30 de mai de 2012

Análise de um factóide

Comentário de Leandro Fortes a respeito de matéria da Folha sobre Lula (a matéria está logo abaixo do comentário)
"Minha humilde contribuição de professor às aulas do cursinho de trainee da Folha de S.Paulo.
1) Na manchete, assim como no lead (primeiro parágrafo do texto jornalístico), lê-se "membros do governo" e "integrantes do governo" unidos numa certa avaliação resumida em um "tiro no pé";
2) Ao se ler a referida reportagem, contudo, percebe-se que os tais "membros" e "integrantes" se resumem a uma declaração em off, entre aspas, onde se lê: "Quem vai ter coragem de segurar o processo [do mensalão] agora?'', questiona UM INTERLOCUTOR do Planalto.
3) Também na reportagem somos informados que a informação primária vem da coluna "Painel", da Folha, assinada pela jornalista Vera Magalhães. Então, algumas considerações para discussão em sala de aula:
- A manipulação da informação por meio de manchetes desconectadas do texto, apesar de ser um recurso antigo, é uma canalhice fora de moda. Com a internet e as redes sociais, essa estratégia cai sempre no ridículo. Não façam.
- Muita gente usa, mas evite lançar mão de aspas em off. Quase sempre é um recurso de repórteres sem escrúpulos e/ou preguiçosos para inventar frases que, normalmente, eles não conseguiriam arrancar de ninguém.
- Vera Magalhães é esposa de Otávio Cabral, um dos autores da reportagem da Veja sobre o encontro de Lula e Gilmar Mendes na casa de Nelson Jobim. Nesse caso, creio, deveria se declarar impedida de produzir notas sobre a matéria do marido.
Grato pela atenção."

Membros do governo avaliam que atitude de Lula foi 'tiro no pé'

Integrantes do governo sustentam que o voluntarismo do ex-presidente Lula com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes acabou virando um tiro no pé.
"Quem vai ter coragem de segurar o processo [do mensalão] agora?'', questiona um interlocutor do Planalto.
A informação é do "Painel", editado por Vera Magalhães e publicado na edição desta quarta-feira da Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Ontem, declarações de Mendes elevaram o tom de seu confronto com Lula, iniciado no fim de semana com a revelação pela revista "Veja" de um encontro que eles tiveram em abril no escritório do ex-ministro do STF Nelson Jobim.
O ministro afirmou que Lula fomentou intrigas contra ele para constranger o tribunal e tentar "melar" o julgamento previsto para ocorrer neste ano.
Mendes disse que Lula agiu como uma "central de divulgação" de informações sobre sua ligação com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e o empresário Carlos Cachoeira, acusado de chefiar um esquema de corrupção.
"O objetivo era melar o julgamento do mensalão", afirmou Mendes, ao chegar para uma sessão do STF. "Dizer que o Judiciário está envolvido numa rede de corrupção."
Segundo o ministro, o ex-presidente disse que o julgamento do mensalão deveria ser adiado para depois das eleições deste ano e sugeriu que poderia garantir proteção na CPI que investiga Cachoeira.
Em nota na segunda-feira, Lula se disse "indignado" com a versão de Mendes, que não foi corroborada por Jobim. A assessoria do ex-presidente disse ontem que não se manifestaria sobre as novas declarações de Mendes.
O ministro do STF disse que as pressões para que o julgamento do mensalão seja adiado seguem uma "lógica burra, irresponsável, imbecil" e voltou a defender a realização do julgamento ainda neste semestre. "Nós vamos ficar desmoralizados se não o fizermos", afirmou.
Lula chegou ontem a Brasília e se encontra hoje com a presidente Dilma Rousseff.
Walter22
No Advivo
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Veja, Gilmar e o Editor Imaginário

Após o período atípico, sem manchetes denunciativas nas capas, que se seguiu à instalação da CPI do Cachoeira, a revista Veja tenta sair das cordas publicando, na edição desta semana, uma denúncia em que um seu velho conhecido – o ministro Gilmar Mendes, do STF – afirma que o ex-presidente Lula o teria pressionado para que tentasse adiar a data do “julgamento do Mensalão” para depois das eleições municipais deste ano. Em troca, segundo a revista, o ex-presidente ofereceria ao magistrado “blindagem” contra eventuais acusações na CPI do Cachoeira.
Logo após a revista chegar às bancas, jornalistas e blogueiros passaram a apontar as múltiplas inconsistências da matéria - trabalho facilitado, inicialmente, pela negação peremptória da veracidade da denúncia feita pela única testemunha presencial do encontro entre Mendes e Lula (o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim) e complementado, na noite de ontem, pelo depoimento do próprio Gilmar Mendes ao Jornal Nacional, em que afirma que “ele [Lula] não pediu nada diretamente a mim”.
Factoide de curta duração
Não é meu interesse, aqui, repisar os múltiplos fatos e constatações que desmontaram o factoide de Veja em questão de horas, nem especular o que teria levado Mendes a desmentir a revista já na segunda-feira. As explicações estão aí, aos borbotões, na internet e no pouco que resta de imprensa séria no Brasil.
Tampouco me interessa, no curto espaço deste artigo, analisar a incompatibilidade da conduta de Gilmar Mendes com a posição que ocupa: como reconheceria qualquer pessoa ciente das leis, ainda que a acusação fosse verdadeira, seria obrigação de um ministro do STF levá-la à Justiça, e não, após mais de um mês de silêncio, fazer futricas na menos confiável das publicações brasileiras.
Lúdica imprensa
O que gostaria de propor aos leitores e leitoras neste texto é um exercício mental, um jogo, que pede uma certa dose de abstração, tendo como meta produzir uma reflexão sobre o jornalismo brasileiro hoje: façamos como Carlinhos Cachoeira e brinquemos de editor.
A proposta do jogo é que nos coloquemos no lugar do editor de uma hipotética revista jornalística séria. Tentemos evitar, portanto, assumir uma posição ideológica pré-determinada e tenhamos como meta principal simular adotar os mesmos critérios práticos que o jornalismo historicamente chama para si – checagem de informações, ouvir os dois lados, equilíbrio, responsabilidade social, defesa do interesse público.
Comecemos fazendo um esforço para esquecer, por um momento, a biografia e as peculiaridades dos personagens envolvidos na última “denúncia” da Veja, publicação que – com o perdão pelo duplo sentido - também deve ser abstraída de nosso pensamento. Conservemos a mesma denúncia, feita porém a uma revista jornalística séria de um país democrático: um ministro da Suprema Corte acusa um ex-presidente (por duas vezes eleito) de tê-lo pressionado para que convencesse colegas de toga a optarem pelo adiamento de determinado julgamento, envolvendo acusação de corrupção contra o partido político do ex-mandatário (mas não diretamente contra este). Em troca, ele teria prometido “aliviar a barra” do denunciante se e quando pipocassem acusações contra este numa CPI em andamento.
Jornalismo dentro da lei
Antes de examinarmos o caso é forçoso constatar que tudo o que se refere à denúncia teria de ser checado e rechecado pelos editores, antes da eventual publicação da matéria, posto que, além de serem estes os procedimentos recomendados pelo bom jornalismo, o que está em jogo envolve altas personalidades da República e poderia provocar sérias consequências tanto no campo jurídico quanto político-eleitoral. Desnecessário observar que a constatação de eventual leviandade por parte da publicação fatalmente acarretaria danos, não só à sua imagem pública, mas no âmbito judicial, já que a existência e o cumprimento de leis que regulamentam o exercício do jornalismo são característica comum aos países de democracia consolidada.
Um primeiro fator a se considerar pelo editor da revista seria o da credibilidade da testemunha. Ser ministro do Supremo ajuda, mas, como se sabe, quanto mais avançada a democracia, menos vale o “critério” da carteirada, do “você sabe com quem está falando?”. Uma publicação jornalística séria levaria em conta se o denunciante tem uma história moral condizente com a que se espera de alguém que tem assento na mais alta corte do país ou seu passado é entremeado de episódios obscuros, suspeitas, ligações com personalidades políticas controversas, perda da compostura em púbico, grampos sem áudio. A opinião pública e seus pares de toga o respeitam, ou ele já chegou a ser publicamente acusado, por um deles, de estar “na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”?
Testemunha-chave
Uma segunda medida, porém elementar, seria se inteirar se haveria testemunhas que pudessem corroborar ou desmentir a acusação feita pelo ministro e, em havendo, entrevistá-la(s). Afinal, uma terceira pessoa que reafirmasse o ocorrido, a depender de sua credibilidade e do grau de coincidência com a denúncia originalmente formulada, forneceria uma evidência mais consistente para a publicação da denúncia, reduzindo o ônus da revista – ao passo que, se esse terceiro elemento fosse reticente ou desmentisse a acusação, acenderia um alerta e faria aumentar a desconfiança na redação quanto à veracidade do relato do magistrado.
Ora, nenhuma publicação séria do mundo publicaria uma denúncia contra um ex-presidente ciente de que esta seria desmentida pela única testemunha presencial capaz de corroborá-la, como Jobim o fizera em relação à denúncia de Veja/Mendes. Nosso jogo deveria, portanto, terminar aqui, já que um editor responsável e jornalistas honrados jamais concordariam em assinar uma matéria tão leviana, alicerçada em bases tão frágeis. Mas, entre nós, brasileiros, o jornalismo responsável anda tão escasso que proponho brincarmos de imprensa séria um pouquinho mais.
Coerência lógica
Consideremos então que, para nosso valoroso redator, tão essencial quanto as medidas acima elencadas seria um exame da plausibilidade da denúncia. Várias questões então se colocariam para ele. A primeira delas diz respeito à probabilidade lógica: o STF tem 11 membros. Do time atual, o ex-presidente indicou seis nomes, e sua sucessora, do mesmo partido, dois. Já o ministro acusador foi indicado por um ex-presidente que antecedeu a ambos mandatários e lhes faz oposição, indicação que, segundo alguns, se deu como forma de recompensar a extrema leniência com que o nomeado desempenhou o papel de Procurador-geral da República em seu governo.
Ora, por que o ex-presidente agora acusado, ao invés de pressionar os oito ministros nomeados por ele e sua sucessora, preferiria ir ter com um magistrado nomeado pelo seu principal opositor? Mais: por que o faria, se fora anteriormente publicamente agredido pelo mesmo ministro, que declarou que iria “chamá-lo às falas” por conta de uma denúncia de grampo no STF - publicada, aliás, na mesma revista ora sob suspeita, e jamais comprovada?
Fora de timing
Certamente nosso brioso editor, já picado pela vespa da perplexidade (ele é um editor imaginário, mas é humano), quedaria a pensar por que cargas d'água um ex-presidente desejoso de manipular a data do tal julgamento iria pressionar um ministro sem posição de comando no tribunal ou função especial alguma no “julgamento do Mensalão”, ao invés de acossar os presidentes do STF e do TSE ou o relator do caso? “Isso não faz sentido algum”, refletiria o nobre homem.
Por fim, pensaria nosso já estupefato editor, por que o ex-presidente, que poderia ter feito como seu antecessor e mandado engavetar a granel denúncias que o desagradassem, se tinha interesse em manipular o “julgamento do Mensalão”, não o fez antes, no poder?
Essa questão certamente estaria na pauta da entrevista com o ex-presidente, a qual, obedecendo parâmetros éticos mínimos, deveria não apenas dar a voz ao outro lado para que se posicionasse ante as acusações que lhe são feitas, mas publicá-las com destaque textual e fotográfico proporcional ao dado às acusações e ao acusador. Isso, conclui o editor, se não existissem tantos furos a impedir a realização de uma matéria minimamente séria, que pode destruir nossa reputação.
Uma questão de ética
Xingando mentalmente o pauteiro que propôs uma matéria tão sem sustentação, nosso valoroso editor desiste de publicar a matéria e comunica a decisão aos demais profissionais envolvidos – não sem uma sutil reprimenda entrelinhas.
Desliga o computador, fechas as gavetas e, com a consciência leve assegurando a dignidade com que os jornalistas de Veja não podem nem sonhar, sai assobiando pelas ruas com as mãos nos bolsos, vendo a tarde cair.
Maurício Caleiro
No Cinema & Outras Artes
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Taxa básica de juros cai para 8,5%, a menor desde 1986

