23 de jun de 2012

Nota do Itamaraty

O Governo brasileiro condena o rito sumário de destituição do mandatário do Paraguai, decidido em 22 de junho último, em que não foi adequadamente assegurado o amplo direito de defesa. O Brasil considera que o procedimento adotado compromete pilar fundamental da democracia, condição essencial para a integração regional.
Medidas a serem aplicadas em decorrência da ruptura da ordem democrática no Paraguai estão sendo avaliadas com os parceiros do MERCOSUL e da UNASUL, à luz de compromissos no âmbito regional com a democracia.
O Governo brasileiro ressalta que não tomará medidas que prejudiquem o povo irmão do Paraguai.
O Brasil reafirma que a democracia foi conquistada com esforço e sacrifício pelos países da região e deve ser defendida sem hesitação.
O Embaixador do Brasil em Assunção está sendo chamado a Brasília para consultas.
Brasília, 23 de junho de 2012.
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Contrabando ideológico do Paraguai

Começo a ficar preocupado com o debate em torno do golpe no Paraguai.
Meu receio é o contrabando ideológico, com idéias exóticas que podem ser trazidas ao Brasil e germinar por aqui.
Estou falando sério. É grande o número de comentaristas que dizem que a deposição de Fernando Lugo foi um processo dentro da lei e que, por essa razão, não pode ser comparado a um golpe de Estado.
Já li comparações inclusive com o impeachment de Fernando Collor. Teve até um professor universitário que disse isso no Rio Grande do Sul.
Vamos combinar que é feio reescrever a história, ainda mais a partir de fatos tão recentes.
Fernando Collor foi investigado por vários meses e considerado culpado pela Polícia Federal, que encontrou vários indícios de corrupção e troca de favores.
A CPI sobre PC Farias recolheu provas contra o tesoureiro e o presidente. Os auxiliares de Collor foram questionados, puderam se defender e acusar. Apareceu uma testemunha, com um cheque usado para comprar um carro para a primeira dama. E apareceram vários cheques-fantasma do esquema e suas conexões. A polícia federal descobriu um computador com a descrição gráfica do esquema financeiro. Estava tudo lá: quem recebia, quem pagava.
Depois de tudo isso, o Congresso votou o impeachment do presidente. O país estava convencido de sua culpa. Os estudantes foram às ruas pedir sua renuncia. Collor pediu apoio popular. Recebeu maiores protestos.
Ao contrário de Lugo, Collor não foi deposto. Renunciou. Lugo tinha apoio popular, a tal ponto que um dos motivos para a pressa dos golpistas era impedir a chegada de seus aliados a Assunção. É trágico: para dar um golpe contra o povo, correram de populares.
As acusações contra Collor não foram histórias que cairam céu contra um presidente fraco que, por falta de apoio parlamentar, foi despachado para casa.
Collor enfrentou um processo democrático, onde teve direito a ampla defesa.
Não tivemos nada disso contra Lugo. Não há um fiapo de prova de suas responsabilidades pelas 17 mortes num conflito agrária, que criou a comoção que ajudou os golpistas a criar um ambiente favorável a derrubá-lo.
Os outros quatro episódios são acusações vagas e genéricas. Em nenhum deles a culpa de Lugo está demonstrada. Sequer é descrita. Estamos falando aqui de um arranjo político, uma oportunidade. Lugo era um presidente incômodo, com ideias de esquerda – bastante moderadas, por sinal – e seus adversários não quiseram perder uma chance de livrar-se dele.
É o poder oligárquico em sua expressão extrema, anti-democrática e absoluta – tão poderoso que pode cumprir um simulacro de democracia para pervertê-la.
Falar que se cumpriu o ritual democrático é o mesmo que dizer que o ditador Alfredo Stroessner, que governou o Paraguai por 35 anos, acumulou uma fortuna ilícita estimada em 5 bilhões de dólares e deixou uma lista de 400 desaparecidos políticos era um presidente legítimo porque de tempos em tempos promovia eleições que vencia com mais de 90% dos votos.
E é isso o que mais preocupa neste caso. O gosto pelo simulacro.
Vitima de um golpe de Honduras, Manoel Zelaya foi acusado de tentar avançar uma emenda constitucional para permitir a reeleição presidencial – não para ele, mas para seus sucessores. Nem a embaixada americana acredita que esse fato era motivo para seu afastamento. Em documentos enviados para Washington, a representação diplomática em Tegucigalpa explicava que se tratava de um golpe de Estado. Mas havia, em Honduras, um pretexto que, de forma distorcida e abusiva, foi usada para depor um presidente constitucional.
Contra Fernando Lugo não havia nem pretexto e mesmo assim ele foi derrubado, um ano e dois meses antes do fim de seu mandato.
Mas nossos golpistas adoram uma novilíngua. Em 64, quando João Goulart foi deposto, eles anunciaram que a democracia foi resgatada. Fizeram marchas para comemorar a liberdade…Vai ler os jornais e está lá assim: a democracia foi salva…A liberdade venceu…
Que horror, não?
Paulo Moreira Leite
No Vamos combinar
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Charge online - Bessinha - # 1313

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Estaria o mundo realmente aquecendo? - VI (final)

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Cuba condena enérgicamente Golpe de Estado parlamentario en Paraguay

Declaración del Ministerio de Relaciones Exteriores
El Gobierno de la República de Cuba condena enérgicamente el golpe de Estado parlamentario ejecutado contra el Presidente Constitucional Fernando Lugo y el pueblo hermano del Paraguay.
Este golpe se suma a la larga lista de atentados contra la autodeterminación de los pueblos latinoamericanos, siempre realizados por las oligarquías con la autoría, la complicidad o la tolerancia del Gobierno de los Estados Unidos.
Cuba denuncia que, después de décadas de sangrientas dictaduras militares que asesinaron cientos de miles de personas y ejercieron el terrorismo de Estado y la tortura con plena impunidad, esta estrategia violenta y antidemocrática ha sido retomada, con métodos clásicos o nuevos, en el golpe militar y luego petrolero contra la Revolución Bolivariana en Venezuela, el intento desestabilizador y secesionista contra el Estado Plurinacional de Bolivia, el golpe militar contra la fuerzas progresistas en Honduras y el intento de golpe contra la Revolución Ciudadana en Ecuador.
Hechos como este pretenden frenar los procesos de cambios progresistas y de genuina integración latinoamericana y caribeña en Nuestra América .
El Gobierno cubano declara que no reconocerá autoridad alguna que no emane del sufragio legítimo y el ejercicio de la soberanía por parte del pueblo paraguayo.
Al propio tiempo, mantendrá su colaboración médica, estrictamente humanitaria, al servicio de la población de ese país y, por tanto, el Centro Oftalmológico de María Auxiliadora, que ha ayudado a recobrar o mejorar la visión a 18 mil paraguayos, continuará sus labores mientras sea necesario.
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Con el Manual del Golpe en Honduras, EE.UU acepta juicio contra Lugo por el parlamento

William Ostick, portavoz para América Latina del Departamento de Estado
William Ostick, portavoz para América Latina del Departamento de Estado
Teniendo presente el  “Manual de Golpes de Estado” que tiene la CIA y el Departamento de Estado  y la experiencia aplicada en Honduras en contra del Presidente Manuel Zelaya, el Gobierno de Estado Unidos acepta juicio ilegal del parlamento contra el Presidente Manuel Zelaya.
Estados Unidos está al tanto de la situación en Paraguay y su embajada en Asunción "la sigue observando muy de cerca", indicó en un mensaje del portavoz para América Latina del Departamento de Estado, William Ostick, dado a conocer por AFP.
Pero tratando de esconder su beneplácito ante el juicio que esta siendo sometido el Presidente Lugo, Ostick  pidió este jueves que se respete "escrupulosamente" el debido proceso en el juicio político iniciado este jueves por el Congreso de Paraguay.
"En consistencia con los compromisos a la democracia en el continente, es importante que la democracia y las instituciones del gobierno sirvan a los intereses del pueblo paraguayo", indicó Ostick.
"Por ello, es críticamente importante que esas instituciones actúen de una manera transparente, y que los principios del debido proceso y los derechos de los acusados sean escrupulosamente respetados", subrayó el portavoz.
Washington se mantendrá en contacto con sus “socios” en la región "con respecto al sostenimiento de la democracia y las instituciones democráticas en Paraguay", agregó Ostick.
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Manual del perfecto Golpe de Estado latinoamericano

