9 de jul de 2012

Os mensalões, um comparativo

Por coincidência, justamente quando o julgamento do mais famoso “mensalão”, que alguns chamam “do PT”, foi marcado, a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sua denúncia contra os acusados de outro, o “mensalão do DEM” do Distrito Federal.
Processos contra os 40 réus do chamado mensalão.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Trata-se mesmo de um acaso, pois a única coisa que os dois compartilham é o nome. Equivocado por completo para caracterizar o primeiro e inadequado para o segundo.
Naquele “do PT”, nada foi provado que sugerisse haver “mensalão”, na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de (gordas, como indica o aumentativo) propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo. No outro, essa é uma das partes menos importante da história.
Alguns acham legítimo – e até bonito – empregar a expressão como sinônimo genérico de “escândalo” ou “corrupção”, mas isso só distorce o entendimento. O que se ganha ao usar mal o português? No máximo, contundência na guerra ideológica. Chamar alguma coisa de “mensalão” (ou adotar neologismos como “mensaleiro”) tornou-se uma forma de ofender.
Fora o nome errado igual, os dois são diferentes.
Ninguém olha o “mensalão” de Brasília como se tivesse significado especial. É somente, o que não quer dizer que seja pouco, um caso de agentes políticos e funcionários públicos, associados a representantes de empresas privadas, suspeitos de irregularidades.
Por isso, se o STJ acolher a denúncia, o processo terá tramitação normal. Sem cobranças para que ande celeremente. Sem que seja pintado com cores mais fortes que aquelas que já possui. Sem que se crie em seu torno um clima de “julgamento do século” ou sequer do ano.
É provável que aconteça com ele o mesmo que com outro mais antigo, o “mensalão do PSDB”. Esse, que alguns dizem ser o “pai de todos”, veio a público no mesmo período daquele “do PT”, mas avança em câmera lenta. Está ainda na fase de instrução, sem qualquer perspectiva de julgamento.
Por que o que afeta o PT é mais importante?
A resposta é óbvia: porque atinge o PT. Se os “mensalões” da oposição são tratados como secundários e se outros são irrelevantes (como os que a toda hora são noticiados em estados e municípios), deveria existir no do PT algo que justifique tratamento diferente.
Há quem responda com uma frase feita, tão difundida, quanto vaga: seria o “maior escândalo da história política brasileira”. Repetida como um mantra pelos adversários do PT, não é substanciada por nenhuma evidência, mas circula como se fosse verdade comprovada.
“Maior” em que sentido? Os recursos públicos movimentados seriam maiores? Mais gente estaria envolvida?
É difícil para quem lê as alegações finais do Ministério Público Federal (MPF) compreender o montante que em sua opinião teria sido desviado e como. O documento é vago e impreciso em algo tão fundamental.
Essa indefinição pode ser, no entanto, positiva: deixa a imaginação livre. Qualquer um pode inventar o valor que quiser.
O “mensalão do DEM”, ao contrário, tem tamanho especificado: 110 milhões de reais. Nele, o MPF não se confundiu com as contas.
Se o critério para considerar maior o petista for a quantidade de envolvidos, temos um curioso empate: dos 40 acusados originais, número buscado pelo MPF apenas por seu simbolismo, restam 37, tantos quanto os denunciados no escândalo de Brasília.
E há diferenças notáveis. No “mensalão do DEM”, os agentes públicos foram citados por desviar dinheiro para enriquecimento pessoal, o que, em linguagem popular, significa roubar. No “do PT”, nenhum.
De um lado, valores certos, acusados em número real, motivações inaceitáveis. Do outro, o oposto.
Quando o procurador-geral declarou que “a instrução comprovou que foi engendrado um plano criminoso para a compra de votos dentro do Congresso Nacional”, esqueceu que nem sequer uma linha de suas alegações o demonstrou. Arrolou 12 deputados (quatro do PT), que equivalem a 2% da Câmara, número insuficiente para sequer presumir que houvesse “um esquema de cooptação de apoio político”, a menos que inteiramente inepto.
No caso de Brasília, nada está fantasiado, é tudo visível, o que não significa que tenha sido provado de forma juridicamente correta.
No fundo, essa é a questão e a grande diferença entre os dois. Quando a hora chegar, o “mensalão do DEM” deverá, ao que tudo indica, ser analisado de maneira técnica. Se o “do PT” o fosse, pouco da acusação se sustentaria.
Tomara que os ministros do STF consigam independência para julgá-lo de maneira isenta, livres das pressões dos que exigem veredictos condenatórios.
Marcos Coimbra
No CartaCapital
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Nossa imprensa

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Charge online - Bessinha - # 1341

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Globo Fail

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Adeus, Zé Roberto Bertrami

Once upon a time... a gente ligava o rádio e ouvia canções como esta.