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu, hoje (30), para 8,5% ao ano a taxa básica de juros que remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). É o nível mais baixo da taxa Selic desde 1986, e a menor desde que a atual política monetária foi adotada, no início de 1999. Antes, o menor índice (8,75%) vigorou de julho de 2009 a abril de 2010.
A redução veio em linha com as expectativas da maioria dos analistas financeiros, como mostra o boletim Focus, divulgado pelo BC na última segunda-feira (28).
Foi a sétima redução consecutiva da taxa básica de juros, que chegou a 12,5% em julho do ano passado, começou a declinar no mês seguinte e, desde então, caiu 4 pontos percentuais.
A definição da Selic em 8,5% foi unânime. "O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O comitê nota ainda que até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária", disse o comitê em nota. A decisão é sem viés, ou seja, não será alterada até a próxima reunião do colegiado.
Em razão do longo processo de afrouxamento da política monetária, que já dura dez meses, como forma de estimular o consumo interno e reativar a economia, a maioria dos analistas financeiros acredita que o processo de redução da Selic deve cair também na próxima reunião do Copom, agendada para os dias 10 e 11 de junho.
Apesar de a inflação permanecer acima do centro da meta traçada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%, os analistas acreditam que a taxa básica de juros descerá até 8%, permanecendo nesse patamar a médio prazo, com possibilidade de voltar a subir em 2013 – algo em torno de 9,5%.
A reunião desta quarta-feira foi a primeira em que o voto dos diretores foi divulgado, conforme determina a Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor há duas semanas. A votação foi unânime.

CNI considera diminuição da taxa de juros essencial diante da crise internacional

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de continuar a política de redução da taxa básica de juros (Selic) é acertada, pois “o cenário externo adverso” exige ações rápidas e estruturantes, e a queda dos juros “é componente essencial” nessas medidas, informou, por meio de nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Além disso, a entidade ressalta que a inflação doméstica está em baixa, embora ainda um pouco acima do centro da meta de 4,5%, mas os reajustes de preços em menor ritmo proporcionam ambiente positivo para uma política monetária mais ativa. A CNI assinala, ainda, que a decisão do Copom também contribui para baratear o crédito, ajuda a retomada dos investimentos e o reaquecimento da demanda interna.
Ela adverte, contudo, que o afrouxamento da política monetária, iniciado em agosto do ano passado, deve ser acompanhado por “maior austeridade nos gastos públicos, de forma a não prejudicar o atual cenário inflacionário benéfico”.
A redução da Selic foi saudada também pelo presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior. Ele ressaltou que pela primeira vez o Brasil tem hoje uma taxa de juro real mais condizente com as taxas de economias maduras.
Para Pellizzaro Júnior, a decisão do Banco Central foi a mais acertada possível, e abre espaço para que instituições financeiras públicas e privadas deem seguimento ao movimento de baixas dos spreads bancários (diferença entre os juros pagos ao aplicador e as taxas cobradas do tomador). “Esse novo corte na Selic é um estímulo ao mercado doméstico”, disse.
Stênio Ribeiro
No Agência Brasil
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PSOL vai à PGR contra Gilmar Mendes e funcionário público pede impeachment do ministro

Brasília - O PSOL protocolou hoje (30) representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O partido questiona a conduta do ministro no episódio que envolve diálogo dele com o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Na representação, o PSOL classifica a conduta do ministro Gilmar Mendes como “bastante questionável”. No documento protocolado na PGR, a sigla pede a investigação dos fatos e, se comprovada conduta indevida, que a procuradoria adote as medidas cabíveis, nos âmbitos administrativo, civil ou penal.
Ontem (29), os partidos de oposição – DEM, PSDB e PPS – protocolaram representação criminal na PGR contra o ex-presidente Lula. O documento pede a instauração de inquérito policial para investigar a veracidade das denúncias feitas por Gilmar Mendes à revista Veja desta semana.
No Senado, o servidor público do Distrito Federal, Cícero Batista Araújo Rôla, (foto), protocolou hoje na Presidência da Casa pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes. Filiado ao PT e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rôla disse à Agência Brasil que o magistrado precisa ser investigado. “Sou um cidadão indignado e não posso aceitar que, na mais alta Corte do país, um ministro esteja sob suspeição”, disse Araújo.
É a segunda vez que o servidor público protocola pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes. A primeira nem chegou a ser analisada pelos senadores porque foi arquivada pela Presidência do Senado. Na ocasião, Rôla questionava a conduta de Gilmar Mendes na concessão de habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
A reportagem da Agência Brasil tentou entrar em contato com o ministro Gilmar Mendes, mas a assessoria do ministro disse que ele não iria se manifestar sobre a representação do PSOL e o pedido de impeachment.
Iolando Lourenço e Ivan Richard
No Agência Brasil
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Nota Oficial da Embaixada da República Bolivariana da Venezuela

