2 de jun de 2012

O discurso do deputado do Partido Comunista da Grécia

Uma prática parlamentar revolucionária em ação. O discurso do deputado do Partido Comunista da Grécia, Thanasis Pafilis. Notem que ele usa a tribuna do parlamento burguês para desmascarar a farsa da "democracia" dos ricos e o papel dos deputados dos partidos que servem aos capitalistas. Faz uso da tribuna para aumentar o nível de consciência dos trabalhadores. Põe o mandato a serviço das lutas sociais. Não me lembro de ver um parlamentar brasileiro, no passado recente, fazer um papel semelhante!
Obrigado aos camaradas do Partido Comunista Português da cidade de Lagos por postarem o vídeo no Facebook. Fiz a tradução das legendas em inglês para o português brasileiro.
O Sr. Dendias acusa o KKE (Partido Comunista da Grécia) de influenciar a vida política deste país desde 1974.
Nós assumimos esta acusação!
Cada conquista da classe trabalhadora deste país não se compara à riqueza que ela produz e lhes é roubada pelos parasitas do Capital.
Sim! Nós influenciamos muito durante todos estes anos. Mas são vocês que têm governado. É o Estado de vocês. Do [partido] Nova Democracia (partido da Direita grega) e do PASOK (partido da “esquerda” oportunista grega). Isto é, o Estado dos empresários e do grande Capital.
Vocês nacionalizaram grandes empresas para ajudar os capitalistas. Vocês entregaram ao povo empresas “queimadas”, que eles espoliaram. O povo pagou para salvá-las e vocês as devolveram de graça.
Sempre foi um Estado de classe.
Nós tivemos uma superioridade moral? Claro que tivemos! E nós a teremos de novo. E nós já a temos.
Nós a reconquistamos e vocês estão apavorados. Porque nós representamos um sistema social humano, sem exploração. E vocês servem à barbaridade capitalista. Aquela que joga à morte os que produzem a riqueza social.
E vocês só enganam a si mesmos, se pensam que isto passará sem luta. Porque vocês, o governo, os partidos que o apoiam, a mídia, todos esses jornalistas bem alimentados, que ganham 10.000, 20.000 euros por mês do suor do povo grego, todos estes “economistas” a soldo, eles estão por aí, criando uma sombra de medo sobre o povo grego, descrevendo o que ocorreria em caso de quebra, se este monstruoso mnemonioum (projeto de lei), que vocês apresentaram, não é aprovado. Tão grosseiros, tão cínicos! Vocês falam ao povo e lhe dizem: ou vocês trabalham e vivem com 400 euros. E com 300 euros de aposentadoria. Ou nós vamos reduzi-los a 100 ou a 50 euros. E eu pergunto, pessoalmente, a vocês: se todos os benefícios sociais do Estado são cortados e vocês tivessem somente 400 euros, vocês sobreviveriam? Sim ou não? Vocês, pessoalmente, ministros, primeiro-ministro e todos os outros? Se lhes dessem 450 euros por mês, vocês sobreviveriam? Não, vocês não podem! Vocês estão assegurados e servem aqueles que roubam o povo. Para “salvar a Grécia”! É serio! Qual “Grécia”? O que é a Grécia? Estas 500 grandes empresas? Um punhado de capitalistas que enriqueceu durante todos estes anos? Essa é a Grécia que vocês estão tentando salvar. Mandando para o túmulo todos os demais.
E, principalmente, vocês estão tentando fazer o povo se sentir culpado. Vocês não têm vergonha, porque este é o sistema de vocês. Vocês acusam aqueles que produzem toda a riqueza, aqueles que morrem nas construções, aqueles que sofrem queimaduras nos porões dos navios. Vocês acusam os produtores da riqueza social. Aqueles que trabalham nas propriedades rurais e se sentem desesperados. Os pequenos-burgueses que pensaram que se tornariam parte do grande Capital. Vocês dizem que a culpa é deles. Pela dívida e pela vergonha do país. Não há limite para esta hipocrisia. É culpa deles? Eles pegaram o dinheiro? Foram eles que encheram os bolsos? Foram eles que mandaram 600 bilhões de euros para a Suíça? São eles que têm 500 bilhões de euros em paraísos fiscais? São eles que gastam em uma noite o que um trabalhador levaria uma vida para juntar? Claro que não! Não são eles! Mas as mentiras acabaram para vocês todos, defensores do sistema! As mentiras acabaram. Eles pegaram vocês!
Em maio, vocês disseram as mesmas coisas. “Ou vocês aprovam o mnemonioum, ou vamos para o abismo.” Seriamente, quem vocês estão chantageando e com que moral? O 1,5 milhão de desempregados? Aqueles que estão desempregados há um ano e mal sobrevivem? A juventude que está desempregada? Os milhares que não são pagos há meses e mal conseguem 100 euros? O que vocês dizem a eles e com que moral?
“Vocês vão quebrar?” Quem? Os que já estão quebrados? São esses e o resto deles a quem vocês pedem que vivam como há 200 anos. Porque é para essa situação que vocês os conduzem. Porque vocês estão destruindo até mesmo o mais fundamental que eles conquistaram: poder lutar coletivamente por seus salários. Vocês estão demolindo com o que já se chamaram “leis trabalhistas”.
Para estes, o Partido Comunista diz: “mantenham suas cabeças erguidas!” Vocês não têm nada a perder a não ser seus grilhões. E vocês devem tomar o que produzem em suas próprias mãos. Vocês devem, todos, colaborar! Vocês são poderosos! E, quanto ao terrorismo do governo, hoje, vocês receberam sua resposta! Uma das maiores manifestações jamais vistas em Atenas. Com todos os corvos da mídia a ameaçar com a quebra do país.
E escutem isso: “Não teremos nem óleo!” Então, para todos vocês, que defendem o sistema, Respondam a esta simples questão. E o povo também deveria. Ciência, tecnologia, produtividade do trabalho, tudo elevado a níveis jamais vistos. E vocês os pedem para viver na Idade Média. Cavalheiros, vocês estão acabados! O capitalismo, simplesmente, não pode mais fazer isto! Está tão podre até a medula, que conduz a Humanidade à Idade Média. E, daqui há pouco, todas estas pessoas a quem vocês tentam infundir medo, se darão conta: “Ou vocês, capitalistas, ou nós. Nós não queremos vocês. Nós não precisamos de vocês, porque vocês são parasitas. Somos nós que produzimos a riqueza.”
E eu desafio qualquer um a vir, aqui, e dizer se não são eles que produzem toda a riqueza.
Morales
No Advivo
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A sutileza da Folha

A foto não tem relação com a matéria, mas é típica da Folha essa sutileza.
Trocando a foto já perde um pouco a graça, não é?
No Esquerdopata, com ajuda imprescindível da Falha de S.Paulo
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¿Por qué no te callas? chega amanhã ao Brasil

Cuidado! Protejam seus animais... ele está chegando.
Brasília - O rei da Espanha, Juan Carlos I, chega amanhã ao Brasil e no dia seguinte, segunda-feira (4), tem um encontro marcado com a presidenta Dilma Rousseff. Embora as questões econômicas e de interesse de empresas espanholas no Brasil estejam na pauta das conversas, a visita ocorre em um momento de constrangimento recíproco entre os dois países por causa do problema migratório.
A polêmica sobre o tratamento dado aos brasileiros que viajam à Espanha guarda mais relação com decisões a serem tomadas no âmbito governamental, no entanto, de acordo com assessores que preparam a visita, o rei deverá usar sua imagem de chefe de Estado para amenizar a situação na conversa com a presidenta.
Além disso, o rei visita o Brasil exatamente quando ocorre, em Madri, uma reunião bilateral sobre questões migratórias, com a participação da ministra Maria Luiza Lopes da Silva, diretora da Divisão de Políticas Consulares e de Brasileiros no Exterior do Ministério de Relações Exteriores (MRE). O desconforto entre os dois países é causado principalmente pelo tratamento considerado “inadequado” conferido pelas autoridades espanholas aos brasileiros que chegam ao país ibérico.
A visita de Juan Carlos também ocorre dois meses depois que o Brasil adotou medidas recíprocas referentes às exigências para que turistas espanhóis entrem no país. Só após a adoção dessas medidas, o governo da Espanha concordou em negociar mudanças nas exigências para a entrada de brasileiros.
Desde 2007, cerca de 11 mil brasileiros foram barrados ao tentar entrar na Espanha, um número que, apesar de ser considerado alto pelas autoridades brasileiras, vem caindo ao longo dos anos, devido a esforços diplomáticos do governo brasileiro para que a Espanha defina bem os critérios exigidos para a entrada no país.
Em 2007, 3.013 brasileiros não foram admitidos. Em 2008, de acordo com dados do Itamaraty esse número foi 2.196. Já em 2009, o numero de brasileiros inadmitidos no país europeu caiu para 1.714 e em 2012 foram 1.695 os barrados. No ano passado, 1.402 brasileiros tiveram que retornar ao Brasil ao serem impedidos de entrar na Espanha e até 31 de abril deste ano o número é 299, de acordo com dados levantados pelo governo brasileiro.
O número que não diminui, no entanto, de acordo com o MRE, é o de queixas dos brasileiros em relação ao tratamento recebido das autoridades espanholas. A inadequação relatada nas queixas reflete problemas no trato, nas acomodações e no tempo em que os brasileiros precisam esperar para que se proceda a volta ao país. Na Espanha, houve casos de cidadãos brasileiros ficarem até três dias detidos no aeroporto.
Entre as exigências hoje em vigor estão passagem de volta marcada, que a pessoa tenha no mínimo o equivalente a R$ 170 diários para bancar a permanência, passaporte com pelo menos seis meses de validade, reservas confirmadas em hotéis ou, no caso de quem se hospeda em casa de amigos ou parentes, uma carta-convite registrada em cartório.
Luciana Lima
No Agência Brasil
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Veja proclama vitória e diz que Lula deu tiro no pé

