29 de mai de 2012

Nota sobre as declarações de Gilmar Mendes

Ao povo brasileiro: como todos e todas puderam recentemente testemunhar, o ex-presidente do STF, Sr. Gilmar Mendes, fez declarações à revista Veja, ao site Conjur, aos jornais Globo e Folha de S. Paulo nesta semana, repercutido em diversos meios de comunicação, envolvendo o ex-presidente Lula e também o ex-ministro Nelson Jobim. Tanto foi assim que o próprio Gilmar Mendes teve que retificar tais declarações em seguida, na Rede Globo em 29/05.
Desta vez a tentativa de blindar o crime organizado não deu certo. Felizmente, o trabalho da CPMI do Cachoeira já transcendeu o poder de obstrução dos corruptos, corruptores e do Sr. Gilmar Mendes. Não adianta mais tentar ganhar no grito ou querer dispersar o foco objetivo da CPMI por meio de mentiras.
Convém lembrar que, há pouco menos de quatro anos, em 2008, quando o mesmo Gilmar Mendes, então presidente do STF, concedeu dois habeas-corpus em 48 horas ao banqueiro condenado Daniel Dantas, previa e devidamente preso por desviar bilhões de reais dos cofres públicos. Inaugurou naquela época o “foro privilegiado” para banqueiro bandido.
Naquele momento de crise institucional no Brasil, advindo da operação Satiagraha, a falta de credibilidade na justiça brasileira foi alertada, também, pelo ministro Joaquim Barbosa, ocasião em que abriu o debate na própria corte com o ex-presidente do STF Gilmar Mendes.
Os atos incomuns praticados no STF pelo ex-presidente Gilmar Mendes tinha, então, respaldo de um super poder judicial acima da lei e da Constituição da República. Hoje ele não tem mais. As coisas mudaram no Brasil. E continuarão mudando.
As afirmações mentirosas e criminosas dirigidas por ele contra mim, serão apreciadas em instrumentos próprios e no foro adequado, registrando que não tem indícios e documentos que classifiquem qualquer conduta na minha atividade como policial ou parlamentar vinculados ao esquema Cachoeira.
Talvez, o destempero, nervosismo e arrogância de Gilmar Mendes se explique ao longo da CPMI do Cachoeira na ampliação da coleta de dados, documentos e informações que aprofundem as investigações com o objetivo final de revelar as infiltrações nos Poderes da República, que ameaçam o Estado Democrático de Direito.
Por isso, é bom lembrar que as mudanças abrem novos caminhos para o futuro da mesma forma em que resgatam a memória. Assim, retroativamente, podemos desimpedir a evolução de um país que permanece obstruído por um legado de corrupção ética, moral e material. Ressalto ao final que a instauração da Comissão da Verdade e do Acesso à Informação dá para entender que a busca pela verdade é a ordem do dia no Brasil de hoje e de amanhã.
Observação: Nota em resposta as seguintes reportagens:
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Comissão de juristas acaba com prescrição no crime de tortura

A comissão de juristas responsável pela reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta segunda-feira proposta que acaba com a prescrição - prazo para processar o acusado de um crime - no crime de tortura.
Assim, caso o texto vire lei, a tortura passa a ser um crime imprescritível, ou seja, o acusado pode ser processado a qualquer tempo. Um exemplo de crime imprescritível na legislação atual é o crime de racismo.
Atualmente, a tortura é caracterizada como sendo o ato de obrigar alguém, mediante violência ou ameaça, causando grave sofrimento físico, a fornecer informação ou a cometer crimes. Outra hipótese é a tortura baseada na discriminação racial ou religiosa.
Os trabalhos da comissão devem se encerrar no final de junho, quando as propostas consolidadas serão encaminhadas para votação do Congresso. Apenas após a aprovação das duas Casas é que o texto vira lei.
Os juristas incluíram nessa hipótese outras formas de discriminação: por causa do gênero, cor, etnia, identidade ou orientação sexual, procedência nacional ou regional. Na semana passada, a comissão aprovou texto criminalizando essas mesmas formas de preconceito, igualando-as ao racismo.
Outra mudança trazida ao crime foi o aumento da pena. Atualmente, a tortura é punida com dois a oito anos de prisão. Na proposta da comissão, a pena subiria para quatro a dez anos.
Caso da tortura resulte uma lesão grave permanente, o tempo de prisão sobe para 6 a 12 anos. Se resultar morte não intencional, oito a 20 - no caso de morte intencional, o acusado responde tanto pela tortura quanto pelo crime de homicídio.
A comissão incluiu ainda a previsão de punição no caso em que os efeitos da tortura provocaram o suicídio da vítima. Nesse caso, a pena para o acusado seria a mesma aplicada quando a consequência é a morte: oito a 20 anos de prisão.
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Collor volta à História. E acusa Gurgel e Civita

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Desmentido, Gilmar agride Lula

Gilmar Mendes acusa Lula de divulgar falsas informações


Ministro do Supremo diz que o objetivo era “melar” o julgamento do mensalão
Carolina Brígido
Publicado: 29/05/12
BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de centralizar a divulgação de informações falsas sobre ele. Ele voltou a negar que tenha recebido ajuda financeira ou operacional do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para custear a viagem para Alemanha. O ministro afirmou que é vítima de uma “armação”. Para ele, quem divulgou informações supostamente falsas a seu respeito estaria interessado em “melar” o julgamento do mensalão.
- Ele (Lula) recebeu esse tipo de informação. Gente que o subsidiou com esse tipo de informação e ele acreditou nela. As notícias que me chegaram era que ele era a central de divulgação disso. O próprio presidente – afirmou Gilmar.
O ministro deu a entender que votaria pela absolvição dos réus – como fez no julgamento de outras ações penais no STF.
- O objetivo era melar o julgamento do mensalão. Dizer que o Judiciário está envolvido em uma rede de corrupção. Tentaram fazer isso com o Gurgel (Roberto, procurador-geral da República) e estão tentando fazer isso agora. Porque desde o começo eu assumi e não era para efeito de condenação. Todos vocês conhecem as minhas posições em matéria penal. Eu tenho combatido aqui o populismo judicial e o populismo penal. Mas por que eu defendo o julgamento? Porque nós vamos ficar desmoralizados se não o fizermos – afirmou.
E estamos lidando com bandidos. Bandidos que ficam plantando essas informações.
O ministro mostrou à imprensa o extrato de seu cartão de crédito com a comprovação de que saiu do bolso dele o dinheiro para pagar uma viagem à Alemanha em abril de 2011. Ele chamou de “gangsterismo” e de “molecagem” a atitude de pessoas que levantaram suspeitas sobre o custeio da viagem à Alemanha.
- Não viajei em jatinho coisa nenhuma. Até trouxe para vocês (documentos) para encerrar esse negócio. Vamos parar com fofoca. A gente está lidando com gangsters. Vamos deixar claro: estamos lidando com bandidos. Bandidos. Bandidos que ficam plantando essas informações – declarou, com raiva.