No Ateísmo pelo Mundo
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Francischini, o "tigrão", deixa o PSDB

Durou pouco tempo a tentativa do deputado Fernando Francischini (PSDB/PR) de ocupar os holofotes da mídia no lugar do ex-demo Demóstenes Torres. Ele até tentou posar de novo "mosqueteiro da ética" e de líder da oposição de direita, bem no figurino da revista Veja. Mas não deu certo. Após provocar vários atritos, ele foi substituído pelo seu próprio partido na CPMI do Cachoeira e já anunciou que deixará a sigla tucana. Além disso, ele pode até ser investigado por suas estranhas ligações com os arapongas do mafioso.
Numa das sessões da CPMI, o bravateiro Francischini, que também é delegado da PF, ameaçou prender o governador do Distrito Federal e acusou o relator Odair Cunha (PT-MG) de ser "tigrão" contra o Marconi Perillo, o governador tucano de Goiás, e "tchutchuca" contra o petista Agnelo Queiroz. O valentão da mídia demotucana também produziu várias cenas de bate-bocas no Congresso Nacional, provocando inúmeros parlamentares. Toda esta encenação moralista, porém, não produziu os efeitos desejados pelo "tigrão".
Isolamento e relações perigosas
Francischini se isolou na CPMI e no seu próprio partido. Para complicar ainda mais sua situação, ele entrou em atrito com o dono do PSDB no Paraná, governador Beto Richa, sendo alijado na disputa pela prefeitura de Curitiba. Como desdobramento das suas atitudes tresloucadas, ele foi substituído na CPMI pelo suplente Domingos Sávio (PSDB-MG) e anunciou que abandonará a sigla. Segundo o blogueiro paranaense Esmael Morais, Francischini "fez beicinho" e deve ingressar no recém-criado Partido Ecológico Nacional (PEN).
Outro fator também pesou para o rápido isolamento de Francischini. O "tigrão", que planejava transferir seu domicílio eleitoral para Brasília e concorrer ao governo do Distrito Federal em 2014, foi pego em conversas com integrantes da quadrilha de Carlos Cachoeira. Grampos da Operação Monte Carlo da PF indicam que o deputado "moralista" articulou um plano para induzir o impeachment do governador Agnelo Queiroz. Pelo jeito, a mídia demotucana acaba de perder mais um ícone e uma fonte de suas "reporcagens".
Altamiro Borges
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Charge online - Bessinha - # 1340

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DEMOstenes Cassação


DEMOstenes CASSAÇÃO dia 11/07 quarta-feira
GRITA Senado!
O Senado irá soberanamente decidir acerca da cassação de DEMOstenes, já devidamente qualificado como "DESPACHANTE de luxo do delinquente CACHOEIRA", dentre outras condutas que comprovam a QUEBRA do Decoro Parlamentar.
A primeira instância de apreciação foi o Conselho de Ética que decidiu por 15 x 0 e com voto aberto, o que é de praxe.
A segunda instância foi a CCJ, Comissão de Constituição e Justiça que decidiu por 22 x 0 (com uma única "ausência" a do DEMO Agripino) e com voto nominal e aberto por DECISÃO POLÍTICA dos Senadores presentes.
Agora teremos a decisão final em plenário é serão necessários 41 votos dos 81 senadores.
A CIDADANIA PLENA PODE E DEVE SER EXERCIDA COM A DECISÃO PRÉVIA DO PLENÁRIO PELO VOTO NOMINAL E ABERTO.
GRITA Senado!
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Federal e Municipal

