4 de jul de 2012

Demóstenes se faz de vítima e gera desprezo

demostenes plenario vazio Demóstenes se faz de vítima e gera desprezo
Só a onipotência, a soberba e a completa alienação levadas ao extremo podem explicar o vexame federal que o valente ex-acusador Demóstenes Torres passou no Senado na tarde desta segunda-feira. Como é que o advogado dele, meu amigo Kakay, um dos melhores e mais caros do País, deixou seu cliente protagonizar estas cenas?
Diante de um plenário quase deserto — apenas 5 dos outros 80 senadores acompanharam seu discurso de 26 minutos — o senador Demóstenes pós-Cachoeira parecia outra pessoa, uma figura patética.
Pediu perdão, jurou-se inocente e fez-se de vítima: "Meu organismo não tem mais lágrimas a verter". Ninguém se comoveu com a descrição dos seus "135 dias de calvário sem trégua", após ter sido "jogado aos leões", apenas por ser amigo de um tal de Carlinhos Cachoeira, cujas atividades criminosas garantiu desconhecer.
O que ele ganhou com isso? Será que Demóstenes poderia imaginar que, a esta altura do campeonato, conseguiria convencer algum dos seus pares ou um único telespectador da TV Senado de que as suas ligações com Cachoeira, o contraventor denunciado como chefe do crime organizado em Goiás, foram invenções da Polícia Federal e da mídia?
"A questão não é de desculpas, mas de fatos", resumiu Pedro Taques (PDT-MT), relator do processo na Comissão de Justiça que deve decidir nesta-quarta-feira o envio do pedido de cassação ao plenário.
O pior é que Demóstenes prometeu repetir a cena patética até o próximo dia 11, segunda-feira, data marcada para o julgamento do seu processo de cassação no plenário do Senado, em votação secreta. "Virei à tribuna todos os dias para provar minha inocência. O farei com o plenário repleto ou vazio", anunciou.
É exatamente neste detalhe — votação secreta — que Demóstenes ainda deve depositar suas últimas esperanças de continuar sendo senador contra todas as evidências já apresentadas pelas investigações feitas durante a operação Monte Carlo da Polícia Federal sobre a participação dele no esquema de Cachoeira.
Na Comissão de Ética, onde a votação era aberta, Demóstenes foi derrotado por 15 a 0, na semana passada. Agora, só um espírito corporativo suicida levaria o Senado Federal a se valer do voto secreto, que nem deveria mais existir, para livrar a cara de Demóstenes.
Ao ver as imagens de solidão e abandono daquele que até outro dia se apresentava e era apresentado  por jornalistas de Brasília como o maior e o último político honesto da República, sempre de dedo em riste contra os corruptos, constatei que o desprezo dos seus colegas deve ter doído mais em Demóstenes do que a inevitável cassação do seu mandato. Triste fim.
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Padre suspeito de pedofilia é preso em SP

Seis jovens fizeram denúncias de abuso sexual contra o religioso
SÃO PAULO – Um padre foi preso nesta terça-feira em São Paulo suspeito de pedofilia. Anderson Risseto trabalha na Comunidade Advento, uma entidade clandestina que abriga mais de 20 adolescentes, localizada entre mansões no bairro do Morumbi, na Zona Sul da capital paulista.
Risseto é padre há seis anos e desde 2008 trabalha com assistência a jovens carentes. No ano passado, menores que já haviam deixado a comunidade denunciaram abuso sexual, e o Ministério Público (MP) mandou a polícia investigar.
- As denúncias são consistentes. Além disso, na busca cumprida nesta terça foram encontrados DVDs e material que confirma o que os jovens denunciaram – disse o delegado Paul Henry Verduraz.
Um dos seis jovens que fizeram as denúncias contou que, quando tinha 14 anos, foi chamado para ir ao quarto do padre, que estava nu. Ele disse, também, que foi convencido por Risseto a terminar um namoro. O padre alegava que tinha que purificá-lo e ameaçava o rapaz caso não tivesse relações sexuais com ele.
Em nota, a diocese de Campo Limpo informou que Risseto deixou o trabalho em paróquias, ao pedir renúncia como pároco em março de 2010. No mês seguinte, a Comunidade Missionária Advento foi extinta por decreto pela diocese. Em junho deste ano, o padre foi suspenso.
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O Zé e o BIS