Ministro admite carona em jatinho junto com Demóstenes

Gilmar também admitiu que viajou para Goiânia em um jatinho a convite de Demóstenes por duas vezes. A primeira foi em 2010, para atender ao convite de um jantar. Ele teria sido acompanhado do colega Dias Toffoli e do ex-ministro do STF Nelson Jobim. A segunda viagem foi em 2011 para comparecer a uma formatura da qual era paraninfo. Toffoli e a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também teriam ido. As viagens teriam sido feitas em aviões de uma empresa de taxi aéreo chamada Voar.
- Vamos dizer que o Demóstenes me oferecesse uma carona num avião se ele tivesse. Teria algo de anormal? Eu fui duas vezes a Goiânia a convite do Demóstenes. Uma vez com o Jobim e o Toffoli. E outra vez com Toffoli e a ministra Fátima Nancy. Avião que ele colocou a disposição. Eu não estava escondendo nada. Por que esse tipo de notícia? Vamos dizer que eu tivesse pego um avião se ele tivesse me oferecido. Eu teria algum envolvimento com o eventual malfeito dele? Que negócio é esse? Grupo de chantagistas, bandidos. Desrespeitosos – disse.
O ministro contou que desde 1979 vai sempre à Alemanha. Recentemente, as idas são frequentes porque a filha dele mora lá e porque dá aulas. Ele deixou claro que tem dinheiro suficiente para pagar suas viagens:
- Eu preciso que alguém pague a minha passagem, gente? O meu livro “Curso de Direito Constitucional” vendeu de 2007 até agora 80 mil exemplares. Dava para dar algumas voltas ao mundo. Não é viagem a Berlim. Vamos parar de conversa. Eu não preciso ficar me apropriando de fundo sindical e nem de dinheiro de empresa.
Segundo o ministro, ele e Demóstenes eram amigos e também mantinham estreita colaboração sobre projetos apresentados pelo senador. Depois que as denúncias vieram à tona, eles teriam rompido relações.
Gilmar manteve sua versão à revista “Veja” de que, em encontro reservado, Lula teria pedido para que fosse adiado o julgamento do mensalão. Em troca, ele forneceria ao ministro blindagem na CPI do Cachoeira por conta das suspeitas levantadas sobre a viagem à Alemanha. Jobim, que também estava no encontro, negou a versão de Gilmar.
- Se eu fosse Juruna, eu gravava a conversa, né? Ficaria interessantíssimo – provocou.
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O Globo mente em escala industrial

O Globo, hoje

Chávez: «Até as pedras sabem» da minha vitória nas eleições

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a afirmar segunda-feira que vencerá as eleições presidenciais de outubro, nas quais tenta um terceiro mandato contra o candidato da oposição conservadora, Henrique Capriles. Que irá vencer «sabem até as pedras», sublinhou.
Acrescentou que se prepara para lançar «a ofensiva geral» da sua campanha.
«Disso (a vitória nas eleições) sabem até as pedras, as areias do (deserto do) Saara, as pirâmides do Egito, as águas do mar do Norte, as pedras e a terra sagrada das (ilhas) Malvinas argentinas , os picos nevados dos Andes, a imensa savana do Orinoco e a selva do Amazonas», afirmou o presidente.
«Na Venezuela a revolução está a ganhar e vai ganhar na batalha eleitoral deste ano», afirmou, em telefonema para a conferência de imprensa semanal do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).
Chávez comemorou a vantagem nas sondagens de opinião, que apontam para uma liderança com vantagem entre 17 e 36 pontos sobre Capriles, mas disse que ainda não determinou o dia em que pretende apresentar a respetiva candidatura, que deverá ser inscrita entre 1 e 11 de junho.
O presidente criticou os rumores de fraude, apontados por setores da oposição. «Continuam a inventar isto e aquilo. Isso faz parte de uma estratégia desestabilizadora, quero insistir nisso», frisou.
Diário Digital
No Esquerdopata
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Um encontro comum e a falsa crise

Tentemos examinar os fatos – como eles estão sendo narrados. Admitamos, como certo, por ser possível, ainda que pouco provável, o divulgado diálogo de Lula com o Ministro Gilmar Mendes, no escritório do advogado Nelson Jobim, amigo de ambos – mesmo que Jobim o tenha desmentido e de forma definitiva. A versão de Gilmar é a de que Lula lhe falou na necessidade de adiar-se o julgamento, pelo STF, do processo de que são réus, entre muitos outros, alguns membros do PT, e que tenha lembrado a Gilmar a ainda não esclarecida viagem do Ministro e do Senador Demóstenes Torres a Berlim.
Até aqui, tudo no terreno do possível, nada há de estranho, nem qualquer deslize da parte de Lula. Sendo negócio de homens, e não de anjos, a política, desde que o mundo existe, é conversa, que admite pressões e contrapressões. E o ato político se faz, para o bem e para o mal, mediante pactos. Nada se pactua sem conversa prévia, mesmo que isso desagrade a muitos cidadãos. Não houvesse pactos políticos sigilosos, a História seria sempre um rio fétido de sangue.
Nós temos, na crônica quase recente do país, o processo de redemocratização como exemplo dos pactos sigilosos. Foi necessário que, de um e de outro lado, os moderados se movessem e conversassem, quase sempre à sombra do segredo e da confiança dos interlocutores, para que se dessem os passos na direção da retomada do estado de direito. Os extremados, de um lado e do outro do espectro político, condenaram esses esforços de pacificação nacional, crendo que, se não os houvesse, a facção a que pertencem teria obtido a vitória final e construído o estado que pretendiam perfeito. Sem a ação de Tancredo e outros, por quantos anos mais teríamos que esperar pela liberdade de imprensa, pela liberdade partidária e pelo direito do voto direto para os cargos executivos?
Não façamos de Lula um congregado mariano. Os homens são o que deles fazem a sua experiência. Lula foi obrigado, desde menino, a negociar a sobrevivência, e nisso se baseou para construir sua biografia política. Nesse caso particular, se fez o que lhe é atribuído, agiu, em nosso juízo, de forma equivocada, de maneira a lhe trazer, como está trazendo, mais custos do que benefícios. Gilmar não era o melhor interlocutor no STF, entre outras razões por ser uma figura controvertida na opinião pública e entre os seus pares.
Queiramos ou não queiram os puristas, é assim que se faz política.
Há, e deve ser registrada, uma diferença de personalidades, entre Gilmar e Jobim, que deve ser lembrada: Jobim conhece algumas regras de convívio político e humano, das quais o controvertido ministro do Supremo parece jejuno. Não sendo provável que Lula tenha confidenciado a alguém o encontro com Gilmar e Jobim - e tampouco que Jobim haja descurado de seus deveres de anfitrião para narrar o diálogo, ainda mais porque o negou – que fonte abasteceu a revista que o reproduziu? Não podemos cair na sedução fácil de admitir que Carlos Cachoeira tenha mandado um de seus agentes dissimular-se em poltrona, ou colocar um microfone oculto no escritório de Jobim. Ele e seu homem de confiança para tais assuntos, o famoso Dadá, já se encontravam presos. Segundo as versões correntes, Gilmar revelou a alegada conversa com Lula ao Procurador Geral da República e a outras autoridades, antes que a revista semanal a divulgasse.
Nelson Jobim desmente, de forma irrestrita, o diálogo revelado pelo Ministro Gilmar Mendes. Mais do que o desmentido, Jobim abre uma fímbria do manto que cobre as razões do Ministro do Supremo para apregoar o encontro, ao fazer a observação singela, em entrevista ontem divulgada pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre:
- É estranho que o encontro tenha acontecido há um mês e só agora Gilmar venha se dizer indignado com o que ouviu de Lula. O encontro foi cordial. Lula queria agradecer a colaboração de Gilmar com o seu governo.
Excluindo-se a possibilidade de que tudo não tenha passado de uma trama entre Gilmar e Nelson Jobim, o que faria deles dois patifes – o que não são – a quem interessou a divulgação do encontro, um mês depois? O terreno das hipóteses é movediço, mas instigante. Uma delas, que está circulando pelas esquinas excitadas da internet, é a de que Gilmar (diante de versões correntes e que o comprometem mais além de viagens à antiga capital da Prússia, e que podem surgir durante a CPI), esteja, com sua experiência rural, fazendo um aceiro, para evitar que o incêndio da CPI atinja os seus pastos. E se Gilmar se considerava grande amigo de Lula – a ponto de as duas famílias se encontrarem com freqüência, como se noticia – por que revelar uma conversa íntima, pessoal, que compromete o ex-presidente como um interessado em que o STF adie um julgamento?
Há quem veja, nas razões de Lula – a ter como verdade o que se noticia – propósito político explicável: coincidindo a realização da CPI com o julgamento do STF, todo o interesse dos meios de comunicação estaria concentrado no mensalão, desviando para um segundo plano as investigações mais amplas do sistema de corrupção do Estado, que envolve os 3 poderes republicanos. É uma tese. O que o Brasil espera é que, tanto em um caso como no outro, tanto no processo que o STF julgará, como na CPI que se instaurou, a verdade seja conhecida.
Há o propósito de transformar o episódio do encontro em uma crise política que atinja o governo – e não há crise alguma. O conhecimento público do episódio não altera o quadro político, não muda seu desenvolvimento, que vai depender das revelações a vir. O novelo é denso, e seu tamanho exato só será conhecido quando toda a trama for desfeita. É necessário que os homens de bem estejam preparados, a fim de impor o bom-senso e encontrar a salvação do Estado, depois das revelações temidas e imaginadas.
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Até o UOL 'joga bolinha de papel na cabeça' de Gilmar Mendes

