6 de jun de 2012

Base de Aratu: um oásis sitiado

Truculência 
O Pinheirinho de Dilma

A base naval de Aratu, na zona metropolitana de Salvador, é um recanto para algumas personalidades da República. Em dezembro de 2011, Dilma Rousseff escolheu como destino a Praia de Inema para tirar alguns dias de folga. A base é também um dos locais preferidos de Luiz Inácio Lula da Silva: durante dois anos consecutivos o ex-presidente passou o reveillon no local, cujo acesso é restrito à Marinha do Brasil.
Os moradores do Quilombo do Rio dos Macacos não têm
direito à energia elétrica e sofrem sérias restrições
no direito de ir e vir
Descrevendo dessa maneira pode até parecer que Aratu é um oásis. Mas os oficiais que garantem a segurança dos chefes da República durante suas férias são os mesmos que há cerca de 40 anos tiram o sossego dos moradores da região do Rio dos Macacos, terreno localizado dentro da base e já reconhecido como quilombola pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
São aproximadamente 500 pessoas. Há relatos de gerações de famílias que estão na área há mais de 100 anos e hoje estão assediados pela opressão dos oficiais. “A gente vive sendo ameaçado de morte. É uma verdadeira guerra contra nossas crianças e idosos”, conta Rosemeire Santos, 33 anos, uma das líderes da comunidade.
Ela nasceu e cresceu no quilombo e explica que a Marinha reveza momentos de extrema violência com outros de relativa paz. “Hoje em dia minha filha pequena tem medo dos camburões. Minha avó está doente, em cima de uma cama, e nem isso eles respeitam. Colocam armas nos nossos rostos. Chegam à nossa casa no meio da noite, não podemos nem dormir”, lamenta.

Histórico

O embate entre os oficiais e os moradores do quilombo começou em 1954, quando a prefeitura de Salvador doou o terreno para a Marinha, que logo construiu uma barragem. Nos anos 1970 foi levantada uma vila naval para ser a residência dos fuzileiros. “Essa vila foi feita em cima de terreiros de candomblé. Desde então os relatos são de que 50, 60 famílias foram expulsas sem direito à indenização. Essa comunidade que restou fica do outro lado do Rio dos Macacos e são os remanescentes dessa primeira investida”, afirma Maurício Correia, da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais da Bahia. Junto com a Defensoria Pública da União no estado, a entidade presta assessoria jurídica aos moradores da comunidade.
Crianças têm medo dos fuzileiros navais
Foto: Guellwaar Adún/ Arquivo Pessoal
Em 2010, a Marinha entrou com uma ação na Justiça Federal, por meio da Advocacia-Geral da União, pedindo uma liminar de reintegração de posse, concedida pelo juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara Federal de Salvador. Desde então os moradores começaram a se mobilizar. Em setembro do mesmo ano a Fundação Palmares certificou o território como quilombo, o que fez com que o despejo passasse a ser postergado. “A reintegração de posse já foi adiada duas vezes: a primeira foi uma tentativa de negociação, estavam propondo um relocamento dessa comunidade, algo que eles não pretendem aceitar”, diz Correia.
A reintegração de posse ocorreria em 4 de março deste ano, mas foi adiada para 1º de agosto. “Foi articulado um novo acordo para a suspensão do cumprimento dessa decisão durante o tempo necessário para o Incra elaborar o Relatório de Identificação e Demarcação da Comunidade”, explica.

Mais agressões

Enquanto o Incra trabalha na elaboração do relatório, os quilombolas fazem o que podem para a preservação de seu terreno. No dia 13 de maio estiveram em Brasília para pedir ajuda. “Foi um ônibus com toda a comunidade. Tivemos uma reunião com a Secretaria Geral da Presidência, com o Ministério da Defesa e com a Procuradoria Geral da República, mas o governo insiste que só tomará novas providências com a conclusão do documento do Incra”, relata Correia.
Rosemeire conta que nem durante a viagem os moradores ficaram livres de truculência. “Do dia 13 até o dia 17, quando a gente voltou para a comunidade, eles seguiram a gente. Lá em Brasília um tenente estava andando em um carro da Polícia Militar. Outro rapaz em um carro branco atirou na minha irmã, mas ela conseguiu desviar. Enquanto isso, nossas crianças que permaneceram no quilombo estavam cercadas pelos oficiais que ficaram na base”.
Mesmo recorrendo ao governo, a violência não cessou. Em 28 de maio, uma segunda-feira, seis camburões da Marinha invadiram o local. Isso porque o morador José Araújo dos Santos estava reconstruindo uma parede de sua casa, destruída pelas fortes chuvas que atingiram Salvador no fim de semana anterior. “Nós fomos chamados por eles e fomos barrados na portaria da vila militar, mesmo tendo procuração do processo. Tivemos que dar a volta por um caminho alternativo, fomos interpelados, recebemos voz de prisão de um soldado. Chegamos lá e encontramos a comunidade sitiada, a casa rodeada com fuzileiros com escudo, com tropas de choque mesmo e um acampamento militar, cheio de crianças, de idosos, um pessoal desarmado. Os almirantes estavam enfrentando a comunidade com fuzil, algo que não se usa em nenhum tipo de gestão de crise com sociedade civil”, conta o advogado.
E complementa: “Nós ficamos lá até 9 horas da noite e só saímos quando houve um acordo com o comando da Marinha, mediado pela Secretaria de Promoção da Igualdade da Bahia. Ficou combinada a retirada imediata das tropas e marcado que no prazo de 48 horas fosse verificada essa questão da possibilidade de reconstruir as moradias, mas até agora a gente não tem resposta sobre isso”.
"Nós recebemos cartas de crianças que estão com medo
dos fuzileiros navais. Eles apontam armas nos rostos de
pessoas desarmadas"
Foto: Paula Fróes/Ag. A Tarde
Apesar do acordo, a líder da comunidade diz que a Marinha não saiu do local. “Eles não cumpriram. Saíram dois camburões, o restante ficou no fundo do quilombo. Os oficiais que não saíram rodearam a casa do meu irmão à uma hora da manhã com armas e ficaram lá”, narra.
“Mais do que a questão da permanência no terreno, o que mais nos preocupa é a constante opressão. Não é somente violência física, mas também psicológica. Quando nós estamos lá garantimos que não haverá violência, mas e quando saímos?”, questiona Correia.

