5 de jul de 2012

Sociólogo também fala bobagem

Chico de Oliveira: "O Lula não tem caráter."

Clique aqui para assitir, se conseguir, a entrevista completa.

Para ex-petista, Lula acabou e FHC é grande vitorioso

Terça-feira, 30 de agosto de 2005
Agência Estado 08:48 30/08
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou e necessita agora do consentimento da oposição para governar. Esta é a opinião do sociólogo Francisco de Oliveira, petista histórico que deixou o partido em dezembro de 2003, após saraivadas de críticas ao governo Lula. "Politicamente, o impeachment já foi decretado. Só não foi juridicamente porque o impeachment tem que ser um ato jurídico perfeito", afirmou. "O governo só governa agora com a aquiescência do PSDB e do PFL. Não passa nada no Congresso que esses dois partidos não queiram. Do ponto de vista político, o governo Lula acabou", resumiu.
Em sua análise sobre o futuro do PT surge uma perspectiva que o intelectual considera "sombria": um novo peronismo. Oliveira considera mais plausível o desaparecimento político de Lula do que o fim do partido. Com a extinção da liderança carismática, o PT poderia virar uma "confederação de gangues", como aconteceu na Argentina após a morte de Juan Domingo Perón. Para o intelectual, a disputa entre os ex-ministros José Dirceu e Tarso Genro, que resultou na desistência do último de concorrer ao cargo de presidente do PT, é um sintoma desse risco de peronização.
Oliveira ofereceu três cenários em que o PT sobreviveria à crise: uma rebelião da militância, o que considera "difícil"; a transformação do PT em um PMDB que "nasceu anatomicamente errado"; ou a repetição do peronismo. "Lula nunca entrou em bola dividida, sempre fez a conciliação por cima. Se desaparece a liderança carismática que aglutina, vão sobrar os caciques", afirmou, lembrando a disputa entre Dirceu e Genro. "O PT se tornaria uma federação de caciques ou, pior, uma confederação de gangues que lutam entre si, sabotam os outros e que vai ao extremo. A criminalidade peronista é espantosa."
Mesmo tendo deixado o PT e encarado um processo de Dirceu, Oliveira acredita que a sobrevivência do partido é fundamental para a esquerda. "A esquerda brasileira não subsistirá se o PT cair pelas tabelas. Não vou me regozijar se o PT terminar sombriamente num quadro desses."
Ainda assim, ele não poupou críticas ao partido. O PT, disse, nunca teve um projeto de nação, o presidente Lula não tem programa e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) emerge como grande vitorioso no cenário político. O que acontece com o PT, na avaliação do sociólogo, é reflexo da impotência teórica que impediu a elaboração de uma crítica radical ao capitalismo. "O impasse de Lula é a ausência de compreensão crítica do capitalismo na esquerda brasileira", disse.
Com a manutenção por Lula da política econômica de FHC, Oliveira identifica o tucano como o grande vitorioso hoje. Para o sociólogo, por meio das privatizações, FHC realizou uma revolução burguesa, promovendo um deslocamento de poder de classe talvez irreparável. "Qual o intelectual orgânico de direita? Fernando Henrique Cardoso. Ele tomou partido, assumiu a liderança da direita e aplicou o programa neoliberal com conseqüência. Lula não tem programa nenhum e se refugia no conservadorismo", disse o sociólogo. "Fernando Henrique é o grande vitorioso e o neoliberalismo não está no fim", concluiu.
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Para a imprensa tomar conhecimento e parar de mentir

Convocan a elecciones generales en Cuba

El Consejo de Estado, conforme a lo establecido en la Constitución de la República y en la Ley Nº 72, de 29 de octubre de 1992, “Ley Electoral”, acordó convocar a los electores de la República a elecciones generales para elegir a los delegados a las asambleas municipales y provinciales del Poder Popular y a los diputados a la Asamblea Nacional del Poder Popular.
Las elecciones para elegir por el término de dos años y medio a los delegados a las asambleas municipales del Poder Popular se celebrarán el domingo 21 de octubre de 2012, y en segunda vuelta, el domingo 28 de octubre, en aquellas circunscripciones en que ninguno de los candidatos haya obtenido más del cincuenta por ciento de los votos válidos emitidos.
La fecha en que tendrán lugar las elecciones para elegir, por el término de cinco años, a los delegados a las asambleas provinciales y a los diputados a la Asamblea Nacional del Poder Popular será dispuesta posteriormente.
No CubaDebate
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Buraco Negro em alta colisão

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De areia

O homem estava caminhando na praia e passou por um garoto que fazia uma construção de areia. Parou para olhar. Lembrou-se do seu tempo de garoto, quando também gostava de fazer aquilo.
— Bonito, o seu castelo de areia — disse o homem para o garoto.
O garoto olhou para o homem. Depois falou:
— Não é castelo.
— O que é então?
— Condomínio fechado.
Mais tarde, no grupo que se reunia para um papo à beira-mar, todos mais ou menos da mesma idade, o homem contou que o que lhe parecera serem as torres do muro do castelo na verdade eram guaritas para os guardas do condomínio, segundo o garoto.
— Vejam vocês. Que fim levaram os castelos de areia da nossa infância?
— A realidade do garoto é essa — disse alguém. — No outro dia minha neta quis saber por que a Cinderela não deu o número do celular dela pro príncipe.
— O curioso é o pulo, de castelo para condomínio fechado. Do feudalismo para a paranoia contemporânea, sem etapas intermediárias. Quinhentos anos de arquitetura ignorados.
— Mas os castelos feudais não deixavam de ser condomínios fechados. E os condomínios fechados não deixam de ser fortalezas medievais.
— Portanto o garoto, na verdade, é um gênio da síntese.
No dia seguinte o homem avistou o garoto no mesmo lugar da praia. Viu com satisfação que ele dava os retoques finais na sua obra, fazendo escorrer areia molhada da mão nos pontos mais altos da sua construção. Talvez ele tivesse decidido fazer um castelo, afinal. Castelos eram irresistíveis, seu fascínio atravessava o tempo e as gerações. O homem perguntou se o que o garoto estava fazendo eram ornamentos para os torreões do castelo.
— Não — disse o garoto.
— O que é então?
— Antenas parabólicas.
O homem seguiu seu caminho, suspirando.
Luís Fernando Veríssimo
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O Foro de São Paulo e a Revolução Bolivariana

