18 de jun de 2012

Líder explica porque abandonou Greenpeace

Dr. Patrick Moore deixou Greenpeace que ajudou a fundar
Dr. Patrick Moore deixou Greenpeace
 que ajudou a fundar

O Dr. Patrick Moore foi um dos co-fundadores do Greenpeace. Ele partiu para as Ilhas Aleutas na missão inaugural do grupo em 1971 visando protestar contra os testes nucleares norte-americanos.
Ele liderou Greenpeace durante 15 anos até que saiu abruptamente. Tornou-se, então, defensor de algumas das causas mais detestadas pelo ambeintalismo. Por isso é menosprezado e tido como um “renegado”.
O que houve com Moore?
Entrevistado no filme “A grande farsa do aquecimento global” , ele explicou que sua bandeira foi sequestrada por militantes da esquerda. E explicou : “A adoção do tema do clima foi uma decisão maior e aconteceu por duas causas diversas.
“A única forma de eles continuarem contra o establishment ocidental era adotar posições ainda mais extremadas.
Moore: "Eles traziam o neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta"
Moore: "Eles traziam o neo-marxismo e
aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta"
“Por exemplo, eu deixei Greenpeace no meio de uma campanha que visava proibir o cloro. E eu lhes dizia: ‘mas, rapazes, trata-se de um elemento que está na tabla periódica dos elementos, vocês sabem que eu acho que não está no nosso poder proibir draconianamente um elemento químico’.
“A outra razão do aparecimento do ecologismo extremo foi que o comunismo mundial havia fracassado. O Muro caia e um mundo de pacifistas e de ativistas políticos se reciclava no movimento ambientalista.
“Eles traziam consigo o neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta para promover um programa que tinha mais a ver com a anti-globalizaçao e o anti-capitalismo que com a ecologia ou a ciência”.
Posteriormente, entrevistado pela revista “Newsweek” ele acresentou novos dados. Eis alguns excertos:
Moore denuncia ideologia neomarxista, ausência de ciência  e sensacionalismo propagandistico em Greenpeace
Moore denuncia ideologia neomarxista, ausência de ciência
e sensacionalismo propagandistico em Greenpeace
“Nós estávamos tão focados no aspecto destrutivo da guerra nuclear que cometemos o erro de assimilar energia nuclear com armas nucleares, como se todas as coisas nucleares fossem más.
“De fato hoje, o Greenpeace ainda usa a palavra ‘mal’ para descrever a energia nuclear. Eu acho que é um erro tão grande como você amalgamar medicina nuclear com armas nucleares.
“A medicina nuclear usa isótopos radioativos para tratar com sucesso milhões de pessoas todos os anos, e esses isótopos são produzidos em reatores nucleares.
“Eu deixei Greenpeace porque meus colegas diretores, nenhum dos quais tinha qualquer formação científica, lidavam com questões sobre produtos químicos, biologia e genética, sem terem formação alguma.
Desmatar é necessário, diz o Dr Moore,  Greenpeace age sem ciência e contra o bom senso.  Foto: ativistas contra Código Florestal
Desmatar é necessário, disse Moore à TV de Vancouver,
Greenpeace age sem ciência e contra o bom senso.
Foto: ativistas contra Código Florestal

“Eles usavam da organização para um ‘ambientalismo pop’ com base no sensacionalismo, a desinformação, a tática do medo, etc, para tratar com as pessoas numa base emocional, em lugar de apelar para o arrrazoado intelectual.
A continuação o ex-lider de Greenpeace mostrou distorções e falsos espalhados pelo ambientalismo a respeito de certas energias “alternativas” :
“Além de energia hidrelétrica, a tecnologia nuclear é a única de que dispomos, além dos combustíveis fósseis, como fonte de energia contínua em larga escala.
“Você pode confiar nelas 24 horas por dia, sete dias por semana.
A energia eólica e a solar são intermitentes e, portanto, não são confiáveis. Como você pode fazer funcionar hospitais, fábricas, escolas e até mesmo uma casa quando o fornecimento de eletricidade desaparece três ou quatro vezes por dia?
Energia solar e absurdamente cara, instável e não confiável.
Energia solar e absurdamente cara, instável e não confiável.
“O vento pode ter um papel menor para reduzir o consumo de combustíveis fósseis, porque você pode renunciar aos combustíveis fósseis mas só quando o vento está soprando.
“Substituir os combustíveis fósseis com energia solar é completamente ridículo.
“Os subsídios governamentais à energia eólica e solar por toda parte são maciços. A França tira 80% de sua eletricidade das usisnas nucleares e não tem altos custos de energia. A Suécia, produz 50% de sua energia nas centrais nucleares e tem custos de energia muito razoáveis.
“O custo de produção de electricidade das 104 usinas nucleares em operação nos Estados Unidos é de 1,68 centavos de dólar por kilowatt-hora, não incluindo os custos de capital.
Em recente livro, Moore explica como Greenpeace virou sucursal neomarxista
Em recente livro, Moore explica
por que deixou Greenpeace
“O custo da energia nuclear é muito baixo e competitivo.
“A electricidade produzida em centrais a gás custa três vezes mais do que a nuclear, pelo menos.
“O custo da electricidade tirada de eólicas aumenta cinco vezes mais, e a gerada pelas centrais solares é 10 vezes mais”.
E refutando o medo irracional de que as usinas nucleares possam multiplicar os arsenais atômicos e gerar um holocausto planetário, disse:
“Você não precisa de um reator nuclear para fazer uma arma nuclear. Com tecnologia de centrifugação é muito mais fácil, mais rápido e mais barato fazer uma arma nuclear.
“Você nunca vai mudar o fato de que existem pessoas más no mundo.
Energia nuclear e barata, segura, confiavel, estavel, diz Dr Moore
Energia nuclear e barata, segura,
confiável, estável, diz Dr. Moore