Segundo a revista, ex-presidente agiu como aloprado ao tentar chantagear Gilmar Mendes e a estratégia se voltou contra o PT, que terá que administrar a CPI da Delta; só que, até agora, quem realmente está vencendo é a sociedade brasileira
Uma semana depois de denunciar uma chantagem feita pelo ex-presidente Lula contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que foi desmentida pela única testemunha do encontro, o ex-ministro Nelson Jobim, em 24 horas, Veja voltou ao tema, neste fim de semana, para proclamar vitória.
Numa capa intitulada “Um tiro no pé”, a revista argumenta que tudo deu errado na estratégia do “aloprado” cérebro do ex-presidente – quando, curiosamente, seria possível argumentar que Veja também deu um tiro no pé com sua reportagem, que apenas serviu para lançar suspeitas sobre sua conduta política e sobre o decoro dos ministros do STF.
A revista comparou a estratégia de Lula a um plano da Primeira Guerra Mundial, o Plano Schlieffen, que pretendia dar à Alemanha uma vitória esmagadora sobre França e Rússia em poucas semanas de combate. Os alemães, como se sabe, perderam. Assim como Lula, segundo Veja, também perdeu. Mas a revista se comporta como aquela tropa abatida, que chega em casa aos farrapos, sem munição, sem quadros e sem canhões, dizendo-se vitoriosa, de cabeça erguida. Veja venceu porque, simplesmente, proclamou sua vitória.
A prova da vitória da revista seria um documento da liderança do PT na Câmara dos Deputados, que listava alguns pontos a serem abordados pelos parlamentares que integram a CPI do Cachoeira. Pontos como a viagem de Gilmar Mendes a Berlim e o fato de o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ter prevaricado ao engavetar as investigações sobre a Operação Vegas – aliás, quem fez essa acusação na semana passada foi o “mosqueteiro da ética” Demóstenes Torres.

A CPI deu em nada

Ainda que a CPI fosse fruto de um plano mirabolante do cérebro aloprado de Lula, será que deu mesmo em nada, como argumenta a revista Veja? Eis o que se tem até agora:
- um governo, como o de Marconi Perillo, em situação extremamente delicada, em razão de sua ligação umbilical com o esquema de Carlos Cachoeira.
- a prova de que despesas de campanha deste mesmo governo foram pagas com caixa dois do esquema Cachoeira.
- uma empreiteira aparentemente inidônea sendo expelida do mercado de obras públicas.
- indícios veementes de que o procurador-geral da República engavetou uma investigação importante.
- um senador que posava como “mosqueteiro da ética”, Demóstenes Torres, desmoralizado por seus pares, depois que decidiu se calar no parlamento.
- o esquema de um bicheiro, infiltrado em todos os poderes da República, inclusive a mídia, sendo passado a limpo.
Não é pouca coisa o que se tem até agora. E quem está vencendo, neste clima de confronto entre forças políticas antagônicas, é a sociedade brasileira.
No 247
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PSDB vai para cima de Bastos, que reage

PSDB vai para cima de Bastos, que reage
Tucanos decidem representar contra o advogado que está recebendo R$ 15 milhões de Carlos Cachoeira; em nota, ele se defende
Alvo de uma representação movida por um promotor gaúcho, o advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, entrou na mira também do PSDB. Os tucanos decidiram representar contra ele para que se investigue a origem dos R$ 15 milhões que estão sendo pagos pela defesa de Carlos Cachoeira. A decisão do PSDB foi anunciada na coluna Radar, da revista Veja.

Em nota, o ex-ministro da Justiça se defendeu, ao comentar a representação do promotor gaúcho Manoel Pastana. “Trata-se de retrocesso autoritário incompatível com a história democrática do Ministério Público. Esse procurador confunde deliberadamente o réu e o advogado responsável por sua defesa, abusando do direito de ação”, diz a nota de Thomaz Bastos.
Na internet, o advogado virou motivo de piada. Circula o carta de um filme “O advogado do diabo – Ontem ministro, hoje sinistro”, sobre a relação Bastos-Cachoeira. Ainda que o advogado seja livre para advogar, juristas questionam o fato de a defesa de Cachoeira ter sido assumida por um ex-ministro da Justiça. Algo como se, na Itália, depois de comandar a pasta, um ministro passasse a advogar para a Máfia.
No 247
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Líder do PSDB diz que partido 'sangra' e vê situação de Perillo complicada

Diante de novas denúncias envolvendo governador de Goiás, Alvaro Dias defende antecipação da depoimento à CPI do dia 12 para dia 5
O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), admitiu nesta sexta-feira que o partido está sangrando com as denúncias que envolvem o governador de Goiás, Marconi Perillo. Dias se referia à revelação de que um assessor pessoal de Marconi pagou uma dívida da campanha de 2010 com recursos de uma empresa de fachada do esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o jornalista Luiz Carlos Bordoni disse que a Alberto e Pantoja, empresa fantasma que segundo a Polícia Federal era controlada por Cachoeira, foi usada para pagar serviços de publicidade que ele prestou para a campanha do governador de Goiás. O pagamento de dívida, de R$ 45 mil, foi depositada na conta de sua filha, Bruna, numa negociação comandada por Lúcio Fiúza Gouthier, assessor especial de Perillo.
"É evidente que (o PSDB) fica (sangrando). Isso sangra qualquer agremiação partidária. Nós temos que agir suprapartidariamente, especialmente quando se trata de questão ética. Portanto, não se avaliza a impunidade. Que se ofereça o direito à defesa, que o governador se explique para que nós possamos julgar", afirmou Dias.
O senador tucano admite que a situação de Perillo "não é fácil". Por isso, defende que se antecipe o depoimento do governador de Goiás à CPI do Cachoeira para a próxima terça-feira, dia 5. A comissão havia agendado a vinda dele para o dia 12, uma semana depois. O líder disse que, mesmo sendo do PSDB, "o comportamento tem que ser implacável em relação a eventuais delitos praticados".
Questionado se o PSDB mantém confiança em Perillo, Dias disse que essa é uma decisão pessoal. "Há no partido os que mantêm confiança e os que não mantêm. Da nossa parte, defendemos a prudência de ouvir o governador, oferecer a ele espaço para as explicações, para que seja duramente questionado e possa responder a todas as questões", ponderou.
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Marconi, um governador fora da zona de conforto