Assume grande significado para as esquerdas latino-americanas e de todo o mundo a realização, a partir desta quarta-feira (4), em Caracas, até a sexta-feira (6), do 18º Encontro do Foro de São Paulo.
O cenário de hoje é muito diferente daquele em que esta articulação de forças de esquerda foi criada, há 22 anos. Naquela altura, tinha lugar a contrarrevolução que levou de vencida a primeira experiência de construção do socialismo no mundo e abriu caminho para a hegemonia neoliberal e conservadora no plano mundial, ao estabelecimento de uma ordem unipolar, em que o imperialismo, nomeadamente o estadunidense, pôs em prática uma política ainda mais agressiva, truculenta, militarista e belicista.
O momento em que o Foro de São Paulo foi criado era marcado pela dispersão, pelo recuo e até pela manifestação de formas novas de oportunismo e liquidacionismo. Por isso, uma avaliação da trajetória das forças de esquerda na América Latina não pode deixar de assinalar o valor da iniciativa, que teve entre os seus principais protagonistas o Partido Comunista de Cuba e o Partido dos Trabalhadores, do Brasil. Lula, líder máximo desse partido, desempenhou destacado papel.
O Foro de São Paulo tem resistido à prova do tempo e às intempéries da luta política e ideológica. Consolidou-se como polo unitário da esquerda, conservando a característica do pluralismo e da diversidade. Não é isento de contradições e em seu seio produzem-se embates de ideias, o que é salutar.
O grande mérito do Foro de São Paulo é ter-se afiançado como ponto de convergência entre amplas forças anti-imperialistas, antineoliberais, progressistas, de esquerda – em que atuam em unidade comunistas, socialistas, trabalhistas, patriotas e democratas.
O Foro de São Paulo resistiu a pressões internas e externas e se firmou na defesa de posições de combate aos planos hegemonistas do imperialismo estadunidense, às políticas neoliberais, ao conservadorismo das classes dominantes locais, aos golpes, à militarização e às guerras.
Esta articulação das forças de esquerda latino-americanas e caribenhas tem desempenhado papel importante na solidariedade a Cuba e demais processos revolucionários na região. Para ele convergem hoje os defensores da integração soberana do continente e todos aqueles que se encontram empenhados na consolidação dos governos democráticos, populares, patrióticos, progressistas e revolucionários que têm lugar em numerosos países da região.
De maneira especial, o 18º do Foro de São Paulo está chamado a manifestar total solidariedade com a Venezuela bolivariana e sua revolução democrática, popular e anti-imperialista encabeçada pelo presidente Chávez, sobretudo agora que o mandatário inicia a campanha pela sua reeleição.
Vista de uma perspectiva global, a eleição presidencial na Venezuela, em 7 de outubro, é a principal batalha política na América Latina e Caribe no ano de 2012. A vitória do presidente Chávez com votação e maioria expressivas constituem um passo fundamental para consolidar o caminho revolucionário no país vizinho e assegurar a continuidade dos processos democráticos, independentistas e de integração em toda a região.
O imperialismo e a direita apoiam o candidato da oposição neoliberal e conservadora, Henrique Capriles, que posa de moderninho e renovador. É preciso denunciar essa farsa e derrotá-lo em toda a linha.
Nesse contexto, a realização do encontro do Fórum de São Paulo em Caracas é um grande reforço ao “candidato da Pátria”, como tem sido designado Chávez na batalha eleitoral em curso.
As forças de esquerda sabem que na Venezuela, como em toda a região, estão confrontadas com uma direita apátrida, que não pestanejará se a concertação de acordos com o imperialismo for a condição necessária para ir adiante na perseguição dos seus intentos. Por seu turno, as forças imperialistas, principalmente os Estados Unidos, não deixarão de conspirar contra os governos democráticos, populares e patrióticos que estão mudando a face da América Latina e Caribe.
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Eduardo Campos vira pivô da sucessão de Dilma

De uma semana para outra, as eleições municipais viraram apenas pano de fundo para os atores que se movimentam no palco já pensando na sucessão de Dilma Roussef em 2014.
Entre eles, ganha cada vez mais destaque o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Campeão de votos nas eleições de 2010, Campos rapidamente ganhou projeção nacional e se tornou peça-chave no tabuleiro da sucessão presidencial.
Até a presidente Dilma, candidata natural à reeleição, que pretendia se manter distante da campanha eleitoral deste ano, viu-se obrigada a entrar no jogo.
O racha do PT com o PSB em Belo Horizonte, a exemplo do que já havia acontecido no Recife e em Fortaleza, foi a gota d´água para deflagrar um processo previsto para acontecer só após as eleições de outubro.
Em Belo Horizonte, entraram em cena os principais personagens que se movimentam para 2014, levando Dilma a agir com rapidez para não perder o controle do jogo sucessário.
Ao rifar o PT da chapa de vereadores e provocar o rompimento com seu tradicional aliado, o socialista Eduardo Campos, de um lado, e o senador tucano Aécio Neves, de outro, com a prestimosa ajuda de Ciro Gomes, procuraram isolar o partido de Dilma e Lula em Minas.
Estava tudo certo para se repetir este ano em Belo Horizonte a dobradinha do prefeito Márcio Lacerda, político do PSB ligado a Ciro Gomes, com um vice do PT numa coligação com o PSDB de Aécio Neves, mas a disputa de 2014 precipitou o desenlace.
Dilma chamou ao Palácio do Planalto a responsabilidade de bancar a candidatura petista do ex-ministro Patrus Ananias, convocando vários ministros para montar uma aliança competitiva capaz de derrotar ao mesmo tempo Eduardo Campos e Aécio Neves, dois possíveis adversários, juntos ou separados, em 2014.
Até outro dia, o nome de Campos aparecia muito como provável vice de Dilma nas próximas eleições presidenciais, cacifando-se para ser o candidato dela e de Lula em 2018. Atento às circunstâncias e às mudanças do vento, o governador pernambucano resolveu alçar vôo próprio desde já ao se desfazer da aliança com o PT em algumas importantes capitais do país.
Em outra frente, ele articula há tempos uma parceria com o PSD de Gilberto Kassab com o objetivo de se fortalecer na região sudeste, já que o seu PSB tem maior expressão no norte-nordeste.
Como uma coisa puxa a outra, a turma de José Serra, da qual faz parte o mesmo Kassab, que estava só na espreita do rolo em Belo Horizonte, aproveitou para colocar o bico de fora e, numa penada só, tenta agora derrubar do poleiro o PT, o PSB e Aécio Neves, o principal adversário no ninho tucano. Para derrotar Aécio, vale tudo, até o PSD se aliar ao PT em Belo Horizonte.
Um dos porta-estandartes de Serra, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), resolveu abrir o jogo sobre os objetivos do grupo em matéria de Catia Seabra, publicada na "Folha" desta quinta-feira:
"PSB e PSD, dois planetas viajando pelo espaço público em órbitas independentes do PT, que se arvora em centro do sistema polar: esse poderá ser um dos reflexos mais importantes das eleições municipais sobre o quadro nacional".
Os partidos de Campos e Kassab tornaram-se o objeto de desejo dos tucanos paulistas para enfrentar o PT em 2014. Eleições municipais? Ninguém mais fala nisso. Todo mundo agora só pensa na sucessão de Dilma, que acabou de completar apenas 18 meses de governo. Serra, por exemplo, nunca pensou em outra coisa.
A disputa municipal é apenas um detalhe. Da mesma forma, o PT de Lula joga todas as suas fichas na capital paulista, fazendo alianças complicadas e abrindo mão de outras cidades importantes, já pensando na sucessão estadual em 2014.
Quem sai ganhando com tudo isso, por enquanto, é Eduardo Campos, o neto de Miguel Arraes, que se tornou o pivô da sucessão de Dilma.
Como se vê, o jogo é complicado, briga para cachorro grande.
Ricardo Kotscho
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Novo sonífero é testado pela ANVISA

Mulher dorme no Programa da Fátima


Por que o diretor de tv deixou a mulher em quadro ?
Porque devia estar dormindo, respondeu o amigo navegante.
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Vídeo íntimo de Cicarelli: Google ganha ação na justiça


Daniela Cicarelli e Tato Malzoni perderam na Justiça para o Google, mais uma vez. A modelo e o empresário, que são ex-namorados, moviam uma ação contra o buscador pela exibição do vídeo em que os dois protagonizavam cenas "quentes" em uma praia.

