16 de mai de 2012

Cuidado: Este blog faz parte do Eixo do Mal, diz Políbio Braga, o 'probo'

Eixo do Mal, liderado pelo PT, mira agora a RBS - História da RBS revela como nascem e crescem monopólios da mídia

- O presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, está nesta quarta-feira em Porto Alegre para a reunião do comando nacional do PT, que examinará aqui as estratégias que o Partido usará nas eleições deste ano. O PT faz fiasco com candidatos em Porto Alegre e São Paulo, não tem candidatos em Curitiba, Rio e Belo Horizonte, e portanto poderá ser riscado do mapa eleitoral nas eleições municipais deste ano, nas principais Capitais. Apesar de tudo isto e das trapalhadas feitas até agora, com ênfase para o Mensalão, o presidente do PT lidera a mando de Lula uma campanha contra a mídia, que quer colocar sob controle do Partido. A reportagem a seguir, mira a RBS. A bola da vez é a RBS, como foi antes Veja, e será em seguida a Folha e o Estadão. Além de ser uma grande rede nacional da mídia, a RBS tem se mostrado mais crítica em relação ao governo Tarso Genro no RS.  Trata-se de uma campanha inútil, sórdida, autoritária e anti-democrática, cujo objetivo final não é atacar a RBS ou Veja, mas destruir as liberdades individuais e públicas no Brasil. O material a seguir foi distribuído pela newsletter diária de Luiz Nassif, que replicou material mais antigo do site Carta Maior. No RS, ativistas do PT distribuem o material através das redes sociais, desde esta terça-feira. Leia:
Em quase meio século de existência, o grupo RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, exorbitou em muito os limites da concentração dos meios de comunicação no Brasil, segundo mostram os números da própria empresa. Desejo de expansão não se restringe à mídia, conforme mostra estudo que analisa a participação do grupo no processo de privatização da telefonia no país.Em quase meio século de existência, o grupo RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, exorbitou em muito os limites da concentração dos meios de comunicação no Brasil. A observação foi feita pelo site AcessoCom (www.acessocom.com.br), organização coordenada pelo jornalista Daniel Herz que monitora as atividades de mídia no Brasil. AcessoCom publica boletins diários, pela internet, analisando as principais notícias sobre os meios de comunicação.
Em seu boletim de 2 de setembro, comenta os números divulgados pela própria RBS no jornal Zero Hora sobre a expansão do grupo que detém o monopólio das comunicações no RS.Segundo matéria de duas páginas publicada em Zero Hora, o grupo RBS chega aos 45 anos de existência reunindo 24 emissoras de rádio (AM e FM), 21 canais de TV, um portal de internet, uma empresa de marketing e um projeto na área rural, tendo participação na NET Serviços de Comunicação, maior operadora de TV a cabo do Brasil, e mantendo uma fundação social "dedicada à construção da cidadania". O boletim do AcessoCom lembra que, de acordo com o artigo 12 do Decreto 236 (28/2 de 1967), uma mesma entidade só poderá ter "concessão ou permissão para executar serviço de radiodifusão, em todo o País" no limite de 4 rádios AM e 6 FM por localidade, 3 AM de alcance regional e cinco emissoras de TV em VHF em todo o País, obedecendo o limite de duas por Estado. Os números publicados por Zero Hora ultrapassam de longe esse limite.
O nascimento de um império regional
O RBS começou a surgir em julho de 1957, quando Maurício Sirotsky Sobrinho comprou a Rádio Gaúcha, em sociedade com Arnaldo Ballvé, Frederico Arnaldo Ballvé e Nestor Rizzo. Em 1962, foi inaugurada a TV Gaúcha. Oito anos depois, em 1970, começou a operar na mídia impressa com o jornal Zero Hora. Segundo a matéria da própria ZH, a expansão da empresa se consolidou em 1970, quando foi criada a sigla RBS, de Rede Brasil Sul, "inspirada nas três letras das gigantes estrangeiras de comunicação CBS, NBC e ABC". A partir das boas relações estabelecidas com os governos da ditadura militar e da ação articulada com a Rede Globo, a RBS foi conseguindo novas concessões e diversificando seus negócios.O grupo participou ativamente do processo de privatização da telefonia no Brasil. Segundo pesquisa realizada por Suzy dos Santos (do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Contemporâneas da Faculdade de Comunicação da UFBa e Sérgio Capparelli (do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Fabico/UFRGS), a RBS esteve presente em praticamente todos os momentos do processo de privatização das telecomunicações no país.
CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem.
A ilustração é de um dos blogs do Eixo do Mal. A rede ligada ao PIG (Partido da Imprensa Governista) entrou em campo nesta terça-feira para atacar a RBS.
No Políbio Braga Online
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Kodak escondia reator nuclear e urânio enriquecido em sua sede

Foto: Nuclear Regulatory Commission
Autoridades se disseram "surpresas", já que empresas privadas não deveriam ter acesso a esse tipo de material.
Ainda em meio ao impasse com o programa nuclear do Irã, o governo dos Estados Unidos teve de lidar com uma incômoda "surpresa" nesta semana. Um reator atômico foi descoberto em uma das sedes da empresa de produtos fotográficos Kodak, onde estaria escondido há pelo menos 30 anos. O aparelho, de acordo com a imprensa norte-americana, foi adquirido nos anos 1970 com o objetivo de servir ao estudo de novas técnicas de revelação.
O reator tem o tamanho de um refrigerador popular e ficou guardado em uma área secreta e segurança máxima no subsolo da sede da Kodak até 2007. De acordo com as informações veiculadas, o cientista envolvido declarou que não havia riscos e que na área externa nunca foi registrada radiação em níveis perigosos.
Foi encontrado também, na sede da Kodak, um quilo de urânio enriquecido, material utilizado na construção de bombas atômicas e que tem sido o centro de todas as discussões sobre o programa nuclear iraniano.
O Centro de Não Proliferação de Armas Nucleares disse que a "descoberta" revela algo estranho, pois empresas privadas não deveriam ter acesso a esse tipo de material.
No Burgos
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Hoje é o Dia dos Gari! Todos comemora! Até o Boris...