Meu compadre Zé, sujeito arretado, trabalhador honesto e temente a Deus, ganha com seu trabalho duro cerca de R$ 1.200 por mês. Pagava R$ 200 de aluguel. Cuidadoso, não tinha qualquer dívida. Não constava nas estatísticas dos bancos e muito menos na de devedores duvidosos.
Foi tentado pelo Diabo. Comprou uma residência no programa Minha Casa, Minha Vida e hoje paga R$ 200 de prestação. De acordo com a mistificação estatística a que todos somos sujeitos, o Zé está agora altamente endividado! Num fechar de olhos, passou de virtuoso não devedor a um suspeito inadimplente potencial que deve 20% da sua renda! Pobre do Zé. Quem mandou ser ambicioso!
Isso não é uma parábola. Há milhares de Zés "exagerando" no crédito porque essa é a sua "riqueza"! Isso impressionou alguns economistas locais e acabou sendo ouvido em Basileia. Foi expresso no relatório anual do Bank of International Settlements, o famoso BIS.
O assunto causou comoção. Os economistas do BIS contam-se entre os mais bem apetrechados do mundo. E justamente. Sempre mantiveram distância da vertigem cientificista. De fato, em 2005/2006, seus trabalhos deixavam claro que a aparente calmaria que o Fed atribuía às virtudes da sua política monetária escondia perigos insuspeitados.
Eles e mais meia dúzia de bons profissionais alertaram para a crise que se construía num sistema financeiro cuidadosamente desregulado em nome de uma suposta "ciência". É preciso, portanto, ouvi-los quando falam.
O aumento do endividamento das famílias no Brasil é mencionado ligeiramente nas págs. 26 a 30 do relatório, sempre com muito cuidado. Não há qualquer observação com conotação negativa. Aliás, a comparação das taxas de crescimento da relação crédito/PIB é tratada corretamente: "O rápido crescimento do crédito não é necessariamente ruim. Os sistemas financeiros de alguns países emergentes ainda são relativamente subdesenvolvidos e muitas famílias e empresas estão fora deles. Assim, o rápido crescimento do crédito pode refletir tanto um desenvolvimento financeiro quanto um excesso" (pág. 28).
Como deveria ser óbvio, o aumento da relação crédito/PIB de 25% para 50% em poucos anos no Brasil não pode e não deve ser considerado um "excesso", porque ainda temos uma das menores bancarizações do mundo. E como aumentá-la senão fazendo o crédito crescer mais do que o PIB?
Houve, seguramente, algum excesso no setor de automóveis que foi agravado pela imbecilidade que atingiu o sistema de leasing. O que ninguém falou é que na pág. 30 do relatório (gráfico III.7) o BIS mostra a higidez do sistema bancário brasileiro.
Antonio Delfim Netto
No Falha
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Justiça cumpre mandado de busca e apreensão na casa de Sarkozy

Ex-presidente é investigado em casos de doações eleitorais irregulares para sua campanha de 2007
Policiais da brigada financeira da França cumpriram na manhã desta terça-feira (03/07) um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Nicolas Sarkozy e na sede do escritório de advocacia do qual é sócio. A ordem para a operação foi concedida pelo juiz da cidade de Bordeaux Jean-Michel Gentil, que, acompanhado de dez oficiais, busca evidências da participação da herdeira do grupo L’Oréal, Liliane Bettencourt, em um suposto esquema de financiamento ilícito da campanha que elegeu o político de direita em 2007.
Nicolas Sarkozy, cuja imunidade presidencial se encerrou no último dia 16 de junho, é investigado por duas supostas fraudes eleitorais. Em uma, Claire Thibout, antiga contadora da família Bettencourt, teria coordenado uma remessa de 150 mil euros a Eric Woerth, na época tesoureiro da campanha do ex-presidente. Na outra, diversos depoimentos recolhidos pela justiça indicam que o próprio Sarkozy, em meio a sua campanha de 2007, visitou a residência dos Bettencourt portando somas de dinheiro em espécie.
O juiz Jean-Michel Gentil já indiciou diversas pessoas diretamente ligadas a Liliane Bettencourt, inclusive os responsáveis pela gestão de sua fortuna. De acordo com Thierry Herzog, advogado da família Sarkozy, o ex-presidente encontra-se de férias no Canadá ao lado de sua esposa, a ex-primeira-dama Carla Bruni, e de seus filhos. O magistrado pretende convocar Sarkozy o quanto antes para um depoimento.
Em setembro de 2011, Thibout confirmou que a milionária fez doações não declaradas à campanha presidencial de 2007. À época, ela confirmou ao juiz declarações que já havia feito à imprensa. Seu advogado, Antoine Gillot, reforçou o vínculo entre Liliane e Sarkozy, reafirmando seu "envolvimento neste caso desde o início”.
Gillot acusou o presidente francês de se reunir duas vezes com Liliane Bettancourt no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, desde que as investigações começaram. Sarkozy teria sido informado “quase em tempo real” sobre as decisões dos juízes.
O caso veio chegou ao público em um livro escrito por dois repórteres do jornal Le Monde, que, citando declarações de juízes sobre a investigação, relataram como o presidente da França teria recebido caixa-dois na campanha em que derrotou a socialista Segoléne Royal.
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Ligação com Cachoeira corta cabeça na Globo