O casal cobrava uma multa de R$ 90 milhões pela hospedagem e reprodução no YouTube do vídeo. Tato já havia movido uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas a causa também foi vencida pelo Google em maio deste ano.

Os dois foram filmados por um paparazzi em setembro de 2006, numa praia da Espanha. As imagens se popularizaram rapidamente pela internet. Uma ação movida por Tato fez com que o acesso ao YouTube fosse bloqueado no Brasil entre os dias 08 e 09 de janeiro de 2007, gerando uma onda de protestos entre usuários da rede.






No Terra Brasilis
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Vamos fazer o possível e o impossível para dar saúde de qualidade para a população, diz Dilma

Presidenta Dilma Rousseff visita unidade móvel do programa Brasil Sorridente e participa de cerimônia de inauguração da Unidade de Pronto Atendimento de Alves Dias, em São Bernardo do Campo (SP).
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (5), durante cerimônia de inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas em São Bernardo do Campo (SP), que fará o possível e o impossível para oferecer serviço médico de qualidade à população. Segundo a presidenta, as UPAs fazem parte deste esforço de melhorar o atendimento na área da saúde.
“Nós queremos um atendimento humano. Mais do que humano, um atendimento com qualidade e respeito. A UPA é justamente buscar garantir um acesso humano e de qualidade (…) Vamos fazer o possível e o impossível para dar saúde de qualidade para a população brasileira”.
Dilma afirmou que a saúde pública passa por um processo de melhoria desde o início do governo Lula e que pretende deixar como legado o avanço desse processo. A presidenta disse reconhecer que ainda existem falhas no atendimento e, por isso, ressaltou a importância da parceria do governo federal com os estados e municípios para melhorar a saúde pública. Nesta quinta-feira, também foram inauguradas UPAs em Porto Seguro, na Bahia, e no Recanto das Emas, no Distrito Federal.
“Nós temos de fato um processo de melhoria, a saúde pública está melhorando crescentemente no Brasil. Eu tive a honra de participar do governo do presidente Lula quando esse processo tem início. E aí ele tem início e hoje nós achamos normal ter SAMU, mas naquela época não tinha SAMU. Hoje tem SAMU, assim como as UPAs, que também faz parte daquele momento. E hoje, eu diria que o meu legado é fazer avançar esse processo”.
De acordo com a presidenta, o Brasil ainda tem um baixo número de médicos em relação ao tamanho da população. Para resolver esse problema, ela disse que o governo pretende aumentar o número de cursos de medicina de qualidade, além de assegurar a presença de médicos em regiões remotas do país.
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Marconi Perillo nunca é manchete

As denúncias contra o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) ganham maior consistência a cada dia que passa. Ontem foi confirmado que o tucano recebeu um estranho empréstimo de R$ 356 mil do seu ex-assessor especial, Lúcio Fiuza. Pelas investigações da Operação Monte Carlo, o aspone é apontado como um dos principais elos entre o governador e o mafioso Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro pela Polícia Federal. Foi ele quem intermediou a venda da famosa mansão de Perillo.
Também nesta semana surgiu outra denúncia ainda mais bombástica. Em mais um vazamento das escutas realizadas pela Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira aparece numa conversa com a sua mulher, Andressa Mendonça, afirmando que o tucano recebeu R$ 7 milhões da empreiteira Delta para sua campanha eleitoral em 2010. “Deve ter investido uns sete paus nele”, garante o mafioso no telefonema. A construtora, porém, não registrou a doação na Justiça Eleitoral, o que confirmaria a existência de caixa-2.

Quadrilha sacou R$ 16 milhões em 2010

Já na semana passada, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, o jornalista Luis Carlos Bordoni reafirmou a denúncia de que o pagamento por seu trabalho nas eleições de 2010 – ele coordenou a campanha de rádio de Perillo – foi feito com recursos ilegais. Ele foi remunerado por meio de empresas-fantasmas ligadas a Cachoeira. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), no desespero para proteger o governador tucano, até tentou desqualificar o depoimento, mas acabou sendo motivo de risadas.
As investigações da PF e da CPMI indicam que a quadrilha de Cachoeira montou um poderoso esquema para eleger representantes no Executivo e Legislativo. Dados das quebras de sigilo bancário das empresas ligadas ao mafioso mostram que o grupo sacou R$ 16 milhões em 2010, o que reforça a suspeita de que a grana foi usada nas eleições. O esquema não bancava apenas o ex-demo Demóstenes Torres. Tudo indica que dinheiro dos criminosos serviu também para irrigar a campanha do tucano Marconi Perillo.

O prefeito e o governador

Apesar dos fortes indícios, a mídia evita apontar os seus holofotes contra o governador do PSDB. Perillo até aparece nos noticiários, mas nunca é manchete nos jornalões ou destaque nos telejornais. No final de semana, o Fantástico, da TV Globo, preferiu exibir um vídeo gravado por Carlinhos Cachoeira que sugere que o prefeito de Palmas (TO), Raul Filho, do PT, também se envolveu com a máfia. O ventilador é ligado no esgoto, mas o governador tucano não vira o alvo principal da mídia demotucana. Por que será?
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ONG de mulher de Perillo dá R$ 23 mi a faculdade envolvida em venda de casa

Entidade presidida por primeira-dama de Goiás repassou verba de bolsa a alunos carentes; Receita já investigou instituição de Walter Paulo
Sigilos bancários obtidos pela CPI do Cachoeira revelam que a Faculdade Padrão, do empresário Walter Paulo Santiago, recebeu R$ 22,9 milhões da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), entidade comandada hoje pela primeira-dama do Estado, Valéria Perillo. Segundo dados repassados aos parlamentares pelo Banco Industrial e Comercial (BIC Banco), os valores foram transferidos entre os anos de 2007 e 2012 como parte do programa Bolsa Universitária.
Em 2012, a instituição de ensino já recebeu R$ 2,4 milhões das Voluntárias de Goiás. Em 2010, por exemplo, o repasse da entidade foi de R$ 3,35 milhões – naquele ano, a Faculdade Padrão declarou à Receita Federal ter movimentado R$ 7 milhões em créditos e receita bruta de R$ 16,1 milhões. Um ano depois, o repasse da OVG à instituição de ensino subiu para R$ 4,4 milhões.
Valéria Perillo está pela segunda vez à frente da OVG. Entre 1999 e 2006, ela foi responsável por instituir o programa de bolsas para alunos carentes, do qual participa a Sociedade de Educação e Cultura Goiana Ltda. (razão social da Faculdade Padrão).
Em 2004, a instituição de ensino ganhou benefício fiscal pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), do governo federal. A isenção vai até 2014.