“A maioria das mortes em combate nos últimos 20 anos não foi causada por armas nucleares, bombas, fuzis, minas terrestres ou qualquer outra arma, mas pelo facão.
“Entretanto, o facão é a ferramenta mais importante para os agricultores no mundo em desenvolvimento. Centenas de milhões de pessoas o usam para limpar suas terras, cortar a lenha e fazer a colheita. Proibir o facão não é uma opção”.
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TFP + CCC + TERNUMA + OPUS DEI = FOLHA DE S. PAULO

Crime...
O parto da montanha foi um rato: depois de haver investigado, "nos últimos seis meses, os casos de justiçamento na esquerda durante a ditadura", a Folha de S. Paulo só encontrou quatro para exibir. Decerto esperava desencavar um número bem maior.
O lado 'dark' da resistência (vide aqui) foi a matéria principal do caderno Ilustríssima do último domingo (17). Veio somar-se a outro recente exercício de igualação implícita dos resistentes a seus algozes, que comentei no artigo Jornal da ditabranda vende o mesmo peixe podre pela 2ª vez (vide aqui).
Aquele trombeteava pela enésima vez a queixa de Orlando Lovecchio Filho, que teve a perna amputada após ser atingido pela explosão de uma bomba no estacionamento do Conjunto Nacional, sede do consulado estadunidense na capital paulista.

Como vem fazendo desde 1968, Lovecchio culpou apenas a esquerda, que programou o atentado para a madrugada exatamente para, sem ferir ninguém, manifestar seu inconformismo com a ditadura militar e com os EUA, grandes instigadores da quartelada e apoiadores do regime de exceção. Foi um acaso infeliz ele estar passando por lá naquele horário improvável.
...e castigo.
Mas, numa polêmica travada nas própria páginas da Folha em 2008, já ficara esclarecido que Lovecchio só perdeu a perna porque o atendimento médico foi interrompido pela repressão, que o quis interrogar imediatamente, suspeitando que se tratasse de um carbonário atingido pela própria bomba. Horas depois, quando foi devolvido aos médicos, a perna gangrenara.
A informação de que Lovecchio, exatamente por tal motivo, foi derrotado no processo que moveu na Justiça contra um dos autores do atentado, então publicada pela Folha  na marra (ou seja, por obrigação de conceder direito de resposta), foi sonegada de novo dos leitores em 2012...


Os Chiliques do Poderoso Chefinho

Na nova investida para desacreditar as vítimas da ditadura e, por extensão, a Comissão da Verdade, o mais estarrecedor é o jornal ter mantido um  repórter debruçado sobre os casos reais ou supostos de justiçamentos  durante seis longos meses!
Quantos episódios mais significativos e com maior relevância na atualidade não teriam sido esclarecidos caso este exercício de jornalismo investigativo se voltasse noutras direções! Até porque tal reportagem, dark  sobretudo nas intenções, decididamente não fará de Lucas Ferraz um novo Bob Woodward ou Carl Bernstein...
Uma histérica edição histórica
O motivo de tamanha obstinação, claro, é a ojeriza extremada, beirando a histeria, que os antigos resistentes despertam no diretor de redação da Folha, Otávio Frias Filho. Um jornalista que trabalhou ao lado do  poderoso chefinho  garante que bastava alguém aludir a antigos guerrilheiros para ele se alterar e, aos berros, fazer afirmações do tipo "quero que toda essa corja da luta armada se f...!".
Freud veria aí mais uma confirmação da sua teoria de que pessoas imaturas, incapazes de lidar com seus remorsos, convertem a melancolia em agressividade, voltando sua energia destrutiva para o exterior. Ou seja, como alternativa à autodestruição, destroem os outros, principalmente aqueles diante dos quais sentem-se culpadas.
 
Tem tudo a ver com o herdeiro de uma empresa que, no auge do terrorismo de Estado, colaborava abjetamente com os torturadores, conforme a própria Folha já admitiu (vide aqui).
De aproveitável há a constatação de que "militares reformados e da reserva usam essas mortes para tentar justificar sua própria violência e inflam os casos de justiçamento, pondo na conta da esquerda assassinatos cometidos pelas forças da repressão". Daí eu sempre denunciar a   propaganda enganosa  dos sites e redes virtuais de extrema-direita.
O que não impediu, contudo, Lucas Ferraz de explicitamente acolher como verdadeira uma versão extraída do Projeto Orvil - o chamado  livro negro da repressão, que a Inteligência das Forças Armadas produziu para contrapor ao Brasil: nunca mais, de D. Paulo Evaristo Arns e equipe. Parece ignorar que o Orvil não passa de uma sistematização das conclusões a que os torturadores chegaram a partir das bestiais torturas a que submeteram milhares de brasileiros. Há sangue em suas páginas.