Exame de voz destaca "segmentos fraudulentos" em fala do ministro Gilmar Mendes

Software de análise de frequência de voz aponta trechos de "alto risco" de fraude na entrevista do ministro Gilmar Mendes veiculada nesta segunda-feira (28) pelo canal "GloboNews", sobre um encontro seu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veja trechos do exame realizado pelo perito em veracidade Mauro Nadvorny.
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A seguir alguns dos trechos da entrevista de Gilmar Mendes considerados "fraudulentos e suspeitos" pelo laudo de Nadvorny, acompanhados da conclusão do perito:
Gilmar Mendes: “Este assunto entrou na pauta das conversas”
De acordo com a análise do software, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que o assunto (mensalão) entrou na pauta das conversas.
Gilmar Mendes: “E aí o presidente disse da importância do julgamento do mensalão, que se possível não se julgasse esse ano porque não haveria objetividade”
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes está sendo verdadeiro quando afirma que o presidente Lula teria dito que não haveria objetividade. Não é possível concluir que ele tenha dito algo sobre a importância do julgamento não acontecer este ano.
Gilmar Mendes: “O presidente tocou várias vezes na questão da CPMI, desenvolvimento da CPMI, o domínio que o governo tinha sobre a CPMI”
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que o presidente Lula tocou no assunto da CPMI.
Gilmar Mendes: “Então eu disse a ele: ‘com toda franqueza, presidente, eu vou lhe dizer uma coisa, parece que o senhor está com alguma informação confusa’”
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes está sendo verdadeiro quando afirma que disse ao presidente Lula que ele estava com uma informação “confusa”.
Gilmar Mendes: “O senhor não está devidamente informado, eu não tenho nenhuma relação, a não ser relação de conhecimento e de trabalho funcional com o senador Demóstenes”
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que não tem nenhuma relação com a matéria da CPMI.
Gilmar Mendes: “Aí então eu esclareci a viagem de Berlim, (...) me encontrara com o senador em Praga porque isso foi agendado previamente, ele tinha também uma viagem para Praga, então nos deslocamos até Berlim. Eu vou um pouco a Berlim, como o senhor vai a São Bernardo."
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que se encontrou com o senador (Demóstenes) em Praga para ir a Berlim (para visitar sua filha) numa viagem previamente agendada.
Gilmar Mendes: “Claro que houve a conversa sobre o Mensalão, o Jobim sabe disso”
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes muito provavelmente não está sendo verdadeiro quando afirma que a conversa existiu e que Jobim sabe disso.
Procurado pelo UOL para comentar o laudo, o ministro Gilmar Mendes não se manifestou até agora.

Equipamento

A análise de Nadvorny foi feita voluntariamente, com o software de análise de voz da Truster Brasil, o mesmo usado pelos serviços de inteligência das polícias do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal.
"A tecnologia faz uma varredura em todo o arquivo de voz para estabelecer uma linha básica e aponta os techos em que a fala foge dessa linha, o que indica, em diferentes graus, que a pessoa não está sendo verdadeira", diz Nadvorny.
Segundo ele, nos trechos em que o programa aponta "alto risco", há praticamente certeza de que a pessoa está mentindo. "Isso porque a natureza humana não é construída para mentir. Quando a pessoa mente, ela está sob estresse", afirma.
No Amigos do Presidente Lula
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O perigo do blogger

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CPI quebra sigilo da Delta nacional e já pode rastrear José Serra e Paulo Preto

A CPI do Cachoeira aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa Delta Construções S.A., em âmbito nacional, a partir de 1º de janeiro de 2003 até o presente momento.
Com isso será possível investigar os negócios da empresa no governo José Serra, quando houve contratos milionários assinados entre o ex-diretor da DERSA, Paulo Preto, e o diretor da Delta, Heraldo Puccini Neto, preso na Operação Saint Michel, derivada da Operação Monte Carlo.
A convocação de governadores ficou para ser decidida nas próximas reuniões.
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A conta dos mortos

No último domingo, esta Folha publicou reportagem a respeito do número de mortos resultantes de ações da luta armada contra a ditadura militar (“Para militares, Estado combatia o terrorismo”, “Poder”, 27/5).
A reportagem em questão tem sua importância por trazer mais informações que permitem aos leitores tirar suas conclusões a respeito daquele momento sombrio da história brasileira. No entanto ela peca por aquilo que não diz.
Baseando-se nos números de um site de militares defensores da ditadura, o texto lembra como membros da luta armada mataram, além de militares, “bancários, motoristas de táxis, donas de casa e empresários”. Não é difícil perceber o esforço do jornalista em induzir a indignação a respeito de tais ações contra “vítimas particularmente vulneráveis”, como sentinelas “parados à frente dos quartéis”.
Em uma reportagem como essa, seria importante lembrar que os membros da luta armada que se envolveram em tais mortes foram julgados, condenados e punidos. Eles nunca foram objeto de anistia.
A Lei da Anistia não cobria tais crimes. Por isso eles ficaram na cadeia depois de 1979, sendo posteriormente agraciados com redução de pena. Sem essa informação, dá-se a impressão de que o destino desses indivíduos foi o mesmo do dos torturadores.
Segundo, seria bom lembrar que “terrorismo” significa “atos indiscriminados de violência contra populações civis”. Nesse sentido, as ações descritas da luta armada não podem ser compreendidas como “terrorismo”, já que a própria reportagem reconhece que as vítimas civis não eram os alvos.
Mesmo a ação no aeroporto de Guararapes não era terrorismo, mas um “tiranicídio”, que, infelizmente, errou de alvo. Vale aqui lembrar que, no interior da tradição liberal (sim, da tradição liberal), um “tiranicídio” é algo completamente legítimo, a não ser que queimemos o “Segundo Tratado sobre o Governo”, do “terrorista” John Locke.
Quando a Comissão da Verdade foi instalada, era de esperar lermos reportagens sobre as empresas que financiaram aparatos de tortura e crimes contra a humanidade, os centros de assassinatos ligados às Forças Armadas, entrevistas com os jovens que organizam atualmente atos de repúdio contra torturadores, crianças que foram sequestradas de pais guerrilheiros assassinados.
No entanto há uma certa propensão para darmos voz a torturadores que se autovangloriam como “defensores da pátria contra a ameaça comunista” e “fatos” que comprovam a teoria dos dois demônios, onde os crimes da ditadura se anulam quando comparados aos crimes da luta armada.
Vladimir Safatle
No Folha da Ditabranda
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Robert(o) Civita confisca a Privataria