Casa

Walter Paulo é uma das peças do quebra-cabeça em que se trasformou a venda da casa do governador Marconi Perillo (PSDB), em Goiânia. O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso no local pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Perillo diz ter vendido o imóvel para Walter Paulo.
Ele diz que comprou o imóvel, mas que a casa estava emprestada para Andressa Mendonça, noiva de Cachoeira, atendendo a pedido de Wladimir Garcez, ex-vereador do PSDB também preso pela PF. O imóvel foi registrado em nome da Mestra Administração, empresa inativa desde 2006 e que teve como sócios pessoas ligadas à Faculdade Padrão ou a Walter Paulo.
A quebra do sigilo da Faculdade Padrão mostra ainda transferências para a Idonea Factoring, empresa já baixada na Junta Comercial de Goiás e que teria participado da compra da casa, além de pagamentos para a Gestão Assessoria Contábil e para a Alpha Administração e Participações, registrada em nome de Alex Santiago.
A faculdade já foi alvo de investigação fiscal, segundo nota técnica da Receita. O documento mostra que as incongruências nas contribuições previdenciárias da instituição entre 2005 e 2008 somavam R$ 17,2 milhões.
Os dados do Fisco apontam que a empresa tem movimentação financeira inferior à receita bruta declarada e, em 2007, alienou 17 imóveis por R$ 2,1 milhões. Todos em nome de um único sócio, Alex Marcorio Santiago. Na declaração de 2011, ele aparece como o único dono da faculdade e destinatário de R$ 4,7 milhões de lucro.

Defesa

Em nota, o Governo de Goiás informou que a Faculdade Padrão não recebeu verba do Estado. O dinheiro seria de um programa, criado por Perillo em seu primeiro mandato e depois, segundo a assessoria, copiado pelo governo federal como ProUni.
"Quando um aluno passa no vestibular, solicita a bolsa universitária e, se se enquadra no programa, ela é concedida. O aluno é quem escolhe a faculdade. E o beneficio é concedido a ele, não à faculdade," diz o texto. "Este programa contempla o aluno. Obviamente, o pagamento das mensalidades é feito à faculdade onde o aluno estuda. Em Goiás, 50 instituições de ensino superior aderiram ao programa. A Faculdade Padrão é uma entre elas. Já foram concedidas mais de 105 mil bolsas a alunos carentes."
O Estado pediu à OVG a lista de pagamentos, ano a ano, para instituições de ensino. Até o fechamento desta edição, não houve retorno. As Voluntárias de Goiás informaram que os pagamentos feitos para a Faculdade Padrão fazem parte do Bolsa Universitária. Walter Paulo não foi localizado pela reportagem.
Alana Rizzo
No Estado de S.Paulo
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Sharon Stone é flagrada em Balneário Camboriú

Estava na companhia do namorado e do filho
Balneário Camboriú/SC - A superestrela americana Sharon Stone foi flagrada hoje pela manhã (5), no Parque Unipraias. Acompanhada do seu filho, Quinn, e do namorado Martin Mica, modelo argentino que mora em Balneário Camboriú desde criança, a atriz conheceu a bela paisagem do local.
Sharon, Quinn e Mica passearam pelas trilhas ecológicas, andaram de Youhooo, e contemplaram por um longo período os mirantes na Estação Mata Atlântica. Depois, seguiram de bondinho para a Estação Laranjeiras, onde aproveitaram a tranquilidade daquela praia para almoçar.
Muito simpática e sorridente, Sharon Stone ficou encantada com as belezas naturais e a bela vista dos mirantes do Parque. Segundo a assessoria de imprensa do local, primeiramente o namorado dela foi reconhecido e na sequência a atriz. O casal demonstrou muita simpatia para com os funcionários do parque e não se importaram com os clicks da assessoria.
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Grande mídia perde mais uma na Justiça

O confronto emblemático em torno da legalidade de regras históricas da agência reguladora FCC (Federal Communications Commission), relativas à propriedade cruzada (cross ownership) dos meios de comunicação (jornais, emissoras de rádio e televisão) em mercados locais, teve seu lance mais recente na Suprema Corte dos Estados Unidos, na sexta feira (29/6).
Poderosos grupos de mídia como o Chicago Tribune, a Fox (News Corporation) e o Sinclair Broadcast Group (televisão), além da NAB (National Association of Broadcasters, a Abert de lá), mesmo quando favorecidos, têm reiteradas vezes contestado judicialmente decisões da FCC alegando que elas violam as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA – vale dizer, a liberdade de expressão e a liberdade da imprensa.
Quando presidida pelo republicano Kevin Martin (2005-2009), a FCC tomou decisões – coincidentes com os interesses da grande mídia – que“flexibilizariam” normas restringindo a propriedade cruzada, em vigor (à época) há mais de 35 anos.
Organizações da sociedade civil que lutam contra a concentração da propriedade na mídia recorreram ao Tribunal Federal da Filadélfia (U.S. Court of Appeals for the Third Circuit) contra a decisão e venceram a ação.
Não houve julgamento do mérito e a alegação básica foi de que a FCC ignorou os procedimentos legais devidos e não ouviu os grupos contrários à decisão que estava sendo tomada [ver “Propriedade cruzada, lá e cá“].
Os grandes grupos de mídia apelaram, então, à Suprema Corte que, agora, ratificou a decisão do Tribunal da Filadélfia (ver aqui).
Revisão das regras
A decisão da Suprema Corte, coincidentemente, foi tomada quando a FCC está realizando audiências públicas para rever exatamente as regras sobre propriedade cruzada. Decisão legal determina que elas devam ser revisadas a cada quatro anos “para levar em conta as mudanças no ambiente competitivo”. E tudo indica que haverá nova tentativa da agencia reguladora – outra vez, no interesse expresso dos grandes grupos de mídia – de “flexibilizar” as normas.
E no Brasil?
Registre-se, em primeiro lugar, que esse tipo de pauta não encontra espaço na cobertura jornalística da grande mídia brasileira. Nada encontrei sobre o assunto nos jornalões.
Aqui, como se sabe, não existe agência reguladora para a radiodifusão (nada sequer parecido com a FCC) e nem mesmo um órgão auxiliar do Congresso Nacional – o Conselho de Comunicação Social previsto no artigo 224 da CF88 – que poderia discutir (apenas, discutir) esse tipo de questão, funciona. Ademais, não há qualquer regra que regule e/ou limite diretamente a propriedade cruzada dos meios de comunicação. Ao contrário, nossos principais grupos de mídia, nacionais ou regionais, se consolidaram exatamente praticando a propriedade cruzada.
Recentemente tive a oportunidade de comentar a posição de grupos de mídia brasileiros que consideram o controle da propriedade cruzada superado pela “convergência de mídias”, além de “ranço ideológico”, “discurso radical que flertava com o autoritarismo”, “impasse ultrapassado” e “visão retrógrada” [ver “Propriedade cruzada – Os interesse explicitados“ e “Marco regulatório – Ainda a propriedade cruzada“].
Nesses tempos, em que a necessidade de um marco regulatório para o setor de comunicações “parece” estar sendo reconhecida até mesmo pelos atores que a ela sempre resistiram, é interessante acompanhar o que ocorre nos EUA. A propriedade cruzada é tema inescapável no debate sobre a regulação do setor.
Nos EUA, a Suprema Corte tem historicamente ficado do lado da diversidade e da pluralidade de vozes.
A ver.
Venício A. de Lima
No Observatório da Imprensa
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A epidemia de crimes “atípicos”