“Os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio – demitiram em silêncio para não passar recibo.”
A corrupção impera na Globo
O Conversa Afiada reproduz comentário de amigo navegante:
Flagrado em interceptações telefônicas da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, o diretor da revista Época em Brasília, Eumano Silva, foi demitido do cargo nesta terça-feira, dia 3 de julho. No grampo da PF, divulgado pela revista CartaCapital, (aqui para ler) Silva, usando o codinome “Doni”, aparece negociando com o araponga Idalberto Martins, o Dadá, matéria contra uma empresa concorrente da Delta, empreiteira que está no centro dos negócios da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O jornalista Diego Escosteguy, que estava em Nova York, irá assumir o cargo de diretor da sucursal de Época na capital federal.”
E PHA, olha em anexo, que interessante a tese defendida no mestrado, no mês passado, por Diego Escosteguy na Universidade da Columbia, em NY. Como é que vc acha que será a linha editorial da Época, daqui por diante?
Em tempo: os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio – demitiram em silêncio para não passar recibo.
Como se sabe, eles mandaram o Michel Temer seguir uma linha na CPI: quando ouvir falar em Veja, leia imprensa; quando ouvir falar em imprensa, leia Globo.
Bendita CPI.
Desmoraliza os aloprados a serviço do "Cerra"; TV Record mela o mensalão; e até o PiG, o Valor, chega à conclusão do Mino: o mensalão não se prova.
Em tempo2: Do Facebook do novo chefe da Globo em Brasilia, esse da “corrupção impera”. É um “ousado”:
Diego Escosteguy
há 15 horas
Pequena novidade: assumi a direção da sucursal de Brasília da revista ÉPOCA. Vou ajudar o time a somar três pontos, ao lado dos intrépidos Andrei Meireles, Murilo Ramos, Leandro Loyola, Marcelo Rocha e Leonel Rocha. Contamos com a colaboração — e a cobrança — de vocês. Do nosso lado, não faltará trabalho, empenho, vibração. E, ouso dizer, bom jornalismo.
Paulo Henrique Amorim
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O Instituto Lula e o fator África

Presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula cumprimentam Boni Yayi, presidente do Benin e da União Africana Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O foco principal do Instituto Lula será a África, segundo informou na época do seu lançamento.
Nos 8 anos de governo, apoiado pela visão diplomática do chanceler Celso Amorim, Lula jogou pesado em favor da África. Primeiro, como estratégia de diversificação dos parceiros comerciais. Sem reduzir o comércio com Europa e Estados Unidos, aumentou a participação da África, Oriente Médio, América Latina e Ásia.
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A diplomacia revestiu-se, também, de inúmeros lances simbólicos.
Na posse da Ilha de Goré, na Porta do Nunca Mais - monumento que saudava as vítimas do tráfico negreiro - em nome do Brasil Lula pediu desculpas pela escravidão. E anunciou o lançamento de uma Universidade em Redenção, Ceará, para acolher alunos de países de língua portuguesa.
Gradativamente, consolidou-se a imagem da potência amiga, em contrapartida ao estilo bastante duro da China.
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Ao lado dos lances simbólicos, as ações efetivas.
A Embrapa instalou um escritório em Maputo, Moçambique - assim como uma fábrica de anti-retrovirais, da Farmanguinhos. Houve uma revoada de países africanos a Brasilia, solicitando o mesmo tipo de apoio.
Foram abertas embaixadas brasileiras em quase todos os países da África. E de 2003 para cá o número de embaixadas africanas no Brasil saltou de 30 para 54 países.
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Terminado o mandato, Lula sai do Palácio para São Bernardo, passa no Sírio-Libanes para visitar o vice José Alencar e, em seguida, em comício na sua casa, anuncia que irá se dedicar à África.
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A aproximação foi cuidadosa. Para opinar sobre a América Latina, nunca foi necessário pedir licença. No caso da África, havia a necessidade de bater à porta, apresentar-se e pedir licença.
O primeiro ponto da estratégia foi estabelecer relações com organizações que articulam países africanos. Uma delas foi a União Africana.
No ano passado, Lula foi convidado para uma reunião da União Africana em Malabo, Guiné Equatorial, único país de fala espanhola.
Havia 54 países. Lula discursou como convidado especial, traduzido em quatro línguas: árabes, francês, inglês e espanhol.
No discurso, bateu no bordão de que a África deveria assumir como o continente é visto. Sempre são americanos e ingleses mostrando sua visão do continente, agora é a vez dos africanos, foi a tônica. A reação foi imediata. Em um dos países da União, um dos hits musicais foi uma música falando de Lula e Mandela.
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Em janeiro passado, a União Africana iria aprovar o PIDA (o PAC da África), programa de infraestrutura e dedsenvolvimento.
Celso Marcondes, um dos membros do Instituto, foi ao encontro com a missão de convidar coordenadores a virem ao Brasil apresentar o projeto às empresas brasileiras. Resultou em um grande evento no BNDES.
Do encontro participaram a presidente da Petrobras, Graça Foster, da Vale, Murilo Ferreira e do Pactual, André Esteves, que montou um fundo para África.
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O Instituto consolidava seu papel, de se transformar em facilitador entre interesses brasileiros e africanos.
Junto aos investidores, Lula passou a enfatizar a visão da importância do investimento se legitimar, agregando emprego, tecnologia, respeito às tradições africanas etc.
Luis Nassif
No Advivo
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A peleja entre Alckmin e Serra de olho em 2014