Manual del Golpe de Estado es un trabajo realizado haciendo un estudio de las diferentes formas como Estados Unidos a hundido en sangre las luchas de los pueblos
El Manual o Plan Organizativo de la cadena de eventos que conducen al perfecto Golpe de Estado en América Latina fue elaborado por un equipo de sociólogos y psicólogos sociales en Estados Unidos, a petición de sus organismos de inteligencia. Con toda probabilidad fue un subproducto del impacto de la derrota del cuerpo expedicionario organizado por la CIA, en Bahía de Cochinos, en Cuba. Anteriormente, la doctrina putschista en uso señalaba la conveniencia de una invasión por un cuerpo militar organizado, armado e instruido ad hoc, al modo del ejército con que el Coronel Castillo Armas derribó al Gobierno democrático de Juan José Arévalo, Guatemala 1954, inaugurando medio siglo de terror y asesinatos civiles.
En diversos países de América Latina - desde Argentina y Chile, pasando por Ecuador y Venezuela, y con inclusión de países de América Central, y México - se conoció públicamente en la década de los 60 el reclutamiento de intelectuales universitarios de connotada experiencia en la elaboración de informes y en la dirección de encuestas. Esos estudios proporcionaron un elevado conocimiento de las características psico-sociales de los pueblos latinoamericanos y de la lógica de sus comportamientos. El Manual, aun en uso, aprovecha en consecuencia elementos de nuestra propia idiosincrasia (por ejemplo, nuestro espíritu de grupo o alma quijotesca), así como nuestras debilidades y perfil psicológico (nuestra versión del machismo, cierta pena o vergüenza ante el grupo, particularmente femenino, etc.), para lograr sus objetivos. Paralelamente a este Manual, existen otros documentos que estructuran respuestas para otras situaciones, tales como las guerrillas o de guerra prolongada.
Los lineamientos básicos del Manual son los siguientes:
1. El objetivo último del plan conspirativo es obtener la adhesión de un segmento de la alta oficialidad de las Fuerzas Armadas para, a través del uso de estas en contra de un gobierno desafecto, realizar la tarea de asesinar a la dirigencia y a los políticos de inspiración popular del país de que se trate. No se trata de ganar base social o mayoría electoral, sino de articular fuerzas que abran el espacio social y de conciencia para el uso de la Fuerza Armada en contra de su propio pueblo.
2. Se trata de una visión de la lucha sociopolítica que la visualiza como una guerra, la cual se desata, de acuerdo al Manual, a partir del uso de gremios patronales, sindicatos y grupos militantes de capas medias, en contra de un gobierno legal. En el momento de su construcción, este enfoque estaba en consonancia con los temores e ideología de la guerra fría, y ha venido siendo aplicado hasta el presente, a pesar de vacilaciones en su aplicación en los períodos de los presidentes Carter y Clinton.
3. El Plan de desestabilización y golpe, según ha sido aplicado, se inicia con la constitución por parte del Departamento de Estado de dos equipos o task forces responsables a su vez de dos tracks o vías de acción y tareas. Estos equipos están intercomunicados a nivel de una dirección para la acción política en el país en cuestión. En general, quien dirige las operaciones es el embajador, pero se conocen casos, tal como fue el de Chile en los años 70, en que la dirección fue ejercida directamente por el Secretario de Estado Henry Kissinger, y coordinada localmente por un funcionario de menor rango de la Embajada. Ello permitió engañar en mejor forma al gobierno de Allende, quien confió en la rectitud de un embajador amigo, sin imaginar que este también pudiese estar siendo desinformado.
4. El primero de esos equipos o grupos de tarea está, en general, encargado de estructurar los mecanismos y sucesos del ámbito político (promoción de líderes, estructuración y fortalecimiento de nuevos y viejos partidos, consecución de alianzas, iniciativas políticas locales e internacionales, etc.).
5. El segundo equipo se encarga de la captación de los sectores golpistas civiles y militares, incluidos líderes e individualidades comprables, chantajeables o influenciables, de los partidos opositores, e incluso del sector popular. Así mismo, se ocupa de los pagos a periodistas venales y el mantenimiento financiero de periódicos, radios y canales de TV, elaboración de la información sesgada para sus acólitos, y otras tareas de guerra psicológica. Progresivamente, lo hace del sabotaje de la estructura de gobierno (incluidas las infraestructuras) y actos de aparatos clandestinos y de algunos sectores sociales, influidos, financiados o infiltrados, tales como paros, colocación de niples y bloqueos de carreteras, acaparamiento de alimentos y bienes de consumo, repuestos e insumos agrícolas e industriales, de tal forma que produzcan el caos económico y social a lo largo de un proceso de dos a tres años.
6. Esta separación en dos equipos operativos se realiza para centrar a cada grupo de tarea en la resolución central de cada uno de los aspectos que sostienen el Estado de Derecho en nuestros países. Desde luego, la coordinación define las acciones conjuntas.
Los aspectos que, se supone, sostienen el Estado de Derecho y que deben ser debilitados y minados son, según el Manual:
a.- La legitimidad institucional.
b.- El orden público.
c.- La intangibilidad territorial.
Este último elemento, que puede poner en cuestión el Estado de Derecho a través de problemas limítrofes o territoriales entre estados vecinos, es usado con cautela por el Departamento de Estado, puesto que provoca serios problemas al acentuar rasgos de nacionalismo, cuyo contenido puede ser contrario a los intereses de la metrópoli.
7. El Plan se inicia con el reclutamiento, por parte del primer equipo, de algunos políticos neoconservadores o fascistas, y de periodistas venales. Con apoyo en esos promotores se impulsa la creación de un nuevo partido neofascista (Patria y Libertad en el caso chileno, Arena en El Salvador) al cual atraen a grupos integristas tales como el Fiducia y TFP. Con este mecanismo se da inicio a una campaña de largo aliento hacia sectores de clases medias, mujeres y grupos de inmigrantes para alejarlos de cualquier simpatía hacia el gobierno nacional. Para ello se utiliza el arribismo social y una campaña de provocaciones que usa muchas veces - falsamente - el nombre de grupos de gobierno, o cercanos a este, que puedan caer en actitudes xenófobas. Esta campaña es uno de los primeros actos públicos del Plan y aparenta no estar dirigido contra el gobierno que se pretende desestabilizar. Así mismo, se estimula la xenofobia y el racismo, en contra de los negros, los extranjeros "marginales", los cubanos, e incluso hacia grupos étnicos considerados exóticos, como los chinos o coreanos, y los indígenas. En algunos países, como Argentina, se ha incluido a los gitanos y judíos.
8. El reagrupamiento político que se promueve entre las fuerzas conservadoras no siempre marcha espontánea y totalmente hacia una opción golpista, por lo cual se realiza un reclutamiento y alianza política con sectores conservadores de la Iglesia. Esta relación es compleja y se prefiere utilizar sacerdotes de rango medio y de órdenes no identificadas con la extrema derecha como el Opus Dei. Expresión de ese mecanismo es la imagen televisiva que se construye de ciertos sacerdotes a los cuales se les hace, de ipso , voceros de la opinión del Alto Clero. En Chile jugó un papel estelar en la promoción del golpe el Padre Hasbun, recordado aún como "el cura de la muerte". Esa figura eclesiástica se busca entre los sacerdotes católicos, y se utiliza para proyectar un mensaje de odio y resentimiento contra el presidente y sus seguidores, los cuales pasan a ser definidos por los medios de comunicación bajo control del Plan, como turbas, lumpen, hordas, maleantes. Ese mensaje prepara las condiciones de deshumanización requeridas para la ulterior represión a fondo que el Plan intenta lograr. La experiencia en América Latina, hasta ahora, muestra que, desafortunadamente, esta actitud anti-valorativa es progresivamente respaldada por un amplio sector del clero, que posteriormente al golpe hace "oídos sordos" al asesinato de los sacerdotes comprometidos con el pueblo humilde. Véase al respecto el primer año de la represión en Chile, 1973-1974.