É impressionante a dificuldade que alguns - incluindo a maioria dos analistas e comentaristas - têm de entender como pensa o eleitor comum na hora de decidir seu voto nas eleições municipais.
E olha que o mestre Ziraldo já havia fornecido a pista há muitos anos.
Em um cartum antigo, ele mostrava dois caipiras de cócoras, conversando à beira de um caminho. Um dizia para o outro: “É muito simples, compadre: federá, nóis vota contra; municipá, nóis vota a favor!”
O texto aludia a um comportamento eleitoral típico daqueles tempos, quando tínhamos o bipartidarismo e a escolha dos prefeitos era pautada pelo medo dos prejuízos que a cidade sofreria se votasse em um candidato da oposição.
Os eleitores pareciam se contradizer: para prefeito, votavam na Arena, isto é, no partido governista criado pelos militares; para senador - a única eleição majoritária permitida -, no MDB, o partido oposicionista. Ou seja: um ano, votavam governo; no outro, oposição.
Mas não por confusão e sim por esperteza.
Sem que o fenômeno tenha deixado de existir - como se percebe ao comparar os resultados de eleições estaduais e presidenciais com as municipais em diversas partes do país - as coisas mudaram.
A tese de Ziraldo continua, porém, a valer. Os eleitores pensam diferente quando decidem coisas diferentes.
E as milhares de escolhas que vão fazer este ano, ao votar para prefeito nos 5564 municípios brasileiros, pouco têm a ver com as que fizeram em 2010 e as que farão em 2014.
A ânsia de encontrar “significados gerais” nas eleições municipais é infrutífera. Elas, simplesmente, não os possuem. Porque para seus atores centrais, os eleitores, são estritamente locais. Para eles, cada caso é um caso.
Assim como do ponto de vista dos políticos diretamente envolvidos. Também para eles, o que acontece aqui tem pouco efeito no que ocorre ali.
Exemplo eloquente dessa inútil mania de buscar “sentidos gerais” é a recente discussão sobre “o conflito entre PT e PSB”, que ocupou largo espaço nos debates políticos durante a semana que passou.
Por fatores unicamente locais, os dois partidos resolveram marchar com candidaturas distintas - nestas eleições - em três capitais onde estavam juntos. Isso aconteceu em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte.
Na primeira, a separação se deu em função da decisão do diretório municipal petista. O governador Cid Gomes, principal liderança do PSB no Ceará, não concordou com o nome escolhido e decidiu lançar outro de seu partido, entendendo que o candidato indicado pelo PT tinha pequena viabilidade eleitoral.
No Recife, as dissensões dentro do PT foram consideradas tão graves que o governador Eduardo Campos (PSB) preferiu evitá-las e optou pela candidatura de um secretário de seu governo. O candidato do PT lidera - com folga - as pesquisas.
Em Belo Horizonte, os dois partidos desfizeram uma longa aliança e o PT terminou lançando candidatura própria - o contrário do que buscavam suas lideranças estaduais.
Só com muita imaginação - e pouca informação - os três episódios podem ser interpretados como se indicassem alguma coisa a respeito das relações mais gerais que PSB e PT mantêm. Como se sugerissem que estão em rota de colisão.
Apenas para lembrar: separados em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte, mas juntos em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
Quem se apressa querendo se aproveitar do “conflito” pode se decepcionar. E fazer triste papel.
Como esse que os “serristas” ensaiam, acenando com seu “apoio” à hipotética candidatura de Eduardo Campos contra Dilma em 2014.
Primeiro, só em suas cabeças Campos é candidato (nas pesquisas, ele tem cerca de 2% e Dilma 60%). Segundo, quem falou que o “serrismo” tem esse cacife?
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Seção "Grandes Filhos da Puta da Humanidade": Álvaro Dias

Uma Foto: Dois Canalhas Golpistas
Ele chama Hugo Chaves, eleito pelo povo, de Ditador.. Mas, Ele apoiou o golpe em Honduras. Ele apoiou o golpe no Paraguay. Ele apoiaria ou seria o pivô de um golpe no Brasil contra Dilma Rousseff.
O Cachete apresenta Álvaro Dias. Mais um ícone da Seção "Grandes Filhos da Puta da Humanidade".
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Manifesto RedePT13

Manifesto Rede PT 13
Nós, militantes virtuais, reunidos em Brasilia nos dias 07 e 08 de julho de 2012, por iniciativa da Secretaria de Comunicação do PT Nacional, ao tempo em que nos sentimos orgulhosos em participar desta importante iniciativa partidária, sentimos a imperiosa necessidade em sugerir a ampliação do universo de pessoas que também são comprometidas com o projeto petista e sua defesa na internet.
Neste sentido como contribuição indicativa para deliberação das instâncias partidárias, apresentamos o que segue:
Preparação de grande reunião, ainda em agosto ou setembro, com a presença de lideranças petistas nacionais e Campanha Nacional de Filiação.
Colocamo-nos desde já à disposição para contribuir em nossos estados com a ampliação da participação de outr@s militantes virtuais.
Finalizamos, destacando que ao longo do último período, a disputa política nos meios virtuais tem se caracterizado por intensa atuação de um número crescente de pessoas o que nos coloca diante do desafio de atuarmos também em plena sintonia com as instâncias partidárias do PT.
SAUDAÇÕES PETISTAS
Brasília DF, 07 e 08 de julho de 2012
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Em Recife, influência de Lula sobre o eleitorado supera a de Eduardo Campos