Assembleia pública

Diante da situação, membros do Conselho de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados visitaram o Quilombo do Rio dos Macacos na última segunda-feira 4. A comissão, presidida pelo deputado Domingos Dutra (PT-MA), tinha como objetivo verificar a veracidade das denúncias contra a Marinha e ter uma dimensão do tamanho do terreno. Além dele, estiveram também presentes os deputados baianos Amauri Teixeira, Luiz Alberto e Valmir Assunção.
Dutra diz ter comprovado as violações no local. “O que nós verificamos aqui é uma situação talvez única no País. O nível de miséria é alarmante, é uma miséria absoluta, incompatível com um País que se intitula a sexta economia do mundo. As pessoas aqui não têm uma residência, mas umas choupanas. Pessoas idosas estão morando em chiqueiros e ainda por cima estão proibidos de fazer qualquer melhoria nessas casas”, relata o deputado.
Os quilombolas também não têm acesso à energia elétrica, tampouco podem plantar no território ou pescar no Rio dos Macacos. A Marinha realiza três patrulhas por dia, sempre ostensivamente armada, mas nega a opressão. Em nota oficial, afirma estar no direito de proibir a construção das casas, uma vez que ganhou o processo de reintegração de posse na 10ª Vara Federal. “Eles negam as acusações. Estivemos com o Vice-Almirante Monteiro Dias e ele disse que não há agressões e que, muito pelo contrário, são os fuzileiros os verdadeiros injustiçados”, conta o deputado.
A Marinha também nega que o território seja um quilombo, dizendo que os moradores estão há menos de 40 anos na área. Também afirmam que o território é fundamental para a permanência da Base de Aratu e que apenas estão defendendo o patrimônio da União. “Nós recebemos cartas de crianças que estão com medo dos fuzileiros navais. Diante dessas denúncias, dos relatos de jovens, idosos, homens e mulheres e considerando a negativa do almirante da Marinha, nós vamos fazer audiência na Comissão dos Direitos Humanos e vamos levar todo mundo para relatar isso para quem quiser ouvir. Vamos conversar com a Advocacia-Geral da União porque eu considero um absurdo que a entidade antes de esgotar todos os diálogos tenha ingressado uma ação judicial para despejar uma comunidade que afirma que tem mais de 100 anos”, garante.
Para Dutra, é possível compatibilizar a vida da base naval com a do quilombo e considera que realocar os moradores não deve ser uma opção. “Esse caso é simbólico. Se essa moda pega e o governo federal ficar realocando quilombola, como Marambaia no Rio de Janeiro e Alcântara no Maranhão, vai acabar com os quilombos do Brasil”, acredita.
Beatriz Mendes
No CartaCapital
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Ray Bradbury

Mestre da Fantasia
Ray Bradbury
* 22 de agosto de 1920   + 6 de junho de 2012
Num futuro hipotético, os livros e toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, sob o argumento de que fazem as pessoas infelizes e improdutivas.
Se alguém é flagrado lendo é preso e "reeducado". Se uma casa tem muitos livros e um vizinho denuncia, os "bombeiros" são chamados para incendiá-la. Montag é um desses bombeiros. Chamado para agir numa casa "condenada", ele começa a furtar livros para ler. Seu comportamento começa a mudar, até que sua mulher, Linda, desconfia e o denuncia. Enquanto isso, ele mantém amizade com Clarisse, uma mulher que conhecera no metrô.
Ela o incentiva e, quando ele começa a ser perseguido (e morto, segundo a versão televisiva oficial), ela o leva à terra dos homens-livro, uma comunidade formada por pessoas que memorizavam seus livros e também eram perseguidas. Essas pessoas decoravam os livros, para publicá-los quando não fossem mais proibidos, e os destruíam.
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O trânsito solar de Vênus

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O suicídio pela palavra

Veja, uma das cinco revistas semanais de informações mais importantes do mundo, levou 2.272 edições, em 44 anos de circulação, para cometer o maior "nariz de cera" da sua história, do jornalismo brasileiro em muitos anos e talvez da imprensa mundial. Sua matéria de capa do último número, do dia 6, abre com 98 linhas da mais medíocre "encheção de linguiça", como se diz "no popular".
Se tivessem mesmo que sair, esses quatro enormes parágrafos, numa matéria de apenas oito períodos, tirando boxes e penduricalhos outros para descansar a vista (e relaxar a cabeça), caberiam na Carta ao Leitor, espaço reservado à opinião do dono. Mas lá já estava o devido editorial da "casa", repleto de adjetivações e subjetividades, conforme o estilo.
A tarefa do repórter Daniel Pereira não era competir em fúria acusatória com a voz do dono, mas dar-lhe — se fosse o caso — suporte informativo. Sua matéria devia conter fatos, que constituem a arma de combate do repórter, infalível diante de qualquer assunto sob sua investigação.
Ao invés disso, metade da sua falsa reportagem, com presunção de trazer novidades e gravidades suficientes para merecer a capa da edição, é um rosário de imprecações opiniáticas, no mais grosseiro e primário estilo, num desabamento de qualidade em relação à Carta ao Leitor.
Em tom professoral digno de um sábio de almanaque Capivarol, o editor da sucursal de Brasília, distinto e ilustre desconhecido (ainda, claro), faz gracejo insosso com o fracasso da estratégia de Lula de usar a "CPI do Cachoeira" como manobra diversionista para tirar o foco do julgamento dos integrantes da "quadrilha do mensalão".
Tentando reparar o efeito inverso gerado pela iniciativa, Lula procurou o ministro Gilmar Mendes, do STF, para um acerto, "movimento tão indecoroso que, ao contrário do imaginado pela falconaria petista, se voltou contra o partido", sentencia o jornalista.
Não sou petista. Nunca fui. Também não sou nem nunca serei filado a qualquer partido político, enquanto minha profissão me conceder um espaço para opinar e interpretar. É onde faço política: tentando armar o meu leitor para ter sua agenda atualizada aos grandes temas ao alcance da sua vontade.
Votei uma única vez em Lula para presidente da república, na primeira tentativa dele, contra Collor, em 1989. Ninguém encontrará um artigo de louvor a ele no meu Jornal Pessoal. Como não moro em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte, mas em Belém do Pará, distante dois mil quilômetros da capital federal, não me atrevo a escrever reportagens a respeito dele.
Para isso, precisaria estar em contato com pessoas do centro do poder, testemunhar acontecimentos, criar fontes com acesso às informações diretas. Mas minhas análises, feitas à distância, não ultrapassam o limite da possibilidade de demonstrar com fatos o que digo. E só digo o que os fatos me autorizam.
Ao autorizar um repórter, encarregado de produzir uma reportagem, que requer tudo que está fora do meu alcance, justamente porque não disponho dos recursos ao alcance de Daniel Pereira, Veja mostra que não respeita a si, aos seus jornalistas e ao leitor. Desrespeita a própria história, que a fez ocupar um lugar tão destacado na imprensa mundial e ter-se estabilizado há muitos anos em 1,2 milhão de exemplares de tiragem.
O respeito e a admiração que as pessoas tem hoje pelos jornalistas da TV Globo era o mesmo, com outra substância, do início dos anos 1970, quando Veja se consolidou como a mais importante novidade na imprensa brasileira. Antes de passar a trabalhar na revista, via-me diante de humilhação partilhada por repórteres das outras publicações, como as minhas. Depois de dar entrevista coletiva, o personagem da reunião se desculpava e atendia à parte o representante de Veja, que costumava assistir calado ao pingue-pongue de perguntas e respostas entre os colegas e o entrevistado.
Mas não ficávamos furiosos ou nos revoltávamos pelo privilégio dado ao concorrente. Veríamos, quando a revista circulasse, que o tratamento diferenciado tinha uma motivação fundamentada na qualidade do trabalho da revista. Por opção editorial, as matérias não eram assinadas. Mas tanto os profissionais que iam às ruas atrás das notícias eram bons como ótimos eram aqueles que reescreviam tudo na redação, estabelecendo uma homogeneidade de alto nível em todos os textos, do primeiro ao último.
Essa boa novidade levou ao exagero da padronização, logo corrigido pela liberação dos freios da centralização: cada jornalista pode desenvolver seu estilo e as matérias começaram a sair assinadas.
Muitas das matérias que forniram as páginas da revista eram do melhor jornalismo, vizinho dos textos de autores da melhor literatura. Tanto pelo domínio do vernáculo como pela consciência de que jornalismo é a vida pulsando todos os dias em sua materialização factual, sempre sujeita ao humano, demasiado humano (o que serviu de halo para o "novo jornalismo" americano).
Com a sucessão de textos do tipo que agride a essência do jornalismo já há bastante tempo, Veja está prestando um grave desserviço ao Brasil, a pretexto de brecar o avanço do "lulismo" tirânico e irresponsável. Está fazendo o país retroceder a um jornalismo praticado até seis décadas atrás, quando o Diário Carioca introduziu o lide no manual de redação jornalística. Sucederam-se a partir daí os aperfeiçoamentos que Veja consolidou.
A começar pelo curso de formação que deu aos seus futuros integrantes antes de começar a circular, uma revolução em matéria de recrutamento de quadros. E pelo elevado padrão de profissionalismo que estabeleceu, tornando-se uma meta para todos aqueles que queriam avançar no seu ofício e ter uma vida digna, decente e confortável — conquistas das quais só a última era frequente, à custa da venda da alma ao diabo; até Veja demonstrar que jornalista também pode ganhar bem sem se prostituir.
É profundamente lamentável que essa mesma revista esteja agora, num paroxismo editorial difícil de explicar e mais difícil ainda de entender, renunciando a todas essas conquistas para se entregar a uma voragem de apoplexia palavrosa, se a tipologia cabe nessa forma surpreendente de patologia. Lula pode sobreviver a esse tipo de vírus. O jornalismo, não.
Querendo ser a coveira de um líder político esquivo e ambíguo, Veja está, na verdade, cometendo um haraquiri patético, capaz de arrastar consigo muito mais gente do que a que sucumbiu sob outro desses líderes em transe: Jim Jones.
(Saio da bitola amazônica nesta carta jornalística pela necessidade de desabafar, que partilho com meus leitores. Quase meio século de jornalismo autorização a quebra da bitola, I presume.)
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A morte dos imortais