9. El Plan se consolida a través de paros y huelgas sectoriales, corridas bancarias, ataques a la moneda, rumores y actos de desestabilización que se van interconectando, y cuya articulación es asegurada con dinero a las mafias y cúpulas de sindicatos claves, tales como taxistas, autobuseros, camioneros y transportistas. En la generalidad de los casos, la defensa de la moneda nacional por parte de nuestros gobiernos facilita paradójicamente el manejo de recursos que llegan del exterior con el objetivo de desestabilizar. Hoy se conoce que para cada paro de transportistas en Chile, el task force respectivo asignaba cinco (5) US dólares por día de paro, y por cada camionero, en el entendido de que solo tres llegaban a este y el resto quedaba en sus dirigentes. Un paro así es un buen business , particularmente para las cúpulas corruptas de la dirigencia gremial.
10. Paralelamente a estos hechos, se crea un desabastecimiento artificial. En el caso de Chile, muy difundido por los miles de chilenos salidos al exilio con Pinochet, se utilizo ampliamente la compra masiva y directa en los mercados locales, por agentes y sus aliados golpistas, de materiales considerados por la población (teteros, agujas de coser, alimentos para bebe, azúcar, leche, etc.) así como la abierta convocatoria, por la prensa adscrita al golpismo, a industriales chilenos, a utilizar el aceite comestible para hacer pintura y otros actos de saboteo encubierto.
11. El Manual golpista instruye a los sectores que van coordinando en esta segunda fase, a estimular al acaparamiento de toda clase de bienes, fundamentalmente de línea blanca, enlatados y no perecibles. En el caso chileno, durante el segundo año de gobierno, los gremios del comercio retrasaron de manera artificial el suministro y abastecimiento de productos en los mercados, produciendo desorden en la estructura de precios, y obligando a un contrapunteo de controles por parte del gobierno allendista, que es a su vez respondido por la maquinaria golpista con mayor acaparamiento y mercado negro.
12. El conflicto se hace visible en la pugna por la información y la posibilidad de opinión. El Manual indica la entrega de material electrónico para afectar la señal del canal del Estado o de las radios partidarias del Gobierno. Se entrega también dinero a la prensa golpista para compensar la perdida de lectores, de manera que puedan incluso regalar los ejemplares. En Chile, grupos de inteligencia golpista, asesinan ya en esa fase a un guardia de una retransmisora local del gobierno, y la pugna adquiere un matiz que presagia su futuro.
13. El task force encargado directamente de la parte golpista de la conspiración, empieza a reclutar militares, periodistas - en especial mujeres -, políticos y dirigentes gremiales claves. Se prefieren periodistas mujeres para, al insultar a los militares y a las Fuerzas Armadas, afectar en forma más eficaz su honor e imagen y bajar su moral de combate. Célebre fue Maria Eugenia Oyarzun en Chile, entre otras, posteriormente premiada con un cargo en la ONU por la dictadura.
14. Ese mismo equipo o grupo de tarea se ocupa de captar mujeres y familiares de militares para asignarlas a operaciones de desmoralización de estos (sus tareas iniciales, más allá del ámbito familiar, son aparecer en los cuarteles y escupir, amedrentar y humillar a los generales y coroneles, presionar a sus familias, y otros actos de provocación). Paralelamente sociedad civil, la prensa banaliza estos ataques, haciéndolos aparecer como una expresión espontánea de la imagen de militancia en la calle, incluso con uniformes negros o marrones, con insignias fascistas o sin ellas, pero armados. Los canales de TV y radios se descuelgan progresivamente de las cadenas presidenciales, inicialmente por algunos minutos, otras quitando el audio, y articulándose en cadenas opositoras, en tanto la prensa golpista señala en sus titulares las tareas conspirativas del día y la semana. La SIP denuncia en Chile la ausencia de libertad a pesar de que esos medios califican al Presidente de borracho, degenerado sexual e inepto, en todas sus trasmisiones y ediciones, y se dedican únicamente a la desinformación, según su rol conspirativo asignado.
15. Después de una o dos huelgas patronales y/o de transporte, se realiza un Ensayo General de Fuerza, o Globo de Ensayo, de manera de saber cuáles son las inclinaciones de los mandos decisivos. Este es uno de los escasos momentos de debilidad del Manual, si es que es respondido por un gobierno consciente del carácter del Plan conspirativo. En Chile, ese evento, concluido sin mayores retaliaciones, consistió en una movilización inconsulta de tanquetas que fue abortada por la movilización popular y la unidad del Alto Mando bajo la conducción del General constitucionalista Carlos Prats. Posteriormente al golpe, este Comandante en Jefe es asesinado en Buenos Aires.
16. La fase decisiva comienza con los intentos de neutralizar el mando de los generales constitucionalistas y la unidad de cuerpo del Alto Mando. En Chile, esto se realiza contrarrestando al Comandante en Jefe General Prats a través de una serie de acusaciones, eventos y episodios contra el y su familia, que lograron minar su confianza, al no contar con el pleno respaldo del Presidente y de sus compañeros de armas. Se montaron en su contra ataques de mujeres, vehículos y otros que lo presentaban aislado, inerme, sin apoyo, sin respuesta, obligándolo finalmente a renunciar.
17. Una vez que los conspiradores logran debilitar la autoridad vertical del Alto Mando, comienzan los allanamientos de la policía y, posteriormente, de sectores de la Fuerza Armada, en contra de sectores populares, bajo cualquier pretexto y exagerando hallazgos reales o supuestos de armas, drogas o literatura calificada de "subversiva". Se busca acentuar así una contraposición entre la oposición y la Fuerza Armada y generar en la población un espíritu de resignación y derrota.
18. En los últimos días del Presidente Allende, a pesar del aparente éxito de una gigantesca movilización popular frente el Palacio de Gobierno, este se dirigió en términos conciliatorios a la oposición ofreciéndole renunciar con el simple compromiso de una elección posterior bajo el control de la oposición. Esa declaración fue su sentencia de muerte así como la de miles de chilenos, incluyendo Generales constitucionalistas, sacerdotes de barrios, e inclusive, personajes que se prestaron a la conspiración como es el caso del Presidente Frei (envenenado posteriormente según denuncia de sus hijos).
19. El día del último evento pre-golpe se hicieron circular panfletos de guerra psicológicas, con fotos truncadas que mostraban actos contra-natura del Presidente con perros. Se invento a si mismo un Plan Z (que la CIA instruyó atribuir a la izquierda) que supuestamente comprometía a los sectores de izquierda y "fuerzas especiales" cubanas en un alzamiento y posterior asesinato de oficiales del Ejército. Con lo anterior, y el odio fascista acumulado, la degollina de amplios sectores del pueblo chileno estaba diabólicamente contemplada y preparada en el Plan Conspirativo mencionado.
Si las anteriores líneas han servido para transmitir el esquema general del Manual del perfecto Golpe de Estado latinoamericano ejemplificado en la doloroso experiencia chilena, sentimos haber cumplido un deber elemental de lealtad con tantos hombres del pueblo, soldados de honor y nobles dirigentes tales como: Salvador Allende, generales en jefes Carlos Prats y René Schneider, general Galindo Bachelet, y miles de patriotas civiles y militares, de los cuales, en un alto porcentaje, después de 30 años, aún no se encuentran sus cuerpos.
Ciro Piernañeja
In memoriam de Enrique Maza Carvajal, estudiante de Ingeniería venezolano, asesinado en Vicuña Mackenna, Santiago de Chile, en el golpe de estado de Augusto Pinochet, el 11 de Septiembre de 1973. Enrique Maza (pellizco) fue asesinado, según testimonios, por el color "moreno" de su piel.
Fuente: Revista Koeyu Latinoamericano
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Entrevista com Rafael Correa

