30 de abr de 2012

Ministro inglês entrega grampos de Rupert Civita

Saiu no New York Times:
O Ministro Jeremy Hunt das Comunicações é acusado de ter sido muito bonzinho com Robert(o) Murdoch ou Rupert Civita, que queria controlar a BskyB, a maior empresa de televisão por satélite da Inglaterra.
Hunt resistia renunciar, mas os indícios são muito claros de que o Ministério dele era muito “simpático“ à pretensão de Civita/Murdoch.
(Clique aqui para ler “Governador 'Cerra' financiou Veja”.)
O principal assessor de Hunt renunciou semana passada.
A tentativa de Murdoch/Civita de comprar a BskyB se deu enquanto ele era obrigado a fechar o jornal News of the World, por se utilizar de gravações secretas da Polícia inglesa.
Os diretores do jornal foram todos em cana.
O filho de Civita/Murdoch renunciou aos cargos que tinha na Inglaterra e fugiu para os Estados Unidos.
A Ofcom, a organização estatal que vigia o PiG inglês e que nasceu de uma Ley de Medios (acorda, Bernardo!) decidiu ampliar a investigação para apurar se o grupo Civita/Murdoch pode, sequer, controlar os canais de televisão que já controla na Ingaterra.
A Ofcom – vejam que ameaça à liberdade da Globo e da Veja, amigo navegante! – a Ofcom tem o poder de cassar uma concessão para explorar televisão na Inglaterra.
Que absurdo!
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Governador tucano não quer PMs com estudo porque eles "se insubordinariam"

Richa com comando da PM: melhor só obedecer
Felipe Rosa/Gazeta do Povo
O governador Beto Richa (PSDB) disse em entrevista à rádio CBN, nesta quinta-feira (26), que acha positivo que os policiais militares do estado não tenham diploma de curso superior.
A polêmica entre o governo e as associações que representam os policiais militares, que queriam que o governo passasse a exigir diploma dos que entram na corporação.
Segundo Richa, é bom que os policiais não tenham diploma, porque gente formada normalmente é muito insubordinada.
"Outra questão é de insubordinação também, uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior, uma patente maior", afirmou o governador.
A declaração do governador é um desestímulo à educação e à cultura dentro da corporação. Nitidamente, o que Richa defende, em sua declaração, é que a PM dê preferência a pessoas que não estudem.
Além de tudo, mostra uma miopia em relação à realidade do mundo. Como se pessoas sem estudo superior não pudessem ser contestadoras ou insubordinadas (pela versão de Richa, as greves comandadas por Lula no ABC nunca existiram).
A função do Estado é estimular o estudo, e não o contrário. Mais do que isso: o governador não deveria desejar uma corporação de gente que simplesmente atende ordens cegamente, como ele parece querer. E, sim, fomentar um ambiente em que as pessoas sejam capazes de autonomia.
Richa poderia, sem nenhum problema, defender que não é preciso diploma para ser policial. Mas com outros argumentos.
Rogério Galindo
No Caixa Zero
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Cachoeira encomenda programa adulto para o tucano Eduardo Siqueira Campos



A relação de extrema amizade de José Eduardo Siqueira Campos, (foto ao lado), o verdadeiro governador do estado do Tocantins, com Cláudio da Delta e o contraventor Carlinhos Cachoeira está cada vez mais evidente.
Nessa conversa, cujo o aúdio infelizmente não tenho, Carlinhos conversa com uma garota de programa que irá encontrar o Eduardo.
No Cachoeira de dados
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Marconi, Demóstenes, Carlinhos e o jornalista Cláudio Humberto

Carlinhos intermediou um negócio envolvendo Cláudio, o diretor da Delta, com o jornalista alagoano Cláudio Humberto. O jornalista estava incomodando ao falar das ligações da Delta com Sergio Cabral (PMDB), governador do Rio de Janeiro e Cláudio resolveu pagar o jornalista através de Marconi Perillo (PSDB).
Marconi Perillo tinha combinado com o jornalista Cláudio Humberto que ia levar uma empresa privada para ele. Cláudio Humberto faria uma mídia mensal para o grupo que ficaria por conta de Lulinha, aquele que entrega o material de Dadá para o Mino Pedrosa, que iria cobrar entre R$ 5 mil e R$ 7 mil para fazer uma coluna diária nesse jornal do Cláudio Humberto.
Essas conversas mostram que Marconi Perillo não apenas se encontrava com Carlinhos Cachoeira em ocasiões festivas como também o ajudava em vários negócios, até mesmo no pagamento de jornalistas através da Delta.
No Cachoeira de dados
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Os recados do deputado Fernando Francischini

Tucano Francischini, o santo!
Havia uma troca de informações entre o grupo de Carlinhos Cachoeira e o Deputado Fernando Fracischini (PSDB-PR). As informações eram passadas por um policial federal chamado Tomé para Idalberto, o Dadá, que informava o senador Demóstenes Torres.
Tomé aproveitava seu cargo para receptar e-mails e informar o grupo de Carlinhos. O ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) estava chantageando o grupo, misturando informações sobre o grupo na internet em outras notícias. Outros dois que o grupo considera perigosos eram o jornalista Edson Sombra e Durval Barbosa,  que fez o vídeo do ex-governador Arruda.
Dadá alerta Carlinhos que o senador “nosso amigo” Demóstenes está ajudando o Fraga, que é um inimigo deles. Em uma das mensagens, Francischini pede ajuda com um negócio no Meio Ambiente no Governo do Distrito Federal envolvendo Marcelão.
O grupo também comenta que Francischini está mudando o título eleitoral para Brasília para candidatar-se à Governador.
No Cachoeira de dados
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“Vítimas” de arapongas eram os espiões do DF