O Conversa Afiada publica e-mail do amigo navegante Willian, da Geração Editorial:
Olha aí,
A Exame do Robert(o) Civita fez uma lista com SETE (7) LIVROS para entender a corrupção no país. Ok? Qual era o primeiro?… Vc sabe…
A Privataria foi o primeiro.
Antes (28/05)
Como eu desconfiava que essa lista poderia mudar, tirei um PRINT SCREEN ontem.
E hoje cedo o que aconteceu??????????
MUDOU…
Agora são seis livros para entender a corrupção…

Depois (29/05)
(O Robert(o) Civita confiscou a Privataria – PHA. Clique aqui para ver a entrevista do Collor, que chama Robert(o) de analfabeto e cúmplice do crime organizado.)
Vale outro comentário, de “sete” livros, a Geração lidera com QUATRO. Ou agora com TRÊS. Isso mostra o nosso papel de uma editora de verdade… e o SEU?
Grande Abraço,
Em tempo: a seu tempo, virá. PHA)
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Charge online - Bessinha - # 1269

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GloboNews edita entrevista de Gilmar Mendes e esconde declaração principal

Assista os vídeos abaixo.
Repare que a frase pronunciada por Gilmar Mendes no primeiro vídeo, foi cortada na edição do segundo.

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Além das versões

Por que só passado um mês Gilmar Mendes quis dar à "Veja" sua versão do que Lula lhe teria dito?
Será sempre por mera preferência pessoal, ainda que de fundo político, a escolha que se faça entre as versões conflitantes de Gilmar Mendes e de Nelson Jobim para a conversa de Lula com o ministro do Supremo Tribunal Federal, que o acusa de tentar pressioná-lo para não apoiar o julgamento do mensalão antes das eleições. O que Jobim, única testemunha do encontro, nega.
Versão contra versão, de duas pessoas com o mesmo grau de confiabilidade. Mas o impasse não evita uma outra questão importante em vários sentidos.
O encontro, no escritório de Nelson Jobim, foi em 26 de abril. Por que só passado um mês Gilmar Mendes quis dar à "Veja" sua versão do que Lula lhe teria dito?

A hipótese plausível é a de lançar a granada o mais próximo possível das eleições, mas não tanto que tornasse óbvia a intenção.
Pode haver outras hipóteses, não formuláveis, porém, porque só poderiam decorrer de motivos (ainda) misteriosos.

Também não há hipótese plausível para o encontro com Gilmar Mendes, pedido por Lula a Nelson Jobim, senão o de obter a simpatia do ministro do STF para o julgamento mais tarde, contra as fortes pressões para apressá-lo.
Neste caso, a ideia do encontro seria uma falha desastrosa da sensibilidade de Lula.

Vêm lá da relação com Collor e seu governo, até como seu defensor na sessão do Senado para o impeachment, as evidências do convívio áspero de Gilmar Mendes com a existência do PT. E, na origem dessa posição ou por extensão dela, com Lula.

Foram inúmeras as manifestações de Gilmar Mendes hostis ao governo Lula. Por mais de uma vez, chegou a dizer, no seu estilo exaltado, que vivíamos então em "um Estado policial".
Se não no trato jurídico, nas atitudes pessoais Gilmar Mendes deu todas as indicações de que seria a última pessoa a quem Lula poderia levar uma proposta de índole política. E de conveniência sua e do PT nas eleições. Em São Paulo, sobretudo.

Lula foi movido por propósitos políticos, portanto, na versão divulgada por seu interlocutor. E Gilmar Mendes, que propósitos o moveram, se não foram políticos, para lançar sua granada 30 dias depois de a ter recebido, segundo sua versão? E quando o assunto da antecipação do julgamento já estava bastante esvaziado.
Tanto por Lula não haver procurado outros ministros do STF, como alguns disseram, quanto pelo avanço, dentro e fora do Supremo, da disposição de apressar a entrada do mensalão na pauta do tribunal.

Na versão de Gilmar Mendes, Lula teria "insinuado" uma espécie de troca: o apoio ao julgamento pós-eleições e, da sua parte, a proteção na CPI do Cachoeira contra o assunto de uma estada do ministro do Supremo com Demóstenes Torres na Alemanha.
Aí já seria outro capítulo.
Para a CPI declarada sujeita a manipulação, para Lula pela imoralidade da troca proposta, e para Gilmar Mendes posto sob suspeições. Tudo, porém, se perde no impasse da versões conflitantes e inconfirmáveis, ambas. 
Janio de Freitas
No Aposentado Invocado
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Gilmar Mendes pode ter cometido crime contra a honra de Lula

É evidente que ocorreu uma motivação para esse
encontro e ela não está clara, pois, até agora, 
só existe o relato de Gilmar Mendes. 
Foto: Antonio Cruz/ABr