A cidade de São Paulo vive uma epidemia de violência organizada cujas origens a imprensa não consegue ou não quer esclarecer. Em menos de duas semanas, foram incendiados nove ônibus, postos policiais foram atacados e pelo menos seis policiais que estavam de folga foram assassinados. Além disso, somente neste mês de junho voltaram a ocorrer ondas de chacinas que fizeram 16 vítimas.
Oficialmente, as autoridades do estado afirmam – e os jornais reproduzem sem discussão – que se trata de “crimes atípicos”, mas observam que todos esses crimes ocorreram em bairros da periferia da capital, “onde normalmente o Estado não se faz presente de maneira completa”. Essa frase, dita pelo chefe da Polícia Civil a um repórter da Folha de S. Paulo, significa muita coisa mesmo sem esclarecer coisa alguma.
A primeira revelação é a de que o Estado assume sua negligência com relação à população mais pobre e a imprensa não demonstra interesse em questionar o fato de que a segurança pública só funciona “normalmente” nos bairros “não periféricos”.
“Normalmente”, como?
A segunda constatação que se pode fazer é de que os assassinatos coletivos entraram de tal maneira na rotina policial que não são capazes de provocar sequer inquietação. Para o delegado-geral, trata-se de “crimes atípicos”, a imprensa registra a constatação de que estão ocorrendo “crimes atípicos” e segue o jogo.

Relato frio

Agora, compare o leitor esse noticiário de chacinas e atentados com os recentes assaltos coletivos a restaurantes na parte – digamos – mais “nobre” da cidade. Apanhe o leitor alguns jornais do mesmo período em que foram chacinados 16 jovens na periferia de São Paulo, e compare com o tratamento dado pela imprensa aos chamados “arrastões” que assustaram e lesaram clientes de restaurantes de Higienópolis, dos Jardins, do Itaim.
Percebeu a diferença?
Cidadãos atacados nos restaurantes onde o custo de uma salada poderia alimentar cinco famílias pobres merecem ter sua indignação estampada nos jornais, suas queixas repetidas várias vezes ao dia nos telejornais e nos noticiários do rádio. Mas a mãe de um adolescente assassinado na periferia não tem voz nem nome.
Os clientes de restaurantes que pagam um dos preços mais altos do mundo por comida comum embalada em nomenclatura francesa têm todo direito a gastar como quiserem seu dinheiro, sem para isso correrem o risco de perder o smartphone ou o cartão de crédito. Quando os arrastões acontecem nas regiões mais policiadas da cidade, realmente há motivo para preocupações.
Mas observe outra vez o leitor: na quarta-feira (27/6), o Estado de S.Paulo noticia que mais seis ônibus foram incendiados em 24 horas na capital paulista. Trata-se de um relato frio, com números e apenas os depoimentos do motorista e do cobrador. Abaixo, outra reportagem comenta que o aumento da criminalidade amplia o debate sobre a punibilidade de menores de dezoito anos, com o governador do estado voltando a defender o aumento da punição para adolescentes infratores.

Estado paralelo

A Folha de S. Paulo registra a terceira chacina em quatro dias e também comenta a sequência de ônibus incendiados. Traz os nomes das vítimas mais recentes das execuções coletivas, quatro jovens com idades entre 16 e 20 anos, mas não há informações pessoais sobre eles ou entrevistas com seus familiares.
São números, detalhes de uma onda de “crimes atípicos”. Mas o próprio jornal insinua que há uma relação entre os atentados contra policiais militares em folga, os incêndios de ônibus e as chacinas.
O que a imprensa se nega a dizer é que a onda de violência pode ter origem num desequilíbrio nas relações diplomáticas entre a segurança pública e o crime organizado. Uma das hipóteses investigadas indica que os assassinatos de policiais e incêndios de ônibus começaram quando um dos chefes do grupo criminoso conhecido como Primeiro Comando da Capital foi transferido para um presídio com normas mais rígidas. No mesmo período, uma operação da Polícia Militar resultou nas mortes de seis supostos integrantes da quadrilha que domina amplos territórios da periferia da capital paulista.
Essa seria a causa das ocorrências “atípicas”?
Talvez seja o caso de a imprensa começar a questionar por que o estado de São Paulo não adota o projeto carioca de pacificação dos bairros dominados por criminosos, comprometendo-se com a sociedade a eliminar o Estado paralelo imposto pelo crime organizado aos moradores da periferia.
Luciano Martins Costa
Do Observatório da Imprensa
No Blog do Saraiva
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Charge online - Bessinha - # 1336

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Os grampos falsos nos tribunais superiores

Alguns elementos para algum historiador que, no futuro, se debruce sobre a biografia de José Serra.
A comunicação falsa de grampos telefônicos contra autoridades do Judiciário tem sido um dos principais instrumentos de comoção política no país.
Há três casos expressivos:
1. O grampo sem áudio envolvendo o então presidente do STF Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres.
2. A falsa comunicação de grampo no STF, feita à revista Veja pelo próprio pessoal de Gilmar e que resultou no factóide "A República do Grampo".
3. A denúncia do ex-coronel do SNI Ênio Gomes Fontenelle de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tinha sido alvo de escutas telefônicas em 2006. Fontenelle foi denunciado por falsidade ideológica por ter inventado o grampo.
O que os três casos têm em comum? Os personagens guardam estreitas ligações com o ex-governador de São Paulo José Serra.
No caso de Fontenelle, é ligado a Marcelo Itagyba e foi contratado por Serra quando Ministro da Saúde e, depois, quando governador de São Paulo. Por aqui, a Fence teve autorização para monitorar todas as comunicações do governo, atuando diretamente no coração da Prodesp - o centro de processamento de dados do estado.
Aqui, matéria do Viomundo sobre a contratação da Fence em São Paulo.
Aqui, matéria do G1 mostrando o indiciamento de Fontenelle em 2006.
Luis Nassif
No Advivo
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Fraudes em licitações podem revelar ação de “quadrilha da água”

O pedido de prisão temporária do ex-prefeito de São Luiz Gonzaga, Vicente Diel (PSDB), de um ex-secretário de obras do município e do assessor jurídico da prefeitura foi motivado pela continuidade das investigações sobre fraudes em processos de licitação para a privatização dos serviços de abastecimento e saneamento de água em cidades da região Sul do Brasil. A revelação foi feita pelo promotor Flávio Duarte, diretor da Promotoria Especializada Criminal do MP estadual, durante entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira.
Segundo ele, o que ocorreu em São Luiz Gonzaga “foi uma licitação marcada para que uma das empresas do consórcio fosse a vencedora”. Há indícios de que a mesma fraude tenha ocorrido em outros municípios, no Rio Grande do Sul e em outros estados. O prosseguimento dessas investigações pode revelar a ação de uma verdadeira “quadrilha da água”, especializada em fraudar processos licitatórios.
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Charge online - Bessinha - # 1335