Inquérito revela íntimo relacionamento entre o deputado Fernando Francischini (PSDB/PR) e o sargento Dadá; parlamentar tucano, que pediu a prisão de Agnelo Queiroz, em razão do escândalo da arapongagem, pretendia até trazer seu título de eleitor para o DF, onde concorreria ao Buriti
Não faltará assunto para a CPI da Arapongagem, instalada no Distrito Federal, para investigar um suposto Watergate que teria sido montado no Palácio do Buriti, por aliados do governador Agnelo Queiroz, para investigar políticos, empresários e jornalistas.
Na noite deste domingo, reportagem do 247 revelou que um dos supostos alvos da arapongagem, o vice-governador do Distrito Federal, o peemedebista Tadeu Filipelli, tramava contra o governador. E, segundo o inquérito, remunerava jornalistas, como Mino Pedrosa e Edson Sombra, para provocar o impeachment de Agnelo Queiroz. A mesada de Mino, segundo uma conversa gravada do sargento Idalberto Matias, o Dadá, seria de R$ 100 mil.
Agora, surgem fatos novos, ainda mais estarrecedores, que envolvem outra autointitulada vítima da arapongagem: o deputado Fernando Francischini (PSDB/PR). Em 16 de abril deste ano, quando Veja publicou a reportagem “Espiões vermelhos”, sobre o suposto núcleo de arapongagem no DF, Francischini anunciou que pediria a prisão do governador Agnelo Queiroz.
O que o inquérito revela, no entanto, é bem mais grave. Francischini, que é membro da CPI do Cachoeira, mantinha íntimo relacionamento com os espiões da quadrilha de Carlos Cachoeira – a mesma que, associada à construtora Delta, pretendia se infiltrar no Distrito Federal.
No anexo 7 do inquérito (leia mais aqui), há várias menções ao nome de Francischini – e todas elas, anteriores à publicação da reportagem de Veja sobre os “espiões vermelhos”.
No dia 31 de janeiro, Dadá faz referência a uma mensagem enviada por Francischini. Dadá se refere ainda a um contrato na Polícia Civil do Distrito Federal e a um encontro com o parlamentar tucano.
No dia 4 de fevereiro, Dadá telefona para o bicheiro Carlos Cachoeira e revela que vem sendo ajudado por Francischini. Diz até que o parlamentar tucano estaria trazendo seu título de eleitor do Paraná para o Distrito Federal, onde tentaria ser candidato a governador.
- Quem me falou foi um cara que tá ajudando a gente... é, montando um escritório aí, com aquele delegado Francischini, bancando pra fuder o governador... e o Francischini tá trazendo – é deputado federal que é delegado – tá trazendo o título dele para ser candidato a governador.
No dia 16 de abril, Veja publicou a reportagem sobre os espiões vermelhos. No dia 17, Francischini representou à procuradoria-geral da República, solicitando a prisão de Agnelo Queiroz alegando que o governador teria promovido uma devassa em sua vida. Só não contou que, três meses antes, reunia-se com o araponga Dadá, que espionava o Buriti.
Leia, abaixo, a reportagem “Espiões Vermelhos”, publicada por Veja em 16 de abril deste ano.
VEJA: 

Espiões vermelhos

16/04/2012
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Vaticano teria recebido mais de R$ 1 milhão para enterrar mafioso em basílica