Geraldo e Serra A peleja entre Alckmin e Serra de olho em 2014
Imagem: Marcello Casal Jr/ABr
O parto da indicação do vice de José Serra foi apenas mais um lance na peleja disputada pelo ex-governador tucano com Geraldo Alckmin, o atual governador - os dois com um olho nas eleições de 2014 e o outro nas sequelas da última disputa municipal paulistana, em 2008.
Estava tudo mais ou menos previsto desde que Serra decidiu se lançar candidato a prefeito de São Paulo pela quarta vez, depois de negar mil vezes esta possibilidade.
Para entender as dificuldades mais uma vez encontradas na formação da chapa liderada pelos tucanos é preciso recuar um pouco no tempo.
Em 2008, quando era governador, Serra rifou a candidatura de Geraldo Alckmin a prefeito, e apoiou Gilberto Kassab, que era do DEM, seu parceiro preferido. Alckmin não  foi nem para o segundo turno e pegou bronca da dupla Serra & Kassab, o vencedor de 2008.
Agora, a situação se inverteu. O discreto Akckmin, que não esquece e não perdoa as traições, sem nunca dar muita bandeira sobre o que está sentindo, não tinha como impedir a candidatura de Serra em 2012, até por falta de outro nome viável no PSDB, mas queria pelo menos definir o nome do vice.
No começo do ano, antes do "sim" de Serra, enquanto se dedicava à formação do seu novo partido, o PSD, para o qual levou vários tucanos desgarrados - entre eles, Alexandre Schneider, agora confirmado como candidato a vice-prefeito -, Gilberto Kassab chegou a propor uma aliança ao PT de Lula.
Alckmin ficou assistindo de longe e em silêncio a esta dança de Serra e Kassab, esperando a hora de dar o troco. A ala tucana que o apóia resolveu então defender uma chapa tucana puro-sangue, descartando qualquer indicação feita pelo partido do atual prefeito.
Afinal, quem pode garantir que, desta vez, Serra, caso eleito, vá cumprir até o final o mandato de prefeito e não queira dar um salto mais alto já em 2014? Em princípio, Alckmin gostaria de ser candidato à reeleição como governador, com o apoio de Serra, mas não se pode descartar seu nome desde já da lista dos presidenciáveis tucanos.
A lista, por enquanto, tem apenas o nome do senador mineiro Aécio Neves, declarado candidato "natural" do PSDB por Fernando Henrique Cardoso, pelo presidente do partido, Sérgio Guerra, e por outros tucanos de bico grande. Aécio, no entanto, até agora não assumiu o papel, com uma atuação bastante discreta no Senado, sem arriscar vôos mais federais.
Pode parecer confuso este tabuleiro, mas o jogo é complicado mesmo. Prefeitura, governo estadual e Presidência da República: para Serra, Alckmin e Kassab, cada movimento pode influir no próximo, um está intimamente ligado ao outro.
Ao mesmo tempo em que apóia seu amigo Serra em São Paulo, Gilberto Kassab tenta viabilizar sua candidatura ao governo do Estado, em 2014. Para isso, anda fazendo alianças do PSD com o PT em importantes cidades paulistas.
Ao ser contemplado esta semana pelo Supremo Tribunal Federal com um bom tempo de TV e grana gorda do fundo partidário, o PSD do prefeito Gilberto Kassab ganhou força para impor o nome de Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de educação, escalado no sábado como vice da chapa de José Serra.
Repete-se, assim, a dobradinha que Serra e Kassab formaram em 2004. Um ano e três meses depois, o prefeito Serra abandonaria o cargo para disputar o governo do Estado, deixando em seu lugar Gilberto Kassab, que se reelegeria com o apoio do então governador.
Os alckmistas, mais uma vez perdedores na queda de braço com a dupla, esperam não ver o mesmo filme de novo em 2014. O desfecho da história é imprevisível.
Ricardo Kotscho
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TV aponta manipulação em vídeo de encontro entre venezuelano e militares paraguaios

Dias atrás, Nicolás Maduro disse que acusações de ministra do novo governo do Paraguai não têm "reação com a realidade"
A rede multiestatal TeleSur publicou nesta terça-feira (03/07) a íntegra do vídeo usado pelo novo governo do Paraguai para acusar o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, de incentivar as Forças Armadas paraguaias a se rebelarem contra a cassação do presidente Fernando Lugo. Nas imagens, afirma a TeleSur, Maduro não aparece sozinho com os militares, como havia insinuado o material editado e transmitido por uma televisão paraguaia. Ele estava acompanhado de seus pares da Unasul (União de Nações Sul-americanas).
A ministra de Defesa do Paraguai, María Liz García, disse que recebeu ordens do novo presidente Federico Franco, que sucedeu Lugo em 22 de junho, de entregar à imprensa cópias da íntegra da gravação, que mostra os participantes do encontro entrando e saindo do local onde ocorreu a reunião. O vídeo editado, de um minuto e 50 segundos de duração, inclui fotos e nomes dos participantes. O governo do Paraguai disse que entregaria uma versão sem cortes a outros meios de comunicação do país.
Conforme informou a TeleSur, além dos chanceleres dos países do bloco regional estava também no encontro o secretário-geral, Alí Rodríguez. Na sexta-feira passada, García acusou Maduro de tentar incentivar um levante das forças armadas paraguaias, o que o tornou persona non grata do novo governo. O diplomata reiterou seu repúdio ao novo governo e afirmou que "não grato é o golpe dado contra o presidente Fernando Lugo”.
"Essas coisas que dizem essa pessoa de um governo ilegítimo como o que surgiu desse golpe de Estado te mostram o aspecto político e moral de quem acaba de dar um golpe e correm para acusar outros de dar golpes e contragolpes (…) Essa acusação não tem relação com a realidade", afirmou Maduro.
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Um dia na vida do Perfeito Idiota Brasileiro