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Ex-delegado do DOPS sofreu atentado após revelações, afirma senador

Casa geriátrica em que Guerra vive teria sido
 alvejada por tiros
Foto: Reprodução / Topbooks / iG
O senador Paulo Paim (PT-RS) revelou no plenário do Senado que o ex-delegado do DOPS no Espírito Santo, Cláudio Guerra, teria sofrido um atentado na manhã desta quarta-feira (16). O ex-delegado revelou no livro Memórias de uma Guerra Suja, dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, supostos crimes cometidos pela ditadura militar, como a incineração de corpos de militantes de esquerda em uma usina de cana-de-açúcar.
A informação foi passada ao senador pelos autores do livro. Três homens teriam cercado a casa geriátrica, no interior do Espírito Santo, onde mora Guerra e disparado tiros. Paim havia convidado os jornalistas e o ex-delegado a falarem na Comissão de Direitos Humanos do Senado nesta quinta-feira (17). Ele acredita que o atentado pode ter relação com a convocação. O senador considera também que Guerra pode ser um instrumento importante para a Comissão da Verdade, que foi instalada nesta quarta.
No plenário, o petista fez um apelo para que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, garanta a segurança ao ex-delegado. “Considero da maior gravidade a tentativa de assassinato, porque ele é um arquivo vivo dos crimes que ele mesmo cometeu. Li no livro que a responsabilidade dele, na ditadura, era matar, inclusive, enquanto outros torturavam. Por isso, aproveito este momento para, mais uma vez, fazer um apelo ao ministro da Justiça para que se dê a devida segurança para que ele possa depor na Comissão da Verdade e esses fatos todos possam ser esclarecidos”, pediu o senador.
No Sul21
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Charge online - Bessinha - # 1247

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Emocionada, Dilma diz que ‘nunca pode existir história sem voz’

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Cachoeira: “O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”

Ligação interceptada pela Operação Monte Carlo fornece mais indícios sobre a proximidade do esquema do contraventor Carlos Cachoeira e a revista Veja. Esta ligação, na qual Cachoeira relata encontro com Policarpo Júnior, já havia sido divulgada pela imprensa, porém, omitiu-se a maior parte dela. De acordo com o bicheiro, o editor da Veja queria sua ajuda para provar que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, havia ajudado a Delta a “entrar em Brasília” durante a gestão do ex-governado do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
Brasília - Uma conversa telefônica entre o contraventor Carlos Cachoeira e do então diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, interceptada às 14:43 do dia 10 de maio de 2011 durante a Operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), fornece mais indícios sobre a proximidade da quadrilha investigada e da revista Veja.
Trechos desta gravação já foram divulgados pela imprensa há quase um mês atrás, entretanto de forma seletiva, como fez esta reportagem do G1 . Nela, o veículo destaca apenas o trecho em que Cachoeira diz a Claudio Abreu que "plantou" na imprensa – sem citar o nome da revista e do jornalista - informações contra o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot:
"Eu plantando em cima dele igual o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Tá uma beleza agora. O Pagot tá (...) com ele".
Entretanto, no áudio da conversa, ao qual a reportagem de Carta Maior teve acesso, Cachoeira relata ao ex-diretor da Delta outros assuntos tratados com o editor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, em encontro realizado horas antes.
De acordo com o bicheiro, o editor da Veja queria sua ajuda para provar que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, havia ajudado a Delta a “entrar em Brasília” durante a gestão do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Policarpo ainda teria afirmado que o acordo foi fechado em uma reunião em Itajubá e que estaria atrás de um flagrante da entrega de “dinheiro vivo”. Por sua vez, Cachoeira teria dito a Policarpo que “não existiu essa reunião”.

Cláudio afirmou que as informações eram “furadas”:

“Na hora que eu estiver com você eu vou te contar porque o nosso chefe teve uma vez só com o cara, vou te contar como e porque que conhece o cara, tem nada a ver com a gente.”
Perguntado por Cláudio se Policarpo iria “alivar”, Cachoeira respondeu que o editor da Veja “não alivia nada, mas também não te põe em roubada”. Duas frases do contraventor, pouco depois, tranqüilizam o diretor da Delta:
“Garanto pra você que ele esqueceu.”
“O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”
De fato, nada foi publicado pela Veja neste sentido até então.

Antecedentes

No final de semana anterior, a revista Veja publicou a reportagem “O segredo do sucesso”, assinada por Hugo Marques, relacionando o crescimento da empresa Delta com os serviços de consultoria de José Dirceu.
Os documentos da operação Monte Carlo revelam que desde o dia 7 de maio a quadrilha de Cachoeira trocava telefonemas, preocupada com a reportagem, e discutia estratégias. Em uma ligação no dia 8 de maio, às 19:58, Cachoeira disse a Cláudio Abreu que o senador Demóstenes Torres trabalharia nos bastidores do Senado para abafar a reportagem.
Em outra ligação, no dia 11, às 09:59, Idalberto Matias de Araujo, o Dadá, tido pela PF como braço direito de Cachoeira, conta ao bicheiro que conversou com o repórter da Veja, Hugo Marques, que lhe revelou que o alvo de sua reportagem era “Zé Dirceu e não a Delta”.