Lula negou o teor da conversa informada pela revista Veja e confirmada pelo ministro Gilmar Mendes. Ou, como fazia Cachoeira, plantada por Gilmar Mendes junto à revista Veja.
Essa negativa de Lula, que se diz indignado,  foi apoiada pelo ex-ministro Nelson Jobim, em entrevista à mídia gaúcha.
O gaúcho Jobim sustenta ter dito à revista Veja que não ocorreu nenhum conversa sobre adiamento do julgamento do Mensalão e nem sobre chantagem, atribuída a Lula, com promessa de blindagem de Mendes junto à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
Blindagem em face do fato, sustentado por Lula, de o ministro Mendes ter estado em Berlim na companhia do senador Demóstenes Torres, seu amigo, e com despesas pagas por Cachoeira.
O certo é que no dia 26 de abril deste ano, na parte da manhã e no escritório de advocacia de Nelson Jobim, houve um encontro entre Lula, Gilmar Mendes e o referido Jobim. Por evidente, ocorreu uma motivação para esse encontro e ela não está clara, pois, até agora, só existe o relato de Gilmar Mendes.
Não foi coincidência, ou melhor, de repente ter aparecido Lula, sem que Jobim e Gilmar Mendes soubessem. Como ensinou o psicalista Carl Gustav Jung, coincidências não existem. Em outras palavras, houve um encontro agendado. E Mendes se disse surpreso ao perceber que o objetivo era convencê-lo sobre o adiamento do julgamento do Mensalão, com chantagem de quebra.
Como o encontro não foi gravado pelo pessoal do Cachoeira, fica a palavra isolada de Gilmar Mendes.
Na coluna do jornalista Bastos Moreno, no jornal O Globo, está dito que Gilmar Mendes, ao sair do escritório de Jobim, foi, enfurecido, a uma reunião com a cúpula dos Democratas. Talvez, entre os Democratas, o ministro Mendes possa buscar testemunhos e isto caso tenha confidenciado a razão da fúria mencionada na matéria do colunista do jornal O Globo.
À época, da cúpula dos Democratas participava Demóstenes Torres, já pego em mentira perpetrada em dupla com Gilmar Mendes, no grotesco episódio do “grampo sem áudio” e que resultou, por pressão de Gilmar e contentamento do banqueiro Daniel Dantas, na queda do delegado Paulo Lacerda da direção da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). A propósito, Mendes diz que chamaria às falas Lula e Jobim, em socorro ao seu então pupilo Mendes, inventou a história, desmentida pelas Forças Armadas, de empréstimo de equipamento de interceptação telefônica à Agência Brasileira de Inteligência.
Como magistrados estão proibidos de exercitar política partidária, representando a desobediência grave infração aos deveres impostos na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, a presença de Gilmar Mendes na reunião dos Democratas mostra mais uma das suas pantagruélicas atrapalhadas.
Lamentavelmente, o STF se acha acima do Conselho Nacional de Justiça e, nesse episódio, só de um impeachment se pode cogitar. Mas, aí, mais uma vez, virá a caneta salvadora do presidente José Sarney que, apesar de amizade notória com Mendes, não se dará por impedido e determinará o arquivamento do pedido de impeachment, como já ocorreu uma vez.
Necessário esclarecer que a proibição de participação de magistrados em atividades político-partidárias não se resume à inscrição em quadros. É proibida toda e qualquer participação política-partidária. A propósito, convém lembrar, que em plena campanha presidencial foi flagrada uma ligação telefônica do candidato Serra a Mendes, que teria por objeto, depois de chamado por Serra de “meu presidente”, um pedido de orientação com finalidade eleitoral pouco elevada. Sobre atividades de Gilmar Mendes em Diamantino, sua cidade natal e em apoio ao irmão que é prefeito da cidade, matéria publicada na revista CartaCapital mostra, da sua parte, a inobservância à proibição prevista na Lei Orgânica da Magistratura.
Como os fatos atribuídos a Lula foram negados por ele e, também, pela testemunha única do episódio, poderá sobrar para Gilmar uma ação de iniciativa privada por crime contra a honra.
No caso, Gilmar ofendeu a honra de Lula atribuindo-lhe fatos ofensivos à honra subjetiva e objetiva. Fosse Lula presidente, a ação seria pública condicionada à representação do ministro da Justiça. Como não é mais, a ação é de iniciativa privada.
Para arrematar, o decano dos ministros do STF, ministro Celso de Mello, saiu, com base em presunções e conjecturas, em defesa de Gilmar Mendes e a censurar Lula. Interessante ter partido, na construção, da veracidade do informado por Gilmar Mendes. Na hipótese de linha inversa, de Gilmar Mendes ter faltado com a verdade, Celso de Mello chegaria a conclusões terríveis e, ainda, com a agravante de o seu colega Mendes já ter sido apanhado em mentira, com trânsito em julgado.
Sobre o acontecido, o placar aponta para vitória de Lula por 2×1.
Como Jobim é inconfiável, não haverá surpresa se voltar atrás. Certa vez, depois de ter confessado, em livro laudatório e autopromocional, a colocação de artigos na Constituição sem consulta aos demais deputados constituintes, Jobim recuou. Aí, e como Ulisses Guimarães estava morto, o ex-ministro Jobim falou que estava autorizado por ele.
Pano rápido. 
Lula deve explicações. E  deveria propor uma ação penal de iniciativa privada, por crimes contra a honra, contra Gilmar Mendes. Até para, desse episódio de bas-found parisiense de quinta categoria, ficasse a verdade processual como registro.
Wálter Maierovitch
Do CartaCapital
No Folha13
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“Cuando estamos sin Estados Unidos, estamos mejor”