O texto abaixo é uma versão revisada, atualizada e abrasileirada do Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, dos anos 1990.
PIB. Chamemos de PIB. O Perfeito Idiota Brasileiro.
Vamos descrever o dia do PIB. Vinte e quatro horas na vida de um PIB para que os pósteros, a posteridade, tenham uma idéia do Brasil de 2012.
Ele acorda às sete horas da manhã. Tem que preparar o próprio café da manhã. Já faz alguns anos que sua mulher parou de fazer isso para ele, e ficou caro demais para ele pagar uma empregada doméstica.
Ele lamenta isso.  Era bom quando havia uma multidão de nordestinas sem instrução nenhuma que saíam de suas cidades por falta de perspectiva e iam dar no Sul, onde acabavam virando domésticas.
PIB dá um suspiro de saudade. Chegou a ter uma faxineira e uma cozinheira nos velhos e bons tempos. Num certo momento, PIB percebeu que as coisas começaram a ficar mais difíceis. Havia menos mulheres dispostas a trabalhar como domésticas, e os salários foram ficando absurdos.
Para piorar ainda mais as coisas, ao contrário do que sempre acontecera, a última empregada de PIB recusou votar no candidato que ele indicou.
Mulherzinha metida.
Foi por coisas assim que PIB aderiu ao movimento  Cansei, ao lado de ativistas notáveis como Boris Casoy, Hebe Camargo, Agnaldo Rayol e João Dória Júnior. Empolgante o Cansei. PIB quase fora a uma manifestação. Só desistiu porque era sábado e sábado a feijoada era sagrada. O protesto com certeza fora um sucesso.
O povo unido jamais será vencido.
PIB tomou o café na cozinha, com o Globo nas mãos. Assinava o jornal fazia muitos anos. Se todos os brasileiros fossem como o Doutor Roberto Marinho, PIB pensou, hoje seríamos os Estados Unidos. Bonito o choro do Bonner ao anunciar no Jornal Nacional a morte de Roberto Marinho.
Por que ainda não ergueram estátuas para ele?
Com o Globo, PIB iniciou sua sessão de leituras matinais. Mais ou menos quarenta minutos, antes de ir para o escritório.
Leu Merval. Quer dizer, leu o primeiro parágrafo e mais o título porque naquele dia o texto, embora magnífico, estava longo demais. Havia um artigo de Ali Kamel. “Um cabeça”, pensou PIB. “Deve ter o QI do Einstein.” Mas também aquele artigo –embora brilhante, um tratado perfeito sobre o assistencialismo ou talvez sobre o absurdo das cotas, PIB já não sabia precisar — parecia um pouco mais comprido do que o habitual. Deixou para terminar a leitura à noite.
PIB vibrou porque, se não bastassem Merval e Kamel, havia ainda Jabor.
Um gênio. Largou o cinema para iluminar o Brasil com sua prosa espetacular. Um verdadeiro santo. Podia estar com a sala da casa cheia de Oscar.
Começou a ler Jabor e refletiu. “Impressão minha ou hoje aumentaram o tamanho do Jabor?” PIB sacudiu a cabeça, na solidão da cozinha, num gesto de reverência extrema por Jabor, mas também achou melhor deixar para ler mais tarde. Era seu dia de sorte. Também o historiador Marco Antônio Villa estava no Globo. “Os primeiros 18 meses do governo Dilma foram fracassos sobre fracassos” era a primeira linha. Bastava. Villa sempre surpreendia com pensamentos que fugiam do lugar comum.
Como uma terrorista chegou ao poder? Bem, tenho que comprar algum livro de história do Villa. Ele com certeza escreveu vários.
Completou a sessão de leituras da manhã na internet. Leu Reinaldo Azevedo.  Quer dizer, naquela manhã, leu um parágrafo. Na verdade, metade. Menos. O título. Não importava. Azevedo era capaz de mesmerizar toda uma nação com a luz cintilante de meia dúzia entre milhares de linhas que produzia incessantemente. PIB deixava escapar um sorriso de admiração a cada vez que li a palavra “petralha” em Azevedo.
Rei é rei. Um cabeça pensante. Por que será que não ocorreu a nenhum presidente da República contratar esse homem como assessor especial? Se o Brasil bobear, a Casa Branca vem e contrata.
Debate é assim.Medalhinha. Chamar um tal de Nassif de Nassífilis. PIB julgava FHC um banana. Não sabia debater. Bananão. Como FHC podia dizer coisas assim? “Eu não estou aqui para ver o PT se arrebentar. O Brasil precisa de partidos que tenham uma certa história, e o PT tem.” Isso em 2005, quando era o momento de derrubar o lulopetismo. E essa outra? “Por que o mensalão se tornou conhecido? Porque o Roberto Jefferson teatralizou o mensalão.” E essa então? “O Lula, ao invés de renunciar e desistir, disse: eu vou brigar. O Lula foi decisivo naquele momento, em dissipar o mensalão.”
Ba-na-não! Graças a Deus já passou dos 80 e não pode mais atrapalhar o Brasil. O campo ficou livre para o Serra e o Aécio!
Ainda na internet, uma passagem pelo Blog do Noblat. Naquele dia, no blog havia uma coluna assinada por Demóstenes. PIB deu parabéns mentais a Noblat por abrir espaço a Demóstenes, nosso campeão mundial da moralidade, nosso Catão. PIB guardara um texto de Demetrio Magnolli, outro cérebro avançado, em que este prestava um justo tributo à nossa reserva moral no senado. Saíra na edição das 100 pessoas mais influentes da revista Época. Anotou um trecho: “Não é preciso concordar com tudo que ele fala ou faz para homenageá-lo. Demósteneses não é mais um comerciante num mercado em que se trafica influência em troca de cargos ou privilégios. Ele tem princípios e convicções.”
Por que falam tanto do tal do Assange e do Wikileaks quando temos tantos caras muito melhores?
A caminho do trabalho, PIB ligou na CBN. Ouviu uma entrevista com o filósofo Luiz Felipe Pondé. “Meu pequeno carro não contribui para o aquecimento do planeta”, disse Pondé, o nosso Sócrates, o Aristóteles verde-amarelo. Pondé ganhara imediatamente a admiração de PIB quando reclamara dos pobres que estavam congestionando os aeroportos. A última vez que viajara para Miami ficara revoltado com as pessoas inferiores que iam voar.
Bem, preciso anotar aquela. Meu pequeno carro não contribui para o aquecimento global.
Isso o levou a reparar nos ciclistas nas ruas de São Paulo. Cada dia parecia haver mais. Mau sinal. Havia muitas bicicletas no trajeto. PIB sentiu vontade de atropelá-las em grupo e fazer um strike. Odiava ciclistas. Atrapalhavam os motoristas. Tivera vontade de vomitar quando vira a foto de um ciclista inglês de bunda de fora — branca e mole como um pudim —  numa marcha nudista por mais espaço e segurança em Londres para as bicicletas.
Abria uma única exceção: Soninha. Desde que ela continuasse a posar pelada em nome das bicicletas.
Hahaha. Hohoho.
Na CBN ouviu também informações e comentários sobre o mundo. “Prestígio em Paris dá vantagem a Sarkozy nas eleições presidenciais”, a CBN avisou. PIB admirava Sarkozy. Proibir a burca foi um gesto histórico. As muçulmanas deveriam ser gratas a Sarkozy. Elas haveriam de votar maciçamente nele para dar a ele o segundo mandato para o qual a CBN dizia que ele era o favorito.