Busca frenética por informações da imprensa nacional sobre suas ligações com Cachoeira deixa o governador de Goiás, acostumado a uma imprensa aliada ou amedrontada, nervoso e agitado e agressivo, como mostram as cenas de terror vividas por estudantes do #ForaMarconi
Acostumado a lidar com uma imprensa amiga e a inibir no nascedouro qualquer reação negativa a atos e ações de seu governo, o governador Marconi Perillo (PSDB) se vê agora obrigado a lidar com uma miríade de perdigueiros à caça de informações sobre seu patrimônio e de manifestantes cobrando respostas e criticando-o.
Na última semana, foi intensa a busca por informações em Goiás. Jornalistas de veículos nacionais estiveram na cidade fazendo o seu trabalho: investigando as relações entre Marconi, Demóstenes e o contraventor Carlinhos Cachoeira. Não passaram despercebidos. Foram acompanhados passo a passo por policiais a paisana e por assessores ligados ao governo.
Nas redes sociais os tuiteiros marconistas ocuparam espaço com ataques, indiretas e defesas atravessadas. Todos que questionam, que perguntam, são tratados como inimigos, e viram alvo da fúria governista. Tal comportamento já deu muita dor de cabeça a Marconi, e não muda. É uma estratégica de comunicação de sua equipe.
O ataque direto a jornalistas e a reação imediata a toda e qualquer contrariedade são práticas comuns no governo Marconi desde o primeiro dia. A cada reportagem assinada que contraria interesses, sempre há uma resposta de um assessor ou contratado nas redes para tentar, mais que desmentir, desqualificar o repórter. Isso seguido de notas oficiais duras, às vezes até agressivas.
Exemplo claro disso está na nota que o governo enviou à Organização Jayme Câmara, que edita o jornal O Popular e é afiliada da Globo no Estado, criticando a cobertura no caso Cachoeira. “Causa-nos preocupação e decepção a insistência com que a maioria dos veículos da OJC, especialmente a TV Anhanguera, vem de forma sistemática tentando desestabilizar o atual governo, através de notícias maldosas e desconectadas dos fatos e da realidade”, disse o governador por meio de nota. “A grande quantidade repetida de equívocos, como os dois casos aqui mencionados, demonstra a indisposição de alguns profissionais da OJC com o atual governo.” (leia mais aqui)
Sim, a questão é tratada como pessoal. Daí a dificuldades hoje dos marconistas em lidar com a imprensa nacional, que não se intimida e não se contenta com explicações que pouco explicam, mas que ameaçam muito. A repetição da prática adotada em Goiás apenas evidencia um governo sem preparo para o diálogo, fora da área de conforto.
Em resumo: uma coisa é reprimir uma nota, impedir uma reportagem, aumentar ou sonegar uma verba publicitária para um veículo, ou contratar um incômodo jornalista com salário alto no governo, com tudo isso se restringindo ao Estado; outra é lidar com O Globo, Estadão, Folha, Carta Capital, Época, Congresso em Foco, Brasil 247, entre outros, que não se intimidam com bravatas e muito menos sucumbem por tostões ou bravatas.
O resultado é um governado nervoso porque suas ameaças não intimidam, contrariado porque seus factoides não repercutem como gostaria (sua visita surpresa à CPMI ficou longe de mostrar coragem e lisura, como ele gostaria), surpreso porque contestado pela população (a oposição nem existe, mas os atos populares persistem), e agressivo porque se sentindo ameaçado.
Este último caso é evidenciado por sua reação em Catalão (com ameaças e pressão sobre um líder popular que não lhe fez as vênias devidas) e, agora, Itumbiara, onde manifestantes do ForaMarconi apanharam de sua polícia, vivendo dias de terror (leia aqui).
Este é Marconi. Marconi Perillo. O verdadeiro.
No 247
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PM de Marconi agride estudantes em Goiás

Depois de perder o controle do governo, o respeito da população e força política, o governador Marconi Perillo agora perdeu o juízo. O resultado é agressão a estudantes em Itumbiara (GO), com chute nas costas, olho roxo e costela machucada; revolta se espalha nas redes sociais
Estudantes de Itumbiara, sudeste de Goiás, estão revoltados, e alguns, machucados. Acusam seguranças do prefeito de Itumbiara, José Gomes da Rocha, e do governador de agredi-los nesta sexta-feira, 1o, em manifestação com gritos de “Fora Marconi” durante inauguração, na cidade, de sede da Universidade Estadual de Goiás (UEG).
José Gomes estava no palanque com o governador Marconi Perillo (PSDB), que teria apontado para os estudantes que gritavam embaixo do palanque. Um desses estudantes conta que já participou de outras manifestações e que o governador teria apontado diretamente para ele, reconhecendo-o. O dedo apontado, acredita, teria sido a senha para a ação truculenta que se seguiu.
Fotos e um vídeo mostram lances do acontecido. Neste sábado de manhã os estudantes foram a um hospital público e depois seguiram para a 2a Delegacia de Polícia de Itumbiara, para fazer Boletim de Ocorrência. Foram recebidos pelo delegado Ricardo Chuelli. No hospital, exames constataram olho roxo (resultado de um soco), luxação na costela e machucado de um chute nas costas.
O que o fato revela é que Marconi, depois de perder o controle do governo – não consegue nem trocar secretários, como gostaria –, perder o respeito dos cidadãos – o próprio #ForaMarconi mostra isso –, perder força política – o PSDB nacional acaba de deixa-lo sozinho com as explicações pouco convincente para suas ligações perigosas com o contraventor Carlinhos Cachoeira –, ele agora perdeu o juízo – não foi a primeira reação truculenta contra manifestantes; algo parecido já havia ocorrido nas edições do #ForaMarconi de Goiânia.
Cobrado, pressionado, criticado, em situação nunca antes vivida por ele, os erros de Marconi Perillo vão se multiplicando. As manifestações em Goiânia do #ForaMarconi – quatro em pouco mais de um mês – dão mostras de como está o ânimo da população com ele. E agora, a reação em Itumbiara, reforça a imagem de um governo e um governador perdidos. E sem apoio popular.
Em um blog, os manifestantes relataram o drama que viveram, e que teria começado já no aeroporto, na chegado do governador. O que veio depois é caso de revolta – pra começo de conversa. Acompanhe abaixo ou aqui:
Marconi promove perseguição e agressões a manifestantes
Após desembarcar no aeroporto de Itumbiara, para participar de showmício de inauguração de sede da UEG, o governador Marconi Perillo revelou mais uma vez sua face de ditador de extrema-direita. Ao apontar de cima do palco manifestantes do Movimento Fora Marconi, que se encontravam na plateia, cerca de 15 jovens passaram a sofrer agressões de PMs e de capangas suspeitos de serem ligados ao prefeito José Gomes da Rocha.
O grupo de jovens que estava no local para manifestar sua indignação com a corrupção instalada no seio da administração pública estadual acabou sendo atacado sem motivo algum, pela simples presença. Os relatos são de pânico e de desespero pela ultraviolência utilizada contra pessoas inocentes e indefesas.
Segundo a estudante Aymê Sousa, houve espancamento de manifestantes. "Fomos espancados aqui em Itumbiara a mando do Marconi. Nada fizemos. Fomos roubados: faixas, megafone, câmera digital, tudo", disse. "Eu como pessoa, como cidadã, me sinto humilhada. Fomos perseguidos até a saída, rasgaram nossa constituição, me humilharam! Gente isso é muito grave", reclamou.
Aymê pediu socorro por um celular emprestado de morador de Itumbiara. Desesperada e com a vida em perigo ela desabafou mais: "O coronel Marconi não deve e não pode acabar com a nossa sede de justiça. Um capanga falou abertamente que nos mataria e que se a gente voltasse para perto do palco esmagaria a cabeça de um dos nossos companheiros".
O estudante Victor Hipólito contou que o grupo de manifestantes teve dificuldades para sair do local e acabaram se refugiando numa casa. "Estávamos no Fora Marconi em Itumbiara, fomos espancados e estávamos sendo perseguido.  O Marconi reconheceu e chamou um policial no palco e apontou para nós. Um dos capangas do prefeito da cidade me pegou e falou que quando eu sair da cidade ia esmagar minha cabeça. Estamos escondidos, estão atrás de nós, estou com medo. Estou com medo. Estamos cercados", disse.
Nas fotos, as imagens de agressões covardes cometidas contra manifestants pacíficos. Outro estudante teve uma costela quebrada.
No 247
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Marconi tem patrimônio milionário (e escondido)

