A literatura tem essa função, a de uma fogueira no meio da escuridão da qual a morte nos espreita. Ou de uma matraca contra o silêncio final. Vale tudo, mesmo a garrulice incoerente de um personagem do Becket, contra a escuridão e o silêncio.
Num poema que fez sobre seu pai moribundo Dylan Thomas o insta a reagir ferozmente contra o esvaecer da luz — “Rage, rage against the dying of the light” — e a não se entregar à morte sem uma briga.
Não sei se o Becket encontrou o consolo que procurava pelos seus mortos na ideia de que tinham apenas mudado de tempo de verbo, mas imagino que, como Dylan Thomas na sua poesia inconformada, tenha recorrido à literatura como um meio de negar à morte o seu triunfo. Ninguém morre. Há apenas uma revisão na narrativa da sua vida para atualizar o tempo dos verbos.
Outra vez Dylan Thomas: “And death shall have no dominion”, e a morte não terá domínio.
Diz-se que quem morreu “já era”, o que é o mesmo que dizia o Becket com mais sensibilidade. Mas Becket queria dizer mais. Os personagens de narrativas literárias mudam do tempo presente para o tempo passado, mas continuam no mundo, mesmo que no mundo restrito dos livros e das estantes. Salvo, talvez, os cupins e as traças, nada ameaça a sua perenidade. “São” eternamente.
Luís Fernando Veríssimo
Leia Mais ►

Balneário Camboriú 48 anos

Em comemoração aos 48 anos de Balneário Camboriú, uma extensa  programação está prevista para acontecer de sexta-feira (20), até o próximo dia 29 de julho.
No dia 20, feriado de aniversário, terá o tradicional bolo com 48 metros de comprimento, na Rua 3.100, às 9h. O calendário de eventos segue com o desfile municipal, a partir das 10h30, com início na Rua 1.001, seguindo pela Avenida Atlântica, até o Calçadão da Avenida Central. A tarde é a vez de 48 casais oficializarem o matrimônio, com o Casamento Coletivo, que será  realizado no clube Class Lounge, às 16h.
Diversas atividades recreativas e esportivas para adultos e crianças acontecem sexta e sábado na Praça Almirante Tamandaré, das 14h às 17h, que integram o projeto Rua de Laser, além de apresentações e  shows culturais. Ainda ocorrem a 20ª Santa Catarina CUP – Torneio  Internacional de Futebol (que segue até o dia 24) e o Transcatarina  Horizontes Sem Limites 2012, que termina neste sábado, às 14h, na Barra Sul.
 
Já no fim de semana (21 e 22), moradores e turistas poderão experimentar um dos pratos típicos da região na Festa da Tainha, que acontece na Quinta Avenida, esquina com a Rua Biguaçu, das 18h às 22h no sábado, e das 11h às 15h no domingo.
Outro evento que agrega a programação é o Audax, prova ciclística, não competitiva com 200 km de extensão, a partir das 8h, na Univali, nos dias 21 e 22. Já na próxima quarta-feira (25), começa a 1ª Taça Cidade Balneário Camboriú de Futsal, que segue até 25 de agosto. Para finalizar, tem a Cãominhada, no domingo (29), na Praça Almirante Tamandaré, às 10h.
Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1357

Leia Mais ►