Sobre Lula

Outro indício da proximidade entre o esquema de Cachoeira e a revista Veja está no final da gravação iniciada às 14:43 do dia 10 de maio de 2011.
Cachoeira e Cláudio Abreu citam um homem apelidado de “Lula” que não seria bem visto por Policarpo e “não entra bem na Veja”:
“Não sei se é uma boa deixar, utilizar ele dentro da Veja não. É só entrar, é tran...(ligação cortada) ...é...”
Pela análise dos documentos da operação Monte Carlo, o Lula com o qual integrantes do esquema de Cachoeira mantiveram contato é Luís Costa Pinto, também citado como “Lulinha” em outros trechos da investigação. Ele já trabalhou no Jornal do Commercio, na Revista Veja, O Globo, Folha de São Paulo, Correio Braziliense e Revista Época. Há alguns anos passou a se dedicar à atividade de consultoria privada de comunicação e análise política.
Em 2010, Luís Costa Pinto coordenou a comunicação e a formulação de estratégia da campanha de Agnelo Queiroz (PT) ao governo do Distrito Federal.
Leia a transcrição aqui:
Claudio: Oi
Cachoeira: Claudio, pode falar aí?
Cláudio: Fala
Cachoeira: Aquela hora eu tava com Policarpo, rapaz, antes do almoço ele me chamou para conversar. Mil e uma pergunta, perguntou se a Delta tinha gravação, defendi pra caralho vocês, viu. Mas não fala para o Lula não.
Cláudio: Tá, pode deixar. Quem chamou?
Cachoeira: Policarpo, po. Aquela hora que você me ligou, você lembra que eu te fiz umas perguntas do Pagot? Enfiei tudo no rabo do Pagot, aquela hora o Policarpo tava na minha frente.
Cláudio: Ah ta. Mas eu não ia falar pro Lula que tava com você.
Cachoeira: Fiquei com medo de você falar, por isso que eu não falei que ia ta com ele. Que ele ia almoçar com o Lula, então o Lula ia falar pra ele, e eu não gosto, gosto disso preservado, (ininteligivel).
Cláudio: Pois é, o...(ininteligível, parece “segredo”) cê falou pro Policarpo?
Cachoeira: Não, moço. Mil e uma histórias, me contou. Rapaz, falei “vocês erraram, Zé Dirceu não tava”. “Tem sim e eu to atrás de uma coisa só, ô Carlin”, é... teve uma reunião em Itajubá do Fernando com o Zé Dirceu e o Arruda, os três juntos,viu? Itajubá. Foi aí que fechou para Delta entrar em Brasília. Foi pedido. O Zé Dirceu pediu para o Arruda para o Fernando entrar em Brasília.
Cláudio: Ah... Essa informação ta totalmente furada, eu conheço bem a história. Não tem nada disso, cara. O que é? Esses caras tão indo por um caminho que tem nada a ver. A hora que eu encontrar com você eu vou te contar porque a relação, vou te falar.
Cachoeira: Cê me fala depois, mas não fala para ninguém que eu to conversando com...eu posso ajudar demais, mas por fora ta? Eu plantando em cima dele igual o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Uma beleza agora, Pagot ta fudido com ele.
Cláudio: Pois é, pô. E vai sair mais alguma coisa?
Cachoeira: Ele ta, o Lula, mas num fala pro Lula não, mas o Lula deve contar a mesma história, ta? Essa de Itajubá. E com o Lula quem marcou não foi o... Júnior, Policarpo, o Lula que ligou para ele para marcar o almoço.
Cláudio: Uai, quem que marcou o almoço deles?
Cachoeira: O Lula ligou para o Policarpo para marcar. Você tinha me falado que o Policarpo que ligou pro Lula.
Cláudio: Ah, sei lá. Mas hein, me fala uma coisa aqui. O cara vai aliviar pra cima da gente?
Cachoeira: Não, não fala que eu te falei ta? Mas a história ta em cima de Itajubá, ta na reunião, que aquilo lá já deu, esquece ô Claudio, esquece, falei mil e uma coisa. É perguntou se tinha fita, a história que ta lá na Veja, sabe até o local que foi, o encontro do pessoal do Agnelo com o Fernando, é... que foi gravado dando dinheiro vivo. Eu falei “ô Policarpo, você acredita mesmo nisso?” Ele: “acredito”. Então, “pelos meus filhos eu to falando pro cê, não existiu essa reunião, esqueça, esqueça”, entendeu?
Cláudio: Pois é, ta vendo como as informações são furadas. Na hora que eu estiver com você eu vou te contar porque o nosso chefe teve uma vez só com o cara, vou te contar como e porque que conhece o cara, tem nada a ver com a gente, tem nada a ver.
Cachoeira: E ele tem tanta confiança em mim que é (inintelígivel) verdade, sabe, minha pra ele, que eu sei que é um cara que, tipo assim: o Policarpo é o seguinte, ele não alivia nada, mas também não te põe em roubada, entendeu? Eu falei, eu sei, ó: “inclusive vou te apresentar depois, Policarpo, o Cláudio, eu sou amigo”, eu falei que era amigo do cê de infância. “Então, ele trabalha na sua empresa”, falou assim, “vai me contar que você tem ligação com ele”. Sabia de tudo. “Eu não vou esconder nada de você não, Policarpo, o Cláudio é meu irmão, rapaz”. “Agora, eu te falo que não tem nenhuma ordem, eu lido com isso 24 horas, eu nunca ouvi falar dele na empresa lá, e o cara sabe de tudo, ligação com Zé Dirceu. Esqueça”. Aí ele virou e falou assim “enfim, então, isso aí você não sabe, foi numa reunião em Itajubá’, entendeu?
Cláudio: Ham, pode falar para ele também esquecer isso aí, esquecer, esquece, cara. Vou te contar depois. É...
Cachoeira: Mas a história é essa, viu, o cara veio doidinho atrás da fita onde tava o Fernando dando dinheiro pro povo do Agnelo, foi filmado, (inteligível) a história até ele falou diferente, outra história.
Cláudio: Mas esqueça isso, tem nada disso não.
Cachoeira: Cê me garante? Eu “garanto, rapaz”. Você confia nele? “Confio”. Garanto pra você que ele esqueceu. Mas ele veio sequinho falando que aquilo era a verdade.
Cláudio: Pois é, ta vendo, ele contava um negócio desse aí, porque o cê mesmo sabe qual que é a verdade. Aí o cara falando dessa história, sabe até o local onde foi nós com o Agnelo, ta vendo? Tem nada a ver, porra.
Cachoeira: Ele falou que tem uma fonte aí que falou isso para ele, mas isso é fonte falsa, fonte furada, ô, ô, esqueça isso, tá bom? O Policarpo, ele confia muito em mim, viu? Vô ter que mostrar a mensagem que ele mandou antes, 10 horas da manhã para mim encontrar aqui em Brasília, eu tava aqui fui me encontrar com ele. Aí vou te mostrar depois, mas aí ele não pode saber que eu falei isso pro cê não, ta? Guarda aí, nem o Lula, não conta pro Lula não, se não o Lula acaba espalhando.
Cláudio: Tá. Cê quer encontrar com o chefe?
Cachoeira: Não, com o governador?
Cláudio: Com o Fernando, pô.
Cachoeira: Precisa não, fala pra ele que nós tamo olhando tudo, ta? Outra coisa, eu não senti que o (corte na ligação) gosta muito do Lula não, ta?
Cláudio: É né?
Cachoeira: O Lula, eu to descobrindo umas coisas aqui, o Lula manda muito no Correio Braziliense, viu? Entra. Entra no Correio, sabe tudo. Então, a Veja, assim, um pé atrás com ele, né? Ele atacou a Veja uma época aí. Você sabe da história, então? Ele não entra bem na Veja não, viu? Não sei se é uma boa deixar, utilizar ele dentro da Veja não. É só entrar, é tran...(ligação cortada) ...é...?
Cláudio: Ta ok. Ta ok.
Cachoeira: Policarpo mesmo não é muito fã não, mas não fala que eu te falei isso não, nem pro Fernando, ta?
Vinicius Mansur
No Carta Maior
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Estudante é condenada por ofensa a nordestinos