 Imperdível 

No Carta Maior
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Paraguay: detrás del retorno de la mafia de Stroessner, la inteligencia norteamericana

Tan grande es la confianza que reina entre Federico Franco, el presidente golpista de Paraguay, y la Embajada de Estados Unidos en este país que él llego a conversar de la oportunidad de derrocar a su presidente, Fernando Lugo, ya en 2009. Lo revelaba meses después un texto revelado por Wikileaks donde un funcionario de inteligencia de la Embajada cuenta como Franco conversó del tema con el diplomático.
El texto fechado del era fechado el 6 de mayo de 2009 y redactado por un miembro de la representación diplomática – leer CIA - y liberado más tarde por la tropa del australiano Julian Assange, señala las discrepancias observadas entre el presidente y su vicepresidente, y precisa las intenciones de este último.
"Ciertamente, la división entre Lugo y Franco está creciendo. Sin embargo, Franco dijo el embajador de 28 de abril que él no está involucrado en algún plan para derrocar a Lugo y que su posición es mantener la paciencia para apoyar las instituciones democráticas de Paraguay", dice textualmente el informe secreto.
Federico Franco pertenece al Partido Liberal Radical Auténtico (PLRA - derecha), la “oposición” blanda permitida por el Partido Colorado del dictador Alfredo Stroessner que mantuvo durante 35 años su sanguinaria dictadura sobre Paraguay. La llegada de este médico liberal derechista al poder al lado del popular ex obispo Lugo fue el resultado de unas contorsiones políticas cuyos secretos domina la clase política tradicional del país sudamericano.
Pero siempre a alguien se le escapa sus verdaderas orientaciones.
UN HOMENAJE “ESPONTANEO” AL “GENERAL” STROESSNER
Los archivos cuentan como el viernes 18 de Agosto de 2006, el vice-presidente Franco asombró los presentes cuando, en el acto de inauguración de la sede de la Gobernación de Central, en Areguá, agradeció a Stroessner, entonces recientemente fallecido.
Al señalar que este departamento era “el único que no tenía local propio”, dijo que "eso se lo debemos a Stroessner. Le agradezco al general Stroessner porque Central no tenía delegación de gobierno”.
ABRAZADO POR LA “DIPLOMACIA” YANQUI
Las relaciones más que amistosas de Franco con la embajada de Estados Unidos en Asunción demuestran hasta que punto el pulpo de la diplomacia yanqui abrazaba de cerca este vicepresidente traidor que no escondía su repugnancia por el “cura” que acompañaba a la dirección del país.
Y de manera evidente discutía y compartía con los diplomáticos yanquis agradecidos y complacidos las numerosas fricciones que surgían, casi a diario entre él y su jefe.
Ya a su llegada a la vicepresidencia, el Departamento de Estado le había puesto un interlocutor bien preparado para enfrentar una coyuntura que no se había podido evitar. El embajador yanqui era entonces James Cason, quién se había hecho famoso justo antes como jefe de la Seccion de Intereses Norteamericano de La Habada, la estación CIA que se pretende diplomática en La Habana, Cuba.
En Asunción, Cason se hacía el gracioso– hasta dándose en espectáculo como intérprete amateur del folklor guaraní, lo que divertía hasta lugo. Pero no se limitaba a hacerse el payaso,
Cason, un socio de cada cabecilla de la mafia cubanoameriacna, se esmeró para provocar un número record de incidentes, confrontando las autoridades revolucionarias del país.
La actual embajadora en Asunción, Liliana Ayalde,. llego por su parte a maternizar a Federico para asegurar su integración con los planes de los herederos de Stroessner, estos mismos que ocupan el sistema parlamentario nacional, y se dedican a conspirar.
RECEPCIÓN CONSPIRATIVA EN LA EMBAJADA
Un incidente ilustra el tema.
En marzo del 2010, ell ministro de Defensa de Paraguay, general retirado Luis Bareiro Spaini, fue llamado a comparecer ante la Cámara de Diputados por sus “agravios contra la embajadora de Estados Unidos”.
Con 41 votos a favor y 4 en contra, los diputados aprobaron una interpelación contra el alto oficial tras una carta que le dirigió a Ayalde, acusándola de intromisión en asuntos internos de Paraguay, por la injerencia groseramente expresada a mediados de febrero en la legación diplomática.
En un almuerzo que organizó en la embajada con el propio vicepresidente Federico Franco y la presencia de una brocheta de generales del Ejército de EEUU que se encontraban de visita, Ayalde propició un debate en la mesa sobre… la situación política de Paraguay y la eventualidad de un juicio político para destituir al presidente Lugo!.
Los opositores del congreso fustigaron entonces, no a Franco sino a Bareiro Spaini “por entrometerse en una función que compete al ministro de Relaciones Exteriores”, al tiempo que ni señalaron la postura altamente traidora de Franco.
Ya el complot estaba caminando.
LUGO RODEADO DE TIBURONES
El documento del 2010 señalado ya especulaba con la planifiación de la salida de Lugo y "el grado de participación del vicepresidente en dichos planes".
El informe habla de algunos “actores políticos”, informantes de la embajada que tienen a Franco bajo su lupa, y que señalan como ha llegado a un acuerdo con el general golpista Lino Oviedo para acelerar un plan de juicio político de Lugo para que el vicepresidente tome el poder con Oviedo eventualmente” elegido como vicepresidente".
El informe de la Embajada de Estados Unidos en Asunción hace mención al interés de algunos políticos en acortar el Gobierno de Lugo.
"Persisten los rumores de que el ex general golpista Lino Oviedo, el expresidente Nicanor Duarte Frutos, y /o el vicepresidente Federico Franco, continúan buscando formas de reducir el plazo de Lugo", explica el cable filtrado por WikiLeaks, sin dudas seguido de cables internos de la CIA, donde las cosas se expresaban de manera mucho más cruda.
El mensaje secreto emitido por la Embajada y dirigido al Departamento de Estado, también hablaba de la existencia de "tiburones políticos" que rodean al presidente.
"Creemos que se encuentra bajo una gran presión", dice para luego abrir la posibilidad de que algunos podrían conseguir que renuncie o que enfrente un juicio político”, indicaba. Esto "puede convertirse en una posibilidad cada vez mayor".
Informado diariamente de cada incidencia en la más altas esferas del poder, beneficiándose de la complicidad de cada “tiburón”, le quedaba solo al mecanismo de espionaje de la embajada guiar los pasos de quién conservaba en su corazón la nostalgia del general asesino, él que gobernaba con mano de hierro.
Jean-Guy Allard
No ISLAmía
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Países sudamericanos rechazan Golpe Institucional en Paraguay

Los presidentes de Venezuela, Ecuador, Argentina, Colombia, Bolivia y Brasil rechazaron categóricamente la destitución del presidente paraguayo Fernando Lugo. Consideran el acto como un nuevo golpe a la democracia en la región.
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Paul Krugman analisa a Privataria Tucana na Folha

Saiu na Folha (inadvertidamente):