Chefe de gangue romana foi sepultado ao lado de papas na década de 90
MILÃO — O Vaticano enfrenta uma grande controvérsia sobre o enterro de um notório chefe mafioso ocorrido 22 anos atrás, com novas informações de que a Igreja teria aceitado um bilhão de liras (mais de R$ 1,245 milhão), a antiga moeda italiana, como pagamento de uma viúva para permitir o enterro de seu marido em uma basílica, ao lado de antigos papas.
Uma fonte da Santa Sé contou à agência de notícias italiana Ansa que “apesar da relutância inicial”, o então vigário-geral de Roma, o cardeal Ugo Poletti, “face a um montante tão conspícuo, deu sua benção” para o controverso sepultamento de Enrico De Pedis, chefe do grupo mafioso Banda de Magliana, da capital italiana. O dinheiro teria sido usado em missões e na restauração da Basílica de São Apolinário, onde De Pedis foi colocado, ao lado de papas e cardeais, após seu assassinato em 1990.
As informações, que não foram comentadas pelo Vaticano, podem explicar como um notório criminoso foi enterrado em um local considerado sagrado. Na semana passada, para combater as crescentes críticas e ajudar a resolver o mistério que perdura sobre o assassinato há 20 anos, as autoridades do Vaticano decidiram retirar os restos mortais de De Pedis de sua cripta especial.
A pressão aumentou no início deste mês, quando o procurador Giancarlo Capaldo afirmou que os altos funcionários do Vaticano sabiam muito mais do que revelavam sobre as ligações do chefe da Magliana com a Santa Sé e sobre o suposto sequestro e assassinato de Emanuela Orlandi, filha de 15 anos de um funcionário do Vaticano, em 1983.
— Há pessoas que ainda estão vivas, e ainda estão dentro do Vaticano, que sabem a verdade — afirmou Capaldo.
Alguns acreditam que o pai de Emanuela tinha provas ligando o Banco do Vaticano, Istituto per le Opere di Religione, ao crime organizado, e que ela foi pega para mantê-lo em silêncio. A teoria é de que De Pedis, que foi morto a tiros em 1990, organizou o sequestro.
Nas últimas duas décadas, houve especulações de que os restos mortais de Emanuela foram postos junto ao túmulo do criminoso. Pietro Orlandi, irmão da adolescente, integra o grupo dos que pedem para que o túmulo seja aberto.
O Vaticano — que enfrenta fortes críticas após uma série de escândalos — negou as acusações e deu a entender que os investigadores poderão testemunhar a reabertura da cripta, em uma tentativa de aplacar os rumores.
— Parece que nada foi escondido e não há segredos do Vaticano a serem revelados — afirmou Federico Lombardin, porta-voz do Vaticano.
Aparentemente, Enrico De Pedis será transferido para um destino menos badalado. O local deve ser decidido em um encontro. Mesmo que os restos mortais de Emanuela não sejam encontrados no túmulo, o mistério que ronda seu desaparecimento permanecerá.
Outras teorias sobre o destino de Emanuela também existem. Uma, mais palatável para o Vaticano, sugere que membros da Magliana a entregaram a extremistas turcos, que queriam usá-la como objeto de barganha para conseguir libertar Mehmet ALi Agca, o atirador turco que tentou matar o Papa João Paulo II em 1981.
Mas outras pessoas acusam Paul Marcinkus, o ex-chefe do Banco Vaticano que caiu em desgraça e que esteve envolvido com a falência do Banco Ambrosiano, o maior banco privado da Itália, em 1982.
Pouco depois de o escândalo vir à tona, o presidente do Banco Ambrosiano, Roberto Calvi, foi encontrado enforcado embaixo da ponte Blackfriars, em Londres.
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Bajular Demóstenes Torres foi ato criminoso

É importante investigarmos as inúmeras suspeitas que vão surgindo pelo caminho. Mais importante ainda, no entanto, é consolidar as certezas.
A respeito da extensão e da natureza do envolvimento da revista Veja com a quadrilha de Carlos Cachoeira, temos, até o presente momento, uma única grande certeza: seria IMPOSSÍVEL que Policarpo Jr. mantivesse as relações estreitas que mantinha com o bicheiro, de um lado, e o senador Demóstenes Torres, de outro, sem conhecer o vínculo existente entre ambos. Ele certamente tinha essa informação, e a sonegou para seus leitores.
É muito provável que toda a cúpula da revista tenha sido conivente.
O grande problema, nesse caso, é que foram muito além da mera omissão. Durante meses a fio, venderam uma imagem de Demóstenes Torres que sabiam ser completamente falsa - a de um paladino da lucidez política e da probidade administrativa.
É essa verdade que precisamos consolidar, enquanto juntamos pacientemente as peças do quebra-cabeça. Policarpo Jr. sabia de tudo o tempo todo. E é altamente improvável que a cúpula da revista não soubesse também. O incensamento de Demóstenes Torres foi criminoso.
Jotavê
No Advivo
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Comissão de juristas aprova criminalização do enriquecimento ilícito

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Noblat: gravações complicam Perillo e, até agora, isentam Agnelo

Blogueiro de O Globo defende isenção dos veículos de comunicação na análise do inquérito vazado pelo 247
O jornalista Ricardo Noblat, do Globo, acaba de postar comentário defendendo isencão dos meios de comunicação na interpretação do inquérito vazado pelo 247. Para ele, Marconi Perillo, governador de Goiás, se complicou. Contra Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, ainda não surgiram gravações comprometedoras. Leia:

Marconi e Agnelo: O que o escândalo não une a isenção deve separar

A situação ideal para um jornalista preocupado com a própria isenção é aquela onde ele pode bater de um lado e do outro. Apontar malfeitos de um lado e do outro.
No caso do escândalo estrelado por Carlinhos Cachoeira e Demóstones Torres, apareceram os nomes de Marconi Perillo e de Agnelo Queiroz, respectivamente governadores de Goiás e do Distrito Federal - ambos supostamente envolvidos em falcatruas.
Vazou para a imprensa o inquérito da Polícia Federal contra Cachoeira e Demóstenes. As principais conversas grampeadas já foram publicadas.
Marconi complicou-se ainda mais. Ficou estabelecida sua proximidade incômoda com a dupla dinâmica. Agnelo, não. Cadê as gravações que de fato o incriminam? Ou que incriminam auxiliares próximos dele sem que restem dúvidas?
A isenção que une deve também saber separar. Ou não será isenção.
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A chapa dos bancos esquentou