Em sua festa anual, os deuses conversam preocupados sobre seu futuro Ahura Mazda, o deus do zoroastrismo, cochichava no ouvido de Deus (ou Javé, ou Alá, dependendo de sua preferência): "O ateísmo está crescendo. Até no Brasil. Na década de 1960, os sem-religião representavam 0,5% da população. Hoje chegam a 7,8%".
Era a festa anual dos deuses, que este ano aconteceu em Asgard, onde o arco-íris é ponte.
Odin, o anfitrião, desfilava com todo seu garbo, usando tapa-olho na vista direita e piscando para os amigos com o olho esquerdo. Já seu filho Thor, por conta do filme Os Vingadores, distribuía autógrafos aos outros convidados.
Num canto, Xangô, Zeus e Tupã comparavam seus raios para ver quem tinha o maior. Noutro, Ganesha, com sua cabeça de elefante, conversava com Rá, com sua cabeça de falcão. Na varanda, Ceci e Diana falavam sobre a Lua, enquanto Quetzacoatl tomava um chocolate.
No jardim, Itzamna, o deus maia, trocava ideias sobre sacrifícios humanos com Viracocha, o deus inca. E Ahura Mazda, o deus do zoroastrismo, cochichava no ouvido de Deus (ou Javé, ou Alá, dependendo de sua preferência):
- Sabe?, sem mim você não seria nada. Antes era uma tremenda bagunça.
- É verdade, mas eu fui muito mais longe. Enquanto você ficou ali pela Pérsia, eu me espalhei pelo mundo.
- Ok, mas não esqueça que graças a mim é que começaram a pensar num deus único. E num paraíso, no juízo final e num messias.
- Pode ser. Mas eu é que entendo de mercado. Tenho o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o espiritismo. Dividi para conquistar.
- Não se gabe muito. O ateísmo está crescendo. Até no Brasil. Lembra daquele país?
- Claro. Diziam que eu era de lá.
- Pois é, no Brasil o time dos sem-religião vem aumentando muito. Mais que o grupo dos evangélicos.
- Mesmo sem aquelas músicas ruins e as ex-atrizes pornôs?
- Mesmo. Na década de 1960, os sem-religião representavam 0,5% da população. Em 2003 este grupo já havia alcançado 5,1% e, em 2009, 6,1%. E agora chegaram a 7,8%.
- Se os brasileiros continuarem assim...
- Podem ficar como os nórdicos. Você sabia que 72% da população da Noruega é de ateus ou agnósticos? Na Dinamarca é pior: 80%. E na Suécia, um horror: 85%!
- Os números são altos, mas as populações destes países são pequenas.
- Pois na China só cerca de 20% das pessoas crê num deus. Quando eles dominarem o mundo de vez...
- Isso me dá um pouco de medo. Eu me dei bem com o império romano, não me saí mal com o inglês e me mantive por cima com o norte-americano. Mas com o império chinês..., não sei, não...
Com certo ar sádico, Mazda começa a cantar, apontando os indicadores para cima:
-Ai, ai, ai, ai, ai-ai-ai, tá chegando a hora... A China já vem, chegando meu bem, é hora de ir embora...
-Ir embora? Não seja radical.
-Mas é isso mesmo, meu chapa. Se não acreditam em nós, desaparecemos. Lembra de Nammu, Dagon, Anath e Molech?
-Lembro, claro.
- Pois eles desapareceram como fumaça. E também Marduk, Damona, Ésus, Dervones e Nebo; e Yau, Drunemeton, Inanna e Enlil; e Deva, Borvo, Grannos, Mogons e Sutekh, o deus do vale do Nilo.
- É mesmo...
- Mesmo os deuses desta festa estão quase transparentes. É que pouca gente crê neles. Zeus e Toth, por exemplo, são mais folclore que religião. E eu só sobrevivo por conta de uns duzentos mil adeptos. Uma mixaria. Meus dias estão contados...
A esta altura, todos os outros deuses já cercavam os dois deuses únicos. E tinham semblantes preocupados. Então todos deram as mãos e Deus (ou Javé, ou Alá, dependendo de sua preferência), para levantar o moral da turma, puxou uma oração que era assim:
“Homem nosso que estais na terra,
santificado seja o nosso Nome,
chegue a vós o nosso Reino,
e seja feita a nossa vontade
assim no céu como na Terra.
A oração de cada dia nos dai hoje,
e perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem desprezado.
Não nos deixeis cair em esquecimento
mas livrai-nos do limbo,
Amém.”
José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.
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A "antecipação" das campanhas