A estudante Mayara Penteado Petruso foi condenada a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo.
A ofensa, cometida contra os nordestinos, ocorreu pela rede de microblogs Twitter no dia 31 de outubro de 2010, logo após a vitória eleitoral da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra.
"Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!", escreveu a estudante em sua página na rede social.
A pena contra ela foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. A decisão foi tomada pela juíza da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Mônica Aparecida Bonavina Camargo.
Em sua defesa, Mayara admitiu a publicação da mensagem e disse que foi motivada pelo resultado das eleições presidenciais.
Ela afirmou que não tinha a intenção de ofender, que não é preconceituosa e que não esperava tamanha repercussão. De acordo com o processo, Mayara disse estar envergonhada e arrependida.
Estudante de Direito, Mayara perdeu o emprego em um escritório de advocacia após o episódio. Ela também teve que mudar de cidade e abandonar a faculdade.
"O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo", afirma a juíza na decisão.
A juíza estabeleceu a pena abaixo do mínimo legal já que Mayara sofreu consequências com a infração. "Foram situações extremamente difíceis e graves para uma jovem", diz Bonavina Camargo.
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Roberto Marinho não defenderia o Robert(o)

Que o Robert(o) se vire sozinho
O ansioso blogueiro encontra velho amigo dos tempos de Globo e pergunta logo, assim:
– Como é que vocês deixam os meninos defender o Robert(o) Civita?
– Não são os meninos, são os colunistas, o Merval…
– Tá. É da cabeça do Ali Kamel…
– Mais ou menos…
– Me poupe, querido.
– O que é que a gente pode fazer?, ele pergunta, assim com uma cara de brindeiro Gurgel. O que fazer?
– Avisar que é uma fria. Que o pai deles não entrava nessa, nunca. O Robert(o) é chave de cadeia.
– Mas, é classe, meu querido. É a corporação. O que você chama de PiG.
– Que corporação… O “mais velho“ não dava bola pra corporação nenhuma. Ela estava preocupado era com o bolso dele.
– Sim, mas tem sempre o interesse da classe.
– Com ele não tinha isso. Era o interesse DELE. A “classe” que se virasse. Se o interesse da classe se confundisse com o dele, tudo bem. Se não, problema da classe…
– É, você tem razão. O “mais velho” não se meteria nessa história, ter que defender o tal do Policarpo…
– O que você acha, você que conheceu bem o “mais velho”, o que você acha que ele pensaria numa hora dessas.
– O “mais velho”?
– Sim!, o Dr. Roberto.
– Primeiro, ele não ia querer enfraquecer a posição dele com o Governo. Defender o Robert(o) não amplia com ninguém. Tá todo mundo se lixando para o destino do Robert(o)…
– O Miro está…
– Com o “mais velho”, o Miro não ia estar…
– Sim, mas, e a Ley de Medios?, pergunta o ansioso blogueiro, que tem essa ideia fixa.
– E você acha que se o “mais velho” estivesse vivo ia sair alguma Ley de Medios sem conversar com ele antes…
– É… acho dificil.
– O “mais velho” ia querer guardar as fichas dele na mão, todas elas. E que o Robert(o) e o Policarpo se virassem sozinhos.
– No meio dessa confusão toda, ele, então, ia ficar quietinho.
– Quietinho, não! Ele ia tentar compra a Delta por R$ 1.
Pano rápido.
Em tempo: para se ter uma ideia da falta que o “mais velho” faz, veja como o Bonner chorou ao dar a notícia da morte do supra-citado:
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Charge online - Bessinha - # 1246

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Merval abandona Perillo. Fedeu!