Os maridos obrigam as coitadas a usar burca.
O tema do islamismo estava ainda em sua mente quando se instalou em seu cubículo de gerente na empresa. PIB refletiu sobre o mundo. Tinha lido em algum lugar que no Afeganistão as pessoas queriam que os soldados americanos fossem embora.  Os afegãos estavam queimando bandeiras dos Estados Unidos. A mesma coisa estava ocorrendo no Iraque. E no Iêmen. Em todo o Oriente Médio, fora Israel.
Ingratos. Como eles não percebem que os Estados Unidos estão lá para promover a democracia e levar a civilização? Os americanos estão acima de interesses mesquinhos por coisas como o petróleo.
Era um perigo o avanço muçulmano. Não que apoiasse, mas PIB entendia o norueguês que matara 77 pessoas por considerar que o governo de seu país era leniente demais com os muçulmanos.
A raça branca está em perigo.
Entretido em salvar a raça branca, PIB não percebeu o tempo passar. Só notou pela fome que já era hora de comer. A opção, mais uma vez, foi pelo Big Mac do shopping, e mais a Coca dupla. Detestava os ativistas dos direitos dos animais porque combatiam os Big Macs. PIB estava tecnicamente obeso, mas na semana que vem iniciaria uma dieta e começaria também a se exercitar.
Fim do expediente. A estagiária estava com um decote particularmente ousado. Talvez estivesse sem sutiã. PIB a chamou algumas vezes para discutir assuntos que na verdade não tinham por que ser discutidos. A questão era olhá-la. Valeu o dia, refletiu. Home office é uma bobagem porque não permite esse tipo de coisa: olhar para meninas gostosas no escritório.
Na volta, mais uma vez foi tomado pela tentação de atropelar os ciclistas. “Quando você deseja muito uma coisa, todo o universo conspira a seu favor”. PIB se lembrou da frase de seu escritor favorito, Paulo Coelho. Então ele desejou muito que as bicicletas sumissem.
Xiitas. 
Algum colunista escrevera isso sobre os ciclistas. PIB não lembrava quem era, mas concordava inteiramente. Os ciclistas são gente esquisita que deve fazer ioga e praticar meditação, suspeitava PIB.
Tudo gay!
Já incorporara para si mesmo a frase genial de Pondé.
Meu carro pequeno não contribui para o aquecimento global.
No churrasco de domingo, ia soltar essa. Teve um breve lapso de inquietação quando se deu conta de que os brasileiros que tanto contribuíam para a elevação do pensamento nacional já não eram tão novos assim, O próprio Merval era imortal apenas pela sua contribuição às letras, reconhecida pela Academia. Então lhe veio à cabeça a juventude sábia e influente de Luciano Huck, e ficou mais sossegado.
A mulher não percebeu quando ele chegou. Não era culpa dela. A televisão estava ligada com som alto na novela da Globo. PIB lera várias vezes que as novelas tinham uma “missão civilizadora” no Brasil. Mais uma dívida dos brasileiros perante Roberto Marinho: a perpetuação das novelas cvilizadoras. A mídia impressa brasileira reconhecia a missão civilizadora na forma de uma cobertura maravilhosa das novelas. Uma vez um leitor da Folha reclamou por encontrar na Ilustrada seis artigos sobre novelas.
O brasileiro só sabe reclamar. E reivindicar. Uma besta!
PIB deu um alô que não foi ouvido. Ou pensou ter dado. Sentou ao lado da mulher, e o silêncio confirmou para ele sua tese: depois de muitos anos de casamento as pessoas se entendem tão bem que não precisam trocar uma só palavra. Nem se tocar. É quando o casamento chega ao estágio da perfeição: ninguém tem que fazer nada. É o estágio superior em que o matrimônio se santifica pela ausência do sexo. A cada quinze dias, PIB tomava Viagra e descarregava as tensões sexuais com uma escorte que cobrava 400 reais.
Tá barato. Um dia ela topa beijar!
Não ligava muito para as novelas civiizadoras. Mas soubera no escritório que Juliana Paes aparecia de vez em quando pelada. Passou por sua cabeça um pensamento rápido.
Talvez eu devesse pedir para a patroa me avisar quando a Juliana Paes ficar sem roupa.
Terminada a novela, era a sua vez na televisão. Futebol. Bacana o futebol passar bem tarde, depois da novela. Provavelmente a Globo pensara nisso para ajudar os pobres que moravam longe e demoravam horas para chegar em casa depois do trabalho.
“Boa noite, amigos da Globo!”
A voz do Brasil se apresentou. “The voice”, pensou PIB em inglês.
Um carisma total o Galvão. Subaproveitado. Devia estar no Ministério da Economia, e não narrando escanteios e tiros de meta.
PIB lera que Galvão estava morando em Mônaco. Sabichão. Ficava muito mais fácil, assim, cobrir a Fórmula 1. Nunca alguém da estatura moral de Galvão optaria por Mônaco para não pagar imposto. Galvão certamente faria bonito na Dança dos Famosos de seu amigo Fausto Silva, o Faustão, outro civilizador, especulou PIB em sua mente criativa.
PIB não torcia a rigor para time nenhum. Era, essencialmente, anticorintiano. Com seu segundo saco saco de pipocas na mão, viu, contrariado, o Corinthians vencer.
Amanhã os boys vão estar insuportáveis.
PIB queria muito ver o Jô.
Era um final de dia perfeito, ainda mais porque antes havia o aperitivo representado por William Waack. PIB achava um privilegio poder ver Waack não apenas na Globo como na Globonews. Os Marinhos podiam cobrar pela Globonews, mas não faziam isso para proporcionar cultura de graça aos brasileiros. PIB zapeava quando Waack dava suas lições na televisão, em busca quem sabe de uma mulher pelada no horário tardio, mas os fragmentos que pescava eram suficientes.
Jô. Não posso perder Jô. Uma enciclopédia. Podia ser editorislista do Estadão. Hoje ele vai entrevistar o Mainardi!
Manhattan Connection era simplesmente obrigatório, embora PIB o dividisse com vários outros enquanto manejava o controle remoto.  Outro dia PIB vira um cara que merecia atenção: Marcelo Madureira. Com sua memória fotográfica, PIB instantaneamente o reconheceu: trabalhara como humorista na Praça da Alegria. Ou na Zorra Total?
PIB bem que queria ver Jô. Ou pelo menos incluí-lo no zapeamento. Duas palavras de Jô valiam por mil das pessoas normais. Faziam você pensar e, além do mais, rir porque o cara tinha um estoque ilimitado de piadas.
Não vejo graça nenhuma no Woody Allen. Mas em compensação o Jô!
Mas não foi possível ver o gordo que ensina e alegra milhões de brasileiros.
PIB acabou dormindo no sofá, do qual sua mulher achou preferível não o tirar, e onde ele roncou tão alto quanto o som da tevê — e teve, como sempre, o sono límpido, impoluto, irreprochável dos perfeitos idiotas.
No Diário do Centro do Mundo
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As Próximas Pesquisas