Prisões, privatização e padrinhos

DE SÃO PAULO (sic)
Nos últimos dias, o “New York Times” publicou uma série de reportagens aterrorizantes sobre o sistema de casas de semi-internato de Nova Jersey - que serve como ala auxiliar, operada pelo setor privado, do sistema penitenciário estadual. A série é um modelo de jornalismo investigativo e todos deveriam ler esses artigos. Mas também é preciso que seja analisada como parte de um contexto mais amplo. Os horrores descritos são parte de um padrão mais amplo sob o qual funções do governo estão sendo a um só tempo privatizadas e degradadas.
Vamos começar pelas casas de semi-internato. Em 2010, Chris Christie, o governador de Nova Jersey - que tem conexões pessoais com a Community Education Centers, a maior operadora dessas instalações, para a qual no passado trabalhou fazendo lobby -, descreveu as operações da empresa como “uma representação do que há de melhor no espírito humano”. Mas as reportagens revelam, em lugar disso, algo mais próximo ao inferno - um sistema mal gerido, com escassez de funcionários e equipes desmoralizadas, do qual os mais perigosos indivíduos muitas vezes escapam para causar estragos e no qual os criminosos menos violentos enfrentam terror e abusos da parte dos demais detentos.
A história é terrível. Mas, como eu disse, é necessário vê-la no contexto mais amplo de uma campanha nacional da direita norte-americana pela privatização de funções de governo, o que enfaticamente inclui a administração de prisões. O que move essa campanha?
Seria tentador dizer que ela reflete a crença dos conservadores na magia do mercado, na superioridade da concorrência livre sobre o planejamento governamental. E essa é certamente a maneira pela qual os políticos da direita gostariam de ver a questão enquadrada.
Mas basta pensar por um minuto para perceber que uma coisa que as empresas que formam o completo penitenciário privado - companhias como a Community Education ou a gigante setorial Corrections Corporation of America - não fazem é concorrer em um mercado livre. Elas na realidade vivem de contratos governamentais. Assim, não existe mercado, e portanto nenhum motivo para prever ganhos mágicos de eficiência.
E o fato é que, apesar das muitas promessas de que privatizar penitenciárias resultaria em grande economia de custos, essa economia - como concluiu um estudo abrangente conduzido pelo Serviço de Assistência Judiciária, parte do Departamento da Justiça norte-americano - “simplesmente não se concretizou”. Os operadores privados de penitenciárias só conseguem economizar dinheiro por meio de “reduções em quadros de funcionários, nos benefícios conferidos aos trabalhadores e em outros custos trabalhistas”.
Assim, é hora de conferir: as penitenciárias privadas economizam dinheiro porque empregam menos guardas e outros funcionários, e pagam menos a eles. E em seguida lemos histórias de horror sobre o que acontece nas prisões. Que surpresa!
O que deixa a questão dos motivos reais para a campanha pela privatização das penitenciárias, e de praticamente tudo mais.
Uma resposta é que a privatização pode servir como forma encoberta de elevar o endividamento do governo, já que este deixa de registrar despesas antecipadas (e pode até arrecadar dinheiro pela venda de instalações existentes), e eleva os custos de longo prazo de maneira invisível pelos contribuintes. Já ouvimos muito sobre dívidas estaduais ocultas em forma de passivos de pensão futuros; mas não ouvimos o bastante sobre as dívidas futuras que estão sendo acumuladas agora na forma de contratos de longo prazo com empresas privadas empregadas para operar penitenciárias, escolas e muito mais.
Outra resposta para a privatização é que ela representa uma forma de eliminar funcionários públicos, que têm o hábito de formar sindicatos e tendem a votar nos democratas.
Mas a principal resposta certamente está no dinheiro. Pouco importa o efeito que a privatização tenha ou não sobre os orçamentos estaduais. Pense, em lugar disso, nos benefícios que ela traz para os fundos de campanha e as finanças pessoais dos políticos e seus amigos. Com a privatização de mais e mais funções governamentais, os Estados se tornam paraísos de pagamento nos quais contribuições políticas e pagamentos a amigos e parentes se tornam parte da barganha na obtenção de contratos do governo. As empresas estão tomando o controle dos políticos ou os políticos estão tomando o controle das empresas? Pouco importa.
É claro que alguém vai certamente apontar que as porções não privatizadas do governo também enfrentam problemas de influência indevida, que os sindicatos dos guardas penitenciários e professores têm influência política e esta ocasionalmente distorce as decisões governamentais. É justo. Mas essa influência tende a ser relativamente transparente. Todo mundo sabe sobre as aposentadorias supostamente absurdas do setor público; já revelar o inferno das casas de semi-internato de Nova Jersey requereu meses de investigação pelo “New York Times”.
O que importa, portanto, é que não se deve imaginar aquilo que o “New York Times” descobriu sobre a privatização de prisões em Nova Jersey como exemplo isolado de mau comportamento. Trata-se, na verdade, quase certamente de apenas um vislumbre de uma realidade cada vez mais presente, de uma conexão corrupta entre privatização e apadrinhamento que está solapando as funções do governo em muitas regiões dos Estados Unidos.
Tradução de Paulo Migliacci
Só um Premio Nobel de Economia, americano e colunista do New York Times seria capaz de publicar na Folha uma condenação implacável da Privataria Tucana.
Sobre o livro do Amaury, aparentemente o Otavinho se submeteu a pressão irresistivel do Padim Pade Ciço e fingiu que não viu.
Mas, o que dirão o Padim e o FHC do Krugman?
Que ele é petista?
Que ele não entende de câmbio?
Que ele não sabe que o Daniel Dantas “foi brilhante”?
A essa altura da manhã deste sábado, o Padim já ligou para o Otavinho e pediu a cabeça do “editor” de artigos.
Paul Krugman na Folha?
Onde já se viu isso?
Como ele fez quando a Maria Inês Nassif escrevia sobre Política no Valor: tratar de Política no Valor?
Onde já se viu isso?
Só quem pode tratar de Política é o Merval!
E por falar em Padim, quando é que começa a CPI da Privataria, presidente Marco Maia?
Vai ser antes do julgamento do mensalão?
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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La Red Mundial de Bases Militares de los EE.UU

Los fundamentos del terror de los pueblos o los eslabones de una red que aprisiona la humanidad
El control mundial de las actividadades humanas, económicas, sociales y políticas de la humanidad está cada vez más asegurado por los EE.UU., pues la voluntad de dominación se manifiesta en una estrategia de intervenciones directas e indirectas continuas para orientar el comportamiento de los asuntos mundiales en función de sus propios intereses.
El Informe Global 2000 publicado en 1980 presentaba el estado del mundo sobre las amenazas que podrían socavar los intereses de los EE.UU.
20 años más tarde, los estadounidenses, para justificar, dentro del contexto de su propia seguridad, sus intervenciones sobre todas las latitudes, montan el fraude más grande que uno se pueda imaginar, "una guerra mundial contra el terrorismo" o, en otras palabras, una guerra contra aquellos o aquellas que osan no ser o convertirse en sus esclavos.
Los cuatro elementos principales de la estrategia de conquista y dominación del mundo por los estadounidenses son el control de la economía mundial y los mercados financieros, la mano puesta sobre todos los recursos naturales (materias primas y recursos energéticos) neurálgicos para el desarrollo de sus bienes y su poder en la perspectiva de las actividades de las corporaciones multinacionales, la puesta en tutela de 191 miembros gubernamentales de la Organización de las Naciones Unidas y, finalmente, la conquista, la ocupación y la vigilancia de estos elementos gracias a una red de bases o instalaciones militares que cubren el conjunto del planeta (continentes, océanos y espacio ultraterrestre). Se trata de un imperio donde es bien difícil determinar su amplitud.
Es posible sin embargo de describir la configuración general a partir de las informaciones suministradas públicamente dentro de los informes anuales presentados delante del Congreso estadounidense sobre los gastos militares nacionales y la red de bases militares situadas en el extrajero y también en una serie de análisis de la configuración de este conjunto en diferentes regiones del mundo.
Este artículo tiene por objetivo presentar un breve examen de la red mundial de bases militares poseídas o controladas por los estadounidenses, los efectivos, los rasgos de la distribución espacial de estas instalaciones, los costes anuales de su despliegue, los elementos que éllas vigilan y los proyectos actuales de expansión de esta red. Examinaremos, en una segunda parte, el movimiento popular de resistencia mundial a estos proyectos. Analizaremos, en otro artículo, las redes de otras potencias nucleares tales como el Reino Unido, Francia y Rusia.