Em sua coluna no jornal O Globo desta terça-feira (15), Merval Pereira finalmente chegou à conclusão de que não há mais escapatória para o governador Marconi Perillo (PSDB). No artigo intitulado “O governo paralelo de Cachoeira em Goiás”, ele quase decreta o fim do tucano. Em seus comentários na Globo News, o “imortal” é sempre meio enfadonho, lerdo. Desta vez, porém, ele até que foi mais rapidinho!
Merval chegou à triste conclusão após os depoimentos dos delegados das operações Vegas, Raul Alexandre Marques, e Monte Carlo, Matheus Mella Rodrigues, à CPMI do Cachoeira. Eles confirmam a existência de 60 números em série de aparelhos Nextel, habilitados nos EUA e supostamente à prova de grampos, que foram distribuídos pelo mafioso – “exclusivos para a diretoria”.

Conclusões bombásticas do "imortal"

Com base na longa investigação da Polícia Federal, que expõe os tentáculos da quadrilha de Cachoeira – que numa única casa de jogos faturava R$ 1,2 milhão ao mês –, o colunista do jornal O Globo tira algumas conclusões importantes e bombásticas. Vale conferir as principais:
Os contatos e referências da organização criminosa envolveram empresários, jornalistas (‘setor’ de comunicação era importante para ela) e agentes públicos de níveis municipal, estadual e federal, como secretários, prefeitos, vereadores, deputados estaduais, distritais, federais, ministros (também de tribunais superiores), funcionários de agências reguladoras e assessores (...)
Inequivocamente, a autoridade pública mais íntima da organização era o senador Demóstenes Torres. ‘Ao angariar contratos para Delta no Centro-Oeste e em outras áreas do país, ele tornava-se sócio oculto da empresa’, informa a Polícia Federal... ‘Colocava-se sempre à disposição para usar sua influência política, em todas as esferas de poder, em favor dos negócios da organização’. Cachoeira tinha grande articulação política, “suprapartidária”, procurava influenciar vários detentores de mandatos.
Também se movimentava no campo eleitoral, discutindo candidaturas, sugerindo nomes e tratativas entre potenciais candidatos, em especial com o senador Demóstenes Torres. Os vínculos políticos e a proteção policial mediante suborno davam a Cachoeira a sensação de intocabilidade: “Todo mês falam que estão me investigando, vão me pegar... e nada acontece”, comentava no telefone Nextel supostamente inviolável (...)
Até aqui, o governo de Goiás, do tucano Marconi Perillo, foi aquele sobre o qual a organização criminosa mais ampliou seus tentáculos, podendo se falar mesmo, segundo a Polícia Federal, de um “governo paralelo”: até o corregedor da Secretaria de Segurança Pública era do esquema.
A Organização tinha “cota” de indicações políticas no governo. O governador Marconi Perillo, citado 237 vezes em conversas, teve encontros diretos com Cachoeira, tratava-o amistosamente e vendeu sua casa para o próprio, recebendo cheques assinados por Leonardo Ramos, sobrinho do capo.
As investigações mostram também intensas gestões para negócios com o governo do Distrito Federal, através de busca de contratos, legalização de terras (Ibran, Terracap, Incra) e outros “serviços”. Não foi detectado, até aqui, qualquer diálogo do governador petista Agnelo Queiroz com Cachoeira (...)

Antes tarde do que nunca

O artigo de Merval Pereira, um dos principais colunistas da famiglia Marinho, confirma que a situação de Marconi Perillo é das mais dramáticas. Afinal, quem governava ou governa Goiás: o dirigente do PSDB ou o mafioso Carlinhos Cachoeira? O texto do jornalista das Organizações Globo reforça a tese dos que defendem o imediato impeachment do governador tucano.
Como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Até pouco tempo atrás, o “imortal” ainda se esforçava para defender Perillo. Como ironizou o blogueiro Eduardo Guimarães, num texto de 13 de abril de 2012, “Merval tenta blindar Marconi ‘Perigo’”. Ele atacava o governador petista Agnelo Queiroz e limpava a barra do governador tucano de Goiás. Agora, parece, Merval resolveu se afastar do “Perigo”. Fedeu!
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A Hipocrisia de Civita

"O Caçador de Marajás da Veja,  (...) sem querer, sem pensar, sem refletir bem... (...)
A gente não foi verificar o resto, minha culpa, nossa culpa...
Roberto Civita
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Presos,torturados e cremados

Ex-delegado do DOPS diz o que a ditadura fez com os brasileiros que lutavam por um Brasil mais justo e solidário
Transcrição do depoimento do ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra para o site do livro “Memórias de uma guerra suja” (http://memoriasdeumaguerrasuja.com.br/), reafirmando o incineramento de corpos de presos políticos na usina Cambahyba, no município de Campos, região norte do Estado do Rio de Janeiro.