Depois dos empréstimos, Caixa e BB lançam ofensiva para reduzir as taxas de administração dos fundos de investimento.
A cruzada do governo pela queda dos custos dos empréstimos chegou a um novo campo de batalha. Depois da ofensiva na redução dos juros cobrados dos tomadores de crédito, é hora de os administradores de fundos entrarem na alça de mira do governo. Na segunda-feira 23, a Caixa Econômica Federal colocou em prática um corte nas taxas de administração de dois de seus fundos de renda fixa voltados para pequenos investidores. O Caixa Azul Fic teve sua taxa reduzida de 3% para 1,5% ao ano. Já no caso do Caixa Fic Clássico, a tarifa encolheu de 1,85% para 1,40%, e a aplicação inicial caiu de R$ 1.000 para R$ 100. Não foi o único movimento. O Banco do Brasil está estudando medidas semelhantes. “Se a Selic cair mais, vamos reduzir as taxas de administração de alguns fundos DI e diminuir suas aplicações iniciais, para tornar os produtos mais acessíveis”, diz Carlos Takahashi, presidente da BB DTVM. 
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O objetivo desse ataque é pressionar os bancos privados a fazer movimentos semelhantes e abrir mão de parte do que ganham ao administrar recursos, tornando os fundos mais competitivos. Essa ofensiva não visa apenas a beneficiar o investidor. Ao manter a competitividade dos fundos DI e de renda fixa, Brasília vai dificultar a migração de parte dos quase R$ 900 bilhões atualmente aplicados neles para as cadernetas de poupança. A preocupação do governo é evitar problemas na hora de vender títulos públicos. À medida que os juros recuam, a rentabilidade dessas carteiras encolhe. Assim, a remuneração garantida de 6% ao ano e a isenção de Imposto de Renda da poupança a tornam um concorrente imbatível. Para o investidor conservador e com pouco dinheiro no bolso, não há muita diferença entre as duas aplicações.
No entanto, o dinheiro que sai dos fundos e vai engordar o tradicional porquinho reduz o orçamento disponível para o governo financiar seu passivo. “Sem medidas para manter a competitividade dos fundos, em breve será necessário alterar as regras de remuneração das cadernetas”, diz William Eid Júnior, professor de finanças da FGV. Na ponta do lápis, há espaço para alguns descontos. A taxa média cobrada dos 385 fundos de renda fixa abertos à captação é de 1% ao ano. No entanto, considerando-se os fundos com aplicação inicial de até R$ 1 mil, a taxa de administração média mais do que dobra, para 2,25% (leia quadro). Até agora, as medidas adotadas pela Caixa, e que deverão ser seguidas pelo BB, exerceram pouca influência nos concorrentes. Até a terça-feira 24, os bancos privados não haviam anunciado nenhum contra-ataque à ofensiva do governo. 
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Takahashi, da BB DTVM: redução das taxas e das aplicações mínimas para tornar
os fundos mais acessíveis.
“O mercado deve se ajustar a essa nova situação, e estamos avaliando medidas para manter nossos fundos competitivos”, disse Luiz Carlos Angelotti, diretor-executivo do Bradesco durante a divulgação de resultados, na segunda-feira 23. Itaú, Santander e HSBC não comentaram. Esse movimento é realmente necessário? Segundo a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), fundos que cobram taxas de administração superiores a 0,5% ao ano perdem em competitividade para a poupança, considerando-se o percentual corrente da taxa Selic. Takahashi afirma que as medidas em estudo pelo banco são proativas, uma preparação para um cenário de juros bem mais baixos que os correntes. Mesmo assim, ele descarta a hipótese de uma drenagem de recursos dos fundos para a poupança.
“Em 2009, a taxa Selic recuou para 8,75% ao ano e, mesmo assim, não houve uma migração maciça de dinheiro para as cadernetas”, diz ele. Segundo o executivo, cerca de 80% dos recursos dos fundos pertencem aos grandes investidores, pouco suscetíveis ao discreto charme do porquinho. O economista Roberto Troster, especializado no sistema financeiro, avalia que, para melhorar a vida do pequeno investidor, as reduções nas taxas de administração têm de ser bem mais agressivas, algo pouco provável no curto e médio prazos. “Os bancos não têm margem para reduções de grandes proporções e impacto”, diz ele. “Reduções em juros de crédito e mudanças em taxas de administração que causassem grandes efeitos seriam insustentáveis.”
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No Isto É Dinheiro
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Stepan e Leréia viajaram à Europa, com dinheiro público, à serviço de Cachoeira

Em missão oficial na Europa, os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ), ligaram, de Paris, para o empresário Carlinhos Cachoeira. O conteúdo da conversa - que consta do inquérito da Operação Monte Carlo - mostra intimidade entre eles.
Leréia inicia a chamada, em 12 de julho de 2011: "Bonjour, monsieur!". Cachoeira identifica o amigo: "Tá de fogo, Lereia?". "Rapaz, arrumei um negócio pra você aqui agora. Grupo Cassino. Eu disse, cassino é negócio de jogo (risos)", brinca o deputado.
Depois, falam do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), chamado de "nosso líder". "Vou levar pra ele um Château Margaux (vinho que pode custar até R$ 500)".
Em tom de deboche, falam sobre um empréstimo de R$ 200 mil para comprar um apartamento em Paris. Leréia diz: "Dá pra você depositar pra ele [Stepan]? Paris baixou demais o preço".
Nercessian havia pedido R$ 160 mil a Cachoeira, no mês anterior, para comprar um apartamento no Brasil.
Stepan pega o telefone e segue: "Você deposita 200 na conta, eu tiro a xerox, e eles vendem fácil pra nós."
Os dois viajaram à Europa para participar de reuniões com a delegação do Parlamento Europeu. Receberam cinco diárias de R$ 350 da Câmara.
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Bomba no DF: vice armava para derrubar governador