  • El dirigente boliviano sostiene que ni el productor de hoja de coca es narcotraficante, ni el consumidor, narcodependiente
  • Critica a Washington por "satanizar" a los cocaleros
No duerme más de cuatro horas. ¿Cuál es el secreto? Las pequeñas siestas en el avión que lo traslada por todos los rincones de Bolivia. “Duermo un ratito y ya estoy despejado”. Es difícil aguantar el ritmo endiablado de Evo Morales Ayma, de 52 años, el primer presidente indígena del nuevo Estado plurinacional de Bolivia, que se ha propuesto transformar el país andino contra viento y marea. En un alto en el camino y después de varios cambios en la agenda, recibe a EL PAÍS en la ciudad de Cochabamba.
A los seis años de su llegada al Gobierno, ¿cuál es el mayor éxito y el mayor fracaso de su gestión como presidente?
El problema que más me ha dolido ha sido el violento enfrentamiento en Huanuni entre mineros cooperativistas y del Estado, en 2006, en el que hubo más de diez muertos y heridos. No era una lucha contra el Estado y el Gobierno, sino entre hermanos mineros enfrentados a dinamitazos. Ha habido tres temas en los que hemos tenido que revisar nuestros decretos. El primero, la liberación de precio de los combustibles.
El famoso gasolinazo.
No es gasolinazo, eso es lo que dice la derecha. No quiero pensar que usted… Es un decreto que viene de los gobiernos neoliberales. El asunto es, ¿cuánto pierde el Estado? Este año tendremos, por los menos, 800 millones de dólares de subvención al combustible. Y además, entre el 30% y el 40% se va de contrabando.
La construcción de una carretera a través del parque nacional Isiboro Securé, en la Amazonía, ha provocado una gran protesta de organizaciones indígenas y antiguos colaboradores suyos.
No es un proyecto nuevo. Yo creía estar cumpliendo un mandato para integrar y crear tres puertas de entrada y salida de la zona amazónica al altiplano y del altiplano a la zona amazónica: por Santa Cruz, La Paz y Cochabamba. Eso es integración. Pero un grupo de hermanos indígenas se ha juntado con la derecha para desencadenar una gran acción política de oposición al Gobierno, con el pretexto de defender el medio ambiente. Estoy convencido de que en la consulta que haremos la gente dirá hagan el camino.
Hay voces que dicen que hay razones ocultas detrás de este proyecto.
¿Cuáles?
Intereses de los cocaleros para extender los cultivos de hoja de coca, intereses económicos de Brasil…
Pero si los cocaleros son los mayores interesados en evitar nuevos asentamientos. Hay un pequeño grupo que quisiera ampliar cultivos, pero la gran mayoría defiende el parque nacional Isiboro Securé. La acusación viene justamente del imperio, de satanizar al cocalero. La hoja de coca en su estado natural es un producto con muchas cualidades nutritivas y medicinales. El productor de coca no es narcotraficante, ni el consumidor de hoja de coca es narcodependiente. En cuanto a supuestos intereses brasileños, acabamos de expulsar a la empresa constructora OAS, porque no estaba cumpliendo las condiciones del contrato.
Informes de la ONU indican que hay miles de hectáreas de cultivo de hoja de coca que exceden la superficie autorizada para el consumo local y legal de esta planta. ¿Adónde va la coca excedentaria?
En el Trópico de Cochabamba hay conciencia de reducir los cultivos de hoja de coca, porque saben que una parte va a un problema ilegal, y por eso han tomado esa decisión voluntariamente, sin erradicación forzosa ni campesinos muertos. No hay libre cultivo de coca, pero tampoco puede haber coca cero. Hay una reducción permanente de cultivos de coca.
¿Puede dar ejemplos?
En Los Yungas La Paz nunca había reducción de cultivos. Llegó nuestro Gobierno y el año pasado se redujeron más de 1.000 hectáreas en La Paz. Fue algo histórico e inédito. Pero, seamos serios. Mientras haya un mercado ilegal que va a la cocaína siempre habrá desvío de hoja de coca. El origen del narcotráfico es el mercado ilegal.
¿Cómo se puede acabar el mercado ilegal?
Pregunte a los países capitalistas, a Estados Unidos. ¿Cuánto se ha reducido el mercado en Estados Unidos? No me mire a mí, dirija su mirada a Obama.
¿Cómo están actualmente las relaciones de Bolivia con Estados Unidos?
Mal. Tampoco quisiera tener buenas relaciones. No nos interesa. Hemos empezado a liberarnos económicamente y, por lo tanto, no necesitamos a Estados Unidos. ¿Qué ha sido Bolivia durante tantos años que ha durado su alianza con Estados Unidos? Era el penúltimo país de América. En corto tiempo nos hemos levantado, hemos expulsado al embajador, hemos acabado con la base militar norteamericana, hemos expulsado a la DEA [agencia antidrogas de EEUU]. Cuando estamos sin Estados Unidos, estamos mejor.
¿No ve posible una relación normal con EEUU?
Mmmm, sería deseable.
Bolivia vive un proceso de transformación profunda. ¿Cuál es la meta?
Igualdad, dignidad, comunidad. En 2006, encontré un Estado colonial mendigo. Los datos de los organismos internacionales demuestran que hemos bajado tremendamente la pobreza y la mortalidad materno-infantil. Económicamente no somos tan dependientes. Le doy tres datos: en 2006, las reservas internacionales eran de 1.700 millones de dólares, ahora estamos por encima de los 3.000 millones. Nuestra empresa más grande Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) ingresó 300 millones de dólares en 2005; este año superará los 3.000 millones. La inversión pública era de 600 millones de dólares cuando llegué al Gobierno, ahora está estimada en más de 5.000 millones.
¿Tiene previsto hacer nuevas nacionalizaciones después de la filial de Red Eléctrica Española, y hasta qué punto está garantizada la inversión extranjera en Bolivia?
Toda empresa que haya invertido en Bolivia y cumpla las condiciones pactadas será respetada. Pero hay empresas que no invierten, como la empresa eléctrica española, que apenas había invertido cinco millones de dólares. Nosotros, con nuestra gestión, ya estamos en los 300 millones. Tenemos excelentes relaciones con Repsol, es un buen socio y un prestador de servicios.
¿Cómo ha mejorado la situación de los marginados de siempre?
El sector más marginado es el movimiento campesino indígena originario. Es la primera vez en la historia desde la fundación de Bolivia que el sector más abandonado en las zonas amazónicas tiene representación nacional y departamental en las Asambleas legislativas. En 10 años los gobiernos anteriores sólo habían entregado títulos de propiedad de 9 millones de hectáreas. Nosotros en seis años y medio hemos entregado títulos en 52 millones de hectáreas.
Pero aumentan los conflictos y crece el desencanto con su Gobierno, incluso en la ciudad de El Alto, uno de sus bastiones.
El 60% de viviendas con gas canalizado en toda Bolivia está en El Alto. ¿Qué Gobierno hizo eso? El Alto es complejo, es una ciudad que sigue creciendo. Siempre hay voces críticas. La derecha, la prensa, algunos grupúsculos. ¿Quiénes están desencantados? ¿La clase media? Me dicen que no es clase media, sino clase a medias. Y algunos profesionales que se preguntan cómo es posible que un indio sea presidente.
Algunos estrechos colaboradores suyos le critican hoy.
Son resentidos. Algunos hablan en la prensa contra mí, y luego me envían mensajes diciendo “presidente, yo quiero seguir aportando al proceso”.
En resumen, usted no admite que hay gente descontenta y que no es de derechas.
Mmmmm, hay los resentidos, te digo. Hay mucha ambición dentro de los movimientos sociales. Quieren más, sólo piensan en ellos y no en el pueblo.
¿Cómo ve la Justicia en Bolivia?
No me hablen de Justicia, por favor, no me hablen.
Ha habido unas elecciones para los máximos órganos de Justicia que han sido muy cuestionadas, porque los votos nulos e inválidos superaron a los válidos. Esta votación irregular restó credibilidad a los resultados.
La derecha pidió a la gente que no fuera a votar. Y la verdad es que la derecha ha perjudicado a la clase media. Es la primera vez que abogadas de pollera, de poncho están en los más altos tribunales. Es un cambio profundo y total.
¿Tiene Bolivia una Justicia imparcial?
No me meto en eso, no tuve nada que ver con esta elección. Le dije a mi grupo parlamentario que resolvieran el problema.
¿No es cierto que su grupo parlamentario impidió que candidatos opositores al Gobierno pudieran presentarse?
Esto es discutible porque antes sólo podían presentarse quienes tenían carrera. ¿Qué es la meritocracia? Es un grupo de la clase dominante que manejaban la Justicia. Lo hemos eliminado. De eso sí nos pueden acusar, sí. Quiero creer en la Justicia, porque hasta hace poco no creía en ella.
La Policía es otra fuente de conflictos.
Ya hemos cambiado algo. Antes el comandante jefe de la Policía tenía que recibir el visto bueno de la Embajada de Estados Unidos. Eso ha terminado.
No El País
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O sangrento tabuleiro da Síria

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Quem é patético, Álvaro Dias?

O PIG e a oposição bem que tentaram surfar em mais esse golpe de Veja e do Gilmar. Gilmar Mendes viu a viola em cacos e recuou. Puxou a escada do Pig e deixou a oposição falando sozinha. São muito calhordas.
No Brasil Mobilizado
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Atenção Psiquiatras e Psicólogos: Caso Gilmar Mendes

Estava eu procurando na rede entender a confusão sobre a 'pretensa conversa', desmentida pelos dois outros participantes.
Me deparei com esta consulta ao Yahoo e tirei minhas conclusões - do alto de minha ignorância...
??

É normal ter conversas imaginárias?

Vira e mexe eu me pego criando dialogos com um monte de gente, tudo dentro da minha cabeça. Quando ando meio para baixo por exemplo eu imagino que vou a um psicologo e vou contando para eles os problemas, e ele responde como alguem autonomo.
As vezes eu me envolvo em discussoes mentais tambem. Outro dia fiz uma coisa que imaginei que meu pai criticaria, entao eu fiquei num dialogo mental com ele, onde ele me criticava e eu me defendia...
As vezes me sinto estafado com essas criações mentais e tenho tambem medo de que isso não seja normal e eu esteja para ficar doido....

Alguem que tem conhecimento de psicologia poderia me explicar se isso é normal e se é saudável?
Tenho MUITO medo de estar desenvolvendo esquizofrenia..

Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta

Normal, criamos situações como fuga do nosso cotidiano.
Vivemos imaginando, conversando e respondendo mentalmente para dar uma pausa em situações em que não podemos nos defender, ou queríamos que acontecesse.
Todo mundo é um pouco assim.




