“É muito triste para mim falar do que aconteceu naqueles anos horríveis que passaram na época da repressão. Infelizmente os corpos foram cremados ali em Campos. Infelizmente a usina pertencia ao senhor Heli Ribeiro. Eu sei que uma das filhas dele tem se insurgido contra mim, dizendo que o forno não é compatível para cremar uma pessoa, claro que é, a boca do forno a perícia vai provar que podia sim e pode uma pessoa ser colocada ali. E também eu queria lembrar e fazer um apelo à Polícia Federal, à Procuradoria da República, que fizesse uma perícia, que a perícia traga a verdade comprove o que eu estou falando.
O senhor Heli Ribeiro era um homem de excelente conduta, bom pai de família, cumpridor dos seus deveres. Mas naquela época era uma guerra, tinha a esquerda e a direita. Ele era de direita. Ele era meu amigo. Ele era grande amigo dos militares, que frequentavam a usina constantemente. Nós chegamos a usar a usina para treinar tiro lá, e só tinha uma abertura dessas, se tivesse uma harmonia, uma amizade grande. Como o Exército permitiria civis irem treinar tiro lá, com munição do próprio Exército? Mas isso é outro assunto.
Quero dizer da tristeza, é tanta tristeza que vem, que me deixa descontrolado, me entristece ficar falando disso, me entristece ver a filha dele ficar falando, talvez usando este fato como plataforma política. Eu quero dizer para ela não faça isso não, do jeito que você está sofrendo, achando que seu pai está sendo achincalhado, as famílias das vítimas sofrem muito mais, sofrem há mais de quarenta anos, querendo saber o destino de seus entes queridos.
O que eu estou fazendo agora é cumprir meu dever de cristão, de temente a Deus, de dizer a verdade. O que eu estou fazendo agora não é contra o seu Heli Ribeiro, não é contra o Exército, não é contra a Marinha, não é contra ninguém. É a favor da verdade. De restaurar o que aconteceu e, se alguém é culpado, nós os culpados assumamos as nossas culpas e viemos ser submetido à opinião pública, do mesmo jeito que aqueles pessoas que erraram, que eram de esquerda pagaram com cadeia. Hoje se está prescrito ou não pelo menos ficar esclarecido os erros que cometeram. Então eu peço às autoridades que façam uma investigação séria, isenta, pericie o local. Vamos ouvir opinião de peritos se pode ou não, se a boca do forno cabe um corpo humano ou não, porque aí vai ver que eu estou falando a verdade. Ali foram cremadas as pessoas que eu nominei para os dois repórteres com quem eu conversei durante dois anos e pouco.
Mais uma vez amizade minha com a família Ribeiro, o meu respeito com a família Ribeiro não vai me impedir de dizer a verdade. Peço aos descendentes deles, aos filhos de João, os quais eu conheci crianças, tive em aniversários deles que não vejam isso como um ataque ao seu avô. Não!
Eu estou esclarecendo os crimes que foram praticados não só por mim, mas por todos aqueles que lutaram contra a esquerda porque não queriam a abertura. Erramos. Erramos.
O senhor Heli Ribeiro errou? Nem tanto, ele sabia, ele apenas forneceu o local. O filho dele agiu diretamente comigo sim. Os funcionários também, sim. Os policiais que ali estiveram comigo, o Joelson e o Camargo. O Joelson já faleceu, mas o Camargo está vivo pode vir aí.
Eu faço apelo ao Camargo, eu faço apelo ao Vavá, que falem a verdade. Que esclarecem o que fizemos, nós não temos que nos esconder, temos que nos submeter aos nossos erros para que sejamos perdoados por Deus. Se os homens não perdoarem, porque não tem piedade, Deus vai reconhecer o que nós estamos fazendo ao reconhecer os nossos erros. Mas uma coisa para ficar bem claro para todos aqueles que vão ouvir esta gravação, o horário que nós fazíamos este trabalho macabro era entre 22h, 23 horas, horário que as pessoas já estavam mais cansadas, e o Zé Crente, que era o capataz, tinha todo o domínio sob todo mundo ali e sempre dava um jeito de não ter ninguém perto do forno quando era feito. Eu participei diretamente levando, outras vezes eu fiquei na casa, mas sempre era nesse horário, depois de 23, 22 horas. Mas, infelizmente, deputada, ali foram cremados corpos. Estou prejudicando seu pai? Não, estou admitindo a minha culpa, não estou acusando ele de nada. O seu irmão? Participou. O seu irmão buscou armas comigo no Rio. O Vavá participou, buscou armas comigo no Rio. Nós cremamos corpos ali, sim. Mais uma vez eu repito: o forno, a boca ali, cabe perfeitamente um corpo humano. A perícia vai trazer quem está falando a verdade”.
No Blog do Bourdoukan
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A Modelo e o Cantor