I. Las bases militares

Las bases militares son los lugares de entrenamiento, de preparación y almacenaje de la maquinaria de guerra de los ejércitos nacionales en el mundo. Éllas son poco conocidas, pues las visitas son en todas prácticamente prohibidas para el gran público. Pueden tomar diversas configuraciones según las funciones específicas que tengan que asumir, se pueden clasificar en cuatro grandes categorías: las bases aéreas (Air Force) (fotos 1 y 2), las bases terrestres (Army), las bases navales (Navy) y las bases de comunicaciones y vigilancia (Spy).
Foto 1. Base aérea de Diego Garcia situada en el océano Índico
Foto 2. Diego Garcia. Vista de dos B-52 y de seis Kc-135.

II. Más de 1000 bases o instalaciones militares

La mayor parte de las fuentes de información sobre esta cuestión (especialmente C. Johnson, el Comité de Vigilancia de la OTAN, la Red Internacional para la abolición de las bases militares extranjeras, etc.) revelan que los estadounidenses poseen u ocupan entre 700 y 800 bases militares en el mundo).
Concebido por Hugh de Andrade y realizado por Bob Wing el mapa 1 titulado: "Tropas Militares Americanas y Bases alrededor del Mundo", "Los Costes de la Guerra permanente" publicado en 2002 permite constatar la presencia de militares estadounidenses en 156 países, de su presencia en bases estadounidenses en 63 países, bases recientemente construidas (después del 11 de Septiembre del 2001) en siete países y un total de 255.065 efectivos militares. Esta presencia que se traduce en un total de 845.441 instalaciones diversas cubre, de hecho, los terrenos de una superficie de 30 millones de acres. Según Gelman, basándose en los datos oficiales suministrados por el Pentágono en el 2005, los USA poseerían 737 bases en el extranjero. Con las del territorio nacional y de sus propios territorios cubrirían una superficie total de 2.202.735 hectáreas, lo que haría del Pentágono uno de los más grandes propietarios de terrenos del planeta (Gelman, J., 2007).
Mapa 1. Los militares estadounidenses en el mundo. Los costes de la "guerra continua" y algunos datos comparativos
Los datos de Peace Pledge Information 2003 indican que entre 2001 y 2003 la red estadounidense comprendía 730 instalaciones y bases en más de 50 países y hacía constancia de un personal militar americano en dos docenas de otros países (mapa 2). Otras fuentes mencionan que los USA poseían en 2004 más de 750 bases repartidas en 130 países y sobre todos los continentes. Un gran número de éllas estaban situadas sobre islas. Según C. Johnson, el imperio americano poseería o alquilaría más de 1000 en total en el extranjero (Johnson, 2007). En resumidas cuentas, las bases y las tropas estadounidenses ocupan y controlan casi la totalidad de los espacios terrestres y marinos del planeta. Todavía unos cuantos países parecen escaparse como Siria, Irán, Corea del Norte, Cuba y Venezuela, una situación que un imperio, se puede dudar, no podría tolerar demasiado tiempo.
Mapa 2. Las bases militares estadounidenses en el mundo (2001-2003)
Mapa de la red mundial con el Nº de Bases (mapa 3) revela lo siguiente:
- Las bases operativas situadas en América del Norte, en algunos países latinoamericanos, en Europa Occidental, en Medio Oriente, en Asia Central, en Indonesia, en las Filipinas y en Japón.
- Las bases abandonadas
- Nuevos sitios seleccionados
- Bases de espionaje por satélite
- Los países con bases estadounidenses
- Las bases cuya adquisición está en negociación
- Los países sin bases americanas
Mapa 3. Las bases militares estadounidenses, bases de espionaje, bases de espionaje Echelon
Clique aqui para ampliar

La superficie terrestre está estructurada en un vasto campo de batalla

Las bases o instalaciones militares de diversas naturalezas están repartidas en una rejilla de mando dividida en cinco unidades espaciales y cuatro unidades especiales (Comandos Combatientes Unificados) (mapa 4). Cada unidad está situada bajo el mando de un general. La superficie terrestre está entonces considerada como un vasto campo de batalla que puede ser patrullado o vigilado constantemente a partir de estas bases.

Mapa 4. El mundo y los territorios bajo la responsabilidad de un mando o estructura de mando
Veja também aqui
Los territorios bajo mando son (hemos conservado su nombre en inglés): Northern Command (Peterson Air Force Base, Colorado), Pacific Command (Honolulu, Hawai), Southern Command (Miami, Florida - Mapa 5), Central Command (MacDill Air Force Base, Florida), European Command (Stuttgart-Vaihingen, Alemania), Joint Forces Command (Norfolk, Virginia), Special Operations Command (MacDill Air Force Base, Florida), Transportation Command (Scott Air Force Base, Illinois) y Strategic Command (Offutt Air Force Base, Nebraska).
La OTAN puede contar con 30 bases
La OTAN, en tanto que alianza militar y de ahora en adelante también política, posee su red de bases, son 30 en total que están principalmente situadas en Europa Occidental: Whiteman en U.S.A., Fairford, Lakenheath y Mildenhall en el Reino Unido, Eindhoven en Holanda, Brüggen, Geilenkirchen, Landsberg, Ramstein, Spangdahlem, Rhein-Main en Alemania, Istres y Avord en Francia. Morón de la Frontera y Rota en España, Brescia, Vicenza, Piacenza, Aviano, Istrana, Trapani, Ancora, Pratica di Mare, Amendola, Sigonella, Gioia dell Colle, Grazzanise y Brindisi en Italia, Tirana en Albania, Incirlik en Turquia, Eskan Village en Arabia Saudita y Ali al Salem en Kuwait.

III. Personal militar en todas las latitudes

Según los datos de la enciclopedia libre Wikipedia (dados en Febrero de 2007), el sistema de defensa estadounidense interior (se estima en 6000 el total de las instalaciones militares en los USA) y mundial hace una estimación de un personal de 1,4 millones de personas de los cuales 1.168.195 en los USA y en sus territorios de ultramar. Según la misma fuente hay en despliegue 325.000 en el extranjero, de los cuales 800 en África, 97.000 en Asia (excluyendo Medio Oriente y Asia Central, 40.258 en Corea del Sur, 40.045 en Japón, 491 en la base de Diego García en el océano Índico, 100 en las Filipinas, 196 en Singapur, 113 en Tailandia, 200 en Australia y 16.601 en los barcos de guerra.
Europa cuenta además con la presencia de 116.000 militares estadounidenses, de los cuales 75.603 en Alemania. En Asia Central, alrededor de 1000 militares están estacionados en la base aérea de de Ganci (Manas) en el Kirguizistán y 38 se encuentran en Kritasanisi en Georgia, cuya misión es asegurar el entrenamiento de los soldados georgianos. En el Medio Oriente, se enumeran 6000 militares, de los cuales 3.432 en Qatar y 1.496 en Bahrain. En Occidente, fuera de los USA y sus territorios, se encuentran 700 en Guantánamo, 413 en Honduras y 147 en Canada.
El mapa 3, por su parte, presenta el personal en servicio según una segmentación en siete grandes conjuntos. El número total del personal de Defensa confinado en los USA y sus territorios es de 1.139.034 militares. En las otras regiones del hemisferio occidental hay 1825, en Europa 114.660, en África subsahariana 682, en África del Norte, Medio Oriente y el Sur de Asia 4.264 y en el Este asiático, en las Ex-URSS 143 y en el Pacífico 89.846.