Começa oficialmente amanhã a campanha para as eleições municipais de outubro. É o início efetivo do jogo, com o fim do prazo para o registro das candidaturas.
Na prática, a campanha já está em pleno andamento em quase todos os lugares. Nem os candidatos, nem os eleitores mais politizados ficam sentados esperando passar o tempo, obedecendo a uma burocrática interpretação de quando lhes é permitido agir como cidadãos.
Só os menos interessados (que são a maioria) e os alienados da vida política (que são muitos) deixam as coisas para os três meses finais.
O período que ora se encerra é ingrato para as pesquisas. Como muitos partidos retardam a definição de candidaturas e alianças para perto da data limite, são forçadas a usar questionários com múltiplas listas de nomes - criando hipóteses artificiais frente às quais os entrevistados são convidados a se manifestar, o que os cansa e lhes reduz a atenção.
Como se fizesse sentido, para uma pessoa comum, ser confrontada com dez (ou mais) listas de possíveis candidatos, para dizer, a cada vez, “em quem votaria se a eleição fosse hoje”!
Se a informação a respeito dos nomes que vão disputar a eleição fosse homogênea, o problema não iria além do aborrecimento pelo qual passam os desafortunados que caem nas amostras. Mas não é.
A maior complicação das pesquisas realizadas na fase de pré-campanha é a grande discrepância no nível de conhecimento dos candidatos.
Quem é ou já foi prefeito, quem disputou eleições majoritárias recentemente ou exerce uma profissão que assegure visibilidade - como radialistas e âncoras de programas de televisão - sempre se sai melhor. Candidatos novos - mesmo que vinculados a lideranças de prestígio na cidade – ficam atrás.
Isso conduz a vários tipos de incompreensão. Aqueles que preferem o candidato que está em vantagem acham que tudo está resolvido e que seu favorito vai ganhar. Os que torcem por outros nomes se frustram.
Ambos deveriam ter calma e aguardar que a informação sobre os contendores se torne mais semelhante. Só então as pesquisas adquirem maior capacidade preditiva.
Desta semana em diante, o cenário se esclarecerá. Saberemos os nomes dos candidatos a prefeito, seus vices, os partidos que se coligaram, os que não disputarão, como serão as chapas e quais os puxadores de voto nas eleições para as Câmaras de Vereadores.
Nas cidades onde não há propaganda eleitoral pela televisão, a difusão da informação tende a crescer linearmente, se intensificando, sem mudanças abruptas, à medida que nos aproximamos do pleito. Nas maiores, o processo é diferente.
Do dia 21 de agosto em diante, o eleitorado das capitais e das cidades onde existe geração de televisão é inundado de informação a respeito dos candidatos - especialmente os que disputam as prefeituras, que são os únicos com direito a usar as chamadas “inserções” (ou, como preferem os publicitários, os “comerciais” de campanha).
De um dia para o outro, os desconhecidos alcançam os conhecidos e todos ficam comparáveis nas pesquisas.
É claro que o conhecimento não é condição suficiente para garantir a competitividade de um candidato. Mas é necessário. Um desconhecido, mesmo que tenha ótimo perfil e propostas excelentes, será sempre inviável.
Daí a luta encarniçada pelo tempo de televisão que vimos nas últimas semanas, em diversas cidades. Minutos e segundos são preciosos e valem, muitas vezes, sacrifícios pesados - que todos os políticos estão dispostos a fazer.
Quanto às pesquisas, é quando o desconhecimento dos candidatos cai que conseguem antecipar, com mais precisão, o resultado das urnas.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Erundina: “Política se faz com símbolos”