Serão iguais os casos de Gisele Bündchen e Alexandre Pires, em suas agruras com duas secretarias da Presidência da República? Ela com a de Políticas para as Mulheres, ele com a de Políticas Especiais de Promoção da Igualdade Racial?
Compartilham, no mínimo, uma coisa: tanto a modelo, quanto o cantor foram criticados por sua participação em peças de comunicação consideradas ofensivas e preconceituosas. Gisele em relação às mulheres e Alexandre Pires contra os negros.
O caso da supermodelo foi amplamente divulgado e se referia à campanha publicitária que estrelou, há alguns meses, de uma marca de lingerie. Nos comerciais para a televisão, ela explicava, brincando, o modo certo e o errado de uma mulher transmitir a seu companheiro uma notícia ruim - que batera o carro, que a sogra o visitaria, etc.
Equivocado seria comunicar diretamente o fato - vestida. Correto, dizê-lo cheia de sensualidade - usando apenas roupa íntima. Em outras palavras, burra é a mulher que não emprega a sedução em seu favor.
Apesar do tom jocoso, a Secretaria entendeu que a campanha tinha uma inaceitável carga de preconceitos e contribuía para manter estereótipos discriminatórios contra as mulheres. Por isso, oficiou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, Conar, solicitando que fosse retirada do ar.
O caso de Alexandre Pires - que ainda está em curso -, é diferente, mas parecido.
Com ele, a polêmica é sobre o videoclipe de sua música mais recente, intitulada “Konga”. Estão em discussão letra e vídeo.
A canção brinca com a imagem de macacos e gorilas. Nela, as mulheres são atraídas pela força e a energia dos animais, em óbvia alusão ao que seria sua hiperbólica virilidade.
No clipe, tudo acontece à beira de uma piscina, pretexto suficiente para que as atrizes vistam minúsculos biquínis. O cantor aparece em roupas convencionais e os músicos estão fantasiados de gorilas. A seu lado, o super-astro Neymar dança e se diverte - e acaba também disfarçado.
A reação da outra Secretaria foi parecida. Também nesse caso haveria preconceitos e conteúdos discriminatórios, racistas e sexistas. Pelos dois motivos, ela solicitou que a exibição do vídeo na internet fosse, voluntariamente, suspensa e que não houvesse veiculação na televisão.
Essa talvez seja a única semelhança entre os dois episódios. Pois, se as atitudes das Secretarias foram, basicamente, as mesmas, o caso da modelo recebeu um tratamento bem diferente da mídia - e foi percebido, em função disso, de forma quase oposta pelos segmentos da opinião pública que costumam se manifestar nas redes sociais.
A reação da Secretaria de Políticas para as Mulheres contra a campanha de Gisele foi imediatamente tachada de “intervenção indevida” do governo. De exemplo da incapacidade da burocracia entender uma alegre brincadeira. De intromissão do estado na vida particular. E por aí vai....
E em apoio a Alexandre Pires? Alguma voz se levantou? Algum dos intelectuais que trabalham nos grandes veículos de nossa imprensa o defendeu?
Ficou sozinho, tendo que se justificar....
Note-se que, em seu caso, a discussão vai além da mera liberdade do anunciante usar qualquer argumento - por mais questionável que seja - para aumentar as vendas. Diz respeito a algo mais importante, a liberdade de criação.
Pode um artista negro usar os estereótipos da cultura da discriminação? Pode brincar com eles, tirar a ofensa da boca dos agressores e fazer música com ela? Pode transformar o gorila em tema de alegria e afirmação?
Na hora de defender a modelo branca do “intervencionismo lulopetista”, não faltaram voluntários - e espaço. E agora? Contra o cantor, a intervenção é legítima?
Como muitos negros norte-americanos, que têm orgulho de se chamar nigger - a palavra-símbolo do racismo em seu país -, Alexandre Pires, Neymar, os músicos e atores que participaram do clipe estavam rindo. Rindo de quem os olha com preconceito - e inveja.
Preocupada com o tom de falsa pedagogia que havia na campanha de Gisele Bündchen, a Secretaria das Mulheres agiu corretamente. No clipe de Alexandre Pires, a de Igualdade Racial, talvez.
Mas essa já é outra historia.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Datena ataca Kassab e ameaça se demitir

Ricardo Feltrin, editor do sítio de entretenimento F5, da Folha, noticiou hoje mais uma das estripulias do apresentador José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes. Ao vivo, ele garantiu que estaria sendo vítima de perseguição política e ameaçou pedir demissão da empresa. Não faz muito tempo, o polêmico jornalista rompeu contrato com a Record, que ingressou com um processo exigindo indenização.
“Em seu programa matinal na rádio Bandeirantes (90,9 FM) desta terça-feira (15), Datena ameaçou ‘pegar o boné’ (se demitir) da Band, e que os ouvintes deveriam saber que, se ele sair do ar, ‘já sabem o motivo’. O motivo, no caso, seria uma suposta pressão do prefeito Gilberto Kassab a Datena e à Band, por causa das denúncias que ele vem repercutindo em seu programa”, relata Feltrin.

"Isso é coisa de crime organizado"

As denúncias se referem ao ex-diretor da prefeitura paulistana e ex-assessor de Kassab, Hussain Aref Saab, que acumulou cerca de R$ 50 milhões em imóveis nos últimos anos. Aref era chefe do Departamento de Aprovação de Obras, responsável pela liberação de construções e reformas de imóveis em São Paulo. Com o seu jeitão agressivo, Datena comentou em seu programa na rádio:
“Isso é coisa de crime organizado, de máfia. O cara (Aref) tem quase 70 anos de idade, acha que ele ia fazer sozinho? O que eu fico indignado é esse prefeito achar que é uma coisa pessoal (quando a gente faz) denúncias contra ele”. Segundo Datena, as suas denúncias resultaram em pressões diretas de Gilberto Kassab contra o seu programa na Band. A assessoria do prefeito não comentou o caso.

"Esse cara é um ingrato"

O curioso é que Datena confessou, também ao vivo, que fez campanha para o ex-demo e atual presidente do PSD. “Se tem alguém que defendeu esse prefeito, que ajudou a colocar esse cara no gibi, fui eu... Sempre defendi o Kassab, sempre o colocava no 'Brasil Urgente'... Esse cara é um ingrato, acima de tudo. Fiz (ajudei) porque achava que era um baita de um prefeito”.
Em mais uma prova de que não há nada de isento na mídia, o apresentador da Band também revelou os motivos que o levaram a atacar o Gilberto Kassab. “Quando o cara esqueceu de ser bom político e começou a querer fundar partido, e esquecer a cidade, eu sentei o cacete mesmo. Eu tinha compromisso com o bom prefeito que ele era. Deixou de ser, porrada nele”. Muito educativo!
Altamiro Borges
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Ao Procurador Geral da República Roberto Gurgel

Vamos aos fatos:
  1. O Procurador Geral da República e sua esposa têm biografia, uma vida profissional  dedicada ao Ministério Público Federal, sem que até hoje houvesse dúvidas sobre sua idoneidade.
  2. O foco da CPMI não pode ser o casal Gurgel. Deve ser o crime organizado, suas ligações com o poder público, com o Judiciário, seu braço midiático. Focar em Gurgel só servirá para dispersar as investigações e fazer a CPMI perder o foco.
  3. No entanto, a falta de explicações plausíveis do casal – sobre a paralisação da Operação Vegas – acabou atraindo todo o foco das investigações e das suspeitas para si. É uma armadilha criada por seu próprio silêncio, injusta para com eles, e, principalmente, para com o Ministério Público.
  4. O exercício do poder de PGR tem suas limitações, muitas de ordem política. O que levou o casal a interromper as investigações não pode ser explicado publicamente, caso contrário as explicações já teriam surgido. Mas provavelmente é algo muito menos grave do que as suspeitas que começam a cercá-los.
  5. Fariam bem a si, ao país e, especialmente ao Ministério Público Federal, se buscassem alguém da sua confiança e explicassem as circunstâncias do episódio, afim de que as explicações, divulgadas em off ou não, aplacassem a ira geral e permitissem à CPMI retomar seu foco.
Luis Nassif
No Advivo
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Como dar um cala boca educado em um moralista de última hora