Edição online do Globo antecipa reportagem bombástica deste fim de semana; pesquisa em cartórios comprova que, além de quintuplicar patrimônio imobiliário, governador goiano omite da Receita Federal vários bens; um de seus sócios, Marcelo Limírio, é também sócio de Cachoeira
A edição online do jornal O Globo acaba de publicar reportagem bombástica. Após pesquisar imóveis em nome do governador de Goiás e de seus familiares, o Globo descobriu que Marconi Perillo quintuplicou seu patrimônio imobiliário, desde que chegou ao Palácio das Esmeraldas. Mas o mais grave é que além de não declarar todos os bens à Receita Federal, ele também omite transações recentes, como a compra de um terreno de 1 milhão de metros quadrados, assinada por sua esposa Valéria, em sociedade com Marcelo Limírio. Detalhe: Limírio, dono de um laboratório farmacêutico, é também sócio de Cachoeira. E é o principal suspeito de estar pagando os honorários de R$ 15 milhões de Marcio Thomaz Bastos. Neste fim de semana, preocupados com o assédio da imprensa, assessores de Marconi Perillo seguiram jornalistas (leia mais aqui). Estudantes foram também agredidos numa manifestação em Itumbiara (confira aqui). Leia, abaixo, a reportagem do Globo: GOIÂNIA - Desde que assumiu o governo de Goiás pela primeira vez, em 1998, Marconi Perillo (PSDB) multiplicou por cinco seus bens declarados. De R$ 299,5 mil em 1998, saltou para R$ 1,503 milhão em 2010. Mas Marconi, que foi convocado para prestar depoimento na CPMI do caso Cachoeira, possui um patrimônio que vai além do que está escrito. Em pesquisas nos cartórios goianos, O GLOBO identificou pelo menos cinco imóveis que não constam das declarações entregues à Justiça Eleitoral. Um deles, adquirido em 7 de janeiro de 2008, é uma área de mais de um milhão de metros quadrados, que tem entre os compradores Marcelo Henrique Limiro Gonçalves, ex-sócio de Carlinhos Cachoeira na ICF, empresa que faz teste de medicamentos em Anápolis (GO).
O negócio está registrado no cartório de imóveis de Pirenópolis, cidade onde Perillo tem fazenda. A primeira-dama Valéria Jayme Peixoto Perillo juntou-se a um grupo de 12 pessoas e duas construtoras para adquirir um terreno denominado Chácara José Leite. A área, segundo os registros, foi adquirida por R$ 800 mil, pagos em duas parcelas. O nome de Perillo consta na escritura, mas quem assina é sua mulher. Eles detêm 22%, o que daria uma contribuição de R$ 176 mil na ocasião.
Entre os demais sócios no empreendimento estão as empresas R. Diniz Construções e Construtora Central do Brasil. Marcelo Henrique é um grande empresário na cidade, ligado a Carlinhos Cachoeira. Ele também é sócio do senador Demóstenes Torres (sem partido) em uma universidade em Minas Gerais, e foi doador das campanhas do governador e do senador.
Em 2010, segundo atestam documentos a que O GLOBO teve acesso, Marconi fez um negócio que, pelo que está registrado, foi quase um presente do irmão dele, Antonio Pires Perillo. Em 14 de maio de 1998, Antonio adquiriu uma área de 43,75 hectares em Pirenópolis por R$ 30 mil. E, 12 anos depois, em 24 de fevereiro de 2010, revendeu o imóvel para o governador por R$ 13 mil. Ao invés de valorizar, o terreno teria desvalorizado. A Prefeitura de Pirenópolis, porém, fixou em R$ 120 mil o valor venal da área para efeito de Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI). A alíquota do imposto é de 2% — Marconi pagou R$ 2,4 mil.
O governador também omitiu de sua declaração o fato de ser coproprietário de um apartamento de 86,70 metros quadrados no edifício Jardins de Versailles. Ele foi adquirido em 20 de fevereiro de 2001 e, de acordo com o Cartório de Registro de Imóveis da 1 Circunscrição de Goiânia, 55% estão em nome de Marly Jayme Peixoto, sogra do governador. Os outros 45% são divididos entre Perillo e a mulher dele, Valéria. Na época, o imóvel custou R$ 49 mil. Hoje, está avaliado em cerca de R$ 300 mil.
Dono de propriedades rurais em Pirenópolis, o governador deixou de registrar ainda a aquisição de 91,96 hectares. A terra foi comprada em 30 de maio de 2003 de sua sogra sogra e dos cunhados. Mais uma vez quem assina é a primeira-dama, citada como compradora ao lado do marido com quem vive em regime de comunhão parcial de bens. Ou seja, tudo o que é comprado após o casamento é do casal. Pelas terras foram pagos R$ 70 mil.

Omissões relevantes podem levar à inelegibilidade

Além de omitir bens, Marconi incluiu em declarações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) bem que, legalmente, ainda não lhe pertencia. Embora o governador declarasse, desde 2006, ser proprietário de dois lotes em Alphaville Flamboyant, somente em 7 de julho do ano passado é que ele passa a ser o dono, de fato, dos terrenos. Documento do cartório de registro de imóveis da 4 circunscrição atesta que a escritura pública foi registrada em 9 de setembro de 2011, com a venda datada de 7 de julho do mesmo ano.
Consultada pelo GLOBO sobre como os candidatos devem proceder em relação à declaração de bens, a procuradora eleitoral Sandra Cureau informou que todo o patrimônio deve ser informado à Justiça Eleitoral. O candidato só não precisa incluir na declaração bens que vendeu antes do prazo para apresentar o registro de sua candidatura. Segundo ela, omissões revelantes podem levar à rejeição da prestação de contas e até mesmo à inelegibilidade do político.
No 247
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Coaf detecta dinheiro do governo de Goiás para Carlinhos Cachoeira

Relatório aponta que uma das empresas do contraventor tinha contrato no valor de R$ 1,3 mi
BRASÍLIA - Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, mostra que uma das empresas do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, recebia dinheiro do governo de Goiás entre o primeiro e o segundo mandatos do governador Marconi Perillo (PSDB), que administrou o Estado de 1999 a 2002, reelegendo-se para o período de 2003 a 2006.
Suspeita de existir como empresa de fachada para evasão de divisas e lavagem de dinheiro, a BET Capital obteve R$ 1,3 milhão em depósitos da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) entre 2002 e 2005. A CPI do Cachoeira pretende apurar se os recursos têm como origem serviços efetivamente prestados ao governo goiano.
Dono de participação societária da BET por meio da Teclogic Tecnologia Eletrônica, Cachoeira era o representante legal da empresa. As escutas da Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal já no terceiro mandato de Perillo (a partir de janeiro de 2011), mostram que o contraventor tinha influência na Agetop. Num dos grampos, ele informa ter feito empréstimo de R$ 600 mil ao presidente do órgão, Jayme Rincon, que nega ter recebido dinheiro.
A BET incorporou em 2003 a Capital Construtora e Limpeza Ltda., cujos sócios eram Lenine Araújo de Souza e Sebastião de Almeida Ramos Júnior, irmão de Cachoeira. Os dois são acusados de participação no esquema do contraventor.
De acordo com a Agetop, a Capital Construtora tocou duas obras para o órgão. A primeira, de 1999 a 2003, para a pavimentação da rodovia GO-338, ao custo de R$ 2,2 milhões. A segunda, entre 2001 e 2003, para a construção de uma ponte na GO-347, por R$ 1 milhão. A agência sustenta que os contratos foram firmados após concorrência e que os serviços foram prestados e pagos em sua integralidade.
O relatório do Coaf diz que a BET realizou movimentações financeiras incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica e a capacidade financeira. Além disso, foram identificadas operações em paraíso fiscal usado por empresas que querem lavar dinheiro. Entre 2002 e 2005, a empresa recebeu R$ 5,3 milhões em transações do exterior. Sua sócia majoritária, a BET CO., tem sede na Coreia do Norte.

Esquema

O Coaf registra também transferências frequentes a título de “doação”. A CPI quer investigar se a quadrilha enviou dinheiro ao exterior fazendo-o retornar às mãos dos donos por meio de empréstimos fictícios feitos pela BET. A empresa “emprestou” a Cachoeira, por exemplo, cerca de R$ 10 milhões, não declarados e não suportados pela sua contabilidade. “Parece ser uma triangulação entre os mesmos”, diz o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), integrante da comissão.
A BET também fez repasse vultoso a André Teixeira Jorge, o Deca, funcionário da Delta em Goiás, apontado pela PF como responsável por pagamentos a agentes públicos. À Receita Federal, ele declarou um incremento em seus bens e direitos, proveniente de um empréstimo de R$ 300 mil, feito em 2008. No mesmo ano, adquiriu cotas de três empresas de comunicação.
Deca trabalhou entre 2000 e 2006 no laboratório Vitapan, que seria de Cachoeira. Em 2010, foi contratado pela Delta, mas, conforme a PF, trabalharia para a organização criminosa.
No Estadão
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Campanha para apresentar o Estatuto da Diversidade Sexual por iniciativa popular


Conto com a tua adesão à campanha para apresentar o Estatuto da Diversidade Sexual por iniciativa popular.
Trata-se da primeira mobilização social pela cidadania da população LGBT.
Para isso é necessário colher "só" 1 milhão e 400 mil assinaturas.

O slogan é:
"Eu sou diversidade!"
Todo mundo é igual, todo mudo é diferente, todo mundo é gente!