IV. Los costes de explotación de esta red mundial

Los gastos militares de los USA pasan de 404 a 626 billones de dólares - valor equivalente del dólar de 2007 (datos suministrados por el "Center for Arms Control and Non-Proliferation" de Washington) entre 2001 y 2007 y deberían pasar de los 640 billones en 2008 (figura 1). Corresponden en el 2006 al 3,7 % del PIB y a 935,64 $ per capita.
Figura 1. Los gastos militares de los USA desde 1998
Según los datos de la Figura 1 (The Costs of "Permanent War and By the Numbers") el presupuesto de Defensa propuesto para el 2003 de 396 billones de dólares alcanzó de hecho los 417,4 billones y correspondían ya a un aumento aproximado de cerca del 73 % en comparación con el del 2000 que alzanzó los 289 billones y más de la mitad del presupuesto total disponible de los USA. Desde el 2003 a estos gastos se juntan los de la guerra de ocupación de Iraq que alcanzan hasta la fecha (hasta Marzo del 2007) un total acumulado de 413 billones de dólares según National Priorities Project.
Las estimaciones de las necesidades del presupuesto para la Defensa que se presentaron en Marzo del 2006 en el Libro Verde de la Defensa se correspondían con la suma total de casi 440 billones de dólares para el año fiscal de 2007. El personal demandado era de 1.332.300 militares y otros empleados, pero se observa que estos datos no incluían los créditos necesarios para la guerra mundial contra el terrorismo. Se trataba del presupuesto ordinario.
A. Goldstein del Washington Post, dentro del marco de un artículo sobre los aspectos del presupuesto nacional de 2007 titulado 2007 Budget Favors Defense escribía sobre el tema:
"En conjunto, el presupuesto del año fiscal del 2007 tendrá que efectuar los cambios en la administración que se había comprometido a ofrecer durante los últimos cinco años, a saber aumentar las capacidades militares y de Defensa contra las amenazas terroristas bajo el suelo de los USA a la vez que reduciendo los gastos en varios sectores de actividad como los de educación y el transporte ferroviario".

V. Las bases para el control de los recursos fósiles energéticos

Los USA han emprendido, después de los eventos del 11 de Septiembre del 2001, una guerra global contra el terrorismo, al principio en Afganistán y después en Iraq y se encolerizan contra los países que no obedecen fielmente la directiva que éllos quieren imponer al conjunto de la humanidad y, especialmente, Irán, Corea del Norte, Siria y Venezuela. Vigilan de cerca los gobiernos que no son necesariamente favorables a la expansión de su imperio bajo los recursos de sus territorios. Están particularmente preocupados por los movimientos de resistencia en sus intervenciones en América del Sur, lo que ha llevado al presidente Bush a efectuar recientemente una gira ostentosa en varios países como Brasil, Uruguay, Colombia, Guatemala y México para "promover la democracia y el comercio", pero sobre todo para intentar neutralizar estos movimientos y construir un contrapeso suficiente para frenar su expansión.
El mismo acercamiento se aplica en Asia Central. Según Iraklis Tsavdaridis, Secretario del Consejo Mundial para la Paz (WPC), "la presencia de las bases militares de los USA, no debe ser percibida como sirviendo un objetivo puramente militar. Las bases están allí para promover los intereses económicos y políticos capitalistas de los USA. Por ejemplo, las empresas y el gobierno estadounidense ya ha manifestado un vivo interés para construir un corredor de seguridad para el petróleo y el gas natural de la cuenca del mar Caspio en Asia Central pasando por Afganistán, Pakistán y el mar de Arabia (mapa 6).
Esta región contendría el 6 % de las reservas de petróleo conocidas y el 40 % de las reservas de gas. La guerra de ocupación de Afganistán y la construcción de bases militares de los USA en Asia Central son consideradas como una ocasión propicia para hacer de esta tubería una realidad".
Los USA están en guerra en Afganistán y en Iraq por esta razón fundamentalmente y quieren continuar estas operaciones hasta alcanzar sus objetivos. Según datos de la enciclopedia libre Wikipedia, las tropas estadounidenses desplegadas en estos países totalizan cerca de 190.000 militares. La operación "Libertad Duradera", en Iraq solamente es llevada a cabo por cerca de 200.000 efectivos incluyendo los 26.000 soldados de otros países que participan en la "misión". Unos veinte mil se podrían juntar a otros contingentes en los próximos meses. En Afganistán, se enumera la presencia de 25.000 soldados en total (mapas 6 y 7).
Mapa 6. El petróleo y las guerras en el Medio Oriente
Leia também aqui
Mapa 7. Las bases americanas situadas en Asia Central
Mapa 8. Los depósitos de petróleo en América latina

VI. Las bases militares para el control de los recursos renovables estratégicos

Según la lista preparada por la enciclopedia libre Wikipedia, las bases estadounidenses en el estranjero, herencia de la guerra fría, estaban situadas principalmente en Europa Occidental, de las cuales 26 en Alemania, ocho en Gran Bretaña y ocho en Italia. A estas bases se podrían añadir nueve instalaciones en Japón.
En el curso de los últimos años, y en el contexto de la guerra contra "el terror", los USA han iniciado la construcción de 14 nuevas bases alrededor del Golfo Pérsico, un plan de construcción o de refuerzo de 20 bases (106 instalaciones en total) en Iraq con un gasto total de 1.100 billones en este solo país (Varea, 2007) y la utilización de una decena de bases en el Asia Central. También han emprendido o perseguido las negociaciones con varios países para instalar, adquirir, agrandar o alquilar otras bases y, especialmente, con Marruecos, Algeria, la República de Mali, Ghana (Ghana Web. 2006), Brasil, Australia (Nicholson, B., 2007), Polonia, la República Checa (Traynor, I., 2007), Uzbekistán, Tayikistán, Kirguizistán, Italia (Jucca, L., 2007) y Francia, con un acuerdo para instalarse en Djibouti (Manfredi, E., 2007). Todas las medidas se inscriben en la perspectiva de establecer una serie de bases en un corredor Este/Oeste entre Colombia, el Magreb, el Próximo Oriente, Asia Central hasta las Filipinas que los estadounidenses han llamado "arco de inestabilidad"(Johnson, C., 2004), así como de garantizar un acceso fácil y permanente a los recursos hídricos y biológicos de gran valor como los de la cuenca del Amazonas (Delgado Jara, D., 2006 y mapas 9 y 10). (Veja também aqui).
Mapa 9. Las riquezas biológicas de América latina
Mapa 10. Los recursos de agua dulce en América latina