Semana passada, esta coluna tratou dos prazos de campanha, um aspecto controverso de nossa legislação eleitoral. Em tela, o caso de São Paulo.
Este ano, dois dos principais candidatos à prefeitura da cidade já receberam punição por fazer “propaganda antecipada”. José Serra e Gabriel Chalita - e os diretórios estaduais do PSDB e do PMDB - foram condenados a pagar multa de R$ 5.000,00.
Face ao que se gasta para fazer política no Brasil, uma ninharia. Mas relevante no plano simbólico.
A discussão foi a respeito do uso promocional dos horários que a Justiça Eleitoral reserva - a cada semestre - aos partidos.
Nos termos da legislação, esses só podem ser usados para três finalidades: a “difusão dos programas partidários”, a “transmissão de mensagens aos filiados” e a “divulgação da posição dos partidos em relação a temas político-administrativos”.
A lei veda, especificamente, que neles se faça a “divulgação de candidatos a cargos eletivos”. (Não deixa de ser curioso que a proíba na mesma frase em que veta a “defesa de interesses pessoais ou de outros partidos”. É como se nossos legisladores entendessem que mostrar seus candidatos é tão condenável quanto defender causas privadas ou extra-partidárias.)
Não foi - a rigor -, portanto, por “propaganda antecipada” que Serra, Chalita e seus partidos mereceram castigo. Sofreram a sanção por mau uso do tempo - e não por fazê-lo naquele momento.
Como disse, em seu despacho, o juiz que multou Serra: o tucano fizera “propaganda dissimulada”, aproveitando-se do horário partidário para se promover. É isso que a lei não permite, independentemente de quando.
Outra coisa é a “propaganda antecipada”, também reprimida por nossa legislação.
Ao contrário do que pensam alguns - entre os quais muitos comentaristas, que deviam conhecê-la melhor - a lei não coíbe os pronunciamentos políticos antes da eleição.
Seria absurdo se o fizesse.
Ela autoriza, nominalmente, “a participação de filiados a partidos políticos e pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos (...)”.
O que não permite é “o pedido de votos”. (E requer das emissoras tratamento isonômico para todos os candidatos.)
Ou seja: as lideranças e os candidatos não estão proibidos de se apresentar, discutir a eleição e revelar propostas. O que não podem, antes do início oficial da campanha, é solicitar, explicitamente, o voto - mesmo porque só há candidaturas efetivas depois das convenções.
A fronteira entre a discussão política - autorizada - e o pedido de votos - reprimido - não é clara. Quando, por exemplo, uma liderança afirma que considera melhor o candidato de seu partido, comete crime? Deveria ser punido por “propaganda eleitoral antecipada”?
Quando Lula foi ao programa do Ratinho e afirmou que achava que “São Paulo precisa de um prefeito que tenha o mesmo entusiasmo que Fernando Haddad mostrou quando era ministro da Educação”, cometeu um crime?
A julgar pela crítica quase unânime que recebeu de nossa “grande imprensa”, pareceria que sim. E dos mais graves.
Não há, no entanto, nenhuma diferença fundamental entre o que fez Lula e o que fizeram Serra e seus simpatizantes quando a candidatura do tucano foi lançada. Ele mesmo esteve na televisão, para dar longas entrevistas, falando como candidato. Os amigos - agindo legitimamente – ressaltaram suas qualidades e sublinharam que a cidade precisava de alguém como ele.
Mas talvez haja uma distinção. Lula falou para o “povão”, em um programa popular, conversando com um apresentador popular. Os defensores de Serra preferiram os jornais - especialmente os “grandes” - e os talk shows de fim de noite.
Ninguém vê crime em declarações desse teor à “grande imprensa” - e não há mesmo.
Por que haveria quando elas são feitas na televisão popular?
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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E o governador falou...

Uma das novidades da entrevista que o ex-governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins, concedeu a Globo News, foi a existência de uma imprensa – jornais e televisão - que tomava à frente nos processos de calúnia, difamação e delação de cidadãos, criando uma agenda para a repressão.
No dia 3 de junho de 2012 a Globo News, através de seu programa “GloboNews Dossiê”, dirigido pelo veterano jornalista e escritor Geneton Moraes Netto entrevistou o ex-governador do Estado de São Paulo, Paulo Egydio Martins. Este exerceu seu mandato após uma longa história de colaboração com regime civil-militar – incluindo aí sua estratégica passagem, nos primeiros anos da ditadura, pelo Ministério da Indústria e Comércio e pelo Ministério do Trabalho, entre 1966 e 1967- a época da imposição do chamado "arrocho salarial".
Na entrevista, tratada de forma bombástica pelo próprio entrevistado, Paulo Egydio acusou os militares de terem “traído os civis”, impondo uma ditadura ao país. Ao mesmo tempo ofereceu-se, mais uma vez na expectativa de surfar na onda, para depor perante a Comissão da Verdade como testemunha.
Seria este o caso?
Eis aí uma boa versão da história – “empresários beneméritos traídos pelos militares”. Pena, muita pena – para todos os democratas do Brasil – que o ex-governador não tenha bem entendido o sentido histórico de suas ações, e de sua responsabilidade, nos anos iniciais de 1960 ao conspirar contra um regime constitucional e a sua colaboração nos piores anos do regime. A ditadura que reprimiu, cassou, torturou e fez o controle sindical e o arrocho do mundo do trabalho foi um produto indesejado da conspiração de empresários e militares! Tal qual se diria na Alemanha no pós-Guerra: “...nós não sabíamos, nós não queríamos. Foram eles (os nazistas)!” Sem dúvida, aí começam as questões que enlaçam memória, história e responsabilidade.

O governador e os militares

Paulo Egydio Martins, nascido em São Paulo em 1928, é formado em engenharia pela antiga Universidade do Brasil e dedicou-se, de forma profissional, à gestão e direção de grandes empresas. Com o tempo aprofundou sua atuação no grande mercado de capitais, tornando-se banqueiro e gestor de empresas financeiras. Foi diretor-gerente da Firma Byngton, depois acionista-controlador do Banco Comind e um dos diretores, hoje, do Itaucorp. Mas, isso, o que já é muito e bastante significativo, não resume o currículo de Paulo Egydio. Foi também – e aqui começa sua entrada, enquanto personagem, na história do tempo presente do Brasil - Ministro da Indústria e Comércio no Governo Castelo Branco, no momento mesmo do golpe de Estado contra o governo constitucional de Jango. Foi o tempo da repressão ao sindicalismo, intervenções e prisões de líderes sindicais.
Para a grande massa de trabalhadores impunha-se, então, o arrocho salarial. Mais tarde, próximo do grupo “intelectual” dos militares (os “castelistas”), aproximou-se do General Golbery do Couto e Silva, valendo a indicação (biônica) para governador do Estado de São Paulo, no período entre 1975 e 1979. Nestes anos, em especial em 1976 e 1977, travou-se uma luta dura e sem piedade entre os setores militares no poder acerca dos métodos e caminhos da chamada “abertura” proclamada por Ernesto Geisel.
Os militares contrários à pretendida abertura – planejada por Petrônio Portella, Tancredo Neves e pelo próprio Golbery – e que temiam os resultados de uma possível volta à democracia (sem uma tutela de militares e de notáveis do regime), usaram de todos os meios para impedir a democratização do regime. Entre estes meios estava acirrar a tortura e as mortes em dependências federais, como nos DOI-CODI, visando criar uma situação de crise que garantisse a manutenção da “fechadura”.
O trágico é que grande parte de tais atos se inseria na luta interna pelo poder e não em reais (para eles!) ameaças à ordem. A maioria dos atingidos pelos brutais atos de repressão era constituída de democratas lutando pela restauração das liberdades cívicas. No Rio tais setores radicais passaram para atos terroristas, com atentados como os do Rio Centro, da OAB e da Câmara dos Vereadores e bancas de jornais (que vendiam a chamada “imprensa nanica”), causando mortes e mutilações.
Nestas condições deram-se os enfrentamentos entre os generais Geisel e Golbery, de um lado, e de seus camaradas de farda Sílvio Frota e de Ednardo D´Ávila Mello, comandante do II Exército, em cujas dependências morreram, entre outros, Vladimir Herzog e Manoel Fiel Filho. O General Geisel, opunha-se a candidatura de seu ministro do Exercito, Silvio Frota, que pavimentava sua trajetória ao Palácio do Planalto com a mítica de ser o único guardião dos ideais de 1964. Para confirmar esta vocação apontava comunistas em todos os armários da República!
Os democratas eram vítimas de uma luta surda pelo poder.