Trecho do relatório da Operação Monte Carlo aponta que o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filipelli, do PMDB, pagava jornalistas para tentar derrubar o governador Agnelo Queiroz, do PT, e chegar ao comando do Palácio do Buriti; Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlos Cachoeira, receberia R$ 100 mil mensais
A crise política deflagrada pela Operação Monte Carlo pode ganhar contornos incontroláveis no Distrito Federal. Um dos trechos do inquérito vazado pelo 247 aponta que o vice-governador Tadeu Filipelli, do PMDB, conspirava para derrubar o governador Agnelo Queiroz, do PT. O trecho aparece na página 202, do anexo 7 (leia mais aqui).
Trata-se do resumo de uma conversa entre o espião Idalberto Matias, o Dadá, e o policial Marcelão, que é também dono de uma agência de publicidade no Distrito Federal, a Plá. Nela, ambos comentam que o jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlos Cachoeira, teria um contrato de R$ 100 mil mensais, que seriam pagos por Filipelli. Ambos comentam ainda que outro jornalista, chamado Edson Sombra, seria também remunerado pelo vice-governador. Há ainda uma anotação sobre um apartamento que teria sido dado por Cachoeira a Mino Pedrosa em Brasília. Além disso, Mino teria uma cunhada empregada no gabinete de Demóstenes Torres (sem partido/GO).
Nos últimos meses, o governador Agnelo Queiroz recebeu ataques em série. Denúncias, que antes eram publicadas em blogs de jornalistas do DF, como Edson Sombra e Mino Pedrosa, depois eram amplificadas em veículos de grande circulação nacional, como Veja e Época. Até agora, no entanto, o inquérito tem revelado que o esquema Delta-Cachoeira não conseguiu se infiltrar no governo do Distrito Federal da mesma maneira como dominava o estado de Goiás (sobre isso, leia o post de Ricardo Noblat).

CPI da Arapongagem

Como as ligações entre a Delta e o governo do Distrito Federal são frágeis, a tentativa de impeachment incorporou uma nova estratégia. Agnelo passou a ser acusado de montar uma rede de arapongas para grampear políticos, jornalistas e empresários. Entre eles, o vice-governador Tadeu Filipelli e o jornalista Edson Sombra. Sobre isso, já há até uma CPI instalada no Distrito Federal.
Nesta sexta, Filipelli representou ao Ministério Público Federal, solicitando a apuração de uma possível investigação ilegal, realizada contra ele, alegando a necessidade de defender as instituições. Ocorre que os grampos da Operação Monte Carlo revelam que o Watergate brasiliense pode ter sido montado justamente por aqueles que seriam beneficiados pela queda do governador.
Abaixo, o trecho do relatório da PF que menciona a doação do apartamento de Mino Pedrosa e o pagamento de jornalistas por Filipelli:
RESUMO
KID 9 (KlD NOVE).
FALAM SOBRE SUCESSÃO DO DIRETOR DA PCDF. ENCONTRO DE SANDRO AVELA E ERIC SEBA (FILMAGEM)
APARTAMENTO QUE CARLINHOS DEU PRA MINO PEDROSA.
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TELEFONE NOME DO ALVO
6192800078 Idalberto Matias de Araujo - Monte Carlo
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
DADA X MARCELÃO PLX
DATNHORA INICIAL DATNHORA FINAL DURAÇÃO
07/02/201213:32:54 07/02/201213:34:32 00:01:38
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
A
RESUMO
MINO PEDROSA TEM UM CONTRATO COM O FILlPELI R$ 100.000 POR MES. ENTÃO O SOMBRA DEVE ESTAR
SENDO F1NANDIADO PELO FILlPELI.
A CUNHADA DO MINO TRABALHO NO GABINETE DE DEMOSTENES (SENADOR)
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Roteiro de Cinema grampeia o Senador Álvaro Dias, líder do PSDB

TWITTER              NOME DO ALVO
@alvarodias_          ÁLVARO DIAS, LÍDER DO PSDB

INTERLOCUTORES
ÁLVARO x ROTEIRODECINEMA

DATA/HORA INICIAL   DATA/HORA FINAL  DURAÇÃO
26/08/2011 20:59         28/08/2011 17:04           44:05:00
RESUMO
Conduta de ÁLVARO DIAS, líder do PSDB no Senado, durante o episódio em que o contraventor CARLINHOS CACHOEIRA e o senador DEMÓSTENES TORRES conspiraram para "por fogo na República" usando o editor da Revista Veja POLICARPO JÚNIOR e o araponga Sargento PMDF JAIRO MARTINS DE SOUZA, vulgo ÍNDIO, "personal araponga" de GILMAR MENDES, para atacar o dirigente petista JOSÉ DIRCEU e rachar o PT ao meio visando desestabilizar o Governo DILMA ROUSSEFF:
26 de agosto de 2011 -20:59
https://twitter.com/#!/alvarodias_/status/107240751431294976
 26 de agosto de 2011 - 21:06
https://twitter.com/#!/alvarodias_/status/107242624053821440
 27 de agosto de 2011 - 17:52
https://twitter.com/#!/alvarodias_/status/107556165050843136