Diante de uma eleição com tantos padrinhos – no PT, Lula e Dilma, e no PSB, Eduardo – o Instituto Opinião quis saber do eleitor a influência de cada um desses caciques. Lula aparece como o que, supostamente, transferiria mais votos. Dos entrevistados, 42,8% disseram que poderiam aumentar as chances de votar num nome apresentado pelo ex-presidente da República.
O governador Eduardo Campos (PSB) é apontado como o segundo que mais pode influenciar o eleitor. Dos eleitores ouvidos na pesquisa, 29,7% disseram que aumentaria muito a chance de votar num candidato alinhado com o governador. Em seguida, aparece a presidente Dilma, com 26,4% de capacidade de influência.
Já o prefeito João da Costa, que foi impedido pelo PT de disputar a reeleição, influenciaria apenas 10,9% dos eleitores como cabo eleitoral. Dos entrevistados, 57,6% disseram que Dilma não influenciaria o seu voto contra 43,4% de Lula, 44,9% de Eduardo e 56% do prefeito João da Costa.
O Instituto Opinião ouviu mil eleitores no Recife entre os dias 4 e 5 deste mês. O registro no Tribunal Regional Eleitoral é o de número 00037/2012.
Os bairros pesquisados na amostra foram os seguintes: Aflitos, Afogados, Água Fria, Alto do Mandu, Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho, Areias, Arruda, Barro, Boa Viagem, Campina do Barreto, Campo Grande, Casa Amarela, Casa Forte, Coelhos, Cohab, Cordeiro, Dois Unidos, Encruzilhada, Engenho do Meio e Espinheiro.
E mais: Estância, Fundão, Ibura, Ilha de Joana Bezerra, Imbiribeira, Ipsep, Iputinga, Jardim São Paulo, Jequiá, Linha do Tiro, Macaxeira, Madalena, Mangabeira, Mangueira, Monteiro, Mustardinha, Nova Descoberta, Passarinho, Pina, Poço, Porto da Madeira, Rosarinho, Santo Amaro, São José, Tamarineira, Torre, Torrões, Várzea e Vasco da Gama.

Humberto 34%, Mendonça 24%, Daniel 9,5% e Geraldo 4%

Na primeira pesquisa de intenção de voto do Instituto Opinião para prefeito do Recife após as convenções partidárias que se encerraram em 30 de junho, o candidato do PT, Humberto Costa, aparece na liderança com 34,4% dos votos, seguido por Mendonça Filho, do DEM, com 24%. O candidato do PSDB, Daniel Coelho, é o terceiro com 9,5% e Geraldo Júlio, do PSB, o quarto, com 4,1%.
Pontuaram ainda Esteves Jacinto, do PRTB, com 1,7%; Edna Costa (PPL) com 1%, Roberto Numeriano (PCB) com 0,7% e Jair Pedro (PSTU) com apenas 0,4%. Brancos e nulos somam 11,7% e indecisos 12,5%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome do candidato sem a cartela, Humberto também lidera com 9,2%.
Mendonça Filho também é o segundo com 6% e João da Costa o terceiro com 5,1%. Foram citados ainda João Paulo (2,6%), Geraldo Júlio (2%), Daniel Coelho (1,6%), Roberto Numeriano (0,8%), Raul Henry (0,6%), Eduardo Campos (0,2%) e Jarbas Vasconcelos (0,2%). 
Os bairros pesquisados na amostra foram os seguintes: Aflitos, Afogados, Água Fria, Alto do Mandu, Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho, Areias, Arruda, Barro, Boa Viagem, Campina do Barreto, Campo Grande, Casa Amarela, Casa Forte, Coelhos, Cohab, Cordeiro, Dois Unidos, Encruzilhada, Engenho do Meio e Espinheiro.
E mais: Estância, Fundão, Ibura, Ilha de Joana Bezerra, Imbiribeira, Ipsep, Iputinga, Jardim São Paulo, Jequiá, Linha do Tiro, Macaxeira, Madalena, Mangabeira, Mangueira, Monteiro, Mustardinha, Nova Descoberta, Passarinho, Pina, Poço, Porto da Madeira, Rosarinho, Santo Amaro, São José, Tamarineira, Torre, Torrões, Várzea e Vasco da Gama.