E também uma infinidade de disparates, pois os torturados embaralhávamos os fatos tanto quanto podíamos e os torturadores nunca se notabilizaram pelo brilhantismo ao tentarem juntar as peças dos quebra-cabeças. Eu, p. ex., sou apontado como juiz de um tribunal revolucionário que nem sequer sabia ter existido.
O humor do horror
Quanto ao fulcro da questão, os justiçamentos de agentes infiltrados sempre embutiram o risco de erro na escolha do alvo; e os de militantes que fraquejaram, são simplesmente indefensáveis e indesculpáveis.

Ademais, execuções, sejam de quem forem, não devem constituir motivo de orgulho para revolucionário nenhum, jamais! Estarrece-me a insensibilidade de algumas declarações.
Mas, devem ser levadas em conta as condições dramáticas nas quais confrontávamos o aparelho repressivo da ditadura. A desigualdade de forças era extrema e o inimigo, totalmente inescrupuloso.

Ao despertarmos, nunca sabíamos se chegaríamos vivos à manhã seguinte. Acabarmos, mais dia, menos dia, sendo presos e torturados era quase uma certeza; e mortos, forte possibilidade.
Infiltrados como o cabo Anselmo devassavam nossas organizações. Tínhamos até medo de abrir os jornais, pois era quase certo encontrarmos a noticia da queda  ou óbito de um companheiro estimado.
Submetidos a pressões tão terríveis, alguns resistentes tomaram decisões questionáveis.

Tais episódios foram em quantidade bem inferior aos da Resistência Francesa e dos  partigiani  italianos, p. ex. E jamais podem ser colocados no mesmo plano das atrocidades perpetradas pelos golpistas que se apoderaram do Estado e sustentavam-se no poder à custa de sequestros, torturas, execuções, estupros, ocultação de  cadáveres e outras abominações.
No Náufrago da Utopia
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Serra inova no guarda-roupa e mostra preocupação com imagem

...José Serra, decidiu ir às compras. Desembarcou nas lojas do bairro dos Jardins e voltou para casa com quatro calças novas, algumas camisas e a ideia de modernizar o visual.
Para combater a ideia de que seria o representante da velha política na campanha deste ano, Serra introduziu em seus discursos a palavra "inovação"...
Agora, Serra decidiu levar a inovação também para o guarda-roupas. O pré-candidato tem vestido peças diferentes das que usou na eleição presidencial de 2010...
Do Sintonia Fina
No Maria da Penha Neles!
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Documentos sobre mensalão do DEM estavam escondidos em Igreja

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, na manhã desta segunda-feira (18), mandados de busca e apreensão na Igreja Tabernáculo do Evangelho de Jesus, no Recanto das Almas. A ação é uma continuidade da Operação Hufini, que resultou na prisão do ex-deputado distrital Júnior Brunelli (sem partido), que ficou conhecido pelo escândalo do Mensalão do DEM e da "oração da propina".
Os agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado apreenderam documentos e computadores escondidos na igreja, após o recebimento de denúncias anônimas. Além da prisão de Brunelli, a primeira parte da operação também prendeu Carlos Antônio Martins Carneiro, o pastor Adilson Wlaufredir de Oliveira e o empresário Sapartacus Issa Savite.

O mensalão do DEM

O chamado mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final de 2009, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em sua defesa, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados". Em meio ao escândalo, ele deixou o Democratas.
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
Acusado de tentar subornar o jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do caso, Arruda foi preso preventivamente em fevereiro de 2010, por determinação do Superior Tribunal de Justiça, que ainda o afastou do cargo de governador. Ele ficou preso por dois meses e, neste período, teve o mandato cassado por desfiliação partidária.
O caso aguarda denúncia do Ministério Público Federal e tramita no STJ.
No Terra
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Fux tem a liberdade de expressão nas mãos

Fux: "Liberdade de expressão" garante lugar na História
O Conversa Afiada reproduz editorial do Estadão nessa segunda-feira.
Como se sabe, o presidente do Supremo, Ministro Ayres Britto – aquele que abriu a janela para o sol entrar, depois de seis anos de obscurantismo -, na audiência que concedeu ao Barão de Itararé, disse que o Supremo já havia firmado jurisprudência a favor da liberdade de expressão: ao votar o fim da Lei de Imprensa.
Agora, o Estadão revela que o Ministro Luiz Fux tem a oportunidade de reafirmá-la de forma inequívoca.
(Aí pode estar a prova de que o Supremo reage à pressão do PiG além dos reclamos para apressar o julgamento do mensalão (petista).)