Assine online a petição pública:
http://bit.ly/IYDpuG
Curta e compartilhe no Facebook:
http://www.facebook.com/estatutodiversidade
Também imprima os formulários e saia em busca de mais assinaturas.
Detalhes no site: www.direitohomoafetivo.com.br
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Comentário homofóbico pode render multa ao filho de Bolsonaro

Carlos Bolsonaro é vereador no Rio e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos
RIO - A novela envolvendo o deputado federal Jair Bolsonaro, que há pouco mais de um ano deu uma declaração polêmica ao programa CQC, da Rede Bandeirantes, dizendo que “seus filhos não corriam o ‘risco’ de se casarem com uma mulher negra”, além de tecer comentários pejorativos sobre homossexuais, tem agora um novo capítulo. Nesta sexta-feira, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por intermédio da 7ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania, ajuizou Ação Civil Pública (ACP) por danos morais difusos à comunidade LGBT contra seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro que, à época da absolvição do pai no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, publicou no Twitter o comentário “CHuUuuuPA Viadada. Bolsonaro absolvido!!!! Viva a Liberdade de Expressão. Parabéns Brasil!” . A ação requer ainda que o vereador seja condenado a pagar 100 vezes o valor de seu salário, que é de R$ 15 mil.
- A conduta do ora demandado, Vereador à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, causou danos morais a um número imenso, a rigor, indeterminado de pessoas, destinatárias que foram de suas preconceituosas e ofensivas declarações. Tal conduta é inconcebível, sobretudo porque praticada por um parlamentar no exercício da vereança há mais de dez anos, e viola, numa só tacada, uma pletora de normas constitucionais, como adiante se verá - diz o promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves, subscritor da ação.
O texto da Ação Civil Pública afirma que a conduta preconceituosa e homofóbica fere o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, fundamentado no artigo 1º da Constituição Federal, além de outros direitos fundamentais, como a liberdade de orientação sexual que diz respeito à intimidade e à vida privada do indivíduo.
- A liberdade de dispor da própria sexualidade é um direito fundamental que emana da dignidade humana, cláusula pétrea - destaca o promotor.
O que mais chama a atenção nessa história é que Carlos Bolsonaro é o atual vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Para o coordenador do projeto Rio sem Homofobia, Claudio Nascimento, a situação é ainda mais absurda justamente por se tratar de um integrante de uma comissão de direitos humanos.
- Ele precisa ser enquadrado. O cargo dele é para proteger os direitos humanos e não para violá-los - diz Nascimento, que considera a liberdade de expressão importantíssima, ma que não pode se colocar em xeque a dignidade de quem quer que seja.
- A frase dele me cheira a uma ideia de um ciclo de impunidade que está cristalizado no imaginário de uma parcela da sociedade e a decisão do MP é uma lição pédagógica importantíssima e a multa poderia ser revertida para ações de combate à homofobia - opina.
Já a presidente dos Conselhos de Ética e de Direitos Humanos da Câmara dos Vereadores, Teresa Bergher, disse que vai convocar e reunir os demais integrantes para avaliar se houve quebra de decoro e se cabe alguma punição.
- Acho difícil ele perder o cargo de vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, já que foi escolhido por seus colegas vereadores, mas considero inaceitável este tipo de posicionamento de um parlamentar. É discriminação e o conselho precisa se pronunciar.
O promotor Rogério Pacheco Alves defende na ação que a imunidade parlamentar não se aplica ao incidente, visto que Carlos Bolsonaro publicou o comentário em rede social - ou seja, foi um ato praticado fora do recinto da Câmara Municipal - e que também não guarda qualquer pertinência com o exercício do cargo legislativo ou com os interesses municipais.
Procurado pela reportagem, o vereador Carlos Bolsonaro afirmou que até a noite desta sexta-feira não tinha sido notificado pelo MPRJ e que ficou sabendo da ação através da imprensa. Ele promete se defender.
- Eu acredito na Justiça. Naquele momento foi quando meu pai foi absolvido na Câmara e antes eu tinha ouvido todo tipo de xingamento. Foi um momento de extravasar porque eles ficaram a ver navios - disse o vereador.
Para ele, nessa história os homossexuais são os verdadeiros intolerantes, pois todo aquele que fala qualquer coisa contra esse tipo de comportamento é considerado homofóbico. Bolsonaro afirma ainda que não vê o menor problema em ser vice-presidente de uma comissão que defende os direitos humanos e ao mesmo tempo estar envolvido numa polêmica com os homossexuais.
- Minha postura na comissão é de mostrar o outro lado da moeda dos direitos humanos. Eu estou lá para defender a maioria e não a minoria. Mesmo que isso custe meu mandato, não vou mudar de opinião.
No O Globo
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Pesquisa mostra Serra com 60% em SP

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Carta aberta ao Senhor Antonio Grassi, digníssimo Presidente da Funarte

Depois de quinze dias passados perplexos, mas suficientes para uma profunda e dolorida reflexão, sem o fígado mas com a razão, consciente e sem rancores infantis, decido escrever - ou melhor PROTESTAR sobre - algo que pela ausência de sentido e com o tremor nas mãos e no corpo de quem passou e sentiu na prática teatral o período negro da recente história do Brasil - a BLINDAGEM DOS EDITAIS DA FUNARTE.
O que se passa Sr. Antonio Grassi?
Não sei se é necessário lembrá-lo que a cadeira em que senta - o senhor, a ministra e seus séquitos - certamente é o assento que mais deveria representar os ideais de liberdade (por que não libertinagem), democracia, igualdade, provocação (com e sem causa), sem se esquecer da palavra guinada ao seu valor real pela nossa presidenta: TRANSPARÊNCIA. O senhor habita o Ministério da Cultura do Brasil!
Infelizmente o senhor não se dá conta disso.
O senhor num surto anti-democrático, próprio dos ditadores que ajudamos a sair de cena pelo protesto, pelo grito, pela nossa arte, corre o mesmo risco, apoiado que está numa legislação velha e canhestra. Exceto se as corporações que o senhor politicamente “brinda” fizerem vistas grossas desta sanha autoritária que o tomou. Será lembrado como o ex-artista que de uma canetada “blindou” a Funarte.
Mas, Sr. Antonio Grassi, blindou por que?
Blindamos algo, quando há uma ameaça. Quando corremos o risco de perder um patrimônio que tanto lutamos para ter é evidente que iremos protegê-lo de uma estranha ameaça. E na maioria das vezes, diante do perigo, escondemos este patrimônio.
Mas a Funarte tem medo do que? A Funarte quer esconder o que?
Ai é que mora a filosofia.
Medo de questionamentos? Mas se é essa a nossa tarefa, como artistas!!
Medo de revelar os projetos? Mas se é dessa revelação que podemos dar o salto de qualidade que ansiamos!!
Medo de expor as comissões julgadoras? A não ser que elas de fato não nos representem!!!
Medo do que Senhor Presidente?
Esta cadeira na qual se ocupa tem preço: o preço de dialogar com todos, inclusive com aqueles pares que se recusam a fazer parte do corporativismo estreito vestido com o cabresto que o impede de olhar para os lados. Do corporativismo de um só olho, incapaz de aceitar a diversidade.
Por favor, Senhor Antonio Grassi, inútil delegar aos distintos advogados do setor jurídico as explicações que somente o senhor seria capaz de nos dar. Se é que ainda podemos chamá-lo de artista.











Carlos Palma - ator e diretor do Projeto Arte Ciência no Palco

 Texto da Portaria
No Portal Macunaíma
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O PT e a Nanorrobótica

Nanorrobôs infiltrados no cérebro
de José Serra para combater o
sério hematoma causado por
uma bolinha de papel
Nanorrobôs são dispositivos que variam no tamanho de 0.1-10 micrômetros e construídos à escala nanométrica ou de componentes moleculares. - Wikipédia
Segundo o PSDB Paulista, são micromáquinas do mal, inventadas pelo PT - Partido dos Trabalhadores - que estão infiltradas nos equipamentos do Metrô e Trens da cidade de São Paulo, causando paradas e quebras cíclicas com consequente caos urbano. O PT, eventualmente, também cria robôs virtuais e os infiltra na Internet, especificamente no Twitter e Facebook com o único objetivo de produzir "hashtags" contra o PSDB e seus injustiçados políticos.
Um destes robôs virtuais (@Lucy_in_the_sky) me desejou um bom dia pelo Twitter, hoje! Ele (na realidade ela é uma "robôa") é carioca, tem 59 anos e é profissional de saúde...
No O Cachete Ciência
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Gilmar Mendes condena Wagner Moura