SITUAÇÃO

Líder no levantamento, Humberto Costa tem suas maiores taxas de intenção de voto entre os eleitores com grau de instrução entre a 5ª e a 8ª séries (40,3%), entre os que estão na faixa etária de 35 a 44 anos (36,4%), entre os eleitores do sexo feminino (35,3%) e entre os que ganham até um salário mínimo (38,5%).
Suas menores indicações se situam entre os que ganham acima de 10 salários (20%), entre os que têm nível superior completo (24,3%), e entre os eleitores acima de 60 anos (29,8%).
Já Mendonça Filho, em segundo lugar na pesquisa, tem suas maiores taxas de intenção de voto entre os que ganham acima de 10 salários (29,1%), entre os eleitores com mais de 60 anos (28,2%), e entre os que cursam da 5ª a 8ª séries (25,5%).
Suas menores indicações, por sua vez, aparecem entre os que ganham entre três e cinco salários (20,5%), entre os eleitores jovens (22,8%) e entre os eleitores do sexo feminino (23,3%).
O tucano Daniel Coelho, que está em terceiro, tem suas maiores indicações de voto entre os eleitores que ganham acima de 10 salários (20%), entre os jovens (17,2%), e entre os que têm nível superior (12,3%).
Já suas menores taxas se situam entre os que ganham até um salário (6,5%), entre os com grau de instrução até a quarta série (7,5%) e entre os eleitores na faixa etária de 45 a 59 anos (6,5%).

Rejeição: Humberto lidera com 17,8% e Mendonça é o segundo

Se Humberto tem a preferência do eleitorado do Recife na primeira pesquisa do Instituto Opinião com exclusividade para este blog, apresenta, igualmente, a maior taxa de rejeição entre os candidatos. No questionário em que se formula a pergunta em qual candidato não votaria de jeito nenhum, 17,8% apontaram o postulante petista, seguido pelo democrata Mendonça Filho, com 14,6%.
Edna Costa (PPL) vem em seguida com 7,6%, Jair Pedro (PSTU) logo após com 3,8% e Daniel Coelho foi lembrado por 3,7% dos entrevistados. Entre os candidatos de partidos grandes e que se apresentam competitivos, Geraldo Júlio, do PSB, é o que apresenta menor taxa de rejeição – 2,8%.
Os bairros pesquisados na amostra foram os seguintes: Aflitos, Afogados, Água Fria, Alto do Mandu, Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho, Areias, Arruda, Barro, Boa Viagem, Campina do Barreto, Campo Grande, Casa Amarela, Casa Forte, Coelhos, Cohab, Cordeiro, Dois Unidos, Encruzilhada, Engenho do Meio e Espinheiro.
E mais: Estância, Fundão, Ibura, Ilha de Joana Bezerra, Imbiribeira, Ipsep, Iputinga, Jardim São Paulo, Jequiá, Linha do Tiro, Macaxeira, Madalena, Mangabeira, Mangueira, Monteiro, Mustardinha, Nova Descoberta, Passarinho, Pina, Poço, Porto da Madeira, Rosarinho, Santo Amaro, São José, Tamarineira, Torre, Torrões, Várzea e Vasco da Gama.
As maiores taxas de rejeição de Humberto se situam entre os que ganham acima de 10 salários (32,8%), entre os que têm nível superior (28,1%), e entre os eleitores acima de 60 anos (21,3%).
Seus menores percentuais aparecem entre os que ganham até um salário mínimo (11%), entre os que cursam da 5ª a 8ª séries (11,1%), e entre os eleitores na faixa etária de 35 a 44 anos (11,7%).
Já o democrata Mendonça Filho tem suas maiores taxas de rejeição entre os eleitores na faixa etária de 25 a 34 anos (20,4%), entre os que ganham entre três a cinco salários (17,4%) e os que têm curso superior (16.9%).
Já seus menores índices de rejeição estão entre os eleitores com mais de 60 anos (6,9%), entre os que ganham acima de 10 salários (10,9%) e entre os com grau de instrução até a quarta série (9,4%).
No Blog do Magno
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Paulo Henrique Amorim fala sobre Militância Virtual