O STF e a liberdade de expressão

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar, ainda este ano, um recurso extraordinário que é decisivo para a liberdade de imprensa no País. Trata-se de uma ação de reparação de danos causados, envolvendo o exercício da liberdade de informação, seja por meio de jornais e revistas, seja por meio de sites e blogs da internet.
O litígio começou há cinco anos, quando a mãe de uma aluna de um colégio particular da capital classificou como preconceituosa uma apostila distribuída em classe pelos professores. Além de ter retirado a filha da escola, a mãe divulgou um artigo na internet, criticando as apostilas de história e geografia adotadas pelo estabelecimento. Segundo ela, os textos conteriam erros de português, equívocos de informação, falsificação de dados históricos e “panfletagem grosseira”.
As apostilas foram elaboradas por um grupo educacional de Ribeirão Preto especializado na produção de material didático e pertencente a uma das maiores multinacionais do setor. Assim que as críticas às apostilas foram colocadas na internet, a empresa pediu o direito de resposta. Ela alegou que os trechos das apostilas criticados haviam sido extraídos de questões formuladas nos processos seletivos da UFMG. Também reconheceu que a qualidade da redação das apostilas poderia ser melhorada, mas refutou erros de informação histórica.
Dias depois, os advogados da multinacional impetraram, no Fórum de Ribeirão Preto, uma ação de indenização por danos morais contra a mãe da aluna e contra o site que publicou seu artigo. Assim que o processo começou a tramitar, o juiz responsável pelo caso acolheu pedido de tutela antecipada, determinando que o site retirasse imediatamente os nomes do grupo educacional do texto do artigo. E fixou multa de R$ 3 mil para cada vez que esse site ou qualquer outro veículo de comunicação mencionasse o nome da empresa ao noticiar o litígio.
A partir daí, o eixo do litígio judicial mudou e os advogados das duas partes passaram a discutir uma questão processual, acerca do foro competente para o julgamento da ação. Os advogados da multinacional insistiram em que a ação deveria tramitar na comarca onde a empresa tem sua sede – ou seja, Ribeirão Preto. Os réus alegaram que o caso deveria ser julgado em São Paulo, onde moram.
Com base no artigo 100 do Código de Processo Civil (CPC), quem se considera ofendido tem o direito de ajuizar a ação no foro de seu domicílio. Por isso, quem se manifesta por jornais ou pela internet corre o risco de ser processado em qualquer lugar do País. Se várias pessoas se sentirem ofendidas pela mesma matéria e cada uma morar numa cidade diferente, o autor de um artigo terá de se defender em cada comarca – arcando com os custos dos advogados. Foi o que ocorreu em 2008, quando a Igreja Universal do Reino de Deus estimulou seguidores a processar a Folha de S.Paulo, por causa de uma reportagem. O jornal teve de se defender em mais de 90 cidades. A mesma estratégia foi usada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) contra O Globo. O jornal foi acionado em 20 Estados, por causa de uma reportagem sobre a Força Sindical, da qual o parlamentar é presidente. “Vou dar um trabalho desgraçado. Vou fazer de mil a 2 mil ações contra eles no Brasil inteiro. A Universal vai ser fichinha”, disse ele na época.
Como essa chicana jurídica colide com o artigo 5.º da Constituição, que assegura o direito de opinião e determina que “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação”, o caso foi levado para o STF, com base no princípio da “repercussão geral”. Caberá ao Supremo decidir se o artigo 100 do CPC – no qual se baseiam as tentativas de intimidar jornais e blogs – é um obstáculo à liberdade de informação jornalística e se pode ser aplicado às ações de reparação de danos morais causados no exercício da liberdade de expressão. O relator do processo é o ministro Luiz Fux e o caso interessa a todo o setor de comunicação.
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TRF considera legais as provas contra Cachoeira

Por dois votos contra um, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região considerou legais as provas da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, contra o bicheiro Carlos Cachoeira.
Na semana passada, o desembargador Tourinho Neto votara pela ilegalidade das provas. Seu colega Cândido Ribeiro pediu vistas do processo e hoje votou pela legalidade.
O voto de desempate foi dado pelo juiz federal Augusto Souza.
Tourinho Neto entendeu que os argumentos do juiz da primeira instância para autorizar os grampos telefônicos da Operação Monte Carlo foram insuficientes.
- Quem corrompeu? Quem foi corrompido? Qual foi a sonegação tributária? Essa interceptação telefônica não pode ser autorizada com base em meros indícios", disse.
Segundo ele, as interceptações foram pedidas à Justiça pela Polícia Federal com base apenas em denúncia anônima, o que considerou insuficiente.
Cândido Ribeiro achou justamente o contrário. Esta manhã, ele havia dito:
- Falou-se em irregularidade porque veio de uma denúncia anônima, mas até o STF (Supremo Tribunal Federal) já assinalou que é possível autorizar escutas com base em denúncia anônima. Não adianta o sujeito tentar subir a cachoeira.
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Criminalização do funk e extermínio de MCs