Gilmar Mendes exigiu também que Wagner Moura fizesse trabalhos vocais forçados com Susana Vieira
NAS FAVELAS, NO SENADO - Indignado com um falsete emitido por Wagner Moura na interpretação de A Via Láctea, o ministro Gilmar Mendes, do STF, condenou o ator a fazer uma ponta em Malhação por 6 anos. "Os gângsters da MTV organizaram essa homenagem aos bandidos da Legião Urbana com o claro intuito de desviar o foco do julgamento do mensalão", vociferou, em si bemol.
Ao se deparar com outro maneirismo vocal na canção Teorema, Gilmar Mendes perdeu o controle: "Maneirismo ignorante! Coisa de gente de gente burra, de uma nota só! Vamos parar com isso! Quem precisa disso!? Eu e a música popular brasileira não precisamos desses recursos para sobreviver". A seguir, ainda exaltado, completou: "Esse show é uma orquestração do Lula com o setores radicais da MPB para desmoralizar o Supremo".
Ainda fora de si, o ministro balbuciou palavras desconexas em alemão, tais como "mensalonen", "marmeladen", "Demostenen und Ich". "Era uma menção ao pacto com o Demo, no Fausto, de Goethe", explicou depois o assessor para assuntos germânicos do STF.
Socorrido com um copo de água benta, o ministro recobrou a consciência e perguntou "Que país é esse?". Depois, bateu palmas e, ainda pálido, comentou: "Puxa, não tocaram 'Faroeste Cabloco'. É a minha predileta!"
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“Não falo mais com esse cara!”, diz Jobim

Em entrevista ao colunista Jorge Bastos Moreno, do Globo, ex-ministro da Justiça, Nélson Jobim, afirma ter rompido definitivamente a amizade com o ministro do STF, Gilmar Mendes; Moreno é o mesmo que via duplo sentido no desmentido de Jobim em relação à reportagem de Veja
Uma semana atrás, o colunista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, foi o primeiro a contestar o desmentido de Nélson Jobim sobre o teor da conversa, em seu apartamento, entre o ex-presidente Lula e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Moreno via certo “duplo sentido” na negativa de Jobim a respeito da suposta chantagem exercida por Lula sobre Gilmar. Ou seja, ele negava, mas não negava.
Neste sábado, o jornal O Globo publica entrevista de Jobim ao próprio Moreno, onde o ex-ministro da Justiça não economiza palavras para deixar clara a sua posição. “Não falo mais com esse cara! Depois do que ele fez, não quero mais conversa!”, disse o ex-ministro da Justiça, sobre Gilmar.
Jobim e Gilmar eram parceiros num projeto comum, de resgate da memória da Constituinte, que proclamou a Constituição brasileira pós-redemocratização, em 1988. Os dois teriam um encontro para tratar do assunto na última segunda-feira, que foi desmarcado diante da polêmica criada pela reportagem de Veja, a quem Jobim só aceitou falar a pedido de José Serra.
Eis, abaixo, o diálogo entre Nélson Jobim e Jorge Bastos Moreno:
- Acabou! Não tem mais sentido esse projeto! – disse Jobim.
- Por quê?
- Não, não, acabou! Não falo mais com esse cara! Depois do que ele fez não tem mais conversa!
- Mas os senhores eram tão amigos!
- E esse assunto acabou! Não falo mais sobre isso!
- Dizem que o senhor teria confirmado tudo a amigos – disse Moreno.
- Não quero saber disso. Esquece. Eles que são brancos que se entendam! – respondeu um quase já estourado Nélson Jobim.
Moreno já desistiu da tese do duplo sentido. Veja ainda insiste. Num texto intitulado “Jobim mata a cobra mas não mostra o pau”, a revista recorreu ao ex-presidente americano Lyndon Johnson: “A coisa mais importante que um homem tem para lhe dizer é o que ele está tentando não dizer.”
Jobim, aparentemente, já disse tudo.
No 247
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Gilmar Mendes vai calar os blogs?

Depois de deferir acusação sem nexo através da revista tucana Veja contra Lula, o ministro do STF, Gilmar Mendes agora quer cercear a liberdade de opinião atacando a blogosfera.
Só pode ser brincadeira do senhor Gilmar Mendes! Ele quer o quê afinal? Que a blogosfera se curve a patifaria que tomou conta da grande mídia?
Que os blogueiros ajam iguaizinhos aos jornalistas sem escrúpulos (alguns até marionetes do Cachoeira & cia.) que infestam as redações dos jornalões e revistas pertencentes a mídia comercial elitista?

A reclamação de Gilmar Mendes

Em texto veiculada no blog do Jorge Moreno, do jornal "O Globo", o ministro do STF Gilmar Mendes o informou que acionará a Procuradoria Geral da República, solicitando a relação de empresas estatais que anunciam em blogs que "atacam as instituições".
"É inadmissível que esses blogueiros sujos recebam dinheiro público para atacar as instituições e seus representantes. Num caso específico de um desses, eu já ponderei ao ministro da Fazenda que a Caixa Econômica Federal, que subsidia o blog, não pode patrocinar ataques às instituições. (...) O direito de crítica, de opinião, deve ser respeitado. Mas o ataque às instituições é intolerável" disse o ministro, segundo o colunista.

Desfazendo o blá blá blá de Gilmar Mendes

Analisando as palavras deste senhor, fica claro o traço do autoritarismo ao atirar nos blogs que pensam diferente da patifaria midiática na chamada grande mídia.
Ora bolas, o que Gilmar Mendes quer afinal? Que todos falem somente bem dele? Que não haja críticas e opiniões contrárias às dele? E qual instituição a que Gilmar Mendes se refere? O STF? Mas o STF é o Gilmar Mendes!?
Quanto ao fato de haver anúncios de estatais em blogs de esquerda, o que há de errado nisso? O que afinal Gilmar Mendes deseja? Que as estatais só anunciem na revista Veja, Folha, Estadão e Rede Globo?
Se tivesse que cortar verbas de publicidade das estatais para que as mesmas "não patrocinem ataques às instituições", pela lógica, deveriam ser cortadas eram as que enchem os cofres destes veículos golpistas citados acima. Afinal, estes mesmos veículos "descem o pau" a todo instante com mentiras, calúnias e difamações variadas contra o governo federal.
E o pior: por serem a favor da Privataria Tucana e do estado mínimo, eles acabam recebendo verbas de publicidade das estatais mesmo sendo contra a existência das empresas estatais!
Isso sim é um verdadeiro absurdo.

Jamais nos calarão

O senhor Gilmar Mendes deveria rapidamente rever essa atitude autoritária e deixar a blogosfera em paz. Não adianta tentar intimidar a liberdade de expressão que a internet proporcionou às massas.
A blogosfera é livre e vai continuar assim.
Foi-se o tempo que o povo vivia nas mãos manipuladoras de meia dúzia de veículos de comunicação que sempre serviram às elites dominantes e que podiam enganar, caluniar e mascarar os fatos sem serem desmascarados.
Agora não adianta: para cada invencionice e farsa da grande mídia suja, entreguista e vendida que há no Brasil, a blogosfera sempre estará posta na linha de frente para informar a verdade.
Perca a esperança, senhor Gilmar Mendes e todos aqueles que acham que irão intimidar os blogs!
A blogosfera progressista é livre e feita por gente guerreira e inconformada com as injustiças que imperam neste país. Apesar de termos lado, não temos rabo preso com ninguém e praticamos "o verdadeiro jornalismo".
Nossas "fontes" são as nossas ideologias e a verdade e não os "cachoeiras" da vida.
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A toga, a língua e o caçador de blogs