Veja a seguir a edição do vídeo da entrevista com a deputada federal Luiza Erundina (PSB), produzido pelo Fora do Eixo, e realizada por este blogueiro sujo e pelo colega Sérgio Amadeu. Com esta entrevista, lançamos a TV Fórum. A ideia é que a cada semana seja realizado um programa com pelo menos uma hora de duração ao vivo.
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Imprensa isenta

Destaque dado para o GOLPE NO PARAGUAI pelas principais revistas semanais, pode nos oferecer elementos para inferir sobre várias coisas, como quem faz jornalismo e quem faz perfumaria; ou de que lado cada uma dessas publicações está. Manipulação não é um termo adequado para descrever como a mídia brasileira agrega elementos para construir subjetividades na opinião pública. Aqui aparecem dois padrões, a fragmentação e a troca de relevância...
Qualquer um que diga que não foi golpe, ou está seriamente desinformado ou apoia o fim da democracia...

  Adriano Marcello Santos, no Facebook
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Casillas pediu que juiz terminasse jogo 'em respeito' à Itália

O jogo já estava "terminado" mesmo faltando tempo para acabar. A Espanha vencia a Itália por 4 a 0, na final da Eurocopa, em Kiev (Ucrânia), e a partida estava nos acréscimos do segundo tempo. Com um homem a menos (Thiago Motta se contundiu e a Azzurra já havia feito as três substituições), os italianos se arrastavam em campo. Eis que surge o goleiro espanhol, Iker Casillas...
"Juiz, juiz, juiz... Respeito pelo rival. Respeito pela Itália: 4 a 0 já", disse o arqueiro.
O árbitro português Pedro Proença ouviu o apelo de Casillas e terminou a partida 30 segundos antes do previsto.
Fernando Moreira
No O Globo
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Cachoeira & Aloprados

Em um dos vídeos apreendidos na casa de Adriano Aprígio, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, comemora o envolvimento de petistas no chamado Escândalo dos Aloprados.
Em setembro de 2006, às vésperas do início da propaganda eleitoral na televisão, petistas foram presos em um hotel em São Paulo com R$ 1,7 milhão. Com o dinheiro pretendiam comprar um dossiê que supostamente envolvia o tucano José Serra - então candidato à presidência da República - com o desvio de verbas do orçamento destinadas à compra de ambulâncias. O escândalo prejudicou Lula, que concorria à reeleição e esperava ganhar no primeiro turno, o que não aconteceu.
O vídeo apreendido, já periciado pela Polícia Federal, mostra uma conversa entre o jornalista Mino Pedrosa e Dadá, o araponga que atendia à quadrilha do bicheiro. Pedrosa relata que o PSDB armou a história do dossiê e o "PT caiu nela".
O araponga vibra e comemora: "Tem que f..... o Lula! Tem que f..... o barbudo!
Marcelo Auler
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Charge online - Bessinha - # 1333

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