UPPs são moralistas com os bailes funk, que são banidos das comunidades. Já em SP, homicídios de funkeiros são encarados como merecidos.
O funk não é caso de polícia. No entanto, é assim que os bailes funk, confinados nas periferias e favelas, têm sido encarados pelo poder público e por grande parte da mídia.
Sob os pretextos de combater o barulho excessivo, as brigas, o tráfico de drogas, a corrupção de menores e a apologia ao crime, os bailes funk chegaram a ser, na prática, proibidos em todo o território fluminense a partir da segunda metade da década de 1990, por meio de leis que impunham uma série de requisitos burocráticos para sua realização de maneira lícita.
Apenas no ano de 2009 foi aprovada uma lei, de autoria dos deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Wagner Montes (PDT), que reconhece o funk como movimento cultural de caráter popular e veda ações discriminatórias por parte do Estado.
Mas ela não tem sido respeitada. A instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades no Rio de Janeiro tem sido acompanhada por uma política bastante moralista e paternalista com relação aos bailes, encarados não como um importante espaço de sociabilidade e lazer juvenil, mas como resquícios do tempo de “dominação” dos traficantes.
Em nome da manutenção da ordem, comandantes das UPPs se comportam como xerifes, impondo toques de recolher. Ao proibir os bailes, no entanto, o Estado faz com parte dos jovens dessas comunidades se desloque para bailes em áreas ainda não “pacificadas”.
Caberia, pois, ao Estado, permitir a realização de bailes pacíficos, em locais com infraestrutura adequada e isolamento acústico. É preciso reconhecer que funk é cultura. Há historicamente a tendência de compreender a cultura “de pobre” como cultura pobre. Não que os funkeiros precisem ter seu gosto chancelado pelo Estado ou por outros setores da sociedade. Basta que não tenham seu gosto criminalizado.
Quando não são acusados de fazer letras pobres e alienadas, os MCs são acusados de compor músicas que fazem apologia ao crime, taxadas de “proibidões”. Por outro lado, consumo de drogas e violência existem em praticamente todos os locais de divertimento de jovens, inclusive em “baladas” caras de bairros nobres, mas nem por isso a polícia proíbe tais festas.
Não se deve ter a ilusão de que a criminalização do funk se restringe ao Rio. A gigantesca e protagonista força cultural do funk nas periferias de São Paulo tem sido condenada à invisibilidade. Quando retratada, aparece como fenômeno que tira a paz dos moradores dos bairros onde os bailes ocorrem e, portanto, legitima a repressão policial.
O resultado trágico dessa política pode ser constatado na sequencia de assassinatos de grandes ídolos do funk da Baixada Santista. Só no último mês de abril, foram executados MC Primo e, onze dias depois, MC Careca. Os principais suspeitos, até o momento, são policiais militares. Já são cinco assassinatos de ídolos do funk na Baixada Santista em 24 meses. Outros MCs declararam que já receberam ameaças de morte.
Não só a origem social dos ídolos torna essas mortes invisíveis, como, nesses casos, costuma-se responsabilizar a própria vítima por seu destino, sugerindo-se apressadamente que sua morte é resultado esperado (merecido?) de seu suposto envolvimento com traficantes.
Nesse ponto, o extermínio de MCs talvez represente a face mais radical da política de “tolerância zero” contra os funkeiros.
Danilo Cymrot, 26, é mestre e doutorando em criminologia pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
No Sul21
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As eleições na Grécia

Erlich
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ADPF divulga nota a respeito de decisão do Desembargador Tourinho Neto

Magistrado se manifestou pela anulação de provas obtidas a partir das interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça na Operação Monte Carlo
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal - ADPF se mostra preocupada com os recentes entendimentos de instâncias judiciais superiores, no sentido de anular as provas obtidas por meio de interceptações telefônicas, regularmente autorizadas pelo próprio Poder Judiciário, com consequências irreversíveis para as investigações, colocando em xeque a credibilidade do Estado e criando uma insegurança jurídica frente ao combate ao crime organizado no Brasil.
Em que pese o respeito que merece o Desembargador Tourinho Neto, a enfática defesa em favor da anulação de provas obtidas a partir das interceptações telefônicas devidamente autorizadas pela Justiça na Operação Monte Carlo e a celeridade de sua decisão em favor da liberdade do Senhor Carlos Augusto Ramos, conhecido como "Carlinhos Cachoeira", sem ao menos aguardar o pronunciamento dos demais Desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, contribuem para a imagem cada vez mais recorrente de tolerância de uma pequena parcela do Poder Judiciário com a criminalidade organizada no país.
As decisões atacadas estão em estrita observância aos arts. 5°, XII e 93, IX da Constituição Federal e arts. 2° e 5° da Lei 9.296/96, e devidamente fundamentadas nas representações formuladas pela Polícia Federal em conjunto com o MPF, após o esgotamento de todas as diligências ordinárias possíveis, não merecendo qualquer reparo.
Diretoria Executiva da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal
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Dez fatos chocantes sobre os Estados Unidos

1. Maior população prisional do mundo
Elevando-se desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra-se como uma gangrena, uma nova categoria de milionários consolida seu poder político. Os donos destas carcerárias são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas do interior das prisões por salários inferiores a 50 cents por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar chicletes. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas, sobretudo, os negros, que representando apenas 13% da população norte-americana, compõem 40% da população prisional do país.
2. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza.
Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças norte-americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade econômica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.
3. Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países.
O número de países nos quais os EUA intervieram militarmente é maior do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelo país só no século XX. Por trás desta lista, escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA conduzem neste momente mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, superando de longe George W. Bush.
4. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade.
Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos por cada empresa, é prática corrente que as mulheres norte-americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes ou depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia.
5. 125 norte-americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde.
Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temes ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. Viagens de ambulância custam em média o equivalente a 1300 reais e a estadia num hospital público mais de 500 reais por noite. Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, torcendo para não morrer.
6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo norte-americano.
Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças com índios e colonos partilhando placidamente o mesmo peru em torno da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmos imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA iniciaram um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito em idioma que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo oficializar esterilizações forçadas como parte de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e, mais tarde, contra negros e índios.
7. Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poder viver nos EUA.
Além de ter que jurar não ser um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do Partido Comunista, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada terrorista. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, será automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.
8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 mil dólares.
O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente, todos os estudantes têm dívidas astronômicas, que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos para pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel prazer, sem o consentimento ou sequer o conhecimento do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros e, no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes norte-americanos cresceu à marca dos 1,5 trilhões de dólares, elevando-se assustadores 500%.
9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada dez norte-americanos, há nove armas de fogo.
Não é de se espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com outras partes do mundo: no restante do planeta, há uma arma para cada dez pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada dez. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, algo em torno de 275 milhões. Esta estatística tende a se elevar, já que os norte-americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.
10. Há mais norte-americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin.
A maioria dos norte-americanos são céticos. Pelo menos no que toca à teoria da evolução, já que apenas 40% dos norte-americanos acreditam nela. Já a existência de Satanás e do inferno soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos norte-americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-pré-candidato republicano Rick Santorum, que acusou acadêmicos norte-americanos de serem controlados por Satã.
No Maria da Penha Neles!
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Quem é Tourinho Neto, o desembargador que deu habeas corpus a Cachoeira