Escudado na proteção republicana da toga, o ministro Gilmar Mendes desnudou uma controversa agenda política pessoal na última semana de maio. Onipresente na obsequiosa passarela da mídia amiga, lacrou seu caminho na 6ª feira declarando-se um caçador de blogs adversários de suas ideias e das ideias de seus amigos. Em preocupante equiparação entre a autoridade da toga e a arbitrariedade da língua, Gilmar decretou serem inimigos das instituições republicanas todos aqueles que contestam os seus malabarismos discursivos, a adequar denúncias a cada 24 horas, num exercício de convencimento à falta de testemunhas e fatos que as comprovem.
A fragilidade desse discurso impele-o agora ao papel de censor a exigir da Procuradoria Geral da República, e do ministro Mantega, que sufoque blogs adversários asfixiando-os com o corte da publicidade oficial. Sobre veículos que incluem entre suas fontes e 'colaboradores informais', notórios acusados de integrar quadrilhas do crime organizado, o ministro nada observa em relação à presença da publicidade oficial. Cabe ao governo Dilma dar uma resposta ao autonomeado censor da República.
O ataque da língua togada contra a imprensa crítica não é aleatório. O dispositivo midiático conservador vive em andrajos de credibilidade e pautas. A semana final de maio estava marcada para ser um desses picos de desamparo, na despedida humilhante de seu herói decaído. E de fato o foi: em depoimento no Conselho de Ética do Senado, na 3ª feira, o ex-líder dos demos na Casa, Demóstenes Torres, deixaria gravado no bronze dos falsos savonarolas a lapidar confissão de que um chefe de quadrilha pagava as contas, miúdas, observaria, de seu celular. E ele, o centurião da moralidade, a direita linha dura assim cortejada pela língua togada e pelo aparato conservador - quem sabe até para vôos maiores em 2014 -, não viu nenhum tropeço ético nesse pequeno mimo que elucida todo um perfil.
O fecho de carreira do tribuno goiano contaminaria as manchetes que ele tantas vezes ancorou à direita não fosse a providencial intervenção da língua amiga do ministro do STF, Gilmar Mendes. Na mesma 3ª feira desde as primeiras horas da manhã, lá estava ela a falar pelos cotovelos. Diuturnamente, contemplou a orfandade da mídia amiga naquele dia cinzento. A cada qual ofereceu uma frase brinde para erguer a moral da tropa e justificar a manchete com o carimbo 'exclusivo' no alto da página. Não se poupou. O magistrado, não raro em destemperados decibéis, esfregou na opinião pública recibos e documentos que comprovariam o pagamento, com recursos próprios - 'tenho-os para umas três voltas ao mundo' - de seu giro europeu, em abril de 2011, onde se encontraria com Demóstenes Torres.
Sua língua foi peremptória em vários momentos a trair a evocação liberal do emssor: 'Vamos parar com essas suspeitas sobre viagens", determinou. Para depois admitir em habilidosa antecipação: por duas vezes utilizou carona aérea do amigo Demóstenes; por duas vezes voou sob os auspícios do amigo que não possui veículo aéreo próprio; do amigo que não paga nem as contas de celular. Contas miúdas, diga-se, a revelar um vínculo orgânico com a ubíqua carteira gorda de acusados de integrar o condomínio criminoso goiano.
Gilmar estava determinado a servir de redenção ao dispositivo midiático demotucano num dia tão aziago. Não desapontou amigos, ainda que tenha escandalizado o país que espera serenidade e equidistância dos que vocalizam um Supremo Tribunal Federal. Ofensivo, execrou blogs e sites críticos - esses sim, bandidos e gangsters - que arguiram e ainda arguem as fronteiras da identidade de valores que aproximou o magistrado do senador decaído.
Fez mais ainda: acusou Lula de ser a central de boatos contra ele para 'melar o julgamento do mensalão' - como se o ex-presidente Lula não pudesse, não devesse ter opinião sobre fatos relevantes da vida política nacional - prerrogativa que outras togas mais serenas não contestam e legitimam. Ao jornal O Globo, na linha da frase à la carte, facilitou a manchete pronta para dissolver a terça-feira de cinzas do conservadorismo: 'O Brasil não é a Venezuela onde Chávez manda prender juiz'. O diário retribuiu a gentileza em manchete garrafal de duas linhas no alto da página. Um contrafogo sob medida à humilhante baixa no Senado. Incansável, a língua foi provendo xistes e chutes a emissários de redações sedentas, mas cometeu alguns deslizes.
Esqueceu que um pilar de sua versão sobre a famosa conversa com Lula - origem de toda celeuma que descambou em ataque à liberdade de imprensa - residia nos pequenos detalhes que emprestam veracidade ao bom contador; um deles, o cenário: a cozinha. Teria sido naquele recinto profano do escritório do ex-ministro Nelson Jobim, abrigado de qualquer solenidade e sem a presença do anfitrião, que ocorrera o assédio moral inesperado de um Lula chantageador contra um Gilmar irretocável.
Quadro perfeito. Exceto pelo fato de não se sustentar nem mesmo no matraquear do interessado. Sim, o mesmo magistrado suprimiu o precioso cenário despido de testemunhas na versão apresentada ao jornal Valor do dia 30-05 quando afirmou literalmente: 'Jobim esteve presente durante todo o tempo'. Como? E a cozinha? E a privacidade a dois que lubrificou o assédio de um Lula irreconhecível?
Evaporou-se: Jobim estava presente o tempo todo. A contradição ostensiva mirava agora outro alvo: o próprio Jobim, em retribuição ao desmentido categórico do anfitrião para o relato original do episódio à VEJA. No mesmo Valor, Gilmar insinuaria contra Nelson Jobim uma suspeita de cumplicidade com Lula por ter lançado na mesa da conversa o nome de um desafeto: Paulo Lacerda. Ex-dirigente da ABIN, Lacerda foi demitido em 2008 depois que a mesma lingua togada denunciou aos mesmos parceiros da mídia uma suposta escuta da PF em seu escritório - fato nunca comprovado. Na 5ª feira (31-05) o entendimento da investida contra Jobim ficaria completo: Serra, o candidato predileto do conservadorismo, amigo de Gilmar, prestou-se à colaborar com VEJA; desinteressadamente; a exemplo do que tantas vezes o fez desinteressado o também o colaborador Dadá, araponga de aluguel do esquema Cachoeira. Serra incitou o amigo Jobim a falar com a revista sobre o encontro. É um traço do veículo da Abril - comprovado nos documentos disponíveis na CPI do Cachoeira - recorrer a colaboradores desse espectro para obter 'provas' que sustentem suas matérias pré-fabricadas.
Surpreendido pela trama rasteira Jobim tirou a escada de VEJA e deu troco duplo: desmentiu Gilmar no Estadão; confirmou a Monica Bergamo, da Folha, o que tantos sabem: Serra não falha; sua biografia de bastidores está, esteve e estará sempre entrelaçada a golpes e denúncias que contemplem a regressividade udenista da qual VEJA constitui a corneta mais atuante e Gilmar o novo expoente da agressividade lacerdista.
Diante do maratonismo verbal não sobraria fôlego aos jornais e jornalistas amigos para conceder ao leitor um pequeno espaço de reflexão sobre a momentosa semana final de maio, que deixa mais dúvidas do que certezas. Ademais da evanescente cozinha do escritório do ex-ministro Nelson Jobim, outros pontos de interrogação merecem retrospecto. Por exemplo:
a) a reportagem publicada por Carta Maior no dia 29-04 " Cachoeira arruma avião para Demóstenes e 'Gilmar' - com aspas por conta da identificação incompleta do ilustre viajante e um dos motivos da fluvial verborragia togada, não tratava de pagamento de vôo a Berlim patrocinado pela 'agência de viagens' Demóstenes & Cachoeira;
b) o texto, conciso e claro baseado em escutas públicas da PF teve como foco uma 'carona aérea' no trecho SP-Brasília, solicitada ao esquema Cachoeira para o dia 25-04 de 2011;
c) as tratativas telefônicas da quadrilha Cachoeira apontam que os passageiros da carona viriam da Alemanha e seriam, respectivamente, Demóstenes e 'Gilmar';
d) a data da chegada a São Paulo é a mesma do retorno informado pelo próprio Gilmar Mendes em seu rally jornalístico;
e) o horário de chegada do seu vôo originário da Alemanha guarda proximidade com aquele informado à quadrilha. Essas as coincidências notáveis. A partir daí os fatos e comprovantes apresentados por Gilmar Mendes desmentem que ele tenha utilizado a dita carona solicitada à quadrilha, fato que Carta Maior noticiou imediatamente após os esclarecimentos do magistrado. O desencontro entre essas evidências e as providencias tomadas pela quadrilha Cachoeira, todavia, autoriza uma indagação que não se dissolve no aluvião verborrágico da semana, a saber: quantos Gilmares havia em Berlim com Demóstenes Torres? E, mais que isso: quem seria o 'Gilmar' cuja inclusão na carona, aparentemente desativada, não causou qualquer surpresa a Cachoeira, que nas escutas reage à menção do nome e da presença como algo se não habitual, perfeitamente compatível com a extensão de seus tentáculos e zonas de influência?
Carta Maior reserva-se o direito de continuar praticando um jornalismo crítico e auto-crítico, comprometido única e exclusivamente com a democracia e as aspirações progressistas da sociedade brasileira, abraçadas pela ampla maioria de seus leitores. Isso naturalmente a coloca na margem oposta daqueles que até ontem consideravam Demóstenes Torres, seus valores, agendas, contas de celular e caronas em jatinhos uma referência ética e republicana.
Fiel a esse compromisso com o leitor, Carta Maior cumpre a obrigação de manter em pauta algumas perguntas ainda sem resposta satisfatória: quantos gilmares havia em Berlim? Quantos gilmares havia no escritório de Jobim (um na cozinha e um na sala)? E, ainda mais urgente, quantas ameaças de fuzilamento da liberdade de expressão serão necessárias para que os partidos democráticos e o governo tomem a iniciativa de desautorizar a língua arvorada em extensão da toga? Não só em palavras, mas sobretudo na impostergável democratização afirmativa da publicidade oficial, antes que novos e velhos caçadores de jornalistas consigam transformá-la em mais um torniquete da pluralidade de opinião.
Saul Leblon
No Carta Maior
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Noblat também não leva Gilmar Dantas a sério