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Veja e Serra, antes do pacto de 2005

Na série "O caso de Veja" mostro como 2005 foi um ano de mudanças inexplicáveis da revista em relação a Daniel Dantas. De repente, de grande vilão Dantas torna-se uma vítima, defendida com unhas e dentes pela revista.
O mesmo acontece em relação a José Serra.
Em abril de 2004 o sub-procurador geral da República, José Roberto Figueiredo Santoro, interroga Carlos Cachoeira em plena madrugada no próprio prédio da Procuradoria. O encontro é filmado e aperece no Jornal Nacional. Santoro era o procurador que atuou decididamente em favor de Serra no caso Lunnus - que inviablizou a candidatura de Roseana Sarney nas eleições de 2002.
Na edição seguinte, Policarpo Junior e Alexandre Oltramari saem em defesa de Cachoeira, em uma matéria em que denunciam Serra-Santoro por dossiês contra Roseane, Ciro Gomes e Tasso Jereissati.
No quebra-cabeças para entender a piração midiática, essa peça permite as seguintes conclusões:
1. O pacto Serra-Veja foi posterior a 2004, no mesmo período em que se fecha o pacto Veja-Daniel Dantas. Mais uma coincidência sobre as semelhanças dos dois esquemas - além do esquema midiático que atuava tanto em defesa de Dantas quanto de Serra.
2. Não foi Serra quem aproximou Veja de Cachoeira. Mas, provavelmente, a partir desse episódio, ocorre a aproximação Cachoeira-Veja de Serra.
Governo
Mais perguntas e
nenhuma resposta
O escândalo Waldomiro continua
sem solução e já surge outro com
conexões muito complexas


Policarpo Junior e Alexandre Oltramari
O subprocurador-geral da República, José Roberto Figueiredo Santoro, 50 anos, é um homem de múltiplos interesses. É apaixonado por cinema, música clássica e é fluente em quatro idiomas. O subprocurador é sobrinho do físico Alberto Santoro, um dos descobridores da menor partícula da matéria, o top quark, e do músico Cláudio Santoro, autor de catorze sinfonias e um dos grandes maestros brasileiros. Na semana passada, ele apareceu em uma fita cassete, divulgada pelo Jornal Nacional, tentando convencer o bicheiro Carlos Cachoeira a lhe entregar um vídeo no qual um ex-assessor do ministro José Dirceu, Waldomiro Diniz, é flagrado pedindo propina. Na gravação, feita às 3 horas da madrugada no gabinete de Santoro, ouve-se o subprocurador explicar ao bicheiro que se eles forem vistos juntos tão tarde da noite seu chefe na procuradoria, Cláudio Fonteles, indicado pelo PT para o cargo, poderia desconfiar de seu excesso de zelo. "Daqui a pouco o procurador-geral vai dizer assim: 'P..., você tá perseguindo o governo que me nomeou procurador-geral, Santoro, que sacanagem é essa? Você tá querendo ferrar o assessor do Zé Dirceu, que que você tem a ver com isso?' " (veja os principais trechos da gravação).
Na contagem aritmética simples das abóboras políticas do microcosmo de Brasília, a divulgação da fita em que o subprocurador é grampeado foi um alívio para José Dirceu. Na visão do governo, o conteúdo da gravação deixa claro que houve manipulação política da outra fita, a de vídeo, em que Waldomiro pede ao bicheiro Carlos Cachoeira contribuição para campanhas políticas, além de uma propina. O episódio retratado na fita de vídeo ocorreu há dois anos, portanto, antes de Waldomiro se instalar no Palácio do Planalto. Fora do Palácio do Planalto a visão é outra. O surgimento da nova fita não melhora em nada a situação de quem quer que seja. Ela só ajuda a piorar a situação de um número ainda maior de pessoas. Os últimos acontecimentos em Brasília são terríveis para a imagem do Ministério Público, que até então estava fora do escândalo.  
A guerra das fitas sugere que não existe propriamente um Ministério Público, mas ministérios privados, cujos membros teriam lealdade a interesses partidários, e não compromisso exclusivo com o interesse público. Nessa linha de raciocínio, por seu zelo em meter-se na apuração de um escândalo que acabaria estourando no colo de José Dirceu, ex-homem forte do Planalto, Santoro estaria querendo apenas "ferrar" o governo, e não apurar um crime. Santoro pertenceria então ao ministério privado dos tucanos, os oposicionistas do PSDB. Outros procuradores, como o famoso Luiz Francisco de Souza, que se notabilizaram pelo excesso de zelo em apurar desvios do governo passado, o dos tucanos, e até agora não mostraram nenhum empenho em levantar escândalos de petistas, formariam no outro time. Esses últimos seriam, então, procuradores do ministério privado do PT. Péssimo negócio para os brasileiros.
O governo pode ter razões políticas para comemorar a divulgação do grampo em Santoro, mas os brasileiros só têm a lamentar o que parece ser o uso político de uma instituição que deveria, por sua própria natureza, ser integrada por "intocáveis". Trata-se de uma gangrena institucional, que acaba solapando os princípios republicanos e transformando cidadãos em súditos. Do Ministério da Justiça, saiu a idéia de criar o instituto do controle externo para o Ministério Público, e não só para o Poder Judiciário, e voltou-se a discutir a chamada Lei de Mordaça, que impede procuradores de fornecer quaisquer informações a respeito de investigações em andamento. São idéias que precisam ser amadurecidas e debatidas num clima de serenidade, para evitar açodamentos. Na semana passada, na euforia da comemoração, o ministro da Justiça cometeu a leviandade de dizer que Santoro promovera uma "conspiração" contra o governo. Ora, que conspiração? Se o ministro José Dirceu e todo o governo do PT garantem que não têm nenhuma relação com os apliques de Waldomiro, por que raios a apuração dos crimes cometidos pelo ex-assessor colocaria o governo em risco?
Com mais de vinte anos de trabalho, e há três como subprocurador-geral, penúltimo degrau da carreira, Santoro é um dos membros mais dinâmicos e talentosos do Ministério Público – e um dos mais enigmáticos. Quase nunca aparece em público, não dá entrevistas, só recebe jornalistas para conversas reservadas e não gosta de fotos. Sua discrição é útil para seu hábito de perambular pelos bastidores de investigações com as quais não tem nenhuma ligação funcional. Sendo um dos 62 subprocuradores da República, Santoro só pode atuar em processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça. Além disso, mas apenas se for designado pelo chefe, pode trabalhar em casos em andamento no Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral. Na interpretação estrita de suas atribuições, Santoro não poderia participar da apuração do caso Waldomiro. Não poderia tomar a iniciativa de colher depoimento, tarefa que deveria ser executada por procurador comum, de primeira instância. Relevando o fato básico de que Santoro estava apurando um crime, o procurador-geral Cláudio Fonteles preferiu ater-se às tecnicalidades que descrevem as funções dos subprocuradores. Fonteles classificou a ação de Santoro de "flagrantemente ilegal".