Então foi isto: foi uma conversa imaginária!
Com a palavra os profissionais da área!
No Guerrilheiros Virtuais
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Gilmar Mendes gagueja, sua, se enrola e solta um ato falho sensacional. Confira

O ministro Gilmar Mendes, que acusou o presidente Lula de tê-lo constrangido com o objetivo de que adiasse o julgamento do mensalão, deu uma entrevista à Rede Globo, em que suou, gaguejou, se enrolou e acabou cometendo um ato falho incrível:
Gilmar dizia que o presidente teria insinuado que haveria alguma irregularidade numa viagem do ministro a Berlim...
(Parêntesis longuíssimus: Só rindo. Segundo Gilmar, Lula teria perguntado apenas o seguinte: - E Berlim?. A partir daí, ele começou a se justificar, porque corre um boato na internet de que Gilmar teria viajado com Demóstenes a Berlim às custas de Cachoeira, que teria se encontrado com os dois na Alemanha. Gilmar conta uma história engraçadíssima (suando, gaguejando), de que tudo seria fruto de uma incrível coincidência, porque ele e Demóstenes - por motivos diferentes - teriam uma agenda em Praga, combinaram se encontrar naquela cidade e depois foram para Berlim, onde mora uma filha do ministro.
Amigo leitor, leitora amiga ou perdida aqui no blog, qual será estatisticamente a possibilidade de duas pessoas terem compromisso numa mesma data em Praga? )
Voltando ao que dizia Gilmar na entrevista, ele negava que houvesse qualquer problema na viagem, mas, aí, o inconsciente escapou e Gilmar disse o oposto do que gostaria de dizer. Confira:
Ao invés de dizer que a suposta especulação do presidente Lula era inadequada, ele disse que era adequada e ainda mostrava motivações sub-reptícias, ou seja, fraudulentas:
- "O uso dessa informação por parte do presidente me pareceu absolutamente ADEQUADO e revelador de qualquer outra intenção sub-reptícia."
Então, ficamos assim: Jobim já desmentiu Gilmar. Lula desmentiu Gilmar. E agora Gilmar desmentiu Gilmar.
No Blog do Mello
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Gilmar Mendes: foi por medo de avião…

 É caso de impeachment no STF?  
Suarento e gaguejante, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes apareceu na tela da Globo na noite de segunda-feira. Confirmou o encontro com Lula e reafirmou que “houve a conversa sobre o Mensalão”.
Ok. Mas em que termos? E o que isso teria a ver com a CPMI do Cachoeira/Veja? Gilmar respondeu no melhor estilo rocambole, o estilo de quem está todo enrolado: “Depreendi dessa conversa que ele [Lula] estava inferindo que eu tinha algo a dever nessa conversa da CPMI”.
“Depreendi”, “inferindo”. Hum…
De forma rocambolesca, Gilmar Mendes piscou. Pouco antes, Lula publicara nota em que manifesta “indignação” com o teor da reportagem…
PSDB/DEM/PPS e a velha mídia, numa estranha parceria com o PSOL, tentam transformar o encontro Lula/Mendes em notícia, para impedir que venham à tona fatos gravíssimos já de conhecimento de alguns integrantes da CPI Cachoeira/Veja.
Qualquer ser pensante pode concluir por conta própria: se Gilmar sentiu-se “chantageado” ou “pressionado” por um ex-presidente, por que levou um mês (a reunião entre ele e Lula teria ocorrido em 26 de abril) para revelar esse fato ao Brasil? E por que o fez pela “Veja”, em vez de informar seus pares no STF, como seria sua obrigação?
A explicação pode estar aqui, nos grampos que o tuiteiro Stanley Burburinho fez circular pela rede. Nesses grampos, depreende-se que um tal “Gilmar” (e o próprio agente da PF conclui que o citado parece ser ”Gilmar Mendes”) teria viajado num jatinho emprestado pelo bicheiro Cachoeira. Na companhia (ou compania?) de Demóstenes, o mosqueteiro da ética.
Parafraseando outro ministro do STF, Celso de Melo: “se” a viagem de Gilmar Mendes no jatinho do bicheiro se confirmar, estaríamos diante de um caso que não teria outra consequência possível, se não a renúncia ou o impeachment. Repito: “se” a viagem se confirmar. É preciso apurar. Os indícios são gravíssimos.
A entrevista para “Veja”, seguida do suarento balbuciar no JN da Globo, parece indicar desespero. Uma espécie de defesa antecipada. Fontes na CPI informam que haveria mais material comprometedor contra certo ministro do STF, nas escutas a envolver Cachoeira.
A entrevista à “Veja”, portanto, teria como explicação aquela velha canção: “foi por medo de avião… que eu peguei pela primeira vez na sua mão”.
Mais que um aperto de mãos, Gilmar Mendes e Veja podem ter dado um abraço de afogados. A Cachoeira é funda e não se sabe quem conseguirá nadar até a margem…
Rodrigo Vianna
No Escrevinhador
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Carta de Salvador: a força dos blogueiros

O documento final, aprovado no III Encontros Nacional de Blogueir@s, em Salvador


  Nada além da Constituição!

  A participação de quase 300 ativistas digitais de todo o país, no III Encontro Nacional de Blogueiro@s, realizado entre os dias 25 e 27 de maio em Salvador, na Bahia, consolidou o primeiro ciclo do mais importante movimento digital do Brasil, iniciado em agosto de 2010.
  Surgido como uma reação aos monopólios de mídia, que se baseiam num modelo usurpador quase que exclusivamente voltado à defesa dos interesses do grande capital em detrimento das aspirações populares, o movimento nacional dos Blogueiros e Blogueiras Progressistas desdobrou-se em inúmeros encontros municipais, regionais e estaduais, além de três encontros nacionais (São Paulo, Brasília e Salvador) e um internacional, realizado, em outubro de 2011, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná.
  Neste curto espaço de tempo, este movimento ganhou legitimidade política e enorme dimensão social. Foi capaz de influir fortemente no debate sobre a necessidade de se democratizar a comunicação no Brasil. Em suma, temos saído vitoriosos nesta guerra dura contra a mídia ainda hegemônica. Lutamos com as armas que temos, todas baseadas na crescente força da blogosfera e das redes sociais.
  O principal reflexo dessa atuação, ao mesmo tempo organizada e fragmentada, tem sido o incômodo permanente causado nos setores mais conservadores e reacionários da velha mídia nacional, um segmento incapaz não apenas de racionalizar a dimensão do desafio que tem pela frente, mas totalmente descolado das novas realidades de comunicação e participação social ditadas, inexoravelmente, pelas novas tecnologias. Apegam-se, de forma risível, a um discurso tardiamente articulado de defesa das liberdades de imprensa e de expressão, conceitos que mal entendem, mas que confundem, deliberadamente, para manipular o público em favor de interesses inconfessáveis. Posam, sem escrúpulo algum, de defensores de uma liberdade que não passa, no fim das contas, da liberdade de permanecerem à frente dos oligopólios de comunicação que tantos danos têm causado à democracia brasileira. Para tal, chegam a pregar abertamente restrições à internet, apavorados que estão com a iminente ruína de um modelo de negócios em franca crise em todo o mundo, com a queda de tiragem da mídia impressa e da audiência da radiodifusão, com consequências diretas no processo de captação de receita publicitária.
  Para tornar ainda mais nítida e avançada a discussão sobre a democratização da comunicação no Brasil, o III BlogProg decidiu concentrar suas energias, daqui em diante, em duas questões fundamentais.
  A primeira é a luta por um novo marco regulatório das comunicações assentado em uma Lei de Mídia capaz de estabelecer formalmente a questão da comunicação como um direito humano essencial. Neste sentido, o III BlogProg decidiu interagir com a campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Campanha esta que visa pressionar o governo federal, de modo a desencadear de imediato o debate sobre este tema estratégico para toda a sociedade brasileira.
  A segunda batalha decisiva é a de reforçar a defesa da ação da blogosfera e das redes sociais diante do constante ataque de setores conservadores estimulados e financiados pela velha mídia. Trata-se de um movimento articulado, inclusive, no Congresso Nacional, com o objetivo de criar obstáculos e amarras capazes de cercear a livre circulação de ideias pela internet, além de criminalizar o ativismo digital. Em outro front, cresce a judicialização da censura, feita com a cumplicidade de integrantes do Poder Judiciário, utilizada para tentar asfixiar financeiramente blogs e sítios hospedados na rede mundial de computadores. Mais preocupante é o aumento de casos de violência contra Blogueiros e ativistas digitais em todo o país, inclusive com assassinatos, como no caso dos Blogueiros Edinaldo Filgueira, do Rio Grande do Norte, e Décio Sá, do Maranhão.
  A nossa luta, portanto, não é a luta de um grupo, mas de toda a sociedade pela neutralidade e pela liberdade na rede. É pela implantação de uma cultura solidária e democrática do uso e da difusão das informações. É uma luta pela igualdade das relações desse uso com base única e exclusivamente no que diz e manda a Constituição Federal, a mesma Carta Magna que proíbe tanto o monopólio da comunicação como a propriedade de veículos de comunicação por parte de políticos – duas medidas solenemente ignoradas pelas autoridades, pelos agentes da lei e, claro, pelos grupos econômicos que há décadas usufruem e se locupletam desse estado de coisas.
  Para tanto, este III Encontro adota – como norte para orientar a nova fase da luta – uma ideia simples e direta: Nada além da Constituição!
  As bandeiras da liberdade de informação e de expressão, assim como a da universalização do acesso à banda larga, são nossas. Qualquer tentativa de usurpá-las – ainda mais por parte de quem jamais defendeu a democracia no Brasil – é uma manipulação inaceitável.
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Gilmar Mendes desmentiu a Veja; apavorou-se com CPI; e não devia debater 'mensalão'