As declarações do ministro do STF Gilmar Mendes ao jornal O Globo, se de fato ocorreram, constituem uma afronta à população venezuelana, e demonstram profunda ignorância sobre a realidade de nosso país.
Nossa Constituição, elaborada pela Assembleia Constituinte e referendada pelas urnas, determina a separação de poderes, estabelece direitos de cidadania e configura os instrumentos judiciais cabíveis, ou seja, o presidente da Venezuela não manda prender cidadão algum, independentemente do cargo que ocupe.
Recorrer à desinformação para envolver a Venezuela em debates que dizem respeito apenas aos brasileiros é uma atitude indecorosa - ainda mais partindo de um ministro da mais alta corte da nação irmã - e não reflete a parceria histórica entre Brasil e Venezuela.
Maximilien Arveláiz
Embaixador da República Bolivariana da Venezuela no Brasil
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Serra não inova: mente e dá coice

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El juicio a Krahe se convierte en alegato por la libertad de creación

El cantautor Javier Krahe, durante el juicio. 
Paco Campos (EFE)
No estaba solo. Javier Krahe se sentó en el banquillo por blasfemia, un delito por el que no se había juzgado a nadie desde que se escribió, en el artículo 525 del Código Penal reformado en 1995, bajo el nombre de “ofensa a los sentimientos de los miembros de una confesión religiosa” y “escarnio de dogmas, creencias o ritos”. El mundo de la cultura arropó al cantautor y artista en un proceso que muchos de sus compañeros denunciaron como “predemocrático”. “Quizá sea momento de hacer desaparecer el artículo 525”, declaró Montserrat Fernández Villa, que era directora del programa Lo + Plus, la otra persona acusada por una irreverente vídeo casero grabado por Krahe y otras personas en 1977 y emitido en 2004 en el programa de Canal +.
En el juicio, que quedó visto para sentencia tras una vista oral de cerca de dos horas, la fiscal dijo que no formulará acusación, porque no ve delito en ese vídeo, aunque pueda considerarse entran en conflicto la libertad de expresión y el sentimiento religioso. En ese cortometraje, Krahe enseña a cocinar un Cristo crucificado. Aquella cinta “se rodó entre varios” y se hizo “para proyectar en la pared de casa o de algún amigo”, dijo Krahe durante la vista, negando que estuviera destinada a difundirse públicamente. “Yo tenía la cámara, no sé si todo el rato. La idea era improvisar”, ha añadido el artista, que supo que estas imágenes se habían incluido en la película Esta no es la vida privada de Javier Krahe “cuando ya estaba hecha”.
A la entrada del Juzgado de lo Penal número 8 de Madrid, Krahe (Madrid, 1944) declaró que, si le condenan, se exiliará a Francia. “No me han entendido”, dijo el autor de Cuervo ingenuo, quien añadió que seguirá “haciendo canciones a la Iglesia”, pero menos que sobre las mujeres.
A algunos de los asistentes el juicio les recordaba los tiempos de la Inquisición. Otros lo situaban en la época preconstitucional. El cantautor recibió un caluroso aplauso de compañeros y amigos como Joaquín Trincado, realizador de la cinta por la que Krahe es juzgado; el compositor y cantante Pancho Varona; y los humoristas Pepín Tre y el Gran Wyoming, entre otros. También ha estado arropado por unas 40 personas en la sala en la que se ha celebrado el juicio, como el nuevo responsable de la SGAE, Anton Reixa, o el cantante Miguel Ríos. Este último ha considerado “peligroso” el mismo juicio y la “parafernalia tan costosa” que acarrea. “Nos estamos retrotrayendo a tiempos predemocráticos. Está la libertad de no ver un programa pero también la de hacer una creación diferente”. En la misma línea, el cineasta Álex de la Iglesia ha tachado de “lamentable” todo el proceso. “Krahe es un grandísimo poeta y un enorme músico y no se merece ni que admitan a trámite una cosa así”.

Javier Krahe: "Como cozinhar Cristo"

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Lula e Gilmar

Paixão - Gazeta do Povo
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Houla: patriotas sírios assassinados por terroristas

Este foi um dos vídeos usados pela oposição para acusar o governo sírio de massacre contra a população de Houla.
É realmente estranho que se acredite que um Estado que tenta amenizar as críticas e combater o isolamento internacional pudesse patrocinar um acto bárbaro a poucas horas da chegada do emissário da ONU Kofi Annan.
Não tenho qualquer dúvida de que rejeitarei e condenarei tal violação dos direitos humanos se isso vier a ser provado. Mas o comportamento da comunicação social não contribui para o esclarecimento dos factos. Ela é uma arma ao serviço do imperialismo. O melhor exemplo disso é a fotografia de centenas de mortos iraquianos que a BBC usou para ilustrar o que aconteceu em Houla. Tiveram azar porque o fotógrafo não achou piada e denunciou a situação. Outros, como o The Washington Post, já não conseguem disfarçar o indisfarçável.
Os Estados Unidos financiam o terrorismo na Síria e diariamente explodem bombas e são assassinadas dezenas de civis que não recebem qualquer interesse por parte dos mercenários da informação. Naturalmente, serei criticado por não alinhar com a propaganda imperialista. Muitos desses críticos são os mesmos que abriram caminho à entrada do medievalismo no Afeganistão e da barbárie na Jugoslávia.
E a esta hora, para contentamento de todos, já se exploram as possibilidades de uma intervenção militar externa na Síria – com o beneplácito desse herói do falso socialismo François Hollande – enquanto se expulsam embaixadores sírios nas capitais europeias.
No 5dias.net
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João Paulo Cunha responde ao Cachoeira News Online

Resposta ao texto publicado pelo jornalista (?)  Lauro Jardim, na Veja (leia abaixo)
Caro Lauro Jardim
1- Escrevo-lhe para informar que não procede o comentário escrito hoje (30/05/2012), em seu blog, aventando uma opinião minha em relação ao episódio envolvendo o encontro do ex-presidente Lula com o Ministro do STF, Gilmar Mendes.
2- Como nunca conversamos, não manifestei posição nenhuma sobre este caso para você, de sorte que não passa de especulação afirmar que estou confuso quanto aos acontecimentos.
3- Sei muito bem que este caso está sendo usado de maneira leviana para pressionar o STF a condenar, sem o devido e democrático direito de defesa, os que respondem ao processo do chamado mensalão.
4- Registro também minha solidariedade à indignação manifestada pelo ex-presidente Lula, em relação ao desvirtuamento e uso político que está sendo dado a este encontro.
5- Confio que a verdade ao final sempre prevalece e também que os ministros do STF são absolutamente preparados juridicamente para analisar e emitir um parecer baseado nos autos e provas do processo.
Cordialmente,
João Paulo Cunha
Deputado Federal PT-SP
~ o ~

Radar on-line

Editor: Cachoeira
Petistas balançam
Trapalhada de Lula colocou julgamento do Mensalão nos holofotes
Apesar de publicamente vestir a camisa de Rui Falcão para defender Lula nesse rolo com o STF, uma parcela considerável de petistas no Congresso reconhecia ontem a “trapalhada” de Lula ao tentar pressionar Gilmar Mendes e outros ministros a adiarem o julgamento do Mensalão. Um dos mensaleiros à espera de julgamento, João Paulo Cunha dizia “estar confuso” sobre o que pensar em relação a Lula e a Gilmar:
– Acho que o Lula não seria inocente de chegar cobrando declaradamente alguma coisa, mas o ministro Gilmar Mendes é um ministro preparado. Eu diria até que o mais preparado do Supremo.
Na avaliação de Cunha, Mendes não teria motivos para inventar um encontro tão escabroso como o ocorrido no escritório de Nelson Jobim. Para Cunha, ao tentar ajudar, Lula acabou contribuindo para jogar ainda mais luz sobre o Mensalão e ajudou a incendiar os ânimos dos ministros do STF às vésperas do julgamento.
Por Lauro Jardim
No Esquerdopata
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Gilmar Mendes não é o Supremo