 27 de agosto de 2011 -  23:43
https://twitter.com/#!/alvarodias_/status/107644449202515968
[A nota no blog do Senador linkada por este tuíte antecipava a matéria da Revista Veja com imagens do Hotel Naoum, classificando como "detalhes saborosos" o que segundo a Polícia Federal foram imagens obtidas ilegalmente pelo Sargento Jairo, "personal araponga" do Ministro Gilmar Mendes, e passada ao editor da Veja Policarpo Junior por intermédio de Carlinhos Cachoeira, com a intenção de rachar o PT entre setores pró-Palocci e pró-Dirceu, e dar munição para Demóstenes (mas também Álvaro) atacarem de paladinos da moralidade contra o "Governo Paralelo" do Hotel Naoum:] 
http://topsy.com/www.alvarodias.blog.br/2011/08/o-governo-paralelo-de-ze-dirceu/
28 de agosto de 2011 - 00:09
[Seis horas depois de publicar a nota antecipando a matéria da Revista Portuguesa Visão, "prima da Veja", a nota já se encontrava deletada no blog do Senador.]
https://twitter.com/#!/alvarodias_/status/107650998859870208
 28 de agosto de 2011 - 00:27
https://twitter.com/#!/alvarodias_/status/107655420008607744
28 de agosto de 2011 - 17:04
https://twitter.com/#!/alvarodias_/status/107906495810768897
ENCERRADA
===//==
Hoje também a nota que antecipa a arapongagem da Revista Veja se encontra deletada no blog do Senador. Continuo perguntando ao Senador Álvaro Dias: o senhor não vê nenhum indício de ilegalidade - nos "detalhes saborosos" - nas imagens obtidas por Policarpo Júnior que ilustram a matéria da Revista Veja que o senhor antecipou? Mesmo depois que os "detalhes saborosos" de como foram obtidas se tornaram públicas?
===== OS DETALHES SABOROSOS =====
De como os "detalhes saborosos" foram obtidos.
Excertos do Inquérito contra Carlinhos Cachoeira que corre (lulz) em Segredo de Justiça:
RESUMO 02/08/2011-15/08/2011: CACHOEIRA diz para DEMÓSTENES que POLICARPO, Editor da Veja, está "para estourar aí" e que o JAIRO arrumou pra ele uma fita com imagens obtidas ilegalmente no Hotel Naoum que mostram o dirigente petista JOSÉ DIRCEU encontrando autoridades durante os dias da queda de do ministro ANTÔNIO PALOCCI, e combinando que dali duas semanas, eles (Policarpo, Demóstenes e Cachoeira) colocariam "fogo na República", porque teriam "as cenas" dos "nego procurando Dirceu no Hotel" o que "racharia o PT". Uma "bomba dentro do partido". 

[Não é preciso lembrar que a reportagem foi um fiasco e deve ter contribuído muito para a saída de Mario Sabino da editoria da Revista Veja.]
Ontem o Blog do Senador Álvaro Dias noticiava o seguinte: "Fascismo explícito!"



E a Veja noticiava: "Discurso anti-imprensa 'perde força', diz Alvaro Dias"
Porém, segundo o inquérito vazado, um "suposto conluio entre a imprensa e a quadrilha" não é só "uma invenção". Pelo contrário. "Conluio" (no sentido de maquinação ou conspiração para prejudicar outrem, combinação, arranjo) entre o Editor da Veja e a quadrilha de Cachoeira me parece ser uma conclusão do inquérito da Polícia Federal:
RESUMO:
CACHOEIRA utiliza de seu contato com POLICARPO e reportagens da Revista VEJA em favor de seus interesses políticos e negócios escusos:
Quem demanda a convocação do editor da Revista Veja em Brasília POLICARPO JÚNIOR e do Sargento PMDF JAIRO MARTINS DE SOUZA - "representantes do melhor jornalismo investigativo" - para depor na CPI que investiga Carlinhos Cachoeira são os fatos apresentados pelo inquérito. É a Sociedade brasileira e o interesse público.
Não são "o PT e setores a eles aliados" os interessados na investigação da relação de Cachoeira com a imprensa como sustenta o Senador Álvaro Dias. Eu, interessado, não sou nem um nem outro, e eles, o PT e seus aliados, que deveriam pedir formalmente a convocação de Policarpo e Jairo, até agora não o fizeram, pois pode ser - e o que apresento a seguir é só uma ilação corroborada por encontros fortuitos - que Dilma e o PT estejam sofrendo pressão e ameaças de retaliação do conluio de outra organização criminosa. A Máfia dos barões da imprensa.
Investigar a imprensa e sua relação com criminosos não é "afronta à liberdade de expressão", é um direito a informação. É um dever investigar, mesmo que os resultados botem "fogo na República", ao revelar o "Governo Paralelo" de Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha de criminosos com tentáculos nos quatro poderes.
Quem leu o inquérito (ou ao menos parte dele) vislumbrou a extensão dos tentáculos de Cachoeira. E quem leu mesmo o inquérito sabe quem é o personagem Álvaro Dias dentro dele e sua participação na história. Um aliado pronto para encampar as denúncias de Cachoeira plantadas na Veja, mas que não poderia ir longe demais nas investidas e investigações. Um Senador manipulado por Cachoeira através de uma revista sem que o Senador sequer soubesse disso. Agora sabe.
Fernando Marés de Souza
Artigo original do Roteiro de Cinema sobre o caso, datado de 29 de Agosto de 2011.
Enquanto isso, no Twitter do Senador Álvaro Dias:
28 de Abril de 2012 - 21:11
Talvez não. Mas agora o senhor é o grampeadinho. Rsrs
Fernando Marés de Souza
No Roteiro de Cinema News
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Arapongagem em hotel foi obra de Cachoeira