Marlene Bergamo
SÓ CORDIALIDADE
José Serra, atual presidente do PSDB: garante que não é amigo nem tem intimidade com o subprocurador José Santoro e que mantém com ele "relações cordiais"
Santoro esteve a cargo ou acompanhou com interesse muitos dos casos rumorosos dos últimos tempos, mas nunca apareceu sob holofotes. Em alguns desses casos, houve ganhos políticos diretos ou indiretos para o ex-ministro José Serra. O episódio de maior repercussão ocorreu em março de 2002, quando a polícia invadiu o escritório da empresa Lunus, de Roseana Sarney, em São Luís, flagrando a dinheirama de 1,3 milhão de reais num cofre. A foto do dinheiro exposto sobre uma mesa chocou o país. A ocupação da Lunus foi concebida e planejada em Palmas, capital do Tocantins, onde trabalhava o procurador do caso, Mário Lúcio de Avelar. Na época, Santoro visitou Palmas com freqüência. Dos 28 dias do mês de fevereiro, passou doze na cidade, sempre com a justificativa de acompanhar desvio de dinheiro do sistema de saúde. Há uma sincronia suíça entre suas viagens a Palmas e o andamento do caso Lunus. Santoro estava em Palmas no dia 22 de fevereiro, quando foi apresentado à Justiça o pedido de busca e apreensão na Lunus. Santoro estava em Palmas no dia 1º de março, quando a polícia ocupou a Lunus. "Ele foi o cérebro da operação", denunciou o senador José Sarney. O caso Lunus cortou as chances de Roseana Sarney se candidatar à Presidência da República, em um momento em que ela aparecia em primeiro lugar nas pesquisas.
Na semana passada, com a figura de Santoro na crista da onda levantada pela divulgação das fitas, Sarney voltou a se interessar pelo assunto. Soube que Santoro esteve em São Luís nos dias anteriores à invasão da Lunus, em viagem até agora desconhecida. De um amigo, Sarney recebeu um boleto do hotel Abbeville, em São Luís, no qual se lê que Santoro esteve na capital do Maranhão entre os dias 17 e 18 de fevereiro de 2002, participando de uma "convenção", segundo informou no boleto do hotel. Na lista oficial das viagens de Santoro, não há essa ida a São Luís. No dia seguinte, 19 de fevereiro, Santoro estava de volta a Palmas. "Eu já havia alertado sobre isso há tempos", diz Sarney. "O comportamento do Santoro é uma traição a uma instituição séria como o Ministério Público."

Antonio Milena
Joedson Alves/AE
POR SÃO LUÍS...
A dinheirama apreendida na Lunus e a ex-candidata presidencial Roseana Sarney: oficialmente fora do caso, Santoro esteve em São Luís e Palmas alguns dias antes do bote da polícia no escritório da Lunus
...E TAMBÉM POR FORTALEZA
Depois de sofrer uma investigação, Tasso Jereissati soube que Santoro foi a Fortaleza para ver se a tal investigação colhera algo sobre Ciro Gomes, então presidenciável
Em 2001, quando ainda disputava a indicação presidencial pelo PSDB com Serra, o hoje senador Tasso Jereissati passou por maus bocados. Em dezembro daquele ano, descobriu que estavam investigando sua vida e percebeu o súbito aparecimento de notinhas maldosas nos jornais. Era uma armação dos próprios tucanos? Na dúvida, Jereissati foi ao Palácio da Alvorada reclamar com o presidente Fernando Henrique. No jantar, ele quase saiu aos sopapos com o então ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, a quem acusou de agir com "safadeza e molecagem" por colocar agentes federais em seu encalço. Na semana passada, Jereissati voltou ao assunto e, tal como Sarney, descobriu uma novidade: o ex-superintendente da Polícia Federal no Ceará, Wilson Nascimento, confirmou-lhe que, em 2001, quem estava no seu calcanhar era o delegado Paulo de Tarso Teixeira, da PF. "O delegado estava buscando indícios de envolvimento do Tasso com lavagem de dinheiro", conta Nascimento. A investigação foi encerrada sem que se descobrisse nenhuma novidade, mas não parou aí.
No início de 2002, quando Jereissati já desistira de concorrer à Presidência, Santoro fez uma visita a Fortaleza, onde se encontrou com o procurador José Gerin. Queria saber se a investigação de lavagem de dinheiro sobre Jereissati, feita no ano anterior, encontrara algo contra Ciro Gomes. "Santoro passou uns três dias aqui", conta Gerin, que ainda trabalha em Fortaleza. "Ele estava atrás de alguma coisa sobre um doleiro. Surgiu uma especulação de que esse doleiro tinha alguma coisa com o Ciro Gomes." No início de 2002, Jereissati já estava fora da disputa presidencial e Ciro Gomes era mais candidato que nunca. Claro que, na época, Serra tinha interesse político em enfraquecer Ciro Gomes, assim como antes quis afastar Jereissati da disputa presidencial, mas nada disso autoriza acusá-lo de estar por trás das dissimuladas andanças de Santoro. Jereissati, no entanto, ao saber desses novos detalhes, não se conteve. "Estou estarrecido", disse. "Achava que essas coisas vinham de grupos que apoiavam esta ou aquela candidatura. Hoje, não tenho certeza. Espero que minhas suspeitas sobre a origem de toda essa perseguição não estejam corretas." Na quinta-feira passada, Serra ligou para Jereissati para lhe dizer que desconhecia essa história.

Joedson Alves/AE
Sérgio Dutti/AE
PRESSÃO NA MADRUGADA
Carlos Cachoeira esteve no gabinete de Santoro até a madrugada, mas saiu sem entregar o vídeo de Diniz
NA LINHA DE FRENTE
O procurador Marcelo Serra Azul, um dos mais fiéis colaboradores de Santoro: ele aparece; o outro não
No fim de 2001, um dos mais conhecidos lobistas de Brasília, Alexandre Paes dos Santos, deixou vazar que teria provas de que dois funcionários do Ministério da Saúde, então capitaneado por Serra, estavam achacando o presidente de um laboratório farmacêutico com o objetivo de fazer caixa para a campanha presidencial do tucano. Ao saber do assunto, Serra convocou Santoro ao seu gabinete e pediu providências. Em vez de investigar os dois suspeitos, Santoro mirou no lobista, mas o fez da forma habitual – disfarçadamente. No caso, recorreu a um dos seus auxiliares mais fiéis, o procurador Marcelo Ceará Serra Azul. "Ele me passou o caso, sim", confirma Serra Azul. De posse de um mandado judicial, Serra Azul invadiu o escritório do lobista e recolheu pencas de documentos, entre eles a célebre agenda que continha informações escaldantes – até códigos dos pagamentos de propinas a parlamentares. A agenda chegou a passear pelo Ministério da Saúde, pousando de mão em mão. "Eu precisava identificar todos os nomes de funcionários citados na agenda", diz Serra Azul, ao admitir que levou a agenda ao ministério. "Como eu iria fazer isso sem a ajuda do governo?", explica. Talvez ele pudesse pedir a lista de todos os funcionários do ministério para cruzar com os dados da agenda, não? "Demoraria séculos", responde.  
José Serra diz que conheceu Santoro por indicação de Geraldo Brindeiro, procurador-geral no governo de FHC. "Nunca foi meu amigo. Temos relações cordiais. Só isso", diz Serra. O ex-ministro afirma que jamais viu a agenda, nem soube que ela esteve circulando pelo ministério. "Se soubesse mandaria imediatamente devolver sem olhar", diz. O fato é que, com a exótica investigação, na qual se invadiu o escritório do denunciante e levaram-se as supostas provas ao denunciado, nunca mais se falou sobre a tal extorsão dos funcionários da Saúde. É lamentável que a saúde política do país fique flutuando ao sabor de fitas nas quais um subprocurador enxerga o potencial de "ferrar" o ministro-chefe da Casa Civil e pelas quais o próprio governo se sente ameaçado a ponto de ver em seu tráfego uma "conspiração".