Engana-se o senhor Gilmar Mendes, quando denuncia uma articulação conspiratória contra o Supremo Tribunal Federal, nas suspeitas correntes de que ele, Gilmar, se encontra envolvido nas penumbrosas relações do senador Demóstenes Torres com o crime organizado em Goiás.
A articulação conspiratória contra o Supremo partiu de Fernando Henrique Cardoso, quando indicou o seu nome para o mais alto tribunal da República ao Senado Federal, e usou de todo o rolo compressor do Poder Executivo, a fim de obter a aprovação. Registre-se que houve 15 manifestações contrárias, a mais elevada rejeição em votações para o STF nos anais do Senado.
Com todo o respeito pelos títulos acadêmicos que o candidato ostentava — e não eram tão numerosos, nem tão importantes assim — o senhor Gilmar Mendes não trazia, de sua experiência de vida, recomendações maiores. Servira ao senhor Fernando Collor, na Secretaria da Presidência, e talvez não tenha tido tempo, ou interesse, de advertir o presidente das previsíveis dificuldades que viriam do comportamento de auxiliares como PC Farias.
Afastado do Planalto durante o mandato de Itamar, o senhor Gilmar Mendes a ele retornou, como advogado-geral da União de Fernando Henrique Cardoso. Com a aposentadoria do ministro Néri da Silveira, Fernando Henrique o levou ao Supremo. No mesmo dia em que foi sabatinado, o jurista Dalmo Dallari advertiu que, se Gilmar chegasse ao Supremo, estariam “correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Pelo que estamos vendo, Dallari tinha toda a razão.
"O STF deve julgar, como se espera, o processo conhecido como Mensalão, como está previsto "
Gilmar, como advogado-geral da União — e o fato é conhecido — recomendara aos agentes do Poder Executivo não cumprirem determinadas ordens judiciais. Como alguém que não respeita as decisões da justiça pode integrar o mais alto tribunal do país? Basta isso para concluir que Fernando Henrique, ao nomear o senhor Gilmar Mendes, demonstrou o seu desprezo pelo STF. O Supremo, pela maioria de seus membros, deveria ter o poder de veto em casos semelhantes.
Esse comportamento de desrespeito — vale lembrar — ocorreu também quando o senhor Francisco Rezek renunciou ao cargo de ministro do Supremo, a fim de se tornar ministro de Relações Exteriores, e voltou ao alto tribunal, reindicado pelo próprio Collor. O episódio, tal como a posterior indicação de Gilmar, trouxe constrangimento à República. Ressalve-se que os conhecimentos jurídicos de Rezek, na opinião dos especialistas, são muito maiores do que os de Gilmar.
Mas se Rezek não servia como chanceler, por que deveria voltar ao cargo de juiz a que renunciara? São atos como esses, praticados pelo Poder Executivo, que atentam contra a soberania da Justiça, encarnada pelo alto tribunal.
A nação deve ignorar o esperneio do senhor Gilmar Mendes.
Ele busca a confusão, talvez com o propósito de desviar a atenção do país das revelações da CPI. O Congresso não se deve intimidar pela arrogância do ministro, e levar a CPMI às últimas consequências; o STF deve julgar, como se espera, o processo conhecido como Mensalão, como está previsto.
Acima dos três personagens envolvidos na conversa estranha que só o senhor Mendes confirma, lembremos o aviso latino, de que testis unus, testis nullus, está a nação, em sua perenidade. Está o povo, em seus direitos. Está a República, em suas instituições.
O senhor Gilmar Mendes não é o Supremo, ainda que dele faça parte. E se sua presença naquele tribunal for danosa à estabilidade republicana — sempre lembrando a forte advertência de Dallari — cabe ao Tribunal, em sua soberania, agir na defesa clara da Constituição, tomando todas as medidas exigidas. Para lembrar um autor alemão, Carl Schmitt, que Gilmar deve conhecer bem, soberano é aquele que pratica o ato necessário.
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PSDB produz provas para enjaular editor da Veja na Papuda

Nas páginas da revista Veja havia um crime perfeito. Um crime de calúnia, cuja autoria estava escondida atrás de um biombo, da "apuração jornalística" em "off".
Pois o PSDB, junto ao DEM, PPS, PSOL e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) acabaram por estragar a perfeição do crime, e gerar provas para levar o editor da revista Veja a tirar até 2 anos de cadeia, de acordo com o código penal.
Eis a prova do crime:
A Veja publicou as seguintes afirmações que atribuiria a Lula conduta criminosa, se fosse verdade:
Depois de afirmar que detém o controle político da CPI do Cachoeira, Lula, magnanimamente, ofereceu proteção ao ministro Gilmar Mendes, dizendo que ele não teria motivo para preocupação com as investigações.
(...)
Se Gilmar aceitasse ajudar os mensaleiros, seria blindado na CPI.
Não sendo verdade, é calúnia (imputar falsamente fato definido como crime a alguém). E não é verdade, conforme negativas de Gilmar Mendes, relativizando as acusações.
Se alguém tinha dúvidas se a Veja ultrapassou a linha da calúnia ou não, os demotucanos acabaram com a dúvida, ao apresentar representação criminal contra Lula, com base no que foi publicado na revista.
A partir do texto da Veja, fundamentaram a acusação contra Lula, que, se fosse verdade, teria cometido três crimes:
- Coação no curso de processo;
- Tráfico de influência;
- Corrupção ativa;
Como nada disso é verdade, pois o próprio Gilmar Mendes já desmentiu em entrevistas qualquer coisa que implique em crime, a representação será arquivada, e o arquivamento será a prova definitiva de que a revista Veja imputou falsamente fato definido como crime a Lula, cometendo crime de calúnia.
Como a revista não consegue atribuir a ninguém especificamente a imputação de crime, me parece que a responsabilidade recai sobre o editor.
Segundo o expediente da revista Veja, o editor é Roberto Civita.
Segundo o código penal, o crime de calúnia, prevê penas de 6 meses a 2 anos de prisão.
Em tempo: quem quiser ler a íntegra da representação demotucana contra Lula pode conferir aqui.
ZéAugusto
No Amigos do Presidente Lula
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As eleições e os prazos de campanha

Mal foi dada a largada para as eleições municipais e recomeçaram as velhas batalhas em torno da “antecipação das campanhas”.
É candidato se queixando de candidato, é procurador a propor punições, é juiz multando todo mundo. A guerra está declarada.
Em São Paulo, onde muitos acham - sem razão - que se travará um embate eleitoral de importância capital para o país, os grandes partidos e os principais contendores volta e meia são cobrados. Seu pecado: desrespeitar os prazos oficiais de campanha.
José Serra e Gabriel Chalita já receberam condenações e estão em dívida com a Justiça Eleitoral - embora possam ainda recorrer. Fernando Haddad deve ser o próximo a ter que se explicar.
O que fizeram?
O tucano e o peemedebista teriam promovido suas candidaturas “aproveitado-se” dos horários reservados pela Justiça Eleitoral - na televisão e no rádio - para divulgação das plataformas dos partidos. Ao invés de apresentar os programas partidários, usaram-no para propaganda eleitoral.
Como disse o despacho do juiz que condenou - por “propaganda antecipada” - Serra e o diretório estadual do PSDB ao pagamento de multa no valor de R$ 5.000,00: “O PSDB exibiu em inserções televisivas (...) conteúdo que contribuiu para a promoção pessoal de José Serra, notório pré-candidato à eleição municipal”.
Para o juiz, ele teria feito “propaganda dissimulada” em abril, três meses antes de quando a legislação a autoriza - nos noventa dias que antecedem as eleições. Consoante a lei, o puniu.
Nada a questionar na formalidade da decisão - semelhante à que atingiu Gabriel Chalita e o PMDB em maio, pelo mesmo motivo.
Por razões alheias à sua vontade, Fernando Haddad não precisa se preocupar com o risco de sofrer castigo parecido. No estado, o PT não disporá, neste semestre, de tempo de televisão, pois o perdeu por tê-lo usado “eleitoralmente” em 2010.
Mas Haddad está sendo acusado - pelo PSDB - de fazer “campanha antecipada” ao criar o movimento “Conversando com São Paulo”, cujo objetivo é discutir suas propostas - através de um portal colaborativo na internet - com entidades da sociedade civil e militantes petistas. Isso, segundo os tucanos, a legislação vetaria.
Pode parecer estapafúrdio, mas não é impossível que a tese seja acolhida pela Justiça Eleitoral.
De acordo com a lei, mesmo a chamada “propaganda intrapartidária” só é admissível quando existem duas ou mais pré-candidaturas no partido.
Nesses casos, ela pode ser feita, mas, para evitar o perigo de que atinja - e contamine - o conjunto do eleitorado, é vedada a utilização de qualquer meio de comunicação de massa e é liberada apenas nos quinze dias que antecedem as convenções. Na internet, só se o estatuto do partido a mencionar explicitamente.
Interpretando essas restrições ao pé da letra, Haddad estaria proibido de pedir o apoio até dos filiados do PT antes da homologação da candidatura. Ou seja: poderia fazer o “Conversando com São Paulo” desde que fingisse que não é candidato.
Exemplos como esses ilustram um dos mais absurdos vieses de nossa legislação eleitoral, originado de um ímpeto controlista injustificado e prejudicial ao fortalecimento da democracia.
De onde teriam tirado nossos legisladores a noção de que é melhor que os eleitores só recebam tarde informações sobre os candidatos? Que está errado que um candidato diga com clareza que o é, a não ser na véspera da eleição?
Qual o problema de o PSDB e o PMDB paulistas usarem seu tempo de televisão para alcançar objetivos partidários legítimos, mostrando o rosto de seus principais candidatos? O certo seria escondê-los?
Em que país do mundo é propaganda antecipada condenável difundir (entre militantes!) uma plataforma de governo?
Como muitas regras ilógicas que existem em nosso sistema político, essa é daquelas que, quando acabar - e tomara que seja em breve -, não deixará saudade.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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As mentiras do DEMo Rodrigo Maia