No ano passado, a revista Veja alardeou em uma matéria de capa a suposta interferência do ex-ministro José Dirceu, afastado do Planalto sob o impacto do “mensalão”, no governo Dilma Rousseff. A reportagem, que mostrava integrantes do governo em reuniões extra-oficiais com o ex-ministro no Hotel Nahoum, em Brasília, virou caso de polícia quando alguém questionou de que maneira as imagens do circuito interno haviam sido captadas.
O repórter “investigativo” foi acusado de tentar invadir o apartamento onde Dirceu estava hospedado. Os métodos criminosos para obter “o furo” davam indícios de que algo cheirava mal no reino da editoral Abril. Um ano depois, com a revelação do inquérito da Operação Monte Carlo, a origem da fumaça começa a ser explicada.
As investigações sobre a atuação do bicheiro Carlinhos Cachoeira para preservar seus interesses em Brasília apontam com todas as letras o envolvimento de políticos e jornalistas com a quadrilha. É o caso de Policarpo Júnior., chefe da sucursal da Veja em Brasília, citado em diálogos do inquérito policial.
Abaixo, os detalhes sobres os métodos pouco ortodoxos utilizados pela revista na tentativa de constranger o governo. O diálogo, publicado no blog de Luis Nassif (leia clicando AQUI), foi obtido a partir do documento disponibilizado pelo site Brasil 247, que teve acesso ao relatório.
Confira:
1) 2 DE AGOSTO 2011- Araponga Jairo diz a Cachoeira que vai almoçar com “Caneta” (Policarpo Junior). Depois do almoço, relata que Policarpo quer as imagens gravadas no Hotel Naoum.
TELEFONE NOME DO ALVO
316010027450207 Jairo Martins de Souza – MONTE CARLO
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
JAIRO X CARLINHOS (PLX)
DATAlHORA rNlCIAL DATA/HORA FrNAL DURAÇÃO
0210812011 12:03:39 02/08/2011 12:04:13 00:00:34
ALVO rNTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
316010027450207 316010027445095 316010027445095 R
RESUMO
CANETA – MATERIA
DIÁLOGO
( … )
JAIRO: Deixa eu te falar. Tem uns 15 minutinhos, o caneta me ligou aqui, ta Pra mim almoçar com ele 15 pra OI. A respeito
daquela, daquela matéria la, ta. Que ta pronta. Que so fala comigo.
CARLINHOS: Ha, excelente. Ai se me posiciona ai. Brigado, JAIRO!
(DESPEDEM-SE)
(ENCERRADA)
INTERLOCUTORES/COMENT ÁRIO
JAIRO X CARLINHOS (PLX)
DATA/HORA INICIAL DATNHORA FINAL DURAÇÃO
02/08/2011 14:30:50 02/08/2011 14:33:06 00:02:16
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
3 16010027450207 3 I 60 10027445095 3160 I 0027445095 R
RESUMO
JAIRO.”CANETA” QUER USAR AS IMAGENS DAS PESSOAS DO HOTEL.
JD RECEBENDO O PESSOAL E COMEMORANDO A QUEDA DO OUTRO. TODO MUNDO VEM PEDIR A BENÇÃO
DELE.
DIÁLOGO
CARLINHOS: E ai, JAIRO, o que que cIe queria?
JAIRO: Como sempre queriam fuder a gente, né? É, diz que tem uma puta de uma matéria, né ? Pra daqui a duas semanas, que .
naquele período que ele me pediu, o cara recebeu 25 pessoas lá, sendo que 5 pessoas assim importantissima, mas pra sustentar a
matéria dele. ele tem que usar a<; imagens, entedncu? Que era o combinado era não usar, né?
CARLINHOS: As imagens lá do hotel ?
JAIRO: É, as imagens das pessoas entendeu?
CARLlNHOS:É, se ele combinou tem que cumprir, né?
( … )
JAIRO:Ai cle quer que eu tente cu convencer o amigo lá, a deixar usar, usar de uma maneira que não complique, né?
CARLlNI-IOS: É mas ai, pra tentar convencer o amigo, você tcm que falar, ai é o meu caso, entendeu? “Ó, você tem que
conversar com ele, porque ele pelo menos é o dono lá, do pessoal de lá”.
JAIRO: Ah, fechou, fechou, fechou então.
CARLINHOS:Põe ele pra pedir pra mim, tá.
JAIRO: TA, eu vou pedir ele pra pedir pra você
( … )
CARLINHOS: E o que que é basicamente. é o JD recebendo o pessoal lá e comemorando a queda do outro?
JAIRO: É, a importânci, a influência dclc,nos momentos de crise ( … ) todo mundo vem pedir a benção dele.
( … )
ENCERRADA
2) 11 de agosto de 2011. Cachoeira conta a Demostenes que Policarpo pediu autorização para divulgar fitas do Hotel Naoum.
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLINHOS X DEMOSTENES(PLX)
DATAlHORA INICIAL DATA/HORA FINAL DURAÇÃO
11/08/201120:05:52 11/0812011 20:06:45 00:00:53
ALVO INTERLOCUTOR
316010027445095 3160 I 0027449459
ORIGEM DA LIGAÇÃO
316010027449459 R
TIPO
RESUMO
DEMOS TENS fala que o primeiro assunto está com o estrangeiro e o segundo já tem reunião. CARLINHOS diz que o assunto