VII. Los movimientos de resistencia

A semejanza de la oposición tradicional organizada y dirigida por las organizaciones pacifistas y antiguerra en el mundo durante los últimos 40 años la redefinición de la red de bases militares estadounidenses diseñada para un redespliegue de las fuerzas armadas en función de la localización de los recursos estratégicos tradicionales y los recursos renovables de gran valor suscita numerosas manifestaciones de oposición y resistencia. Se ha podido observar recientemente en España, Ecuador, Italia, Paraguay, Uzbekistán, Bulgaria y muchos otros países. Estas manifestaciones se añaden a los movimientos de resistencia de larga duración desarrollados en Corea del Sur, Puerto Rico, Guam, Filipinas, Cuba, Europa, Japón y otros lugares.
Un movimiento mundial de resistencia a la presencia de bases militares en el extranjero ha nacido y se ha desarrollado en los últimos años. Se trata de NO BASES o de la Red Internacional para la Abolición de las Bases Militares Extranjeras.
Esta red tiene por objeto proseguir el proceso de desarme y desmilitarización del planeta y principalmente el desmantelamiento de las bases militares extranjeras. Reagrupa las organizaciones que tienen por objeto la promoción de la paz establecida por la democracia participativa y la justicia social. La red NO BASES organiza campañas de educación y sensibilización del público movilizando, en este sentido, las fuerzas vivas de la sociedad civil. También está trabajando en la rehabilitación de los sitios militares abandonados como es el caso, especialmente, en Europa Occidental.
Hasta 2004, esas campañas han tenido sobre todo un alcance local y nacional. La red permitirá en los sucesivo extenderse a nivel mundial, pues como subraya la red misma "es muy importante desarrollar vínculos más fuertes y más estrechos ente las campañas con un impacto local y las que movilizan todo un país o las que pueden tener un alcance mundial.
Los grupos locales a través del mundo pueden inspirarse y obtener beneficios compartiendo información, experiencias y estrategias".
La red añade: "El hecho de tener conciencia de que no estamos solos en la lucha contra las bases extranjeras es un factor que refuerza y motiva a los actores. Las actividades y campañas cuya coordinación es mundial permiten dar a conocer mejor el alcance y la importancia de la resistencia a la presencia militar extranjera a través del mundo. En la coyuntura actual donde se asiste a un proceso más intenso de militarización y uso de la fuerza en el mundo se siente la necesidad urgente y apremiante de establecer y fortalecer la red internacional de militantes, las organizaciones y movimientos que prestan especial atención a la presencia militar extranjera y que trabajan en el establecimiento de un sistema de justicia y paz".
Para la red, las guerras en Afganistán y en Iraq, la militarización y la vigilancia creciente a los gobiernos y actividades de la sociedad civil por los USA constituyen un impulso suficiente para el fortalecimiento de los movimientos de resistencia: "En una reunión internacional antiguerra celebrada en Yakarta en Mayo de 2003, pocas semanas después del inicio de la invasión en Iraq, una campaña global contra las bases militares fue propuesta como una acción prioritaria por los movimientos globales antiguerra, de justicia y solidaridad".
Desde entonces, esta campaña ha alcanzado una gran magnitud. Una lista de direcciones de correo ha sido establecida (nousbases@lists.riseup.net y nousbases-info@lists.riseup.net) que permite la difusión de las experiencias de los miembros del movimiento e intercambios de información y debates. Esta lista se compone hasta ahora de 300 personas y organizaciones procedentes de 48 países.
Una web en internet permite también informar adecuadamente al conjunto de los miembros de la red. Muchos de los epígrafes proporcionan información útil sobre las actividades que tienen lugar en todo el mundo.
La red es cada vez más activa y participativa, así, está presente en foros sociales continentales o mundiales y organiza conferencias y coloquios. Se participó en el Foro Social europeo en París en el 2003, y en Londres en el 2004, en el Foro Social de las Américas en Ecuador en el 2004 y en el del Mediterráneo en España en el 2005. Una de las reuniones más importantes fue la que se celebró en Bombay, India, en el 2004 en los marcos del Foro Social Mundial. Más de 125 participantes provenientes de 34 países sentaron las bases de una amplia campaña coordinada. Las prioridades de acción fueron establecidas, como la de fijar un día concreto para una acción global destinado a destacar los desafíos que rodean la presencia de las bases militares en el extranjero. Por último, es importante mencionar que la red celebró cuatro sesiones de debates en el Foro Social de Porto Alegre en el 2005, una de las cuales se centró en la financiación de las actividades de la red.
Conviene recordar que la red se inscribe claramente dentro del movimiento pacifista global.
Ha permitido hacerse comprender más este movimiento, la importancia de la problemática de la presencia de las bases militares en el extranjero y que es importante que los organismos de justicia y paz presten una mayor atención.
La pertinencia del debate en torno a la presencia de bases militares en el extranjero no es necesario demostrar. Las funciones atribuidas a la base de Guantánamo que escapan al control del dercho internacional, los retos alrededor de los proyectos de expansión del poder militar de los USA en Medio Oriente y Asia Central, la fuerte oposición popular a los proyectos estadounidenses en la región andina en América del Sur (mapa 11), la misma que se observa en Japón alrededor de las bases de Henoko y Okinawa, etc., nos hacen un llamamiento y exigen una acción global concertada contra esta ocupación inscrita en el concepto de la "Guerra Permanente".
Mapa 11. Movimientos sociales de resistencia en América latina

La conferencia internacional de Quito y Manta, Ecuador, Marzo del 2007

Una conferencia mundial de la red para la abolición de las bases militares extranjeras tuvo lugar en Quito y Manta, Ecuador, del 5 al 9 de Marzo del 2007. La conferencia tuvo por objeto subrayar los efectos políticos, sociales, ambientales y económicos de las bases militares extranjeras y de dar a conocer los principios de los movimietnos anti-bases, y construir formalmente la red, sus estrategias, estructura y planes de acción.
Los objetivos principales de la conferencia fueron:
- Analizar el rol de las bases militares extranjeras y de otras formas de presencia militar dentro de la estrategia de dominación global y sus impactos sobre la población y el medio ambiente;
- Compartir experiencias, de solidaridad con las luchas de resistencia contra las bases militares extranjeras en el mundo;
- Alcanzar un consenso sobre los mecanismos de objetivos, planes de acción, coordinación, comunicación y de toma de decisión para una red global por la abolición de todas las bases militares extranjeras y de otras formas de presencia militar;
- Establecer la luchas y planes de acción globales que refuerzan las luchas de gentes del país y aseguran su coordinación a escala internacional.

Conclusión

Este artículo ha permitido constatar que el pujante poder militar de los USA en el mundo es considerable y no cesa de aumentar. Los estadounidenses consideran la superficie terrestre como un terreno a conquistar, a ocupar y a explotar. La división del mundo en unidades de combate y de mando ilustra muy bien esta realidad. En este contexto, nos parece que la humanidad se encuentra controlada e incluso esclavizada por las cadenas cuyos eslabones son las bases militares.
El proceso de redespliegue de las instalaciones militares en curso debe ser analizada de forma minuciosa si se quiere comprender las estrategias de intervención de Washington en todas las regiones del mundo. Este proceso se lleva a cabo bajo el gobierno de la fuerza, de la violencia armada, de la intervención a través de los acuerdos de "cooperación", cuyos aires de conquista están sin cesar reafirmados en el diseño de las prácticas para el comercio y los intercambios.
El desarrollo económico está asegurado por la militarización o el control de los gobiernos y las sociedades, recursos inmensos se sacrifican para permitir dicho control en la mayoría de las regiones dotadas de riquezas estratégicas para consolidar las bases del imperio.
La creación de la red internacional para la abolición de las bases militares extranjeras ha demostrado ser un medio extraordinario para luchar contra el proceso de militarización del planeta. Esta red es indispensable y su desarrollo no podrá hacerse sin una adhesión o un compromiso de todos los pueblos del mundo. Esto será extremadamente difícil de conseguir, pero los vínculos creados por esta red serán favorables a las luchas concertadas a escala mundial.
Para terminar, conviene revisar los términos de la Declaración Final de la segunda Conferencia Internacional contra las bases militares en el extranjero que se celebró en La Habana en Noviembre del 2005, declaración formulada por los delegados de 22 países.
Ésta identifica los principales desafíos alrededor del futuro de la humanidad y constituye un llamamiento a la solidaridad internacional por el desarme y la paz.
Referencias
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Jules dufour, Ph.D., es presidente de la Asociación Canadiense para las Naciones Unidas (ACNU)/Sección Saguenay-Lago-Saint-Jean, miembro del Círculo Universal de los Embajadores de la Paz, miembro del Consejo Nacional del Desarrollo y Paz.
Traducido: josejoa.net
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Lugo aceita o impeachment. Base militar em Iguaçu!

O Brasil precisa tratar de construir uma base militar em Foz do Iguaçu, o mais rápido possível.
Defender Itaipu, já!
O presidente do Paraguai Fernando Lugo aceitou o impeachment decretado pelo Senado.
Não ofereceu nenhuma resistência ao Golpe.
Como diz o Mauro Santayana, venceram os “Katios” e a base americana.
O Brasil precisa tratar de construir uma base militar em Foz do Iguaçu, o mais rápido possível.
E reforçar a defesa de Itaipu.
Paulo Henrique Amorim
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