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Que Gilmar prove o que diz ou seja processado

Em 2008, o ministro Gilmar Mendes chamou o presidente Lula "às falas", a partir de uma reportagem da Veja que afirmava que ele e o senador Demócrita - quer dizer, Demóstenes - estavam sendo grampeados, porque o governo estava criando um "estado policialesco". Não provou nada. Foi apenas bravata. Mas criou uma tremenda crise, que gerou demissões na PF e na Abin. Investigações provaram que não houve grampo algum. E ficou por isso mesmo.
Agora, talvez animado pela impunidade (pois a impunidade gera a repetição do comportamento), Gilmar Mendes pisa ainda mais fundo nas acusações, desta vez nominando o ex-presidente Lula, como o homem que espalharia boatos contra ele, mas visando (como todo megalomaníaco) atingir a instituição da qual ele é um dos onze membros - não mais o presidente, como em 2008.
Mendes afirma que o objetivo do presidente Lula é atingir o STF, constranger os ministros a adiarem o julgamento do "mensalão". Mas, novamente, não prova coisa nenhuma. Como um tirano, acusa, e acha que só pelo fato de acusar a prova está dada.
Só que desta vez as coisas aconteceram de modo diferente. Gilmar participou de um encontro com mais duas pessoas - Lula e o ex-ministro Jobim. As duas negaram o que ele afirma. Ele também negou, quando foi entrevistado e questionado objetivamente. No entanto, agora, partiu novamente para o ataque, e a mídia corporativa abriu manchete para suas declarações.
O Globo, por exemplo (ah, O Globo, que sempre esteve na contramão do Brasil, ao longo da história. Cotas, ProUni, Getúlio, Lula) deu destaque a uma fala de Mendes: "Brasil não é Venezuela, onde Chávez prende juiz". Adiante, deu uma página inteira para Gilmar destilar ódio, ressentimento, e soltar bravatas.
Em primeiro lugar: Pena que o Brasil não seja a Venezuela, nesse caso de prender juízes. O único de que me recordo aqui foi o do famoso juiz Lalau, que roubou milhões e milhões e ficou em prisão domiciliar. Aos demais juízes do Brasil, como vem denunciando a brava Eliana Calmon, o máximo que acontece, quando flagrados em "malfeitos" é serem aposentados compulsoriamente, com salário integral  Isso é punição ou prêmio?
Mas, é bom lembrar ao  ministro, que, se o Brasil não é a Venezuela, também não é Diamantino, a cidade natal do coroné travestido de ministro (para me livrar de ser processado por ele, afirmo, usando de sua expertise (ou esperteza), que isso eu "ouvi de jornalistas", como ele afirmou nas acusações a Lula...).
Gilmar tem que ser chamado às falas para que prove tudo o que afirma. Ou seja processado e seu pedido de impeachment seja colocado em pauta.
Não é de hoje que o coronel de Diamantino tem inúmeras questões em aberto (algumas eu enumerei aqui em Gilmar Mendes acusa Lula de pressão para adiar o julgamento do mensalão. Ou a falta que faz um par de algemas).
Não sei se o presidente Lula, não sei se o PT, se algum congressista ou advogado, mas alguém tem que chamar Gilmar Mendes às falas, notificar o ministro para que ele venha a público e prove o que diz, ou que seja processado, julgado e condenado pelos artigos que tenha violado. Para que o Brasil, que ainda tem muito de Diamantino, mostre que também pode ter um pouco de Venezuela, onde juiz culpado também vai para a cadeia.
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Prefeito do PDT agride repórter em Barra dos Bugres (MT)

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Lula, Gilmar e Jobim, uma trinca do escracho

Ou, até tu Gaspari!

Elio Gaspari

O que aconteceu no dia 26 de abril no escritório de Nelson Jobim, ex-ministro da Justiça, da Defesa, e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal? Certo mesmo, só que lá se encontraram Lula, o ministro Gilmar Mendes e o dono da casa.
Os repórteres Rodrigo Rangel e Otávio Cabral revelaram a lembrança de Mendes. Coisa tenebrosa. Lula recomendou que se adiasse o julgamento do mensalão: “É inconveniente julgar esse processo agora”, e contou que estava caitituando votos da Corte.
Cármen Lúcia? “Vou falar com o Pertence para cuidar dela.” Referia-se ao ex-ministro Sepúlveda Pertence, por coincidência presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência.
Dias Toffoli? “Ele tem de participar do julgamento.” (O ministro, como ex-advogado-geral da União, poderia dar-se por impedido.)
Ricardo Lewandowski? “Ele só iria apresentar o relatório no semestre que vem, mas está sofrendo muita pressão.”
Joaquim Barbosa: “Complexado.”
Finalmente, Lula prensou Mendes com uma pergunta. “E a viagem a Berlim?”
Por trás da curiosidade estava a maledicência de que o ministro fizera uma viagem a Berlim com o senador Demóstenes Torres e parte do paganini por conta de Carlinhos Cachoeira. O ministro rebateu a insinuação e dobrou a aposta: “Vá fundo na CPI.”
O repórter Jorge Bastos Moreno ouviu a narrativa de Jobim: “Não houve nada disso.” Ele contou que o encontro ocorreu por acaso, durou cerca de uma hora, e em nenhum momento os dois estiveram a sós. Dias depois, corrigiu-se e disse que marcou o encontro a pedido de Lula.
O ex-presidente, por intermédio de sua assessoria, contestou, indignado, a reconstrução de Gilmar Mendes.
Alguém está mentindo. Ou mente Gilmar, ou mentem Lula e Jobim.
Pela narrativa de Gilmar, “fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”. O ministro conta que narrou o episódio ao presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, na quarta-feira da semana passada, 27 dias depois do ocorrido.
Infelizmente, ambos mantiveram-no restrito ao mundo de confidências que alimentam a nobiliarquia de Brasília.
Se a narrativa de Gilmar é verdadeira, o escracho começou na própria conversa. Nem Lula poderia ter dito o que disse, nem Gilmar poderia ter ouvido. Sua perplexidade diante das “insinuações despropositadas” deveria ter sido expressa no ato.
A comunicação do ocorrido ao ministro Ayres Britto deveria ter desencadeado uma imediata iniciativa pública. A essa altura era Britto quem não poderia ter ouvido o que Gilmar lhe contou. O cargo em que está investido recomendava que pedisse ao colega que narrasse o episódio na sala de sessões da Corte, ao vivo e em cores, como já fez o ministro Joaquim Barbosa quando julgou impertinente um telefonema que lhe dera um ex-ministro da Casa, advogando um caso milionário.
Nessa ocasião, Barbosa começou a construir sua fama de intratável.
Um Supremo Tribunal Federal com onze juízes intratáveis jamais acabaria metido numa história dessas.
P.S.- A memória exige o registro de que em 2008 o ministro Gilmar Mendes, presidindo o STF, denunciou um “estado policialesco” a partir da leitura do que seria a transcrição de uma conversa que tivera com o senador Demóstenes Torres. Até hoje não apareceu o áudio desse grampo.
Elio Gaspari
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O "santo" e o pecador