Na Operação Diamante, de 2002, o nome de Tourinho Neto foi envolvido num grampo da PF, que investigava a rede do supertraficante de cocaína Leonardo Dias Mendonça, parceiro de Fernandinho Beira Mar. Tourinho tornou-se suspeito de vender habeas corpus aos criminosos (ele relatou decisão que libertou o traficante Leonardo), numa quadrilha que envolvia o ministro Vicente Leal de Araújo (STJ, afastado), o desembargador do TRF Eustáquio Silveira (colega de Tourinho, afastado) e o ex-deputado Pinheiro Landim (que renunciou ao mandato). Os traficantes, segundo a PF, referiam-se a Tourinho como “o reprodutor”.
Em 2007, Tourinho Neto relatou acórdão em mandado de segurança em que a empresa de telefonia Americel se recusava a fornecer à Polícia Federal uma linha de acesso para grampear os telefones tipo GSM de clientes da empresa. A decisão, favorável à Americel, é um verdadeiro libelo contra o uso de escutas telefônicas em investigações policiais. Segundo Tourinho Neto, falta rigor aos juízes que autorizam as escutas, e estas, em poder da polícia, se transformariam em instrumento de chantagem e destruição de reputações pela imprensa.
Anular prisões em inquéritos que tenham-se valido de escutas, desqualificar juízes de primeira instância e procuradores são procedimentos contumazes de Tourinho Neto em seus julgamentos:
1. Em 2002, ao libertar o senador Jader Barbalho, Tourinho Neto ofende o juiz de Palmas que havia decretado a prisão.
2. Em 2007, num despacho, ele ofendeu e chamou de desidiosa a procuradora Lívia Tinoco, acusando-a de retardar uma ação que ela havia assumido apenas semanas antes. O MP moveu contra ele uma ação penal:
3. Em 2009, Tourinho Neto reverteu decisão do juiz de Rondônia que cassava o mandato e afastava do cargo o governador Ivo Cassol. Ele era acusado de usar a polícia civil para coagir testemunhas em inquérito por compra de votos.
4. Em maio de 2010, Tourinho liberta 40 acusados de roubo e comércio ilegal de madeira, em reservas florestais e áreas indígenas, incluindo a mulher do presidente da Assembleia de Mato Grosso e o ex-chefe de gabinete do governador Silval Barbosa. Alegou que a decisão do juiz de primeira instância foi “política”. A PF tinha 89 mandados de prisão em curso.
5. Em 2010, Tourinho Neto arquivou, sem examinar o mérito, ação de improbidade do MP contra os responsáveis pela privatização da Tele Norte-Leste (Mendonça de Barros, André Lara Rezende e Pio Borges). Decidiu que a anulação do leilão, em que o MP viu financiamento ilegal do BNDES aos vencedores, “não era de interesse público”.
6. Em 2011, Tourinho Neto liberta o rei do café, acusado de fraudes no Porto Seco de Varginha.
7. Em junho de 2012, Tourinho solta o lobista Josino Guimarães, acusado de mandar matar juiz em Cuiabá (denunciado pelo procurador e hoje senador Pedro Taques).
Militante histórico e vice-presidente da Associação dos Juízes Federais, Tourinho Neto tem um comportamento escandalosamente corporativo ao julgar seus pares, nos tribunais em que atua e no CNJ:
1. Em 2009, Tourinho relatou – e considerou inocente, em seu voto – o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio, Roberto Wider, que acabou punido (aposentado) por ter chefiado a máfia dos cartórios no Estado.
2. Em 2011, Tourinho pediu vistas e votou contra abertura de inquérito que investigou o ex-presidente do Tribunal Eleitoral e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter, acusado de favorecer a imobiliária Cyrela.
3. Em janeiro de 2012, Tourinho Neto foi relator, no CNJ, do pedido de revogação da nomeação de 17 desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Mesmo reconhecendo que as promoções tinham sido ilegais, recomendou que as promoções fossem mantidas.
Na defesa de privilégios de sua “categoria”, ele não se incomoda em despir a toga e incitar motins da magistratura por maiores salários.http://paginadoenock.com.br/juiz-tourinho-neto-conselheiro-do-cnj-apoia-greve-dos-juizes-federais-marcada-para-o-dia-30-de-novembro/
Foi assim que ele entrou em choque, mais uma vez, com sua desafeta ministra Eliana Calmon:
Em nome da categoria, Tourinho Neto defendeu o escandaloso empréstimo da Granja Comary, que a CBF - esta santa entidade que nada tem a temer dos tribunais - cedeu graciosamente para um torneio de futebol entrem juízes federais
No Limpinho & Cheiroso
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Torcedores europeus vaiam seleção de Israel