O governador acusa militares de traição

Paulo Egydio narra ainda, na entrevista, sua perplexidade, e oposição, aos métodos utilizados no DOI-CODI da Rua Tutóia, acusando, sem restrições, os militares como os responsáveis de terem “maquiado” a morte de Herzog como pretenso suicídio e, mais tarde, de Fiel Filho. Chega a declarar que intercedeu por um preso, casado com “uma pessoa querida sua”. Pena que todos os democratas não fossem “queridos seus”!
Ora, isso nós também já sabíamos! O que não sabíamos e o governador nos disse de novo? Que houve um a reunião prévia, pedida pelo empresário José Mindlin, então secretário de cultura do Estado de São Paulo, com os órgãos de informação e repressão do regime, pedindo informações e investigações sobre Vlado acusado de ser comunista pela “mídia” – e que teriam concluído a investigação com um simples “Nada consta”! Os rumores tinham sua origem na mídia paulista – quais os jornais que queriam atingir Vlado? Quem eram os redatores? - Só então Vlado passou a ser alvo de uma “atenção especial” dos órgãos de repressão política, em especial do DOI-CODI. Muito possivelmente aí, em decorrência desta reunião, Vlado tornou-se um alvo especial.
Mais ainda: Paulo Egydio mostra-se revoltado com a “traição” dos militares: ”... nós, civis, na realidade, fomos traídos pelos militares”. Como assim “traição”? Neste momento o governador narra como, na qualidade de empresário, no seu escritório da Rua Boa Vista (e depois na casa “de duas saídas” da Rua Minas Gerais) organizou um grupo de empresários e de militares para derrubar o governo constitucional e eleito de Jango. Sem dúvida o governador entende o que é conspiração... Reuniões secretas, financiadas por empresários – no mínimo o aluguel da casa “de duas saídas” da Rua Minas Gerais – para derrubar, pela força um regime constitucional deve ser denominado de que?
Isso foi perguntando, com ênfase, por Geneton Moraes Netto e a resposta foi clara: “... conspiramos e tivemos ampla adesão!” Sim, parece cada vez mais claro que o governador deve ser convocado pela Comissão da Verdade.
Além disso, a entrevista da Globo News apresenta algumas evidências estarrecedoras e que passam impunemente, como detalhes descartáveis, na história do regime civil-militar de 1964. Nesta direção poderíamos citar:
1. As íntimas e complementares relações entre empresários e militares na conspiração contra o regime constitucional no Brasil, evidenciando o caráter simultaneamente “civil” e “militar” da ditadura brasileira entre 1964 e 1984;
2. a colaboração e a participação ativa de empresários como ministros, secretários de estado, dirigentes de estatais e contribuintes na preparação do golpe e na implantação e funcionamento do regime de 1964, em especial na formulação de políticas repressivas (de caráter sindical e trabalhista) e que explicitam o caráter classista do regime;
3. A existência de uma imprensa – jornais e televisão - que tomava à frente nos processos de calúnia, difamação e delação de cidadãos, criando uma agenda para a repressão.
A evidenciação dos nomes destes empresários , de suas firmas e dos jornais e seus redatores que participaram, incentivaram e, mesmo se adiantaram, na denúncia de resistentes e, em alguns casos, de simples cidadãos é um passo fundamental para entender e a aclarar o funcionamento e a natureza da ditadura. É istlo que denominamos, com outros historiadores, de “enraizamento social da ditadura”. A rápida e fácil transferência de toda a culpa para os militares – “eles nos traíram” – é um procedimento de banal de passar “o currículo a limpo”.
É nesta direção que insistimos em trabalhos e pesquisas, sobre a “ampliação das responsabilidades” nos regimes ditatoriais - processo em curso em diversas historiografias, por exemplo, na Alemanha, Itália e Argentina em relação as suas respectivas ditaduras - e na rejeição da versão maniqueísta de militares contra a sociedade. Como havia resistentes, havia também colaboradores e delatores no cotidiano da vida social. Não aceitar a sua existência, lançar toda a culpa sobre um único corpo social, é recusar a responsabilidade de centenas de delatores e colaboradores no interior das universidades, escolas, empresas, hospitais e, desta forma, diminuir todos aqueles que, por coragem cívica, tomaram a si a responsabilidade de resistir. Muitas vezes trabalhando e resistindo lado a lado com seus delatores.

O que o governador não falou

Entre os que resistiram, desde a primeira hora e na linha de frente estava o cardeal de São Paulo. Ao narrar seu “desentendimento” com o cardeal Paulo Evaristo Arns, que havia transformado a cúria paulista num núcleo ativo de defesa dos direitos humanos, o governador Paulo Egydio acusa, docemente é verdade, o cardeal de não entender sua “posição”. Era o “governador de São Paulo”, não podia tomar posição, não podia se expor, não podia prejudicar o general Geisel (sic!). O que será que podia fazer o empresário, conspirador, ministro e então governador de São Paulo em face do pleno conhecimento – confessado por ele - da existência de execuções e torturas no seu estado?
O governador nada disse... Mas, um personagem que ele cita, em detalhes, durante sua entrevista – e sobre o qual nada se perguntou – sabia o que fazer: o coronel Erasmo Dias, por ele nomeado secretário de segurança do Estado de São Paulo. Foi sob o governo de Paulo Egydio Martins que o Coronel Erasmo Dias – que prestara bons serviços ao regime na repressão da Guerrilha do Vale da Ribeira - ordenou e dirigiu a invasão violenta da PUC de São Paulo em 22 de setembro de 1977, resultando na prisão e espancamento de dezenas de estudantes.
Sem dúvida o governador Paulo Egydio deveria ser chamado a depor na Comissão da Verdade.
Francisco Carlos Teixeira, professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
No Carta Maior
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O Galvão está certo