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Tom e Katie

Tom Cruise e Katie Holmes estão se separando. Me lembrei do que escrevi quando eles se casaram. Pelos rituais da Igreja da Cientologia, Armani fez não só a roupa do noivo e da noiva para o casamento como a da filhinha de meses do casal — e eu fiquei com a vaga impressão de ter feito um resumo da nossa civilização numa frase.
Se me pedissem uma frase para colocar em alguma cápsula do tempo, para ser aberta daqui a 200 anos, eu submeteria o que escrevi. Daqui a 200 anos ninguém mais vai saber quem eram Tom Cruise, Katie Holmes e Armani, embora a filha deles talvez tenha alcançado alguma forma de eternização científica e ainda viva, ela também dentro de uma cápsula.
A Igreja da Cientologia não existirá mais — ou será a principal igreja do mundo, tendo crescido muito depois que 100 islamitas disfarçados de cardeais explodiram-se ao mesmo tempo dentro da catedral de São Pedro, arrasando o Vaticano, Meca foi arrasada em represália, e o público perdeu um pouco do entusiasmo pelas religiões maiores.
O casamento de Tom e Katie, vestindo Armanis, se deu numa pequena cidade à beira de um lago, perto de Roma, escolhida pela sua paisagem romântica, e foi assistido só por convidados. Tom e Katie e a filhinha não apareceram para o público e é provável que nem tenham visto a paisagem, já que não chegaram perto de nenhuma janela.
Na nossa civilização era assim, as celebridades escolhiam cuidadosamente e anunciavam os lugares em que não queriam ser vistas, e não eram vistas. Em outros tempos isto seria considerado, no mínimo, um desperdício de Armanis.
No nosso tempo as celebridades tinham se tornado uma espécie de abstração. Eram apenas projeções de si mesmas, o que garantia a exposição controlada sem o risco de esbarrão ou perguntas cretinas sobre a criança, por exemplo. Mas nem mais em pequenas cidades italianas era incomum a noiva casar de barriguinha, ou com o filho já nascido e vestido.
Para que daqui a 200 anos não pensassem mal de nós lendo sobre o casamento ostensivamente fechado de Tom e Katie, eu incluiria na cápsula o recorte de outra notícia que li mais ou menos na mesma época.
Num hotel de Las Vegas uma sucursal do Museu de Cera da Madame Tussaud tinha planejado fazer o casamento de Angelina Jolie e Brad Pitt, ou de reproduções em cera e tamanho natural dos dois, numa cerimônia que não só o público poderia ver de perto como seria assistida por convidados especiais como John Wayne, Elvis Presley, Liberace, Ronald Reagan e outros, além de, provavelmente, Tom Cruise e Kathie Holmes, todos feitos de cera.
Alguém achou que seria de mau gosto e a ideia foi abandonada. Pena.
O casamento real de Angelina e Brad também foi num lugar conspicuamente à prova da nossa curiosidade, mas no futuro saberiam que pelo menos tentamos trazê-lo para a realidade. Ou coisa parecida.
Luís Fernando Veríssimo
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Raridade: PPS agora desmente Veja

Deputado federal Rubens Bueno (PPS)
Foto: Nani Gois.
Nota oficial conjunta de Rubens e Renata Bueno contra Veja
“Ao contrário do que publicou a edição da revista Veja desta semana, na seção Holofote, não existe qualquer problema dentro do PPS em relação a retirada da candidatura da vereadora Renata Bueno à prefeita de Curitiba e a indicação de seu pai, o deputado federal Rubens Bueno, para concorrer como vice na chapa do prefeito Luciano Ducci (PSB), que busca a reeleição.
O possível desconforto de Renata com a retirada de sua candidatura não passa de intriga. Os próprios fatos desmentem a versão divulga da pela revista que, cabe ressaltar, não ouviu nenhum, dos dois personagens da nota. Renata não só ocupou espaço de destaque durante o anúncio de Rubens Bueno para vice de Ducci como, em convenção do partido, votou pela indicação de Rubens e pela aliança dos partidos que disputarão a prefeitura da capital paranaense.
Os dois, como todo o partido, estão empenhados na vitória da chapa, que reúne coerência e compromisso para desenvolver cada vez mais Curitiba. Não cabe, portanto, se falar em traição em torno de uma decisão unânime, consensual e amplamente discutida entre os dirigentes do PPS do Paraná.
Rubens e Renata Bueno, como sempre, estão juntos na luta política séria e ética e m torno do que é melhor para a capital do estado.
Rubens Bueno
Deputado federal e candidato a vice-prefeito de Curitiba
Renata Bueno
Vereadora de Curitiba”
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#RedePT13

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Charge online - Bessinha - #1339

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