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Cachoeira e o corporativismo da mídia

A imprensa tem longa experiência na cobertura de Comissões Parlamentares de Inquérito. Em temporada de CPI é patente o manancial (pensei em escrever cachoeira) de informações a preencherem páginas de jornais e revistas, em casos que a imprensa elege como “por demais clamorosos”; cadernos especiais são criados, assim como é inventada uma logomarca.
O assunto é mais ou menos reverberado nos meios de comunicação de acordo com o grau das pessoas e instituições investigadas. Em um hipotético termômetro de interesse midiático podemos inferir que se o investigado é o governo federal – principalmente os dos últimos quadriênios – é certeza absoluta de que donos de jornais e revistas, redatores-chefes, editores e colunistas de plantão atuarão como se tivessem mandato parlamentar, engrossando ainda mais a lista de investigadores, elencando diariamente novos alvos de investigação, preparando conexões ou meras ilações entre esse e aquele personagem, esta e aquela empresa.
Formam, por assim dizer, o esquadrão midiático voluntário em apoio aos trabalhos da CPI. Não são remunerados, ao menos diretamente, por seu trabalho que, longe de ser gracioso, é regiamente pago, mas de maneira indireta, através da minutagem que os temas de sua predileção terão na escalada de telejornais, do espaço nas capas e cadernos de jornais e revistas.

O nosso e o dos outros

O braço midiático das CPIs sabe muito bem que não existe almoço grátis. E seu trabalho investigativo é tão isento quanto a defesa que faz o agronegócio da preservação do meio ambiente, propugnando pesadas multas pecuniárias a seus congêneres desmatadores. Muito ao contrário, a imprensa não é isenta e chama para si o direito de oferecer à opinião pública quem são os mocinhos e os bandidos, antes, muito antes de a CPI se encaminhar para seus desdobramentos finais.
É prática de boa parte da imprensa pecar por excesso de protagonismo: publica avalanchas de sinais como se fossem evidências robustas de culpabilidade. E, ao mesmo tempo, peca por excesso de omissão: deixa de publicar o que possa estar em contradição com o veredicto esposado pela publicação, ou pela rede de televisão. Em algumas CPIs a omissão chega a ser criminosa. É como se estivessem permanentemente em sala de edição, cortando o que não deve vir a público e criando a realidade que precisa vir à luz.
A Comissão Parlamentar de Inquérito recém instalada tem em sua essência algo que destoa por completo das muitas que lhe antecederam. É o ineditismo de, pela primeira vez neste país, a imprensa vir a se tornar alvo de investigação. E, então, temos um rosário de coisas inéditas. Primeiro, não é a imprensa que está na bica para ser investigada. É, tão somente, o jornalista Policarpo Junior, da sucursal da revista Veja, em Brasília. Mas, para a imprensa, é seu teste ético de força: devemos todos nos posicionar em defesa de Veja ou deixá-la aos humores, talentos e habilidades dos parlamentares que atuam na CPI?
É, certamente, o caso mais escancarado de corporativismo jamais visto no país – isto para resgatar a frase tantas vezes usada de maneira jocosa pelos luminares que pontificam na mídia. O que deveria se circunscrever a uma única revista semanal, terminou por transbordar e se transformar em bandeira de luta bem ao estilo “mexeu em um, mexeu em todos”. E, no entanto, não faz muito o corporativismo era o inimigo número 1 da imprensa, não importando se surgisse na defesa de desembargadores graduados de tribunais superiores, nas direções gerais da banca financeira ou nas presidências das empreiteiras, menos ainda se surgisse nas hostes da segurança pública. Agora, vemos que o corporativismo mau é aquele praticado pelos outros, o nosso pode até parecer, mas nem mesmo chega a ser corporativismo. Atende por outro nome: defesa da liberdade de imprensa.

Direito de condenar

Ainda assim, é uma liberdade de imprensa seletiva. O império midiático não se fecharia em copas em defesa de jornalistas que fossem flagrados em conversas como as reunidas nos propalados 200 grampos telefônicos, obtidos com autorização judicial, de conversas entre o editor de Veja e o notório meliante Carlos Cachoeira. Alguém, em sã consciência, imaginaria o movimento da Editora Abril em franca ação de autodefesa, angariando flamejantes editoriais de O Globo e defesas não menos enfáticas de sua ética jornalística por parte de jornais como o Estado de S.Paulo e a Folha de S.Paulo? Seria crível ação dessa envergadura se atropelados em escutas telefônicas estivessem jornalistas como Mauro Santayanna, Mino Carta e Ricardo Kotscho?
A resposta é não por dois motivos. Primeiro, porque seria impensável que um desses três decanos da imprensa brasileira protagonizassem conversas de tão baixo calibre, próprias do submundo do crime organizado. Segundo, porque ao invés de serem defendidos, seriam condenados sem dó nem piedade pela grande imprensa. Direito de defesa? Apenas para os nossos. Para os demais, reservamo-nos o direito de acusar, condenar e zelar pelo fiel e rigoroso cumprimento da pena.
As próximas semanas serão reveladoras de como a imprensa se porta quando é ela que cobre a CPI – e quando a própria passa a ser coberta por uma CPI. Este é o ponto.
Washington Araujo
No Blog do Miro
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Charge online - Bessinha - # 1245

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