Coerência é uma qualidade nem sempre admirável. No caso da Rede Globo, o esforço em reescrever a história do Brasil tem se mostrado uma prioridade. Por repetidas vezes, a emissora usou a tática de apagar passagens, eventos e personagens fundamentais da Nação. Não satisfeita, agora quer recontar a história da humanidade. Pois, se depender da Velha Senhora, as Olimpíadas de Londres não serão realizadas.
É uma maratona de omissões. E, segurando a tocha das trevas, à frente de um pelotão de profissionais constrangidos, impera Galvão Bueno. No jogo deste domingo (03), contra o México, não foi diferente.
É um teste de resistência e concentração. Como cobrir os preparativos do time de futebol olímpico sem dizer isso ao público? Simples: menosprezando a inteligência dos telespectadores. Pior: o time brasileiro em campo era justamente o olímpico, contra uma seleção aberta do México (ou seja, que está sendo preparada para Copa do Mundo).
Para quem escondeu da população as Diretas Já, os abusos da ditadura militar, os desmandos e malfeitos de Fernando Collor, a ascensão de Lula ao poder, chega a ser um estimulante desafio passar a borracha no maior evento esportivo do planeta.
Eles treinaram bastante no ano passado, riscando do mapa mundi os Jogos Pan-americanos. Se a Globo não deu, não aconteceu, acham esses presunçosos donos da verdade.
O desrespeito com nossos atletas não é maior do que o descaso com que sempre trataram a democracia e todo o povo brasileiro. Parece até que vivem disso, de varrer para debaixo do tapete dos palácios as grandes lutas e conquistas nacionais. E daí, se está todo mundo vendo? A Globo não liga pra você.
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Ricardo Teixeira enfrenta nova denúncia de desvio de dinheiro

Revelados pelo jornal Folha de S.Paulo, papéis mostram
ainda outros R$ 205 mil recebidos pelo ex-presidente da CBF
da empresa Ailanto Marketing, também de Sandro Rossell
Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), embolsou R$ 705 mil dos sócios da Ailanto, empresa denunciada por superfaturar o amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília, no final de 2008.
A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, o qual garante que os donos da empresa, Sandro Rosell, presidente do Barcelona, e Vanessa Precht, secretária do espanhol, enviaram dinheiro a Teixeira ao longo de 2008, 2009 e 2010 por meio de empréstimos bancários e cheques nominais.
Rosell emprestou R$ 500 mil a Teixeira em 2008, na mesma época em que a Ailanto foi criada – a empresa é suspeita de ter sido montada apenas para organizar o jogo da Seleção. Já Vanessa repassou ao ex-cartola da CBF os montantes de R$ 90 mil, em 2009, e R$ 115 mil, no ano seguinte.
A documentação da partida disputada no Distrito Federal foi apreendida pelo Ministério Público após o órgão tomar ciência da utilização de R$ 9 milhões de dinheiro público na organização do amistoso. De acordo com a reportagem, a Ailanto nega irregularidades no recebimento do montante e diz que cumpriu todas as exigências do contrato para a organização do amistoso.
A Ailanto é investigada por superfaturar itens como hotelaria e passagens aéreas usadas pelos atletas no amistoso, além do desvio de R$ 1,1 milhão em gastos não justificados.
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“Privataria Tucana” nos tribunais de Minas

Obra do jornalista Amaury Ribeiro motiva brigas entre PT e PSDB e também uma batalha interna pelo comando tucano; na Justiça, Aécio Neves não aceita acordo com o secretário nacional de Comunicação do PT, André Vargas, que acusou o senador mineiro de ter encomendado dados contra José Serra que acabariam levando à produção do livro
O livro “Privataria Tucana”, lançado no ano passado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., continua rendendo polêmica. E muitas brigas, inclusive na Justiça. A obra, um dos maiores sucessos de vendagem do mercado editorial brasileiro nos últimos anos, motiva uma batalha entre PT e PSDB, mas também uma briga interna no ninho tucano, entre os grupos ligados ao senador Aécio Neves e ao ex-governador paulista José Serra.
Nesta segunda-feira, Aécio e o secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas, não conseguiram chegar a um acordo no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. Os dois brigam na Justiça mineira desde outubro do ano passado, quando o senador do PSDB moveu processo exigindo R$ 500 mil do petista e um pedido de desculpas público e formal. Vargas acusou Aécio de ter sido o autor, ainda em 2010, da encomenda de dados sigilosos sobre o então presidenciável tucano José Serra.
Na época, em plena disputa eleitoral entre Serra e Dilma Rousseff, parte da imprensa apelidou a polêmica de “dossiegate”. Nessa linha de pensamento, o comitê eleitoral de Dilma teria quebrado sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB, além de familiares do próprio Serra. As denúncias provocaram polêmica e enfraqueceram a candidatura da petista. Até que Vargas, em seu Twitter, atribuiu as violações fiscais a Aécio, para prejudicar Serra. Os dois, Aécio e Serra, rivalizavam pelo controle do PSDB - essa briga, aliás, continua atual.
O secretário de Comunicação do PT não aceita o pedido de desculpas público por alegar que o que escreveu no Twitter foi apenas a reprodução do que era publicado na imprensa naquela época. Sem o acordo, ambas as partes (Aécio e Vargas) buscarão testemunhos e provas para se defenderem na Justiça.
Amaury Ribeiro Jr. confirma que a origem de “A Privataria Tucana” é mesmo em Minas Gerais. Em 2009, ele trabalhava como repórter no jornal Estado de Minas. Naquele ano, Aécio teria obtido informações de que Serra estaria investigando sua vida, buscando informações que poderiam ser usadas na briga interna entre os tucanos. O governador mineiro então teria pedido ao Estado de Minas para fazer o mesmo, só que de forma invertida: foi aí que Amaury, encarregado da reportagem, descobriu boa parte dos dados fiscais que resultariam em livro.
No 247
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Amaury volta com a lista de Furnas. Tucanos, tremei!