Decepcionado com o antigo aliado, (ou seria comparsa?), Mário Couto (PSDB/PA) ralhou com Demóstenes perguntando, "Como pode o senhor conviver nove anos com o 'Carlinhos Cachoeira', sabidamente um bicheiro, um contraventor?"
Gargalhadas (prolongadas).
No Na Ilharga
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O Globo promove campanha contra Lula no Twitter

Ontem ocorreu um fato espantoso que explica bem por que a grande imprensa brasileira é chamada de PIG – sigla que significa “Partido da Imprensa Golpista”, uma sigla cunhada pelo deputado federal pelo PT de Pernambuco Fernando Ferro que se popularizou sobremaneira na internet.
A dita “mídia” é chamada de partido por boas razões. Uma delas é a de que tem militância exatamente como um partido. Centenas de pessoas defendem ferozmente as ações de Globo, Folha de São Paulo, Veja e Estado de São Paulo contra o Partido dos Trabalhadores e o governo federal.
Essas pessoas se escondem sob o anonimato e chegam ao ponto de fazer ameaças de assassinato ou de tortura contra quem se mostre simpatizante do PT e do governo, sobretudo se for blogueiro. Quando menos, promovem campanhas anônimas de difamação, atacam família etc.
Mas, ontem, a atuação da mídia como partido político chegou ao impensável. O jornal O Globo, em sua campanha incansável, interminável e eterna contra Lula, lançou mão de um recurso que só militâncias de partidos usam.
Tuitaço é o envio de múltiplas mensagens pela rede social Twitter para fazer “subir” frases sobre algum assunto ao que se convencionou chamar de Trending Topics, o ranking dos dez assuntos mais comentados no Brasil ou no mundo.
A revista Veja tem sido alvo de tuitaços de militantes petistas e de outros partidos de esquerda. E não é que O Globo, como prova de que é um partido político disfarçado de jornal, decidiu instigar tuiteiros militantes do PIG a promoverem uma campanha contra o ex-presidente Lula?
A imagem acima mostra que o perfil de O Globo no Twitter foi responsável pela “subida” da frase “Lula mente” ao topo dos Trending Topics.
O Globo tem mais de 500 mil “seguidores” no Twitter. Como as campanhas de militantes de oposição ao governo Lula – ou militantes da mídia – para levar frases aos Trending Topics vinham fracassando, o perfil do jornal naquela rede social resolveu dar uma ajudinha veiculando hashtag contra Lula para suas centenas de milhares de seguidores
Assim, O Globo conseguiu colocar no primeiro lugar dos Trending Topics aquela frase. Mas foi só por alguns minutos.
O que o Globo não sabia é que seguir o seu perfil no Twitter não significa apoiar o que faz. Este blogueiro mesmo “segue” o perfil @JornalOGlobo e nem por isso compartilha suas posições políticas. Muito pelo contrário.
Quando descobri que o Globo é que estava por trás da “subida” de #LulaMente ao topo dos Trending Topics, entrei no tuitaço de reação. Rapidamente, em questão de minutos, os simpatizantes de Lula e do PT desbancaram a hashtag #LulaMente, substituindo-a por #BrasilComLula, que permaneceu por mais de uma hora nos Trending Topics.
Então, leitor, se faltava algo para a grande imprensa brasileira comprovar que se converteu em partido político, não falta mais. O segundo (?) maior jornal do país lançou mão do recurso mais banal da política contemporânea para um grupo político atacar outro. O que será que o TSE acha disso?
No Blog da Cidadania
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Gilmar e Demóstenes, Cachoeira e Veja: tudo a ver

trio Gilmar e Demóstenes, Cachoeira e Veja: tudo a ver
Imagens: Agência Brasil/Montagem R7
Para entender este misterioso encontro de Lula com Gilmar Mendes no apartamento de Nelson Jobim, o novo escândalo denunciado pela revista Veja com o único objetivo de atingir o ex-presidente da República e o PT, uma verdadeira obsessão do seu proprietário, é preciso recuar um pouco no tempo.
3 de setembro de 2008. A mesma revista denunciou que o mesmo Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, foi grampeado numa conversa com um senador da República pela Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, então dirigida pelo delegado Paulo Lacerda.
E quem era o senador? Ninguém mais, ninguém menos do que Demóstenes Torres, que era do DEM de Goiás, promovido pela revista em suas "páginas amarelas" como caçador de corruptos, aquele mesmo que está depondo agora na manhã desta terça-feira na CPI do Cachoeira, o "empresário de jogos" que é seu amigo e parceiro nos negócios, como revelou a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.
Em 2008, como agora, também se criou uma enorme crise em Brasília, capaz de abalar os alicerces da República e ameaçar a independência entre os poderes. Gilmar chegou a marchar ao lado de outros ministros do STF até o Palácio do Planalto para "chamar o presidente Lula às falas".
Até hoje, o áudio do grampo não apareceu. A revista Veja nunca mais tocou no assunto. O delegado Paulo Lacerda, da Polícia Federal, que tinha comandado a prisão de PC Farias e a investigação que levou ao impeachment de Fernando Collor, foi suspenso das suas funções e depois perdeu o cargo, sendo obrigado a se exilar como adido policial da nossa embaixada em Portugal.
Lula terminou tranquilamente seu governo, após inúmeras outras crises políticas que nasceram e morreram na imprensa, com mais de 80% de aprovação popular, o maior índice já registrado por qualquer presidente da República.
Gilmar é amigo de Demóstenes, que é amigo de Carlinhos Cachoeira, o grande contraventor que é "fonte" das reportagens de Veja, a ponta de lança do Instituto Millenium, que fornece munição para os demais veículos vindos a reboque.
Podem variar os enredos e os personagens, mas o "modus-operandi" da turma é sempre o mesmo. Conhecendo como conhece Gilmar Mendes e seus amigos na imprensa, que sempre darão a  versão dele sobre os fatos (ou não fatos), o que não consigo entender é como Lula entrou nesta fria aceitando um encontro secreto na casa do ex-ministro Nelson Jobim, amigo de ambos.
Só estavam os três no encontro e, até agora, não se falou em gravações de áudio ou vídeo, a especialidade da equipe de arapongas de Cachoeira comandada por Jairo Martins, cujo nome também apareceu no grampo sem áudio de 2008.
Lula e Jobim desmentiram a versão publicada pela Veja, segundo a qual Gilmar Mendes teria sido "constrangido" pelo ex-presidente a adiar o julgamento do mensalão, em troca de uma blindagem do ministro do STF na CPI do Cachoeira.
Outro fato bastante estranho nesta história é que Gilmar Mendes tenha levado um mês curtindo sua perplexidade antes de chamar os repórteres da Veja, a quem disse, depois de "decodificar" os recados: "Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula".
O ex-presidente só respondeu à reportagem da revista na noite de segunda-feira, quando o assunto já havia tomado conta de todos os noticiários desde sábado.
"Meu sentimento é de indignação", reagiu Lula, que confirmou ter participado do encontro na casa de Jobim, mas qualificou de inverídica a versão publicada pela revista Veja.
Tem certas coisas que a gente nunca vai saber como de fato aconteceram. Melhor seria, com certeza, se não tivessem acontecido.
Ricardo Kotscho
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Campanha #foragilmentes

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Desejo de brasileiro - mais velocidade Gilmar!

Desafasta, coiso ruim!
No Guerrilheiros Virtuais
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Folha tucana ataca a blogosfera

Numa matéria desonesta e distorcida, assinada pelos jornalistas Bernardo Mello e Catia Seabra, a Folha de hoje voltou a atacar a blogosfera - o que só confirma que a velha mídia está muito incomodada com a força crescente das redes sociais. Ao tratar de uma reunião ocorrida ontem à noite entre blogueiros paulistas e o candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT), o jornal tucano destilou todo o seu veneno.
Já no título, "Petista pede ajuda a blogueiros que apoiam governo", uma mentira deslavada. A reunião foi articulada pelos ativistas digitais e não pelo PT ou por Haddad. Da mesma forma, os blogueiros - que residem em São Paulo e conhecem o desastre causado pela dupla Serra-Kassab - já estão agendando conversas com candidatos à prefeitura paulistana de outros partidos.