Depois de ver a entrevista de Gilmar Mendes na TV Globonews contando a "sua versão" do encontro de Lula, a história já mudou completamente de figura.
Na sua narrativa, ele simplesmente desmentiu a revista Veja, e mostrou-se inseguro com a CPI do Cachoeira.
A repórter pergunta: - Em algum momento [houve] a situação realmente de oferecer uma blindagem em relação às investigações que ocorrem no caso Carlinhos Cachoeira?
Gilmar desmente a Veja: - NÃO! A questão não se coloca dessa forma...
Com isso a versão de Jobim, a nota de Lula e até mesmo esta entrevista de Gilmar, confirmam que não houve proposta indecorosa nenhuma, e a revista Veja mentiu (ainda que Mendes tenha deixado a mentira correr solta durante o fim de semana, alimentando boatos).
Gilmar continuou contando sua versão na TV, mostrando que Lula conversava sobre a CPI como assunto político do momento, e do jeito que ele (Gilmar) falou, foi ele mesmo quem vestiu a carapuça e se meteu a dar explicações sobre seu relacionamento com Demóstenes e Cachoeira, por conta própria. Eis a transcrição da entrevista do ministro do STF:
- A rigor o presidente tocou várias vezes na questão da CPMI... no domínio que o governo tinha sobre a CPMI...e aí eu entendi... Eu depreendi, que ele estava inferindo que eu tinha a dever nessa matéria de CPMI, então eu disse a ele com toda franqueza: presidente, deixe eu lhe dizer uma coisa, parece que o senhor está com alguma informação confusa ou o senhor não está devidamente informado. Eu não tenho nenhum relação, a não ser relação de conhecimento, e trabalho funcional com o senador Demóstenes... E aí ele, um pouco ficou assustado, e disse: Mas não tem? E essa viagem de Berlim? Aí então eu esclareci essa viagem de Berlim, que era uma viagem que eu fizera, a partir de uma atividade acadêmica que eu tivera na Universidade de Granada, me encontrara com o senador em Praga, isso foi agendado previamente, ele tinha também uma viagem para Praga, então nos deslocamos até Berlim, onde mora a minha filha. Até brinquei, eu vou um pouco a Berlim, como o senhor vai a São Bernardo.
No Jornal Nacional, a versão sobre pedido para adiamento do mensalão, também é desmentida:
- Não houve nenhum pedido específico do presidente em relação ao mensalão. Manifestou um desejo, eu disse da dificuldade que o tribunal teria. Ele não pediu a mim diretamente. Disse: ‘O ideal era que isso não fosse julgado’. Então eu disse: ‘Não, vamos torcer para que haja um julgamento, e é tudo que o tribunal quer, e essa é a minha posição em matéria penal, é muito conhecida.”
Na Globonews ele fala algum detalhe a mais, onde Lula teria analisado consequências políticas e não jurídicas, de fazer o julgamento simultaneamente à campanha eleitoral.
Com isso, ainda que eu não confie muito na "memória" de Gilmar Mendes, o que haveria é o relato de uma opinião pessoal de Lula, sobre as consequências políticas de fazer o julgamento simultaneamente à campanha eleitoral. É um direito de Lula ter sua opinião e expressá-la, como de qualquer cidadão.
Se alguém achar que ter opinião é fazer "pressão", então os senadores e deputados da oposição, os barões da mídia, que todo dia cobram data do julgamento, também estão fazendo pressão, inclusive com mentiras, sobre prescrição de crimes que só ocorreria em 2015.
Se alguém errou ao entrar na conversa do "mensalão" foi Gilmar Mendes. Ele nem precisaria ter argumentado. Como magistrado que irá julgar a causa, deveria simplesmente dizer que sente-se impedido de discutir o assunto e deixar Lula e Jobim conversarem entre si sobre esse assunto.
Em outra entrevista, ao UOL, Gilmar afirma que foi ao encontro porque há algum tempo tentara visitar Lula e não conseguia.
Isso também desmente a Veja. Pois não foi Lula quem procurou Gilmar. A assessoria de Lula marcou o encontro, solicitado há muito tempo por Gilmar.
Se Lula estivesse empenhado em fazer lobby sobre o julgamento, não teria demorado tanto tempo para marcar o encontro.
Como se vê, Gilmar Mendes apavorou-se com seu nome citado na Operação Monte Carlo da Polícia Federal, e plantou fantasmas em uma conversa informal com Lula. Infelizmente, passou a espalhar boatos por aí, que chegou à versão difamatória da revista Veja.
E agora? Quem falou demais por aí, acusando Lula de ter "pressionado" para adiar o "mensalão" e oferecido "proteção" na CPI, vai, pelo menos, pedir desculpas?
ZéAugusto
No Amigos do Presidente Lula
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O Golpe Falhou

A verdade é uma só: Veja não contava com o desmentido de Nelson Jobim.
O ex-ministro da Defesa já tinha dado todas as provas de que era fiel ao projeto da direita brasileira, tinha ajudado a derrubar o delegado Paulo Lacerda da Abin, com a mentira dos equipamentos de grampo. Tinha corroborado com a tese do estado policial, o primeiro delírio de Gilmar Mendes com a Veja, que resultou na farsa do grampo sem áudio. Tinha trabalhado por José Serra, em quem votou, dentro dos governos do PT. E, antes de tudo, tinha sido fiador da indicação de Mendes ao STF, no governo FHC - aliás, era o único amigo que Mendes tinha no tribunal. Possivelmente, o único amigo que Gilmar Mendes teve na vida.
Mas Jobim desmentiu Mendes e jogou a Veja com ele no buraco. Ato contínuo, despedaçou o esqueminha de repercussão de mídia que funcionou tão bem no mensalão, que começava pela Veja, ia para o Jornal Nacional e continuava, semana afora, no Estadão, na Folha e no Globo.
E não tenham dúvida: vão massacrar Jobim por conta dessa traição.
~ o ~
Curiosa essa entrevista de Gilmar Mendes, divulgada no dia 23/05, feita ANTES da reunião no escritório do Jobim, mas o Gilmar Mendes não demonstra nenhum sinal de estranheza com relação ao processo do mensalão, mas claro, quem é leitor voraz de Veja, não vê nunca as ligações dela com o crime organizado...

Ulisses Rodrigues de Oliveira
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