15 de jun de 2012

Ex-deputado da 'oração da propina' é condenado

O ex-deputado distrital Rubens César Brunelli Júnior, conhecido como Júnior Brunelli, foi condenado ontem pela Justiça do Distrito Federal a devolver R$ 400 mil aos cofres públicos, além de pagar multa de três vezes o dano causado ao Erário, equivalente a R$ 1,2 milhão, mais danos morais de R$ 1,4 milhão. Ele ainda perde os direitos políticos e fica proibido de firmar contrato com o poder público durante dez anos.
Brunelli participava do esquema de pagamento de propina do DF,do mensalão do DEM, denunciado na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Ficou conhecido por protagonizar o episódio conhecido como "oração da propina"; é o segundo condenado do esquema do DEM. A ex-deputada distrital Eurides Brito, também do esquema de Arruda do DEM, já havia sido condenada a devolver R$ 3,5 milhões na semana passada.
As condenações referem-se às ações que tiveram base nos relatos e vídeos de Durval Barbosa, ex-integrante do governo José Roberto Arruda, que era do DEM, e autor das denúncias. Segundo Barbosa, alguns agentes políticos e autoridades eram cooptados por pagamento mensal de propina, para prestar apoio legislativo aos interesses de autoridades do alto escalão do Executivo do DF.
A sentença que condenou Brunelli não o exime de responder criminalmente pelos fatos. Quanto aos testemunhos do delator, o juiz Álvaro Luís Ciarlini, da 2+ Vara da Fazenda Pública do DF, afirmou que a narrativa de Barbosa é corroborada por "extenso rol de documentos e outros indícios (...) devendo ser valorada de acordo com o princípio da persuasão racional do juiz".
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O puro e mal disfarçado ódio da elite inglesa ao 'social'

Paris — No período entre as duas grandes guerras era comum jovens aristocratas ingleses participarem da repressão a movimentos populares e greves. Era uma forma de entretenimento, naquela época e naquele mundo tão bem descritos nos romances de Evelyn Waugh e outros: a luta de classes transformada em esporte para os rapazes queimarem calorias e ajudarem a manter a ordem.
Não surpreende que boa parte da aristocracia da ilha simpatizasse com o nazismo — inclusive, suspeitava-se, o próprio rei — quando seu principal atrativo era o de conter a expansão comunista.
Num museu da Segunda Guerra Mundial que visitamos em Cherbourg havia uma exposição de cartazes alemães dirigidos à população francesa durante a ocupação, e o apelo de todos era ao medo do bolchevismo, que o nazismo tinha vindo evitar.
Depois daquele período entre as guerras muita coisa mudou na Inglaterra, que inclusive foi pioneira em diversas medidas formadoras do welfare state, o estado de bem-estar social que floresceria na Europa a partir da metade do século passado. Mas a Inglaterra também está liderando o combate à crise da dívida com medidas de austeridade mais profundas e duras do que a de países da comunidade europeia em processo de esfarelamento.
No caso do governo conservador inglês, como observou o Paul Krugman em artigo recente, além das razões discutíveis mas defensáveis para a austeridade, existe um componente de puro e mal disfarçado ódio ao “social”, que sobrevive na elite inglesa desde os bons e divertidos anos 20 e 30. Ou, para ser mais preciso, desde sempre.
Entre todos os objetivos declarados e não declarados do sacrifício de benefícios sociais está o deliberado desmonte do welfare state e o fim da social-democracia. Quer dizer, esqueça os arrazoados econômicos e as justificativas bem sonantes. Está-se assistindo a uma revanche.
Perigo
As eleições legislativas francesas deram uma apertada maioria para os socialistas e o apoio que o Hollande precisava para começar a fazer algo diferente no governo. Mas o fato mais notável das eleições foi o bom desempenho, outra vez, da direitista Marine Le Pen que, como tem as mesmas ideias xenófobas e retrógradas do seu pai, mas é muito mais simpática e bem articulada, passa a ser a personalidade mais perigosa da política francesa.
Luís Fernando Veríssimo
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#EdinaldoFilgueira

Diversas atividades marcarão o primeiro ano do assassinato de Edinaldo Filgueira, completado neste dia 15 de junho.
A deputada federal Fátima Bezerra (PT/RN) apresentará um projeto de lei no Congresso Nacional solicitando que a data seja oficializada como DIA NACIONAL DO BLOGUEIRO.
Um twittaço em diferentes cidades do Brasil será importante para disseminar a hastag #EdinaldoFilgueira.
Um debate com parlamentares, juristas, ativistas e representantes do Ministério Público e dos Direitos Humanos ocorrerá nesta sexta-feira.
Ajude a disseminar esta informação!
As redes e mídias sociais são capazes de muita coisa, mas somente com UNIÃO e BOA VONTADE, seremos capazes de coibir novos CRIMES CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO! EDINALDO CALOU, A INTERNET NÃO!
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