Como vocês já devem saber, Israel participa da Copa Europa. Surpresa? Não há necessidade. O dinheiro e a ameaça de um ataque nuclear levam os sionistas a comprar o que querem, inclusive uma vaga para a seleção do país que eles organizaram ao roubar a Palestina e massacrar seu povo.
Mas, como também todos sabem, a Europa é o lugar onde mais se encontram ativistas pró-Palestina. E eles não deixam por menos. Assista o barulho que fizeram no jogo Escócia x Israel - em que Israel perdeu de lavada: 8 a 0.
Isso fez um órgão da mídia palestina dar a notícia com o seguinte título: "Eles são inúteis sem armas". Eu diria que com armas também o são.
Baby Siqueira Abrão
Brazilian journalist - Middle East correspondent
No Redecastorphoto
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Veja e companhia: “versão moderna da Inquisição”

O arquivamento do processo contra o ex-ministro dos Esportes Orlando Silva pela Comissão de Ética da Presidência da República nesta semana merecia, no mínimo, destaque na imprensa igual ao que tiveram as denúncias sem provas publicadas contra ele. Desde outubro de 2011, o ex-ministro e seu partido, o PC do B, foram atacados e julgados politicamente, em uma campanha suja.
Onde está a legislação que garanta o direito de resposta no Brasil? A quem os atingidos pelas falsas acusações podem recorrer, além da Justiça, que muitas vezes é lenta e, sem uma legislação adequada, não tem parâmetros para tomar suas decisões? O Brasil tem que avançar nisso, como parte do processo de amadurecimento da nossa democracia.
Como afirmei neste blog ontem, que o episódio sirva de alerta a todos os que embarcaram nas denúncias vazias e carnaval feito pela mídia contra o ex-ministro dos Esportes. E que seu legado nos Esportes – COPA e Olimpíadas incluídas – jamais seja esquecido.
Da conversa que tivemos ontem, separei os seguintes trechos para vocês saberem como o ex-ministro analisa a campanha de que foi vítima, como foram esses últimos meses em sua vida e como ele está encarando o seu futuro politico neste momento.

Como o ex-ministro recebeu a decisão da Comissão de Ética da Presidência da República

A decisão da Comissão de Ética da Presidência da República era a esperada porque ela fez uma análise técnica, criteriosa, examinou as informações sobre os personagens que me atacaram na revista VEJA. A Comissão não fez uma análise política, mas centrou-se em documentos e informações. Esse material comprova que nós tivemos uma conduta adequada na gestão pública.
O impressionante neste caso é que, de repente, houve uma completa inversão de valores. No exercício da função de Ministro, nós cumprimos com o que a Lei estabelecia. Havia pessoas que não cumpriram com o que estava fixado no convênio, nós demos oportunidade para que eles prestassem contas, eles não prestaram. Nós, então, exigimos que fossem devolvidos os recursos que foram utilizados irregularmente. Fizemos o nosso papel.
Mas, o que aconteceu? Quem devia cumprir a Lei porque usou recursos públicos de forma inadequada se utilizou de uma atitude irresponsável da revista VEJA para nos acusar sem nenhum fundamento. Aquele que era réu virou acusador. O deliquente apresentou-se como “defensor” do direito público.

Orlando Silva analisa o papel da mídia no que aconteceu a ele

Infelizmente a Revista VEJA deu destaque na CAPA, fez longas matérias. E o mais grave: arrastou a maior parte dos órgãos de comunicação de massa que tiveram uma atitude irresponsável, sem checar as fontes, sem checar documentos, sem dar o devido espaço ao contratório. O que vimos foi uma espécie de campanha, uma versão moderna da Inquisição. Em quinze dias, eu fui acusado, julgado e condenado pela imprensa. Foi feito um grande carnaval durante muitos dias – chegaram a escrever dezesseis páginas em matéria contra mim. Foi um julgamento claramente político. Agora, a Comissão de Ética fez uma análise factual, documental e criteriosa.

O que está por trás da campanha que foi movida contra o ex-ministro e o seu partido, o PCdB, no entender de próprio Orlando Silva

O que vimos foi uma forma inconsequente de fazer ataques a uma força política. Foi um ataque ao governo da presidenta Dilma. Como eles não conseguem fazer o enfrentamento direto, porque o país está crescendo, tem gerado empregos, criado oportunidades para o nosso povo, eles inventam flancos para bater e desgastar o governo da presidenta, como fizeram o tempo todo nos dois mandatos do ex-presidente Lula.
Por isso afirmei ao sair do governo que minha saída tinha como objetivo defender a minha honra pessoal, a do meu partido (PC do B) e, também, defender o governo da presidenta Dilma. Eu não podia ser o instrumento dos conservadores em sua tentativa de criar um flanco para atacar o projeto deste governo. Mesmo porque o nosso projeto de mudança no Brasil passa pelo fortalecimento do governo Dilma. Isso eles não toleram. Eles estão tentando criar ambientes e encontrar caminhos para fragilizar um projeto que tem sido transformador para o Brasil.