Ricardo Noblat, como se sabe, é um dos responsáveis pela popularização do “Gilmar Dantas”, em lugar do nome verdadeiro do ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, agora ameaçado de sofrer um processo de impeachment de um cidadão de sobrenome Rôla e outro de um blogueiro sujo, se for alguém que este ansioso blogueiro pensa que é.
"Gilmar Dantas" está em maus lençóis, depois que o Demóstenes pronunciou aquela histórica frase ao Carlinhos: “o Gilmar mandou subir”.
Pior de tudo, o "Dantas" descreveu uma chantagem de que teria sido vítima, com testemunha, e não processou o chantagista.
Pois, nessa descida aos Infernos, Noblat lhe dá outra punhalada nas costas.
Uma punhalada de dentro do Globo online, que deita e rola com anúncios de empresas governamentais.
Ah!, que inveja, diria a diretora-executiva do Conversa Afiada, a Geórgia Pinheiro.
Que inveja da mídia estatal na Rede Globo!
(A Folha da Eliane Catanhêde, que publica neste sábado uma louvaminha ao "Dantas", nem estatais têm: deixou de ser um veiculo de publicidade que se preste a mais do que à venda de imóveis.)
Acompanhe, amigo navegante, o Noblat.
O Noblat!
No Globo!
Coitado do "Gilmar Dantas":

O equívoco de Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes informou à Rádio do Moreno que entrará com uma ação na Procuradoria-Geral da República pedindo o substrato das empresas estatais que usam o dinheiro público para o financiar blogs que atacam as instituições.
Disse Gilmar:
- É inadmissível que esses blogueiros sujos recebam dinheiro público para atacar as instituições e seus representantes. Num caso específico de um desses, eu já ponderei ao ministro da Fazenda que a Caixa Econômica Federal, que subsidia o blog, não pode patrocinar ataques às instituições.
E disse ainda:
- O direito de crítica, de opinião, deve ser respeitado. Mas o ataque às instituições é intolerável.
Ataco a instituição chamada presidência da República quando ataco o eventual ocupante da cadeira de presidente da República?
Por mais que eu critique um ministro do Supremo Tribunal Federal posso ser acusado de criticar o próprio Supremo?
E se digo que o Congresso virou um antro de políticos interessados antes de tudo em enriquecer devo ser punido com a supressão de anúncios de empresas estatais que porventura prestigiam meu blog?
A VEJA está repleta de anúncios de empresas estatais – e ela não dá moleza para o governo. Deveria perder tais anúncios?
Acho que o ministro confunde “Cid Sampaio” com “feijoada com paio”.
Qualquer pessoa ou instituição que se julgue ofendida por um jornalista ou veículo de comunicação tem o direito de procurar a Justiça e pedir reparação.
É como procede o próprio Gilmar, alvo preferencial de blogs que fazem parte do PIG (Partido da Imprensa Governista). (Ler o “Em tempo” – PHA)
De resto, é bom não confundir pessoas com instituições. Instituições são permanentes. Pessoas passam.
As próprias instituições também são passíveis de censura. Por que não deveriam ser?
Pregar o fim do patrocínio publicitário a qualquer veículo é trair o desejo de asfixiá-lo.
Isso atenta, sim, contra a liberdade de imprensa.
Em tempo: o titular deste blog não ganha um tostão, nem direta nem indiretamente, pelos anúncios aqui veiculados.
Em tempo: aí, o Noblat passou a correr sério risco. Sofrer um processo de plágio de seu conterrâneo, o Fernando Ferro, deputado do PT de Pernambuco que inventou a expressão PiG, Partido da Imprensa Golpista, para se referir a artigo do Ali Kamel, também notável global. A adaptação do Noblat não o exime de um processo judicial. E essas coisas saem muito caro. PHA
Em tempo 2: num seminário sobre o PiG e a liberdade de expressão para comemorar os 10 anos do Vermelho, o portal do PC do B, vários conferencistas substituíram Gilmar Dantas por “Gilmar Cachoeira”. Este ansioso blogueiro ali presente, considerou deselegante a menção. Considera que a associação entre Gilmar e Daniel Dantas se inscreveu em pedra, no Panteão da Magistratura Universal. Por mais que os grampos da CPI venham, eventualmente, a comprometer Gilmar Dantas com o que se passou em Goiás no Governo tucano, nada se compara aos dois HCs Canguru, concedidos num espaço de 48 horas, mesmo diante de um vídeo revelador, no jornal nacional. Nem o HC ao imaculado Dr Abdelmassih.
Em tempo 3: ao meu lado, no Vermelho, dizia o Edu Guimarães, outro sujo, do Blog da Cidadania: quem disse que o "Gilmar Dantas" é uma “instituição”? O que a Rosa Maria Weber tem a ver com Gilmar? Boa pergunta, respondeu o ansioso blogueiro. A propósito, convém ler a peça antológica do Mauro Santayana sobre Gilmar: “Supremo, aja!”.
Em tempo 4: e não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de "Gilmar Dantas". Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Dá processo…
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Serra defendeu financiamento de campanhas por empreiteiras, na terra de Cachoeira

Agora, está explicado.
Em 2011, quando José Serra (PSDB-SP) visitou Goiânia - cidade onde mora o bicheiro Carlinhos Cachoeira - ele defendeu o financiamento de campanhas eleitorais bancadas por empreiteiras, banqueiros, e outros endinheirados:
http://goo.gl/mKvr6
Agora o ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, em entrevista à revista IstoÉ, falou:
... todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra (o Rodoanel) financiava a campanha do Serra (...) Veio um procurador de empreiteira me avisar. "Você tem que se previnir. Tem 8% entrando lá!" Esse 8% era caixa 2. Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin.
Em outro trecho, Pagot disse:
... me neguei a assinar um aditivo do Rodoanel (...) era empreitada global, não pode fazer aditivo. (...) Quando a obra chegou ao final, a Dersa veio me cobrar mais dinheiro (...) o Paulo Preto apresentou a fatura de R$ 260 milhões. Não aceitei. (...) O Paulo Preto (diretor da Dersa) me ligava toda hora.(...)
Em tempo:
Uma curiosidade: O Serra continua candidato a prefeito de SP, ou a tucanada já está pensando em um plano "B"?
No Amigos do Presidente Lula
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Mujica oferece palácio presidencial como refúgio para sem-teto

Presidente do Uruguai nunca se mudou para mansão, que poderá ser abrigo no inverno
Ao ser eleito, o presidente do Uruguai, José Mujica, disse que não iria se mudar para o palácio presidencial e cumpriu sua promessa. Agora, ele parece ter encontrado uma outra utilidade para a Casa Suárez y Reyes, em Montevidéu. Ele ofereceu o palacete no bairro do Prado como alternativa para abrigar pessoas que vivem nas ruas, principalmente durante o inverno.

José Mujica
Não seria todo o palácio, mas algumas de suas instalações, o que mesmo assim não deixou de surpreender os funcionários do Ministério de Desenvolvimento Social, responsável pelo assunto.
De acordo com a imprensa uruguaia, a utilização seria possível caso os abrigos não sejam suficientes. E a mansão por pouco não recebeu sua primeira hóspede no último dia 24: uma mulher e seu filho, mas o ministério acabou encontrando vaga num abrigo para eles na última hora.
O inverno uruguaio é rigoroso. E no ano passado, a morte de cinco pessoas por hipotermia gerou uma crise que culminou com a destituição da ministra de Desenvolvimento Social, Ana Vignoli. Por isso, mesmo antes de o inverno chegar oficialmente este ano, já começaram as remoções de sem-tetos para os abrigos.
Mujica mora na chácara de Rincón del Cerro, na zona rural de Montevidéu, a mesma na qual vivia antes da eleição presidencial. A Casa de Suárez y Reyes era o local em que costumavam viver os presidentes uruguaios, mas começou a ser desprezada com a ascensão da esquerda. Antecessor de Mujica, Tabaré Vázquez também não quis se mudar para ela. Hoje é usada para reuniões com governantes estrangeiros ou do Conselho de Ministros.
O palácio é uma obra do arquiteto Juan María Aubriot. Conta com 42 funcionários, tem três andares e é visitada pela população no Dia do Patrimônio. Agora poderá ter novos moradores. Pelo menos, durante o inverno.
No O Globo
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