"Reporcagem" desonesta e distorcida

Na reunião, o pré-candidato petista apresentou as suas propostas programáticas para a cidade, apontou os principais problemas das últimas gestões demotucanas - e agora do PSD de Kassab - e falou dos desafios da sua campanha eleitoral. Mesmo sem ter acesso ao encontro, a Folha intuiu - bem ao estilo Gilmar Mentes - que Haddad "pediu ajuda a sua campanha na internet". Nada foi falado sobre o tema, nem o petista seria ingênuo para achar que iria enquadrar os blogueiros. Ou seja: a Folha mentiu novamente!
De forma desonesta, a Folha tentou vender a imagem de que os presentes da reunião pertencem ao "núcleo de militantes virtuais para atuar na internet" e que "o grupo será acionado para fazer propaganda de Haddad e atacar rivais nas redes sociais". Do encontro participaram vários blogueiros que não têm qualquer filiação partidária e, inclusive, militantes de outros partidos. A Folha sabe disso, mas procurou novamente manipular a informação.

Vínculos sombrios com José Serra

Na prática, a "reporcagem" da Folha tentou prestar mais um servicinho sujo ao tucano José Serra - com que sempre teve o rabo preso. É bastante conhecida a influência do eterno candidato do PSDB na cúpula da empresa da famiglia Frias, inclusive na confecção de pautas e no pedido de demissões de repórteres menos amestrados. Será que a Folha topa divulgar, com mais transparência, seus constantes encontros e contatos com Serra?
A matéria também visou estimular a cizânia entre os blogueiros. Mas esta tentativa é infantil. Os ativistas da chamada blogosfera progressista sempre zelaram pela pluralidade no interior deste jovem movimento. Eles sabem que existem blogueiros de diferentes concepções e origens, de diversos partidos e, principalmente, de ativistas digitais sem filiação partidária. O esforço sempre foi o de construir a unidade na diversidade, respeitando o caráter horizontal e democrático deste movimento.
A Folha, com a sua cultura autoritária e arrogante, não entende a nova realidade da rede. Azar dela. Ela continuará a perder credibilidade e leitores! O seu modelo de negócios continuará afundando!
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Merval quer meter o pau

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Dilma chama Estadão de mentiroso. Já basta um…

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou hoje (30) nota à imprensa sobre o encontro ocorrido nesta terça-feira (29) entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto. Leia abaixo a íntegra da nota:
A Presidência da República informa que são no todo falsas as informações contidas na reportagem que, em uma de suas edições, apareceu com o título “Para Dilma, há risco de crise institucional”, publicada hoje no diário O Estado de S. Paulo. Em especial, a audiência de ontem da presidenta Dilma Rousseff com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, tratou do convite ao presidente do STF para participar da Rio+20 e de assuntos administrativos dos dois poderes. Reiteramos que o conjunto da matéria e, em especial, os comentários atribuídos à presidenta da República citados na reportagem são inteiramente falsos.
Contrariando a prática do bom jornalismo, o Estadão não procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência para confirmar as informações inverídicas publicadas na edição de hoje. Procurada a respeito da audiência, a Secretaria de Imprensa da Presidência informou ao jornal Estado de S. Paulo e à toda a imprensa que, no encontro, foram tratados temas administrativos e o convite à Rio+20.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Leia aqui reportagem do Estadão.
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Gilmar agora acusa 'Johnbim'. Só falta a Dilma

Saiu no Valor, pág. A8: (leia aqui)

“Gilmar Mendes diz que Lula e Jobim tentaram constrangê-lo em encontro”


Numa das 879 entrevistas que deu desde a semana passada, o ex-Supremo Presidente oferece a 879ª explicação:
O ex-ministro "Nelson Johnbim" “também lhe fez perguntas que poderiam sugerir pressão”.
Mas, ele se recusa a classificar o episódio como uma “chantagem”.
“Chantagem” foi o que o Lula fez, na 123ª versão do ex-Supremo.
Na versão 422, a palavra “chantagem” sumiu.
Agora, o “pressionador” é o "Johnbim".
A torcida do Flamengo aguarda a entrevista de Eliane Catanhêde com "Johnbim", um “pressionador”.
O que dirá o sereno e austero Ministro Celso de Mello, decano do Supremo, das 879 versões?
Clique aqui para ler “Gilmar tem um problema com Lacerda”.
E aqui para ler “Protogenes vai processar Gilmar”.
Paulo Henrique Amorim
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Gilmar Mendes diz que Lula e Jobim tentaram constrangê-lo em encontro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse ao Valor que, durante o encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que conversaram sobre o mensalão, o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim também lhe fez perguntas que poderiam sugerir pressões para atrasar o julgamento do processo. Mendes evitou, no entanto, classificar o episódio como chantagem. O ministro mostrou comprovantes de voos de sua viagem a Berlim, cujo trecho oficial foi pago pelo STF e o restante por ele, e contou que viajou em outras duas ocasiões em aviões oferecidos pelo senador Demóstenes Torres (sem partido, GO), com quem disse ter relações "funcionais". Em entrevista coletiva mais cedo, Mendes afirmou que Lula estaria funcionando como uma "central de divulgação" de boatos contra ele e que insinuações falsas envolvendo seu nome seriam "coisa de bandido"........
Há uma versão de que o senhor teria feito uma defesa antecipada ao relatar a conversa com Lula, para evitar o surgimento de fatos novos na CPI.
Não, eu estou revelando isso já há algum tempo. Revelei no dia que saí de lá. Revelei ao Agripino Maia, e no dia seguinte ao Sigmaringa Seixas, que teria informado a [presidente] Dilma [Rousseff]. Eu falei inclusive com jornalistas que vieram me contar que o presidente Lula estava divulgando essas notícias.
O senhor não temeu que Lula e Jobim negassem essa versão?
Isso não tem a menor relevância.
O senhor quis se antecipar à possível divulgação de áudios relatando conversas com Demóstenes?
Não. Claro que o que as pessoas podem dizer... Mas eu só posso ser responsável pelo que faço.
Por que teriam escolhido o senhor, e não outro ministro, para esse tipo de pressão?
Eu tenho a impressão de que alguém concebeu um projeto de trazer o Judiciário para esse mar de corrupção. E imaginaram: "Ele se encontrava com o Demóstenes". Mas eu me encontrava publicamente com o Demóstenes, fui à formatura da mulher dele em Goiânia, mas isso está estampado nos jornais. Ele esteve no aniversário da minha mulher, isso está estampado nas colunas sociais.
O senhor viajou de São Paulo para Goiânia em avião financiado pelo Cachoeira?
Hoje distribuí comprovantes da minha viagem a Berlim. Fui em viagem oficial a Granada e depois, com desdobramento de voos, fui até Praga, e de lá fui de trem pra Berlim. Fui a Praga a passeio, me encontrei com o Demóstenes. Eles estavam indo a Praga, e nós também, no mesmo período de Páscoa, logo depois do evento que tive em Granada. Tem uma conversa do Cachoeira com alguém dizendo que o Demóstenes estava chegando e pedindo um avião, dizendo que ele estava em Berlim com o Gilmar. Mas estou inclusive com os tíquetes e as milhas da TAM do meu voo de Guarulhos pra cá.
O senhor viajou com o senador Demóstenes em outras ocasiões?
Com ele não sei, eu fui a duas ocasiões a convite dele a Goiânia. Uma vez em 2010, com o Jobim e o [ministro do STF Dias] Toffoli, em que o senador colocou a disposição uma aeronave - imagino, de empresas de taxi aéreo. Não me lembro qual era o evento, tivemos um jantar. E uma outra vez para um evento de formatura da Flavinha, a esposa dele, em que fomos Toffoli, eu, [a ministra do Superior Tribunal de Justiça] Fátima Nancy Andrighi. Éramos paraninfos da turma. Isso foi em abril do ano passado, se não me engano com a empresa Voar.
O senhor tem relação de amizade com Demóstenes Torres?
De amigo, não. Temos um relacionamento funcional, normal, uma relação de camaradagem. Tanto é que o senador aparece falando em uma das gravações que ele precisava deixar de ter um encontro em Goiânia com o Cachoeira porque precisava manter proximidade com a gente, ir ao aniversário da minha mulher.
Petistas sugeriram que o senhor teria tido contato com Roberto Gurgel, para evitar a abertura de inquérito contra Demóstenes Torres...
Você consegue imaginar um absurdo maior que esse? Que relação eu tenho para pedir ao procurador-geral que não faça isso? Veja onde essa gente está com a cabeça. É um misto de irresponsabilidade com despreparo. Isso não tem nada a ver com o Supremo, nem chega aqui.
Haveria uma tentativa de retaliação por parte do ex-diretor da PF Paulo Lacerda, demitido depois que o senhor denunciou grampos em seu gabinete?
Não tenho a menor ideia. Lá atrás, um jornalista me disse que setores estavam dizendo que o Paulo Lacerda teria um acerto de contas comigo. Nessa mesma conversa agora, o Lula me perguntou se eu não achava que o grampo tinha sido objeto de alguma articulação, se não era coisa do Cachoeira, do Demóstenes, ou da "Veja". Eu disse: presidente, não posso saber, acredito que não.
O nome do Paulo Lacerda foi mencionado na conversa?
Nessa conversa, Jobim perguntou: e Paulo Lacerda? Agora, as coisas passam a ter sentido.
Seria uma demonstração de que se tratava de chantagem?
Pode ser. Interpretem como quiser.
Ou seja, que o próprio Jobim participou de uma tentativa de chantagem?
Era uma conversa absolutamente normal, nós repassamos vários assuntos. Nós falamos sobre o Supremo, recomposição do Supremo, PEC da Bengala, a má articulação hoje entre o Judiciário e o Executivo. O Jobim participou da conversa inteira. Nesse contexto, cai uma ficha.
Que ficha caiu, de que seria uma estratégia?
Isso é possível, vamos constrangê-lo com Paulo Lacerda. Não sei se é isso.
No Valor Econômico
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'Cerra' não foi convidado