do ZÉ vai estremece o partido .
DIÁLOGO
CARLINHOS: Fala Doutor.
DEMOSTENES: E ai professor. Já tô aqui … aquele assunto … o primeiro já tá sendo tratado pelo estrangeiro, certo? E o segundo
já tem uma reunião marcada aqui.
CARLINHOS: Excelente. Amanhã cê lá vindo á tarde?
DEMOSTENES: Vou à tarde aí. Na hora que Chegar nós falamos. Tem alguma novidade aí?
CARLINHOS: Tem nada. Nada de nada. Tive com o POLICARPO ontem, não sabe nada, nem (ininteligívcl) assunto morto pra
ele. Foi pedir permissão para o trem lá do ZÉ é feio viu, aquele que eu te contei. Aquilo lá vai dar uma estremicida, viu. É uma
bomba dentro do partido.
ENCERRADA
1) 11 de agosto. Demóstenes diz a Cachoeira que fitas do Naoum podem motivar uma CPI do PT
TELEFONE NOME DO ALVO
316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS – MONTE CARLO
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLlN~IOS X DEMOSTENES(PLX)
DATA/HORA INICIAL DATA/HORA FINAL DURAÇÃO
11/08/2011 20:06:48 11I08/20t 120:07:15 00:00:27
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
316010027445095 316010027449459 316010027445095 R
RESUMO
CARLINHOS diz que viu cenas e DEMOSTENES diz que é bom pois eles podem fazer a CPI do PT
DIÁLOGO
CARLINHOS: Eu vi, eu vi as cenas lá, viu?
DEMOSTENES: Isso é bom, hein. Isso é bom que dá um tiro direto neles aí né, c a gente faz a CPI do PT.
CARLINHOS: Exatamente. Bcle7.a.
DEMOSTENES: Falou Mestre. um abraço.
CARLINHOS: Outro doutor. Tehau .
ENCERRADA
2) 15 de agosto Cachoeira autoriza Jairo a negociar entrega das fitas a Policarpo
TELEFONE NOME DO ALVO
316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS – MONTE CARLO
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLINHOS X JAIRO(PLX)
DATA/HORA INICIAL DATA/HORA FINAL DURAÇÃO
15/08/2011 10:12:29 15/08/2011 10:13:07 00:00:38
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
3 16010027445095 3160 I 0027450207 316010027450207 R
RESUMO
CARLlNHO orienta JAIRO sobre conversa com POLICARPO. Diz que eles tem que pedir aquele assunto pra ele.
DIÁLOGO
JAIRO: Oi.
CARLINHOS: JAIRO. Nós temos que matar a conversa com o POLICARPO aI… cê sempre deixa pra mim decidir, tá? Quem vai ter a decisão mesmo é ele. Não fala que cê já falou com o cara, que já tá tudo liberado, não, tá bom? Que nós temos que pedir aquele assunto pra ele.
JAIRO: Tá beleza, beleza Devo falar com ele logo mais, aí eu te falo, te chamo.
Despedem-se
ENCERRADA
3) 21 de agosto – Cacheoira antecipa a Demostenes todo o conteúdo da matéria que Veja publicará com base nas fitas do Naoum
TELEFONE NOME DO ALVO
316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS – MONTE CARLO
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLINHOS X DEMOSTENES(PLX)
DATNHORA INICIAL DATNHORA FINA-L DURAÇÃO
021081201121:03:35 02/08/201121:06:25 00:02:50
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
316010027445095 3160 I 0027449459 316010027449459 R
DIÁLOGO
CARLINHOS: Ó DOUTOR,
DEMÓSTENES: Fala PROFESSOR, e ai? Tranquilo o
CARLINHOS: Beleza novidade ai?
DEMÓSTENES: Uai, nada. liguei fiquei o dia inteiro fora do ar ai, saber se. tem alguma coisa
CARLINHOS: Não, s6 o POLlCÁRPIO que vai estourar ai, o JAIRO arrumou uma fita pra ele lá do hotel lá, onde o DIRCEU, .
DIRCEU, é, recebia o pessoal na época do tombo do PALOCCI ai, ai ele vai demonstrar, mas não vai ser esse final-de-semana
não, tá? Vai ser umas duas vezes ai pra frente, que ele planejou a queda do PALOCCI também, recebia só gente graúda lá:, tá?
Isso quer dizer que os momentos importantes da República, o DIRCEU que comanda.
DEMÓSTENES: Exatamente, ai é bom de mais, uai, o que que é isso?
. CARLINHOS: É vai sair ai, já falou com o JAIRO, hoje almoçou com o JAIRO, e perguntou com o JAIRO se podia, quando for
estourar. por, por a fita na veja online c o JAIRO veio perguntar pra mim. ai eu falei pra ele: “não, deixa não. manda ele pedir pra
mim”.
DEMÓSTENES: Exatamente, é claro ué. Ai não, né ? Ai ninguém guenta, né ?
CARLINHOS: É mas ai vai mostrar muita coisa, viu? Ai vai por fogo ai na REPÚBLICA, porque vai jogar o PALOCCI contra
ele, porque ai vai vir cenas né? Dos nego procurândo o DIRCEU no hotel.
DEMÓSTENES: Exatamente, ai é ótimo, fantástico.
( … )
ENCERRADA
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