O ansioso blogueiro encontrou o Amaury Ribeiro Junior, na redação da TV Record, no exato momento em que, ao telefone, ele tentava falar com a filha do … … … , notável empresária do setor de lavanderia (a seco).
Inútil.
Só dava caixa postal.
Amaury procurava confirmar se o pai dela, notável tucano, estava na lista de Furnas.
Por que, Amaury, você vai mexer nessa caixa de marimbondo?
Como se sabe, Amaury prepara o Privataria – II, com os documentos que não couberam no Privataria – I , além de outras preciosidades tucanas.
É que, no caminho da Privataria, Amaury entrou na caverna de Furnas.
E se prepara para soltar a bomba.
Vai voar pena de tucano para todo lado: Minas, São Paulo e Rio.
A Lista de Furnas, como se sabe, contém todos aqueles que receberam dinheiro (ilegal) de Furnas para a campanha de 2002.
2002, quando Aécio foi candidato a governador e o Padim Pade Cerra (derrotado) a Presidente.
A lista seria de autoria de Dimas Toledo.
Um laudo da Polícia Federal considerou que:
1)a assinatura de Dimas Toledo na lista é verdadeira;
2)a lista não foi “montada”, “editada”.
Esse laudo é uma – UMA e não a ÚNICA – prova da veracidade da lista.
O laudo foi incorporado à denúncia da Procuradora do Ministério Público Federal, que apresentou denuncia ao Juiz da Segunda Vara Federal do Rio, já que Furnas tem sede no Rio.
A Promotora denunciou peculato, corrupção passiva, e lavagem de dinheiro.
Um deputado estadual de Minas testemunhou que recebeu exatamente o valor que consta ao lado de seu nome na lista.
Disse que pediu o dinheiro para um hospital no Sul de Minas, recebeu o que pediu e mostrou o recibo da doação.
Roberto Jefferson, que só serve para denunciar o mensalão, mas não serve quando diz que não havia mensalão, também confirmou que recebeu de Furnas exatamente o que corresponde ao nome dele na lista.
E os tucanos se estrebucharam.
E resolveram melar as provas (alô, alô, Daniel Dantas!).
Arrumaram uns laudos da lista que mais pareciam a bolinha de papel do Cerra.
E se desmoralizaram quando arrumaram um “perito” americano que se revelou uma fraude.
E tentaram cassar o mandato de Rogério Corrêa, líder do PT na Assembléia de Minas, do grupo “Minas sem Censura”, um dos poucos que não tem medo da irmã do Aécio Neves.
O PSDB pediu a cassação do mandato dele, porque denunciou a lista.
O pedido foi arquivado.
Agora, Corrêa quer ter acesso à denuncia da Procuradora.
E desvendar dois mistérios profundos.
O Juiz da 2a. Vara Federal do Rio se considerou incompetente para julgar, já que Furnas é uma empresa de “economia mista” e mandou o abacaxi para a Justiça estadual do Rio.
Por que seria?, pergunta-se o Corrêa.
E mais intrigante, ainda.
A Procuradora do Ministério Público Federal, que substituiu a Procuradora que fez a denuncia inicial, não contestou o Juiz.
Será que o brindeiro Gurgel poderia explicar essa aparente omissão?
Com isso, o abacaxi foi enviado à Justiça do Rio, sem que o MP protestasse.
Como o PSDB tentou envolver Corrêa no escândalo – com o inevitável apoio da revista Veja, o detrito sólido de maré baixa – ele se considera no direito de furar o bloqueio do “segredo de Justiça” para ter acesso, também, à inesperada decisão do Juiz federal do Rio que não quis julgar o caso.
Rogerio Corrêa ganhou na Justiça o direito de resposta contra o jornal O Estado de Minas, que o atacou.
Por enquanto, o jornal, um dos pilares do aecismo cinzento de Minas, prefere pagar a multa diária a publicar a resposta do deputado.
Por que será, amigo navegante?
E onde entra o Amaury?
Bem, aí é que palpita o coração tucano, de pais e filhas.
Amaury está na bica para se tornar blogueiro sujo, daqueles que o Cerra não deixa de ler (de madrugada).
A Procuradora Federal assegurou que a lista é UMA das peças da denuncia.
Quais são as outras provas?
O que provam?
Quem inculpam?
Tchan, tchan, tchan, tchan!
E mesmo que o Juiz estadual do Rio devolva ao Juiz federal – e isso tome outros cinco anos – o Amaury está aí, ao telefone.
Esse Amaury…
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Aécio dá “voto de confiança” a Perillo

O tucano Aécio Neves está ficando sem aliados de peso para a disputa presidencial de 2014. Ele já perdeu o amigão Demóstenes Torres, o ex-demo que caminha celeremente para o inferno. Chegou até a fazer um discurso de elogios ao “competente e ético” senador, mas depois engoliu a língua. Agora, ele pede um “voto de confiança” para Marconi Perillo, o governador de Goiás que está mais sujo do que pau de galinheiro após terem sido reveladas as suas relações intimas com o mafioso Carlinhos Cachoeira.
Em entrevista nesta segunda-feira, o senador mineiro manifestou total apoio ao “companheiro” do PSDB: “Não é agradável para ninguém ver um companheiro sofrendo esse tipo de ataque... Até agora, em todas as denúncias surgidas, ele [Perillo] tem sido enfático e firme nas suas explicações. E terá oportunidade para prestar todos os esclarecimentos. Vamos aguardar”.

O medo da CPI do Cachoeira

Marconi Perillo deverá depor à CPI do Cachoeira no próximo dia 12. Até lá, novas denúncias podem surgir contra o governador de Goiás, que gostava de posar de paladino da ética e de valentão. Nos últimos dias, ele foi acusado por receber R$ 1,4 milhão de empresas do mafioso pela venda uma mansão e por ter usado caixa-2 na sua campanha de rádio nas eleições de 2010.
As denúncias têm respigando nos tucanos de todo o país, que temem pelo desgaste no pleito municipal deste ano. Aécio Neves até pede um “voto de confiança” a Perillo, mas está preocupado com o seu futuro. Durante a entrevista, ele exigiu que a CPI “ande um pouco mais rápido” para não afetar as eleições de outubro próximo. “[A CPI] não pode ser um instrumento de briga política, não pode se resumir a uma briga entre base e oposição”, lamuriou o inocente tucano.