Saiu na Folha:

Petista pede ajuda a blogueiros que apoiam governo


DE SÃO PAULO
Diante do impasse nas negociações com outros partidos, o pré-candidato do PT, Fernando Haddad, investe no front virtual para tentar crescer na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Ele procurou blogueiros que apoiam o governo Dilma Rousseff para pedir ajuda a sua campanha na internet. O grupo marcou jantar ontem à noite na casa do jornalista Paulo Henrique Amorim, que é apresentador da TV Record e mantém o blog Conversa Afiada.
“A intenção é ouvir opiniões sobre a campanha e pedir o apoio deles como militantes”, disse o deputado estadual Simão Pedro (PT), da campanha petista.
Na lista de convidados, estavam também Luis Nassif, Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha, Renato Rovai, Altamiro Borges, Conceição Oliveira, Paulo Salvador e Sérgio Lírio.
Rovai disse que o grupo pretendia discutir temas da cidade e não deve declarar apoio formal a Haddad.
Os participantes do jantar, que se apresentam como “blogueiros progressistas”, foram recebidos pelo ex-presidente Lula no Planalto no fim de 2010.
No ano passado, o PT montou um núcleo de militantes virtuais para atuar na internet. O grupo será acionado para fazer propaganda de Haddad e atacar rivais nas redes sociais.
(BERNARDO MELLO FRANCO E CATIA SEABRA)
Aparentemente, a Folha tem um problema com este ansioso blog e seu impressionante faturamento.
Um blogueiro sujo perguntou a este ansioso blogueiro (também sujo) se podia realizar um encontro de blogueiros sujos – clique aqui para ler a Carta de Salvador e ‘Nada além da Constituição’” – com o Haddad, em minha casa.
Recentemente, José Dirceu se encontrou com os blogueiros sujos na minha casa, o que provocou frenesi em alguns blogueiros limpos, cujo nome, enunciados, provocariam um desastre ecológico parecido com o que aflige, hoje, os que moram ao longo do rio Pinheiros que cerca São Paulo.
Esclarecimento: Haddad não pediu apoio aos blogueiros sujos – porque foi um diálogo entre pessoas educadas.
Este ansioso blogueiro “não será acionado” para coisa nenhuma.
Ele é um “first mover”, aciona-se por si mesmo, antes – não é isso, Daniel Dantas?
Lamentavelmente, a Folha não parece conhecer a lista completa ds pessoas que entram na minha casa.
De uma coisa ela pode estar certa: o "Cerra" não entra.
Em tempo: no encontro, Haddad disse que não lê a Folha.
Paulo Henrique Amorim
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Uma conversa para entrar na história

Veja continua em cartaz. E também o seu Manual de Estilo. A matéria da edição 2271 (data de capa 30/5, pág. 62), em que revela uma suposta chantagem do ex-presidente Lula da Silva sobre o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para adiar o julgamento do mensalão, é um clássico do seu repertório de denúncias.
Um repórter ou analista político da escola tradicional, pré-Facebook, teria eliminado os dois enormes parágrafos iniciais e começado no terceiro. Resultaria mais impactante. E veraz.
O enorme “nariz de cera”, além de antiquado, revela uma disposição panfletária que só os leitores muito desligados não identificarão como tentativa de indução. Aliás, desnecessária: o teor da versão do ministro Gilmar Mendes sobre o seu encontro com o ex-presidente no escritório do ex-ministro Nelson Jobim é tão surpreendente e explosivo que torna supérfluos todos os expedientes e recursos dramatizadores usados pelo semanário.
Gilmar Mendes revela uma memória prodigiosa, as frases de Lula que registrou e repassou aos repórteres de Veja indispõem o ex-presidente com três ministros da suprema corte (Joaquim Barbosa, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski) e um ex-ministro também chefe da Comissão de Ética Pública da Presidência (Sepúlveda Pertence). Adicionadas à tentativa de coagir moralmente o interlocutor Gilmar Mendes, também ministro do STF, constituem inédito e inaudito aperto no Judiciário. Mesmo que Lula, sem qualquer mandato ou cargo político, seja livre para dizer o que pensa.
Reportagem, reportagem
Ouvido por Veja, o anfitrião Nelson Jobim confirmou o encontro e acrescentou que as partes da conversa que presenciou “foram em tom amigável”. Isso não está em questão. Gilmar Mendes procurou ser mais preciso ao classificá-la como “pouco republicana”, segundo o experimentado repórter político Jorge Bastos Moreno na edição do Globo de segunda-feira, 27/5 (ver “Lula e Gilmar Mendes: conversa errada, no local errado, com pessoa errada”).
Àquela altura, de acordo o mesmo repórter, Gilmar Mendes teria “tirado a toga” (isto é, soltado a franga) ao destacar o papel do araponga Dadá (o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Martins de Araujo, braço direito de Carlos Cachoeira) na operação Satiagraha.
Se trabalhasse suas matérias com um pouco mais de cuidado, Veja teria oferecido uma versão mais consistente, mais saborosa e até mais trepidante do encontro de bambas. Se não estivesse tão aflita e afoita em colocar o mensalão nas manchetes antes de iniciado o julgamento, teria refletido que um ex-presidente da República tem o direito de dizer o que bem entende. Na hora em que desejar. Não tem poderes, tampouco limitações.
O bom jornalismo tem limitações. Parafraseando Gertrude Stein e suas rosas, “reportagem é reportagem, é reportagem, é reportagem”.
Alberto Dines
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"Controla a alimentação e controlarás o Mundo"

93% da variedade de alimentos foi extinta em 80 anos

Um infográfico alarmante, criado por John Tomanio da National Geographic, mostra, através de uma metafórica árvore, como em apenas 80 anos, 93% da variedade de sementes desapareceu. Embora o gráfico esteja baseado em informações dos Estados Unidos, é bem provável que algo muito parecido também possa ser observado no resto do mundo.
De acordo com o infográfico, em 1903 existiam 497 espécies de alface, por exemplo, e em 1983 essa diversidade não passava de 36. O mesmo, ainda que em menor escala, pode ser observado com outras hortaliças, como ervilhas, tomates, milho, beterraba, rabanetes, repolho etc.

Interferindo com o equilíbrio natural

Isso se deve, principalmente, à industrialização da agricultura combinada à modificação genética de sementes. Com uma população mundial que não para de crescer — e comer —, fomos obrigados a aumentar cada vez mais a produção de determinados produtos para sustentar a crescente demanda de alimentos.
O ciclo natural autossustentável de colheitas que existia naturalmente foi substituído por monoculturas. Esse tipo de cultura faz com que o solo vá perdendo os seus nutrientes pouco a pouco, e o uso de fertilizantes para corrigir esse problema também pode causar o seu desequilíbrio químico e tornar as plantas mais vulneráveis a pragas e doenças.
Felizmente, parece que a preocupação com relação a esse problema vem despertando nos consumidores a consciencalização de que alguns hábitos precisam ser mudados e que novas opções devem ser postas à prova, embora muito ainda precise ser feito nesse sentido.
Fonte: National Geographic
Tradução: Revellati Online
O título é uma frase de Kissinger.
No Guerra Silenciosa
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