O que falta explicar no caso Santoro
• No decorrer de sua carreira, o subprocurador parece ter se esmerado em casos que sempre resultaram em situações positivas para o PSDB, em especial para José Serra. Isso é mera coincidência?
• A parte do diálogo em que Santoro diz que seu chefe pode achar que ele quer "ferrar" o ministro Dirceu dá a entender que o Ministério Público trabalha com motivação política. Como se pode conter o uso político do MP daqui para a frente?
• O subprocurador foi grampeado pelo bicheiro Cachoeira, que ele investigava. Sobre isso não há dúvida. Como a fita vazou é outra história. Até agora só existem versões. Nenhuma confiável.

O que falta explicar no caso Waldomiro
• José Dirceu, ministro da Casa Civil, prometeu botar os pingos nos is no caso Waldomiro Diniz, mas, passados cinqüenta dias, não se esclareceu nada: como um sujeito envolvido com bicheiros pôde ser instalado no coração do Palácio do Planalto?
• Como Dirceu pôde conviver doze anos com Waldomiro sem jamais desconfiar de seu caráter – e ainda ignorar o primeiro alerta sobre suas irregularidades, surgido no ano passado?
• A sindicância do Palácio do Planalto concluiu que Waldomiro Diniz usou o cargo na Casa Civil para traficar influência junto à CEF, na renovação de um contrato da GTech. Waldomiro agia por contra própria ou era peça de uma engrenagem financeira maior?

"Entrega a fita"
No trecho abaixo, o subprocurador José Roberto Santoro tenta convencer o bicheiro Carlos Cachoeira a lhe entregar a famosa fita de vídeo em que Waldomiro Diniz, ex-assessor do Palácio do Planalto, pede propina.  
SANTORO – Faz o seguinte: entrega a fita, não depõe, diz que vai depor mais tarde pra ver o que que aconteceu, porque aí você acautela que você colaborou com a Justiça, entregou a fita, acautelou prova lícita, o cacete a quatro... Aí você avalia o tamanho do cafofo... Aí você diz: "Aí eu quero falar..."

Nas mãos do governo
Sem querer entregar a fita, Cachoeira sugere que a Polícia Federal faça uma operação de busca e apreensão em sua casa e pegue a fita. Assim, ele, Cachoeira, não se comprometia e o subprocurador Santoro teria a fita que tanto desejava. Santoro não concorda sob o argumento de que a fita desapareceria nas mãos do governo:  
SANTORO – A busca e apreensão vai ser feita pela Polícia Federal, a Polícia Federal vai levar a fita... é isso?... A primeira coisa que vai ser, vai ser periciada e a primeira pessoa que vai ter acesso a essa fita é o Lacerda (refere-se a Paulo Lacerda, diretor-geral da Polícia Federal). O segundo é o ministro da Justiça, o terceiro é o Zé Dirceu e o quarto, o presidente.

"Que sacanagem é essa?"
Diante da resistência de Cachoeira, Santoro comenta que ele mesmo está se expondo na conversa, mantida em plena madrugada no prédio da Procuradoria-Geral da República, de tal modo que pode ser flagrado, a qualquer momento, por seu chefe:
SANTORO – Daqui a pouco o procurador-geral vai dizer assim: "Porra, você tá perseguindo o governo que me nomeou procurador-geral, Santoro, que sacanagem é essa?... Você tá querendo ferrar o assessor do Zé Dirceu, que que você tem a ver com isso?..." Aí eu vou dizer: "Não, eu não tenho nada... tô ajudando... " ..."Porra, ajudando como? Você é um subprocurador-geral, você não tem que ficar na madrugada na procuradoria tomando depoimento dos outros..."

"Pra ferrar o chefe da Casa Civil"
Como Cachoeira não concordasse em entregar a fita, Santoro volta a dizer que seu chefe está prestes a chegar ao trabalho e poderá flagrá-lo tomando um depoimento comprometedor para o governo:  
SANTORO – Estourou o meu limite. Daqui a pouco o Cláudio chega (refere-se ao procurador-geral Cláudio Fonteles), chega às 6 horas da manhã, vai ver teu carro na garagem, vai saber o que tem e vem aqui... e vai ver um subprocurador-geral empenhado em derrubar o governo do PT... Três horas da manhã, bicho! Ele vai vir aqui na minha sala, ele é meu amigo, ele vai vir aqui, e vai ver eu tomando um depoimento pra... desculpe a expressão... pra ferrar o chefe da Casa Civil da Presidência da República, o homem mais poderoso do governo, ou seja, pra derrubar o governo Lula... A primeira coisa que ele vai dizer é o seguinte: "O Santoro é meu inimigo, porque ele podia, como meu amigo, ter ligado pra mim e ter dito assim: 'Olha, vai dar porcaria pro Zé Dirceu' ".

"Ou você não acha que eu podia dar busca
e apreensão na tua casa em Anápolis"
Em outro trecho, Santoro diz a Cachoeira que poderia ter dado mandado de busca e apreensão na casa do empresário em Anápolis.
SANTORO – "Ou você não acha que eu podia dar busca e apreensão na tua casa em Anápolis, e isso eu perdia uma semana... eu poderia ter dado busca e apreensão na tua casa em Anápolis, podia ter dado... agora, tu imagina a violência... o cara fala: "nego tem filho, tem mulher, Santoro, (ele) sentou contigo, por favor"...você acha que eu não chegaria e falaria: "olha, o (barato)"... se eles não tivessem... vamos dar uma geral no cara... a Federal tinha arrebentado em cima de Anápolis, principalmente sabendo o conteúdo da fita... tinham pego essa fita e você sabe o que que eles iam dizer? Eles iam pegar documento na tua casa, carteira de identidade da tua mulher, e essa fita nunca ia aparecer, tá?... porque se eles soubessem que não fariam... (medo do) Lacerda... desculpe, ele vai ficar puto comigo, a instituição dele não é bem assim... mas em toda casa tem bandido, você sabe disso, não é não?...


Luis Nassif
No Advivo
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