As ações contra os autores da campanha e os próximos passos

O meu partido e eu movemos ações contra alguns órgãos de comunicação. Tenho certeza que ao longo dos próximos meses nós venceremos todas as batalhas na justiça. Agora, o assassinato da honra é irreparável e foi feito por irresponsabilidade de alguns órgãos de imprensa.
A minha luta pela verdade e pela justiça continua. Ela tem a dimensão jurídica, nos tribunais. E uma dimensão política, por isso eu fiz a opção de sair candidato a vereador na cidade de São Paulo, onde moro há 20 anos. Eu tive a oportunidade de ter contato com a população e recebo muita solidariedade e apoio. Eu percebo claramente que as pessoas não se deixam mais levar com o que é publicado em alguns jornais e revistas.
Hoje, cada vez mais, as pessoas estão adquirindo capacidade crítica e percebem quando há manipulação. A campanha de vereador em São Paulo tem me permitido rodar a cidade inteira. Tem servido de termômetro disso que estou falando e também do que foi essa campanha contra mim. Felizmente, eu encontro muito apoio. Isso me deixa muito feliz.

Internet, democratização da comunicação e acesso à informação

É preciso salientar o papel da internet. Nesta semana, inclusive, como a decisão da Comissão de Ética praticamente não saiu na imprensa, eu tive um grande apoio nas redes sociais. Agradeço muito a todos os que participaram. Vejam que a resolução da Comissão de Ética é um texto de dez páginas, mas nos jornais foi um rodapé de página, dois segundos na TV. Agradeço também aos companheiros da UJS (União da Juventude Socialista) que realizaram um twitaço divulgando um vídeo de 2 minutos (veja acima), que conta rapidamente a história desse processo. É um bom resumo do que foi esse período. Felizmente, nós temos hoje a luta social pela democratização da comunicação e pelo acesso à informação.
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Charge online - Bessinha - # 1306

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'Um piscar de olhos'

Tive uma ideia para um filme de curta-metragem. Começaria com um close de dois olhos, que piscariam. E só. O resto do filme seria tomado pelos créditos, ou o que nós do ramo chamamos de "roll-up". Assim:
Escrito e dirigido por LUIS FERNANDO VERISSIMO
Baseado livremente em Crítica da Razão Pura, de Emmanuel Kant.
Produzido com recursos das leis de incentivo fiscal (todas), do BNDE, do Ministério da Cultura e, suspeita-se, do Carlinhos Cachoeira.
Os produtores desejam agradecer (ironicamente) à Gerdau e à Petrobrás por não terem dado um tostão para o filme. Vocês serão lembrados na entrega dos Oscars.
Os produtores desejam agradecer a seus familiares o colírio e o rímel gentilmente doados, assim como aos amigos o fornecimento de pizzas e refrigerantes durante a filmagem, além do apoio moral.
Atores convidados: BRAD PITT, MARIANA XIMENES, MERYL STREEP, ANTHONY HOPKINS, SHAKIRA, CLINT EASTWOOD, PENÉLOPE CRUZ, SELTON MELLO, WAGNER MOURA, RITA CADILLAC, MATT DAMON, CLÁUDIA RAIA, SHREK E CHRISTOPHER PLUMMER . (Nenhum aceitou o convite.)
Em breve: Um Piscar de Olhos Parte II
Breve em DVD: Um Piscar de Olhos – The director’s cut
O diretor aceita debater o filme com os críticos, desde que ninguém vá armado.
Na verdade este seria o meu segundo filme. Fiz o primeiro quando tinha uns 9 anos de idade e arranjei uma caixa de charutos vazia. Entre parênteses: ninguém, entre os meus parentes, fumava charutos. Não sei como consegui a caixa. Que, a começar pelo seu cheiro, era um manancial de prazeres.
* * *
Decidi fazer da minha caixa de charutos um projetor. Consegui – também não me lembro como – uma lente e abri um buraco na lateral da caixa para colocá-la. Atrás da lente iria uma fonte de luz. Depois de muito pensar decidi que uma vela bastaria para projetar o filme. A alternativa seria uma lâmpada, mas isto envolveria um fio, uma tomada e uma boa explicação quando descobrissem que eu tinha roubado a lâmpada de um abajur da sala. A vela era primitiva mas faria o serviço, lançando na parede através da lente o filme que passaria de um rolo a outro (também improvisados).
* * *
E dediquei-me, então, ao principal. O filme. Seria uma tira de papel de seda em que eu desenharia, quadro a quadro, uma história passada no Velho Oeste americano, com caubóis, cavalos, bandidos, índios, nenhuma mulher e muitos tiros. A duração do filme dependeria da velocidade com que eu acionasse os rolos, mas não havia papel de seda para mais de 5 minutos – o que limitava a criatividade do roteirista. Quantos bandidos e índios seria possível matar em 5 minutos?
* * *
Aconteceu o inevitável. Mal começou a projeção do filme pronto, no primeiro quadro, o papel de seda pegou fogo. Em pouco tempo a caixa de charutos também ardia. Cheguei a ver uma imagem fugidia projetada na parede antes do holocausto – o meu projetor funcionara! Por 2 segundos, funcionara. Acho que nunca mais tive uma sensação igual à daqueles 2 segundos.
Luís Fernando Veríssimo
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