Cassação de Demóstenes Torres

Perguntando sobre se é a favor da cassação do amigo Demóstenes Torres, o senador mineiro “evitou antecipar seu voto”, relata a complacente Folha tucana. “Tenho que respeitar o tempo normal e não cabe a mim antecipar isso, mas vocês em um momento certo saberão meu voto”, explicou Aécio Neves, conhecido por sua platitudes.
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IPCA de maio fica em 0,36%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de maio apresentou variação de 0,36%, reduzindo-se a pouco mais da metade da taxa de 0,64% registrada no mês de abril. Com este resultado, o acumulado no ano fechou em 2,24%, bem menos do que os 3,71% relativos a igual período de 2011. Considerando os últimos doze meses, o índice situou-se em 4,99%, o mais baixo resultado desde setembro de 2010 (4,70%) e inferior aos doze meses imediatamente anteriores (5,10%), mantendo a trajetória decrescente iniciada de setembro para outubro do ano anterior ao passar de 7,31% para 6,97%. Em maio de 2011, a taxa havia ficado em 0,47%.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm
A seguir, os resultados por grupo de produtos e serviços pesquisados:
O cigarro, embora tenha se mantido na liderança dos principais impactos, com 0,04 ponto percentual, exerceu influência na redução do IPCA de um mês para o outro, já que de 15,04% passou para 4,64%. Este resultado refletiu aumentos praticados em abril combinados com recuos nos novos preços ocorridos em maio. Além disso, também no grupo das despesas pessoais, os empregados domésticos se destacaram, com variação de 0,66%, enquanto haviam apresentado alta de 1,86% em abril. Com isto, as despesas pessoais foram de 2,23%, o maior resultado de grupo em abril, para 0,60% em maio.
Neste mês o grupo que ficou com o mais alto resultado foi vestuário, mesmo mostrando diminuição no ritmo de crescimento dos preços, passou de 0,98% para 0,89%.
Nos remédios, a variação foi de 0,98% em maio ante 1,58% em abril, refletindo parte do reajuste vigente desde 31 de março e acumulando, no ano, aumento de 3,28%. Foram os principais responsáveis pelo grupo saúde e cuidados pessoais, que passou de 0,96% para 0,66%.
As despesas com Comunicação apresentaram queda de 0,19%, em relação ao mês anterior, quando haviam registrado alta de 0,46%. É reflexo das ligações da telefonia fixa para móvel terem retornado, em 25 de abril, ao valor anterior ao reajuste, eliminando o aumento verificado a partir de 11 de março, o que levou o item telefone fixo a uma queda de 1,40% contra uma alta de 0,57%. As contas de telefone celular aumentaram menos, passando de 1,00% para 0,62%, complementando reajuste médio de 6% nas tarifas de uma das operadoras em vigor a partir de 15 de abril.
Com transporte, as despesas também ficaram menores, indo para –0,58% ante 0,10% do mês anterior. O principal impacto individual para baixo foi exercido pelas passagens aéreas, com –0,06 ponto percentual em virtude da redução de 10,85% nas tarifas. Além disso, outros itens se apresentaram em queda, com destaque para os automóveis usados (de 0,38% em abril para –1,40% em maio), etanol (de 0,81% para –1,34%) e gasolina (de –0,27% para –0,52%). Alguns, por outro lado, mostraram aumento de preços, destacando-se o seguro voluntário para veículo (de 1,14% para 1,67%) e o táxi (1,44% para 1,16%).
Do lado das altas, a taxa de água e esgoto também foi um dos destaques, com 2,32% em maio ante 0,98% do mês anterior. Foram registradas variações nos valores das contas de Goiânia (5,37%), reflexo do reajuste de 5,43% vigente a partir do dia primeiro de maio; Belo Horizonte (5,54%), com reajuste de 5,44% em 13 de maio, além do aumento decorrente de mudança no método de cobrança; Fortaleza (8,36%), com reajuste de 12,00% a partir de 30 de abril; e Salvador (11,56%), com reajuste de 12,89% a partir de primeiro de maio.
A taxa de água e esgoto junto com a energia elétrica levou as despesas com habitação à alta de 0,80%, o mesmo resultado do mês anterior. Na energia, a variação passou de 0,46% em abril para 0,72% em maio sob influência, principalmente, de aumentos ocorridos em Salvador (5,78%), cujo reajuste de 6,15% ocorreu em 22 de abril, e em Recife (6,84%), com reajuste de 5,41% a partir de 29 de abril. Por outro lado, as tarifas de energia ficaram 8,20% mais baratas em Fortaleza (-7,91%) a partir de 22 de abril. Ainda nas despesas com habitação, destacaram-se: aluguel residencial (de 0,82% em abril para 0,63% em maio), condomínio (de 1,01% para 0,47%), artigos de limpeza (de 1,38% para 0,20%) e gás de botijão (de 0,65% para 0,13%).
Nos eletrodomésticos, a variação foi de 0,46%, enquanto haviam apresentado queda de 0,90% em abril, assim como os artigos de mobiliário, que passaram de –0,49% para 0,26%. Constituíram-se em destaques no grupo artigos de residência, que foi de –0,79% para 0,17%.
Assim, enquanto o agrupamento dos produtos não alimentícios teve crescimento mais reduzido, indo para 0,25% contra 0,68% em abril, os alimentos subiram de 0,51% para 0,73%.
Quanto aos alimentos, observa-se que os preços dos feijões subiram 9,10% em maio, um pouco menos do que os 10,23% que haviam subido em abril, totalizando alta de 49,25% no ano, tendo em vista a menor oferta do produto, cuja safra foi prejudicada nas regiões produtoras em função de problemas climáticos, além da redução da área plantada. Acompanhando a alta do feijão, ficou mais caro comprar arroz (de 0,44% em abril para 2,11% em maio), além dos produtos destacados na tabela abaixo:
Entre os índices regionais, o maior foi o de Salvador (0,72%) tendo em vista a taxa de água e esgoto (11,56%), que teve reajuste médio de 12,89% a partir de 1º de maio, e da energia elétrica (5,78%), que foi reajustada em 6,15% a partir de 22 de abril. Os menores índices foram de Brasília (0,06%) e do Rio de Janeiro (0,07%). Em Brasília, os alimentos chegaram a apresentar queda de 0,04%. No Rio de Janeiro, o item empregado doméstico teve queda de 1,05%. A seguir, a tabela com os resultados por região:
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de abril a 28 de maio de 2012 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de março de 2011 a 27 de abril de 2012 (base).
INPC varia 0,55% em maio
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,55% em maio, abaixo do resultado de 0,64% de abril. Com isto, o ano fechou em 2,29%, também abaixo da taxa de 3,48% relativa a igual período de 2011. Considerando os últimos doze meses, o índice situou-se em 4,86%, próximo dos doze meses imediatamente anteriores (4,88%). Em maio de 2011 o INPC havia ficado em 0,57%.
Os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,89% em maio, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,42%. Em abril, os resultados ficaram em 0,57% e 0,67%, respectivamente.
Entre os índices regionais, o maior foi o de Salvador (0,84%) tendo em vista a taxa de água e esgoto (11,54%), que teve reajuste médio de 12,89% a partir de 1º de maio e da energia elétrica (5,75%), que foi reajustada em 6,15% a partir de 22 de abril. O menor índice foi o de Brasília (0,30%), onde os alimentos apresentaram queda de 0,09%. A seguir, a tabela com os resultados por região:
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de março a 27 de abril de 2012 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 28 de março de 2012 (base).
No IBGE
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Presidente do TJ de Minas recusa bafômetro, diz PM

Segundo PM, presidente do TJMG escondeu-se debaixo da toga
de sua mulher para não soprar a flauta dos bebuns.
Comando da Policia Militar determinou que o fato não fosse comentado e que a versão dos policiais é a que está no boletim de ocorrência
Policiais militares que faziam uma blitz da Lei Seca em Belo Horizonte na tarde de domingo (3) afirmam que o desembargador Cláudio Costa, presidente do Tribunal de Justiça de Minas, trocou de lugar com sua mulher, que estava no banco do passageiro, para não se submeter ao teste do bafômetro.
A abordagem ocorreu por volta das 17h na região da Savassi, bairro famoso pela concentração de bares. A desembargadora Albergaria Costa, mulher do magistrado, passou pelo teste, que detectou que ela não havia bebido.
Como os policiais disseram ter visto a troca de condutores pouco antes de o veículo chegar à blitz, solicitaram que o desembargador também fizesse o teste. Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Social, ele se recusou.
O TJ afirmou, em nota, que durante o registro da ocorrência a alegação de que Albergaria assumiu o volante antes da blitz foi "prontamente refutada pela magistrada".
A Polícia Militar disse, via assessoria de imprensa, que o comando da corporação determinou que o fato não fosse comentado e que a versão dos policiais é a que está no boletim de ocorrência.
A Defesa Social informou que o caso seguiu para o Detran de Minas Gerais, que adotará todas as providências legalmente previstas. A assessoria da pasta não soube dizer se o desembargador aparentava estar alcoolizado.
No Língua de Trapo
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Sócrates é phoda!

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